04-07-11

 

Leia nesta edição:

- Rebelião do Congresso contra Dilma tem preço: R$ 4,6 bilhões

- Maquiagem infla gastos com saúde em R$ 12 bilhões

- A saúde dos hospitais

- Adesão a planos de saúde cresce em 2011

- Recesso forense

- Tecnologias em Saúde

- ANS: Grupo Técnico do Rol de Procedimentos

- Saúde na UTI

- A informação que pode causar prejuízo

- Um basta contra os abusos

- Coleção “Para entender a gestão do SUS 2011”

- Com o coração no ritmo certo: cardiologistas ensinam a prevenir ataque

- Ministério exige controle em unidades de saúde

- Santa Casa de Ribeirão deixará de atender pacientes do SUS

- Seminário sobre terceirização no SUS

Segunda-feira, 04.07.11

Rebelião do Congresso contra Dilma tem preço: R$ 4,6 bilhões

Esse é o valor que deputados e senadores querem que o governo libere através das chamadas "emendas individuais" de 2009

A rebelião dos congressistas, que ameaçaram votar contra os interesses do Planalto, caso não tivessem atendidas as reivindicações de liberação de emendas parlamentares, tem preço: R$ 4,6 bilhões. Este é o valor pleiteado por deputados e senadores, segundo cálculo da Caixa Econômica Federal, correspondente às emendas reservadas no Orçamento de 2009, mas que não foram pagas.

O prazo para que as emendas fossem pagas expiraria na quinta-feira passada, mas acabou sendo prorrogado pela presidenta Dilma Rousseff, mesmo contrariada. Para pressionar Dilma, os parlamentares ameaçaram votar temas que pesariam nas contas do governo, como o projeto que estabelece piso salarial para os policiais (PEC 300) e a proposta que regulamenta gastos com a saúde pela União (Emenda 29).

As tensões se acirraram no início da atual legislatura, quando o governo anunciou o contingenciamento de R$ 50 bilhões no Orçamento. A principal retenção se deu no pagamento das emendas parlamentares. Resultado disso é que, em 2011, o governo empenhou apenas 0,35% (ou R$ 37,6 milhões) dos R$ 10,8 bilhões em emendas individuais autorizadas.

O percentual é o menor dos últimos anos, revela levantamento da liderança do DEM no Senado. Foram levados em conta dados disponíveis desde 2006, considerando-se apenas valores empenhados até junho. Em anos anteriores, o menor empenho havia sido de R$ 398,4 milhões, em 2009. O valor equivale a 3,82% dos R$ 10,4 bilhões autorizados naquele período.

O levantamento aponta que o maior empenho aconteceu em 2006. Naquele ano, dos 7,9 bilhões autorizados, foram reservados 20,61% (ou R$ 1,6 bilhão. Os cálculos não levam em conta as chamadas emendas coletivas, que, se forem somadas em 2011 às individuais, eleva o valor autorizado para R$ 19,4 bilhões.

Negociação

De acordo o ministério de Relações Institucionais, está sendo negociado com a pasta de Planejamento o empenho de mais R$ 1 bilhão até o recesso parlamentar, que começa em 15 de julho. O valor, no entanto, é considerado pequeno pelos parlamentares.

Na semana passada, os líderes partidários levaram à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) proposta de empenho de 50% das emendas parlamentares deste ano. Para garantir o pagamento das emendas no ano que vem, o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, propôs no texto que R$ 6 bilhões em emendas parlamentares individuais não possam ser contingenciadas.

Folha de São Paulo

Maquiagem infla gastos com saúde em R$ 12 bilhões

Estados usam despesas de outras áreas para cumprir exigência constitucional

Prestações de contas entregues a ministério incluem investimentos em presídios, educação e até aposentadorias

Por Daniela Lima / Mariana Schreiber

DE SÃO PAULO

Estados maquiaram seus investimentos em saúde pública nos últimos anos declarando quase R$ 12 bilhões gastos com reformas de presídios, aposentadorias de funcionários públicos e outras atividades como se tivessem sido aplicados no setor.

A emenda constitucional 29, aprovada pelo Congresso no ano 2000, determina que os Estados invistam no sistema público de saúde no mínimo 12% de suas receitas, mas a maioria não cumpre a legislação e tem inflado as prestações de contas entregues ao governo federal.

Despesas com ensino superior, obras de saneamento básico e financiamento habitacional também foram apresentadas como investimentos em saúde, de acordo com o Ministério da Saúde.

Os 27 Estados declararam gastos de R$ 115 bilhões com saúde de 2004 a 2008. Depois de examinar suas prestações de contas, o ministério concluiu que R$ 11,6 bilhões se referiam a despesas com outras áreas, que não poderiam ser usadas para cumprir a lei.

Esse dinheiro corresponde a 10% dos gastos informados pelos Estados nesses cinco anos e seria suficiente para manter por um ano 13 ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em cada um dos 5,5 mil municípios do país.

Regulamentação

Como a emenda 29 não foi regulamentada até hoje pelo Congresso, não existe na legislação uma definição clara do tipo de ação governamental que pode ser classificada como ação de saúde. É por isso que os Estados encontram brechas para driblar o cumprimento da Constituição.

