04-11-11

 

Leia nesta edição:

- Ministério amplia Saúde da Família em 17 estados

- Veja como avaliar o seu plano de saúde

- Transplantes aumentam o risco de câncer

- Mamógrafos terão de passar por controle de qualidade no Brasil

- Fumo passivo duplica risco de perda auditiva em adolescentes

- Venda de remédio cresce mais no País que no exterior

- Contra fraudes, Sorocaba deverá publicar horários de plantões

- Saúde realiza nova mobilização contra a dengue no Rio

- Brasil começa a produzir remédio contra mal de Parkinson no país

- ANS avaliará operadoras de planos de saúde

- Radioterapia chega tarde para 84% dos pacientes SUS

- Ministro anuncia implantação de 2.000 academias da saúde

- Saúde da PB quer evitar que cidades devolvam ambulâncias do Samu

- Profissionais de saúde podem ser obrigados a informar riscos por escrito

- Hospital no interior de SP faz implante de íris artificial

Sexta-feira, 04.11.11

PORTAL DA SAÚDE

Ministério amplia Saúde da Família em 17 estados

Foram credenciados 686 Agentes Comunitários de Saúde, 92 Equipes de Saúde da Família e 65 Equipes de Saúde Bucal em 115 municípios

Com o objetivo de ampliar o acesso da população à atenção básica, o Ministério da Saúde credenciou mais 686 Agentes Comunitários de Saúde, 92 Equipes de Saúde da Família e 65 Equipes de Saúde Bucal em 17 estados. Ao todo, 115 municípios serão beneficiados com os recursos para custear as equipes. Os estados contemplados são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

O credenciamento destas equipes foi publicado no Diário Oficial da União da última sexta-feira (28). Os valores repassados aos municípios integram o chamado Piso da Atenção Básica Variável, que prevê um incentivo que varia de R$ 80,4 mil a R$ 120,6 mil por Equipe de Saúde da Família, R$ 9 mil por Agente Comunitário de Saúde e R$ 25,2 mil a R$ 33,6 mil por Equipe de Saúde Bucal, ao ano. Esses recursos podem ser superiores, caso os gestores participem do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB).

ATENÇÃO BÁSICA

A Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de atenção à saúde da população a partir da atenção primária. As equipes são multidisciplinares, formadas médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos ou auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde que, junto as comunidade, desenvolvem ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico e tratamento, recuperação, reabilitação de doenças.

Atualmente existem 32.081 Equipes de Saúde da Família implantadas em 5.288 municípios, o que representa um percentual de 95%. A execução da ESF é compartilhada pelo governo federal, estados, Distrito Federal e municípios. Ao governo federal cabe estabelecer as diretrizes nacionais da política e garantir as fontes de recursos financeiros para o componente federal do seu financiamento.

PORTAL G1

Veja como avaliar o seu plano de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou na quinta-feira (3) um instrumento para avaliar o desempenho dos prestadores de serviços de saúde suplementar, denominado Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar (Qualiss).

O programa vai permitir a avaliação de qualidade segundo os padrões internacionais. Inicialmente, a medida estará focada nos hospitais, mas o objetivo é estendê-la a outros prestadores de serviços no setor.

De acordo com a ANS, tais indicadores de qualidade vão proporcionar aos estabelecimentos de saúde parâmetros claros de gestão, além de fornecer ao poder público e aos consumidores, em geral, elementos de apoio à tomada de decisão, com foco na qualidade do atendimento.

Acompanhamento é feito desde 2004

Na semana passada, a ANS divulgou resultados do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar 2010. Desde 2004, a ANS faz esse acompanhamento.

Eles criaram um indicador, o IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar), que varia de zero a um. Quanto mais perto de um, melhor é o plano. O índice foi dividido em cinco faixas (ou estrelas): de zero a 0,2; de 0,2 a 0,4; de 0,4 a 0,6; de 0,6 a 0,8; de 0,8 a um. No Brasil, 41,9% dos usuários de planos de saúde e odontológicos estão nas faixas de zero a 0,6%.

