02-12-11

 

Leia nesta edição:

- Para acabar com recaídas de malária

- Avanço nos planos de saúde

- Governo lança política de saúde para LGBTs

- Censo indica que 55% dos médicos são especialistas

- A difícil tarefa de encontrar pediatras

- Obama anuncia, nos EUA, mais dinheiro para combate à infecção

- Cientistas britânicos identificam dois novos sintomas de derrame

- Uso de plasma sanguíneo aumenta em 50% regeneração de ligamentos do joelho

- Expectativa de vida do brasileiro aumenta para 73,5 anos

- 14ª Conferência Nacional debate necessidade de mais recursos federais para o SUS

- Presidente da CNS participa da abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília

- Saúde está entre setores que criam 19 milionários por dia

- Lula diz a senador que é preciso fazer mais pela área da saúde

- Cardiologista do Instituto Pró-Cardíaco (RJ) apresenta tratamento pioneiro para prevenção de AVC

- Justiça proíbe marca de associar refrigerante a vida saudável

- Seguridade aprova dois dias livres para trabalhador fazer exames preventivos

- Pacientes com marca-passo terão regras para dirigir veículos

Sexta-feira, 02.12.11

CORREIO BRAZILIENSE

Para acabar com recaídas de malária

Grupo de instituto norte-americano consegue, em ratos, eliminar os parasitas da doença alojados no fígado. São esses micro-organismos os responsáveis pelas recidivas ao longo da vida dos portadores

Max Milliano Melo

Existem quatro espécies de parasitas responsáveis pelo desenvolvimento da malária, doença que anualmente atinge 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Medicamentos criados pelo homem já são capazes de controlar os quatro tipos de patógenos - todos protozoários do gênero plasmódio - e evitar que a grande maioria dos pacientes morra, deixando os casos fatais restritos ao universo das crianças, que são mais frágeis. No entanto, quando a infecção se dá por um tipo específico de parasita, o Plasmodium vivax, é bom o paciente se preparar. O micro-organismo tem a capacidade de se alojar no fígado, formando uma espécie de reserva. De tempos em tempos, durante toda a vida, essas reservas são ativadas, e o paciente volta a ter a doença.

Uma pesquisa divulgada na revista científica Science promete dar uma luz para os pacientes que sofrem com esse problema. Pesquisadores do The Scripps Research Institute, da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriram um grupo de substâncias chamadas imidazolopiperazinas. Em testes com ratos, esses compostos conseguiram o que nenhum medicamento atual foi capaz de fazer: eliminar os parasitas instalados no fígado, evitando o ressurgimento da doença.

Em entrevista ao Correio, uma das responsáveis pelo estudo, a pesquisadora norte-americana Elizabeth Winzeler explicou que, embora o resultado mostre que os parasitas são exterminados do fígado, ainda não é possível dizer como isso acontece. "Não temos certeza ainda, mas pensamos que o composto pode estar trabalhando para interromper um mecanismo básico que é necessário para os parasitas sobreviverem e crescerem no fígado e no sangue."

Para ela, mesmo que nem todos os compostos estudados efetivamente se tornem medicamentos, no futuro, as informações divulgadas agora poderão servir de base para novas pesquisas. "Estamos lançando os dados de todos os compostos que foram examinados como parte de nosso estudo. Mesmo que nossos compostos não se transformem em medicamentos licenciados, nós esperamos que os dados ajudem os outros a desenvolver antimaláricos", disse.

Controle

Apesar de os parasitas responsáveis pela forma reemergente da doença não serem responsáveis pela forma aguda do mal, isto é, os casos que levam à morte dos pacientes, os especialistas garantem que o controle dos casos crônicos trará benefícios sociais importantes. "Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, uma solução para esses casos trará melhorias do ponto de vista da saúde pública e da economia", afirma a norte-americana Elizabeth Winzeler.

Segundo os pesquisadores, benefícios adicionais poderão ser garantidos à medida que esses pacientes aliviarão os serviços públicos de saúde, já que deixarão de ser internados com frequência ou de receber os medicamento subsidiados pelo governo para controle dos sintomas. Outro ponto destacado é que a malária reemergente tem um impacto financeiro grande nas famílias, já que, além de remédios, os pacientes muitas vezes perdem dias de trabalho durante as crises da doença.

Embora as descobertas abram uma nova perspectiva para os pacientes que sofrem com a malária reemergente, os pesquisadores ainda não arriscam uma data para que a novidade chegue às prateleiras das farmácias e aos hospitais públicos. O próximo passo será testar a segurança de seu uso em seres humanos. "Se as imidazolopiperazinas se provarem seguras e não tóxicas durante os testes pré-clínicos que já estão em curso, é possível que os testes clínicos comecem em breve", conta Elizabeth. "No entanto, muitas pessoas terão de ser envolvidas nessa decisão."

