Leia
nesta edição:
- Planisa
ministra palestra no 37º Congresso Mundial dos
Hospitais
- Mulheres
soropositivas correm mais risco de ter câncer
causado pelo HPV
- Detector
de metal não afeta marcapasso, diz estudo
- Atenção básica evitaria 50% das internações
infantis
- Estudo
liga poluição a risco maior de câncer
de pulmão
- SUS amplia
em 22% recursos para tratamento de câncer
- Falta de
veículos paralisa entrega de vacinas, exames
e outros serviços em SP
- Saúde amplia Urgência e Emergência
em 11 estados
- Centro
Municipal de Saúde na Zona Oeste do Rio é reformado
e amplia serviços
- Anvisa
monitora uso de anticoncepcional com o hormônio
drospirenona
- Tratamento
de câncer de mama deve começar até três
meses após diagnóstico
- Paraíba mantém
percentual de cura da dengue em 99,91%
- Câncer
de laringe atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil
- Niterói registra 11 casos de dengue tipo 4, diz Secretaria
de Saúde
- Delegados
são eleitos para representar o TO em conferência
de saúde
Terça-feira,
01.11.11
PORTAL FATOR BRASIL
Planisa ministra palestra no 37º Congresso Mundial dos
Hospitais
Com o tema A Saúde em um Mundo de Mudança: Vencendo
os Desafios, a Federação Internacional dos Hospitais
(IHF) promove a 37ª edição do Congresso Mundial
de Hospitais, que ocorrerá entre os dias 8 e 10 de novembro,
em Dubai. Este evento tem a promessa de impactar de forma significativa
nas políticas públicas em todo o mundo.
Dessa forma,
o congresso deve fornecer uma plataforma para os peritos a
fim de compartilhar
experiência, trocar opiniões
e conhecimento, nas áreas de hospitais, medicamentos e
cuidados na saúde.
Entre seus
palestrantes, estará Prof. Afonso José de
Matos, diretor Fundador da Planisa, Administrador de Empresas
e Doutor em Saúde Pública. Fará duas palestras,
uma no dia 09 de novembro sobre Experiência Brasileira
em Parcerias Público-Privadas e Gerenciamento Estratégico
de Custos e Otimização da Produtividade em Instituições
de Saúde, no dia 10.
O evento
tem perspectiva de reunir cerca de 5 mil pessoas, incluindo,representantes
dos ministérios de saúde e de autoridades sanitárias
do setor público, de hospitais, de sindicatos e de centros
de pesquisa de saúde e de universidades. www.ihfdubai.ae/conferenceProgram-3.ph.
Planisa-Com
mais de 23 anos de atuação no mercado,
a Planisa é uma consultoria especializada em gestão
para o setor de saúde e atende segmentos como Operadores
de Planos de Saúde, Hospitais, Clínicas, Laboratórios,
Serviços e Sistemas Público e Privado de Saúde,
distribuídos em todo o Território Nacional, América
Latina e África. Entre seus serviços estão:
Controladoria Estratégica das Organizações
de Saúde, Projetos de Sustentabilidade Econômico-Financeira,
Melhoria de Indicadores para Operadoras de Planos de Saúde
e de Reformulação do Modelo de Remuneração
. O tempo de mercado e a experiência associada à competência,
composta por profissionais especializados em administração
financeira e empresarial, médica, contabilidade, enfermagem
e setores relacionados à área de saúde,
fazem da empresa uma consultoria reconhecida pelo modelo de negócio
com foco em orientação estratégica para
melhoria efetiva dos resultados. www.planisa.com.br.
A Federação Internacional de Hospitais (IHF) é uma
organização não-governamental internacional,
apoiado por membros de mais de 100 países. Assim como
o organismo mundial para hospitais e organizações
de saúde, a IHF desenvolve e mantém um espírito
de cooperação e comunicação entre
eles, com o objetivo principal de melhorar a segurança
do paciente e a promoção da saúde em comunidades
carentes.
PORTAL UOL
Mulheres
soropositivas correm mais risco de ter câncer
causado pelo HPV
Estudo da
Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo realizado no Centro de Referência (CRT) em DST/Aids,
na capital paulista, demonstra que as mulheres em tratamento
de HIV/Aids têm maiores chances de desenvolver câncer
de colo de útero em decorrência do HPV.
No total
foram avaliadas 631 pacientes em tratamento antirretroviral
que passaram por
consulta no ambulatório de ginecologia
do CRT DST/Aids-SP. Desse total, 44% tiveram diagnóstico
prévio de HPV e 10% apresentaram lesões intraepiteliais
de alto grau para câncer de colo uterino.
Segundo o
médico Valdir Monteiro Pinto, pesquisador do
CRT DST/Aids-SP e responsável pelo estudo, as pacientes
soropositivas apresentam maior suscetibilidade para câncer
cervical invasivo se comparadas a mulheres não infectadas
pelo vírus.
"Estes dados indicam a importância de uma rotina
para monitorar estas mulheres, com a realização
do exame de papanicolau pelo menos uma vez ao ano", observa
o especialista.
"Mulheres que receberam o diagnóstico de aids com
mais de 40 anos e viviam com HIV/aids há mais de 8 anos
e apresentaram contagem de CD4 menor que 350 cel/mm, ou seja,
queda da imunidade, tiveram maior risco de desenvolver lesões
intraepiteliais de alto grau", completa.
Entre as
mulheres que participaram do estudo, 34% tiveram a primeira
relação sexual com idade inferior a 16
anos, 61% tiveram menos que cinco parceiros durante a vida, 43%
estão vivendo com HIV/Aids por mais de nove anos e 47%
reportaram já terem tido doença sexualmente transmissível.
