03-05-11

 

Leia nesta edição:

- Uma questão de prioridade

- Seminário discute condições de trabalho na área de saúde

- ANS analisa se GreenLine pode assumir cliente Samcil

- GreenLine solicita compra de cartela de clientes da Samcil

- Fundo Global de Luta Contra a Aids quer Brasil como doador

- VII Fórum Brasileiro sobre as Agências Reguladoras

- Ministro planeja criar equipe nacional de resgate SUS

- Confederação Nacional de Saúde: Circular Jurídico 045/2011

- Governo regulamenta Cartão Nacional de Saúde

- Polêmica sobre retirada de inibidores de apetite do mercado marca audiência

- Fundação oferece US$ 100 mil a projetos inovadores na área da saúde

- Ministério da Saúde regulamenta Cartão Nacional de Saúde

- Hospitais filantrópicos: Dívidas batem em R$ 600 milhões

- Novo modelo de gestão da Fiocruz e seus impactos no SUS

Terça-feira, 03.05.11

Site do Deputado Darcísio Perondi

Uma questão de prioridade

Por Darcísio Perondi, deputado pelo PMDB do Rio Grande do Sul e presidente da Frente Parlamentar da Saúde

Há um conceito equivocado de que a crise na saúde é consequencia da má gestão. Problemas de gestão existem no setor público, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) faz milagre com poucos recursos. Saúde nunca é prioridade dos governantes. O SUS prima pela integralidade e pela universalidade. Dele dependem 190 milhões de brasileiros, mas a União só vem reduzindo sua participação e transferindo a responsabilidade para os prefeitos, que gastam, em média, 19,5% de suas receitas com saúde. Em 1980, a União respondia por 75% dos gastos com saúde. Hoje, mal chega a 40%, cerca de 1,75% do PIB. O custo saúde aumenta a cada ano e a remuneração do sistema não cobre sequer a inflação.

No Brasil, gasta-se com saúde o equivalente a R$ 1,82 por habitante/dia. É ridículo, se levarmos em conta que, em 2009, R$ 175 bilhões foram usados para pagar os juros da dívida, três vezes mais que o orçamento do Ministério da Saúde naquele ano, de R$ 58,2 bilhões. Os gastos públicos com saúde, nas três esferas de poder, mal chegam a 3,6% do PIB. Também ridículo para um sistema universal. Para o País responder à universalidade, precisaria gastar pelo menos 6% do PIB em saúde, cerca de R$ 210 bilhões. Falta muito, pois o orçamento do Ministério da Saúde para 2011 é de apenas R$ 68,5 bilhões. Com os R$ 75 bilhões de estados e municípios, faltariam, ainda, R$ 66,5 bilhões. E fontes para financiar a saúde já existem. O problema é a política econômica, baseada no superávit primário, em metas de inflação e em taxas de juros alta, o que se constitui numa política de corte social.

Só com a famigerada DRU (Descontigenciamento de Receitas da União), criada em 1994 para flexibilizar os gastos do Governo, 20% das receitas da seguridade vem sendo desviados. Em 2009, R$ 38,8 bilhões saíram da seguridade por conta da DRU, valor maior que o superávit fiscal (R$ 32 bi). Há 22 anos as fontes de receitas do SUS foram criadas, mas vem sendo desrespeitadas. Em 2000 passou a vigorar a Emenda Constitucional 29. Os gastos em saúde que eram de apenas 2,89% do PIB, deram um pequeno salto, para 3,67%. Foi um avanço, mas os estados, muitos deles ricos, como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, que deveriam gastar 12% de suas receitas com a saúde, continuam desviando recursos e já deixaram de cumprir R$ 27 bilhões.

A gestão em saúde melhorou ao longo dos anos, mas é óbvio que o coração do problema reside no financiamento. É preciso votar, na Câmara dos Deputados, o Destaque supressivo da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que é absolutamente insuficiente. É importante que essa votação aconteça logo e a regulamentação da Emenda Constitucional 29 volte ao Senado, para resgatarmos o texto original, que obriga a União a gastar 10% de suas receitas correntes brutas com saúde e sem a DRU. A presidente Dilma Rousseff também precisa efetivamente priorizar a saúde e permitir que seja estabelecido um financiamento estável e suficiente para o SUS.

Agência Câmara de Notícias

Seminário discute condições de trabalho na área de saúde

Da Redação

A Comissão de Legislação Participativa realiza hoje um seminário sobre as condições de trabalho na saúde, por sugestão da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde. Serão discutidos os seguintes temas:

Condições de Trabalho na Saúde: Segurança do Paciente, Proteja o Trabalhador

Erro de Medicação e Condições de Trabalho

Dimensionamento de Recursos Humanos na Área da Saúde

A Enfermagem e os Desafios para a Saúde no Brasil: Compromisso e Condições de Trabalho Requeridas

Organização do Trabalho e Adoecimento

Convidados

Foram convidados, entre outros:

- a diretora de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Denise Motta Dau;

- a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Vera Lúcia Ribeiro de Albuquerque;

- o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, José Lião de Almeida;

- o presidente da Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva;

- o presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Aparecida Caetano; e

- a presidente da Associação Brasileira de Enfermagem, Ivone Cabral.

