Leia
nesta edição:
- Proposta da volta da CPMF divide os governadores
- Governo
estuda taxar banco para custear saúde
- Dilma "aceitaria" imposto para saúde,
diz Vaccarezza
- Governo
quer retardar votação de projeto
- Ginecologistas de 5 operadoras param por 3 dias
- Impostura
na saúde
- Sem acordo,
médico de SP corta plano de saúde
- Justiça
de SP barra leitos concedidos a planos no SUS
- Entrevistas - Nacime Mansur, do Zerbini
- "Iniciativa do governo estadual é justa"
- Ministro
alerta que emenda da Saúde pode retirar do
setor R$6 bilhões
- Padilha
propõe custear saúde
com imposto de bebida
- Cariocas
apostam mais na saúde pública
- Flores
pela saúde
- Novo imposto
para saúde
- Justiça condena 12 por desvio de R$ 28 mi de saúde
e educação
- Oportunidades
do mercado de planos odontológicos
- População brasileira chega a 192 milhões
- Sírio-Libanês
aumenta receita com pacientes internacionais
- Novo exame
mapeia arritmia cardíaca
- Rio de
Janeiro terá pior
onda de dengue
- Exames laboratoriais terceirizados
- Aumento
na contração de médicos clínicos
por hospitais
- Reanimação pós
infarto
- Vírus que infecta e destrói tumor é testado
para tratamento de câncer
- Marcos
regulatórios devem induzir inovação,
diz diretor da Anvisa
- Fiocruz
suspende compra de software sem licitação
para o SUS
- Médicos
de SP defendem piso salarial de nove mil reais
- Relatório apresentado na Câmara aponta avanços
e desafios para a vigilância sanitária
- Anvisa
decide votar sobre inibidor de apetite em reunião
pública
- Comissão adia votação de parecer sobre
gerência de hospitais universitários
Quinta-feira, 01.09.11
O
Estado de São
Paulo
Proposta da volta da CPMF divide os governadores
A presidente
Dilma Rousseff pode contar com parte dos governadores de Estado
para
tentar recriar uma contribuição
para financiar a saúde. Apesar de os aliados e a oposição
na Câmara e no Senado serem majoritariamente contrários à criação
de um novo imposto, há um grupo de governadores simpáticos à volta
de um tributo, nos moldes da extinta Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF).
Um dos mais
entusiasmados é o governador do Rio de Janeiro,
Sérgio Cabral, do PMDB. "Acho que devíamos
aprovar a criação de alguma coisa que ajude a financiar
a saúde. Sou totalmente favorável à CPMF",
disse ontem o governador. A CPMF existiu até dezembro
de 2007, quando foi derrubada no Senado.
Ao argumentar
que a "questão do financiamento da
saúde é urgente", o governador de São
Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), preferiu não ser categórico
ao rechaçar a volta do imposto para a saúde. "Acho
que se deve evitar criar tributo novo."
Há dois dias, o governador paulistano foi mais enfático
e defendeu uma contribuição para custear gastos
com o setor. Mas depois de o PSDB se posicionar frontalmente
contra a proposta, Alckmin recuou.
O
Estado de São
Paulo
Governo
estuda taxar banco para custear saúde
Por Vera
Rosa, Denise Madueño e Rafael Moraes Moura
O governo
examina propostas para taxar lucros de bancos e remessas de
dinheiro
para o exterior. As duas sugestões foram apresentadas
ontem, em reunião no Palácio do Planalto, como
alternativas para obter mais recursos para o sistema público
de saúde na regulamentação da Emenda 29.
A lista de opções inclui, ainda, uma nova taxação
de cigarros e bebidas, o aumento da alíquota do seguro
de danos pessoais causados por veículos (DPVAT) e a utilização
do dinheiro dos royalties do pré-sal.
A presidente
Dilma Rousseff ainda não bateu o martelo
sobre nenhuma das alternativas. Está convencida, porém,
que não é possível votar na Câmara
a Emenda 29 - que define os gastos da União, Estados e
municípios com saúde - sem uma fonte de receita.
O Planalto não quer arcar com o ônus de criar um
novo imposto e transferiu essa tarefa para a base aliada.
Até mesmo os partidos que sustentam o governo, no entanto,
são contra ressuscitar um tributo nos moldes da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF).
Diante do
impasse, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
apresentou ontem um pacote de alternativas para financiar o setor
durante reunião da qual participaram a titular de Relações
Institucionais, Ideli Salvatti, o vice-presidente, Michel Temer,
e líderes do governo e das bancadas do PT e do PMDB no
Congresso.
A proposta
sob análise prevê a votação
da Emenda 29 do jeito que está, no dia 28 de setembro,
na Câmara. As modificações do texto, com
a respectiva fonte de custeio, ficariam para o Senado. Na avaliação
de líderes de partidos aliados, seria a única forma
de levar o assunto adiante e empurrar a polêmica mais para
a frente. Até agora não há consenso sobre
como conseguir mais recursos para a saúde.
Contas. Pelos
cálculos apresentados ontem, na reunião
com Ideli e Temer, a nova taxação de cigarros renderia
R$ 4 bilhões; a de bebidas, outros R$ 4 bilhões;
e a do DPVAT, mais 4 bilhões. O imposto sobre remessa
de dinheiro para o exterior representaria um adicional de R$
8 bilhões e um total de R$ 12,5 bilhões poderia
vir da taxação sobre os lucros dos bancos e dos
royalties do pré-sal. Com isso o governo obteria os R$
32,5 bilhões necessários para a saúde, conforme
prevê a Emenda 29.
O presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os partidos
da base, exceto o PT, não aceitam o adiamento da votação
nem a criação de uma contribuição
nos moldes da extinta CPMF. 'Nós vamos votar aqui no dia
28 e cumprir com o nosso dever', disse o líder do PMDB,
deputado Henrique Eduardo Alves (RN), lembrando que o projeto
está à espera de votação na Câmara
há três anos. Segundo ele, os deputados têm
20 dias para melhorar a Emenda 29. 'Se não for possível,
o governo pode continuar buscando uma fonte de financiamento
na votação no Senado', observou.
Depois da
aprovação no plenário da Câmara,
o projeto voltará ao Senado. Em 2008, os senadores aprovaram
a proposta, mas como está sendo modificada pelos deputados
terá de passar por nova votação antes de
seguir para sanção ou veto da presidente.
'Presente
de grego'. Na terça-feira, em Caruaru (PE),
Dilma foi enfática ao transferir para o Congresso a responsabilidade
pela criação de fonte de receita para sustentar
novas despesas da saúde. Ela declarou que projetos de
lei que ampliam gastos com saúde e segurança, sem
determinar a origem do dinheiro, são verdadeiros 'presentes
de grego'.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), ao sair da reunião com Padilha e Ideli, não
quis comprometer a presidente na defesa de criação
de um imposto para garantir fonte adicional de recursos para
a saúde. 'Para dar uma saúde de qualidade e universal
no Brasil, temos de ter mais recursos. A Emenda 29 só não
basta. Precisamos criar uma fonte alternativa, mas não
existe ainda consenso no governo. Não existe uma decisão
da presidente da República', disse. Segundo ele, quanto
a um novo imposto, a presidente 'não tem posição'
sobre o assunto.
Vaccarezza,
porém, demonstrou que Dilma não quer
o texto parcialmente já aprovado e prestes a ter a votação
concluída na Câmara. 'Ela defende a regulamentação
da Emenda 29 - é uma coisa. Esse projeto que está aí é outra.
Eu tenho defendido elaborar outro projeto para a regulamentação
da Emenda 29.'
Folha
de São
Paulo
Dilma "aceitaria" imposto para saúde,
diz Vaccarezza
Para
líder, presidente não se oporia à criação
de novo tributo para setor
Por Fernando
Rodrigues, de Brasília
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), disse que a presidente Dilma Rousseff não só "aceitaria
como vários ministros também aceitariam" a
criação de um novo imposto específico para
financiar a saúde pública no país. A declaração
foi dada em entrevista à Folha e ao UOL.
Ele fez uma
ressalva dizendo não ter conversado especificamente
sobre o tema com a presidente. Não falou, portanto, por
Dilma. Mas repetiu: "[Ela] não me disse a posição
dela, mas eu acho que ela não teria nada a opor".
