05-08-11

 

Leia nesta edição:

- A delicada situação das Santas Casas

- Cartilha tira dúvidas sobre reajustes de planos

- Planos têm cinco dias para migrar convênio

- Pesquisa mapeia genes ligados a tipo comum de tumor cerebral

- Hospital de Sorocaba terá 50 denunciados

- Como some o dinheiro da Saúde

- Composto pode matar células de câncer ao privá-las de glicose

- Pesquisa sobre novo tratamento contra o câncer ganha prêmio

- Superbactéria resistente a remédios

- Estados e municípios apresentam ao MS andamento de projetos para Copa 2014

- Projeto prevê folga anual para exame preventivo de câncer de servidora

- Conselhos de Medicina do país exprimem seu estado de luto pela saúde

- CAP seleciona projetos de interesse dos médicos

- Doar medula óssea não dói

- Projeto amplia lista de doenças que permitem saque do FGTS

- Planos de saúde: E-mail? ANS só receberá reclamações por telefone

- Dia Nacional da Saúde: oito mudanças simples para ficar mais saudável

- Hospitais terão Selo de Biossegurança

- Líderes vão pressionar pela votação de temas polêmicos, como PEC 300

- Seguridade Social promoverá Simpósio Nacional de Saúde

- Marco Maia apresentará calendário de votações na próxima semana

Sexta-feira, 05.08.11

O Estado de São Paulo

A delicada situação das Santas Casas

Por Édson Rogatti, Diretor-Presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo

Com a iminência, esperamos todos, da votação da regulamentação da Emenda Constitucional (EC) 29 pelo Congresso, é oportuno analisar a situação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes, que formam uma rede fundamental para a sustentação do Sistema Único de Saúde (SUS).

O setor filantrópico de saúde é composto por quase 4 mil unidades no Brasil. Todas elas, no momento, enfrentam dificuldades financeiras provocadas pela parcela de sua operação destinada ao atendimento público, que em média é de mais de 80% da capacidade total.

Os hospitais têm um déficit anual de R$ 4 bilhões no atendimento ao SUS. Em 2010, empregaram R$ 12 bilhões na assistência gratuita e receberam R$ 7,9 bilhões do governo. A sobrevivência só tem sido possível pela mitigação do prejuízo com receitas particulares, que em muitos casos vêm da própria população, em forma de doações.

O centro do problema é a defasagem da tabela de procedimentos do SUS. Esse documento determina quanto o governo deve pagar por cada intervenção realizada nos pacientes da rede pública. Nele está estabelecido, por exemplo, que o hospital receba R$ 450 por um parto. Mas o custo real é de R$ 900.

Essa subavaliação ocorre em todos os itens da tabela. No geral, o déficit é de 40%, ou seja, para cada R$ 100 gastos, os hospitais recebem R$ 60. E isso ocorre há anos.

As Santas Casas e Hospitais Beneficentes são responsáveis por 1/3 do sistema de saúde do País. Todos os anos realizam 185 milhões de atendimentos ambulatoriais gratuitos. No Estado de São Paulo, respondem por 33 mil dos 65 mil leitos existentes. Também é importante lembrar que 70% das unidades estão localizadas em municípios com até 30 mil habitantes, onde, em grande parte, são a única alternativa de atendimento público.

Os filantrópicos permitiram a criação do SUS, uma das maiores conquistas sociais do Brasil, já que o Estado não dispunha à época, e não dispõe hoje, de uma estrutura capaz de suportar a universalização da assistência. Para vencer esse obstáculo, a administração pública estabeleceu um acordo com a rede beneficente, que pôs seus hospitais à disposição do projeto. Essa parceria público-privada é a espinha dorsal do SUS e o colapso das Santas Casas e Hospitais Beneficentes põe em risco o sistema.

Privado de direito, o setor filantrópico pode ser considerado público de fato. Sua missão e a filosofia dos seus gestores e funcionários são servir a população, principalmente os mais carentes. A maioria dos seus hospitais utiliza mais de 90% da capacidade no atendimento gratuito, embora a legislação exija apenas 60%.

Mas está mais difícil para as Santas Casas cumprirem esse papel social. Algumas fecharam as portas e muitas estão diminuindo o número de atendimentos para o SUS como forma de atenuar o déficit operacional.

É importante esclarecer que a reivindicação do setor filantrópico não é por lucros, já que as instituições não têm esse fim. Não se trata de um negócio. O alerta é para a necessidade de um fluxo de receitas que cubra as despesas. Quando um hospital deixa de atender um paciente do SUS, não o faz porque não é vantajoso, mas porque não é possível.

É imperativo que o Congresso aprove leis que garantam recursos para a saúde. As autoridades não podem mais adiar a regulamentação da EC 29.

Ao mesmo tempo, é urgente retomar uma interlocução produtiva entre governo e entidades em busca de equilíbrio financeiro. E a partir da premissa de que não é possível permitir o distanciamento dos filantrópicos da saúde pública, estabelecer compromissos, aparar arestas e voltar a produzir em conjunto.

Chegou a hora de reafirmar, com bases realistas, o pacto que viabilizou a criação do SUS, ferramenta que permite ao Estado cumprir seu dever constitucional de prover saúde para a população. Temos essa obrigação com os brasileiros e as instituições filantrópicas não pretendem fugir da responsabilidade.

FenaSaúde / InfoMoney

Cartilha tira dúvidas sobre reajustes de planos

A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) lançou uma cartilha, a fim de facilitar o entendimento a respeito dos planos de saúde. O tema escolhido para a cartilha FenaSaúde na Redação foi o Reajuste das Mensalidades dos Planos de Saúde.

Com perguntas e respostas, a intenção do guia é se tornar uma fonte segura de consulta sobre reajuste, faixa etária, diferença de reajuste entre planos individuais, familiares e coletivos, além de sanar dúvidas sobre planos médico-odontológicos. Entre as principais questões abordadas no guia, estão:

Dúvida Resposta

Os preços dos planos de saúde são controlados? Não. O preço de venda é de livre determinação das operadoras, mas os reajustes subsequentes são controlados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), no caso dos planos individuais ou familiares novos, ou seja, assinados após a edição da Lei 9.656/98. O preço de venda de todos os planos devem ser submetidos à aprovação da ANS, que avalia se o preço é suficiente para cobrir as despesas assistenciais administrativas e de comercialização.

Como funcionam as regras de reajuste dos planos de saúde? Existem reajustes anuais e reajustes por faixa etária. As regras para os reajustes dependem se o plano é novo e regulamentado (adaptado ou assinado após a Lei 9.656/98) ou se o plano é antigo, anterior à regulamentação. Também depende do tipo de contratação do plano, que pode ser individual/familiar ou coletivo. Apenas os planos individuais e familiares novos estão submetidos aos índices de reajuste autorizados pela ANS. Os planos coletivos têm seus índices de reajuste fixados mediante a negociação entre o contratante e a própria operadora.

Por que o preço dos planos muda de acordo com as faixas etárias? Uma característica fundamental dos sistemas de saúde, públicos ou privados, no Brasil ou no exterior, é que os custos da assistência à saúde aumentam com a idade. Por isso, o reajuste por faixa etária é uma prática mundialmente aceita e tem por objetivo o correto cálculo do preço do benefício, pois existe correlação direta entre a idade do proponente e o risco que ele traz para o ‘fundo mútuo’ constituído pelas mensalidades. A metodologia estabelecida pela ANS pretende viabilizar um ‘pacto entre gerações’, em que os usuários de menor idade subsidiam, ainda que de forma limitada, os custos daqueles de faixas etárias mais elevadas.

Quantas e quais são as faixas etárias estabelecidas para reajuste nos planos de saúde? As faixas etárias variam conforme a data de contratação do plano. Para os planos novos, contratados entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004, existem sete faixas etárias: a) 0 a 17 anos; b) 18 a 29 anos; c) 30 a 39 anos; d) 40 a 49 anos; e) 50 a 59 anos; f) 60 a 69 anos; g) 70 anos. Para os planos contratados a partir de 1º de janeiro de 2004 (após a entrada em vigor do Estatuto do Idoso), o número de faixas passou de sete para dez: a) 0 a 18 anos; b) 19 a 23 anos; c) 24 a 28 anos; d) 29 a 33 anos; e) 34 a 38 anos; f) 39 a 43 anos; g) 44 a 48 anos; h) 49 a 53 anos; i) 54 a 58 anos; j) 59 anos ou mais. Para os planos contratados antes de 2 de janeiro de 1999, vale o que está expresso no contrato.

Se coincidir a mudança de faixa etária e o aniversário do plano, o beneficiário terá dois reajustes ao mesmo tempo? Sim. O reajuste por mudança de faixa etária ocorre quando o beneficiário passa de uma das faixas pré-definidas para a seguinte. Aplica-se na idade inicial de cada faixa e pode ocorrer tanto pela mudança da idade do titular como dos dependentes do plano. As faixas e os percentuais devem estar previstos em contrato, em aditivo ou em tabela anexa. Já o reajuste anual leva em consideração a data em que o contrato foi firmado com a operadora.

