Leia
nesta edição:
- Ministério amplia Saúde da Família
em 17 estados
- Veja como
avaliar o seu plano de saúde
- Transplantes
aumentam o risco de câncer
- Mamógrafos terão
de passar por controle de qualidade no Brasil
- Fumo passivo duplica risco de perda auditiva em adolescentes
- Venda de
remédio cresce mais no País
que no exterior
- Contra
fraudes, Sorocaba deverá publicar horários
de plantões
- Saúde realiza nova mobilização
contra a dengue no Rio
- Brasil
começa a produzir remédio contra mal
de Parkinson no país
- ANS avaliará operadoras de planos de saúde
- Radioterapia chega tarde para 84% dos pacientes SUS
- Ministro
anuncia implantação de 2.000 academias
da saúde
- Saúde da PB quer evitar que cidades devolvam ambulâncias
do Samu
- Profissionais
de saúde podem ser obrigados a informar
riscos por escrito
- Hospital
no interior de SP faz implante de íris artificial
Sexta-feira, 04.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério amplia Saúde da Família
em 17 estados
Foram
credenciados 686 Agentes Comunitários de Saúde,
92 Equipes de Saúde da Família e 65 Equipes de
Saúde Bucal em 115 municípios
Com o objetivo
de ampliar o acesso da população à atenção
básica, o Ministério da Saúde credenciou
mais 686 Agentes Comunitários de Saúde, 92 Equipes
de Saúde da Família e 65 Equipes de Saúde
Bucal em 17 estados. Ao todo, 115 municípios serão
beneficiados com os recursos para custear as equipes. Os estados
contemplados são: Acre, Alagoas, Bahia, Ceará,
Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba,
Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte,
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.
O credenciamento
destas equipes foi publicado no Diário
Oficial da União da última sexta-feira (28). Os
valores repassados aos municípios integram o chamado Piso
da Atenção Básica Variável, que prevê um
incentivo que varia de R$ 80,4 mil a R$ 120,6 mil por Equipe
de Saúde da Família, R$ 9 mil por Agente Comunitário
de Saúde e R$ 25,2 mil a R$ 33,6 mil por Equipe de Saúde
Bucal, ao ano. Esses recursos podem ser superiores, caso os gestores
participem do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade da
Atenção Básica (PMAQ-AB).
ATENÇÃO BÁSICA
A Saúde da Família é a principal estratégia
do Ministério da Saúde para reorientar o modelo
de atenção à saúde da população
a partir da atenção primária. As equipes
são multidisciplinares, formadas médicos, enfermeiros,
dentistas, técnicos ou auxiliares de enfermagem e agentes
comunitários de saúde que, junto as comunidade,
desenvolvem ações de promoção da
saúde, prevenção de agravos, diagnóstico
e tratamento, recuperação, reabilitação
de doenças.
Atualmente
existem 32.081 Equipes de Saúde da Família
implantadas em 5.288 municípios, o que representa um percentual
de 95%. A execução da ESF é compartilhada
pelo governo federal, estados, Distrito Federal e municípios.
Ao governo federal cabe estabelecer as diretrizes nacionais da
política e garantir as fontes de recursos financeiros
para o componente federal do seu financiamento.
PORTAL G1
Veja
como avaliar o seu plano de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou
na quinta-feira (3) um instrumento para avaliar o desempenho
dos prestadores de serviços de saúde suplementar,
denominado Programa de Monitoramento da Qualidade dos Prestadores
de Serviços na Saúde Suplementar (Qualiss).
O programa
vai permitir a avaliação de qualidade
segundo os padrões internacionais. Inicialmente, a medida
estará focada nos hospitais, mas o objetivo é estendê-la
a outros prestadores de serviços no setor.
De acordo
com a ANS, tais indicadores de qualidade vão
proporcionar aos estabelecimentos de saúde parâmetros
claros de gestão, além de fornecer ao poder público
e aos consumidores, em geral, elementos de apoio à tomada
de decisão, com foco na qualidade do atendimento.
Acompanhamento é feito
desde 2004
Na semana
passada, a ANS divulgou resultados do Programa de Qualificação da Saúde
Suplementar 2010. Desde 2004, a ANS faz esse acompanhamento.
Eles criaram
um indicador, o IDSS (Índice de Desempenho
da Saúde Suplementar), que varia de zero a um. Quanto
mais perto de um, melhor é o plano. O índice foi
dividido em cinco faixas (ou estrelas): de zero a 0,2; de 0,2
a 0,4; de 0,4 a 0,6; de 0,6 a 0,8; de 0,8 a um. No Brasil, 41,9%
dos usuários de planos de saúde e odontológicos
estão nas faixas de zero a 0,6%.
Serviço:
Para saber
qual a nota de avaliação da operadora,
os usuários poderão entrar no site da ANS, digitar
o nome da operadora e conhecer a nota dela.
