02-05-11

 

Leia nesta edição:

- Educação discute MP dos Hospitais Universitários

- Médicos em estado de alerta contra operadoras

- ANS amplia direito à portabilidade de carências

- Novos modelos de pagamento hospitalar

- Pessoas com menos escolaridade têm mais hipertensão, diz ministro

- Confederação Nacional de Saúde: Circular Jurídico 044/2011

- Governo altera regras para trocas de plano

- ANS muda regra para troca de plano

- A loteria para ser atendido nos convênios

- Brasileiros mais velhos

- Tabela do SUS

- Tabela do Sistema Único de Saúde será discutida em audiência

- Lei aprimora diretrizes para inclusão e oferta de produtos e tratamentos pelo SUS

- Comissão ouve médicos, Anvisa e fabricante de remédios sobre o uso de inibidores de apetite

Segunda-feira, 02.05.11

Agência Câmara de Notícias

Educação discute MP dos Hospitais Universitários

Da Redação

A Comissão de Educação e Cultura realiza audiência pública na terça-feira (3) para discutir a MP 520/10, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para apoiar a prestação de serviços médico-hospitalares, laboratoriais e de ensino e pesquisa nos hospitais universitários federais.

O debate foi proposto pelos deputados Rogério Marinho (PSDB-RN) e Alice Portugal (PCdoB-BA). A deputada lembra que a MP é uma tentativa de solucionar a crise que atinge os hospitais universitários e de substituir os funcionários terceirizados, atendendo a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Entretanto, a solução apresentada traz alguns inconvenientes, que produziram estranhamento entre os professores, pesquisadores e a comunidade universitária. Segundo especialistas, a MP desvincula os hospitais universitários das universidades. Outro aspecto importante, ainda não esclarecido, diz respeito à gestão da Ebserh e a relação contratual com as universidades”, diz Alice Portugal.

“O principal aspecto que deve ser garantido é a autonomia universitária. Portanto, ouvir os reitores das universidades é fundamental para respeitarmos este importante preceito constitucional”, afirma Rogério Marinho.

Foram convidados:

- o ministro da Educação, Fernando Haddad;

- o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Alexandre Rocha Santos Padilha;

- o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira Brasil;

- o diretor de Hospitais Universitários Federais e Residências em Saúde do Ministério da Educação, José Rubens Rebelatto;

- a consultora técnica da coordenação geral de Atenção Hospitalar do Ministério da Saúde, Ana Paula Silva Cavalcante;

- o presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), Victor Fernando Lima;

- o presidente da Associação Brasileira dos Hospitais Universitários de Ensino (Abrahue), Carlos Alberto Justo Da Silva; e

- o coordenadora-geral da Federação do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), Léia de Souza Oliveira.

A reunião será realizada às 14 horas no plenário 10.

Íntegra da proposta:

MPV-520/2010

Portal do CFM

Médicos em estado de alerta contra operadoras

Os médicos brasileiros estão em estado de alerta e cobram das operadoras de planos e seguros de saúde respostas às reinvindicações da categoria. Na sexta-feira (29), foi divulgado documento no qual são ressaltados a necessidade de valorização do profissional (com reajustes de honorários e com o estabelecimento de regras em contratos) e de fim da interferência antiética na autonomia dos profissionais. Confira abaixo a íntegra da carta aberta às empresas.

O texto foi aprovado em reunião ampliada organizada pela Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), composta por representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). No encontro, participaram representantes da categoria de todos os estados e várias especialidades que, juntos, avaliaram o movimento de paralisação realizado em 7 de abril, quando os profissionais suspenderam o atendimento de planos de saúde durante 24 horas.

Na reunião também foram discutidos os desdobramentos do protesto. “O dia 7 de abril foi o start, o ponto de partida, para que fosse iniciado a negociação das entidades estaduais junto às operadoras de planos. Este processo será acompanhado e apoiado pelas entidades nacionais”, assegurou o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Tibiriça, coordenador da Comsu.

O representante da AMB, Florisval Meinão, ressaltou que o ato de 7 de abril tornou pública “a realidade injusta de abuso das operadoras”. No entanto, ele alertou para a importância de que as negociações se mantenham, assim como a mobilização da categoria. Márcio Bichara, representante da Fenam na Comsu, concorda e ressalta que cabe aos médicos estarem unidos em torno das bandeiras defendidas pelas entidades de classe.

Confirma a íntegra do documento abaixo:

Carta Aberta às Operadoras de Planos e Seguros de Saúde

No dia 7 de abril os médicos brasileiros suspenderam o atendimento a planos e seguros de saúde em todo o país por honorários dignos, pelo fim das interferências antiética na autonomia profissional e por condições adequadas de assistência à população.

A manifestação, liderada pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM), Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e pelo conjunto das sociedades de especialidades médicas, foi bem sucedida, conforme avaliação de reunião ampliada das entidades médicas em 28 de abril de 2011, em Brasília.

Neste momento, nos dirigimos publicamente às operadoras da saúde suplementar para reiterar que os médicos que atendem planos de saúde entram – a partir de hoje – em estado de alerta nacional.