A partir dos 60 anos os planos deixam de ser reajustados? Depende do caso. Para os contratos não regulamentados e para os planos novos e regulamentados, assinados entre 2 de janeiro de 1999 e 1º de janeiro de 2004, vale o que está explicitado em contrato. Para os contratos assinados a partir da aprovação do Estatuto do Idoso, em 2004, não pode ser aplicado aumento de mensalidade acima dos 60 anos.

Por que o reajuste dos planos individuais e familiares é diferente dos planos coletivos? Os contratos coletivos com mais de 30 beneficiários não estão sujeitos ao período de carência e podem ser rescindidos tanto pela operadora quanto pelo contratante a qualquer tempo. Sendo assim, os contratantes têm mais poder de negociação direta. No caso dos planos individuais e familiares, a ANS entende que é preciso determinar uma regra comum a todos os beneficiários – já que é muito mais difícil a negociação caso a caso com as operadoras.

Como são aplicados os reajustes dos planos coletivos? Os reajustes desses contratos não são regulados pela ANS, que pressupõe que, nesta modalidade de contrato, o poder de negociação de ambas as partes é eficaz. Esses reajustes são negociados diretamente pelas operadoras e as empresas ou entidades contratantes e, por serem livres, variam de contrato para contrato. Não é necessária autorização prévia da ANS para a aplicação do reajuste, mas é obrigatória a sua comunicação após a aplicação.

Isto quer dizer que a ANS não regulamenta em nada o reajuste dos planos coletivos? A ANS não determina o índice, mas define algumas regras: prazo mínimo de 12 meses entre cada reajuste; proibição de reajustes diferenciados dentro de um mesmo plano de um determinado contrato; proibição de preços diferenciados para novos beneficiários em relação aos valores pagos pelos que já estão no plano; proibição de reajuste na data de adesão ao plano – as mensalidades de todos os beneficiários são reajustadas no mesmo mês.

Os planos exclusivamente odontológicos seguem as mesmas regras dos planos médico-hospitalares com ou sem cobertura odontológica? Não. Desde 2005, os planos exclusivamente odontológicos, individuais e familiares, seguem as regras estabelecidas em contrato – desde que esteja explícito um índice oficial de preços (IGP, IPCA etc). No caso de o contrato não estipular este índice, vale o reajuste estabelecido pela ANS para os planos médico-hospitalares.

Folha de São Paulo

Planos têm cinco dias para migrar convênio

As operadoras de planos de saúde têm até cinco dias para responder ao cliente que pedir a adaptação ou a migração do convênio contratado até 1999, segundo a ANS (agência reguladora do setor). Desde ontem esses clientes podem atualizar seus convênios para garantir a cobertura mínima.

Uma das vantagens é que não é preciso cumprir novas carências. A operadora que se recusar a atualizar o plano a pedido do cliente poderá levar multa de R$ 50 mil.

Folha de São Paulo

Pesquisa mapeia genes ligados a tipo comum de tumor cerebral

Cientista da USP integra estudo, que sairá na revista 'Science'

Uma equipe internacional de cientistas, incluindo uma pesquisadora da USP, mapeou genes importantes para o surgimento de um tipo de câncer de cérebro muito comum em adultos.

Os chamados oligodendrogliomas, apesar do nome obscuro, afetam 20% das pessoas que desenvolvem tumores cerebrais depois da infância.

Já se sabia da associação entre esse tipo de tumor e alterações nos cromossomos (as estruturas enoveladas que abrigam o DNA) números 1 e 19. Agora, a equipe integrada por Suely Nagahashi Marie, da USP, verificou mutações nos genes FUBP1 e CIC, localizados nesses cromossomos.

As alterações genéticas podem servir, no futuro, para identificar com precisão a variante do tumor e direcionar melhor as terapias contra o câncer, escreve a equipe de pesquisadores.

O estudo sairá numa edição futura da "Science".

O Estado de São Paulo

Hospital de Sorocaba terá 50 denunciados

MP aguarda perícia em computadores do CHS para concluir inquérito e oferecer denúncia por fraudes em licitações e plantões médicos

Por José Maria Tomazela

O Ministério Público Estadual (MPE) vai denunciar pelo menos 50 pessoas por envolvimento nas fraudes em licitações e plantões médicos do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

O número de acusados é quatro vezes superior ao de pessoas presas por suspeita de participação nas fraudes, durante a Operação Hipócrates, deflagrada no dia 16 de junho. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu 12 pessoas, entre elas o então diretor do CHS, o médico Heitor Consani, e dois ex-diretores.

"Não tenho dúvida de que a denúncia vai causar um impacto bem maior que a própria operação", afirmou o promotor Wellington Veloso, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Para não retardar a avaliação das provas pela Justiça, os promotores do Gaeco decidiram dividir as investigações em duas fases. "Serão denunciadas cerca de 50 pessoas nessa primeira fase, mas vamos continuar investigando outros nomes suspeitos", disse Veloso.

Para encerrar o primeiro inquérito, o MP aguarda os laudos da perícia que está sendo feita pelo Instituto de Criminalística (IC) nos computadores apreendidos na operação. Apenas do computador central do CHS foram copiados 400 mil arquivos.

O pente-fino deve demorar pelo menos mais duas semanas. As denúncias incluem crimes como peculato, fraude em licitação, tráfico de influência, falsificação de documentos e formação de quadrilha. As 12 pessoas presas inicialmente já foram libertadas - todas negam as acusações.

Mesmo sob intervenção da Secretaria da Justiça do Estado, decretada após a Operação Hipócrates, o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, maior hospital da região, continua em situação de caos. Na terça-feira, ambulâncias foram flagradas "descarregando" doentes sem condições de locomoção em plena rua. As macas e cadeiras de rodas eram empurradas pela via pública até a entrada do hospital. As cenas revoltaram motoristas e transeuntes. O paciente Zacarias de Paula, que havia passado por quimioterapia, desmaiou na calçada. Mesmo estando na frente do hospital, ele teve de esperar a chegada de uma unidade do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), deslocada de outra região.

Motoristas das ambulâncias alegam que a direção não permite a entrada dos veículos para deixar os doentes sem locomoção na porta do ambulatório.

DCI

Como some o dinheiro da Saúde

Por Antonio Carlos Lopes

Basta uma rápida busca na Internet para confirmar que o caos da Saúde é iminente e desenha-se ano após ano. As notícias de tempos atrás e as de hoje retratam uma tragédia anunciada pela insuficiência de recursos destinados à assistência dos cidadãos. Algumas manchetes: 2003, Brasil é o país que menos investe em Saúde na América Latina; 2007, Investimento ainda é baixo em comparação com outros países; 2008, Brasil investe em Saúde pouco mais que metade do gasto de países vizinhos; 2010, Saúde sofre com falta de recursos e gerenciamento precário; 2011, Brasil é lanterna em investimento na Saúde. Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, "a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação". Muito bonita a teoria, mas, para transformá-la em prática, são necessários recursos e vontade política. - De boa parte dos gestores públicos, a quem caberiam comprometimento e responsabilidade social, nem sempre os exemplos são os melhores. Acabamos de confirmar denúncia há tempos feita por entidades médicas: há estados que maquiam as destinações legalmente obrigatórias em Saúde, desviando-as a outros fins. Nos últimos anos cerca de R$ 12 bilhões declarados como investimentos no setor foram gastos em saneamento básico, financiamento educacional, aposentadoria de servidores, só para citar alguns exemplos. Claro que todos esses segmentos também são importantes, porém, todos têm destinações próprias. É inadmissível que sejam desviados os minguados recursos da Saúde, sendo que nosso país padece de resolubilidade no atendimento, com hospitais sucateados etc.

Faz pouco tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatórios, entre eles os de investimentos no setor por país. Entre as 192 nações avaliadas, ocupamos a medíocre 151ª posição. Aqui, a parcela do orçamento reservada à Saúde é de 6%. A média africana, região extremamente mais pobre e com incontáveis problemas sociais, é de 9,6%. Não à toa, a despeito de ser considerado uma das propostas mais vanguardistas de universalização da assistência em todo o mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não se viabilizou. Sua inanição vem da falta de recursos. Para reverter esse quadro, o remédio é conhecido: precisamos urgentemente regulamentar a Emenda 29, estabelecendo em lei os investimentos mínimos de Federação, estados e municípios, além de determinar o que são de fato as destinações para a Saúde. Dinheiro investido em saúde não é gasto, mas investimento.

