Leia
nesta edição:
- Rebelião do Congresso contra Dilma tem preço:
R$ 4,6 bilhões
- Maquiagem
infla gastos com saúde em R$ 12 bilhões
- A saúde
dos hospitais
- Adesão a planos de saúde
cresce em 2011
- Recesso forense
- Tecnologias
em Saúde
- ANS: Grupo
Técnico
do Rol de Procedimentos
- Saúde
na UTI
- A informação que pode causar prejuízo
- Um basta contra os abusos
- Coleção “Para entender a gestão
do SUS 2011”
- Com o coração
no ritmo certo: cardiologistas ensinam a prevenir ataque
- Ministério exige controle em unidades de saúde
- Santa Casa
de Ribeirão deixará de
atender pacientes do SUS
- Seminário sobre terceirização
no SUS
Segunda-feira, 04.07.11
Rebelião do Congresso contra Dilma tem preço:
R$ 4,6 bilhões
Esse é o valor que deputados e senadores querem que o
governo libere através das chamadas "emendas individuais" de
2009
A rebelião dos congressistas, que ameaçaram votar
contra os interesses do Planalto, caso não tivessem atendidas
as reivindicações de liberação de
emendas parlamentares, tem preço: R$ 4,6 bilhões.
Este é o valor pleiteado por deputados e senadores, segundo
cálculo da Caixa Econômica Federal, correspondente às
emendas reservadas no Orçamento de 2009, mas que não
foram pagas.
O prazo para
que as emendas fossem pagas expiraria na quinta-feira passada,
mas
acabou sendo prorrogado pela presidenta Dilma Rousseff,
mesmo contrariada. Para pressionar Dilma, os parlamentares ameaçaram
votar temas que pesariam nas contas do governo, como o projeto
que estabelece piso salarial para os policiais (PEC 300) e a
proposta que regulamenta gastos com a saúde pela União
(Emenda 29).
As tensões se acirraram no início da atual legislatura,
quando o governo anunciou o contingenciamento de R$ 50 bilhões
no Orçamento. A principal retenção se deu
no pagamento das emendas parlamentares. Resultado disso é que,
em 2011, o governo empenhou apenas 0,35% (ou R$ 37,6 milhões)
dos R$ 10,8 bilhões em emendas individuais autorizadas.
O percentual é o menor dos últimos anos, revela
levantamento da liderança do DEM no Senado. Foram levados
em conta dados disponíveis desde 2006, considerando-se
apenas valores empenhados até junho. Em anos anteriores,
o menor empenho havia sido de R$ 398,4 milhões, em 2009.
O valor equivale a 3,82% dos R$ 10,4 bilhões autorizados
naquele período.
O levantamento
aponta que o maior empenho aconteceu em 2006. Naquele ano,
dos 7,9
bilhões autorizados, foram reservados
20,61% (ou R$ 1,6 bilhão. Os cálculos não
levam em conta as chamadas emendas coletivas, que, se forem somadas
em 2011 às individuais, eleva o valor autorizado para
R$ 19,4 bilhões.
Negociação
De acordo
o ministério de Relações Institucionais,
está sendo negociado com a pasta de Planejamento o empenho
de mais R$ 1 bilhão até o recesso parlamentar,
que começa em 15 de julho. O valor, no entanto, é considerado
pequeno pelos parlamentares.
Na semana
passada, os líderes partidários levaram à ministra
Ideli Salvatti (Relações Institucionais) proposta
de empenho de 50% das emendas parlamentares deste ano. Para garantir
o pagamento das emendas no ano que vem, o deputado Márcio
Reinaldo Moreira (PP-MG), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) de 2012, propôs no texto que R$ 6 bilhões
em emendas parlamentares individuais não possam ser contingenciadas.
Folha
de São
Paulo
Maquiagem
infla gastos com saúde em R$ 12 bilhões
Estados usam
despesas de outras áreas para cumprir exigência
constitucional
Prestações de contas entregues a ministério
incluem investimentos em presídios, educação
e até aposentadorias
Por Daniela Lima / Mariana Schreiber
DE SÃO
PAULO
Estados maquiaram
seus investimentos em saúde pública
nos últimos anos declarando quase R$ 12 bilhões
gastos com reformas de presídios, aposentadorias de funcionários
públicos e outras atividades como se tivessem sido aplicados
no setor.
A emenda
constitucional 29, aprovada pelo Congresso no ano 2000, determina
que os Estados
invistam no sistema público de
saúde no mínimo 12% de suas receitas, mas a maioria
não cumpre a legislação e tem inflado as
prestações de contas entregues ao governo federal.
Despesas
com ensino superior, obras de saneamento básico
e financiamento habitacional também foram apresentadas
como investimentos em saúde, de acordo com o Ministério
da Saúde.
Os 27 Estados
declararam gastos de R$ 115 bilhões com
saúde de 2004 a 2008. Depois de examinar suas prestações
de contas, o ministério concluiu que R$ 11,6 bilhões
se referiam a despesas com outras áreas, que não
poderiam ser usadas para cumprir a lei.
Esse dinheiro
corresponde a 10% dos gastos informados pelos Estados nesses
cinco anos
e seria suficiente para manter por
um ano 13 ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento
Móvel de Urgência) em cada um dos 5,5 mil municípios
do país.