Serviço:

Para saber qual a nota de avaliação da operadora, os usuários poderão entrar no site da ANS, digitar o nome da operadora e conhecer a nota dela.

PORTAL UOL

Transplantes aumentam o risco de câncer

Pessoas que passam por transplante de órgãos têm maiores chances de sofrer de câncer, afirmam pesquisadores do National Cancer Institute, nos Estados Unidos. Segundo o Dr. Eric A. Engels, transplantados de rim, fígado, coração e pulmão têm o dobro de chances de desenvolver tumores quando comparados à população em geral.

A pesquisa analisou dados de 175.732 transplantes (39,7% do total dos EUA em 1987 e 2008). Sessenta por cento dos beneficiários eram do sexo masculino e a média de idade na época do transplante foi de 47.

Os transplantes foram de rins (58%), fígado (21,6%), coração (10%) e pulmão (4%). Os resultados da análise mostraram que das pessoas que se submeteram a essas cirurgias 10.656 foram diagnosticadas com câncer após o procedimento.

O estudo apontou para uma duplicação global de risco de câncer em comparação com a população em geral. Risco foi aumentado para 32 diferentes neoplasias malignas, alguns relacionados com infecções conhecidas como câncer anal, e outras não relacionadas à infecção, tais como cancros da tiróide, melanoma e na boca. Os tumores malignos mais comuns com risco elevado foram linfoma não-Hodgkin (1.504 casos), pulmão (1.344 casos), fígado (930 casos) e rim (752 casos).

O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association.

PORTAL UOL

Mamógrafos terão de passar por controle de qualidade no Brasil

Mamógrafos do País terão de passar por controle de qualidade. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que uma regulamentação sobre assunto deverá ser colocada em consulta pública na próxima sexta-feira. "Atualmente, esse controle não é feito", disse. O texto com as novas regras foi preparado por um comitê de especialistas e por representantes dos conselhos de secretários Estaduais e municipais de Saúde. As novas regras integram um pacote de medidas que o governo estuda para melhorar o acesso a serviços de diagnóstico.

Auditoria feita este ano revelou que 15% dos mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) estavam sem uso. Dos equipamentos em funcionamento, 44% estavam concentrados no Sudeste. Dos 1.514 aparelhos existentes, 419 estavam quebrados, atuando com baixa produtividade ou com defeitos.

O diagnóstico precoce do câncer de mama é considerado essencial para o sucesso do tratamento. A recomendação é de que mulheres a partir dos 50 anos realizem o exame a cada dois anos. O câncer de mama é o segundo em incidência entre mulheres. As taxas de mortalidade são elevadas: 40% - um porcentual atribuído, principalmente ao diagnóstico tardio da doença no País. "Temos muito o que melhorar", assegurou Padilha.

Para facilitar o acesso das mulheres a exames, o governo está orientando Estados a melhorar os serviços de manutenção dos aparelhos. "Esse trabalho tem de ser permanente", disse o ministro. O governo quer ainda incentivar cursos de capacitação de técnicos - que, segundo o ministro, são parte importante na qualidade do resultado do exame. "Quando a paciente não é posicionada de forma adequada, a nitidez do exame é prejudicada".

PORTAL R7

Fumo passivo duplica risco de perda auditiva em adolescentes

Criança que convive com fumantes é mais propensa a ter problemas de aprendizagem

Além de fazer mal a quem fuma, o cigarro prejudica indiretamente a saúde de quem convive com o fumante.

E no perfil das vítimas passivas se encontram crianças e adolescentes.

Segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos e publicada na revista científica Archives of Otolaryngol - Head & Neck Surgery, o tabagismo passivo quase duplica o risco de um adolescente sofrer perda auditiva.

Os autores do estudo acompanharam mais de 1.500 adolescentes de 12 a 19 anos. Quanto mais esses jovens são expostos ao fumo passivo, maior o perigo, pois foi descoberto que o fumo aumenta o risco de infecções no ouvido médio e dificulta o fornecimento de sangue ao órgão auditivo.

Cerca de 40% dos 800 adolescentes analisados na pesquisa e que foram expostos a fumaça do cigarro apresentavam problemas de audição, em comparação com cerca de 25% dos 750 adolescentes que não conviviam com fumantes.