PORTAL UOL
Detector
de metal não afeta marcapasso, diz estudo
Os detectores
de metal portáteis usados em aeroportos
são provavelmente seguros para portadores de dispositivos
como marcapassos e desfribiladores implantáveis, segundo
um estudo europeu.
Havia suspeitas
de que os campos magnéticos dos detectores
poderiam interferir nesses dispositivos, por isso seus portadores
são orientados a solicitarem uma revista manual nos aeroportos,
o que costuma causar transtornos, segundo Clemens Jilek, do Centro
Cardíaco Alemão, em Munique, um dos autores do
estudo.
Cerca de
700 mil pessoas em todo o mundo recebem marcapassos ou desfribiladores
a cada
ano devido a problemas de arritmia
cardíaca.
"Com a ampla variedade de dispositivos ritmadores que testamos,
não vimos nenhuma interferência entre dois detectores
de metal manuais que são amplamente disponibilizados mundialmente",
disse Jilek à Reuters Health.
"Nossa conclusão será que os procedimentos
de revista com um detector de metal manual normal é segura."
Pesquisas
anteriores indicaram que tocadores de MP3 e tecnologias antifurto
causavam
problemas nos equipamentos cardíacos.
Em pacientes sem batimentos autônomos, algumas interferências
magnéticas mais fortes podem ser fatais, segundo Jilek.
No estudo,
publicado na revista Annals of Internal Medicine, pesquisadores
de Munique
e Atenas usaram dois detectores durante
30 segundos em 388 portadores de marcapassos e desfribiladores
implantáveis, que faziam exames de rotina.
Os detectores
de metal funcionavam na potência máxima,
e foram passados sobre a pele perto do coração
e das fixações. Eletrocardiogramas feitos simultaneamente
não indicaram nada de anormal.
Os pacientes
usavam marcapassos de 11 fábricas, e desfribiladores
de 7 marcas. Juntos, eles compõem 75 por cento dos dispositivos
disponíveis no mercado.
Jilek e seus
colegas alertaram, no entanto, que as conclusões
não provam definitivamente que os detectores de metal
são seguros em todos os equipamentos cardíacos,
já que os testes, além de não abrangerem
todos eles, foram feitos em ambientes controlados, e não
em movimentados aeroportos.
"É tranquilizador que as pessoas com esses dispositivos
não precisem se preocupar ao serem revistadas com essas
varinhas", disse Charles Berul, chefe de cardiologia do
Centro Médico Infantil Nacional dos EUA, em Washington.
PORTAL UOL
Atenção básica evitaria 50% das internações
infantis
Cerca de
metade das internações infantis acontecem
por doenças respiratórias e poderiam ser evitadas
se as crianças recebessem tratamento adequado na atenção
primária. Essa é uma das informações
reveladas no estudo da enfermeira Beatriz Rosâna Gonçalves
de Oliveira Toso, defendido na Escola de Enfermagem de Ribeirão
Preto (EERP) da USP. Beatriz analisou as causas desse fato e
quais eram as falhas da atenção básica,
propondo uma mudança no sistema de saúde, para
que se torne mais integrado e humanizado e essa porcentagem seja
reduzida.
O objetivo
da enfermeira era entender o porque do alto número
de internações pelas chamadas causas evitáveis.
Isto é, problemas que deveriam ter sido resolvidos já no
ambulatório, no primeiro contato do paciente com o atendimento
médico. A pesquisadora constatou que 50% das internações
eram por infecções respiratórias não-crônicas,
como gripe sinusite e pneumonia. Essa é a média
nacional e, em Cascavel, no Paraná, cidade onde o estudo
foi realizado, o índice está bem próximo
disso (49,6%). Os dados analisados abrangem os anos de 2006 a
2011.
Por conta
dessa constatação, Beatriz analisou
o funcionamento da atenção básica e observou
que seus princípios básicos não estavam
sendo implementados, que os pacientes que procuravam ajuda não
o conseguiam de forma satisfatória, o que resultava em
um maior número de internações. Tais princípios
são o do acesso de primeiro contato (ou seja, o paciente
conseguir chegar ao posto de saúde), a resolução
(conseguir que seu problema seja resolvido), a longitudinalidade
(a mesma UBS conseguir resolver seus problemas ao longo do tempo)
e a integralidade (se uma unidade não consegue resolver,
deve-se encaminhar para alguma outra). Além disso, o profissional
deve exercer o cuidado da família e a orientação
comunitária.
As
mudanças
O estudo
foi realizado a partir do Hospital Universitário
de Cascavel, no Paraná. Beatriz fez uma análise
quantitativa de dados e selecionou, entre outubro de 2009 e junho
de 2011, crianças hospitalizadas com infecções
respiratórias que haviam passado anteriormente por unidades
básicas de saúdes. Por meio de entrevistas com
modelo baseado no PACTool versão criança (um formulário
aplicado no Canadá), a pesquisadora tentou descobrir o
que aconteceu para que elas acabassem hospitalizadas, saber aonde
a atenção básica falhou.
Beatriz sugere
a adoção de um sistema mais integrado
de serviços de saúde, onde os princípios
da atenção básica sejam implementados, que
o foco esteja no usuário e que haja a humanização
do cuidado do paciente. O governo do estado do Paraná já adotou
como estratégia a implantação dessas redes
de atenção básica, e a pesquisadora foi
convidada para ser uma das tutoras do programa Atenção
primária à saúde de qualidade em todo o
Paraná: Formação e qualificação
profissional em atenção primária à saúde
(APSUS).
