Leia
nesta edição:
- Educação discute MP dos Hospitais Universitários
- Médicos
em estado de alerta contra operadoras
- ANS amplia
direito à portabilidade de carências
- Novos modelos de pagamento hospitalar
- Pessoas
com menos escolaridade têm mais hipertensão,
diz ministro
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 044/2011
- Governo altera regras para trocas de plano
- ANS muda regra para troca de plano
- A loteria
para ser atendido nos convênios
- Brasileiros mais velhos
- Tabela do SUS
- Tabela
do Sistema Único de Saúde será discutida
em audiência
- Lei aprimora
diretrizes para inclusão e oferta de produtos
e tratamentos pelo SUS
- Comissão ouve médicos, Anvisa e fabricante de
remédios sobre o uso de inibidores de apetite
Segunda-feira, 02.05.11
Agência Câmara de Notícias
Educação discute MP dos Hospitais Universitários
Da
Redação
A Comissão de Educação e Cultura realiza
audiência pública na terça-feira (3) para
discutir a MP 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (Ebserh) para apoiar a prestação de
serviços médico-hospitalares, laboratoriais e de
ensino e pesquisa nos hospitais universitários federais.
O debate
foi proposto pelos deputados Rogério Marinho
(PSDB-RN) e Alice Portugal (PCdoB-BA). A deputada lembra que
a MP é uma tentativa de solucionar a crise que atinge
os hospitais universitários e de substituir os funcionários
terceirizados, atendendo a uma determinação do
Tribunal de Contas da União (TCU).
“Entretanto, a solução apresentada traz
alguns inconvenientes, que produziram estranhamento entre os
professores, pesquisadores e a comunidade universitária.
Segundo especialistas, a MP desvincula os hospitais universitários
das universidades. Outro aspecto importante, ainda não
esclarecido, diz respeito à gestão da Ebserh e
a relação contratual com as universidades”,
diz Alice Portugal.
“O principal aspecto que deve ser garantido é a
autonomia universitária. Portanto, ouvir os reitores das
universidades é fundamental para respeitarmos este importante
preceito constitucional”, afirma Rogério Marinho.
Foram convidados:
- o ministro
da Educação,
Fernando Haddad;
- o presidente
do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Alexandre
Rocha Santos Padilha;
- o presidente
da Associação Nacional dos Dirigentes
das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes),
Edward Madureira Brasil;
- o diretor
de Hospitais Universitários Federais e Residências
em Saúde do Ministério da Educação,
José Rubens Rebelatto;
- a consultora
técnica da coordenação geral
de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde,
Ana Paula Silva Cavalcante;
- o presidente
da Associação Nacional dos Médicos
Residentes (ANMR), Victor Fernando Lima;
- o presidente
da Associação Brasileira dos Hospitais
Universitários de Ensino (Abrahue), Carlos Alberto Justo
Da Silva; e
- o coordenadora-geral
da Federação do Sindicato
dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras
(Fasubra), Léia de Souza Oliveira.
A reunião será realizada às 14 horas no
plenário 10.
Íntegra
da proposta:
MPV-520/2010
Portal do CFM
Médicos
em estado de alerta contra operadoras
Os médicos brasileiros estão em estado de alerta
e cobram das operadoras de planos e seguros de saúde respostas às
reinvindicações da categoria. Na sexta-feira (29),
foi divulgado documento no qual são ressaltados a necessidade
de valorização do profissional (com reajustes de
honorários e com o estabelecimento de regras em contratos)
e de fim da interferência antiética na autonomia
dos profissionais. Confira abaixo a íntegra da carta aberta às
empresas.
O texto foi
aprovado em reunião ampliada organizada pela
Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu),
composta por representantes da Associação Médica
Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), e Federação
Nacional dos Médicos (Fenam). No encontro, participaram
representantes da categoria de todos os estados e várias
especialidades que, juntos, avaliaram o movimento de paralisação
realizado em 7 de abril, quando os profissionais suspenderam
o atendimento de planos de saúde durante 24 horas.
Na reunião também foram discutidos os desdobramentos
do protesto. “O dia 7 de abril foi o start, o ponto de
partida, para que fosse iniciado a negociação das
entidades estaduais junto às operadoras de planos. Este
processo será acompanhado e apoiado pelas entidades nacionais”,
assegurou o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriça,
coordenador da Comsu.
O representante
da AMB, Florisval Meinão, ressaltou que
o ato de 7 de abril tornou pública “a realidade
injusta de abuso das operadoras”. No entanto, ele alertou
para a importância de que as negociações
se mantenham, assim como a mobilização da categoria.
Márcio Bichara, representante da Fenam na Comsu, concorda
e ressalta que cabe aos médicos estarem unidos em torno
das bandeiras defendidas pelas entidades de classe.
Confirma
a íntegra
do documento abaixo:
Carta
Aberta às Operadoras de Planos e Seguros de Saúde
No dia 7
de abril os médicos brasileiros suspenderam
o atendimento a planos e seguros de saúde em todo o país
por honorários dignos, pelo fim das interferências
antiética na autonomia profissional e por condições
adequadas de assistência à população.