Deputados da base governista se mobilizaram nas últimas semanas para pôr em votação na Câmara um projeto de lei que trata do assunto, mas o governo é contra a iniciativa, porque ela poderá provocar um aumento nos repasses de verbas da União para Estados e municípios.

"Tem cidade em que até o asfalto na frente do hospital é computado como gasto em saúde", disse o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde, grupo de políticos ligados ao setor.

O Ministério da Saúde identificou problemas nas contas de todos os Estados em 2008. Treze conseguiram cumprir a emenda 29 mesmo após abater gastos com outras áreas. O governo ainda não analisou as prestações de contas de 2009 e 2010.

Em 2008, Minas Gerais computou como despesas de saúde o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores e repasses para um fundo que financia casas para funcionários da Assembleia Legislativa do Estado.

Minas declarou ter gastado R$ 2,7 bilhões com saúde em 2008, o equivalente a 13% de suas receitas. O governo federal desconsiderou R$ 835 milhões, reduzindo as despesas do Estado com o setor para 8,6%. O governo mineiro informou que contabiliza suas despesas conforme critérios definidos pelo Tribunal de Contas do Estado.

Os gastos do Rio Grande do Sul com saúde em 2008 caíram de 12% para 4% da receita depois que a prestação de contas do Estado foi revista pelo Ministério da Saúde. Até despesas com um programa de prevenção da violência fora classificado pelo Estado como ação de saúde.

"Era feita uma maquiagem", disse o atual secretário estadual de Saúde, Ciro Simoni. "Ano que vem não vai poder mais." Ele promete cumprir a emenda 29 até 2014, mas para atingir a meta será preciso dobrar o orçamento de sua secretaria, que tem R$ 1,2 bilhão neste ano.

O Estado de São Paulo

A saúde dos hospitais

Por Cassio Rocha Azevedo e Érico Carvalho, sócio-diretor e diretor de business process outsourcing da AEC

Negócios por quem faz negócios

Todos nós conhecemos os problemas que afligem há muito tempo a saúde pública no Brasil. As filas enormes, a dificuldade para agendar consultas e exames, o atendimento na maioria das vezes de baixa qualidade, os hospitais e postos de saúde sempre lotados... São problemas que nos acostumamos a ver retratados diariamente na mídia. Problemas que, por sinal, relevam muito da falta de planejamento e boa gestão que afeta o setor no País.

Se esse triste cenário é totalmente distinto em grandes e avançados hospitais privados instalados nos principais centros urbanos, especialmente no Sudeste e no Sul, o mesmo não se pode afirmar da grande maioria dos médios e pequenos hospitais privados e beneficentes espalhados por todo o território brasileiro, que enfrentam problemas similares aos que atingem a rede pública, da falta de leitos às filas, da escassez de mão de obra a problemas estruturais, passando pela dificuldade de fechar as contas no fim do mês, entre outros.

Como resultado, temos um sistema de saúde à beira da falência, como reforça um levantamento recentemente realizado pelo sindicato dos hospitais de São Paulo, apontando que em 10 anos, 20 hospitais privados fecharam suas portas no Estado, sendo três somente nos últimos meses.

A verdade inconveniente que temos é que saúde dos hospitais brasileiros vai mal e existem diversas causas para tentar explicar essa realidade desalentadora. Questões conceituais - vender "serviços de saúde" não é o mesmo que vender sabonete ou pó de café -, estruturais - a ausência de regras mais claras para arbitrar a relação entre eles e suas fontes pagadoras (governos por meio do SUS e planos de saúde, por exemplo) -, e históricas, como a origem da grande maioria dos hospitais, a partir do sonho e da ação de médicos, instituições religiosas, entre outros, que não conseguiram se modernizar frente às novas demandas da sociedade e do ambiente em que atuam.

Assim, esses hospitais amargam uma realidade em que se misturam ideias ultrapassadas, a inexistência de políticas públicas definidas sobre o papel do setor privado na área de saúde, a falta de controles sobre seus processos e a ausência de práticas e ferramentas de gestão que ofereçam informações essenciais para sua administração, como o acompanhamento das compras de insumos, do consumo de matérias diversos, das cargas horárias dos profissionais, da quantidade de atendimentos, dos exames realizados, do nível dos serviços prestados, das despesas e das receitas.

Choque de gestão. Parece claro que, como última trincheira ainda resistente ao inevitável e rápido processo de profissionalização das empresas, o setor de saúde necessita urgentemente de um choque que permita uma gestão mais profissional e competente, na verdade, adequada a toda a complexidade que é uma operação hospitalar, em que várias empresas funcionam dentro de um mesmo complexo.

Temos dentro dos hospitais a farmácia que fornece medicamentos, o restaurante que fornece as refeições, o hotel que cuida dos leitos, o laboratório e o centro de imagens que realizam os exames, um contact center que faz os agendamentos de consultas e exames, o pronto socorro que faz os atendimentos de urgências. São pequenas/médias empresas - cada qual com centenas de processos, padrões e necessidades específicas que exigem, antes de qualquer coisa, organização e informação - que devem funcionar integradas ao todo.