Para a enfermeira, é essencial fazer com que os municípios
reflitam sobre sua organização da saúde
básica e tentem mudar suas práticas, “pois
do jeito que é feito hoje, vivemos em um faz-de-conta,
apenas temos a ilusão de que estamos tratando da saúde.
A tese de
Beatriz - intitulada Resolutividade do cuidado à saúde
das crianças menores de cinco anos hospitalizadas por
causas sensíveis a atenção básica
-, foi orientada por Regina Aparecida Garcia de Lima e ganhou
o primeiro lugar no prêmio Maria Cecília Puntel
de Almeida, concedido a teses de doutorado na área de
saúde pública, durante o Congresso Brasileiro de
Enfermagem, em outubro de 2011, em Maceió.
PORTAL R7
Estudo
liga poluição a risco maior de câncer
de pulmão
Pessoas que
nunca fumaram, mas que vivem em áreas com
níveis mais elevados de poluição do ar,
têm cerca de 20% mais probabilidade de morrer de câncer
de pulmão do que as pessoas que vivem com um ar mais .
Embora o
tabagismo é a causa número um de câncer
de pulmão, cerca de 1% das pessoas que desenvolvem câncer
de pulmão nunca fumaram.
Michelle
Turner, autora principal do estudo e estudante de pós-graduação
da Universidade de Ottawa, disse que esse caso é de se
preocupar.
- O câncer de pulmão em não fumantes é um
câncer sério. É a sexta maior causa de câncer
nos Estados Unidos.
As partículas finas na poluição do ar,
que podem irritar os pulmões e causar inflamação,
são pensadas para ser um fator de risco para o câncer
de pulmão.
Neste estudo,
Turner e seus colegas acompanharam mais de 180 mil pessoas
que não eram mais fumantes há 26 anos.
Durante todo o período do estudo, 1.100 pessoas morreram
de câncer de pulmão.
Depois que
a equipe levou em conta outros fatores do risco de câncer, como fumo passivo - pessoa que não fuma,
mas está próxima de um fumante no ato -, eles descobriram
que para cada dez unidades extras de exposição à poluição
do ar, o risco de uma pessoa ter câncer de pulmão
aumentou de 15% para 27%.
O aumento
do risco de câncer de pulmão associado à poluição é pequeno
em comparação com o risco 20 vezes maior de fumar.
E a equipe de estudo não provou que a poluição
causa câncer, mas "há muitas evidências
de que a exposição a partículas finas aumenta
a mortalidade cardiopulmonar".
Partículas finas na poluição do ar podem
prejudicar os pulmões por causar inflamações
e danos ao DNA, segundo a equipe de Turner.
Uma pesquisa
anterior sugeriu conclusões semelhantes.
Um estudo feito na China, por exemplo, encontrou um risco maior
de câncer de pulmão atribuído à poluição
do ar interior da queima de carvão e madeira para aquecer
as casas durante o inverno.
Vários estudos europeus ligaram níveis de exaustão
de fuligem e de veículos com o câncer de pulmão
em não fumantes.
Segunda-feira, 31.10.11
PORTAL
DA SAÚDE
SUS
amplia em 22% recursos para tratamento de câncer
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou nesta
segunda-feira (31) previsão de fechamento de investimento
deste ano, de R$ 2,2 bilhões, para a assistência
oncológica
O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando
em 22% os recursos para assistência oncológica no
país. O Ministério da Saúde deve fechar
este ano com investimento de R$ 2,2 bilhões no setor – em
2010, o valor foi de R$ 1,8 bilhão. Esse aumento de investimento
serviu para ampliar e qualificar a assistência aos pacientes
em hospitais públicos e privados que compõem o
SUS, especialmente para os tipos de câncer mais frequentes,
como fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. Em relação
a 1999, quando foi definido o atual formato do atendimento oncológico
no SUS, o valor quadruplica.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou a
estimativa de investimento deste ano em entrevista nesta segunda-feira
(31), em Brasília. A quantidade de procedimentos e de
cirurgias oncológicas aumentou nos últimos anos.
Em 2003, por exemplo, houve 19,7 milhões de procedimentos
para o tratamento do câncer no SUS. A projeção
para este ano é de 27,8 milhões de procedimentos – aumento
de 41%. Já o número de cirurgias deve crescer 40% – foi
de 67 mil em 2003 e deve chegar a 94 mil em 2011.
Na coletiva,
indagado sobre o diagnóstico de câncer
do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula
da Silva, o ministro ressaltou: “O presidente Lula, que
já enfrentou tantos outros preconceitos, da forma como
ele está lidando com o enfrentamento do tratamento, vai
superar mais um preconceito, sobre o câncer. Às
vezes, as pessoas têm até medo de falar o nome da
doença. O câncer tem cura”, ressaltou o ministro. “Mais
de 2,5 milhões procedimentos para o tratamento de câncer
são feitos por mês no Sistema Único de Saúde.
São quase 30 milhões de procedimentos por ano.
Muitas pessoas estão se tratando de câncer no país
e se curando”.
O ex-presidente
Lula teve um câncer de laringe diagnosticado
no último final de semana. O tratamento de quimioterapia
começaria nesta segunda-feira, no Hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo (SP). O tratamento ao qual o ex-presidente
está sendo submetido também pode ser realizado
pela população em geral no SUS.
AMPLIAÇÃO
DO ATENDIMENTO
Para ampliar
o diagnóstico e o tratamento do câncer
de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde
está criando 38 novos centros em todo o país, especialmente
no interior do Brasil, e renovando 48 outros centros de radioterapia.