A manifestação, liderada pela Associação
Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina
(CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam)
e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas,
foi bem sucedida, conforme avaliação de reunião
ampliada das entidades médicas em 28 de abril de 2011,
em Brasília.
Neste momento,
nos dirigimos publicamente às operadoras
da saúde suplementar para reiterar que os médicos
que atendem planos de saúde entram – a partir de
hoje – em estado de alerta nacional.
Até junho, as entidades estaduais – representadas
em Comissões de Honorários Médicos – conduzirão
o processo de negociação com as empresas, contando
com o amplo apoio da AMB, do CFM e da Fenam.
Abertos ao
diálogo, esperamos ver atendida a seguinte
pauta mínima:
a) reajuste
dos honorários médicos tendo como
referência os valores da CBHPM (Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), já corrigidos
pela inflação;
b) contratualização com os planos de saúde,
conforme exigência da Resolução Normativa
nº 71/2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), o que significa inserção dos critérios
de reajuste nos contratos.
c) fim da
interferência antiética e desrespeitosa
dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico.
Após o prazo limite, assembléias de médicos
serão realizadas em todos os estados para analisar propostas
concretas das operadoras e definir as próximas ações
do movimento. Esperamos que as negociações cheguem
a bom termo, evitando enfrentamentos e desdobramentos possíveis.
A AMB, CFM
e Fenam tem ainda a expectativa de que os pleitos serão atendidos, pois embasam um movimento em defesa da
saúde e da vida dos cidadãos.
ANS
ANS
amplia direito à portabilidade de carências
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou
na edição da sexta-feira, 29/04/2011, do Diário
Oficial da União, a Resolução Normativa
nº 252, que amplia as regras de portabilidade de carências.
A norma atinge um universo de aproximadamente 12 milhões
de beneficiários, que passarão a ter direito a
mudar de plano de saúde sem cumprimento de novos prazos
de carência. “A medida aumenta o poder de decisão
do consumidor, faz crescer a concorrência no mercado e,
em consequência, gera melhoria do atendimento prestado
ao beneficiário de plano de saúde”, ressalta
o diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin.
A possibilidade
de mudar de plano de saúde levando consigo
os períodos de carência já cumpridos é uma
realidade desde abril de 2009 para os beneficiários de
planos contratados a partir de 2/01/1999, após a regulamentação
do setor. Entre os principais ganhos para o consumidor com a
nova resolução estão a extensão do
direito para os beneficiários de planos coletivos por
adesão e a instituição da portabilidade
especial para clientes de planos extintos.
Confira abaixo
as principais mudanças nas regras de portabilidade:
* A abrangência geográfica do plano (área
em que a operadora se compromete a garantir todas as coberturas
contratadas pelo beneficiário) deixa de ser exigida como
critério para a compatibilidade entre produtos. Dessa
forma, o beneficiário não precisa mais se preocupar
se o seu plano é estadual, municipal ou nacional para
poder exercer a portabilidade;
* O prazo
para o exercício da portabilidade passa de
2 para 4 meses, a partir do mês de aniversário do
contrato;
* A permanência mínima no plano é reduzida
de 2 para 1 ano a partir da segunda portabilidade;
* Ampliação das informações sobre
o plano: a operadora do plano de origem deverá comunicar
a todos os beneficiários a data inicial e final do período
estabelecido para a solicitação da portabilidade
de carências. Essa informação deve constar
do boleto de pagamento do mês anterior ao referido período
ou em correspondência enviada aos titulares dos contratos
nos casos em que não lhes seja enviado boleto.
* É instituída
a portabilidade especial para:
1. beneficiário de operadora que não tiver efetuado
a transferência de carteira após decretação
de alienação compulsória pela ANS;
2. beneficiário de plano de saúde
extinto por morte do titular;
* O direito à portabilidade é estendido aos beneficiários
de planos coletivos por adesão novos, que hoje contam
com pouco mais de 5 milhões de beneficiários. Entende-se
por plano coletivo por adesão aquele que é contratado
por pessoa jurídica de caráter profissional, classista
ou setorial, tais como: conselhos profissionais e entidades de
classe, nos quais seja necessário o registro para o exercício
da profissão; sindicatos, centrais sindicais e respectivas
federações e confederações;associações
profissionais legalmente constituídas, entre outras organizações
previstas na Resolução Normativa nº 195/2009.
* Além de valer para mudança
entre planos individuais, a portabilidade passa a ter os seguintes
fluxos:
Plano Coletivo
por Adesão novo - Plano Individual novo
Plano Individual
novo - Plano Coletivo por Adesão novo
Plano Coletivo
por Adesão novo - Plano Coletivo por Adesão
novo
Portabilidade Especial
Para o exercício do direito à Portabilidade Especial,
será fixado um prazo de até 60 dias, a contar da
publicação de ato da Diretoria Colegiada da ANS
(no caso de alienação compulsória frustrada,
quando caberá prorrogação) ou da extinção
do contrato (nos demais casos). Os critérios da Portabilidade
Especial serão parcialmente flexibilizados:
* Não há a restrição do mês
do aniversário do contrato ou subsequente para efetuar
a portabilidade;
* São exigidos adimplência, tipo compatível
e faixa de preços igual ou inferior.
