03-11-11

 

Leia nesta edição:

- Ranking

- Hospital no interior de SP faz implante de íris artificial

- Congresso volta a discutir tributação de grandes fortunas

- Teste mostra que embalagens de molhos e doces estão contaminadas no Rio

- Avanços científicos podem eliminar células danificadas e previnir doenças

- Nicotina pode abrir a porta para consumo de cocaína, diz estudo

- Proteínas da soja e do leite ajudam a diminuir a pressão alta

- Fundo para aposentados

- Brasil tem saúde e renda acima da média global, mas educação pior

- Saúde alerta para alimento contaminado por toxina botulínica no Paraná

- Taxa de crianças menores de 5 anos com aids cresce no Nordeste

- Taxa de mortalidade por doenças crônicas cai 26%

- Secretaria de Saúde nega novo caso de bactéria que matou 4 pessoas

- Novo exame detecta risco de infarto

- Saúde confirma 11ª morte por meningite e anuncia vacinação

- Programa Bolsa Família melhora saúde dos beneficiários ao contribuir com alimentação e acompanhamento médico

- Rio terá vacina contra dengue em seis anos

- Cai em 31,5% o número de casos de hanseníase

Quinta-feira, 03.11.11

FOLHA DE S. PAULO

Ranking

Mônica Bergamo

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) dá início hoje ao programa Qualiss, para avaliar a qualidade dos prestadores de serviço na saúde suplementar. A ideia é oferecer ao consumidor maior capacidade de escolha de seu plano de saúde.

FOLHA DE S. PAULO

Hospital no interior de SP faz implante de íris artificial

Mariana Pastore

Aos três anos, Patricia Neves de Souza, de Andradina (627 km de São Paulo), foi diagnosticada com aniridia. A doença congênita é rara e caracterizada pela falta da íris nos olhos. A pessoa enxerga como quem tem a pupila dilatada em visita ao oftalmologista.

Agora, aos 21 anos, Patricia está enxergando bem. Segundo o médico Carlos Gabriel Figueiredo, ela é a primeira paciente, no Brasil, a receber um tipo de íris artificial importado da Alemanha.

Especialistas ouvidos pela reportagem, no entanto, têm dúvidas se esse é mesmo o primeiro caso.

Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina do ABC e responsável pela cirurgia, diz que a grande quantidade de luz que entra nos olhos de quem tem o problema causa muito desconforto.

No caso da jovem, havia outros agravantes. Ela também tinha um alto grau de miopia -5,5 graus no olho direito e oito no esquerdo-, e catarata congênita. Não conseguia assistir a aulas ou atravessar a rua sozinha.

As cirurgias corretivas foram feitas no D'Olhos Hospital Dia, em São José do Rio Preto (438 km de SP). Além da implantação da íris, foi feita uma operação de catarata, com a colocação de uma lente intraocular, que corrigiu também a miopia.

"Eu tinha receio de sair de casa. Agora posso sair mais e sozinha", conta Patricia.

A íris artificial de silicone é desenhada como a natural, diz o oftalmologista. Mas ela não se movimenta para regular a entrada de luz.

Uma íris natural se mexe para abrir e fechar a pupila: se está escuro, a pupila fica maior, para entrar mais luz. Se está claro, é o inverso. A versão artificial desenha uma pupila média (3 mm), que serve para os dois tipos de iluminação. A paciente ainda pôde escolher a cor: azul.

O implante importado da fábrica Human Optics, na Alemanha, custou 2.900 euros (cerca de R$ 7.000) cada um. Segundo Figueiredo, não há registro de efeitos colaterais com a prótese.

O médico afirma que há outros implantes no mercado, mas de material diferente, com o acrílico. Alguns requerem uma incisão maior na hora da cirurgia, além de não terem um aspecto tão natural como a alemã.

OUTROS TRATAMENTOS

O oftalmologista José Álvaro Gomes, da Unifesp, diz que a ausência de íris não é o maior problema da aniridia. "É a baixa visão por outros motivos, catarata, glaucoma e alteração do nervo óptico."

Os pacientes vão perdendo as células-tronco que regeneram a superfície da córnea ao longo da vida, o que prejudica a visão.

O tratamento é o transplante de células-tronco. "A íris artificial melhora a visão, mas é mais importante tratar a catarata e o problema das células-tronco."

JORNAL O TEMPO

Congresso volta a discutir tributação de grandes fortunas

Ao analisarem recentemente o projeto de lei que prevê novas formas de financiamento para o Sistema Único de Saúde (SUS), deputados federais ressuscitaram uma tese que há muito dormia no Congresso: a tributação sobre grandes fortunas. Entre outras funções, a medida seria necessária para que os governos cumprissem os limites mínimos de investimento em saúde previstos na regulamentação da Emenda 29.

Embora ainda não seja definitiva, a tributação ganha cada vez mais adeptos no Legislativo. Um projeto de lei que prevê a prática já foi aprovado em uma subcomissão especial e agora tramita na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Caso passe por essa etapa, a decisão será levada ao plenário da Câmara antes de seguir para o Senado.

De acordo com a proposta, a tributação incidiria sobre bens como jatinhos, helicópteros, iates e lanchas, além de remessas de lucros para o exterior. Também seriam passíveis de mais impostos as movimentações financeiras superiores a R$ 1 milhão - o que, conforme os parlamentares, livraria a maioria da população brasileira de fazer novas contribuições para o setor de saúde.

"Defendemos a tributação das grandes fortunas desde muito antes dessa discussão sobre o financiamento do SUS", ressaltou o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). Para o parlamentar, a "maior cobrança de impostos dos mais ricos" só não existe "porque o PT mudou de posição".

"Essa era uma bandeira histórica do Partido dos Trabalhadores que acabou esquecida quando a sigla chegou ao poder", criticou.

Ceticismo

Apesar das movimentações no Congresso, o parlamentar carioca não acredita que a tributação sobre grandes fortunas vá prosperar no plenário. "Essa tramitação está em fase preliminar, mas, quando chegar a hora, com certeza as reações virão", afirmou o socialista, referindo-se aos próprios colegas de parlamento.

