01-12-11

 

Leia nesta edição:

- Receita de laboratórios é de R$ 20 bi

- Depois de longo diagnóstico, Fleury investe R$ 135 milhões

- Médico não falta, mas...

- Desigualdade regional

- Médicos abandonam hospital sob intervenção

- Noruegueses criam pílula que registra imagens do corpo humano em HD

- Classe C desperta atenção dos laboratórios

- Novo portal amplia transparência sobre recursos e ações da Saúde

- Hospital Santa Isabel será ampliado em quase 60%

- Usuários vão avaliar qualidade das internações hospitalares

- Governo federal deve lançar novo plano de combate ao crack na próxima semana

- Tem início a 14ª Conferência Nacional de Saúde

- Rede Cegonha presente em 17 Estados e 800 municípios

- Agentes trocam fichas de papel por netbook

- Ministério da Saúde lança campanha pelo Dia Mundial

Quinta-feira, 01.12.11

BRASIL ECONÔMICO

Receita de laboratórios é de R$ 20 bi

Segmento deve crescer acima de 13% ao ano a médio prazo com envelhecimento da população

Érica Polo

O mercado de medicina diagnóstica movimenta R$ 20 bilhões hoje no Brasil. A estimativa inclui receitas de laboratórios, clínicas de imagens e indústrias fornecedoras de equipamentos e kits usados em exames. Somente a prestação de serviços laboratoriais movimenta R$ 12 bilhões anuais e vem crescendo a taxa de 13% nos últimos três anos. O segmento é liderado pela Dasa e pelo grupo Fleury.

"A médio prazo o potencial de crescimento é maior devido, principalmente, ao envelhecimento da população", avalia Gustavo Campana, um dos sócios da consultoria Formato Clínico. Após a venda do laboratório Campana para o Fleury, em 2008, Campana abriu a consultoria em sociedade com Carmen Oplustil e Carlos Kiffer, que também tiveram trajetória no Fleury. Além da consultoria, os executivos detêm uma empresa chamada GC2, que coordena pesquisas para indústrias farmacêuticas, e a Dhomo, que fornece assessoria para médicos de laboratórios. A Formato Clínico, inclusive, acaba de abrir um escritório no Chile.

Para Campana, os principais drivers de crescimento no Brasil são o envelhecimento da população - e consequente maior utilização dos serviços de saúde pelos idosos - e o aumento de renda e empregos formais, que levam a um maior número de beneficiários de planos de saúde, além do maior interesse da população pela saúde e medicina preventiva. "Entre a população de adultos acima de 50 anos e os idosos, a probabilidade de realizar um exame ao ano é de 90%. A probabilidade para um adulto jovem, em comparação, é de 60%", avalia Campana.

Para ele, com a onda de fusões e aquisições dos últimos anos, que levam o mercado nacional a ser menos fragmentado, o Brasil poderá se tornar mais atraente a companhias globais a médio prazo. É o caso da rede de laboratórios americanos Quest Diagnostics, a empresa Sonic Healthcare, que nasceu na Austrália e tem operações globais, além da japonesa Miraca, que acaba de fazer uma aquisição nos EUA.

BRASIL ECONÔMICO

Depois de longo diagnóstico, Fleury investe R$ 135 milhões

Companhia quer dobrar sua musculatura até o final de 2012 com a abertura de novas unidades

e reformas das já existentes; investimentos serão distribuídos entre todas as bandeiras

Érica Polo

Ao longo deste ano, Omar Hauache, presidente do Grupo Fleury, ocupou muitas de suas horas de trabalho definindo os detalhes do plano de expansão da companhia, uma das principais apostas da empresa atualmente. O projeto consumiu, apenas em 2011, R$ 135 milhões em inaugurações e reformas de unidades de atendimento das bandeiras a+, Fleury, Campana e Weinmann.

Ao que tudo indica, no próximo ano o grupo deverá, no mínimo, repetir o volume aportado nesse processo de ganho de musculatura. "O projeto está em andamento desde o ano passado, mas ganhou velocidade em 2011", disse Hauache em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO. "É cedo para garantir o volume que será aportado em 2012, mas a expansão continuará e a cifra aplicada neste ano pode ser considerada como um indicador para o próximo", diz.

Como resultado do trabalho já feito, a companhia chegará ao fim do mês de dezembro com uma rede de aproximadamente 193 unidades espalhadas pelo país. Há um ano, eram 140. Entre as novas unidades, se destacou a bandeira a+, com seis inaugurações no Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Mas um indicador mais importante que o número de laboratórios, diz Hauache, é a soma das extensões das unidades. No total, o grupo chega ao fim deste ano com 70 mil metros quadrados de laboratórios em funcionamento ante os 54,5 mil metros quadrados vistos há um ano. A companhia quer chegar ao fim de 2012 com 110 mil metros quadrados de extensão, o dobro do tamanho de dezembro do ano passado.