Males da miséria

A malária está incluída no grupo das chamadas "doenças da pobreza". São males que, por sua transmissão estar ligada às más condições de vida e à pouca informação, são muito mais frequentes nas camadas menos favorecidas da população. Também fazem parte dessa lista a tuberculose, a sífilis e a poliomielite, entre outras. Segundo o mapa das doenças associadas à pobreza, elaborado pelo Instituto Oswaldo Cruz, há poucas décadas essas doenças dominavam o perfil epidemiológico do Brasil, sendo substituídas aos poucos por doenças crônicas, como diabetes e obesidade. Elas ainda representam, contudo, um desafio para as políticas de saúde pública nacionais.

Números da malária

3,3 bilhões de pessoas vivem em áreas de risco de transmissão de malária, em 109 países. Esse número corresponde a metade da população mundial.

35 países, sendo 30 na África Subsaariana e cinco na Ásia, representam 98% das mortes por malária no planeta.

A OMS estimou que, em 2008, a malária causou entre 190 milhões e 311 milhões de episódios clínicos, e de 708 mil a 1 milhão de mortes.

89% das mortes por malária no mundo ocorrem na África.

A malária é a 5ª causa de morte por doenças infecciosas no mundo, depois de infecções respiratórias, HIV/Aids, doenças diarréicas e tuberculose.

A malária é a 2ª causa principal de morte por doenças infecciosas na África, depois de HIV/Aids.

Nas Américas, o Brasil é o país com o maior número de casos, com transmissão de malária nos estados amazônicos e nas regiões de Mata Atlântica dos estados da Região Sudeste.

O ESTADO DE S. PAULO

Avanço nos planos de saúde

A Resolução Normativa n.º 279, que a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS) acaba de baixar, para regulamentar a Lei n.º 9.656, de junho de 1998, dá uma solução razoável para o grave problema enfrentado por um grande número de participantes de planos de saúde que, ao serem demitidos sem justa causa ou ao se aposentarem, perdiam as vantagens dos planos empresariais e eram obrigados a pagar planos individuais, excessivamente caros, se quisessem manter assistência igual ou próxima da que tinham antes. Como se trata de pessoas que em sua imensa maioria tiveram os rendimentos reduzidos, muitas não conseguiam arcar com essa despesa.

Elas passam a ter o direito de continuar como beneficiárias dos planos das empresas em que trabalham, dentro de condições muito mais favoráveis - se comparadas com as dos planos individuais - e por tempo que varia conforme o caso. Mas suficiente em princípio, no caso dos demitidos sem justa causa, para que consigam reorganizar suas vidas. Estes poderão permanecer no plano por um terço do tempo que contribuíram para ele, respeitando-se o limite mínimo de seis meses e máximo de dois anos.

No caso dos aposentados, ainda mais delicado, porque estão com a vida profissional encerrada, sem condições, portanto, de conseguir novos recursos -, eles são enquadrados em duas categorias. O aposentado que contribuiu por um período mínimo de dez anos tem o direito de manter, pelo tempo que quiser, "as mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral". Ou seja, a parcela que já pagava mais a da empresa. O que contribuiu por tempo inferior àquele terá direito a permanecer no plano - também com pagamento integral - pelo período de um ano para cada ano de contribuição.

Outra inovação da Resolução - que entra em vigor no final de dezembro - é o direito à portabilidade tanto para demitidos como aposentados, que poderão, assim, mudar de plano sem necessidade de cumprir novas carências. Antes, quando terminava o prazo em que podiam ser mantidos no plano, eles tinham de cumprir as carências exigidas pelos novos planos, situação particularmente difícil para os aposentados que, por causa da idade, enfrentam maiores problemas de saúde.

As regras para reajuste das tarifas dos planos para esses casos são um dos raros pontos da Resolução - em geral bem-aceita pelos interessados e as entidades de defesa dos consumidores - que suscitam polêmica. Segundo um "tira-dúvidas" divulgado pela ANS em seu site, as empresas poderão manter os demitidos e aposentados no mesmo plano dos ativos ou contratar outro exclusivo para eles. No primeiro caso, o reajuste será o mesmo para todos. No segundo, ele "será calculado de forma unificada com base na variação do custo assistencial (sinistralidade) de todos os planos de aposentados e demitidos da operadora de saúde" escolhida.

Para Carla Soares, diretora adjunta de normas e habilitação de produtos da ANS, esse critério garante reajuste razoável, porque dilui riscos e custos. Rosa Chiavassa, advogada especializada em direito do consumidor, admite que esse tipo de cálculo pode evitar reajustes excessivos, mas afirma que o melhor seria mesmo um reajuste igual para todos - ativos, aposentados e demitidos. O tempo dirá se a fórmula adotada é a melhor, como sustenta a ANS, ou se mudanças serão necessárias.

Para uma avaliação mais precisa da questão é preciso esperar a manifestação da outra parte envolvida - as empresas de planos de saúde, representadas pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Embora elas sejam obrigadas a acatar as novas regras, o seu poder de pressão é grande, como mostra a experiência.

A Resolução da ANS, que é sem dúvida um avanço, deveria abrir caminho para a solução do problema de outro grupo - o dos trabalhadores autônomos, cujo número cresce a cada dia e que estão condenados hoje a pagar planos individuais caríssimos ou se contentar com a precariedade do atendimento da rede de saúde pública.