Crianças que convivem com fumantes também são mais propensas a apresentarem problemas de aprendizagem e comportamento.

De acordo com o estudo, publicado pela revista Pediatrics, de um total de 55 mil crianças americanas menores de 12 anos, 6% viviam com um fumante e corriam mais risco de sofrer de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

ESTADÃO.COM.BR

Venda de remédio cresce mais no País que no exterior

Os progressos na renda dos brasileiros e a decisão do governo de manter os gastos com a saúde fazem a festa das empresas farmacêuticas. Em entrevista ao Estado, o CEO da farmacêutica AstraZeneca e presidente da Federação Internacional da Indústria Farmacêutica, David Brennan, aponta que a taxa de crescimento das vendas de remédios no Brasil é hoje seis vezes superior ao desempenho dos mercados dos países ricos.

"No Brasil, estamos vendo uma expansão do mercado de remédios da ordem de 13% por ano. Nos países ricos, ela não chega a 2%", disse o executivo. Segundo ele, só as vendas na China batem as do Brasil.

Brennan tem duas explicações para o fenômeno. A primeira delas é a maior renda do brasileiro. "Conforme a população vai saindo da pobreza e acumulando um salário melhor, a primeira coisa que as famílias buscam é melhor saúde e melhor educação", explicou. Nesse cenário, ganha a venda de remédios no balcão.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% dos gastos no Brasil com remédios ainda vêm do bolso de cada cidadão.

Outra realidade é a manutenção dos gastos do governo com a saúde. Sem o problema da dívida, o governo brasileiro e os dos demais países emergentes continuam a gastar com saúde, o que também representa um amplo mercado para as farmacêuticas.

Se Brennan aponta para a expansão do mercado brasileiro, ele alerta que a disputa por patentes no Brasil o obrigou a cancelar investimentos para a instalação de uma fábrica no País.

Investimentos. Outros não sofrem com esse problema e investem no Brasil. Há poucas semanas, a Novartis revelou planos de gastar US$ 300 milhões para abrir uma fábrica que produzirá vacinas no Brasil e deverá criar cerca de cem postos de trabalho, no maior projeto de investimento da companhia até hoje no País.

Será o primeiro local de biotecnologia em escala industrial a ser construído no País pela empresa. A Novartis insiste que sua iniciativa que ficará pronta em 2014 ajudará o Brasil a reduzir sua dependência do fornecimento externo.

Mas dados de vendas mostram que levar a produção para locais próximos do consumo tem sido tendência entre várias empresas do setor. Na Roche, as vendas no Brasil e nos países dos Brics também vêm compensando a estagnação nos países ricos. Nos 11 primeiros meses do ano, a Roche registrou uma alta de vendas em dólares de apenas 6%.

Nos Estados Unidos, a expansão nesse período foi de apenas 1% e de 4% na Europa. No Japão, a empresa que produz o Tamiflu registrou uma contração de 2%. Nos países emergentes, a situação foi bem diferente. As vendas no Brasil aumentaram 16% e, na China, 28%.

A francesa Sanofi também destaca a expansão do mercado brasileiro. Os lucros líquidos da empresa no terceiro trimestre do ano registraram queda de 3%. Mas, nos países do Brics, a expansão foi de 20,2%. A divisão de diabete da empresa também tirou proveito dos países emergentes e dos novos problemas enfrentados por essas sociedades.

ESTADÃO.COM.BR

Contra fraudes, Sorocaba deverá publicar horários de plantões

As unidades de saúde que prestam serviços clínicos e ambulatoriais à rede municipal de Sorocaba terão de divulgar na internet os horários de plantões de médicos, dentistas e chefes de enfermagem. Projeto de lei aprovado ontem na Câmara exige que as informações incluam o nome e a especialidade do profissional, além do horário que ele deve cumprir. A obrigatoriedade abrange unidades hospitalares e de pronto-atendimento municipais, laboratórios, clínicas e hospitais particulares que atendem por convênio.