"Um deputado que é dono de jatinho não vai querer aumentar os impostos que paga", alfinetou Alencar. Na opinião dele, a tributação só vingará no Congresso se houver pressão popular. "Nós sabemos que matérias que contrariam grandes interesses só passam se o povo vier aqui, pressionar, gritar", avaliou o deputado.

Brasília. Caso a tributação sobre grandes fortunas como forma de financiamento para o Sistema Único de Saúde (SUS) não prospere no Congresso, os deputados já preparam outras alternativas. Uma delas seria o chamado "ressarcimento presumido".

Esse mecanismo é utilizado quando o usuário de um plano de saúde privado recorre ao serviço público. Nesse caso, a operadora do plano é obrigada a ressarcir o SUS com os valores gastos no atendimento ao paciente.

Pagamentos

De acordo com a proposta alternativa, as empresas operadoras de planos de saúde e seguros privados terão de ressarcir o SUS, todos os anos, pelos atendimentos presumidamente realizados nas instituições públicas. Elas deverão fazer isso sem prejuízo dos pagamentos individuais que já acontecem.

O pagamento ocorrerá caso as operadoras não respeitarem o padrão de integralidade estabelecido, ou seja, deixarem de oferecer determinados serviços aos seus usuários.

O GLOBO ONLINE

Teste mostra que embalagens de molhos e doces estão contaminadas no Rio

Pesquisadores do Laboratório de Microbiologia dos Alimentos da UFRJ descobriram um alto índice de contaminação em embalagens de molhos com ketchup e mostarda, e em recipientes com doce de leite e mel, coletados no Rio. Feita com orientação do professor Marco Antonio Lemos Miguel, da UFRJ, duas alunas - Priscila Paula Duboc e Carolina Beres - coletaram as embalagens fechadas em lanchonetes e bares cariocas para serem analisadas em laboratório. O resultado foi estarrecedor: na área externa dos invólucros, numa amostragem de 285 unidades retiradas dos balcões de bares e lanchonetes do Rio, mais de 70% apresentaram contaminação por fungos, 82% por bactérias, sendo 66% por estafilococos, um tipo de bactéria muito resistente. Em mais de 10% dessas embalagens foram encontrados coliformes fecais.

- São dados alarmantes para os consumidores, pois esses microrganismos podem causar infecção intestinal, vômitos e diarreia. Examinamos as embalagens de molho que muitos consumidores costumam abrir usando a boca. No caso do mel e do doce de leite, muitas crianças brincam com as embalagens na boca. O perigo para quem consome estes molhos e doces na rua é muito elevado - diz o professor Lemos Miguel.

Antes das embalagens plásticas, os temperos eram servidos em bisnagas, mas foram substituídas em definitivo em vários estados brasileiros por determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isto porque um dos maiores índices de internação hospitalar por contaminação por fungos e bactérias era exatamente os que tinham origem em intoxicação alimentar proveniente das "recargas" de ketchup, mostarda e maionese, já que raramente existia uma limpeza da embalagem antes da reposição do produto.

Agora, em função do resultado apontado pelo estudo, o professor Lemos Miguel recomenda o uso de um abridor de sachês, que também foi posto à prova, a fim de verificar se também servia como agente de contaminação. Os testes com o abridor mostraram que os níveis de contaminação eram bem menores. Os abridores reduziram em quase 90% os riscos de uma infecção, pois a lâmina de corte elimina as bactérias instaladas nas embalagens.

- Avaliamos também o tempo de resistência das bactérias encontradas nas superfícies das embalagens e descobrimos que elas podem permanecer naquele ambiente por muito tempo. Isto serve de alerta para os cariocas que costumam se alimentar em lugares públicos usando embalagens de molhos que ficam expostas durante o dia inteiro e depois, durante a noite, são guardadas de forma inadequada. Todo cuidado é pouco, especialmente com as crianças - alerta Miguel.

CORREIO BRAZILIENSE

Avanços científicos podem eliminar células danificadas e previnir doenças

Não é de hoje que a humanidade busca a juventude eterna — ou, pelo menos, tenta atrasar os incômodos da velhice. Agora, um grupo de cientistas deu mais um passo para a realização desse sonho. Em experimentos com ratos, eles conseguiram eliminar as células velhas do organismo, responsáveis por males como a catarata, a osteoporose e os acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Além de reverter o desgaste do corpo dos animais, o mecanismo também conteve a evolução das doenças quando elas já haviam dado os primeiros sinais. A técnica, descrita na edição de hoje da revista Nature, ainda precisa ser aprimorada, mas, após novos testes, a expectativa é que ela possa reduzir a vulnerabilidade de idosos.

Os pesquisadores norte-americanos e holandeses trabalharam no cerne do problema: o envelhecimento das células. Esse processo ocorre a cada instante. “Quando a célula ‘respira’, ela produz radicais livres, moléculas reativas que acabam causando danos ao DNA do indivíduo ao longo do tempo”, detalha José Eduardo Vargas, pesquisador do Laboratório de Sinalização e Plasticidade Celular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Isso, no entanto, explica apenas uma parte da questão. As células também ficam velhas porque o sistema imunológico das pessoas deixa de recolher estruturas que estão sem função dentro do corpo (veja infografia).

Basicamente, as células passam pela chamada senescência, a fase do amadurecimento que determina quando elas devem parar de se dividir. Assim que cumprem essas etapas, elas ficam paradas no organismo, sem exercer qualquer atividade relevante. Para eliminar esse “entulho”, o corpo faz uma limpeza periódica, que, com o avanço da idade, deixa de ser tão eficiente. As células senescentes, ou velhas, começam, então, a criar problemas. “Elas param de se dividir, se acumulam em diferentes tecidos e passam a liberar substâncias que causam danos”, explica o pesquisador James Kirkland, da Mayo Clinic College of Medicine, coautor do estudo.