A solução para os problemas enfrentados pelos hospitais particulares no Brasil é bastante complexa e envolve vários fatores. Porém, sem sombra de dúvida, parte dela está no conjunto "controle de processos e acesso às informações" por parte de seus gestores, o que pode ser oferecido pelos sistemas de gestão especializados criados para atender o setor. Esses sistemas unem os conceitos de gestão utilizados na administração das grandes empresas como com as práticas do dia a dia dos hospitais, aliando dois mundos que na grande maioria das vezes caminham separadamente dentro das instituições de saúde.

Com processos claros e otimizados e dados atualizados sobre o dia a dia de um hospital, suas demandas, gastos e faturamento - inclusive em smartphones e tablets, por exemplo -, os gestores poderão trabalhar no sentido de, por um lado controlar melhor seus custos e negociar melhor com as fontes pagadoras, enquanto por outro investem na tão necessária melhoria dos serviços prestados.

Milhares e milhares de brasileiros que dependem desses hospitais agradecem.

Saúde Business Web

Adesão a planos de saúde cresce em 2011

Os dados do setor de saúde suplementar referentes ao primeiro trimestre de 2011 indicam a existência, em março, de 46,6 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 15,3 milhões em planos exclusivamente odontológicos. O crescimento de 2,01% no número de beneficiários de planos de assistência médica é o maior já verificado em um primeiro trimestre.

O aquecimento do mercado é confirmado ainda pelo número de registros de operadoras no período. Pela primeira vez em dez anos, o número de novos registros de operadoras (16 novas operadoras no trimestre) foi maior que o número de cancelamentos (seis operadoras canceladas). Ressalte-se que, no primeiro trimestre de 2010, foram registradas apenas quatro operadoras enquanto 41 foram canceladas.

Os dados de receita e despesa assistencial das operadoras indicam que as operadoras médico-hospitalares tiveram uma receita de R$ 72,7 bilhões, em 2010, 13,2% a mais que no ano anterior. A sinistralidade (razão entre a despesa assistencial e receita de contraprestações) teve ligeira redução, passando de 83,0% para 81,1%. Quanto às operadoras exclusivamente odontológicas, a receita de R$ 1,7 bilhão é 23,5% superior à de 2009. A sinistralidade destas operadoras apresentou comportamento semelhante, passando de 48,5% para 45,9%.

Consultor Jurídico

Recesso forense

STJ e Supremo encerram semestre

A sessão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça encerrou o primeiro semestre forense de 2011 na sexta-feira (1/6). O Supremo Tribunal Federal também encerrou o semestre forense.

O presidente do tribunal, ministro Ari Pargendler, informou que o STJ recebeu nesse período 143.411 processos, 49% a mais do que no primeiro semestre de 2010. Esse número surpreendeu Pargendler, que esperava uma redução no volume de processos em razão dos recursos retidos por força do rito dos Recursos Repetitivos. “O número de processos que nos foram encaminhados foi surpreendentemente alto e a tendência é essa”, afirmou.

Os prazos para recurso no STJ ficam suspensos de sábado (2/7) e voltam a correr no dia 1/8. No período de 4 a 29/7, o expediente para atendimento ao público no STJ será das 13h às 18h, mas, internamente, as unidades do Tribunal funcionarão em horário normal, conforme determina a Portaria 315 do diretor-geral. O recesso forense é apenas para os ministros.

ANS

Tecnologias em Saúde

HTAi 2011 debate conceitos, métodos e aplicações de tecnologias em saúde

Terminou na última quarta-feira, 29/06/2011, no hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro, a oitava edição do “Health Technology Assessment International Annual Meeting” (HTAi), principal conferência internacional para a discussão de bases conceituais, métodos e aplicações da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apoiou e participou do evento.

Este ano o debate girou em torno do desenvolvimento, uso e disseminação da ATS como forma de promover o acesso a inovações seguras e efetivas pelos sistemas de saúde de cada país, garantindo a sustentabilidade.dos mesmos.

Devido às rápidas e inovadoras possibilidades de aplicação da tecnologia nos mais diversos campos, sua utilização na área da saúde ganha relevância cada vez maior, podendo gerar procedimentos, tratamentos e medicamentos menos invasivos e mais efetivos, além de mais econômicos. Entretanto, ainda devido a essa rápida proliferação de possibilidades, a avaliação de suas efetividades, aplicabilidades, viabilidades econômicas, entre outras questões, devem ser realizadas de modo muito criterioso.

Contando com a presença de profissionais de saúde, acadêmicos e gestores públicos e privados, o HTAi 2011 apresentou debates, palestras e diversos trabalhos acadêmicos em forma de apresentações orais. Três especialistas em regulação da ANS apresentaram pôsteres durante o evento: Aline Mesquita, sobre “Acurácia da Tomografia Computadorizada de Múltiplos Detectores Dual-Source no Diagnóstico da Doença Arterial Coronariana: Revisão Sistemática”; e Flávia Helena Cosmo Vieira da Silva e Jeane Regina Machado, sobre "Insulina Glargina e Insulina Detemir no Controle da Diabetes Mellitus Tipo 1".

Na manhã do dia 29, o diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS, Bruno Sobral, coordenou, ao lado de David Banta, da universidade holandesa de Maastricht, a apresentação de diversos trabalhos reunidos sob o título de HTAi in Health Services (HTAi em Serviços de Saúde).

