Leia
nesta edição:
- Planos
devem dar desconto após outubro
- Operadoras:
Intervenção por dificuldade econômica
- Consulta individual do IDSS ano-base 2010
- Médicos cobrarão
R$50 de clientes de Medial e Dix
- Aliados
rejeitam novos impostos para saúde
- Dilma ataca
'demagogia' em debate sobre saúde
- Dilma defende “CPMF sem desvios” para financiar
saúde
- Volta da CPMF
- Nova CPMF
não
se justifica
- SUS e planos
de saúde privados: hora de acerto
- Médicos de SP protestam contra planos de saúde
- Paralisação do dia 21 de setembro ganha força
- Os dois
lados da paralisação médica
- Duas portas
- Saúde
vai recorrer de liminar do TJ
- Adiado
o início da vigência
da norma para tempo de atendimento
- Fundo antidrogas
poderá receber recursos de loterias
- Verba extra
da União
- Resistência bacteriana é anterior aos antibióticos
e evolui há 30 mil anos
- Vaccarezza:
novo imposto pode ser alternativa para aumentar verba da saúde
- Movimento
Primavera da Saúde vai pedir regulamentação
da Emenda 29
- Projeto
obriga SUS a pagar ecocardiograma para recém-nascidos
com Down
- Qualidade
dobrará recurso de 17 mil equipes de Saúde
Sexta-feira, 02.09.11
Agora
São
Paulo
Planos
devem dar desconto após outubro
Por Paula Cabrera
Os clientes
de planos de saúde devem começar a
receber após outubro o aviso das operadoras sobre os novos
programas que dão desconto para quem cuida da saúde.
Entre as
grandes operadoras, Amil (dona também das empresas
Medial Saúde e Dix Amico), SulAmérica, Intermédica
e Porto Seguro já analisam o que pode ser oferecido aos
seus pacientes.
O programa,
chamado Envelhecimento Ativo, dá desconto
de até 30% na mensalidade para clientes que não
fumam, praticam exercícios e cuidam da alimentação.
Além disso, quem tiver algum tipo de doença crônica
e fizer um bom controle também ganha prêmios.
As operadoras
Intermédica e Porto Seguro são as
que estão mais próximas de oferecer aos clientes
o programa de desconto. Isso porque as duas empresas já possuem
hoje programas que incentivam o cuidado com o bem-estar.
A única mudança necessária, nos dois casos,
seria a implantação dos prêmios e descontos
para os clientes.
Folha
de São
Paulo
Operadoras:
Intervenção por dificuldade econômica
Por Maria Cristina Frias
No mercado
de saúde suplementar brasileiro existem hoje
176 operadoras em regime de direção fiscal, em
que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
entra com acompanhamento para ajudar a sanar as dificuldades
econômicas.
Neste ano,
72 estão em liquidação, segundo
números da ANS. O grande volume ocorre principalmente
entre as de menor porte, segundo Luiz Augusto Carneiro, superintendente
do instituto de estudos Iess.
Além da regulamentação, que afeta mais
as pequenas, este é um setor que atinge melhores resultados
quando trabalha com grandes escalas, segundo Carneiro.
"Algumas precisam mais de reajuste, outras menos. Mas o
percentual é o mesmo para todas. É um mercado que
depende de escala. Além da competição, não
há resseguro para operadoras pequenas no Brasil",
diz.
Cerca de
23% das empresas que entram em direção
fiscal acabam sendo liquidadas. "A chance de recuperação é alta",
afirma.
A orientação ao consumidor é buscar informações
sobre empresas no site da ANS.
"Mas em cidades pequenas há poucas opções",
diz.
Em caso de
liquidação e extinção
da operadora, a carteira é geralmente absorvida por outra
operadora, segundo José Cechin, da FenaSaúde (federação
nacional).
"Quando não há uma interessada em comprar
a carteira, o beneficiário tem o direito de migrar sem
carência."
ANS
Consulta individual do IDSS ano-base 2010
As operadoras
de planos de saúde já podem consultar
o resultado do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar
(IDSS) ano-base 2010. Inicialmente, a visualização é destinadas
apenas às empresas, que devem informar o CNPJ e senha
no sitio da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS). O IDSS 2009 está disponível na área
de "Informações e avaliação
de operadoras/Programa de Qualificação Operadoras" no
texto "desempenho das operadoras ano base 2009.
Confira o IDSS 2010
O Globo
Médicos cobrarão
R$50 de clientes de Medial e Dix
Por Wagner Gomes
Os usuários cariocas dos planos de saúde Medial
e Dix, do grupo Amil, poderão ter de pagar R$50 aos médicos
credenciados dessas redes para serem atendidos em consulta. E
quem quiser receber o dinheiro de volta terá de pedir
reembolso às operadoras. Essa é a estratégia
adotada pelos médicos do Rio para pressionar as empresas
de planos de saúde a reajustarem os valores por consulta.
A cobrança pelo atendimento dos médicos credenciados
desses dois planos se estenderá até o dia 19. A
decisão de boicotar os dois planos foi tomada na quarta-feira à noite
em assembleia de médicos no Conselho Regional de Medicina
do Rio de Janeiro (Cremerj).
- As grandes
operadoras compram as pequenas e impõem
valores de consultas muito baixos. O mínimo que o médico
precisa para fazer o atendimento é de R$50. A Medial e
a Dix pagam bem menos do que isso - disse Márcia Rosa
de Araujo, presidente do Cremerj.
A Amil informou
que fechou ontem um acordo com o Cremerj para o reajuste dos
honorários. A presidente do Conselho, contudo,
disse não ter recebido qualquer proposta. Se isso acontecer,
uma nova assembleia será convocada na semana que vem.
A Medial
tem 50 mil usuário e a Dix, 400 mil. De acordo
com Márcia, a Medial paga aos médicos R$45,40 por
consulta e a Dix, R$40. Ela disse que as duas operadoras repassam
o dinheiro aos médicos 60 dias após a consulta,
prejudicando a qualidade do serviço e obrigando os médicos
a aumentar total de atendimentos para arcar com os custos de
um consultório.
Na última quarta-feira, a SulAmérica aceitou aumentar
o valor da consulta de R$49 para R$54. Os honorários pagos
por cirurgias e procedimentos médicos subirão 7%.
Já fecharam acordo Bradesco Saúde (de R$52 para
R$56 por consulta), Unimed Rio (de R$57 para R$62) e Golden Cross
(de R$52,50 para R$55,70).
Em São Paulo, mais de 6 mil médicos ginecologistas
e obstetras (90% da categoria) de seis planos de saúde
paralisaram o atendimento ontem para reivindicar aumento do valor
das consultas. O protesto, coordenado pela Comissão Estadual
de Mobilização Médica para a Saúde
Suplementar, vai até sábado e somente o atendimento
de emergência será mantido. Em seguida, param por
três dias otorrinolaringologistas (8 a 10 de setembro),
pediatras (14 a 16 ), cardiologistas (16 a 19), ortopedia e traumatologia
(19 e 20), pneumologistas (21 a 23) e cirurgiões plásticos
(28 a 30).
Os anestesistas
de São Paulo também entraram em
greve, reivindicando aumento da consulta para R$80, fixação
de um critério de reajuste anual e fim de interferências
que prejudicam a assistência aos pacientes.