Embora pareça apenas numerada, o aumento das áreas de atendimento revela um passo importante da estratégia do grupo. "A metragem é mais importante do que a quantidade de unidades porque mede melhor o espaço físico que estamos ganhando", diz o executivo. "Em Alphaville, por exemplo, já havia um Fleury. Mas a nova unidade, que vai ser inaugurada na segunda quinzena de dezembro, será seis vezes maior que a anterior". Assim, essa unidade, que será a segunda maior do grupo no país, ampliará a oferta de serviços, entre eles, na área de exames de imagens.

Hauache diz que hoje apenas 37% da receita é proveniente de exames de imagens. Os outros 63% vem de exames de análises clínicas. "O objetivo é tornar essa proporção equilibrada 50% a 50%", afirma. Com a aquisição da Labs D'Or, no ano passado, a mudança no mix começou a acontecer, visto que a rede adquirida tem atuação forte em imagens.

Além do crescimento orgânico, o grupo também considera crescer por meio de aquisições. Capitais onde há um milhão de vidas cobertas por planos de saúde são o alvo da companhia. "Belo Horizonte é um exemplo de mercado onde ainda não atuamos. Estamos estudando novos mercados", diz.

JORNAL DE BRASÍLIA

Médico não falta, mas...

...eles estão fora do SUS, onde são mais necessários, diz pesquisa

Sheila Oliveira, com agências

O Distrito Federal é a unidade da Federação que possui o maior número de médicos por habitantes. São quatro profissionais por cada grupo de mil brasilienses, enquanto a média nacional é de dois médicos para cada mil brasileiros, de acordo com a pesquisa Demográfica Médica do Brasil, divulgada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

O estudo, que utilizou como base de dados o número de médicos registrados no CFM, entidades médicas regionais e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta ainda que o DF concentra a maior oferta de vagas de emprego para os médicos.

O número de postos de trabalho ocupados chega a ser quase três vezes superior ao de médicos registrados (13.890). Segundo a pesquisa são cinco postos de trabalho preenchidos para cada mil habitantes. O que significa que a razão de médicos disponíveis para o atendimento da população é duas vezes maior, pois um único médico é capaz de trabalhar em mais de uma unidade de saúde.

A má notícia é que boa parte desses profissionais atua somente no sistema privado de saúde. No DF, por exemplo, existem 13 médicos para cada mil usuários de planos de saúde. Enquanto o restante da população (a cada mil habitantes) é atendida por dois médicos.

Na Bahia, a proporção de médicos que atendem na rede particular sobe para 15. A rede pública, entretanto, conta com apenas um profissional. De acordo com os dados da pesquisa, a clientela da saúde privada, em todo o Brasil, conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis que os usuários da rede pública.

"O estudo prova que não é necessário abrir mais faculdades de medicina porque médico tem, são 370 mil em todo o País. O que governo deve fazer é criar políticas públicas de incentivo de carreira para que os profissionais atuem na rede pública e no interior dos estados", revela Aloísio Tibiriçá Miranda, presidente em exercício do CFM.

"Quem mora em capital tem duas vezes mais médicos disponíveis do que quem mora no interior. A desigualdade de distribuição destes profissionais é preocupante", destaca Mário Scheffer, coordenador da pesquisa e professor de Ciências Médicas, da Universidade de São Paulo (USP). No Espírito Santo, por exemplo, há dois médicos registrados para cada mil habitantes contra dez profissionais que atuam na capital do estado, Vitória.

SAIBA +

A pesquisa aponta que as médicas são maioria na profissão. Em 2011, dos 48 mil médicos, com 29 anos de idade ou menos, 53,3% são mulheres e 46,6% homens. De acordo com o Censo da Educação Superior, na graduação elas representam 55,1% do total de matriculados no curso de Medicina e mais da metade (58%) dos concluintes.

JORNAL DE BRASÍLIA

Desigualdade regional

As desigualdades são encontradas em todas as regiões. Nos serviços públicos do Nordeste, por exemplo, há 1,42 postos de trabalho médico preenchidos por cada 1 mil habitantes. Bem menos do que os 9,62 por mil encontrados nos serviços privados. A maior diferença é constatada na Bahia. Um cidadão com plano de saúde tem 12 vezes mais médicos do que aqueles que dependem apenas do Sistema Único de Saúde. O Rio, por sua vez, exibe a menor desproporção: 1,63 mais médicos na rede particular do que na pública.

"Os números mostram que o problema não está na quantidade de médicos, mas na distribuição inadequada", afirma o vice-presidente do CFM, Aluísio Tibiriçá. O coordenador do trabalho, o pesquisador Mário Scheffer, destaca que em algumas regiões do País a relação de médicos e pacientes é menor do que registrada em países africanos e, em outros, superior a de países da União Europeia. "É preciso haver uma política para fixar profissionais nas regiões ", avalia.

Na avaliação de Scheffer, a relação entre profissionais de saúde e população é muito menos importante do que a de postos de saúde disponíveis. Para ele, esse método pode ser útil para um diagnóstico preliminar, mas deixa a desejar. As afirmações foram feitas justamente na data da publicação de resolução do Conselho Nacional de Saúde em que se recomenda a realização de estudos para determinar o número de médicos especialistas necessários para atender a população.