Participação
da sociedade
A nova norma
de portabilidade é resultado da participação
da sociedade no processo de elaboração. Inicialmente,
a ANS promoveu reuniões de Câmara Técnica
com representantes de entidades como: Federação
Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Sindicato Nacional
das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog) e Unimed do Brasil,
Fundação de Proteção e Defesa do
Consumidor (Procon SP) e o Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec) e Ministério da Fazenda.
Em seguida
foi realizada uma consulta pública no período
de 21/10 a 20/11/2010 e toda a sociedade pôde enviar críticas
e sugestões para a redação final da norma.
A ANS recebeu 295 contribuições.
Guia
ANS de planos de saúde
Para auxiliar
o beneficiário que deseja exercer a portabilidade
de carências e facilitar o acesso a informações
daqueles que pretendem contratar um plano de saúde, a
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolveu
o Guia ANS de Planos de Saúde, um sistema eletrônico
que permite o cruzamento de dados para consulta e comparação
de mais de 5 mil planos de saúde comercializados por aproximadamente
1.400 operadoras em atuação no mercado brasileiro.
A ampliação das regras de portabilidade de carências é uma
meta já cumprida da Agenda Regulatória da ANS,
que reúne os temas prioritários para a Agência
em 2011 e 2012.
As operadoras
de planos de saúde têm prazo de 90
dias para se adaptarem às novas regras de portabilidade
de carências, que estarão valendo a partir de 27/07/2011.
Confira a
Resolução Normativa nº 252
no link:
http://www.ans.gov.br/modules/mod_legislacao/pdf/pdf_original.php?id=1728
Saúde
Business Web
Novos modelos de pagamento hospitalar
Por Eduardo Blay
Existe há tempos um consenso entre os profissionais e
especialistas da área, que o atual modelo de remuneração
hospitalar pelas operadoras de planos de saúde está esgotado.
Este modelo é baseado no conceito de “remuneração
por procedimento”, onde os preços dos serviços
hospitalares geralmente estão dissociados dos custos de
sua prestação, além do que este modelo promoveu
uma contenção dos valores das diárias e
de diversas taxas de serviços hospitalares. Ao mesmo tempo,
houve aumento significativo das despesas com insumos (materiais,
medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais
- OPME), onde está concentrada a principal parcela das
margens dos hospitais, o que também gera um estímulo à super
utilização/cobrança destes insumos.
Não obstante, ainda não estava estabelecido um
consenso sobre qual seria o sistema ideal para substituir o vigente.A
ANS – Agência Nacional de Saúde – criou,
no início de 2010, um Grupo de Trabalho sobre a remuneração
de hospitais, formado por representantes de entidades hospitalares
e de operadoras de planos de saúde e tem como objetivo
definir um novo modelo para a sistemática de remuneração
dos hospitais que atuam na saúde suplementar.
O objetivo
deste Grupo de Trabalho é o de desenvolver
novas sistemáticas que remunerem os hospitais adequadamente
pelos serviços prestados, tornando esses a sua fonte de
receita primária.
Numa primeira
fase este Grupo definiu três modelos básicos
de remuneração, de acordo com a previsibilidade
dos processos assistenciais:
A idéia é que mesmo nos procedimentos de baixa
previsibilidade, a “conta aberta” seja aprimorada,
com uma redução de itens, que ao mesmo tempo reflitam
com mais fidelidade os custos reais dos hospitais.
Numa segunda
fase, o Grupo vai implantar estes sistemas de remuneração
na forma de pilotos e vai discutir pontos controversos, como
reajustes, incorporação tecnológica, aquisição
de material, indicadores de performance e autorização.
Há também um consenso, estimulado inclusive por
parte da ANS, de que o novo sistema deve incorporar o conceito
de pagamento por performance. Este é um ponto nevrálgico
da discussão, uma vez que é necessário se
estabelecer metodologias para a análise da performance
da assistência hospitalar e para a aplicação
desta análise ao modelo de remuneração dos
hospitais.
Neste ponto,
os mais conceituados especialistas apontam a metodologia utilizada
em outros países, mas ainda embrionária
no Brasil: o DRG.
Diagnosis
Related Groups — DRG — é um sistema
de classificação de pacientes internados em hospitais
que foi desenvolvido a partir dos anos 60 por um grupo interdisciplinar
de pesquisadores da Yale University, EUA.
No final
da década
de 70, passou a ser utilizado como base para o pagamento a
hospitais do estado de New Jersey, EUA.
Em 1983,
após várias revisões, a classificação
DRG foi incorporada pelo Medicare, como a ferramenta para um
novo sistema de pagamento aos hospitais contratados.