Até junho, as entidades estaduais – representadas em Comissões de Honorários Médicos – conduzirão o processo de negociação com as empresas, contando com o amplo apoio da AMB, do CFM e da Fenam.

Abertos ao diálogo, esperamos ver atendida a seguinte pauta mínima:

a) reajuste dos honorários médicos tendo como referência os valores da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos), já corrigidos pela inflação;

b) contratualização com os planos de saúde, conforme exigência da Resolução Normativa nº 71/2004, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o que significa inserção dos critérios de reajuste nos contratos.

c) fim da interferência antiética e desrespeitosa dos planos de saúde na autonomia do trabalho médico.

Após o prazo limite, assembléias de médicos serão realizadas em todos os estados para analisar propostas concretas das operadoras e definir as próximas ações do movimento. Esperamos que as negociações cheguem a bom termo, evitando enfrentamentos e desdobramentos possíveis.

A AMB, CFM e Fenam tem ainda a expectativa de que os pleitos serão atendidos, pois embasam um movimento em defesa da saúde e da vida dos cidadãos.

ANS

ANS amplia direito à portabilidade de carências

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou na edição da sexta-feira, 29/04/2011, do Diário Oficial da União, a Resolução Normativa nº 252, que amplia as regras de portabilidade de carências. A norma atinge um universo de aproximadamente 12 milhões de beneficiários, que passarão a ter direito a mudar de plano de saúde sem cumprimento de novos prazos de carência. “A medida aumenta o poder de decisão do consumidor, faz crescer a concorrência no mercado e, em consequência, gera melhoria do atendimento prestado ao beneficiário de plano de saúde”, ressalta o diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin.

A possibilidade de mudar de plano de saúde levando consigo os períodos de carência já cumpridos é uma realidade desde abril de 2009 para os beneficiários de planos contratados a partir de 2/01/1999, após a regulamentação do setor. Entre os principais ganhos para o consumidor com a nova resolução estão a extensão do direito para os beneficiários de planos coletivos por adesão e a instituição da portabilidade especial para clientes de planos extintos.

Confira abaixo as principais mudanças nas regras de portabilidade:

* A abrangência geográfica do plano (área em que a operadora se compromete a garantir todas as coberturas contratadas pelo beneficiário) deixa de ser exigida como critério para a compatibilidade entre produtos. Dessa forma, o beneficiário não precisa mais se preocupar se o seu plano é estadual, municipal ou nacional para poder exercer a portabilidade;

* O prazo para o exercício da portabilidade passa de 2 para 4 meses, a partir do mês de aniversário do contrato;

* A permanência mínima no plano é reduzida de 2 para 1 ano a partir da segunda portabilidade;

* Ampliação das informações sobre o plano: a operadora do plano de origem deverá comunicar a todos os beneficiários a data inicial e final do período estabelecido para a solicitação da portabilidade de carências. Essa informação deve constar do boleto de pagamento do mês anterior ao referido período ou em correspondência enviada aos titulares dos contratos nos casos em que não lhes seja enviado boleto.

* É instituída a portabilidade especial para:

1. beneficiário de operadora que não tiver efetuado a transferência de carteira após decretação de alienação compulsória pela ANS;

2. beneficiário de plano de saúde extinto por morte do titular;

* O direito à portabilidade é estendido aos beneficiários de planos coletivos por adesão novos, que hoje contam com pouco mais de 5 milhões de beneficiários. Entende-se por plano coletivo por adesão aquele que é contratado por pessoa jurídica de caráter profissional, classista ou setorial, tais como: conselhos profissionais e entidades de classe, nos quais seja necessário o registro para o exercício da profissão; sindicatos, centrais sindicais e respectivas federações e confederações;associações profissionais legalmente constituídas, entre outras organizações previstas na Resolução Normativa nº 195/2009.

* Além de valer para mudança entre planos individuais, a portabilidade passa a ter os seguintes fluxos:

Plano Coletivo por Adesão novo - Plano Individual novo

Plano Individual novo - Plano Coletivo por Adesão novo

Plano Coletivo por Adesão novo - Plano Coletivo por Adesão novo

Portabilidade Especial

Para o exercício do direito à Portabilidade Especial, será fixado um prazo de até 60 dias, a contar da publicação de ato da Diretoria Colegiada da ANS (no caso de alienação compulsória frustrada, quando caberá prorrogação) ou da extinção do contrato (nos demais casos). Os critérios da Portabilidade Especial serão parcialmente flexibilizados:

* Não há a restrição do mês do aniversário do contrato ou subsequente para efetuar a portabilidade;

* São exigidos adimplência, tipo compatível e faixa de preços igual ou inferior.

Participação da sociedade

A nova norma de portabilidade é resultado da participação da sociedade no processo de elaboração. Inicialmente, a ANS promoveu reuniões de Câmara Técnica com representantes de entidades como: Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo (Sinog) e Unimed do Brasil, Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon SP) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e Ministério da Fazenda.

Em seguida foi realizada uma consulta pública no período de 21/10 a 20/11/2010 e toda a sociedade pôde enviar críticas e sugestões para a redação final da norma. A ANS recebeu 295 contribuições.

