02-06-11

 

Leia nesta edição:

- TI não é o inimigo real dos médicos

- Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fórum da Saúde): Processos da área de saúde serão separados por tema

- MBA em Economia e Avaliação de Tecnologias em Saúde

- Resseguro de planos de saúde gera polêmica em comissão

- Ministério da Saúde capacita profissionais para diagnóstico precoce de dengue

- Comissão estuda números para apresentar ao Governo

- Um basta contra os abusos

- Deputados discutem assistência à saúde dos trabalhadores

- Erro médico: Responsabilidade

- Tabelar preços é o pior caminho

Quinta-feira, 02.06.11

Saúde Business Web

TI não é o inimigo real dos médicos

A última edição digital da InformationWeek Healthcare publicou um artigo intrigante de Paul Cerrato sugerindo que algumas das minhas ideias sobre medicina baseada em evidências são uma fonte de animosidade entre os CIOs e seus médicos – médicos que ele acredita que consideram a tecnologia da informação “o inimigo” da boa medicina. Seu artigo aponta várias questões chave que devem ser a preocupação de todo médico e CIO hoje em dia. Mas TI é realmente o inimigo da boa medicina? A Medicina é uma Arte ou uma Ciência?

O cerne do artigo é um antigo debate: A medicina é uma arte ou uma ciência? Nunca entendi por que não pode ser ambos. Mas a questão mais importante é o nível da perseguição da arte em detrimento da ciência. Carl Sagan, meu ídolo na infância, uma vez escreveu sobre a origem da medicina moderna:

“Hipócrates introduziu elementos do método científico. Ele pediu cuidado e observação meticulosa: ‘Não deixe nada ao acaso. Não deixe de analisar nada. Combine observações contraditórias. Se permita tempo suficiente’. (…) Ele destacou a honestidade. Ele estava disposto a admitir as limitações do conhecimento médico”.

O homem por trás do juramento médico que todo médico assume é um defensor da ciência. E qualquer médico defendendo arte sobre a ciência está ignorando séculos de progresso médico pela ciência. Pessoalmente, não encontro muitos médicos assim – são literalmente uma raça em extinção.

A Medicina Baseada em Evidências é o Livro de Receitas da Medicina?

“Livro de Receitas da Medicina” é uma caracterização extremamente pobre de medicina baseada em evidências: é polarizador, de foco limitado, impreciso em seus objetivos e confunde o processo de aquisição de conhecimento com o processo de decidir o que fazer com o conhecimento. Sagan escreve também em seu livro:

“A Ciência por si só não pode defender os cursos da ação humana, mas certamente pode iluminar as possíveis consequências de cursos alternativos de ação. (…) A ciência nos convida a deixar os fatos entrar, mesmo quando eles vão de encontro às nossas pré-concepções”.

Como um exemplo, a SAS trabalha com uma instituição líder no cuidado ao câncer para criar o software EBM (medicina baseada em evidência) que permite que um médico obtenha informações sobre um paciente em particular, e depois compare-os a tratamentos de pacientes anteriores e que se assemelhem a ele. O software não diz ao médico o que fazer – cada paciente é diferente do outro, e o câncer é uma família complexa de doenças. Mas o conhecimento por meio dessa evidência dá ao médico mais informações para tomar melhores decisões que produzem resultados de alta qualidade médica e custos mais baixos.

O artigo de Cerrato também aponta que muitas pessoas relacionam o EBM com os resultados dos ensaios clínicos – um modelo válido de pesquisa, que é incapaz de responder completamente à heterogeneidade do mundo real. Mas, como acabei de descrever, a EBM não se limita a uma pesquisa clínica tradicional. Além disso, nós confiamos em ensaios clínicos para uma visão médica porque não tivemos alternativas tais como a tecnologia de informação que poderia fornecer a introspecção significativa em experiências do mundo real (por exemplo: comorbidades). Portanto, se quisermos resolver as insuficiências da investigação clínica, tecnologia da informação a serviço da EBM não é a doença, e sim a cura.

