Leia
nesta edição:
- ANS abre
consulta pública sobre garantia de atendimento
- Saúde
em dia
- ANS: Consulta
sobre atendimento aos beneficiários
- ANS abre
consulta pública sobre garantia de atendimento
- Irregularidades
em planos coletivos por adesão
- Saúde:
O perigo que vem de fora
- Mortes
por doenças crônicas
- Olhos Abertos
Terça-feira,
01.02.11
Folha
de São
Paulo
Saúde
em dia
Por Maria Cristina Frias
O número de vínculos com planos de saúde
chegou a 44,8 milhões em 2010, segundo dados da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) e do IESS (Instituto de
Estudos de Saúde Suplementar).
No terceiro
trimestre do ano passado, o crescimento foi de 2,3%, com mais
de 1 milhão de planos adquiridos, de acordo com
a ANS e o IESS. Na comparação de outubro de 2009
até setembro passado com os 12 meses anteriores, o aumento
foi de 8,3%.
JP Online
ANS:
Consulta sobre atendimento aos beneficiários
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia,
nesta quinta-feira, dia 3 de fevereiro, uma consulta pública
com o objetivo de receber, de toda a sociedade, sugestões
e críticas relativas à proposta de norma sobre
garantia de atendimento aos beneficiários de planos de
saúde. As contribuições poderão ser
enviadas no prazo de 30 dias, a partir da data de vigência
da consulta.
Entre os
temas abordados na proposta de resolução
normativa estão o cumprimento de prazos máximos
para atendimento às demandas dos beneficiários,
tais como a realização de consultas básicas,
exames e internações; a obrigatoriedade de existência
de prestadores de serviços de saúde (hospitais,
clínicas, laboratórios e médicos) em todos
os municípios que integrem a área de abrangência
do plano de saúde contratado.
Nos casos
em que, excepcionalmente, não houver prestador
de serviço de saúde credenciado em determinado
município da área de abrangência do plano
contratado, a operadora deverá garantir o atendimento
em prestador não credenciado no mesmo município
ou garantir o transporte do beneficiário até o
prestador credenciado para o atendimento, assim como seu retorno à localidade
de origem.
A operadora
poderá também reembolsar integralmente
o custo pago pelo beneficiário pelo serviço ou
procedimento realizado. O principal objetivo da norma é estimular
as operadoras de planos de saúde a promoverem o credenciamento
de prestadores de serviços nos municípios que fazem
parte de sua área de cobertura. Além disso, o normativo
pretende oferecer equilíbrio na relação
de consumo estabelecida no ato da compra do plano de saúde,
ao garantir que o beneficiário terá acesso a tudo
aquilo que contratou.
Portal Segs
ANS
abre consulta pública sobre garantia de atendimento
No próximo dia 03 de fevereiro, a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) abre consulta pública
para receber contribuições relacionadas à proposta
de norma sobre garantia de atendimento aos beneficiários
de planos de saúde. As contribuições serão
recebidas pelo prazo de 30 dias.
O principal
objetivo da medida é estimular as operadoras
de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores
de serviços nos municípios que fazem parte de sua área
de cobertura.
Além disso, a proposta quer estabelecer equilíbrio
na relação de consumo firmada no ato da compra
do plano de saúde, ao garantir que o segurado terá acesso
a tudo aquilo que contratou.
Contribuições
De acordo
com nota divulgada pela ANS, entre os temas abordados na proposta
de
resolução normativa estão
o cumprimento de prazos máximos para atendimento às
demandas dos beneficiários, tais como a realização
de consultas básicas, exames e internações;
e a obrigatoriedade da existência de prestadores de serviços
de saúde (hospitais, clínicas, médicos,
laboratórios) em todos os municípios que integram
a área de abrangências do plano de saúde
contratado.
A proposta
prevê também que a operadora garanta
o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município,
nos casos em que não houver prestador de serviço
de saúde credenciado em determinada cidade da área
de abrangência do plano.
Ainda neste
sentido, como opção, a operadora deverá garantir
o transporte do beneficiário até o prestador credenciado
para o atendimento, assim como o seu retorno à localidade
de origem; ou reembolsar, integralmente, o custo pago pelo beneficiário
pelo serviço ou procedimento realizado.
O
Estado de São
Paulo
Irregularidades
em planos coletivos por adesão
Um ano e
meio após regras tornarem mais rígidas
a venda desse tipo de plano de saúde, oferecido por sindicatos
e associações de classe, consumidores ainda enfrentam
problemas, como desinformação e falta de registro
de operadoras e de planos
Por Karina Toledo
Um ano e
meio após a edição das regras
que tornaram mais rígida a venda de planos de saúde
coletivos por adesão, consumidores ainda enfrentam problemas
ao adquirir esse tipo de produto - como planos vendidos sem registro
ou de forma irregular. Além disso, poucos usuários
são informados sobre o direito de aderir sem carência
nos primeiros 30 dias de vigência ou no mês de aniversário
do contrato.
