Leia
nesta edição:
- Comissão do piso salarial dos agentes de saúde
votará requerimentos
- Dilma:
médicos recém-formados precisam conhecer
necessidades do país
- Quatro
perguntas para - Ligia Bahia, professora da Universidade Federal
do Rio
de Janeiro e especialista em saúde pública
- Programa
de imunização terá menos injeções
- Serviços
sustentam crescimento do PIB
- A CPMF
e a rejeição
popular
- Agência reguladora é alvo de duras críticas
- Você é o que você come
- Número
de empresas cai e qualidade piora
- Risco de epidemia de dengue cresce em SP
- Sem saída,
pacientes lotam pronto-socorro
- Planos
de saúde
com cara de SUS
- Entrevista
- Luiz Roberto Londres, diretor-presidente da Clínica
São Vicente
- Planos
de saúde investem pesado em hospitais no Rio
e concentram serviços
- Grandes fortunas
- Drible
não
garante pediatras
- Os médicos e os planos de saúde
- PT vai
tentar recriar CPMF e controlar a mídia
- Cientista busca pedra fundamental da vida
- Transfusão
de sangue sem doador tem sucesso
- A RN 267
de agosto 2011 e sua importância para os usuários
de planos de saúde
- Vírus ativo em 26 países
- ANS adia prazo para novas regras de atendimento
- Recursos para o SUS
- Ministro
quer imposto sobre álcool, cigarro e carro
para financiar Saúde
- Médico da família terá bônus em
prova de residência
- Remédio
no alvo certo
Segunda-feira, 05.09.11
Agência Câmara de Notícias
Comissão do piso salarial dos agentes de saúde
votará requerimentos
A comissão especial que analisa a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde e de combate a endemias se reúne nesta
terça-feira (6) para votar requerimentos.
A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto
de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos
agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde
(Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como
o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930
mensais para profissionais com formação em nível
médio.
A Emenda
Constitucional 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma
lei federal definirá o regime jurídico,
o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira
e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias. Segundo
essa emenda, caberá à União prestar assistência
financeira complementar aos estados e aos municípios para
o cumprimento do piso salarial.
A reunião será realizada às 14 horas, em
plenário a definir.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
Agência
Brasil
Dilma:
médicos recém-formados precisam conhecer
necessidades do país
Por Paula
Laboissière
Brasília – A presidenta Dilma Rousseff destacou
hoje (5) que os médicos brasileiros recém-formados
precisam conhecer as reais necessidades do país. Ao explicar
os incentivos anunciados pelo governo para melhorar a distribuição
de profissionais de saúde, ela disse ainda que a meta é abrir
4,5 mil vagas, a mais, de medicina por ano no Brasil.
No programa
semanal Café com a Presidenta, Dilma lembrou
que o médico recém-formado que optar por trabalhar
em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) terá a
dívida do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino
Superior (Fies) reduzida.
Segundo ela,
5 mil dos 24 mil alunos de medicina que acessaram o crédito estudantil já estão formados ou
se formando. A ideia é distribuir esses profissionais
em cerca de 2 mil municípios, onde a carência de
médicos é maior.
“Um dos maiores objetivos do meu governo é fazer
com que a qualidade de atendimento do Sistema Único de
Saúde seja igual àquela praticada, por exemplo,
nos grandes hospitais privados do nosso país. Vamos garantir
atendimento humano e de qualidade e isso é um compromisso
a ser buscado todos os dias”, concluiu Dilma.
Correio Braziliense
Quatro
perguntas para - Ligia Bahia, professora da Universidade
Federal do Rio
de
Janeiro e especialista em saúde pública
Como
poderá ser resolvido o iminente colapso dos planos
de saúde?
De duas formas:
uma é as empresas verticalizando, adquirindo
estabelecimentos de saúde, modernizando-os, expandindo
a capacidade, construindo novos espaços. A outra é invadir
a rede pública, que é a tendência bem clara.
Ou seja, cliente de plano de saúde sendo atendido pelo
SUS (Sistema Único de Saúde). Está se oficializando
que parte da rede pública será reservada para convênios
privados.
Falta
uma regulação
eficaz?
A regulação seria fundamental para que não
se repitisse o que vem ocorrendo — a má prestação
dos serviços. É para garantir um padrão ótimo
de concorrência no mercado, a fim de que as empresas possam
disputar melhores preços e qualidade. Mas não é isso
que estamos vendo. A ANS, como é dirigida por empresários,
está atuando no sentido contrário, permitindo a
oligopolização do setor, que abre espaço
para o aumento de preço do produto, no caso, da mensalidade
do plano.
Ter
um plano de saúde é garantia de proteção?
A ideia é que quem tem plano está a salvo, mas
a salvo do quê? Do racionamento, da fila? Não é assim.
Estamos assistindo algo pior. No SUS, o padrão é igual
para todos. Nos convênios, quem está vivenciando
esse inferno da dificuldade é principalmente quem tem
plano barato. Segmentos de maior status socioeconômico
estão protegidos. A classe C é a mais atingida.
A solução de invadir a rede pública ocorre
quando a classe C chega a esse mercado.
A
senhora vê alguma saída?
Ou vai haver
mudança radical da cultura empresarial,
o que é muito difícil, para atender com dignidade,
ou vai ser o caos. Outra alternativa é a ANS mudar seu
padrão de atuação, em defesa do consumidor.
Hoje, tornou-se um grande escritório de compra e venda
de carteiras de planos de saúde.
O
Estado de São
Paulo
Programa
de imunização terá menos injeções
Novo
programa de imunização terá mais vacinas
em uma única injeção
Por Lígia
Formenti
Ideia é reduzir, a partir do próximo ano, número
de injeções aplicadas nas crianças; com
a mudança, Ministério da Saúde quer simplificar
logística das campanhas, reduzir ao máximo a quantidade
de acidentes e garantir uma alta cobertura vacinal no País
O Programa
Nacional de Imunização será alterado
em 2012. A ideia é concentrar mais vacinas em um mesmo
produto para reduzir o número de injeções
aplicadas nas crianças.
Uma das vacinas
combinadas, batizada de pentabrasil, está em
fase de registro na Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa). Desenvolvida pela Fiocruz e Butantã,
ela protege contra hemófilos, pneumococo, difteria, tétano
e coqueluche.
A outra,
em fase final de desenvolvimento, é uma associação
da tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba)
com hepatite B, também feita nos laboratórios públicos
brasileiros.
A expectativa é incorporar os imunizantes no próximo
ano. Eles viriam na mesma época da reintrodução
da vacina injetável contra a poliomielite, justamente
para neutralizar a chegada de mais um produto que exige para
sua aplicação o uso de seringa e agulha. A preocupação
em limitar as vacinas injetáveis ocorre por três
motivos: simplificar a logística, reduzir ao máximo
o número de acidentes e garantir a alta cobertura vacinal.
"O programa nacional traz vacinas contra várias
doenças. Muitas vezes, diante do desconforto apresentado
pela aplicação de uma delas, pais deixam de dar
o imunizante seguinte previsto no esquema, pensando em poupar
a criança", conta Jarbas Barbosa, secretário
de Vigilância em Saúde. "Mas, muitas vezes,
justamente as que não são aplicadas são
as que protegem contra as doenças mais graves", diz.
Barbosa observa
que, além de garantir maior cobertura
vacinal, quanto mais vacinas combinadas forem ofertadas, menor
a infraestrutura exigida. "Quando incorporamos um produto,
ele não vem sozinho. É preciso pensar em mais seringas,
mais agulhas, uma área maior de refrigeração. É uma
operação grande, principalmente quando falamos
de todo o País. Se conseguirmos fazer vacinas associadas,
melhor", explica o secretário.
A dificuldade
fica estampada na diferença entre as duas
campanhas de vacinação. A Sabin, em gotas, é oferecida
em cerca de 115 mil postos de vacinação no Brasil.
Nas campanhas feitas com imunizantes que precisam ser injetáveis,
o número de postos passa para 65 mil.
Estratégia. Justamente por isso, a secretaria comandada
por Barbosa está estudando qual será a melhor estratégia
para a mudança na vacina contra pólio. A troca,
que já ocorreu em outros países, é recomendada
pelo fato de a vacina injetável ser mais segura: ela é produzida
com vírus morto. A Sabin, por sua vez, é feita
com vírus atenuado - o que traz um risco, embora muito
raro, de a criança desenvolver a doença, chamada
pólio vacinal.
"Problemas como esses são raríssimos. O risco
de criança ficar sem vacina é incomparavelmente
maior do que ela for imunizada com a Sabin", ressaltou.
Nos últimos 10 anos, o Brasil registrou 46 casos confirmados
de pólio vacinal - um deles revelado na semana passada.
A vítima é uma criança de 1 ano e 4 meses,
de Pouso Alegre (MG).
O número de pólio vacinal é considerado
extremamente baixo diante dos 450 milhões de doses da
vacina aplicadas. "Ela (a Sabin) é uma ferramenta
muito importante. Não há dúvida de que a
doença somente foi erradicada depois da adoção
da Sabin", lembrou Barbosa.