Essa é a causa de uma série de doenças comuns na velhice. A secreção das células senescentes provoca inflamações e corrompe órgãos e tecidos. É o que ocorre, por exemplo, com idosos que sofrem de catarata. Nesse caso, as células velhas se aglomeram na região do cristalino (a lente dos olhos) e acabam deixando a visão turva. O mesmo fenômeno justifica o aparecimento da osteoporose, que deixa os ossos frágeis, ou certos tipos de demência, provocados pela morte de regiões do cérebro. “Embora existam poucas células senescentes, elas parecem ter efeitos generalizados sobre a função (dos órgãos e dos tecidos), pois, quando as removemos de ratos, observamos uma retrocesso em diversas mudanças relacionadas à idade”, disse Kirkland ao Correio.

Controlando genes

Retirar as células senescentes, no entanto, não foi uma tarefa fácil. Primeiro, a equipe criou camundongos geneticamente modificados. Por meio da inserção de genes no DNA dos animais, os pesquisadores desenvolveram um sistema de seleção celular definido para reagir aos experimentos que seriam feitos ao longo da pesquisa. “Em ciência, você precisa controlar as variáveis o máximo possível. Isso permite testar suas hipóteses de forma clara”, explica o pesquisador José Eduardo Vargas. Os genes inseridos nos camundongos também permitiram adiantar o envelhecimento dos animais. Caso contrário, os cientistas teriam de esperar que as amostras estivessem “prontas” antes de aplicar a droga que promoveu a morte das células velhas.

Para acabar com as causadoras das doenças da velhice, James Kirkland e seus colegas identificaram um marcador biológico (uma proteína conhecida como p16), presente nas senescentes. Ao rastrear o marcador, uma droga agiu diretamente nessa proteína, fazendo com que as células morressem. “Essa foi a primeira vez que se conseguiu eliminar células senescentes de um organismo vivo de forma concisa”, lembra o especialista da UFRGS. Depois dessa fase, os pesquisadores norte-americanos e holandeses realizaram uma série de testes comparativos entre o tecido das amostras e o de camundongos mais novos.

Os cientistas avaliaram como ficou a curvatura da coluna vertebral dos camundongos que passaram pelo “rejuvenescimento”. Outros testes incluíram a análise do diâmetro das fibras musculares (que diminuem com o passar do tempo), a formação de cataratas nos olhos e o acúmulo de tecido adiposo, outros fenômenos frequentes com o avanço da idade. Além de comprovar a eficácia do método, os resultados demonstraram a relação entre as células senescentes e o aparecimentos das doenças da velhice. Agora, dizem, resta saber se o método vai ter sucesso em organismos vivos que não tenham passado por nenhuma modificação genética. “Esse é um pequeno passo, mas, cada dia, estamos mais perto de entender como funciona uma célula dentro de seu contexto. E, entendendo isso, as terapias antienvelhecimento vão virar realidade”, aposta José Vargas.

Na França

Os autores do artigo de hoje da Nature não são os únicos que buscam a fonte da juventude. Esta semana, um grupo liderado pelo francês Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional da Universidade de Mont-pellier, afirmou ter conseguido transformar células somáticas de idosos centenários em células-tronco. Para isso, eles também tiveram que combater a senescência. Grosso modo, a equipe utilizou um método conhecido como IPS (do inglês célula pluripotente induzida), só que com a adição de alguns genes capazes de reverter a senescência das células. “Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco IPS que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e de longevidade aumentadas”, explicou Lemaitre à agência de notícias AFP. No futuro, os pesquisadores acreditam que a técnica pode dar origem a tratamentos com células-tronco, sem que a idade do paciente seja um empecilho a isso.

PORTAL UOL

Nicotina pode abrir a porta para consumo de cocaína, diz estudo

A nicotina provoca mudanças no cérebro que podem abrir a porta para o consumo de cocaína, revela um estudo publicado nesta quarta-feira (3) na revista "Science Translational Medicine".

Estudos anteriores relacionaram o consumo de álcool e tabaco com o uso progressivo de outras drogas, como a maconha, mas agora o professor Amir Levine, da Universidade de Colúmbia, analisou a base biológica deste efeito e descobriu em um estudo com ratos que a nicotina aumentou a resposta à cocaína.

A resposta do animal foi mais positiva para cocaína quando os ratos que foram "pré-tratados" com nicotina depois receberam doses de nicotina e cocaína ao mesmo tempo.

Os pesquisadores sugerem que a nicotina aumenta a habilidade da cocaína para aceder e aumentar a expressão do gene FosB, que codifica uma proteína que é um fator de transcrição, ou seja, que regula muitos outros genes envolvidos na resposta conductual perante a cocaína, explicou à Agência Efe Ruben Baler, do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos Estados Unidos.

Baler apresenta também junto com a diretora deste Instituto, Nora Volkow, um estudo em perspectiva relacionado com o de Lavine, centrado nas mudanças epigenéticas (processos genéticos que não envolvem mudanças na sequência de DNA do animal) da nicotina.

Baler indicou que o tema geral tem a ver com a teoria de que as drogas são usadas em sequência, "primeiro as pessoas começam a usar uma droga que seja mais leve e pouco a pouco tendem a usar drogas mais pesadas, mais perigosas".

Segundo o pesquisador, porém, "não está claro por que há uma sequência, se acontece por uma mudança morfológica que vai ocorrendo no cérebro e torna a pessoa mais vulnerável ao uso de drogas mais pesadas, ou se simplesmente a pessoa usa o que é mais acessível no início e depois usa outra coisa mais pesada".

Para Baler, "possivelmente é uma combinação de ambos os fatores", já que há evidências de que ocorrem mudanças estruturais funcionais em vários níveis no cérebro, de modo que o animal é mais sensível à cocaína.

"O que este estudo mostra de maneira bastante contundente em um modelo animal é que o uso crônico da nicotina durante sete dias de exposição muda basicamente parâmetros muito importantes no cérebro, o que faz com que o animal seja mais vulnerável e sensível aos efeitos da cocaína".

PORTAL R7

Proteínas da soja e do leite ajudam a diminuir a pressão alta

Se sua pressão arterial anda elevada, experimente consumir proteína de soja ou de leite.

Segundo pesquisadores da Escola de Saúde Pública e Medicina Tropical da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos. Tais alimentos são ideais para quem sofre de hipertensão.

Os pesquisadores analisaram o efeito das proteínas desses alimentos em 352 adultos que sofriam de pressão alta.