A Evidência é Pobre?

O artigo também levanta preocupações sobre a confiabilidade e a validade das conclusões dos métodos científicos e estatísticos para os resultados médicos. Eu concordo com dois pontos: pesquisa clínica não aborda uma população vasta o suficiente de pacientes, e isso não exemplifica o mundo real. E nem a experiência de um médico em um ambiente de cuidados comunitários. O EBM é uma forma crível de superar as limitações cognitivas da mente humana e as limitadas experiências individuais dos médicos.

Uma dentre as outras abordagens do artigo foi a afirmação de que o erro estatístico tipo 2 corrói o valor da EBM e da tecnologia. Erros estatísticos do Tipo 2 são aqueles que referem-se ao risco muito real de perder um tratamento potencialmente benéfico devido a falhas no projeto de pesquisa e execução. Mas o artigo falha em mencionar outros dois erros críticos: Erro estatístico Tipo 1 e preconceito.

Erro estatístico tipo 1 é o risco que se corre em concluir que uma terapia funciona, quando ela é ineficaz. Muitos médicos se deparam com esse risco no dia-a-dia – quando concluem incorretamente que porque a droga A ou a terapia B funcionaram no último paciente que trataram, também funcionarão com o próximo. A questão é se queremos responder a esse risco, porque uma das vantagens que a ciência tem sobre a arte é o melhor balanceamento entre os riscos dos erros do Tipo 1 e do Tipo 2.

Preconceitos se referem a um amplo conjunto de erros que um médico pode ter quando tenta chegar a conclusões sem se apoiar em fortes evidências. Preconceito não intencional pode ter várias formas: procurar por respostas somente nos lugares fáceis, ver apenas o que espera-se ver, e favorecer interpretações que de alguma forma só beneficiam o médico ou a instituição de saúde.

A tecnologia da informação, tais como análises avançadas, ajuda os médicos – que são seres humanos inevitavelmente sujeitos a esses preconceitos – a minimizá-los.

O Inimigo Real

Portanto espero que você possa ver as falhas nesses argumentos contra o EBM. Se observarmos que existem riscos no modo em como analisamos informações, então o melhor curso de ação seria aquele que nos permite gerenciar todos esses riscos, e não apenas um deles. Se concordamos que as pesquisas de populações são muito estreitas, então certamente as populações servidas por um único médico astuto também é muito pequena.

Se alguém acredita que os modelos tradicionais de pesquisa não levam em consideração o grande número de variáveis afetando a saúde de um indivíduo, então certamente a mente humana – que só é capaz de pesar uma série de fatores ao mesmo tempo – deve ser complementada com tecnologia para chegar a melhores conclusões. Se alguém reconhece que são necessárias maiores amostras para detectar pequenos defeitos estatísticos, então é lógico que devemos utilizar tecnologias da informação para aumentar o tamanho da nossa amostra, além dos prontuários de um único médico.

O inimigo real da medicina é nossa tendência natural de nos atermos ao que conhecemos – velhas maneiras de praticar a medicina – na esperança que produzam resultados transformadores. Elas não produzem.

Então, acadêmicos e médicos de comunidades discordam do valor da tecnologia de informação? Definitivamente. Mas é mais sobre custos e usabilidade do que medicina baseada em evidência. A maioria dos médicos – tanto de comunidade quanto acadêmicos – querem cuidar de seus pacientes da melhor maneira possível, e não têm medo de novas informações que possam ajudá-los em sua missão.

CIOs de saúde bem-sucedidos entendem como médicos vão utilizar a tecnologia para melhorar o atendimento e como eles podem minimizar os efeitos negativos dos custos e a má usabilidade.

A medicina será sempre uma arte – que lida com pessoas, afinal de contas. Mas não é preciso virar as costas à ciência por causa do medo do novo e do desconhecido. E na medicina do século 21, a ciência é feita com tecnologia da informação.