Regulamentação
Como a emenda
29 não foi regulamentada até hoje
pelo Congresso, não existe na legislação
uma definição clara do tipo de ação
governamental que pode ser classificada como ação
de saúde. É por isso que os Estados encontram brechas
para driblar o cumprimento da Constituição.
Deputados
da base governista se mobilizaram nas últimas
semanas para pôr em votação na Câmara
um projeto de lei que trata do assunto, mas o governo é contra
a iniciativa, porque ela poderá provocar um aumento nos
repasses de verbas da União para Estados e municípios.
"Tem cidade em que até o asfalto na frente do hospital é computado
como gasto em saúde", disse o deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde,
grupo de políticos ligados ao setor.
O Ministério da Saúde identificou problemas nas
contas de todos os Estados em 2008. Treze conseguiram cumprir
a emenda 29 mesmo após abater gastos com outras áreas.
O governo ainda não analisou as prestações
de contas de 2009 e 2010.
Em 2008,
Minas Gerais computou como despesas de saúde
o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores
e repasses para um fundo que financia casas para funcionários
da Assembleia Legislativa do Estado.
Minas declarou
ter gastado R$ 2,7 bilhões com saúde
em 2008, o equivalente a 13% de suas receitas. O governo federal
desconsiderou R$ 835 milhões, reduzindo as despesas do
Estado com o setor para 8,6%. O governo mineiro informou que
contabiliza suas despesas conforme critérios definidos
pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os gastos
do Rio Grande do Sul com saúde em 2008 caíram
de 12% para 4% da receita depois que a prestação
de contas do Estado foi revista pelo Ministério da Saúde.
Até despesas com um programa de prevenção
da violência fora classificado pelo Estado como ação
de saúde.
"Era feita uma maquiagem", disse o atual secretário
estadual de Saúde, Ciro Simoni. "Ano que vem não
vai poder mais." Ele promete cumprir a emenda 29 até 2014,
mas para atingir a meta será preciso dobrar o orçamento
de sua secretaria, que tem R$ 1,2 bilhão neste ano.
O
Estado de São
Paulo
A
saúde
dos hospitais
Por
Cassio Rocha Azevedo e Érico Carvalho, sócio-diretor
e diretor de business process outsourcing da AEC
Negócios por quem faz negócios
Todos nós conhecemos os problemas que afligem há muito
tempo a saúde pública no Brasil. As filas enormes,
a dificuldade para agendar consultas e exames, o atendimento
na maioria das vezes de baixa qualidade, os hospitais e postos
de saúde sempre lotados... São problemas que nos
acostumamos a ver retratados diariamente na mídia. Problemas
que, por sinal, relevam muito da falta de planejamento e boa
gestão que afeta o setor no País.
Se esse triste
cenário é totalmente distinto em
grandes e avançados hospitais privados instalados nos
principais centros urbanos, especialmente no Sudeste e no Sul,
o mesmo não se pode afirmar da grande maioria dos médios
e pequenos hospitais privados e beneficentes espalhados por todo
o território brasileiro, que enfrentam problemas similares
aos que atingem a rede pública, da falta de leitos às
filas, da escassez de mão de obra a problemas estruturais,
passando pela dificuldade de fechar as contas no fim do mês,
entre outros.
Como resultado,
temos um sistema de saúde à beira
da falência, como reforça um levantamento recentemente
realizado pelo sindicato dos hospitais de São Paulo, apontando
que em 10 anos, 20 hospitais privados fecharam suas portas no
Estado, sendo três somente nos últimos meses.
A verdade
inconveniente que temos é que saúde
dos hospitais brasileiros vai mal e existem diversas causas para
tentar explicar essa realidade desalentadora. Questões
conceituais - vender "serviços de saúde" não é o
mesmo que vender sabonete ou pó de café -, estruturais
- a ausência de regras mais claras para arbitrar a relação
entre eles e suas fontes pagadoras (governos por meio do SUS
e planos de saúde, por exemplo) -, e históricas,
como a origem da grande maioria dos hospitais, a partir do sonho
e da ação de médicos, instituições
religiosas, entre outros, que não conseguiram se modernizar
frente às novas demandas da sociedade e do ambiente em
que atuam.
Assim, esses
hospitais amargam uma realidade em que se misturam ideias ultrapassadas,
a inexistência de políticas
públicas definidas sobre o papel do setor privado na área
de saúde, a falta de controles sobre seus processos e
a ausência de práticas e ferramentas de gestão
que ofereçam informações essenciais para
sua administração, como o acompanhamento das compras
de insumos, do consumo de matérias diversos, das cargas
horárias dos profissionais, da quantidade de atendimentos,
dos exames realizados, do nível dos serviços prestados,
das despesas e das receitas.
Choque de
gestão. Parece claro que, como última
trincheira ainda resistente ao inevitável e rápido
processo de profissionalização das empresas, o
setor de saúde necessita urgentemente de um choque que
permita uma gestão mais profissional e competente, na
verdade, adequada a toda a complexidade que é uma operação
hospitalar, em que várias empresas funcionam dentro de
um mesmo complexo.
Temos dentro
dos hospitais a farmácia que fornece medicamentos,
o restaurante que fornece as refeições, o hotel
que cuida dos leitos, o laboratório e o centro de imagens
que realizam os exames, um contact center que faz os agendamentos
de consultas e exames, o pronto socorro que faz os atendimentos
de urgências. São pequenas/médias empresas
- cada qual com centenas de processos, padrões e necessidades
específicas que exigem, antes de qualquer coisa, organização
e informação - que devem funcionar integradas ao
todo.