Por isso,
o governo não pensa agora em abandonar a vacina
em gotas. A ideia, de acordo com Barbosa, é fazer um esquema
combinado. As primeiras duas doses seriam feitas com o imunizante
injetável e as demais, com a Sabin.
Valor
Econômico
Serviços
sustentam crescimento do PIB
Por Sergio Lamucci
Amparado
pela força do mercado de trabalho, o setor de
serviços passou a puxar o crescimento da atividade econômica
nos últimos anos. Com peso de mais de 67% no Produto Interno
Bruto (PIB), o segmento mostra dinamismo num momento em que a
indústria padece com a concorrência dos produtos
importados e a dificuldade de exportar. Neste ano, os serviços
crescem a um ritmo menor do que em 2010, mas são de longe
o setor com melhor desempenho pelo lado da oferta: no primeiro
semestre, avançaram 3,7% sobre o mesmo período
do ano passado, mais que os 2,6% da indústria e o 1,4%
da agropecuária. Os maiores destaques têm sido os
segmentos de serviços de informação (como
telefonia e informática) e o de intermediação
financeira, seguros e previdência complementar.
O desemprego
baixíssimo e o rendimento em alta impulsionam
a demanda por serviços, que praticamente não sofrem
com a competição estrangeira, hoje favorecida pelo
câmbio valorizado, como se vê na indústria. "Há uma
mudança no perfil da demanda nos últimos anos,
com forte aumento do salário real, que sustenta a expansão
dos serviços", diz o economista-chefe do Banco Fator,
José Francisco de Lima Gonçalves.
Ampliar imagem
O economista-chefe
da LCA Consultores, Bráulio Borges,
vê também uma alteração estrutural
que impulsiona os serviços. Há, segundo ele, uma
elevação na renda per capita nos grandes centros
urbanos, num cenário de desemprego baixo. Isso eleva a
demanda por serviços de informação como
telefonia e banda larga, assim como a procura por mais crédito
e por produtos como planos de previdência complementar,
diz Borges. Também ganham alento os chamados outros serviços,
que incluem atividades como os serviços prestados às
empresas e às famílias, restaurantes, hotéis
e clubes. "As pessoas viajam mais e comem mais fora de casa." Essa
categoria representa quase 15% do valor adicionado da economia,
o segundo item do grupo de serviços com maior peso - o
primeiro é administração, saúde e
educação públicas, com 16,5%. Comércio
vem em terceiro, com quase 12%.
A importância decisiva do setor de serviços para
a atividade fica evidente quando se compara a evolução
desde o terceiro trimestre de 2008 - momento em que a crise global
ainda não havia batido com força sobre o Brasil
- e o segundo trimestre deste ano, na série com ajuste
sazonal. Nessa comparação, o PIB cresceu 7,8%,
puxado pela alta de 9,1% dos serviços. De lá para
cá, a indústria geral cresceu 2,6% - com a de transformação
em queda de 0,45% - enquanto a agropecuária avançou
0,9%. "Depois da crise, o mercado interno ganhou mais força
na economia brasileira", diz Borges.
Ao mesmo
tempo em que os serviços tomaram fôlego,
a indústria entrou num momento complicado. A demanda externa
por produtos manufaturados caiu, com o baixo crescimento nos
países desenvolvidos, e as importações passaram
a incomodar ainda mais, num quadro de câmbio valorizado
e em que o Brasil passou a ser um dos países que mais
crescem.
O resultado é que os serviços passaram a ter um
peso maior na determinação do PIB, como diz o economista-chefe
do Credit Suisse, Nilson Teixeira. Durante muito tempo, a produção
industrial mostrou uma forte correlação com o PIB,
ainda que tenha uma participação bem menos expressiva
na economia. Nos últimos trimestres, porém, a atividade
tornou-se menos dependente do setor industrial, observa ele.
O resultado do segundo trimestre do PIB deixa isso claro - a
economia cresceu 0,8% em relação ao primeiro, com
uma alta de 0,8% de serviços, um avanço de 0,2%
na indústria e um recuo de 0,1% na agropecuária.
O economista
Silvio Sales, consultor da Fundação
Getulio Vargas (FGV), nota que o setor de serviços também
passa por um momento de desaceleração, como toda
a economia, resultado do aumento dos juros, das medidas de restrição
ao crédito e do maior esforço fiscal. A questão é que
a perda de ritmo no segmento é bem mais suave do que na
indústria, dada a força do mercado de trabalho. "A
expansão dos serviços acima da média deve
persistir nos próximos trimestres."
O presidente
da Confederação Nacional de Serviços
(CNS), Luigi Nese, destaca a força do mercado interno,
ressaltando a importância do setor na geração
de empregos. De janeiro a julho, foram criados 577,6 mil postos
de trabalho formais em serviços, o dobro das 288 mil vagas
da indústria.
Correio Braziliense
Visão
do Correio
A
CPMF e a rejeição
popular
Em debate
no Congresso há 11 anos, a regulamentação
da Emenda Constitucional (EC) nº 29, que aumenta os aportes
financeiros da União, estados e municípios para
a saúde, não avançou um milímetro.
Com a decisão de submetê-la a votação
em 28 de setembro, o alvoroço tomou conta das lideranças
do governo e dos partidos aliados. Urge até a data estabelecida
indicar as fontes de recursos a serem aditados aos previstos
no Orçamento para 2012. O governo insiste em que não
há como bancar o novo encargo sem o suprimento de receita
adicional nos limites previstos na EC.
A discussão gira em torno de diversas hipóteses
para garimpar dinheiro do contribuinte e, com o simplismo de
quem vai a um pote sempre disponível, encher as burras
do Ministério da Saúde. Em exame há ideias
as mais inortodoxas: gravar o prêmio de seguro sobre Danos
Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre
(DPVAT), elevar o Imposto sobre Operação Financeira
(IOF), legalizar os jogos de azar, utilizar royaties do pré-sal,
taxar as remessas de lucros de empresas estrangeiras ao exterior
e maior incidência tributária sobre o lucro dos
bancos. O cardápio contempla sabores para todos os gostos.
Todavia,
o prato de resistência é a ressurreição
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), agora com o nome de Contribuição
Social para a Saúde (CSS), no valor de 0,3%. Em suma:
impor ao contribuinte recolhimento fiscal da ordem de R$ 32,5
bilhões. Os que propõem a alternativa ultrajante
o fazem em tom de prece beneditina, como se o povo fosse água
benta capaz de produzir o milagre da resignação
ante tamanha violência.
A CPMF ou
qualquer das iniquidades que a sucedam é, sem
dúvida, a mais perversa obrigação tributária
já concebida em país civilizado. Não passa
de um câncer financeiro que ataca uma célula, em
primeiro impacto, e avança como verdadeira metástase
econômica. É incidência que viola dois princípios
da doutrina tributária vigente nas nações
democráticas: imposto não pode ser sucessivo nem
ter fato gerador igual ao de outro. A CPMF é portadora
das duas graves anomalias: é sucessiva, por incidir em
toda a cadeia das obrigações financeiras e, ao
mesmo tempo, estriba-se no fato gerador do IOF. Não por
outra razão, a Constituição brasileira repudia
ambas as torpezas (art.154).
É insuscetível de dúvida que o Orçamento
Público corresponde a um programa de governo. Portando,
cabe-lhe estimar e garantir recursos adequados aos órgãos
governamentais. Jamais se deveria suplementar qualquer deles
com provimentos extraorçamentários. Lembre-se que, à falta
de fiscalização eficaz, o Ministério da
Saúde e o Ministério da Educação
respondem entre 60% e 70% dos desvios criminosos das disponibilidades
da União. Quem o afirma é o Departamento de Patrimônio
e Improbidade da Advocacia-Geral da União (AGU). Fechem-se
os ralos da corrupção antes de transferir os prejuízos
ao povo. E que a presidente Dilma cumpra o compromisso feito
na campanha de não reeditar a CPMF.
Correio Braziliense
Agência reguladora é alvo de duras críticas
Por Ana
D"angelo
Falta de
informação sobre o setor e ineficiência
na regulação prejudicam o usuário, o elo
mais fraco, apontam especialistas
Apesar do
aumento expressivo do número de beneficiários
dos planos de saúde a cada ano, a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) desconhece o tamanho da rede
prestadora de serviços e sua capacidade de atender a demanda
crescente. O único dado de que dispõe é número
de leitos de hospitais privados, que aumentou 3,6% no ano passado,
abaixo da taxa de usuários, de 8,7% — a maior desde
2000. "O que constatamos é que a ANS não sabe
a dimensão da rede prestadora de serviços, e isso é necessário
para ela atuar de forma adequada e obter o equilíbrio
do sistema", afirma a professora e pesquisadora do Núcleo
de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ) Ligia Bahia.
"A ANS tem que fazer o monitoramento dessa rede",
emenda o superintendente executivo do Instituto de Estudos de
Saúde Suplementar (IESS), Luiz Augusto Carneiro. Ele reconhece
que os dados existentes são precários. Em reunião
com dirigentes do órgão regulador na semana passada,
o IESS, ligado às operadoras, ofereceu cooperação
técnica para medir o tamanho da rede assistencial. Carneiro
destaca que o fato de um hospital ter determinado número
de leitos e de médicos não significa que é suficiente
para atender a demanda, pois o mesmo pode ter contrato com vários
planos de saúde.