PORTAL UOL
Transplantes
aumentam o risco de câncer
Pessoas que
passam por transplante de órgãos têm
maiores chances de sofrer de câncer, afirmam pesquisadores
do National Cancer Institute, nos Estados Unidos. Segundo o Dr.
Eric A. Engels, transplantados de rim, fígado, coração
e pulmão têm o dobro de chances de desenvolver tumores
quando comparados à população em geral.
A pesquisa
analisou dados de 175.732 transplantes (39,7% do total dos
EUA em 1987
e 2008). Sessenta por cento dos beneficiários
eram do sexo masculino e a média de idade na época
do transplante foi de 47.
Os transplantes
foram de rins (58%), fígado (21,6%),
coração (10%) e pulmão (4%). Os resultados
da análise mostraram que das pessoas que se submeteram
a essas cirurgias 10.656 foram diagnosticadas com câncer
após o procedimento.
O estudo
apontou para uma duplicação global de
risco de câncer em comparação com a população
em geral. Risco foi aumentado para 32 diferentes neoplasias malignas,
alguns relacionados com infecções conhecidas como
câncer anal, e outras não relacionadas à infecção,
tais como cancros da tiróide, melanoma e na boca. Os tumores
malignos mais comuns com risco elevado foram linfoma não-Hodgkin
(1.504 casos), pulmão (1.344 casos), fígado (930
casos) e rim (752 casos).
O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association.
PORTAL UOL
Mamógrafos terão
de passar por controle de qualidade no Brasil
Mamógrafos do País terão de passar por
controle de qualidade. O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, afirmou que uma regulamentação sobre assunto
deverá ser colocada em consulta pública na próxima
sexta-feira. "Atualmente, esse controle não é feito",
disse. O texto com as novas regras foi preparado por um comitê de
especialistas e por representantes dos conselhos de secretários
Estaduais e municipais de Saúde. As novas regras integram
um pacote de medidas que o governo estuda para melhorar o acesso
a serviços de diagnóstico.
Auditoria
feita este ano revelou que 15% dos mamógrafos
do Sistema Único de Saúde (SUS) estavam sem uso.
Dos equipamentos em funcionamento, 44% estavam concentrados no
Sudeste. Dos 1.514 aparelhos existentes, 419 estavam quebrados,
atuando com baixa produtividade ou com defeitos.
O diagnóstico precoce do câncer de mama é considerado
essencial para o sucesso do tratamento. A recomendação é de
que mulheres a partir dos 50 anos realizem o exame a cada dois
anos. O câncer de mama é o segundo em incidência
entre mulheres. As taxas de mortalidade são elevadas:
40% - um porcentual atribuído, principalmente ao diagnóstico
tardio da doença no País. "Temos muito o que
melhorar", assegurou Padilha.
Para facilitar
o acesso das mulheres a exames, o governo está orientando
Estados a melhorar os serviços de manutenção
dos aparelhos. "Esse trabalho tem de ser permanente",
disse o ministro. O governo quer ainda incentivar cursos de capacitação
de técnicos - que, segundo o ministro, são parte
importante na qualidade do resultado do exame. "Quando a
paciente não é posicionada de forma adequada, a
nitidez do exame é prejudicada".
PORTAL R7
Fumo passivo duplica risco de perda auditiva em adolescentes
Criança que convive com fumantes é mais
propensa a ter problemas de aprendizagem
Além de fazer mal a quem fuma, o cigarro prejudica indiretamente
a saúde de quem convive com o fumante.
E no perfil
das vítimas passivas se encontram crianças
e adolescentes.
Segundo pesquisa
realizada nos Estados Unidos e publicada na revista científica Archives of Otolaryngol - Head & Neck
Surgery, o tabagismo passivo quase duplica o risco de um adolescente
sofrer perda auditiva.
Os autores
do estudo acompanharam mais de 1.500 adolescentes de 12 a 19
anos. Quanto
mais esses jovens são expostos
ao fumo passivo, maior o perigo, pois foi descoberto que o fumo
aumenta o risco de infecções no ouvido médio
e dificulta o fornecimento de sangue ao órgão auditivo.
Cerca de
40% dos 800 adolescentes analisados na pesquisa e que foram
expostos a
fumaça do cigarro apresentavam problemas
de audição, em comparação com cerca
de 25% dos 750 adolescentes que não conviviam com fumantes.
Crianças que convivem com fumantes também são
mais propensas a apresentarem problemas de aprendizagem e comportamento.