Para o autor da proposta, vereador Francisco Yabiku (PSDB), a lei tem como alvo eventuais fatos que podem resultar em irregularidades, como a troca de plantões, o não cumprimento de horários e a ausências de médicos do serviço público. A lei precisa ser sancionada pelo prefeito Vitor Lippi (PSDB).

Quinta-feira, 03.11.11

PORTAL TERRA

Saúde realiza nova mobilização contra a dengue no Rio

A prefeitura do Rio de Janeiro realiza na sexta-feira a 6ª Mobilização Contra a Dengue na cidade, com caminhada partindo das unidades de saúde do município, às 8h. Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil vão participar da ação para orientar a população sobre a identificação de possíveis focos do mosquito transmissor da doença.

A atividade faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável e acontecerá simultaneamente nas escolas municipais. Com o acompanhamento dos agentes de vigilância em saúde, os alunos irão procurar e destruir os focos do Aedes aegypti.

A última edição, realizada em outubro, contou com a participação de mais de 60 mil pessoas, entre voluntários e profissionais de saúde. A meta da prefeitura do Rio é chegar a 100 mil participantes até dezembro.

AGÊNCIA BRASIL

Brasil começa a produzir remédio contra mal de Parkinson no país

O Brasil estará produzindo, dentro de cinco anos, toda a quantidade do medicamento pramipexol necessária para o tratamento do mal de Parkinson no país. A produção nacional do remédio, apontado como a primeira escolha no tratamento da doença, será feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Acordo assinado hoje (3), no Rio de Janeiro, deu início à transferência da tecnologia para a produção do remédio que será repassada pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim a técnicos do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos).

O Farmanguinhos é a unidade técnico-científica da Fiocruz considerada o maior laboratório farmacêutico oficial vinculado ao Ministério da Saúde. A partir de 2015, a Fiocruz passa a responder por 50% do pramipexol produzido e consumido no país. “[O pramipexol] é, hoje, o principal tratamento [para o mal de Parkison] e, para nós, do ponto de vista da produção, tem ainda uma atração tecnológica: com nosso aprendizado, essa tecnologia vai permitir que Farmanguinhos incorpore outros medicamentos relacionados aos males do sistema nervoso central no futuro”, explicou o diretor do Instituto Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva

Em 2017, toda a produção do medicamento consumido pelos brasileiros será nacional. A nacionalização da tecnologia do medicamento significa economia e maior controle sobre a demanda. Anualmente, são gastos cerca de R$ 40 milhões na aquisição desse remédio no mercado internacional para a distribuição em toda a rede pública de saúde brasileira.

“Tem o lado da soberania do país, enquanto fornecedor de um medicamento importante. E também possibilita a ampliação de acesso porque você reduz custo. A parceria permitirá uma redução de aproximadamente 5% do valor dispendido hoje pelo Ministério da Saúde, que poderá ampliar o acesso”, acrescentou Silva.

O pramipexol é um dos medicamentos mais usados no tratamento do mal de Parkinson, doença que afeta quase 200 mil brasileiros com mais de 60 anos, segundo estimativas da Associação Brasil Parkinson. O medicamento age como a dopamina (neurotransmissor cuja produção decai no doente de Parkinson pela morte dos neurônios que o produzem) e vem apresentando bons resultados, segundo especialistas, tanto na fase avançada, associado a outras substâncias, quanto na fase inicial do tratamento, protegendo o cérebro contra algumas complicações tardias do tratamento com levodopa ou retardando o aparecimento dessas complicações.

O mal de Parkison é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que atinge, principalmente, a população idosa, provocando tremor, rigidez muscular, diminuição da velocidade dos movimentos e afetando o equilíbrio físico do doente. A doença também pode provocar problemas de sono, depressão e dificuldades da fala.

PORTAL IG

ANS avaliará operadoras de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quinta-feira a criação do Qualiss, programa que avaliará o desempenho assistencial dos prestadores de serviço na saúde suplementar.

O programa terá indicadores que diferenciarão as organizações avaliadas, com o uso de referências mundiais. Serão analisados quesitos como efetividade, eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente e segurança. De acordo com a ANS, inicialmente o Qualiss focará na avaliação de hospitais, podendo ser estendido a outros prestadores de serviços de saúde.

