Leia
nesta edição:
- Para acabar
com recaídas de malária
- Avanço nos planos de saúde
- Governo
lança política de saúde
para LGBTs
- Censo indica
que 55% dos médicos são especialistas
- A difícil
tarefa de encontrar pediatras
- Obama anuncia,
nos EUA, mais dinheiro para combate à infecção
- Cientistas
britânicos
identificam dois novos sintomas de derrame
- Uso de
plasma sanguíneo aumenta em 50% regeneração
de ligamentos do joelho
- Expectativa de vida do brasileiro aumenta para 73,5 anos
- 14ª Conferência
Nacional debate necessidade de mais recursos federais para
o SUS
- Presidente
da CNS participa da abertura da 14ª Conferência
Nacional de Saúde, em Brasília
- Saúde está entre setores que criam 19 milionários
por dia
- Lula diz
a senador que é preciso fazer mais pela área
da saúde
- Cardiologista
do Instituto Pró-Cardíaco (RJ)
apresenta tratamento pioneiro para prevenção de
AVC
- Justiça proíbe marca de associar refrigerante
a vida saudável
- Seguridade aprova dois dias livres para trabalhador fazer
exames preventivos
- Pacientes
com marca-passo terão regras para dirigir
veículos
Sexta-feira, 02.12.11
CORREIO BRAZILIENSE
Para
acabar com recaídas de malária
Grupo de
instituto norte-americano consegue, em ratos, eliminar os parasitas
da
doença alojados no fígado. São
esses micro-organismos os responsáveis pelas recidivas
ao longo da vida dos portadores
Max Milliano Melo
Existem quatro
espécies de parasitas responsáveis
pelo desenvolvimento da malária, doença que anualmente
atinge 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Medicamentos
criados pelo homem já são capazes de controlar
os quatro tipos de patógenos - todos protozoários
do gênero plasmódio - e evitar que a grande maioria
dos pacientes morra, deixando os casos fatais restritos ao universo
das crianças, que são mais frágeis. No entanto,
quando a infecção se dá por um tipo específico
de parasita, o Plasmodium vivax, é bom o paciente se preparar.
O micro-organismo tem a capacidade de se alojar no fígado,
formando uma espécie de reserva. De tempos em tempos,
durante toda a vida, essas reservas são ativadas, e o
paciente volta a ter a doença.
Uma pesquisa
divulgada na revista científica Science
promete dar uma luz para os pacientes que sofrem com esse problema.
Pesquisadores do The Scripps Research Institute, da Califórnia,
nos Estados Unidos, descobriram um grupo de substâncias
chamadas imidazolopiperazinas. Em testes com ratos, esses compostos
conseguiram o que nenhum medicamento atual foi capaz de fazer:
eliminar os parasitas instalados no fígado, evitando o
ressurgimento da doença.
Em entrevista
ao Correio, uma das responsáveis pelo estudo,
a pesquisadora norte-americana Elizabeth Winzeler explicou que,
embora o resultado mostre que os parasitas são exterminados
do fígado, ainda não é possível dizer
como isso acontece. "Não temos certeza ainda, mas
pensamos que o composto pode estar trabalhando para interromper
um mecanismo básico que é necessário para
os parasitas sobreviverem e crescerem no fígado e no sangue."
Para ela,
mesmo que nem todos os compostos estudados efetivamente se
tornem medicamentos,
no futuro, as informações
divulgadas agora poderão servir de base para novas pesquisas. "Estamos
lançando os dados de todos os compostos que foram examinados
como parte de nosso estudo. Mesmo que nossos compostos não
se transformem em medicamentos licenciados, nós esperamos
que os dados ajudem os outros a desenvolver antimaláricos",
disse.
Controle
Apesar de
os parasitas responsáveis pela forma reemergente
da doença não serem responsáveis pela forma
aguda do mal, isto é, os casos que levam à morte
dos pacientes, os especialistas garantem que o controle dos casos
crônicos trará benefícios sociais importantes. "Além
de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, uma solução
para esses casos trará melhorias do ponto de vista da
saúde pública e da economia", afirma a norte-americana
Elizabeth Winzeler.
Segundo os
pesquisadores, benefícios adicionais poderão
ser garantidos à medida que esses pacientes aliviarão
os serviços públicos de saúde, já que
deixarão de ser internados com frequência ou de
receber os medicamento subsidiados pelo governo para controle
dos sintomas. Outro ponto destacado é que a malária
reemergente tem um impacto financeiro grande nas famílias,
já que, além de remédios, os pacientes muitas
vezes perdem dias de trabalho durante as crises da doença.
Embora as
descobertas abram uma nova perspectiva para os pacientes que
sofrem com
a malária reemergente, os pesquisadores
ainda não arriscam uma data para que a novidade chegue às
prateleiras das farmácias e aos hospitais públicos.
O próximo passo será testar a segurança
de seu uso em seres humanos. "Se as imidazolopiperazinas
se provarem seguras e não tóxicas durante os testes
pré-clínicos que já estão em curso, é possível
que os testes clínicos comecem em breve", conta Elizabeth. "No
entanto, muitas pessoas terão de ser envolvidas nessa
decisão."
Males
da miséria
A malária está incluída no grupo das chamadas "doenças
da pobreza". São males que, por sua transmissão
estar ligada às más condições de
vida e à pouca informação, são muito
mais frequentes nas camadas menos favorecidas da população.
Também fazem parte dessa lista a tuberculose, a sífilis
e a poliomielite, entre outras. Segundo o mapa das doenças
associadas à pobreza, elaborado pelo Instituto Oswaldo
Cruz, há poucas décadas essas doenças dominavam
o perfil epidemiológico do Brasil, sendo substituídas
aos poucos por doenças crônicas, como diabetes e
obesidade. Elas ainda representam, contudo, um desafio para as
políticas de saúde pública nacionais.