Guia ANS de planos de saúde

Para auxiliar o beneficiário que deseja exercer a portabilidade de carências e facilitar o acesso a informações daqueles que pretendem contratar um plano de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desenvolveu o Guia ANS de Planos de Saúde, um sistema eletrônico que permite o cruzamento de dados para consulta e comparação de mais de 5 mil planos de saúde comercializados por aproximadamente 1.400 operadoras em atuação no mercado brasileiro.

A ampliação das regras de portabilidade de carências é uma meta já cumprida da Agenda Regulatória da ANS, que reúne os temas prioritários para a Agência em 2011 e 2012.

As operadoras de planos de saúde têm prazo de 90 dias para se adaptarem às novas regras de portabilidade de carências, que estarão valendo a partir de 27/07/2011.

Confira a Resolução Normativa nº 252 no link:

http://www.ans.gov.br/modules/mod_legislacao/pdf/pdf_original.php?id=1728

Saúde Business Web

Novos modelos de pagamento hospitalar

Por Eduardo Blay

Existe há tempos um consenso entre os profissionais e especialistas da área, que o atual modelo de remuneração hospitalar pelas operadoras de planos de saúde está esgotado.

Este modelo é baseado no conceito de “remuneração por procedimento”, onde os preços dos serviços hospitalares geralmente estão dissociados dos custos de sua prestação, além do que este modelo promoveu uma contenção dos valores das diárias e de diversas taxas de serviços hospitalares. Ao mesmo tempo, houve aumento significativo das despesas com insumos (materiais, medicamentos, órteses, próteses e materiais especiais - OPME), onde está concentrada a principal parcela das margens dos hospitais, o que também gera um estímulo à super utilização/cobrança destes insumos.

Não obstante, ainda não estava estabelecido um consenso sobre qual seria o sistema ideal para substituir o vigente.A ANS – Agência Nacional de Saúde – criou, no início de 2010, um Grupo de Trabalho sobre a remuneração de hospitais, formado por representantes de entidades hospitalares e de operadoras de planos de saúde e tem como objetivo definir um novo modelo para a sistemática de remuneração dos hospitais que atuam na saúde suplementar.

O objetivo deste Grupo de Trabalho é o de desenvolver novas sistemáticas que remunerem os hospitais adequadamente pelos serviços prestados, tornando esses a sua fonte de receita primária.

Numa primeira fase este Grupo definiu três modelos básicos de remuneração, de acordo com a previsibilidade dos processos assistenciais:

A idéia é que mesmo nos procedimentos de baixa previsibilidade, a “conta aberta” seja aprimorada, com uma redução de itens, que ao mesmo tempo reflitam com mais fidelidade os custos reais dos hospitais.

Numa segunda fase, o Grupo vai implantar estes sistemas de remuneração na forma de pilotos e vai discutir pontos controversos, como reajustes, incorporação tecnológica, aquisição de material, indicadores de performance e autorização. Há também um consenso, estimulado inclusive por parte da ANS, de que o novo sistema deve incorporar o conceito de pagamento por performance. Este é um ponto nevrálgico da discussão, uma vez que é necessário se estabelecer metodologias para a análise da performance da assistência hospitalar e para a aplicação desta análise ao modelo de remuneração dos hospitais.

Neste ponto, os mais conceituados especialistas apontam a metodologia utilizada em outros países, mas ainda embrionária no Brasil: o DRG.

Diagnosis Related Groups — DRG — é um sistema de classificação de pacientes internados em hospitais que foi desenvolvido a partir dos anos 60 por um grupo interdisciplinar de pesquisadores da Yale University, EUA.

No final da década de 70, passou a ser utilizado como base para o pagamento a hospitais do estado de New Jersey, EUA.

Em 1983, após várias revisões, a classificação DRG foi incorporada pelo Medicare, como a ferramenta para um novo sistema de pagamento aos hospitais contratados.

Desde então, o DRG tem sido objeto de interesse tanto de estudos acadêmicos como na sua aplicação prática para os sistemas de saúde de diversos países: Canadá, Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Inglaterra, Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Áustria, Suíça, Noruega, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Coréia do Sul, entre outros.

O sistema de classificação correlaciona os tipos de pacientes atendidos pelo hospital, com os recursos consumidos durante o período de internação, criando grupos de pacientes coerentes, do ponto de vista clínico e similares ou homogêneos quanto ao consumo dos recursos hospitalares, denominados DRGs.

A metodologia utiliza técnicas estatísticas e computacionais, juntamente com conhecimentos de medicina e dos processos de atendimento hospitalar.O DRG é uma nova forma de definição do perfil nosológico dos hospitais (case-mix), e também de mensuração do “produto hospitalar”, permitindo que se utilize uma abordagem de gerenciamento baseada não só na administração dos insumos, como também no controle do processo do trabalho médico – performance da assistência, permitindo a análise da “linha de produção hospitalar” correspondente a cada grupo de diagnóstico.