FOLHA DE S. PAULO

Governo lança política de saúde para LGBTs

Ministério da Saúde divulgou também, ontem, a nova campanha de TV contra a Aids

Mulher recebe camisinha de membro do grupo de teatro Filhos da Dita, no centro de São Paulo, em ação contra a Aids

A garantia de conseguir cirurgias para mudança de sexo dentro do SUS, atendimento hospitalar com o nome usado por um travesti e orientações médicas para implante de silicone por transexuais agora são política de Estado.

As medidas se inserem na Política Nacional de Saúde Integral LGBT, instituída por portaria assinada pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) ontem, na 14ª Conferência Nacional de Saúde.

A proposta reúne ações já desenvolvidas de forma pontual, que passam a ter novo status. "Agora é regra do SUS", disse Padilha.

A portaria era reivindicação antiga do movimento gay, mas não é o ponto final, afirmou Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). "Agora é lutar para que o SUS assimile."

Caberá ao governo federal promover, junto com Estados e municípios, ações de prevenção e atenção à saúde nos casos de violência contra homossexuais.

AIDS

Padilha também divulgou ontem a campanha de TV contra a Aids, que neste ano tem foco nos jovens gays.

"Você é? Ela não admite, mas é", provoca a campanha, que conclui: "Você é preconceituoso? A Aids não tem preconceito". Foram lançados também selos e uma cartilha. Parte do material foi feita pelo cartunista Ziraldo.

Ziraldo e Preta Gil participaram de bate-papo com o ministro sobre vulnerabilidades do público LGBT. A cantora disse que vive estigmas ali discutidos por ser mulher, negra e bissexual.

O evento gerou uma saia-justa. A palavra foi dada a Preta Gil antes de Ziraldo ser acomodado. Ele ficou em pé enquanto a cantora falava. Para resolver a situação, o mediador cortou Gil para apresentar o cartunista, o que não agradou à cantora.

FOLHA DE S. PAULO

Censo indica que 55% dos médicos são especialistas

Tendência é de aumento do grupo frente aos profissionais generalistas. Em países ricos, especialistas são o dobro dos generalistas; pediatria é a área mais popular no Brasil

O maior censo médico já feito até hoje no país mostra que há 1,23 especialista para cada generalista. O número, está longe da média de muitos países desenvolvidos, onde essa proporção costuma ser de 2 para 1.

Os números foram divulgados ontem pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo).

Segundo o levantamento, dos 371,788 mil médicos em atividade, 55,1% são especialistas. Ou seja, passaram por residência médica ou por concurso reconhecido de uma sociedade médica.

Os generalistas são aqueles que não passaram por esse treinamento e costumam ser responsáveis pelo primeiro atendimento.

Em geral, são médicos jovens, que ainda não conseguiram entrar para a residência. A pouca oferta de vagas é considerada pelo trabalho como um dos gargalos na formação de especialistas.

Pediatria e ginecologia são as áreas com maior número de profissionais. Juntas, elas respondem por quase um quarto dos especialistas.

SOBRA E FALTA

A pediatria lidera entre as 53 especialidades reconhecidas no país, com 13,31% desses profissionais.

A dianteira na formação de pessoal não significa, porém, que haja pediatras para todos. A pesquisa indica que eles estão bastante concentrados, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste.

"Não faltam pediatras. O que acontece é que esses profissionais estão mal distribuídos", diz Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp.

Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, concorda.

"Faltam incentivos para que o pediatra fique na rede pública. Os salários não são dignos em muitas cidades. O profissional acaba migrando para a rede particular, normalmente nas capitais."

Todas as outras especialidades também estão concentradas nos grandes centros.

O Sudeste lidera, acumulando 54,97% desses profissionais. Uma realidade bem diferente do Norte, que tem apenas 3,47% dos especialistas, mas abriga 8,3% da população do Brasil.

Na abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, o ministro Alexandre Padilha (Saúde) retomou o discurso de que é prioridade do governo fixar médicos no interior e em regiões carentes e falou das especialidades mais requisitadas. "Precisamos formar mais pediatras que dermatologistas, mais obstetras que radiologistas."

EM BAIXA

Embora o relatório não indique nenhuma especialidade em nível crítico, a idade média elevada de algumas delas chama a atenção.

Enquanto a faixa etária média do médico brasileiro é de 46 anos, a de algumas especialidades beira os 60 anos, como patologia clínica e medicina laboratorial, medicina legal e perícia médica, angiologia e homeopatia.

A média de idade dos profissionais é um bom indicativo de tendências de carreira e das preferências dos profissionais recém-formados, afirma a pesquisa.

"Não acho que nós estejamos caminhando para um processo de extinção. O perfil do médico está mudando. Antes, o patologista clínico era o dono de um grande laboratório. Hoje, já não é mais assim, mas a procura pela residência não diminuiu", disse Carlos Balotari, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica.