A medida integra a Rede Câncer, uma das apostas do Ministério
da Saúde para integrar e agilizar o atendimento aos usuários
do SUS. O SUS dispõe hoje dispõe de 270 centros
que realizam tratamento de radioterapia e quimioterapia.
“Combater o câncer é oferecer possibilidade
de diagnóstico, de tratamento, mas também combater
muitos fatores de risco do câncer. Precisamos aproveitar
estes momentos para reduzir o preconceito sobre o câncer,
mostrar que o câncer tem cura, que fazer o diagnóstico
precoce ajuda a garantir essa cura, mas também mobilizar
a sociedade para termos hábitos mais saudáveis
e, com isso, reduzir o risco de câncer”, reforçou
Padilha, chamando atenção para os fatores de aumento
de risco, como o fumo.
O
ESTADO DE SÃO
PAULO
Falta
de veículos paralisa entrega de vacinas, exames
e outros serviços em SP
A falta de
transporte paralisa parte dos serviços municipais
de entrega de vacinas para postos de saúde, realização
de exames de sangue em laboratórios externos, combate à dengue,
fiscalização de maus-tratos contra animais, consultas
médicas em casa, entre outros.
O problema é reflexo de uma briga judicial entre a Prefeitura
e a Brasil Dez - empresa de locação de carros contratada
em 2009. A administração acusa a empresa de não
cumprir o contrato e oferecer menos de um terço dos 662
veículos exigidos no contrato.
O problema
começou na semana passada, quando a Justiça
determinou que a Brasil Dez, cujos contratos foram rescindidos
em junho pela Prefeitura, voltasse a prestar o serviço
a partir do dia 24 de outubro. Mas, segundo o sindicato que representa
motoristas da Coordenação de Vigilância em
Saúde (Covisa), a empresa tem menos de 200 veículos
e os serviços de atendimento à população
passaram a ser feitos de maneira parcial.
A pé. Ontem, a reportagem visitou bases da Covisa e de
Centros de Controle de Zoonoses espalhados pela cidade. Agentes
relataram que a maior parte dos funcionários que precisam
dos serviços de transporte tem batido ponto e voltado
para a casa. Os poucos que conseguem fazer vistorias e sair a
campo estão tendo de utilizar transporte público
ou ir a pé. Também já houve casos em que
carros das subprefeituras foram deslocados para realização
dos atendimentos.
Lapa, Penha,
Ermelino Matarazzo, M’Boi Mirim e Santana
estão entre os bairros afetados - pelo contrato, a empresa
tem de atender 64 bases da Covisa e do Centro de Controle de
Zoonoses, com veículos do tipo Gol ou Kombi.
A Brasil
Dez foi contratada pela Prefeitura há dois anos,
mas a administração não aprovou a qualidade
do serviço prestado. Segundo agentes da Covisa, havia
bem menos veículos à disposição do
que o combinado e alguns deles eram bem antigos - até um
Gol 1992 era utilizado para atendimentos.
Desde então, a situação se deteriorou.
A Brasil Dez enfrenta hoje 909 processos trabalhistas de ex-motoristas
que prestaram trabalho para a empresa. "Nem sabemos mais
quem coordena quem agora", disse ao Estado um funcionário
de alto escalão da Covisa.
À Justiça, porém,
a Brasil Dez argumentou que recebeu pagamentos atrasados e
reduzidos da Prefeitura.
Segundo funcionários da Covisa, a empresa prometeu à administração
normalizar o serviço a partir de hoje, colocando mais
carros nas ruas. Ontem, a reportagem não conseguiu localizar
nenhum representante da empresa em sua sede, no Parque Continental,
em Guarulhos. Também procurou um de seus advogados, mas
não houve retorno às ligações até as
20h30.
Já a Prefeitura, que admite que o serviço de transporte
está sendo prejudicado, afirmou que vai recorrer da decisão
judicial que a obrigou a manter a Brasil Dez prestando esse tipo
de serviço. Segundo a administração, carros
de outros departamentos serão deslocados para manter os
principais serviços da Covisa funcionando.
Demissões. Entre junho e o dia 28 deste mês, quem
estava fazendo o serviço de transporte para o governo
municipal, em caráter emergencial, era a Transbraçal,
empresa que agora ameaça demitir seus 1.100 funcionários
que prestavam trabalho à Covisa.
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde amplia Urgência e Emergência
em 11 estados
Municípios vão receber recursos para custeio de
Centrais de Regulação, novas ambulâncias
e motolâncias
O Ministério da Saúde ampliou o atendimento em
urgência e emergência em onze estados brasileiros.
Vinte e sete municípios receberão recursos para
custeio de novas Centrais de Regulação do serviço
SAMU 192, ambulâncias e motolâncias. A medida é mais
uma ação do Saúde Toda Hora, que organiza
a Rede de Atenção às Urgências.
A cidade
de Fernandópolis (SP) receberá R$ 1,14
milhão/anual, referente ao custeio de uma Central de Regulação;
uma ambulância de suporte avançado (USA) e três
de suporte básico (USB). E o estado do Piauí, receberá R$
768 mil para custeio anual da Central Regional do SAMU 192, que
atenderá uma população de mais de 949 mil
habitantes e envolverá 110 municípios.
Na Bahia,
os municípios de: Wanderley, Caravelas, Pilão
Arcado, Ituaçú, Guajeru, Rio de Contas e Muquém
de São Francisco, receberão cada um, recursos na
ordem de R$ 150 mil/anual, referente ao custeio de uma Unidade
Básica de Saúde (USB), enquanto que Senhor do Bonfim,
receberá R$ 330 mil/ anual, para custeio de uma Unidade
de Suporte Avançado (USA). Em Santa Catarina, as cidades
de Florianópolis, Palhoça, Itapiranga e Sombrio,
foram habilitadas para receber, cada uma, custeio para uma USB.
