Leia
nesta edição:
- Anvisa
decide rever tecnologia para rastreamento de remédios
- A tesoura que principia a reforma ministerial
- Um novo corte de R$ 49 bi
- Apesar dos cortes, governo vai gastar R$ 90 bi a mais em 2011
- Projeto
cria certificação de qualidade para
próteses médicas
- DF quer
propor a todo o país novo modelo de tratamento
a hemofílicos
- Veja 4 prioridades definidas pela Anvisa para 2011
- A GPCDDS
da OPAS/OMS no Brasil alinha Planos de Trabalho com o escritório
central de OPAS/OMS em Washington DC
Sexta-feira, 04.03.11
O
Estado de São
Paulo
Anvisa
decide rever tecnologia para rastreamento de remédios
Agência suspende adoção de sistema que havia
escolhido após pressão da indústria, que
o considerava caro
Por Lígia
Formenti
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) suspendeu a implementação do sistema de
rastreabilidade de remédios no País. A decisão,
publicada no Diário Oficial, atende a uma recomendação
do governo.
A agência vai rever a tecnologia escolhida para acompanhar
a trajetória do remédio desde a produção
até o consumidor: um selo feito pela Casa da Moeda.
Um grupo
de trabalho, formado por representantes dos Ministérios
da Saúde, da Justiça e do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior, terá 60 dias para discutir
alternativas.
O Conselho
de Ministros da Câmara de Regulação
do Mercado de Medicamentos (CMED) recomendou que a Anvisa analisasse
as tecnologias disponíveis para adotar "um sistema
de rastreamento que se coadune com objetivos das políticas
públicas de acesso a medicamentos".
Em outubro,
a Anvisa anunciou que o rastreamento seria feito com a adoção de um sistema que usaria uma etiqueta
produzida pela Casa da Moeda que reuniria duas tecnologias: o
código bidimensional e um selo. O anúncio foi criticado
pela indústria.
"Somos favoráveis ao rastreamento, mas defendemos
o código bidimensional. O uso do selo foi uma surpresa",
disse Nelson Mussolini, do Sindicato da Indústria de Produtos
Farmacêuticos de São Paulo.
O presidente
executivo da Associação da Indústria
Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), Antônio Britto,
afirma que o modelo proposto pela Anvisa custaria cerca de quatro
vezes mais que o uso do código bidimensional.
Mussolini
e Britto comemoraram a decisão anunciada ontem. "A
Anvisa se mostrou sensível às argumentações",
disse Britto. Em sua avaliação, a revisão
no sistema não deverá prejudicar o cronograma de
implantação do sistema de rastreamento. "Passados
os 60 dias, avalio que haverá até mesmo maior rapidez."
O sistema
proposto pela Anvisa, com selo da Casa da Moeda, deveria ser
implantado
de forma escalonada. A Sindusfarma, no entanto,
havia ingressado com uma ação contra o sistema.
Procurada, a Anvisa não se manifestou sobre o assunto.
Valor
Econômico
A tesoura que principia a reforma ministerial
Por Maria Cristina Fernandes
Foi quase
uma reforma ministerial o que se principiou nestes 60 dias
de governo.
A presidente Dilma Rousseff começou
por desidratar os titulares que chancelou a contragosto. Ao cortar
a totalidade das emendas do Turismo, por exemplo, a presidente
retira do ministro Pedro Novais, indicado pelo PMDB do Maranhão,
o apoio parlamentar de que precisa para se manter na pasta -
razão única de uma indicação quase
abortada nos motéis de São Luís.
A depender
do engenho que demonstrem na condução
de magros orçamentos, os ministros mais radicalmente podados
constituem quase um índex de uma futura reforma. Apenas
o detalhamento dos cortes vai permitir saber o que restará de
emendas na Esplanada. Mas não é difícil
imaginar o frágil equilíbrio político de
uma pasta como a de Cidades, cortada em 40% de seu orçamento,
e comandada por Mário Negromonte (PP), outro escolhido
por exclusão, numa conjuntura crescentemente marcada pela
proximidade das eleições municipais.
Nos anos
Luiz Inácio Lula da Silva, ambas as pastas viraram
filão de deputados que nelas descobriram um meio mais
rápido para semear pontes e praças. A propaganda
repetida à exaustão é de que o dinheiro
público é gasto de maneira mais eficiente se alocado
pela burocracia. Os gabinetes do Ministério do Planejamento
e do Congresso são igualmente refrigerados, mas para conseguir
o seu, o parlamentar, a cada quatro anos, tem que empenhar a
alma nos rincões em busca de voto. O dinheiro do contribuinte
ainda paga muito pedágio para transformar promessa eleitoral
em obra, mas ilude-se quem acredita que sai barato custear uma
democracia.