De acordo
com o estudo, publicado pela revista Pediatrics, de um total
de 55 mil crianças americanas menores de 12 anos,
6% viviam com um fumante e corriam mais risco de sofrer de transtorno
de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
ESTADÃO.COM.BR
Venda
de remédio cresce mais no País
que no exterior
Os progressos
na renda dos brasileiros e a decisão do
governo de manter os gastos com a saúde fazem a festa
das empresas farmacêuticas. Em entrevista ao Estado, o
CEO da farmacêutica AstraZeneca e presidente da Federação
Internacional da Indústria Farmacêutica, David Brennan,
aponta que a taxa de crescimento das vendas de remédios
no Brasil é hoje seis vezes superior ao desempenho dos
mercados dos países ricos.
"No Brasil, estamos vendo uma expansão do mercado
de remédios da ordem de 13% por ano. Nos países
ricos, ela não chega a 2%", disse o executivo. Segundo
ele, só as vendas na China batem as do Brasil.
Brennan tem
duas explicações para o fenômeno.
A primeira delas é a maior renda do brasileiro. "Conforme
a população vai saindo da pobreza e acumulando
um salário melhor, a primeira coisa que as famílias
buscam é melhor saúde e melhor educação",
explicou. Nesse cenário, ganha a venda de remédios
no balcão.
Segundo dados
da Organização Mundial da Saúde
(OMS), mais de 50% dos gastos no Brasil com remédios ainda
vêm do bolso de cada cidadão.
Outra realidade é a manutenção dos gastos
do governo com a saúde. Sem o problema da dívida,
o governo brasileiro e os dos demais países emergentes
continuam a gastar com saúde, o que também representa
um amplo mercado para as farmacêuticas.
Se Brennan
aponta para a expansão do mercado brasileiro,
ele alerta que a disputa por patentes no Brasil o obrigou a cancelar
investimentos para a instalação de uma fábrica
no País.
Investimentos.
Outros não sofrem com esse problema e
investem no Brasil. Há poucas semanas, a Novartis revelou
planos de gastar US$ 300 milhões para abrir uma fábrica
que produzirá vacinas no Brasil e deverá criar
cerca de cem postos de trabalho, no maior projeto de investimento
da companhia até hoje no País.
Será o primeiro local de biotecnologia em escala industrial
a ser construído no País pela empresa. A Novartis
insiste que sua iniciativa que ficará pronta em 2014 ajudará o
Brasil a reduzir sua dependência do fornecimento externo.
Mas dados
de vendas mostram que levar a produção
para locais próximos do consumo tem sido tendência
entre várias empresas do setor. Na Roche, as vendas no
Brasil e nos países dos Brics também vêm
compensando a estagnação nos países ricos.
Nos 11 primeiros meses do ano, a Roche registrou uma alta de
vendas em dólares de apenas 6%.
Nos Estados
Unidos, a expansão nesse período foi
de apenas 1% e de 4% na Europa. No Japão, a empresa que
produz o Tamiflu registrou uma contração de 2%.
Nos países emergentes, a situação foi bem
diferente. As vendas no Brasil aumentaram 16% e, na China, 28%.
A francesa
Sanofi também destaca a expansão do
mercado brasileiro. Os lucros líquidos da empresa no terceiro
trimestre do ano registraram queda de 3%. Mas, nos países
do Brics, a expansão foi de 20,2%. A divisão de
diabete da empresa também tirou proveito dos países
emergentes e dos novos problemas enfrentados por essas sociedades.
ESTADÃO.COM.BR
Contra
fraudes, Sorocaba deverá publicar horários
de plantões
As unidades
de saúde que prestam serviços clínicos
e ambulatoriais à rede municipal de Sorocaba terão
de divulgar na internet os horários de plantões
de médicos, dentistas e chefes de enfermagem. Projeto
de lei aprovado ontem na Câmara exige que as informações
incluam o nome e a especialidade do profissional, além
do horário que ele deve cumprir. A obrigatoriedade abrange
unidades hospitalares e de pronto-atendimento municipais, laboratórios,
clínicas e hospitais particulares que atendem por convênio.
Para o autor
da proposta, vereador Francisco Yabiku (PSDB), a lei tem como
alvo eventuais
fatos que podem resultar em irregularidades,
como a troca de plantões, o não cumprimento de
horários e a ausências de médicos do serviço
público. A lei precisa ser sancionada pelo prefeito Vitor
Lippi (PSDB).
Quinta-feira, 03.11.11
PORTAL TERRA
Saúde realiza nova mobilização
contra a dengue no Rio
A prefeitura
do Rio de Janeiro realiza na sexta-feira a 6ª Mobilização
Contra a Dengue na cidade, com caminhada partindo das unidades
de saúde do município, às 8h. Profissionais
da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil vão
participar da ação para orientar a população
sobre a identificação de possíveis focos
do mosquito transmissor da doença.
A atividade
faz parte do Movimento Carioca por uma Cidade mais Saudável e acontecerá simultaneamente nas escolas
municipais. Com o acompanhamento dos agentes de vigilância
em saúde, os alunos irão procurar e destruir os
focos do Aedes aegypti.