Há ainda casos de estabelecimentos que atendem convênios
e são também filantrópicos, ou seja, parte
de seus leitos destina-se a pacientes do Sistema Único
de Saúde (SUS). "O governo tem que assegurar aos
beneficiários dos planos que a operadora tem rede adequada.
A empresa não tem como saber se determinado hospital credenciou
outros convênios naquela mesma cidade. Quem tem que acompanhar
isso é a ANS", cobra Carneiro. Para ele, o problema
de acesso aos serviços dos planos de saúde deverá ser
maior nas classes C e D, que têm os planos mais baratos.
Vácuo
legal
Para o vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, a oferta disponível
não é capaz de atender ao crescente número
de usuários e ela tende a encolher ainda mais se não
houver acordo entre os médicos, estabelecimentos de saúde
e operadoras. Os profissionais querem que a ANS regulamente a
forma de reajuste anual dos honorários dos serviços,
tal como faz no caso das mensalidades dos planos individuais.
As empresas são contra. Alegam que isso vai provocar aumentos
maiores das mensalidades.
Para Ligia
Bahia, grande parte do conflito hoje entre médicos
e operadoras vem da ineficiência da agência de regulamentar
essa relação. "A ANS não cumpre seu
papel", critica. O presidente da Federação
Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, defende
a necessidade de um novo marco regulatório para o setor.
Ele espera que a subcomissão criada pela Comissão
de Seguridade e Família da Câmara proponha as novas
regras. "Por enquanto, é apenas um desejo",
comenta.
Isto é
Você é o que você come
Uma
pesquisa mostra que a preferência alimentar das bactérias
do sistema digestivo pode definir nosso paladar. Elas escolhem
nosso cardápio?
Por Peter Moon
Você é o que você come” é um
velho ditado. Ele lembra que nossa alimentação
diz muito a respeito de quem somos, de como estamos e de como
ficaremos no futuro. Aquilo que comemos pode fazer bem ou mal
a nossa saúde, reza a crença popular. Agora, uma
pesquisa pioneira mostra que o ditado é mais verdadeiro
do que imaginamos. O tipo de bactéria que compõe
nossa flora intestinal está diretamente relacionado a
nossa dieta.
Até que ponto os micróbios que vivem dentro de
nós influenciam o que gostamos de comer?
Nossa digestão é o trabalho coletivo de colônias
de bactérias. São dezenas de espécies de
micro-organismos e trilhões de bactérias que povoam
o sistema digestivo. A começar pela boca, cuja saliva
contém bactérias que iniciam o processo de digestão
do alimento mastigado e engolido. Uma vez no estômago,
os ácidos estomacais e outras bactérias completam
a decomposição do alimento que passa então
ao intestino. É lá onde se concentram as bactérias
do sistema digestivo. São elas que vão ajudar o
organismo a absorver os nutrientes da comida ou dispensar o que
não será usado, na forma de fezes. “Do ponto
de vista genético, falar no ser humano como uma unidade
indivisível está caindo em desuso”, diz o
biólogo paranaense Christian Hoffmann, de 34 anos, da
Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. “Não
somos apenas humanos. Somos metaorganismos. Somos um ecossistema
complexo que dividimos com a flora bacteriana que habita nosso
corpo, ou microbioma.”
Em abril,
uma equipe multinacional de geneticistas descobriu que a composição do microbioma que povoa nosso
sistema digestivo não é uniforme. Descobriu-se
que a humanidade está dividida em três grupos, segundo
a bactéria que prevalece em cada um deles: a Prevotella,
a Bacteroides e a Ruminococcus. Aparentemente, a divisão
não obedecia a nenhuma ordem étnica, regional,
cultural, sexual, econômica ou etária. Não
se sabia qual era a razão para essa divisão. A
resposta veio num estudo publicado na revista Science na semana
passada. O microbioma é dividido conforme sua predileção
alimentar.
Geneticistas
da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia,
Estados Unidos, revelaram que existe uma relação
direta entre a dieta de cada um e a composição
da fauna bacteriana de seu sistema digestivo. Nos vegetarianos,
a bactéria dominante do microbioma é a Prevotella,
especializada em digerir carboidratos e açúcar
de origem vegetal. Entre os carnívoros, é a Bacteroides,
que digere proteína e gordura de origem animal e laticínios. “Há um
terceiro grupo cuja participação é marginal”,
diz Hoffmann, que é coautor da pesquisa. “São
pessoas que têm na dieta o consumo elevado de álcool” e
de gorduras poli-insaturadas (encontradas em peixes de água
fria ou óleo de girassol e canola). Neste grupo, a bactéria
dominante é o Ruminococcus. Os três grupos de bactérias
não são excludentes. Todos eles habitam o intestino
de qualquer ser humano. No entanto, só um é dominante,
dependendo da dieta de cada indivíduo.
O estudo
foi feito com um grupo de estudantes cuja dieta foi monitorada.
Por dez
dias, os carnívoros foram submetidos
a uma dieta vegetariana. Os vegetarianos foram obrigados a comer
carne. “Basta um dia da nova dieta para a flora começar
a mudar,” diz Hoffmann. “Ao fim dos dez dias, a mudança
foi sensível. Mas não suficiente para destronar
a bactéria dominante. Mudar de um grupo para outro pode
levar meses ou anos”.
A
pesquisa despertou uma questão. As bactérias
influenciam nosso paladar? Ou nossa dieta é que determina
nossa flora intestinal?
“É a pergunta que fazemos todos os dias no laboratório”,
diz Hoffmann. Se as bactérias comandam nosso paladar,
isso poderia explicar por que é tão difícil
mudar os hábitos alimentares. Quem passou por um processo
de reeducação alimentar sabe como é complicado
largar o refrigerante, o doce, a massa, a cervejinha, as frituras
e a picanha, em troca da saladinha e do frango grelhado. Exige
disciplina e força de vontade.
Se a culpa
for mesmo das bactérias, novos tratamentos,
que mudem a composição da flora intestinal, podem
ajudar nas dietas. “Daqui cinco anos, será possível
mapear o microbioma de um paciente e desenvolver tratamentos
sob medida para mudar sua composição da flora”,
diz Hoffmann. Outra possibilidade seria usar tratamentos de flora
intestinal para eliminar a intolerância à lactose.
A lactose é o açúcar do leite. O sistema
digestivo dos bebês é capaz de digerir a lactose.
Mas, quando a criança desmama, a maioria perde essa capacidade. É a
intolerância à lactose. Segundo Hoffmann, essa condição
poderá ser atenuada com um tratamento à base da
bactéria Bacteroides especializada em digerir laticínios. “As
bactérias consumirão a lactose, que causa mal-estar,
eliminando os sintomas.” No futuro, tratamentos à base
da bactéria Prevotella poderão ajudar os diabéticos
a eliminar o açúcar que não conseguem digerir.
Outra hipótese é combater o alcoolismo reduzindo
a composição de Ruminococcus no sistema digestivo. “Mas
isso, por enquanto, é uma possibilidade esotérica”,
diz Hoffmann.
Correio Braziliense
Número
de empresas cai e qualidade piora
Concentração de operadoras nos últimos
11 anos coincide com o aumento de queixas contra convênios.
Apenas entre novembro de 2010 e abril de 2011, os números
da ANS mostram uma disparada de 44% nas reclamações
Por Ana D'angelo / Ana Carolina Dinardo
Quase 12
anos depois de criada a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) para fiscalizar o setor, garantir a concorrência
e os direitos do consumidor, o retrato do mercado de planos de
saúde é de recorde de reclamações
e de concentração. Há 11 anos, o setor lidera
o ranking de queixas do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec).
Ao mesmo tempo, mais da metade das 3.577 operadoras que receberam
autorização para funcionar no país teve
seus registros cancelados entre 2000 e 2011 — dados da
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foram
1.949 empresas extintas, ou 55% do total. Tudo isso sem falar
na precariedade que vem dando ao serviço privado a cara
do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente,
existem 175 operadoras em regime de direção
fiscal, ou seja, estão sob a intervenção
da ANS. Elas representam 12% do total das 1.417 em atividade,
com segurados. São empresas com problemas financeiros
que venderam serviços que não conseguem custear. “Há uma
tendência grande de concentração. As maiores
estão absorvendo as pequenas”, afirma o presidente
da Federação Nacional dos Médicos (Fenam),
Cid Carvalhaes. Hoje, apenas 19 operadoras, num universo de 1.417,
já possuem em suas carteiras 40% dos beneficiários
(18,5 milhões).
A concentração do mercado aumenta o poder de fogo
das grandes operadoras, que acabam impondo suas condições
aos prestadores de serviços — médicos, laboratórios
e hospitais — e pressionando para baixo a remuneração
paga. Neste ano, os conflitos entre profissionais (descontentes
com os valores recebidos) com as empresas aumentaram. Muitos
estão se descredenciando ou reduzindo a quantidade de
atendimentos. Às negativas de cobertura pelos convênios,
somou-se a demora na marcação de consultas pelo
encolhimento da rede conveniada.