O líder do governo fazia considerações
sobre a polêmica regulamentação da emenda
constitucional 29, que normatiza os investimentos públicos
em saúde. O Planalto, Estados e municípios têm
receio de que faltarão recursos no caso de aprovado o
texto na Câmara dos Deputados.
Indagado
se descartaria em 100% a recriação de
uma CPMF, Vaccarezza disse: "A CPMF nos termos que ela existia
antes, sim. Um imposto específico para a saúde,
não". Ou seja, o novo tributo teria de ser vinculado
inteiramente à saúde.
Outras opções em estudo, declarou Vaccarezza,
seriam legalizar o jogo e cassinos no país ou aumentar
o valor cobrado do seguro obrigatório de proprietários
de veículos. Depois de dar entrevista, o líder
do governo teve reuniões sobre o tema no Planalto e na
Fazenda.
Há um consenso entre os governistas sobre a necessidade
de votar a regulamentação da emenda 29, pois a
oposição no momento acusa o Planalto de descaso
com a saúde. O prazo previsto para que o texto vá a
plenário é o dia 28 deste mês.
Folha
de São
Paulo
Governo
quer retardar votação de projeto
Por Ana
Flor e Maria Clara Cabral, de Brasília
Com o objetivo
de retardar a votação da emenda
29, que trata da destinação de recursos para a
saúde, o governo adotou a estratégia de superestimar
um erro no projeto.
Segundo o
ministro Alexandre Padilha (Saúde), o país
pode perder cerca de R$ 6 bilhões que hoje são
gastos na área.
O erro, segundo
deputados da base, refere-se ao percentual que os Estados devem
gastar
com saúde. Texto aprovado na Câmara
diz que os governadores não precisariam incluir no cálculo
de investimentos o repasse do Fundeb para os municípios.
O problema é apontado três anos após a aprovação
do texto principal. Para a votação ser concluída
na Câmara, falta apenas votar um destaque, mas o texto
ainda precisa voltar para o Senado.
A ministra
Ideli Salvatti (Relações Institucionais)
pediu um estudo para "dimensionar o tamanho do problema".
O líder Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é contra.
Diz que não há tempo.
Até o relator do texto aprovado em 2008, Pepe Vargas
(PT-RS), afirma que não é preciso reiniciar o processo,
bastaria apenas uma modificação do texto no Senado.
Ontem, durante
reunião com líderes, Padilha apontou
novas alternativas de recursos, como a maior taxação
do álcool e do tabaco e a cobrança maior pelo envio
de recursos para o exterior.
Segundo o
líder do PT, Paulo Teixeira (SP), a criação
de um novo imposto também não está descartada.
O
Estado de São
Paulo
Ginecologistas de 5 operadoras param por 3 dias
Médicos que atendem planos de saúde no Estado
iniciam hoje uma paralisação dos atendimentos eletivos
em forma de rodízio para reivindicar reajuste no valor
dos honorários pagos. Hoje eles recebem cerca de R$ 30
por consulta e querem que o valor passe para R$ 80.
Inicialmente,
12 operadoras seriam afetadas, mas, como algumas empresas apresentaram
propostas
de reajuste às entidades
médicas, o número caiu para 5. São elas:
Ameplan, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Intermédica,
Notredame e Volkswagen. Elas atendem cerca de 2 milhões
de usuários.
Até o dia 3, ginecologistas suspendem o atendimento.
Depois é a vez dos dermatologistas, seguidos dos otorrinolaringologistas,
pediatras, cardiologistas, ortopedistas, pneumologistas e cirurgiões
plásticos.
Folha
de São
Paulo
Editoriais
Impostura
na saúde
Sem tocar
na questão da redistribuição
de dinheiro do Orçamento e da eficiência do gasto
em saúde, governismo insinua elevação de
impostos
Quanto dinheiro
público é necessário e
ao mesmo tempo possível reservar para despesas em saúde?
O aumento dos gastos redundou em quantas e quais melhorias sanitárias,
na mortalidade ou no atendimento ambulatorial, tais como redução
no prazo de agendamento de consultas e exames?
Não se sabe. Mas a Câmara dos Deputados pensa em
elevar impostos ou aventa até o expediente de legalizar
o bingo para financiar a saúde. Instalou-se tal tumulto
porque os deputados querem votar neste mês a regulamentação
da emenda constitucional 29, de 2000. O objetivo é definir
o que são despesas de saúde, hoje sujeitas a truques
e fraudes, e estipular as fontes para custear o setor.
Para a União, a emenda previu a aplicação
do dinheiro gasto em 1999, acrescido de 5%, daí em diante
reajustado pelo percentual do crescimento do PIB, mais a inflação.
Para Estados, 12% da receita de impostos e transferências
da União, descontados os repasses para municípios.
Para estes, 15% da arrecadação tributária.
A União tem cumprido a norma provisória da emenda.
A despesa com saúde tem se mantido em torno de 1,8% do
PIB, embora as receitas federais tenham crescido mais que a economia.
Desde 2000,
a despesa declarada de Estados e municípios
em saúde tem crescido mais que a da União, embora
exista grande controvérsia sobre a correta aplicação
dos recursos. Vários Estados recorrem à rubrica
saúde para realizar gastos com saneamento, merenda escolar,
pensões, lixo etc. Para muitos entes federativos, a regulamentação
da emenda 29, ao fechar essas brechas, deve implicar aumento
de gastos.
No caso do
governo federal, caso a Câmara e, depois, o
Senado aprovem tal como está o projeto de regulamentação,
o aumento de despesa deve ser mínimo, se algum. Há ainda
polêmicas sobre mudanças na base de cálculo
da vinculação de recursos, mas as contas são
ainda inconclusivas.
Mas ressalte-se
que a Câmara eliminou a obrigação
de a União gastar 10% de sua receita em saúde,
o que elevaria a despesa em 35%. Também cairia a criação
da Contribuição Social para a Saúde (CSS),
a nova CPMF, porque ninguém se mostrou disposto, até agora,
a enfrentar o ônus político.
Logo, não se entende nem a barafunda da discussão
nem a demanda da presidente por aumento de impostos para financiar
a saúde -o que, aliás, ela prometera não
fazer na campanha de 2010.
O problema
mais imediato é que governo e Congresso nem
ao menos explicam do que estão tratando. Sem saber da
despesa, querem mais impostos. Sem saber da eficiência
do gasto, querem mais despesa. A não ser que se reveja
a divisão do bolo orçamentário, qualquer
solução será ruim.
O Globo
Sem
acordo, médico de SP corta plano de saúde
Por Paulo
Justus
Paralisação é a primeira de um movimento
nacional por reajuste do preço de consulta
Os médicos de São Paulo começam hoje a
suspender o atendimento a pacientes de alguns planos de saúde
com os quais não chegaram a acordo sobre reajuste dos
preços de consultas e de procedimentos médicos.
A paralisação é a primeira de uma série
que deve atingir todo o Brasil este mês, culminando na
suspensão geral marcada para o dia 21.
Ontem à noite, o Conselho Regional de Medicina do Estado
do Rio de Janeiro (Cremerj) submeteria à aprovação
dos associados a proposta de paralisação a partir
de segunda-feira, que deve atingir os planos de saúde
Medial/DIX e Sulamérica.
Em São Paulo, cinco planos foram alvos do boicote: Ameplan,
Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Intermédica,
Notredame e Volkswagen. A suspensão dos atendimentos será de
três dias, alternados por especialidade médica.
Assim, de 1º a 3 de setembro, os usuários daqueles
planos não conseguirão fazer consultas com obstetras
e ginecologistas. De 3 a 6, param os dermatologistas, e assim
por diante, passando por otorrinolaringologia, pediatria, cardiologia,
ortopedia e traumatologia, pneumologia e cirurgia plástica.
A suspensão escalonada em São Paulo se estenderá até o
fim de setembro.
— A ideia do rodízio é para evitar que o
paciente seja prejudicado — disse Florisval Meinão,
diretor da Associação Médica Brasileira
(AMB).
