Leia
nesta edição:
- Câmara debaterá na terça-feira problemas
dos planos de saúde
- Senadores
fazem cobranças ao ministro da Saúde
- Em debate
sobre desvio de verbas na saúde, ministro
pede parceria do Congresso para controle do SUS
- Regulamentação da Emenda 29 e combate à corrupção
são prioridade para garantir mais recursos à saúde
- Veja os
dados apresentados pelo ministro da Saúde em
audiência na Comissão de Assuntos Sociais
- Entidades
médicas: Negociação
com 15 planos
- Auditoria:
uma oportunidade para médicos
- MP dos
Hospitais Universitários será revista
- Ministro
da Saúde afirma que chip não fará falta
para o Cartão SUS
- A novela
do Cartão
do SUS
Quinta-feira, 05.05.11
Agência Câmara de Notícias
Câmara debaterá na terça-feira problemas
dos planos de saúde
Por Geórgia Moraes / Edição: João
Pitella Junior
Em uma parceria
da comissão com a Agência Câmara,
os internautas poderão participar do debate pelo e-mail
pergunte@camara.gov.br
A Comissão de Defesa do Consumidor promoverá na
terça-feira (10) uma audiência pública para
discutir os planos de saúde. O presidente da comissão,
deputado Roberto Santiago (PV-SP), lembrou que recentemente uma
das grandes operadoras deixou 143 mil pessoas sem atendimento
e que os próprios médicos reclamam dos valores
repassados por essas empresas. "Em determinados setores
da saúde pública, o cidadão é mais
bem atendido do que nos planos”, disse Santiago.
Segundo ele, é preciso cobrar a responsabilidade das
empresas, “que não estão cumprindo o seu
papel social e descumprem o Código de Defesa do Consumidor”.
“Então, teremos a audiência pública
para saber o que os dirigentes de planos de saúde estão
fazendo para melhorar o atendimento, e também quais serão
as ações da Câmara após esse debate",
ressaltou.
Em uma parceria
da comissão com a Agência Câmara,
os internautas poderão enviar antecipadamente perguntas
para os convidados pelo e-mail pergunte@camara.gov.br. Os questionamentos
serão feitos por intermédio dos deputados que participarão
do debate. A audiência será transmitida ao vivo
pela Agência Câmara.
Proteção
Além da relação de trabalho entre os médicos
e os planos de saúde, os deputados querem discutir medidas
de proteção ao consumidor e os ressarcimentos que
as empresas devem ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Foram convidados
para a audiência o presidente da Agência
Nacional de Saúde Suplementar, Maurício Ceschin;
o presidente da Associação Médica Brasileira,
José Luiz do Amaral; a coordenadora da Associação
Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci; o
diretor-executivo da Federação Nacional de Saúde
Suplementar, José Cechin; e a diretora do Departamento
de Defesa e Proteção ao Consumidor do Ministério
da Justiça, Juliana Pereira da Silva.
A reunião será realizada às 14h30, no plenário
7.
Agência
Senado
Senadores
fazem cobranças ao ministro da Saúde
Da
Redação
Após exposição do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, em audiência na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), os senadores fizeram análise das propostas
para o setor apresentadas e cobraram medidas para melhorar a área.
O senador
Casildo Maldaner (PMDB-SC), afirmou ter gostado da proposta
de interiorização do profissional de saúde
apresentada pelo ministro, que prevê estímulos para
reter em pequenas cidades médicos recém-formados,
entre outras ações. Para o senador, 80% dos problemas
da área poderão ser resolvidos com essa proposta.
O senador
Eduardo Amorim (PSC-SE) cobrou a instalação
de um hospital específico para tratamento de pacientes
de câncer em seu estado, doença que mata cerca de
140 mil por ano. Segundo o senador, pesquisas indicam que cerca
de 40% das mortes poderiam ser evitadas se houvesse precocidade
no diagnóstico e tratamento adequado. Ele cobrou também
a aprovação da proposta de regulamentação
da Emenda 29 (que assegura recursos para a área), proposição
em exame pela Câmara dos Deputados.