Desde então, o DRG tem sido objeto de interesse tanto
de estudos acadêmicos como na sua aplicação
prática para os sistemas de saúde de diversos países:
Canadá, Austrália, Espanha, Portugal, Itália,
Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Áustria,
Suíça, Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia,
Coréia do Sul, entre outros.
O sistema
de classificação correlaciona os tipos
de pacientes atendidos pelo hospital, com os recursos consumidos
durante o período de internação, criando
grupos de pacientes coerentes, do ponto de vista clínico
e similares ou homogêneos quanto ao consumo dos recursos
hospitalares, denominados DRGs.
A metodologia
utiliza técnicas estatísticas e
computacionais, juntamente com conhecimentos de medicina e dos
processos de atendimento hospitalar.O DRG é uma nova forma
de definição do perfil nosológico dos hospitais
(case-mix), e também de mensuração do “produto
hospitalar”, permitindo que se utilize uma abordagem de
gerenciamento baseada não só na administração
dos insumos, como também no controle do processo do trabalho
médico – performance da assistência, permitindo
a análise da “linha de produção hospitalar” correspondente
a cada grupo de diagnóstico.
Uma série de trabalhos científicos demonstrou
que indicadores simples, tais como o custo médio por paciente
internado, não são eficazes para mensurar a performance
hospitalar, uma vez que são influenciados pelo perfil
etário, sexo, estágio da doença, comorbidades
e outras variáveis de confusão. Já o DRG
mostrou ser, com rigor estatístico, uma ferramenta eficaz
nesta análise de performance.
O sistema
de pagamento baseado no DRG está embasado em
dois fatores: custos médios e complexidade relativa, analisada à luz
do enquadramento nos DRGs.
A UNIMED
BH implantou em 2008 o maior estudo DRG em rede hospitalar
privada do hemisfério Sul, como parte do trabalho de apoio à qualificação
da sua rede prestadora.
O DRG permite
avaliar o desempenho dos hospitais, apontando as fragilidades
e potencialidades
de cada instituição.
A metodologia, em geral, foi bem recebida pelos prestadores hospitalares
e com ela seria possível se criar no futuro mecanismos
de remuneração diferenciada, de acordo com índices
de desempenho de cada hospital.
Seria altamente
recomendável
que os membros do Grupo de Trabalho da ANS conhecessem este
projeto da Unimed BH.
Portal G1
Pessoas
com menos escolaridade têm mais hipertensão,
diz ministro
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta sexta-feira
(29), ao participar do programa “Bom Dia Ministro”,
transmitido para rádios de todo o país, que mais
de 50% dos brasileiros com menos de 8 anos de escolaridade têm
hipertensão.
“A população brasileira tem cerca de 24%
de hipertensos. O dobro disso, ou seja, metade da população
brasileira com mais de 55 anos de idade tem hipertensão
hoje. E é maior ainda essa proporção entre
pessoas com menos de 8 anos de escolaridade”, informou.
Para o ministro,
os brasileiros com baixa escolaridade costumam apresentar mais
problemas de saúde por estarem mais ligados
ao tabagismo, ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e a
má alimentação.
“Para resolver isso é importante um conjunto de
ações de restrição. Reforçar
as ações, como as da lei seca, é fundamental,
até para acabar com dois problemas comuns de uma vez,
o uso do álcool e os acidentes de trânsito. Combinado
com isso, precisamos de muita ação educativa para
mudar os hábitos dessas pessoas”, destacou.
Segundo ele,
o acesso gratuito a remédios de hipertensão,
pelo programa Farmácia Popular, e o acordo feito com as
indústrias alimentícias para redução
de sódio nos alimentos industrializados consumidos no
Brasil também deve amenizar a situação.
“Fizemos um grande acordo de redução na
taxa de sódio, inclusive para diminuir taxas maiores naqueles
produtos que tem mais concentração, como no caso
do grande vilão, que são aquelas massas instantâneas,
aquele macarrão que faz rápido. Só nelas
vai haver uma redução de 30% no sódio que
pode causar hipertensão”, enfatizou.
O ministro
também lembrou a campanha de vacinação
contra a gripe, que acontece em todo território nacional
desde segunda-feira (25) e segue até o dia 13 de maio.
Segundo ele, 65 mil postos de saúde participam da campanha,
que visa atender primeiramente gestantes, pessoas com mais de
60 anos de idade, crianças entre 6 meses e 2 anos de idade,
profissionais da área de saúde e indígenas.
“Para vocês terem uma ideia, essa vacinação
reduziu em quase 60% a necessidade de internações
por pneumonia ao longo desses anos”, disse.
Confederação Nacional de Saúde
Circular
Jurídico
044/2011
MP
QUE PREVÊ A CONTRATAÇÃO DE 27 MIL TERCEIRIZADOS
EM HOSPITAIS GERA POLÊMICA
Rio - Mesmo
parada na Câmara, a Medida Provisória
520 já gera polêmica dentro e fora dos cursinhos
preparatórios. O projeto cria a Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (EBSERH), uma estatal que administraria,
primeiramente, hospitais universitários e faria a inserção
automática de 27 mil terceirizados. A MP prevê a
contratação de pessoal por seleção
pública. Mas uma brecha autorizaria a dispensa de concurso,
dando abertura à contratação por processo
simplificado, ou seja, via análise de currículo.