CORREIO BRAZILIENSE

A difícil tarefa de encontrar pediatras

Embora o DF tenha a mais alta proporção desses especialistas por habitante, a baixa remuneração os desestimula a atuar em hospitais públicos e particulares

Ariadne Sakkis

O Distrito Federal tem 40,62 pediatras a cada 100 mil habitantes. É a mais alta proporção entre os estados brasileiros. Entretanto, na prática, os moradores do Distrito Federal têm dificuldade de acreditar que a oferta é assim tão boa, mesmo que os 1.044 pediatras representem mais de 10% do total de médicos do DF. Há alguns anos, a capital vive uma fase de problemas no atendimento infantil tanto na rede pública quanto na particular. Diversos hospitais não oferecem mais a especialidade nas emergências. A categoria médica travou batalha com as operadoras de planos de saúde por causa da baixa remuneração e, na rede pública, cada vez mais crianças disputam consultas com os pediatras disponíveis.

A revelação faz parte da pesquisa Demografia Médica no Brasil, desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O estudo mostra que o Brasil está bem servido de médicos, mas há grande desequilíbrio entre o número de profissionais lotados na rede pública e na esfera privada em qualquer especialidade. Se há 2,93 médicos em postos públicos a cada mil habitantes, o mundo médico particular oferta 13,56 profissionais a cada mil moradores. Para os pediatras, no entanto, a situação é drástica nos dois modelos.

Investigação

O baixo valor pago pelas consultas provocou uma onda de descredenciamento de pediatras dos planos de saúde. Em 2009 o Ministério Público do DF e Territórios chegou a abrir uma investigação para apurar a suspensão dos convênios por parte dos médicos. Em muitos hospitais, a especialidade desapareceu do pronto-socorro. "A pediatria deixou de ser rentável. Os planos de saúde lotam os consultórios, mas pagam pouquíssimo pelas consultas de retorno. Os pediatras não conseguem se manter", explica o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo Vaz.

A maioria dos médicos filiados a planos de saúde ganha melhor por causa dos procedimentos necessários à prática médica. Por exemplo, um cardiologista é remunerado ao pedir exames como eletrocardiograma e de sangue. Ocorre que o pediatra quase não faz uso desses exames e costuma ter em consultório o material indispensável para examinar e diagnosticar o problema da criança. "A Agência Nacional de Saúde Suplementar muitas vezes só olha o lado do usuário. As operadoras, então, cortam na outra ponta e o trabalho do médico fica insustentável", afirma Vaz.

Na rede pública, o drama do salário insatisfatório associado a condições ainda piores de trabalho resulta em mais competição pelos pediatras existentes. A dona de casa Evelângia Cardoso, 32 anos, sabe bem o que é esperar para ver o filho ser atendido no Centro de Saúde 06, na Asa Sul. "Trago o Rodrigo aqui desde que ele nasceu, em 2005. Gosto do atendimento. O problema é que, às vezes, preciso esperar muito para ser atendida. Deveria ter mais um pediatra, assim não teria tanta fila. Graças a Deus meu filho nunca teve nada de mais grave, pois conheço gente que já ficou mais de dois meses esperando para operar", diz.

O secretário-adjunto de Saúde, Elias Fernando Miziara, reconhece a falta de médicos na rede pública. Ele diz que o governo estuda a proposta apresentada pelo Sindicato dos Médicos do DF para a reforma do plano de carreira da categoria, mas ainda não há prazo para resposta. Uma das reivindicações é o piso de R$ 9 mil aos médicos, proposta apoiada pela Associação Médica Brasileira como parâmetro salarial nacional. "Em relação ao Brasil, o DF paga bem. Acontece que, para os padrões de vida, o salário de entrada na secretaria não tem sido atraente", admite.

Desistências

Dos 60 pediatras nomeados no último processo seletivo, por exemplo, apenas 36 tomaram posse. Como a maioria foi deslocada para o Hospital de Santa Maria, local considerado muito distante por grande parte dos candidatos aprovados, metade desistiu: apenas 18 estão em exercício. E o número de exonerações cresce a cada dia.

FOLHA DE S. PAULO

Obama anuncia, nos EUA, mais dinheiro para combate à infecção

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou ontem, em Washington, mais US$ 2 bilhões para combate à Aids no mundo, além de mais US$ 50 milhões para os esforços contra a doença no país.

"Podemos vencer essa doença", afirmou ele, durante o evento do Dia Mundial de Combate à Aids.

Seis milhões de pessoas infectadas com o vírus HIV nos países em que a epidemia é mais grave serão o alvo da ajuda internacional até 2013. O objetivo é melhorar o acesso às drogas antirretrovirais.

A situação nos EUA também é preocupante, segundo o presidente. "A taxa de novas infecções pode estar caindo em outros lugares, mas não aqui. Quando novos casos entre homens gays, jovens e negros aumentam 50% em três anos, precisamos mostrar a eles que suas vidas são importantes."

Grávidas soropositivas no mundo todo serão alvo de US$ 1,5 milhão em recursos.

A falta de recursos tem prejudicado a luta contra a Aids. Segundo a Organização das Nações Unidas, 2010 teve menos recursos do que 2009.