Em São Paulo, os médicos reivindicam o pagamento
de R$80 por consulta, além da correção do
preço dos procedimentos médicos de acordo com a
Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos
Médicos (CBHPM). No Rio, os médicos pedem 11% de
reajuste, com valor mínimo de R$50 por consulta e o fim
da distinção entre o valor pago a planos individuais
e empresariais. A Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abramge) considerou o movimento “aceitável,
desde que não prejudique o atendimento aos beneficiários
dos planos”.
Agência
Estado
Justiça
de SP barra leitos concedidos a planos no SUS
Lei permitiria
a hospitais públicos destinar 25% dos
atendimentos a pacientes de planos de saúde
Ontem a Justiça concedeu liminar atendendo à ação
civil pública do Ministério Público do Estado
de São Paulo, suspendendo os efeitos da lei do governo
estadual que destina 25% dos leitos e outros serviços
em hospitais de alta complexidade geridos por Organizações
Sociais (OSs) a pacientes de planos de saúde privados.
De acordo
com a decisão, o decreto "afronta o Estado
de Direito e o interesse público primário da coletividade".
O magistrado afirma ainda que há a possibilidade de "emergir
o perigo da demora, uma vez que nenhum contrato de gestão
foi firmado, alterado ou aditado para abranger a nova situação
jurídica questionada".
O Instituto
do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp)
e o Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus foram os
primeiros hospitais públicos autorizados pela Secretaria
Estadual da Saúde a ofertar seus serviços a particulares.
Mas a pasta poderia, pela Lei Complementar n.º.1.131/2010,
estender a permissão a outros 24 hospitais estaduais geridos
por OSs.
Para especialistas,
a medida prejudica usuários do Sistema Único
de Saúde (SUS) e oficializa a chamada "porta dupla" na
rede. Para o promotor Arthur Pinto Filho, o texto vai se tornar
apenas uma "carta de intenções", por
falta de fiscalização. "Quem poderia fazer
esse controle é o conselho gestor dessas instituições.
Mas os hospitais gerenciados por OSs não têm controle
social. Não contam com conselhos gestores", explica.
O texto inicial
da lei, publicado no Diário Oficial do
Estado, afirmava que o atendimento nesses hospitais deverá ser
feito "com equidade; garantindo que todos os usuários
do serviço tenham acesso aos mesmos equipamentos, procedimentos
médicos e tratamentos de saúde com a mesma qualidade".
O texto também proíbe a reserva de leitos, de consultas
e de atendimentos a particulares.
O
Estado de São
Paulo
ENTREVISTAS - Nacime Mansur, do Zerbini
''Operadoras
esperarão
por vantagem''
O Hospital
de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus Zerbini foi uma das
duas instituições autorizadas pela Secretaria
de Estado da Saúde a ofertar seus serviços aos
planos. Mas seu superintendente, Nacime Salomão Mansur,
acredita não ser possível colocar a lei em prática
sem que exista a "dupla porta".
O
senhor é a
favor da lei dos 25%?
Sou favorável a cobrar o atendimento que já é prestado
a pacientes dos planos. Mas a forma como a lei foi regulamentada
torna muito difícil evitar que o paciente de plano de
saúde seja privilegiado.
Por
quê?
O hospital
teria de fazer um contrato com as operadoras para atender a
esses usuários e, para isso, teria de oferecer
alguma coisa. As operadoras vão esperar alguma vantagem
para seus usuários.
De
que forma poderia ser feita a cobrança?
A legislação poderia inovar e permitir que os
hospitais cobrassem diretamente das operadoras os serviços
que já prestam - em vez de esperar pela ANS. Acho que
a discussão deveria caminhar nesse sentido.
O
Estado de São
Paulo
"Iniciativa do governo estadual é justa"
Por Paulo Hoff, do Icesp
Para o diretor-geral
do Instituto do Câncer de São
Paulo (Icesp), Paulo Hoff, o modelo de ressarcimento proposto
pelo governo do Estado pode não ser o ideal, mas é uma
iniciativa válida para encontrar fontes alternativas de
financiamento da alta complexidade.
O
senhor é a
favor da lei?
Os hospitais
de alta complexidade já atendem esses pacientes
que possuem plano. Parece-me justo criar uma forma em que eles
possam contribuir para aumentar o financiamento dessas instituições.
Mas sou contra um sistema em que um paciente seja favorecido.
É possível colocar a lei em prática sem
que haja "dupla porta"?
É o que a lei manda e eu sou otimista. É preciso
determinar com cuidado como será feito o referenciamento.
Se você, por exemplo, determina que o paciente do plano
também precisa passar por uma Unidade Básica de
Saúde (UBS), acaba prejudicando o usuário do SUS,
pois aumenta a fila da UBS.
Mas
seria possível
manter filas iguais com unidades referenciadoras diferentes?
Não é fácil, mas também não é impossível.
O Globo
Ministro
alerta que emenda da Saúde pode retirar do setor
R$6 bilhões
Por Chico de Gois
Brasília - Terminou sem avanço a reunião
no Palácio do Planalto entre a ministra de Relações
Institucionais, Ideli Salvatti, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, e líderes da bancada governista sobre a Emenda
29, que regulamenta os gastos da saúde pelos governos
federal, estaduais e municipais. Na reunião, segundo o
líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), Padilha disse que, se a Emenda for aprovada como está na
Câmara, a Saúde corre o risco de perder R$6 bilhões,
pois seria retirado do cálculo das receitas os valores
do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb).
- Em vez
de aumentar recursos, pode tirar - afirmou o líder
do governo.
Vaccarezza
afirmou que, na avaliação de Padilha,
a vantagem da Emenda 29 é obrigar os estados a aplicarem
os recursos no setor, uma vez que muitos deles não o fazem.
Ele declarou que, para o governo federal, a aprovação
da Emenda não traria gastos adicionais.
- O governo
federal põe mais recursos do que exige a
Emenda 29 e, neste ano, a presidente Dilma Rousseff vai destinar
mais R$10 bilhões para o setor - disse o líder.
Embora muitos
deputados - como ele próprio - defendam
uma fonte de recursos extra para aumentar a verba destinada à saúde,
Vaccarezza afirmou que esse assunto não foi tratado na
reunião.
- Precisamos
de fontes alternativas, mas não discutimos
isso hoje (ontem) - afirmou Vaccarezza, enumerando possíveis
fontes para tanto: criação de novo imposto exclusivo
para o setor, como era o caso da CPMF; aumento de tributos nas
bebidas e nos cigarros, legalização de jogos.
Nos bastidores,
líderes do governo e da oposição
falam que o governo deve, sim, mandar uma nova proposta na véspera
da votação. A ideia é retardar o processo.
O
Estado de São
Paulo
Padilha
propõe custear saúde
com imposto de bebida
Por Denise
Madueño
e Rafael Moraes Moura
Elevação de tributos já existentes seria
alternativa para aprovar a Emenda 29 sem criar uma nova CPMF
e renderia até R$ 10 bilhões
Brasília - Diante da dificuldade de apoio no Congresso
para criar um imposto que banque mais gastos com o sistema público
de saúde, o governo tem feito as contas para obter recursos
com aumento de tributos já existentes. O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, avalia ser viável uma cobrança
maior de tributos sobre cigarros e bebidas para conseguir esse
dinheiro.
A proposta
apresentada na quarta-feira, 31, por Padilha a parte dos líderes da base em reunião com a ministra das
Relações Institucionais, Ideli Salvatti, poderia,
segundo ele, cobrir um total de R$ 10 bilhões anuais necessários
para o setor.
Na opinião do ministro, a medida seria uma forma de sair
do impasse provocado pela proposta da Emenda 29, que define os
gastos da União, dos Estados e dos municípios com
a saúde, cuja votação está marcada
para o dia 28 na Câmara. O presidente da Casa, Marco Maia
(PT-RS), e os partidos da base, exceto o PT, não aceitam
o adiamento da votação nem a criação
de uma contribuição nos moldes da extinta CPMF.
"Nós vamos votar aqui (na Câmara) no dia 28
e cumprir com o nosso dever", disse o líder do PMDB,
Henrique Eduardo Alves (RN), lembrando que o projeto está à espera
de votação na Câmara há três
anos. "Nosso colo já cansou. Esta Casa tem limites
e não peçam a ela o que ela não pode fazer."