A regulamentação da Emenda 29 também foi
reivindicada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que
disse ser necessário, contudo, rejeitar emenda para criação
de um novo tributo para o setor - a contribuição
social da saúde (CSS).
O senador
Paulo Davim (PV-RN) cobrou recursos para a área
e disse ser necessário instituir punição
severa para desvios de verbas da saúde, crime que deveria
ser classificado como hediondo em sua avaliação.
Ele também lembrou a necessidade de incentivo à formação
de pediatras, setor carente de profissionais no país.
O senador também aplaudiu a medida de adotada pelo governo
de distribuição de medicamentos para hipertensos
e diabéticos.
A senadora Ângela Portela (PT-RR) elogiou programas do
governo, como a Rede Cegonha, lançada recentemente em
Minas Gerais, para atendimento à saúde da mulher,
desde o momento em que descobre a gravidez até os dois
anos do filho; e o programa de prevenção e diagnóstico
e tratamento do câncer de mama e do colo do útero.
Ela propôs ainda a instituição de um programa
específico para cuidar da saúde do homem.
A senadora
Marisa Serrano (PSDB-MS) disse que o "caos" na
saúde está instalado, sendo necessário definir
um rumo para resolver os problemas, especialmente para atendimento
dos mais pobres que dependem dos postos de saúde. Em sua
opinião, o fundamental agora é o atendimento básico,
emergente da população. Segundo pesquisa citada
pela senadora, 71% da população classifica o sistema
de saúde do país como regular ou ruim. Ela citou
ainda denúncias de cobrança para atendimento pelo
Sistema Único de Saúde (SUS) e cobrou fiscalização
para evitar esses casos.
O senador
Paulo Paim (PT-RS) defendeu medidas para avançar
no combate ao consumo do álcool e cobrou também
a aprovação da regulamentação da
Emenda 29, além de atenção especial à saúde
dos aposentados.
Para o senador
Mozarildo Cavacanti (PTB-RR), o problema maior na área da saúde é o desvio de recursos, "a
corrupção na área". Ele citou investigação
da Controladoria Geral da União (CGU) que descobriu desvios
de cerca de R$ 500 milhões na Fundação Nacional
da Saúde (Funasa). O senador também concordou com
Paim quanto à necessidade de conter o consumo de álcool
no país. Ele fez um apelo para realização
de uma "força-tarefa" em seu estado para deter
a corrupção na área de saúde.
O senador
Humberto Costa (PT-PE) defendeu a revisão da
regulamentação da profissão de mototaxista,
em razão do número elevado de acidentes que acontecem
com esses profissionais. Ele afirmou ainda ser necessário
cobrar o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
por parte dos gestores públicos, já que não
há apenas "bonzinhos" na área da saúde.
Agência
Senado
Em
debate sobre desvio de verbas na saúde, ministro pede
parceria do Congresso para controle do SUS
Por Iara
Guimarães
Altafin
Em debate
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, pediu nesta quarta-feira
(4) apoio do Congresso para aprovação de propostas
que ampliem os mecanismos de controle do uso de recursos do Sistema Único
de Saúde (SUS). Para ele, o país enfrenta o desafio
de consolidar o sistema, condição para superar
as dificuldades enfrentadas pelo setor.
- Não podemos 'dourar a pílula'. Estamos conscientes
que 41% da população consideram a saúde
o principal problema do país - disse, ao reconhecer que
a melhoria de gestão e de controle de recursos seria a
principal forma de ampliar os investimentos na Saúde.
Entre as
propostas que tramitam no Congresso e que visam aperfeiçoar
a gestão do SUS, ele citou projeto do senador Humberto
Costa (PT-PE), que estabelece a Lei de Responsabilidade Sanitária
(PLS 174/2001). A proposta torna prefeitos, governadores e o
governo federal gestores solidários do Sistema Único
de Saúde, prevê a definição de metas
e a adoção de mecanismos para assegurar o cumprimento
das mesmas, além prever punições administrativas
e criminais para os casos de gestão fraudulenta.