Agência CNJ de Notícias

Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fórum da Saúde): Processos da área de saúde serão separados por tema

Por Hylda Cavalcanti

A próxima reunião do Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fórum da Saúde) – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – discutirá, como uma das diretrizes de trabalho dos comitês gestores existentes nos tribunais, a próxima etapa do monitoramento das demandas judiciais de saúde a ser realizado pelos tribunais. A reunião está programada para acontecer a partir da próxima quinta-feira (2/5) e terá continuidade ao longo da sexta-feira (3/5), no prédio do Conselho da Justiça Federal – localizado no Setor de Clubes Sul, em Brasília. De acordo com o coordenador do fórum, conselheiro Milton Nobre, o CNJ pretende pedir aos tribunais, daqui por diante, que sejam separadas entre as demandas as ações relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e as que se referem a municípios, estados e à União. E também os principais assuntos abordados nesses processos. A separação permitirá melhor análise sobre os processos e a forma mais racional de se chegar à resolução de tais conflitos judiciais

Planos de saúde - Outra discussão na pauta da reunião será a quantidade de planos e seguros privados de saúde existentes nestas demandas e, também, quais os principais pedidos feitos a estas entidades, como vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs), consultas ou procedimentos cirúrgicos, entre outros.

A reunião do Fórum da Saúde, que será aberta pelo presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, contará também com a presença de membros do Ministério da Saúde, das secretarias estaduais de Saúde e dos corregedores das justiças estadual e federal - além dos representantes dos comitês gestores do Fórum existentes em todos os tribunais de Justiça.

Estratégias - O objetivo é discutir a melhor forma de resolver as demandas judiciais – processos relacionados a este setor em tramitação nos tribunais, que atualmente correspondem a mais de 240 mil (240.980 no total). A reunião definirá, também, planos de trabalho e estratégias de atuação do Fórum - criado pelo CNJ para monitorar as demandas judiciais que envolvem assistência à saúde e propor medidas concretas para a solução dos conflitos.

O Fórum contribuirá para a formulação de novas políticas públicas para a área, de forma a permitir a resolução desses conflitos judiciais da melhor forma possível. É integrado pelos conselheiros do CNJ Marcelo Nobre, Milton Nobre e Nelson Tomaz Braga. Tem por coordenador, o conselheiro Milton Nobre.

CONASS

MBA em Economia e Avaliação de Tecnologias em Saúde

O MBA em Economia e Avaliação de Tecnologias em Saúde, realizado em parceira com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), tem por objetivo formar profissionais de nível superior para a realização de Avaliações de Tecnologias em Saúde e Avaliações Econômicas em Saúde, através de um programa baseado no método de ensino Problem-Based Learning (PBL)

As tecnologias em saúde, as quais compreendem medicamentos, dispositivos, procedimentos e sistemas de organização e suporte, desempenham um papel cada vez mais importante na atenção à saúde de pacientes e da população. Os processos de incorporação ou exclusão destas tecnologias precisam estar baseados em evidências clínicas e aspectos econômicos.

Para subsidiar a tomada de decisão pelos gestores, a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) pode ser definida como o processo abrangente que avalia os impactos clínicos, sociais e econômicos da utilização das tecnologias em saúde, emergentes ou já existentes, em todas as fases do seu ciclo de vida. Para isso, analisam-se efetividade, segurança, custos e custoefetividade das tecnologias, entre outros indicadores.

A avaliação econômica (AE) compara os custos e as conseqüências de duas ou mais intervenções em saúde, baseada na compreensão de que a aplicação de recursos em determinados programas e tecnologias implica a indisponibilidade de recursos para outras aplicações.

A formação de recursos humanos para a realização de ATS e AE é fundamental para aprimorar a capacidade de gestão clinica e de saúde pública. Dessa forma, serão evitados usos inadequados de tecnologias e riscos para pacientes, visando o aumento da qualidade da atenção à saúde e a eficiência do sistema de saúde.

