01-11-11

 

Leia nesta edição:

- Planisa ministra palestra no 37º Congresso Mundial dos Hospitais

- Mulheres soropositivas correm mais risco de ter câncer causado pelo HPV

- Detector de metal não afeta marcapasso, diz estudo

- Atenção básica evitaria 50% das internações infantis

- Estudo liga poluição a risco maior de câncer de pulmão

- SUS amplia em 22% recursos para tratamento de câncer

- Falta de veículos paralisa entrega de vacinas, exames e outros serviços em SP

- Saúde amplia Urgência e Emergência em 11 estados

- Centro Municipal de Saúde na Zona Oeste do Rio é reformado e amplia serviços

- Anvisa monitora uso de anticoncepcional com o hormônio drospirenona

- Tratamento de câncer de mama deve começar até três meses após diagnóstico

- Paraíba mantém percentual de cura da dengue em 99,91%

- Câncer de laringe atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil

- Niterói registra 11 casos de dengue tipo 4, diz Secretaria de Saúde

- Delegados são eleitos para representar o TO em conferência de saúde

Terça-feira, 01.11.11

PORTAL FATOR BRASIL

Planisa ministra palestra no 37º Congresso Mundial dos Hospitais


Com o tema A Saúde em um Mundo de Mudança: Vencendo os Desafios, a Federação Internacional dos Hospitais (IHF) promove a 37ª edição do Congresso Mundial de Hospitais, que ocorrerá entre os dias 8 e 10 de novembro, em Dubai. Este evento tem a promessa de impactar de forma significativa nas políticas públicas em todo o mundo.

Dessa forma, o congresso deve fornecer uma plataforma para os peritos a fim de compartilhar experiência, trocar opiniões e conhecimento, nas áreas de hospitais, medicamentos e cuidados na saúde.

Entre seus palestrantes, estará Prof. Afonso José de Matos, diretor Fundador da Planisa, Administrador de Empresas e Doutor em Saúde Pública. Fará duas palestras, uma no dia 09 de novembro sobre Experiência Brasileira em Parcerias Público-Privadas e Gerenciamento Estratégico de Custos e Otimização da Produtividade em Instituições de Saúde, no dia 10.

O evento tem perspectiva de reunir cerca de 5 mil pessoas, incluindo,representantes dos ministérios de saúde e de autoridades sanitárias do setor público, de hospitais, de sindicatos e de centros de pesquisa de saúde e de universidades. www.ihfdubai.ae/conferenceProgram-3.ph.

Planisa-Com mais de 23 anos de atuação no mercado, a Planisa é uma consultoria especializada em gestão para o setor de saúde e atende segmentos como Operadores de Planos de Saúde, Hospitais, Clínicas, Laboratórios, Serviços e Sistemas Público e Privado de Saúde, distribuídos em todo o Território Nacional, América Latina e África. Entre seus serviços estão: Controladoria Estratégica das Organizações de Saúde, Projetos de Sustentabilidade Econômico-Financeira, Melhoria de Indicadores para Operadoras de Planos de Saúde e de Reformulação do Modelo de Remuneração . O tempo de mercado e a experiência associada à competência, composta por profissionais especializados em administração financeira e empresarial, médica, contabilidade, enfermagem e setores relacionados à área de saúde, fazem da empresa uma consultoria reconhecida pelo modelo de negócio com foco em orientação estratégica para melhoria efetiva dos resultados. www.planisa.com.br.

A Federação Internacional de Hospitais (IHF) é uma organização não-governamental internacional, apoiado por membros de mais de 100 países. Assim como o organismo mundial para hospitais e organizações de saúde, a IHF desenvolve e mantém um espírito de cooperação e comunicação entre eles, com o objetivo principal de melhorar a segurança do paciente e a promoção da saúde em comunidades carentes.

PORTAL UOL

Mulheres soropositivas correm mais risco de ter câncer causado pelo HPV

Estudo da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizado no Centro de Referência (CRT) em DST/Aids, na capital paulista, demonstra que as mulheres em tratamento de HIV/Aids têm maiores chances de desenvolver câncer de colo de útero em decorrência do HPV.

No total foram avaliadas 631 pacientes em tratamento antirretroviral que passaram por consulta no ambulatório de ginecologia do CRT DST/Aids-SP. Desse total, 44% tiveram diagnóstico prévio de HPV e 10% apresentaram lesões intraepiteliais de alto grau para câncer de colo uterino.

Segundo o médico Valdir Monteiro Pinto, pesquisador do CRT DST/Aids-SP e responsável pelo estudo, as pacientes soropositivas apresentam maior suscetibilidade para câncer cervical invasivo se comparadas a mulheres não infectadas pelo vírus.

"Estes dados indicam a importância de uma rotina para monitorar estas mulheres, com a realização do exame de papanicolau pelo menos uma vez ao ano", observa o especialista.

"Mulheres que receberam o diagnóstico de aids com mais de 40 anos e viviam com HIV/aids há mais de 8 anos e apresentaram contagem de CD4 menor que 350 cel/mm, ou seja, queda da imunidade, tiveram maior risco de desenvolver lesões intraepiteliais de alto grau", completa.