A resolução que deu origem ao programa ficou em consulta pública durante 30 dias e recebeu cerca de 145 contribuições.

"O objetivo do programa é oferecer ao consumidor maior capacidade de escolha de seu plano de saúde, já que poderá avaliar a qualidade da rede associada a cada produto disponível no mercado, mudando o foco do preço para a qualidade do serviço prestado", disse o diretor de desenvolvimento setorial da ANS, Bruno Sobral, por meio de nota distribuída pela agência.

O Qualiss ainda terá um comitê gestor que analisará o programa e proporá medidas de aperfeiçoamento. O grupo será composto por representantes de operadoras de planos de saúde, hospitais, clínicas, laboratórios, médicos e consumidores.

JORNAL DA TARDE

Radioterapia chega tarde para 84% dos pacientes SUS

Apenas 15,9% dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com indicação para radioterapia conseguem iniciar o tratamento no prazo que o próprio Ministério da Saúde considera adequado, de até 30 dias após o diagnóstico. A média de espera é de quase quatro meses, ou 113,4 dias. E há casos, como o do corretor de imóveis Paulo Prado, de 65 anos, em que o tempo é bem maior: foram nove meses entre a descoberta da doença e o início do tratamento. Ele tem câncer de laringe, assim como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Os dados são de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) feito a partir de uma auditoria sobre a Política Nacional de Atenção Oncológica, divulgado nesta semana. O documento indica ainda que, enquanto alguns enfrentam demora para começar a se tratar, há uma parcela que nem sequer consegue acesso à radioterapia: só no Estado de São Paulo, no ano passado, 7.464 pacientes ficaram desassistidos, cerca de 19% do total. Isso significa que um a cada cinco paulistas que precisavam do procedimento não foi atendido.

“Não existe centro de radioterapia do SUS que não tenha fila”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT) Carlos Manoel Mendonça de Araújo, médico do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para ele, a radioterapia é o gargalo do tratamento de câncer no Brasil. O procedimento pode ser usado como estratégia contra quase todos os tipos de tumor. E, segundo a SBRT, 60% dos pacientes com câncer precisarão da técnica.

Araújo teme que a situação da radioterapia se agrave ainda mais porque há a previsão de descredenciamento no País de 18 centros que aplicam a técnica, conforme indica a Portaria nº 62, de março de 2009. “O governo entende que o paciente de radioterapia deve ser tratado em serviços dentro de hospitais, para que haja recursos caso precise de outros atendimentos. Concordamos. Mas, se esses centros forem desabilitados, outros 20 mil pacientes deixarão de ter a radioterapia.”

O relatório do TCU indica que 15 serviços isolados de radioterapia do País têm prazo para funcionar somente até o próximo mês, com a possibilidade de extinção do serviço. Procurado pelo JT, o Ministério da Saúde afirmou que os dados do TCU serão analisados pela equipe técnica da pasta.

Esperar até quatro meses pelo procedimento pode fazer com que o paciente se torne crônico, “recebendo quimioterapia e não radioterapia, onerando o governo e sem ter chance de cura”, diz Araújo. “Muitos dos pacientes que poderiam ter recebido a rádio logo no começo não receberam. Com isso, acabam tendo de receber a químio por muito tempo”, completa. Na pior das hipóteses, o paciente acaba não resistindo até a data marcada.

O rádio-oncologista do Hospital A.C.Camargo, Ricardo César Fogaroli, destaca que os tipos de câncer que mais necessitam da radioterapia são também alguns dos mais comuns no País, como tumores de mama, próstata e pulmão. Também estão na lista tumores de colo uterino e neoplasias de cabeça e pescoço.

Além do abalo emocional provocado pelo diagnóstico do câncer, o paciente que recebe a notícia de que só poderá se tratar dali a quatro meses vê a situação como uma sentença de morte. A observação é da psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia. “O paciente tem a informação de que quanto mais rápido se tratar, melhor será. Esperar esse tempo é péssimo emocionalmente. Há piora da qualidade de vida, risco de deprimir e não aderir ao tratamento.”