Uma série de trabalhos científicos demonstrou que indicadores simples, tais como o custo médio por paciente internado, não são eficazes para mensurar a performance hospitalar, uma vez que são influenciados pelo perfil etário, sexo, estágio da doença, comorbidades e outras variáveis de confusão. Já o DRG mostrou ser, com rigor estatístico, uma ferramenta eficaz nesta análise de performance.

O sistema de pagamento baseado no DRG está embasado em dois fatores: custos médios e complexidade relativa, analisada à luz do enquadramento nos DRGs.

A UNIMED BH implantou em 2008 o maior estudo DRG em rede hospitalar privada do hemisfério Sul, como parte do trabalho de apoio à qualificação da sua rede prestadora.

O DRG permite avaliar o desempenho dos hospitais, apontando as fragilidades e potencialidades de cada instituição. A metodologia, em geral, foi bem recebida pelos prestadores hospitalares e com ela seria possível se criar no futuro mecanismos de remuneração diferenciada, de acordo com índices de desempenho de cada hospital.

Seria altamente recomendável que os membros do Grupo de Trabalho da ANS conhecessem este projeto da Unimed BH.

Portal G1

Pessoas com menos escolaridade têm mais hipertensão, diz ministro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta sexta-feira (29), ao participar do programa “Bom Dia Ministro”, transmitido para rádios de todo o país, que mais de 50% dos brasileiros com menos de 8 anos de escolaridade têm hipertensão.

“A população brasileira tem cerca de 24% de hipertensos. O dobro disso, ou seja, metade da população brasileira com mais de 55 anos de idade tem hipertensão hoje. E é maior ainda essa proporção entre pessoas com menos de 8 anos de escolaridade”, informou.

Para o ministro, os brasileiros com baixa escolaridade costumam apresentar mais problemas de saúde por estarem mais ligados ao tabagismo, ao uso abusivo de bebidas alcoólicas e a má alimentação.

“Para resolver isso é importante um conjunto de ações de restrição. Reforçar as ações, como as da lei seca, é fundamental, até para acabar com dois problemas comuns de uma vez, o uso do álcool e os acidentes de trânsito. Combinado com isso, precisamos de muita ação educativa para mudar os hábitos dessas pessoas”, destacou.

Segundo ele, o acesso gratuito a remédios de hipertensão, pelo programa Farmácia Popular, e o acordo feito com as indústrias alimentícias para redução de sódio nos alimentos industrializados consumidos no Brasil também deve amenizar a situação.

“Fizemos um grande acordo de redução na taxa de sódio, inclusive para diminuir taxas maiores naqueles produtos que tem mais concentração, como no caso do grande vilão, que são aquelas massas instantâneas, aquele macarrão que faz rápido. Só nelas vai haver uma redução de 30% no sódio que pode causar hipertensão”, enfatizou.

O ministro também lembrou a campanha de vacinação contra a gripe, que acontece em todo território nacional desde segunda-feira (25) e segue até o dia 13 de maio. Segundo ele, 65 mil postos de saúde participam da campanha, que visa atender primeiramente gestantes, pessoas com mais de 60 anos de idade, crianças entre 6 meses e 2 anos de idade, profissionais da área de saúde e indígenas.

“Para vocês terem uma ideia, essa vacinação reduziu em quase 60% a necessidade de internações por pneumonia ao longo desses anos”, disse.

Confederação Nacional de Saúde

Circular Jurídico 044/2011

MP QUE PREVÊ A CONTRATAÇÃO DE 27 MIL TERCEIRIZADOS EM HOSPITAIS GERA POLÊMICA

Rio - Mesmo parada na Câmara, a Medida Provisória 520 já gera polêmica dentro e fora dos cursinhos preparatórios. O projeto cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), uma estatal que administraria, primeiramente, hospitais universitários e faria a inserção automática de 27 mil terceirizados. A MP prevê a contratação de pessoal por seleção pública. Mas uma brecha autorizaria a dispensa de concurso, dando abertura à contratação por processo simplificado, ou seja, via análise de currículo.

Diretor do Sindsprev ( Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio), Julio César Tavares aponta o corte de R$ 50 bilhões no orçamento como possível acelerador da aprovação da medida: "Hoje, só no Rio, há carência de 50 mil profissionais. Mas este não é o modelo que defendemos de saúde pública. Apoiamos concursos como principal e melhor porta de entrada para o serviço público". Segundo ele, o assunto foi tratado ontem, em Brasília, com o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira.

Advogado especialista em concursos, Sérgio Camargo diz que a medida viola os direitos do cidadão: "Diante da Constituição, a terceirização é um contra-senso. Frustra o cidadão que busca na carreira pública a estabilidade para ter mais conforto".

Fonte: O Dia Online

Sábado, 30.04.11

Folha de São Paulo

Governo altera regras para trocas de plano

Por Talita Bedinelli

Migração de carência que só era válida para os planos individuais passará a valer também para os coletivos

12 milhões de pessoas serão beneficiadas pelas mudanças, de acordo com a Agência Nacional de Saúde

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) modificou sexta-feira as regras para a mudança de plano de saúde sem necessidade do cumprimento de carência -período em que o usuário não tem acesso a certas coberturas previstas no contrato.