Diretor do
Sindsprev ( Sindicato dos Trabalhadores em Saúde,
Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio), Julio
César Tavares aponta o corte de R$ 50 bilhões no
orçamento como possível acelerador da aprovação
da medida: "Hoje, só no Rio, há carência
de 50 mil profissionais. Mas este não é o modelo
que defendemos de saúde pública. Apoiamos concursos
como principal e melhor porta de entrada para o serviço
público". Segundo ele, o assunto foi tratado ontem,
em Brasília, com o secretário de Recursos Humanos
do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira.
Advogado
especialista em concursos, Sérgio Camargo diz
que a medida viola os direitos do cidadão: "Diante
da Constituição, a terceirização é um
contra-senso. Frustra o cidadão que busca na carreira
pública a estabilidade para ter mais conforto".
Fonte: O Dia Online
Sábado,
30.04.11
Folha
de São
Paulo
Governo altera regras para trocas de plano
Por Talita Bedinelli
Migração de carência que só era válida
para os planos individuais passará a valer também
para os coletivos
12 milhões de pessoas serão beneficiadas pelas
mudanças, de acordo com a Agência Nacional de Saúde
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) modificou
sexta-feira as regras para a mudança de plano de saúde
sem necessidade do cumprimento de carência -período
em que o usuário não tem acesso a certas coberturas
previstas no contrato.
A chamada
portabilidade (migração de plano) sem
carência é possível desde abril de 2009 para
planos contratados a partir de janeiro de 1999, ano em que o
setor passou a ser regulamentado.
As mudanças também só valerão
para esses planos.
A principal
delas é que a migração sem
carência, que antes era apenas para planos individuais,
passa a ser possível também para os usuários
de planos coletivos por adesão -aqueles que o usuário
escolhe contratar por entidades como sindicato e associação
profissional.
Esse convênio é diferente do empresarial, em que
o funcionário tem o plano como benefício da empresa.
A maior parte desses convênios já não cumpre
carência.
Com isso,
diz a ANS, a portabilidade sem carência passa
a beneficiar 12 milhões de usuários (7 milhões
de planos individuais e 5 milhões de coletivos por adesão).
Outra mudança importante é que a portabilidade
sem carência se torna possível, a partir da segunda
migração, para pessoas com contratos em vigor há apenas
um ano.
Antes, o
usuário tinha que ter dois anos de contrato
para poder mudar para outra operadora sem carência. Na
primeira migração de operadora, entretanto, o prazo
de dois anos continua valendo.
A "janela" para a mudança também foi
ampliada de dois para quatro meses a partir do aniversário
do plano.
Assim, um
consumidor com um plano que faz aniversário
em abril pode pedir a migração de abril a julho.
Antes, só podia em abril e maio.
Segundo Fábio Fassini, gerente-geral econômico
financeiro atuarial da ANS, a portabilidade sem carência
tende a estimular a concorrência entre as operadoras.
O
Estado de São
Paulo
ANS muda regra para troca de plano
Por Karina Toledo
Portadores
de planos coletivos por adesão poderão
migrar de operadora sem carência, mas fica mantida exigência
de preço equivalente
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou
norma alterando as regras de portabilidade de carência
para beneficiários de planos de saúde. Segundo
especialistas, o avanço foi parcial. A principal novidade
foi a extensão do direito a portadores de planos coletivos
por adesão. Os coletivos empresariais, que representam
quase 60% do mercado, e os contratos anteriores a 1999 continuam
sem o benefício.
Outro avanço importante foi em relação à abrangência
geográfica do plano, que deixa de ser empecilho para a
migração. Isso quer dizer, por exemplo, que um
portador de contrato de abrangência municipal poderá optar
por um plano de abrangência estadual ou nacional.
Além disso, o prazo para a mudança de contrato
foi ampliado. Segundo a norma anterior, de 2009, a migração
poderia ser feita no mês de aniversário do contrato
ou no mês seguinte. Agora, os consumidores terão
o mês de aniversário e os três seguintes para
solicitar a mudança. As operadoras, por sua vez, ficaram
obrigadas a informar no boleto de cobrança a data de início
e término do prazo de migração.
Baixa adesão. A possibilidade de mudar de plano de saúde
levando consigo a carência já cumprida existe desde
abril de 2009. Mas nos dois primeiros anos de vigência
da norma, somente 1.290 consumidores fizeram valer esse direito.
Embora as causas da baixa adesão não sejam conhecidas
com clareza, especialistas apontam algumas possíveis causas.
A principal foi a exclusão dos planos coletivos e dos
planos anteriores a 1999.