Entre as mulheres que participaram do estudo, 34% tiveram a primeira relação sexual com idade inferior a 16 anos, 61% tiveram menos que cinco parceiros durante a vida, 43% estão vivendo com HIV/Aids por mais de nove anos e 47% reportaram já terem tido doença sexualmente transmissível.

PORTAL UOL

Detector de metal não afeta marcapasso, diz estudo

Os detectores de metal portáteis usados em aeroportos são provavelmente seguros para portadores de dispositivos como marcapassos e desfribiladores implantáveis, segundo um estudo europeu.

Havia suspeitas de que os campos magnéticos dos detectores poderiam interferir nesses dispositivos, por isso seus portadores são orientados a solicitarem uma revista manual nos aeroportos, o que costuma causar transtornos, segundo Clemens Jilek, do Centro Cardíaco Alemão, em Munique, um dos autores do estudo.

Cerca de 700 mil pessoas em todo o mundo recebem marcapassos ou desfribiladores a cada ano devido a problemas de arritmia cardíaca.

"Com a ampla variedade de dispositivos ritmadores que testamos, não vimos nenhuma interferência entre dois detectores de metal manuais que são amplamente disponibilizados mundialmente", disse Jilek à Reuters Health.

"Nossa conclusão será que os procedimentos de revista com um detector de metal manual normal é segura."

Pesquisas anteriores indicaram que tocadores de MP3 e tecnologias antifurto causavam problemas nos equipamentos cardíacos. Em pacientes sem batimentos autônomos, algumas interferências magnéticas mais fortes podem ser fatais, segundo Jilek.

No estudo, publicado na revista Annals of Internal Medicine, pesquisadores de Munique e Atenas usaram dois detectores durante 30 segundos em 388 portadores de marcapassos e desfribiladores implantáveis, que faziam exames de rotina.

Os detectores de metal funcionavam na potência máxima, e foram passados sobre a pele perto do coração e das fixações. Eletrocardiogramas feitos simultaneamente não indicaram nada de anormal.

Os pacientes usavam marcapassos de 11 fábricas, e desfribiladores de 7 marcas. Juntos, eles compõem 75 por cento dos dispositivos disponíveis no mercado.

Jilek e seus colegas alertaram, no entanto, que as conclusões não provam definitivamente que os detectores de metal são seguros em todos os equipamentos cardíacos, já que os testes, além de não abrangerem todos eles, foram feitos em ambientes controlados, e não em movimentados aeroportos.

"É tranquilizador que as pessoas com esses dispositivos não precisem se preocupar ao serem revistadas com essas varinhas", disse Charles Berul, chefe de cardiologia do Centro Médico Infantil Nacional dos EUA, em Washington.

PORTAL UOL

Atenção básica evitaria 50% das internações infantis

Cerca de metade das internações infantis acontecem por doenças respiratórias e poderiam ser evitadas se as crianças recebessem tratamento adequado na atenção primária. Essa é uma das informações reveladas no estudo da enfermeira Beatriz Rosâna Gonçalves de Oliveira Toso, defendido na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Beatriz analisou as causas desse fato e quais eram as falhas da atenção básica, propondo uma mudança no sistema de saúde, para que se torne mais integrado e humanizado e essa porcentagem seja reduzida.

O objetivo da enfermeira era entender o porque do alto número de internações pelas chamadas causas evitáveis. Isto é, problemas que deveriam ter sido resolvidos já no ambulatório, no primeiro contato do paciente com o atendimento médico. A pesquisadora constatou que 50% das internações eram por infecções respiratórias não-crônicas, como gripe sinusite e pneumonia. Essa é a média nacional e, em Cascavel, no Paraná, cidade onde o estudo foi realizado, o índice está bem próximo disso (49,6%). Os dados analisados abrangem os anos de 2006 a 2011.

Por conta dessa constatação, Beatriz analisou o funcionamento da atenção básica e observou que seus princípios básicos não estavam sendo implementados, que os pacientes que procuravam ajuda não o conseguiam de forma satisfatória, o que resultava em um maior número de internações. Tais princípios são o do acesso de primeiro contato (ou seja, o paciente conseguir chegar ao posto de saúde), a resolução (conseguir que seu problema seja resolvido), a longitudinalidade (a mesma UBS conseguir resolver seus problemas ao longo do tempo) e a integralidade (se uma unidade não consegue resolver, deve-se encaminhar para alguma outra). Além disso, o profissional deve exercer o cuidado da família e a orientação comunitária.

As mudanças

O estudo foi realizado a partir do Hospital Universitário de Cascavel, no Paraná. Beatriz fez uma análise quantitativa de dados e selecionou, entre outubro de 2009 e junho de 2011, crianças hospitalizadas com infecções respiratórias que haviam passado anteriormente por unidades básicas de saúdes. Por meio de entrevistas com modelo baseado no PACTool versão criança (um formulário aplicado no Canadá), a pesquisadora tentou descobrir o que aconteceu para que elas acabassem hospitalizadas, saber aonde a atenção básica falhou.