Os participantes pesquisados foram divididos em três grupos, durante dois meses. Um grupo tomou suplementos de 40g de proteínas de soja ao dia. Outro grupo 40g de proteína láctea. O último grupo ingeriu um suplemento diário de carboidratos.

Comparados com os carboidratos, os suplementos de soja e de leite reduziram mais a pressão arterial sistólica (que é o índice mais alto).

Os participantes que beberam as proteínas de soja tiveram redução na pressão de 2,3 mmHg (milímetros de mercúrio) e o grupo de proteínas lácteas 2 mmHg (milímetros de mercúrio).

Parece pouco, mas é o bastante para diminuir as chances de complicações. Por isso, se sofre de hipertensão, converse com seu médico e experimente.

Quarta-feira, 02.11.11

JORNAL DE BRASÍLIA

Fundo para aposentados

Projeto será apresentado até 2012 e prevê a contribuição de empresas

Até o fim do ano ou, no máximo, no início de 2012, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve apresentar formalmente a proposta de criação do fundo de capitalização que bancará os custos dos planos de saúde dos aposentados.

O presidente do órgão regulador, Maurício Ceschin, adiantou que esse fundo receberá contribuições de empresas e de trabalhadores em atividade para "evitar um impacto financeiro muito grande" na data da aposentadoria e, consequentemente, perda de renda.

Maurício Ceschin acrescentou que, ainda neste mês, a ANS publicará resolução normatizando uma série de pontos da Lei 9.656/98, que trata do funcionamento dos planos e seguros privados de saúde, pendentes de regulamentação do órgão.

Entre eles está a possibilidade de aposentados e trabalhadores demitidos sem justa causa manterem os planos de saúde oferecidos pela empresa. No caso dos demitidos sem justa causa, pela proposta em estudo, a empresa continuaria pagando o plano de saúde por um período de seis meses a dois anos.

AVANÇOS

A resolução, em análise há um ano, prevê também "alguns avanços", como a possibilidade de inclusão de novos cônjuges e dependentes; e a possibilidade de o aposentado ou pensionista migrar para outro plano que não o oferecido pela empresa, sem a necessidade de cumprimento de novos prazos de carência.

No entanto, a lei prevê que, ao se aposentar, o trabalhador poderá continuar com o seu convênio médico desde que tenha contribuído por um período mínimo de dez anos e assuma o pagamento integral das mensalidades.

Essa questão foi uma das mais polêmicas entre os representantes de centrais sindicais. "Não adianta dizer que a mesma cobertura assistencial está sendo oferecida se o aposentado ou trabalhador demitido pagar mais do que antes, quando gozava do benefício enquanto estava na ativa. Sugerimos que a ANS faça uma análise para que tome uma posição mais adequada", disse o representante da Força Sindical, Arnaldo Gonçalves.

NASCE MORTA

Já o representante da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Raimundo Nonato dos Santos disse que a regra "nascerá morta" p o rq u e não especifica a coparticipação no pagamento dos planos de saúde entre empresa e trabalhador.

O representante das operadoras e da Unimed Brasil, José Cláudio Ribeiro Oliveira, disse que o pagamento integral pelo aposentado foi amplamente debatido durante o processo de regulamentação ainda em andamento. Ele reconheceu que esse princípio "talvez não seja o ideal, mas é o possível".

Para viabilizar um acordo, o presidente da comissão, Paulo Paim (PT-RS), marcou para a próxima semana uma reunião com sindicalistas, representantes das operadoras de planos e da ANS.

CORREIO DO BRASIL

Brasil tem saúde e renda acima da média global, mas educação pior

Brasil tem saúde e renda acima da média global, mas educação piorNoruega, Austrália e Holanda lideram ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas. Na lanterna, três países africanos: Burundi, Níger e Congo. Estados Unidos, Coreia do Sul e Israel tem IDH ‘muito elevado’, mas no quesito igualdade, não aparecem nem entre os 20 primeiros. Na América Latina, Cuba e Venezuela destacam-se nos últimos cinco anos.

Najla Passos

Os sete bilhões de habitantes do planeta têm, em média, expectativa de vida de 69,8 anos, renda anual de 10 mil dólares e escolaridade de 7,4 anos. O Brasil tem números melhores nos dois primeiros casos, mas inferior, no terceiro. Os dados fazem parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2011 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta quarta-feira (2).

O documento, intitulado “Sustentabilidade e Equidade: Um futuro Melhor para Todos”, mostra que Noruega, Austrália e Holanda são os países que oferecem a melhor qualidade de vida para suas populações. No topo do ranking, a Noruega apresenta Índice de Desenvolvimento Humanos de 0,943. No extremo oposto está a República Democrática do Congo (IDH de 0,286), país africano que, nos últimos anos, perdeu mais de 3 milhões de pessoas vítimas de conflitos armados e de doenças.

O relatório revela a tendência histórica de concentração de pobreza na África Subsaariana. Os dez países que ocupam os últimos lugares no IDH 2011 situam-se justamente nesta região: Guiné, República Centro-Africana, Serra Leoa, Burkina Faso, Libéria, Chade, Moçambique, Burundi, Níger e Congo.

Considerando-se as regiões, os melhores resultados estão na Europa e Ásia Central (0,751), seguidas pela América Latina e Caribe (0,731), Ásia Oriental e Pacífico (0,671) e Estados árabes (0,641). Nos últimos lugares da lista estão Ásia do Sul (0,548) e África Subaariana (0,463).

De forma geral, os índices de IDH aumentaram muito desde 1970: 41% globalmente e 61% nos países que apresentavam baixo desenvolvimento humano, refletindo ganhos em saúde, educação e renda, que são os indicados utilizados pelo Pnud para montar o ranking de desenvolvimento humano.

O progresso é visível, por exemplo, comparando-se os últimos cinco anos. No ranking geral de 2010 para 2011, Malásia, Ucrânia e Turquia foram recordistas em aumento da qualidade de vida. Mergulhada em conflitos internos e externos, a Líbia surpreendeu pelo contrário.

Em médio prazo, são dois países socialistas da América Latina que lideram o ranking de melhoria de qualidade de vida para seu povo. O relatório aponta que 72 países subiram no ranking de 2006 a 2011, liderados por Cuba, que subiu 10 posições de 2006 a 2011, passando para o 51º lugar. A Venezuela ficou em segundo lugar, subindo sete posições e alcançando a 73ª posição.

