Leia
nesta edição:
- Uma questão
de prioridade
- Seminário discute condições de trabalho
na área de saúde
- ANS analisa se GreenLine pode assumir cliente Samcil
- GreenLine solicita compra de cartela de clientes da Samcil
- Fundo Global de Luta Contra a Aids quer Brasil como doador
- VII Fórum Brasileiro sobre as Agências
Reguladoras
- Ministro planeja criar equipe nacional de resgate SUS
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 045/2011
- Governo
regulamenta Cartão Nacional de Saúde
- Polêmica sobre retirada de inibidores de apetite do
mercado marca audiência
- Fundação oferece US$ 100 mil a projetos inovadores
na área da saúde
- Ministério da Saúde regulamenta Cartão
Nacional de Saúde
- Hospitais
filantrópicos: Dívidas batem em R$
600 milhões
- Novo modelo
de gestão
da Fiocruz e seus impactos no SUS
Terça-feira,
03.05.11
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Uma
questão
de prioridade
Por Darcísio Perondi, deputado pelo PMDB do Rio Grande
do Sul e presidente da Frente Parlamentar da Saúde
Há um conceito equivocado de que a crise na saúde é consequencia
da má gestão. Problemas de gestão existem
no setor público, mas o Sistema Único de Saúde
(SUS) faz milagre com poucos recursos. Saúde nunca é prioridade
dos governantes. O SUS prima pela integralidade e pela universalidade.
Dele dependem 190 milhões de brasileiros, mas a União
só vem reduzindo sua participação e transferindo
a responsabilidade para os prefeitos, que gastam, em média,
19,5% de suas receitas com saúde. Em 1980, a União
respondia por 75% dos gastos com saúde. Hoje, mal chega
a 40%, cerca de 1,75% do PIB. O custo saúde aumenta a
cada ano e a remuneração do sistema não
cobre sequer a inflação.
No Brasil,
gasta-se com saúde o equivalente a R$ 1,82
por habitante/dia. É ridículo, se levarmos em conta
que, em 2009, R$ 175 bilhões foram usados para pagar os
juros da dívida, três vezes mais que o orçamento
do Ministério da Saúde naquele ano, de R$ 58,2
bilhões. Os gastos públicos com saúde, nas
três esferas de poder, mal chegam a 3,6% do PIB. Também
ridículo para um sistema universal. Para o País
responder à universalidade, precisaria gastar pelo menos
6% do PIB em saúde, cerca de R$ 210 bilhões. Falta
muito, pois o orçamento do Ministério da Saúde
para 2011 é de apenas R$ 68,5 bilhões. Com os R$
75 bilhões de estados e municípios, faltariam,
ainda, R$ 66,5 bilhões. E fontes para financiar a saúde
já existem. O problema é a política econômica,
baseada no superávit primário, em metas de inflação
e em taxas de juros alta, o que se constitui numa política
de corte social.
Só com a famigerada DRU (Descontigenciamento de Receitas
da União), criada em 1994 para flexibilizar os gastos
do Governo, 20% das receitas da seguridade vem sendo desviados.
Em 2009, R$ 38,8 bilhões saíram da seguridade por
conta da DRU, valor maior que o superávit fiscal (R$ 32
bi). Há 22 anos as fontes de receitas do SUS foram criadas,
mas vem sendo desrespeitadas. Em 2000 passou a vigorar a Emenda
Constitucional 29. Os gastos em saúde que eram de apenas
2,89% do PIB, deram um pequeno salto, para 3,67%. Foi um avanço,
mas os estados, muitos deles ricos, como Rio Grande do Sul, Minas
Gerais e Paraná, que deveriam gastar 12% de suas receitas
com a saúde, continuam desviando recursos e já deixaram
de cumprir R$ 27 bilhões.
A gestão em saúde melhorou ao longo dos anos,
mas é óbvio que o coração do problema
reside no financiamento. É preciso votar, na Câmara
dos Deputados, o Destaque supressivo da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), que é absolutamente
insuficiente. É importante que essa votação
aconteça logo e a regulamentação da Emenda
Constitucional 29 volte ao Senado, para resgatarmos o texto original,
que obriga a União a gastar 10% de suas receitas correntes
brutas com saúde e sem a DRU. A presidente Dilma Rousseff
também precisa efetivamente priorizar a saúde e
permitir que seja estabelecido um financiamento estável
e suficiente para o SUS.
Agência Câmara de Notícias
Seminário discute condições de trabalho
na área de saúde
Da
Redação
A Comissão de Legislação Participativa
realiza hoje um seminário sobre as condições
de trabalho na saúde, por sugestão da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Saúde. Serão discutidos
os seguintes temas:
Condições de Trabalho na Saúde: Segurança
do Paciente, Proteja o Trabalhador
Erro de Medicação e Condições
de Trabalho
Dimensionamento
de Recursos Humanos na Área da Saúde
A Enfermagem
e os Desafios para a Saúde no Brasil: Compromisso
e Condições de Trabalho Requeridas
Organização
do Trabalho e Adoecimento
Convidados
Foram convidados, entre outros:
- a diretora
de Gestão do Trabalho do Ministério
da Saúde, Denise Motta Dau;
- a secretária de Inspeção do Trabalho
do Ministério do Trabalho, Vera Lúcia Ribeiro de
Albuquerque;
- o presidente
da Confederação Nacional dos Trabalhadores
na Saúde, José Lião de Almeida;
- o presidente da Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos
Neri da Silva;
- o presidente
da Federação Nacional dos Enfermeiros,
Solange Aparecida Caetano; e
- a presidente
da Associação Brasileira de Enfermagem,
Ivone Cabral.