A chamada portabilidade (migração de plano) sem carência é possível desde abril de 2009 para planos contratados a partir de janeiro de 1999, ano em que o setor passou a ser regulamentado.

As mudanças também só valerão para esses planos.

A principal delas é que a migração sem carência, que antes era apenas para planos individuais, passa a ser possível também para os usuários de planos coletivos por adesão -aqueles que o usuário escolhe contratar por entidades como sindicato e associação profissional.

Esse convênio é diferente do empresarial, em que o funcionário tem o plano como benefício da empresa. A maior parte desses convênios já não cumpre carência.

Com isso, diz a ANS, a portabilidade sem carência passa a beneficiar 12 milhões de usuários (7 milhões de planos individuais e 5 milhões de coletivos por adesão).

Outra mudança importante é que a portabilidade sem carência se torna possível, a partir da segunda migração, para pessoas com contratos em vigor há apenas um ano.

Antes, o usuário tinha que ter dois anos de contrato para poder mudar para outra operadora sem carência. Na primeira migração de operadora, entretanto, o prazo de dois anos continua valendo.

A "janela" para a mudança também foi ampliada de dois para quatro meses a partir do aniversário do plano.

Assim, um consumidor com um plano que faz aniversário em abril pode pedir a migração de abril a julho. Antes, só podia em abril e maio.

Segundo Fábio Fassini, gerente-geral econômico financeiro atuarial da ANS, a portabilidade sem carência tende a estimular a concorrência entre as operadoras.

O Estado de São Paulo

ANS muda regra para troca de plano

Por Karina Toledo

Portadores de planos coletivos por adesão poderão migrar de operadora sem carência, mas fica mantida exigência de preço equivalente

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou norma alterando as regras de portabilidade de carência para beneficiários de planos de saúde. Segundo especialistas, o avanço foi parcial. A principal novidade foi a extensão do direito a portadores de planos coletivos por adesão. Os coletivos empresariais, que representam quase 60% do mercado, e os contratos anteriores a 1999 continuam sem o benefício.

Outro avanço importante foi em relação à abrangência geográfica do plano, que deixa de ser empecilho para a migração. Isso quer dizer, por exemplo, que um portador de contrato de abrangência municipal poderá optar por um plano de abrangência estadual ou nacional.

Além disso, o prazo para a mudança de contrato foi ampliado. Segundo a norma anterior, de 2009, a migração poderia ser feita no mês de aniversário do contrato ou no mês seguinte. Agora, os consumidores terão o mês de aniversário e os três seguintes para solicitar a mudança. As operadoras, por sua vez, ficaram obrigadas a informar no boleto de cobrança a data de início e término do prazo de migração.

Baixa adesão. A possibilidade de mudar de plano de saúde levando consigo a carência já cumprida existe desde abril de 2009. Mas nos dois primeiros anos de vigência da norma, somente 1.290 consumidores fizeram valer esse direito. Embora as causas da baixa adesão não sejam conhecidas com clareza, especialistas apontam algumas possíveis causas. A principal foi a exclusão dos planos coletivos e dos planos anteriores a 1999.

Segundo Fabio Fassini, da ANS, é inviável estender a portabilidade para contratos empresariais, pois existem obstáculos técnicos que impedem a comparação de preços. "Além disso, qualquer empresa com mais de 30 funcionários pode fazer a migração sem período de carência."

Outra possível causa da baixa adesão é a exigência de que a migração seja para um plano de preço igual ou inferior. Isso permanece com a nova norma. Fassini explica que o objetivo é evitar "comportamentos oportunistas". "A possibilidade de mudar para um plano melhor pode estimular que o usuário pague, enquanto é jovem, um plano mais barato e, quando estiver doente, migre para outro com rede credenciada melhor. Isso prejudica as empresas", afirma Fassini.

Especialistas em defesa do consumidor, no entanto, criticam a restrição. "O consumidor poderia mudar para um plano superior e cobrir apenas período de carência apenas para as coberturas que ele não tinha no plano anterior", afirma Juliana Ferreira, advogada do Idec. Para ela, é muito difícil para a maioria dos usuários entender quais são os planos que se equivalem ao seu e para os quais ele pode migrar.

Polyanna Carlos Silva, da Proteste, concorda e ressalta que a ANS precisa acompanhar de perto a implementação das mudanças para saber, na prática, quais são as principais dificuldades que os usuários enfrentam.

Possibilidades. Segundo as novas normas, que entram em vigor no dia 27 de julho, a migração poderá ser feita de um plano individual para outro do mesmo tipo, de um plano coletivo por adesão para um plano individual, de um plano individual para uma plano coletivo por adesão ou de um plano coletivo por adesão para outro do mesmo tipo.

A advogada Rosana Chiavassa, especialista em defesa do consumidor, recomenda que os portadores de planos individuais não migrem para coletivos, que contam com menos proteção da legislação. "Para usuários de planos coletivos por adesão, mais baratos, também não vale a pena migrar para um individual, pois só vão conseguir trocar por um plano com rede credenciada inferior. Na prática, essa portabilidade não vale muita coisa", avalia.