O seminário será realizado a partir das 9 horas no auditório Nereu Ramos.

*Matéria atualizada em 03/05.

Folha de São Paulo

ANS analisa se GreenLine pode assumir cliente Samcil

Operadora enfrenta problemas financeiros

Por Talita Bedinelli / Lívia Wachowiak / Tatiana Cavalcanti

De São Paulo

DO "AGORA"

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) espera mais documentos para analisar se a GreenLine tem condições de comprar a carteira de clientes da Samcil.

A agência havia dado um prazo para que a Samcil, que enfrenta problemas financeiros, negociasse sua carteira até a última sexta-feira.

No último domingo, as duas operadoras publicaram uma nota em jornais informando a negociação.

A proposta da operadora também inclui a Serma, que foi adquirida pela Samcil.

Com a compra, a GreenLine aumentaria sua carteira para mais de 500 mil usuários, tornando-se uma das maiores operadoras de SP.

A ANS afirmou que não há um prazo para que a aprovação seja dada, mas que a análise do pedido é prioridade.

Caso a negociação seja aprovada, a GreenLine não pode reajustar o plano desses novos clientes por até três meses. Depois desse período, ela pode ajustar a mensalidade para que ela fique igual à cobrada de seus atuais clientes com o mesmo tipo de plano (para mais ou menos).

Enquanto a resposta da ANS não é dada, a Samcil continua obrigada a atender seus clientes. Mas muitos usuários do plano já reclamam que não estão conseguindo marcar consultas.

A reportagem apurou que a Samcil fechou todos os hospitais próprios para a entrada de novos pacientes. Segundo funcionários da operadora, os dois últimos hospitais restantes -São Leopoldo (zona sul) e Vasco da Gama (zona leste)- fecharam na última sexta-feira.

Há pacientes que continuam internados, mas funcionários dizem que, na sexta, alguns já foram transferidos para a rede da GreenLine, mesmo sem a negociação ter sido aprovada pela ANS.

O Procon-SP diz que os clientes do convênio poderiam pedir liminares na Justiça, obrigando o atendimento. "Porém, onde o usuário conseguiria levar a liminar se não há hospitais?", diz Selma do Amaral, diretora de atendimento do órgão.

O advogado Rodrigo Araújo, especialista em planos, aponta outro problema: se a ANS aceitar o pedido da GreenLine, será dado um prazo para que a operadora atenda os novos usuários.

GreenLine e Samcil não falaram sobre a transição. ANS e Samcil não comentaram o fechamento dos hospitais.

O Estado de São Paulo

GreenLine solicita compra de cartela de clientes da Samcil

ANS vai analisar se operadora, que atende a 300 mil pessoas, poderá absorver os 193 mil usuários da Samcil

Por Fernanda Bassette

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) recebeu ontem o pedido da GreenLine para comprar a cartela de clientes da Samcil - operadora de saúde que está em crise, fechou três dos cinco hospitais da rede própria e acumula uma dívida estimada em R$ 70 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da ANS, o pedido está em análise e é a prioridade da agência nesta semana. A ANS quer garantir uma solução o mais rápido possível para manter a assistência e atendimento aos beneficiários da Samcil.

A Samcil tem uma cartela com pouco mais de 193 mil associados, enquanto a GreenLine tem pouco mais de 300 mil, além de uma rede com seis hospitais.

Se a compra for efetivada, a GreenLine passará a ter quase 500 mil clientes e, por isso, segundo a ANS, é preciso avaliar cuidadosamente a saúde econômica e financeira e a capacidade de gestão da GreenLine para analisar se a empresa tem condições de absorver uma demanda tão grande de pacientes.

Segundo a agência, a nova operadora precisa comprovar que conseguirá manter todas as obrigações anteriores em relação à assistência dos antigos beneficiários da Samcil.

Reclamações. Segundo a ANS, a análise do pedido de transferência da carteira deve acontecer rapidamente porque o número de reclamações contra a Samcil só tem aumentado nos últimos dias: antes da Páscoa, a média estava em 70 reclamações por semana. Na última semana esse número saltou para 130.

As reclamações contra a GreenLine - considerada uma operadora de saúde de grande porte porque tem mais de 100 mil associados - estavam com níveis bem menores: foram registradas apenas seis reclamações no mês de fevereiro deste ano.

Enquanto a compra não é autorizada pela ANS, os clientes da Samcil precisam continuar procurando atendimento na rede credenciada. A agência orienta que os beneficiários continuem pagando suas mensalidades normalmente para garantir o atendimento enquanto não ocorre a transferência para a rede da outra operadora de saúde.

Prazo. A ANS havia determinado prazo até a última sexta-feira para que a Samcil vendesse sua carteira de clientes. Se ao final desse período a carteira não tivesse sido negociada, a ANS faria uma oferta pública para procurar outra operadora interessada em adquirir a cartela.

O Estado procurou a GreenLine durante toda a tarde de ontem, mas a assessoria não deu mais detalhes do processo.