Para o senador
Eduardo Amorim (PSC-SE), é fundamental
definir a missão de cada ente federado, pois isso permitiria à população
possa cobrar a responsabilidade de cada um e acabar com o "empurra-empurra" dos
gestores públicos municipais, estaduais e federais.
Ao detalhar
as medidas de controle já adotadas pelo ministério,
Padilha citou o aperfeiçoamento do cadastramento de usuários
e a adoção do cartão unificado do SUS. Esse último
foi regulamentado por portaria assinada na última segunda-feira
(2) e visa formar uma base de dados nacional para identificação
dos usuários do sistema, por meio de um número único
válido em todo o território nacional.
- Vamos começar a implantar o cartão pelos municípios
que já dispõem de cadastro de usuários -
informou, dizendo que até 2014 o cartão deverá estar
implantado em todo o país.
Para ampliar
o acesso a informações sobre o SUS
ele destacou a criação, em abril, do Portal de
Transparência do Ministério da Saúde. Por
meio do portal, será possível, por exemplo, acompanhar
o uso dos recursos repassados aos municípios para compra
de equipamentos, conforme explicou.
- O país tem hoje, no sistema público, duas vezes
e meia mais mamógrafos do que o necessário para
atender às mulheres brasileiras, mas muitos não
estão funcionando ou funcionam abaixo da capacidade -
disse.
Para Paulo
Davim (PV-RN), o desvio de recursos públicos
deveria ser classificado como crime hediondo. Também o
presidente da CAS, Jayme Campos (DEM-MT), e os senadores Paulo
Paim (PT-RS), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Waldemir Moka (PMDB-MS)
defenderam a adoção de medidas mais rígidas
para o combate da corrupção na saúde.
Agência
Senado
Regulamentação da Emenda 29 e combate à corrupção
são prioridade para garantir mais recursos à saúde
Por Iara Farias Borges
A melhoria
dos serviços de saúde depende da definição
de novas fontes de recursos na área, disse o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, ao participar de audiência
pública, nesta quarta-feira (4), na Comissão de
Assuntos Sociais (CAS). Ele defendeu a aprovação
pelo Congresso Nacional da regulamentação da Emenda
29, que fixa percentuais mínimos a serem investidos anualmente
em saúde pela União, Distrito Federal, estados
e municípios.
Na avaliação do senador Eduardo Amorim (PSC-SE),
que requereu o debate, a adoção de um mínimo
a ser aplicado na saúde é importante para prevenir
desvios por parte de maus gestores. No entanto, segundo ele,
apenas a aprovação da Emenda 29 não vai
suprir as necessidades da área. Para permitir maior responsabilização
e impedir a corrupção, sugeriu o senador, a legislação
deve definir de forma mais clara a missão e a função
do Sistema Único de Saúde (SUS).
O senador
Paulo Davim (PV-RN) observou que o Brasil investe menos em
saúde que seus vizinhos da América do
Sul. O Brasil, informou o senador, investe cerca de 4% do Produto
Interno Bruto (PIB), enquanto grande parte dos países
latino-americanos aplica quase 10% do PIB na área.
Ao mencionar
a corrupção e a impunidade como causas
de perda de recursos da saúde, Davim sugeriu que a legislação
seja alterada para tornar mais rigorosa a punição
de desvios no setor. O senador classificou tais crimes como hediondos.
- Sem recursos,
não dá pra fazer frente a 23%
de hipertensos, 30% de doentes cardiovasculares - disse Davim,
acrescentando que o tratamento de vítimas de acidentes
de trânsito consome mais de R$ 200 milhões e os
problemas decorrentes do tabagismo exigem mais R$ 300 milhões.