No mesmo período, outros 72 países caíram no ranking. O campeão foi o Kuwait, que desceu oito posições, ficando em 63º lugar, e a Finlândia, que caiu sete postos e passou para o 22ª posição.

A introdução no relatório, a partir do ano passado, de um novo parâmetro de avaliação dos países, o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD), demonstra que países potencialmente ricos não estão distribuindo a renda gerada com a equidade necessária para garantir qualidade de vida a seus povos.

É o caso, por exemplo, de Estados Unidos, Coreia do Sul e Israel. Estas nações estão entre as mais ricas do mundo no caso do IDH – integram a categoria de índice “muito elevado”. Mas, levando-se em conta o índice da desigualdade, não aparecem sequer entre as vinte primeiras posições. EUA cai do 4º para o 23º lugar, Coreia do Sul, de 15º para 32º e Israel, de 17º para 25º.

Segundo o documento, EUA e Israel perdem posições sobretudo por causa da desigualdade de renda, embora os cuidados com saúde sejam também um fator importante na mudança de classificação dos EUA. Já no caso da Coreia do Sul, a principal causa desta queda são as grandes lacunas na educação registradas entre as diferentes gerações.

Na contramão dessa tendência, países do grupo de elite também conseguiram aprimorar a igualdade de condições oferecidas as suas populações, em relação à saúde, educação e renda. A Suécia saltou do 10º para o 5º lugar; Dinamarca do 16º para o 12º; e Eslovênia da 21ª para 14ª posição.

Medida do IDH

O IDH é uma medida resumida para avaliar o progresso a longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento humano: uma vida longa e saudável, acesso ao conhecimento e um padrão decente de vida. Se baseia principalmente em dados internacionais da Divisão de População da ONU, do Instituto de Estatística da Unesco e do Banco Mundial.

Foi criado em 1990, como uma medida alternativa de desenvolvimento nacional, para se contrapor as avaliações exclusivamente econômicas, como o Produto Interno Bruto (PIB). O valor mínimo é zero e, o máximo, um.

Em 2010, passou por revisões já que, como uma medida composta de médias nacionais, não reflete as desigualdades internas. Desde o ano passado, o Relatório de Desenvolvimento Humano passou a apresentar também o Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD) o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) e o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM).

Os rankings do IDH são recalculados anualmente, utilizando os mais recentes dados internacionalmente comparáveis para saúde, educação e renda.

O IDH 2011 abrange um registro de 187 países e territórios, contra 169 em 2010, refletindo, em parte, a disponibilidade de dados melhorados para muitos pequenos estados insulares do Caribe e do Pacífico.

O DIARIO.COM

Saúde alerta para alimento contaminado por toxina botulínica no Paraná

A Secretaria da Saúde alerta para risco de botulismo no Estado. Nessa terça-feira (1º) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou a ocorrência de casos da doença na Finlândia, decorrentes do consumo de azeitonas de procedência da marca italiana Bio Gaudiano.

De acordo com a Anvisa, neste ano e no ano passado também houve registro de importação para o Brasil de azeitonas da marca italiana Bio Gaudiano. Elas foram distribuídas nos Estados de Goiás, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

BOTULISMO

O botulismo é uma doença grave causada pela ingestão da toxina botulínica presente em alimentos embutidos e enlatados produzidos em condições sanitárias precárias, o que permite a contaminação pela bactéria Clostridium botulinum. Os principais sintomas são náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, cefaleia, vertigem, tontura, paralisia, visão turva, visão dupla, dificuldade respiratória e insuficiência respiratória, podendo evoluir para a morte. Elas podem ocorrer entre 12 horas e 10 dias após a ingestão do alimento contaminado. O tratamento ocorre em regime hospitalar com soro específico.

O Centro de Informações Estratégicas e Respostas de Vigilância em Saúde (CIEVS), órgão da secretaria estadual da Saúde, solicita às pessoas que porventura tiverem azeitona da marca citada, com recheio de amêndoas, envazadas nos anos de 2010 e 2011, que não utilizem o produto. O ideal é contatar imediatamente a secretaria de saúde de seu município para o recolhimento do produto ou ligar para a secretaria estadual da Saúde pelo telefone 0800-643-8484.

O CORREIO

Taxa de crianças menores de 5 anos com aids cresce no Nordeste

O número de casos de aids em crianças de até 5 anos de idade tem caído no Brasil desde 2000. A queda não ocorreu de maneira igual em todas as partes do país. Enquanto, a taxa de incidência da doença entre as crianças reduziu no Sudeste na última década, cresceu no Norte e Nordeste. É o que mostra o Saúde Brasil, publicação anual do Ministério da Saúde que traz dados sobre a saúde do brasileiro.

No Brasil, a prevalência da aids nos menores de 5 anos passou de 5,4 casos para três casos por 100 mil habitantes, de 2000 para 2009. Na Região Sudeste, a redução foi de 8,2 para 2,8 casos no mesmo período. No Norte, o movimento foi inverso do nacional, subindo de 1,9 para quatro casos por grupo de 100 mil habitante. No Nordeste, a taxa cresceu de 1,4 para 2,3.

Nessa faixa etária, a maioria dos casos de contaminação ocorre de mãe para filho durante a gravidez, a chamada transmissão vertical. O próprio Ministério da Saúde conclui, na publicação, que a oferta de pré-natal de qualidade, com o teste de HIV nas gestantes, evitaria muitos casos infantis das doenças. “Como o diagnóstico da infecção pelo HIV, no início da gestação, possibilita o efetivo controle da infecção materna e a consequente diminuição da transmissão vertical, o teste anti-HIV deve ser sempre oferecido, com aconselhamento pré e pós-teste, para todas as gestantes, na primeira consulta do pré-natal, independentemente de sua aparente situação de risco”, diz o documento.

A meta do Brasil é reduzir a transmissão vertical de 6,8%, taxa verificada em 2004, para menos de 2% até 2015. Em mais da metade dos casos, a infecção acontece durante o parto. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país, sendo que 75,6% viviam no Sul e Sudeste. As informações são da Agência Brasil.