Mais informações no site do CONASS.

Quarta-feira, 01.06.11

Agência Senado

Resseguro de planos de saúde gera polêmica em comissão

Por Djalba Lima

Um projeto que permite às operadoras de planos de saúde a contratação de resseguro, de autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), causou polêmica na reunião desta terça-feira (31) da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ) disse que a proposta (PLS 259/10) proporciona enorme segurança a milhões de pessoas que recorrem aos planos de saúde. Embora tenha reconhecido a importância do projeto - que pode inclusive causar redução de preços aos consumidores -, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu vista Pedido de vista é a solicitação feita pelo senador para examinar melhor determinado projeto, adiando, portanto, sua votação. Quem concede vista é o presidente da comissão onde a matéria está sendo examinada, por prazo improrrogável de até cinco dias. Caso a matéria tramite em regime de urgência, a vista concedida é de 24 horas, mas pode ser somente de meia hora se o projeto examinado envolve perigo para a segurança nacional. da matéria para ouvir a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

"Desrespeito"

Insatisfeito, Francisco Dornelles acusou o governo de adotar "uma posição cega e medíocre" de pedir vista de todos os projetos de parlamentares. Depois de afirmar que essa posição desrespeita o Congresso Nacional, o senador disse que, a partir de agora, pedirá vista de todos os projetos que sejam de autoria do Executivo.

Lindbergh disse que não recebeu nenhuma orientação do governo para adiar a votação do projeto, decisão que, segundo disse, é de sua exclusiva responsabilidade e tem o objetivo único de possibilitar um melhor estudo da proposta e, se for o caso, aprimorá-la.

O objetivo do PLS 259/10 é permitir que as operadoras de planos de saúde compartilhem seus riscos com resseguradores, que devem se responsabilizar por indenizá-las pelas despesas totais ou parciais com os usuários finais. A pulverização do risco pode ajudar as operadoras a enfrentar suas dificuldades de caixa.

ANS

Ministério da Saúde capacita profissionais para diagnóstico precoce de dengue

O diagnóstico precoce e o manejo adequado do paciente com dengue serão os focos de dois cursos de capacitação do Ministério da Saúde destinados a médicos e enfermeiros vinculados às operadoras de planos de saúde ou aos hospitais da rede credenciada. Para o Ministério, o principal objetivo da ação é evitar o agravamento do quadro clínico do paciente que procura os serviços de diagnóstico e tratamento da rede particular e, consequentemente, prevenir óbitos pela doença.

A capacitação terá duração de um dia, sendo que o primeiro curso será ministrado em 2 de junho, no Rio de Janeiro, e o segundo no dia 9, em São Paulo, entre 9h e 18h. Ao todo, serão 120 vagas destinadas aos profissionais de saúde – 60 em cada capital. Além do Rio e São Paulo, o curso será realizado também em Belo Horizonte, em data a ser definida. Dependendo da adesão ao curso, o Ministério da Saúde avaliará a realização de mais edições da capacitação, uma vez que o Brasil conta com 1.400 operadoras de planos de saúde, sendo aproximadamente 550 localizadas nas capitais fluminense e paulista.

Durante o curso, os participantes serão orientados a proceder de forma adequada diante de um caso suspeito, com base na classificação de risco da doença e assistência ao paciente, de acordo com as recomendações do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD).

Por exemplo, nos casos em que o paciente não apresenta sinais de gravidade, os cuidados são básicos e incluem a imediata hidratação oral, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos. Quando adotadas oportunamente, medidas como essas podem evitar que o quadro do paciente se agrave e reduzir o risco de óbito.