Também para o senador Waldemir Moka (PMDB-MS) o Ministério
da Saúde depende do aporte de mais recursos para resolver
a crise da saúde no Brasil. Ele lembrou que a área
perdeu uma fonte importante com a extinção da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), sem que novos investimentos fossem feitos.
O presidente
da CAS, senador Jayme Campos (DEM-MT), alertou que esse aporte
de recursos
não deve vir de um novo imposto,
mas da aprovação da Emenda 29. Em sua opinião,
a sociedade brasileira já está sobrecarregada de
impostos e não pode arcar com mais um.
Prevenção
Para diminuir
a demanda por serviços de saúde,
o que permitiria mais qualidade no atendimento, o ministro Padilha
observou ser necessária a implementação
de medidas para modificar os hábitos das pessoas e os
modelos de convivência humana que geram problemas à saúde.
Muitos dos
atendimentos do SUS, observou o senador Ricardo Ferraço
(PMDB-ES), são decorrentes de acidentes de trânsito
causados por motoristas alcoolizados. O senador informou que
37 mil brasileiros morreram em 2010 em consequência desses
acidentes. Para ele, o mau comportamento no trânsito decorre
da "certeza da impunidade".
Ao defender
a aprovação da Emenda 29, a senadora
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que a excelência na área
de saúde pode ser adquirida por meio de pactos e convênios.
Tais ações, observou ainda a senadora, devem ser
feitas com transparência e eficiência.
Agência
Senado
Veja
os dados apresentados pelo ministro da Saúde em
audiência na Comissão de Assuntos Sociais
Da RedaçãoO ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, participou nesta quarta-feira (4) de audiência
pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) sobre
os projetos de seu ministério para os próximos
anos e sobre denúncias de fraudes no Sistema Único
de Saúde (SUS). Durante sua fala, ele apresentou dados
sobre a área nos últimos anos. Clique no link abaixo
para ver a apresentação.
http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/pdfs/Apresentacao_ministro_Padilha_CAS.pdf
Saúde
Business Web
Entidades
médicas: Negociação
com 15 planos
Depois das
reivindicações encaminhadas às
operadoras, a classe passa a negociar com empresas como Amil,
Medial, Cassi, entre outras
Após manifestação nacional em 7 de abril,
quando os médicos suspenderam o atendimento de planos
e seguros de saúde, tiveram início em todos os
Estados as negociações com as operadoras.
Em São Paulo, as entidades médicas definiram 15
planos de saúde que serão inicialmente contatados.
O estado
concentra atualmente 18, 1 milhões de usuários
de planos de saúde, dentre os 45,5 milhões de beneficiários
da saúde suplementar de todo o país. Em São
Paulo, 44% da população têm plano de saúde,
estado com a maior taxa de cobertura.
Reivindicações encaminhadas aos planos de saúde
• Consulta a R$ 80,00 e procedimentos atualizados proporcionalmente
de acordo com o sistema de hierarquização da Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM);
• Regularização dos contratos entre operadoras
e médicos, com a inserção de cláusula
de reajuste anual com base no índice autorizado pela ANS
para os planos individuais.
Operadoras
de São
Paulo chamadas para negociar
• MEDICINA DE GRUPO: Amil, Medial, Intermédica,
Gama Saúde, Golden Cross, Green Line
• AUTOGESTÕES: Cassi (Banco do Brasil), Caixa Econômica
Federal, ABET (Telefônica), Companhia de Engenharia de
Tráfego (CET), GEAP, Embratel
• SEGURADORAS: Porto Seguro, Marítima,
Notredame
Diante das
respostas das operadoras serão convocadas
assembléias de médicos para discutir os rumos do
movimento, informaram as entidades APM, Simesp e Cremesp.
Saúde
Business Web
Auditoria:
uma oportunidade para médicos
Por Verena Souza
Área tem progredido com o desenvolvimento do setor. No
entanto, o profissional não é valorizado da mesma
forma pelos estados e municípios
O especial "Além do estetoscópio" tem
mostrado oportunidades para profissionais de saúde fora
da área clínica. Processos de auditoria no setor é uma
possibilidade dentre inúmeras outras que surgem em meio
ao desenvolvimento da Saúde como, por exemplo, acreditação
e projetos em TI.