Jornal da Tarde

A loteria para ser atendido nos convênios

Por Carolina Dall’Olio / Carolina Marcelino

Mais consumidores, porém com menos locais de atendimento. Essa é a realidade atual do mercado privado de saúde no Brasil. Nos últimos cinco anos, os planos de saúde ganharam quase 9 milhões de clientes mas, em vez de ampliar a rede para atender o novo público, as operadoras reduziram o número de clínicas credenciadas em 40% desde 2009 – e também diminuíram a quantidade de consultórios, hospitais e prontos-socorros que constam em sua lista de prestadores de serviços.

“O resultado deste processo pode ser notado pelos consumidores, que enfrentam uma grande demora para agendar consultas e filas em clínicas e hospitais”, diz Juliana Ferreira, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para Juliana, isso ajuda a explicar porque as operadoras aparecem entre as empresas com mais reclamações nos rankings dos órgãos de defesa do consumidor.

Hoje há, por exemplo, 949.375 usuários para cada pronto-socorro conveniado às operadoras do País. Mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que não pode definir se a proporção entre equipamentos de saúde e números de usuários é ou não satisfatória. Por isso, acha mais eficaz instituir um prazo máximo para que o cliente da operadora seja atendido. O assunto foi discutido em consulta pública, encerrada em março. Agora a ANS analisa as sugestões para só depois editar uma instrução normativa sobre o tema.

Para José Cechin, diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), a rede atual é satisfatória. Ele usa como argumento a pesquisa do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), em que 80% dos usuários de planos de saúde se disseram satisfeitos com os serviços das operadoras. “A proporção de hospitais, leitos, clínicas, laboratórios e profissionais credenciados é maior do que a de beneficiários na população.”

Mas por que então a rede credenciada das operadoras brasileiras está ficando mais enxuta, como mostram os dados da ANS? Para Florisval Meinão, diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), os motivos são financeiros. “Uma rede enxuta reduz custos das operadoras e dá a elas mais controle sobre seus fornecedores. Se por acaso as empresas quisessem ampliar a rede credenciada, haveria uma grande quantidade de profissionais dispostos a atender os usuários do sistema de saúde suplementar.” Meinão é um dos líderes do protesto que a classe médica fez no início de abril para reivindicar aumentos nos honorários pagos pelos convênios.

É bom lembrar que muitas operadoras estão hoje com problemas de caixa. “A ANS faz uma série de exigências financeiras que são inviáveis para as operadoras, em especial para as de pequeno e médio porte. Elas dificilmente suportam todos os custos”, afirma Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).

Contatada pela reportagem do JT, a ANS não informou quantas empresas deixam de apresentar as garantias financeiras exigidas e sofrem hoje intervenção administrativa da agência.

Só que, na última avaliação feita pela própria agência sobre o desempenho das operadoras, o quesito em que elas tiveram a pior performance foi justamente o econômico-financeiro. Além disso, 449 operadoras brasileiras fecharam as portas nos últimos cinco anos. Um sinal que as empresas emitem quando as finanças não vão bem é o descredenciamento de prestadores de serviço em massa. Foi o caso da Samcil, que recebeu um ultimato da ANS para repassar sua carteira de clientes a outra operadora.

Com 82 anos, a dona de casa Maria Belmonte Bello é cliente da Samcil desde 2002, quando a empresa ficou com parte dos clientes da Transmontano, que havia falido. “Comecei a notar a crise da Samcil, pois todos os médicos que nos atendiam deixaram de aceitar nosso convênio.”

Maria e o marido, o aposentado Nelson Rodrigues Bello, 86, gastam juntos R$ 800 por mês com o convênio médico. Com problemas no rim, o geriatra de Bello pediu alguns exames, que foram autorizados pela Samcil. Porém, no laboratório, o aposentado teve o atendimento negado, pois eles alegaram que não eram mais credenciados a Samcil. “Como os exames eram urgentes, paguei R$ 700 por eles”, conta Maria, que agora espera ser ressarcida pela Samcil.

Jornal de Brasília

Brasileiros mais velhos

O Brasil tem 190.755.799 habitantes, revelam os primeiros resultados definitivos do Censo 2010, divulgados pelo IBGE. Os dados mostram ainda um País com estrutura etária mais envelhecida, com mais pessoas se declarando pretas e pardas os dois grupos chegaram a 43,1% e 7,6% da população, respectivamente e, proporcionalmente, com um contingente maior de mulheres. Para cada grupo de cem mulheres, existem apenas 96 homens excedente de 3.941.819 mulheres.

Segundo os dados do Censo 2010, todas as faixas etárias até 25 anos têm peso menor na população do que em 2000, ao passo que os demais grupos ampliaram sua participação. Na base da pirâmide, a representatividade do grupo de zero a quatro anos no total da população caiu de 4,9% (meninos) e 4,7% (meninas) em 2000 para 3,7% e 3,6% em 2010. Simultaneamente, a participação da faixa com mais de 65 anos avançou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010. O envelhecimento é reflexo do mais baixo crescimento populacional ? aliado a menores taxas de natalidade e fecundidade, indicadores ainda não divulgados nessa etapa de apresentação de dados do Censo 2010. A taxa média anual de crescimento da população baixou de 1,64% no Censo 2000 (de 1991 a 2000) para 1,17% no de 2010 (2001 a 2010).