ESTADÃO.COM.BR

Cientistas britânicos identificam dois novos sintomas de derrame

Pesquisadores britânicos afirmam que descobriram outros dois sintomas que podem indicar que uma pessoa está sofrendo um derrame.

Um projeto desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust (parte do serviço público de saúde britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas do derrame.

Segundo a entidade assistencial britânica voltada para o tratamento do derrame, a Stroke Association, informa em sua página na internet que existem três sintomas que precisam ser observados.

O primeiro é fraqueza facial, notar se a pessoa consegue sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com aparência caída.

Outro sintoma é a fraqueza nos braços, observar se a pessoa consegue erguer os dois braços. E o terceiro sintoma são os problemas de fala, tentar detectar se a pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa fala.

Campanha

Uma campanha recente do NHS, o serviço público de saúde britânico, destacou estes três sintomas de derrame.

Mas, para Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester, as pessoas precisam começar a procurar pelos cinco sintomas.

"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão também são sintomas que precisam ser observados", disse.

"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos ou com um dos outros três sintomas, pode significar um indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo um derrame e também precisa procurar ajuda médica com urgência", acrescentou.

Simon Cook, chefe de operações da Stroke Association para a região de East Midlands, afirmou que a campanha do NHS é útil pois os três sintomas são fáceis de reconhecer pela maioria do público.

"Certamente existem outros sintomas, como visão desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente quando observarem os sinais de um derrame e liguem para os serviços de emergência", afirmou. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

PORTAL UOL

Uso de plasma sanguíneo aumenta em 50% regeneração de ligamentos do joelho

Estudo realizado no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP mostrou que o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) no tratamento de lesões de ligamentos do joelho torna a cicatrização dos tendões 50% mais eficaz. Trata-se de um composto rico em fatores do crescimento obtido do próprio sangue do paciente.

Durante seis meses, 27 atletas, entre 15 e 44 anos, foram acompanhados pelo grupo da medicina esportiva da ortopedia do HC. O plasma foi aplicado durante o procedimento cirúrgico em 12 deles, os outros 15 serviram de grupo controle. No pós-operatório, os pacientes que foram submetidos à nova técnica apresentaram menos dor. Segundo o ortopedista Adriano Almeida, envolvido no estudo, os que receberam o plasma tiveram 3,8 na escala de dor, enquanto o grupo controle apresentou 5,1.

Após o período de recuperação, foi observada, por meio de exames de ressonância, uma maior regeneração no grupo que recebeu o composto. A cicatrização desse grupo aumentou em 50%.

Segundo Adriano, a técnica, ainda experimental, está mostrando seus resultados e pode ser um caminho para a aceleração da cicatrização, ou tentar promover a regeneração. O próximo passo será avaliar o efeito deste produto autólogo em lesões de cartilagem, já que pacientes que praticam atividades físicas de alta intensidade estão mais propensos a apresentar este tipo de problema do que os que praticam exercícios de intensidade moderada ou baixa.

“Podemos dizer que a maior cicatrização pode levar a uma diminuição do tempo de recuperação e a um tendão mais forte, com menos riscos futuros, apesar de estes fatores não terem sido avaliados no estudo”, finaliza Adriano Almeida.

Quinta-feira, 01.12.11

ESTADÃO.COM.BR

Expectativa de vida do brasileiro aumenta para 73,5 anos

Resultado de 2010 representa um aumento de 3 meses e 22 dias em relação a 2009, aponta o IBGE

A esperança de vida ao nascer no Brasil era de 73 anos, 5 meses e 24 dias em 2010, um aumento de 3 meses e 22 dias em relação a 2009, aponta o IBGE no estudo Tábuas Completas de Mortalidade 2010, divulgado nesta quinta-feira. O resultado representa um acréscimo de 3 anos e 10 dias sobre o indicador de 2000.

A esperança de vida ao nascer das mulheres foi mais do que 7 anos maior do que a dos homens. Enquanto a esperança de vida masculina era de 69,73 anos em 2010, a das mulheres foi de 77,32 anos, uma diferença de 7,59 anos (7 anos, 7 meses e 2 dias). Já a taxa de mortalidade infantil para o Brasil foi estimada em 21,64 por mil nascidos vivos, o equivalente a uma redução de 28,03% em relação a 2000.

O estudo também informa que, em 2010, a chamada sobre mortalidade masculina (relação entre as probabilidades de morte de homens e mulheres, por idade ou grupos de idade) teve seu pico aos 22 anos de idade, quando a possibilidade de um homem morrer era 4,5 vezes maior do que a de uma mulher. Em 2000, nessa mesma idade, a probabilidade de morte masculina era 4,0 vezes maior.

A Tábua de Mortalidade da população para o ano de 2011, cuja divulgação está prevista para 29 de novembro de 2012, vai incorporar as informações mais recentes sobre população e óbitos, por sexo e idade, do Censo Demográfico realizado em 2010.

Divulgadas anualmente pelo IBGE, as Tábuas Completas de Mortalidade são usadas pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo de aposentadorias. A Tábua de Mortalidade da população para o ano de 2011, cuja divulgação está prevista para 29 de novembro de 2012, vai incorporar as informações mais recentes sobre população e óbitos, por sexo e idade, do Censo Demográfico realizado em 2010.