O seminário será realizado a partir das 9 horas
no auditório Nereu Ramos.
*Matéria
atualizada em 03/05.
Folha
de São
Paulo
ANS analisa se GreenLine pode assumir cliente Samcil
Operadora enfrenta problemas financeiros
Por Talita
Bedinelli / Lívia Wachowiak / Tatiana Cavalcanti
De São
Paulo
DO "AGORA"
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) espera
mais documentos para analisar se a GreenLine tem condições
de comprar a carteira de clientes da Samcil.
A agência havia dado um prazo para que a Samcil, que enfrenta
problemas financeiros, negociasse sua carteira até a última
sexta-feira.
No último domingo, as duas operadoras publicaram uma
nota em jornais informando a negociação.
A proposta
da operadora também inclui a Serma, que foi
adquirida pela Samcil.
Com a compra,
a GreenLine aumentaria sua carteira para mais de 500 mil usuários,
tornando-se uma das maiores operadoras de SP.
A ANS afirmou
que não há um prazo para que a aprovação
seja dada, mas que a análise do pedido é prioridade.
Caso a negociação seja aprovada, a GreenLine não
pode reajustar o plano desses novos clientes por até três
meses. Depois desse período, ela pode ajustar a mensalidade
para que ela fique igual à cobrada de seus atuais clientes
com o mesmo tipo de plano (para mais ou menos).
Enquanto
a resposta da ANS não é dada, a Samcil
continua obrigada a atender seus clientes. Mas muitos usuários
do plano já reclamam que não estão conseguindo
marcar consultas.
A reportagem
apurou que a Samcil fechou todos os hospitais próprios
para a entrada de novos pacientes. Segundo funcionários
da operadora, os dois últimos hospitais restantes -São
Leopoldo (zona sul) e Vasco da Gama (zona leste)- fecharam na última
sexta-feira.
Há pacientes que continuam internados, mas funcionários
dizem que, na sexta, alguns já foram transferidos para
a rede da GreenLine, mesmo sem a negociação ter
sido aprovada pela ANS.
O Procon-SP
diz que os clientes do convênio poderiam pedir
liminares na Justiça, obrigando o atendimento. "Porém,
onde o usuário conseguiria levar a liminar se não
há hospitais?", diz Selma do Amaral, diretora de
atendimento do órgão.
O advogado
Rodrigo Araújo, especialista em planos, aponta
outro problema: se a ANS aceitar o pedido da GreenLine, será dado
um prazo para que a operadora atenda os novos usuários.
GreenLine
e Samcil não falaram sobre a transição.
ANS e Samcil não comentaram o fechamento dos hospitais.
O
Estado de São
Paulo
GreenLine solicita compra de cartela de clientes da Samcil
ANS
vai analisar se operadora, que atende a 300 mil pessoas,
poderá absorver os 193 mil usuários
da Samcil
Por Fernanda Bassette
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu
ontem o pedido da GreenLine para comprar a cartela de clientes
da Samcil - operadora de saúde que está em crise,
fechou três dos cinco hospitais da rede própria
e acumula uma dívida estimada em R$ 70 milhões.
De acordo
com a assessoria de imprensa da ANS, o pedido está em
análise e é a prioridade da agência nesta
semana. A ANS quer garantir uma solução o mais
rápido possível para manter a assistência
e atendimento aos beneficiários da Samcil.
A Samcil
tem uma cartela com pouco mais de 193 mil associados, enquanto
a GreenLine
tem pouco mais de 300 mil, além de
uma rede com seis hospitais.
Se a compra
for efetivada, a GreenLine passará a ter
quase 500 mil clientes e, por isso, segundo a ANS, é preciso
avaliar cuidadosamente a saúde econômica e financeira
e a capacidade de gestão da GreenLine para analisar se
a empresa tem condições de absorver uma demanda
tão grande de pacientes.
Segundo a
agência, a nova operadora precisa comprovar
que conseguirá manter todas as obrigações
anteriores em relação à assistência
dos antigos beneficiários da Samcil.
Reclamações. Segundo a ANS, a análise do
pedido de transferência da carteira deve acontecer rapidamente
porque o número de reclamações contra a
Samcil só tem aumentado nos últimos dias: antes
da Páscoa, a média estava em 70 reclamações
por semana. Na última semana esse número saltou
para 130.
As reclamações contra a GreenLine - considerada
uma operadora de saúde de grande porte porque tem mais
de 100 mil associados - estavam com níveis bem menores:
foram registradas apenas seis reclamações no mês
de fevereiro deste ano.