Sem
engenho, pastas podadas são um índex da reforma
A safra 2012
do mercado eleitoral começará a ser
semeada no segundo semestre. É a partir daí que
se poderá saber que ministros resistirão ao cabo
de guerra puxado de um lado pela restrição orçamentária
e do outro, pelo calendário eleitoral.
A julgar
pela primeira tesourada do governo, o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha (PT), é, realmente, uma estrela em ascensão
no petismo. Pela velocidade com que saiu do quarto escalão
no primeiro governo Lula para o comando de um dos poucos ministérios
cujas emendas parlamentares foram preservadas pelo governo, corre
como se o céu fosse seu limite. No mês passado,
ganhou a eleição para o Conselho Nacional de Saúde,
instância radicalmente politizada que reúne usuários,
trabalhadores e gestores do SUS e fonte de grandes embates do
ex-ministro José Temporão.
Em sentido
inverso, os cortes orçamentários são
apenas parte da explicação de por que a estrela
de Carlos Lupi (PDT) já brilhou mais. Além de sua
pasta estar sob suspeita de desvio de recursos, o ministro do
Trabalho é alvo da artilharia petista que busca reconquistar
a pasta para seu braço sindical, a CUT.
O ministro
do Trabalho chegou ao posto graças ao pacto
pós-mensalão que obrigou Lula a buscar sustentação
ampliando suas bases sociais de apoio. Foi apenas na reeleição
de 2006 que a Força Sindical embarcou na onda lulista
obrigando a CUT a dividir o quinhão. De lá pra
cá, a Força cresceu mais do que o PDT.
Enquanto
a central foi arrebanhando sindicatos criados sob o estímulo da contribuição compulsória
e já ombreia a CUT em ambos os quesitos, o PDT ficou com
26 deputados. É a oitava bancada da Câmara e, além
de PT e PMDB, perde, entre os governistas, para PP, PR e PSB.
Está à beira de virar um nanico. Apesar de todo
o espaço ganho por sua central no aparato estatal ao longo
do segundo mandato lulista, o presidente da Força, o deputado
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), teve, em 2011, 267 mil votos,
20 mil a menos do que em 2006 e quase a metade do que pretendia.
Se a Força inchou sob as asas do governo, arrisca-se
a se desidratar se deixada ao relento. Não parece ter
nada a ganhar rompendo com o governo. Da mesma maneira, seu quinhão
no Ministério do Trabalho é útil a Dilma
para conter o apetite redivivo dos sindicalistas do PT no governo.
Daí porque a presidente morde o PDT num dia e assopra
no outro. A coabitação entre Força e CUT
obrigará a uma vigilância mútua até que
a beligerância respingue na imagem do governo.
Com essa
luta fratricida, as centrais já não oferecem
resistência à política econômica do
governo. O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, vetor
da política em curso, começou a construir seu caminho
de volta ao poder cortejando os sindicalistas da CUT. Hoje, enquanto
a Força não para de bater no mínimo, no
ajuste fiscal e no Copom, a CUT mantém-se em completa
aderência.
Com o governo
começando a ser reformado por dentro à luz
de uma política econômica até agora sem opositores
robustos, é na composição dos bancos estatais
que a disputa ganha cores reais. Depois de enfiar goela abaixo
da presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda
Coelho, a compra de metade de um banco podre (PanAmericano) que
depois seria repassado ao BTG Pactual, o governo agora resiste à disposição
da executiva em deixar o cargo. Funcionária de carreira
da instituição, Maria Fernanda não foi operada
por seu sindicalismo de origem, mas pelas autoridades financeiras
do governo a que serve. As mesmas que agora dizem buscar uma
solução técnica para o cargo. Porque a política
mesmo fica por conta dos sindicalistas e das emendinhas dos deputados.
Depois de
espalhar aos quatro ventos que não seguiria
o destino do seu antecessor - o de ser sustentado por empresários
- o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva há de
cuidar para não manchar uma biografia de relevantes serviços
prestados à nação. É natural que
queira capitalizar o instituto com o qual pretende redimir os
oprimidos da ordem internacional. Mas ao iniciar sua carreira
de palestrante em grandes empresas na condição ímpar
de ex-presidente que fez o sucessor, Lula precisará convencer
seus clientes de que não deixou no Planalto mais do que
boas lembranças. E de que, assim como seu antecessor,
não tem, no poder, amigos a influenciar.