Números da malária
3,3 bilhões de pessoas vivem em áreas de risco
de transmissão de malária, em 109 países.
Esse número corresponde a metade da população
mundial.
35 países, sendo 30 na África Subsaariana e cinco
na Ásia, representam 98% das mortes por malária
no planeta.
A OMS estimou
que, em 2008, a malária causou entre 190
milhões e 311 milhões de episódios clínicos,
e de 708 mil a 1 milhão de mortes.
89% das mortes
por malária no mundo ocorrem na África.
A malária é a 5ª causa de morte por doenças
infecciosas no mundo, depois de infecções respiratórias,
HIV/Aids, doenças diarréicas e tuberculose.
A malária é a 2ª causa principal de morte
por doenças infecciosas na África, depois de HIV/Aids.
Nas Américas, o Brasil é o país com o maior
número de casos, com transmissão de malária
nos estados amazônicos e nas regiões de Mata Atlântica
dos estados da Região Sudeste.
O ESTADO DE S. PAULO
Avanço nos planos de saúde
A Resolução Normativa n.º 279, que a Agência
Nacional de Saúde Complementar (ANS) acaba de baixar,
para regulamentar a Lei n.º 9.656, de junho de 1998, dá uma
solução razoável para o grave problema enfrentado
por um grande número de participantes de planos de saúde
que, ao serem demitidos sem justa causa ou ao se aposentarem,
perdiam as vantagens dos planos empresariais e eram obrigados
a pagar planos individuais, excessivamente caros, se quisessem
manter assistência igual ou próxima da que tinham
antes. Como se trata de pessoas que em sua imensa maioria tiveram
os rendimentos reduzidos, muitas não conseguiam arcar
com essa despesa.
Elas passam
a ter o direito de continuar como beneficiárias
dos planos das empresas em que trabalham, dentro de condições
muito mais favoráveis - se comparadas com as dos planos
individuais - e por tempo que varia conforme o caso. Mas suficiente
em princípio, no caso dos demitidos sem justa causa, para
que consigam reorganizar suas vidas. Estes poderão permanecer
no plano por um terço do tempo que contribuíram
para ele, respeitando-se o limite mínimo de seis meses
e máximo de dois anos.
No caso dos
aposentados, ainda mais delicado, porque estão
com a vida profissional encerrada, sem condições,
portanto, de conseguir novos recursos -, eles são enquadrados
em duas categorias. O aposentado que contribuiu por um período
mínimo de dez anos tem o direito de manter, pelo tempo
que quiser, "as mesmas condições de cobertura
assistencial de que gozava quando da vigência do contrato
de trabalho, desde que assuma o seu pagamento integral".
Ou seja, a parcela que já pagava mais a da empresa. O
que contribuiu por tempo inferior àquele terá direito
a permanecer no plano - também com pagamento integral
- pelo período de um ano para cada ano de contribuição.
Outra inovação da Resolução - que
entra em vigor no final de dezembro - é o direito à portabilidade
tanto para demitidos como aposentados, que poderão, assim,
mudar de plano sem necessidade de cumprir novas carências.
Antes, quando terminava o prazo em que podiam ser mantidos no
plano, eles tinham de cumprir as carências exigidas pelos
novos planos, situação particularmente difícil
para os aposentados que, por causa da idade, enfrentam maiores
problemas de saúde.
As regras
para reajuste das tarifas dos planos para esses casos são um dos raros pontos da Resolução - em
geral bem-aceita pelos interessados e as entidades de defesa
dos consumidores - que suscitam polêmica. Segundo um "tira-dúvidas" divulgado
pela ANS em seu site, as empresas poderão manter os demitidos
e aposentados no mesmo plano dos ativos ou contratar outro exclusivo
para eles. No primeiro caso, o reajuste será o mesmo para
todos. No segundo, ele "será calculado de forma unificada
com base na variação do custo assistencial (sinistralidade)
de todos os planos de aposentados e demitidos da operadora de
saúde" escolhida.
Para Carla
Soares, diretora adjunta de normas e habilitação
de produtos da ANS, esse critério garante reajuste razoável,
porque dilui riscos e custos. Rosa Chiavassa, advogada especializada
em direito do consumidor, admite que esse tipo de cálculo
pode evitar reajustes excessivos, mas afirma que o melhor seria
mesmo um reajuste igual para todos - ativos, aposentados e demitidos.
O tempo dirá se a fórmula adotada é a melhor,
como sustenta a ANS, ou se mudanças serão necessárias.
Para uma
avaliação mais precisa da questão é preciso
esperar a manifestação da outra parte envolvida
- as empresas de planos de saúde, representadas pela Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge). Embora elas sejam
obrigadas a acatar as novas regras, o seu poder de pressão é grande,
como mostra a experiência.
A Resolução da ANS, que é sem dúvida
um avanço, deveria abrir caminho para a solução
do problema de outro grupo - o dos trabalhadores autônomos,
cujo número cresce a cada dia e que estão condenados
hoje a pagar planos individuais caríssimos ou se contentar
com a precariedade do atendimento da rede de saúde pública.
FOLHA DE S. PAULO
Governo
lança política de saúde
para LGBTs
Ministério da Saúde divulgou também,
ontem, a nova campanha de TV contra a Aids
Mulher recebe
camisinha de membro do grupo de teatro Filhos da Dita, no centro
de São Paulo, em ação
contra a Aids
A garantia
de conseguir cirurgias para mudança de sexo
dentro do SUS, atendimento hospitalar com o nome usado por um
travesti e orientações médicas para implante
de silicone por transexuais agora são política
de Estado.