O Estado de São Paulo

Fundo Global de Luta Contra a Aids quer Brasil como doador

Diretor de entidade que financia projetos de saúde no mundo diz países do Brics devem colaborar com dinheiro

Por Jamil Chade

Chegou a hora de o Brasil passar da condição de um país receptor de ajuda internacional para ser um doador. É o que defende Michel Kazatchkine, diretor do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Tuberculose e Malária, a maior entidade de financiamento de projetos no campo da saúde no mundo, com um caixa de US$ 30 bilhões.

Com a crise da dívida nos países ricos e reduções importantes de doações da Espanha, Itália e outros tradicionais doadores, o Fundo sai em busca de novos financiadores.

Em entrevista ao Estado, Kazatchkine afirma que Brasil, Índia e China devem começar a pensar em adotar metas mínimas de doações, assim como foi estabelecido nos países ricos há cerca de 20 anos. "Não acho que é sustentável que esses países fiquem de fora do financiamento da solidariedade global, dado a riqueza que eles geram", disse.

Desde sua criação, há dez anos, o Fundo aprovou US$ 48 milhões em recursos para o Brasil para combater a malária e a tuberculose. Mas o diretor da entidade acredita que não há mais lugar para o Brasil fazer novos pedidos de financiamento, e cita a Rússia - que reembolsou os fundos que recebeu - como um exemplo a ser seguido pelo governo de Dilma Rousseff.

Promessas. "A Rússia é o país que criou um precedente. Em 2007, decidiu reembolsar o que havia recebido. E isso foi quase US$ 300 milhões. Além disso, fez promessas de doação de outros US$ 60 milhões", explicou.

Segundo ele, o Brasil não pede mais dinheiro - recebe apenas financiamentos acertados previamente. "Em setembro de 2010, quando estive com o (ex-chanceler Celso) Amorim, ele me disse que o mínimo que o Brasil poderia fazer era agora reembolsar o Fundo no valor que recebeu, assim como os russos fizeram em 2007."

Reunião. A partir do dia 28 de junho, o Fundo realiza em São Paulo uma das principais reuniões de seu calendário, justamente com a meta de desenhar a estratégia da entidade para combater a Aids, tuberculose e malária até 2016.

Kazatchkine não perderá a oportunidade para se reunir com o governo para apontar para as novas responsabilidades do País. "Acho apropriado que nessa etapa de transição, de um país receptor de financiamento para um potencial doador, tenhamos a reunião no Brasil", disse.

Kazatchkine elogiou o governo brasileiro. " O Brasil está altamente envolvido na cooperação Sul-Sul. Exportou seu know-how em produzir remédios e treinamento de médicos", disse. "Mas isso não é suficiente para ajudar pessoas a ter acesso a remédios. Hoje, o tratamento no caso da Aids chega a apenas 40% dos pacientes no mundo. Outros 60% ainda precisam de acesso. Precisamos de dinheiro, e se há um mecanismo de financiamento que mudou de fato a trajetória da epidemia no mundo nos últimos anos foi o Fundo Global", acrescentou.

ANS

VII Fórum Brasileiro sobre as Agências Reguladoras

Função normativa, controle e autonomia das agências reguladoras foi o tema da mesa presidida pelo diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral, no primeiro dia do VII Fórum Brasileiro sobre Agências Reguladoras, que aconteceu nos dias 28 e 29 de abril, no hotel Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro.

O Fórum, realizado pela primeira vez na capital fluminense, teve por objetivo aprofundar o debate sobre o marco legal das agências, sua independência e funcionamento, bem como os impactos exercidos sobre os usuários e empresas reguladas. A mesa presidida por Bruno Sobral contou com a presença de Paulo Modesto, promotor de justiça; Floriano de Azevedo Marques Neto, professor de Direito Administrativo da USP e FGV, e Fabrício Motta, procurador do Ministério Público.

Em sua fala de abertura, o diretor da ANS afirmou que a autonomia política para as agências é importante, mas que não pode ser construida verdadeiramente sem competência técnica.

Para Bruno Sobral, o alcance dessa competência passa pela valorização dos servidores, bem como pela utilização de ferramentas que promovam a qualidade regulatória. Dentre tais ferramentas, destacou a análise de impacto regulatório e a implementação de uma Agenda Regulatória. Tais instrumentos, já em fase de implantação na ANS, visam trazer mais previsibilidade para o setor regulado e para os consumidores, permitir maior participação da sociedade e garantir mais segurança na tomada de decisões. Sobral salientou ainda a importância que, ao regular, se determine com clareza o problema de política pública a ser enfrentado e o objetivo da ação regulatória, assim como a análise de diversas opções com os seus respectivos impactos na sociedade.

Mostrando consonância com o discurso do representante da ANS, Floriano Neto, que também colabora na elaboração do anteprojeto de lei orgânica da administração pública, ressaltou a necessidade da autonomia das agências no limite dos universos regulados. Para isso, entretanto, é importante que as intervenções sejam acompanhadas da análise dos impactos das ações.