Enquanto
a compra não é autorizada pela ANS, os
clientes da Samcil precisam continuar procurando atendimento
na rede credenciada. A agência orienta que os beneficiários
continuem pagando suas mensalidades normalmente para garantir
o atendimento enquanto não ocorre a transferência
para a rede da outra operadora de saúde.
Prazo. A
ANS havia determinado prazo até a última
sexta-feira para que a Samcil vendesse sua carteira de clientes.
Se ao final desse período a carteira não tivesse
sido negociada, a ANS faria uma oferta pública para procurar
outra operadora interessada em adquirir a cartela.
O Estado
procurou a GreenLine durante toda a tarde de ontem, mas a assessoria
não deu mais detalhes do processo.
O
Estado de São
Paulo
Fundo Global de Luta Contra a Aids quer Brasil como doador
Diretor
de entidade que financia projetos de saúde no
mundo diz países do Brics devem colaborar com dinheiro
Por Jamil Chade
Chegou a
hora de o Brasil passar da condição de
um país receptor de ajuda internacional para ser um doador. É o
que defende Michel Kazatchkine, diretor do Fundo Global de Luta
Contra a Aids, Tuberculose e Malária, a maior entidade
de financiamento de projetos no campo da saúde no mundo,
com um caixa de US$ 30 bilhões.
Com a crise
da dívida nos países ricos e reduções
importantes de doações da Espanha, Itália
e outros tradicionais doadores, o Fundo sai em busca de novos
financiadores.
Em entrevista
ao Estado, Kazatchkine afirma que Brasil, Índia
e China devem começar a pensar em adotar metas mínimas
de doações, assim como foi estabelecido nos países
ricos há cerca de 20 anos. "Não acho que é sustentável
que esses países fiquem de fora do financiamento da solidariedade
global, dado a riqueza que eles geram", disse.
Desde sua
criação, há dez anos, o Fundo
aprovou US$ 48 milhões em recursos para o Brasil para
combater a malária e a tuberculose. Mas o diretor da entidade
acredita que não há mais lugar para o Brasil fazer
novos pedidos de financiamento, e cita a Rússia - que
reembolsou os fundos que recebeu - como um exemplo a ser seguido
pelo governo de Dilma Rousseff.
Promessas. "A Rússia é o país que
criou um precedente. Em 2007, decidiu reembolsar o que havia
recebido. E isso foi quase US$ 300 milhões. Além
disso, fez promessas de doação de outros US$ 60
milhões", explicou.
Segundo ele,
o Brasil não pede mais dinheiro - recebe
apenas financiamentos acertados previamente. "Em setembro
de 2010, quando estive com o (ex-chanceler Celso) Amorim, ele
me disse que o mínimo que o Brasil poderia fazer era agora
reembolsar o Fundo no valor que recebeu, assim como os russos
fizeram em 2007."
Reunião. A partir do dia 28 de junho, o Fundo realiza
em São Paulo uma das principais reuniões de seu
calendário, justamente com a meta de desenhar a estratégia
da entidade para combater a Aids, tuberculose e malária
até 2016.
Kazatchkine
não perderá a oportunidade para se
reunir com o governo para apontar para as novas responsabilidades
do País. "Acho apropriado que nessa etapa de transição,
de um país receptor de financiamento para um potencial
doador, tenhamos a reunião no Brasil", disse.
Kazatchkine
elogiou o governo brasileiro. " O Brasil está altamente
envolvido na cooperação Sul-Sul. Exportou seu know-how
em produzir remédios e treinamento de médicos",
disse. "Mas isso não é suficiente para ajudar
pessoas a ter acesso a remédios. Hoje, o tratamento no
caso da Aids chega a apenas 40% dos pacientes no mundo. Outros
60% ainda precisam de acesso. Precisamos de dinheiro, e se há um
mecanismo de financiamento que mudou de fato a trajetória
da epidemia no mundo nos últimos anos foi o Fundo Global",
acrescentou.
ANS
VII
Fórum Brasileiro sobre as Agências
Reguladoras
Função normativa, controle e autonomia das agências
reguladoras foi o tema da mesa presidida pelo diretor de Desenvolvimento
Setorial da ANS, Bruno Sobral, no primeiro dia do VII Fórum
Brasileiro sobre Agências Reguladoras, que aconteceu nos
dias 28 e 29 de abril, no hotel Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro.
O Fórum, realizado pela primeira vez na capital fluminense,
teve por objetivo aprofundar o debate sobre o marco legal das
agências, sua independência e funcionamento, bem
como os impactos exercidos sobre os usuários e empresas
reguladas. A mesa presidida por Bruno Sobral contou com a presença
de Paulo Modesto, promotor de justiça; Floriano de Azevedo
Marques Neto, professor de Direito Administrativo da USP e FGV,
e Fabrício Motta, procurador do Ministério Público.
Em sua fala
de abertura, o diretor da ANS afirmou que a autonomia política para as agências é importante, mas
que não pode ser construida verdadeiramente sem competência
técnica.