E as queixas
dos consumidores só aumentam. O último índice
de reclamações divulgado pela ANS até abril
deste ano revela crescimento de 44% desde novembro do ano passado — e
as ocorrências envolvem justamente empresas de grande e
médio porte (veja quadro ao lado). Já em relação às
pequenas, o número de reclamações subiu
menos, 21% até abril. As estatísticas da agência
reguladora não captaram a enxurrada de demandas dos beneficiários
após paralisações e descredenciamento em
massa feito pelos médicos a partir de abril. Coincidentemente,
o sistema de atendimento ao público da ANS entrou em colapso
no período, e a direção do órgão
teve que arquivar milhares de reclamações por e-mail
sem respostas.
Oligopólios
Dados extraoficiais
apontam que a agência recebeu pelo
menos 20 mil reclamações e consultas nos últimos
seis meses, mesmo com o serviço funcionando precariamente.
Em julho, a agência suspendeu o atendimento por e-mail
e os telefones ficaram congestionados. O órgão
prometeu reativar o serviço até o fim deste mês.
As principais reclamações, que se repetem todos
os anos, pelos dados do Idec, são relativas a reajuste
de mensalidades, negativa de cobertura e, mais recentemente,
sobre a demora na marcação de consultas e procedimentos,
além da adaptação de planos antigos para
os novos.
Os problemas
de saúde financeira não se restringem às
pequenas operadoras. Conforme informações obtidas
pelo Correio, 11 das 18 maiores empresas estavam nas duas piores
faixas de desempenho financeiro medidas pela ANS. O concentrado
mercado de planos de saúde chama a atenção
dos especialistas do setor por ser muito heterogêneo. Por
isso, requer uma regulação adequada para proteger
o consumidor — o que não existe. Os agentes que
oferecem planos de saúde são muito diferenciados,
de pequenos hospitais às grandes seguradoras, cada um
com seu modelo de gestão — administradora de benefícios,
sistema de autogestão, filantrópicas, cooperativas,
medicina de grupo, seguradora etc. “Esses conglomerados
obviamente, dentro da lógica de mercado, sacrificam os
menores”, diz Carvalhaes.
Recusa
Enquanto
a ANS não mostra a que veio, o consumidor sofre.
A última quinta-feira foi dolorosa para a gerente de eventos
Eliamar de Fátima, 45 anos. Ela precisava ser internada
no Hospital das Clínicas de Brasília (HCB) por
conta de uma doença degenerativa e, o que era para ser
um procedimento imediato, virou um tormento — uma espera
de oito horas —, apesar do plano de saúde. Primo
de Eliamar, Silvio Donizetti Marins conta que a empresa Golden
Cross rejeitou o laudo médico, alegando que tal documento
era inválido. “Tivemos que procurar o médico
e pedir outro laudo, que veio com o nome do Hospital de Base,
pois o médico também trabalha lá”,
relata. Quando tudo parecia resolvido, o plano negou novamente.
A operadora disse que não aceitava laudos de hospitais
do governo.
Silvio diz
que precisou ameaçar judicialmente a empresa
para que ela se prontificasse. “Falei para a atendente
que ia registrar o caso no Ministério Público.
E instantes depois veio uma pessoa que trabalha na internação
do HCB e conseguiu uma vaga, por volta das 20h. Ou seja, precisei
ameaçar para que eles pudessem atender a minha prima,
sendo que é um direito dela. Afinal, ela paga o plano
de saúde”, lamenta. (Colaborou Gustavo Henrique
Braga)
Utilização do serviço
Estatísticas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) mostram que a taxa de utilização
dos serviços de consultas entre os beneficiários
dos planos de saúde variou pouco entre 2007 e 2009 (últimos
dados disponíveis). A média de consultas por usuário
foi de 5,3 em 2007 e de 5,5 em 2009, com gasto para cada um em
torno de R$ 36,21 e R$ 40,26, respectivamente. A taxa de internação
entre os participantes variou de 13,3% para 13% no mesmo período.
O custo subiu de R$ 3,2 mil para R$ 3,8 mil. Existem atualmente
46 milhões de usuários, incluindo aqueles com planos
exclusivamente odontológicos. No ano passado, as operadoras
arrecadaram, em mensalidades, um total de R$ 74 bilhões,
valor superior ao orçamento do Sistema Único de
Saúde (SUS), na casa dos R$ 68 bilhões.
Folha
de São
Paulo
Risco de epidemia de dengue cresce em SP
Com
os quatro tipos de vírus em circulação,
cenário é o pior desde reaparecimento da doença,
na década de 1980
Governo do
Estado prepara uma série de medidas visando
a temporada mais crítica, que começa em outubro
A circulação de novo vírus, detectada em
abril deste ano, elevou os riscos de epidemia e de gravidade
da dengue, deixando São Paulo no cenário mais desfavorável
para a doença desde o seu reaparecimento, na década
1980.
Pela primeira
vez, o Estado irá iniciar a temporada crítica,
em outubro, com os quatro vírus existentes circulando
todos ao mesmo tempo.
Três meses após o primeiro registro, na região
de São José do Rio Preto, o tipo 4 já respondia
por 1,9% dos 76,8 mil casos da doença no ano.
A sua chegada
complica o cenário porque quase a totalidade
da população está vulnerável ao vírus.
Contaminada, uma pessoa se torna imune só ao tipo que
contraiu.
Ou seja,
quem pegou o tipo 1, não volta a ser contaminada
por ele, mas pode adoecer por conta dos outros tipos e, pior,
pode ter a forma mais grave da doença, a sua versão
hemorrágica.
"Temos de ficar preocupados. É bom nos prepararmos
para o pior", diz o epidemiologista especialista Roberto
Medronho, diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ e especialista
em dengue.
Assim como
São Paulo, o Rio de Janeiro também
vive a expectativa de um cenário crítico em razão
do tipo 4.
"Certamente será a maior epidemia da história
do Rio de Janeiro", disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes
(PMDB), na semana passada.
Estratégia
Mapa das áreas de vulnerabilidade da doença feita
pelo governo paulista mostra que 44% dos municípios têm
risco alto ou muito alto.
Para limitar
a circulação do vírus tipo
4, a Secretaria de Estado da Saúde adotará cinco
medidas. Quatro delas tiveram resultados limitados em Ribeirão
Preto, município que concentra este ano 19% dos casos
de São Paulo.
Entre as
medidas estão o diagnóstico mais rápido
em cidades prioritárias (para identificar e bloquear a
propagação do vírus tipo 4).
Também estão previstos o uso de agentes da Sucen
(órgão do Estado) em visitas a casas (hoje só a
prefeitura faz isso) e treinamentos de médicos nos locais
de trabalho.
Para Medronho,
a ideia é boa, pois muitos médicos
não vão aos chamados cursos de auditórios. "Deter
epidemia é difícil, mas a morte, não. Nos
locais que se prepararam a letalidade é baixa", diz.
"A nossa situação se aproxima da do sudeste
asiático. Os adultos vão tendo as dengues e passam
a ficar imunes, mas as crianças são vulneráveis",
diz Pedro Tauil, consultor de dengue da Sociedade Brasileira
de Infectologia.
Para o infectologista
Ivo Castelo Branco Coelho, consultor em dengue da OMS (Organização Mundial de Saúde),
combater o mosquito é um trabalho bastante difícil
e a solução, a curto prazo, é estruturar
a rede para o diagnóstico precoce da dengue.
O Ministério da Saúde não faz previsões,
mas alerta para a banalização da doença. "Como
não temos modelos de previsão acertada, temos que
ser pessimistas, sempre agir como se fosse o pior verão",
afirma Jarbas Barbosa, secretário de vigilância
em saúde.
Domingo, 04.09.11
Correio Braziliense
Sem
saída,
pacientes lotam pronto-socorro
Por Gustavo
Henrique Braga e Ana D"angelo
Precariedade
faz rede particular viver mesmo tipo de problema do SUS. Para
conseguir
tratamento para casos simples, os clientes
têm que recorrer às emergências
A demora
na marcação de consultas pelos prestadores
de serviços dos planos de saúde já provoca
um efeito colateral: o congestionamento das alas de emergência
e dos pronto-socorros dos hospitais. Foi o jeito encontrado pelos
beneficiários dos convênios para garantir o atendimento
médico mais rapidamente. "É o mesmo problema
que ocorre, há tantos anos, com o SUS", constata
o presidente do Sindicato dos Hospitais do Estado de São
Paulo (Sindhosp), Dante Ancona Montagnana.
"Com poucos médicos credenciados, quem sofre são
os pacientes, que não conseguem marcar consultas. Isso
os leva às emergências, que ficam sobrecarregadas,
da mesma forma como ocorre no sistema público. Hoje, nos
melhores hospitais do país, o tempo de espera médio
em uma emergência é de duas horas", acrescenta
o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio
Tibiriçá Miranda, vice-presidente do Conselho Federal
de Medicina (CFM).