Fecundidade e Mortalidade

Segundo o IBGE, porém, a população brasileira aumentou quase 20 vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. "Até a década de 1940, predominavam altos níveis de fecundidade e mortalidade no País. Com a diminuição desta última em meados dos anos 1940 e a manutenção dos altos níveis de fecundidade, o ritmo do crescimento populacional brasileiro evoluiu para quase 3% ao ano na década de 1950", diz o IBGE. No começo dos anos 60, afirma o instituto, os níveis de fecundidade começaram a cair lentamente, tendência que se acentuou nas décadas seguintes.

Folha de São Paulo

Tabela do SUS

Dilma veta prazo para governo incluir remédio

A presidente Dilma Rousseff sancionou com vetos lei publicada sexta-feira que regulamenta a tabela de remédios e procedimentos do SUS (Sistema Único de Saúde). O projeto foi criado para diminuir os pedidos de remédios por meio de ações.

Um dos trechos vetados obrigava o Ministério da Saúde a analisar num prazo de até 270 dias se o remédio deveria ou não entrar na lista. Se a decisão não saísse no prazo, o remédio entraria automaticamente na listagem do SUS.

Sexta-feira, 29.04.11

Agência Câmara de Notícias

Tabela do Sistema Único de Saúde será discutida em audiência

A Comissão de Seguridade Social e Família vai realizar uma audiência pública para discutir a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) utilizada nos procedimentos hospitalares.

O autor do requerimento, aprovado na quarta-feira (27), deputado Raimundão (PMDB-CE), enfatiza que o Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado para melhorar a saúde pública da população brasileira. “No entanto, os profissionais dessa área, devido principalmente à tabela do SUS, não obtêm o merecido reconhecimento, já que a mesma está bastante defasada”, alerta.

Raimundão reclama que a consequência é a saída de vários médicos para trabalhar em hospitais ou clínicas particulares, “onde têm uma remuneração e até condições de trabalho mais apropriadas”.

A data da audiência não foi definida.

Agência Saúde

Lei aprimora diretrizes para inclusão e oferta de produtos e tratamentos pelo SUS

Por Bárbara Semerene

Norma é sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e beneficiará usuários do Sistema Único de Saúde

A inclusão de medicamentos e a incorporação de novos produtos e tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) atenderão a critérios regulamentados por lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União desta sesta sexta-feira (29). A Lei 12.401, que entra em vigor dentro de seis meses, beneficia os usuários do SUS. A população terá maior acesso a medicamentos e procedimentos em saúde, com a garantia de qualidade comprovada por rigorosa avaliação técnica e científica destes produtos e serviços, incluindo os casos em que a oferta é determinada por decisão judicial.

Com a nova legislação, o Judiciário contará com parâmetros precisos para melhor subsidiar as ações judiciais relacionadas à saúde. Além disso, a Lei 12.401 permitirá o aprimoramento da atualização periódica de tecnologias e produtos oferecidos pelo SUS. Ou seja, as novas normas vão permitir a otimização da aplicação dos recursos públicos, permitindo a ampliação do acesso racional de produtos e serviços à população. Os critérios previstos na lei se baseiam em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, formulados por profissionais de saúde de diferentes unidades do SUS. “Ao regulamentar a entrada de novos produtos e procedimentos na rede pública, a Lei 12.401 beneficiará o cidadão e fortalecerá a atuação do Ministério da Saúde, que terá ainda mais capacidade para orientar as atividades econômicos em prol das necessidades em saúde”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

A nova lei estabelece critérios de eficácia, segurança e custo-efetividade como condições para a inclusão de novos medicamentos, produtos e procedimentos na lista do SUS. E fixa prazo de 180 dias para a conclusão dos processos, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. “Esse é o tempo necessário para a realização de todos os estudos e análises que garantam a qualidade e eficiência das ações de saúde”, observa Gadelha.

PROCEDIMENTOS – A inclusão dos tratamentos será decidida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Citec) no SUS, coordenada pelo Ministério da Saúde e formada por representantes do próprio ministério, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de um integrante indicado pelo Conselho Nacional de Saúde e um pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

A Citec também pode contar com a contribuição de representantes da Saúde nos estados e municípios, garantindo a participação de todos os entes responsáveis pela gestão e o financiamento do SUS. Para garantir ainda mais transparência nos processos de incorporação de novas tecnologias, produtos e serviços na rede pública de saúde, a Lei 12.401 também prevê a realização de consultas e audiências públicas para a participação da sociedade civil.

ACESSO – Atualmente, a população brasileira tem acesso gratuito, pelo Sistema Único de Saúde, a 560 itens de medicamentos. As estratégias de ampliação do acesso dos usuários do SUS a estes produtos implicaram, nos últimos oito anos, em um aumento de aproximadamente 300% no orçamento do Ministério da Saúde para a Política Nacional de Assistência Farmacêutica.