Segundo ele,
os deputados têm 20 dias para melhorar a
Emenda 29. "Se não for possível, o governo
pode continuar buscando uma fonte de financiamento na votação
no Senado", observou.
Depois da
aprovação no plenário da Câmara,
o projeto voltará ao Senado. Em 2008, os senadores aprovaram
a proposta, mas como está sendo modificada pelos deputados
terá de passar por uma última votação
no Senado antes de seguir para sanção ou veto da
presidente Dilma Rousseff.
"Presente de grego". Na terça-feira, em Caruaru
(PE), Dilma foi enfática ao transferir para o Congresso
a responsabilidade pela criação de fonte de receita
para sustentar novas despesas. Trata-se de assunto espinhoso
para o governo. Para Dilma, projetos de lei que ampliam gastos
com saúde e segurança, sem determinar a origem
do dinheiro, são verdadeiros "presentes de grego".
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), ao sair da reunião com Padilha e Ideli, na quarta,
não quis comprometer a presidente na defesa de criação
de um imposto para garantir fonte adicional de recursos para
a saúde. "Para dar uma saúde de qualidade
e universal no Brasil, temos de ter mais recursos. A Emenda 29
só não basta. Precisamos criar uma fonte alternativa,
mas não existe ainda consenso no governo. Não existe
uma decisão da presidente da República." Segundo
ele, quanto a um novo imposto, a presidente "não
tem posição" sobre o assunto.
Vaccarezza,
porém, demonstrou que Dilma não quer
o texto parcialmente já aprovado e prestes a ter a votação
concluída na Câmara. "Ela defende a regulamentação
da Emenda 29 - é uma coisa. Esse projeto que está aí é outra.
Você pode regulamentar com outro projeto. Eu tenho defendido
elaborar outro projeto para a regulamentação da
Emenda 29", disse.
O Globo
Cariocas
apostam mais na saúde pública
Pesquisa
do Rio Como Vamos mostrou que, nos últimos três
anos, procura subiu nove pontos percentuais
Em 2009,
a prefeitura assumiu, no Plano Estratégico da
cidade, o compromisso de ampliar a cobertura da atenção
básica dada pelo Programa de Saúde da Família
(PSF) de 3,5% para 35% até 2012. Outras metas, como a
criação de 20 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)
e a redução do tempo de espera nas grandes emergências,
também foram traçadas e ratificadas em acordos.
Um balanço do que foi alcançado mostra que a cobertura
do PSF chega a 23,7%, com a construção de 42 Clínicas
da Família, e que dez UPAs foram entregues.
E como a
população vê essas mudanças?
A Pesquisa de Percepção 2011 do Rio Como Vamos
(RCV) revela que, de 2008 a 2011, a procura dos cariocas por
unidades públicas de saúde subiu nove pontos percentuais:
de 48% para 57%. Em 2008, na primeira edição da
pesquisa, 34% avaliaram positivamente o atendimento; hoje são
50%.
Falta
de médicos é o
que mais preocupa
Há três anos, entre os insatisfeitos, o longo tempo
de espera era o que mais incomodava. Agora, é a falta
de médicos. A pesquisa indica ainda que, dos que procuraram
atendimento na rede de saúde, a predominância foi
de moradores na Zona Oeste. Encomendado ao Ibope, o levantamento
ouviu, em maio, 1.358 cariocas.
Para o RCV,
a comparação dos dados com os da edição
de 2008 revela que aumentou a percepção positiva,
o que é condizente com a expansão da rede. Mostra
também que, apesar dos avanços, ainda há áreas
da cidade que demandam atenção urgente do poder
público. É o caso da Zona Norte, onde 39% disseram
que houve piora. Para o RCV, é preciso avaliar quais as
razões dessa insatisfação numa região
que recebeu 18 Clínicas da Família e cinco UPAs.
As emergências continuam sendo o principal motivo que
leva o carioca à rede de saúde. O percentual subiu
de 2009, na segunda edição da pesquisa, para 2011.
Enquanto isso, houve retração dos que procuraram
unidades para consultas de rotina e preventivas, apesar de a
atenção primária ter registrado considerável
ampliação. Segundo aSecretaria municipal de Saúde,
600 mil novos usuários foram incluídos na rede
com as Clínicas da Família, e o número de
procedimentos ambulatoriais passou de 19 milhões em 2008
para 25 milhões em 2010.
A Zona Oeste
tem o menor índice de procura por consultas
de rotina: 9%. Um dado que, para o RCV, pode ser herança
da desconfiança nascida nos anos de dificuldades para
conseguir atendimento.
O secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann,
acredita que o percentual de avaliações positivas
aumentará quando áreas ainda não contempladas
receberem Clínicas da Família. Em seis meses, serão
inauguradas mais sete na Zona Oeste e outras nove na Zona Norte.
Quanto à principal razão de insatisfação
apontada, a falta de médicos, o secretário diz
que há dificuldades em relação a algumas
especialidades, como clínica médica e pediatria,
e para colocar profissionais em regiões afastadas do Centro
e violentas. Mas ele negou que a falta seja generalizada. Atualmente,
há cerca de 4.400 médicos nos quadros do município
e outros 1.294 contratados por Organizações Sociais
(OSs) para atuar nas Clínicas da Família. Um concurso
para mais 1.700 médicos foi aberto há duas semanas.
Já para a presidente do Conselho Regional de Medicina
(Cremerj), Márcia Rosa de Araújo, a falta de médicos é um
problema da rede pública no Brasil. A solução,
diz ela, passa pela oferta de salário condizente com a
responsabilidade do profissional e por melhores condições
de trabalho. No concurso aberto pela prefeitura, o salário
oferecido é de R$1.504, para 24 horas de trabalho semanais.
Segundo o
RCV, os principais desafios para o cumprimento das metas de
saúde pública são a ampliação
e a manutenção da estrutura da rede, além
da contratação de pessoal em quantidade e qualidade
condizentes com essa expansão
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Flores
pela saúde
A Frente
Parlamentar da Saúde, com o apoio de diversas
entidades nacionais, vai promover, entre 14 e 28 de setembro,
a “Primavera da Saúde”, que visa mobilizar
todo o País e sensibilizar o Governo e o Congresso Nacional
em favor da regulamentação da Emenda Constitucional
29, que permitirá a destinação de mais recursos
para a saúde. O texto fixa os percentuais de investimento
da União, Estados e Municípios e define o que são
ações e serviços de saúde. As lideranças
partidárias já fecharam acordo para que essa votação
aconteça no dia 28 próximo. A mobilização
visa evitar um possível recuo dos partidos a partir de
uma pressão do Governo, que não quer a votação.
Uma reunião realizada nessa quarta-feira (31), na Câmara,
deu o pontapé inicial na “Primavera da Saúde”.
A programação vai começar no dia 14, quando
a Confederação Nacional dos Municípios (CNM)
trará a Brasília mil prefeitos de todo o País,
para exigir a regulamentação da Emenda 29 e a derrubada
do veto do ex-presidente Lula ao Projeto que distribui os royalties
do petróleo do Pré-Sal para todos os Estados, não
só os produtores. As entidades da saúde, inclusive
membros do Conselho Nacional de Saúde, prometem engrossar
o coro dos prefeitos.
No dia 27
de setembro, véspera da votação,
será realizada a grande manifestação, em
que milhares de pessoas, com flores nas mãos, vão
promover uma concentração em frente ao Congresso
Nacional e um abraço simbólico no Palácio
do Planalto. Os organizadores desejam levar um ramalhete à presidente
Dilma Roussef. A mobilização será estendida
ao dia 28, até que o Destaque que resta para a aprovação
da matéria seja votado em plenário.
Segundo explicou
o deputado Darcísio Perondi, todos os
partidos da base aliada querem regulamentar a Emenda 29. Trata-se
de um processo irreversível. “Mas precisamos estar
cada dia mais mobilizados, para que a data fixada pelos líderes
e pelo presidente da Câmara, Marco Maia, não seja
empurrada novamente”, alertou Perondi.
O presidente
da Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), afirmou que
não há porque não votar a regulamentação
e que não são verdadeiras as notícias de
que União terá que investir mais R$ 30 bilhões
na saúde. “Essa informação é mentirosa
e incorreta”, disse. O texto da Câmara apenas enquadra
os entes federados que ainda não cumprem a Emenda 29 e
ainda não destinam 12% de suas receitas com saúde.