Segundo Luciana, o relatório do TCU reflete tudo o que é vivenciado pelos pacientes. “Tudo aquilo que vemos na prática e que discutimos está lá”, garante.

Ministério pede três meses para analisar relatório

Questionado sobre o possível descredenciamento de centros especializados em radioterapia no País, o que agravaria ainda mais a situação do tratamento oncológico, como indica o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde respondeu ao Jornal da Tarde que a equipe técnica do órgão vai analisar o caso em um prazo de até 90 dias.

De acordo com o Ministério, serão criados, até 2014, mais 32 centros de radioterapia, especialmente no interior do Brasil. “A medida integra a Rede Câncer, uma das apostas do Ministério da Saúde para integrar e agilizar o atendimento aos usuários do SUS”, afirmou o órgão, por meio de nota.

Mas, de acordo com os dados do documento do TCU, hoje, para suprir as necessidades dos pacientes brasileiros, seriam necessárias mais 135 unidades habilitadas para o procedimento de radioterapia, além das 264 que já existiam em 2010. E, mesmo se contabilizados os serviços privados não credenciados pelo SUS, aponta o relatório, ainda existiria um déficit de 57 serviços desse tipo no País. A pasta respondeu que, atualmente, “o SUS dispõe de 276 centros que realizam o atendimento especializado em oncologia.”

O Ministério da Saúde também informou que, nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência oncológica no País passaram de R$ 470,5 milhões (em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010). A incidência da doença no País, contudo, também cresceu consideravelmente na última década. Ainda de acordo com o órgão, entre 2010 e 2011, houve o aumento de valor para 66 procedimentos de radioterapia e de quimioterapia – entre os 155 existentes.

Depoimento

Em novembro de 2010, o corretor de imóveis Paulo Monteiro Prado, de 65 anos, começou a sentir os primeiros sintomas do que mais tarde seria diagnosticado como câncer na laringe. Mas só começou a se tratar com radioterapia nove meses depois de saber da doença.

Levado ao hospital por uma rouquidão persistente, fez exames na rede particular, entre endoscopias e biópsia, até chegar ao diagnóstico. Morador de Mogi das Cruzes, ele foi encaminhado para um hospital público da cidade, onde deveria ter iniciado o tratamento com radioterapia. Foi então, conta, que recebeu a notícia de que o hospital tinha o equipamento, mas não um médico especializado para aplicar a técnica. Prado voltou a seu médico particular, que o encaminhou ao Hospital A.C.Camargo, na capital.

Depois de novos exames, iniciou seu tratamento com quimioterapia e radioterapia em agosto. “O tratamento lá na minha cidade não existe. Se tivesse de ser atendido lá, estaria morrendo”, diz, lamentando o fato de ter perdido vários meses de tratamento. Ele conta que, desde que foi diagnosticado, passou por um grande estresse em busca do tratamento.

“Precisa ter muita cabeça para suportar. Quando comecei a ser tratado, já estava muito estressado porque não consegui começar antes. A gente acaba brigando com todo mundo”, diz. Ele deve terminar o tratamento em dezembro. Até lá, precisa se deslocar algumas vezes por semana de Mogi para São Paulo. Mas, agora, está se tranquilizando. “Estou muito contente.”

PORTAL DA SAÚDE

Ministro anuncia implantação de 2.000 academias da saúde

Lançada em abril, a estratégia estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão instalados em 1.828 municípios. O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre.

“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação inadequada e obesidade.

Os polos do Programa Academia da Saúde são espaços públicos construídos para a prática de atividade física. As atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica. Lançada no último mês de abril, a estratégia Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória. Os secretários de saúde destes municípios receberam, durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

SEDENTARISMO E OBESIDADE

De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana. Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relaçao a escolaridade, 12% da populaçao com menos escolaridade é ativa e 20% da populaçao com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importancia de investir em espaços que promovam atividade física para ampliar o acesso da populaçcoa de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.

Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.