Floriano também destacou seis importantes pontos que poderiam vir a comprometer a atuação das agências e devem ser evitados:

1 – Autonomia sem os meios necessários para exercê-la, como o não provimento dos principais cargos ou limitação de recursos financeiros;

2 – Impermeabilidade no exercício da autoridade estatal, com pouca comunicação com o setor regulado;

3 – Incerteza na regulação por meio de uma normatização confusa;

4 – Regulação por contingência, como normas editadas à medida do surgimento de problemas;

5 – Direcionamento regulatório sem a correta identificação dos impactos no setor regulado;

6 – Captura das agências pela política, transformando-as em meros corpos técnicos de assessoramento governamental.

Paulo Modesto, um dos organizadores do evento, também ressaltou a importância do estudo de impacto da atuação normativa das agências e dos riscos da interferência do governo na autonomia das mesmas. Na sua opinião, a regulação pode se dar de três maneiras diferentes:

1 – A que apenas faz cumprir a letra da lei;

2 – A que busca complementar a lei, normatizando o que não fora previsto anteriormente;

3 – A que atua além das leis associadas, por meio de ações que busquem o equilíbrio do mercado regulado e a assimetria de informações. Essa, é a maneira mais desejada.

Paulo Modesto também destacou a importância da discussão com o mercado regulado, lembrado que, diferentementemente dos atos normativos voltados a toda a sociedade, os atos das agências reguladoras são direcionados a um público específico e menor, sendo, portanto, esse diálogo muito mais factível e desejado.

Por fim, Fabrício Motta, que também é representante do MP no Tribunal de Contas de Goiás, afirmou a necessidade da função normativa das agências, mas lembrando que, em suas palavras “regular é restringir uma liberdade, portanto o poder público deve avaliar bem a real necessidade de cada norma editada.”

Saúde Business Web

Ministro planeja criar equipe nacional de resgate SUS

Padilha quer aproveitar a solidariedade do brasileiro e profissionalizar ajuda emergencial

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta sexta-feira (28) em cerimônia realizada pelo Sindicado dos Médicos de São Paulo (Simesp), que pretende criar uma equipe nacional de resgate do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os mais de 4 mil profissionais voluntários que se candidataram para ajudar a região Serrana do Rio de Janeiro - fortemente afetada pelas recentes enchentes - reforçam, segundo Padilha, que uma iniciativa como essas seria bem sucedida.

"O povo brasileiro é muito solidário por natureza. Queremos profissionalizar isso e, em breve, aprimoraremos essa ideia de uma equipe nacional de resgate", disse.

Durante a cerimônia, o presidente do Simesp, Cid Carvalhaes, reforçou a expectativa que as entidades médicas têm em relação ao governo da Dilma Rousseff juntamente com Padilha.

Entre elas, estão: regulamentação da Emenda Constitucional 29, carreira de Estado para médicos, piso salarial definido, orçamento próprio para a saúde, entre outras.

Homenagem

Durante o encontro entre os representantes da classe médica e os representantes do Ministério da Saúde, Padilha recebeu a Comenda Flamínio Fávero - criada pelo sindicato em reconhecimento aos médicos que se destacaram em sua vida profissional.

Alexandre Padilha foi - até o final do mandato do governo Lula - ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República.

Comenda

De acordo com o Simesp, Flamínio Fávero foi escolhido por ser considerado um dos maiores médicos legistas do Brasil. Fávero foi professor da Faculdade de Medicina de São Paulo e teve papel fundamental na organização sindical da categoria médica no estado de São Paulo.

Foi um dos seus fundadores e o primeiro presidente deste Sindicato. Também ajudou a criar o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, sendo o primeiro presidente da entidade, inaugurando a numeração de identificação profissional, com o CRM número 1.

Confederação Nacional de Saúde

CIRCULAR JURÍDICO 045/2011

GESTANTE DEMITIDA NO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA NÃO OBTÉM REINTEGRAÇÃO

Uma gestante das Lojas Americanas, demitida na vigência do contrato de experiência, não conseguiu ser reintegrada ao emprego. Ao contrário do que havia sido decidido em primeiro grau, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, seguindo jurisprudência pacífica da Corte, entendeu que a empregada não faz jus à estabilidade provisória.

Segundo a trabalhadora, após comunicar a seu chefe imediato que estava grávida, foi surpreendida com a dispensa, sem justificativa. Ela ajuizou reclamação trabalhista pleiteando, além da reintegração ao emprego, o pagamento de salários referente ao período de afastamento em virtude da licença-gestante.

Na fase de oitiva das testemunhas, compareceu à Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS) o preposto da empresa que nada soube informar acerca do ocorrido. Ele não soube apontar o motivo da demissão nem soube dizer se a empregada comunicara a gravidez ao chefe imediato. O desconhecimento das circunstâncias da dispensa, no caso, levou o juiz a presumir como verdadeiras as alegações contidas na petição inicial, já que não houve contraprova.

Na sentença, o magistrado destacou que o término do contrato de experiência, por constituir modalidade que excepciona a regra geral relativa aos contratos de trabalho, deve ser motivado. “Não é simplesmente contrato a termo. É contrato à condição”, disse ele. O período de experiência, segundo o juiz, se realiza para o efeito de permitir a contratação definitiva. A sentença determinou a imediata reintegração da gestante, sob pena de pagamento de multa, mais o pagamento de indenização em valor correspondente à remuneração devida desde a data da saída até a da efetiva reintegração.