O ESTADO DE S. PAULO

Médicos abandonam hospital sob intervenção

Após denúncias de fraudes no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, cerca de 50 saíram

Pelo menos 50 médicos pediram demissão do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) após denúncias de fraudes em plantões e licitações que resultaram na prisão de 12 pessoas em junho deste ano. O hospital, que está sob intervenção do Estado, atende 3 mil pacientes por dia.

As demissões em massa representam 13% do corpo médico e prejudicam até o atendimento de emergência. Anteontem, quatro pessoas feridas em um acidente não foram atendidas, pois não havia equipe médica de plantão. O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que transportava as vítimas, registrou boletim de ocorrência no plantão da Polícia Civil.

O diretor do CHS, Luis Cláudio de Azevedo Silva, disse que a falta de médico decorreu de erro na escala de plantão, mas os pacientes acabaram sendo atendidos - dois foram transferidos para hospitais particulares.

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sorocaba e Região, Antonio Sérgio Ismael, disse ter denunciado a falta de médicos ao Conselho Municipal de Saúde. "Existem falhas na escala de plantões porque não há profissionais suficientes para garantir o serviço todos os dias." Segundo ele, os médicos do Estado ganham piso de R$ 1,8 mil por 20 horas semanais, podendo chegar a R$ 2,5 mil com os auxílios. O salário é menor que o dos médicos do município.

Segundo Ismael, outros hospitais da região sofrem com a falta de médicos. Ele avalia que as demissões não são causadas apenas pelos baixos salários, mas também pelas prisões durante a Operação Hipócrates. "Tudo o que aconteceu desmoralizou o hospital e houve até casos de insultos a médicos que não tiveram nada a ver com o problema." A precariedade dos prédios do conjunto e a falta de materiais também afetam os serviços.

De acordo com Silva, o governo estadual anunciou investimento de R$ 72 milhões na reforma e ampliação do hospital. As obras estão em processo de licitação. Ele reconheceu que há defasagem de salário entre o setor público e o privado, mas disse que as demissões decorreram também das mudanças introduzidas na gestão após a intervenção, como controle mais rigoroso da carga horária.

PORTAL UOL

Noruegueses criam pílula que registra imagens do corpo humano em HD

Alguns exames médicos podem ser um verdadeiro incômodo, e muitas vezes não mostram com precisão o problema do paciente, como no caso da endoscopia, por exemplo.

No entanto, pesquisadores de diversas partes do planeta têm criado diferentes mecanismos para simplificar esses testes clínicos. O mais recente experimento nessa área vem da Noruega, onde um grupo de cientistas desenvolveu uma câmera em forma de pílula, capaz de captar imagens em alta definição do corpo humano.

O projeto, intitulado Melody, é uma pesquisa colaborativa entre pesquisadores da Universidade de Oslo, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, da Fundação Norueguesa de Pesquisa de Defesa e de outros 22 parceiros.

A cápsula endoscópica, que ainda está em fase de desenvolvimento, terá uma minúscula câmera de vídeo HD, fonte de luz, transmissor de rádio, bateria e até um microprocessador. Até agora, informações apontam que o pequeno aparelho em forma de pílula será capaz de gravar vídeos em alta definição dentro do intestino dos pacientes, transmitindo em tempo real os dados de seus tecidos do corpo por meio de ondas de rádio.

As ondas também serão usadas para localizar a câmera dentro do corpo. Elas serão captadas por um cinturão de pequenos receptores usados ao redor do estômago do paciente.

Pelo fato dos 30 quadros por segundo da tecnologia HD serem uma enorme carga para um dispositivo tão minúsculo, os pesquisadores criaram um algoritmo que comprime os vídeos captados pela câmera para 3% de seu tamanho original. Ainda assim, os pesquisadores afirmam que a qualidade da imagem é suficiente para análises médicas.

O recurso de vídeo-transmissão já foi testado em animais. A fim de reforçar as capacidades da cápsula, os cientistas trabalham num sistema de fotografias baseado em radar para melhorar a qualidade dos vídeos, além de permitir transmissões mais profundas dentro do estômago e intestinos.

Uma vez aperfeiçoada, a tecnologia do Melody também poderá ser usada em outras aplicações, como, por exemplo, a indústria do petróleo - para inspecionar o interior das tubulações.

Quarta-feira, 30.11.11

SAÚDE WEB

Classe C desperta atenção dos laboratórios

No intuito de oferecer atendimento para as classes em ascensão, são criadas tabelas diferenciadas, condições de pagamento parcelado e, até, cartão fidelidade crédito: Ricardo Benichio

De acordo com o diretor comercial do Lavoisier, Roberto Galfi, o laboratório atende mais o convênio particular, compreendido por pessoas que não têm plano de saúde e pagam os exames

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Brasil tem mais de 46 milhões de beneficiários de plano de saúde (dados de junho de 2011). Apesar do grande número, muitos brasileiros que não têm convênio médico precisam pagar para fazerem seus exames. A superlotação do Sistema Único de Saúde (SUS) tem alavancado um bom nicho para os laboratórios: as classes menos favorecidas (C e D).