SAÚDE BRASIL

Durante a Expoepi, como ocorre em todos os anos, são lançadas publicações relacionados ao segmento. Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde Brasil – uma análise geral da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde.

A EXPOSIÇÃO

A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista a participação de 2,5 mil profissionais de saúde da rede pública.

A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.

PORTAL G1

Saúde da PB quer evitar que cidades devolvam ambulâncias do Samu

Secretaria vai discutir pendências do Samu com representantes de cidades. Encontro acontece nesta sexta-feira (4) em João Pessoa.

A Secretaria de Saúde da Paraíba realiza na sexta-feira (4) uma reunião com os representantes das cidades que possuem central de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e com o Ministério da Saúde. O objetivo é discutir as pendências dos municípios paraibanos para a instalação de bases do Samu no estado. O encontro acontece às 13h no auditório do Hemocentro, em João Pessoa.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Urgência e Emergência da secretaria, Walber Frasão Júnior, com essa reunião o Governo do Estado quer encontrar solução para que os municípios resolvam as pendências junto ao Ministério da Saúde. As autoridades também querem encontrar uma alternativa para evitar a transferência para outros estados de 76 ambulâncias que estão sem funcionar na Paraíba.

Vão participar da audiência representantes das cidades de João Pessoa, Campina Grande, Monteiro, Piancó, Sousa e Cajazeiras. Também são esperados o assessor do Ministro da Saúde, Mozart Sales, e ainda integrantes do Ministério Público do Estado e da diretoria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

Walber Frasão Júnior explicou que foram constatadas pendências durante visitas técnicas feitas pela secretaria. Entre elas estariam a falta de seguro contra acidentes, falta de contrato de manutenção para ambulâncias e veículos sem licenciamento. Após diagnosticados os problemas, um relatório foi elaborado e enviado ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público do Estado.

Audiência no Ministério Público

Na quinta-feira (27), o Ministério Público também realizou uma audiência para discutir a gestão do Samu no estado. Na ocasião ficou decidido que os prefeitos teriam que tomar providências para colocar em funcionamento ambulâncias que estavam paradas. O secretário de Saúde, Waldson de Souza, também informou que o Ministério da Saúde deu um prazo até dezembro para que eles fizessem isso, caso contrário as cidades podem perder os veículos.

No dia 25 de setembro, uma reportagem do Fantástico percorreu sete estados mostrando a situação precária do Samu. Na Paraíba, um dos estados que mais receberam ambulâncias no ano passado, foi constatado que dos 160 novos carros 90 ainda estavam parados na época.

AGÊNCIA CÂMARA

Profissionais de saúde podem ser obrigados a informar riscos por escrito

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1475/11, da deputada Lauriete (PSC-ES), que obriga os profissionais de saúde a detalhar ao paciente, ou a seu responsável legal, os riscos dos procedimentos cirúrgicos ou anestésicos que serão executados.

Pela proposta, os profissionais de saúde deverão apresentar um termo de esclarecimento prévio, que será assinado pelos pacientes. O documento deverá conter os itens seguintes:

- riscos envolvidos no procedimento que será executado;

- resultados esperados;

- identificação dos cirurgiões e anestesistas que realizarão o procedimento, incluindo seus registros nos conselhos profissionais.

Linguagem acessível

O termo deverá ser escrito em linguagem acessível àqueles que não trabalham na área da saúde. Caso o paciente se recuse a assinar o termo, uma testemunha confirmará esse fato no documento. No caso de pacientes analfabetos, as informações serão dadas oralmente na frente de uma testemunha, que deverá assinar o papel.

A entrega do termo de esclarecimento prévio só não será obrigatória nos casos de iminente perigo de morte. Em todos os outros casos, caso o profissional de saúde não apresente o documento ao paciente ele estará sujeito a multa e suspensão da atividade profissional.

Resultados inesperados

A autora da proposta explica que a medida é necessária para evitar que os pacientes sejam surpreendidos por resultados inesperados, o que, segundo ela, vem se tornando comum. “Certamente, é possível recorrer ao Judiciário para a devida reparação penal e civil, quando for o caso. Entretanto, é importante que os cidadãos disponham de meios para prevenir essas ocorrências”, disse.