Beatriz sugere a adoção de um sistema mais integrado de serviços de saúde, onde os princípios da atenção básica sejam implementados, que o foco esteja no usuário e que haja a humanização do cuidado do paciente. O governo do estado do Paraná já adotou como estratégia a implantação dessas redes de atenção básica, e a pesquisadora foi convidada para ser uma das tutoras do programa Atenção primária à saúde de qualidade em todo o Paraná: Formação e qualificação profissional em atenção primária à saúde (APSUS).

Para a enfermeira, é essencial fazer com que os municípios reflitam sobre sua organização da saúde básica e tentem mudar suas práticas, “pois do jeito que é feito hoje, vivemos em um faz-de-conta, apenas temos a ilusão de que estamos tratando da saúde.

A tese de Beatriz - intitulada Resolutividade do cuidado à saúde das crianças menores de cinco anos hospitalizadas por causas sensíveis a atenção básica -, foi orientada por Regina Aparecida Garcia de Lima e ganhou o primeiro lugar no prêmio Maria Cecília Puntel de Almeida, concedido a teses de doutorado na área de saúde pública, durante o Congresso Brasileiro de Enfermagem, em outubro de 2011, em Maceió.

PORTAL R7

Estudo liga poluição a risco maior de câncer de pulmão

Pessoas que nunca fumaram, mas que vivem em áreas com níveis mais elevados de poluição do ar, têm cerca de 20% mais probabilidade de morrer de câncer de pulmão do que as pessoas que vivem com um ar mais .

Embora o tabagismo é a causa número um de câncer de pulmão, cerca de 1% das pessoas que desenvolvem câncer de pulmão nunca fumaram.

Michelle Turner, autora principal do estudo e estudante de pós-graduação da Universidade de Ottawa, disse que esse caso é de se preocupar.

- O câncer de pulmão em não fumantes é um câncer sério. É a sexta maior causa de câncer nos Estados Unidos.

As partículas finas na poluição do ar, que podem irritar os pulmões e causar inflamação, são pensadas para ser um fator de risco para o câncer de pulmão.

Neste estudo, Turner e seus colegas acompanharam mais de 180 mil pessoas que não eram mais fumantes há 26 anos. Durante todo o período do estudo, 1.100 pessoas morreram de câncer de pulmão.

Depois que a equipe levou em conta outros fatores do risco de câncer, como fumo passivo - pessoa que não fuma, mas está próxima de um fumante no ato -, eles descobriram que para cada dez unidades extras de exposição à poluição do ar, o risco de uma pessoa ter câncer de pulmão aumentou de 15% para 27%.

O aumento do risco de câncer de pulmão associado à poluição é pequeno em comparação com o risco 20 vezes maior de fumar. E a equipe de estudo não provou que a poluição causa câncer, mas "há muitas evidências de que a exposição a partículas finas aumenta a mortalidade cardiopulmonar".

Partículas finas na poluição do ar podem prejudicar os pulmões por causar inflamações e danos ao DNA, segundo a equipe de Turner.

Uma pesquisa anterior sugeriu conclusões semelhantes. Um estudo feito na China, por exemplo, encontrou um risco maior de câncer de pulmão atribuído à poluição do ar interior da queima de carvão e madeira para aquecer as casas durante o inverno.

Vários estudos europeus ligaram níveis de exaustão de fuligem e de veículos com o câncer de pulmão em não fumantes.

Segunda-feira, 31.10.11

PORTAL DA SAÚDE

SUS amplia em 22% recursos para tratamento de câncer

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta segunda-feira (31) previsão de fechamento de investimento deste ano, de R$ 2,2 bilhões, para a assistência oncológica

O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando em 22% os recursos para assistência oncológica no país. O Ministério da Saúde deve fechar este ano com investimento de R$ 2,2 bilhões no setor – em 2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão. Esse aumento de investimento serviu para ampliar e qualificar a assistência aos pacientes em hospitais públicos e privados que compõem o SUS, especialmente para os tipos de câncer mais frequentes, como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. Em relação a 1999, quando foi definido o atual formato do atendimento oncológico no SUS, o valor quadruplica.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou a estimativa de investimento deste ano em entrevista nesta segunda-feira (31), em Brasília. A quantidade de procedimentos e de cirurgias oncológicas aumentou nos últimos anos. Em 2003, por exemplo, houve 19,7 milhões de procedimentos para o tratamento do câncer no SUS. A projeção para este ano é de 27,8 milhões de procedimentos – aumento de 41%. Já o número de cirurgias deve crescer 40% – foi de 67 mil em 2003 e deve chegar a 94 mil em 2011.

Na coletiva, indagado sobre o diagnóstico de câncer do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro ressaltou: “O presidente Lula, que já enfrentou tantos outros preconceitos, da forma como ele está lidando com o enfrentamento do tratamento, vai superar mais um preconceito, sobre o câncer. Às vezes, as pessoas têm até medo de falar o nome da doença. O câncer tem cura”, ressaltou o ministro. “Mais de 2,5 milhões procedimentos para o tratamento de câncer são feitos por mês no Sistema Único de Saúde. São quase 30 milhões de procedimentos por ano. Muitas pessoas estão se tratando de câncer no país e se curando”.