A última edição, realizada em outubro,
contou com a participação de mais de 60 mil pessoas,
entre voluntários e profissionais de saúde. A meta
da prefeitura do Rio é chegar a 100 mil participantes
até dezembro.
AGÊNCIA
BRASIL
Brasil
começa a produzir remédio contra mal de
Parkinson no país
O Brasil
estará produzindo, dentro de cinco anos, toda
a quantidade do medicamento pramipexol necessária para
o tratamento do mal de Parkinson no país. A produção
nacional do remédio, apontado como a primeira escolha
no tratamento da doença, será feita pela Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz). Acordo assinado hoje (3), no Rio de Janeiro,
deu início à transferência da tecnologia
para a produção do remédio que será repassada
pelo laboratório alemão Boehringer Ingelheim a
técnicos do Instituto de Tecnologia em Fármacos
(Farmanguinhos).
O Farmanguinhos é a unidade técnico-científica
da Fiocruz considerada o maior laboratório farmacêutico
oficial vinculado ao Ministério da Saúde. A partir
de 2015, a Fiocruz passa a responder por 50% do pramipexol produzido
e consumido no país. “[O pramipexol] é, hoje,
o principal tratamento [para o mal de Parkison] e, para nós,
do ponto de vista da produção, tem ainda uma atração
tecnológica: com nosso aprendizado, essa tecnologia vai
permitir que Farmanguinhos incorpore outros medicamentos relacionados
aos males do sistema nervoso central no futuro”, explicou
o diretor do Instituto Farmanguinhos, Hayne Felipe da Silva
Em 2017,
toda a produção do medicamento consumido
pelos brasileiros será nacional. A nacionalização
da tecnologia do medicamento significa economia e maior controle
sobre a demanda. Anualmente, são gastos cerca de R$ 40
milhões na aquisição desse remédio
no mercado internacional para a distribuição em
toda a rede pública de saúde brasileira.
“Tem o lado da soberania do país, enquanto fornecedor
de um medicamento importante. E também possibilita a ampliação
de acesso porque você reduz custo. A parceria permitirá uma
redução de aproximadamente 5% do valor dispendido
hoje pelo Ministério da Saúde, que poderá ampliar
o acesso”, acrescentou Silva.
O pramipexol é um dos medicamentos mais usados no tratamento
do mal de Parkinson, doença que afeta quase 200 mil brasileiros
com mais de 60 anos, segundo estimativas da Associação
Brasil Parkinson. O medicamento age como a dopamina (neurotransmissor
cuja produção decai no doente de Parkinson pela
morte dos neurônios que o produzem) e vem apresentando
bons resultados, segundo especialistas, tanto na fase avançada,
associado a outras substâncias, quanto na fase inicial
do tratamento, protegendo o cérebro contra algumas complicações
tardias do tratamento com levodopa ou retardando o aparecimento
dessas complicações.
O mal de
Parkison é uma doença degenerativa, crônica
e progressiva, que atinge, principalmente, a população
idosa, provocando tremor, rigidez muscular, diminuição
da velocidade dos movimentos e afetando o equilíbrio físico
do doente. A doença também pode provocar problemas
de sono, depressão e dificuldades da fala.
PORTAL IG
ANS
avaliará operadoras de planos de saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou
nesta quinta-feira a criação do Qualiss, programa
que avaliará o desempenho assistencial dos prestadores
de serviço na saúde suplementar.
O programa
terá indicadores que diferenciarão
as organizações avaliadas, com o uso de referências
mundiais. Serão analisados quesitos como efetividade,
eficiência, equidade, acesso, centralidade no paciente
e segurança. De acordo com a ANS, inicialmente o Qualiss
focará na avaliação de hospitais, podendo
ser estendido a outros prestadores de serviços de saúde.
A resolução que deu origem ao programa ficou em
consulta pública durante 30 dias e recebeu cerca de 145
contribuições.
"O objetivo do programa é oferecer ao consumidor
maior capacidade de escolha de seu plano de saúde, já que
poderá avaliar a qualidade da rede associada a cada produto
disponível no mercado, mudando o foco do preço
para a qualidade do serviço prestado", disse o diretor
de desenvolvimento setorial da ANS, Bruno Sobral, por meio de
nota distribuída pela agência.
O Qualiss
ainda terá um comitê gestor que analisará o
programa e proporá medidas de aperfeiçoamento.
O grupo será composto por representantes de operadoras
de planos de saúde, hospitais, clínicas, laboratórios,
médicos e consumidores.