Terça-feira, 01.11.11

PANTANAL NEWS

Taxa de mortalidade por doenças crônicas cai 26%

Índice reduz de 711 para 526 mortes para cada 100 mil habitantes. Do total de óbitos registrados em 2009, 72% foram por DCNT, principal causa de óbitos no país. Ministério lançou plano de ações de enfrentamento a essas doenças

A taxa de mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) diminuiu 26% entre 1991 e 2009, caindo de 711 para 526 mortes para cada 100 mil habitantes, como aponta o estudo Saúde Brasil 2010 – uma publicação do Ministério da Saúde que analisa a situação geral de saúde do brasileiro e contribui para a definição de estratégias e políticas públicas de saúde. Neste período, o índice de mortes por DCNT reduziu em 1,4% ao ano. Quando considerado um intervalo de tempo menor – de 2005 a 2009 – o declínio da mortalidade foi ainda mais acelerado, com redução média anual de 1,6%. (Confira gráficos e tabelas em www.saude.gov.br)

Do total de óbitos registrados em 2009 por todas as causas (cerca de um milhão de mortes), 742.779 foram por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que representam 72% dos óbitos no Brasil e são a principal causa de mortalidade no país. Entre as mortes por DCNT, 80,7% foram provocadas por doenças cardiovasculares, câncer, doença respiratória crônica e diabetes. As conclusões do Saúde Brasil 2010 estão sendo apresentadas e discutidas durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que vai até a próxima quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulisses Guimarã ;es, em Brasília (DF).

Para diminuir ainda mais a mortalidade por essas doenças, o Ministério da Saúde lançou, no último mês de agosto, o Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis/2011-2022, que define ações e recursos para o enfrentamento dessas enfermidades nos próximos dez anos. A meta é uma redução gradativa da taxa de mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis entre pessoas com menos de 70 anos de idade para o alcance de um índice de 2% ao ano.

De acordo com o diretor de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde e coordenador do Saúde Brasil, Otaliba Libânio, o enfrentamento das DCNT e dos principais fatores de risco para estas doenças – como a obesidade, o tabagismo, a alimentação inadequada, a inatividade física e o uso abusivo de álcool – resultará na diminuição dos gastos com o tratamento dos pacientes e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e em um envelhecimento mais ativo e saudável. “O tratamento para as doenças crônicas é prolongado, onerando os indivíduos, as famílias e os sistemas de saúde”, observa Libânio.

AVANÇOS

A mortalidade por doenças cardiovasculares reduziu 41% (2,2% ao ano). Por doenças respiratórias, o percentual de queda na quantidade de mortes foi de 23% (2,8% ao ano), com declínio a partir de 1999. Em relação ao câncer, as taxas ficaram relativamente estáveis no período. E, no caso do diabetes, houve aumento de 24% entre 1991 e 2000, seguido por um declínio de 8% entre 2000 e 2009 – Gráfico 1

A região Nordeste apresentou as mais altas taxas, seguida pelo Norte a partir de 1999; o Centro-oeste apresentou sempre as mais baixas taxas, embora em 2009 o Sudeste tenha alcançado patamar semelhante. As diferenças regionais nas taxas de mortalidade por DCNT observadas em 1996 se atenuaram ao longo do período, de 23% em 1991 a 20% em 2009 – Gráfico 2

PREVENÇÃO

Para o enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui um conjunto de ações de promoção de saúde, prevenção, diagnóstico, tratamento, capacitação de profissionais, vigilância e assistência farmacêutica, além de pesquisas voltadas para o cuidado aos pacientes com DCNT, priorizando ações de alimentação saudável, prática de atividade física e prevenção ao uso de álcool e cigarro.

Um dos maiores desafios para os próximos anos é controlar o avanço da obesidade em curso no país, que já afeta 16,9% das mulheres e 12,4% dos homens adultos brasileiros. Para isso, o Ministério da Saúde criou o Programa Academias da Saúde, que estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e de lazer. A construção de quatro mil unidades do programa Academias da Saúde é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis.

PORTAL G1

Secretaria de Saúde nega novo caso de bactéria que matou 4 pessoas

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou, em nota, nesta terça-feira (1) que não há registro de outro caso da bactéria Streptococcus pyogenes na região (veja a nota ao final deste texto). Nesta segunda, uma escola de Brasília confirmou que um menino de 7 anos, aluno do 2º ano, foi diagnosticado com a bactéria, tratado e recebido alta.

Ele é o segundo aluno da escola infectado com a bactéria. O diagnóstico foi dado por um hospital privado, segundo a escola. No início de outubro, uma estudante morreu por complicações provocadas pela Streptococcus pyogenes. De acordo com a direção da escola, o menino começou a apresentar os sintomas da infecção na semana passada.

Na sexta-feira (28), ele não foi para a aula. A direção também informou que a Vigilância Sanitária visitou a escola no começo de outubro e descartou a possibilidade de que os estudantes tenham sido contaminados no local.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os hospitais privados possuem teste rápido para streptococcus, mas isso não significa que as pessoas estão doentes ou que tenham a bactéria.

“Cerca de 5 a 15% da população já possui a Streptococcus nas vias respiratórias. Isso não quer dizer que estejam doentes ou que seja da cepa Pyogenes. Dessa forma, as notificações positivas dos testes rápidos à Streptococcus, não implica doença ou Streptococcus Pyogenes”, diz a nota.

Saiba mais

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal já confirmou a morte de quatro pessoas neste ano por complicações provocadas pela bactéria streptococcus pyogenes. A última foi a de um menino de 6 anos, no último dia 8. Ele morreu após ter sido internado no Hospital do Guará com sintomas de virose comum e catapora - veja vídeo acima.

Em todos os quatro casos de óbitos confirmados pela bactéria Streptococcus pyogenes, no período de agosto a outubro de 2011, foi constatado que os pacientes estavam debilitados por outras enfermidades e, portanto, com seus sistemas imunológicos enfraquecidos, segundo a Secretaria de Saúde. Outros três casos suspeitos estão sendo investigados.