"Auditoria em Saúde é uma área que
está progredindo, pois as instituições cada
vez mais percebem a importância de implementar processos
de gestão e avaliá-los", explicou a médica
Rosane Amaral, do departamento de auditoria federal do Sistema Único
de Saúde (SUS).
A profissão não exige nenhuma qualificação
específica. Pelo contrário, busca profissionais
com diferentes formações como contadores, economistas,
pedagogos, engenheiros, assistentes sociais, entre outros.
Os auditores
são direcionados de acordo com a necessidade
de cada instituição de saúde. Os médicos,
por exemplo, têm maior expertise para apurar um óbito
ou analisar prontuários de pacientes. "Acho interessante
atuar na área depois de ter trabalhado no atendimento
clínico, com a população", ressaltou
Rosane.
Para atuar
junto ao sistema público de saúde é preciso
conhecer a fundo a legislação do SUS. "O auditor
precisa entender como funciona o financiamento dos programas,
pois analisamos os repasses de recursos para os estados e municípios",
explicou Rosane.
De acordo
com ela, o governo promove cursos de especialização
para o desenvolvimento desses profissionais. No entanto, a valorização
do auditor varia entre os estados. Existem aqueles, como Mato
Grosso do Sul e Bahia, que possuem plano de carreira para tais
profissionais. Enquanto outros não promovem nenhum tipo
de concurso para o exercício da profissão.
"Há dez anos estou neste trabalho. É uma
boa opção. Mas temos que pleitear para que todos
possam ter sua carreira e, assim, ter o direito de uma remuneração
diferenciada. Até para atrair mais pessoas para a área",
enfatizou Rosane.
Saúde
Business Web
MP
dos Hospitais Universitários será revista
Transferência da gestão para a Empresa Brasileira
de Serviços Hospitalares (Ebserh) não poderá ferir
a autonomia acadêmica
O relator
da Medida Provisória 520/10, deputado Danilo
Fortes (PMDB-CE), irá modificar o texto da medida para
deixar claro que a alteração da gestão dos
hospitais universitários para a Empresa Brasileira de
Serviços Hospitalares (Ebserh) não poderá ferir
a autonomia universitária.
De acordo
com a Agência Câmara, o relator divulgou
os principais pontos do seu parecer durante audiência pública
da Comissão de Educação e Cultura sobre
a MP, realizada na terça-feira. A MP cria a Ebserh (uma
empresa privada de direito público) para padronizar e
normatizar a contratação de funcionários
para os hospitais universitários federais. Os representantes
dos servidores das universidades são os principais opositores
da MP. Eles afirmam que a medida privatiza a gestão dos
hospitais.
Entre as
alterações que fará na MP, Fortes
citou: "Colocação clara do princípio
da autonomia universitária, a utilização
de eventuais lucros em investimentos na própria unidade
hospitalar, a participação do Ministério
da Saúde dentro do Conselho Administrativo, a criação
do controle social e a garantia que os dirigentes da empresa
serão escolhidos pela comunidade acadêmica."
Críticas
O ex-diretor-geral
do Hospital Universitário da Universidade
de Brasília Gustavo Romero, que pediu demissão
na segunda-feira (2) por discordar da MP, afirmou que não
houve discussão com a comunidade acadêmica e que
a proposta não resolve os complexos problemas que envolvem
o funcionamento de um hospital-escola.
Um dos autores
do pedido da audiência, o deputado Rogério
Marinho (PSDB-RN) considera que a proposta atinge a essência
da autonomia universitária. Ele mostrou dados que mostram
que o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, que serviu
de modelo para a elaboração da MP, recebeu nos últimos
anos o dobro de recursos de instituições que funcionam
em cidades muito maiores. Marinho questiona a razão pela
qual o governo federal afirma que tem recursos para essa reestruturação
dos hospitais, mas não usa para atender já as instituições.