A situação chegou a um ponto tão crítico,
reconhece o diretor de um grande hospital privado de Brasília,
que está havendo uma "invasão" das emergências
de casos não tão urgentes. Em determinados horários,
diz ele, os atendimentos clínicos que poderiam ser resolvidos
em um simples consultório médico representam a
maioria — uma total inversão dos objetivos dos pronto-socorros. "Esse
embate não interessa a ninguém. As operadoras fazem
uma economia burra, porque, ao não conseguir atendimento
ambulatorial, problemas simples são agravados. Uma gripe,
por exemplo, pode evoluir para uma pneumonia gerando custos elevados
para a prestadora com a internação", emenda.
Além de sobrecarregar as urgências, a saída
encontrada pelos pacientes para agilizar o atendimento resulta
em diagnósticos fragmentados, uma vez que, a cada consulta
ou pedido de exame, a doença é avaliada por um
médico diferente e praticamente não há retorno. "Estamos
diante do caos. O SUS se tornou um problema para a população
e, agora, os planos de saúde, que são caríssimos,
estão falhando e rasgando unilateralmente os contratos",
diz um técnico do governo, assustado com a leniência
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), à qual
caberia botar ordem na casa e garantir o mínimo de respeito à população.
Entre os
beneficiários da saúde privada, não
falta quem tenha recordações negativas em relação
ao serviço prestado. A aposentada Alba Lúcia Fernandes,
55 anos, relata ter grande dificuldade para conseguir agendar
consultas, exames e tratamentos. "Procuro ir com frequência
ao médico, mas é sempre a mesma história.
Se o médico pede um exame, é mais um mês,
e, depois, outros 15 dias para a consulta de retorno e, enfim,
um diagnóstico. O constrangimento é generalizado,
e o pior é que estou pagando por isso", desabafa.
Silêncio
O perito
criminal Frederico Rezende, 42 anos, diz ter perdido a paciência. "Tentei marcar uma consulta com um clínico
geral e fui informado que demoraria um mês. Então,
decidi fazer um teste: liguei de novo e disse que, em vez do
convênio, faria a consulta particular: o prazo para o atendimento
caiu para dois dias", conta. O que mais o atormenta é que
não há uma só voz a favor dos conveniados.
A ANS, que havia fixado prazos máximos para a realização
de consultas e procedimentos, cedeu à pressão das
empresas e, em vez de 19 de setembro, a medida só passará a
vigor no fim deste ano — isso, se não houver outro
adiamento.
Para o presidente
da Federação Nacional dos Médicos
(Fenam), Cid Carvalhes, o governo precisa agir rápido
para evitar o pior. Não é possível, segundo
ele, que o consumidor pague por serviços tão caros
e, ao mesmo tempo, tão deficientes. Procuradas pelo Correio,
as associações que representam as operadoras — Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), União Nacional
das Instituições de Autogestão em Saúde
(Unidas) e a Federação Nacional de Saúde
Suplementar (Fenae-Saúde) — não se manifestaram.
Faltam profissionais
Um balanço sobre as reclamações dos conveniados
demonstra que está quase impossível encontrar médicos
que atendam pelo convênio nas áreas de pediatria,
dermatologia e de cirurgia reparadora. Em casos de queimaduras
graves ou de acidentes que resultem em danos ao corpo, o conveniado
terá de recorrer ao SUS ou se conformar com sequelas irreversíveis — ou
até mesmo correr o risco morrer.
Correio Braziliense
Planos
de saúde
com cara de SUS
Planos
de saúde
na UTI
Por Gustavo
Henrique Braga e Ana D"angelo
Com estrutura
insuficiente para atender conveniados, planos privados enfrentam
problemas
que antes eram exclusividade do
sistema público de saúde, como atendimento demorado
e falta de médicos.
Atendimento
demorado, consultas negadas e falta de médicos
estão transformando a vida dos conveniados num inferno.
Para piorar, a ANS favorece as prestadoras de serviços
NotíciaGráfico
Há um mês, o empresário Guilherme Antônio
Viana Ferreira, 59 anos, sentiu-se mal e foi levado às
pressas a um hospital. Diagnosticado o problema de coração,
precisava ser submetido imediatamente a uma cirurgia para colocar
uma ponte de safena. Apesar da gravidade do caso, foi informado
de que, naquele local, não poderia fazer o procedimento.
Percorreu, então, outros dois hospitais em busca de socorro.
Mas em nenhum deles havia vagas disponíveis. Restou-lhe
apenas pagar R$ 15 mil do próprio bolso por um atendimento
particular. Sem essa quantia disponível, mesmo gastando
R$ 950 mensais com um plano de saúde, está internado à espera
de uma autorização da Bradesco Seguros.
Como Guilherme,
milhões de brasileiros que tentam fugir
das longas filas do Sistema Único de Saúde (SUS),
recorrendo aos planos privados, estão sendo vítimas
do descaso. O atendimento médico rápido e de qualidade,
previsto em contratos, tornou-se promessa. Em muitas situações, é melhor
recorrer à rede pública do que exercer os diretos
garantidos às custas de muito suor — há famílias
que se privam de muita coisa para não atrasar o pagamento
dos seguros privados. Esperar pela boa vontade das empresas pode
significar a morte, sobretudo em casos de cirurgias e tratamentos
de alta complexidade, a exemplo dos transplantes custeados pela
rede pública.
O quadro é dramático e é possível
afirmar que o sistema privado de saúde está na
UTI. Atendimentos são constantemente negados. Há demora
de meses para a marcação de consultas e de exames.
Para driblar os médicos que se recusam a aceitar os planos,
a solução está sendo recorrer às
emergências dos hospitais, cada vez mais lotadas. Pior,
o descalabro conta com a conivência da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), órgão criado
com um único objetivo: o de proteger os consumidores,
sempre em posição desfavorável em relação às
prestadoras de serviço.
"O atendimento por plano de saúde virou um inferno
e os mais atingidos são os que pagam mensalidades de menor
valor", diz Lígia Bahia, professora do Núcleo
de Estudos de Saúde Coletiva da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (UFRJ). O que mais assusta, destaca ela, é que
a piora na qualidade do atendimento coincide com o momento em
que milhões de famílias estão chegando à classe
C e realizando o sonho de ter um convênio médico.
Levantamento feito pelo Instituto de Estudos de Saúde
Suplementar (IESS) mostra que o desejo de ter um plano de saúde
só perde para a casa própria, na lista de bens
e serviços mais cobiçados pela classe média.
Longa espera
A rede dos
prestadores dos serviços — médicos,
hospitais e laboratórios — não cresce no
mesmo ritmo da clientela. Não há dados precisos
sobre o tamanho dessa estrutura de assistência, mas é consenso
entre todos os profissionais do setor que a capacidade atual
está aquém do necessário. O problema se
agiganta porque uma leva cada vez maior de médicos vem
se descredenciando. Eles estão insatisfeitos com os baixos
valores das consultas pagos pelas operadoras, em média,
de R$ 42.
O resultado
desse movimento para os consumidores é desalentador:
uma simples consulta de ginecologista pela Golden Cross, em Brasília,
pode demorar mais de um mês, conforme levantamento feito
pelo Correio. A espera para a marcação de um exame
de colposcopia com biópsia pela operadora chega a três
meses, mas a Golden assegura que o prazo médio para esse
procedimento é de oito dias. Determinados gastroenterologistas
só marcam consulta pelo convênio da Sul América
para outubro. Quem quiser ser atendido antes tem que pagar do
próprio bolso entre R$ 200 e R$ 250.
Acionada
pelo Correio, a Bradesco Seguros liberou, na última
sexta-feira, a cirurgia cardíaca do empresário
Guilherme Ferreira. Tal decisão confirma que as empresas
só funcionam sobre pressão. Para Cid Carvalhes,
presidente da Federação Nacional dos Médicos
(Fenam), a situação dos consumidores tende a piorar
por causa da redução do número de médicos
credenciados e da manobra feita pelas operadoras, que fixam um
número máximo de atendimentos por dia. "Elas
fazem essa limitação. Não está escrito
em lugar algum. Mas é assim que funciona", revela.
R$
74 bilhões
no caixa
O número de beneficiários de convênios,
incluindo os com cobertura odontológica, cresceu 46% em
oito anos, pulando de 32 milhões para 46,6 milhões.
Só aqueles com assistência médica somam 31,4
milhões. De 2009 para cá, mais de 6,1 milhões
de pessoas passaram a ter um plano. No ano passado, toda essa
clientela depositou no caixa das operadoras, em troca de um bom
atendimento, R$ 74 bilhões — mais do que recebe
a rede pública.
O
Estado de São
Paulo
Entrevista
- Luiz Roberto Londres, diretor-presidente da Clínica
São Vicente
'Eu
fugiria do seguro que tem rede própria', afirma médico
Por Clarissa
Thomé
Mestre em
filosofia da medicina e um dos responsáveis
pela revisão do Código de Ética Médica,
Luiz Roberto Londres é um crítico do modelo de
atenção à saúde centrado na hospitalização
e no atendimento em emergência. Não soaria estranho,
não fosse ele diretor-presidente da Clínica São
Vicente, uma das mais conceituadas do Rio de Janeiro, onde o
neurologista Paulo Niemeyer Filho mantém seu consultório.
Em entrevista, Londres diz que é preciso "desmedicalizar
a vida e desospitalizar a medicina".