JORNAL DA TARDE
Radioterapia chega tarde para 84% dos pacientes SUS
Apenas 15,9%
dos pacientes do Sistema Único de Saúde
(SUS) com indicação para radioterapia conseguem
iniciar o tratamento no prazo que o próprio Ministério
da Saúde considera adequado, de até 30 dias após
o diagnóstico. A média de espera é de quase
quatro meses, ou 113,4 dias. E há casos, como o do corretor
de imóveis Paulo Prado, de 65 anos, em que o tempo é bem
maior: foram nove meses entre a descoberta da doença e
o início do tratamento. Ele tem câncer de laringe,
assim como o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Os dados
são de um relatório do Tribunal de Contas
da União (TCU) feito a partir de uma auditoria sobre a
Política Nacional de Atenção Oncológica,
divulgado nesta semana. O documento indica ainda que, enquanto
alguns enfrentam demora para começar a se tratar, há uma
parcela que nem sequer consegue acesso à radioterapia:
só no Estado de São Paulo, no ano passado, 7.464
pacientes ficaram desassistidos, cerca de 19% do total. Isso
significa que um a cada cinco paulistas que precisavam do procedimento
não foi atendido.
“Não existe centro de radioterapia do SUS que não
tenha fila”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de
Radioterapia (SBRT) Carlos Manoel Mendonça de Araújo,
médico do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para
ele, a radioterapia é o gargalo do tratamento de câncer
no Brasil. O procedimento pode ser usado como estratégia
contra quase todos os tipos de tumor. E, segundo a SBRT, 60%
dos pacientes com câncer precisarão da técnica.
Araújo teme que a situação da radioterapia
se agrave ainda mais porque há a previsão de descredenciamento
no País de 18 centros que aplicam a técnica, conforme
indica a Portaria nº 62, de março de 2009. “O
governo entende que o paciente de radioterapia deve ser tratado
em serviços dentro de hospitais, para que haja recursos
caso precise de outros atendimentos. Concordamos. Mas, se esses
centros forem desabilitados, outros 20 mil pacientes deixarão
de ter a radioterapia.”
O relatório do TCU indica que 15 serviços isolados
de radioterapia do País têm prazo para funcionar
somente até o próximo mês, com a possibilidade
de extinção do serviço. Procurado pelo JT,
o Ministério da Saúde afirmou que os dados do TCU
serão analisados pela equipe técnica da pasta.
Esperar até quatro meses pelo procedimento pode fazer
com que o paciente se torne crônico, “recebendo quimioterapia
e não radioterapia, onerando o governo e sem ter chance
de cura”, diz Araújo. “Muitos dos pacientes
que poderiam ter recebido a rádio logo no começo
não receberam. Com isso, acabam tendo de receber a químio
por muito tempo”, completa. Na pior das hipóteses,
o paciente acaba não resistindo até a data marcada.
O rádio-oncologista do Hospital A.C.Camargo, Ricardo
César Fogaroli, destaca que os tipos de câncer que
mais necessitam da radioterapia são também alguns
dos mais comuns no País, como tumores de mama, próstata
e pulmão. Também estão na lista tumores
de colo uterino e neoplasias de cabeça e pescoço.
Além do abalo emocional provocado pelo diagnóstico
do câncer, o paciente que recebe a notícia de que
só poderá se tratar dali a quatro meses vê a
situação como uma sentença de morte. A observação é da
psico-oncologista Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia. “O
paciente tem a informação de que quanto mais rápido
se tratar, melhor será. Esperar esse tempo é péssimo
emocionalmente. Há piora da qualidade de vida, risco de
deprimir e não aderir ao tratamento.”
Segundo Luciana,
o relatório do TCU reflete tudo o que é vivenciado
pelos pacientes. “Tudo aquilo que vemos na prática
e que discutimos está lá”, garante.
Ministério pede três meses para analisar relatório
Questionado
sobre o possível descredenciamento de centros
especializados em radioterapia no País, o que agravaria
ainda mais a situação do tratamento oncológico,
como indica o relatório do Tribunal de Contas da União
(TCU), o Ministério da Saúde respondeu ao Jornal
da Tarde que a equipe técnica do órgão vai
analisar o caso em um prazo de até 90 dias.
De acordo
com o Ministério, serão criados, até 2014,
mais 32 centros de radioterapia, especialmente no interior do
Brasil. “A medida integra a Rede Câncer, uma das
apostas do Ministério da Saúde para integrar e
agilizar o atendimento aos usuários do SUS”, afirmou
o órgão, por meio de nota.
Mas, de acordo
com os dados do documento do TCU, hoje, para suprir as necessidades
dos pacientes brasileiros, seriam necessárias
mais 135 unidades habilitadas para o procedimento de radioterapia,
além das 264 que já existiam em 2010. E, mesmo
se contabilizados os serviços privados não credenciados
pelo SUS, aponta o relatório, ainda existiria um déficit
de 57 serviços desse tipo no País. A pasta respondeu
que, atualmente, “o SUS dispõe de 276 centros que
realizam o atendimento especializado em oncologia.”