A Lojas Americanas, insatisfeita, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho gaúcho, que manteve a decisão anterior. Para o TRT, a existência de termo final prefixado não retira da gestante o direito ao reconhecimento da garantia de emprego que, em face do princípio da proporcionalidade, deve se sobrepor ao direito do empregador de extinguir o contrato de prazo determinado. A empresa recorreu, então, ao TST.

O ministro Milton de Moura França, relator, observou que a decisão do Regional está em desacordo com a jurisprudência do TST. Segundo a Súmula 244, III, “não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de experiência, visto que a extinção da relação de emprego, em face do término do prazo, não constitui dispensa arbitrária ou sem justa causa”. O recurso de revista da empresa foi provido para julgar improcedente a reclamação trabalhista. Houve ressalva de entendimento da ministra Maria de Assis Calsing (Processo: 103100-08.2009.5.04.0005).

Fonte: TST

Segunda-feira, 02.05.11

O Estado de São Paulo

Governo regulamenta Cartão Nacional de Saúde

Sistema é uma base de dados nacional que permite a identificação dos usuários do SUS

Por Solange Spigliatti, da Central de Notícias

São Paulo, 2 - Foi regulamentado nesta segunda-feira, 2, o novo sistema Nacional de Saúde, composto pelo Cartão Nacional de Saúde, Cadastro Nacional de Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e Portal de Saúde do Cidadão. Ao todo, deverão ser emitidos 200 milhões de cartões em todos os municípios brasileiros nos próximos três anos, numa ação em conjunto com estados e municípios.

O objetivo do novo sistema é construir um registro eletrônico que permita aos cidadãos, aos gestores e profissionais de saúde acessar o histórico de atendimentos dos usuários no Sistema Único de Saúde (SUS).

A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DO) nesta segunda-feira, 2, e regulamenta o Sistema Cartão Nacional de Saúde, uma base de dados nacional que permite a identificação dos usuários do SUS, por meio de um número único válido em todo o território nacional.

Segundo o Ministério da Saúde, com o novo sistema será possível saber a participação de uma determinada pessoa em campanhas de vacinação, se ela foi atendida em um posto de saúde ou se fez exames e cirurgias.

As pessoas que não possuírem o Cartão Nacional de Saúde não serão impedidas de receber atendimento em qualquer estabelecimento público de saúde, segundo o ministério, que será responsável por desenvolver as bases de dados do Sistema Cartão e oferecê-las a todas as unidades públicas de saúde.

O ministério também fará a manutenção e o gerenciamento do banco de dados e prestará cooperação técnica aos gestores locais no processo de cadastramento dos usuários do SUS.

Agência Senado

Polêmica sobre retirada de inibidores de apetite do mercado marca audiência

A possível retirada de certos inibidores de apetite do mercado brasileiro foi tema de audiência pública que o Senado realizou nesta segunda-feira pela manhã. Durante a discussão - que teve a participação de médicos, representantes do governo e de instituições de defesa do consumidor -, confirmou-se o caráter polêmico do assunto.

Endocrinologista contesta proibição à venda de inibidores de apetite

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, reiterou a disposição da entidade de banir do mercado os medicamentos à base de anfepramona, femproporex e mazindol (que são anorexígenos anfetamínicos) ou à base de sibutramina. Para se justificar, ele citou estudos técnicos e mencionou o fato de diversos países terem proibido ou restringido tais medicamentos.

Por outro lado, a endocrinologista Rosana Bento Radominski, representante da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, questionou os estudos que recomendam o banimento. A médica disse que "não há necessidade de proibição, sendo mais recomendável um maior controle sobre o uso dessas medicações, para que elas sejam utilizadas corretamente e quando realmente forem necessárias".

- A obsesidade é uma doença e precisa ser tratada - argumentou ela, acrescentando que "não existem medicamentos sem nenhum efeito adverso e que é preciso contrabalançar riscos e benefícios".

Já o médico sanitarista José Ruben Bonfim, coordenador-executivo da Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (Sobravime), criticou o uso desses tipos de inibidores, afirmando que o Brasil "não pode ser o último país do mundo a bani-los". Segundo ele, uma das principais razões para "essa defesa aguerrida" dos anfetamínicos e da subtramina são os interesses comerciais da indústria brasileira que fabrica esses produtos.

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que promoveu o debate, deverá realizar mais uma audiência pública sobre o assunto. O presidente da comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), informou que a reunião ocorrerá no dia 31 deste mês.

O Globo

Fundação oferece US$ 100 mil a projetos inovadores na área da saúde

Share RIO - Pesquisadores do mundo todo que estudam temas relacionados à saúde podem se inscrever até o dia 19 de maio para participar de programa de financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates. Os selecionados receberão US$ 100 mil para desenvolver projetos que tenham como objetivo a melhoria da qualidade de vida nos países em desenvolvimento.

Não há restrições aos interessados, que devem preencher o formulário disponível no site www.grandchallenges.org . Os pesquisadores que forem escolhidos podem ainda receber um financiamento de até US$ 1 milhão. As linhas de pesquisa que serão avaliadas tratam dos seguintes temas: erradicação da pólio; nova geração de tecnologias de saneamento; novas abordagens para curar a infecção por HIV; soluções de baixo custo para uso do telefone celular para as condições de saúde global; e novas tecnologias para melhorar a saúde das mães e recém-nascidos. O resultado sai no fim do ano.