Esses Estados terão quatro anos para chegar ao percentual
constitucional. A luta maior vai acontecer no Senado, quando
a Frente Parlamentar da Saúde vai tentar melhorar o financiamento
da saúde, afirmou Darcísio Perondi.
Participaram
dessa primeira reunião, representantes da
Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB),
União Nacional dos Estudantes (UNE), Confederação
Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), Central Única
dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação
Nacional das Associações de Moradores (Conam),
Conselho Federal de Fonoaudiologia, Federação Nacional
de Farmacêuticos e Conselho Nacional de Secretários
Municipais de Saúde (Conasems).
Zero
Hora / Blog do Murillo de Aragão / Brasília
em Tempo Real
Novo
imposto para saúde
Reunidos
ontem com a ministra das Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, líderes da base aliada chegaram ao consenso
de que precisam criar uma nova fonte de recursos para a área
da saúde. Essa seria a única forma de viabilizar
a Emenda 29, que regulamenta o dinheiro a ser investido no setor.
Apromessa do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), é de
que o assunto vai entrar na pauta no dia 28 de setembro. Uma
das alternativas seria a criação de mais um novo
imposto, como a extinta CPMF, que seria integralmente direcionado
para a saúde. - Precisamos de uma fonte extra. Não
diria que a CSS (Contribuição Social para a Saúde)
está descartada. Eu, como deputado, defendo. Precisamos
parar de demonizar isso - disse o líder do governo na
Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
O
Estado de São
Paulo
Justiça condena 12 por desvio de R$ 28 mi de saúde
e educação
Réus atuavam em 3 Estados; juiz fixou pena de até 17
anos, fiança de R$ 1 milhão e proibiu grupo de
deixar o País
Por Fausto Macedo
A Justiça Federal condenou 12 dirigentes e associados
do Centro Integrado e Apoio Profissional (Ciap) por suposto desvio
de R$ 28,39 milhões entre 2003 e 2010, verba federal destinada
a programas públicos de saúde e educação.
A sentença é do juiz Sérgio Fernando Moro,
da 2.ª Vara Federal Criminal de Curitiba.
Moro destaca
que o Ciap, por ser uma Organização
da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), não
poder ter fins lucrativos. Segundo a sentença, os dirigentes
da entidade "apropriaram-se e lavaram recursos públicos
federais" recebidos para execução de projetos
no Paraná, Maranhão e Rio de Janeiro.
As penas
variam de 5 a 17 anos de reclusão. Moro queria
decretar a imediata prisão dos réus, mas a medida
não teria eficácia. "A jurisprudência
não tem sido rigorosa, via de regra, com o crime de colarinho
branco, adotando postura diferente."
Para o juiz,
os réus deveriam responder presos à fase
eventual de apelo. "Se não é o caso de impor
a prisão preventiva, é imperativo a imposição
de medidas cautelares", asseverou, ao fixar fiança
de R$ 1 milhão, além de proibir os réus
de deixarem o País e de "gerirem, de qualquer forma,
recursos públicos".
O peculato
e a lavagem de dinheiro teriam ocorrido entre janeiro de 2003
e abril de
2010. O Ministério Público Federal
denunciou 16 suspeitos - 4 foram absolvidos por falta de provas.
A Polícia Federal constatou que eram sacados cerca de
R$ 150 mil por mês da conta do Ciap, desviados para Dinocarme
Aparecido Lima, diretor da entidade. Ele pegou 17 anos e 4 meses
de reclusão, a maior pena.
O juiz decretou
confisco de bens avaliados em R$ 20 milhões.
Os acusados também receberam como sanção
proibição cautelar de trabalharem em Oscips ou
entidades que receberem valores do poder público. Não
podem exercer cargo ou função, por concurso ou
comissionados, na administração pública.
"Não tive acesso à sentença, oportunamente
vamos recorrer", disse o criminalista Alberto Zacharias
Toron, que defende Dinocarme. "Quanto à prisão,
foi o próprio juiz que os colocou em liberdade. Não
há nenhum fato novo que justifique o retorno do meu cliente à cadeia.
A ideia de prisão está hoje superada na jurisprudência
dos tribunais. Quanto à fiança, o valor é absolutamente
irreal, uma vez que os bens (de Lima) foram sequestrados."
Jornal Monitor Mercantil
Oportunidades
do mercado de planos odontológicos
O segmento
de planos odontológicos cresce quase 20% ao
ano e possui 15 milhões de usuários no país.
Os dados foram apresentados pelo superintendente de Planos Odontológicos
da MetLife, Fábio Nogi, durante evento realizado no dia
24, em Belo Horizonte, pelo Conselho Empresarial de Seguros da
Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas)
em parceria com o Clube de Seguros de Pessoas de Minas Gerais
(CSP-MG).
Segundo Nogi,
o ritmo de crescimento experimentado pelo setor nos últimos anos tem sido cerca de três vezes superior
ao do mercado de medicina suplementar. “Esse fato evidencia
o interesse do consumidor nesse produto e amplia o leque de benefícios
a serem ofertados pelo corretor que pode ver o seu faturamento
aumentar”, disse.
Folha
de São
Paulo
População brasileira chega a 192 milhões
Por Antônio
Gois
Estimativa
divulgada pelo IBGE mostra 1,6 milhão a mais
de habitantes no Brasil em relação ao ano passado
País tem agora 16 cidades que superam o número
de 1 milhão de moradores, e a mais recente é São
Gonçalo
A população brasileira atingiu, neste ano, o número
de 192 milhões de habitantes, 1,6 milhão a mais
do que no ano passado.
A lista das
maiores cidades em termos de população
permaneceu inalterada, mas o país passou a ter mais um
município no grupo dos que têm mais de 1 milhão
de habitantes: São Gonçalo, na região metropolitana
do Rio.
Com isso,
agora são 16 as cidades que superam esta marca,
e nelas vivem 41 milhões de pessoas -ou 22% do total da
população.
Esses dados
são de estimativas populacionais municipais
divulgadas ontem pelo IBGE. O instituto faz essas projeções
anualmente para efeito de cálculo de repasses federais
a municípios. Elas consideram tendências verificadas
nos censos demográficos. O último foi realizado
no ano passado.
Como esperado,
as projeções de 2011 estimam que
o ritmo de crescimento da população brasileira
continue diminuindo, um fenômeno explicado pela queda nas
taxas de fecundidade. De 2010 para 2011, o crescimento estimado
foi de 0,8%.
Na década passada, a população aumentou
num ritmo de 1,2% ao ano. Esta taxa já foi de 3% nos anos
1950, quando a média de filhos por mulher chegava a seis.
Hoje, está abaixo de dois.
Queda
O estudo
do IBGE identifica também que há 1.533
cidades (28% do total) com queda estimada em sua população.
São, em sua maioria, municípios de pequeno porte
que perdem habitantes por emigração.
Saúde
Business Web
Sírio-Libanês
aumenta receita com pacientes internacionais
Em um período de cinco anos, a receita do Hospital Sírio-Libanês,
proveniente de pacientes internacionais, cresceu 400%, o equivalente
a R$ 20 milhões em 2010 e 1,5% do faturamento total. O
incremento vem ocorrendo desde a implantação de
um departamento especializado para atender este público.
Somente no ano passado, foram 1.900 internações
de estrangeiros.
Pacientes,
geralmente, da América Latina, Europa, Estados
Unidos e Angola são os que mais buscam os serviços
do Sírio, que pretende aumentar ainda mais a oferta internacional,
tendo em vista a contrução de mais uma torre, localizada
na Bela Vista, em São Paulo, até 2014. Os investimentos
voltados para a expansão da entidade serão de R$
850 milhões nos próximos.
Folha
de São
Paulo
Novo
exame mapeia arritmia cardíaca
Por Débora
Mismetti
Técnica encontra origem do problema combinando imagens
de tomografia a dados da atividade elétrica do órgão
Teste, ainda
em pesquisa, dispensa inserção de
cateter, necessário no procedimento atual
Um novo teste
menos invasivo pode ajudar os médicos a
enxergar com precisão o ponto de origem de arritmias cardíacas,
problema de saúde que mata 7 milhões de pessoas
no mundo a cada ano.