Na parte da tarde do mesmo dia, já no “pós-encontro”, a gerente-geral de Regulação Assistencial, Martha Oliveira, participou da mesa “Search for Information and scientific evidence on health economics: The Virtual Health Librery” (Busca de informações e evidências científicas na economia da saúde: A biblioteca virtual da saúde).

Martha Oliveira ressaltou que, na avaliação de uma nova tecnologia a ser incorporada ao Rol de Procedimentos e Eventos editado pela ANS, estuda-se não só o “o que” incorporar, mas também o “porquê” e o “como”. Uma ampla discussão com a sociedade, através de câmaras técnicas e consultas públicas também é realizada, o que tem acarretado uma aceitação bastante satisfatória por parte de todos os atores do mercado de saúde em relação aos novos procedimentos.

Em 2012, o HTAi será realizado na cidade de Bilbao, Espanha.

ANS

ANS: Grupo Técnico do Rol de Procedimentos

A quinta e última reunião do Grupo Técnico do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde aconteceu no dia 20/06/2011 e contou com a presença de integrantes da Câmara de Saúde Suplementar e convidados, dentre eles, representantes dos órgãos de defesa do consumidor, entidades representativas das operadoras de planos de saúde, associações e conselhos profissionais e representantes de prestadores de serviços de saúde.

A abertura foi feita pela Gerente-geral de Regulação Assistencial, Martha Oliveira, que procedeu à análise das contribuições recebidas na Consulta Pública nº 40, sobre a atualização da cobertura mínima obrigatória pelos planos de saúde, que foi realizada no período de 15/04 a 21/05/2011. Foi destaque o grande número de consumidores participantes da consulta: 69% das contribuições. As operadoras participaram com 13% e os prestadores de serviços com 12% das contribuições. A maior parte das contribuições recebidas refere-se à “Alteração de Diretriz de Utilização”.

Também foram constatados muitos pedidos de inclusão de procedimentos que já estavam no Rol, porém com nomenclatura diferente da praticada no setor. Além disso, foram feitas sugestões acerca dos artigos da Resolução Normativa. O artigo 19, que se refere às despesas com acompanhante, recebeu mais da metade dos pedidos de alteração.

A colaboração dos representantes presentes foi de extrema importância para o andamento da reunião, que foi pontuada com correções e ratificações à proposta apresentada.

A próxima etapa é a consolidação para aprovação da proposta de norma pela diretoria colegiada da ANS. A expectativa é que a resolução normativa seja publicada no diário oficial da união em breve, com entrada em vigor em janeiro de 2012.

Veja

Saúde na UTI

Por Reinaldo Azevedo

Para atender 80% da população, rede pública só conta só com 56% dos aparelhos existentes no país

Luiz Inácio Apedeuta da Silva já chamou o sistema de saúde no Brasil de quase perfeito, lembram-se? Leiam o que segue:

Por Fábio Frabini, no Globo:

Um bolo pequeno e dramaticamente repartido. É esse o retrato da tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS). Para atender 152 milhões de pessoas, o equivalente a 80% da população, as unidades de saúde pública contam com apenas 56% dos aparelhos para diagnóstico e tratamento de doenças disponíveis no país. O restante está exclusivamente a serviço de clientes privados ou de planos de saúde, público que corresponde a um terço da clientela do governo. O cálculo foi feito pelo GLOBO, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O país tem 704,8 mil equipamentos, classificados em seis grandes grupos pelo IBGE (de diagnóstico por imagem; de manutenção da vida; de terapia por radiação; de funcionamento por métodos gráficos e óticos; e “outros”). Desse total, 396,9 mil estão alocados em serviços próprios ou credenciados pelo poder público. É como se cada máquina tivesse de ser dividida por 382 pacientes, mais que o dobro do verificado na saúde privada (151). Do prosaico aparelho de pressão à ressonância magnética, a desproporção é imensa.

Há no país 1.358 aparelhos de raios X para densitometria óssea, por exemplo, só um quarto na rede pública (367). São 3.019 tomógrafos no total, dos quais 1.145 no SUS. O mesmo vale para aparelhos de endoscopia digestiva (7.529, contra 2.972), eletroestimulação (19.230, contra 7.644), laparoscopia (3.458, contra 1.402), eletroencefalograma (3.123, contra 1.305) e muitos outros. Números que ajudam a entender a longa espera por exames e tratamentos.

Não raro, a oferta de serviços não atende ao previsto pelo próprio Ministério da Saúde em normativos para orientar os gestores do SUS. Portaria de 2002 prevê, por exemplo, um tomógrafo para cada cem mil habitantes, quando há, de fato, um para cada 166 mil brasileiros (ou 132 mil se considerado apenas o público do SUS). Conforme a norma, haveria um aparelho de raios X para densitometria óssea para cada 140 mil pessoas. Na realidade, segundo os números do IBGE, há um para cada 520 mil (ou 414 mil, levando-se em conta a clientela do SUS).

Saúde Business Web

A informação que pode causar prejuízo

Por Gabriel Mesquita Rodrigues Filho

A saúde do paciente vai muito além do atendimento médico. Cuidar para que a honras objetiva e subjetiva não sejam afetadas também faz parte do atendimento hospitalar

No mês passado foi noticiado que um grande hospital privado teria se desfeito de documentação relativa a seus pacientes sem antes destruí-la, fato este que poderia provocar o conhecimento indevido, por parte de terceiros, de dados e informações sobre as condições de saúde desses pacientes, podendo ocasionar-lhes problemas psicossociais.