O ex-presidente Lula teve um câncer de laringe diagnosticado no último final de semana. O tratamento de quimioterapia começaria nesta segunda-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP). O tratamento ao qual o ex-presidente está sendo submetido também pode ser realizado pela população em geral no SUS.

AMPLIAÇÃO DO ATENDIMENTO

Para ampliar o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde está criando 38 novos centros em todo o país, especialmente no interior do Brasil, e renovando 48 outros centros de radioterapia. A medida integra a Rede Câncer, uma das apostas do Ministério da Saúde para integrar e agilizar o atendimento aos usuários do SUS. O SUS dispõe hoje dispõe de 270 centros que realizam tratamento de radioterapia e quimioterapia.

“Combater o câncer é oferecer possibilidade de diagnóstico, de tratamento, mas também combater muitos fatores de risco do câncer. Precisamos aproveitar estes momentos para reduzir o preconceito sobre o câncer, mostrar que o câncer tem cura, que fazer o diagnóstico precoce ajuda a garantir essa cura, mas também mobilizar a sociedade para termos hábitos mais saudáveis e, com isso, reduzir o risco de câncer”, reforçou Padilha, chamando atenção para os fatores de aumento de risco, como o fumo.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Falta de veículos paralisa entrega de vacinas, exames e outros serviços em SP

A falta de transporte paralisa parte dos serviços municipais de entrega de vacinas para postos de saúde, realização de exames de sangue em laboratórios externos, combate à dengue, fiscalização de maus-tratos contra animais, consultas médicas em casa, entre outros.

O problema é reflexo de uma briga judicial entre a Prefeitura e a Brasil Dez - empresa de locação de carros contratada em 2009. A administração acusa a empresa de não cumprir o contrato e oferecer menos de um terço dos 662 veículos exigidos no contrato.

O problema começou na semana passada, quando a Justiça determinou que a Brasil Dez, cujos contratos foram rescindidos em junho pela Prefeitura, voltasse a prestar o serviço a partir do dia 24 de outubro. Mas, segundo o sindicato que representa motoristas da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), a empresa tem menos de 200 veículos e os serviços de atendimento à população passaram a ser feitos de maneira parcial.

A pé. Ontem, a reportagem visitou bases da Covisa e de Centros de Controle de Zoonoses espalhados pela cidade. Agentes relataram que a maior parte dos funcionários que precisam dos serviços de transporte tem batido ponto e voltado para a casa. Os poucos que conseguem fazer vistorias e sair a campo estão tendo de utilizar transporte público ou ir a pé. Também já houve casos em que carros das subprefeituras foram deslocados para realização dos atendimentos.

Lapa, Penha, Ermelino Matarazzo, M’Boi Mirim e Santana estão entre os bairros afetados - pelo contrato, a empresa tem de atender 64 bases da Covisa e do Centro de Controle de Zoonoses, com veículos do tipo Gol ou Kombi.

A Brasil Dez foi contratada pela Prefeitura há dois anos, mas a administração não aprovou a qualidade do serviço prestado. Segundo agentes da Covisa, havia bem menos veículos à disposição do que o combinado e alguns deles eram bem antigos - até um Gol 1992 era utilizado para atendimentos.

Desde então, a situação se deteriorou. A Brasil Dez enfrenta hoje 909 processos trabalhistas de ex-motoristas que prestaram trabalho para a empresa. "Nem sabemos mais quem coordena quem agora", disse ao Estado um funcionário de alto escalão da Covisa.

À Justiça, porém, a Brasil Dez argumentou que recebeu pagamentos atrasados e reduzidos da Prefeitura.

Segundo funcionários da Covisa, a empresa prometeu à administração normalizar o serviço a partir de hoje, colocando mais carros nas ruas. Ontem, a reportagem não conseguiu localizar nenhum representante da empresa em sua sede, no Parque Continental, em Guarulhos. Também procurou um de seus advogados, mas não houve retorno às ligações até as 20h30.

Já a Prefeitura, que admite que o serviço de transporte está sendo prejudicado, afirmou que vai recorrer da decisão judicial que a obrigou a manter a Brasil Dez prestando esse tipo de serviço. Segundo a administração, carros de outros departamentos serão deslocados para manter os principais serviços da Covisa funcionando.

Demissões. Entre junho e o dia 28 deste mês, quem estava fazendo o serviço de transporte para o governo municipal, em caráter emergencial, era a Transbraçal, empresa que agora ameaça demitir seus 1.100 funcionários que prestavam trabalho à Covisa.

PORTAL DA SAÚDE

Saúde amplia Urgência e Emergência em 11 estados

Municípios vão receber recursos para custeio de Centrais de Regulação, novas ambulâncias e motolâncias

O Ministério da Saúde ampliou o atendimento em urgência e emergência em onze estados brasileiros. Vinte e sete municípios receberão recursos para custeio de novas Centrais de Regulação do serviço SAMU 192, ambulâncias e motolâncias. A medida é mais uma ação do Saúde Toda Hora, que organiza a Rede de Atenção às Urgências.