Após a edição da lei dos planos de saúde
em 1998, que aumentou o controle do governo sobre os reajustes
dos planos individuais e acabou com os limites de cobertura,
a maioria das operadoras passou a se concentrar nos planos coletivos
- que representam hoje 73,6% do mercado.
Em 2009,
nova regulamentação dividiu essa categoria
em planos empresarias e coletivos por adesão. Estes, desde
julho de 2009, só podem ser vendidos por sindicatos, associações
e conselhos de classe. De olho no filão, operadoras têm
firmado parceria com essas entidades.
A advogada
Wanessa de Araújo, de 30 anos, foi prejudicada.
Para garantir um preço atraente, o corretor a induziu
a assinar uma declaração falsa de que pertencia
ao Sindicato dos Comerciários de Brasília. "Ele
disse que eu tinha de fazer isso porque era um coletivo por adesão.
Eu nem sabia do que se tratava."
A proposta
estava em nome da empresa Afinidade Administradora de Benefícios, registrada na ANS. Mas a documentação
apresentada para a assinatura do plano estava em nome de outra
empresa, Afinidade Consultoria, que, apesar de ter os mesmos
sócios e endereços semelhantes, não possui
registro na ANS.
Procurada
pela reportagem, a Afinidade Administradora informou que atualmente
a carteira
de clientes antigos e atuais está toda
regida pela Afinidade Administradora. Os dois casos foram denunciados à ANS.
Procurada, a agência disse que não comentaria os
processos, pois ainda estão sendo avaliados.
Para evitar
problemas, a advogada do Idec Juliana Ferreira recomenda pedir
para o
corretor registrar por escrito as promessas que
fizer no momento da venda, pois as operadoras serão obrigadas
a cumpri-las.
Outro caso é o da advogada Fabiola Kayo, de 34 anos,
que adquiriu um plano coletivo por adesão em setembro,
atraída por uma campanha publicitária da Amil.
Mas os anúncios não informavam a possibilidade
de adesão sem carência nos primeiros 30 dias de
vigência do contrato. Ela também não foi
informada sobre esse direito pela Caixa de Assistência
dos Advogados de São Paulo, entidade por meio da qual
adquiriu o plano.
Dois meses
após a adesão, a advogada não
havia recebido nem a carteirinha do convênio nem a cópia
do contrato. "Fui pesquisar no site da ANS e descobri que
a Amil não tinha nenhum plano coletivo por adesão
registrado."
A advogada
Rosana Chiavassa, representante de Fabíola,
explica que embora os planos por adesão da Amil estejam
hoje regularizados, ainda não tinham registro na época
em que a empresa veiculou a campanha. "Tecnicamente, eles
venderam um produto antes de ele existir", diz.
A Amil afirmou
que após a regulamentação
de 2009 "houve a renomeação desses produtos
e suas características, o que levou o mercado a readequar
o registro". A empresa foi autuada pelo Procon e pelo Conselho
de Autorregulamentação Publicitária.
DICAS
Plano
coletivo por adesão
A operadora
firma contrato com um sindicato, entidade de classe ou associação e a adesão ao plano é permitida
a todos os associados. O usuário arca integralmente com
a mensalidade.
Vantagem
O preço
costuma ser inferior ao dos planos individuais.
Desvantagens
Os reajustes
anuais não são controlados pela Agência
Nacional de Saúde (ANS), dependem de negociação
entre a operadora e a entidade que oferta o plano. O contrato
com a operadora pode ser rescindido sem a anuência do beneficiário.
Registro da operadora
Verifique
se a operadora possui registro na ANS e se está sob
intervenção, o que indica problemas administrativos
ou financeiros. Se houver administradora de benefícios
(intermediária entre operadora e entidade de classe),
esta também deve estar registrada.
Contrato
Leia o contrato
antes de assinar e exija uma cópia, bem
como a lista atualizada dos prestadores credenciados.
Saúde
Business Web
Saúde:
O perigo que vem de fora
Por Antonio Carlos Lopes
Presidente
da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
critica política brasileira de revalidação
de diplomas de médicos formados no exterior
Há alguns anos o Governo Federal tenta criar subterfúgios
para revalidar, com facilidades, os diplomas de brasileiros formados
em Cuba, na Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM). Foram
diversas as tentativas de estabelecer privilégios. A cada
uma delas a classe médica reagiu firmemente, alertando
sobre os riscos que profissionais sem comprovação
de formação adequada representariam à vida
dos cidadãos.