Confira a íntegra da nota da Secretaria de Saúde:

"A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVEP/SVS), esclarece que não há registro de outro caso da bactéria Streptococcus Pyogenes, pois, a confirmação da mesma se dá em líquidos nobres, conforme nota técnica já divulgada.

A DIVEP/SVS informa ainda que os hospitais privados possuem teste rápido à Streptococcus, coletando material da orofaringe, no entanto, isso não significa que as pessoas estão doentes ou que tenham a Pyogenes.

Como divulgado anteriormente, cerca de 5 a 15% da população já possui a Streptococcus nas vias respiratórias. Isso não quer dizer que estejam doentes ou que seja da sepa Pyogenes. Dessa forma, as notificações positivas dos testes rápidos à Streptococcus, não implica doença ou Streptococcus Pyogenes.

Portanto, a DIVEP/SVS ressalta que a confirmação dos casos ocorre somente quando a bactéria é encontrada em líquidos nobres."

O GLOBO ONLINE

Novo exame detecta risco de infarto

Médicos estão usando um novo exame para avaliar o estado de saúde de pessoas que sofreram alguma doença cardiovascular por formação de trombos nas artérias, como infarto ou acidente vascular encefálico (derrame); e geralmente tomam medicamentos e receberam implante de stent para diminuir as chances de sofrerem novos problemas no coração e no cérebro. Esses pacientes habitualmente usam ácido acetilsalicílico (Aspirina) e clopidogrel (Plavix). O exame VerifyNow mostra se as drogas receitadas estão diminuindo a capacidade de as plaquetas se agruparem, impedindo assim a formação de trombos.

O teste é realizado no sangue, que é colocado em contato com substâncias chamadas de agonistas, que induzem as plaquetas a se agruparem. Quando a medicação está sendo eficaz, a capacidade de agregação das plaquetas deve se encontrar reduzida. Esse exame deve ser feito logo depois que o paciente começa a tomar os fármacos e também em 30 dias, explica o médico patologista Hélio Magarinos Torres Filho, presidente regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica, no Rio, e diretor médico do Laboratório Richet.

- A análise com o VerifyNow pode ser feita também antes de procedimentos cirúrgicos para verificar a necessidade ou não de suspensão do uso do medicamento - explica Magarinos. - Não há contra-indicação para a realização do teste, sendo que ele só tem valor em pacientes que usam a medicação antiagregante plaquetária.

Pacientes que apresentam um resultado maior do que o esperado para quem usa medicação cardiovascular têm um risco cerca de duas a três vezes maior de vir a desenvolverem nova doença no coração e no cérebro do que os indivíduos em que o resultado está dentro dos valores esperados. O teste pode ser feito no laboratório ou colhido em residência e o resultado é obtido em torno de 30 minutos após a coleta, quando realizado em laboratório.

EP CAMPINAS

Saúde confirma 11ª morte por meningite e anuncia vacinação

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou, na tarde desta terça-feira (1º), a 11ª morte por meningite este ano em Campinas. A vítima é a menina de 2 anos e 10 meses, moradora de um bairro da região leste da cidade, que morreu na sexta-feira (28) com o diagnóstico clínico e epidemiológico compatível com forma grave de doença meningocócica. Com a morte e outras duas crianças internadas, o que confirgura ur surto regional, o município pediu para a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo um bloqueio vacinal da população da comunidade atingida pela doença. A previsão é de que até sábado (5) chegue as cerca três mil vacinas para aplicar na população local, de até 30 anos.

Nesta terça (1º) a Prefeitura de Campinas foi notificada também de mais um caso suspeito de doença meningocócica. Segundo a administração, a notificação agora é de um menino de 1 ano e 10 meses, que está internado desde esta segunda-feira (31) sob cuidados intensivos em um hospital público. O boletim médico informa que a criança apresenta sinais meníngeos, rigidez de nuca e manchas vermelhas no corpo. Um menino de 2 anos também está internado em um hospital público da cidade com a doença.

Bloqueio Vacinal

Crianças de até 2 anos devem receber duas doses no bloqueio vacinal. É importante lembrar que a vacina já é disponibilizada pelo SUS para pessoas nessa faixa etária. No caso de crianças acima de 2 anos será aplicada apenas uma dose. Segundo a Secretaria de Saúde, pelo menos 150 pessoas receberam tratamento com antibiótico específico. Esta medida, chamada de quimioprofilaxia, é direcionada às pessoas que tiveram contato com os casos confirmados e suspeitos. É o único método que permite evitar a ocorrência imediata de novos casos a partir dos já existentes.

PANTANAL NEWS

Programa Bolsa Família melhora saúde dos beneficiários ao contribuir com alimentação e acompanhamento médico

Numa amostra de 1.345.785 nascidos vivos, entre 2006 e 2008, de famílias em pobreza extrema, o baixo peso ao nascer nos filhos de mulheres beneficiárias do Bolsa Família foi menor (5,5%) do que nas não beneficiárias (6,5%). O peso ao nascer é um dos principais fatores de risco relacionados à mortalidade infantil e a sobrevivência das crianças. A análise da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte, está no relatório Saúde Brasil 2010 - lançado pelo Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (31), em Brasília (veja mais no quadro abaixo).

O documento traz outros dados que mostram como o programa Bolsa Família tem contribuído para avanços na saúde dos seus beneficiários. Ao melhorar o acesso à alimentação, o programa, criado em 2003, levou a uma melhoria no peso das crianças ao nascer, na estatura média do brasileiro e até no aumento da cobertura das campanhas de vacinação infantil.

Houve redução de dez pontos porcentuais no número de entrevistados que afirmaram falta de comida em casa em algum momento da vida - fazendo com que um membro da família tivesse que deixar de comer ou comesse menos do ideal. Com o Bolsa-Família, cerca de 48,6% dos entrevistados alegaram ter tido este problema contra 58,9% ouvidos antes de serem beneficiados pelo programa.

A melhora da alimentação da população de baixa renda mudou a altura média das crianças. Quando comparada a estatura de crianças menores de cinco anos pertencentes ao Bolsa Família com aquelas não-pertencentes, as do primeiro grupo tiveram 26% mais chances de atingir a altura ideal para idade. Para crianças com idade entre três e cinco anos, a diferença é ainda maior. As pertencentes ao Bolsa-Família apresentaram 41% a mais de chance de alcançarem a altura adequada para a idade.