Se comprovada, a conduta fere, sem qualquer sombra de dúvida, a ética médica e importa em grave falta para com aqueles que contrataram os serviços do hospital em questão.

Efetivamente, as instituições de saúde têm o dever de guardar documentos relativos ao prontuário do paciente pelo tempo previsto e antes de jogar fora quaisquer papéis – mesmo decorrido o lapso de tempo necessário – deve eliminar todos os que contenham dados dos pacientes, como diagnósticos, procedimentos a que foram submetidos, dados pessoais e informações clínicas antes de jogá-los no lixo.

Caso contrário, o prejuízo com ações judiciais por danos à imagem das pessoas é praticamente certo, se essas informações forem parar em lugar errado.

Certas doenças, como as infectocontagiosas, as que são vista com preconceito pela sociedade e todas aquelas que causam algum tipo de constrangimento, já são motivo suficiente para agravar o sofrimento do paciente e de seus familiares. Pelo que, não devem ser levadas a conhecimento público sem consentimento prévio.

O tratamento contratado pelo paciente junto à instituição de saúde vai muito além do atendimento clínico, tendo em vista que é pressuposto da prestação do serviço o respeito ao sigilo das informações de saúde.

Descuido e Negligência

O gestor ao enviar documentos hospitalares para o lixo deve se certificar de que todas as informações foram eliminadas, sob pena de tornar públicas determinadas situações dos pacientes que podem importar em sério dano a estes, caso levadas ao conhecimento público e esta conduta venha a ser nexo causal de problemas psicossociais.

Crível dizer que, se a publicidade de informações privativas dos pacientes vier dar causa a prejuízos porque a instituição de saúde não guardou o sigilo profissional que da relação se espera, esta poderá ser responsabilizada e condenada a reparar os danos que da publicação indevida advierem.

Esta conduta hedionda e negligente, além de ferir a ética médica, também pode ferir a honra subjetiva e objetiva do paciente – e a dignidade humana é um dos princípios basilares do Estado brasileiro que, se atingida, leva à reparação.

Portanto, mandar para o lixo documentos com informações de pacientes – mesmo as mais comuns – não é lícito e tão pouco saudável.

Assim, sr. Gestor, todo cuidado com as informações dos pacientes é pouco, pois, doença nunca deve ser revelada, mas sim tratada.

Site do Deputado Darcísio Perondi

Um basta contra os abusos

Por Roberto Luiz d’Avila, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM)

A decisão liminar da Justiça Federal que cancelou o ato administrativo praticado pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), órgão do Ministério da Justiça, contra os médicos e suas entidades representativas foi um libelo em defesa da liberdade de expressão de todos os trabalhadores brasileiros.

O argumento que derrubou por terra a pretensão do órgão do Governo foi simples e certeiro: as medidas impetradas foram embaladas no abuso de poder causado pela extrapolação de competência. O juiz Antonio Correa, da 9ª Vara da Justiça Federal, agiu de forma isenta e equilibrada ao encontrar na própria legislação que regulamenta a SDE as pistas do excesso praticado.

A análise minuciosa da Lei nº 8.884/94, que define as competências da Secretaria, revela que sua missão se atém ao campo das atividades de mercado, diretamente vinculadas às empresas.

Como bem lembrou o magistrado, as expressões mercado e empresa não se aplicam à prática da atividade da Medicina. “Entendendo que o ato administrativo está viciado pelo abuso de poder dada a ausência de competência para interferir nas relações dos médicos com seus pacientes ou com os Planos de Saúde”, afirma o juiz federal.

Sabemos que essa é apenas uma etapa – importante, sem dúvida –, mas que não representa o fim dessa cruzada para assegurar a devida valorização do exercício da Medicina. Possivelmente, seremos alvo de recursos e questionamentos legais, os quais serão superados com argumentos técnicos e jurídicos que justificam a posição dos médicos.

O movimento da categoria espera das operadoras respostas que garantam a qualidade da assistência oferecida aos seus 46 milhões de usuários. Reduzir a luta dos médicos ao reajuste de honorários atrelados aos praticados junto aos usuários dos planos é ignorar os enormes prejuízos que tais empresas causam à sociedade.

O cidadão que contrata um desses planos espera que lhe seja proporcionado acesso a exames, procedimentos e uma equipe de médicos em condições de atendê-lo com segurança e tranquilidade em caso de necessidade.

Ao tratar o médico com desrespeito e indiferença, essa empresa não cumpre sua promessa de assistência. A saída para o problema é respeitar os profissionais. Ou isso ou acabarão sem médicos qualificados para atender seus usuários.

Com a recusa em atender as queixas dos médicos, que incluem interferência em sua autonomia e a desvalorização do seu ato, os planos reduzem as opções do profissional e deixam aberta a porta do descredenciamento. Entrar por ela passa a ser uma possibilidade real.

As entidades médicas não querem isso, mas admitem que a ausência de alternativas e o ato praticado pela SDE insuflam uma insatisfação que vem da rotina dos consultórios, ambulatórios e hospitais. E aqui, sublinhamos: o que está em jogo é uma relação contratual de trabalho, com profundas consequências para toda a sociedade.