O mesmo aconteceu para os municípios de Marechal Floriano
e Anchieta, no Espírito Santo.
O estado
de Goiás também receberá R$ 150
mil/anual, para custeio de uma ambulância de suporte básico
na cidade de Maurilândia, e o mesmo valor, para custear
outra USB, na cidade de Caçu. Já os municípios
de São Luís de Montes Belos, em Goiás, e
Coroatá, no estado do Maranhão, receberão
R$ 330 mil, cada uma, por ano, para custeio de uma unidade de
suporte avançado. Palmas (TO) também teve reforço
do SAMU 192, o município receberá R$ 480 mil, por
ano, para custeio de uma USB e uma USA.
A Paraíba receberá reforço do SAMU 192
em vários municípios. Princesa Isabel e Coremas
receberão custeio para duas ambulâncias: uma USB
e uma USA, totalizando por ano, R$ 480 mil, para cada cidade.
Já, Triunfo, Bom Sucesso e São João do Rio
do Peixe, receberão custeio para uma ambulância
USB, ou seja, R$ 150 mil, cada um, por ano.
MOTOLÂNCIAS
Também foram habilitadas motolâncias nos estados
do Espírito Santo e Rio de Janeiro. A cidade de Vitória
(ES) receberá recursos na ordem de R$ 336 mil anuais,
para custeio de quatro motolâncias e Rio Bonito (RJ), receberá R$
84 mil anual para custeio de uma motolância.
ATENDIMENTO EM REDE
A rede de
atendimento de urgências no Brasil é executada
pelo governo federal em parceria com estados e municípios
e pensada de forma integrada, colocando à disposição
da população serviços mais próximos
de sua residência. Com as centrais de regulação
do SAMU/192, o Ministério da Saúde trabalha na
organização da estrutura disponível. Quando
uma ambulância do programa é enviada para o atendimento,
os profissionais de saúde já sabem para qual unidade
adequada levar o paciente.
Atualmente
o SAMU 192 atende a mais de 112 milhões de
brasileiros em 1.604 municípios, numa cobertura de 58,66%
da população. Existem 159 centrais de regulação,
1.757 ambulâncias (USB: 1383 e USA: 374) e 77 motolâncias
em circulação e, para o custeio desses serviços,
o Ministério da Saúde repassa mais de R$ 392 milhões
por ano.
CORREIO DO BRASIL
Centro
Municipal de Saúde na Zona Oeste do Rio é reformado
e amplia serviços
A Secretaria
Municipal de Saúde e Defesa Civil (SMSDC)
do Rio inaugurou nesta segunda-feira, as novas instalações
do Centro Municipal de Saúde (CMS) Oswaldo Vilella, no
bairro de Campo Grande, na Zona Oeste da cidade, beneficiando
18 mil moradores da região. As obras permitiram a ampliação
do atendimento na unidade, com a implantação de
quatro equipes de Saúde da Família e uma de Saúde
Bucal.
O Centro
Municipal de Saúde (CMS) Harvey Ribeiro de Souza,
no Recreio dos Bandeirantes; Zona Oeste do Rio de Janeiro recebe,
a partir desta segunda, outro CMS, que passou por reforma, em
Campo Grande
Cada equipe
fará, em média, 400 consultas médicas
por mês, totalizando 1.600 consultas médicas mensais;
além dos demais procedimentos, serviços e consultas
de enfermagem e dos agentes de saúde. A unidade oferece
serviços de consultas individuais e coletivas; visita
domiciliar; vacinação; pré-natal; curativos;
planejamento familiar; vigilância em saúde; tratamento
e acompanhamento de pacientes diabéticos, hipertensos
e outras doenças.
O CMS Oswaldo
Vilella funciona de segunda a sexta, das 7h às
17h, e sábado, das 7 às 12h, e fica na Rua Jomar
Mendes, s/n°, Bairro Jardim São Paulo.
CORREIO BRAZILIENSE
Anvisa
monitora uso de anticoncepcional com o hormônio
drospirenona
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) vai monitorar os casos de reações adversas
graves em mulheres que tomam anticoncepcional com o hormônio
drospirenona. A Anvisa baixou um informe pedindo que os médicos
notifiquem à agência reguladora casos desse tipo,
mesmo que as reações estejam previstas na bula
do medicamento.
A Anvisa
decidiu fazer o alerta depois que dois estudos internacionais
indicaram que
o uso do hormônio aumenta o risco de trombose
venosa, tromboembolia pulmonar e formação de coágulos
sanguíneos. As pesquisas foram divulgadas na semana passada
pela publicação médica britânica British
Medical Journal e a agência reguladora de medicamentos
e alimentos dos Estados Unidos, Food and Drugs Administration
(FDA).
Dois artigos
publicados no British Medical Journal, por exemplo, relataram
que mulheres
que usam contraceptivo oral com drospirenona
têm duas a três vezes mais chances de ter trombose
venosa em comparação a mulheres que usam anticoncepcionais
com outro hormônio, levonorgestrel.
Os médicos devem registrar as reações adversas
no sistema Notivisa, disponível no site da Anvisa. A agência
reguladora diz, no momento, ser favorável ao uso de anticoncepcional
com o hormônio, desde que com orientação
médica e seguindo as recomendações contidas
na bula. A Anvisa ainda não conclui parecer definitivo
sobre os medicamentos e vai continuar monitorando.