A solução para os problemas enfrentados pelos
hospitais particulares no Brasil é bastante complexa e
envolve vários fatores. Porém, sem sombra de dúvida,
parte dela está no conjunto "controle de processos
e acesso às informações" por parte
de seus gestores, o que pode ser oferecido pelos sistemas de
gestão especializados criados para atender o setor. Esses
sistemas unem os conceitos de gestão utilizados na administração
das grandes empresas como com as práticas do dia a dia
dos hospitais, aliando dois mundos que na grande maioria das
vezes caminham separadamente dentro das instituições
de saúde.
Com processos
claros e otimizados e dados atualizados sobre o dia a dia de
um hospital,
suas demandas, gastos e faturamento
- inclusive em smartphones e tablets, por exemplo -, os gestores
poderão trabalhar no sentido de, por um lado controlar
melhor seus custos e negociar melhor com as fontes pagadoras,
enquanto por outro investem na tão necessária melhoria
dos serviços prestados.
Milhares e milhares de brasileiros que dependem desses hospitais
agradecem.
Saúde
Business Web
Adesão a planos de saúde
cresce em 2011
Os dados
do setor de saúde suplementar referentes ao
primeiro trimestre de 2011 indicam a existência, em março,
de 46,6 milhões de beneficiários em planos de assistência
médica e 15,3 milhões em planos exclusivamente
odontológicos. O crescimento de 2,01% no número
de beneficiários de planos de assistência médica é o
maior já verificado em um primeiro trimestre.
O aquecimento
do mercado é confirmado ainda pelo número
de registros de operadoras no período. Pela primeira vez
em dez anos, o número de novos registros de operadoras
(16 novas operadoras no trimestre) foi maior que o número
de cancelamentos (seis operadoras canceladas). Ressalte-se que,
no primeiro trimestre de 2010, foram registradas apenas quatro
operadoras enquanto 41 foram canceladas.
Os dados
de receita e despesa assistencial das operadoras indicam que
as operadoras
médico-hospitalares tiveram uma receita
de R$ 72,7 bilhões, em 2010, 13,2% a mais que no ano anterior.
A sinistralidade (razão entre a despesa assistencial e
receita de contraprestações) teve ligeira redução,
passando de 83,0% para 81,1%. Quanto às operadoras exclusivamente
odontológicas, a receita de R$ 1,7 bilhão é 23,5%
superior à de 2009. A sinistralidade destas operadoras
apresentou comportamento semelhante, passando de 48,5% para 45,9%.
Consultor
Jurídico
Recesso forense
STJ e Supremo encerram semestre
A sessão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça
encerrou o primeiro semestre forense de 2011 na sexta-feira (1/6).
O Supremo Tribunal Federal também encerrou o semestre
forense.
O presidente
do tribunal, ministro Ari Pargendler, informou que o STJ recebeu
nesse período 143.411 processos, 49%
a mais do que no primeiro semestre de 2010. Esse número
surpreendeu Pargendler, que esperava uma redução
no volume de processos em razão dos recursos retidos por
força do rito dos Recursos Repetitivos. “O número
de processos que nos foram encaminhados foi surpreendentemente
alto e a tendência é essa”, afirmou.
Os prazos
para recurso no STJ ficam suspensos de sábado
(2/7) e voltam a correr no dia 1/8. No período de 4 a
29/7, o expediente para atendimento ao público no STJ
será das 13h às 18h, mas, internamente, as unidades
do Tribunal funcionarão em horário normal, conforme
determina a Portaria 315 do diretor-geral. O recesso forense é apenas
para os ministros.
ANS
Tecnologias
em Saúde
HTAi
2011 debate conceitos, métodos e aplicações
de tecnologias em saúde
Terminou
na última quarta-feira, 29/06/2011, no hotel
Intercontinental, no Rio de Janeiro, a oitava edição
do “Health Technology Assessment International Annual Meeting” (HTAi),
principal conferência internacional para a discussão
de bases conceituais, métodos e aplicações
da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS).
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) apoiou
e participou do evento.
Este ano
o debate girou em torno do desenvolvimento, uso e disseminação
da ATS como forma de promover o acesso a inovações
seguras e efetivas pelos sistemas de saúde de cada país,
garantindo a sustentabilidade.dos mesmos.
Devido às rápidas e inovadoras possibilidades
de aplicação da tecnologia nos mais diversos campos,
sua utilização na área da saúde ganha
relevância cada vez maior, podendo gerar procedimentos,
tratamentos e medicamentos menos invasivos e mais efetivos, além
de mais econômicos. Entretanto, ainda devido a essa rápida
proliferação de possibilidades, a avaliação
de suas efetividades, aplicabilidades, viabilidades econômicas,
entre outras questões, devem ser realizadas de modo muito
criterioso.
Contando
com a presença de profissionais de saúde,
acadêmicos e gestores públicos e privados, o HTAi
2011 apresentou debates, palestras e diversos trabalhos acadêmicos
em forma de apresentações orais. Três especialistas
em regulação da ANS apresentaram pôsteres
durante o evento: Aline Mesquita, sobre “Acurácia
da Tomografia Computadorizada de Múltiplos Detectores
Dual-Source no Diagnóstico da Doença Arterial Coronariana:
Revisão Sistemática”; e Flávia Helena
Cosmo Vieira da Silva e Jeane Regina Machado, sobre "Insulina
Glargina e Insulina Detemir no Controle da Diabetes Mellitus
Tipo 1".