Correio Braziliense
Um novo corte de R$ 49 bi
Por Denise Rothenburg
Depois de
determinar aos ministros que segurem R$ 50 bilhões
na programação de gastos para este ano, o governo
pressiona toda a Esplanada a cortar mais R$ 49 bilhões
em despesas programadas no segundo mandato de Lula, mas que ficaram
pendentes. São os chamados restos a pagar, que hoje representam
quase um Orçamento paralelo. Só este ano, segundo
técnicos do Planejamento, R$ 10 bilhões já foram
pagos. Faltam R$ 67 bilhões inscritos como restos a pagar
não processados, ou seja, obras ou serviços contratados
mas que não foram entregues. A equipe econômica
já recomendou aos responsáveis pela área
de orçamento de cada ministério que cancelem o
máximo possível desses contratos antigos até 30
de abril para que, assim, sobrem recursos para realizar os projetos
deste ano.
Assim como
no corte de R$ 50 bilhões na programação
de 2011, a maioria dos cancelamentos vai atingir em cheio emendas
dos parlamentares. Por isso, a tarefa não será fácil.
Na última quarta-feira, a bancada de Alagoas foi ao ministro
de Relações Institucionais, Luiz Sérgio,
pedir que os restos a pagar sejam preservados. Ontem foi a vez
do presidente da Associação Rondoniense de Municípios,
Laerte Gomes, fazer o mesmo pedido, por intermédio da
deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). "Vamos colocar 5 mil prefeitos
aqui, de todo o Brasil, para impedir essa irresponsabilidade.
Não se pode cortar obras que estão em andamento.
Isso é desperdício de dinheiro público",
reclamou. "Vou fazer o quê? Parar a obra?", completou
alarmado o padre Franco, como é conhecido o prefeito de
Cacoal (RO).
O movimento
dos prefeitos promete ficar mais intenso a partir do dia 15,
a primeira terça-feira depois do carnaval,
quando os congressistas na prática voltam ao trabalho.
Haverá, a partir daí, um mês e meio de "corrida
do ouro", no sentido de pressionar o governo a não
promover os cancelamentos. Técnicos do Ministério
do Planejamento, entretanto, alertaram aos titulares da Esplanada
que será preciso fazer uma escolha: ou os ministérios
usam os recursos disponíveis para cumprir a programação
deste ano ou cumprem o que ficou pendente. A decisão tem
de ser tomada até 30 de abril.
Guerra
A data do
cancelamento está fixada no Decreto nº 7.418,
editado por Lula em seu último dia de governo. O texto
preserva de corte apenas os recursos do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), cerca de R$ 11 bilhões, e os restos
a pagar do Ministério da Saúde, de R$ 6,7 bilhões.
Sobram, portanto, R$ 49,3 bilhões passíveis de
corte que vão virar um cabo de guerra entre prefeitos,
governadores e a área econômica do governo. Será o
embate pós-salário mínimo entre governo
e congressistas.
Deputada
cadeirante reclama da TAM » Portadora de tetraplegia,
a deputada federal Mara Gabrilli esperou quase duas horas para
desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em
Guarulhos, na quarta-feira. Ela chegou à capital paulista
por volta das 21h e ficou à espera de um ambulift - veículo
com elevador que transporta passageiros com limitações
de locomoção. A TAM informou que a aeronave ficou
em posição "remota" porque não
havia fingers livres. "Queriam me carregar pelas escadas,
escorregadias, sob chuva. Eu disse que não sairia do avião
enquanto não houvesse segurança", disse a
deputada. Em nota, a TAM lamentou os transtornos.
Valor
Econômico
Apesar dos cortes, governo vai gastar R$ 90 bi a mais em 2011
Contas
públicas
: Gasto autorizado supera valor realmente pago em 2010
Por Luciano
Máximo
As despesas
do governo federal, em 2011, podem ser R$ 90 bilhões
superiores às do ano passado, apesar do corte de R$ 50
bilhões. O valor aparece quando são comparados
as despesas realmente pagas pelo Executivo no ano passado (o
Orçamento real) e os limites agora autorizados para este
ano.