Na última década, o Rio perdeu hospitais importantes,
outros foram vendidos. Agora há um forte investimento
de operadoras na rede própria. Como o senhor vê essa
movimentação?
Toda a medicina
de São Paulo foi baseada nos hospitais
de colônias e alguns beneficentes e de ordens religiosas.
No Rio de Janeiro, o forte eram os hospitais públicos
e alguns beneficentes. E por que isso? Porque saúde não
pode ser encarada como comércio, senão a mercadoria
vira gente. O que houve aqui no Rio é que, por algum motivo,
foi aceito o desmonte dos hospitais públicos. E você tem
incongruências hoje como se vê em São Paulo,
que briga para que planos de saúde utilizem o Hospital
das Clínicas; por outro lado, nega o financiamento para
a saúde. É uma incongruência.
A quem interessa isso?
A minha opinião é de que a medicina deixou de
ter o foco no paciente e passou a ter o foco no ganho financeiro.
Deixou de ter o foco na atuação do médico
e passou a ter na intermediação dessa atuação. É a
grande distorção que existe hoje, principalmente
no Rio de Janeiro.
Por
que o senhor diz que é uma distorção?
Toda legislação para a saúde sempre teve
por cuidado preservá-la de ser considerada comércio.
A Constituição Federal mostra claramente que a
saúde não é comércio e ninguém
pode se aproveitar do trabalho do médico. E aí você vê donos
de planos de saúde dizendo que ficaram bilionários
porque o médico é mão de obra barata. O
que vemos é a interferência nas ações
do médico em detrimento daqueles que deveriam receber
atenção total, que é o paciente. O artigo
133 do decreto-lei 73, de 1966, é bem claro: "É vedado às
sociedades seguradoras acumular assistência financeira
com assistência médico-hospitalar”. E isso
não é cumprido. Eu fugiria do seguro que tem rede
própria.
Como
o senhor vê a saúde voltada para o atendimento
em emergências, até mesmo na medicina privada?
Numa emergência de hospital, quantas pessoas deveriam
estar ali e precisam desse atendimento de emergência? São
poucas. Um hospital nunca deveria ser o centro do atendimento à saúde.
Ele deveria ser o último lugar. Cada pessoa deveria ter
o seu médico de confiança, como as crianças
têm o seu pediatra, a mulher têm o seu ginecologista,
etc. Veja o parto, por exemplo: nascer não é medicina, é biologia.
Você precisa ter uma estrutura para uma intercorrência
- o médico pode acompanhar a parteira fazer o seu trabalho. É preciso
desmedicalizar a vida e desospitalizar a medicina. Esse é o
meu conceito.
O
Estado de São
Paulo
Planos
de saúde investem pesado em hospitais no Rio e
concentram serviços
Por Clarissa
Thomé
As operadoras
de planos de saúde, que já atendem
um quarto da população brasileira, escolheram o
Rio de Janeiro como alvo de investimentos pesados na criação
ou ampliação de rede própria. Essa movimentação,
que tomou fôlego este ano, inclui a compra de quatro hospitais
e a construção de outros seis na capital fluminense.
Na prática, está em curso um fenômeno que
os especialistas chamam de verticalização da saúde
- quando a iniciativa privada passa a ter controle dos serviços
de saúde, como pronto-atendimento, consultas, exames,
internações e cirurgias. Esse fenômeno se
estende à maioria das grandes cidades brasileiras. A diferença é que,
no Rio, os planos de saúde estão dando as cartas.
E não faltam motivos: 55,6% da população
do Rio tem plano de saúde, mas, entre 2002 e 2009, a capital
perdeu 892 leitos de internação particular.
Foco
A Amil, que
havia comprado o Pró-Cardíaco, adquiriu
o Samaritano - ambos referência em qualidade - e anunciou
a construção de um complexo com 395 leitos. A Unimed
Rio inaugurou duas unidades e constrói outras três.
O Grupo Memorial, cujo foco é a classe C, comprou dois
hospitais e uma clínica - são 8 hospitais próprios,
4 pelo sistema de franquia e 31 clínicas.
"Esse processo de verticalização na saúde
brasileira, como ocorreu na americana, prejudica o atendimento,
pois o acesso a todos os serviços passa a ser calibrado
pelas empresas", diz Ligia Bahia, professora do Instituto
de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do
Rio de Janeiro (Iesc/UFRJ).
Ela lembra
que, além dos planos, a Rede D"Or também
caminha para essa verticalização - são 6
hospitais próprios, 15 associados e rede laboratorial,
além do anúncio da construção de
um hospital voltado para a classe A. O grupo fez parcerias com
empresas como Bradesco Saúde e Golden Cross, com a criação
de planos para serem preferencialmente usados nos hospitais da
rede. Em 2010, dos 60 mil novos clientes da Golden Cross, no
Rio, 20% foram atraídos por esse produto.
O superintendente-geral
da Unimed Rio, Walter Cesar, diz que a opção pelo investimento na rede própria é garantir
leitos para os clientes do plano e desafogar emergências
- das cinco novas unidades, três são de pronto-atendimento
(PA). "O primeiro PA foi inaugurado em outubro, na Barra.
São 9 mil atendimentos/mês e o tempo médio
de espera não ultrapassa 40 minutos. Nosso cliente não
compete com os de outros planos. Esse modelo também traz
a racionalização de custos. Nos hospitais contratados,
o índice de internação é de 6%; no
PA, cai para 1,5%. São internações que se
consegue evitar, seguindo o protocolo estabelecido."
Para Ligia
Bahia, o modelo adotado por essas empresas, centrado no atendimento
de emergência, está "ultrapassado". "Quando
as emergências lotam e os pacientes crônicos agudizam, é porque
as pessoas não estão recebendo atendimento integral."
A advogada
Melissa Areal Pires, especialista em direito à saúde,
afirma que há risco maior para o consumidor quando a empresa
que vende o plano também administra os serviços. "É preciso
levar as queixas aos órgãos de Defesa do Consumidor."
O diretor-presidente
da ANS, Mauricio Ceschin, diz que o órgão
tem sido mais rigoroso com as empresas com rede própria,
tornando obrigatório para essas operadoras o Programa
de Qualificação, opcional para planos com rede
credenciada. "As operadoras verticalizadas têm recebido
um olhar mais atento", disse. A ANS, porém, não
tem um ranking das queixas contra as operadoras de planos de
saúde.
Para lembrar
A investida
das operadoras de planos de saúde em São
Paulo é mais tímida que no Rio - destaca-se a compra,
pelo Grupo Amil, do Hospital Nove de Julho. O outro negócio
de vulto - a compra do Hospital São Luiz - foi feito por
um grupo privado carioca, a Rede D"Or. Para evitar o assédio,
os dois maiores hospitais privados de excelência do País
- o Israelita Albert Einstein e o Sírio-Libanês
- investiram em novas unidades-satélite na capital.
O Globo
Panorama
Político
Grandes fortunas
Por Ilimar Franco
Descartada
a CPMF, a ministra Ideli Salvatti (Relações
Institucionais) tem simpatia pela criação de dois
impostos para financiar a Saúde. São eles: Grandes
Fortunas, de autoria do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), cuja relatora é a
deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ); e Remessa de Lucros ao Exterior,
defendida pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS). "Essas duas
propostas não atingem a população, são
bastante focadas", defende Ideli.
Correio Braziliense
Drible não
garante pediatras
O drama de
quem precisa recorrer a um médico por meio
de um plano de saúde começa cedo. No Distrito Federal
e em quase todo o país, é praticamente impossível
conseguir um atendimento de um pediatra se o meio de pagamento
for o convênio. É o presidente da Sociedade de Pediatria
do DF, Dennis Burns, quem alerta: "A situação
só deve piorar nos próximos meses". Ele explica
que, desde a paralisação de 2009, em repúdio
aos planos e aos seguros de saúde, são pouquíssimos
os hospitais que ainda contam com atendimento dessa especialidade,
porque os médicos não aceitam mais o valor pago
por consulta pelas operadoras.
Diante dessa
realidade dramática para os pais, que comprometem
até 30% da renda para garantir o bem-estar da família,
os hospitais estão buscando uma saída. Alguns têm
feito contratos diretamente com os médicos. Os profissionais
recebem remuneração fixa, como se fosse um salário. "O
médico vira um prestador de serviço do hospital
e não do convênio", explica Burns. Mas, mesmo
com esse drible, há uma dificuldade tremenda de encontrar
quem queira trabalhar sob tais condições. Resta
aos conveniados, então, arcar com as caríssimas
faturas dos planos e pagar consultas particulares. Ninguém
quer pôr a vida dos filhos em risco.
Descaso
O suplício se estende às simples consultas nas
emergências dos hospitais. Que o diga a analista de sistemas
Ana Lúcia Alves Martins, 39 anos. Ela foi ao Hospital
Santa Lúcia em busca de um pediatra para atender a filha,
de 1 ano e 6 meses, que estava com febre. "Cheguei às
9h, mas só fui atendida às 16h. Havia até bebês
com 15 dias na fila, mas ninguém do hospital sabia dar
uma previsão. Só havia um pediatra, uma verdadeira
calamidade, e um monte de crianças doentes, chorando.