Nos casos em que o paciente apresenta sinais de agravamento, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes ou desmaios, as recomendações variam desde manter o paciente em observação no serviço ou unidade de saúde até a internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A promoção do curso é da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão vinculado ao Ministério da Saúde responsável pela regulação do mercado de planos de saúde.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO – Existem quatro classificações ou grupos de risco (confira aqui) de dengue para os quais os profissionais devem estar atentos. Pacientes que chegam aos serviços de saúde com sinais e sintomas clássicos da dengue, como febre, dores no corpo e na cabeça, além de prostração, mas sem sangramentos, são do grupo A.

Neste caso, o atendimento é realizado em Unidades de Atenção Primária e o profissional de saúde deve prescrever a hidratação oral, repouso e uso de analgésicos e antitérmicos para tratar os sintomas da doença. Após o atendimento, o paciente pode voltar para casa, mas não antes de ser alertado quanto aos riscos da automedicação e orientado a não ingerir medicamentos a base de salicilatos e anti-inflamatórios, entre outros.

No grupo B são incluídos pacientes que procuram atendimento no serviço de saúde com algum sinal de sangramento. Estes necessitam de atendimento em Unidades de Atenção Secundária de Saúde com suporte para manter a pessoa em observação. Nestes casos, a hidratação oral é feita com supervisão e acompanhada de uma avaliação médica.

Caso o paciente chegue ao serviço de saúde com sinais de alarme, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e queda abrupta de plaquetas, ele se encaixa no grupo de risco C, que exige internação em uma Unidade de Atenção Terciária em Saúde.

Finalmente, o grupo D inclui pacientes que chegam já com sinais de choque e devem ser encaminhados imediatamente para um leito de UTI. Alguns dos sinais apresentados neste estágio são a cionose (pontos roxo-azulados no corpo, que indicam falta de oxigênio no sangue) e pressão baixa.

“Deve-se destacar que, em situações de epidemia, independente da classificação de risco do paciente com dengue, todas as unidades, públicas ou privadas, devem estar aptas a acolher, classificar o risco, atender e, se necessário, encaminhar o paciente para o serviço de saúde compatível”, afirma o coordenador do PNCD, Giovanini Coelho.

Daí a importância do profissional de saúde estar orientado sobre quais medidas adotar diante de casos suspeitos da dengue, de forma a proceder adequadamente, de acordo com cada situação que se apresentar.

Serviço:

Curso: Atualização em diagnóstico e manejo clínico do paciente com dengue.

Palestrante: Dra. Lúcia Alves da Rocha – Médica da Prefeitura Municipal de Manaus, Doutora em Medicina Tropical.

Objetivo: Promover a capacitação dos profissionais de saúde em classificação de risco clínico e assistência ao paciente com dengue.

Duração: 1 dia (manhã e tarde).

Público Alvo: Médicos e enfermeiros da saúde suplementar.

Certificação: Será fornecida pela ANS, em parceria com o MS.

Rio de Janeiro: 02/06/2011 – Hotel Novo Mundo –Salão Bronze – Praia do Flamengo, 20.

São Paulo: 09/06/2011 - Auditórios na Paulista - Av. Paulista, 1776 - 2º andar - São Paulo – SP

Fonte: Ministério da Saúde

CFM

Comissão estuda números para apresentar ao Governo

Com o objetivo de demonstrar ao Governo que é preciso melhorar o ensino, a qualidade das condições de trabalho e a redistribuição de especialistas no país a Comissão de Ensino Médico analisou nesta terça-feira (31) um estudo sobre a difícil missão de ser médico no Brasil. O trabalho, apresentado pelo professor Valdiney Gouveia, envolveu três estudos do Conselho Federal de Medicina (CFM) e apontou desde as dificuldades e pressão do jovem que opta pela medicina aos desafios enfrentados durante suas jornadas de trabalho até a aposentadoria.

O trabalho apresentado balizará a pesquisa que a Comissão está organizando para buscar estratégias de redistribuição dos profissionais nas diversas regiões brasileiras e tentar demonstrar que o importante não é a quantidade de médicos no país, mas sim a qualidade desses profissionais. Os dados concretizam o argumento das entidades de que não faltam médicos no país necessitando mais escolas, e sim há uma má distribuição.