"A MP fere frontalmente o artigo 207 da Constituição,
porque cria uma estatal e essa estatal passa a ter autonomia
inclusive para promover as ações pedagógicas
e de ensino da instituição. E mais, o governo diz
o seguinte: na hora em que a estatal for estabelecida, está resolvido
o problema de financiamento dos hospitais. Ora, se o governo
ela tem o recurso para fazer isso, por que não o faz no
modelo atual?", questiona o deputado.
O representante
da Associação Nacional dos Dirigentes
das Instituições Federais de Ensino Superior e
novo diretor do Hospital da UnB, João Batista de Souza,
afirmou que não está claro se as instituições
que não aderirem à empresa continuarão a
receber recursos do governo federal.
O secretário nacional do ensino superior do MEC, Luís
Claúdio Costa, garantiu que os repasses vão continuar. "Hoje,
as verbas são distribuídas mediante uma matriz.
Então, temos uma matriz orçamentária, que
verifica a quantidade de professores, de servidores, de atendimento.
Se a universidade entender: eu tenho um modelo, eu quero fazer
dessa forma, ela vai receber os recursos que a matriz destina
a ela", afirmou.
O relator
acredita que a MP estará pronta para ser votada
na próxima semana.
Folha
de São
Paulo
Ministro
da Saúde afirma que chip não fará falta
para o Cartão SUS
DE BRASÍLIA - O ministro Alexandre Padilha (Saúde)
defendeu ontem a decisão do governo federal de implantar
cartões do SUS (Sistema Único de Saúde)
até 2014 em todos os municípios do país,
mesmo sem chips que poderiam facilitar a identificação
dos dados dos usuários.
O objetivo
do documento é registrar todas as consultas
e internações dos usuários num banco de
dados.
"Fizemos um estudo rigoroso que mostrou que não
precisa do chip para o que o cartão serve. Cartão
de crédito, vários não têm chip. O
próprio número do cartão SUS já é o
registro hoje", afirmou.
Segundo o
ministro, a economia do ministério por não
ter implantado os chips nos cartões do SUS chega a 50
vezes por unidade. "O chip era R$ 5, sem chip a previsão
[do custo do cartão] é R$ 0,10."
O
Estado de São
Paulo
Editorial
A
novela do Cartão
do SUS
Promessa
da candidata Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral, o
projeto do Cartão Nacional de Saúde, que foi
lançado há 12 anos, está sendo retomado
novamente pelo governo. Ele já consumiu R$ 450 milhões
dos R$ 610 milhões previstos em 1999, mas até hoje
sua implantação não foi concluída.
Embora o Ministério da Saúde tenha emitido centenas
de milhares de cartões, com base num banco de dados com
192 milhões de nomes, a distribuição foi
suspensa por causa de denúncias de fraudes cometidas nos
contratos de confecção dos cartões e da
descoberta de irregularidades nos cadastros do SUS. Do total
de cartões confeccionados, cerca de 25% tinham nomes repetidos,
errados e de pessoas já falecidas.
A ideia do
Ministério da Saúde é adquirir
cerca de 200 milhões de cartões magnéticos
- a um custo estimado entre R$ 24 milhões e R$ 30 milhões
- para distribuí-los nos 5,5 mil municípios do
País até 2014 - o último ano de mandato
de Dilma. Além de agilizar consultas e internações,
uma vez que reduz as filas de espera, o Cartão Nacional
de Saúde - também conhecido como Cartão
SUS Nacional - ajuda a melhorar a qualidade do atendimento, na
medida em que registra as doenças dos usuários
num banco de dados, fornecendo aos médicos o histórico
de cada paciente do Sistema Único de Saúde (SUS),
o número de vezes em que passou por consultas e os nomes
dos remédios que recebe gratuitamente.