Pesquisa
publicada ontem na "Science Translatonal Medicine" descreve
a técnica, testada em 25 pacientes. O exame foi chamado
de eletrocardiografia ou ECGI. Ele soma informações
detalhadas de tomografias computadorizadas do torso dos pacientes à gravação
de sinais elétricos do coração.
Para a captação desses sinais, o paciente usa
um colete com eletrodos capazes de gravar 200 sinais elétricos.
A imagem da tomografia, feita antes do exame em si, dá as
coordenadas anatômicas. Assim, os médicos conseguem
calcular a atividade elétrica na superfície do
coração e criar um mapa 3D para achar a origem
da arritmia. Na pesquisa, o exame foi preciso em mais de 90%
dos pacientes.
Os resultados
foram confirmados usando o método que é padrão
hoje, o estudo de eletrofisiologia. Os médicos inserem
um cateter pela veia da perna do paciente que vai até o
coração e avalia sua estrutura interna.
Segundo a
pesquisa, feita por pesquisadores da Universidade de Washington
e da
Cleveland Clinic, o novo exame mapeia a atividade
cardíaca tão bem quanto a eletrofisiologia, sem
a necessidade de cateter e anestesia.
As imagens
de alta resolução permitem enxergar
melhor os ventrículos. A esperança é que
a técnica possa tornar cirurgias cardíacas mais
seguras e previsíveis.
Críticas
De acordo
com o cardiologista Enrique Pachón, do Hospital
do Coração, o uso do cateter para diagnóstico
das arritmias cardíacas tem a vantagem de permitir também
o tratamento das lesões.
"Aproveitamos o mesmo momento do diagnóstico para
tratar a arritmia, usando pulsos de radiofrequência." Esses
pulsos fazem uma espécie de cauterização
das células cardíacas responsáveis pela
arritmia. "Elas ficam inativas e não vão mais
atrapalhar o ritmo cardíaco."
Pachón diz que o exame proposto na nova pesquisa é interessante,
mas ainda tem a desvantagem de precisar da tomografia computadorizada,
que requer o uso de contraste para formar a imagem. "Pessoas
com problemas renais ou hepáticos muitas vezes não
podem fazer esse exame", afirma ele.
Folha
de São
Paulo
Rio
de Janeiro terá pior
onda de dengue
O prefeito
do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), disse ontem que a cidade
terá, no próximo verão, a pior
epidemia de dengue de sua história.
Segundo Paes,
levantamento mostrou em 2011 dados semelhantes aos de 2001
e 2007, que antecederam
as grandes epidemias de 2002
e 2008. Já são quase 68 mil casos no ano.
O Dia Online
Exames laboratoriais terceirizados
Ministério da Saúde quer terceirizar os exames
laboratoriais nos hospitais federais do Rio de Janeiro. Chefe
do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério,
João Marcelo Ramalho discutiu a ideia com responsáveis
pelos laboratórios dos hospitais da rede: Ipanema, Lagoa,
Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes e Servidores.
De acordo
com Ramalho, a terceirização reduziria
custos, já que o volume do serviço permitiria a
obtenção de melhores preços no mercado. "Acreditamos
que podemos diminuir o valor total em torno de 40%", afirma.
Saúde
Business Web
Aumento
na contração de médicos clínicos
por hospitais
Aumento de
médicos internos que são especializados
em pacientes que se encontram internados também contribuiu
para o aumento de contratação de clínicos
Apesar de
não ser novo, o ritmo de contração
de médicos clínicos por hospitais aumentou em muitas
comunidades, levado em grande parte pela missão dos hospitais
em aumentar a parcela de mercado e receita de acordo com descobertas
feitas pelo Center for Studying Health System Change (HSC) em
12 regiões metropolitanas representativas nos EUA em 2010.
Através da maioria dessas 12 comunidades, a contratação
de médicos clínicos por hospitais está aumentando
rapidamente. As exceções são Orange County,
onde as leis da Califórnia proíbem os hospitais
de contratar os médicos clínicos diretamente; Boston,
onde organizações de médicos clínicos
mantêm profissionais não contratados alinhados com
o sistema hospitalar dominante e o norte de Nova Jersey.
A maioria
dos médicos clínicos atende independente
ou particular, com mais da metade tendo interesse em ser proprietários
de suas próprias clínicas em 2008. Em retorno pela
permissão de privilégios, médicos independentes
historicamente servem na equipe médica de um ou mais hospitais
e desempenham tais funções sob a forma de plantão
e servindo em conselhos.
Mas nos anos
recentes, vários fatores enfraqueceram a
ligação de médicos clínicos com hospitais.
Avanços tecnológicos permitiram mais cuidados realizados
em regime ambulatorial independentes, deixando os médicos
menos dependentes de hospitais e menos dispostos a assumir chamadas
de emergência e, por vezes, competindo diretamente com
os serviços especializados.
Os hospitais
começaram a empregar especialistas para
plantões e aumentar a parcela de mercado em linhas de
serviços lucrativas, como cuidados cardíaco e ortopédico,
nos quais corriam risco de perder para os médicos clínicos.
Ao mesmo tempo, o aumento de médicos internos que são
especializados em pacientes que se encontram internados também
contribuiu para o aumento de contratação de médicos
clínicos em hospitais.
A recente
onda da contratação de médicos
clínicos não é a primeira investida dos
hospitais em clínicas. No anos 90, a comoção
em direção ao gerenciamento do cuidado e a manutenção
das organizações de saúde provocou uma onda
de compras por hospitais de clínicas médicas para
assegurar bases de referência.
Os hospitais
perderam dinheiro quando a produtividade dos médicos
empregados caiu e muitos deles subsequentemente alienaram as
clínicas adquiridas. Diferentemente da década de
90, os hospitais agora usam a compensação com base
na produtividade em vez de salários.
Embora o
potencial da contratação melhore a qualidade
e eficiência por meio de uma melhor integração
clínica, tem recebido muita atenção, sob
a perspectiva do hospital, a contratação de médicos
clínicos é uma das muitas estratégias para
ganhar parcela de mercado ao aumentar internações,
diagnósticos e serviços ambulatoriais.
Além disso, os hospitais costumam negociar contratos
de planos de saúde em nome dos médicos empregados,
ganhando maiores taxas e oferecendo uma remuneração
mais atraente do que médicos clínicos independentes
poderiam negociar sozinhos. A contratação não é a única
estratégia que os hospitais usam para se atarem com os
médicos clínicos – em mercados onde alguns
desses profissionais são menos inclinados à contratação,
os hospitais desenvolveram acordos contratuais, para reforçar
as relações.
Enquanto
os movimentos iniciais eram de contratação
de especialistas para construir linhas de serviço, tais
como cuidado cardíaco e oncológico, os hospitais
estão aumentando a contratação de médicos
de cuidados primários para capturar referências
para seus especialistas contratos. “Há uma corrida
louca para contratar médicos de cuidados primários”,
afirmou um observador de mercado de Greenville.
Após a promulgação da reforma de saúde
nacional em março de 2010, executivos de hospitais também
citam cada vez mais a integração médico – hospitalar
por meio da contratação de médicos clínicos
como principal fator para a preparação da reforma
de pagamento do Medicare, incluindo pagamento de pacotes, organizações
de cuidados (ACOs) e penalidades para reinternações
evitáveis.
France Presse / Folhapress
Reanimação pós
infarto
Prolongar
reanimação cardíaca após
infarto não garante sobrevivência
Prolongar
o tempo de reanimação cardiorrespiratória
em vítimas de ataque cardíaco não aumenta
suas chances de sobrevivência, concluíram cientistas
nesta quarta-feira, solucionando assim um longo debate na medicina
de emergência.
"Nosso estudo mostra definitivamente que não há vantagens
em fazer uma reanimação cardiorrespiratória
mais longa", declarou Ian Stiell, do Instituto de Pesquisa
Hospitalar de Ottawa, no Canadá, principal autor do estudo.
Paramédicos e bombeiros tradicionalmente fazem reanimação
cardiorrespiratória (ou ressuscitação cardiopulmonar)
durante o tempo necessário para aplicar um desfibrilador
para reiniciar a atividade cardíaca.