Para Bruno
Sobral, o alcance dessa competência passa pela
valorização dos servidores, bem como pela utilização
de ferramentas que promovam a qualidade regulatória. Dentre
tais ferramentas, destacou a análise de impacto regulatório
e a implementação de uma Agenda Regulatória.
Tais instrumentos, já em fase de implantação
na ANS, visam trazer mais previsibilidade para o setor regulado
e para os consumidores, permitir maior participação
da sociedade e garantir mais segurança na tomada de decisões.
Sobral salientou ainda a importância que, ao regular, se
determine com clareza o problema de política pública
a ser enfrentado e o objetivo da ação regulatória,
assim como a análise de diversas opções
com os seus respectivos impactos na sociedade.
Mostrando
consonância com o discurso do representante
da ANS, Floriano Neto, que também colabora na elaboração
do anteprojeto de lei orgânica da administração
pública, ressaltou a necessidade da autonomia das agências
no limite dos universos regulados. Para isso, entretanto, é importante
que as intervenções sejam acompanhadas da análise
dos impactos das ações.
Floriano
também destacou seis importantes pontos que
poderiam vir a comprometer a atuação das agências
e devem ser evitados:
1 – Autonomia sem os meios necessários para exercê-la,
como o não provimento dos principais cargos ou limitação
de recursos financeiros;
2 – Impermeabilidade no exercício da autoridade
estatal, com pouca comunicação com o setor regulado;
3 – Incerteza na regulação por meio de uma
normatização confusa;
4 – Regulação por contingência, como
normas editadas à medida do surgimento de problemas;
5 – Direcionamento regulatório sem a correta identificação
dos impactos no setor regulado;
6 – Captura das agências pela política, transformando-as
em meros corpos técnicos de assessoramento governamental.
Paulo Modesto,
um dos organizadores do evento, também
ressaltou a importância do estudo de impacto da atuação
normativa das agências e dos riscos da interferência
do governo na autonomia das mesmas. Na sua opinião, a
regulação pode se dar de três maneiras diferentes:
1 – A
que apenas faz cumprir a letra da lei;
2 – A que busca complementar a lei, normatizando o que
não fora previsto anteriormente;
3 – A que atua além das leis associadas, por meio
de ações que busquem o equilíbrio do mercado
regulado e a assimetria de informações. Essa, é a
maneira mais desejada.
Paulo Modesto
também destacou a importância da
discussão com o mercado regulado, lembrado que, diferentementemente
dos atos normativos voltados a toda a sociedade, os atos das
agências reguladoras são direcionados a um público
específico e menor, sendo, portanto, esse diálogo
muito mais factível e desejado.
Por fim,
Fabrício Motta, que também é representante
do MP no Tribunal de Contas de Goiás, afirmou a necessidade
da função normativa das agências, mas lembrando
que, em suas palavras “regular é restringir uma
liberdade, portanto o poder público deve avaliar bem a
real necessidade de cada norma editada.”
Saúde
Business Web
Ministro planeja criar equipe nacional de resgate SUS
Padilha quer aproveitar a solidariedade do brasileiro e profissionalizar
ajuda emergencial
O Ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta
sexta-feira (28) em cerimônia realizada pelo Sindicado
dos Médicos de São Paulo (Simesp), que pretende
criar uma equipe nacional de resgate do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Os mais de
4 mil profissionais voluntários que se candidataram
para ajudar a região Serrana do Rio de Janeiro - fortemente
afetada pelas recentes enchentes - reforçam, segundo Padilha,
que uma iniciativa como essas seria bem sucedida.
"O povo brasileiro é muito solidário por
natureza. Queremos profissionalizar isso e, em breve, aprimoraremos
essa ideia de uma equipe nacional de resgate", disse.
Durante a
cerimônia, o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes,
reforçou a expectativa que as entidades médicas
têm em relação ao governo da Dilma Rousseff
juntamente com Padilha.
Entre elas,
estão: regulamentação da Emenda
Constitucional 29, carreira de Estado para médicos, piso
salarial definido, orçamento próprio para a saúde,
entre outras.
Homenagem
Durante o
encontro entre os representantes da classe médica
e os representantes do Ministério da Saúde, Padilha
recebeu a Comenda Flamínio Fávero - criada pelo
sindicato em reconhecimento aos médicos que se destacaram
em sua vida profissional.
Alexandre
Padilha foi - até o final do mandato do governo
Lula - ministro da Secretaria de Relações Institucionais
da Presidência da República.
Comenda
De acordo
com o Simesp, Flamínio Fávero foi escolhido
por ser considerado um dos maiores médicos legistas do
Brasil. Fávero foi professor da Faculdade de Medicina
de São Paulo e teve papel fundamental na organização
sindical da categoria médica no estado de São Paulo.
Foi um dos
seus fundadores e o primeiro presidente deste Sindicato. Também ajudou a criar o Conselho Regional de Medicina
do Estado de São Paulo, sendo o primeiro presidente da
entidade, inaugurando a numeração de identificação
profissional, com o CRM número 1.