Na manhã do dia 29, o diretor de Desenvolvimento Setorial
da ANS, Bruno Sobral, coordenou, ao lado de David Banta, da universidade
holandesa de Maastricht, a apresentação de diversos
trabalhos reunidos sob o título de HTAi in Health Services
(HTAi em Serviços de Saúde).
Na parte
da tarde do mesmo dia, já no “pós-encontro”,
a gerente-geral de Regulação Assistencial, Martha
Oliveira, participou da mesa “Search for Information and
scientific evidence on health economics: The Virtual Health Librery” (Busca
de informações e evidências científicas
na economia da saúde: A biblioteca virtual da saúde).
Martha Oliveira
ressaltou que, na avaliação de
uma nova tecnologia a ser incorporada ao Rol de Procedimentos
e Eventos editado pela ANS, estuda-se não só o “o
que” incorporar, mas também o “porquê” e
o “como”. Uma ampla discussão com a sociedade,
através de câmaras técnicas e consultas públicas
também é realizada, o que tem acarretado uma aceitação
bastante satisfatória por parte de todos os atores do
mercado de saúde em relação aos novos procedimentos.
Em 2012,
o HTAi será realizado
na cidade de Bilbao, Espanha.
ANS
ANS:
Grupo Técnico
do Rol de Procedimentos
A quinta
e última reunião do Grupo Técnico
do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde aconteceu no
dia 20/06/2011 e contou com a presença de integrantes
da Câmara de Saúde Suplementar e convidados, dentre
eles, representantes dos órgãos de defesa do consumidor,
entidades representativas das operadoras de planos de saúde,
associações e conselhos profissionais e representantes
de prestadores de serviços de saúde.
A abertura
foi feita pela Gerente-geral de Regulação
Assistencial, Martha Oliveira, que procedeu à análise
das contribuições recebidas na Consulta Pública
nº 40, sobre a atualização da cobertura mínima
obrigatória pelos planos de saúde, que foi realizada
no período de 15/04 a 21/05/2011. Foi destaque o grande
número de consumidores participantes da consulta: 69%
das contribuições. As operadoras participaram com
13% e os prestadores de serviços com 12% das contribuições.
A maior parte das contribuições recebidas refere-se à “Alteração
de Diretriz de Utilização”.
Também foram constatados muitos pedidos de inclusão
de procedimentos que já estavam no Rol, porém com
nomenclatura diferente da praticada no setor. Além disso,
foram feitas sugestões acerca dos artigos da Resolução
Normativa. O artigo 19, que se refere às despesas com
acompanhante, recebeu mais da metade dos pedidos de alteração.
A colaboração dos representantes presentes foi
de extrema importância para o andamento da reunião,
que foi pontuada com correções e ratificações à proposta
apresentada.
A próxima etapa é a consolidação
para aprovação da proposta de norma pela diretoria
colegiada da ANS. A expectativa é que a resolução
normativa seja publicada no diário oficial da união
em breve, com entrada em vigor em janeiro de 2012.
Veja
Saúde
na UTI
Por Reinaldo Azevedo
Para atender
80% da população, rede pública
só conta só com 56% dos aparelhos existentes no
país
Luiz Inácio Apedeuta da Silva já chamou o sistema
de saúde no Brasil de quase perfeito, lembram-se? Leiam
o que segue:
Por Fábio
Frabini, no Globo:
Um bolo pequeno
e dramaticamente repartido. É esse o
retrato da tecnologia no Sistema Único de Saúde
(SUS). Para atender 152 milhões de pessoas, o equivalente
a 80% da população, as unidades de saúde
pública contam com apenas 56% dos aparelhos para diagnóstico
e tratamento de doenças disponíveis no país.
O restante está exclusivamente a serviço de clientes
privados ou de planos de saúde, público que corresponde
a um terço da clientela do governo. O cálculo foi
feito pelo GLOBO, com base em dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
O país tem 704,8 mil equipamentos, classificados em seis
grandes grupos pelo IBGE (de diagnóstico por imagem; de
manutenção da vida; de terapia por radiação;
de funcionamento por métodos gráficos e óticos;
e “outros”). Desse total, 396,9 mil estão
alocados em serviços próprios ou credenciados pelo
poder público. É como se cada máquina tivesse
de ser dividida por 382 pacientes, mais que o dobro do verificado
na saúde privada (151). Do prosaico aparelho de pressão à ressonância
magnética, a desproporção é imensa.
Há no país 1.358 aparelhos de raios X para densitometria óssea,
por exemplo, só um quarto na rede pública (367).
São 3.019 tomógrafos no total, dos quais 1.145
no SUS. O mesmo vale para aparelhos de endoscopia digestiva (7.529,
contra 2.972), eletroestimulação (19.230, contra
7.644), laparoscopia (3.458, contra 1.402), eletroencefalograma
(3.123, contra 1.305) e muitos outros. Números que ajudam
a entender a longa espera por exames e tratamentos.