Para Lauriete, a medida beneficia tanto os pacientes quanto os próprios profissionais de saúde: “A adoção do termo de esclarecimento prévio facilitaria uma tomada de decisão mais consciente por parte do usuário, além de resguardar, formalmente, os profissionais de saúde contra erros de compreensão”.

Tramitação

A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

FOLHA.COM

Hospital no interior de SP faz implante de íris artificial

Aos três anos, Patricia Neves de Souza, de Andradina (627 km de São Paulo), foi diagnosticada com aniridia. A doença congênita é rara e caracterizada pela falta da íris nos olhos. A pessoa enxerga como quem tem a pupila dilatada em visita ao oftalmologista.

Agora, aos 21 anos, Patricia está enxergando bem. Segundo o médico Carlos Gabriel Figueiredo, ela é a primeira paciente, no Brasil, a receber um tipo de íris artificial importado da Alemanha. Especialistas ouvidos pela reportagem, no entanto, têm dúvidas se esse é mesmo o primeiro caso.

Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina do ABC e responsável pela cirurgia, diz que a grande quantidade de luz que entra nos olhos de quem tem o problema causa muito desconforto.

No caso da jovem, havia outros agravantes. Ela também tinha um alto grau de miopia --5,5 graus no olho direito e oito no esquerdo--, e catarata congênita. Não conseguia assistir a aulas ou atravessar a rua sozinha.

As cirurgias corretivas foram feitas no D'Olhos Hospital Dia, em São José do Rio Preto (438 km de SP). Além da implantação da íris, foi feita uma operação de catarata, com a colocação de uma lente intraocular, que corrigiu também a miopia. "Eu tinha receio de sair de casa. Agora posso sair mais e sozinha", conta Patricia.

A íris artificial de silicone é desenhada como a natural, diz o oftalmologista. Mas ela não se movimenta para regular a entrada de luz.

Uma íris natural se mexe para abrir e fechar a pupila: se está escuro, a pupila fica maior, para entrar mais luz. Se está claro, é o inverso. A versão artificial desenha uma pupila média (3 mm), que serve para os dois tipos de iluminação. A paciente ainda pôde escolher a cor: azul.

O implante importado da fábrica Human Optics, na Alemanha, custou 2.900 euros (cerca de R$ 7.000) cada um. Segundo Figueiredo, não há registro de efeitos colaterais com a prótese.

O médico afirma que há outros implantes no mercado, mas de material diferente, com o acrílico.

Alguns requerem uma incisão maior na hora da cirurgia, além de não terem um aspecto tão natural como a alemã.

OUTROS TRATAMENTOS

O oftalmologista José Álvaro Gomes, da Unifesp, diz que a ausência de íris não é o maior problema da aniridia. "É a baixa visão por outros motivos, catarata, glaucoma e alteração do nervo óptico."

Os pacientes vão perdendo as células-tronco que regeneram a superfície da córnea ao longo da vida, o que prejudica a visão.

O tratamento é o transplante de células-tronco. "A íris artificial melhora a visão, mas é mais importante tratar a catarata e o problema das células-tronco."

AGENDA


- Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?

AssPreviSite

04 de Novembro de 2011

Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito alguma coisa estranha acontece no mesmo!

Num ano com muitas propostas e mudanças oriundas da ANS vamos promover um debate que busca:

- Avaliar o contexto da situação de um sistema em que não encontramos, em princípio, nenhum de seus atores satisfeitos;

- Entender o cenário 2011, com destaque para os temas das recentes ações da ANS e seus desdobramentos e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais atores do sistema; e

- Realizar uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.

Assim, no próximo dia 04 de novembro, em São Paulo, das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes, gestores e profissionais para debater a situação atual do sistema de saúde suplementar.

Tendo como convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de entidades associativas e empresas do segmento vamos verificar e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências, como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar para 2012 neste importante sistema.

O sistema melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento ou retração? O que se visualiza para 2012?

Se você compartilha desta percepção, vamos conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00 (trezentos reais). Informações e reservas pelo e-mail assprevisite2@terra.com.br

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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