AGÊNCIA
BRASIL
Tratamento
de câncer de mama deve começar até três
meses após diagnóstico
O Instituto
Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta segunda-feira
(31/10) sete novas recomendações para o controle
do câncer de mama no país. Uma delas é que
o início do tratamento ocorra em três meses e que
os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia,
comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia
deve ser feita em 120 dias.
As orientações complementam as lançadas
no ano passado, que eram focadas em ações de prevenção,
detecção precoce e informação de
qualidade. Segundo o técnico da Divisão de Apoio à Rede
de Atenção Oncológica da instituição
Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao
tratamento de mulheres que já tenham tumores. “Essas
recomendações são importantes porque podem
ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.
Ele lembrou,
durante o lançamento, que o câncer
de mama é o tumor que mais mata a população
feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12
mil mulheres a cada ano.
O técnico do Inca acrescentou que a lista também
traz recomendações sobre o acolhimento das pacientes.
O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe
que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista,
assistente social e fisioterapeuta; e que receba cuidados em
um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.
“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com
o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas
mulheres”, ressaltou.
Ele lembrou
que as recomendações não têm
força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado
pela sociedade.
A lista com
todas as recomendações está disponível
no site do Inca (www.inca.gov.br). O documento impresso também
será encaminhado às secretarias de Saúde
dos estados e municípios.
Para ampliar
as ações de prevenção,
diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de
colo de útero, o Ministério da Saúde vai
investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões. Os recursos
serão usados, entre outras iniciativas, na implantação
de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia
e na implantação de 32 serviços avançados
em hospitais habilitados para o tratamento oncológico
e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.
PARAÍBA
ONLINE
Paraíba mantém
percentual de cura da dengue em 99,91%
O percentual
de cura da dengue na Paraíba se mantém
em 99,91% de acordo com o boletim epidemiológico da semana
42 (16 a 22 de outubro), que foi divulgado nesta segunda-feira
(31) pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Durante a
semana, foram notificados 18 casos suspeitos da doença
nos municípios de João Pessoa, Cabedelo, Teixeira,
Sapé, São Bento e Santa Luzia. Todos os casos confirmados
nesta semana são remanescentes de semanas anteriores,
cuja investigação só foi concluída
agora.
A SES destaca
que a vigilância em Saúde foi ativa
e em todas as semanas do ano registrou e acompanhou a notificação
de casos suspeitos. No próximo boletim será feita
avaliação dos casos confirmados e descartados por
semana epidemiológica. Esta análise vai possibilitar
conhecer o período de maior confirmação
dos casos, o que será uma ferramenta útil para
o planejamento das ações de combate.
O acumulado
de casos confirmados até a semana 42 foi
de 7.561 casos de dengue clássica, 117 de dengue com complicações,
90 de febre hemorrágica da dengue e nove óbitos.
Olimpíadas de Combate à Dengue
A SES já iniciou o trabalho do período de baixa
incidência e no dia 8 de novembro estará no município
de Alagoinha distribuindo os jogos infantis "Olimpíadas
de Combate à Dengue” nas escolas. A distribuição
dos jogos faz parte do Plano de Ação para o Verão
e aproximadamente 1,2 mil crianças de 4 a 10 anos matriculadas
em três escolas do município receberão os
jogos.
O município que será visitado em seguida será Diamante.
Outras cidades dessa região serão visitadas nos
dias 13 e 14, quando será definida com os prefeitos e
secretários municipais de saúde a data de entrega
dos jogos educativos. A SES investiu R$ 77 mil na aquisição
dos jogos infantis para trabalhar com crianças em escolas,
ensinando sobre os cuidados de prevenção e tratamento
da doença.
PNCD
Na segunda-feira
(24) a SES realizou uma reunião por
videoconferência com a gerência do Programa Nacional
de Combate à Dengue (PNCD), em Brasília, para obter
orientações sobre o incentivo do Ministério
da Saúde para combate à dengue nos 37 municípios
prioritários da Paraíba.
No próximo dia 11 acontecerá um dia de oficina
com os municípios prioritários e candidatos a receber
o incentivo de 20% a mais do valor do Piso Financeiro da Vigilância
em Saúde para as ações de combate à dengue.
O objetivo da oficina é prestar assessoria técnica
e padronizar os 37 planos de contingência, de acordo com
o solicitado pelo MS. Os gestores também terão
que assinar um termo de compromisso.
"Será uma primeira reunião de contato para
que possamos dar suporte técnico e orientar como deve
ser feito esse plano de contingência. E, já no dia
21, faremos uma reunião extraordinária na Comissão
Intergestores Bipartite (CIB) para que sejam apresentados os
planos e depois encaminhados ao Ministério da Saúde”,
explicou a gerente executiva de Vigilância em Saúde,
Júlia Vaz.
Se os planos
de contingência forem aprovados, os repasses
de 20% a mais no PFVPS poderão chegar já neste
mês de novembro. "Por isso estamos exigindo agilidade
na elaboração dos planos para que, assim que os
recursos chegarem, sejam executadas as ações previstas”,
alertou Júlia Vaz.
CORREIO BRAZILIENSE
Câncer
de laringe atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil
O câncer de laringe - diagnosticado no último final
de semana no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva -
atinge entre 8 e 10 mil pessoas por ano no Brasil. Segundo o
Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de
laringe é um dos mais comuns a atingir a região
da cabeça e do pescoço, representando cerca de
25% dos tumores malignos identificados nessa área.
De acordo
com o médico José Guilherme Vartanian,
cirurgião de cabeça e de pescoço do Hospital
A. C. Camargo, a incidência de câncer de laringe
na cidade de São Paulo é uma das mais altas no
mundo.