Segundo Fabio
Fassini, da ANS, é inviável estender
a portabilidade para contratos empresariais, pois existem obstáculos
técnicos que impedem a comparação de preços. "Além
disso, qualquer empresa com mais de 30 funcionários pode
fazer a migração sem período de carência."
Outra possível causa da baixa adesão é a
exigência de que a migração seja para um
plano de preço igual ou inferior. Isso permanece com a
nova norma. Fassini explica que o objetivo é evitar "comportamentos
oportunistas". "A possibilidade de mudar para um plano
melhor pode estimular que o usuário pague, enquanto é jovem,
um plano mais barato e, quando estiver doente, migre para outro
com rede credenciada melhor. Isso prejudica as empresas",
afirma Fassini.
Especialistas
em defesa do consumidor, no entanto, criticam a restrição. "O consumidor poderia mudar para
um plano superior e cobrir apenas período de carência
apenas para as coberturas que ele não tinha no plano anterior",
afirma Juliana Ferreira, advogada do Idec. Para ela, é muito
difícil para a maioria dos usuários entender quais
são os planos que se equivalem ao seu e para os quais
ele pode migrar.
Polyanna
Carlos Silva, da Proteste, concorda e ressalta que a ANS precisa
acompanhar
de perto a implementação
das mudanças para saber, na prática, quais são
as principais dificuldades que os usuários enfrentam.
Possibilidades.
Segundo as novas normas, que entram em vigor no dia 27 de julho,
a
migração poderá ser
feita de um plano individual para outro do mesmo tipo, de um
plano coletivo por adesão para um plano individual, de
um plano individual para uma plano coletivo por adesão
ou de um plano coletivo por adesão para outro do mesmo
tipo.
A advogada
Rosana Chiavassa, especialista em defesa do consumidor, recomenda
que os portadores de planos individuais não
migrem para coletivos, que contam com menos proteção
da legislação. "Para usuários de planos
coletivos por adesão, mais baratos, também não
vale a pena migrar para um individual, pois só vão
conseguir trocar por um plano com rede credenciada inferior.
Na prática, essa portabilidade não vale muita coisa",
avalia.
Jornal da Tarde
A
loteria para ser atendido nos convênios
Por
Carolina Dall’Olio
/ Carolina Marcelino
Mais consumidores,
porém com menos locais de atendimento.
Essa é a realidade atual do mercado privado de saúde
no Brasil. Nos últimos cinco anos, os planos de saúde
ganharam quase 9 milhões de clientes mas, em vez de ampliar
a rede para atender o novo público, as operadoras reduziram
o número de clínicas credenciadas em 40% desde
2009 – e também diminuíram a quantidade de
consultórios, hospitais e prontos-socorros que constam
em sua lista de prestadores de serviços.
“O resultado deste processo pode ser notado pelos consumidores,
que enfrentam uma grande demora para agendar consultas e filas
em clínicas e hospitais”, diz Juliana Ferreira,
advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Para Juliana, isso ajuda a explicar porque as operadoras aparecem
entre as empresas com mais reclamações nos rankings
dos órgãos de defesa do consumidor.
Hoje há, por exemplo, 949.375 usuários para cada
pronto-socorro conveniado às operadoras do País.
Mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
afirma que não pode definir se a proporção
entre equipamentos de saúde e números de usuários é ou
não satisfatória. Por isso, acha mais eficaz instituir
um prazo máximo para que o cliente da operadora seja atendido.
O assunto foi discutido em consulta pública, encerrada
em março. Agora a ANS analisa as sugestões para
só depois editar uma instrução normativa
sobre o tema.
Para José Cechin, diretor-executivo da Federação
Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), a rede
atual é satisfatória. Ele usa como argumento a
pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar
(Iess), em que 80% dos usuários de planos de saúde
se disseram satisfeitos com os serviços das operadoras. “A
proporção de hospitais, leitos, clínicas,
laboratórios e profissionais credenciados é maior
do que a de beneficiários na população.”
Mas por que
então a rede credenciada das operadoras brasileiras
está ficando mais enxuta, como mostram os dados da ANS?
Para Florisval Meinão, diretor da Associação
Médica Brasileira (AMB), os motivos são financeiros. “Uma
rede enxuta reduz custos das operadoras e dá a elas mais
controle sobre seus fornecedores. Se por acaso as empresas quisessem
ampliar a rede credenciada, haveria uma grande quantidade de
profissionais dispostos a atender os usuários do sistema
de saúde suplementar.” Meinão é um
dos líderes do protesto que a classe médica fez
no início de abril para reivindicar aumentos nos honorários
pagos pelos convênios.
É bom lembrar que muitas operadoras estão hoje
com problemas de caixa. “A ANS faz uma série de
exigências financeiras que são inviáveis
para as operadoras, em especial para as de pequeno e médio
porte. Elas dificilmente suportam todos os custos”, afirma
Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira
de Medicina de Grupo (Abramge).
Contatada
pela reportagem do JT, a ANS não informou quantas
empresas deixam de apresentar as garantias financeiras exigidas
e sofrem hoje intervenção administrativa da agência.