Vacinação

Outro avanço foi em relação ao número de crianças vacinadas, graças à exigência da apresentação do cartão de vacinação, em dia, das crianças das famílias beneficiadas pelo programa. Isso fez com que a proporção de crianças que receberam a primeira dose contra a poliomielite no período apropriado fosse 15% maior nas famílias favorecidas pelo Bolsa-Família. A vacinação contra tétano, difteria e coqueluche (DTP) também foi mais frequente (18% maior) entre as famílias do programa. “A saúde está no centro das políticas de inclusão social e para o crescimento econômico do Brasil, que é o único país do mundo com mais de 100 milhões de habitantes que optou pela construção de um sistema nacional universal público de saúde”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Estudo mostra perfil da saúde no Brasil

O estudo Saúde Brasil 2010 apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde. O documento foi lançado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). A mostra, realizada anualmente desde 2001, estimula o intercâmbio nas três esferas do Sistema Único de Saúde: governo federal, estados e municípios. Neste ano, foram inscritos 776 estudos científicos.

BAND.COM.BR

Rio terá vacina contra dengue em seis anos

A especialista da Vigilância em Saúde da Secretaria estadual de Saúde, Hellen Miyamoto, afirmou ontem que somente em cinco ou seis anos a população do Estado do Rio poderá contar com uma vacina contra a dengue.

Em audiência pública realizada ontem na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Hellen explicou que os testes feitos recentemente na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio, e no Instituto Butantã, em São Paulo, apontam que a vacina ofereceria pouco tempo de imunização contra o Aedes Aegypti – em torno de três meses.

Hellen Miyamoto disse ainda que, este ano, foram instalados no estado 56 centros de hidratação para tratamento da dengue.

Explicação sobre prevenção Presidente da Comissão, o deputado Bruno Correia (PDT) garantiu que os parlamentares enviarão ao Governo do Estado um documento pedindo cópias dos planos de contingência dos municípios para a prevenção e o combate à dengue.

No último dia 19, a Secretaria estadual de Saúde informou que, desde o dia 2 de janeiro, foram notificados 161.315 casos da doença. Até 15 de outubro, houve 133 óbitos no Rio de Janeiro provocados pelo mosquito da dengue.

PORTAL DA SAÚDE

Cai em 31,5% o número de casos de hanseníase

Estudo comprova que a detecção de novos casos reduziu em todas as regiões brasileiras nos últimos dez anos

Em dez anos, o número de casos de hanseníase no Brasil caiu 31,5%. De acordo com estudo Saúde Brasil 2010, do Ministério da Saúde, a média anual de detecção de novos casos é de 4%, no período de 2001 a 2010. O melhor percentual de redução ocorreu na Região Sudeste, com 45,5%, onde quase todos os estados alcançaram a meta de eliminação da hanseníase enquanto problema de saúde pública. O estudo comprovou ainda que82,3% dos casos detectados de hanseníase foram curados em 2010.

As conclusões fazem parte do Saúde Brasil 2010, que estão sendo apresentadas e discutidas durante a11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que vai até a próxima quinta-feira (3), no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília (DF). Todas as regiões do país apresentam redução de novos casos. No período de 2001 a 2010, a redução percentual na região Norte, foi de 42,1%; Centro-Oeste, 36,6%; Sul, 30,2%; e no Nordeste, 16,9%.

De acordo com o Saúde Brasil, a redução é justificada pela oferta de tratamento nas unidades públicas de saúde e, ainda, do esforço dos profissionais da rede básica e dos centros de referência. Outro fator que contribui para a diminuição do surgimento de novos casos é o crescimento econômico e as melhorias na área social ocorridos no Brasil nesta última década.

Em 2001, o coeficiente de detecção foi de 26,6, sendo que o maior pico foi verificado em 2003 com 29,4 por 100 mil habitantes, e dados de 2010, já mostram que o coeficiente geral de detecção está em 18,2 por 100 mil habitantes. “Estes dados vem apresentando queda, graças às políticas de saúde que o Brasil vem adotando. Ofortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, a melhoria da assistência, a diminuição da pobreza, o aumento do diagnóstico, o apoio de programas como o Saúde da Família, além da qualidade da oferta de diagnóstico, reabilitação e tratamento poliquiomioterapico (PQT/OMS) e também a participação dos movimentos sociais ligados a hanseníase”, explica a coordenadora adjunta do Programa Nacional de Controle da Hanseníase do Ministério da Saúde Magda Levantezi

ESTRATÉGIA

Em 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a estratégia global para 2006-2010, baseada na detecção precoce de casos e garantia de oferta de tratamento com poliquimioterapia (PQT), que consiste no tratamento da hanseníase composto por ingestão das drogas dapsona, clofazimina e rifampicina. Esta medida tem sido efetiva na diminuição dos casos da hanseníase em vários países, inclusive no Brasil.

O desafio agora para os próximos anos é eliminar ou, pelo menos, amenizar o estigma e a discriminação relacionados à doença. Dentro deste objetivo, o atendimento à população enfatiza a garantia da qualidade da assistência ao paciente, com foco na redução de pessoas acometidas pela doença.

AGENDA


- Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?

AssPreviSite

04 de Novembro de 2011

Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito alguma coisa estranha acontece no mesmo!

Num ano com muitas propostas e mudanças oriundas da ANS vamos promover um debate que busca:

- Avaliar o contexto da situação de um sistema em que não encontramos, em princípio, nenhum de seus atores satisfeitos;

- Entender o cenário 2011, com destaque para os temas das recentes ações da ANS e seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema; e

- Realizar uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.

Assim, no próximo dia 04 de novembro, em São Paulo, das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes, gestores e profissionais para debater a situação atual do sistema de saúde suplementar.

Tendo como convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de entidades associativas e empresas do segmento vamos verificar e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências, como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar para 2012 neste importante sistema.

O sistema melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento ou retração? O que se visualiza para 2012?

Se você compartilha desta percepção, vamos conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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