Não raro, a oferta de serviços não atende
ao previsto pelo próprio Ministério da Saúde
em normativos para orientar os gestores do SUS. Portaria de 2002
prevê, por exemplo, um tomógrafo para cada cem mil
habitantes, quando há, de fato, um para cada 166 mil brasileiros
(ou 132 mil se considerado apenas o público do SUS). Conforme
a norma, haveria um aparelho de raios X para densitometria óssea
para cada 140 mil pessoas. Na realidade, segundo os números
do IBGE, há um para cada 520 mil (ou 414 mil, levando-se
em conta a clientela do SUS).
Saúde
Business Web
A
informação que pode causar prejuízo
Por Gabriel Mesquita Rodrigues Filho
A saúde do paciente vai muito além do atendimento
médico. Cuidar para que a honras objetiva e subjetiva
não sejam afetadas também faz parte do atendimento
hospitalar
No mês passado foi noticiado que um grande hospital privado
teria se desfeito de documentação relativa a seus
pacientes sem antes destruí-la, fato este que poderia
provocar o conhecimento indevido, por parte de terceiros, de
dados e informações sobre as condições
de saúde desses pacientes, podendo ocasionar-lhes problemas
psicossociais.
Se comprovada,
a conduta fere, sem qualquer sombra de dúvida,
a ética médica e importa em grave falta para com
aqueles que contrataram os serviços do hospital em questão.
Efetivamente,
as instituições de saúde
têm o dever de guardar documentos relativos ao prontuário
do paciente pelo tempo previsto e antes de jogar fora quaisquer
papéis – mesmo decorrido o lapso de tempo necessário – deve
eliminar todos os que contenham dados dos pacientes, como diagnósticos,
procedimentos a que foram submetidos, dados pessoais e informações
clínicas antes de jogá-los no lixo.
Caso contrário, o prejuízo com ações
judiciais por danos à imagem das pessoas é praticamente
certo, se essas informações forem parar em lugar
errado.
Certas doenças, como as infectocontagiosas, as que são
vista com preconceito pela sociedade e todas aquelas que causam
algum tipo de constrangimento, já são motivo suficiente
para agravar o sofrimento do paciente e de seus familiares. Pelo
que, não devem ser levadas a conhecimento público
sem consentimento prévio.
O tratamento
contratado pelo paciente junto à instituição
de saúde vai muito além do atendimento clínico,
tendo em vista que é pressuposto da prestação
do serviço o respeito ao sigilo das informações
de saúde.
Descuido
e Negligência
O gestor
ao enviar documentos hospitalares para o lixo deve se certificar
de que
todas as informações foram
eliminadas, sob pena de tornar públicas determinadas situações
dos pacientes que podem importar em sério dano a estes,
caso levadas ao conhecimento público e esta conduta venha
a ser nexo causal de problemas psicossociais.
Crível dizer que, se a publicidade de informações
privativas dos pacientes vier dar causa a prejuízos porque
a instituição de saúde não guardou
o sigilo profissional que da relação se espera,
esta poderá ser responsabilizada e condenada a reparar
os danos que da publicação indevida advierem.
Esta conduta
hedionda e negligente, além de ferir a ética
médica, também pode ferir a honra subjetiva e objetiva
do paciente – e a dignidade humana é um dos princípios
basilares do Estado brasileiro que, se atingida, leva à reparação.
Portanto,
mandar para o lixo documentos com informações
de pacientes – mesmo as mais comuns – não é lícito
e tão pouco saudável.
Assim, sr.
Gestor, todo cuidado com as informações
dos pacientes é pouco, pois, doença nunca deve
ser revelada, mas sim tratada.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Um basta contra os abusos
Por
Roberto Luiz d’Avila,
presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM)
A decisão liminar da Justiça Federal que cancelou
o ato administrativo praticado pela Secretaria de Direito Econômico
(SDE), órgão do Ministério da Justiça,
contra os médicos e suas entidades representativas foi
um libelo em defesa da liberdade de expressão de todos
os trabalhadores brasileiros.
O argumento
que derrubou por terra a pretensão do órgão
do Governo foi simples e certeiro: as medidas impetradas foram
embaladas no abuso de poder causado pela extrapolação
de competência. O juiz Antonio Correa, da 9ª Vara
da Justiça Federal, agiu de forma isenta e equilibrada
ao encontrar na própria legislação que regulamenta
a SDE as pistas do excesso praticado.
A análise minuciosa da Lei nº 8.884/94, que define
as competências da Secretaria, revela que sua missão
se atém ao campo das atividades de mercado, diretamente
vinculadas às empresas.
Como bem
lembrou o magistrado, as expressões mercado
e empresa não se aplicam à prática da atividade
da Medicina. “Entendendo que o ato administrativo está viciado
pelo abuso de poder dada a ausência de competência
para interferir nas relações dos médicos
com seus pacientes ou com os Planos de Saúde”, afirma
o juiz federal.
Sabemos que
essa é apenas uma etapa – importante,
sem dúvida –, mas que não representa o fim
dessa cruzada para assegurar a devida valorização
do exercício da Medicina. Possivelmente, seremos alvo
de recursos e questionamentos legais, os quais serão superados
com argumentos técnicos e jurídicos que justificam
a posição dos médicos.
O movimento
da categoria espera das operadoras respostas que garantam a
qualidade da
assistência oferecida aos seus
46 milhões de usuários. Reduzir a luta dos médicos
ao reajuste de honorários atrelados aos praticados junto
aos usuários dos planos é ignorar os enormes prejuízos
que tais empresas causam à sociedade.