Cálculo feito pelo Valor, com orientação
de especialistas em contas públicas, revela que o gasto
autorizado para este ano dos ministérios e outras áreas
listados no detalhamento oficial da reprogramação
orçamentária - já subtraídos os cortes
- será 11,82% superior às despesas executadas em
2010, considerando apenas as despesas que entraram no corte:
pessoal e encargos sociais, custeio e investimento.
Como para
2011 o próprio governo prevê expansão
de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e também de 5% para
a inflação (IPCA), a redução dos
dispêndios acaba perdendo o caráter contracionista,
na opinião de economistas ouvidos pelo jornal.
Alexandre
Schwartsman, ex-economista-chefe do banco Santander, explica
que, dessa
forma, o gasto público continuará estimulando
a economia. E chama atenção para o risco de os
cortes serem afrouxados ao longo do ano. Se o corte não
se concretizar, a expansão fiscal será ainda maior.
Nas contas
de Marcos José Mendes, consultor orçamentário
do Senado, o impacto do corte em proporção ao PIB
será de 0,3 ponto percentual e não 1 ponto percentual,
como o governo divulgou. Pelos métodos utilizados, não
se sabe qual é o tamanho efetivo do controle da despesa.
Para isso, seria correto cortar o que se pretende gastar em 2011
em relação ao que foi efetivamente gasto no ano
anterior, com os restos a pagar. Não dá para se
basear na despesa de competência [liquidada, portanto registrada
antes dos restos a pagar], o que favorece o resultado primário,
explica Mendes.
O economista
também critica o formato da apresentação
da reprogramação orçamentária. Os
dados são excessivamente agregados e o detalhamento é insuficiente
para que se possa comparar os números apresentados com
os registrados oficialmente registrados no Sistema Integrado
de Administração Financeira da Secretaria do Tesouro
Nacional (Siafi), diz ele.
Por meio
de sua assessoria de imprensa, o Ministério
do Planejamento informou que o Orçamento tem dinâmica
de alocação de recursos que não segue, necessariamente,
os gastos do ano anterior. Por exemplo, o Ministério da
Saúde tem uma regra definida na Emenda Constitucional
29, que corrige o orçamento pela variação
do PIB. Não se pode fazer uma análise generalista
sem olhar as especificidades e as políticas a serem implementadas
pelos órgãos, diz a nota.
Das 27 unidades
orçamentárias obrigadas a reduzir
gastos em 2011, 14 registram elevação das despesas
previstas para este ano em relação aos valores
realmente pagos em 2010, inclusive os restos a pagar, tipo de
gasto contratado no ano anterior e efetivamente pago no período
corrente. Mesmo sendo obrigado a reduzir despesas em R$ 3,687
bilhões, o Ministério do Planejamento, por exemplo,
terá à disposição R$ 20,135 bilhões,
valor que supera em quase 295% os R$ 5,109 bilhões executados
pela pasta no ano anterior.
Alvo de um
dos maiores cortes, de R$ 8,577 bilhões, o
Ministério das Cidades ostenta um crescimento de 88,24%
em seu orçamento de 2011, na comparação
com o executado em 2010, com R$ 12,895 bilhões disponíveis
em recursos para gastos com pessoal, custeio e investimentos.
Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Fazenda e Esporte
completam a lista das cinco pastas que mais ampliaram seus orçamentos
em relação à execução de 2010:
altas de 155%, 20% e 18%, respectivamente.
Curiosamente,
apesar do aumento, o Ministério do Esporte
foi bastante prejudicado pela tesoura do governo. A pasta perdeu
R$ 1,521 bilhão, o que representa 62% do valor inicialmente
autorizado no Projeto de Lei Orçamentária de 2011.
Apesar de a pasta comandada por Orlando Silva (PCdoB) estar diretamente
envolvida com os preparativos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada
de 2016, analistas acreditam que o baixo índice de execução
de seus projetos motivaram a redução drástica
dos gastos. A média de execução orçamentária
do ministério em 2010 foi de 37%. O desempenho médio
do governo como um todo chegou perto de 80%.
Entre as áreas que registram queda no orçamento
deste ano em relação aos desembolsos não
financeiros de 2010, as cinco mais afetadas foram Turismo, Vice-Presidência,
Integração Nacional, Agricultura e Comunicações.