A Constituição Federal, em seu artigo 170, diz que a ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa tem por fim assegurar a todos existência digna e a justiça social.

O texto assegura a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo casos previstos em lei. Ora, os médicos não são empresas e suas entidades não comandam um cartel.

Somos 347 mil cidadãos brasileiros que não pleiteiam a eliminação da concorrência ou o aumento abusivo dos lucros, como sugeriu a SDE. O que exigimos é respeito, reconhecimento e a valorização de nosso papel, sem os quais se coloca em risco a vida de milhões de brasileiros que acreditaram nas promessas dos planos de saúde.

CONASS

Coleção “PARA ENTENDER A GESTÃO DO SUS 2011”

O CONASS lança a Coleção Para Entender a Gestão do SUS 2011. Revisada e com conteúdos atualizados que contemplam toda a mudança que ocorrida no SUS até hoje, a Coleção 2011 incorpora ainda, novos temas que foram prioridades do CONASS nos últimos quatro anos, como, por exemplo, o impacto da violência no SUS, as recentes decisões sobre a questão das demandas judiciais, o processo de implementação do Pacto pela Saúde e a organização das Redes de Atenção à Saúde.

Disponível no site do CONASS.

Domingo, 03.07.11

O Globo

Com o coração no ritmo certo: cardiologistas ensinam a prevenir ataque

Por Antônio Marinho

RIO - Na semana em que corações de pessoas conhecidas, o do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza e o do cineasta Gustavo Dahl, pararam de repente, sem dar chance de socorro, cardiologistas chamam a atenção para os riscos do infarto inesperado e ensinam como se proteger desse tipo de ataque. Paulo Renato sentiu tontura depois de uma dança em São Roque, no interior de São Paulo e desmaiou. Dahl enfartou enquanto assistia a um filme em sua casa, em Trancoso, na Bahia. O infarto fulminante pode acontecer mesmo em indivíduos sem casos na família e aparentemente saudáveis, mas bons hábitos reduzem o perigo.

Isso significa evitar a hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, estresse, obesidade e sedentarismo, ensina Marcelo Assad, coordenador do serviço de prevenção cardiovascular do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio; explicando que infarto fulminante não é o mesmo que morte súbita. Esta pode ter outras causas, como arritmias (alterações no ritmo cardíaco) ou aneurismas.

- De cada dez que sofrem infarto, dois não têm tempo de serem atendidos - comenta o cardiologista. - O que geralmente determina isto é a arritmia maligna e não a extensão do infarto. Daí a importância de acesso ao desfibrilador, o aparelho que, por meio de choque, reverte a fibrilação, ou seja, a contração involuntária do músculo do coração. O equipamento deveria estar disponível em todos os lugares de grande fluxo.

Faz sentido. Quase a metade das pessoas que sofreram infarto nunca havia apresentado queixas de doenças do coração, diz Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração (HCor). Os mais jovens correm maior risco de eventos graves por não terem o que os médicos chamam de "circulação de artéria coronária colateral", a rede de pequenas artérias saudáveis que se ligam a uma artéria obstruída, suprindo total ou parcialmente o fluxo de sangue oxigenado. E este ganho só aparece com os passar do anos; um dos benefícios de envelhecer.

- O infarto fatal também ocorre em pessoas sem história familiar; e pode ser causado por espasmo da artéria coronária - diz Pavanello, do Instituto Dante Pazzanese.

O problema é que o ataque fulminante nem sempre é percebido a tempo, como aconteceu com Paulo Renato e Dahl. A pressão pode cair súbita e rapidamente, e a pessoa tem falta de ar e desmaia antes mesmo de sentir alguma dor no peito.

- Se alguém desmaia subitamente e não se sabe o motivo, deve-se buscar o socorro imediato. Se houver desfibrilador disponível e pessoa treinada para usá-lo é preciso agir logo - orienta Assad.

Fumo é o pior inimigo das artérias

Esta é a mesma recomendação de Fernando Eugênio dos Santos Cruz Filho, professor do curso de pós-graduação da UFRJ e chefe do serviço de arritmia do INC. Segundo ele, de 40% a 50% podem ter arritmia fatal na primeira hora do infarto, por falta de circulação numa área do coração, decorrente de fibrilação ventricular, quando o coração acelera, chegando a mais de 300 batimentos por minuto. Se a arritmia não for revertida em 5 a dez minutos, o indivíduo morre.

- A cada minuto de parada cardíaca, se perdem 10% de chances de sobrevivência - diz o médico. - Quem tem história familiar de morte súbita de adulto jovem, ou fuma, é hipertenso, diabético, obeso, tem colesterol alto e vive estressado corre ainda maior risco de infarto fulminante.

E se, apesar dos cuidados, a pessoa sentir que está sofrendo um infarto, o que ela pode fazer? De imediato, procurar socorro médico. Enquanto não consegue, deve folgar a roupa e cessar qualquer atividade, por menor que seja, recomenda Assad. O correto é só tomar remédio com receita, mas pode-se mastigar (a absorção é mais rápida) uma aspirina (salvo se a pessoa for alérgica ao ácido acetilsalicílico) para tentar dissolver a obstrução da artéria. Usar comprimido isordil só com orientação médica. Ele dilata os vasos, e, se a pressão estiver baixa, ela cai ainda mais, piorando a situação.