As medidas
se inserem na Política Nacional de Saúde
Integral LGBT, instituída por portaria assinada pelo ministro
Alexandre Padilha (Saúde) ontem, na 14ª Conferência
Nacional de Saúde.
A proposta
reúne ações já desenvolvidas
de forma pontual, que passam a ter novo status. "Agora é regra
do SUS", disse Padilha.
A portaria
era reivindicação antiga do movimento
gay, mas não é o ponto final, afirmou Toni Reis,
presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). "Agora é lutar
para que o SUS assimile."
Caberá ao governo federal promover, junto com Estados
e municípios, ações de prevenção
e atenção à saúde nos casos de violência
contra homossexuais.
AIDS
Padilha também
divulgou ontem a campanha de TV contra a Aids, que neste ano
tem foco nos jovens gays.
"Você é? Ela não admite, mas é",
provoca a campanha, que conclui: "Você é preconceituoso?
A Aids não tem preconceito". Foram lançados
também selos e uma cartilha. Parte do material foi feita
pelo cartunista Ziraldo.
Ziraldo e
Preta Gil participaram de bate-papo com o ministro sobre vulnerabilidades
do público LGBT. A cantora disse
que vive estigmas ali discutidos por ser mulher, negra e bissexual.
O evento
gerou uma saia-justa. A palavra foi dada a Preta Gil antes
de Ziraldo
ser acomodado. Ele ficou em pé enquanto
a cantora falava. Para resolver a situação, o mediador
cortou Gil para apresentar o cartunista, o que não agradou à cantora.
FOLHA DE S. PAULO
Censo
indica que 55% dos médicos são especialistas
Tendência é de aumento do grupo frente aos profissionais
generalistas. Em países ricos, especialistas são
o dobro dos generalistas; pediatria é a área mais
popular no Brasil
O maior censo
médico já feito até hoje
no país mostra que há 1,23 especialista para cada
generalista. O número, está longe da média
de muitos países desenvolvidos, onde essa proporção
costuma ser de 2 para 1.
Os números foram divulgados ontem pelo CFM (Conselho
Federal de Medicina) e pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina
do Estado de São Paulo).
Segundo o
levantamento, dos 371,788 mil médicos em atividade,
55,1% são especialistas. Ou seja, passaram por residência
médica ou por concurso reconhecido de uma sociedade médica.
Os generalistas
são aqueles que não passaram por
esse treinamento e costumam ser responsáveis pelo primeiro
atendimento.
Em geral,
são médicos jovens, que ainda não
conseguiram entrar para a residência. A pouca oferta de
vagas é considerada pelo trabalho como um dos gargalos
na formação de especialistas.
Pediatria
e ginecologia são as áreas com maior
número de profissionais. Juntas, elas respondem por quase
um quarto dos especialistas.
SOBRA E FALTA
A pediatria
lidera entre as 53 especialidades reconhecidas no país,
com 13,31% desses profissionais.
A dianteira
na formação de pessoal não
significa, porém, que haja pediatras para todos. A pesquisa
indica que eles estão bastante concentrados, sobretudo
nas regiões Sul e Sudeste.
"Não faltam pediatras. O que acontece é que
esses profissionais estão mal distribuídos",
diz Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp.
Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria,
concorda.
"Faltam incentivos para que o pediatra fique na rede pública.
Os salários não são dignos em muitas cidades.
O profissional acaba migrando para a rede particular, normalmente
nas capitais."
Todas as
outras especialidades também estão concentradas
nos grandes centros.
O Sudeste
lidera, acumulando 54,97% desses profissionais. Uma realidade
bem diferente
do Norte, que tem apenas 3,47% dos especialistas,
mas abriga 8,3% da população do Brasil.
Na abertura
da 14ª Conferência Nacional de Saúde,
o ministro Alexandre Padilha (Saúde) retomou o discurso
de que é prioridade do governo fixar médicos no
interior e em regiões carentes e falou das especialidades
mais requisitadas. "Precisamos formar mais pediatras que
dermatologistas, mais obstetras que radiologistas."
EM BAIXA
Embora o
relatório não indique nenhuma especialidade
em nível crítico, a idade média elevada
de algumas delas chama a atenção.
Enquanto
a faixa etária média do médico
brasileiro é de 46 anos, a de algumas especialidades beira
os 60 anos, como patologia clínica e medicina laboratorial,
medicina legal e perícia médica, angiologia e homeopatia.
A média de idade dos profissionais é um bom indicativo
de tendências de carreira e das preferências dos
profissionais recém-formados, afirma a pesquisa.
"Não acho que nós estejamos caminhando para
um processo de extinção. O perfil do médico
está mudando. Antes, o patologista clínico era
o dono de um grande laboratório. Hoje, já não é mais
assim, mas a procura pela residência não diminuiu",
disse Carlos Balotari, presidente da Sociedade Brasileira de
Patologia Clínica.
CORREIO BRAZILIENSE
A
difícil
tarefa de encontrar pediatras
Embora o
DF tenha a mais alta proporção desses
especialistas por habitante, a baixa remuneração
os desestimula a atuar em hospitais públicos e particulares
Ariadne Sakkis
O Distrito
Federal tem 40,62 pediatras a cada 100 mil habitantes. É a
mais alta proporção entre os estados brasileiros.