A cidade de Fernandópolis (SP) receberá R$ 1,14 milhão/anual, referente ao custeio de uma Central de Regulação; uma ambulância de suporte avançado (USA) e três de suporte básico (USB). E o estado do Piauí, receberá R$ 768 mil para custeio anual da Central Regional do SAMU 192, que atenderá uma população de mais de 949 mil habitantes e envolverá 110 municípios.

Na Bahia, os municípios de: Wanderley, Caravelas, Pilão Arcado, Ituaçú, Guajeru, Rio de Contas e Muquém de São Francisco, receberão cada um, recursos na ordem de R$ 150 mil/anual, referente ao custeio de uma Unidade Básica de Saúde (USB), enquanto que Senhor do Bonfim, receberá R$ 330 mil/ anual, para custeio de uma Unidade de Suporte Avançado (USA). Em Santa Catarina, as cidades de Florianópolis, Palhoça, Itapiranga e Sombrio, foram habilitadas para receber, cada uma, custeio para uma USB. O mesmo aconteceu para os municípios de Marechal Floriano e Anchieta, no Espírito Santo.

O estado de Goiás também receberá R$ 150 mil/anual, para custeio de uma ambulância de suporte básico na cidade de Maurilândia, e o mesmo valor, para custear outra USB, na cidade de Caçu. Já os municípios de São Luís de Montes Belos, em Goiás, e Coroatá, no estado do Maranhão, receberão R$ 330 mil, cada uma, por ano, para custeio de uma unidade de suporte avançado. Palmas (TO) também teve reforço do SAMU 192, o município receberá R$ 480 mil, por ano, para custeio de uma USB e uma USA.

A Paraíba receberá reforço do SAMU 192 em vários municípios. Princesa Isabel e Coremas receberão custeio para duas ambulâncias: uma USB e uma USA, totalizando por ano, R$ 480 mil, para cada cidade. Já, Triunfo, Bom Sucesso e São João do Rio do Peixe, receberão custeio para uma ambulância USB, ou seja, R$ 150 mil, cada um, por ano.

MOTOLÂNCIAS

Também foram habilitadas motolâncias nos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro. A cidade de Vitória (ES) receberá recursos na ordem de R$ 336 mil anuais, para custeio de quatro motolâncias e Rio Bonito (RJ), receberá R$ 84 mil anual para custeio de uma motolância.

ATENDIMENTO EM REDE

A rede de atendimento de urgências no Brasil é executada pelo governo federal em parceria com estados e municípios e pensada de forma integrada, colocando à disposição da população serviços mais próximos de sua residência. Com as centrais de regulação do SAMU/192, o Ministério da Saúde trabalha na organização da estrutura disponível. Quando uma ambulância do programa é enviada para o atendimento, os profissionais de saúde já sabem para qual unidade adequada levar o paciente.

Atualmente o SAMU 192 atende a mais de 112 milhões de brasileiros em 1.604 municípios, numa cobertura de 58,66% da população. Existem 159 centrais de regulação, 1.757 ambulâncias (USB: 1383 e USA: 374) e 77 motolâncias em circulação e, para o custeio desses serviços, o Ministério da Saúde repassa mais de R$ 392 milhões por ano.

CORREIO DO BRASIL

Centro Municipal de Saúde na Zona Oeste do Rio é reformado e amplia serviços

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC) do Rio inaugurou nesta segunda-feira, as novas instalações do Centro Municipal de Saúde (CMS) Oswaldo Vilella, no bairro de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, beneficiando 18 mil moradores da região. As obras permitiram a ampliação do atendimento na unidade, com a implantação de quatro equipes de Saúde da Família e uma de Saúde Bucal.

O Centro Municipal de Saúde (CMS) Harvey Ribeiro de Souza, no Recreio dos Bandeirantes; Zona Oeste do Rio de Janeiro recebe, a partir desta segunda, outro CMS, que passou por reforma, em Campo Grande

Cada equipe fará, em média, 400 consultas médicas por mês, totalizando 1.600 consultas médicas mensais; além dos demais procedimentos, serviços e consultas de enfermagem e dos agentes de saúde. A unidade oferece serviços de consultas individuais e coletivas; visita domiciliar; vacinação; pré-natal; curativos; planejamento familiar; vigilância em saúde; tratamento e acompanhamento de pacientes diabéticos, hipertensos e outras doenças.

O CMS Oswaldo Vilella funciona de segunda a sexta, das 7h às 17h, e sábado, das 7 às 12h, e fica na Rua Jomar Mendes, s/n°, Bairro Jardim São Paulo.

CORREIO BRAZILIENSE

Anvisa monitora uso de anticoncepcional com o hormônio drospirenona

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai monitorar os casos de reações adversas graves em mulheres que tomam anticoncepcional com o hormônio drospirenona. A Anvisa baixou um informe pedindo que os médicos notifiquem à agência reguladora casos desse tipo, mesmo que as reações estejam previstas na bula do medicamento.