O Ministério da Saúde também informou que,
nos últimos 12 anos, os gastos federais com assistência
oncológica no País passaram de R$ 470,5 milhões
(em 1999) para cerca de R$ 1,8 bilhão (em 2010). A incidência
da doença no País, contudo, também cresceu
consideravelmente na última década. Ainda de acordo
com o órgão, entre 2010 e 2011, houve o aumento
de valor para 66 procedimentos de radioterapia e de quimioterapia – entre
os 155 existentes.
Depoimento
Em novembro
de 2010, o corretor de imóveis Paulo Monteiro
Prado, de 65 anos, começou a sentir os primeiros sintomas
do que mais tarde seria diagnosticado como câncer na laringe.
Mas só começou a se tratar com radioterapia nove
meses depois de saber da doença.
Levado ao
hospital por uma rouquidão persistente, fez
exames na rede particular, entre endoscopias e biópsia,
até chegar ao diagnóstico. Morador de Mogi das
Cruzes, ele foi encaminhado para um hospital público da
cidade, onde deveria ter iniciado o tratamento com radioterapia.
Foi então, conta, que recebeu a notícia de que
o hospital tinha o equipamento, mas não um médico
especializado para aplicar a técnica. Prado voltou a seu
médico particular, que o encaminhou ao Hospital A.C.Camargo,
na capital.
Depois de
novos exames, iniciou seu tratamento com quimioterapia e radioterapia
em
agosto. “O tratamento lá na minha
cidade não existe. Se tivesse de ser atendido lá,
estaria morrendo”, diz, lamentando o fato de ter perdido
vários meses de tratamento. Ele conta que, desde que foi
diagnosticado, passou por um grande estresse em busca do tratamento.
“Precisa ter muita cabeça para suportar. Quando
comecei a ser tratado, já estava muito estressado porque
não consegui começar antes. A gente acaba brigando
com todo mundo”, diz. Ele deve terminar o tratamento em
dezembro. Até lá, precisa se deslocar algumas vezes
por semana de Mogi para São Paulo. Mas, agora, está se
tranquilizando. “Estou muito contente.”
PORTAL
DA SAÚDE
Ministro
anuncia implantação de 2.000 academias
da saúde
Lançada em abril, a estratégia estimula a criação
de espaços adequados para a prática de atividades
físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos
no tempo livre
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios
que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde,
que estimulam a criação de espaços adequados
para a prática de atividades físicas e lazer. Em
todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão
instalados em 1.828 municípios. O anúncio foi realizado
durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas
em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças
(Expoepi). De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros
são sedentários e apenas 15% dos adultos são
ativos no tempo livre.
“As Academias da Saúde são mais do que espaços
públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às
práticas corporais pela maioria da população,
com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das
pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção
desses espaços é uma das estratégias do
governo federal para a promoção da saúde,
prevenção de enfermidades e redução
de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não
Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano
de Ações Estratégicas para Enfretamento
das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução
de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças.
O objetivo é alcançar melhorias em indicadores
relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, à alimentação
inadequada e obesidade.
Os polos
do Programa Academia da Saúde são espaços
públicos construídos para a prática de atividade
física. As atividades devem estar ligadas aos serviços
de atenção básica. Lançada no último
mês de abril, a estratégia Academia da Saúde
estimula a criação de espaços adequados
para a prática de atividades físicas e lazer, a
exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como
Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória. Os
secretários de saúde destes municípios receberam,
durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha.
SEDENTARISMO E OBESIDADE
De acordo
com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são
sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma
atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos
diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros
tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos
de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas
em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana.
Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no
tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%)
na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença
importante em relaçao a escolaridade, 12% da populaçao
com menos escolaridade é ativa e 20% da populaçao
com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando
a importancia de investir em espaços que promovam atividade
física para ampliar o acesso da populaçcoa de baixa
renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda
a prática de 30 minutos de atividade física, durante
cinco ou mais dias por semana.
Outro indicador
preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade.
O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima
do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é,
em geral, consequência de alimentação inadequada
e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento
de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”,
alerta Deborah Malta.
SAÚDE
BRASIL
Durante a
Expoepi, como ocorre em todos os anos, são
lançadas publicações relacionados ao segmento.
Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde
Brasil – uma análise geral da situação
de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a
morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância
em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta
indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra
tendências que poderão subsidiar a definição
de novas ações estratégicas e políticas
públicas de saúde.
A
EXPOSIÇÃO
A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da
Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações
de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes
para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores
do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista
a participação de 2,5 mil profissionais de saúde
da rede pública.
A participação ativa de representantes e trabalhadores
do SUS no encontro reflete a incorporação crescente
da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação
das ações de vigilância, prevenção
e controle de doenças e agravos em saúde pública.