Muitas mães desistiram. A gente paga o convênio,
mas, na hora em que precisa, tem que passar por esse tormento",
relata.
Procurado
pelo Correio, o Santa Lúcia informou, por meio
da assessoria de imprensa, que "o tempo médio de
espera para atendimento pediátrico é de três
horas. O hospital ressaltou ainda que o planejamento do número
de médicos pediatras que atendem na unidade está sendo
revisto, para se avaliar a necessidade de aumento da equipe.
Atualmente, o hospital conta com dois pediatras por turno.
Folha
de São
Paulo
Plantão Médico
Os
médicos e os planos de saúde
Por Júlio
Abramczyk
Médicos de São Paulo, com o apoio de sociedades
médicas éticas e científicas, como o Conselho
Regional de Medicina do Estado de São Paulo, a Associação
Médica Brasileira e a Associação Paulista
de Medicina, decidiram enfrentar o que chamam de "aviltantes
remunerações" dos planos de saúde,
além da indevida interferência nos pedidos de exames
e nas internações e altas hospitalares.
Desde quinta-feira,
dia 1º de setembro, eles deixam de
atender pacientes de planos de saúde, em sistema de rodízio
por especialidade.
As empresas
são as seguintes: Porto Seguro, Prosaude,
Vale, Volkswagen, Intermédica, Mediservice, Ameplan, Assefaz,
Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego, Green Line
e Notredame.
Pesquisa
do Datafolha mostra que oito em dez médicos
dizem sofrer interferência antiética dos planos
de saúde. Para diminuir custos, os planos insistem que
médicos reduzam pedidos de exames, diminuam internações
e antecipem altas hospitalares.
A forma de
reduzir os custos é considerada pelas entidades
médicas "um ataque à boa medicina, que coloca
em risco a vida dos pacientes".
A suspensão do atendimento aos pacientes dos 12 planos
de saúde, realizada até ontem por ginecologistas,
prossegue com otorrinolaringologistas, nos dias 8 a 10; pediatras,
de 14 a 16; cardiologistas, de 16 a 19; ortopedistas, dias 19
e 20; pneumologistas, de 21 a 23, e cirurgiões plásticos,
de 28 a 30. Exceções são consideradas em
casos de urgências.
Correio Braziliense
PT
vai tentar recriar CPMF e controlar a mídia
Carta
inclui controle da mídia
Por Denise
Rothenburg e Josie Jerônimo
Resolução de Congresso do PT, em Brasília,
defende a volta de fonte de recursos “negados” a
Lula na saúde, prega a “regulamentação” da
imprensa e deve votar hoje moção de apoio a Dirceu,
apontado como chefe do mensalão.
Resolução do 4º Congresso do PT pede a regulamentação
da imprensa, a aprovação da Emenda 29 e faz ode
a José Dirceu
O controle
da mídia, a politica de alianças do
partido para as eleições de 2012 e o financiamento
da saúde dominaram os debates no primeiro dia do 4º Congresso
do PT. Logo no fim da manhã, os petistas aprovaram uma
resolução que, contraditoriamente, defende a liberdade
de imprensa e, ao mesmo tempo, prega o controle da mídia. "O
jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes
chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda
a vez que falsear os fatos ou distorcer as informações
para caluniar, injuriar ou difamar", diz o documento que
conta com apoio do governo: "A proposta do partido é a
do Poder Executivo", disse o líder do governo na
Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). "O Congresso é o
local para que isso seja feito de forma transparente, mas é impossível
que o Executivo não participe do debate. Não temos
sequer uma lei que trate do direito de resposta", completou
a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.
O texto do
PT, que ainda pode ser emendado hoje, segue dizendo que "a inexistência de uma lei de imprensa, a não
regulamentação dos artigos da Constituição
que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos
direitos humanos presentes na mídia, o domínio
midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem
a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões,
enfim, criam um clima de imposição de uma versão única
para o Brasil". O ministro da Secretaria-Geral da Presidência
da República, Gilberto Carvalho, também defende
que isso seja debatido: "Todos os países têm
regulamentação. Acho estranho que toda as vezes
que se levante essa história de regulamentação
já venham dizer que é autoritarismo e censura por
parte do governo", comentou.
O tema mídia ocupou dois dos 110 pontos do documento.
Depois da declaração de Dilma em favor do financiamento
da saúde, os petistas voltaram atrás e incluíram
na resolução um ponto específico sobre a
necessidade de defesa do Sistema Único de Saude (SUS)
e a aprovação da Emenda 29 "e o consequente
retorno ao orçamento da saúde dos recursos a ela
negados pela oposição ao governo Lula que extinguiu
a CPMF (o imposto do cheque) para impedir a plena consolidação
do SUS no país", diz o texto. "O Congresso orienta
nossas bancadas na Câmara e no Senado a buscarem fontes
suplementares de recursos para recomposição do
orçamento do SUS e viabilização da Emenda
29", completa.
Financiamento
O governador
do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, é um
defensor desse item: "Não se tiram R$ 40 bilhões
da saúde sem consequências. É preciso que
se tenha uma receita nova para a saúde. Damos apoio irrestrito
a presidente Dilma nessa questão", defendeu ele,
propondo um movimento dos governadores em prol desse financiamento. "Essa
não é uma conta e nem uma luta apenas da presidenta.
Todos devem participar", afirmou.
Os petistas
definiram uma linha para as eleições
do próximo ano, com candidatura própria nas maiores
cidades do país, e recomendaram a seus filiados não
se aliarem com o PSDB, DEM e PPS (leia detalhes abaixo). Também
não deixaram de render suas homenagens ao ex-ministro
da Casa Civil José Dirceu. Em conversas com amigos, Dirceu
não escondeu sua alegria com o PT, mas desabafou dizendo
estar cansado do que classifica como uma perseguição.
Nessas conversas, ele reclamou ainda da demora do julgamento
do mensalão por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). "Minha
esperança era a de que fosse julgado no ano que vem, mas
já ouvi dizer que pode ficar para 2013", disse a
um interlocutor. Depois do episódio da Veja e a suposta
tentativa de invasão da suíte em que ele se hospeda
em Brasília, o ex-ministro pretende submergir. Vai fazer
uma cirurgia dentária e aproveitar para viajar. Hoje,
entretanto, ele não deixará de ir ao 4º Congresso
do PT. Afinal, está prevista a aprovação
de uma moção de apoio a ele na festa de encerramento.
O
Estado de São
Paulo
Cientista busca pedra fundamental da vida
Por Alexandre
Gonçalves
Ada Yonath
sugere que os vestígios dessa estrutura podem
estar dentro do ribossomo - fábrica de proteínas
da célula que Ada ajudou a desvendar, rendendo-lhe um
Nobel em 2009
A pesquisadora
Ada Yonath, do Instituto Weizmann de Ciências,
em Israel, procura a estrutura química que serviu como
precursora para a vida no planeta. Ela sugere que os vestígios
dessa estrutura podem estar dentro do ribossomo - fábrica
de proteínas da célula que Ada ajudou a desvendar,
rendendo-lhe um Nobel em 2009. Há três semanas,
Ada veio ao Brasil a convite da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp). Falou ao Estado sobre ciência em Israel, financiamento
público de pesquisas e seus interesses atuais.
Israel é um país relativamente recente e já possui
oito Prêmios Nobel. O Brasil não tem nenhum. Qual é o
segredo?
De fato,
temos três Prêmios Nobel em Química,
um em Economia e outro em Literatura. Vamos tirar dessa conta
os três Nobel da Paz (os ex-primeiros-ministros Menachem
Begin, Yitzhak Rabin e Shimon Peres), de atuação
política. Todos os premiados da área científica
foram contemplados nos últimos dez anos. Ou seja, a semente
levou 50 anos (desde a criação de Israel) para
crescer.
Um
tempo curto para uma árvore grande, não?
Convém lembrar que o povo judeu viveu a diáspora
e passou 2 mil anos espalhado pela mundo. Normalmente, não
podiam ocupar assentos nos parlamentos, alcançar altas
patentes nas Forças Armadas ou possuir grandes propriedades.
Até mesmo atividades financeiras sofriam severas restrições
em alguns lugares. Restavam os trabalhos intelectuais. Há até uma
velha piada sobre a mãe judia que teve trigêmeos.
Perguntaram o nome das crianças. "Não sei.
Mas posso dizer o que serão: este advogado, aquele médico
e, o último, vai tocar o piano." Tornou-se natural
que muitos se dedicassem à pesquisa. Quando Israel começou,
já contava com ótimos cientistas.
Mas
há alguma lição
que o Brasil pode aproveitar?
Creio que
faz mais sentido comparar o Brasil à Coreia
do Sul ou à China. Além disso, a próxima
geração em Israel deve adotar um padrão
(de produção científica) mais normal, parecido
com o do Brasil. A ciência alimentava os sonhos da minha
geração. Os jovens israelenses - que não
são piores que nós - vislumbram alternativas muito
promissoras em outras áreas também: na política,
no Exército, nos negócios... E, vale lembrar, o
Nobel não serve para medir a excelência da pesquisa
em um país. É uma loteria.