Uma outra dica é inspirar e tossir forte e de forma prolongada algumas vezes na hora do ataque. Isto não vai cessar o infarto, mas pode ajudar a reduzir danos ao coração em certos casos de infarto de coronária direita, na qual há queda de pulsação. A inspiração profunda melhora a oxigenação e a tosse contrai o coração, forçando a circulação do sangue.

Já na emergência os médicos tentam recanalizar a artéria coronária por meio de injeção de droga trombolítica (dissolve o coágulo) ou cateterismo.

- Quanto mais rápido o socorro, melhor a chance - alerta Assad. - Um exame importante é a análise das enzimas cardíacas, que mostra se o músculo necrosou. Nas primeiras 48h dá para saber o que será necessário para recuperar o coração; apenas receitar medicamento, implantar um stent (espécie de mola que mantém o vaso aberto) ou cirurgia.

O melhor mesmo é ter vida saudável. A pesquisa AFIRMAR (Avaliação dos Fatores de Risco Associados com Infarto Agudo do Miocárdio ), com 3.550 brasileiros, em 104 hospitais de 51 cidades, apontou fatores para o infarto. O fumo é o principal: acima de 5 cigarros/dia eleva em 4,9 vezes a chance de ataque; diabetes, em 2,8 vezes; relação cintura-quadril maior que 0,94, em 2,5 vezes; história familiar de doença coronariana, em 2,3 vezes; LDL-colesterol (ruim) acima de 100 mg/dl, em 2,1 vezes; pressão alta, em 2,09 vezes. Então é melhor se cuidar.

Sábado, 02.07.11

O Estado de São Paulo

Ministério exige controle em unidades de saúde

Por Marcelo Portela

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem que a pasta está reforçando medidas de controle para evitar fraudes como as ocorridas nos plantões do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Nesta semana, o Ministério Público de São Paulo recebeu denúncias de que médicos continuam recebendo por plantões que não fazem.

Após cerimônia de inauguração do milésimo leito do Sistema Único de Saúde (SUS) na Santa Casa de Belo Horizonte, Padilha disse que o Ministério da Saúde agora exige que todas as prefeituras e governos estaduais façam o controle da atividade dos profissionais de cada uma das unidades de saúde.

"Cada gestor estadual ou municipal tem de dizer, no momento em que registra um estabelecimento de saúde, quantos vínculos tem o profissional e quais são as horas de trabalho. Exatamente para que o gestor municipal, estadual e a população possam impedir uma situação como essa", disse o ministro, referindo-se às fraudes em Sorocaba.

Ele ressaltou, porém, que, com exceção de hospitais no Rio de Janeiro, o ministério não gerencia diretamente unidades médicas no País. Por isso, afirmou, cabe às administrações locais, além da própria comunidade, fazer o controle da atividade dos profissionais.

"O Ministério da Saúde não executa os serviços diretamente, mas faremos o que for possível para ajudar o governo de São Paulo a coibir essa situação. Com esse cadastramos, esperamos ajudar a imprensa, a população, os conselhos e os secretários municipais e estaduais a coibir esse tipo de problema", declarou.

Baixa no governo. As investigações sobre o esquema no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, reveladas no mês passado, levaram à prisão temporária de 12 pessoas, que já foram soltas. Também resultaram nas demissões do então secretário estadual de Esportes, Lazer e Juventude, Jorge Pagura, e do então coordenador de Serviços da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli.

Folha de São Paulo

Santa Casa de Ribeirão deixará de atender pacientes do SUS

A medida vale só para consultas e procedimentos não urgentes

Médicos da Santa Casa, em Ribeirão Preto, deixarão de atender pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por tempo indeterminado a partir do dia 29 deste mês.

A decisão, no entanto, refere-se somente a consultas e procedimentos que não são urgentes e foi tomada em assembleia dos profissionais na última quarta-feira.

O objetivo, de acordo com o angiologista Luiz Cláudio Fontes Mega, é pressionar a prefeitura a repassar R$ 380 mil referentes a atendimentos feitos em maio, que não foram pagos aos médicos.

Eles também querem receber os honorários de plantões feitos à distância que, para Mega, deveriam ser de um terço frente ao valor do plantão presencial, e o cadastramento do serviço de cirurgia vascular de alta complexidade no SUS.

Os médicos do hospital alegam que tentam, há duas semanas, uma reunião com a prefeita Dárcy Vera (DEM) para discutir esses pontos, mas não são atendidos.

Em nota, a prefeitura informou que o pagamento da Santa casa "obedece a ordem cronológica definida por lei", mas não detalhou.

O texto também ressalta que a Santa Casa deve à prefeitura R$ 7 milhões em serviços referentes ao recolhimento de lixo hospitalar e que propôs ao hospital que o valor servisse de crédito para pagamentos futuros.

Já no HC (Hospital das Clínicas), cerca de 8% das consultas de anteontem tiveram que ser remarcadas, segundo a administração do hospital.

Os médicos-assistentes do HC entram hoje no quarto dia de paralisação. Eles reivindicam a equiparação salarial com os profissionais da Mater e do HE (Hospital Estadual).