Além disso, reafirma a valorização dos profissionais
empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças
e agravos e melhorar a qualidade de vida da população
brasileira.
Durante a
Expoepi serão premiadas produções
técnico-científicas de profissionais da rede pública
que contribuíram para o aprimoramento das ações
de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de
pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios
de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado)
e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados
três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação,
no valor total de R$ 18 mil.
PORTAL G1
Saúde da PB quer evitar que cidades devolvam ambulâncias
do Samu
Secretaria
vai discutir pendências do Samu com representantes
de cidades. Encontro acontece nesta sexta-feira (4) em João
Pessoa.
A Secretaria
de Saúde da Paraíba realiza na sexta-feira
(4) uma reunião com os representantes das cidades que
possuem central de regulação do Serviço
de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e com o
Ministério da Saúde. O objetivo é discutir
as pendências dos municípios paraibanos para a instalação
de bases do Samu no estado. O encontro acontece às 13h
no auditório do Hemocentro, em João Pessoa.
De acordo
com o coordenador do Núcleo de Urgência
e Emergência da secretaria, Walber Frasão Júnior,
com essa reunião o Governo do Estado quer encontrar solução
para que os municípios resolvam as pendências junto
ao Ministério da Saúde. As autoridades também
querem encontrar uma alternativa para evitar a transferência
para outros estados de 76 ambulâncias que estão
sem funcionar na Paraíba.
Vão participar da audiência representantes das
cidades de João Pessoa, Campina Grande, Monteiro, Piancó,
Sousa e Cajazeiras. Também são esperados o assessor
do Ministro da Saúde, Mozart Sales, e ainda integrantes
do Ministério Público do Estado e da diretoria
do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).
Walber Frasão Júnior explicou que foram constatadas
pendências durante visitas técnicas feitas pela
secretaria. Entre elas estariam a falta de seguro contra acidentes,
falta de contrato de manutenção para ambulâncias
e veículos sem licenciamento. Após diagnosticados
os problemas, um relatório foi elaborado e enviado ao
Ministério da Saúde e ao Ministério Público
do Estado.
Audiência no Ministério Público
Na quinta-feira
(27), o Ministério Público também
realizou uma audiência para discutir a gestão do
Samu no estado. Na ocasião ficou decidido que os prefeitos
teriam que tomar providências para colocar em funcionamento
ambulâncias que estavam paradas. O secretário de
Saúde, Waldson de Souza, também informou que o
Ministério da Saúde deu um prazo até dezembro
para que eles fizessem isso, caso contrário as cidades
podem perder os veículos.
No dia 25
de setembro, uma reportagem do Fantástico percorreu
sete estados mostrando a situação precária
do Samu. Na Paraíba, um dos estados que mais receberam
ambulâncias no ano passado, foi constatado que dos 160
novos carros 90 ainda estavam parados na época.
AGÊNCIA CÂMARA
Profissionais
de saúde
podem ser obrigados a informar riscos por escrito
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1475/11, da deputada
Lauriete (PSC-ES), que obriga os profissionais de saúde
a detalhar ao paciente, ou a seu responsável legal, os
riscos dos procedimentos cirúrgicos ou anestésicos
que serão executados.
Pela proposta,
os profissionais de saúde deverão
apresentar um termo de esclarecimento prévio, que será assinado
pelos pacientes. O documento deverá conter os itens seguintes:
- riscos
envolvidos no procedimento que será executado;
- resultados esperados;
- identificação dos cirurgiões e anestesistas
que realizarão o procedimento, incluindo seus registros
nos conselhos profissionais.
Linguagem
acessível
O termo deverá ser escrito em linguagem acessível àqueles
que não trabalham na área da saúde. Caso
o paciente se recuse a assinar o termo, uma testemunha confirmará esse
fato no documento. No caso de pacientes analfabetos, as informações
serão dadas oralmente na frente de uma testemunha, que
deverá assinar o papel.
A entrega
do termo de esclarecimento prévio só não
será obrigatória nos casos de iminente perigo de
morte. Em todos os outros casos, caso o profissional de saúde
não apresente o documento ao paciente ele estará sujeito
a multa e suspensão da atividade profissional.
Resultados inesperados
A autora
da proposta explica que a medida é necessária
para evitar que os pacientes sejam surpreendidos por resultados
inesperados, o que, segundo ela, vem se tornando comum. “Certamente, é possível
recorrer ao Judiciário para a devida reparação
penal e civil, quando for o caso. Entretanto, é importante
que os cidadãos disponham de meios para prevenir essas
ocorrências”, disse.
Para Lauriete,
a medida beneficia tanto os pacientes quanto os próprios profissionais de saúde: “A adoção
do termo de esclarecimento prévio facilitaria uma tomada
de decisão mais consciente por parte do usuário,
além de resguardar, formalmente, os profissionais de saúde
contra erros de compreensão”.