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
045/2011
GESTANTE
DEMITIDA NO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA NÃO
OBTÉM REINTEGRAÇÃO
Uma gestante
das Lojas Americanas, demitida na vigência
do contrato de experiência, não conseguiu ser reintegrada
ao emprego. Ao contrário do que havia sido decidido em
primeiro grau, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho,
seguindo jurisprudência pacífica da Corte, entendeu
que a empregada não faz jus à estabilidade provisória.
Segundo a
trabalhadora, após comunicar a seu chefe imediato
que estava grávida, foi surpreendida com a dispensa, sem
justificativa. Ela ajuizou reclamação trabalhista
pleiteando, além da reintegração ao emprego,
o pagamento de salários referente ao período de
afastamento em virtude da licença-gestante.
Na fase de
oitiva das testemunhas, compareceu à Vara
do Trabalho de Porto Alegre (RS) o preposto da empresa que nada
soube informar acerca do ocorrido. Ele não soube apontar
o motivo da demissão nem soube dizer se a empregada comunicara
a gravidez ao chefe imediato. O desconhecimento das circunstâncias
da dispensa, no caso, levou o juiz a presumir como verdadeiras
as alegações contidas na petição
inicial, já que não houve contraprova.
Na sentença, o magistrado destacou que o término
do contrato de experiência, por constituir modalidade que
excepciona a regra geral relativa aos contratos de trabalho,
deve ser motivado. “Não é simplesmente contrato
a termo. É contrato à condição”,
disse ele. O período de experiência, segundo o juiz,
se realiza para o efeito de permitir a contratação
definitiva. A sentença determinou a imediata reintegração
da gestante, sob pena de pagamento de multa, mais o pagamento
de indenização em valor correspondente à remuneração
devida desde a data da saída até a da efetiva reintegração.
A Lojas Americanas,
insatisfeita, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho gaúcho, que manteve a decisão anterior.
Para o TRT, a existência de termo final prefixado não
retira da gestante o direito ao reconhecimento da garantia de
emprego que, em face do princípio da proporcionalidade,
deve se sobrepor ao direito do empregador de extinguir o contrato
de prazo determinado. A empresa recorreu, então, ao TST.
O ministro
Milton de Moura França, relator, observou
que a decisão do Regional está em desacordo com
a jurisprudência do TST. Segundo a Súmula 244, III, “não
há direito da empregada gestante à estabilidade
provisória na hipótese de admissão mediante
contrato de experiência, visto que a extinção
da relação de emprego, em face do término
do prazo, não constitui dispensa arbitrária ou
sem justa causa”. O recurso de revista da empresa foi provido
para julgar improcedente a reclamação trabalhista.
Houve ressalva de entendimento da ministra Maria de Assis Calsing
(Processo: 103100-08.2009.5.04.0005).
Fonte: TST
Segunda-feira, 02.05.11
O
Estado de São
Paulo
Governo
regulamenta Cartão Nacional de Saúde
Sistema é uma base de dados nacional que permite a identificação
dos usuários do SUS
Por Solange
Spigliatti, da Central de Notícias
São Paulo, 2 - Foi regulamentado nesta segunda-feira,
2, o novo sistema Nacional de Saúde, composto pelo Cartão
Nacional de Saúde, Cadastro Nacional de Usuários
do Sistema Único de Saúde (SUS) e Portal de Saúde
do Cidadão. Ao todo, deverão ser emitidos 200 milhões
de cartões em todos os municípios brasileiros nos
próximos três anos, numa ação em conjunto
com estados e municípios.
O objetivo
do novo sistema é construir um registro eletrônico
que permita aos cidadãos, aos gestores e profissionais
de saúde acessar o histórico de atendimentos dos
usuários no Sistema Único de Saúde (SUS).
A portaria
foi publicada no Diário Oficial da União
(DO) nesta segunda-feira, 2, e regulamenta o Sistema Cartão
Nacional de Saúde, uma base de dados nacional que permite
a identificação dos usuários do SUS, por
meio de um número único válido em todo o
território nacional.
Segundo o
Ministério da Saúde, com o novo sistema
será possível saber a participação
de uma determinada pessoa em campanhas de vacinação,
se ela foi atendida em um posto de saúde ou se fez exames
e cirurgias.
As pessoas
que não possuírem o Cartão Nacional
de Saúde não serão impedidas de receber
atendimento em qualquer estabelecimento público de saúde,
segundo o ministério, que será responsável
por desenvolver as bases de dados do Sistema Cartão e
oferecê-las a todas as unidades públicas de saúde.
O ministério também fará a manutenção
e o gerenciamento do banco de dados e prestará cooperação
técnica aos gestores locais no processo de cadastramento
dos usuários do SUS.
Agência
Senado
Polêmica sobre retirada de inibidores de apetite do mercado
marca audiência
A possível retirada de certos inibidores de apetite do
mercado brasileiro foi tema de audiência pública
que o Senado realizou nesta segunda-feira pela manhã.
Durante a discussão - que teve a participação
de médicos, representantes do governo e de instituições
de defesa do consumidor -, confirmou-se o caráter polêmico
do assunto.