A Anvisa decidiu fazer o alerta depois que dois estudos internacionais indicaram que o uso do hormônio aumenta o risco de trombose venosa, tromboembolia pulmonar e formação de coágulos sanguíneos. As pesquisas foram divulgadas na semana passada pela publicação médica britânica British Medical Journal e a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos, Food and Drugs Administration (FDA).

Dois artigos publicados no British Medical Journal, por exemplo, relataram que mulheres que usam contraceptivo oral com drospirenona têm duas a três vezes mais chances de ter trombose venosa em comparação a mulheres que usam anticoncepcionais com outro hormônio, levonorgestrel.

Os médicos devem registrar as reações adversas no sistema Notivisa, disponível no site da Anvisa. A agência reguladora diz, no momento, ser favorável ao uso de anticoncepcional com o hormônio, desde que com orientação médica e seguindo as recomendações contidas na bula. A Anvisa ainda não conclui parecer definitivo sobre os medicamentos e vai continuar monitorando.

AGÊNCIA BRASIL

Tratamento de câncer de mama deve começar até três meses após diagnóstico

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta segunda-feira (31/10) sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Uma delas é que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.

As orientações complementam as lançadas no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores. “Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.

Ele lembrou, durante o lançamento, que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.

O técnico do Inca acrescentou que a lista também traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.

“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou.

Ele lembrou que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.

A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca (www.inca.gov.br). O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.

Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões. Os recursos serão usados, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.

PARAÍBA ONLINE

Paraíba mantém percentual de cura da dengue em 99,91%

O percentual de cura da dengue na Paraíba se mantém em 99,91% de acordo com o boletim epidemiológico da semana 42 (16 a 22 de outubro), que foi divulgado nesta segunda-feira (31) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Durante a semana, foram notificados 18 casos suspeitos da doença nos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Teixeira, Sapé, São Bento e Santa Luzia. Todos os casos confirmados nesta semana são remanescentes de semanas anteriores, cuja investigação só foi concluída agora.

A SES destaca que a vigilância em Saúde foi ativa e em todas as semanas do ano registrou e acompanhou a notificação de casos suspeitos. No próximo boletim será feita avaliação dos casos confirmados e descartados por semana epidemiológica. Esta análise vai possibilitar conhecer o período de maior confirmação dos casos, o que será uma ferramenta útil para o planejamento das ações de combate.

O acumulado de casos confirmados até a semana 42 foi de 7.561 casos de dengue clássica, 117 de dengue com complicações, 90 de febre hemorrágica da dengue e nove óbitos.

Olimpíadas de Combate à Dengue

A SES já iniciou o trabalho do período de baixa incidência e no dia 8 de novembro estará no município de Alagoinha distribuindo os jogos infantis "Olimpíadas de Combate à Dengue” nas escolas. A distribuição dos jogos faz parte do Plano de Ação para o Verão e aproximadamente 1,2 mil crianças de 4 a 10 anos matriculadas em três escolas do município receberão os jogos.

O município que será visitado em seguida será Diamante. Outras cidades dessa região serão visitadas nos dias 13 e 14, quando será definida com os prefeitos e secretários municipais de saúde a data de entrega dos jogos educativos. A SES investiu R$ 77 mil na aquisição dos jogos infantis para trabalhar com crianças em escolas, ensinando sobre os cuidados de prevenção e tratamento da doença.

PNCD

Na segunda-feira (24) a SES realizou uma reunião por videoconferência com a gerência do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD), em Brasília, para obter orientações sobre o incentivo do Ministério da Saúde para combate à dengue nos 37 municípios prioritários da Paraíba.

No próximo dia 11 acontecerá um dia de oficina com os municípios prioritários e candidatos a receber o incentivo de 20% a mais do valor do Piso Financeiro da Vigilância em Saúde para as ações de combate à dengue. O objetivo da oficina é prestar assessoria técnica e padronizar os 37 planos de contingência, de acordo com o solicitado pelo MS. Os gestores também terão que assinar um termo de compromisso.

"Será uma primeira reunião de contato para que possamos dar suporte técnico e orientar como deve ser feito esse plano de contingência. E, já no dia 21, faremos uma reunião extraordinária na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) para que sejam apresentados os planos e depois encaminhados ao Ministério da Saúde”, explicou a gerente executiva de Vigilância em Saúde, Júlia Vaz.

Se os planos de contingência forem aprovados, os repasses de 20% a mais no PFVPS poderão chegar já neste mês de novembro. "Por isso estamos exigindo agilidade na elaboração dos planos para que, assim que os recursos chegarem, sejam executadas as ações previstas”, alertou Júlia Vaz.

CORREIO BRAZILIENSE

Câncer de laringe atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil

O câncer de laringe - diagnosticado no último final de semana no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e do pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos identificados nessa área.

De acordo com o médico José Guilherme Vartanian, cirurgião de cabeça e de pescoço do Hospital A. C. Camargo, a incidência de câncer de laringe na cidade de São Paulo é uma das mais altas no mundo.