“O Inca estima em cerca de 8 a 10 mil casos de laringe
por ano no Brasil”, diz Vartanian. “Esse número,
dentro do universo geral de câncer, não é muito
alto. No mundo, há uma incidência média de
cinco casos de câncer de laringe para cada 100 mil homens.
Em São Paulo, chega até 15 casos para cada 100
mil homens. Uma média muito acima da mundial.” Segundo
ele, isso se deve à poluição ambiental,
um dos fatores que podem levar a esse tipo de câncer.
A laringe é um órgão responsável
pela produção da voz e pela proteção
das vias respiratórias. Por isso, segundo o médico,
um tumor nesse órgão pode afetar tanto a voz, como
parece ter sido o caso do ex-presidente Lula, quanto a deglutição
e a respiração de uma pessoa. "Um tumor na
região das cordas vocais vai causar algum grau de disfonia,
que chamamos de rouquidão. Rouquidões persistentes
e progressivas são sinais de alerta para esse tipo de
doença. Além de rouquidão, a pessoa pode
ter dificuldades para engolir.”
Entre os
fatores que podem levar ao câncer de laringe
estão, além da poluição ambiental,
o hábito de fumar e o consumo de bebidas alcoólicas. “Todo
mundo conhece casos de pessoas que fumaram a vida toda e não
tiveram câncer. Obviamente não é só o
fator externo. Deve haver alguma pré-disposição
ou suscetibilidade genética para ter a doença.”
Para evitar
esse tipo de câncer, Vartanian destacou que é importante
não fumar, evitar o consumo de bebidas destiladas e manter
uma dieta balanceada com a ingestão de verduras e frutas
frescas.
Já o tratamento do câncer de laringe depende, de
acordo com o médico, do estágio em que a doença
tenha sido diagnosticada. “Em fases mais iniciais da doença, é possível
fazer apenas cirurgia ou apenas a radioterapia, de forma isolada.
Quando ela está em fase mais ou menos intermediária
se combina tratamentos. Pode-se fazer cirurgias ou associar quimioterapia
e radioterapia, que parece que é o que vai ser feito no
caso dele [Lula].”
PORTAL G1
Niterói registra 11 casos de dengue tipo 4, diz Secretaria
de Saúde
Representante da Vigilância em Saúde falou à Comissão
de Saúde da Alerj. Presidente da comissão criticou
ausência de representantes de municípios.
Onze casos
de dengue tipo 4 foram registrados no município
de Niterói, no estado do Rio, este ano, segundo informou
a representante da Vigilância em Saúde da Secretaria
estadual de Saúde, Hellen Miyamoto. Ela falou aos deputados
da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa
do Rio (Alerj), que nesta segunda-feira (31) fazem uma audiência
pública sobre dengue.
O avanço do vírus tipo 4 da dengue pelo Brasil é uma
ameaça à saúde pública, segundo especialistas,
não somente pelo vírus, que não seria mais
perigoso que os tipos 1, 2 e 3, mas pela entrada em ação
de mais uma variação do microorganismo, o que aumenta
ainda mais a probabilidade de uma pessoa se infectar.
Segundo Hellen,
o vírus tipo 4, que apareceu primeiro
na região amazônica, já chegou ao Rio de
forma incipiente, mas pode se alastrar. A incidência da
doença tem aumentado na Região Serrana, segundo
ela, possivelmente por causa das enchentes.
Hellen explicou
que o aumento da dengue no país se deve
principalmente pelo crescimento populacional, o abastecimento
irregular de água e o aumento de produção
de lixo.
Para ela,
reduzir os criadouros do mosquito Aedes Aegipty nos meses que
antecedem
o verão e sensibilizar a população
para combater os focos são desafios para a Secretaria.
A especialista
explicou que 20 municípios ainda não
enviaram à Secretaria mapas de risco e planos de contingência.
No estado
do Rio ela destaca as regiões mais propensas à epidemia
de dengue: toda a Região Metropolitana, o Norte Fluminense
e a Costa Verde (localidades próximas ao município
de Angra dos Reis, no Sul Fluminense).
Representantes ausentes
O deputado
Bruno Correira (PDT), presidente da comissão,
lamentou na abertura da audiência pública a ausência
dos representantes dos municípios fluminenses. Dos 92
municípios do estado convidados para a audiência,
apenas Resende, no Sul Fluminense, e Tanguá e São
Gonçalo, na Região Metropolitana, enviaram representantes,
segundo o deputado.
"A situação parta mim é de estranheza
porque ante a previsão de epidemia grave com a incidência
da dengue tipo 4, 23% dos municípios fluminenses ainda
não enviaram seus planos de contigência para combater
e tratar da doença", disse.
Para Correia,
a gravidade dos surtos periódicos da doença
exige uma mobilização imediata do poder público. “Para
evitar que se repitam os números alarmantes registrados
nos últimos anos, precisamos agir o quanto antes”,
disse.
O deputado
Paulo Ramos (PDT) também criticou a ausência
dos representantes dos municípios. "Essa ausência é uma
fuga da responsabilidade. A população está assustada,
mas os gestores não parecem igualmente preocupados",
disse Ramos.
Para a deputada
Janira Rocha (PSOL), é preciso dar mais
atenção ao assunto. "Os hospitais não
estão preparados para adotar o conjunto de medidas necessárias
para que mortes sejam evitadas. O objetivo é este: evitar
morte", disse ela.