SITE DARCÍSIO PERONDI

14ª Conferência Nacional debate necessidade de mais recursos federais para o SUS

Cerca de quatro mil delegados de todo o Brasil estão em Brasília para a 14ª Conferência Nacional de Saúde, cujo tema é “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro”. Até o próximo domingo serão debatidos os desafios e as perspectivas do Sistema Único de Saúde e aprovadas propostas para melhorar a saúde no País. A abertura do evento foi feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que lançou campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, com foco no fim do preconceito contra o portador do vírus HIV.

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, ressaltou que o SUS está em todos os municípios, num posto de saúde, na visita de um agente de saúde ou no atendimento em um hospital. Disse que os delegados da Conferência precisam encontrar formas de melhorar o acesso da população ao SUS, de humanizar os serviços com mais carinho aos pacientes, e de valorizar o capital humano que trabalha na saúde. “Os delegados precisam defender o SUS, que é o maior patrimônio do Brasil”, afirmou Perondi.

O parlamentar gaúcho espera que a 14ª Conferência Nacional de Saúde confirme o apoio total à regulamentação da Emenda Constitucional 29, em tramitação no Senado, na forma do projeto original, que obriga a União a investir o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas com o setor de saúde. A Regulamentação da Emenda Constitucional 29 tem urgência aprovada e deve acontecer na próxima terça-feira (6).

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE

Presidente da CNS participa da abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília

O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão, participou da abertura oficial da 14ª Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, realizada nesta quinta-feira, 1º de dezembro. A solenidade também contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi, e do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar de Apoio as Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas na área da Saúde, Antônio Brito.

Com o tema "Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social, Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro", o evento abordará assuntos como a participação da comunidade e controle social; política de saúde na seguridade social e gestão do Sistema Único de Saúde. A 14ª Conferência Nacional de Saúde termina no dia 4 de dezembro.

SAÚDE WEB

Saúde está entre setores que criam 19 milionários por dia

Estatística deve se repetir pelos próximos três anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina

O mercado de saúde está entre os segmentos da economia que criam 19 milionários por dia no Brasil desde 2007, aponta reportagem da revista norte-americana Forbes. A estatística deve se repetir pelos próximos três anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina.

Entre os brasileiros citados, figuram os brasileiros Edson de Godoy Bueno, CEO do Grupo Amil e maior acionista da Dasa; e André Esteves, presidente do banco BTG Pactual, sócio da carioca Rede D'Or.

De acordo com o representante da Millennium BCP, Guilherme Morales, há muitas empresas emergentes crescendo muito rápido, no setor da saúde, imobiliário, construção e outras indústrias de base. Ele diz que o consumo brasileiro continua a crescer fortemente e, à medida que essas empresas crescem, o mesmo acontece com a riqueza de seus donos.

O especialista também destacou o crescimento das fusões e aquisições, sobretudo devido ao movimento de consolidação e de absorção de pequenos players por grandes companhias.

A estatística de 19 milionários por dia foi calculada com base em todas as riquezas de um indivíduo em conta, incluindo investimentos, bens, poupança e outros ativos, além de dinheiro. Segundo o ranking da Forbes 2011, o Brasil possui hoje 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários, com 70% da riqueza do país concentrada em São Paulo e Rio de Janeiro.

JORNAL DO BRASIL

Lula diz a senador que é preciso fazer mais pela área da saúde

O senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou nesta quinta-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está muito bem. Ele fez uma visita ao colega de partido, que realiza um tratamento contra um câncer na laringe aos cuidados do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Lula está muito bem, tão bem que me animou", disse ele, que afirmou ainda que recebeu do ex-mandatário "uma aula de vida". As informações são da Agência Senado.

De acordo com o parlamentar, Lula enfrenta os obstáculos com fé, acompanha as notícias e discute política. Ele e o senador Humberto Costa (PT-PE) foram ao hospital levar apoio. Segundo Viana, Lula se mostrou otimista em relação à vida e ao seu tratamento, ao lado de sua mulher e cercado de familiares e amigos. "Claro que é um tratamento doloroso, duro, para enfrentar uma doença complicada. Ele ainda vai ter uma fase delicada no começo do ano, que é a radioterapia, mas como sempre fez na vida, está enfrentando essas dificuldades com fé e confiança" afirmou Viana.

O senador disse ainda que Lula também conversou sobre a saúde no Brasil, dizendo que é preciso fazer mais pelo setor. Segundo ele, o ex-presidente chamou a atenção para o fato de que o atendimento está mais complexo, diversificado e caro. Por isso, é preciso encontrar uma maneira de financiar a área.

O câncer de Lula

Após queixa de dores de garganta, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou uma série de exames na noite de 28 de outubro. Na manhã do dia seguinte, foi divulgado boletim médico do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, informando que foi diagnosticado um tumor maligno na laringe, que seria inicialmente tratado por quimioterapia.