Valor
Econômico
Aliados
rejeitam novos impostos para saúde
Por Raquel
Ulhôa, Caio Junqueira e Ana Paula Grabois,
de Brasília e São Paulo
Como alternativa à criação de um imposto,
iniciativa que encontra muita resistência até na
base aliada, o governo estuda outras possíveis fontes
de recursos para a saúde, de preferência que não
dependam de aprovação do Congresso. Em reunião
com líderes do PT e do PMDB, nesta semana, o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou algumas sugestões:
aumentar o imposto sobre bebida alcoólica e cigarro e
ampliar a participação da saúde no repasse
dos recursos do Dpvat - seguro obrigatório de danos pessoais
por veículos automotores de via terrestre.
Outra idéia - Apresentada na reunião pelo relator
da regulamentação da Emenda 29 na Câmara,
deputado Pepe Vargas (PT-RS) - é a volta da taxação
sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior por pessoas físicas
e jurídicas residentes fora do país. Essa taxação
existia até 1995, quando foi revogada.
"Essa é uma arrecadação que não
onera a população brasileira", disse o deputado
gaúcho. Segundo Vargas, a estimativa - obtida por "um
cálculo grosseiro" e a partir de valores de 2009
- é de arrecadação é de R$ 7 bilhões
a R$ 8 bilhões.
O impacto
dessas propostas será discutido pelo Ministério
da Fazenda, que não tinha representantes na reunião,
da qual também participou a ministra Ideli Salvatti (Relações
Institucionais). Cada sugestão representa uma capacidade
de arrecadação limitada. E, pelo menos no caso
do cigarro, a taxação já é alta e
há o risco de estimular o contrabando.
"Há mais simpatia por uma solução
dessa - de ajustar impostos existentes - do que criação
de uma outros, como a Contribuição Social para
a Saúde (CSS). O momento não é propício
a um novo imposto", afirma o líder do governo no
Senado, Romero Jucá (RR).
A presidente
Dilma Rousseff defendeu ontem mais fontes de financiamento
para a
saúde, mas se disse contrária ao retorno
da CPMF, porque os recursos recolhidos à época
não foram usados no setor. "Não sou a favor
daquela CPMF, por que ela foi desviada. Agora, que o Brasil precisa...
vai precisar sim", disse Dilma, em entrevista a rádios
de Minas, indicando apoio à criação do imposto.
O governo
federal tem sofrido pressões dos partidos aliados
para aprovar a Emenda 29. Segundo Dilma, se aprovada, o atual
padrão da saúde pública ficará igual: "Em
geral, a Emenda 29 mantém o atual padrão da saúde,
não resolve. Se quiser resolver a questão da saúde,
vai ter de investir mais nessa questão e aí nós
vamos ter de discutir como é que se faz um investimento
maior."
A presidente
comentou que a nova classe média vai exigir
cada vez mais a qualidade nos serviços públicos
de saúde, segurança e educação. Além
de prometer a melhoria da gestão e de ressaltar a necessidade
de contratar médicos, Dilma afirmou que "nenhum país
do mundo conseguiu dar qualidade e universalizar a saúde "sem
investir muito". "A nossa saúde gasta dinheiro,
mas você vai necessitar cada vez mais recursos para para
a saúde ficar cada vez mais de qualidade", afirmou.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a
criação do imposto enfrentará dificuldade
no Congresso, porque, quando a CPMF foi extinta, consolidou-se
a ideia de que o dinheiro arrecadado (R$ 40 bi) não tinha
sido bem aplicado.
O senador
Clésio Andrade (PR-MG), presidente da Confederação
Nacional dos Transportes, afirmou que haverá uma "forte
mobilização" do empresariado contra a iniciativa. "O
governo tem que buscar outras fontes de recurso para a saúde.
A carga tributária já é muito alta",
disse.
Na Câmara, a avaliação é que, se
o governo federal levar adiante a ideia de retomada da CPMF,
a chance de sofrer uma derrota na Casa é muito grande.
Mas existem aqueles que dizem que, caso o Planalto ofereça
uma medida compensatória, as chances de aprovação
podem crescer. "Hoje não há clima para aprovação.
Mas a política é dinâmica", disse o
deputado Esperidião Amin (PP-SC). "Daqui a pouco
o governo pensa em alguma medida compensatória, um ajuste
com valores equivalentes. Se disserem que vão reduzir
alguns tributos, por exemplo, sobre produção, em
troca de uma nova CPMF acho que a conversa muda. Não digo
que é fácil, mas também não digo
que é impossível aprovar."
O correligionário de Amin e relator da Lei de Diretrizes
Orçamentárias de 2012, Márcio Reinaldo,
disse que a bancada do partido está radicalizada no sentimento
anti-CPMF. "Acho que pela saúde vale qualquer sacrifício.
Poderia ser até algo semelhante, um tributo alternativo."
Comandando
a segunda maior bancada da Câmara, o líder
do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), avalia ser impossível
que um imposto seja aprovado. "Não é hora
de criar imposto. Todos sabemos que não é hora
de cobrar mais impostos. Vamos buscar à exaustão
outras alternativas."
Nos outros
partidos, a sensação é a mesma
e os deputados apontam diferentes motivos pelo cenário
desfavorável ao possível novo imposto. O PR, principal
vítima da faxina promovida por Dilma nos Transportes,
acha que as crises internas por que passam alguns partidos, como
o dele, faz com que seus integrantes não queiram se expor
mais ainda ao noticiário negativo que um novo tributo
inevitavelmente produziria. "O PR não aceita um novo
imposto e a Câmara também não aceita. Não
passa. Nessa crise que os partidos estão passando, ninguém
vai dar tiro no pé. Não dá para ficar apanhando
todo dia", declarou o líder da bancada, Lincoln Portela
(MG).
A carga tributária do país também foi usada: "Não
vemos com bons olhos um retorno da CPMF. A carga tributária
do Brasil é das maiores do mundo. Acho que não
tem abertura para aprovação", afirma Guilherme
Campos (SP), líder informal da bancada do PSD. O deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) diz que dentro da sua bancada é certo
que haverá muitas resistências. "Não é fácil
sustentar a volta da CPMF, ainda mais em um partido trabalhista."
No PSB, o
deputado Júlio Delgado (MG) disse ter feito
uma consulta informal a maioria dos 34 deputados da legenda,
que foram unânimes em rejeitar a hipótese.
O
Estado de São
Paulo
Dilma
ataca 'demagogia' em debate sobre saúde
Por Marcelo Portela
Enquanto
presidente volta a cobrar fonte de receita para gastos no setor,
PT diz
querer votar emenda no dia 28, mesmo sem solução
sobre verba
A presidente
Dilma Rousseff classificou como "demagogo" quem
propõe melhorias na saúde sem indicar a fonte dos
recursos para esses investimentos. Sem citar nomes, ela afirmou
que "mente" para a população quem defende
um avanço na área sem a injeção de
verbas. Segundo a presidente, o governo tem que oferecer um serviço "de
qualidade", mas, para isso, é preciso "investir
muito" na área.
Apesar disso,
a bancada do PT na Câmara decidiu que vai
votar a regulamentação da emenda constitucional
29 mesmo sem solucionar essa questão. A votação
foi marcada para dia 28. O líder do partido da presidente,
deputado Paulo Teixeira (SP), diz não haver tempo para
construir uma solução para ampliar os recursos
para a área.
Na sua fala
- ainda de manhã, em Belo Horizonte, antes
de viajar para o interior do Estado - Dilma foi incisiva: "O
Brasil tem um sistema de saúde universal, gratuito e tem
que ser de qualidade. Nenhum país do mundo resolveu essa
equação sem investir muito. Quem falar que resolve
isso sem dinheiro é demagogo. Mente para o povo".