Entretanto, na prática, os moradores do Distrito Federal
têm dificuldade de acreditar que a oferta é assim
tão boa, mesmo que os 1.044 pediatras representem mais
de 10% do total de médicos do DF. Há alguns anos,
a capital vive uma fase de problemas no atendimento infantil
tanto na rede pública quanto na particular. Diversos hospitais
não oferecem mais a especialidade nas emergências.
A categoria médica travou batalha com as operadoras de
planos de saúde por causa da baixa remuneração
e, na rede pública, cada vez mais crianças disputam
consultas com os pediatras disponíveis.
A revelação faz parte da pesquisa Demografia Médica
no Brasil, desenvolvida pelo Conselho Federal de Medicina e pelo
Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).
O estudo mostra que o Brasil está bem servido de médicos,
mas há grande desequilíbrio entre o número
de profissionais lotados na rede pública e na esfera privada
em qualquer especialidade. Se há 2,93 médicos em
postos públicos a cada mil habitantes, o mundo médico
particular oferta 13,56 profissionais a cada mil moradores. Para
os pediatras, no entanto, a situação é drástica
nos dois modelos.
Investigação
O baixo valor
pago pelas consultas provocou uma onda de descredenciamento
de pediatras
dos planos de saúde. Em 2009 o Ministério
Público do DF e Territórios chegou a abrir uma
investigação para apurar a suspensão dos
convênios por parte dos médicos. Em muitos hospitais,
a especialidade desapareceu do pronto-socorro. "A pediatria
deixou de ser rentável. Os planos de saúde lotam
os consultórios, mas pagam pouquíssimo pelas consultas
de retorno. Os pediatras não conseguem se manter",
explica o presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Eduardo
Vaz.
A maioria
dos médicos filiados a planos de saúde
ganha melhor por causa dos procedimentos necessários à prática
médica. Por exemplo, um cardiologista é remunerado
ao pedir exames como eletrocardiograma e de sangue. Ocorre que
o pediatra quase não faz uso desses exames e costuma ter
em consultório o material indispensável para examinar
e diagnosticar o problema da criança. "A Agência
Nacional de Saúde Suplementar muitas vezes só olha
o lado do usuário. As operadoras, então, cortam
na outra ponta e o trabalho do médico fica insustentável",
afirma Vaz.
Na rede pública, o drama do salário insatisfatório
associado a condições ainda piores de trabalho
resulta em mais competição pelos pediatras existentes.
A dona de casa Evelângia Cardoso, 32 anos, sabe bem o que é esperar
para ver o filho ser atendido no Centro de Saúde 06, na
Asa Sul. "Trago o Rodrigo aqui desde que ele nasceu, em
2005. Gosto do atendimento. O problema é que, às
vezes, preciso esperar muito para ser atendida. Deveria ter mais
um pediatra, assim não teria tanta fila. Graças
a Deus meu filho nunca teve nada de mais grave, pois conheço
gente que já ficou mais de dois meses esperando para operar",
diz.
O secretário-adjunto de Saúde, Elias Fernando
Miziara, reconhece a falta de médicos na rede pública.
Ele diz que o governo estuda a proposta apresentada pelo Sindicato
dos Médicos do DF para a reforma do plano de carreira
da categoria, mas ainda não há prazo para resposta.
Uma das reivindicações é o piso de R$ 9
mil aos médicos, proposta apoiada pela Associação
Médica Brasileira como parâmetro salarial nacional. "Em
relação ao Brasil, o DF paga bem. Acontece que,
para os padrões de vida, o salário de entrada na
secretaria não tem sido atraente", admite.
Desistências
Dos 60 pediatras
nomeados no último processo seletivo,
por exemplo, apenas 36 tomaram posse. Como a maioria foi deslocada
para o Hospital de Santa Maria, local considerado muito distante
por grande parte dos candidatos aprovados, metade desistiu: apenas
18 estão em exercício. E o número de exonerações
cresce a cada dia.
FOLHA DE S. PAULO
Obama
anuncia, nos EUA, mais dinheiro para combate à infecção
O presidente
dos EUA, Barack Obama, anunciou ontem, em Washington, mais
US$ 2 bilhões para combate à Aids no mundo,
além de mais US$ 50 milhões para os esforços
contra a doença no país.
"Podemos vencer essa doença", afirmou ele,
durante o evento do Dia Mundial de Combate à Aids.
Seis milhões de pessoas infectadas com o vírus
HIV nos países em que a epidemia é mais grave serão
o alvo da ajuda internacional até 2013. O objetivo é melhorar
o acesso às drogas antirretrovirais.
A situação nos EUA também é preocupante,
segundo o presidente. "A taxa de novas infecções
pode estar caindo em outros lugares, mas não aqui. Quando
novos casos entre homens gays, jovens e negros aumentam 50% em
três anos, precisamos mostrar a eles que suas vidas são
importantes."
Grávidas soropositivas no mundo todo serão alvo
de US$ 1,5 milhão em recursos.
A falta de
recursos tem prejudicado a luta contra a Aids. Segundo a Organização das Nações
Unidas, 2010 teve menos recursos do que 2009.
ESTADÃO.COM.BR
Cientistas
britânicos
identificam dois novos sintomas de derrame
Pesquisadores
britânicos afirmam que descobriram outros
dois sintomas que podem indicar que uma pessoa está sofrendo
um derrame.
Um projeto
desenvolvido pela University Hospitals of Leicester NHS Trust
(parte do
serviço público de saúde
britânico) descobriu que fraqueza nas pernas e perda de
visão também são sintomas do derrame.
Segundo a
entidade assistencial britânica voltada para
o tratamento do derrame, a Stroke Association, informa em sua
página na internet que existem três sintomas que
precisam ser observados.
O primeiro é fraqueza facial, notar se a pessoa consegue
sorrir ou se um canto da boca ou um dos olhos está com
aparência caída.