O projeto Grand Challenge Explorations existe desde 2008 e promove duas seleções por ano, financiando cerca de 150 projetos. Na última realizada, o brasileiro Antonio Ferreira Ávila, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi premiado com um trabalho sobre tijolos feitos de composto orgânico para substituir os de cimento na construção de fossas. A equipe do pesquisador testará a eficácia e o grau de biodecomposição para definir a sustentabilidade da construção dessas fossas que irão se decompor quando estiverem cheias. Isso permitirá um possível reaproveitamento da terra para fins de agricultura ou uso comunitário.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/05/02/fundacao-oferece-us-100-mil-projetos-inovadores-na-area-da-saude-924362499.asp#ixzz1LI9I12RU

Agência Saúde

Ministério da Saúde regulamenta Cartão Nacional de Saúde

Por Milton Júnior

Sistema será composto pelo Cartão Nacional de Saúde, Cadastro Nacional de Usuários do SUS e Portal de Saúde do Cidadão

Portaria publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (02) regulamenta o Sistema Cartão Nacional de Saúde, uma base de dados nacional que permite a identificação dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de um número único válido em todo o território nacional. O objetivo é construir um registro eletrônico que permita aos cidadãos, aos gestores e profissionais de saúde acessar o histórico de atendimentos dos usuários no SUS.

Com o Sistema, será possível, por exemplo, saber a participação de uma determinada pessoa em campanhas de vacinação, se ela foi atendida em um posto de saúde ou se fez exames e cirurgias. É importante destacar que as pessoas que não possuírem o Cartão Nacional de Saúde não serão impedidas de receber atendimento em qualquer estabelecimento público de saúde.

O Ministério da Saúde será responsável por desenvolver as bases de dados do Sistema Cartão e oferecê-las a todas as unidades públicas de saúde. Também fará a manutenção e o gerenciamento do banco de dados e prestará cooperação técnica aos gestores locais no processo de cadastramento dos usuários do SUS.

A meta é implantar o registro eletrônico de saúde em todos os municípios brasileiros até 2014. Ao todo, deverão ser emitidos 200 milhões de cartões, nos próximos três anos, numa ação em conjunto com estados e municípios.

De acordo com a portaria, as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que já possuem algum tipo de sistema integrado de registro de dados em saúde terão um ano para emitir e distribuir os novos cartões. Com o formato de um cartão de crédito, ele trará uma etiqueta com dados pessoais do usuário e um número, fornecido pelo Ministério da Saúde.

CADASTRAMENTO - Os usuários do SUS deverão fornecer o endereço do domicílio permanente, independentemente do município em que esteja no momento do cadastramento ou do atendimento. No caso de brasileiros residentes no exterior e estrangeiros não residentes no Brasil que busquem atendimento no SUS, deverá ser registrado como endereço de domicílio permanente apenas o país e a cidade de residência.

GESTÃO MODERNA - Para Odorico Monteiro, secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, o novo sistema é uma das prioridades para modernizar a gestão do SUS. “A regulamentação [do Cartão] é um importante passo para organizar as ações e os serviços de saúde oferecidos no país, fortalecendo a garantia de acesso à atenção à saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde”.

Segundo o secretário, o uso adequado das informações do Sistema vai aprimorar o planejamento, o acompanhamento e a avaliação das ações de atenção à saúde da população. “A partir desses dados, os gestores locais poderão construir ferramentas e indicadores que poderão interferir diretamente na tomadas de decisão em relação às ações de saúde como um todo, seja na vigilância epidemiológica, na organização da atenção básica ou dos leitos hospitalares, entre outras. Para o gestor, será uma espécie de bússola, de carta de navegação”, explica.

Para viabilizar a primeira versão do registro eletrônico de saúde, o Ministério e o município de São Paulo firmaram um acordo de cooperação tecnológica, com base no estudo de caso do SIGA – sistema de informação em saúde utilizado na capital paulista –, software desenvolvido a partir do SISREG (Sistema de Regulação) do Ministério da Saúde.

REGISTRO ONLINE - Além de identificar os usuários do SUS, o cartão servirá de base para que o próprio cidadão acompanhe seu histórico de consultas médicas. O Portal de Saúde do Cidadão permitirá - em área restrita ao usuário - acesso aos dados cadastrais, atendimentos por meio do SUS e informações sobre a rede pública de serviços de saúde. O Portal, que deverá ser lançado no segundo semestre deste ano, terá ainda uma área de acesso público, com informações em saúde, campanhas e notícias sobre o SUS.

Todas as informações dos usuários terão garantia de segurança tecnológica para que não seja violado o direito constitucional à intimidade, à vida privada, à integralidade das informações e à confidencialidade dos dados. “Os profissionais e gestores de saúde terão seus acessos registrados no Sistema e, caso exista alguma conduta antiética ou imprópria no manuseio do sistema, os envolvidos poderão ser penalizados”, acrescenta o secretário Odorico Monteiro.