E completou lembrando que "para o Brasil virar um país
desenvolvido, nós temos de ter a responsabilidade de dizer
a verdade para o povo". "Precisa de mais dinheiro?
Eu acho que precisa para a saúde".
Ela avaliou
ainda que a emenda 29, que regulamenta os gastos dos três níveis de governo no setor, não é garantia
de serviço de melhor qualidade - sua aprovação
apenas "mantém o atual padrão" no setor.
A emenda 29 "resolve algumas coisas. Ela permite que você restrinja
o que é saúde. Não vai botar mais que saneamento é saúde",
declarou. Dilma evitou criticar a Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF). "Por que é que o povo brasileiro tem essa
bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a saúde.
Foi para fazer outras coisas", ressaltou a presidente.
Sem tempo.
Em Brasília, o líder do PT na Câmara,
Paulo Teixeira, disse considerar importante aprovar a regulamentação
da Emenda 29, mesmo que de forma isolada, porque ela vai impedir
que entes federativos incluam como gastos na área de saúde
ações não relacionadas ao tema: "Vamos
vencer a etapa da emenda 29 e depois buscar financiamento".
A decisão foi tomada em reunião da bancada com
o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência.
Este voltou a dizer que a aprovação só deste
projeto nada resolve.
O governo,
no entanto, começou ontem a sinalizar limites
ao negar a possibilidade de legalizar jogos de azar, como bingos
e cassinos, para injetar dinheiro na saúde. "Da parte
do governo, não há qualquer apoio a jogos",
disse Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais.
/ COLABOROU EDUARDO BRESCIANI
Solução
Dilma
Rousseff, Presidente da República
"O Brasil tem um sistema de saúde universal, gratuito
e tem que ser de qualidade. Nenhum país resolveu essa
equação sem investir muito. Quem falar que resolve
sem dinheiro é demagogo"
O Globo
Dilma
defende “CPMF sem desvios” para financiar
saúde
"Saúde
precisa de mais dinheiro"
Por Heraldo Leite*
Dilma diz
que deve haver fonte de recurso e que erro com a CPMF foi desvio
para
outras áreas
Apresidente
Dilma Rousseff admitiu ontem, em entrevista à duas
emissoras de rádios mineiras, que serão necessárias
novas fontes de recursos para cobrir os gastos com Saúde,
conforme determina a Emenda 29, em tramitação no
Congresso. Ela acenou com a possibilidade de um novo imposto,
ao dizer que o erro, no caso da CPMF, foi o desvio de sua finalidade, "porque
o dinheiro não foi para a Saúde". Afirmou
que a qualidade no serviço de Saúde prestado à população
só vai melhorar com mais investimento e que é preciso
discutir "de forma séria" de onde virão
os recursos. Quem negar essa necessidade, afirmou, mente para
o povo:
- Por que
o povo brasileiro tem essa bronca da CPMF? Porque o dinheiro
não foi para a Saúde, foi para fazer
outras coisas, disseram que era para a Saúde e não
foi. Não sou a favor daquela CPMF por conta que ela foi
desviada. Agora, que o Brasil precisa... Entre esse fato e o
fato de falar que não precisa, vai precisar sim - afirmou.
A presidente
disse que não é possível "fazer
mágica" para melhorar o serviço prestado à população:
- Nem por
isso alguém vai fazer a mágica de dizer
para o povo brasileiro que a Saúde do Brasil vai melhorar,
se não tiver mais investimento. E tem de dizer de onde
sai. Para o Brasil virar um país desenvolvido, temos de
ter a responsabilidade de dizer a verdade para o povo. É isso.
Precisa de mais dinheiro? Eu acho que precisa para a Saúde.
Dilma afirmou
que o país tem um sistema universal de
Saúde que precisa de investimento para ter qualidade.
Citou alternativas, como a aplicação de recursos
do pré-sal:
- Nenhum
país resolveu essa equação sem
investir muito em Saúde. Não há como resolver.
Quem falar que resolve isso sem dinheiro é demagogo. O
que é demagogo? Mente para o povo, não dá todas
as informações. Uma das fontes é o Fundo
Social do Pré-Sal, que foi aprovado pelo Congresso, botaram
lá um dinheiro para a Saúde.
"A Emenda 29 não resolve",
diz Dilma
Sem detalhar
a posição do governo e da bancada
aliada no Congresso sobre a tramitação da Emenda
29, disse que a regulamentação da proposta não
resolve os problemas no setor:
- A Emenda
29 não resolve as demandas da população
por Saúde de qualidade. Permite que você restrinja
o que é Saúde. Você não vai botar
mais que saneamento é Saúde. É indiretamente,
mas não é gasto com Saúde. Em geral, a Emenda
29 mantém o atual padrão da Saúde, não
resolve... É importante que a população
saiba disso. Por quê? Porque, se quiser resolver a Saúde,
vai ter de investir mais nessa questão, e aí vamos
ter de discutir, de forma séria, como é que se
faz um investimento maior.
A presidente
também disse que a nova classe média
- referindo-se a 40 milhões de pessoas que, segundo ela,
fizeram parte da "inclusão social" - exigirá serviços
públicos de qualidade também em Educação
e Segurança.
- Vou trabalhar
diariamente para garantir que aquele um real que foi destinado
para aquele
lugar, chegue onde foi destinado.
Vou lutar por isso. E vou lutar para melhorar o gasto, para melhorar
a gestão, para aumentar o número de médicos,
porque também é ótimo... Não há Saúde
sem aumentar o número de médicos. E nós
estávamos formando menos médicos do que dez anos
atrás, proporcionalmente falando - disse Dilma que ontem
foi a Jeceaba, a 124 quilômetros de Belo Horizonte, onde
inaugurou uma siderúrgica da Vallourec e Sumitomo, uma
joint venture com franceses e japoneses.
Correio Braziliense
Volta da CPMF
Governo
ensaia criação de tributo para a saúde
Por Júnia
Gama
Dilma defende
a criação de novo imposto para a
Saúde
Planalto
indica que deputados precisam aprovar nova fonte de arrecadação
que banque a Emenda 29
A presidente
Dilma Rousseff e mais dois nomes fortes do Palácio
do Planalto sinalizaram ontem que a criação de
um outro tributo ou o reajuste de contribuições
atuais deve ser a solução para ampliar a fonte
de financiamento para a saúde e aprovar a regulamentação
da Emenda 29 no Congresso Nacional. Em um mesmo dia, Dilma, a
ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), afinaram o tom dos discursos e marcaram a necessidade
de recursos extras para cobrir os gastos com a saúde.
Em entrevista
a rádios de Minas Gerais, a presidente
defendeu, indiretamente, um novo tributo, mas tratou de desvincular
o tributo da imagem estigmatizada da extinta Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF). "Não sou a favor daquela CPMF porque ela
foi desviada. Agora, que o Brasil precisa... Entre esse fato
e o fato de falar que não precisa, vai precisar sim",
disse. A regulamentação da Emenda 29 tem votação
prevista para 28 de setembro. "Se quiser resolver a questão
da saúde, vai ter de investir mais e, aí, nós
vamos ter de discutir de forma séria como é que
se faz um investimento maior", defendeu Dilma.