Outro sintoma é a fraqueza nos braços, observar
se a pessoa consegue erguer os dois braços. E o terceiro
sintoma são os problemas de fala, tentar detectar se a
pessoa consegue falar claramente ou entender o que outra pessoa
fala.
Campanha
Uma campanha
recente do NHS, o serviço público
de saúde britânico, destacou estes três sintomas
de derrame.
Mas, para
Ross Naylor, professor na University Hospitals of Leicester,
as pessoas
precisam começar a procurar pelos
cinco sintomas.
"A campanha do NHS foi bem-sucedida, mas é importante
que as pessoas saibam que fraqueza nas pernas e perda de visão
também são sintomas que precisam ser observados",
disse.
"Temo que muitas pessoas não saibam que qualquer
um que esteja com um ou ambos destes sinais adicionais, sozinhos
ou com um dos outros três sintomas, pode significar um
indicador de que a pessoa, ou um ente querido, está tendo
um derrame e também precisa procurar ajuda médica
com urgência", acrescentou.
Simon Cook,
chefe de operações da Stroke Association
para a região de East Midlands, afirmou que a campanha
do NHS é útil pois os três sintomas são
fáceis de reconhecer pela maioria do público.
"Certamente existem outros sintomas, como visão
desfocada e fraqueza nas pernas. Mas, acreditamos que o mais
importante é que as pessoas se lembrem de agir rapidamente
quando observarem os sinais de um derrame e liguem para os serviços
de emergência", afirmou. BBC Brasil - Todos os direitos
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PORTAL UOL
Uso
de plasma sanguíneo aumenta em 50% regeneração
de ligamentos do joelho
Estudo realizado
no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP
mostrou que o uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) no tratamento
de lesões de ligamentos do joelho torna a cicatrização
dos tendões 50% mais eficaz. Trata-se de um composto rico
em fatores do crescimento obtido do próprio sangue do
paciente.
Durante seis
meses, 27 atletas, entre 15 e 44 anos, foram acompanhados pelo
grupo
da medicina esportiva da ortopedia do HC. O plasma
foi aplicado durante o procedimento cirúrgico em 12 deles,
os outros 15 serviram de grupo controle. No pós-operatório,
os pacientes que foram submetidos à nova técnica
apresentaram menos dor. Segundo o ortopedista Adriano Almeida,
envolvido no estudo, os que receberam o plasma tiveram 3,8 na
escala de dor, enquanto o grupo controle apresentou 5,1.
Após o período de recuperação, foi
observada, por meio de exames de ressonância, uma maior
regeneração no grupo que recebeu o composto. A
cicatrização desse grupo aumentou em 50%.
Segundo Adriano,
a técnica, ainda experimental, está mostrando
seus resultados e pode ser um caminho para a aceleração
da cicatrização, ou tentar promover a regeneração.
O próximo passo será avaliar o efeito deste produto
autólogo em lesões de cartilagem, já que
pacientes que praticam atividades físicas de alta intensidade
estão mais propensos a apresentar este tipo de problema
do que os que praticam exercícios de intensidade moderada
ou baixa.
“Podemos dizer que a maior cicatrização
pode levar a uma diminuição do tempo de recuperação
e a um tendão mais forte, com menos riscos futuros, apesar
de estes fatores não terem sido avaliados no estudo”,
finaliza Adriano Almeida.
Quinta-feira, 01.12.11
ESTADÃO.COM.BR
Expectativa de vida do brasileiro aumenta para 73,5 anos
Resultado
de 2010 representa um aumento de 3 meses e 22 dias em relação
a 2009, aponta o IBGE
A esperança de vida ao nascer no Brasil era de 73 anos,
5 meses e 24 dias em 2010, um aumento de 3 meses e 22 dias em
relação a 2009, aponta o IBGE no estudo Tábuas
Completas de Mortalidade 2010, divulgado nesta quinta-feira.
O resultado representa um acréscimo de 3 anos e 10 dias
sobre o indicador de 2000.
A esperança de vida ao nascer das mulheres foi mais do
que 7 anos maior do que a dos homens. Enquanto a esperança
de vida masculina era de 69,73 anos em 2010, a das mulheres foi
de 77,32 anos, uma diferença de 7,59 anos (7 anos, 7 meses
e 2 dias). Já a taxa de mortalidade infantil para o Brasil
foi estimada em 21,64 por mil nascidos vivos, o equivalente a
uma redução de 28,03% em relação
a 2000.
O estudo
também informa que, em 2010, a chamada sobre
mortalidade masculina (relação entre as probabilidades
de morte de homens e mulheres, por idade ou grupos de idade)
teve seu pico aos 22 anos de idade, quando a possibilidade de
um homem morrer era 4,5 vezes maior do que a de uma mulher. Em
2000, nessa mesma idade, a probabilidade de morte masculina era
4,0 vezes maior.
A Tábua de Mortalidade da população para
o ano de 2011, cuja divulgação está prevista
para 29 de novembro de 2012, vai incorporar as informações
mais recentes sobre população e óbitos,
por sexo e idade, do Censo Demográfico realizado em 2010.
Divulgadas
anualmente pelo IBGE, as Tábuas Completas
de Mortalidade são usadas pelo Ministério da Previdência
Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário,
no cálculo de aposentadorias. A Tábua de Mortalidade
da população para o ano de 2011, cuja divulgação
está prevista para 29 de novembro de 2012, vai incorporar
as informações mais recentes sobre população
e óbitos, por sexo e idade, do Censo Demográfico
realizado em 2010.