Estado de Minas

Hospitais filantrópicos: Dívidas batem em R$ 600 milhões

Responsáveis por 54% dos atendimentos do SUS em Minas, 360 instituições se atolam em débitos e lutam para manter em funcionamento serviços essenciais à população

Por Valquiria Lopes

A saúde pede socorro nos hospitais filantrópicos e Santas Casas de Minas Gerais. Entre a vida e a morte, as instituições, que são responsáveis por 54% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), acumulam dívidas milionárias que comprometem a continuidade da prestação dos serviços. Somados, os passivos adquiridos pelas 360 instituições filantrópicas mineiras junto a fornecedores, bancos e com impostos atrasados resultam no montante de R$ 600 milhões.

Com estado de saúde frágil, as unidades lutam para se manter em funcionamento. Na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, a batalha contra o endividamento dura mais de uma década. O quadro se tornou estável, mas o passivo, que em 2000 era de R$ 300 milhões, ainda é alto: R$ 142 milhões. "Leiloamos imóveis que mantínhamos alugados e negociamos melhor o preço de serviços de saúde prestados à prefeitura. Temos orçamento apertado e passivo muito grande", diz o provedor da Santa Casa e presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), Saulo Coelho.

A instituição que tem 1 mil leitos tenta manter o controle da dívida para garantir atendimento a 400 mil pessoas por mês. A receita, sempre deficitária em R$ 500 mil mensais, é complementada com convênios de planos de saúde e doações. Mensalmente, R$ 22 milhões entram nos cofres da Santa Casa, cuja despesa é de R$ 22,5 milhões.

Condição semelhante vive a Santa Casa de Sabará, na Grande Belo Horizonte, onde a situação financeira é complicada, de acordo com o diretor administrativo Ronaldo Rafael de Oliveira. "A dívida total é de R$ 2,5 milhões com empréstimos, fornecedores e causas trabalhistas. Nossa receita de R$ 250 mil é 60% proveniente do SUS, 30% de convênios e 10% de doações. Mas temos um déficit mensal de R$50 mil, pois a despesa é de R$300 mil", explica. A instituição busca alternativas financeiras com os governos federal, estadual e municipal. "Não dá para ficar inerte, senão a tendência é só piorar", diz Oliveira.

Na tentativa de reverter o quadro, a Santa Casa está empenhada na aquisição de aparelhos, treinamento de funcionários e melhorias de infraestrutura para resgatar o atendimento a pacientes que hoje procuram unidades em BH. "O processo é demorado, pois não dispomos de recursos", acrescenta. Entre as causas para os problemas financeiros, Oliveira destaca a defasagem da tabela do SUS, o alto custo dos procedimentos hospitalares e o baixo poder de compra dos pequenos hospitais. Além disso, reconhece: "Há um histórico de má gestão".

Fundação Oswaldo Cruz

Novo modelo de gestão da Fiocruz e seus impactos no SUS

Como parte das comemorações pelos 25 anos do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológida (Icict/Fiocruz), em 2011, especialistas em gestão pública participarão do debate O novo modelo de gestão da Fiocruz e seus impactos no SUS, nesta quarta-feira (4/5), de 9h às 12h. Farão parte da mesa Luiz Arnaldo Pereira da Cunha Junior, especialista em gestão pública, Francisco Batista Júnior, conselheiro do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Paulo César de Castro Ribeiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc) e Pedro Ribeiro Barbosa, vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fundação. O evento será realizado no Salão de Leitura da Biblioteca de Ciências Biomédicas (Avenida Brasil 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro).

Sede do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológida (Icict/Fiocruz)

Um dos principais temas do Congresso Interno da Fiocruz, realizado em 2010, a proposta de possíveis mudanças no atual modelo de gestão da Instituição gerou intensas discussões, e ainda será debatida pelos funcionários da Fiocruz, a princípio, no segundo semestre de 2011. O diretor do Icict, Umberto Trigueiros Lima, explica que, ao completar 25 anos de existência em 2011, o Icict estará afiançando uma longa trajetória da Fiocruz. “Desde que Oswaldo Cruz criou a primeira biblioteca especializada e promoveu o registro sistemático de documentos, fotos, filmes e ilustrações sobre cada ação, estudo, ou expedição realizada por seus pesquisadores, a preocupação com a informação e a comunicação em saúde esteve presente, em maior ou menor medida, no desempenho da Fundação”. Tal preocupação, para Trigueiros, ganhou vulto, expressão maior, estruturas e recursos específicos a partir da gestão de Sergio Arouca na presidência da Fiocruz, quando foi criada, em 1986, a Superintendência de Informação Científica, hoje Icict.

De superintendência a instituto, desde então o Icict vem se especializando no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços em comunicação e informação científica, análise de dados, programação visual, informática, apoio bibliográfico a pesquisadores, entre outros serviços, dirigidos não só a setores e unidades da Fiocruz, como também ao Ministério da Saúde e outras instituições componentes do SUS. “A programação de aniversário busca ressaltar, principalmente, a diversidade de nossas linhas de ação e o nosso compromisso com a garantia do acesso livre à informação e à comunicação em C&T e saúde”, afirma Lima.