Endocrinologista
contesta proibição à venda
de inibidores de apetite
O diretor-presidente
da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, reiterou a disposição
da entidade de banir do mercado os medicamentos à base
de anfepramona, femproporex e mazindol (que são anorexígenos
anfetamínicos) ou à base de sibutramina. Para se
justificar, ele citou estudos técnicos e mencionou o fato
de diversos países terem proibido ou restringido tais
medicamentos.
Por outro
lado, a endocrinologista Rosana Bento Radominski, representante
da
Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia,
questionou os estudos que recomendam o banimento. A médica
disse que "não há necessidade de proibição,
sendo mais recomendável um maior controle sobre o uso
dessas medicações, para que elas sejam utilizadas
corretamente e quando realmente forem necessárias".
- A obsesidade é uma doença e precisa ser tratada
- argumentou ela, acrescentando que "não existem
medicamentos sem nenhum efeito adverso e que é preciso
contrabalançar riscos e benefícios".
Já o médico sanitarista José Ruben Bonfim,
coordenador-executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância
de Medicamentos (Sobravime), criticou o uso desses tipos de inibidores,
afirmando que o Brasil "não pode ser o último
país do mundo a bani-los". Segundo ele, uma das principais
razões para "essa defesa aguerrida" dos anfetamínicos
e da subtramina são os interesses comerciais da indústria
brasileira que fabrica esses produtos.
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH), que promoveu o debate, deverá realizar
mais uma audiência pública sobre o assunto. O presidente
da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), informou que
a reunião ocorrerá no dia 31 deste mês.
O Globo
Fundação oferece US$ 100 mil a projetos inovadores
na área da saúde
Share RIO
- Pesquisadores do mundo todo que estudam temas relacionados à saúde
podem se inscrever até o dia 19 de maio para participar
de programa de financiamento da Fundação Bill & Melinda
Gates. Os selecionados receberão US$ 100 mil para desenvolver
projetos que tenham como objetivo a melhoria da qualidade de
vida nos países em desenvolvimento.
Não há restrições aos interessados,
que devem preencher o formulário disponível no
site www.grandchallenges.org . Os pesquisadores que forem escolhidos
podem ainda receber um financiamento de até US$ 1 milhão.
As linhas de pesquisa que serão avaliadas tratam dos seguintes
temas: erradicação da pólio; nova geração
de tecnologias de saneamento; novas abordagens para curar a infecção
por HIV; soluções de baixo custo para uso do telefone
celular para as condições de saúde global;
e novas tecnologias para melhorar a saúde das mães
e recém-nascidos. O resultado sai no fim do ano.
O projeto
Grand Challenge Explorations existe desde 2008 e promove duas
seleções por ano, financiando cerca de 150
projetos. Na última realizada, o brasileiro Antonio Ferreira Ávila,
da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi premiado
com um trabalho sobre tijolos feitos de composto orgânico
para substituir os de cimento na construção de
fossas. A equipe do pesquisador testará a eficácia
e o grau de biodecomposição para definir a sustentabilidade
da construção dessas fossas que irão se
decompor quando estiverem cheias. Isso permitirá um possível
reaproveitamento da terra para fins de agricultura ou uso comunitário.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/05/02/fundacao-oferece-us-100-mil-projetos-inovadores-na-area-da-saude-924362499.asp#ixzz1LI9I12RU
Agência Saúde
Ministério da Saúde regulamenta Cartão
Nacional de Saúde
Por Milton
Júnior
Sistema será composto pelo Cartão Nacional de
Saúde, Cadastro Nacional de Usuários do SUS e Portal
de Saúde do Cidadão
Portaria
publicada no Diário Oficial da União
desta segunda-feira (02) regulamenta o Sistema Cartão
Nacional de Saúde, uma base de dados nacional que permite
a identificação dos usuários do Sistema Único
de Saúde (SUS), por meio de um número único
válido em todo o território nacional. O objetivo é construir
um registro eletrônico que permita aos cidadãos,
aos gestores e profissionais de saúde acessar o histórico
de atendimentos dos usuários no SUS.
Com o Sistema,
será possível, por exemplo, saber
a participação de uma determinada pessoa em campanhas
de vacinação, se ela foi atendida em um posto de
saúde ou se fez exames e cirurgias. É importante
destacar que as pessoas que não possuírem o Cartão
Nacional de Saúde não serão impedidas de
receber atendimento em qualquer estabelecimento público
de saúde.
O Ministério da Saúde será responsável
por desenvolver as bases de dados do Sistema Cartão e
oferecê-las a todas as unidades públicas de saúde.
Também fará a manutenção e o gerenciamento
do banco de dados e prestará cooperação
técnica aos gestores locais no processo de cadastramento
dos usuários do SUS.
A meta é implantar o registro eletrônico de saúde
em todos os municípios brasileiros até 2014. Ao
todo, deverão ser emitidos 200 milhões de cartões,
nos próximos três anos, numa ação
em conjunto com estados e municípios.
De acordo
com a portaria, as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que já possuem algum tipo de sistema integrado
de registro de dados em saúde terão um ano para
emitir e distribuir os novos cartões. Com o formato de
um cartão de crédito, ele trará uma etiqueta
com dados pessoais do usuário e um número, fornecido
pelo Ministério da Saúde.