Mas alguns
especialistas nos últimos anos tinham afirmado
que um longo período inicial de ressuscitação
--de um máximo de três minutos-- poderia aumentar
as chances de sobrevivência de um paciente com parada cardíaca.
Os cientistas
responsáveis pelo estudo, divulgado hoje,
do qual participaram a Universidade de Ottawa e o Consórcio
de Resultados de Reanimação, afirmaram que esta
nova pesquisa soluciona, finalmente, esta antiga polêmica.
"Acho que é melhor seguir com o enfoque tradicional
de fazer a reanimação cardiorrespiratória
curta inicial", declarou Stiell.
O estudo
concluiu que aumentar de um a três minutos o
tempo que bombeiros e paramédicos aplicam na ressuscitação
cardiopulmonar não proporciona nenhum benefício
adicional.
Os resultados,
publicados na revista "New England Journal
of Medicine", analisaram dados obtidos com 10.000 pacientes
nos Estados Unidos.
Os cientistas
disseram que uma ressuscitação cardiopulmonar
rápida pode aumentar o fluxo sanguíneo no cérebro
e manter uma pessoa com vida por um curto tempo, mas para pacientes
com certos ritmos cardíacos, o coração só pode
voltar a funcionar se lhe forem aplicadas descargas elétricas
com um desfibrilador.
Segundo especialistas,
mais de 350.000 pessoas no Canadá e
nos Estados Unidos sofrem anualmente paradas cardíacas
repentinas, das quais menos de 10% sobrevivem.
Folha
de São
Paulo
Vírus que infecta e destrói tumor é testado
para tratamento de câncer
Das Agências de Notícias - Um novo tipo de tratamento
contra o câncer que usa um vírus parente distante
da varíola para infectar e destruir células do
tumor sem prejudicar as células saudáveis se mostrou
promissor em um teste clínico. O estudo, desenvolvido
no Canadá, envolveu 23 pacientes com câncer avançado.
Em sete dos
oito voluntários que receberam as doses maiores
do vírus foi observado que ele não apenas infectou
as células de tumor nas quais foram injetadas como também
se reproduziu, atingindo outras células cancerosas vizinhas.
Esse efeito ocorreu depois de oito a dez dias. Os resultados
foram publicados na revista científica "Nature".
Saúde
Business Web
Marcos
regulatórios devem induzir inovação,
diz diretor da Anvisa
Responsável pelo assunto na agência, Norberto Rech
defendeu melhoras na criação e implementação
das normas durante o 5º EniFarMed
Quimio oral
no rol de procedimentos é luta de instituto
..Cerca de 25% do PIB nacional passa, em algum momento, pela
aprovação da Anvisa e para o responsável
por marcos regulatórios da agência Norberto Rech,
critérios criados em 2000 não cabem mais na indústria
da saúde e não incentivam o processo de desenvolvimento
do País. “Houve uma readequação nos últimos
anos, ainda não completa com entendimento de que a Anvisa é parte
do Estado e não pode estar desconectada do conjunto das
políticas públicas e, particularmente, das de saúde
e deve participar de seu processo de formulação
e implementação”.
A declaração foi dada durante o 5º EniFarMed – Encontro
Nacional de Inovação em Fármacos e Medicamentos,
organizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos
e Produtos Farmacêuticos (IpdFarma). Para Rech, não é mais
possível uma visão pacífica da agência,
desconectada da realidade do País.
Marcos Rebello,
da Agência Brasileira de Desenvolvimento
Industrial (ABDI) participou da mesma mesa e, em entrevista ao
Saúde Web, frisou que os insights do encontro formam uma
agende comum entre as entidades e empresas para novas ações
que agilizem processos de aprovação e incentivem
parcerias em prol da inovação no país. “A
combinação desses esforços fará uma
indústria de indústria vencedora no País”.
Agência
Brasil
Fiocruz
suspende compra de software sem licitação
para o SUS
Por Douglas Correa
Contrato
inicial seria no valor de R$ 155 milhões, podendo
chegar aos R$ 364 milhões nos próximos cinco anos
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) suspendeu, nesta
quarta-feira, (31), a compra sem licitação de um
software, no valor de R$ 364 milhões, de um sistema de
dados da empresa portuguesa Alert, visando à informatização
do Sistema Único de Saúde (SUS).
O contrato,
que previa a transferência de tecnologia,
visava a integrar dados da rede pública de saúde
e criar prontuários eletrônicos para os pacientes
do SUS, que poderiam ser acessados pela internet. Segundo a assessoria
da Fiocruz, a suspensão foi uma medida preventiva para
que, em um prazo de até 120 dias, a auditoria interna
do órgão conclua análise do processo de
licitação para a compra do software.
A assessoria
da Fiocruz informou que o contrato inicial seria no valor de
R$ 155 milhões, podendo chegar aos R$ 364
milhões nos próximos cinco anos, dependendo de
uma série de fatores contratuais.
O contrato
com a empresa de informática portuguesa foi
publicado na edição do Diário Oficial da
União do último dia 8. A medida gerou um documento,
elaborado pela Sociedade Brasileira de Informática em
Saúde (SBIS), com um pedido público de esclarecimentos
técnicos à Fiocruz e ao Ministério da Saúde,
por se tratar da aquisição de elevado valor financeiro,
de uma solução para o Sistema Único de Saúde,
com recursos públicos, por meio de dispensa de licitação.
Saúde
Business Web
Médicos
de SP defendem piso salarial de nove mil reais
Situação é “degradante é imoral,
com salários baixos, falta de profissionais e péssimas
condições de trabalho”, diz Cid Carvalhaes
(Simesp)
Médicos servidores do Estado de São Paulo, reunidos
em assembleia em 29 de agosto, discutiram a situação
salarial da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos
Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes,
a situação é “degradante é imoral,
com salários baixos, falta de profissionais e péssimas
condições de trabalho”.
Diante deste
cenário, os especialistas iniciaram uma
campanha estadual em defesa da implantação do piso
salarial da Federação Nacional dos Médicos
(Fenam), fixado no valor de R$ 9.188,22, por uma jornada de 20h
semanais de trabalho.
O piso passou
a vigorar em 1º de janeiro, conforme atualização
monetária pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor – (INPC), do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos – (DIEESE),
cujo índice acumulado em 2010 foi de 6,91%. Este valor
deve servir como parâmetro para reivindicações
em dissídios, convenções, acordos coletivos
de trabalho e demais negociações em todo País.
Devido à insatisfação, alguns movimentos
foram iniciados no intuito de melhorar as condições
de trabalho como exemplo:
• Em Ribeirão Preto, onde os médicos assistentes
do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
estão em greve desde 29 de junho;
• Reivindicam equiparação salarial com os
profissionais do Hospital Estadual de Ribeirão Preto e
a Mater, dois outros hospitais públicos estaduais;
• No Emílio Ribas, a categoria reivindica o dobro
do valor do plantão; correção do prêmio
incentivo e revisão do salário base tendo como
referência o piso da Fenam. Para se ter uma ideia há dificuldades
de contratação de plantonista para trabalhar na
UTI do hospital Emílio Ribas, que paga R$ 670,00 (bruto).
• No Hospital Estadual de Bauru, gerido pela Organizações
Sociais FAMESP de Botucatu. Os profissionais exigem aumento salarial
de 30% (estão há 3 anos sem reajuste); valor do
plantão presencial de R$ 1.200,00; plantão a distância
13 do presencial; reajuste do valor do adicional de insalubridade,
que é calculado hoje sobre o salário mínimo
nacional.
• No hospital do Servidor Público Estadual, na
Capital, também há negociações em
curso.
Será realizada uma próxima assembleia no dia 12
de setembro, às 20h, na sede do Simesp.
Quarta-feira, 31.08.11
ANVISA
Relatório apresentado na Câmara aponta avanços
e desafios para a vigilância sanitária
O diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Barbano, esteve, nesta quarta-feira (31/8),
na Comissão de Seguridade Social
e Família da Câmara dos Deputados para apresentar
o Relatório de Atividades 2010 da Agência. Durante
toda a manhã, Barbano destacou as principais realizações
da Anvisa no último ano e respondeu a questionamentos
dos parlamentares presentes. A Comissão de Seguridade
Social e Família é presidida pelo deputado Saraiva
Felipe.