O Estado de São Paulo

Composto pode matar células de câncer ao privá-las de glicose

Cientistas americanos descobriram que o STF-31 tira a capacidade de células cancerígenas produzirem glicose

Washington

Uma equipe de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA) identificou um composto que priva certas células cancerígenas de glicose, sua fonte de energia, informou artigo na revista Science Translational Medicine.

A quimioterapia pode ser dolorosa para os pacientes com câncer, em parte porque os compostos utilizados não distinguem o que é tecido cancerígeno e o que não é. Os compostos atacam todas as células, que se dividem e multiplicam rapidamente, tanto as do câncer como as do sangue e as que fazem crescer o cabelo.

Os pesquisadores centraram seu estudo na forma mais comum de câncer de rim em adultos, o carcinoma de célula renal, que representa quase 2% de todos os cânceres nos Estados Unidos, segundo os Centros para o Controle e Prevenção de Doenças. Esse câncer resiste às quimioterapias típicas e frequentemente é preciso retirar o rim afetado. Quase 90% desses cânceres possuem uma mutação genética que causa um crescimento celular descontrolado.

"A maioria dos tecidos normais no corpo não possui essa mutação, de modo que um composto que aponta a esse ponto vulnerável seria muito específico para as células do câncer", diz Amato Giaccia, professor e oncologia em Stanford. Com a ajuda do Centro de Alto Rendimento em Biociências de Stanford, a equipe provou mais de 64 mil compostos químicos sintéticos nas células do tumor que têm essa mutação e observou indícios de morte dessas células.

A análise resultou em dois compostos candidatos. O STF-62247, identificado por Giaccia em 2008, passou agora às provas pré-clínicas. O outro, STF-31, referente ao estudo atual, mata as células de modo distinto, portanto a combinação dos dois compostos permitiria um ataque de vários pontos.

A maioria dos carcinomas de célula renal produz energia mediante um processo bioquímico chamado glicólise aeróbica, que as células saudáveis não requerem. O processo depende da capacidade da célula para produzir glicose a partir de seu ambiente. As células que os cientistas analisaram dependem do transporte de glicose para produzi energia e o composto as priva dela. Os carcinomas de célula renal não são os únicos cânceres que devoram glicose e muitos outros aceleram o consumo desse elemento. /AP

Folha de São Paulo

Pesquisa sobre novo tratamento contra o câncer ganha prêmio

Estudo da Unicamp propõe uso de remédio de diabetes tipo 2 para potencializar os efeitos da quimioterapia

Trabalho é vencedor do Prêmio Octavio Frias de Oliveira; o oncologista Ricardo Brentani também será laureado

Por Cláudia Collucci

A combinação de um remédio que trata diabetes tipo 2 e de um quimioterápico usado em câncer de mama e de pulmão é mais eficaz para reduzir tumores do que a droga oncológica sozinha.

A revelação vem de um estudo da Unicamp, que venceu a categoria "Pesquisa em Oncologia", do Prêmio Octavio Frias de Oliveira.

A premiação acontece hoje e é uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha. A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007.

Na categoria "Personalidade em Destaque", ganhou o oncologista Ricardo Brentani, 74, um dos líderes do Projeto Genoma do Câncer.

Segundo o diretor do Icesp, Paulo Hoff, Brentani foi eleito por uma comissão entre sete indicados. No caso da pesquisa, foram avaliados mais de 20 estudos. Os vencedores recebem R$ 8.000 cada um.

"É uma maneira de estimular a produção científica nacional. A vida de pesquisador é muito difícil", diz Hoff.

Via Bioquímica

O estudo da Unicamp testou uma nova forma de tratar o câncer, associando as drogas metformina (para diabetes tipo 2) e paclitaxel (quimioterápica).

Segundo o oncologista José Barreto Campello, um dos autores do trabalho, a terapia reduziu o tumor em roedores.

"Nos animais tratados apenas com paclitaxel, o tumor ficou o dobro do tamanho em relação aos que receberam a combinação de remédios."

Agora, foram iniciados os testes em humanos.

Brentani

Um dos oncologistas brasileiros com maior produção científica internacional, Ricardo Brentani se formou em medicina pela USP em 1962.

Sob sua direção, o Hospital do Câncer A.C. Camargo (SP) se tornou referência no país. Indagado sobre o seu maior feito, ele diz: "Ter casado com a minha mulher." Ele e a química Maria Mitzi estão casados há 50 anos.

Portal G1

Superbactéria resistente a remédios

Tipo de salmonela chegou à Europa e está se difundindo por meio de alimentos contaminados

Um tipo de salmonela resistente aos mais poderosos antibióticos foi identificado no Reino Unido, na França e na Dinamarca. O surto surgiu na África e depois difundiu-se pela Europa. Durante essa trajetória, o microorganismo teria deixado de ceder aos medicamentos conhecidos.

Os pesquisadores franceses responsáveis pela descoberta da superbactéria apelaram para que autoridades de saúde monitorem o avanço da 5. Kentucky, como a cepa tornou-se conhecida. Em 2002, seus casos não passavam de um punhado; seis anos depois, no entanto, já havia 500 ocorrências registradas.

— Queremos que autoridades de todo o mundo ligadas à saúde, alimentação e agricultura tomem as medidas necessárias para controlar a cepa, antes que ela se espalhe globalmente — afirmou Simon Le Hello, coautor de um estudo sobre a S. Kentucky publicado esta semana na revista "Journal of Infectious Diseases".

Se não forem tomadas providências, segundo Le Hello, a nova cepa repetirá o caminho de outra salmonelose — a Typhimurium DT104, que provocou surtos alimentares na década de 90.

A maioria dos milhões de casos de salmonelose não são sérios, causando apenas leves perturbações no estômago. Algumas vezes, no entanto, principalmente em idosos e pessoas com sistema imunológico debilitado, essas infecções representam risco de vida e devem ser tratadas com antibióticos.

Os pesquisadores começaram a monitorar o novo tipo de salmonela após identificar uma série de registros de infecção em pacientes que voltavam de viagens do Egito, Quénia e Tanzânia.

Dados de outros países sugerem que a S. Kentucky surgiu em aves domésticas no Egito nos anos 90, e depois difundiu-se para animais de fazenda em várias regiões da África e do Oriente Médio.

Embora as primeiras infecções fora da África tenham acometido viajantes internacionais, casos registrados recentemente na Europa podem ter como causa a ingestão de alimentos contaminados.

Uma porta-voz da Agência de Padrões para Alimentos do Reino Unido (FSA) afirmou que as infecções humanas por salmonela raramente são tratadas com antibióticos. Ainda de acordo com a FSA cozinhar bem os alimentos destrói qualquer bactéria, independentemente de sua resistência a drogas.

ISaude.net

Estados e municípios apresentam ao MS andamento de projetos para Copa 2014

Uma Câmara Temática da Saúde acompanha a situação da rede de serviços de assistência e vigilância em saúde nas cidades

Estados e Municípios apresentam para a Câmara Temática da Saúde, nesta quinta-feira (4) e sexta-feira (5), em Fortaleza (CE), a situação da organização da rede de serviços de assistência e vigilância em saúde nas cidades que receberão turistas durante a Copa do Mundo de 2014.

Essa será a terceira reunião do grupo formado por representantes do Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e das cidades e estados que receberão os jogos.

Nos dois primeiros encontros, as cidades-sede conheceram experiências nacionais e internacionais de organização de ações de saúde em megaeventos e as diretrizes do Ministério da Saúde para o planejamento das ações de assistência e vigilância em saúde para a Copa.

Para Adriano Massuda, secretário-executivo adjunto do Ministério da Saúde e coordenador da Câmara temática de Saúde, a Copa deverá acelerar a implementação de melhorias na infraestrutura e oferta dos serviços de saúde no âmbito do SUS, que ficarão como legados para o país. Além disso, Massuda afirma que o Ministério tem trabalhado para que os eventos esportivos também sirvam de estimulo às pessoas realizarem atividades físicas como rotina, o que terá impacto na melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Câmara

Dentro da estrutura montada para propor políticas públicas para a realização do Mundial da FIFA, a Câmara atuará em três eixos temáticos: Assistência e Saúde, Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica. A Câmara contará com representantes das 12 cidades-sede: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Entre os objetivos da Câmara, estão o de coordenar o planejamento de ações nacionais na área da saúde, estabelecendo diretrizes gerais e metas, ações estratégicas articulando e apoiando essas ações com os municípios-sedes. Haverá também foco o desenvolvimento de capacidade básica de vigilância sanitária nos pontos de entrada do país, como portos, aeroportos e fronteiras e intensificação de vigilância em estabelecimentos e infraestrutura de interesses sanitários.

Em maio, quando a Câmara foi instalada, o Ministério da Saúde também criou o Grupo de Trabalho para dar suporte à preparação das ações de saúde para a Copa do Mundo FIFA 2014. O Grupo, coordenado pela Secretaria Executiva, é formado por representantes da Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde (SGEP), Anvisa, ANS, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS).