“A Comissão idealiza um trabalho para conhecer a realidade das escolas médicas no Brasil, visando saber a qualificação do ensino, compromisso e sua funcionalidade. Está elaborando um projeto para por em prática essa ideia que virá também servir de argumento para o posicionamento do CFM sobre novas escolas”, aponta o conselheiro Dalvélio Madruga.

As pesquisas reúnem dados da qualificação dos profissionais, intensidade de trabalho, recompensas e desgastes da profissão médica.

Outro projeto da Comissão é criar um Plano de Avaliação das Escolas de Medicina e elaborar uma classificação das escolas médicas no país. A ideia é fazer um projeto piloto do projeto na Região Nordeste, onde atualmente existem 38 escolas médicas, mas os detalhes de execução desse projeto ainda não foram definidos.

Com informações da Fenam

Gazeta do Povo Online

Um basta contra os abusos

Por Roberto Luiz d’Avila

Reduzir a luta dos médicos ao reajuste de honorários atrelados aos praticados junto aos usuários dos planos é ignorar os enormes prejuízos que tais empresas causam à sociedade

A decisão liminar da Justiça Federal que cancelou o ato administrativo praticado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), órgão do Ministério da Justiça, contra os médicos e suas entidades representativas foi um libelo em defesa da liberdade de expressão de todos os trabalhadores brasileiros.

O argumento que derrubou por terra a pretensão do órgão do governo foi simples e certeiro: as medidas impetradas foram embaladas no abuso de poder causado pela extrapolação de competência. O juiz Antonio Correa, da 9.ª Vara da Justiça Federal, agiu de forma isenta e equilibrada ao encontrar na própria legislação que regulamenta a SDE as pistas do excesso praticado.

Como ele apontou, a análise minuciosa da Lei n.º 8.884/94, que define as competências da Secretaria, revela que sua missão se atém ao campo das atividades de mercado, diretamente vinculadas às empresas. Como bem lembrou o magistrado, as expressões mercado e empresa não se aplicam à prática da atividade da Medicina.

Sabemos que essa é apenas uma etapa – importante, sem dúvida –, mas que não representa o fim dessa cruzada para assegurar a devida valorização do exercício da Medicina. Possivelmente, seremos alvo de recursos e questionamentos legais, os quais serão superados com argumentos técnicos e jurídicos que justificam a posição dos médicos.

O movimento da categoria espera das operadoras respostas que garantam a qualidade da assistência oferecida aos seus 46 milhões de usuários. Reduzir a luta dos médicos ao reajuste de honorários atrelados aos praticados junto aos usuários dos planos é ignorar os enormes prejuízos que tais empresas causam à sociedade. O cidadão que contrata um desses planos espera que lhe seja proporcionado acesso a exames, procedimentos e uma equipe de médicos em condições de atendê-lo com segurança e tranquilidade em caso de necessidade.

Ao tratar o médico com desrespeito e indiferença, essa empresa não cumpre sua promessa de assistência. A saída para o problema é respeitar os profissionais. Ou isso ou acabarão sem médicos qualificados para atender seus usuários.

Com a recusa em atender as queixas dos médicos, que incluem interferência em sua autonomia e a desvalorização do seu ato, os planos reduzem as opções do profissional e deixam aberta a porta do descredenciamento. Entrar por ela passa a ser uma possibilidade real.

As entidades médicas não querem isso, mas admitem que a ausência de alternativas e o ato praticado pela SDE insuflam uma insatisfação que vem da rotina dos consultórios, ambulatórios e hospitais. E aqui, sublinhamos: o que está em jogo é uma relação contratual de trabalho, com profundas consequências para toda a sociedade.

A Constituição Federal, em seu artigo 170, diz que a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa tem por fim assegurar a todos existência digna e a justiça social.