Um exemplo de laboratório que enxergou esse nicho e tem mantido ações para atendê-lo é o Dasa, que começou a investir nas bandeiras populares em 2006. Para atender os pacientes sem plano de saúde, o grupo instalou um projeto-piloto em sua marca Lavoisier, em São Paulo. O programa foi expandido para outras três marcas do grupo no Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba e hoje funciona em 105 das 163 unidades.

De acordo com Roberto Galfi, diretor comercial do Lavoisier, "por conta do programa, o laboratório atende mais o ´convênio particular´, ou seja, aquelas pessoas que não têm plano de saúde e pagam os exames". Segundo a empresa, o "convênio particular" representa de 10% a 15% do faturamento total.

Para processar os 15 milhões de exames por mês, o grupo Dasa conta com diferenciais de peso. O mais importante deles, para o diretor comercial do Lavoisier, é a qualidade. "Só trabalhamos com equipamentos de ponta. Mesmo com preços bons, às vezes, menor do que a média do mercado, conseguimos balancear e não abrimos mão da qualidade ".

Além disso, Galfi diz que presença nacional também conta bastante na hora da escolha deste público. "Eles não querem perder horas no laboratório e poder estar perto deles é um grande diferencial."

Para o executivo, outro detalhe importante é a qualidade dos resultados dos exames do laboratório. "Contamos com médicos próprios que analisam o resultado do exame e dão seu aval final. Se tiver alguma dúvida, ele mesmo entra em contato com o cliente e, se for preciso, remarca o exame. Não há dúvidas, só certezas".

Já o Biofast, laboratório que concentra seus atendimentos dentro hospitais públicos de São Paulo e Rio de Janeiro, resolveu expandir e, para isso, apostou nas classes de baixa renda. Desde 2009, tem o programa "Vapt Vupt Saúde" que oferece qualidade, agilidade e preço baixo para exames.

"Com o movimento de ascensão de classes que o Brasil vem vivendo, vimos uma grande oportunidade. Como ganhamos no volume, atender as classes menos favorecidas é um grande negócio. O brasileiro tem vivido mais e, consequentemente, precisa fazer mais exames. Por isso, lançamos o programa "Vapt Vupt Saúde", que atende com qualidade, agilidade e preço baixo", explica o assessor estratégico do Grupo Biofast, Eduardo Torelli.

O projeto piloto do programa, que fica localizado na Praça da Sé, em São Paulo, realiza, por mês, cerca de dois mil exames e, de acordo com o assessor estratégico do laboratório, "o programa ainda não é representativo no faturamento da empresa, entretanto, a partir de 2012, quando serão criadas oito novas unidades, a ideia é que sua representatividade chegue a 5%".

As futuras instalações ainda não têm local definido, o que se sabe é que serão próximos a estações de metrô e terminais de ônibus. Nos próximos três anos, o laboratório espera estar com 25 unidades do programa em funcionamento.

Criado para isso

A NASA Laboratório existe há quase 40 anos e foi projetado para atender a população do extremo leste de São Paulo. O sócio-fundador do NASA, Eduardo Manna, diz "que vislumbrou a oportunidade porque, antigamente, o acesso à saúde era mais escasso do que agora e muitos moradores da Zona Leste não tinham condições de ter plano de saúde, mas, precisam ser atendidos com certa urgência."

A alternativa era o serviço público, mas, a demora no atendimento, nos resultados dos exames, e a distância dos hospitais faziam com que a população não tivesse saída. "Inauguramos o NASA em 1972 com o objetivo de atender a esta fatia da população."

Hoje com nove unidades espalhadas por pontos estratégicos de São Paulo, o NASA tem preços populares e espera crescer, este ano, quase 30%. Há mais de 15 anos o laboratório oferece planos especiais para pessoas que não possuem convênio médico e têm a carteirinha de Cliente Preferencial, que oferece descontos especiais. 13 mil pacientes contam com o benefício.

PORTAL DA SAÚDE

Novo portal amplia transparência sobre recursos e ações da Saúde

Saúde Com Mais Transparência torna públicas informações sobre repasses e convênios

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (30) o Portal Saúde com Mais Transparência (www.transparencia.saude.gov.br), que divulgará as transferências de recursos do ministério a estados e municípios, tanto por repasses diretos quanto por convênios, as licitações em curso no ministério e os planos e relatórios de gestão da União, dos Estados e dos municípios.

A nova ferramenta, desenvolvida em parceria com a Controladoria-geral da União (CGU), permite ao cidadão acompanhar como é gasto o dinheiro da saúde pública, reforçando o controle social sobre os recursos do Sistema Único de Saúde.

“É fundamental a participação da sociedade, gestores e conselheiros de saúde no aprimoramento do acesso às informações públicas e no combate ao desperdício de recursos. Mais do que um compromisso de gestão, está ferramenta é um novo canal entre o ministério e os cidadãos”, avalia Padilha.

No site, é possível visualizar as transferências por bloco de financiamento – Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS, Média e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde e Investimento – desde 2005, mês a mês. Além da consulta online, é possível fazer download das planilhas.