Tramitação
A proposta,
que tramita de forma conclusiva, será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
FOLHA.COM
Hospital
no interior de SP faz implante de íris artificial
Aos três anos, Patricia Neves de Souza, de Andradina (627
km de São Paulo), foi diagnosticada com aniridia. A doença
congênita é rara e caracterizada pela falta da íris
nos olhos. A pessoa enxerga como quem tem a pupila dilatada em
visita ao oftalmologista.
Agora, aos
21 anos, Patricia está enxergando bem. Segundo
o médico Carlos Gabriel Figueiredo, ela é a primeira
paciente, no Brasil, a receber um tipo de íris artificial
importado da Alemanha. Especialistas ouvidos pela reportagem,
no entanto, têm dúvidas se esse é mesmo o
primeiro caso.
Figueiredo,
professor da Faculdade de Medicina do ABC e responsável
pela cirurgia, diz que a grande quantidade de luz que entra nos
olhos de quem tem o problema causa muito desconforto.
No caso da
jovem, havia outros agravantes. Ela também
tinha um alto grau de miopia --5,5 graus no olho direito e oito
no esquerdo--, e catarata congênita. Não conseguia
assistir a aulas ou atravessar a rua sozinha.
As cirurgias
corretivas foram feitas no D'Olhos Hospital Dia, em São José do Rio Preto (438 km de SP). Além
da implantação da íris, foi feita uma operação
de catarata, com a colocação de uma lente intraocular,
que corrigiu também a miopia. "Eu tinha receio de
sair de casa. Agora posso sair mais e sozinha", conta Patricia.
A íris artificial de silicone é desenhada como
a natural, diz o oftalmologista. Mas ela não se movimenta
para regular a entrada de luz.
Uma íris natural se mexe para abrir e fechar a pupila:
se está escuro, a pupila fica maior, para entrar mais
luz. Se está claro, é o inverso. A versão
artificial desenha uma pupila média (3 mm), que serve
para os dois tipos de iluminação. A paciente ainda
pôde escolher a cor: azul.
O implante
importado da fábrica Human Optics, na Alemanha,
custou 2.900 euros (cerca de R$ 7.000) cada um. Segundo Figueiredo,
não há registro de efeitos colaterais com a prótese.
O médico afirma que há outros implantes no mercado,
mas de material diferente, com o acrílico.
Alguns requerem
uma incisão maior na hora da cirurgia,
além de não terem um aspecto tão natural
como a alemã.
OUTROS TRATAMENTOS
O oftalmologista
José Álvaro Gomes, da Unifesp,
diz que a ausência de íris não é o
maior problema da aniridia. "É a baixa visão
por outros motivos, catarata, glaucoma e alteração
do nervo óptico."
Os pacientes
vão perdendo as células-tronco que
regeneram a superfície da córnea ao longo da vida,
o que prejudica a visão.
O tratamento é o transplante de células-tronco. "A íris
artificial melhora a visão, mas é mais importante
tratar a catarata e o problema das células-tronco."
AGENDA
-
Saúde Suplementar: Quem está satisfeito?
AssPreviSite
04 de Novembro de 2011
Quando nenhum dos atores de um sistema se encontra satisfeito
alguma coisa estranha acontece no mesmo!
Num ano com
muitas propostas e mudanças oriundas da ANS
vamos promover um debate que busca:
- Avaliar
o contexto da situação de um sistema
em que não encontramos, em princípio, nenhum de
seus atores satisfeitos;
- Entender
o cenário 2011, com destaque para os temas
das recentes ações da ANS e seus desdobramentos
e impactos para as operadoras de planos de saúde e demais
atores do sistema; e
- Realizar
uma leitura das perspectivas para o segmento de saúde
suplementar frente ao cenário que se apresenta para 2012.
Assim, no
próximo dia 04 de novembro, em São Paulo,
das 9h00 às 17h00, acontece uma reunião de dirigentes,
gestores e profissionais para debater a situação
atual do sistema de saúde suplementar.
Tendo como
convidados destacados nomes de especialistas, dirigentes de
entidades
associativas e empresas do segmento vamos verificar
e avaliar tantas e tantas ações da ANS neste ano
de 2011 (que resultados trouxeram, os desdobramentos e suas conseqüências,
como se pode analisar o status vigente) e o que se pode esperar
para 2012 neste importante sistema.
O sistema
melhorou em 2011? Em que e para quem? Houve desenvolvimento
ou retração?
O que se visualiza para 2012?
Se você compartilha desta percepção, vamos
conversar a respeito! Participe desta oportuna e estratégica
reunião! A taxa de adesão é de R$ 300,00
(trezentos reais). Informações e reservas pelo
e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html