Agência Câmara de Notícias

Projeto prevê folga anual para exame preventivo de câncer de servidora

Por Oscar Telles / Edição: Wilson Silveira

A Câmara examina o Projeto de Lei 654/11, do deputado Ricardo Izar (PV-SP), que prevê um dia de folga por ano para as servidoras públicas federais realizarem exame preventivo de câncer.

"O câncer de mama e o cérvico-uterino ocupam a terceira colocação no País de causa mortis por câncer. O objetivo do projeto é identificar a doença no início, quando o tratamento é viável", disse.

A proposta também prevê que o ingresso da mulher no serviço público federal seja precedido do exame preventivo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de colo do útero é responsável pela morte de mais de 200 mil mulheres por ano no mundo, sendo o segundo mais frequente entre as mulheres. Mas é também o segundo em potencial de prevenção e cura, quando diagnosticado precocemente.

O câncer de mama, por sua vez, é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. Mesmo com boas possibilidades de tratamento, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas no Brasil, segundo o Inca. Uma possível explicação para isso é o fato de a doença ainda ser diagnosticada em estágios avançados.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-654/2011

CFM

Conselhos de Medicina do país exprimem seu estado de luto pela saúde

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e os 27 conselhos regionais de Medicina (CRMs) divulgaram nota nesta quinta-feira (4) na qual confirmam que as entidades recorrerão da decisão da Justiça que suspendeu os efeitos de medida liminar contra ato administrativo da Secretaria de Direito Econômico (SDE) em desfavor do movimento da categoria.

As entidades afirmam que “utilizarão todos os instrumentos e recursos possíveis no âmbito da Justiça no sentido de reverter a decisão do TRF”. A nota foi aprovada por unanimidade pelos 28 presidentes do CFM e dos CRMs, que passaram o dia reunidos em Brasília. No documento, eles apresentam seus argumentos e assumem o compromisso de buscar a melhora da assistência oferecida pelos planos de sáude. Confira abaixo a íntegra da nota de esclarecimento.

Luto pela Saúde

Nota de esclarecimento do CFM e dos CRMs

Com relação à recente decisão do Tribunal Regional Federal (TRF), que suspendeu liminar concedida pela Justiça Federal em favor do Conselho Federal de Medicina (CFM) contra medida administrativa proposta pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), o CFM e os 27 Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) esclarecem aos médicos e à sociedade que:

1) Utilizarão todos os instrumentos e recursos possíveis no âmbito da Justiça no sentido de reverter a decisão do TRF;

2) Os motivos que geraram o ato administrativo da SDE inexistem, o que o torna desnecessário e abusivo;

3) O CFM nunca autorizou a cobrança de taxas extras para procedimentos e consultas, o que sempre foi proibido pelo Código de Ética Médica, documento anterior ao movimento médico ao qual a SDE se refere;

4) O CFM nunca puniu médicos que não participassem de movimentos da categoria;

5) A alegada orquestração para descredenciamentos em massa de médicos não procede, assim como não tem havido paralisação por tempo indeterminado das atividades de médicos vinculados às operadoras de planos de saúde;

6) O movimento médico brasileiro – coordenado por representantes de suas entidades nacionais e estaduais – tem buscado incessantemente o diálogo com as empresas da área de saúde suplementar com intuito de criar um cenário que melhore a assistência oferecida aos usuários;

7) Para as entidades médicas, as empresas têm visado a obtenção do lucro em detrimento da qualidade do atendimento, desvalorizando o trabalho do médico e a relação médico-paciente.

O CFM e os 27 CRMs se comprometem a buscar a reversão desse quadro, que afeta os 347 mil médicos brasileiros e cerca de 45 milhões de usuários dos planos de saúde, pois entendem que os argumentos em defesa dos direitos da sociedade e da Medicina são fortes e suficientes para mantê-los em estado de luta.

FENAM

CAP seleciona projetos de interesse dos médicos

A Comissão de Assuntos Políticos (CAP) das entidades médicas analisou nesta quarta-feira (3) novos projetos de lei que foram propostos na área da saúde pelo Congresso Nacional. Foram 45 projetos avaliados pelo grupo, formado por representantes da Federação Nacional dos Médicos, da Associação Médica Brasileira e do Conselho Federal de Medicina. Cerca de 10 proposições foram classificadas como relevantes para os interesses dos médicos e que irão compor a Agenda Parlamentar da Comissão.

Entre os projetos analisados pela CAP, está o PL 1431/11, que recebeu do grupo parecer favorável. A proposição disciplina um período máximo para que operadoras de saúde analisem e respondam o pedido de autorização para realização de procedimento eletivo. Outra proposta considerada importante para a agenda e que vai contar com o apoio da CAP é o PL 1540/11, que altera o art. 192 da Consolidação das Leis do Trabalho e determina o adicional de insalubridade aplicado ao salário base do trabalhador.

"O projeto propicia aos profissionais que trabalham em ambientes insalubres, como o caso dos médicos, a percepção justa de adicional pelos serviços realizados nesses locais", justificou o parecer da CAP. Durante a reunião, a comissão também se manifestou contrária ao PL 1475/11, que institui o termo de esclarecimento prévio para procedimentos que imponham risco cirúrgico ou anestésico ao usuário. Para os membros da CAP o projeto interfere nas prerrogativas legais dos Conselhos Regionais de Medicina, que têm a competência de julgar eticamente o médico.

Correio Braziliense

Doar medula óssea não dói

Pouco mais de um quarto dos pacientes que lutam contra a leucemia no Brasil farão o transplante este ano.

O mineiro Felipe Henrique não conseguiu. Ele morreu na semana passada, mas realizou um feito: mobilizou, pela internet, centenas de pessoas a realizarem esse ato de amor.

Por Sandra Kiefer

Belo Horizonte — Neste momento, 800 pacientes no Brasil estão lutando contra o diagnóstico de leucemia (câncer do sangue) e se inscreveram para conseguir um doador de medula óssea compatível. Desses, apenas 210 vão fazer o transplante até o fim do ano. Nem todos têm tempo para esperar até surgir a medula salvadora, caso do estudante de computação da PUC-MG Felipe Henrique da Silva, 25 anos, de Belo Horizonte. Ele morreu na semana passada, depois de enfrentar mais de 60 dias de internação. O jovem deixou uma mensagem de esperança, ao lançar uma campanha via e-mail que atraiu a simpatia de centenas de doadores, com repercussão no Brasil e no exterior, o que aumentou o movimento de doação de medula na Fundação Hemominas.

“Tem gente com medo de ser doador de medula óssea. Acha que vai doer, que vão cortar um pedaço do osso ou da coluna, que pode ficar sem andar. Não tem nada disso. O procedimento é simples, igual a doar sangue e pode salvar uma vida, mesmo que não seja a minha”, disse Felipe, em entrevista ao jornal Estado de Minas, há 10 dias, quando ainda estava bem de saúde. No curto período, o quadro de leucemia mieloide aguda agravou-se. Se tivesse conseguido a medula óssea compatível, ele teria recebido o transplante por aférese, espécie de transfusão de sangue feita por meio de um aparelho ligado ao doador, que, cinco dias antes, ingere substância que faz aumentar no sangue a produção de células-tronco a serem doadas.

A outra modalidade de doação, que causa mais medo no doador, é a retirada do líquido da medula óssea por meio de punção com agulha no osso da bacia. O doador deve ser internado por até 48 horas e recebe uma anestesia que paralisa da cintura para baixo, a mesma aplicada no parto de gestantes. “Os maiores heróis são os nossos doadores, que oferecem um pouquinho da sua medula (15%). O material logo se regenera (em 15 dias) e eles ajudam a salvar vidas. Gostaríamos de ajudar todo mundo que precisa, mas já foi muito pior”, diz o médico Luís Fernando Bouzas, coordenador do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), no Rio de Janeiro, a cargo do Instituto Nacional do Câncer José Alencar (Inca).

Na época em que Bouzas fundou o banco de doadores, em 1993, o Brasil fazia apenas 23 transplantes de medula óssea. Esse número aumentou mais de 10 vezes e deve atingir 210 transplantes até o fim do ano, dos 800 pacientes cadastrados já prontos para a operação. Ao todo, 2,5 mil pessoas acusam ter a doença no país, mas nem todas estão em boas condições de saúde para fazer o transplante, já providenciaram a papelada ou apresentaram o exame genético necessário para dar início ao processo. No caso do mineiro Felipe Henrique, ninguém da família — a mãe, o pai, o irmão e parentes próximos — apresentou compatibilidade para doar a medula. Entre familiares, a chance aumenta para 25%.

Felipe lutou até o fim contra a leucemia mieloide aguda, exatamente o mesmo tipo de doença que acometeu a atriz Drica Moraes, 40 anos, em fevereiro. Ela também não encontrou compatibilidade entre familiares. “A doença estava fora de controle, ela não vinha bem no tratamento e teve a sorte de encontrar um doador 100% compatível com ela aqui no Brasil, logo ao fazer a inscrição”, explica Bouzas, que não pode revelar o estado de origem do doador. Segundo ele, o doador já havia feito todos os exames complementares em prol de outro paciente, que acabou não precisando do transplante, o que agilizou o processo, beneficiando indiretamente a atriz. Em entrevistas a programas de televisão, hoje já curada, Drica faz um esforço sobre-humano para se dedicar ao filho adotivo e diz que as coisas para ela mais vitais — o filho e a medula — vêm de anônimos, aos quais agradece todas as manhãs.

Serviço

Caso você decida doar

1. O interessado precisa ter mais de 16 anos e estar em bom estado geral de saúde (sem doença infecciosa ou incapacitante).

2. Onde e quando doar

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros.

Como é feita a doação

1 - Uma pequena quantidade de sangue (5ml) é retirada, em procedimento semelhante à doação de sangue e preenchida uma ficha com informações pessoais.

2 - O sangue é tipificado por exame de histocompatibilidade (HLA), um teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. O tipo de HLA do paciente será incluído no cadastro.

3- Os dados são cruzados constantemente com os dos pacientes que precisam de transplante de medula óssea. Se o doador for compatível com algum paciente, outros exames de sangue são necessários.

4 - Se a compatibilidade for confirmada, a pessoa é consultada para confirmar que deseja realizar a doação. O atual estado de saúde é avaliado.

5 - A doação é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Outra maneira é a doação por aférese, espécie de transfusão de sangue, que não requer internação. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana.

Brasil tem quase 3 milhões de doadores

Nos primeiros 10 anos de existência, o banco de doadores de medula óssea contava com apenas 35 mil doadores inscritos no Brasil. Atualmente, são 2,7 milhões, número que pode chegar a 17 milhões nos convênios com os bancos ao redor do mundo. Quando o trabalho começou, 70% dos doadores compatíveis vinham de fora do país, a um custo muito alto para o SUS. Hoje, essa proporção inverteu-se. “Além de ser uma economia significativa, a chance de salvar pacientes aumenta muito, porque a miscinegação no Brasil é importante e não adianta procurar um doador na mesma situação no registro alemão, a não ser que o paciente brasileiro tenha nascido nas colônias alemãs em Santa Catarina e no Paraná”, explica Bouzas. Nenhuma ajuda pode ser descartada, diz o médico, lembrando-se de um caso emblemático de um portador de leucemia de São Paulo, de origem judia, que só encontrou doador no banco de medula de Irsrael.

O Brasil faz parte do esforço internacional de solidariedade, fornecendo medula para outros países, como Portugal, Espanha e Itália, mas a chance maior é de o Brasil importar doadores, devido à miscigenação. “O melhor é ser autossuficiente e resolver o problema aqui dentro mesmo, pois é difícil o transporte internacional e a burocracia com os documentos. Na Ásia, por exemplo, há impedimento para o envio de material humano”, compara. “Temos que aumentar a agilidade para não perder o timing, que pode salvar vidas”, conclui Bouzas.

Compatibilidade

Para que se realize um transplante de medula, é necessário que haja uma total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada. Essa compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossomo 6, que deve ser igual entre doador e receptor. Quando não há um doador aparentado (um irmão, parente próximo, geralmente um dos pais), a solução para o transplante é recorrer aos registros de doadores voluntários, tanto no Redome (o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea) como nos bancos do exterior. No Brasil, a mistura de raças dificulta a localização de doadores compatíveis. Hoje, contudo, já existem cerca de 17 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, o Redome tem, aproximadamente, 2,7 milhões de doadores.

Evolução dos transplantes no Brasil

2003 - 972

2004 - 1.197

2005 - 1.307

2006 - 1.032

2007 - 1.439

2008 - 1.459

2009 - 1.531

Agência Câmara de Notícias

Projeto amplia lista de doenças que permitem saque do FGTS

Por Luiz Claudio Pinheiro / Edição: Wilson Silveira

A Câmara analisa o Projeto de Lei 653/11, que permite o saque do FGTS para o trabalhador que for acometido de alguma das doenças especificadas em lista elaborada pelos ministérios da Saúde, do Trabalho e da Previdência a cada três anos, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência, ou outro fator que lhe confira especificidade e gravidade que mereçam tratamento particularizado.

Essa lista está prevista na Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91) e dá direito a auxílio-doença e aposentadoria por invalidez sem necessidade de carência. O projeto, do deputado Sandro Alex (PPS-PR), estende o critério da Previdência para os casos de saque do FGTS.

Doenças

Consta da lista, atualmente, a nefropatia grave, moléstia renal que exige sessões semanais de hemodiálise. O deputado diz que o paciente precisa arcar com custos não cobertos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como o transporte para as sessões, e no entanto não pode usar o seu FGTS. Outro exemplo citado pelo deputado é o do portador de tuberculose.

A Lei do FGTS (8.036/90) já autoriza o saque para portadores de HIV/aids, câncer e estágio terminal de alguma doença grave.

Segundo o deputado, o atual descompasso entre as duas normas faz com que, em muitos casos, doentes e familiares fiquem impossibilitados de movimentar o FGTS, mesmo tratando-se de casos que, pela legislação previdenciária, são suficientes para a concessão de auxílio doença ou até de aposentadoria sem carência.

“Compatibilizar as duas normas legais é iniciativa de grande impacto na vida das famílias, e com baixo custo para o sistema de proteção social”, sustenta Sandro Alex.

Tramitação

A proposta foi apensada ao PL PL 3310/00, que permite o saque do FGTS para tratamento de saúde de parentes em 1º grau acometidos de aids. Os projetos tramitam em caráter conclusivo e serão analisados pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-653/2011

Correio Braziliense

Planos de saúde: E-mail? ANS só receberá reclamações por telefone

Suspenso serviço de queixas via e-mail

Por Ana D"Angelo

A agência que regulamenta o setor suspendeu o atendimento pela internet, após descartar 10 mil queixas, conforme informou o Correio em julho. A partir de hoje, começam a valer as novas regras para migração dos contratos assinados antes de 1999.

Planos de Saúde

Agência Nacional de Saúde Suplementar reformula atendimento eletrônico. Cerca de 6 mil reclamações aguardam resposta

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu o serviço de recebimento de reclamações por e-mail, e restringiu o atendimento via telefone para os beneficiários de planos de saúde. Em aviso na sua página na internet, o órgão regulador orienta os consumidores a ligarem para o número 0800-701-9656 somente em caso de negativa de cobertura de algum procedimento médico pela operadora. Nas demais situações, o usuário deve procurar pessoalmente uma das 12 agências da ANS no país para registrar sua queixa ou seu pedido de informação.

O diretor de Fiscalização da ANS, Eduardo Sales, disse ao Correio que o atendimento por e-mail, que começou a funcionar em março, deve ser retomado, no máximo, até 19 de setembro, quando entra em vigor a resolução que fixa prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias. Por causa da suspensão do serviço eletrônico, as linhas telefônicas estão ficando congestionadas e o tempo de espera é superior a 10 minutos, podendo ultrapassar os 30 minutos, dependendo do horário da ligação. "Pode haver uma pequeníssima demora no atendimento", minimizou Sales. "Historicamente, o tempo é de um minuto e 13 segundos."

Segundo ele, o sistema de demanda por e-mail está sendo reavaliado pela área técnica da ANS, para que sejam inseridos campos nos quais o usuário informará dados como número do plano, data de início, operadora, modalidade e alcance geográfico do contrato. As demandas, alegou Sales, estavam chegando sem as informações necessárias para que os funcionários da agenda pudessem atendê-las.

Arquivamento

Já existe um estoque de 6 mil reclamações de consumidores represadas desde o início de julho que aguardam resposta. O Correio informou, há três semanas, que a agência havia descartado quase 10 mil queixas feitas entre março e junho deste ano e recomendou aos usuários que, se quisessem, as apresentassem de novo. A agência admitiu o problema, mas afirmou que foram afetadas, naquela ocasião, 7 mil demandas, das quais os atendentes conseguiram resolver 3 mil.

"Fizemos esforço para revalidar essas mensagens via e-mails. Naquelas em que isso não foi possível, não restou outra opção a não ser arquivá-las", afirmou o diretor de Fiscalização da ANS. "Essas 6 mil são resquícios do fim de julho." O atendimento por telefone também pode ser afetado porque a agência está trocando a empresa responsável pelo serviço, por meio de um contrato emergencial de seis meses. Segundo Sales, como os 25 atendentes da atual fornecedora foram colocados em aviso prévio, eles poderão trabalhar apenas duas horas por dia.

Troca de contratos

Por Gustavo Henrique Braga

As regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para adaptação e migração de contratos individuais, familiares e coletivos, dos chamados contratos antigos - aqueles fechados antes de 1999 - passam a valer a partir de hoje. Pelas novas normas, o consumidor tem duas opções: adaptar ou migrar o contrato. Na modalidade adaptação, as cláusulas do contrato antigo que não contrariam a Lei de Planos de Saúde são mantidas e as que contrariam serão adequadas às regras atuais. Já em caso de migração, o contrato atual é cancelado e um novo é firmado, seguindo as disposições da legislação atual.

Seja qual for a opção escolhida, o consumidor passará a ter uma série de garantias, tais como reajuste máximo definido pela ANS, adequação da cobrança por faixas etárias ao estatuto do idoso e possibilidade de usufruir da portabilidade de carências e da cobertura mínima obrigatória listada no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. A partir de agora, a operadora deve apresentar proposta ao beneficiário, com a demonstração do ajuste do valor a ser pago relativo a ampliação das coberturas.

Esse ajuste poderá ser até o limite máximo de 20,59%. A adaptação ou a migração não podem ser impostas pela empresa: o consumidor tem o direito de escolher se quer mudar o contrato ou não e de avaliar as condições com calma. Para a troca, o beneficiário deverá, por exemplo, checar as opções de planos compatíveis. O preço deverá ser equivalente ao das ofertas disponíveis no mercado.

Minhavida.com.br

Dia Nacional da Saúde: oito mudanças simples para ficar mais saudável

Mais atividade física, menos açúcar e controle do estresse ajudam a ter qualidade de vida

Por Fernando Menezes

Ficar mais saudável parece não ser uma tarefa fácil, principalmente para pessoas que sempre conviveram com maus hábitos. Mas, com pequenas mudanças no dia a dia, é possível ganhar mais vitalidade e saúde. Aproveite o Dia Nacional da Saúde - 5 de agosto - e adote oito mudanças na sua rotina para viver de maneira mais saudável e ainda aumentar a sua expectativa de vida.

Ficar na frente da televisão

Quem não chega em casa e vai logo ligar a TV? Ficar sentado no sofá e na frente da tela da televisão é um dos principais sinais de sedentarismo. Esse quadro aumenta as chances de obesidade, hipertensão, derrame, problemas vasculares, colesterol alto e outras doenças que podem levar à morte.

Sugestão: exercícios por meia hora

Para sair do lugar e combater o sedentarismo, não é preciso tempo e nem sair de casa. Alguns acessórios que ocupam pouco espaço podem trazes grandes benefícios ao seu corpo. Segundo o professor da Academia BioRitmo Marcelo Jaime, meia hora de exercício na cama elástica pode queimar até 400 calorias e ainda trazer benefícios para os sistemas circulatório e respiratório.

Comer doces

Um estudo publicado no Journal of American Medical Association sugere que a ingestão de açúcar pode afetar as taxas de lipídios, ou seja, gorduras no sangue. Os pesquisadores descobriram que pessoas que consumiam mais açúcar tinham maior propensão de ter uma doença cardiovascular e outras doenças cardíacas e, por isso, tinham menor expectativa de vida do que as pessoas que controlavam o consumo de açúcar.

Sugestão: comer frutas entre as refeições

Na hora que a fome bater entre uma refeição e outra, uma boa maneira de driblar a gula é comer frutas. "Frutas são mais nutritivas e menos calóricas do que qualquer doce servido entre as refeições", diz a nutricionista Amanda Epifânio. Um estudo realizado pelo Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, constatou que a fisetina, flavonoide presente nas frutas vermelhas, em especial no morango, estimula a área do cérebro responsável pela memória de longo prazo e o protege de doenças degenerativas, como o Mal de Alzheimer e a esclerose múltipla.

Além disso, um estudo publicado pela American Journal of Clinical Nutrition comprova que existem compostos bioativos nas frutas vermelhas capazes de oferecer proteção contra hipertensão.

Beber apenas durante as refeições

Na hora da refeição, é comum o hábito de ingerir líquidos. Mas beber água apenas na hora de comer não é o suficiente para manter o corpo hidratado. "A água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo. A quantidade de água que consumimos tem um papel fundamental desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório", explica o fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp.

Para saber a quantidade certa de água para consumir, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. "É importante lembrar que esse cálculo é feito de maneira geral, mas a necessidade de água varia de pessoa para pessoa. Uma atleta de alto rendimento, por exemplo, pode perder um litro de água por hora e, por isso, precisa de uma maior ingestão", diz o fisiologista.

Sugestão: sempre ter uma garrafa de água por perto

Manter o corpo hidratado constantemente ajuda a controlar a pressão sanguínea, previne cãibras, limpa o organismo e melhora o funcionamento do intestino e a absorção de vitaminas. Além disso, segundo um estudo feito pela Loma Linda University, nos Estados Unidos, pessoas que bebem mais de cinco copos de água diariamente - o que equivale, em média, a dois litros - têm menos chances de sofrer ataques cardíacos ou outras doenças do coração do que aquelas que bebem menos do que isso. "Com o sangue mais diluído, ele flui com mais facilidade pelos vasos sanguíneos, diminuindo as chances de infartos e derrames", explica o fisiologista.

Consumo exagerado de sal

Na hora da refeição, muita gente coloca sal na comida antes mesmo de experimentá-la. Esse hábito é muito perigoso e pode diminuir a expectativa de vida, já que o excesso de sódio na circulação é capaz de provocar a retenção de líquidos, o que aumenta a sensação de sede. "Com isso, mais água passa a ser ingerida com o objetivo de diluir o sódio e maior será o volume de liquido na corrente sanguínea, o que pode levar ao aumento da pressão arterial e à sobrecarga do coração", diz o endocrinologista Fillipo Pedrinola, especialista do Minha Vida.

No Brasil, o Ministério da Saúde definiu como quantidade recomentada de consumo de sal seis miligramas por dia. Mas, segundo dados do próprio ministério, o consumo médio do brasileiro é de 12 miligramas. "Para facilitar a medição, a Sociedade Brasileira de Hipertensão mostrou que seis miligramas equivalem a duas colheres rasas de café", diz o endocrinologista.

Sugestão: usar outros temperos na comida

Diminuir a quantidade de sal na comida pode ser uma tarefa complicada, já que, sem ele, a comida pode parecer sem sabor. Para evitar esse problema, o uso de algumas ervas e temperos é indicado. "Os aromas e sabores das especiarias e temperos podem tornar os pratos saudáveis. Ervas aromáticas como alecrim, estragão, tomilho, hortelã, salsa, erva-doce, ou sálvia assim como temperos do tipo pimenta, curry, noz-moscada, canela, açafrão e cravo podem fazer uma grande diferença na preparação de pratos", explica Fillipo Pedrinola. Além deles, o uso de alho, limão e vinagre em maior quantidade ajudam a dar mais gosto à comida, sem trazer malefícios ao organismo.

Dormir na sala com a televisão ligada

Além de interromper a ação da melatonina - neuro-hormônio responsável por regular o sono - devido à claridade, a televisão também atrapalha por fazer barulho de forma não contínua. "O nosso sono é dividido em fases: o sono superficial e o sono profundo. É apenas na segunda fase que o corpo consegue recuperar as energias. Quando há uma alternância entre sons altos e baixos, o organismo fica em estado de alerta e não conseguimos passar para a fase profunda do sono", diz o especialista em sono, Daniel Inoue, diretor do Instituto do Sono do Hospital Santa Cruz.

Outro ponto negativo da televisão é que, quando uma pessoa está com insônia, ela vai logo ver um programa na TV. ?Isso só nos deixa com menos sono ainda", explica o especialista.

Sugestão: dormir em um ambiente silencioso

Uma boa qualidade do sono é fundamental para recuperar as energias gastas durante o dia. Um estudo da American Academy of Sleep comprovou que dormir bem é um dos segredos para a longevidade. Outra pesquisa da Associated Professional Sleep Societies afirma que quem sofre de insônia crônica corre três vezes mais risco de morrer em comparação a pessoas que não sofrem com o problema.

Dormir em ambiente adequado é essencial para uma boa qualidade de sono. "Dormir por volta de sete horas em um colchão adequado e em um quarto silencioso é o suficiente para a maioria das pessoas recuperarem as energias", diz Daniel Inoue.

Ficar estressado no trânsito

O dia a dia em cidades grandes pode ser muito estressante, principalmente, pelo tumultuado tráfego de veículos. Mesmo que ainda não seja considerado uma doença, o estresse aumenta as chances do aparecimento de várias complicações. Ele também é fator de risco para os problemas do coração, segundo uma pesquisa feita em Campinas e São Paulo pela Secretaria do Estado da Saúde. Entre as mais de 100 mil pessoas analisadas, 46,8% sofriam algum tipo de estresse e tiveram seus níveis de problemas cardiovasculares aumentados.

Sugestão: aproveitar o som do carro para ouvir música

Um estudo realizado pela Universidade de Maryland (EUA), com 10 participantes que não tinham nenhuma doença aparente, constatou que, quando eles ouviam por 30 minutos as suas músicas preferidas, ocorria um aumento de 26% no diâmetro dos vasos sanguíneos. Esse gesto se equipara à reação de gargalhar, fazer atividades físicas ou tomar medicações para o sangue. Isso mostrou que ouvir a sua música preferida pode ser um ótimo hábito que ajuda na prevenção de doenças, pois, dessa forma, o sangue flui mais facilmente, reduzindo as chances de formação de coágulos que causam infartos e derrames, além de reduzir os riscos do endurecimento dos vasos, característicos da aterosclerose.

Ficar muito tempo sentado

A Sociedade Americana de Câncer descobriu que não é apenas a falta de atividade física que pode encurtar a vida, mas também a grande quantidade de tempo gasto sentado. Tudo porque, quando ficamos frequentemente sentados e por muito tempo, o nosso metabolismo se altera e influencia em fatores como colesterol alto e repouso da pressão arterial, que são indicadores de obesidade, problemas cardiovasculares e outras doenças crônicas. Por isso, nada de ver a vida passar sentado em uma cadeira.

Sugestão: levantar da cadeira a cada meia hora

"Para quem precisa trabalhar sentado, exercícios simples de alongamento vão trazer maior oxigenação e ajudar no reposicionamento do corpo para alcançar o equilíbrio postural", ensina o fisiologista Raul Santo de Oliveira. Para lembrar-se de fazer o alongamento, coloque um despertador no celular ou um aviso no email para lembrar você de levantar um pouco da cadeira. Isso evita que o metabolismo sofra alterações que causam aumento do colesterol ruim e da pressão arterial.

Trabalhar demais

Para muitos, o trabalho é o principal causador de estresse no dia a dia. Segundo a psicoterapeuta Juliana Cardoso Holcman, o ambiente de trabalho causa tanto estresse psicológico - por exigir responsabilidades e cumprimento de metas - como estresse físico, por causa do ruído, da falta de privacidade, iluminação deficiente ou má ventilação. Pessoas que convivem tempo demais com estresse têm mais chances de apresentar problemas cardíacos e psicológicos. Por isso, é importante saber dividir bem o tempo entre trabalho e outras atividades mais relaxantes.

Sugestão: aproveitar o tempo com família e amigos

Pesquisas feitas pela Universidade de Chicago (EUA) mostraram que pessoas que não têm relações estreitas de amizade estão mais vulneráveis a sofrer insônia, doenças cardiovasculares e estresse.

Quinta-feira, 04.08.11

ANBio – Associação Nacional de Biossegurança / Site do Deputado Darcisio Perondi

Hospitais terão Selo de Biossegurança

A Associação Nacional de Biossegurança- ANBio, entidade filiada a International Federation of Biosafety Association- IFBA e membro da sua Diretoria, lançará o Selo de Qualidade em Biossegurança para hospitais e serviços de saúde durante o seu VII Congresso Brasileiro de Biossegurança a ser realizado em Joinville no período de 19 a 23 de Setembro de 2011.

O objetivo do selo é fortalecer as ações no campo da Biossegurança, minimizar os riscos para os profissionais do setor saúde, melhorar a qualidade dos serviços em saúde e validar a implementação da NR32 de 2005 editada pela Portaria 485 do Ministério do Trabalho, a Portaria 939 de 2008 que atualiza a Portaria anterior e a Portaria 178 de 2009 do Ministério da Saúde que cria a Comissão de Biossegurança em Saúde e a classificação de riscos de agentes biológicos.

A ANBio desde 1999 mantém intercâmbio com o Centro de Controle de Doenças- CDC em Atlanta, Estados Unidos e é filiada a American Biological Safety Association- ABSA e a European Biosafety Association-EBSA. Desde então a ANBio tem capacitado profissionais da saúde em procedimentos de análise de riscos com o apoio da Organização Mundial de Saúde e do CDC.

O ano de 2011 foi escolhido como o ano Internacional da Biossegurança e como uma das atividades comemorativas a ANBio estará lançando o Selo de Biossegurança. Somente as entidades sócias da ANBio poderão aplicar para obtenção do selo, de acordo com as diretrizes que serão divulgadas durante o VII Congresso Brasileiro de Biossegurança, em parceria com a International Federation of Biosafety Association.

Será oferecido mini-curso de Biossegurança para profissionais de Saúde, como atividade pré-Congresso. Para maiores informações sobre a filiação à ANBio, programa e inscrições no Congresso consulte www.anbio.org.br ou pelos telefones: 21-2220-8678 / 2220-8327 / 2215-8580 ou e-mail: assessoria@anbio.org.br

Biologia Sintética: soluções para doenças órfãs e problemas energéticos

Desde Julho de 2010 após a síntese química da primeira bactéria, os avanços da Biologia sintética não param. A maior parte das pesquisas, inclusive no Brasil tem sido direcionada para a criação de microrganismos capazes de produzir energia. Agora dispomos de ferramentas para uma sequência genética pré-existente, realizada em computador. Como qualquer produto comercial esses produtos devem ser desenvolvidos e testados antes de serem liberados para comercialização. Os ensaios de Biossegurança são exigidos para cada produto no Brasil. O custo da síntese de DNA tem reduzido imensamente desde a primeira síntese, e isso torna bastante promissor no futuro o uso desta tecnologia para busca de tratamentos de doenças órfãs e alternativas energéticas para um mundo em crescente expansão, conforme dados recentes da Universidade de Harvard. Conheça os avanços da biologia sintética no Brasil e no mundo e seus mecanismos de controle participando do VII Congresso Brasileiro de Biossegurança que será realizado no período de 19 a 23 de Setembro de 2011. Para inscrições e informações consulte a página da Associação Nacional de Biossegurança- www.anbio.org.br .

A ANBio está oferecendo uma isenção para o Congresso e para um mini-curso pré-Congresso para cada instituição que inscrever 3 profissionais. A lista de nomes deve ser enviada para o e-mail: assessoria@anbio.org.br.

Vagas limitadas!

Conferência discutirá o futuro da Biologia e da Medicina no Brasil

O futuro da biologia e da medicina será discutido pelo grande especialista em Biologia Sintética, Dr. Andrew Hessel. (veja o vídeo) http://youtu.be/1EPCY4EiQd0

Hessel, co-fundador da primeira empresa de biotecnologia cooperativa, “The Pink Army Cooperative”, desenvolve sistemas capazes de fazerem medicamentos específicos personalizados para cada indivíduo. Esta inovação simplifica a ciência, a produção, os testes, a interpretação e o risco. Hessel é co-diretor do Programa de Bioinformática e Biotecnologia da Singularity University situada no campus da NASA, cuja missão é preparar líderes e acelerar o desenvolvimento tecnológico.

Desde 2003 ele tem ministrado conferências sobre as vantagens da biologia sintética, estando envolvido em inúmeros projetos de microarays, sequenciamento genético e desenvolvimento de produtos personalizados para câncer, usando a síntese de “via de novo” de vírus. Seu trabalho tem permitido uma mudança completa de visão sobre a biologia, possibilitando a síntese do DNA e permitindo aos cientistas uma nova visão sobre a evolução dos processos biológicos.

Os trabalhos de Hessel revolucionarão a indústria farmacêutica do futuro e possibilitarão novas perspectivas para os profissionais no campo das Ciências da Vida.

Sua conferência será o ponto culminante do “Biosafety and Biosecurity Conference” que acontecerá como evento prévio ao VII Congresso Brasileiro de Biossegurança a ser realizado no período de 19 a 23 de Setembro de 2011 na cidade de Joinville.

Agência Câmara de Notícias

Líderes vão pressionar pela votação de temas polêmicos, como PEC 300

Por Carol Siqueira / Edição: Maria Clarice Dias

O presidente da Câmara, Marco Maia, quer acordar com líderes uma pauta ampla de votações na próxima terça-feira, mas parte da reivindicação dos partidos são projetos sem consenso. DEM já declarou obstrução até a definição de votações além das medidas provisórias.

Na próxima terça-feira, quando o Colégio de Líderes se reúne para definir uma pauta ampla para o semestre, os líderes partidários deverão reivindicar a votação de temas polêmicos. Piso nacional dos policiais e bombeiros (PEC 300/08), regulamentação de recursos para a saúde previstos na Emenda Constitucional 29 (PLP 306/08), PEC do Trabalho Escravo (PEC 438/01) e outros temas sem consenso encabeçam as prioridades de vários partidos, da oposição e da base governista.

Conheça as prioridades divulgadas pelos líderes

Outros projetos que serão declarados prioritários pelos partidos são as mudanças no Supersimples (PLP 591/10), a reestruturação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica - Cade (PL 3937/04), a proposta que inclui o Cerrado como patrimônio nacional (PEC 115/95), entre outros.

A defesa da votação de temas além das medidas provisórias que trancam a pauta do Plenário já levou o DEM a elevar o clima de enfrentamento da oposição e declarar obstrução enquanto não for definido um calendário de votações. “Eu não me nego a sentar com o presidente Marco Maia para definir as votações, mas precisamos de datas. Vamos pegar um calendário e definir que tal dia se vota um projeto e tal dia se vota outro. Quando isso tiver assegurado, eu posso rever essa decisão de obstruir. Até lá, vamos obstruir”, disse o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto.

O PSDB não anunciou obstrução, mas disse que pode mudar a posição caso não haja acordo na próxima terça-feira. “Estamos com a oposição de sobreaviso esperando o compromisso de se estabelecer um cronograma para votar outros projetos de iniciativa do Legislativo”, afirmou o líder tucano Duarte Nogueira (SP).

O presidente Marco Maia disse que espera a compreensão do DEM para que haja possibilidade de acordo. "Eu tenho conversado muito com os líderes da oposição. Temos trabalhado no sentido de compor acordos que viabilizem as votações na Casa e que permitam que as explicações sobre as denúncias sejam dadas na Casa. Espero que os democratas entendam esses encaminhamentos que estamos fazendo", afirmou.

Trancamento

Além da defesa dos temas polêmicos por alguns partidos, a definição de um calendário de votação de propostas também tem um entrave regimental: propostas do Executivo com prazo de urgência constitucional vencido impedem a votação de projetos de lei ordinária ou complementar, mesmo em sessões extraordinárias. O projeto que cria o Pronatec (PL 1209/11) já está com o prazo de análise vencido e, no próximo dia 1º, vencerá o prazo da proposta de criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (PL 1749/11).

Para o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), a expectativa é que a Câmara aprove, até o final do mês, sete medidas provisórias (MPs 532 a 538), além dos dois projetos com urgência constitucional. Assim, a pauta de votações fica destrancada por pelo menos quinze dias. “Temos muitos temas importantes para ser votados: o Supersimples, o Cade, a Lei Geral da Copa, que o governo pretende enviar, e outros temas”, resumiu o líder.

Enquanto a urgência constitucional estiver trancando a pauta, não poderão ser votadas, por exemplo, as mudanças no Supersimples, que têm o aval da maioria dos partidos. Também fica impedida a votação do projeto que regulamenta a Emenda 29.

Vaccarezza reafirmou que “do ponto de vista político”, não há condições ainda para a votação do piso nacional de policiais e bombeiros e da regulamentação de recursos para a saúde da Emenda 29. “Sobre o piso de policiais, acho que a discussão de salários de funcionários públicos estaduais deve ser discutida com os governos estaduais e, em relação à Emenda 29, a discussão precisa passar pelas fontes de financiamento, senão vira uma medida inócua”, avaliou o líder governista.

Polêmica

A regulamentação da Emenda 29, aprovada pela Câmara em 2008, prevê a criação de um novo tributo, a Contribuição Social da Saúde (CSS), a ser cobrada nos moldes da extinta CPMF, com alíquota de 0,1% e arrecadação totalmente direcionada ao setor. Mas a oposição e alguns partidos governistas não concordam com a criação do novo tributo e a falta de consenso nesse ponto inviabilizou a votação final da proposta, que ainda depende da análise dessa alteração. No semestre passado, o presidente da Câmara, Marco Maia, chegou a anunciar que pautaria o projeto, mas foi impedido pelo trancamento da pauta pela urgência constitucional do Pronatec.

Já o piso nacional de policiais e bombeiros foi aprovado em primeiro turno no ano passado, mas não está prevista a votação em segundo turno. Os policiais e bombeiros organizam mais uma manifestação para a próxima terça-feira (9) e ameaçam uma paralisação enquanto perdurar a indefinição sobre a votação da PEC.

Agência Câmara de Notícias

Seguridade Social promoverá Simpósio Nacional de Saúde

A Comissão de Seguridade Social e Família vai realizar juntamente com a Frente Parlamentar da Saúde o Simpósio Nacional de Saúde. O evento está previsto para setembro.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autora do pedido, explica que o Simpósio tem como objetivo promover uma discussão crítica e abrangente sobre a gestão, o financiamento e a política de recursos humanos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Agência Câmara de Notícias

Marco Maia apresentará calendário de votações na próxima semana

Por Ana Raquel Macedo / Edição: Wilson Silveira

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse nesta quinta-feira que vai apresentar, até a semana que vem, um calendário de votação para os próximos dois meses. Enquanto isso, Maia disse esperar a compreensão do DEM, que atualmente obstrui as votações do Plenário por se opor ao predomínio das medidas provisórias. O partido reivindica a votação de projetos de lei e de propostas de emenda à Constituição (PECs).

"Eu tenho conversado muito com os líderes da oposição. Temos trabalhado no sentido de compor acordos que viabilizem as votações na Casa e que permitam que as explicações sobre as denúncias que estão sendo realizadas no país sejam feitas. Espero que os democratas entendam esses encaminhamentos que estamos fazendo", afirmou.

Na terça-feira (2), em reunião com Marco Maia, os líderes fizeram acordo para montar uma agenda de votações para o semestre, com projetos e PECs. O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), apresentou ao presidente uma lista de 15 propostas que considera prioritárias – entre elas a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que aumente aos recursos da área de saúde (PLP 306/08).

Aviso prévio proporcional

Após encontro com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, Marco Maia disse que pode entrar em pauta nos próximos meses projeto que estabelece a proporcionalidade do aviso prévio ao tempo de serviço.

Um dos projetos que tramitam sobre o assunto é o PL 1122/07. A proposta determina que, na contagem do prazo do aviso prévio, deverá ser acrescentado um dia a cada ano trabalhado ou a período superior a seis meses.

"Esse tema tramita há muitos anos na Câmara. Não há ainda um entendimento sobre a matéria. Estamos trabalhando agora no sentido de construir um acordo entre o setor empresarial e trabalhadores, para que se possa ter uma proposta equilibrada para apresentar à sociedade brasileira", disse Marco Maia.

Em 22 de junho, o Supremo Tribunal Federal decidiu que irá fixar regras para que o aviso prévio seja proporcional. O entendimento foi tomado pelos oito ministros que estavam presentes no plenário do tribunal, ao analisar um pedido de quatro funcionários da Vale que foram demitidos. O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, julgou procedente o pleito dos trabalhadores. Eles pediam que o STF declarasse a omissão do Congresso Nacional em regulamentar o tema, previsto no artigo 7º da Constituição.

Skaf pediu "cautela" na aprovação da regulamentação. Disse, por exemplo, que não é possível aprovar uma regra retroativa, como alguns sindicalistas defendem.

Outros temas

O presidente da Fiesp defendeu votação da PEC 457/05, do Senado, que eleva de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória dos servidores públicos.

Skaf também pediu que o Legislativo e o Executivo cheguem a um acordo para votar a ampliação do limite de faturamento para enquadramento no Simples Nacional – de R$ 240 mil para R$ 360 mil por ano para microempresas e de R$2,4 milhões para R$ 3,6 milhões para pequenas empresas. A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar (PLP) 591/10.

Íntegra da proposta:

PEC-475/2005

PLP-306/2008

PLP-591/2010

AGENDA

- 05 de Agosto – Dia Nacional da Saúde (nascimento de Oswaldo Cruz)

- 05 de Agosto – Dia da Farmácia

- 10 de Agosto – Dia da Enfermeira


- Seminário Preparatório da Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde

5 de Agosto – Auditório da ENSP/FIOCRUZ – Rio de Janeiro

A Sessão de Abertura contará com a presença do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do Presidente da FIOCRUZ, Paulo Gadelha e de Diego Victoria, Representante da OMS.

Mais informações: http://cmdss2011.org/site/

- III Fórum Trabalho e Saúde - Saúde e Precarização do Homem Que Trabalha

Local: UEL - Universidade Estadual de Londrina

Data: 10 e 11 de Agosto de 2011

Informações: http://www.estudosdotrabalho.org/IIIFTS.html


- Fundamentos Técnicos e Comercialização em Saúde Suplementar

CQCS

Aprenda os conceitos básicos e técnicos para comercialização dos planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), com informações sobre as principais características dos planos privados de assistência à saúde e regras que orientam a celebração e o cumprimento desses contratos.

Matriculas Abertas - Salvador/BA.

Matrículas até 06/08/2011.

Documentos: Cópia RG e CPF

Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª - Das 18h30 às 21h45.

Investimento: R$ 390,00 (á vista)

Local: Unidade Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl 401. Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal A Tarde.

Contato: 71 3341 2688

Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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