O texto assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo casos previstos em lei. Ora, os médicos não são empresas e suas entidades não comandam um cartel.

Somos 347 mil cidadãos brasileiros que não pleiteiam a eliminação da concorrência ou o aumento abusivo dos lucros, como sugeriu a SDE. O que exigimos é respeito, reconhecimento e a valorização de nosso papel, sem os quais se coloca em risco a vida de milhões de brasileiros que acreditaram nas promessas dos planos de saúde.

AssPreviSite

Deputados discutem assistência à saúde dos trabalhadores

A Câmara dos Deputados, em Brasília, tem uma pauta especial para o próximo dia 7 de junho: conhecer as vantagens oferecidas pelo segmento de autogestão em saúde - benefício oferecido a mais de 5 milhões de pessoas no País.

O segmento de autogestão em saúde é administrado por empresas, entidades e associações que oferecem o benefício para seus empregados, ex-empregados, aposentados e seus respectivos familiares e, apesar de não ter fins lucrativos, enfrenta uma série de dificuldades por ser tratado como plano de saúde de mercado, que conhecidamente visam ao lucro.

Para o Seminário sobre Saúde - A Importância da Autogestão na Assistência à Saúde do Trabalhador Brasileiro e seus familiares estão convidados profissionais ligados à área de saúde pública e suplementar, assim como profissionais das filiadas à UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde.

O evento tem o objetivo de apresentar aos parlamentares o segmento de autogestão, que possui a melhor relação custo-benefício, e sua importância no setor de saúde suplementar.

O seminário será realizado das 14h às 17h, no auditório Freitas Nobre – Subsolo do anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Âmbito Seguro

Erro médico: Responsabilidade

Em caso de erro médico, é o profissional, e não a clínica, que deve ser responsabilizado

Uma pinça, um pedaço de gaze ou outro instrumento cirúrgico esquecido no corpo de um paciente que foi submetido à uma intervenção cirúrgica. Erros que têm abalado a reputação da classe médica e que podem levar à morte. Abalo que reflete no aumento de demandas na Justiça: são as vítimas ou os familiares que buscam por uma reparação. Atualmente, a maior parte das decisões aponta que apenas os profissionais são os culpados e não as clínicas e hospitais. Com esse novo entendimento, as instituições estariam isentas da responsabilidade penal. Acompanhe esse posicionamento do Superior Tribunal de Justiça no STJ Cidadão, a revista eletrônica do Tribunal.

O programa desta semana também mostra que os candidatos que concorrem a cargos públicos precisam se manter atualizados. A decisão foi tomada pela Segunda Turma do STJ ao negar um pedido para cancelar uma das etapas de um concurso público para o cargo de promotor de Justiça do Maranhão. Na prova oral, o candidato alegou que uma questão sobre adoção, tema relacionado ao Estatuto da Criança e do Adolescente, não estaria prevista no edital. Mas os ministros entenderam que o assunto faz parte do direito civil, bloco da matéria que poderia ser cobrado.

Nesta edição, você vai ver também o que é possível estabelecer em um testamento e quando pode ocorrer a deserdação. As discussões sobre as cláusulas restritivas têm chegado ao STJ. Para os ministros, a sobrevivência e o bem-estar de quem recebe uma herança não podem ser prejudicados em razão da obediência irrestrita de cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade.

Saúde Business Web

Tabelar preços é o pior caminho

Por Enio Salu

Quanto mais críticas ouço quando digo que o tabelamento de preços é a pior doença da saúde, mais tenho vontade de repetir.

O que se ganha com o tabelamento? Ou quem realmente ganha com ele?

Já comentamos sobre as tabelas AMB e como elas, ao invés de proteger o médico, atualmente nivelam por baixo a prática médica. A CBHPM hoje, além de não tabelar preço nenhum porque todos aplicam redutores variáveis dependendo do grupo, o que acaba fazendo que o médico acabe ganhando menos que um ‘personal trainer’ – vale mais a pena cuidar de gente sarada hoje em dia do que de doente!