Só que, na última avaliação feita
pela própria agência sobre o desempenho das operadoras,
o quesito em que elas tiveram a pior performance foi justamente
o econômico-financeiro. Além disso, 449 operadoras
brasileiras fecharam as portas nos últimos cinco anos.
Um sinal que as empresas emitem quando as finanças não
vão bem é o descredenciamento de prestadores de
serviço em massa. Foi o caso da Samcil, que recebeu um
ultimato da ANS para repassar sua carteira de clientes a outra
operadora.
Com 82 anos,
a dona de casa Maria Belmonte Bello é cliente
da Samcil desde 2002, quando a empresa ficou com parte dos clientes
da Transmontano, que havia falido. “Comecei a notar a crise
da Samcil, pois todos os médicos que nos atendiam deixaram
de aceitar nosso convênio.”
Maria e o
marido, o aposentado Nelson Rodrigues Bello, 86, gastam juntos
R$ 800
por mês com o convênio médico.
Com problemas no rim, o geriatra de Bello pediu alguns exames,
que foram autorizados pela Samcil. Porém, no laboratório,
o aposentado teve o atendimento negado, pois eles alegaram que
não eram mais credenciados a Samcil. “Como os exames
eram urgentes, paguei R$ 700 por eles”, conta Maria, que
agora espera ser ressarcida pela Samcil.
Jornal
de Brasília
Brasileiros mais velhos
O Brasil
tem 190.755.799 habitantes, revelam os primeiros resultados
definitivos do
Censo 2010, divulgados pelo IBGE. Os dados mostram
ainda um País com estrutura etária mais envelhecida,
com mais pessoas se declarando pretas e pardas os dois grupos
chegaram a 43,1% e 7,6% da população, respectivamente
e, proporcionalmente, com um contingente maior de mulheres. Para
cada grupo de cem mulheres, existem apenas 96 homens excedente
de 3.941.819 mulheres.
Segundo os
dados do Censo 2010, todas as faixas etárias
até 25 anos têm peso menor na população
do que em 2000, ao passo que os demais grupos ampliaram sua participação.
Na base da pirâmide, a representatividade do grupo de zero
a quatro anos no total da população caiu de 4,9%
(meninos) e 4,7% (meninas) em 2000 para 3,7% e 3,6% em 2010.
Simultaneamente, a participação da faixa com mais
de 65 anos avançou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010.
O envelhecimento é reflexo do mais baixo crescimento populacional
? aliado a menores taxas de natalidade e fecundidade, indicadores
ainda não divulgados nessa etapa de apresentação
de dados do Censo 2010. A taxa média anual de crescimento
da população baixou de 1,64% no Censo 2000 (de
1991 a 2000) para 1,17% no de 2010 (2001 a 2010).
Fecundidade e Mortalidade
Segundo o
IBGE, porém, a população brasileira
aumentou quase 20 vezes desde o primeiro recenseamento realizado
no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. "Até a
década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade
e mortalidade no País. Com a diminuição
desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção
dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento
populacional brasileiro evoluiu para quase 3% ao ano na década
de 1950", diz o IBGE. No começo dos anos 60, afirma
o instituto, os níveis de fecundidade começaram
a cair lentamente, tendência que se acentuou nas décadas
seguintes.
Folha
de São
Paulo
Tabela do SUS
Dilma
veta prazo para governo incluir remédio
A presidente
Dilma Rousseff sancionou com vetos lei publicada sexta-feira
que
regulamenta a tabela de remédios e procedimentos
do SUS (Sistema Único de Saúde). O projeto foi
criado para diminuir os pedidos de remédios por meio de
ações.
Um dos trechos
vetados obrigava o Ministério da Saúde
a analisar num prazo de até 270 dias se o remédio
deveria ou não entrar na lista. Se a decisão não
saísse no prazo, o remédio entraria automaticamente
na listagem do SUS.
Sexta-feira, 29.04.11
Agência Câmara de Notícias
Tabela
do Sistema Único de Saúde será discutida
em audiência
A Comissão de Seguridade Social e Família vai
realizar uma audiência pública para discutir a tabela
do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizada nos procedimentos
hospitalares.
O autor do
requerimento, aprovado na quarta-feira (27), deputado Raimundão (PMDB-CE), enfatiza que o Sistema Único
de Saúde (SUS) foi criado para melhorar a saúde
pública da população brasileira. “No
entanto, os profissionais dessa área, devido principalmente à tabela
do SUS, não obtêm o merecido reconhecimento, já que
a mesma está bastante defasada”, alerta.
Raimundão reclama que a consequência é a
saída de vários médicos para trabalhar em
hospitais ou clínicas particulares, “onde têm
uma remuneração e até condições
de trabalho mais apropriadas”.
A data da
audiência não
foi definida.