Todos os cidadãos poderão também consultar a quantidade e os valores de convênios firmados com o Ministério da Saúde, que poderão ser confrontados com os Planos de Saúde dos estados e municípios, instrumentos de planejamento das ações de estados e municípios.

Os gestores locais alimentarão o portal com a situação das metas físicas de seus planos e com o Relatório Anual de Gestão, documento que deve ser aprovado pelos respectivos conselhos de saúde e que comprova a aplicação de recursos do SUS.

A partir do primeiro trimestre do ano que vem, o portal trará também um extrato detalhado sobre a execução financeira dos recursos, tornando públicos os pagamentos efetuados a determinado fornecedor ou prestador de serviços. Os dados serão divulgados mediante acordos já firmados entre com organizações financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do monitoramento das movimentações financeiras, o portal traz informações atualizadas sobre programas do ministério e a infraestrutura de saúde no país, como a quantidade de equipes do programa Saúde da Família por município e o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de estabelecimentos do Farmácia Popular.

SUPORTE AO CONTROLE SOCIAL

O Ministério da Saúde tem investido no suporte e na capacitação do controle social por meio de iniciativas como o Programa de Inclusão Digital (PID), que distribui kits compostos de computadores, impressoras, TVs, decodificadores, antenas parabólicas e assinaturas de TVs.

Só neste ano, mais de 1.500 conselhos de saúde, 91 entidades de ensino, 26 núcleos do ministério nos estados e 26 conselhos de secretarias municipais foram contemplados com o programa. A meta é atender 2.500 conselhos de saúde até março de 2012.

Em articulação com o Conselho Nacional de Saúde, o ministério firmou convênio com a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz para realização do curso “Informação e Comunicação em Saúde para o Controle Social”. O treinamento, que terá início em fevereiro de 2012, incluirá o conteúdo e funcionalidades do novo portal.

PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS

Hospital Santa Isabel será ampliado em quase 60%

Em janeiro um novo prédio com 48 consultórios será inaugurado O Hospital Santa Isabel - HSI vai aumentar o número de leitos em 58,5%, passando dos atuais 144 para 246 leitos. A ativação de todos os andares da nova Unidade Jaguaribe, inaugurada no ano passado, e a conclusão da reforma da Unidade Veridiana deve culminar com as comemorações dos 40 anos da instituição, em 2012. O Hospital Santa Isabel é a unidade particular e de convênios médicos do completo hospitalar da Santa Casa de São Paulo e já investiu cerca de R$ 50 milhões no HSI. Em janeiro do próximo ano, vai inaugurar um prédio de 11 andares com 48 consultórios tipo office, que funcionarão de forma rotativa, ou seja, vários especialistas poderão utilizar um mesmo consultório ao longo do dia. O novo edifício estará ligado ao HSI - Unidade Jaguaribe. "O médico ou o paciente que precisar ir de um prédio ao outro poderá transitar como se estivesse em um mesmo ambiente", explica o diretor do Hospital Santa Isabel, Laércio Martins.

Desde a inauguração, o HSI Jaguaribe vem ampliando os seus índices de ocupação, que atualmente estão entre 75% e 80%, com cerca de 500 cirurgias eletivas por mês. "Esses números são excelentes, já que dessa forma conseguimos manter uma ocupação satisfatória, proporcionando aos nossos clientes conforto e atenção adequados", comemora Laércio Martins. Segundo o diretor, o crescimento do Santa Isabel é sustentado. "Estamos em franca expansão, mas dentro de um planejamento bem traçado, para que a unidade esteja sempre com esse patamar de ocupação", diz. O HSI Jaguaribe inaugurou, esse mês, um andar com 9 novos leitos de UTI; um restaurante para atendimento ao público que utiliza o hospital, numa parceria com a Rede Dona Deôla; e um posto avançado da Associação Paulista de Medicina - APM - para conveniência dos médicos que utilizam a unidade. Além do Centro de Diagnóstico completo com exames laboratoriais e de imagem, que funciona desde o ano passado, o Santa Isabel acaba de firmar parcerias com três laboratórios de anatomia patológica (Salomão & Zoopi, Diagnostika e Locus) e com três novas operadoras de saúde (Caixa Econômica Federal, Central Nacional da Unimed e um plano especial da Amil para atendimento à Magistratura).

"Estamos no nível do melhores hospitais da cidade, com condições de atendimento a casos em todos os graus de complexidade", completa o diretor médico, Frederico Carbone. Sobre o Hospital Santa Isabel O Hospital Santa Isabel - HSI recebe 83 mil pessoas por ano no Pronto Socorro, faz sete mil internações e outras sete mil cirurgias, além de 80 mil atendimentos ambulatoriais. O HSI integra o complexo hospitalar da Santa Casa de São Paulo, instituição filantrópica, fundada há mais de quatro séculos, com 12 mil funcionários e maior prestador de serviços do SUS - Sistema Único de Saúde. O HSI Jaguaribe tem 17 andares, amplo estacionamento subterrâneo e térreo para 380 veículos e auditório para 125 pessoas.