O câncer na região da laringe é mais comum entre homens e o de maior incidência na região da cabeça e pescoço. Os principais fatores que potencializam a doença são o tabagismo e o consumo de álcool. Já os sintomas são: dor de garganta, rouquidão, dificuldade de engolir, sensação de "caroço" na garganta e falta de ar.

PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS

Cardiologista do Instituto Pró-Cardíaco (RJ) apresenta tratamento pioneiro para prevenção de AVC

Eduardo Saad apresentou o procedimento durante o Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, em Brasília (DF). Um novo tratamento disponível no Brasil para prevenir o risco de AVC acaba de ser instituído no Hospital Pró-Cardíaco (Rio de Janeiro): a oclusão do apêndice atrial. A técnica foi apresentada pelo cardiologista Eduardo Saad, coordenador do Serviço de Arritmias e Estimulação e do Centro de Fibrilação Atrial do Hospital Pró-Cardíaco (RJ), durante o Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, que está sendo realizado em Brasília (de 30/nov. a 03/dez), no Centro de Convenções Brasil 21. Na apresentação de Tema Livre, Eduardo Saad explicou que o procedimento é utilizado na prevenção de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) em pacientes idosos portadores de fibrilação atrial (arritmia cardíaca responsável por até 20% de todos as isquemias cerebrais) que possuem alguma dificuldade ou contra indicação para uso de anticoagulantes.

A fibrilação atrial é a arritmia mais frequente encontrada na cardiologia, sendo muito comum em pacientes idosos. Sua incidência aumenta com a idade, ocorrendo em cerca de 1% dos indivíduos com idade inferior a 60 anos e quase 10% naqueles com mais de 80 anos. Sua presença acarreta fluxo lento de sangue e consequente formação e embolização de coágulos, que ocorre no apêndice atrial esquerdo. De acordo com o cardiologista do Pró-Cardíaco, pacientes com arritmia cardíaca do tipo fibrilação atrial são dependentes do uso crônico de medicações anticoagulantes, justamente para prevenir a formação destes coágulos. Em até 20-30% destes casos há alguma restrição ao uso dos anticoagulantes. "Isso se deve ao risco de desenvolverem sangramentos graves e, por isso, acabam não recebendo a recomendação de usar esse tipo de remédio, ficando então sujeitos a terem um AVC", afirma Saad. "A oclusão (obstrução, interrupção) do apêndice atrial serve justamente para esses casos, já que após o procedimento, os remédios anticoagulantes podem ser dispensados e o paciente permanece protegido das embolias", acrescenta o cardiologista.

O Pró-Cardíaco é o primeiro hospital privado do Estado do Rio de Janeiro e no Brasil a realizar esse tipo de tratamento, através do Serviço de Arritmias e do Centro de Fibrilação Atrial do Pró-Cardíaco. O procedimento também está disponível nas unidades terciárias especializadas do Sistema Único de Saúde (SUS). TÉCNICA E

PROCEDIMENTO

A técnica do procedimento consiste em implantar, por meio de cateter, uma prótese no apêndice atrial (localizada na superfície do átrio esquerdo e principal local de acúmulo de coágulos). O novo tratamento, realizado sob anestesia geral, é minimamente invasivo (requer apenas uma punção de veia) e com duração de aproximadamente 1h30 min. O paciente tem alta em menos de 24 horas. "Durante o procedimento, é inserida uma prótese que veda o apêndice atrial esquerdo na câmara superior esquerda do coração, onde se formam os coágulos que se desprendem e ocasionam o AVC", explica o cardiologista Eduardo Saad.

A prótese é guiada até o apêndice atrial, sendo levada por cateteres manipulados dentro do coração. A oclusão total desta estrutura ocorre em mais de 95% dos casos. O objetivo do procedimento é ocluir o apêndice, impedindo a formação dos coágulos. "A auriculeta (apêndice) é a fonte de origem de trombos (coágulos) em até 91% dos casos, devido ao baixo fluxo de esvaziamento causado pela ausência de contração durante a fibrilação atrial. Por isso, é esperado que estratégias que têm como alvo a auriculeta esquerda reduzam significativamente os acidentes embólicos", conta o Dr. Saad. Os pacientes de maior risco para o desenvolvimento das complicações embólicas decorrentes da fibrilação atrial são os idosos, os diabéticos, os hipertensos e aqueles que já tiveram um Acidente Vascular Cerebral no passado.

FOLHA DE S. PAULO

Justiça proíbe marca de associar refrigerante a vida saudável

A Justiça de São Paulo proibiu, em primeira instância, a empresa Dolly do Brasil Refrigerantes de veicular propagandas dirigidas a crianças e adolescentes que associem o consumo de refrigerante a uma vida saudável. A decisão, do dia 12 de outubro, foi divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério Publico. Cabe recurso.

A Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e Juventude da Capital ajuizou a ação civil pública em março de 2010, alegando que as campanhas da marca associavam o consumo dos seus produtos, que contém açúcar na composição, a uma vida saudável.

Ainda de acordo com a Promotoria, as ações de marketing da empresa, divulgadas em datas comemorativas como Páscoa, Dia das Crianças e Natal, tinham como público-alvo as crianças.