Mais de 160 mil casos desde janeiro
No dia 19,
a Secretaria estadual de Saúde informou que
desde o dia 2 de janeiro foram notificados 161.315 casos de dengue
e foram registrados 133 óbitos no Rio de Janeiro até o
dia 15 de outubro. A tendência de queda continua se mantendo
nos casos notificados por mês e por semana em todas as
regiões do estado, segundo a secretaria.
Para tentar
evitar uma epidemia no Estado do Rio, a Secretaria estadual
de Saúde criou a campanha “10 minutos contra
a dengue”, que estimula moradores a gastarem dez minutos
de seu dia no combate aos focos do mosquito Aedes aegypti em
suas próprias casas.
80%
dos focos estão
em casa
De acordo
com a Secretaria, o ambiente doméstico concentra
80% dos focos. A iniciativa foi inspirada numa estratégia
adotada pelo governo de Cingapura para controlar o mosquito,
conseguindo interromper a epidemia que o país enfrentou
entre 2004 e 2005.
A campanha
traz orientações como ficar atento
a calhas entupidas, caixas d’água destampadas, ralos
com água da chuva acumulada, pratinhos de vasos de planta.
E também alerta para a necessidade de colocar baldes e
garrafas com a boca virada para baixo para evitar o acúmulo
de água.
Possibilidade de epidemia
No dia 13
de setembro, o secretário estadual de Saúde,
Sérgio Côrtes, afirmou que há "forte
possibilidade de haver uma grande epidemia" de dengue em
2012. Para ele, essa será "talvez uma das piores
epidemias da história do estado".
No fim de
agosto, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou estado de
alerta
na cidade por causa da dengue. Outra prioridade
do combate à dengue no verão é agilizar
as vistorias de imóveis particulares e comerciais.
JORNAL O GIRSASSOL
Delegados
são eleitos para representar o TO em conferência
de saúde
Ao final
da 7ª Conferência Estadual de Saúde
foram eleitos 48 delegados para representar o Tocantins na 14ª Conferência
Nacional de Saúde, que acontece em Brasília, de
30 de novembro a 04 de dezembro. Ao todo, eles levarão
35 propostas de nível nacional discutidas durante encontro
estadual, que aconteceu de 26 a 28 de outubro, no Centro de Convenções
Parque do Povo.
Dentre os
delegados, 24 são do segmento usuários,
12 trabalhadores em saúde e 12 gestores prestadores de
serviços, os quais defenderão, na etapa nacional,
as propostas construídas pelos representantes dos 139
municípios do Tocantins, durante a Conferência.
Segundo o
presidente do CES – Conselho Estadual de Saúde,
Neirton José de Almeida, os objetivos da 7ª Conferência
foram alcançados e avaliou-a positivamente. Para Neirton,
após esta etapa, a expectativa é que a caravana
de delegados tocantinenses chegue a Brasília com voz forte,
defendendo as demandas que o Estado necessita e, com isso, fortalecendo
os seguimentos de controle social. “Que o trabalho conjunto
traga melhorias para o nosso estado e que os nossos discursos
sejam unificados na defesa das propostas aqui construídas”,
ressalta.
Maria Antônia Ferreira da Silva, de Esperantina, delegada
eleita entre os representantes dos usuários, também
avaliou o encontro de forma positiva e elogiou a forma produtiva
como se deram as discussões nos grupos. “De todas
as conferências que participei, esta foi a melhor em relação à forma
de exposição das propostas”, disse a Delegada
ressaltando que “as discussões focaram realmente
as necessidades apontadas pelos municípios”.
Já o delegado representante da categoria governamental,
Adailton Rocha, do município de Colinas do Tocantins,
disse que o tempo disponibilizado para discussão poderia
ter sido maior, no entanto destacou a participação
da plenária e dos grupos de trabalho. Adailton espera
que as propostas que serão encaminhadas à etapa
nacional sejam bem discutidas levando-se em conta as diferenças
e particularidades das diversas regiões. “E nós
vamos defender as nossas propostas”, afirmou.
Durante encerramento
o secretário de Estado da Saúde,
Arnaldo Alves Nunes, se mostrou satisfeito com os resultados
da Conferência e pediu aos conferencistas que levassem
do encontro “a certeza de que todos somos usuários
do SUS”. O Secretário ainda pediu que a comunidade
fiscalizasse de forma efetiva todos os processos que envolvem
a construção e gestão do SUS e, ao reafirmar
o seu compromisso com a Saúde, disse que “a Sesau
estará sempre de portas abertas, à disposição
da sociedade para receber sugestões que contribuam para
a melhoria dos serviços públicos de saúde
prestados no Tocantins”.
AGENDA
-
Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?
AssPreviSite
04 de Novembro de 2011
Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito
alguma coisa estranha acontece no mesmo!
Num ano com
muitas propostas e mudanças oriundas da ANS
vamos promover um debate que busca:
- Avaliar
o contexto da situação de um sistema
em que não encontramos, em princípio, nenhum de
seus atores satisfeitos;
- Entender
o cenário 2011, com destaque para os temas
das recentes ações da ANS e seus desdobramentos
e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais
atores do sistema; e
- Realizar
uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde
suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.
Assim, no
próximo dia 04 de novembro, em São Paulo,
das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes,
gestores e profissionais para debater a situação
atual do sistema de saúde suplementar.
Tendo como
convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de
entidades
associativas e empresas do segmento vamos verificar
e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano
de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências,
como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar
para 2012 neste importante sistema.
O sistema
melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento
ou retração?
O que se visualiza para 2012?
Se você compartilha desta percepção, vamos
conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica
reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00
(trezentos reais). Informações e reservas pelo
e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html