CADASTRAMENTO
- Os usuários do SUS deverão fornecer
o endereço do domicílio permanente, independentemente
do município em que esteja no momento do cadastramento
ou do atendimento. No caso de brasileiros residentes no exterior
e estrangeiros não residentes no Brasil que busquem atendimento
no SUS, deverá ser registrado como endereço de
domicílio permanente apenas o país e a cidade de
residência.
GESTÃO MODERNA - Para Odorico Monteiro, secretário
de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério
da Saúde, o novo sistema é uma das prioridades
para modernizar a gestão do SUS. “A regulamentação
[do Cartão] é um importante passo para organizar
as ações e os serviços de saúde oferecidos
no país, fortalecendo a garantia de acesso à atenção à saúde
no âmbito do Sistema Único de Saúde”.
Segundo o
secretário, o uso adequado das informações
do Sistema vai aprimorar o planejamento, o acompanhamento e a
avaliação das ações de atenção à saúde
da população. “A partir desses dados, os
gestores locais poderão construir ferramentas e indicadores
que poderão interferir diretamente na tomadas de decisão
em relação às ações de saúde
como um todo, seja na vigilância epidemiológica,
na organização da atenção básica
ou dos leitos hospitalares, entre outras. Para o gestor, será uma
espécie de bússola, de carta de navegação”,
explica.
Para viabilizar
a primeira versão do registro eletrônico
de saúde, o Ministério e o município de
São Paulo firmaram um acordo de cooperação
tecnológica, com base no estudo de caso do SIGA – sistema
de informação em saúde utilizado na capital
paulista –, software desenvolvido a partir do SISREG (Sistema
de Regulação) do Ministério da Saúde.
REGISTRO
ONLINE - Além de identificar os usuários
do SUS, o cartão servirá de base para que o próprio
cidadão acompanhe seu histórico de consultas médicas.
O Portal de Saúde do Cidadão permitirá -
em área restrita ao usuário - acesso aos dados
cadastrais, atendimentos por meio do SUS e informações
sobre a rede pública de serviços de saúde.
O Portal, que deverá ser lançado no segundo semestre
deste ano, terá ainda uma área de acesso público,
com informações em saúde, campanhas e notícias
sobre o SUS.
Todas as
informações dos usuários terão
garantia de segurança tecnológica para que não
seja violado o direito constitucional à intimidade, à vida
privada, à integralidade das informações
e à confidencialidade dos dados. “Os profissionais
e gestores de saúde terão seus acessos registrados
no Sistema e, caso exista alguma conduta antiética ou
imprópria no manuseio do sistema, os envolvidos poderão
ser penalizados”, acrescenta o secretário Odorico
Monteiro.
Estado de Minas
Hospitais
filantrópicos: Dívidas batem em R$ 600
milhões
Responsáveis por 54% dos atendimentos do SUS em Minas,
360 instituições se atolam em débitos e
lutam para manter em funcionamento serviços essenciais à população
Por Valquiria Lopes
A saúde pede socorro nos hospitais filantrópicos
e Santas Casas de Minas Gerais. Entre a vida e a morte, as instituições,
que são responsáveis por 54% dos atendimentos do
Sistema Único de Saúde (SUS), acumulam dívidas
milionárias que comprometem a continuidade da prestação
dos serviços. Somados, os passivos adquiridos pelas 360
instituições filantrópicas mineiras junto
a fornecedores, bancos e com impostos atrasados resultam no montante
de R$ 600 milhões.
Com estado
de saúde frágil, as unidades lutam
para se manter em funcionamento. Na Santa Casa de Misericórdia
de Belo Horizonte, a batalha contra o endividamento dura mais
de uma década. O quadro se tornou estável, mas
o passivo, que em 2000 era de R$ 300 milhões, ainda é alto:
R$ 142 milhões. "Leiloamos imóveis que mantínhamos
alugados e negociamos melhor o preço de serviços
de saúde prestados à prefeitura. Temos orçamento
apertado e passivo muito grande", diz o provedor da Santa
Casa e presidente da Federação das Santas Casas
e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas),
Saulo Coelho.
A instituição que tem 1 mil leitos tenta manter
o controle da dívida para garantir atendimento a 400 mil
pessoas por mês. A receita, sempre deficitária em
R$ 500 mil mensais, é complementada com convênios
de planos de saúde e doações. Mensalmente,
R$ 22 milhões entram nos cofres da Santa Casa, cuja despesa é de
R$ 22,5 milhões.
Condição semelhante vive a Santa Casa de Sabará,
na Grande Belo Horizonte, onde a situação financeira é complicada,
de acordo com o diretor administrativo Ronaldo Rafael de Oliveira. "A
dívida total é de R$ 2,5 milhões com empréstimos,
fornecedores e causas trabalhistas. Nossa receita de R$ 250 mil é 60%
proveniente do SUS, 30% de convênios e 10% de doações.