Na sentença, a juíza Renata Bittencourt Couto da Costa, da Vara da Infância e da Juventude da Lapa, julgou procedentes os pedidos da Promotoria.

A decisão também obriga a fabricante a informar aos consumidores, de forma clara e ostensiva, que o consumo excessivo de açúcar pode prejudicar a saúde. Ela vale em todo o território nacional.

A multa estabelecida por descumprimento da sentença é de R$ 1 milhão.

Procurada pela Folha, a Dolly ainda não respondeu se vai recorrer da decisão.

AGÊNCIA CÂMARA

Seguridade aprova dois dias livres para trabalhador fazer exames preventivos

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (30) o Projeto de Lei 1976/11, da deputada Erika Kokay (PT-DF), que concede aos empregados o direito de faltar dois dias por ano ao trabalho para realizar exames médicos preventivos.

Para a relatora, deputada Dra. Elaine Abissamra (PSB-SP), a proposta vai reduzir os custos do País com doenças ocupacionais e melhorar qualidade de vida dos trabalhadores. Ela citou pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo, publicada no mês passado, mostra que pelo menos 46% dos acidentes, incluídas as doenças ocupacionais, resultam em afastamento do trabalho por mais de 15 dias, incapacidade permanente ou morte.

“A maior parte destes custos bilionários é bancada por toda a sociedade, por meio de benefícios previdenciários precoces, atendimentos no SUS, gastos com reabilitação e ações judiciais”, ressaltou Abissamra.

Prejuízos

Segundo Elaine Abissamra, o estudo mostra ainda que a contribuição das empresas com o seguro de acidente de trabalho totaliza R$ 8 bilhões por ano. Já as despesas pagas pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) chegariam a R$ 14 bilhões anuais. Mas as empresas também contabilizam prejuízos indiretos com situação.

A parlamentar destacou que as empresas “arcam com o salário somente nos primeiros 15 dias, mas têm ônus como a interrupção do trabalho, substituição e treinamento de mão de obra e danos em maquinário”.

Tramitação

O projeto segue para análise conclusiva das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ESTADÃO.COM.BR

Pacientes com marca-passo terão regras para dirigir veículos

Deve ser publicada na próxima semana a primeira diretriz brasileira para orientar em que condições pacientes com dispositivos cardíacos implantáveis, como marca-passos, desfibriladores e ressincronizadores cardíacos, poderão dirigir veículos, tirar ou renovar a carteira de motorista. Estima-se que aproximadamente 37 mil brasileiros estejam nessas condições.

“A tendência é que, após a publicação oficial, isso vire uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que tem força de lei. O processo é semelhante ao que tornou obrigatório o uso de cadeirinhas para transporte de crianças de até 7 anos”, conta Flávio Adura, diretor-científico da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

A entidade elaborou as recomendações em parceria com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac). O texto será apresentado amanhã no Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas, em Brasília.

Adura revela que cerca de 4% dos acidentes fatais são causados por doenças do motorista. “Os problemas cardiológicos são uma das principais causas de mal-súbito”, afirma.

As novas regras vão determinar, por exemplo, quanto tempo uma pessoa submetida a uma cirurgia para implante de marca-passo ou para a troca do gerador do aparelho deve esperar para voltar a dirigir.

Silvana Nishioka, uma das coordenadoras das diretrizes na Sobrac, explica que esse tempo aumenta de acordo com o risco do procedimento. “Quando você troca um fio do marca-passo, por exemplo, leva um tempo até ele ficar bem fixado ao músculo cardíaco. Durante esse período os pacientes devem evitar qualquer tipo de esforço, pois há risco de hemorragia”, diz.

Embora não exista nenhuma restrição absoluta à direção de veículos particulares, os portadores de desfibriladores cardíacos, aparelhos que tratam um tipo de arritmia que pode causar morte súbita, e ressincronizadores cardíacos, usados em alguns tipos de insuficiência cardíaca, ficam impedidos de dirigir profissionalmente.

De acordo com Adura, enquanto um motorista de um carro de passeio dirige em média 250 horas por ano, um motorista profissional pode chegar a 3 mil horas. “O risco de ter um mal súbito, portanto, é 12 vezes maior. Além disso, as consequências do acidente também costumam ser mais graves, pois envolvem veículos de alta tonelagem, como caminhões e ônibus, e muitos passageiros.”

Mas, segundo Silvana, os riscos de acidente não são altos o suficiente para impedir que os pacientes dirijam carros particulares. "Os principais problemas costumam ocorrer nos primeiros três ou quatro meses após a cirurgia”, afirma.

O coordenador de Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Iran Castro, diz que o texto deve estar disponível no site da revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia já na próxima semana. Também deve ser publicada em breve na revista da Abramet.

Adura revela que a Abramet pretende criar diretrizes semelhantes para outras áreas da medicina, como neurologia e oftalmologia. “Doenças neurologia são a outra causa importante de mal súbito. Além disso, precisamos orientar os médicos sobre como proceder, por exemplo, com pacientes com Alzheimer.”

AGENDA


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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