SITE
DARCÍSIO
PERONDI
14ª Conferência
Nacional debate necessidade de mais recursos federais para
o SUS
Cerca de
quatro mil delegados de todo o Brasil estão
em Brasília para a 14ª Conferência Nacional
de Saúde, cujo tema é “Todos usam o SUS!
SUS na Seguridade Social, Política Pública, Patrimônio
do Povo Brasileiro”. Até o próximo domingo
serão debatidos os desafios e as perspectivas do Sistema Único
de Saúde e aprovadas propostas para melhorar a saúde
no País. A abertura do evento foi feita pelo ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, que lançou campanha
do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, com foco no fim do preconceito
contra o portador do vírus HIV.
O deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da
Frente Parlamentar da Saúde, ressaltou que o SUS está em
todos os municípios, num posto de saúde, na visita
de um agente de saúde ou no atendimento em um hospital.
Disse que os delegados da Conferência precisam encontrar
formas de melhorar o acesso da população ao SUS,
de humanizar os serviços com mais carinho aos pacientes,
e de valorizar o capital humano que trabalha na saúde. “Os
delegados precisam defender o SUS, que é o maior patrimônio
do Brasil”, afirmou Perondi.
O parlamentar
gaúcho espera que a 14ª Conferência
Nacional de Saúde confirme o apoio total à regulamentação
da Emenda Constitucional 29, em tramitação no Senado,
na forma do projeto original, que obriga a União a investir
o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas com o setor
de saúde. A Regulamentação da Emenda Constitucional
29 tem urgência aprovada e deve acontecer na próxima
terça-feira (6).
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DE SAÚDE
Presidente
da CNS participa da abertura da 14ª Conferência
Nacional de Saúde, em Brasília
O presidente
da Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Dr. José Carlos Abrahão, participou da abertura
oficial da 14ª Conferência Nacional de Saúde,
em Brasília, realizada nesta quinta-feira, 1º de
dezembro. A solenidade também contou com a participação
do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do deputado federal
e presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio
Perondi, e do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar
de Apoio as Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas
na área da Saúde, Antônio Brito.
Com o tema "Todos usam o SUS! SUS na Seguridade Social,
Política Pública, patrimônio do Povo Brasileiro",
o evento abordará assuntos como a participação
da comunidade e controle social; política de saúde
na seguridade social e gestão do Sistema Único
de Saúde. A 14ª Conferência Nacional de Saúde
termina no dia 4 de dezembro.
SAÚDE
WEB
Saúde está entre setores que criam 19 milionários
por dia
Estatística deve se repetir pelos próximos três
anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina
O mercado
de saúde está entre os segmentos da
economia que criam 19 milionários por dia no Brasil desde
2007, aponta reportagem da revista norte-americana Forbes. A
estatística deve se repetir pelos próximos três
anos, em decorrência do crescimento do Produto Interno
Bruto (PIB) e das taxas de consumo em toda a América Latina.
Entre os
brasileiros citados, figuram os brasileiros Edson de Godoy
Bueno, CEO do
Grupo Amil e maior acionista da Dasa; e André Esteves,
presidente do banco BTG Pactual, sócio da carioca Rede
D'Or.
De acordo
com o representante da Millennium BCP, Guilherme Morales, há muitas empresas emergentes crescendo muito rápido,
no setor da saúde, imobiliário, construção
e outras indústrias de base. Ele diz que o consumo brasileiro
continua a crescer fortemente e, à medida que essas empresas
crescem, o mesmo acontece com a riqueza de seus donos.
O especialista
também destacou o crescimento das fusões
e aquisições, sobretudo devido ao movimento de
consolidação e de absorção de pequenos
players por grandes companhias.
A estatística de 19 milionários por dia foi calculada
com base em todas as riquezas de um indivíduo em conta,
incluindo investimentos, bens, poupança e outros ativos,
além de dinheiro. Segundo o ranking da Forbes 2011, o
Brasil possui hoje 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários,
com 70% da riqueza do país concentrada em São Paulo
e Rio de Janeiro.
JORNAL DO BRASIL
Lula
diz a senador que é preciso fazer mais pela área
da saúde
O senador
Jorge Viana (PT-AC) afirmou nesta quinta-feira que o ex-presidente
Luiz
Inácio Lula da Silva está muito
bem. Ele fez uma visita ao colega de partido, que realiza um
tratamento contra um câncer na laringe aos cuidados do
Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "Lula
está muito bem, tão bem que me animou", disse
ele, que afirmou ainda que recebeu do ex-mandatário "uma
aula de vida". As informações são da
Agência Senado.
De acordo
com o parlamentar, Lula enfrenta os obstáculos
com fé, acompanha as notícias e discute política.
Ele e o senador Humberto Costa (PT-PE) foram ao hospital levar
apoio. Segundo Viana, Lula se mostrou otimista em relação à vida
e ao seu tratamento, ao lado de sua mulher e cercado de familiares
e amigos. "Claro que é um tratamento doloroso, duro,
para enfrentar uma doença complicada. Ele ainda vai ter
uma fase delicada no começo do ano, que é a radioterapia,
mas como sempre fez na vida, está enfrentando essas dificuldades
com fé e confiança" afirmou Viana.
O senador
disse ainda que Lula também conversou sobre
a saúde no Brasil, dizendo que é preciso fazer
mais pelo setor. Segundo ele, o ex-presidente chamou a atenção
para o fato de que o atendimento está mais complexo, diversificado
e caro. Por isso, é preciso encontrar uma maneira de financiar
a área.