O cidadão que contrata um desses planos espera que lhe
seja proporcionado acesso a exames, procedimentos e uma equipe
de médicos em condições de atendê-lo
com segurança e tranquilidade em caso de necessidade.
Ao tratar
o médico com desrespeito e indiferença,
essa empresa não cumpre sua promessa de assistência.
A saída para o problema é respeitar os profissionais.
Ou isso ou acabarão sem médicos qualificados para
atender seus usuários.
Com a recusa
em atender as queixas dos médicos, que incluem
interferência em sua autonomia e a desvalorização
do seu ato, os planos reduzem as opções do profissional
e deixam aberta a porta do descredenciamento. Entrar por ela
passa a ser uma possibilidade real.
As entidades
médicas não querem isso, mas admitem
que a ausência de alternativas e o ato praticado pela SDE
insuflam uma insatisfação que vem da rotina dos
consultórios, ambulatórios e hospitais. E aqui,
sublinhamos: o que está em jogo é uma relação
contratual de trabalho, com profundas consequências para
toda a sociedade.
A Constituição Federal, em seu artigo 170, diz
que a ordem econômica, fundada na valorização
do trabalho e na livre iniciativa tem por fim assegurar a todos
existência digna e a justiça social.
O texto assegura
a todos o livre exercício de qualquer
atividade econômica, independentemente de autorização
de órgãos públicos, salvo casos previstos
em lei. Ora, os médicos não são empresas
e suas entidades não comandam um cartel.
Somos 347
mil cidadãos brasileiros que não pleiteiam
a eliminação da concorrência ou o aumento
abusivo dos lucros, como sugeriu a SDE. O que exigimos é respeito,
reconhecimento e a valorização de nosso papel,
sem os quais se coloca em risco a vida de milhões de brasileiros
que acreditaram nas promessas dos planos de saúde.
CONASS
Coleção “PARA ENTENDER A GESTÃO
DO SUS 2011”
O CONASS
lança a Coleção Para Entender
a Gestão do SUS 2011. Revisada e com conteúdos
atualizados que contemplam toda a mudança que ocorrida
no SUS até hoje, a Coleção 2011 incorpora
ainda, novos temas que foram prioridades do CONASS nos últimos
quatro anos, como, por exemplo, o impacto da violência
no SUS, as recentes decisões sobre a questão das
demandas judiciais, o processo de implementação
do Pacto pela Saúde e a organização das
Redes de Atenção à Saúde.
Disponível
no site do CONASS.
Domingo, 03.07.11
O Globo
Com
o coração
no ritmo certo: cardiologistas ensinam a prevenir ataque
Por
Antônio
Marinho
RIO - Na
semana em que corações de pessoas conhecidas,
o do ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza
e o do cineasta Gustavo Dahl, pararam de repente, sem dar chance
de socorro, cardiologistas chamam a atenção para
os riscos do infarto inesperado e ensinam como se proteger desse
tipo de ataque. Paulo Renato sentiu tontura depois de uma dança
em São Roque, no interior de São Paulo e desmaiou.
Dahl enfartou enquanto assistia a um filme em sua casa, em Trancoso,
na Bahia. O infarto fulminante pode acontecer mesmo em indivíduos
sem casos na família e aparentemente saudáveis,
mas bons hábitos reduzem o perigo.
Isso significa
evitar a hipertensão, diabetes, colesterol
alto, tabagismo, estresse, obesidade e sedentarismo, ensina Marcelo
Assad, coordenador do serviço de prevenção
cardiovascular do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no
Rio; explicando que infarto fulminante não é o
mesmo que morte súbita. Esta pode ter outras causas, como
arritmias (alterações no ritmo cardíaco)
ou aneurismas.
- De cada
dez que sofrem infarto, dois não têm
tempo de serem atendidos - comenta o cardiologista. - O que geralmente
determina isto é a arritmia maligna e não a extensão
do infarto. Daí a importância de acesso ao desfibrilador,
o aparelho que, por meio de choque, reverte a fibrilação,
ou seja, a contração involuntária do músculo
do coração. O equipamento deveria estar disponível
em todos os lugares de grande fluxo.
Faz sentido.
Quase a metade das pessoas que sofreram infarto nunca havia
apresentado
queixas de doenças do coração,
diz Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital
do Coração (HCor). Os mais jovens correm maior
risco de eventos graves por não terem o que os médicos
chamam de "circulação de artéria coronária
colateral", a rede de pequenas artérias saudáveis
que se ligam a uma artéria obstruída, suprindo
total ou parcialmente o fluxo de sangue oxigenado. E este ganho
só aparece com os passar do anos; um dos benefícios
de envelhecer.
- O infarto
fatal também ocorre em pessoas sem história
familiar; e pode ser causado por espasmo da artéria coronária
- diz Pavanello, do Instituto Dante Pazzanese.
O problema é que o ataque fulminante nem sempre é percebido
a tempo, como aconteceu com Paulo Renato e Dahl. A pressão
pode cair súbita e rapidamente, e a pessoa tem falta de
ar e desmaia antes mesmo de sentir alguma dor no peito.
- Se alguém desmaia subitamente e não se sabe
o motivo, deve-se buscar o socorro imediato. Se houver desfibrilador
disponível e pessoa treinada para usá-lo é preciso
agir logo - orienta Assad.