A importância do fortalecimento da descentralização
foi um dos pontos abordados pelo diretor. “A Anvisa sozinha
não consegue fazer Vigilância Sanitária.
Garantir a sinergia entre todos os entes do Sistema, nas esferas
federal, estadual e municipal, é um dos aspectos mais
complexos da regulação sanitária”,
disse.
Barbano também reafirmou o compromisso da Agência
em agir em consonância com os programas do Governo Federal
que buscam a erradicação da pobreza e o desenvolvimento
econômico. “A Agência precisa ampliar a eficiência
regulatória, mantendo o rigor sanitário e amparando
o desenvolvimento econômico do país”, relatou
Barbano.
Em 2010,
o Contrato de Gestão firmado pela Anvisa com
o Ministério da Saúde estabeleceu 13 indicadores.
O relatório da Agência demonstra que 92% das metas
foram alcançadas no ultimo ano. Segundo Dirceu Barbano,
a Anvisa tem trabalhado com foco na governança estratégica
e pretende avançar na busca da excelência regulatória.
O relatório de atividades 2010 da Anvisa já está disponível
para download no site da Anvisa.
Acesse
a íntegra do documento
ANVISA
Anvisa
decide votar sobre inibidor de apetite em reunião
pública
Em reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) os
diretores discutiram o Relatório Integrado sobre Eficácia
e Segurança dos Medicamentos Inibidores de Apetite, apresentado
hoje (31/8) pela área técnica. Seguindo recomendação
do Diretor-Presidente, Dirceu Barbano, a Dicol decidiu que o
relatório será votado em sua próxima reunião
pública, em data a ser definida, com transmissão
ao vivo no portal da Anvisa. A intenção da Dicol é mostrar
a transparência do processo de tomada de decisão
da Anvisa e dar amplo conhecimento ao relatório, que tem
cerca de 700 páginas.
O Diretor-Presidente
da Anvisa explicou os principais pontos do documento aos jornalistas
que aguardavam o fim da reunião.
De acordo com Dirceu Barbano, o relatório propõe
a retirada,do mercado, de todos os derivados anfetamínicos
e permite a manutenção da sibutramina com diversas
restrições sanitárias. Barbano salientou
que os técnicos da Anvisa sugerem a permanência
da sibutramina devido a sua comprovada eficácia, que é a
perda de 5 a 10% de peso em um período de quatro semanas
em pacientes obesos e com o perfil recomendado para o uso do
medicamento, que é ter Índice de Massa Corporal
(IMC) superior a 30% e não ser portador de cardiopatia
diagnosticada.
As demais
restrições sanitárias sugeridas
para o uso da sibutramina são: uso da medicação
apenas em paciente com o perfil indicado; notificação
de receita pelo médico; assinatura de um termo de responsabilidade
pelo médico, paciente e farmácia de manipulação;
avaliação mensal do paciente e notificação
compulsória, pelo médico, de reação
adversa no paciente.
Agência Câmara de Notícias
Comissão adia votação de parecer sobre
gerência de hospitais universitários
Por Jaciene
Alves / Edição: Marcelo Oliveira
Substitutivo
apresentado hoje por relator retira possiblidade de a Empresa
Brasileira
de Serviços Hospitalares ser constituída
como sociedade anônima.
A comissão especial instalada para analisar o Projeto
de Lei 1749/11, do Executivo, que cria a Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (Ebserh), adiou para o dia 13 de
setembro a discussão e a votação do relatório
do deputado Danilo Forte (PMDB-CE). Nesta quarta-feira (31),
foi feita apenas a leitura do documento.
Um dos objetivos
da nova empresa é resolver problemas
na contratação de trabalhadores para os hospitais
universitários. Atualmente, os contratos geralmente são
firmados por intermédio das fundações de
apoio das universidades, com bases legais frágeis.
A sugestão do adiamento foi dada pelo deputado Ronaldo
Caiado (DEM- GO), que alegou não ter tido tempo para fazer
uma análise profunda do texto, uma vez que o parecer ficou
pronto algumas horas antes do início da reunião
de hoje. "Nós, do DEM, discordamos da criação
dessa empresa, que, de certa maneira, pode comprometer a área
de pesquisa, a vida universitária. Será que haverá preocupação
com a pesquisa ou somente com a questão econômica?",
indagou o parlamentar.
Substitutivo
Danilo Forte
apresentou um substitutivo ao projeto original e votou a favor
da criação da empresa. Ele recebeu
críticas de parlamentares e de servidores de hospitais
universitários, que acompanharam, no Plenário da
comissão, a leitura do relatório.
A deputada
Alice Portugal (PCdoB-BA) adiantou ser contrária à proposta,
que ela classificou como “tortuosa e inconstitucional”. “Não é a
privatização explícita dos hospitais universitários,
mas é a possibilidade de contratação pela
Ebeserh de subsidiárias privadas, que levarão à contratação
de mão de obra terceirizada, sem compromisso com a educação”,
argumentou.
O relator
rebateu a opinião da deputada e disse que há falta
de informação. “Em todo relatório
fica claro que a empresa pertence à União. Afastamos
qualquer possibilidade de privatização dos hospitais
universitários. E todo lucro auferido pela empresa deverá ser
destinado às suas atividades finalísticas",
destacou.
Entre as
alterações previstas no substitutivo
está o fim da possibilidade de a Ebserh ser constituída
como sociedade anônima. “Vamos garantir que o controle
total seja da União, e o patrimônio, 100% público”,
afirmou Forte.
Nova empresa
Caso seja
criada, a nova empresa fará a gestão
dos hospitais universitários em todo o País. Terá como
finalidade a prestação de serviços gratuitos
de assistência médico-hospitalar e ambulatorial.
A Ebserh também prestará serviços de apoio
ao ensino, à pesquisa e à formação
de pessoas no campo da saúde pública, no âmbito
das instituições federais de ensino ou instituições
congêneres.
A empresa
será gerida por um conselho administrativo,
que terá representantes dos ministérios da Saúde
e da Educação; da Associação Nacional
dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes); e da Federação dos Sindicatos
de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
O governo
já havia enviado ao Congresso medida provisória
com o objetivo de criar a Ebserh (MP 520/10), que foi aprovada
pela Câmara na forma de projeto de lei de conversão
(PLV 14/11). No entanto, a medida não foi apreciada pelo
Senado e perdeu a validade em 1º de junho.
Íntegra
da proposta:
PL-1749/2011
AGENDA
- Curso "Sustentabilidade: Conceito e Prática na Área
Hospitalar"
Data do Curso
2/9/2011 a 2/9/2011
Objetivo
Promover
a Sustentabilidade e utilizar indicadores como ferramenta de
Gestão. Possibilitar aos participantes conhecimentos
para a construção de um relatório de Sustentabilidade.
Público
Alvo
Profissionais
da área de saúde (hospitais, clinicas,
laboratórios, operadoras de saúde) que já exerçam
ou estejam se preparando para exercer cargos gerenciais ou que
necessitem atualizar-se nas práticas de gestão
moderna em ambientes de serviços. Executivos que necessitem
do conhecimento de novas práticas de gestão para
atuar em um mercado competitivo.
Programa
SUSTENTABILIDADE: CONCEITOS
- O que é Sustentabilidade?
- O que é o
Triple Botton Line?
SUSTENTABILIDADE NO CONTEXTO HOSPITALAR
- Iniciativas mundiais
- Hospital Amigo do Meio Ambiente, segundo a OMS
- Eliminação do Mercúrio nos Estabelecimentos
de Saúde
BALANCED SCORECARD E SUSTENTABILIDADE
- Uma nova perspectiva?
ENGAJAMENTO DE STAKEHOLDERS
- Quem são
os Stakehoders?
- Como engajar?
IMPLANTANDO
RELATÓRIO
DE SUSTENTABILIDADE EM HOSPITAIS
- As diretrizes internacionais: GRI, Pacto Global, ISO 26000
- Passos
para a construção de um Relatório
de Sustentabilidade
- Estudo de Caso.
Inscrições
Até 31/08/2011
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurus
nº 563 Lapa – São Paulo
Horário: 8:30 às
17:00
Mais
informações
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html