O
câncer
de Lula
Após queixa de dores de garganta, o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva realizou uma série de exames
na noite de 28 de outubro. Na manhã do dia seguinte, foi
divulgado boletim médico do Hospital Sírio-Libanês,
de São Paulo, informando que foi diagnosticado um tumor
maligno na laringe, que seria inicialmente tratado por quimioterapia.
O câncer na região da laringe é mais comum
entre homens e o de maior incidência na região da
cabeça e pescoço. Os principais fatores que potencializam
a doença são o tabagismo e o consumo de álcool.
Já os sintomas são: dor de garganta, rouquidão,
dificuldade de engolir, sensação de "caroço" na
garganta e falta de ar.
PORTAL NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS
Cardiologista
do Instituto Pró-Cardíaco (RJ) apresenta
tratamento pioneiro para prevenção de AVC
Eduardo Saad
apresentou o procedimento durante o Congresso Brasileiro de
Arritmias
Cardíacas, em Brasília (DF). Um novo
tratamento disponível no Brasil para prevenir o risco
de AVC acaba de ser instituído no Hospital Pró-Cardíaco
(Rio de Janeiro): a oclusão do apêndice atrial.
A técnica foi apresentada pelo cardiologista Eduardo Saad,
coordenador do Serviço de Arritmias e Estimulação
e do Centro de Fibrilação Atrial do Hospital Pró-Cardíaco
(RJ), durante o Congresso Brasileiro de Arritmias Cardíacas,
que está sendo realizado em Brasília (de 30/nov.
a 03/dez), no Centro de Convenções Brasil 21. Na
apresentação de Tema Livre, Eduardo Saad explicou
que o procedimento é utilizado na prevenção
de acidente vascular cerebral (AVC ou derrame) em pacientes idosos
portadores de fibrilação atrial (arritmia cardíaca
responsável por até 20% de todos as isquemias cerebrais)
que possuem alguma dificuldade ou contra indicação
para uso de anticoagulantes.
A fibrilação atrial é a arritmia mais frequente
encontrada na cardiologia, sendo muito comum em pacientes idosos.
Sua incidência aumenta com a idade, ocorrendo em cerca
de 1% dos indivíduos com idade inferior a 60 anos e quase
10% naqueles com mais de 80 anos. Sua presença acarreta
fluxo lento de sangue e consequente formação e
embolização de coágulos, que ocorre no apêndice
atrial esquerdo. De acordo com o cardiologista do Pró-Cardíaco,
pacientes com arritmia cardíaca do tipo fibrilação
atrial são dependentes do uso crônico de medicações
anticoagulantes, justamente para prevenir a formação
destes coágulos. Em até 20-30% destes casos há alguma
restrição ao uso dos anticoagulantes. "Isso
se deve ao risco de desenvolverem sangramentos graves e, por
isso, acabam não recebendo a recomendação
de usar esse tipo de remédio, ficando então sujeitos
a terem um AVC", afirma Saad. "A oclusão (obstrução,
interrupção) do apêndice atrial serve justamente
para esses casos, já que após o procedimento, os
remédios anticoagulantes podem ser dispensados e o paciente
permanece protegido das embolias", acrescenta o cardiologista.
O Pró-Cardíaco é o primeiro hospital privado
do Estado do Rio de Janeiro e no Brasil a realizar esse tipo
de tratamento, através do Serviço de Arritmias
e do Centro de Fibrilação Atrial do Pró-Cardíaco.
O procedimento também está disponível nas
unidades terciárias especializadas do Sistema Único
de Saúde (SUS). TÉCNICA E
PROCEDIMENTO
A técnica do procedimento consiste em implantar, por
meio de cateter, uma prótese no apêndice atrial
(localizada na superfície do átrio esquerdo e principal
local de acúmulo de coágulos). O novo tratamento,
realizado sob anestesia geral, é minimamente invasivo
(requer apenas uma punção de veia) e com duração
de aproximadamente 1h30 min. O paciente tem alta em menos de
24 horas. "Durante o procedimento, é inserida uma
prótese que veda o apêndice atrial esquerdo na câmara
superior esquerda do coração, onde se formam os
coágulos que se desprendem e ocasionam o AVC", explica
o cardiologista Eduardo Saad.
A prótese é guiada até o apêndice
atrial, sendo levada por cateteres manipulados dentro do coração.
A oclusão total desta estrutura ocorre em mais de 95%
dos casos. O objetivo do procedimento é ocluir o apêndice,
impedindo a formação dos coágulos. "A
auriculeta (apêndice) é a fonte de origem de trombos
(coágulos) em até 91% dos casos, devido ao baixo
fluxo de esvaziamento causado pela ausência de contração
durante a fibrilação atrial. Por isso, é esperado
que estratégias que têm como alvo a auriculeta esquerda
reduzam significativamente os acidentes embólicos",
conta o Dr. Saad. Os pacientes de maior risco para o desenvolvimento
das complicações embólicas decorrentes da
fibrilação atrial são os idosos, os diabéticos,
os hipertensos e aqueles que já tiveram um Acidente Vascular
Cerebral no passado.
FOLHA DE S. PAULO
Justiça proíbe marca de associar refrigerante
a vida saudável
A Justiça de São Paulo proibiu, em primeira instância,
a empresa Dolly do Brasil Refrigerantes de veicular propagandas
dirigidas a crianças e adolescentes que associem o consumo
de refrigerante a uma vida saudável. A decisão,
do dia 12 de outubro, foi divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério
Publico. Cabe recurso.
A Promotoria
de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos
e Coletivos da Infância e Juventude da Capital ajuizou
a ação civil pública em março de
2010, alegando que as campanhas da marca associavam o consumo
dos seus produtos, que contém açúcar na
composição, a uma vida saudável.