As entidades
médicas brasileiras sempre defenderam que
os formados no exterior passem por prova para demonstrar que
estão de fato aptos para exercer a medicina no Brasil.
Trata-se de uma segurança para a população.
E a regra deve valer para graduados em quaisquer lugares do mundo,
seja nos Estados Unidos, Inglaterra, China, Rússia, França,
Japão, Argentina, Cuba e por aí vai.
Diante da
resistência dos médicos e das denúncias
da imprensa, o Governo, de certa forma, recuou. Criou exame especial
para os formados em Cuba, uma espécie de avaliação
piloto para revalidação de diplomas.
Aplicado
recentemente, o tal teste teve resultados desastrosos: de 628
médicos, 626 foram reprovados, ou seja, quase 100%
deles. O problema é que a lição não
foi aprendida. Em vez de acender as luzes de perigo e dar um
breque nas fórmulas mágicas para revalidar os diplomas
dos brasileiros graduados na ELAM, surge agora a notícia
de que a Secretaria de Educação Superior do Ministério
da Educação pode preparar novo edital para dar
a eles mais uma oportunidade, com nota de corte mais baixa; e
ainda estudaria fazer com que o teste teórico deixe de
ser eliminatório.
É lamentável que a cabeça de nossos gestores
esteja tão desconectada dos anseios dos brasileiros. No
conforto de seus luxuosos gabinetes, bacharéis em medicina
que nada sabem, de fato, de medicina, ditam regras esdrúxulas
sem ter a mínima noção dos estragos que
podem causar.
Dessa forma,
todos os dias, vemos absurdos diversos, como a abertura indiscriminada
de faculdades médicas sem condições
de oferecer formação de qualidade. Ganham os empresários
da educação, ganham os lobistas, e só quem
perde é a população.
É assim, com profissionais de formação
insuficiente no Brasil e no exterior, que o Governo enche o mercado
de "médicos", como se quantidade fosse o remédio
para os males de nossa saúde. É o mais puro engodo.
Na verdade, precisamos de qualidade, tanto quanto precisamos
de responsabilidade e de espírito público de nossos
políticos. Será que um dia chegaremos lá?
Saúde
Business Web
Mortes
por doenças crônicas
Doença crônica
provoca seis de cada 10 mortes no mundo
Mais
de 80% das mortes ocorrem em países em desenvolvimento
O crescimento
econômico de países em desenvolvimento
tem gerado aumento de diabéticos, pessoas com câncer
e com doenças pulmonares e de coração -
as chamadas doenças crônicas.
De acordo
com Secretário-Geral das Nações
Unidas, Ban Ki-moon, a doença crônica provoca seis
de cada 10 mortes no mundo. Mais de 80% dessas mortes ocorrem
em países em desenvolvimento, segundo dados divulgados
durante a rodada de Doha, em Davos, na Suíça. No
entanto, apenas 3% dos recursos assistenciais são direcionados
para solucionar tal problema. Segundo Ban Ki-moon, as doenças
não-transmissíveis devem ser colocadas na agenda
de prioridades.
Papel
da indústria
O secretário pediu uma maior colaboração
das indústrias farmacêuticas no desenvolvimento
de medicamentos para os países de baixa renda. Além
disso, fez um apelo à indústria alimentar para
que reduzam o açúcar, sódio e graxo, bem
como a publicidade dirigida às crianças.
Executivos
da indústria alimentícia e farmacêutica
concordaram com as orientações, e se comprometeram
com uma colaboração mais estreita com o governo
e organizações não-governamentais.
Outro assunto
abordado durante o fórum econômico
foi sobre a telessaúde e medicina móvel, onde a
penetração da telefonia móvel pode ser usada
para a prevenção e promoção da saúde.
O sucesso
no combate ao HIV foi tido como exemplo para as futuras políticas de combate às doenças crônicas.
Números
• 35 milhões de pessoas morrem todo ano devido
a doenças crônicas
• As doenças crônicas não são
mais o "fardo do homem rico". Mais de 80% das mortes
acontecem no mundo em desenvolvimento
Folha
de São Paulo – Caderno
Ilustrada
OLHOS ABERTOS
Por Mônica
Bergamo
São Paulo "exportou" 131 córneas para
outros Estados em dezembro. A demanda para transplantes foi considerada
zerada, permitindo que as remanescentes fossem enviadas para
o Rio Grande do Norte (56), Bahia (36), Goiás (15) e Acre
(dez). A fila de espera em SP, atualmente, é de 232 pessoas.
Em 2010, foram feitos 5.774 transplantes em SP, 102 a mais do
que no ano anterior.