O economista
Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), acrescenta que, invariavelmente,
vários setores do governo terão que sacrificar
investimentos por causa do corte. O governo chamou tudo de gastos
discricionários. O investimento do Ministério do
Turismo para este ano era de R$ 2,644 bilhões, e o corte
foi de R$ 3 bilhões. Como afirmar que os investimentos
foram preservados?
Quinta-feira, 03.03.11
Agência Câmara de Notícias
Projeto
cria certificação de qualidade para próteses
médicas
Por Murilo
Souza / Edição Newton Araújo
A Câmara analisa o Projeto de Lei 116/11, do deputado
licenciado Beto Albuquerque (PSB/RS), que cria certificado de
qualidade e de garantia para próteses, órteses
e outros materiais implantáveis de uso médico.
As próteses são aparelhos que substituem membros
ou órgãos do corpo humano, como marca-passos, aparelhos
auditivos, próteses articulares e dentárias. Já as órteses
são aparelhos ou peças que apenas corrigem ou complementam
a função de membros ou órgãos, como
talas, palmilhas ortopédicas, joelheiras e munhequeiras.
O projeto
estabelece que o certificado deverá acompanhar
o produto - da indústria até o usuário final
- e conter informações sobre o fabricante, especificação
do material, nome do paciente, número de seu prontuário,
data da cirurgia, nome e assinatura do cirurgião responsável.
Casos de fraude
O autor da
proposta diz que tem acompanhado casos de fraude envolvendo
esses equipamentos. "São numerosos os
pacientes que têm a saúde comprometida por implantes
de baixa qualidade, provenientes de fábricas clandestinas,
que, no entanto, são pagos pelo Sistema Único de
Saúde (SUS) como se fossem legítimos."
Na avaliação do parlamentar, a adoção
do certificado de qualidade contribuiria para coibir essas práticas
criminosas. O deputado argumenta que hoje o sistema de auditoria
do SUS não dispõe de meios para “rastrear
os materiais implantáveis desde a fábrica até o
usuário. Com os certificados, o controle, segundo ele,
se tornaria mais eficiente e eventuais fraudes poderiam ser detectadas
mais facilmente.
Tramitação
A proposta,
que tramita em caráter conclusivoRito de
tramitação pelo qual o projeto não precisa
ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões
designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse
caráter em duas situações: - se houver parecer
divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de
aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso
contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos
dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.,
será analisada pelas comissões de Seguridade Social
e Família; Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-116/2011
Agência
Brasil
DF
quer propor a todo o país novo modelo de tratamento
a hemofílicos
Mudanças incluem recadastramento dos pacientes que sofrem
com a doença
Brasília - A Secretaria de Saúde do Distrito Federal
anunciou nesta quinta, 3, que pretende validar o novo protocolo
de tratamento a hemofílicos, que o sistema público
de saúde da capital passou a adotar, como um modelo a
ser seguido tem todo o país. Para isso, em 30 dias, o órgão
deve promover um fórum científico, onde o novo
protocolo será discutido.
Com as mudanças no tratamento a hemofílicos, no
DF, a distribuição do medicamento será feita
de forma mensal e, não mais, semanal. Caso o paciente
não possa buscar o remédio, em razão de
dificuldade de locomoção ou de renda, a secretaria
vai providenciar a entrega em domicílio.
Outra alteração prevê que as pessoas diagnosticadas
com a doença e que já fazem tratamento há alguns
anos passem por um novo exame, capaz de indicar se houve progresso
e se há necessidade de alteração da dose
prescrita.
A secretaria
quer ainda que os pacientes façam um recadastramento
para atualização de dados. Em fevereiro, o próprio órgão
admitiu que o cadastro de hemofílicos no Distrito Federal
estava desatualizado quantitativa e qualitativamente.
De acordo
com a presidenta da Fundação Hemocentro
de Brasília, Beatriz Mac Towelw, dos 470 pacientes com
hemofilia no Distrito Federal, 250 apresentam a forma grave da
doença. "Precisamos conhecê-los, saber onde
estão, como estão, quantos são, para fazer
um planejamento adequado", explicou.
Pessoas interessadas
em se recadastrar devem ligar para os telefones (61) 3327-4413
ou 3327-1671 e agendar uma visita ao Hemocentro.
A agenda permite a marcação da visita de até 15
hemofílicos por dia. Ao chegar lá, o paciente é preparado
para a coleta de sangue e, depois da liberação
do resultado do exame, será definida uma visita de retorno
e a distribuição do medicamento.
O secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael
Barbosa, afirmou que quem não passar pelo recadastramento
poderá continuar a buscar o remédio, mas que isso
pode comprometer a estratégia de compra das doses. Até o
momento, apenas 40 pacientes atualizaram os dados.
"O que a gente precisa é atualizar o cadastro, para
que a secretaria possa se programar para as compras futuras.
O quantitativo do Ministério da Saúde não é suficiente",
disse.
Saúde
Business Web
Veja 4 prioridades definidas pela Anvisa para 2011
Controle
e fiscalização da talidomida e regulamentação
de descarte de medicamentos em farmácias e drogarias estão
entre os temas de urgência
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) publicou os temas que serão tratados com prioridade
pela Agência neste ano. A Agenda Regulatória de
2011 elenca 93 assuntos que serão debatidos e regulados
ao longo do ano.
Entre os
temas priorizados estão:
- a revisão do controle e fiscalização
da talidomida;
- a regulamentação de descarte de medicamentos
em farmácias e drogarias;
- a revisão
do teor de iodo em sal;
- a definição
de normas para registro de repelentes de insetos para uso pessoal
Alguns temas,
de acordo com sua complexidade, têm conclusão
prevista para 2012.
"O objetivo da agenda é promover a previsibilidade
e a transparência da atuação regulatória,
por meio da antecipação dos temas a serem regulamentados
em determinado período. Além de possibilitar a
participação da sociedade na definição
das prioridades institucionais, a Agenda Regulatória permite
que o setor regulado saiba o que esperar em termos de ajustes
que terão repercussão em seus mercados", afirmou
a Anvisa, em comunicado.
eSaúde
Brasil
A
GPCDDS da OPAS/OMS no Brasil alinha Planos de Trabalho com
o escritório
central de OPAS/OMS em Washington DC
Entre os
dias 13 e 17 de dezembro de 2010, foi desenvolvida em Washington
DC uma
agenda conjunta entre a Gerência de
Prevenção e Controle de Doenças e Desenvolvimento
Sustentável (GPCDDS) da OPAS/OMS no Brasil e a área
de Vigilância Sanitária , Prevenção
e Controle de Doenças (AD/HSD) do escritório central
da OPAS/OMS.
O propósito da agenda foi identificar os temas estratégicos
de apoio ao país e maneiras para aprimorar a cooperação
técnica, com ênfase no fortalecimento do Sistema Único
de Saúde (SUS) do Brasil e a Cooperação
Sul – Sul.
A missão da OPAS/OMS no Brasil foi conformada pelo Dr.
Enrique Gil, Gerente de Prevenção e Controle de
Doenças e Desenvolvimento Sustentável, pelo Dr.
Alfonso Tenório e a Dra. Micheline Meiners, da mesma Gerência.
No escritório central da OPAS/OMS foram formadas equipes
de trabalho liderados pelo Dr. Marcos Espinal Gerente da Área
Técnica de Vigilância Sanitária , Prevenção
e Controle de Doenças (AD/HSD); Dr. Rodolfo Rodríguez,
Coordenador da Unidade de Doenças Transmissíveis
(CD); Dr. Sylvain Aldighieri, Coordenador da Unidade de Regulamento
Sanitário Internacional, Alerta e Resposta e Doenças
Epidêmicas; e Dr. James Hospedales, Coordenador da Unidade
de Prevenção e Controle de Doenças Crônicas
(AD/NC). Entre os temas tratados nas reuniões destacaram-se
a dengue, malária, doenças virais emergentes e
reemergentes, resistência microbiana, tuberculose, doenças
negligenciadas, laboratórios de saúde pública,
alerta e resposta, Regulamento Sanitário Internacional,
câncer e outras doenças crônicas não-transmissíveis.
Foi compartilhado
com as equipes da HSD o modelo de gestão
da Representação no Brasil e o enfoque inter-programático
matricial. Os acordos e compromissos foram enfocados no contexto
das duas grandes linhas pactuadas na Estratégia de Cooperação
2008-2012 entre OPAS/OMS e o Governo Brasileiro: apoio à implementação
do Sistema Único da Saúde (SUS) e a Cooperação
Sul-Sul.
Foi destacado
o papel do Brasil no cumprimento das metas regionais e no debate
sobre
governança global em saúde, assim
como no campo da inovação na procura de alternativas
aos desafios dos países em desenvolvimento.
AGENDA
- Curso Intensivo de Direito da Saúde
Suplementar
14 de março
de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
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LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.