Mas temos um déficit mensal de R$50 mil, pois a despesa é de
R$300 mil", explica. A instituição busca alternativas
financeiras com os governos federal, estadual e municipal. "Não
dá para ficar inerte, senão a tendência é só piorar",
diz Oliveira.
Na tentativa
de reverter o quadro, a Santa Casa está empenhada
na aquisição de aparelhos, treinamento de funcionários
e melhorias de infraestrutura para resgatar o atendimento a pacientes
que hoje procuram unidades em BH. "O processo é demorado,
pois não dispomos de recursos", acrescenta. Entre
as causas para os problemas financeiros, Oliveira destaca a defasagem
da tabela do SUS, o alto custo dos procedimentos hospitalares
e o baixo poder de compra dos pequenos hospitais. Além
disso, reconhece: "Há um histórico de má gestão".
Fundação
Oswaldo Cruz
Novo
modelo de gestão
da Fiocruz e seus impactos no SUS
Como parte
das comemorações pelos 25 anos do Instituto
de Comunicação e Informação Científica
e Tecnológida (Icict/Fiocruz), em 2011, especialistas
em gestão pública participarão do debate
O novo modelo de gestão da Fiocruz e seus impactos no
SUS, nesta quarta-feira (4/5), de 9h às 12h. Farão
parte da mesa Luiz Arnaldo Pereira da Cunha Junior, especialista
em gestão pública, Francisco Batista Júnior,
conselheiro do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Paulo
César de Castro Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores
da Fiocruz (Asfoc) e Pedro Ribeiro Barbosa, vice-presidente de
Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação.
O evento será realizado no Salão de Leitura da
Biblioteca de Ciências Biomédicas (Avenida Brasil
4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro).
Sede
do Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológida (Icict/Fiocruz)
Um dos principais
temas do Congresso Interno da Fiocruz, realizado em 2010, a
proposta de possíveis mudanças no atual
modelo de gestão da Instituição gerou intensas
discussões, e ainda será debatida pelos funcionários
da Fiocruz, a princípio, no segundo semestre de 2011.
O diretor do Icict, Umberto Trigueiros Lima, explica que, ao
completar 25 anos de existência em 2011, o Icict estará afiançando
uma longa trajetória da Fiocruz. “Desde que Oswaldo
Cruz criou a primeira biblioteca especializada e promoveu o registro
sistemático de documentos, fotos, filmes e ilustrações
sobre cada ação, estudo, ou expedição
realizada por seus pesquisadores, a preocupação
com a informação e a comunicação
em saúde esteve presente, em maior ou menor medida, no
desempenho da Fundação”. Tal preocupação,
para Trigueiros, ganhou vulto, expressão maior, estruturas
e recursos específicos a partir da gestão de Sergio
Arouca na presidência da Fiocruz, quando foi criada, em
1986, a Superintendência de Informação Científica,
hoje Icict.
De superintendência a instituto, desde então o
Icict vem se especializando no ensino, na pesquisa e na prestação
de serviços em comunicação e informação
científica, análise de dados, programação
visual, informática, apoio bibliográfico a pesquisadores,
entre outros serviços, dirigidos não só a
setores e unidades da Fiocruz, como também ao Ministério
da Saúde e outras instituições componentes
do SUS. “A programação de aniversário
busca ressaltar, principalmente, a diversidade de nossas linhas
de ação e o nosso compromisso com a garantia do
acesso livre à informação e à comunicação
em C&T e saúde”, afirma Lima.
Seminário vai debater a divulgação científica
em saúde
A programação de aniversário inclui também
a realização, no dia 26/5, do seminário
Informação, comunicação e divulgação
científica em saúde. Coordenado pela pesquisadora
Regina Maria Marteleto, professora do Programa de Pós-graduação
em Informação e Comunicação em Saúde
(PPGICS/Icict), o evento tem como objetivo apresentar pesquisas
diversas sobre saúde.
Programação:
- Manhã (9h às
12h)
Pesquisadores debatedores:
Luisa Massarani
(Museu da Vida/COC) – Divulgação
científica
Maria Beatriz
Lisboa Guimarães (Ouvidoria Coletiva em
Saúde/Ensp) – Informação, comunicação
e educação popular em saúde
Simone Assis
(Claves/Ensp) – Ciência
e sociedade
Christovam
Barcellos (Icict) – Pesquisa e políticas
de saúde
- Tarde (14h às
17h)
Pesquisadores expositores:
Nair Kobashi (USP)
Eugênio Marcos Andrade Goulart (Projeto Manuelzão/UFMG)
Eduardo Stotz (Ensp/Fiocruz)
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos
Saúde
Business Web
A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes
do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso
de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares
de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São
Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em
Atibaia, no interior de São Paulo.
O evento,
que este ano terá como tema “Filantropia:
o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar
a atualização da nova lei da filantropia, incluindo
aspectos jurídicos e contábeis, além de
temas como parcerias estratégicas para a saúde,
voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos
profissionais da saúde e gestores de entidades.
O congresso
contará com a participação
de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores
da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do
Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha,
José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.
Também marcam presença no evento, diversos setores
governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde,
o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a
Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores
pensam da prática da filantropia.