Só no ano passado, o governo federal investiu R$ 10 bilhões na compra de medicamentos e vacinas, incluindo os valores para aquisição direta dos produtos pelo ministério como também os repasses financeiros aos estados e municípios. Este montante corresponde a 15% de todo o orçamento do Ministério da Saúde. Em 2003, esse valor foi R$ 2,8 bilhões – o que equivalia a 5,8% do orçamento da Pasta.

Agência Senado

Comissão ouve médicos, Anvisa e fabricante de remédios sobre o uso de inibidores de apetite

Por Ricardo Icassatti

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de retirar de circulação dos medicamentos inibidores de apetite será o tema da audiência pública marcada para a próxima segunda-feira (2), a partir das 9h, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). O assunto contrapõe os técnicos da Anvisa e os médicos endocrinologistas, favoráveis ao uso dos inibidores de apetite.

Para debater o tema foram convidados o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Jorge Ilha Guimarães; o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert; diretor presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); a assessora de projeto do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Teresa D. Liporace; a professora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), Suely Rosenfeld; e Cheryl Renz, coordenadora do estudo SCOUT, da Abbott do Brasil, que fabrica um dos mais conhecidos inibidores de apetite.

AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Unidas: Regulação, análise e auditoria

Unidas / AssPreviSite

Auditoria e Análise de Contas Médico-Hospitalares e Controles em Sistemas de Saúde

26 e 27 de maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Promover o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação, análise e auditoria de prestação de serviços, através da introdução de conhecimento técnico e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação e auditoria no sistema suplementar; Composição da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas; Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia e utilização de tecnologia; Rediscussão de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar, monitoramentos entre outros).

Instrutor

DRA. MIYUKI GOTO

Público Alvo

Profissionais que atuam na área de: Análise de contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento aos usuários do sistema de saúde, autorização prévia, liberação de guias e senhas; Gestão e controles de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Pós-graduação em Gestão do Ambiente em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Oferecido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo, a pós-graduação busca, através do desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e a utilização do sistema de climatização), a racionalização da utilização da água, a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para a formação de profissionais com uma visão gerencial no crescimento sustentável das instituições de saúde, valorizando a gestão alternativa.

Entre o conteúdo programático estão as disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.

A pós-graduação é voltada para profissionais com formação nas áreas de saúde, gestão de instituições públicas e privadas de saúde, administração, arquitetura, assistência social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição, que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de saúde.

Com 396 horas/aula e 11 meses de duração, o curso tem início previsto para 19 de maio. As inscrições já estão abertas. Informações podem ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda através do site www.cbacred.org.br.


- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências

Unidas / AssPreviSite

13 de Maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Capacitar o profissional de saúde a entender o processo de integração da melhor evidência científica com experiência clínica e a avaliação individual do paciente.

Capacitar o administrador de sistemas de saúde privado ou público a entender a importância de gerir seu sistema com base em evidências científicas de alta qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.

Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante, especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes, em relação a acurácia e precisão de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos e preventivos.

Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar a habilidade clínica e experiência passada para identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente, seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios de intervenções potenciais.

Por avaliação individual do paciente entende-se reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica e que deve ser integrada numa decisão clínica.

Por tecnologia de informação entende-se o uso intensivo de indicadores, ferramentas de informática e parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor controle de qualidade e gestão.

Objetivos específicos:

Ao final do curso o participante deverá estar apto a:

* Reconhecer a Medicina Baseada em Evidências como uma maneira válida, útil e viável de melhorar a sua prática médica com base em resultados de pesquisas de boa qualidade.

* Elaborar perguntas específicas e passíveis de resposta científica para as diversas situações clínicas.

* Realizar uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos médicos, utilizando métodos básicos como as "clinical queries".

* Entender a organização e funcionamento das bases de dados informatizadas.

* Distinguir os principais tipos de estudo, entender sua ligação com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de estudos com os níveis de evidências.

* Avaliar criticamente artigos médicos de tratamento.

* Distinguir diretrizes clínicas baseadas em evidências das baseadas em consenso.

* Conhecer os principais tipos de estudos de avaliação econômica em saúde.

* Reconhecer a importância das revisões sistemáticas para o conhecimento em saúde.

* Conhecer e utilizar as fontes de informação com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence, Evidence-Based Journals, etc).

* Transpor para sua prática profissional os conhecimentos de Saúde Baseada em Evidências.

* Reconhecer as limitações das evidências no contidiano clínico.

* Reconhecer a importância da tecnologia de informação integrada às evidências científicas para a gestão de sistemas de saúde.

* Delimitar as áreas de seu sistema de saúde onde a tecnologia de informação poderá ser integrada ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.

Instrutores

Dr. Otávio Clark

Dr. Enéas José de Mattos Faleiros

Público Alvo

Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos

Saúde Business Web

A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em Atibaia, no interior de São Paulo.

O evento, que este ano terá como tema “Filantropia: o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar a atualização da nova lei da filantropia, incluindo aspectos jurídicos e contábeis, além de temas como parcerias estratégicas para a saúde, voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos profissionais da saúde e gestores de entidades.

O congresso contará com a participação de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha, José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.

Também marcam presença no evento, diversos setores governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores pensam da prática da filantropia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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