PORTAL DA SAÚDE

Usuários vão avaliar qualidade das internações hospitalares

Ministério da Saúde enviará cartas a casa dos pacientes, que analisarão a agilidade e a qualidade do atendimento e poderão denunciar irregularidades

O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (30) uma nova ferramenta de ouvidoria para receber sugestões, críticas e até mesmo denúncias de usuários internados nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de janeiro, todos os pacientes da rede hospitalar públicas receberão, em casa, uma carta-resposta para que avaliem o atendimento recebido.

A correspondência, enviada em uma parceria do ministério com os Correios, terá porte-pago, ou seja, seu retorno não terá nenhum custo para o usuário do SUS.

Ao receber a carta, o paciente poderá avaliar a qualidade e a agilidade do atendimento prestado e denunciar se foi vítima de algum abuso ou irregularidade, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS.

“Estamos criando mais este meio de comunicação entre o cidadão e o ministério, com a expectativa de usarmos o retorno dado pelos usuários para aperfeiçoar o atendimento”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em todo o país, o SUS interna cerca de um milhão de pessoas por mês. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública.

Transparência

Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.

Os endereços serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumentos utilizados pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar, que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados. Portanto, o formulário é instrumento essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.

Ouvidoria ativa

O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136, de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.

Até outubro de 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,2 milhões de ligações e disseminou 6 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (24,2%), tabagismo (23%) e Aids (10,1%).

JORNAL DO BRASIL

Governo federal deve lançar novo plano de combate ao crack na próxima semana

O governo federal deve lançar na próxima semana um novo plano de enfrentamento ao crack, de acordo com o diretor de Assuntos Internacionais e Projetos Estratégicos da Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), Vladimir Stempliuk, que participou hoje (30) de seminário sobre políticas públicas sobre drogas, na capital paulista. Ele disse que o novo plano federal de combate ao crack e outras drogas está em fase final de elaboração. Segundo ele, o anúncio oficial está previsto para a próxima terça-feira (6), mas ainda pode ser alterado.

O diretor da Senad explicou que o novo plano é uma atualização do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, criado por decreto em maio de 2010. Pouco mais de um ano após a implantação desse plano, o governo federal já identificou falhas que precisam ser corrigidas e melhorias que devem ser contempladas pela nova ação.

Uma dessas melhorias, segundo Stempliuk, será na área de atenção aos usuários. “O plano passa pela ampliação da rede de atenção: mais leitos, mais equipamentos. A cobertura hoje ainda deixa a desejar”, disse. Segundo ele, uma alternativa que está em estudo é a inclusão do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no atendimento aos dependentes. “É uma intenção nossa. Mas não sei se vai ser anunciada agora como uma ação.”

Ele disse ainda que o novo plano dará mais atenção à capacitação de pessoas que trabalham no tratamento de usuários de drogas, sejam elas funcionárias da rede pública de saúde ou colaboradoras de clínicas privadas. Outro ponto incluído no novo plano será o reforço no combate ao tráfico de drogas. “A ideia é também reforçar as ações de repressão ao tráfico”, disse.

O coordenador de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, afirmou que o governo paulista apoia qualquer iniciativa do governo federal para melhorar o atendimento a usuários de drogas. Ele, entretanto, lamentou o fato de representantes de São Paulo não terem sido ouvidos ou chamados para participar da elaboração do novo plano federal. “Nós temos muito especialistas aqui no estado e também muita gente que precisa de ajuda. Poderíamos colaborar muito”, observou.

Oliveira disse ainda que São Paulo está comprometido em combater o problema das drogas. A Coordenadoria de Políticas sobre Drogas do Estado (Coed) tem treinado assistentes sociais e funcionários da rede de saúde, inclusive, em cidades do interior, para o atendimento de usuários. Na semana que vem, uma equipe da Coed vai à região do Pontal do Paranapanema capacitar servidores que atuam em assentos rurais da região. Segundo Oliveira, nesses assentamentos, há casos de uso abusivo de álcool e começam a surgir casos de dependência do crack.

PORTAL DA SAÚDE

Tem início a 14ª Conferência Nacional de Saúde

Evento reúne mais de quatro mil representantes dos estados e municípios para discutir desafios e propostas para a Saúde

Tem início nesta quinta-feira (01/12) a 14ª. Conferência Nacional de Saúde, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. A 14ª CNS é considerada o maior evento brasileiro na área da saúde com mais de quatro mil pessoas, entre delegados e convidados. Os delegados foram eleitos em conferências estaduais e municipais, nas quais foram retiradas propostas.

Os participantes vão debater os desafios e as perspectivas do Sistema Único de Saúde (SUS) e aprovar propostas de melhorias. Embora, a abertura ocorra somente amanhã, as atividades começaram hoje (30/11), com um ato de Defesa do SUS, promovido pelos Movimentos Sociais e Mesa sobre documentário O veneno está na Mesa do cineasta Silvio Tendler, a partir das 20 horas.