“O Inca estima em cerca de 8 a 10 mil casos de laringe por ano no Brasil”, diz Vartanian. “Esse número, dentro do universo geral de câncer, não é muito alto. No mundo, há uma incidência média de cinco casos de câncer de laringe para cada 100 mil homens. Em São Paulo, chega até 15 casos para cada 100 mil homens. Uma média muito acima da mundial.” Segundo ele, isso se deve à poluição ambiental, um dos fatores que podem levar a esse tipo de câncer.

A laringe é um órgão responsável pela produção da voz e pela proteção das vias respiratórias. Por isso, segundo o médico, um tumor nesse órgão pode afetar tanto a voz, como parece ter sido o caso do ex-presidente Lula, quanto a deglutição e a respiração de uma pessoa. "Um tumor na região das cordas vocais vai causar algum grau de disfonia, que chamamos de rouquidão. Rouquidões persistentes e progressivas são sinais de alerta para esse tipo de doença. Além de rouquidão, a pessoa pode ter dificuldades para engolir.”

Entre os fatores que podem levar ao câncer de laringe estão, além da poluição ambiental, o hábito de fumar e o consumo de bebidas alcoólicas. “Todo mundo conhece casos de pessoas que fumaram a vida toda e não tiveram câncer. Obviamente não é só o fator externo. Deve haver alguma pré-disposição ou suscetibilidade genética para ter a doença.”

Para evitar esse tipo de câncer, Vartanian destacou que é importante não fumar, evitar o consumo de bebidas destiladas e manter uma dieta balanceada com a ingestão de verduras e frutas frescas.

Já o tratamento do câncer de laringe depende, de acordo com o médico, do estágio em que a doença tenha sido diagnosticada. “Em fases mais iniciais da doença, é possível fazer apenas cirurgia ou apenas a radioterapia, de forma isolada. Quando ela está em fase mais ou menos intermediária se combina tratamentos. Pode-se fazer cirurgias ou associar quimioterapia e radioterapia, que parece que é o que vai ser feito no caso dele [Lula].”

PORTAL G1

Niterói registra 11 casos de dengue tipo 4, diz Secretaria de Saúde

Representante da Vigilância em Saúde falou à Comissão de Saúde da Alerj. Presidente da comissão criticou ausência de representantes de municípios.

Onze casos de dengue tipo 4 foram registrados no município de Niterói, no estado do Rio, este ano, segundo informou a representante da Vigilância em Saúde da Secretaria estadual de Saúde, Hellen Miyamoto. Ela falou aos deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que nesta segunda-feira (31) fazem uma audiência pública sobre dengue.

O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma ameaça à saúde pública, segundo especialistas, não somente pelo vírus, que não seria mais perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação de mais uma variação do microorganismo, o que aumenta ainda mais a probabilidade de uma pessoa se infectar.

Segundo Hellen, o vírus tipo 4, que apareceu primeiro na região amazônica, já chegou ao Rio de forma incipiente, mas pode se alastrar. A incidência da doença tem aumentado na Região Serrana, segundo ela, possivelmente por causa das enchentes.

Hellen explicou que o aumento da dengue no país se deve principalmente pelo crescimento populacional, o abastecimento irregular de água e o aumento de produção de lixo.

Para ela, reduzir os criadouros do mosquito Aedes Aegipty nos meses que antecedem o verão e sensibilizar a população para combater os focos são desafios para a Secretaria.

A especialista explicou que 20 municípios ainda não enviaram à Secretaria mapas de risco e planos de contingência.

No estado do Rio ela destaca as regiões mais propensas à epidemia de dengue: toda a Região Metropolitana, o Norte Fluminense e a Costa Verde (localidades próximas ao município de Angra dos Reis, no Sul Fluminense).

Representantes ausentes

O deputado Bruno Correira (PDT), presidente da comissão, lamentou na abertura da audiência pública a ausência dos representantes dos municípios fluminenses. Dos 92 municípios do estado convidados para a audiência, apenas Resende, no Sul Fluminense, e Tanguá e São Gonçalo, na Região Metropolitana, enviaram representantes, segundo o deputado.

"A situação parta mim é de estranheza porque ante a previsão de epidemia grave com a incidência da dengue tipo 4, 23% dos municípios fluminenses ainda não enviaram seus planos de contigência para combater e tratar da doença", disse.

Para Correia, a gravidade dos surtos periódicos da doença exige uma mobilização imediata do poder público. “Para evitar que se repitam os números alarmantes registrados nos últimos anos, precisamos agir o quanto antes”, disse.

O deputado Paulo Ramos (PDT) também criticou a ausência dos representantes dos municípios. "Essa ausência é uma fuga da responsabilidade. A população está assustada, mas os gestores não parecem igualmente preocupados", disse Ramos.

Para a deputada Janira Rocha (PSOL), é preciso dar mais atenção ao assunto. "Os hospitais não estão preparados para adotar o conjunto de medidas necessárias para que mortes sejam evitadas. O objetivo é este: evitar morte", disse ela.