Fumo é o pior inimigo das artérias
Esta é a mesma recomendação de Fernando
Eugênio dos Santos Cruz Filho, professor do curso de pós-graduação
da UFRJ e chefe do serviço de arritmia do INC. Segundo
ele, de 40% a 50% podem ter arritmia fatal na primeira hora do
infarto, por falta de circulação numa área
do coração, decorrente de fibrilação
ventricular, quando o coração acelera, chegando
a mais de 300 batimentos por minuto. Se a arritmia não
for revertida em 5 a dez minutos, o indivíduo morre.
- A cada
minuto de parada cardíaca, se perdem 10% de
chances de sobrevivência - diz o médico. - Quem
tem história familiar de morte súbita de adulto
jovem, ou fuma, é hipertenso, diabético, obeso,
tem colesterol alto e vive estressado corre ainda maior risco
de infarto fulminante.
E se, apesar
dos cuidados, a pessoa sentir que está sofrendo
um infarto, o que ela pode fazer? De imediato, procurar socorro
médico. Enquanto não consegue, deve folgar a roupa
e cessar qualquer atividade, por menor que seja, recomenda Assad.
O correto é só tomar remédio com receita,
mas pode-se mastigar (a absorção é mais
rápida) uma aspirina (salvo se a pessoa for alérgica
ao ácido acetilsalicílico) para tentar dissolver
a obstrução da artéria. Usar comprimido
isordil só com orientação médica.
Ele dilata os vasos, e, se a pressão estiver baixa, ela
cai ainda mais, piorando a situação.
Uma outra
dica é inspirar e tossir forte e de forma prolongada
algumas vezes na hora do ataque. Isto não vai cessar o
infarto, mas pode ajudar a reduzir danos ao coração
em certos casos de infarto de coronária direita, na qual
há queda de pulsação. A inspiração
profunda melhora a oxigenação e a tosse contrai
o coração, forçando a circulação
do sangue.
Já na emergência os médicos tentam recanalizar
a artéria coronária por meio de injeção
de droga trombolítica (dissolve o coágulo) ou cateterismo.
- Quanto
mais rápido o socorro, melhor a chance - alerta
Assad. - Um exame importante é a análise das enzimas
cardíacas, que mostra se o músculo necrosou. Nas
primeiras 48h dá para saber o que será necessário
para recuperar o coração; apenas receitar medicamento,
implantar um stent (espécie de mola que mantém
o vaso aberto) ou cirurgia.
O melhor
mesmo é ter vida saudável. A pesquisa
AFIRMAR (Avaliação dos Fatores de Risco Associados
com Infarto Agudo do Miocárdio ), com 3.550 brasileiros,
em 104 hospitais de 51 cidades, apontou fatores para o infarto.
O fumo é o principal: acima de 5 cigarros/dia eleva em
4,9 vezes a chance de ataque; diabetes, em 2,8 vezes; relação
cintura-quadril maior que 0,94, em 2,5 vezes; história
familiar de doença coronariana, em 2,3 vezes; LDL-colesterol
(ruim) acima de 100 mg/dl, em 2,1 vezes; pressão alta,
em 2,09 vezes. Então é melhor se cuidar.

Sábado,
02.07.11
O
Estado de São
Paulo
Ministério exige controle em unidades de saúde
Por Marcelo Portela
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem
que a pasta está reforçando medidas de controle
para evitar fraudes como as ocorridas nos plantões do
Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Nesta semana, o Ministério
Público de São Paulo recebeu denúncias de
que médicos continuam recebendo por plantões que
não fazem.
Após cerimônia de inauguração do
milésimo leito do Sistema Único de Saúde
(SUS) na Santa Casa de Belo Horizonte, Padilha disse que o Ministério
da Saúde agora exige que todas as prefeituras e governos
estaduais façam o controle da atividade dos profissionais
de cada uma das unidades de saúde.
"Cada gestor estadual ou municipal tem de dizer, no momento
em que registra um estabelecimento de saúde, quantos vínculos
tem o profissional e quais são as horas de trabalho. Exatamente
para que o gestor municipal, estadual e a população
possam impedir uma situação como essa", disse
o ministro, referindo-se às fraudes em Sorocaba.
Ele ressaltou,
porém, que, com exceção
de hospitais no Rio de Janeiro, o ministério não
gerencia diretamente unidades médicas no País.
Por isso, afirmou, cabe às administrações
locais, além da própria comunidade, fazer o controle
da atividade dos profissionais.
"O Ministério da Saúde não executa
os serviços diretamente, mas faremos o que for possível
para ajudar o governo de São Paulo a coibir essa situação.
Com esse cadastramos, esperamos ajudar a imprensa, a população,
os conselhos e os secretários municipais e estaduais a
coibir esse tipo de problema", declarou.
Baixa no
governo. As investigações sobre o esquema
no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, reveladas no mês passado,
levaram à prisão temporária de 12 pessoas,
que já foram soltas. Também resultaram nas demissões
do então secretário estadual de Esportes, Lazer
e Juventude, Jorge Pagura, e do então coordenador de Serviços
da Saúde de São Paulo, Ricardo Tardelli.
Folha
de São
Paulo
Santa
Casa de Ribeirão deixará de
atender pacientes do SUS
A medida
vale só para consultas e procedimentos não
urgentes
Médicos da Santa Casa, em Ribeirão Preto, deixarão
de atender pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por
tempo indeterminado a partir do dia 29 deste mês.
A decisão, no entanto, refere-se somente a consultas
e procedimentos que não são urgentes e foi tomada
em assembleia dos profissionais na última quarta-feira.