Em 2010,
os investimentos na saúde alcançaram
R$ 62 bilhões, sem a CPMF — extinta em 2007. Em
2002, quando ela ainda existia, foram investidos R$ 24,7 bilhões,
sendo que R$ 11 bilhões derivaram do tributo. "O
governo federal gasta mais do que a Emenda 29 exige, o problema
são os governos estaduais, porque muitos não chegam
ao valor mínimo. Se tivéssemos um tributo como
a CPMF, os investimentos chegariam a mais de R$ 100 bilhões",
aponta. Vaccarezza confirmou que a presidente Dilma Rousseff
e vários de seus ministros "aceitariam" a criação
de um tributo.
Bingos
Entre as
opções discutidas para alcançar
os R$ 32,5 bilhões previstos pela Emenda 29, estão
o aumento do DPVAT e do Imposto sobre Operação
Financeira (IOF); a legalização dos jogos de azar;
a utilização de recursos dos royalties do pré-sal;
e as taxações da remessa de lucros de empresas
estrangeiras ao exterior e do lucro dos bancos. Para testar o
pulso da sociedade, Vaccarezza divulgou ontem que o aumento do
DPVAT seria direcionado apenas aos carros de luxo. "Qual
o problema de quem paga R$ 200 mil em um carro contribuir com
R$ 30? Acho que é muito justo", disse o líder.
Oficialmente,
o governo posiciona-se contra a legalização
dos bingos para reforçar o caixa da saúde — medida
defendida por Vaccarezza e o líder do PMDB, Henrique Eduardo
Alves (RN). A ministra Ideli Salvatti, que esteve ontem no Congresso
Nacional para conversar com a bancada do PSD, confirmou que o
governo estuda como viabilizar a Emenda 29, mas sem jogos de
azar. "Todas as opções estão sendo
analisadas. O texto na Câmara não resolve o problema
de melhorar o atendimento à saúde. Mas, da parte
do governo, não há apoio ao jogo", resumiu
Ideli.
Para o DEM,
que encampou o combate à prorrogação
da CPMF, não há necessidade de um novo tributo. "Isso é uma
farsa. O governo tem dinheiro para fazer trem-bala, para pagar
juros de banqueiros e para financiar obras em outros países,
e diz que para a saúde não tem. A saúde
nunca foi uma prioridade para esse governo, que já arranca
38% do PIB nacional do bolso do contribuinte. Criar um imposto é algo
que não convence nem a própria base", condena
o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO).
O Globo
Nova
CPMF não
se justifica
Os recursos
para os sistemas públicos de saúde
têm aumentado significativamente em decorrência da
vinculação de parte da arrecadação
federal aos gastos desse segmento. A legislação
estabelece que algumas contribuições, como a Cofins
(incidente sobre o faturamento) e a Contribuição
Social Sobre o Lucro, devem prioritariamente financiar despesas
de saúde e seguridade social.
A receita
obtida com a Cofins tem evoluído de acordo
com a trajetória da economia, mas a da CSSL vem aumentando
muitos pontos acima, até mesmo porque os grandes contribuintes
auferiram bons lucros nos últimos semestres.
Não satisfeitos com essa arrecadação recorde,
governadores articulam no Congresso - e, ao que parece, com apoio
não explícito de áreas do governo federal,
o que é contraditório diante do discurso favorável
a uma desoneração tributária - a ressurreição
da CPMF, de triste memória.
Como sempre,
a aprovação de mais um tributo se
justificaria por uma boa causa. A população mais
pobre é mal atendida pelos serviços públicos
de saúde, e não tem a quem recorrer. Os governantes,
por sua vez, alegam que a Saúde custa caro e não
podem oferecer melhores serviços por falta de recursos.
Um tributo específico para o segmento resolveria, então,
o problema. Ainda mais que seria uma alíquota baixa, quase
imperceptível, incidente sobre movimentações
financeiras.
Ora, o país já passou por essa experiência.
O tributo surgiu inicialmente sob forma de imposto provisório,
expirou, e ressurgiu como contribuição provisória
(CPMF). Em ambos os períodos, não houve avanços
significativos nos sistemas públicos de saúde.
O dinheiro carimbado serviu apenas para que se protelassem mudanças
de estrutura, organização e gestão que,
quando foram postas em prática, ainda que modestamente,
sob a premissa de escassez de recursos, contribuíram para
avanços no setor.
A alíquota baixa não significa que o tributo seja
inofensivo. Como o imposto ou a contribuição incide
em cascata sobre as cadeias produtivas, pode chegar a onerar
os preços em 3% ou mais, como correu com a famigerada
CPMF, revogada pelo Senado em dezembro de 2007. Por essa razão,
não se trata de um "ovo de Colombo". É uma
experiência que sequer tem sido cogitada por outros países
em crise financeira, e que enfrentam também problemas
para financiar seus sistemas públicos de saúde.
A Saúde deve merecer mais atenção dos governantes.
Não há solução fácil para
os problemas do setor, haja vista as dificuldades que até mesmo
países ricos hoje enfrentam para assegurar sistemas públicos
de qualidade. Mas existem exemplos no próprio Brasil de
iniciativas bem-sucedidas e que deveriam ser multiplicadas.
A pior das
saídas - e talvez a mais cômoda para
os governantes e políticos - é a ressurreição
de um tributo tipo CPMF. O país tem pela frente a perspectiva
de evoluir economicamente nos próximos anos, alcançando
um patamar de desenvolvimento que se refletirá nas questões
sociais. Há ainda obstáculos nesse caminho, e uma
nova CPMF seria mais um deles.
O Povo Online
SUS
e planos de saúde
privados: hora de acerto
É preciso rever essa base de cálculo para que
o Estado brasileiro não saia lesado nessa operação
O ressarcimento
do SUS, quando tiver atendido pacientes portadores de planos
de
saúde privados, é uma exigência
que passará a ser aplicada no Brasil, segundo informa
o Ministério da Saúde. Já era mais do que
tempo de os brasileiros ouvirem esse anúncio de suas autoridades.
Na verdade,
a adoção dessa medida para atendimentos
de alta complexidade prestados pela rede pública a pacientes
com planos de saúde privados já tinha sido recomendada
ao Ministério da Saúde pelo Tribunal de Contas
da União (TCU) dois anos atrás. Finalmente, seu
titular, o ministro Alexandre Padilha, resolveu pôr em
prática a recomendação, cabendo, agora, à Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) detalhar o projeto,
já que é o órgão responsável
por esse tipo de controle. Dessa forma, procedimentos como quimioterapia
e outros tratamentos complexos – comumente caros – deixarão
de pesar aos cofres públicos, que poderão dispor
de mais recursos para o atendimento à população
coberta exclusivamente pelo SUS.
Embora esse
ressarcimento fosse há muito cobrado (pois
até então se limitava às diárias
das internações nas unidades públicas),
nunca se conseguiu concretizar essa justa providência.
Não há porque empregar dinheiro público
no pagamento de despesas pertencentes aos empresários
do setor. Basta verificar que em 2009 foi publicado um relatório
pelo TCU no qual ficava demonstrado que, somente no período
compreendido entre 2001 e 2008, o SUS deixou de arrecadar R$
10 bilhões dos planos de saúde. Não dá para
entender essa complacência.
Esse mecanismo,
entretanto, deve ser aperfeiçoado, pois,
do jeito que está, termina sendo um negócio vantajoso
para os próprios planos de saúde privados. Ao ressarcirem
os hospitais públicos, não com os valores do mercado,
mas tendo como referencial a tabela do SUS, a coisa termina virando
um negócio altamente lucrativo para os planos de saúde.
Assim, é preciso rever essa base de cálculo para
que o Estado brasileiro – e em especial o contribuinte – não
saia lesado nessa operação.
A saúde pública constitui-se no maior desafio
com que se depara o gestor brasileiro. Trata-se de um “direito
do cidadão e um dever do Estado”, conforme a Constituição.
Não se deve continuar a falhar na sua prestação
a quem dela precisa. Tudo deve ser feito para isso.
Portal G1
Médicos de SP protestam contra planos de saúde
Consultas de ginecologistas foram desmarcadas ontem em SP
Ontem os
médicos da Associação de Ginecologia
e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp) realizaram
uma manifestação durante o congresso da categoria
na Zona Sul de São Paulo. Eles distribuíram pedaços
de pizzas durante o 16º Congresso Paulista de Ginecologia
e Obstetrícia em protesto contra o valor médio
pago por uma consulta pelos planos de saúde - cerca de
R$ 30. Segundo eles, o valor é insuficente para comprar
uma pizza.
Nesta quinta,
ginecologistas e obstetras suspenderam o atendimento a pacientes
de planos
de saúde. A associação
estima que 90% dos ginecologistas do estado tenham deixado de
atender consultas eletivas. O atendimento de urgência e
emergência, entretanto, está garantido, de acordo
com a Sogesp.
Os médicos reivindicam que os convênios médicos
repassem um valor R$ 80 por consulta, garantam uma maior autonomia
no atendimento e prevejam a inclusão da Classificação
Brasileira Hierarquizada dos Procedimentos Médicos (CBHPM),
que são os procedimentos previstos para os ginecologistas
e obstetras.
“A Sogesp é pioneira nessa luta pela valorização
da profissional. Estamos tentando negociar com as operadoras
desde outubro. Algumas delas apresentaram propostas, mas nenhuma
fechou acordo até agora”, afirmou Maria Rita de
Souza Mesquita, coordenadora da Comissão de Valorização
Profissional da Sogesp.
“O valor pago é indigno. Até o fotógrafo
que registra o parto ganha mais do que a gente”, afirmou
Sérgio dos Passos Ramos, ginecologista e obstetra, que
atua em São José dos Campos, no Vale do Paraíba,
no interior do estado. De acordo com Sogesp, novas ações
devem ser programadas para que as operadoras decidam negociar.
Outras especialidades
A paralisação dos médicos deverá contar
com a adesão de outras especialidades ao longo deste mês.
O protesto é promovido pela Comissão Estadual de
Mobilização Médica para a Saúde Suplementar.
Os médicos deverão interromper o atendimento inicialmente
a pacientes dos planos Ameplan, Companhia de Engenharia de Tráfego
(CET), Intermédica, Notredame e Volkswagen, de acordo
com nota da comissão composta pela Associação
Paulista de Medicina (APM), Conselho Regional de Medicina do
Estado de São Paulo, Sindicatos dos Médicos, Academia
e Sociedades de Especialidades.
Inicialmente,
a categoria havia informado que 12 planos de saúde
seriam alvo dos protestos. De acordo com a nota da comissão,
um grupo de empresas se mostrou aberta ao diálogo. Outras,
no entanto, apresentaram “propostas consideradas insuficientes”.
Por isso, elas terão um mês de prazo para a readequação
de propostas.
“Se as negociações não chegarem ao
aguardado, tais empresas entrarão no rodízio de
suspensão do atendimento a partir da próxima fase
do movimento, em outubro”, informa o comunicado.
A Federação Nacional de Saúde Complementar
(FenaSaúde), que reúne 15 grupos de operadoras
de planos de saúde, informou que vem participando dos
debates sobre a remuneração e que suas afiliadas
estão entre as empresas que pagam os maiores valores aos
médicos. A FenaSaúde tem entre seus planos a Intermédica,
uma das empresas atingidas pela paralisação dos
médicos.
Já a Associação Brasileira de Medicina
de Grupo (Abramge) disse em nota que não participa das
decisões sobre a remuneração dos médicos
e que a negociação entre a categoria e os planos
de saúde é livre. Para a associação,
a manifestação dos médicos “é aceitável,
desde que não prejudique o atendimento aos beneficiários
dos planos de saúde.”
Atendimentos suspensos:
De 1 a 3
de setembro - ginecologia e obstetrícia
De 3 a 6
de setembro – dermatologia
De 8 a 10
de setembro – otorrinolaringologia
De 14 a 16
de setembro – pediatria De 16 a 19 de setembro – cardiologia
De 19 e 20 de setembro - ortopedia e traumatologia
De 21 a 23
de setembro – pneumologia
De 28 a 30
de setembro – cirurgia plástica
CFM
Paralisação do dia 21 de setembro ganha força
Os médicos credenciados junto às operadoras e
aos planos de saúde se mobilizam para suspender o atendimento
no dia 21 de setembro, em todo o país. Dessa vez, o alvo
serão as operadoras que se recusaram a negociar a revisão
dos honorários ou que apresentaram propostas consideradas
irrisórias. A paralisação é um desdobramento
direto do ato de 7 de abril, quando houve mobilização
nacional dos médicos contra os problemas observados na
saúde suplementar.
A escolha
será feita com base no desempenho das negociações
no âmbito estadual, sendo que uma lista com as empresas
selecionadas será divulgada uma semana antes do protesto
entre os médicos da região.
Em reunião ampliada onterm, em Brasília, representantes
de conselhos de medicina, de sindicatos médicos, e de
associações e sociedades de especialidades definiram
os últimos detalhes para o movimento. “O nosso movimento
já é vitorioso, pois tem conseguido rearticular
as entidades médicas de todo o país em torno do
objetivo comum dos médicos. Dentre eles, a nossa relação
com os planos de saúde e a busca do atendimento ético
aos nossos pacientes”, pontuou o coordenador da Comissão
Nacional de Saúde Suplementar (COMSU) e vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá.
Um dia antes
da paralisação (20/9), os médicos
concederão uma coletiva de imprensa para expor as reivindicações
da categoria. As entidades também solicitarão uma
audiência com o ministro Alexandre Padilha.
Outra estratégia em preparo envolve a veiculação
de mídia para orientar médicos e a sociedade sobre
os objetivos da paralisação.
A categoria
exige das operadoras a revisão dos valores
pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro
e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram
o fim da interferência anti-ética das operadoras
na autonomia do profissional. No entanto, a reorganização
da própria assistência suplementar também
está na pauta dos profissionais.
Saúde
Business Web
Os
dois lados da paralisação médica
Por Renata Vilhena Silva
A partir
de ontem médicos de diversas especialidades
irão paralisar o atendimento a clientes de diversos planos
de saúde. Entre as exigências estão o aumento
no valor recebido dos planos, em média R$ 30,00, para
R$ 80,00 e a inserção de uma cláusula no
contrato que garanta o reajuste anual nos honorários com
base no índice de aumento das mensalidades dos usuários,
autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS).
Embora afete
apenas uma especialidade por vez, não comprometa
as emergências e os médicos tenham razão
em exigir seus direitos, quem mais sofre com o protesto são
os consumidores.
Médicos, planos de saúde e hospitais têm
constantes divergências. Os avanços tecnológicos
na área aumentam vertiginosamente, mas a qualidade do
serviço diminui a cada dia. Por receberem um baixo valor
das operadoras, os médicos atendem um número cada
vez maior de pacientes, realizando consultas rápidas e
superficiais. No congresso Hospital Management Summit, que aconteceu
recentemente em São Paulo, foi discutido que para completar
a renda muitos recebem incentivos dos fabricantes de material
e acabam sendo agenciadores de material e não apenas médicos.
As operadoras precisam aumentar o pagamento para que eles não
precisem receber dos fornecedores.
O aquecimento
da economia colaborou para o aumento no número
de conveniados e o mercado não consegue suprir a demanda.
Atualmente os hospitais particulares se dividem basicamente em
duas categorias: filantrópicos ou pertencentes a operadoras,
o que diminui ainda mais as possibilidades dos profissionais
de ganharem um salário justo. Os estabelecimentos investem
em novas tecnologias e deixam os médicos em segundo plano,
o que é uma grande contradição já que
com o aumento na demanda eles deveriam ser ainda mais valorizados.
A ANS deveria
intervir e obrigar as seguradoras a seguirem o reajuste dos
convênios para os honorários médicos.
No caso da Bradesco Saúde, por exemplo, a tabela utilizada
atualmente é a do Instituto Nacional de Assistência
Médica da Previdência Social (Inamps) de 1979 e
obviamente está bem defasada.
E, enquanto
isso acontece, os pacientes demoram para conseguir marcar consultas,
têm um atendimento superficial e muitas
vezes precisam recorrer a Justiça para obter o que é seu
por direito(medicamentos, exames, tratamentos, etc). Com o atual
sistema de saúde os únicos beneficiados são
as próprias operadoras.
A paralisação é uma faca de dois gumes.
Por um lado o paciente pode ficar sem atendimento, mas por outro
o assunto é trazido à tona para discussão
e pode resultar em médicos mais bem remunerados, com melhorias
na qualidade de atendimento. Atualmente a atuação
da ANS continua falha e os médicos sem saída, pois
os honorários são irrisórios.
Destak
Duas
portas - Saúde
vai recorrer de liminar do TJ
A Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo informou
que vai recorrer da decisão liminar do Tribunal Justiça
que brecou o projeto do governo do Estado que trata dos hospitais
estaduais gerenciados por organizações sociais
(entidades sem fins lucrativos) assim que for notificada.
Segundo a
secretaria, o projeto não reserva leitos para
os planos de saúde, como diz o Ministério Público,
mas permite que os hospitais sejam ressarcidos pela assistência
médica que prestem a pacientes beneficiários de
planos de saúde.
A secretaria
diz que o atendimento já acontece hoje,
mas até agora não havia possibilidade legal de
cobrança, o que acaba onerando o caixa do SUS (Sistema Único
de Saúde) em cerca de R$ 500 milhões por ano. Segundo
o órgão, a regulamentação da lei
estadual já proíbe qualquer reserva de leitos ou
preferência a pacientes de planos de saúde.
ANS
Adiado
o início da vigência
da norma para tempo de atendimento
A Resolução Normativa nº 259, que define
prazos para o atendimento de beneficiários de plano de
saúde, terá seu início de vigência
adiado por 90 (noventa) dias, ou seja, ela passará a vigorar
a partir de 19 de dezembro de 2011. A decisão atende a
demanda das operadoras de planos de saúde por maior prazo
para adaptação às regras estabelecidas.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu
publicar nova resolução normativa (RN 268) para
ajustes da RN nº 259, trazendo maior clareza, eficiência
e segurança jurídica ao cumprimento da norma por
parte das operadoras de planos de saúde.
Os principais
ajustes são:
1- Detalhar
quando a operadora de plano de saúde será obrigada
a garantir transporte em caso de não haver oferta de:
- rede credenciada
no município e municípios limítrofes;
- prestadores
de serviço, inclusive urgência e
emergência, integrantes ou não da rede assistencial,
no município, municípios limítrofes ou na
região de saúde à qual pertence o município
demandado.
2- Destacar
os critérios de reembolso de serviços
e procedimentos dos produtos com a opção de acesso
a livre escolha, respeitando os limites previstos contratualmente.
3- Inserir
medidas administrativas para os casos de descumprimento reiterado
da
norma. Além das penalidades já previstas
na regulamentação em vigor, foram acrescentadas:
- suspensão da comercialização de parte
ou de todos os produtos da operadora de planos de saúde;
- decretação do regime especial de direção
técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento
dos dirigentes da operadora.
O prazo adicional
concedido permitirá também que
a ANS aprimore medidas internas para ampliar a comunicação
com os consumidores. Permitirá ainda aprimorar o acompanhamento
e fiscalização do setor regulado em relação
aos prazos estabelecidos.
Segundo o
Diretor Presidente da ANS, Mauricio Ceschin, “O
objetivo do normativo, que é o de garantir o acesso em
prazos definidos, está e será mantido. Esta resolução é muito
importante para o consumidor de planos de saúde, já que
lhe garante acesso ao que contratou. Cabe a ANS garantir que
isto seja cumprido”.
Confira
a RN Nº 268
Agência Câmara de Notícias
Fundo
antidrogas poderá receber
recursos de loterias
Por Janary
Júnior / Edição:
Wilson Silveira
O Fundo Nacional
Antidrogas (Funad) poderá receber recursos
de loterias. A medida está prevista no Projeto de Lei
964/11, do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP). Segundo a
proposta, 2% da arrecadação líquida dos
concursos administrados pela Caixa Econômica Federal serão
destinados a projetos financiados pelo Funad, por meio de instituições
cadastradas.
De acordo
com o deputado, o objetivo da medida é ampliar
o financiamento da Política Nacional sobre Drogas, no
momento em que o País discute o crescimento do consumo
de entorpecentes, como crack, ecstasy e oxi, entre crianças
e jovens. “Estamos diante de um fenômeno alarmante,
que exige permanente implementação de medidas de
combate ao uso de drogas”, disse Edinho Araújo.
O Funad é administrado pela Secretaria Nacional de Políticas
sobre Drogas, ligada ao Ministério da Justiça.
Atualmente, os recursos do fundo são provenients do Orçamento
federal – as despesas autorizadas para 2011 somam R$ 36,6
milhões – e pela reversão de bens apreendidos
dos traficantes de drogas.
Regra atual
Atualmente,
uma parte dos recursos arrecadados pelas loterias vai para
programas
sociais e para o desenvolvimento dos esportes.
O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS) é formado
com recursos das loterias Federal e Esportiva. Uma parte da arrecadação
da Timemania vai para hospitais filantrópicos. A Mega-Sena
contribui para o Fundo Nacional da Cultura, para os comitês
Olímpico e Paraolímpico, para o Fies e para o Fundo
Penitenciário Nacional, entre outras destinações.
Tramitação
O projeto
tramita de forma conclusiva nas comissões de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado;
Finanças e Tributação; e Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-964/2011
Correio Braziliense
Verba
extra da União
Além dos recursos próprios do orçamento
e do Fundo Constitucional, o Distrito Federal deverá ganhar
mais R$ 2 bilhões do governo federal. Esse é o
total reservado para o DF no Orçamento da União.
Os recursos virão dos mais diversos ministérios
e fazem parte de programas variados nas áreas de Saúde,
Infraestrutura, Educação e Ciência e Tecnologia,
por exemplo.
Do total,
a maior parte do bolo — R$ 1,9 bilhão — atenderá ações
sociais. O restante vai para investimentos em infraestrutura
e obras, como a construção do Centro Nacional de
Gerenciamento de Riscos e Desastres, ligado ao Ministério
da Integração Nacional, e do Centro Nacional de
Capacitação e Difusão de Ciências
Forenses, vinculado ao Ministério da Justiça e à Polícia
Federal. Cada uma das ações receberá R$
15 milhões.
A educação ficará com o maior percentual
dos recursos da União. A área será beneficiada
com R$ 1,2 bilhão. De acordo com o projeto do orçamento
do governo federal para 2012, R$ 533 milhões serão
gastos com projetos ligados ao ensino superior e R$ 89,9 milhões
irão para o ensino profissionalizante. De acordo com a
secretária de Educação, Reginha Vinhaes,
os investimentos prioritários da pasta serão feitos
na construção e na reforma de escolas, na formação
de professores, no fortalecimento dos conselhos escolares e na
implantação da educação integral.
A
saúde terá à disposição
R$ 625 milhões, dos quais R$ 489 milhões serão
destinados ao atendimento ambulatorial e hospitalar de média
e alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o professor de medicina da Católica e especialista
em saúde pública Roberto Bittencourt, é preciso
investir a maior parte dos recursos disponíveis na atenção
primária. "Hoje, apenas 14% do DF é atendido
pelo Programa Saúde da Família. Esse número
tem que crescer para pelo menos 50% da população.
Os gastos são altos e a efetividade está baixíssima",
comenta o especialista.
Isaude.net
Resistência bacteriana é anterior aos antibióticos
e evolui há 30 mil anos
Os pesquisadores
desenvolveram métodos para analisar
o DNA de plantas, mamutes, cavalos, bisões congelados
Há mais ou menos um século, os cientistas ficaram
surpresos diante da rapidez com que bactérias desenvolveram
resistência aos medicamentos antibióticos. Agora
cientistas da McMaster University, nos Estados Unidos, descobriram
que essa resistência tem ocorrido por mais ou menos 30
mil anos.
Os resultados
da pesquisa publicada na revista científica
Nature mostram que a resistência ao antibiótico é um
fenômeno natural que antecede o uso clínico do medicamento.
"A resistência aos antibióticos é vista
como um problema atual e o fato de estarem se tornando menos
eficazes devido à resistência e se espalhando em
hospitais é muito conhecido. A grande questão é:
de onde vem essa resistência?", questionou um dos
autores, Gerry Wright, diretor do Michael G. DeGroote Institute
for Infectious Disease Research.
Depois de
anos de estudo do DNA de bactérias extraídas
do solo em que permaneceram congeladas por 30 mil anos em Yukon,
no Canadá, os pesquisadores foram capazes de desenvolver
métodos para isolá-lo no Centro de McMaster.
Os pesquisadores
descobriram que genes de resistência
antibiótica ficavam próximos ao codificador de
DNA dos genes congelados em mamutes, cavalos, bisões e
também em plantas encontradas apenas naquela localidade
durante o último período interglacial no Pleistoceno,
pelo menos 30 mil anos atrás. Eles se concentraram em
uma área específica de resistência à vancomicina,
um problema clínico importante que surgiu em 1980 e continua
a ser associado a surtos de infecções hospitalares
em todo o mundo.
"Identificamos que esses genes estavam presentes no subsolo
tanto tempo quanto os DNAs encontrados, como o do mamute, por
exemplo . Brian Golding do Departamento de Biologia da universidade,
mostrou que eles não eram contemporâneos, mas faziam
parte da mesma árvore genealógica. Nós então
recriamos o produto do gene em laboratório e a proteína
purificada mostrou que ele tinha a mesma atividade e estrutura
que agora", disse Wright.
Esta é a segunda vez que uma proteína antiga é "ressuscitada" em
um ambiente de laboratório. Segundo ele, a descoberta
terá um impacto importante na compreensão da resistência
aos antibióticos. "Os antibióticos são
parte da ecologia natural do planeta, por isso, quando pensamos
que estamos desenvolvendo alguma droga que não será suscetível à resistência
ou estamos trazendo algo nova para a medicina, estamos nos enganando
completamente. Essas coisas fazem parte do mundo natural e, portanto,
precisamos ser extremamente cuidadosos na maneira de usá-los.
Temos que descobrir uma maneira de como contorná-las bem
antes mesmo de descobrir como usá-las".
De acordo
com o outro autor da pesquisa, Hendrik Poinar, geneticista
evolutivo da
McMaster e professor de antropologia, essa descoberta
tem aberto portas para investigações sobre a resistência
aos antibióticos antigos. "Podemos voltar um milhão
de anos no permafrost e essa será nossa próxima
meta".
Quinta-feira, 01.09.11
Agência Câmara de Notícias
Vaccarezza:
novo imposto pode ser alternativa para aumentar verba da saúde
Por Noéli Nobre / Edição:
Marcelo Oliveira
O líder do governo na Câmara, deputado Cândido
Vaccarezza (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira que o governo “aceitaria” um
novo imposto para a saúde, mas essa seria apenas uma das
possíveis alternativas para a destinação
de mais recursos ao setor. Vaccarezza disse que o governo quer
discutir soluções com a sociedade.
“Não existirá uma alternativa apenas, deve
ser um conjunto. Você pode, por exemplo, cobrar pela remessa
de lucros e dividendos de empresas para fora do Brasil”,
sugeriu, em entrevista concedida na Câmara.
O deputado
avaliou, no entanto, que não será possível
encontrar uma solução até o próximo
dia 28, quando está prevista sessão da Câmara
para votar a regulamentação da Emenda 29 (PLP 306/08),
que trata do repasse de verbas para a saúde. “Se
a Câmara votar a proposta do jeito que está, o Senado
será obrigado a fazer mudanças no texto.”
Conforme
Vaccarezza, o governo federal já gasta mais
do que exige a Emenda 29 e, por isso, a regulamentação
da medida não significará mais recursos para a
saúde. Os recursos previstos no Orçamento, segundo
ele, também não são suficientes para aumentar
os investimentos em qualificação e universalização
da saúde.
Também nesta quinta-feira, a ministra de Relações
Institucionais, Ideli Salvatti, confirmou a afirmação
de Vaccarezza de que a simples votação da Emenda
29 não resolve o problema de melhorar o atendimento à população
brasileira. “O Congresso tem de avaliar questões
que possam contribuir com novos recursos para a saúde”,
declarou, após participar de reunião com a bancada
do PSD na Câmara.
Vaccarezza
lembrou ainda que os recursos destinados à saúde
vêm aumentando ano a ano. “Em 2002, quando ainda
havia CPMF, o governo federal destinava R$ 24,7 bilhões
para o setor. Em 2010, sem CPMF, foram R$ 62 bilhões e,
em 2011, serão R$ 71,5 bilhões.”
Taxa de juros
O líder do governo também falou sobre a decisão
do Banco Central (BC) de reduzir a taxa básica de juros
de 12,5% para 12% ao ano. Vaccarezza disse que a tarefa do governo é criar
condições para os juros caírem, mas ressaltou
que o BC é independente para decidir.
Para o deputado,
o Brasil reúne hoje condições
macroeconômicas, fiscais e tributárias para começar
a reduzir os juros. Ele também citou a existência
de reservas internacionais elevadas e o fato de o País
ter inflação controlada como fatores que permitem
essa redução. “Dá para chegar a um
patamar civilizado [de juros]”, disse.
Para Ideli,
o BC tomou a decisão adequada às condições
internacionais e à atual conjuntura da economia brasileira.
Ela reforçou que a instituição tem total
autonomia para decidir.
Royalties
A ministra
disse ainda que o governo espera negociar neste mês
uma alternativa em relação aos royalties do pré-sal.
A votação, pelo Congresso, do veto do ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva à emenda que trata da
distribuição dos royalties está prevista
para o dia 22.
Na opinião de Ideli, no entanto, derrubar o veto não
resolve o problema, apenas transferiria a decisão para
a Justiça. “Nesse caso, ninguém saberá qual
será a decisão, nem quando será.”
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Agência Câmara de Notícias
Movimento
Primavera da Saúde vai pedir regulamentação
da Emenda 29
Por Renata
Tôrres / Edição:
Marcos Rossi
A Frente
Parlamentar da Saúde, com o apoio de diversas
entidades nacionais, vai promover, entre 14 e 28 de setembro,
a "Primavera da Saúde". O objetivo é mobilizar
a população e sensibilizar o governo e o Congresso
Nacional em favor da regulamentação da Emenda Constitucional
29. Ela define os percentuais mínimos das verbas que devem
ser investidas na Saúde por estados, municípios
e pelo governo federal, e as ações e serviços
que serão englobados.
O coordenador
da frente parlamentar, deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS), afirma que hoje algumas ações
que beneficiam a Saúde, como a construção
de redes de esgoto, são feitas com as verbas do setor.
Na opinião do parlamentar, esse tipo de obra deveria contar
com recursos, por exemplo, do Ministério das Cidades.
Perondi explica
que, com a regulamentação da Emenda
29, serão considerados ações e serviços
de saúde partos, remédios, cirurgias, tratamentos
de câncer, vacinas e atenção básica,
entre outros. E ressalta que a medida fará com que estados
que não cumprem a destinação mínima
de verbas para a Saúde passem a cumprir, e que o governo
federal aumente seus investimentos no setor, passando de 6,5%
ou 7% da receita orçamentária para 10%. “Nos últimos
15 anos, o governo federal está gastando bem menos que
as prefeituras", reclama.
Apesar de
já haver um acordo entre o presidente da Câmara,
Marco Maia, e as lideranças partidárias para que
a votação da proposta ocorra no dia 28 de setembro,
o Executivo rejeita a ideia, a não ser que seja prevista
uma fonte de recursos. Já se voltou a falar, por exemplo,
na recriação da CPMF, o imposto sobre cheques.
A Primavera da Saúde quer evitar um possível recuo
dos partidos a partir de uma pressão do governo.
Mobilização
O diretor
de Comunicação da Federação
Nacional dos Farmacêuticos, Ronald dos Santos, destaca
que diversas entidades, como a que representa, estão mobilizadas
em torno da Emenda 29. "Esse movimento surgiu com o intuito
de buscar o compromisso registrado no Tribunal Superior Eleitoral
pela então candidata a presidente da República
[Dilma Rousseff] de haver a regulamentação da Emenda
Constitucional 29 e encontrar algumas soluções.
Diversas organizações, como o movimento negro,
a Confederação Nacional de Associações
de Moradores, centrais sindicais e a Contag, estão aproveitando
o espírito da primavera para trazer para o Brasil a Primavera
da Saúde", ressalta.
A programação começa no dia 14 de setembro,
quando a Confederação Nacional dos Municípios
trará a Brasília mil prefeitos, a fim de exigir
a regulamentação da Emenda 29. Para o dia 27, véspera
da votação da proposta, está programada
uma grande manifestação, na qual milhares de pessoas
com flores nas mãos são esperadas pelos organizadores
do evento em frente ao Congresso Nacional. Nesse dia, os manifestantes
também vão dar um abraço simbólico
no Palácio do Planalto.
Agência Câmara de Notícias
Projeto
obriga SUS a pagar ecocardiograma para recém-nascidos
com Down
Por Murilo
Souza / Edição: Wilson Silveira
Tramita na
Câmara o Projeto de Lei 941/11, do deputado
Walney Rocha (PTB-RJ), que obriga estabelecimentos públicos
e privados credenciados pelo Sistema Único de Saúde
(SUS) a realizar o exame de ecocardiograma em todos os recém-nascidos
com síndrome de Down, desde que haja prescrição
médica e autorização dos pais.
O autor argumenta
que a incidência de doenças cardíacas
congênitas em crianças com síndrome de Down
pode chegar a 50%. “A literatura recente indica que essas
doenças devem ser abordadas cirurgicamente no primeiro
ano de vida, preferencialmente ainda no primeiro semestre”,
afirma o autor.
Rocha diz
que o ecocardiograma é o exame mais indicado,
pois é capaz de detectar problemas anatômicos que
muitas vezes não são perceptíveis no eletrocardiograma
e na ausculta.
Conforme
o texto, os custos decorrentes da nova medida deverão
estar previstos no Orçamento da União.
Tramitação
O projeto
tem caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-941/2011
Agência Saúde
Qualidade
dobrará recurso de 17 mil equipes de Saúde
Um
dos critérios de avaliação será a
satisfação do usuário. Formulário
para adesão está disponível no portal do
Ministério da Saúde
Por Paula Rosa
O Ministério da Saúde iniciou a primeira fase
do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção
Básica (PMAQ-AB), lançado em julho. Os municípios
podem, a partir desta quinta-feira (1º), inscrever até 17.600
equipes da Atenção Básica ao plano (confira
formulário). Elas serão avaliadas regularmente
e receberão até o dobro do financiamento, dependendo
dos resultados obtidos no atendimento à população.
Um dos critérios será a satisfação
do usuário.
“Para o Ministério da Saúde, é preciso
enfrentar de maneira direta e permanente a necessidade de qualificação
dos serviços de atenção básica, ofertados
a população brasileira”, diz o diretor de
Atenção Básica do Ministério da Saúde,
Hêider Pinto. Segundo ele, os repasses vinculados ao programa
representam um importante incremento no orçamento dos
municípios. “Os recursos contribuem fortemente no
financiamento de ações, com o objetivo de assegurar
uma atenção básica mais preparada para atender à população”,
completa.
Pelo programa,
serão verificados indicadores como atendimento
pré-natal, acompanhamento de pessoas em situação
crônica, redução do tempo de espera por consulta
e adequada atenção à saúde do idoso.
Nesta primeira etapa de implantação do programa,
o Ministério prevê a adesão de, no máximo,
17.600 equipes de todo Brasil.
Assim que
tiver a sua adesão ao Programa efetivada, o
município receberá 20% do Componente de Qualidade
do PAB-variável, o que representa um valor adicional de
até R$ 1.700,00 por equipe a cada mês. A verificação
in loco do Ministério, que determinará novos valores
de repasse para o município, acontecerá seis meses
após a adesão ao Programa. Nas situações
em que o desempenho da equipe for considerado ótimo, o
município poderá receber mensalmente até R$
8.500 por equipe, ou seja, 100% a mais.
“Pela primeira vez, o Ministério da Saúde
incorpora em sua política de atenção básica
a possibilidade de reconhecer o esforço dos gestores municipais
e profissionais de saúde, por meio da transferência
de recursos mediante desempenho”, afirma o diretor. Ele
explica que o programa prevê um conjunto de estratégias
que apoiarão os municípios e equipes a alcançarem
bons resultados. Ao longo do programa, o resultado será comparado
entre as equipes e a evolução do trabalho de cada
grupo.
Padrões – Além de avaliar a satisfação
do usuário, acesso, utilização e qualidade
dos serviços, o Ministério estipulará metas
para os municípios. Para isso serão emitidos certificados
de desempenho, o que contará com o envolvimento de instituições
de ensino e pesquisa, além dos gestores municipal, estadual
e federal. O programa também estimula a educação
permanente, o apoio institucional e monitoramento.
Só neste ano, serão destinados R$ 104 milhões
para a ação. A expectativa é que, em 2012,
sejam aplicados R$ 900 milhões no programa. As equipes
que tiverem um desempenho insatisfatório terão
o incentivo suspenso.
AGENDA
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html