E falta falar do Brasíndice.

Criado para coibir o abuso de preços em medicamentos no passado, foi perdendo o sentido devido a diversidade de fabricantes, similares, genéricos, e hoje é uma verdadeira baderna.

Existem 2 tipos de preço nele: O PMC, ou preço máximo ao consumidor, para parte dos medicamentos; O PF, ou preço de fábrica, para a outra parte. Como podem um hospital e uma farmácia praticar o mesmo PMC?

A Farmácia simplesmente compra o medicamento e vende – seu único custo é receber, armazenar e ‘desovar’… entre a receita e a caixa na mão do cliente é só uma ida e volta à prateleira;

O hospital recebe o produto, fraciona, manipula, dilui, ministra no paciente … entre a prescrição e o paciente vários processos administrativos e técnicos que custam caro.

E quando não tem PMC é pior: a RN 241 da ANS estabelece que o serviço de saúde pode aplicar um índice que corresponde aos custos de seleção, programação, fracionamento, armazenamento, distribuição, manipulação, unitarização, dispensação, controle e aquisição… parabén

Mas não estabelece o índice, apenas diz que pode! Então ‘a pergunta que não quer calar’:

por que tabelar se cada um pode aplicar o índice que quiser e o preço final é totalmente diferente entre um serviço de saúde e outro?

O Brasíndice virou uma tabela ‘de faz de conta’, e como todas as outras privilegia os que menos deveriam ser beneficiados, e literalmente detona o resto.

Se falarmos de SIMPRO, AMB, CIEFAS, Brasíndice… no final da conversa ‘a pergunta que não quer calar’ será sempre a mesma!

Na prática cada hospital, cada operadora, finge que trabalha com tabela, mas usa apenas como referência para praticar uma infinidade de preços diferentes, e isso sempre será assim, porque não se pode tabelar serviços com a precisão que se tabela a conta de energia elétrica.

O custo operacional de manter o preço Brasíndice atualizado quinzenalmente, e ficar brigando em cimas das contas a cada centavo errado é absurdo – mas é invisível porque quem está na briga depende disso para sobreviver. É seu ganha-pão.

A indústria do tabelamento em saúde criou e sustenta uma pesada legião de pessoas que ficam discutindo o indiscutível: quem sempre mandou nos negócios, e sempre vai mandar, é a lei da oferta e da procura – as tabelas sempre foram, são e sempre serão uma tentativa burocrática inútil de brigar contra isso.

AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Sistemas de Informação para Gestão da Saúde

Unidas / AssPreviSite

02 e 03 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Conhecer os fundamentos dos Sistemas de Informação em Saúde e entender a sua aplicação à gestão de Sistemas de Saúde. Conhecer o processo de construção do Prontuário Eletrônico do Paciente e analisar seu uso na Assistência e na Gestão.

Conhecer os padrões para representar e transmitir a informação em saúde. Impactos da implantação do TISS – Troca de Informação em Saúde Suplementar. Conhecer a Comissão de Estudo Especial Temporária Informática em Saúde da ABNT e o HL7 Brasil. Conhecer o projeto de informatização da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e a integração com laboratórios clínicos. Conhecer a legislação sobre privacidade e confidencialidade da informação em saúde. Conhecer a questão dos usos da informação para a gestão e qualidade em saúde; discutir o cenário nacional de avaliação em saúde suplementar e comparar com o cenário internacional. Conhecer as tendências de disseminação da informação em saúde. Apresentar os conceitos de software livre e sua importância para área da saúde.

Instrutor

DRA. BEATRIZ DE FARIA LEÃO

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos de Saúde, Executivos da área de Informática, Profissionais de Informática em Saúde e responsáveis pelo desenvolvimento de Sistemas de Informação em Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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