Mais de 160 mil casos desde janeiro

No dia 19, a Secretaria estadual de Saúde informou que desde o dia 2 de janeiro foram notificados 161.315 casos de dengue e foram registrados 133 óbitos no Rio de Janeiro até o dia 15 de outubro. A tendência de queda continua se mantendo nos casos notificados por mês e por semana em todas as regiões do estado, segundo a secretaria.

Para tentar evitar uma epidemia no Estado do Rio, a Secretaria estadual de Saúde criou a campanha “10 minutos contra a dengue”, que estimula moradores a gastarem dez minutos de seu dia no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti em suas próprias casas.

80% dos focos estão em casa

De acordo com a Secretaria, o ambiente doméstico concentra 80% dos focos. A iniciativa foi inspirada numa estratégia adotada pelo governo de Cingapura para controlar o mosquito, conseguindo interromper a epidemia que o país enfrentou entre 2004 e 2005.

A campanha traz orientações como ficar atento a calhas entupidas, caixas d’água destampadas, ralos com água da chuva acumulada, pratinhos de vasos de planta. E também alerta para a necessidade de colocar baldes e garrafas com a boca virada para baixo para evitar o acúmulo de água.

Possibilidade de epidemia

No dia 13 de setembro, o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, afirmou que há "forte possibilidade de haver uma grande epidemia" de dengue em 2012. Para ele, essa será "talvez uma das piores epidemias da história do estado".

No fim de agosto, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou estado de alerta na cidade por causa da dengue. Outra prioridade do combate à dengue no verão é agilizar as vistorias de imóveis particulares e comerciais.

JORNAL O GIRSASSOL

Delegados são eleitos para representar o TO em conferência de saúde

Ao final da 7ª Conferência Estadual de Saúde foram eleitos 48 delegados para representar o Tocantins na 14ª Conferência Nacional de Saúde, que acontece em Brasília, de 30 de novembro a 04 de dezembro. Ao todo, eles levarão 35 propostas de nível nacional discutidas durante encontro estadual, que aconteceu de 26 a 28 de outubro, no Centro de Convenções Parque do Povo.

Dentre os delegados, 24 são do segmento usuários, 12 trabalhadores em saúde e 12 gestores prestadores de serviços, os quais defenderão, na etapa nacional, as propostas construídas pelos representantes dos 139 municípios do Tocantins, durante a Conferência.

Segundo o presidente do CES – Conselho Estadual de Saúde, Neirton José de Almeida, os objetivos da 7ª Conferência foram alcançados e avaliou-a positivamente. Para Neirton, após esta etapa, a expectativa é que a caravana de delegados tocantinenses chegue a Brasília com voz forte, defendendo as demandas que o Estado necessita e, com isso, fortalecendo os seguimentos de controle social. “Que o trabalho conjunto traga melhorias para o nosso estado e que os nossos discursos sejam unificados na defesa das propostas aqui construídas”, ressalta.

Maria Antônia Ferreira da Silva, de Esperantina, delegada eleita entre os representantes dos usuários, também avaliou o encontro de forma positiva e elogiou a forma produtiva como se deram as discussões nos grupos. “De todas as conferências que participei, esta foi a melhor em relação à forma de exposição das propostas”, disse a Delegada ressaltando que “as discussões focaram realmente as necessidades apontadas pelos municípios”.

Já o delegado representante da categoria governamental, Adailton Rocha, do município de Colinas do Tocantins, disse que o tempo disponibilizado para discussão poderia ter sido maior, no entanto destacou a participação da plenária e dos grupos de trabalho. Adailton espera que as propostas que serão encaminhadas à etapa nacional sejam bem discutidas levando-se em conta as diferenças e particularidades das diversas regiões. “E nós vamos defender as nossas propostas”, afirmou.

Durante encerramento o secretário de Estado da Saúde, Arnaldo Alves Nunes, se mostrou satisfeito com os resultados da Conferência e pediu aos conferencistas que levassem do encontro “a certeza de que todos somos usuários do SUS”. O Secretário ainda pediu que a comunidade fiscalizasse de forma efetiva todos os processos que envolvem a construção e gestão do SUS e, ao reafirmar o seu compromisso com a Saúde, disse que “a Sesau estará sempre de portas abertas, à disposição da sociedade para receber sugestões que contribuam para a melhoria dos serviços públicos de saúde prestados no Tocantins”.

AGENDA


- Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?

AssPreviSite

04 de Novembro de 2011

Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito alguma coisa estranha acontece no mesmo!

Num ano com muitas propostas e mudanças oriundas da ANS vamos promover um debate que busca:

- Avaliar o contexto da situação de um sistema em que não encontramos, em princípio, nenhum de seus atores satisfeitos;

- Entender o cenário 2011, com destaque para os temas das recentes ações da ANS e seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema; e

- Realizar uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.

Assim, no próximo dia 04 de novembro, em São Paulo, das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes, gestores e profissionais para debater a situação atual do sistema de saúde suplementar.

Tendo como convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de entidades associativas e empresas do segmento vamos verificar e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências, como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar para 2012 neste importante sistema.

O sistema melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento ou retração? O que se visualiza para 2012?

Se você compartilha desta percepção, vamos conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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