Seminário vai debater a divulgação científica em saúde

A programação de aniversário inclui também a realização, no dia 26/5, do seminário Informação, comunicação e divulgação científica em saúde. Coordenado pela pesquisadora Regina Maria Marteleto, professora do Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde (PPGICS/Icict), o evento tem como objetivo apresentar pesquisas diversas sobre saúde.

Programação:

- Manhã (9h às 12h)

Pesquisadores debatedores:

Luisa Massarani (Museu da Vida/COC) – Divulgação científica

Maria Beatriz Lisboa Guimarães (Ouvidoria Coletiva em Saúde/Ensp) – Informação, comunicação e educação popular em saúde

Simone Assis (Claves/Ensp) – Ciência e sociedade

Christovam Barcellos (Icict) – Pesquisa e políticas de saúde

- Tarde (14h às 17h)

Pesquisadores expositores:

Nair Kobashi (USP)

Eugênio Marcos Andrade Goulart (Projeto Manuelzão/UFMG)

Eduardo Stotz (Ensp/Fiocruz)

AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Unidas: Regulação, análise e auditoria

Unidas / AssPreviSite

Auditoria e Análise de Contas Médico-Hospitalares e Controles em Sistemas de Saúde

26 e 27 de maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Promover o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação, análise e auditoria de prestação de serviços, através da introdução de conhecimento técnico e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação e auditoria no sistema suplementar; Composição da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas; Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia e utilização de tecnologia; Rediscussão de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar, monitoramentos entre outros).

Instrutor

DRA. MIYUKI GOTO

Público Alvo

Profissionais que atuam na área de: Análise de contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento aos usuários do sistema de saúde, autorização prévia, liberação de guias e senhas; Gestão e controles de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Pós-graduação em Gestão do Ambiente em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde

Oferecido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo, a pós-graduação busca, através do desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e a utilização do sistema de climatização), a racionalização da utilização da água, a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para a formação de profissionais com uma visão gerencial no crescimento sustentável das instituições de saúde, valorizando a gestão alternativa.

Entre o conteúdo programático estão as disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança, Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.

A pós-graduação é voltada para profissionais com formação nas áreas de saúde, gestão de instituições públicas e privadas de saúde, administração, arquitetura, assistência social, biologia, bioquímica, engenharia, enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição, que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de saúde.

Com 396 horas/aula e 11 meses de duração, o curso tem início previsto para 19 de maio. As inscrições já estão abertas. Informações podem ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br ou ainda através do site www.cbacred.org.br.


- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências

Unidas / AssPreviSite

13 de Maio de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Capacitar o profissional de saúde a entender o processo de integração da melhor evidência científica com experiência clínica e a avaliação individual do paciente.

Capacitar o administrador de sistemas de saúde privado ou público a entender a importância de gerir seu sistema com base em evidências científicas de alta qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.

Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante, especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes, em relação a acurácia e precisão de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos e preventivos.

Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar a habilidade clínica e experiência passada para identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente, seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios de intervenções potenciais.

Por avaliação individual do paciente entende-se reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica e que deve ser integrada numa decisão clínica.

Por tecnologia de informação entende-se o uso intensivo de indicadores, ferramentas de informática e parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor controle de qualidade e gestão.

Objetivos específicos:

Ao final do curso o participante deverá estar apto a:

* Reconhecer a Medicina Baseada em Evidências como uma maneira válida, útil e viável de melhorar a sua prática médica com base em resultados de pesquisas de boa qualidade.

* Elaborar perguntas específicas e passíveis de resposta científica para as diversas situações clínicas.

* Realizar uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos médicos, utilizando métodos básicos como as "clinical queries".

* Entender a organização e funcionamento das bases de dados informatizadas.

* Distinguir os principais tipos de estudo, entender sua ligação com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de estudos com os níveis de evidências.

* Avaliar criticamente artigos médicos de tratamento.

* Distinguir diretrizes clínicas baseadas em evidências das baseadas em consenso.

* Conhecer os principais tipos de estudos de avaliação econômica em saúde.

* Reconhecer a importância das revisões sistemáticas para o conhecimento em saúde.

* Conhecer e utilizar as fontes de informação com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence, Evidence-Based Journals, etc).

* Transpor para sua prática profissional os conhecimentos de Saúde Baseada em Evidências.

* Reconhecer as limitações das evidências no contidiano clínico.

* Reconhecer a importância da tecnologia de informação integrada às evidências científicas para a gestão de sistemas de saúde.

* Delimitar as áreas de seu sistema de saúde onde a tecnologia de informação poderá ser integrada ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.

Instrutores

Dr. Otávio Clark

Dr. Enéas José de Mattos Faleiros

Público Alvo

Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos

Saúde Business Web

A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em Atibaia, no interior de São Paulo.

O evento, que este ano terá como tema “Filantropia: o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar a atualização da nova lei da filantropia, incluindo aspectos jurídicos e contábeis, além de temas como parcerias estratégicas para a saúde, voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos profissionais da saúde e gestores de entidades.

O congresso contará com a participação de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha, José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.

Também marcam presença no evento, diversos setores governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores pensam da prática da filantropia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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