Ainda de
acordo com a Promotoria, as ações de
marketing da empresa, divulgadas em datas comemorativas como
Páscoa, Dia das Crianças e Natal, tinham como público-alvo
as crianças.
Na sentença, a juíza Renata Bittencourt Couto
da Costa, da Vara da Infância e da Juventude da Lapa, julgou
procedentes os pedidos da Promotoria.
A decisão também obriga a fabricante a informar
aos consumidores, de forma clara e ostensiva, que o consumo excessivo
de açúcar pode prejudicar a saúde. Ela vale
em todo o território nacional.
A multa estabelecida
por descumprimento da sentença é de
R$ 1 milhão.
Procurada
pela Folha, a Dolly ainda não respondeu se
vai recorrer da decisão.
AGÊNCIA CÂMARA
Seguridade aprova dois dias livres para trabalhador fazer exames
preventivos
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou
na quarta-feira (30) o Projeto de Lei 1976/11, da deputada Erika
Kokay (PT-DF), que concede aos empregados o direito de faltar
dois dias por ano ao trabalho para realizar exames médicos
preventivos.
Para a relatora,
deputada Dra. Elaine Abissamra (PSB-SP), a proposta vai reduzir
os custos
do País com doenças
ocupacionais e melhorar qualidade de vida dos trabalhadores.
Ela citou pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo,
publicada no mês passado, mostra que pelo menos 46% dos
acidentes, incluídas as doenças ocupacionais, resultam
em afastamento do trabalho por mais de 15 dias, incapacidade
permanente ou morte.
“A maior parte destes custos bilionários é bancada
por toda a sociedade, por meio de benefícios previdenciários
precoces, atendimentos no SUS, gastos com reabilitação
e ações judiciais”, ressaltou Abissamra.
Prejuízos
Segundo Elaine
Abissamra, o estudo mostra ainda que a contribuição
das empresas com o seguro de acidente de trabalho totaliza R$
8 bilhões por ano. Já as despesas pagas pelo Instituto
Nacional de Seguro Social (INSS) chegariam a R$ 14 bilhões
anuais. Mas as empresas também contabilizam prejuízos
indiretos com situação.
A parlamentar
destacou que as empresas “arcam com o salário
somente nos primeiros 15 dias, mas têm ônus como
a interrupção do trabalho, substituição
e treinamento de mão de obra e danos em maquinário”.
Tramitação
O projeto
segue para análise conclusiva das comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
ESTADÃO.COM.BR
Pacientes
com marca-passo terão regras para dirigir veículos
Deve ser
publicada na próxima semana a primeira diretriz
brasileira para orientar em que condições pacientes
com dispositivos cardíacos implantáveis, como marca-passos,
desfibriladores e ressincronizadores cardíacos, poderão
dirigir veículos, tirar ou renovar a carteira de motorista.
Estima-se que aproximadamente 37 mil brasileiros estejam nessas
condições.
“A tendência é que, após a publicação
oficial, isso vire uma resolução do Conselho Nacional
de Trânsito (Contran), que tem força de lei. O processo é semelhante
ao que tornou obrigatório o uso de cadeirinhas para transporte
de crianças de até 7 anos”, conta Flávio
Adura, diretor-científico da Associação
Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).
A entidade
elaborou as recomendações em parceria
com a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac).
O texto será apresentado amanhã no Congresso Brasileiro
de Arritmias Cardíacas, em Brasília.
Adura revela
que cerca de 4% dos acidentes fatais são
causados por doenças do motorista. “Os problemas
cardiológicos são uma das principais causas de
mal-súbito”, afirma.
As novas
regras vão
determinar, por exemplo, quanto tempo uma pessoa submetida
a uma cirurgia para implante de marca-passo
ou para a troca do gerador do aparelho deve esperar para voltar
a dirigir.
Silvana Nishioka,
uma das coordenadoras das diretrizes na Sobrac, explica que
esse tempo aumenta de acordo com o risco do procedimento. “Quando
você troca um fio do marca-passo, por exemplo, leva um
tempo até ele ficar bem fixado ao músculo cardíaco.
Durante esse período os pacientes devem evitar qualquer
tipo de esforço, pois há risco de hemorragia”,
diz.
Embora não exista nenhuma restrição absoluta à direção
de veículos particulares, os portadores de desfibriladores
cardíacos, aparelhos que tratam um tipo de arritmia que
pode causar morte súbita, e ressincronizadores cardíacos,
usados em alguns tipos de insuficiência cardíaca,
ficam impedidos de dirigir profissionalmente.
De acordo
com Adura, enquanto um motorista de um carro de passeio dirige
em média 250 horas por ano, um motorista profissional
pode chegar a 3 mil horas. “O risco de ter um mal súbito,
portanto, é 12 vezes maior. Além disso, as consequências
do acidente também costumam ser mais graves, pois envolvem
veículos de alta tonelagem, como caminhões e ônibus,
e muitos passageiros.”
Mas, segundo
Silvana, os riscos de acidente não são
altos o suficiente para impedir que os pacientes dirijam carros
particulares. "Os principais problemas costumam ocorrer
nos primeiros três ou quatro meses após a cirurgia”,
afirma.
O coordenador
de Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC),
Iran Castro,
diz que o texto deve estar disponível
no site da revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia já na
próxima semana. Também deve ser publicada em breve
na revista da Abramet.
Adura revela
que a Abramet pretende criar diretrizes semelhantes para outras áreas da medicina, como neurologia e oftalmologia. “Doenças
neurologia são a outra causa importante de mal súbito.
Além disso, precisamos orientar os médicos sobre
como proceder, por exemplo, com pacientes com Alzheimer.”
AGENDA
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.