O banco de
dados também fornece ao Ministério
da Saúde as informações técnicas
de que necessita para formular, implementar e executar as políticas
do setor. O problema é que nem todas as Prefeituras dispõem
de condições financeiras e técnicas para
implantar um sistema de informática capaz de gerir a distribuição
desses cartões e fiscalizar seu uso.
Em 2010,
o Ministério da Saúde chegou a estudar
a possibilidade de comprar novos softwares para cadastrar e gerir
os dados dos pacientes do SUS. Mas a ideia foi descartada e,
no mês passado, o Ministério assinou um convênio
de cooperação tecnológica com a Prefeitura
de São Paulo, que irá ceder gratuitamente a base
do Programa Integrado de Gestão de Atendimento (Siga/SP)
a todos os municípios sem sistema próprio de informática
na área de saúde. Desenvolvido em 2005 pela Secretaria
Municipal de Saúde, o Siga/SP é um software que
permite à Prefeitura gerir cerca de 800 serviços
prestados a 8 milhões de pessoas cadastradas.
A implantação do programa tornou possível
controlar os serviços prestados a todas as gestantes atendidas
pelo SUS paulistano, monitorar a evolução da gravidez
de quase 100 mil mulheres e prever o número de vagas necessárias
para atender à demanda da população, por
região da cidade. O sucesso do Siga/SP ficou evidente
em 2009, durante a ocorrência da pandemia da gripe A (H1N1),
quando permitiu às autoridades municipais identificar
as gestantes que poderiam ser atingidas. Além da capital,
15 municípios paulistas já estão utilizando
esse software - e outros 40 municípios estão negociando
convênios com a Prefeitura de São Paulo.
Com base
nesse software, a ideia do governo federal é firmar
um pacto com os Estados para dotar as unidades de saúde
dos pequenos municípios de computadores. O maior problema,
contudo, continua sendo o da distribuição do Cartão
SUS Nacional. Durante o governo Lula, o Ministério da
Saúde cogitou da possibilidade de adotar cartões
com chip ou tarja magnética, que tinham um custo unitário
de R$ 5. Como os gastos seriam altos, o governo Dilma determinou
a utilização de cartões mais simples, a
um custo unitário de R$ 0,12. E, para evitar erros, o
nome e o número dos pacientes constarão de uma
etiqueta que será colada em cada cartão nos postos
de saúde. Além disso, o SUS terá de "limpar" sua
base de dados, para eliminar nomes repetidos ou errados.
É incrível que, em plena era da informática,
a União não tenha conseguido adotar um cartão
nacional de saúde, precisando de pelo menos mais três
anos para concluir um projeto que foi iniciado há 12 anos.
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Legislação e gestão dos Hospitais Filantrópicos
Saúde
Business Web
A Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes
do Estado de São Paulo (Fehosp) promove o 20º Congresso
de Presidentes, Provedores, Diretores e Administradores Hospitalares
de Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São
Paulo, de 03 a 06 de maio, no Bourbon Atibaia SPA Resort, em
Atibaia, no interior de São Paulo.
O evento,
que este ano terá como tema “Filantropia:
o Brasil precisa muito de nós”, irá abordar
a atualização da nova lei da filantropia, incluindo
aspectos jurídicos e contábeis, além de
temas como parcerias estratégicas para a saúde,
voluntariado, gestão, entre outros assuntos voltados aos
profissionais da saúde e gestores de entidades.
O congresso
contará com a participação
de Wellington Nogueira, fundador e coordenador do grupo “Doutores
da Alegria”, Montserrat Dolz, diretora técnica do
Gesaworld, grupo especializado em assessoria hospitalar, da Espanha,
José Luiz Spigolon, superintendente da CMB (Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas) e diversos especialistas da saúde.
Também marcam presença no evento, diversos setores
governamentais, entre eles, o Ministério da Saúde,
o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, a
Frente Parlamentar de Saúde e a Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo, para discutir o que os gestores
pensam da prática da filantropia.