O objetivo,
de acordo com o angiologista Luiz Cláudio
Fontes Mega, é pressionar a prefeitura a repassar R$ 380
mil referentes a atendimentos feitos em maio, que não
foram pagos aos médicos.
Eles também querem receber os honorários de plantões
feitos à distância que, para Mega, deveriam ser
de um terço frente ao valor do plantão presencial,
e o cadastramento do serviço de cirurgia vascular de alta
complexidade no SUS.
Os médicos do hospital alegam que tentam, há duas
semanas, uma reunião com a prefeita Dárcy Vera
(DEM) para discutir esses pontos, mas não são atendidos.
Em nota,
a prefeitura informou que o pagamento da Santa casa "obedece
a ordem cronológica definida por lei", mas não
detalhou.
O texto também ressalta que a Santa Casa deve à prefeitura
R$ 7 milhões em serviços referentes ao recolhimento
de lixo hospitalar e que propôs ao hospital que o valor
servisse de crédito para pagamentos futuros.
Já no HC (Hospital das Clínicas), cerca de 8%
das consultas de anteontem tiveram que ser remarcadas, segundo
a administração do hospital.
Os médicos-assistentes do HC entram hoje no quarto dia
de paralisação. Eles reivindicam a equiparação
salarial com os profissionais da Mater e do HE (Hospital Estadual).
Goiás
Agora
Seminário sobre terceirização
no SUS
Um seminário, no próximo dia 8, vai abordar o
tema: Erros Evitáveis na Terceirização no
Sistema Único de Saúde - SUS. A presidente da Comissão
Interna de Contratos de Gestão e chefe de gabinete da
Secretaria da Saúde - SES-GO , Lorena Dayrell, irá participar
do encontro, que será realizado no Rio de Janeiro.
O seminário será realizado pelo SaberSUS e pretende
aprofundar o estudo do tema, por meio de suas importantes decisões
e estudos recentes; convênios e parcerias com a iniciativa
privada (sem fins lucrativos) ou entidades filantrópicas;
experiências mal sucedidas e prestação de
contas.
Entre os
assuntos abordados estão: Aspectos Constitucionais
da Terceirização na Área da Saúde;
Formas de Terceirização; Acompanhamento e Avaliação;
Crime e Improbidades Administrativas na Terceirização
dos Serviços de Saúde. Também haverá discussão,
por meio de grupos de trabalho, de casos já ocorridos
de erros corriqueiros praticados pelos gestores.
AGENDA
-
VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica
Quando: 6 a 8 de Julho
Onde: Anvisa.
SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília
- DF
Mais informações sobre a Conferência
podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf
-
2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
- XXVII Congresso Conasems
O XXVII Congresso
Conasems tem como objetivo promover a discussão
e troca de experiências entre os participantes, discutir
as políticas de saúde adotadas pelas esferas federal,
estaduais e municipais e o respectivo impacto nos municípios,
além de troca de experiências, promovendo o aperfeiçoamento
da gestão do SUS e os serviços prestados à população
brasileira.
O congresso
acontecerá entre os dias 09 a 12 de julho,
em Brasília, para debater a "Saúde no Centro
da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação
e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS".
A abertura
oficial do evento será dia 09, às 10
horas da manhã, no auditório master do Centro de
Convenções Ulysses Guimarães. A solenidade
de abertura vai contar com a presença do ministro da Saúde
e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Alexandre
Padilha, do representante da Organização Pan-Americana
no Brasil, Diego Victória, do Governador do Estado do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário Estadual
de Saúde do Distrito Federal, Rafael Aguiar, Presidente
do CONASS, Beatriz Figueiredo Dobashi, Presidente da Câmara
Federal e Senado, e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos,
João Carlos Coser. Além da diretoria executiva,
presidentes dos Cosems e o Conselho Honorário do Conasems.
No dia 09
de julho, das 09 às 12 horas, vai acontecer
também a Assembléia Geral Ordinária do Conasems,
com a eleição da Diretoria para biênio 2011/2013
-
Seminário: Implicações
das Normas da ANS
AssPreviSite
15 de julho de 2011
Auditório “Maria
Natividade Galhardo Toro”
Rua Santa
Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São
Paulo - SP
ESCOPO
Entenda as
novas nornas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração
de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS,
nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando
a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde,
com sérias repercussões para os contratos em curso,
mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656,
de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares
e coletivas.
É de suma importância que as operadoras de planos
de saúde, consumidores e prestadores de serviços
conheçam as novas regras e suas implicações,
evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção
de contratos, incidência de multas, direção
técnica, alienação compulsória de
carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.
O presente
seminário examinará, com detalhes,
sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções
Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação
da portabilidade), 254 (adaptação e migração
de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários).
Durante o seminário os participantes poderão debater
os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.
PÚBLICO
ALVO
Dirigentes,
gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
PALESTRANTE
José Luiz
Toro da Silva
INFORMAÇÕES
GERAIS
- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento
de inscrições. Se necessário, poderá haver
substituição por outro participante.
- Informamos
que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação
- não deixe para a última hora)
- Mais informações através
do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.
- Reservamo-nos
o direito de remarcar o curso, caso não
atingirmos o número mínimo de participantes.
IBDSS - INSTITUTO
BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR
Rua Santa
Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São
Paulo – SP
Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
do Conselho Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm