05-09-11

 

Leia nesta edição:

- Comissão do piso salarial dos agentes de saúde votará requerimentos

- Dilma: médicos recém-formados precisam conhecer necessidades do país

- Quatro perguntas para - Ligia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em saúde pública

- Programa de imunização terá menos injeções

- Serviços sustentam crescimento do PIB

- A CPMF e a rejeição popular

- Agência reguladora é alvo de duras críticas

- Você é o que você come

- Número de empresas cai e qualidade piora

- Risco de epidemia de dengue cresce em SP

- Sem saída, pacientes lotam pronto-socorro

- Planos de saúde com cara de SUS

- Entrevista - Luiz Roberto Londres, diretor-presidente da Clínica São Vicente

- Planos de saúde investem pesado em hospitais no Rio e concentram serviços

- Grandes fortunas

- Drible não garante pediatras

- Os médicos e os planos de saúde

- PT vai tentar recriar CPMF e controlar a mídia

- Cientista busca pedra fundamental da vida

- Transfusão de sangue sem doador tem sucesso

- A RN 267 de agosto 2011 e sua importância para os usuários de planos de saúde

- Vírus ativo em 26 países

- ANS adia prazo para novas regras de atendimento

- Recursos para o SUS

- Ministro quer imposto sobre álcool, cigarro e carro para financiar Saúde

- Médico da família terá bônus em prova de residência

- Remédio no alvo certo

Segunda-feira, 05.09.11

Agência Câmara de Notícias

Comissão do piso salarial dos agentes de saúde votará requerimentos

A comissão especial que analisa a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias se reúne nesta terça-feira (6) para votar requerimentos.

A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio.

A Emenda Constitucional 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

A reunião será realizada às 14 horas, em plenário a definir.

Íntegra da proposta:

PL-7495/2006

PL-6111/2009

Agência Brasil

Dilma: médicos recém-formados precisam conhecer necessidades do país

Por Paula Laboissière

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (5) que os médicos brasileiros recém-formados precisam conhecer as reais necessidades do país. Ao explicar os incentivos anunciados pelo governo para melhorar a distribuição de profissionais de saúde, ela disse ainda que a meta é abrir 4,5 mil vagas, a mais, de medicina por ano no Brasil.

No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou que o médico recém-formado que optar por trabalhar em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) terá a dívida do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) reduzida.

Segundo ela, 5 mil dos 24 mil alunos de medicina que acessaram o crédito estudantil já estão formados ou se formando. A ideia é distribuir esses profissionais em cerca de 2 mil municípios, onde a carência de médicos é maior.

“Um dos maiores objetivos do meu governo é fazer com que a qualidade de atendimento do Sistema Único de Saúde seja igual àquela praticada, por exemplo, nos grandes hospitais privados do nosso país. Vamos garantir atendimento humano e de qualidade e isso é um compromisso a ser buscado todos os dias”, concluiu Dilma.

Correio Braziliense

Quatro perguntas para - Ligia Bahia, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em saúde pública

Como poderá ser resolvido o iminente colapso dos planos de saúde?

De duas formas: uma é as empresas verticalizando, adquirindo estabelecimentos de saúde, modernizando-os, expandindo a capacidade, construindo novos espaços. A outra é invadir a rede pública, que é a tendência bem clara. Ou seja, cliente de plano de saúde sendo atendido pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Está se oficializando que parte da rede pública será reservada para convênios privados.

Falta uma regulação eficaz?

A regulação seria fundamental para que não se repitisse o que vem ocorrendo — a má prestação dos serviços. É para garantir um padrão ótimo de concorrência no mercado, a fim de que as empresas possam disputar melhores preços e qualidade. Mas não é isso que estamos vendo. A ANS, como é dirigida por empresários, está atuando no sentido contrário, permitindo a oligopolização do setor, que abre espaço para o aumento de preço do produto, no caso, da mensalidade do plano.

Ter um plano de saúde é garantia de proteção?

A ideia é que quem tem plano está a salvo, mas a salvo do quê? Do racionamento, da fila? Não é assim. Estamos assistindo algo pior. No SUS, o padrão é igual para todos. Nos convênios, quem está vivenciando esse inferno da dificuldade é principalmente quem tem plano barato. Segmentos de maior status socioeconômico estão protegidos. A classe C é a mais atingida. A solução de invadir a rede pública ocorre quando a classe C chega a esse mercado.

A senhora vê alguma saída?

Ou vai haver mudança radical da cultura empresarial, o que é muito difícil, para atender com dignidade, ou vai ser o caos. Outra alternativa é a ANS mudar seu padrão de atuação, em defesa do consumidor. Hoje, tornou-se um grande escritório de compra e venda de carteiras de planos de saúde.

O Estado de São Paulo

Programa de imunização terá menos injeções

Novo programa de imunização terá mais vacinas em uma única injeção

Por Lígia Formenti

Ideia é reduzir, a partir do próximo ano, número de injeções aplicadas nas crianças; com a mudança, Ministério da Saúde quer simplificar logística das campanhas, reduzir ao máximo a quantidade de acidentes e garantir uma alta cobertura vacinal no País

O Programa Nacional de Imunização será alterado em 2012. A ideia é concentrar mais vacinas em um mesmo produto para reduzir o número de injeções aplicadas nas crianças.

Uma das vacinas combinadas, batizada de pentabrasil, está em fase de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Desenvolvida pela Fiocruz e Butantã, ela protege contra hemófilos, pneumococo, difteria, tétano e coqueluche.

A outra, em fase final de desenvolvimento, é uma associação da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) com hepatite B, também feita nos laboratórios públicos brasileiros.

A expectativa é incorporar os imunizantes no próximo ano. Eles viriam na mesma época da reintrodução da vacina injetável contra a poliomielite, justamente para neutralizar a chegada de mais um produto que exige para sua aplicação o uso de seringa e agulha. A preocupação em limitar as vacinas injetáveis ocorre por três motivos: simplificar a logística, reduzir ao máximo o número de acidentes e garantir a alta cobertura vacinal.

"O programa nacional traz vacinas contra várias doenças. Muitas vezes, diante do desconforto apresentado pela aplicação de uma delas, pais deixam de dar o imunizante seguinte previsto no esquema, pensando em poupar a criança", conta Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde. "Mas, muitas vezes, justamente as que não são aplicadas são as que protegem contra as doenças mais graves", diz.

Barbosa observa que, além de garantir maior cobertura vacinal, quanto mais vacinas combinadas forem ofertadas, menor a infraestrutura exigida. "Quando incorporamos um produto, ele não vem sozinho. É preciso pensar em mais seringas, mais agulhas, uma área maior de refrigeração. É uma operação grande, principalmente quando falamos de todo o País. Se conseguirmos fazer vacinas associadas, melhor", explica o secretário.

A dificuldade fica estampada na diferença entre as duas campanhas de vacinação. A Sabin, em gotas, é oferecida em cerca de 115 mil postos de vacinação no Brasil. Nas campanhas feitas com imunizantes que precisam ser injetáveis, o número de postos passa para 65 mil.

Estratégia. Justamente por isso, a secretaria comandada por Barbosa está estudando qual será a melhor estratégia para a mudança na vacina contra pólio. A troca, que já ocorreu em outros países, é recomendada pelo fato de a vacina injetável ser mais segura: ela é produzida com vírus morto. A Sabin, por sua vez, é feita com vírus atenuado - o que traz um risco, embora muito raro, de a criança desenvolver a doença, chamada pólio vacinal.

"Problemas como esses são raríssimos. O risco de criança ficar sem vacina é incomparavelmente maior do que ela for imunizada com a Sabin", ressaltou.

Nos últimos 10 anos, o Brasil registrou 46 casos confirmados de pólio vacinal - um deles revelado na semana passada. A vítima é uma criança de 1 ano e 4 meses, de Pouso Alegre (MG).

O número de pólio vacinal é considerado extremamente baixo diante dos 450 milhões de doses da vacina aplicadas. "Ela (a Sabin) é uma ferramenta muito importante. Não há dúvida de que a doença somente foi erradicada depois da adoção da Sabin", lembrou Barbosa.

Por isso, o governo não pensa agora em abandonar a vacina em gotas. A ideia, de acordo com Barbosa, é fazer um esquema combinado. As primeiras duas doses seriam feitas com o imunizante injetável e as demais, com a Sabin.

Valor Econômico

Serviços sustentam crescimento do PIB

Por Sergio Lamucci

Amparado pela força do mercado de trabalho, o setor de serviços passou a puxar o crescimento da atividade econômica nos últimos anos. Com peso de mais de 67% no Produto Interno Bruto (PIB), o segmento mostra dinamismo num momento em que a indústria padece com a concorrência dos produtos importados e a dificuldade de exportar. Neste ano, os serviços crescem a um ritmo menor do que em 2010, mas são de longe o setor com melhor desempenho pelo lado da oferta: no primeiro semestre, avançaram 3,7% sobre o mesmo período do ano passado, mais que os 2,6% da indústria e o 1,4% da agropecuária. Os maiores destaques têm sido os segmentos de serviços de informação (como telefonia e informática) e o de intermediação financeira, seguros e previdência complementar.

O desemprego baixíssimo e o rendimento em alta impulsionam a demanda por serviços, que praticamente não sofrem com a competição estrangeira, hoje favorecida pelo câmbio valorizado, como se vê na indústria. "Há uma mudança no perfil da demanda nos últimos anos, com forte aumento do salário real, que sustenta a expansão dos serviços", diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

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O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, vê também uma alteração estrutural que impulsiona os serviços. Há, segundo ele, uma elevação na renda per capita nos grandes centros urbanos, num cenário de desemprego baixo. Isso eleva a demanda por serviços de informação como telefonia e banda larga, assim como a procura por mais crédito e por produtos como planos de previdência complementar, diz Borges. Também ganham alento os chamados outros serviços, que incluem atividades como os serviços prestados às empresas e às famílias, restaurantes, hotéis e clubes. "As pessoas viajam mais e comem mais fora de casa." Essa categoria representa quase 15% do valor adicionado da economia, o segundo item do grupo de serviços com maior peso - o primeiro é administração, saúde e educação públicas, com 16,5%. Comércio vem em terceiro, com quase 12%.

A importância decisiva do setor de serviços para a atividade fica evidente quando se compara a evolução desde o terceiro trimestre de 2008 - momento em que a crise global ainda não havia batido com força sobre o Brasil - e o segundo trimestre deste ano, na série com ajuste sazonal. Nessa comparação, o PIB cresceu 7,8%, puxado pela alta de 9,1% dos serviços. De lá para cá, a indústria geral cresceu 2,6% - com a de transformação em queda de 0,45% - enquanto a agropecuária avançou 0,9%. "Depois da crise, o mercado interno ganhou mais força na economia brasileira", diz Borges.

Ao mesmo tempo em que os serviços tomaram fôlego, a indústria entrou num momento complicado. A demanda externa por produtos manufaturados caiu, com o baixo crescimento nos países desenvolvidos, e as importações passaram a incomodar ainda mais, num quadro de câmbio valorizado e em que o Brasil passou a ser um dos países que mais crescem.

O resultado é que os serviços passaram a ter um peso maior na determinação do PIB, como diz o economista-chefe do Credit Suisse, Nilson Teixeira. Durante muito tempo, a produção industrial mostrou uma forte correlação com o PIB, ainda que tenha uma participação bem menos expressiva na economia. Nos últimos trimestres, porém, a atividade tornou-se menos dependente do setor industrial, observa ele. O resultado do segundo trimestre do PIB deixa isso claro - a economia cresceu 0,8% em relação ao primeiro, com uma alta de 0,8% de serviços, um avanço de 0,2% na indústria e um recuo de 0,1% na agropecuária.

O economista Silvio Sales, consultor da Fundação Getulio Vargas (FGV), nota que o setor de serviços também passa por um momento de desaceleração, como toda a economia, resultado do aumento dos juros, das medidas de restrição ao crédito e do maior esforço fiscal. A questão é que a perda de ritmo no segmento é bem mais suave do que na indústria, dada a força do mercado de trabalho. "A expansão dos serviços acima da média deve persistir nos próximos trimestres."

O presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, destaca a força do mercado interno, ressaltando a importância do setor na geração de empregos. De janeiro a julho, foram criados 577,6 mil postos de trabalho formais em serviços, o dobro das 288 mil vagas da indústria.

Correio Braziliense

Visão do Correio

A CPMF e a rejeição popular

Em debate no Congresso há 11 anos, a regulamentação da Emenda Constitucional (EC) nº 29, que aumenta os aportes financeiros da União, estados e municípios para a saúde, não avançou um milímetro. Com a decisão de submetê-la a votação em 28 de setembro, o alvoroço tomou conta das lideranças do governo e dos partidos aliados. Urge até a data estabelecida indicar as fontes de recursos a serem aditados aos previstos no Orçamento para 2012. O governo insiste em que não há como bancar o novo encargo sem o suprimento de receita adicional nos limites previstos na EC.

A discussão gira em torno de diversas hipóteses para garimpar dinheiro do contribuinte e, com o simplismo de quem vai a um pote sempre disponível, encher as burras do Ministério da Saúde. Em exame há ideias as mais inortodoxas: gravar o prêmio de seguro sobre Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), elevar o Imposto sobre Operação Financeira (IOF), legalizar os jogos de azar, utilizar royaties do pré-sal, taxar as remessas de lucros de empresas estrangeiras ao exterior e maior incidência tributária sobre o lucro dos bancos. O cardápio contempla sabores para todos os gostos.

Todavia, o prato de resistência é a ressurreição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), agora com o nome de Contribuição Social para a Saúde (CSS), no valor de 0,3%. Em suma: impor ao contribuinte recolhimento fiscal da ordem de R$ 32,5 bilhões. Os que propõem a alternativa ultrajante o fazem em tom de prece beneditina, como se o povo fosse água benta capaz de produzir o milagre da resignação ante tamanha violência.

A CPMF ou qualquer das iniquidades que a sucedam é, sem dúvida, a mais perversa obrigação tributária já concebida em país civilizado. Não passa de um câncer financeiro que ataca uma célula, em primeiro impacto, e avança como verdadeira metástase econômica. É incidência que viola dois princípios da doutrina tributária vigente nas nações democráticas: imposto não pode ser sucessivo nem ter fato gerador igual ao de outro. A CPMF é portadora das duas graves anomalias: é sucessiva, por incidir em toda a cadeia das obrigações financeiras e, ao mesmo tempo, estriba-se no fato gerador do IOF. Não por outra razão, a Constituição brasileira repudia ambas as torpezas (art.154).

É insuscetível de dúvida que o Orçamento Público corresponde a um programa de governo. Portando, cabe-lhe estimar e garantir recursos adequados aos órgãos governamentais. Jamais se deveria suplementar qualquer deles com provimentos extraorçamentários. Lembre-se que, à falta de fiscalização eficaz, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação respondem entre 60% e 70% dos desvios criminosos das disponibilidades da União. Quem o afirma é o Departamento de Patrimônio e Improbidade da Advocacia-Geral da União (AGU). Fechem-se os ralos da corrupção antes de transferir os prejuízos ao povo. E que a presidente Dilma cumpra o compromisso feito na campanha de não reeditar a CPMF.

Correio Braziliense

Agência reguladora é alvo de duras críticas

Por Ana D"angelo

Falta de informação sobre o setor e ineficiência na regulação prejudicam o usuário, o elo mais fraco, apontam especialistas

Apesar do aumento expressivo do número de beneficiários dos planos de saúde a cada ano, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desconhece o tamanho da rede prestadora de serviços e sua capacidade de atender a demanda crescente. O único dado de que dispõe é número de leitos de hospitais privados, que aumentou 3,6% no ano passado, abaixo da taxa de usuários, de 8,7% — a maior desde 2000. "O que constatamos é que a ANS não sabe a dimensão da rede prestadora de serviços, e isso é necessário para ela atuar de forma adequada e obter o equilíbrio do sistema", afirma a professora e pesquisadora do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ligia Bahia.

"A ANS tem que fazer o monitoramento dessa rede", emenda o superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro. Ele reconhece que os dados existentes são precários. Em reunião com dirigentes do órgão regulador na semana passada, o IESS, ligado às operadoras, ofereceu cooperação técnica para medir o tamanho da rede assistencial. Carneiro destaca que o fato de um hospital ter determinado número de leitos e de médicos não significa que é suficiente para atender a demanda, pois o mesmo pode ter contrato com vários planos de saúde.

Há ainda casos de estabelecimentos que atendem convênios e são também filantrópicos, ou seja, parte de seus leitos destina-se a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). "O governo tem que assegurar aos beneficiários dos planos que a operadora tem rede adequada. A empresa não tem como saber se determinado hospital credenciou outros convênios naquela mesma cidade. Quem tem que acompanhar isso é a ANS", cobra Carneiro. Para ele, o problema de acesso aos serviços dos planos de saúde deverá ser maior nas classes C e D, que têm os planos mais baratos.

Vácuo legal

Para o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, a oferta disponível não é capaz de atender ao crescente número de usuários e ela tende a encolher ainda mais se não houver acordo entre os médicos, estabelecimentos de saúde e operadoras. Os profissionais querem que a ANS regulamente a forma de reajuste anual dos honorários dos serviços, tal como faz no caso das mensalidades dos planos individuais. As empresas são contra. Alegam que isso vai provocar aumentos maiores das mensalidades.

Para Ligia Bahia, grande parte do conflito hoje entre médicos e operadoras vem da ineficiência da agência de regulamentar essa relação. "A ANS não cumpre seu papel", critica. O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, defende a necessidade de um novo marco regulatório para o setor. Ele espera que a subcomissão criada pela Comissão de Seguridade e Família da Câmara proponha as novas regras. "Por enquanto, é apenas um desejo", comenta.

Isto é

Você é o que você come

Uma pesquisa mostra que a preferência alimentar das bactérias do sistema digestivo pode definir nosso paladar. Elas escolhem nosso cardápio?

Por Peter Moon

Você é o que você come” é um velho ditado. Ele lembra que nossa alimentação diz muito a respeito de quem somos, de como estamos e de como ficaremos no futuro. Aquilo que comemos pode fazer bem ou mal a nossa saúde, reza a crença popular. Agora, uma pesquisa pioneira mostra que o ditado é mais verdadeiro do que imaginamos. O tipo de bactéria que compõe nossa flora intestinal está diretamente relacionado a nossa dieta.

Até que ponto os micróbios que vivem dentro de nós influenciam o que gostamos de comer?

Nossa digestão é o trabalho coletivo de colônias de bactérias. São dezenas de espécies de micro-organismos e trilhões de bactérias que povoam o sistema digestivo. A começar pela boca, cuja saliva contém bactérias que iniciam o processo de digestão do alimento mastigado e engolido. Uma vez no estômago, os ácidos estomacais e outras bactérias completam a decomposição do alimento que passa então ao intestino. É lá onde se concentram as bactérias do sistema digestivo. São elas que vão ajudar o organismo a absorver os nutrientes da comida ou dispensar o que não será usado, na forma de fezes. “Do ponto de vista genético, falar no ser humano como uma unidade indivisível está caindo em desuso”, diz o biólogo paranaense Christian Hoffmann, de 34 anos, da Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. “Não somos apenas humanos. Somos metaorganismos. Somos um ecossistema complexo que dividimos com a flora bacteriana que habita nosso corpo, ou microbioma.”

Em abril, uma equipe multinacional de geneticistas descobriu que a composição do microbioma que povoa nosso sistema digestivo não é uniforme. Descobriu-se que a humanidade está dividida em três grupos, segundo a bactéria que prevalece em cada um deles: a Prevotella, a Bacteroides e a Ruminococcus. Aparentemente, a divisão não obedecia a nenhuma ordem étnica, regional, cultural, sexual, econômica ou etária. Não se sabia qual era a razão para essa divisão. A resposta veio num estudo publicado na revista Science na semana passada. O microbioma é dividido conforme sua predileção alimentar.

Geneticistas da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, Estados Unidos, revelaram que existe uma relação direta entre a dieta de cada um e a composição da fauna bacteriana de seu sistema digestivo. Nos vegetarianos, a bactéria dominante do microbioma é a Prevotella, especializada em digerir carboidratos e açúcar de origem vegetal. Entre os carnívoros, é a Bacteroides, que digere proteína e gordura de origem animal e laticínios. “Há um terceiro grupo cuja participação é marginal”, diz Hoffmann, que é coautor da pesquisa. “São pessoas que têm na dieta o consumo elevado de álcool” e de gorduras poli-insaturadas (encontradas em peixes de água fria ou óleo de girassol e canola). Neste grupo, a bactéria dominante é o Ruminococcus. Os três grupos de bactérias não são excludentes. Todos eles habitam o intestino de qualquer ser humano. No entanto, só um é dominante, dependendo da dieta de cada indivíduo.

O estudo foi feito com um grupo de estudantes cuja dieta foi monitorada. Por dez dias, os carnívoros foram submetidos a uma dieta vegetariana. Os vegetarianos foram obrigados a comer carne. “Basta um dia da nova dieta para a flora começar a mudar,” diz Hoffmann. “Ao fim dos dez dias, a mudança foi sensível. Mas não suficiente para destronar a bactéria dominante. Mudar de um grupo para outro pode levar meses ou anos”.

A pesquisa despertou uma questão. As bactérias influenciam nosso paladar? Ou nossa dieta é que determina nossa flora intestinal?

“É a pergunta que fazemos todos os dias no laboratório”, diz Hoffmann. Se as bactérias comandam nosso paladar, isso poderia explicar por que é tão difícil mudar os hábitos alimentares. Quem passou por um processo de reeducação alimentar sabe como é complicado largar o refrigerante, o doce, a massa, a cervejinha, as frituras e a picanha, em troca da saladinha e do frango grelhado. Exige disciplina e força de vontade.

Se a culpa for mesmo das bactérias, novos tratamentos, que mudem a composição da flora intestinal, podem ajudar nas dietas. “Daqui cinco anos, será possível mapear o microbioma de um paciente e desenvolver tratamentos sob medida para mudar sua composição da flora”, diz Hoffmann. Outra possibilidade seria usar tratamentos de flora intestinal para eliminar a intolerância à lactose. A lactose é o açúcar do leite. O sistema digestivo dos bebês é capaz de digerir a lactose. Mas, quando a criança desmama, a maioria perde essa capacidade. É a intolerância à lactose. Segundo Hoffmann, essa condição poderá ser atenuada com um tratamento à base da bactéria Bacteroides especializada em digerir laticínios. “As bactérias consumirão a lactose, que causa mal-estar, eliminando os sintomas.” No futuro, tratamentos à base da bactéria Prevotella poderão ajudar os diabéticos a eliminar o açúcar que não conseguem digerir. Outra hipótese é combater o alcoolismo reduzindo a composição de Ruminococcus no sistema digestivo. “Mas isso, por enquanto, é uma possibilidade esotérica”, diz Hoffmann.

Correio Braziliense

Número de empresas cai e qualidade piora

Concentração de operadoras nos últimos 11 anos coincide com o aumento de queixas contra convênios. Apenas entre novembro de 2010 e abril de 2011, os números da ANS mostram uma disparada de 44% nas reclamações

Por Ana D'angelo / Ana Carolina Dinardo

Quase 12 anos depois de criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para fiscalizar o setor, garantir a concorrência e os direitos do consumidor, o retrato do mercado de planos de saúde é de recorde de reclamações e de concentração. Há 11 anos, o setor lidera o ranking de queixas do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec). Ao mesmo tempo, mais da metade das 3.577 operadoras que receberam autorização para funcionar no país teve seus registros cancelados entre 2000 e 2011 — dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram 1.949 empresas extintas, ou 55% do total. Tudo isso sem falar na precariedade que vem dando ao serviço privado a cara do Sistema Único de Saúde (SUS).

Atualmente, existem 175 operadoras em regime de direção fiscal, ou seja, estão sob a intervenção da ANS. Elas representam 12% do total das 1.417 em atividade, com segurados. São empresas com problemas financeiros que venderam serviços que não conseguem custear. “Há uma tendência grande de concentração. As maiores estão absorvendo as pequenas”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes. Hoje, apenas 19 operadoras, num universo de 1.417, já possuem em suas carteiras 40% dos beneficiários (18,5 milhões).

A concentração do mercado aumenta o poder de fogo das grandes operadoras, que acabam impondo suas condições aos prestadores de serviços — médicos, laboratórios e hospitais — e pressionando para baixo a remuneração paga. Neste ano, os conflitos entre profissionais (descontentes com os valores recebidos) com as empresas aumentaram. Muitos estão se descredenciando ou reduzindo a quantidade de atendimentos. Às negativas de cobertura pelos convênios, somou-se a demora na marcação de consultas pelo encolhimento da rede conveniada.

E as queixas dos consumidores só aumentam. O último índice de reclamações divulgado pela ANS até abril deste ano revela crescimento de 44% desde novembro do ano passado — e as ocorrências envolvem justamente empresas de grande e médio porte (veja quadro ao lado). Já em relação às pequenas, o número de reclamações subiu menos, 21% até abril. As estatísticas da agência reguladora não captaram a enxurrada de demandas dos beneficiários após paralisações e descredenciamento em massa feito pelos médicos a partir de abril. Coincidentemente, o sistema de atendimento ao público da ANS entrou em colapso no período, e a direção do órgão teve que arquivar milhares de reclamações por e-mail sem respostas.

Oligopólios

Dados extraoficiais apontam que a agência recebeu pelo menos 20 mil reclamações e consultas nos últimos seis meses, mesmo com o serviço funcionando precariamente. Em julho, a agência suspendeu o atendimento por e-mail e os telefones ficaram congestionados. O órgão prometeu reativar o serviço até o fim deste mês. As principais reclamações, que se repetem todos os anos, pelos dados do Idec, são relativas a reajuste de mensalidades, negativa de cobertura e, mais recentemente, sobre a demora na marcação de consultas e procedimentos, além da adaptação de planos antigos para os novos.

Os problemas de saúde financeira não se restringem às pequenas operadoras. Conforme informações obtidas pelo Correio, 11 das 18 maiores empresas estavam nas duas piores faixas de desempenho financeiro medidas pela ANS. O concentrado mercado de planos de saúde chama a atenção dos especialistas do setor por ser muito heterogêneo. Por isso, requer uma regulação adequada para proteger o consumidor — o que não existe. Os agentes que oferecem planos de saúde são muito diferenciados, de pequenos hospitais às grandes seguradoras, cada um com seu modelo de gestão — administradora de benefícios, sistema de autogestão, filantrópicas, cooperativas, medicina de grupo, seguradora etc. “Esses conglomerados obviamente, dentro da lógica de mercado, sacrificam os menores”, diz Carvalhaes.

Recusa

Enquanto a ANS não mostra a que veio, o consumidor sofre. A última quinta-feira foi dolorosa para a gerente de eventos Eliamar de Fátima, 45 anos. Ela precisava ser internada no Hospital das Clínicas de Brasília (HCB) por conta de uma doença degenerativa e, o que era para ser um procedimento imediato, virou um tormento — uma espera de oito horas —, apesar do plano de saúde. Primo de Eliamar, Silvio Donizetti Marins conta que a empresa Golden Cross rejeitou o laudo médico, alegando que tal documento era inválido. “Tivemos que procurar o médico e pedir outro laudo, que veio com o nome do Hospital de Base, pois o médico também trabalha lá”, relata. Quando tudo parecia resolvido, o plano negou novamente. A operadora disse que não aceitava laudos de hospitais do governo.

Silvio diz que precisou ameaçar judicialmente a empresa para que ela se prontificasse. “Falei para a atendente que ia registrar o caso no Ministério Público. E instantes depois veio uma pessoa que trabalha na internação do HCB e conseguiu uma vaga, por volta das 20h. Ou seja, precisei ameaçar para que eles pudessem atender a minha prima, sendo que é um direito dela. Afinal, ela paga o plano de saúde”, lamenta. (Colaborou Gustavo Henrique Braga)

Utilização do serviço

Estatísticas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que a taxa de utilização dos serviços de consultas entre os beneficiários dos planos de saúde variou pouco entre 2007 e 2009 (últimos dados disponíveis). A média de consultas por usuário foi de 5,3 em 2007 e de 5,5 em 2009, com gasto para cada um em torno de R$ 36,21 e R$ 40,26, respectivamente. A taxa de internação entre os participantes variou de 13,3% para 13% no mesmo período. O custo subiu de R$ 3,2 mil para R$ 3,8 mil. Existem atualmente 46 milhões de usuários, incluindo aqueles com planos exclusivamente odontológicos. No ano passado, as operadoras arrecadaram, em mensalidades, um total de R$ 74 bilhões, valor superior ao orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS), na casa dos R$ 68 bilhões.

Folha de São Paulo

Risco de epidemia de dengue cresce em SP

Com os quatro tipos de vírus em circulação, cenário é o pior desde reaparecimento da doença, na década de 1980

Governo do Estado prepara uma série de medidas visando a temporada mais crítica, que começa em outubro

A circulação de novo vírus, detectada em abril deste ano, elevou os riscos de epidemia e de gravidade da dengue, deixando São Paulo no cenário mais desfavorável para a doença desde o seu reaparecimento, na década 1980.

Pela primeira vez, o Estado irá iniciar a temporada crítica, em outubro, com os quatro vírus existentes circulando todos ao mesmo tempo.

Três meses após o primeiro registro, na região de São José do Rio Preto, o tipo 4 já respondia por 1,9% dos 76,8 mil casos da doença no ano.

A sua chegada complica o cenário porque quase a totalidade da população está vulnerável ao vírus. Contaminada, uma pessoa se torna imune só ao tipo que contraiu.

Ou seja, quem pegou o tipo 1, não volta a ser contaminada por ele, mas pode adoecer por conta dos outros tipos e, pior, pode ter a forma mais grave da doença, a sua versão hemorrágica.

"Temos de ficar preocupados. É bom nos prepararmos para o pior", diz o epidemiologista especialista Roberto Medronho, diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ e especialista em dengue.

Assim como São Paulo, o Rio de Janeiro também vive a expectativa de um cenário crítico em razão do tipo 4.

"Certamente será a maior epidemia da história do Rio de Janeiro", disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), na semana passada.

Estratégia

Mapa das áreas de vulnerabilidade da doença feita pelo governo paulista mostra que 44% dos municípios têm risco alto ou muito alto.

Para limitar a circulação do vírus tipo 4, a Secretaria de Estado da Saúde adotará cinco medidas. Quatro delas tiveram resultados limitados em Ribeirão Preto, município que concentra este ano 19% dos casos de São Paulo.

Entre as medidas estão o diagnóstico mais rápido em cidades prioritárias (para identificar e bloquear a propagação do vírus tipo 4).

Também estão previstos o uso de agentes da Sucen (órgão do Estado) em visitas a casas (hoje só a prefeitura faz isso) e treinamentos de médicos nos locais de trabalho.

Para Medronho, a ideia é boa, pois muitos médicos não vão aos chamados cursos de auditórios. "Deter epidemia é difícil, mas a morte, não. Nos locais que se prepararam a letalidade é baixa", diz.

"A nossa situação se aproxima da do sudeste asiático. Os adultos vão tendo as dengues e passam a ficar imunes, mas as crianças são vulneráveis", diz Pedro Tauil, consultor de dengue da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Para o infectologista Ivo Castelo Branco Coelho, consultor em dengue da OMS (Organização Mundial de Saúde), combater o mosquito é um trabalho bastante difícil e a solução, a curto prazo, é estruturar a rede para o diagnóstico precoce da dengue.

O Ministério da Saúde não faz previsões, mas alerta para a banalização da doença. "Como não temos modelos de previsão acertada, temos que ser pessimistas, sempre agir como se fosse o pior verão", afirma Jarbas Barbosa, secretário de vigilância em saúde.

Domingo, 04.09.11

Correio Braziliense

Sem saída, pacientes lotam pronto-socorro

Por Gustavo Henrique Braga e Ana D"angelo

Precariedade faz rede particular viver mesmo tipo de problema do SUS. Para conseguir tratamento para casos simples, os clientes têm que recorrer às emergências

A demora na marcação de consultas pelos prestadores de serviços dos planos de saúde já provoca um efeito colateral: o congestionamento das alas de emergência e dos pronto-socorros dos hospitais. Foi o jeito encontrado pelos beneficiários dos convênios para garantir o atendimento médico mais rapidamente. "É o mesmo problema que ocorre, há tantos anos, com o SUS", constata o presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (Sindhosp), Dante Ancona Montagnana.

"Com poucos médicos credenciados, quem sofre são os pacientes, que não conseguem marcar consultas. Isso os leva às emergências, que ficam sobrecarregadas, da mesma forma como ocorre no sistema público. Hoje, nos melhores hospitais do país, o tempo de espera médio em uma emergência é de duas horas", acrescenta o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá Miranda, vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A situação chegou a um ponto tão crítico, reconhece o diretor de um grande hospital privado de Brasília, que está havendo uma "invasão" das emergências de casos não tão urgentes. Em determinados horários, diz ele, os atendimentos clínicos que poderiam ser resolvidos em um simples consultório médico representam a maioria — uma total inversão dos objetivos dos pronto-socorros. "Esse embate não interessa a ninguém. As operadoras fazem uma economia burra, porque, ao não conseguir atendimento ambulatorial, problemas simples são agravados. Uma gripe, por exemplo, pode evoluir para uma pneumonia gerando custos elevados para a prestadora com a internação", emenda.

Além de sobrecarregar as urgências, a saída encontrada pelos pacientes para agilizar o atendimento resulta em diagnósticos fragmentados, uma vez que, a cada consulta ou pedido de exame, a doença é avaliada por um médico diferente e praticamente não há retorno. "Estamos diante do caos. O SUS se tornou um problema para a população e, agora, os planos de saúde, que são caríssimos, estão falhando e rasgando unilateralmente os contratos", diz um técnico do governo, assustado com a leniência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à qual caberia botar ordem na casa e garantir o mínimo de respeito à população.

Entre os beneficiários da saúde privada, não falta quem tenha recordações negativas em relação ao serviço prestado. A aposentada Alba Lúcia Fernandes, 55 anos, relata ter grande dificuldade para conseguir agendar consultas, exames e tratamentos. "Procuro ir com frequência ao médico, mas é sempre a mesma história. Se o médico pede um exame, é mais um mês, e, depois, outros 15 dias para a consulta de retorno e, enfim, um diagnóstico. O constrangimento é generalizado, e o pior é que estou pagando por isso", desabafa.

Silêncio

O perito criminal Frederico Rezende, 42 anos, diz ter perdido a paciência. "Tentei marcar uma consulta com um clínico geral e fui informado que demoraria um mês. Então, decidi fazer um teste: liguei de novo e disse que, em vez do convênio, faria a consulta particular: o prazo para o atendimento caiu para dois dias", conta. O que mais o atormenta é que não há uma só voz a favor dos conveniados. A ANS, que havia fixado prazos máximos para a realização de consultas e procedimentos, cedeu à pressão das empresas e, em vez de 19 de setembro, a medida só passará a vigor no fim deste ano — isso, se não houver outro adiamento.

Para o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhes, o governo precisa agir rápido para evitar o pior. Não é possível, segundo ele, que o consumidor pague por serviços tão caros e, ao mesmo tempo, tão deficientes. Procuradas pelo Correio, as associações que representam as operadoras — Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) e a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenae-Saúde) — não se manifestaram.

Faltam profissionais

Um balanço sobre as reclamações dos conveniados demonstra que está quase impossível encontrar médicos que atendam pelo convênio nas áreas de pediatria, dermatologia e de cirurgia reparadora. Em casos de queimaduras graves ou de acidentes que resultem em danos ao corpo, o conveniado terá de recorrer ao SUS ou se conformar com sequelas irreversíveis — ou até mesmo correr o risco morrer.

Correio Braziliense

Planos de saúde com cara de SUS

Planos de saúde na UTI

Por Gustavo Henrique Braga e Ana D"angelo

Com estrutura insuficiente para atender conveniados, planos privados enfrentam problemas que antes eram exclusividade do sistema público de saúde, como atendimento demorado e falta de médicos.

Atendimento demorado, consultas negadas e falta de médicos estão transformando a vida dos conveniados num inferno. Para piorar, a ANS favorece as prestadoras de serviços NotíciaGráfico

Há um mês, o empresário Guilherme Antônio Viana Ferreira, 59 anos, sentiu-se mal e foi levado às pressas a um hospital. Diagnosticado o problema de coração, precisava ser submetido imediatamente a uma cirurgia para colocar uma ponte de safena. Apesar da gravidade do caso, foi informado de que, naquele local, não poderia fazer o procedimento. Percorreu, então, outros dois hospitais em busca de socorro. Mas em nenhum deles havia vagas disponíveis. Restou-lhe apenas pagar R$ 15 mil do próprio bolso por um atendimento particular. Sem essa quantia disponível, mesmo gastando R$ 950 mensais com um plano de saúde, está internado à espera de uma autorização da Bradesco Seguros.

Como Guilherme, milhões de brasileiros que tentam fugir das longas filas do Sistema Único de Saúde (SUS), recorrendo aos planos privados, estão sendo vítimas do descaso. O atendimento médico rápido e de qualidade, previsto em contratos, tornou-se promessa. Em muitas situações, é melhor recorrer à rede pública do que exercer os diretos garantidos às custas de muito suor — há famílias que se privam de muita coisa para não atrasar o pagamento dos seguros privados. Esperar pela boa vontade das empresas pode significar a morte, sobretudo em casos de cirurgias e tratamentos de alta complexidade, a exemplo dos transplantes custeados pela rede pública.

O quadro é dramático e é possível afirmar que o sistema privado de saúde está na UTI. Atendimentos são constantemente negados. Há demora de meses para a marcação de consultas e de exames. Para driblar os médicos que se recusam a aceitar os planos, a solução está sendo recorrer às emergências dos hospitais, cada vez mais lotadas. Pior, o descalabro conta com a conivência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão criado com um único objetivo: o de proteger os consumidores, sempre em posição desfavorável em relação às prestadoras de serviço.

"O atendimento por plano de saúde virou um inferno e os mais atingidos são os que pagam mensalidades de menor valor", diz Lígia Bahia, professora do Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O que mais assusta, destaca ela, é que a piora na qualidade do atendimento coincide com o momento em que milhões de famílias estão chegando à classe C e realizando o sonho de ter um convênio médico. Levantamento feito pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que o desejo de ter um plano de saúde só perde para a casa própria, na lista de bens e serviços mais cobiçados pela classe média.

Longa espera

A rede dos prestadores dos serviços — médicos, hospitais e laboratórios — não cresce no mesmo ritmo da clientela. Não há dados precisos sobre o tamanho dessa estrutura de assistência, mas é consenso entre todos os profissionais do setor que a capacidade atual está aquém do necessário. O problema se agiganta porque uma leva cada vez maior de médicos vem se descredenciando. Eles estão insatisfeitos com os baixos valores das consultas pagos pelas operadoras, em média, de R$ 42.

O resultado desse movimento para os consumidores é desalentador: uma simples consulta de ginecologista pela Golden Cross, em Brasília, pode demorar mais de um mês, conforme levantamento feito pelo Correio. A espera para a marcação de um exame de colposcopia com biópsia pela operadora chega a três meses, mas a Golden assegura que o prazo médio para esse procedimento é de oito dias. Determinados gastroenterologistas só marcam consulta pelo convênio da Sul América para outubro. Quem quiser ser atendido antes tem que pagar do próprio bolso entre R$ 200 e R$ 250.

Acionada pelo Correio, a Bradesco Seguros liberou, na última sexta-feira, a cirurgia cardíaca do empresário Guilherme Ferreira. Tal decisão confirma que as empresas só funcionam sobre pressão. Para Cid Carvalhes, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a situação dos consumidores tende a piorar por causa da redução do número de médicos credenciados e da manobra feita pelas operadoras, que fixam um número máximo de atendimentos por dia. "Elas fazem essa limitação. Não está escrito em lugar algum. Mas é assim que funciona", revela.

R$ 74 bilhões no caixa

O número de beneficiários de convênios, incluindo os com cobertura odontológica, cresceu 46% em oito anos, pulando de 32 milhões para 46,6 milhões. Só aqueles com assistência médica somam 31,4 milhões. De 2009 para cá, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter um plano. No ano passado, toda essa clientela depositou no caixa das operadoras, em troca de um bom atendimento, R$ 74 bilhões — mais do que recebe a rede pública.

O Estado de São Paulo

Entrevista - Luiz Roberto Londres, diretor-presidente da Clínica São Vicente

'Eu fugiria do seguro que tem rede própria', afirma médico

Por Clarissa Thomé

Mestre em filosofia da medicina e um dos responsáveis pela revisão do Código de Ética Médica, Luiz Roberto Londres é um crítico do modelo de atenção à saúde centrado na hospitalização e no atendimento em emergência. Não soaria estranho, não fosse ele diretor-presidente da Clínica São Vicente, uma das mais conceituadas do Rio de Janeiro, onde o neurologista Paulo Niemeyer Filho mantém seu consultório. Em entrevista, Londres diz que é preciso "desmedicalizar a vida e desospitalizar a medicina".

Na última década, o Rio perdeu hospitais importantes, outros foram vendidos. Agora há um forte investimento de operadoras na rede própria. Como o senhor vê essa movimentação?

Toda a medicina de São Paulo foi baseada nos hospitais de colônias e alguns beneficentes e de ordens religiosas. No Rio de Janeiro, o forte eram os hospitais públicos e alguns beneficentes. E por que isso? Porque saúde não pode ser encarada como comércio, senão a mercadoria vira gente. O que houve aqui no Rio é que, por algum motivo, foi aceito o desmonte dos hospitais públicos. E você tem incongruências hoje como se vê em São Paulo, que briga para que planos de saúde utilizem o Hospital das Clínicas; por outro lado, nega o financiamento para a saúde. É uma incongruência.

A quem interessa isso?

A minha opinião é de que a medicina deixou de ter o foco no paciente e passou a ter o foco no ganho financeiro. Deixou de ter o foco na atuação do médico e passou a ter na intermediação dessa atuação. É a grande distorção que existe hoje, principalmente no Rio de Janeiro.

Por que o senhor diz que é uma distorção?

Toda legislação para a saúde sempre teve por cuidado preservá-la de ser considerada comércio. A Constituição Federal mostra claramente que a saúde não é comércio e ninguém pode se aproveitar do trabalho do médico. E aí você vê donos de planos de saúde dizendo que ficaram bilionários porque o médico é mão de obra barata. O que vemos é a interferência nas ações do médico em detrimento daqueles que deveriam receber atenção total, que é o paciente. O artigo 133 do decreto-lei 73, de 1966, é bem claro: "É vedado às sociedades seguradoras acumular assistência financeira com assistência médico-hospitalar”. E isso não é cumprido. Eu fugiria do seguro que tem rede própria.

Como o senhor vê a saúde voltada para o atendimento em emergências, até mesmo na medicina privada?

Numa emergência de hospital, quantas pessoas deveriam estar ali e precisam desse atendimento de emergência? São poucas. Um hospital nunca deveria ser o centro do atendimento à saúde. Ele deveria ser o último lugar. Cada pessoa deveria ter o seu médico de confiança, como as crianças têm o seu pediatra, a mulher têm o seu ginecologista, etc. Veja o parto, por exemplo: nascer não é medicina, é biologia. Você precisa ter uma estrutura para uma intercorrência - o médico pode acompanhar a parteira fazer o seu trabalho. É preciso desmedicalizar a vida e desospitalizar a medicina. Esse é o meu conceito.

O Estado de São Paulo

Planos de saúde investem pesado em hospitais no Rio e concentram serviços

Por Clarissa Thomé

As operadoras de planos de saúde, que já atendem um quarto da população brasileira, escolheram o Rio de Janeiro como alvo de investimentos pesados na criação ou ampliação de rede própria. Essa movimentação, que tomou fôlego este ano, inclui a compra de quatro hospitais e a construção de outros seis na capital fluminense.

Na prática, está em curso um fenômeno que os especialistas chamam de verticalização da saúde - quando a iniciativa privada passa a ter controle dos serviços de saúde, como pronto-atendimento, consultas, exames, internações e cirurgias. Esse fenômeno se estende à maioria das grandes cidades brasileiras. A diferença é que, no Rio, os planos de saúde estão dando as cartas. E não faltam motivos: 55,6% da população do Rio tem plano de saúde, mas, entre 2002 e 2009, a capital perdeu 892 leitos de internação particular.

Foco

A Amil, que havia comprado o Pró-Cardíaco, adquiriu o Samaritano - ambos referência em qualidade - e anunciou a construção de um complexo com 395 leitos. A Unimed Rio inaugurou duas unidades e constrói outras três. O Grupo Memorial, cujo foco é a classe C, comprou dois hospitais e uma clínica - são 8 hospitais próprios, 4 pelo sistema de franquia e 31 clínicas.

"Esse processo de verticalização na saúde brasileira, como ocorreu na americana, prejudica o atendimento, pois o acesso a todos os serviços passa a ser calibrado pelas empresas", diz Ligia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ).

Ela lembra que, além dos planos, a Rede D"Or também caminha para essa verticalização - são 6 hospitais próprios, 15 associados e rede laboratorial, além do anúncio da construção de um hospital voltado para a classe A. O grupo fez parcerias com empresas como Bradesco Saúde e Golden Cross, com a criação de planos para serem preferencialmente usados nos hospitais da rede. Em 2010, dos 60 mil novos clientes da Golden Cross, no Rio, 20% foram atraídos por esse produto.

O superintendente-geral da Unimed Rio, Walter Cesar, diz que a opção pelo investimento na rede própria é garantir leitos para os clientes do plano e desafogar emergências - das cinco novas unidades, três são de pronto-atendimento (PA). "O primeiro PA foi inaugurado em outubro, na Barra. São 9 mil atendimentos/mês e o tempo médio de espera não ultrapassa 40 minutos. Nosso cliente não compete com os de outros planos. Esse modelo também traz a racionalização de custos. Nos hospitais contratados, o índice de internação é de 6%; no PA, cai para 1,5%. São internações que se consegue evitar, seguindo o protocolo estabelecido."

Para Ligia Bahia, o modelo adotado por essas empresas, centrado no atendimento de emergência, está "ultrapassado". "Quando as emergências lotam e os pacientes crônicos agudizam, é porque as pessoas não estão recebendo atendimento integral."

A advogada Melissa Areal Pires, especialista em direito à saúde, afirma que há risco maior para o consumidor quando a empresa que vende o plano também administra os serviços. "É preciso levar as queixas aos órgãos de Defesa do Consumidor."

O diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin, diz que o órgão tem sido mais rigoroso com as empresas com rede própria, tornando obrigatório para essas operadoras o Programa de Qualificação, opcional para planos com rede credenciada. "As operadoras verticalizadas têm recebido um olhar mais atento", disse. A ANS, porém, não tem um ranking das queixas contra as operadoras de planos de saúde.

Para lembrar

A investida das operadoras de planos de saúde em São Paulo é mais tímida que no Rio - destaca-se a compra, pelo Grupo Amil, do Hospital Nove de Julho. O outro negócio de vulto - a compra do Hospital São Luiz - foi feito por um grupo privado carioca, a Rede D"Or. Para evitar o assédio, os dois maiores hospitais privados de excelência do País - o Israelita Albert Einstein e o Sírio-Libanês - investiram em novas unidades-satélite na capital.

O Globo

Panorama Político

Grandes fortunas

Por Ilimar Franco

Descartada a CPMF, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) tem simpatia pela criação de dois impostos para financiar a Saúde. São eles: Grandes Fortunas, de autoria do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), cuja relatora é a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ); e Remessa de Lucros ao Exterior, defendida pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS). "Essas duas propostas não atingem a população, são bastante focadas", defende Ideli.

Correio Braziliense

Drible não garante pediatras

O drama de quem precisa recorrer a um médico por meio de um plano de saúde começa cedo. No Distrito Federal e em quase todo o país, é praticamente impossível conseguir um atendimento de um pediatra se o meio de pagamento for o convênio. É o presidente da Sociedade de Pediatria do DF, Dennis Burns, quem alerta: "A situação só deve piorar nos próximos meses". Ele explica que, desde a paralisação de 2009, em repúdio aos planos e aos seguros de saúde, são pouquíssimos os hospitais que ainda contam com atendimento dessa especialidade, porque os médicos não aceitam mais o valor pago por consulta pelas operadoras.

Diante dessa realidade dramática para os pais, que comprometem até 30% da renda para garantir o bem-estar da família, os hospitais estão buscando uma saída. Alguns têm feito contratos diretamente com os médicos. Os profissionais recebem remuneração fixa, como se fosse um salário. "O médico vira um prestador de serviço do hospital e não do convênio", explica Burns. Mas, mesmo com esse drible, há uma dificuldade tremenda de encontrar quem queira trabalhar sob tais condições. Resta aos conveniados, então, arcar com as caríssimas faturas dos planos e pagar consultas particulares. Ninguém quer pôr a vida dos filhos em risco.

Descaso

O suplício se estende às simples consultas nas emergências dos hospitais. Que o diga a analista de sistemas Ana Lúcia Alves Martins, 39 anos. Ela foi ao Hospital Santa Lúcia em busca de um pediatra para atender a filha, de 1 ano e 6 meses, que estava com febre. "Cheguei às 9h, mas só fui atendida às 16h. Havia até bebês com 15 dias na fila, mas ninguém do hospital sabia dar uma previsão. Só havia um pediatra, uma verdadeira calamidade, e um monte de crianças doentes, chorando. Muitas mães desistiram. A gente paga o convênio, mas, na hora em que precisa, tem que passar por esse tormento", relata.

Procurado pelo Correio, o Santa Lúcia informou, por meio da assessoria de imprensa, que "o tempo médio de espera para atendimento pediátrico é de três horas. O hospital ressaltou ainda que o planejamento do número de médicos pediatras que atendem na unidade está sendo revisto, para se avaliar a necessidade de aumento da equipe. Atualmente, o hospital conta com dois pediatras por turno.

Folha de São Paulo

Plantão Médico

Os médicos e os planos de saúde

Por Júlio Abramczyk

Médicos de São Paulo, com o apoio de sociedades médicas éticas e científicas, como o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, a Associação Médica Brasileira e a Associação Paulista de Medicina, decidiram enfrentar o que chamam de "aviltantes remunerações" dos planos de saúde, além da indevida interferência nos pedidos de exames e nas internações e altas hospitalares.

Desde quinta-feira, dia 1º de setembro, eles deixam de atender pacientes de planos de saúde, em sistema de rodízio por especialidade.

As empresas são as seguintes: Porto Seguro, Prosaude, Vale, Volkswagen, Intermédica, Mediservice, Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego, Green Line e Notredame.

Pesquisa do Datafolha mostra que oito em dez médicos dizem sofrer interferência antiética dos planos de saúde. Para diminuir custos, os planos insistem que médicos reduzam pedidos de exames, diminuam internações e antecipem altas hospitalares.

A forma de reduzir os custos é considerada pelas entidades médicas "um ataque à boa medicina, que coloca em risco a vida dos pacientes".

A suspensão do atendimento aos pacientes dos 12 planos de saúde, realizada até ontem por ginecologistas, prossegue com otorrinolaringologistas, nos dias 8 a 10; pediatras, de 14 a 16; cardiologistas, de 16 a 19; ortopedistas, dias 19 e 20; pneumologistas, de 21 a 23, e cirurgiões plásticos, de 28 a 30. Exceções são consideradas em casos de urgências.

Correio Braziliense

PT vai tentar recriar CPMF e controlar a mídia

Carta inclui controle da mídia

Por Denise Rothenburg e Josie Jerônimo

Resolução de Congresso do PT, em Brasília, defende a volta de fonte de recursos “negados” a Lula na saúde, prega a “regulamentação” da imprensa e deve votar hoje moção de apoio a Dirceu, apontado como chefe do mensalão.

Resolução do 4º Congresso do PT pede a regulamentação da imprensa, a aprovação da Emenda 29 e faz ode a José Dirceu

O controle da mídia, a politica de alianças do partido para as eleições de 2012 e o financiamento da saúde dominaram os debates no primeiro dia do 4º Congresso do PT. Logo no fim da manhã, os petistas aprovaram uma resolução que, contraditoriamente, defende a liberdade de imprensa e, ao mesmo tempo, prega o controle da mídia. "O jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda a vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar", diz o documento que conta com apoio do governo: "A proposta do partido é a do Poder Executivo", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). "O Congresso é o local para que isso seja feito de forma transparente, mas é impossível que o Executivo não participe do debate. Não temos sequer uma lei que trate do direito de resposta", completou a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

O texto do PT, que ainda pode ser emendado hoje, segue dizendo que "a inexistência de uma lei de imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presentes na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim, criam um clima de imposição de uma versão única para o Brasil". O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, também defende que isso seja debatido: "Todos os países têm regulamentação. Acho estranho que toda as vezes que se levante essa história de regulamentação já venham dizer que é autoritarismo e censura por parte do governo", comentou.

O tema mídia ocupou dois dos 110 pontos do documento. Depois da declaração de Dilma em favor do financiamento da saúde, os petistas voltaram atrás e incluíram na resolução um ponto específico sobre a necessidade de defesa do Sistema Único de Saude (SUS) e a aprovação da Emenda 29 "e o consequente retorno ao orçamento da saúde dos recursos a ela negados pela oposição ao governo Lula que extinguiu a CPMF (o imposto do cheque) para impedir a plena consolidação do SUS no país", diz o texto. "O Congresso orienta nossas bancadas na Câmara e no Senado a buscarem fontes suplementares de recursos para recomposição do orçamento do SUS e viabilização da Emenda 29", completa.

Financiamento

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, é um defensor desse item: "Não se tiram R$ 40 bilhões da saúde sem consequências. É preciso que se tenha uma receita nova para a saúde. Damos apoio irrestrito a presidente Dilma nessa questão", defendeu ele, propondo um movimento dos governadores em prol desse financiamento. "Essa não é uma conta e nem uma luta apenas da presidenta. Todos devem participar", afirmou.

Os petistas definiram uma linha para as eleições do próximo ano, com candidatura própria nas maiores cidades do país, e recomendaram a seus filiados não se aliarem com o PSDB, DEM e PPS (leia detalhes abaixo). Também não deixaram de render suas homenagens ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Em conversas com amigos, Dirceu não escondeu sua alegria com o PT, mas desabafou dizendo estar cansado do que classifica como uma perseguição. Nessas conversas, ele reclamou ainda da demora do julgamento do mensalão por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). "Minha esperança era a de que fosse julgado no ano que vem, mas já ouvi dizer que pode ficar para 2013", disse a um interlocutor. Depois do episódio da Veja e a suposta tentativa de invasão da suíte em que ele se hospeda em Brasília, o ex-ministro pretende submergir. Vai fazer uma cirurgia dentária e aproveitar para viajar. Hoje, entretanto, ele não deixará de ir ao 4º Congresso do PT. Afinal, está prevista a aprovação de uma moção de apoio a ele na festa de encerramento.

O Estado de São Paulo

Cientista busca pedra fundamental da vida

Por Alexandre Gonçalves

Ada Yonath sugere que os vestígios dessa estrutura podem estar dentro do ribossomo - fábrica de proteínas da célula que Ada ajudou a desvendar, rendendo-lhe um Nobel em 2009

A pesquisadora Ada Yonath, do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, procura a estrutura química que serviu como precursora para a vida no planeta. Ela sugere que os vestígios dessa estrutura podem estar dentro do ribossomo - fábrica de proteínas da célula que Ada ajudou a desvendar, rendendo-lhe um Nobel em 2009. Há três semanas, Ada veio ao Brasil a convite da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Falou ao Estado sobre ciência em Israel, financiamento público de pesquisas e seus interesses atuais.

Israel é um país relativamente recente e já possui oito Prêmios Nobel. O Brasil não tem nenhum. Qual é o segredo?

De fato, temos três Prêmios Nobel em Química, um em Economia e outro em Literatura. Vamos tirar dessa conta os três Nobel da Paz (os ex-primeiros-ministros Menachem Begin, Yitzhak Rabin e Shimon Peres), de atuação política. Todos os premiados da área científica foram contemplados nos últimos dez anos. Ou seja, a semente levou 50 anos (desde a criação de Israel) para crescer.

Um tempo curto para uma árvore grande, não?

Convém lembrar que o povo judeu viveu a diáspora e passou 2 mil anos espalhado pela mundo. Normalmente, não podiam ocupar assentos nos parlamentos, alcançar altas patentes nas Forças Armadas ou possuir grandes propriedades. Até mesmo atividades financeiras sofriam severas restrições em alguns lugares. Restavam os trabalhos intelectuais. Há até uma velha piada sobre a mãe judia que teve trigêmeos. Perguntaram o nome das crianças. "Não sei. Mas posso dizer o que serão: este advogado, aquele médico e, o último, vai tocar o piano." Tornou-se natural que muitos se dedicassem à pesquisa. Quando Israel começou, já contava com ótimos cientistas.

Mas há alguma lição que o Brasil pode aproveitar?

Creio que faz mais sentido comparar o Brasil à Coreia do Sul ou à China. Além disso, a próxima geração em Israel deve adotar um padrão (de produção científica) mais normal, parecido com o do Brasil. A ciência alimentava os sonhos da minha geração. Os jovens israelenses - que não são piores que nós - vislumbram alternativas muito promissoras em outras áreas também: na política, no Exército, nos negócios... E, vale lembrar, o Nobel não serve para medir a excelência da pesquisa em um país. É uma loteria.

Como assim?

No máximo, são dados três Prêmios Nobel em cada área todo ano. E há milhares de cientistas que mereceriam. Tenho plena consciência de que há muitos, tão bons quanto eu, que não são premiados. Conheço-os pelo nome.

Seu instituto de pesquisa foi escolhido como o melhor instituto para se trabalhar fora dos EUA em julho. O que a sra. acha disso?

No Instituto Weitzmann, há muita liberdade acadêmica e ótimos contatos com pesquisadores de todo o mundo. Normalmente, nós revezamos o primeiro lugar nos rankings com o Instituto Max Planck, na Alemanha, onde também trabalhei. No Max Planck, os recursos para a pesquisa são mais abundantes e estáveis. No Weitzmann, precisamos procurar financiamento em agências de pesquisa. Mesmo o salário dos pesquisadores é mais alto na Alemanha. Mas a satisfação do trabalho não vem só do salário. Se eu tiver dinheiro para levar uma vida decente - sem acumular três empregos - e condições para realizar um bom trabalho, estou tranquila. O ambiente do Weitzmann proporciona isso.

Só um quarto do dinheiro que financia a pesquisa no instituto vem do governo israelense...

Gostaria que mesmo esse um quarto fosse privado. Quando o governo dá dinheiro, dá também regras. A parcela que recebemos do Estado nos obriga, muitas vezes, a funcionar como um órgão governamental. Se quero comprar uma máquina, preciso licitar. Se estou viajando a trabalho e preciso tomar um táxi imprevisto, tenho de escrever uma carta de explicação. Sei que no Brasil é parecido. Como em outras dimensões da vida, também aqui é melhor gozar de independência.

De que modo sua pesquisa está relacionada à origem da vida?

Nós encontramos no ribossomo atual uma estrutura que está completamente conservada em todos os seres vivos - de bactérias a elefantes. Creio que ela é um remanescente do mecanismo primordial que deu origem à vida na Terra. No meu laboratório, estamos tentando reproduzir essa estrutura. Vai nos ajudar a compreender a origem da vida no planeta.

O Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil anunciou que você virá pesquisar no Brasil.

Houve um mal-entendido. Disse só que era uma ideia a se considerar no futuro. Mas sem nenhum plano concreto.

É algo para os próximos anos?

Talvez para este século. Eu ainda sou jovem.

Sábado, 03.09.11

Folha de São Paulo

Transfusão de sangue sem doador tem sucesso

Sangue é produzido por células-tronco

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram injetar glóbulos vermelhos criados a partir de células-tronco em uma pessoa, afirma estudo publicado na revista "Blood."

Os pesquisadores usaram as células-tronco de um doador humano, criaram glóbulos vermelho e os injetaram de volta na mesma pessoa.

Depois de cinco dias, quase 100% das células estavam vivas. Em 26 dias, entre 41% e 63% continuavam em circulação, durabilidade comparável à dos glóbulos vermelhos naturais.

O resultado confirma que, no futuro, será possível utilizar esse método para fazer transfusões sanguíneas sem a necessidade de um doador.

"Esse é o primeiro estudo que prova que essas células conseguem sobreviver no corpo humano", disse em nota Luc Douay, líder da pesquisa e professor de hematologia na Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris.

Segundo Douay, há uma necessidade grande de derivados sanguíneos para transfusão sem risco de infecções por novos vírus, que podem ocorrer com o método de transfusão de sangue tradicionalmente utilizado.

A Organização Mundial da Saúde anunciou recentemente que, em mais de 70 países, menos de 1% da população costuma doar sangue.

A produção de glóbulos vermelhos em larga escala ainda exige avanços tecnológicos, mas, destaca Douay, isso tornará possível um estoques ilimitado de sangue.

Saúde Business Web

A RN 267 de agosto 2011 e sua importância para os usuários de planos de saúde

Por Adrianos Loverdos

Em 25 de agosto último a ANS divulgou a seguinte notícia em seu site

“A determinação está prevista na Resolução Normativa 267, publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta quinta-feira, 25 de agosto/2011, que dispõe sobre a divulgação da Qualificação da Rede dos Prestadores de Serviços na Saúde Suplementar.”

O que isso significa?

Quem quiser pode visualizar a norma

ou ainda fazer o download em formato .pdf

Significa, pessoal, que acabou a tolerância para a falta de segurança nos serviços de saúde. Não mais serão admitidos erros básicos e primários que levam a lesões graves e até irreversíveis.

Na minha modesta contribuição para a auditoria médico hospitalar, o livro publicado em 1997 (lá se vão quase quinze anos) no capítulo sobre credenciamento está lá, de maneira extremamente rudimentar mas efetiva, a recomendação para que as operadoras de planos de saúde avaliem, critiquem e classifiquem sua rede credenciada. Tem até uma sugestão para esta tarefa ser desempenhada de maneira organizada.

Pois bem, muitas operadoras não se preocuparam com isso e muitos hospitais se acomodaram, por diversos motivos e até o momento não buscaram sua certificação.

Não se trata do “diploma” pendurado na parede do hospital, por favor não imaginem tal absurdo!

Agora será uma luta contra o tempo pois: “Art. 10. A RN nº 124, de 30 de março de 2006, passa a vigorar acrescida dos seguintes artigos:

“”Art. 44-A. Utilizar a ausência ou a perda dos atributos de qualificação dos prestadores de serviço como critério, exclusivo, de descredenciamento de prestadores.

Sanção – advertência;

multa de R$ 35.000,00.”

“Art. 44-B. Deixar de incluir os atributos de qualificação dos prestadores

de serviço em seus materiais de divulgação da rede assistencial no prazo estabelecido.

Sanção – advertência;

multa de R$ 35.000,00.”

“Art. 44-C. Deixar, a operadora que possua rede própria de prestadores, de fornecer informações relevantes para fomentar o uso dos indicadores de monitoramento da qualidade assistencial.

Sanção – advertência;

multa de R$ 35.000,00.”"

Ainda há tempo, mas não o suficiente para a maioria dos hospitais não certificados deste nosso país.

Minha sugestão: por favor, trabalhem firme na gestão da segurança e da qualidade de suas instituições e façam isso o quanto antes!

Correio Braziliense

Vírus ativo em 26 países

A decisão sobre mudanças na vacinação, segundo o Ministério da Saúde, levará em conta uma determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a vacina injetável só seja adotada depois que a poliomielite for erradicada no mundo. O vírus ainda é ativo em 26 países, principalmente na África. A vacina oral, que tem o famoso Zé Gotinha como garoto propaganda, foi responsável pela erradicação da poliomielite no país. Já a vacina injetável é adotada em países da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália, que a consideram mais segura. Especialistas, no entanto, são unânimes em afirmar que as duas formas de imunização são seguras, pois as complicações da vacina oral são extremamente raras.

O médico e pesquisador Carlos Starling, coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, considera a vacina oral totalmente eficaz e defende a continuidade dela no país. "É uma vacina prática e eficiente no controle da doença. Não podemos esquecer que foi com ela que o Brasil erradicou a paralisia." Outro impacto avaliado pelo ministério é a inclusão de mais uma injeção no calendário de vacinação. "Algumas mães rejeitam. Se a criança chora muito na primeira dose, elas não levam para tomar as próximas", pondera Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde. (JB e AF)

Chance de mutação

A diferença entre a vacina oral e a injetável é que o vírus atenuado, presente nas gotinhas, ao entrar em contato com o intestino, pode sofrer uma mutação e causar a doença, em vez de imunizar o paciente. No caso da vacina injetável, com o vírus morto, não há esse risco.

O Globo

ANS adia prazo para novas regras de atendimento

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adiou por 90 dias a entrada em vigor da resolução normativa 259 que define prazos para o atendimento dos beneficiários de plano de saúde. O adiamento atende a pedido das operadoras por maior prazo para adaptação à nova norma.

A resolução, que determina o tempo de espera para o consumidor marcar exames e procedimentos nos planos de saúde, entraria em vigor no próximo dia 19, mas agora só valerá a partir de 19 de dezembro.

Os prazos para atendimentos variam de 7 a 21 dias úteis. Para consultas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, o prazo será de sete dias úteis. As demais especialidades, que não são consideradas de alta complexidade, devem ser marcadas em até 14 dias úteis.

Lisa Gunn, coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), considera o adiamento inadmissível:

- A resolução já estava aquém do que seria benéfico para o consumidor e bastante flexível para as operadoras.

Segundo a ANS, o prazo adicional concedido permitirá que a agência aprimore medidas internas para ampliar a comunicação com os consumidores. Segundo o presidente Mauricio Ceschin, o objetivo da norma é garantir o acesso em prazos definidos, e isso está mantido.

Correio Braziliense

Recursos para o SUS

A presidente Dilma Rousseff defendeu, durante o discurso no Congresso do PT, mais recursos para financiar o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela afirmou não ser possível que o Brasil "com a importância que tem, tenha um investimento em saúde 40% menor que a Argentina, 27% menor que o Chile". A presidente não citou, contudo, de onde viria esse financiamento nem tampouco fez referência à tramitação da Emenda 29 no Congresso Nacional.

Ela também defendeu as ações na área econômica, lembrando que mantém a tradição dos tempos do governo Lula, quando estourou a primeira crise internacional, em 2008. E saiu do encontro com o apoio do PT ao seu governo. "Presidente Dilma, o PT participa, apoia e sustenta as políticas do nosso governo", afirmou o presidente do PT, Rui Falcão. "Aplaudimos a recente decisão de baixar as taxas de juros e que cheguem ao final do governo ainda mais baixas", afirmou.

As resoluções políticas do Congresso do PT, que serão divulgadas em um documento no final do encontro, contudo, trarão uma crítica velada ao governo Dilma por conta do aumento do superavit primário para R$ 127 bilhões, uma vez que o partido mantém uma defesa contundente do aumento dos investimentos como forma de promover o crescimento da economia. "Os investimentos precisam aumentar", afirmou ontem o presidente do PT, Rui Falcão, ao mencionar ainda o controle dos juros e da inflação, também apontados no texto.

O texto tem 110 pontos. Em várias passagens do documento que o PT pretende aprovar amanhã, constam menções ao governo de Lula. Uma delas é no que tange aos programas sociais, vistos como legado do ex-presidente que Dilma dá continuidade. Também falará, ainda que de forma genérica, do marco regulatório das comunicações, ponto que o governo Lula levou avante e que a administração de Dilma Rousseff deixou de lado. Também haverá menções à necessidade de promover um ritmo mais dinâmico à reforma agrária. (DR e PTS)

Defesa de imposto maior para o cigarro

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu ontem em Canoas (RS) o aumento da tributação sobre cigarros e bebidas alcoólicas como forma de ampliar os recursos para financiamento da saúde pública. Padilha também propôs a ampliação da parcela repassada ao sistema público de saúde do seguro DPVAT, destinado a financiar a assistência médico-hospitalar de vítimas de acidentes de trânsito. "Defendo que a tributação sobre álcool e tabaco, tanto federal quanto estadual, reverta em recursos para a saúde", declarou o ministro. Na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff defendeu a criação de um tributo ou aumento nos impostos atuais como a solução para ampliar a fonte de financiamento para a saúde e a aprovação da Emenda 29 no Congresso.

O Globo

Ministro quer imposto sobre álcool, cigarro e carro para financiar Saúde

Por Alexandre Rodrigues*

Dilma diz ser "inexorável" destinar mais recursos para melhorar atendimento

Canoas (RS)

Ao lado da presidente Dilma Rousseff na entrega de leitos hospitalares em Canoas, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu ontem reorganizar os impostos sobre álcool, tabaco e a venda de carros e motos como alternativa à criação de novo tributo para financiar a Saúde.

- Nós sempre entendemos que precisamos ter regras permanentes - disse Padilha, descartando a volta da CPMF.

O ministro propôs a transferência para a Saúde dos tributos sobre a venda de álcool e tabaco, além do aumento do DPVAT, seguro obrigatório pago pelos motoristas para indenizações a vítimas de trânsito, pelos gastos que acarretam ao sistema público de saúde. Em dezembro, as alíquotas sobre os cigarros subirão 20%. Novos aumentos estão previstos até 2015. O governo espera arrecadar R$4 bilhões anuais com o imposto maior.

Dilma Rousseff reforçou que, "inexoravelmente", os recursos para a Saúde terão que aumentar caso o Brasil queira melhorar a qualidade do atendimento.

- Podemos fazer muito ainda com os recursos que temos - disse Dilma, que foi a Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, entregar 110 novos leitos para o hospital da Ulbra, que testa um novo sistema de gestão público-privada.

Mesmo classificando o Sistema Único de Saúde (SUS) como "generoso", Dilma disse que o grande desafio, após o país tirar "uma Argentina" da pobreza nos últimos anos, é garantir serviços públicos de qualidade.

- Nós assistimos, durante dois anos, ao (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama lutar por algo que conhecemos desde 88 - disse Dilma, referindo-se à universalização do SUS feita pela Constituição. E completou: - Se quisermos dar padrão, precisaremos racionalizar recursos e garantir maior cobertura. O Brasil, inexoravelmente, vai ter que destinar mais recursos à Saúde.

* Especial para O Globo

O Estado de São Paulo

Médico da família terá bônus em prova de residência

Por Fernanda Bassette e Mariana Mandelli

Recém-formados que atuarem em áreas de extrema pobreza no Programa Saúde da Família receberão até 20% de bônus e podem fazer especialização

Médicos recém-formados que participarem por dois anos do Programa Saúde da Família (PSF) em áreas de extrema pobreza e periferias receberão até 20% de bônus na prova de residência. A portaria, envolvendo os Ministérios da Saúde e da Educação, foi publicada ontem no Diário Oficial da União.

Conforme o Estado adiantou em julho, os dois ministérios estão elaborando um plano nacional de educação médica que, entre outras iniciativas, tem o objetivo de aumentar o número de médicos nas regiões carentes.

A portaria criou o Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica. Ao todo, 2 mil vagas poderão ser preenchidas a partir de fevereiro de 2012. Os bônus para a residência passam a valer a partir de novembro do mesmo ano.

Além da pontuação extra, os profissionais que participarem desse programa terão direito a fazer um curso de especialização em saúde da família, sob responsabilidade das universidades públicas participantes do Sistema Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS).

Os municípios que serão contemplados com o programa serão definidos até o final do ano. O Conselho Nacional de Residência Médica divulgará, por meio de resolução, os índices e critérios da pontuação. "Consideramos que essa é uma das maneiras mais efetivas de tornar disponíveis, de forma rápida, médicos para ampliar a assistência à população", diz Mozart Sales, do Ministério da Saúde.

Paulo Navarro de Moraes, presidente da Associação dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo, diz que a medida é positiva, mas há pontos que o preocupam. Um deles é a fixação do médico. "E se o médico que participou do programa por dois anos quiser continuar trabalhando lá? Ele será absorvido?"

Outra preocupação de Moraes é que o programa sirva apenas de "trampolim" para quem quiser concorrer a uma vaga de residência disputada. "Você corre o risco de superlotar o programa com pessoas sem o perfil e sem a vontade de estar ali."

Proposta em discussão

Aumentar o número de médicos por habitantes

Hoje, o Brasil tem 1,8 médico para cada mil habitantes. A ideia do plano interministerial é chegar, gradualmente, a pelo menos 2,5 médicos para cada mil pessoas até o ano de 2030.

Criação de 2,5 mil vagas em cursos de Medicina

Atualmente, o País forma 16,5 mil novos médicos por ano em 183 escolas. A proposta em discussão quer elevar esse número para 19 mil/ano. A ideia é que essa expansão de vagas se dê prioritariamente em instituições públicas de ensino superior. Hoje existem 45 processos parados no Conselho Nacional de Educação (CNE) aguardando as decisões dos Ministérios.

Correio Braziliense

Remédio no alvo certo

Pesquisadores da Universidade Federal de Ouro Preto usam a nanotecnologia para desenvolver esferas que levam fármacos diretamente ao ponto doente, reduzindo os efeitos colaterais dos tratamentos de câncer e de outras doenças crônicas

Por Junia Oliveira

Belo Horizonte — Estudos desenvolvidos nos laboratórios da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), em Minas Gerais, surgem como um alento na busca pela redução do sofrimento de portadores de câncer e de outras doenças crônicas. As pesquisas usam a nanotecnologia e estão focadas na construção de esferas de tamanho nanométrico — 1 bilhão de vezes menor que o metro.

Elas são responsáveis por levar os fármacos, compostos químicos usados com fim medicinal, diretamente aos pontos específicos do organismo onde está a doença, diminuindo assim os efeitos tóxicos adversos dos medicamentos. Atingindo alvos certeiros, como um parasita, um micro-organismo ou uma célula tumoral, e impedindo que o medicamento se distribua por todo o corpo, é possível evitar ou diminuir os efeitos colaterais do tratamento.

Os fármacos são postos em nanoestruturas que vão direcionar a substância para onde estão as células doentes. No caso de tratamentos de câncer, um dos resultados é a redução dramática de toxicidade no corpo. “Os medicamentos convencionais agem em células afetadas e normais, daí os efeitos colaterais, como a perda de cabelo. Com a nanotecnologia, o que se pretende de forma ideal é usar esse fármaco e levá-lo apenas às células doentes, usando as nanoestruturas como carreadores”, explica a coordenadora da pesquisa, a professora de farmacotécnica da Ufop Vanessa Carla Furtado Mosqueira.

As experiências, que começaram em 2000, são feitas ainda no combate a doenças cardiovasculares e a enfermidades parasitárias, como a malária e a doença de Chagas (muito frequente no país, mas ainda sem tratamento eficaz). A ideia é que o trabalho tenha utilidade para todas as doenças cujos medicamentos são muito tóxicos ao organismo — embora eficientes. As formulações nanométricas são aplicadas, nos laboratórios, em cultivos de células ou em animais e, paralelamente, comparadas aos medicamentos convencionais. Um antitumoral, por exemplo, é aplicado na sua forma convencional e nanométrica para depois a eficácia de cada um ser avaliada.

Os testes com nanotecnologia estão sendo avaliados para uso humano e animal. Na veterinária, o sistema já mostra avanços. O grupo de pesquisa patenteou um produto que aumenta a eficácia dos antibióticos usados no tratamento da mastite bovina, um problema que afeta bastante a produção do leite de vaca.

Chances

São muitas as possibilidades nanotecnológicas. Aperfeiçoar o que já existe ou criar algo faz parte da rotina dos pesquisadores. É o caso da terapia fotodinâmica do câncer, que pode ser usada no lugar das cirurgias. Nanopartículas carregadas de substâncias medicamentosas se acumulam no tumor e são ativadas com luz colorida, destruindo apenas as células doentes daquele tecido. O procedimento já é usado clinicamente.

Há, entretanto, duas diferenças importantes. A primeira é que a fotodinâmica convencional não usa nanopartículas. A outra é que os estudos da Universidade Federal de Ouro Preto usam substâncias que, diferentemente das existentes no mercado, são mais seletivas e podem ser ministradas em dose bem menor, não causando tantos efeitos colaterais — nesse tipo de terapia, podem ocorrer problemas na pele quando o paciente é exposto ao sol. “Queremos melhorar a eficácia para que o paciente sofra menos. Em tumores tópicos, como os da pele e das mucosas, essa técnica pode ser muito eficaz”, ressalta a coordenadora da pesquisa. Estão sendo feitos testes também na área de odontologia, com irradiações em lesões pré-malignas. A técnica, muito comum na Europa, está chegando aos poucos ao Brasil e já é usada em alguns hospitais.

Esperança mundial

A nanotecnologia é a bola da vez para laboratórios de todo o mundo e já conquistou várias aplicações, em diversas áreas. Em termos de fármacos, Vanessa Mosqueira conta que há cerca de 10 medicamentos no planeta comercializados na forma de nanoestruturas. No Brasil, por enquanto, há apenas um, para o tratamento de infecções fúngicas crônicas (micoses muito graves).

As esferas nanométricas são produzidas com polímeros biodegradáveis, que se decompõem no organismo e não são tóxicos. Segundo a coordenadora, para se concentrar em alguns órgãos, é necessário regular o tamanho. Esse é um dos fatores que permitirão às esferas passar por poros e células de vasos mais facilmente. O tamanho das partículas influencia os resultados. As esferas feitas em Ouro Preto podem variar de 50 a 500 nanômetros. Para se ter uma ideia, uma célula do sangue tem cerca de 20 micrômetros, o equivalente a 20 mil vezes o nanômetro. Assim, teoricamente, é possível pôr 200 nanopartículas de 100 nanômetros dentro de uma célula vermelha sanguínea.

A pesquisa da Ufop é financiada pela Fundação de Amparo e Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Medicamento high-tech

» O fármaco é guardado dentro de esferas nanométricas, feitas de polímeros biodegradáveis.

» O nanômetro é uma unidade de comprimento 1 bilhão de vezes menor que o metro.

» A substância é injetada no paciente, por via parenteral (subcutânea, intravenosa), por exemplo, e vai se concentrar mais num determinado tecido do corpo, como fígado, medula óssea ou linfonodos, preferencialmente na região onde há lesão ou doença, sem se espalhar por todo o organismo.

» A medida é mais eficaz. Um dos ganhos é a redução de efeitos adversos de medicamentos para muitas doenças.

AGENDA


- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar

Unidas / AssPreviSite

12 de setembro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Oferecer aos participantes uma visão ampla da legislação que rege os planos privados de assistência à saúde, abordando os princípios constitucionais pertinentes ao direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99, as resoluções do CONSU e da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência reguladora, a aplicação subsidiária do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto, os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos, as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência administrativa e judicial sobre o assunto.

Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase as questões práticas.

Instrutor

Dr. José Luiz Toro da Silva

Público Alvo

Dirigentes, Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle de Custos do Hospital" São Paulo-SP

Data do Curso

15/9/2011 a 16/9/2011

Objetivo

Orientar a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle de custos

Público Alvo

Profissionais de Enfermagem

Programa

Cenário Atual

- Resistência a Mudanças

- Gestão de Profissionais

Custos Hospitalares

- Componentes dos Custos

- Classificação dos Custos

- Sistema de Rateio

- Ponto de Equilíbrio

Remuneração

Padronização

- Convênios

- Glosas

Enfermagem e Gerenciamento de Custos

Visão Estratégica do Negócio

Inscrições até 09/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17:00

Instrutor - Sarah Munhoz

Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção São Paulo.

Mais informações


- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Local

Centro de Eventos FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul

Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic

CEP: 91140-001 – Porto Alegre - RS

55 (51) 3347-8696

Fax: 55 (51) 3347-8722

Email: kkein@ergs.org.br

Data

16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)

Organização

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Avenida Marechal Câmara, 160/Sala 330 - Centro

CEP: 20020-907 - Rio de Janeiro – RJ

55 (21) 3478-2700

www.cardiol.br

Organização Científica

Gerência de Eventos da SBC

55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752

Fax: 55 (21) 3478-2755

E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br

Skype: sbc-eventos01

Central de Inscrições

55 (21) 3478-2700 ramal: 2759

Fax: 55 (21) 3478-2770

E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br

- Curso "Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde" São Paulo-SP

Data do Curso

21/9/2011 a 23/9/2011

Objetivo

Possibilitar aos participantes o desenvolvimento das competências necessárias para as funções ligadas à Logística Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de atuação, considerando os aspectos técnicos e administrativos.

Público Alvo

Profissionais com e/ou sem vivência no setor Hospitalar Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.

Programa

FUNDAMENTOS E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:

- Definição de Logística de Suprimentos no ambiente hospitalar;

- Organização e estruturação da Logística de Suprimentos e a sua posição na estrutura organizacional de um hospital;

ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:

- Conceitos básicos em Farmácia Hospitalar;

- Atribuições do farmacêutico Hospitalar;

- Sistemas de distribuição e rastreabilidade de medicamentos e produtos para saúde;

- Legislações aplicadas à Farmácia Hospitalar;

- Farmácia Clínica, Farmacovigilância, CIM e CCIH.

SISTEMAS DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO:

- Planejamento e definição das estratégias de compras;

- Conceitos de custo total no processo de aquisição (Sourcing);

- Compras eletrônicas - (e-procurement, pregão, leilão reverso);

- Licitação

- Legislação e Princípios;

- Estratégias de negociação;

- Gestão de contratos.

QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/ NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:

- Qualificação e avaliação dos fornecedores;

- Padronização de produtos para saúde como estratégia de redução de custos;

- Conceitos de classificação, codificação e catalogação de produtos para saúde;

ARMAZENAGEM, MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

- Técnicas de recebimento e inspeção de qualidade;

- Armazenamento, movimentação e transporte de materiais;

- Valorização dos estoques (método PEPs, FIFO, Custo Médio Ponderado);

GESTÃO DOS ESTOQUES

- Principais conceitos da administração de materiais;

- Conceitos e aplicabilidade

- Estoque Mínimo, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido;

Lote Econômico, Curva ABC;

- Normas de inventário e contagem cíclica;

Inscrições até 16/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17h

Instrutor - Mônica Cristina Granzo

Bacharel em Ciências Contábeis; MBA em Logística Empresarial, Vasta experiência profissional na área de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes a área.

Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki

Graduação em Farmácia & Bioquímica, pós graduação em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica. Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras, membro Presidente da Comissão de Padronização de Produtos da Central de Compras, atuação em educação continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação de fornecedores.

Mais informações


- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde


Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português

- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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