Depois da abertura, na quinta-feira (dia 1/12), o presidente da 14ª. CNS, Alexandre Padilha, coordenará a Mesa Central Acesso e Acolhimento com qualidade: um desafio para o SUS. Logo depois, serão realizados ainda 11 diálogos temáticos, em que serão discutidos os desafios para efetivar a participação social, a seguridade social, o acesso universal e as políticas públicas, a relação público x privado, entre outros temas.

Durante o último dia da 14ª CNS (04/12) acontece a Plenária Final com a votação de diretrizes e propostas que devem nortear as políticas públicas para o Sistema Único de Saúde nos próximos anos.

Conferências mobilizaram gestores em todo o país

Durante sete meses municípios e estados de todo o Brasil se mobilizaram e debateram propostas para a melhoria do SUS. Ao todo 4.347 conferências municipais e 27 estaduais foram realizadas, com envolvimento de mais de 26 mil pessoas na etapa estadual.

Dentre as cinco regiões do país, a Nordeste saiu na frente em número de conferências realizadas com 92% dos municípios atingidos, sendo que Alagoas, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte alcançaram todos os municípios de seus estados. Em segundo lugar, ficou a região Sul com 90% de conferências registradas. Já a região Norte ganhou a terceira posição por ter conseguido atingir nos estados do Acre, Amapá e Tocantins 100% dos municípios. No geral, os sete estados da região totalizaram um percentual de 86% de eventos efetivados.

No caso dos 466 municípios de toda a região Centro-Oeste, 367 contaram com conferências de saúde, o que representa 79% desse total. O número garantiu o quarto lugar para a região, sendo que Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram o resultado de 100% de cidades satélites e municípios atingidos.

A região Sudeste, no entanto, contou com percentuais divididos. No Espírito Santo e Rio de Janeiro, os dados são de 100% e 99%, respectivamente. Já em Minas Gerais, esse valor caiu pela metade com um registro de 50% das conferências de saúde realizadas. Em São Paulo, o resultado foi de 44%. Dos 1668 municípios de todo o Sudeste, 878 contaram com a efetivação dos eventos representando um percentual de 53% das conferências programadas.

História começou há 70 anos

As Conferências Nacionais de Saúde acontecem há 70 anos. No entanto, no início o espaço era voltado somente às esferas intergovernamentais. Isso permaneceu até o reconhecimento da saúde na Constituição Federal de 1988, como um direito de todos e dever do Estado, e com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, as Conferências ocorrem a cada quatro anos e os debates giram em torno dos desafios para a legitimação do Sistema como política pública universal e para a garantia de acesso aos serviços com equidade, integralidade e melhor qualidade. A ampliação das práticas de controle social e a disposição de processos democráticos e participativos de entidades e movimentos sociais também estão no foco das discussões atuais.

Serviço

14ª Conferência Nacional de Saúde

Data: 30/11 a 04/12

Horário das 9h às 21h

Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães – Brasília

PORTAL DA SAÚDE

Rede Cegonha presente em 17 Estados e 800 municípios

Programa que busca garantir atendimento adequado e humanizado às gestantes e aos bebês conta com a adesão de cerca de 800 municípios.

Em menos de um ano de funcionamento, a estratégia Rede Cegonha, que expande e qualifica a assistência prestada às gestantes e aos bebês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conta com a adesão de 17 Estados e 800 municípios, com previsão de atendimento a 600 mil gestantes no país.

A estratégia fortalece um modelo de atendimento que vai do fortalecimento do planejamento familiar à confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal, parto, pós-parto, até os dois primeiros anos de vida da criança. Neste ano, o Ministério da Saúde garantiu novos recursos na ordem de R$ 434,6 milhões para ampliação da oferta de serviços hospitalares da Rede Cegonha.

“O esforço da Rede Cegonha tem como alvo duas principais metas: intensificar a redução da mortalidade materna e a ampliar os serviços oferecidos no SUS”, enfatizou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Até agora, já aderiram à Rede Cegonha: Alagoas, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Acre, Tocantins, Pará, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já formalizou a adesão.

Estes estados cumpriram as etapas da realização do diagnóstico local, com a definição das regiões de saúde para implantação da rede e a criação do grupo estadual que coordena e organiza os serviços. Todas as etapas foram definidas em parceria as secretarias estaduais e municipais de saúde.

Padilha lembrou ainda que o objetivo do Ministério da Saúde é investir em serviços de saúde integrados e não em serviços isolados, por isso todo esse esforço para fortalecer a assistência prestada às gestantes e aos bebês no sistema público.

ACOLHIMENTO HUMANIZADO

Em 2011, o Ministério da Saúde fez investimentos também na construção de novos equipamentos previstos na Rede Cegonha, como a destinação de R$ 4 milhões para 13 Casas da Gestante e do Bebê, que acolhem gestantes de risco.

Até novembro, foram aprovadas 19 propostas de melhorias em maternidades, com investimento total de R$ 4,8 milhões. Para os Centros de Parto Normal, que funcionam em conjunto com as maternidades para humanizar o nascimento, foram aportados R$ 3,2 milhões para implantação de oito centros em sete estados.