Agência Saúde
Lei
aprimora diretrizes para inclusão e oferta de produtos
e tratamentos pelo SUS
Por
Bárbara
Semerene
Norma é sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e beneficiará usuários
do Sistema Único de Saúde
A inclusão de medicamentos e a incorporação
de novos produtos e tecnologias no Sistema Único de Saúde
(SUS) atenderão a critérios regulamentados por
lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no
Diário Oficial da União desta sesta sexta-feira
(29). A Lei 12.401, que entra em vigor dentro de seis meses,
beneficia os usuários do SUS. A população
terá maior acesso a medicamentos e procedimentos em saúde,
com a garantia de qualidade comprovada por rigorosa avaliação
técnica e científica destes produtos e serviços,
incluindo os casos em que a oferta é determinada por decisão
judicial.
Com a nova
legislação, o Judiciário contará com
parâmetros precisos para melhor subsidiar as ações
judiciais relacionadas à saúde. Além disso,
a Lei 12.401 permitirá o aprimoramento da atualização
periódica de tecnologias e produtos oferecidos pelo SUS.
Ou seja, as novas normas vão permitir a otimização
da aplicação dos recursos públicos, permitindo
a ampliação do acesso racional de produtos e serviços à população.
Os critérios previstos na lei se baseiam em protocolos
clínicos e diretrizes terapêuticas, formulados por
profissionais de saúde de diferentes unidades do SUS. “Ao
regulamentar a entrada de novos produtos e procedimentos na rede
pública, a Lei 12.401 beneficiará o cidadão
e fortalecerá a atuação do Ministério
da Saúde, que terá ainda mais capacidade para orientar
as atividades econômicos em prol das necessidades em saúde”,
explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha.
A nova lei
estabelece critérios de eficácia, segurança
e custo-efetividade como condições para a inclusão
de novos medicamentos, produtos e procedimentos na lista do SUS.
E fixa prazo de 180 dias para a conclusão dos processos,
com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. “Esse é o
tempo necessário para a realização de todos
os estudos e análises que garantam a qualidade e eficiência
das ações de saúde”, observa Gadelha.
PROCEDIMENTOS – A inclusão dos tratamentos será decidida
pela Comissão Nacional de Incorporação de
Tecnologias (Citec) no SUS, coordenada pelo Ministério
da Saúde e formada por representantes do próprio
ministério, da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), além de um integrante indicado
pelo Conselho Nacional de Saúde e um pelo Conselho Federal
de Medicina (CFM).
A Citec também pode contar com a contribuição
de representantes da Saúde nos estados e municípios,
garantindo a participação de todos os entes responsáveis
pela gestão e o financiamento do SUS. Para garantir ainda
mais transparência nos processos de incorporação
de novas tecnologias, produtos e serviços na rede pública
de saúde, a Lei 12.401 também prevê a realização
de consultas e audiências públicas para a participação
da sociedade civil.
ACESSO – Atualmente, a população brasileira
tem acesso gratuito, pelo Sistema Único de Saúde,
a 560 itens de medicamentos. As estratégias de ampliação
do acesso dos usuários do SUS a estes produtos implicaram,
nos últimos oito anos, em um aumento de aproximadamente
300% no orçamento do Ministério da Saúde
para a Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
Só no ano passado, o governo federal investiu R$ 10 bilhões
na compra de medicamentos e vacinas, incluindo os valores para
aquisição direta dos produtos pelo ministério
como também os repasses financeiros aos estados e municípios.
Este montante corresponde a 15% de todo o orçamento do
Ministério da Saúde. Em 2003, esse valor foi R$
2,8 bilhões – o que equivalia a 5,8% do orçamento
da Pasta.
Agência
Senado
Comissão ouve médicos, Anvisa e fabricante de
remédios sobre o uso de inibidores de apetite
Por Ricardo Icassatti
A decisão da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) de retirar de circulação
dos medicamentos inibidores de apetite será o tema da
audiência pública marcada para a próxima
segunda-feira (2), a partir das 9h, na Comissão de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH). O assunto
contrapõe os técnicos da Anvisa e os médicos
endocrinologistas, favoráveis ao uso dos inibidores de
apetite.
Para debater
o tema foram convidados o presidente da Sociedade Brasileira
de Cardiologia,
Jorge Ilha Guimarães; o presidente
da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton
Golbert; diretor presidente substituto da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa); a assessora de
projeto do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec),
Teresa D. Liporace; a professora da Escola Nacional de Saúde
Pública (ENSP), Suely Rosenfeld; e Cheryl Renz, coordenadora
do estudo SCOUT, da Abbott do Brasil, que fabrica um dos mais
conhecidos inibidores de apetite.
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos
Saúde
Business Web
A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes
do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso
de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares
de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São
Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em
Atibaia, no interior de São Paulo.
O evento,
que este ano terá como tema “Filantropia:
o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar
a atualização da nova lei da filantropia, incluindo
aspectos jurídicos e contábeis, além de
temas como parcerias estratégicas para a saúde,
voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos
profissionais da saúde e gestores de entidades.
O congresso
contará com a participação
de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores
da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do
Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha,
José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.
Também marcam presença no evento, diversos setores
governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde,
o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a
Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores
pensam da prática da filantropia.