Goiás Agora

Seminário sobre terceirização no SUS

Um seminário, no próximo dia 8, vai abordar o tema: Erros Evitáveis na Terceirização no Sistema Único de Saúde - SUS. A presidente da Comissão Interna de Contratos de Gestão e chefe de gabinete da Secretaria da Saúde - SES-GO , Lorena Dayrell, irá participar do encontro, que será realizado no Rio de Janeiro.

O seminário será realizado pelo SaberSUS e pretende aprofundar o estudo do tema, por meio de suas importantes decisões e estudos recentes; convênios e parcerias com a iniciativa privada (sem fins lucrativos) ou entidades filantrópicas; experiências mal sucedidas e prestação de contas.

Entre os assuntos abordados estão: Aspectos Constitucionais da Terceirização na Área da Saúde; Formas de Terceirização; Acompanhamento e Avaliação; Crime e Improbidades Administrativas na Terceirização dos Serviços de Saúde. Também haverá discussão, por meio de grupos de trabalho, de casos já ocorridos de erros corriqueiros praticados pelos gestores.


AGENDA


- VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação Farmacêutica

Quando: 6 a 8 de Julho

Onde: Anvisa. SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília - DF

Mais informações sobre a Conferência podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf

- 2º Simpósio de Política e Saúde: Forum Virtual

Com o objetivo de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de 07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde, em Brasília, às vésperas do Congresso do CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço de repercussão das teses construídas no II Simpósio.

Entendemos que os impasses da Saúde no Brasil exigem a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate de cunho eminentemente político e, a partir daí, construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário. O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a presencial, sendo essa última durante o Simpósio.

A primeira fase será por meio deste Fórum Virtual, desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com reconhecido saber na área e com atuação vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos da análise e da proposição de políticas. Nossa expectativa é que a ampla participação de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção de teses políticas consistentes e representativas do pensamento em prol da reforma sanitária.

Indicamos o tema "Saúde e Desenvolvimento" para orientar todo o debate específico, organizado sob a questão seguinte: "Defesa intransigente do interesse público na saúde". O formato completo é:

Tema central do debate: Saúde e Desenvolvimento

Eixo: Defesa intransigente do interesse público na saúde

1. Sub Eixos:

- Desvendar e enfrentar as relações entre o setor público e o privado na saúde;

- Direito a Saúde, Acesso Universal e de Qualidade;

- Justiça e Direito: Judicialização, ação e papel do judiciário para a garantia do interesse público;

- Que alternativas para a gestão pública de sistemas e serviços de Saúde?


- XXVII Congresso Conasems

O XXVII Congresso Conasems tem como objetivo promover a discussão e troca de experiências entre os participantes, discutir as políticas de saúde adotadas pelas esferas federal, estaduais e municipais e o respectivo impacto nos municípios, além de troca de experiências, promovendo o aperfeiçoamento da gestão do SUS e os serviços prestados à população brasileira.

O congresso acontecerá entre os dias 09 a 12 de julho, em Brasília, para debater a "Saúde no Centro da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS".

A abertura oficial do evento será dia 09, às 10 horas da manhã, no auditório master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A solenidade de abertura vai contar com a presença do ministro da Saúde e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Alexandre Padilha, do representante da Organização Pan-Americana no Brasil, Diego Victória, do Governador do Estado do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário Estadual de Saúde do Distrito Federal, Rafael Aguiar, Presidente do CONASS, Beatriz Figueiredo Dobashi, Presidente da Câmara Federal e Senado, e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos, João Carlos Coser. Além da diretoria executiva, presidentes dos Cosems e o Conselho Honorário do Conasems.

No dia 09 de julho, das 09 às 12 horas, vai acontecer também a Assembléia Geral Ordinária do Conasems, com a eleição da Diretoria para biênio 2011/2013

- Seminário: Implicações das Normas da ANS

AssPreviSite

15 de julho de 2011

Auditório “Maria Natividade Galhardo Toro”

Rua Santa Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São Paulo - SP

ESCOPO

Entenda as novas nornas da Agência Nacional de Saúde Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde, com sérias repercussões para os contratos em curso, mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656, de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares e coletivas.

É de suma importância que as operadoras de planos de saúde, consumidores e prestadores de serviços conheçam as novas regras e suas implicações, evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção de contratos, incidência de multas, direção técnica, alienação compulsória de carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.

O presente seminário examinará, com detalhes, sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação da portabilidade), 254 (adaptação e migração de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários). Durante o seminário os participantes poderão debater os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.

PÚBLICO ALVO

Dirigentes, gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.

PALESTRANTE

José Luiz Toro da Silva

INFORMAÇÕES GERAIS

- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento de inscrições. Se necessário, poderá haver substituição por outro participante.

- Informamos que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação - não deixe para a última hora)

- Mais informações através do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.

- Reservamo-nos o direito de remarcar o curso, caso não atingirmos o número mínimo de participantes.

IBDSS - INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR

Rua Santa Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São Paulo – SP

Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095


- Fórum Nacional das Câmaras Técnicas de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina

Data: 22 de julho

Local: Sede do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília - DF (Veja Mapa)

Horário: Das 8h às 18h

Informações: (61) 3445-5957 / 5900

Contato: eventos@portalmedico.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Realização: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Inscrições: Gratuitas


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