Também como parte da Rede Cegonha, foram distribuídos, desde janeiro, 6,4 milhões de Cadernetas de Saúde da Criança para estados e municípios e ofertados equipamentos para 15 novos bancos de leite humano e 11 postos de coleta do país.

GESTÃO DA REDE

Para facilitar a adesão à Rede Cegonha, o Ministério da Saúde desenvolveu o Sistema do Plano de Ação das Redes (Sispar), cuja finalidade é auxiliar a construção do planejamento e programação das metas qualitativas e quantitativas, ou seja, na construção do Plano de Ação Municipal ou Regional e da programação física e financeira da Rede Cegonha.

Também foi aperfeiçoada a plataforma web de registro das consultas de pré-natal, o SISPRÉ-NATAL WEB, que permite o registro e monitoramento do tempo de resultado dos exames, da vinculação da gestante ao local do parto e da presença do acompanhante no parto. “O SISPRÉ-NATAL reúne um conjunto de informações que servirão para qualificar o atendimento pré-natal”, destacou Padilha.

CAPITAL NEWS.COM.BR

Agentes trocam fichas de papel por netbook

Em Campo Grande, 1,2 mil agentes comunitários de saúde passarão a utilizar netbooks durante as visitas residenciais. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) e do Instituto Municipal de Tecnologia da Informação (IMTI).

Por enquanto, os servidores são treinados. O curso preparatório vai até dia 9 de dezembro. São duas turmas com aulas de segunda a sexta.

“Ao invés da tradicional ficha de papel, os agentes vão utilizar netbooks, agilizando a coleta e armazenagem dos dados referentes às famílias atendidas pelos profissionais de saúde nas visitas domiciliares”, informa, via assessoria de imprensa, Luis Henrique Pereira, gerente de Treinamento em Informática do IMTI.

Quanto aos 30% dos funcionários que não possuem nenhuma noção de informática, a Prefeitura dará cursos básicos, de digitação, Word e Excel. Este treinamento deve começar na segunda semana de janeiro, segundo a Sesau.

“Vivemos de metas, números e dados. Foi de fundamental importância a chegada dos computadores”, observa, via assessoria de imprensa, a agente Maria Helena Boller. Todavia, ela tem uma preocupação quanto à sua segurança. “Trabalhamos com todo tipo de pessoas, tenho medo de roubarem o netbook, pelo valor do aparelho.”

PORTAL DA SAÚDE

Ministério da Saúde lança campanha pelo Dia Mundial de luta contra a Aids

Jovens gays são público-prioritário da campanha, que tem como slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se”

O Ministério da Saúde lança, durante a abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde nesta quinta-feira (1), a campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, cujo slogan é “A aids não tem preconceito. Previna-se”. A proposta é estimular a reflexão sobre uma sociedade menos preconceituosa, mais solidária e tolerante à diversidade sexual e às pessoas vivendo com HIV/aids.

Neste ano, os jovens gays, de 15 a 24 anos, são público prioritário da campanha. Boletim epidemiológico sobre HIV/Aids divulgado na última segunda-feira (28) apontou o avanço da doença entre este grupo, na contramão do que tem acontecido nesta faixa etária.

Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

A programação começa às 9h, durante a abertura da Conferência no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentará a campanha.

Ao meio-dia, na tenda Paulo Freire, na área externa do Centro de Convenções, acontece o Café com Ideias, uma mesa redonda com a participação do ministro Padilha, da cantora Preta Gil, do Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, do diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, e de representantes LGBT e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/aids.

Na ocasião, será assinada a Portaria da Política de Saúde da População LGBT. Também será lançada a cartilha “Por toda a sua Vida”, produzida pelo Departamento e pelo cartunista Ziraldo, que estará presente para autógrafos. Na publicação, são enfocadas as formas de contágio e os meios mais eficientes para prevenir a aids, como também a maneira sobre como proceder caso a pessoa seja infectada pelo HIV.

A partir das 19h30, começa a Festa da Solidariedade, com projeção de imagens, símbolos e lugares alusivos ao Dia Mundial de Luta contra a Aids na fachada do Congresso Nacional, na circunferência do Museu da República e nos Ministérios da Saúde e da Educação.

Em seguida, às 20h30, em tenda montada em frente ao Museu, haverá apresentação de balé aéreo, uma performance circense com tecidos. As evoluções simbolizam a luta contra o preconceito, exaltando a solidariedade. A tenda irá acomodar ações de prevenção, como distribuição de preservativos, testes rápidos anti-HIV para a população e informações sobre HIV/aids.

A programação termina com um flash mob nas proximidades da tenda, envolvendo os convidados para a formação de um laço humano de solidariedade. O laço vermelho é o símbolo da luta contra a Aids. A Festa da Solidariedade terá, ainda, apresentação de artistas convidados de várias tendências musicais, do samba ao funk, passando pela MPB, música eletrônica e rock n’roll.

Sobre o Dia Mundial

Em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decidiu transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids, para reforçar a solidariedade, a tolerância e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV.

AGENDA


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