Como assim?
No máximo, são dados três Prêmios
Nobel em cada área todo ano. E há milhares de cientistas
que mereceriam. Tenho plena consciência de que há muitos,
tão bons quanto eu, que não são premiados.
Conheço-os pelo nome.
Seu instituto de pesquisa foi escolhido como o melhor instituto
para se trabalhar fora dos EUA em julho. O que a sra. acha disso?
No Instituto
Weitzmann, há muita liberdade acadêmica
e ótimos contatos com pesquisadores de todo o mundo. Normalmente,
nós revezamos o primeiro lugar nos rankings com o Instituto
Max Planck, na Alemanha, onde também trabalhei. No Max
Planck, os recursos para a pesquisa são mais abundantes
e estáveis. No Weitzmann, precisamos procurar financiamento
em agências de pesquisa. Mesmo o salário dos pesquisadores é mais
alto na Alemanha. Mas a satisfação do trabalho
não vem só do salário. Se eu tiver dinheiro
para levar uma vida decente - sem acumular três empregos
- e condições para realizar um bom trabalho, estou
tranquila. O ambiente do Weitzmann proporciona isso.
Só um
quarto do dinheiro que financia a pesquisa no instituto vem
do governo
israelense...
Gostaria
que mesmo esse um quarto fosse privado. Quando o governo dá dinheiro, dá também regras. A parcela
que recebemos do Estado nos obriga, muitas vezes, a funcionar
como um órgão governamental. Se quero comprar uma
máquina, preciso licitar. Se estou viajando a trabalho
e preciso tomar um táxi imprevisto, tenho de escrever
uma carta de explicação. Sei que no Brasil é parecido.
Como em outras dimensões da vida, também aqui é melhor
gozar de independência.
De
que modo sua pesquisa está relacionada à origem
da vida?
Nós encontramos no ribossomo atual uma estrutura que
está completamente conservada em todos os seres vivos
- de bactérias a elefantes. Creio que ela é um
remanescente do mecanismo primordial que deu origem à vida
na Terra. No meu laboratório, estamos tentando reproduzir
essa estrutura. Vai nos ajudar a compreender a origem da vida
no planeta.
O Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil
anunciou que você virá pesquisar no Brasil.
Houve um
mal-entendido. Disse só que era uma ideia a
se considerar no futuro. Mas sem nenhum plano concreto.
É algo para os próximos
anos?
Talvez para
este século.
Eu ainda sou jovem.
Sábado,
03.09.11
Folha
de São
Paulo
Transfusão
de sangue sem doador tem sucesso
Sangue é produzido por células-tronco
Pela primeira
vez, pesquisadores conseguiram injetar glóbulos
vermelhos criados a partir de células-tronco em uma pessoa,
afirma estudo publicado na revista "Blood."
Os pesquisadores
usaram as células-tronco de um doador
humano, criaram glóbulos vermelho e os injetaram de volta
na mesma pessoa.
Depois de
cinco dias, quase 100% das células estavam
vivas. Em 26 dias, entre 41% e 63% continuavam em circulação,
durabilidade comparável à dos glóbulos vermelhos
naturais.
O resultado
confirma que, no futuro, será possível
utilizar esse método para fazer transfusões sanguíneas
sem a necessidade de um doador.
"Esse é o primeiro estudo que prova que essas células
conseguem sobreviver no corpo humano", disse em nota Luc
Douay, líder da pesquisa e professor de hematologia na
Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris.
Segundo Douay,
há uma necessidade grande de derivados
sanguíneos para transfusão sem risco de infecções
por novos vírus, que podem ocorrer com o método
de transfusão de sangue tradicionalmente utilizado.
A Organização Mundial da Saúde anunciou
recentemente que, em mais de 70 países, menos de 1% da
população costuma doar sangue.
A produção de glóbulos vermelhos em larga
escala ainda exige avanços tecnológicos, mas, destaca
Douay, isso tornará possível um estoques ilimitado
de sangue.
Saúde
Business Web
A
RN 267 de agosto 2011 e sua importância para os usuários
de planos de saúde
Por Adrianos Loverdos
Em
25 de agosto último a ANS divulgou a seguinte notícia
em seu site
“A determinação está prevista na
Resolução Normativa 267, publicada pela Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta quinta-feira,
25 de agosto/2011, que dispõe sobre a divulgação
da Qualificação da Rede dos Prestadores de Serviços
na Saúde Suplementar.”
O que isso significa?
Quem quiser pode visualizar a norma
ou ainda fazer o download em formato .pdf
Significa,
pessoal, que acabou a tolerância para a falta
de segurança nos serviços de saúde. Não
mais serão admitidos erros básicos e primários
que levam a lesões graves e até irreversíveis.
Na minha
modesta contribuição para a auditoria
médico hospitalar, o livro publicado em 1997 (lá se
vão quase quinze anos) no capítulo sobre credenciamento
está lá, de maneira extremamente rudimentar mas
efetiva, a recomendação para que as operadoras
de planos de saúde avaliem, critiquem e classifiquem sua
rede credenciada. Tem até uma sugestão para esta
tarefa ser desempenhada de maneira organizada.
Pois bem,
muitas operadoras não se preocuparam com isso
e muitos hospitais se acomodaram, por diversos motivos e até o
momento não buscaram sua certificação.
Não se trata do “diploma” pendurado na parede
do hospital, por favor não imaginem tal absurdo!
Agora será uma luta contra o tempo pois: “Art.
10. A RN nº 124, de 30 de março de 2006, passa a
vigorar acrescida dos seguintes artigos:
“”Art. 44-A. Utilizar a ausência ou a perda
dos atributos de qualificação dos prestadores de
serviço como critério, exclusivo, de descredenciamento
de prestadores.
Sanção – advertência;
multa de
R$ 35.000,00.”
“Art. 44-B. Deixar de incluir os atributos de qualificação
dos prestadores
de serviço em seus materiais de divulgação
da rede assistencial no prazo estabelecido.
Sanção – advertência;
multa de
R$ 35.000,00.”
“Art. 44-C. Deixar, a operadora que possua rede própria
de prestadores, de fornecer informações relevantes
para fomentar o uso dos indicadores de monitoramento da qualidade
assistencial.
Sanção – advertência;
multa de
R$ 35.000,00.”"
Ainda há tempo, mas não o suficiente para a maioria
dos hospitais não certificados deste nosso país.
Minha sugestão: por favor, trabalhem firme na gestão
da segurança e da qualidade de suas instituições
e façam isso o quanto antes!
Correio Braziliense
Vírus ativo em 26 países
A decisão sobre mudanças na vacinação,
segundo o Ministério da Saúde, levará em
conta uma determinação da Organização
Mundial de Saúde (OMS) de que a vacina injetável
só seja adotada depois que a poliomielite for erradicada
no mundo. O vírus ainda é ativo em 26 países,
principalmente na África. A vacina oral, que tem o famoso
Zé Gotinha como garoto propaganda, foi responsável
pela erradicação da poliomielite no país.
Já a vacina injetável é adotada em países
da Europa, nos Estados Unidos, no Canadá e na Austrália,
que a consideram mais segura. Especialistas, no entanto, são
unânimes em afirmar que as duas formas de imunização
são seguras, pois as complicações da vacina
oral são extremamente raras.
O médico e pesquisador Carlos Starling, coordenador científico
da Sociedade Brasileira de Infectologia, considera a vacina oral
totalmente eficaz e defende a continuidade dela no país. "É uma
vacina prática e eficiente no controle da doença.
Não podemos esquecer que foi com ela que o Brasil erradicou
a paralisia." Outro impacto avaliado pelo ministério é a
inclusão de mais uma injeção no calendário
de vacinação. "Algumas mães rejeitam.
Se a criança chora muito na primeira dose, elas não
levam para tomar as próximas", pondera Jarbas Barbosa,
secretário de Vigilância em Saúde. (JB e
AF)
Chance
de mutação
A diferença entre a vacina oral e a injetável é que
o vírus atenuado, presente nas gotinhas, ao entrar em
contato com o intestino, pode sofrer uma mutação
e causar a doença, em vez de imunizar o paciente. No caso
da vacina injetável, com o vírus morto, não
há esse risco.
O Globo
ANS adia prazo para novas regras de atendimento
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) adiou
por 90 dias a entrada em vigor da resolução normativa
259 que define prazos para o atendimento dos beneficiários
de plano de saúde. O adiamento atende a pedido das operadoras
por maior prazo para adaptação à nova norma.
A resolução, que determina o tempo de espera para
o consumidor marcar exames e procedimentos nos planos de saúde,
entraria em vigor no próximo dia 19, mas agora só valerá a
partir de 19 de dezembro.
Os prazos
para atendimentos variam de 7 a 21 dias úteis.
Para consultas de pediatria, clínica médica, cirurgia
geral, ginecologia e obstetrícia, o prazo será de
sete dias úteis. As demais especialidades, que não
são consideradas de alta complexidade, devem ser marcadas
em até 14 dias úteis.
Lisa Gunn,
coordenadora-executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do
Consumidor (Idec), considera
o adiamento inadmissível:
- A resolução já estava aquém do
que seria benéfico para o consumidor e bastante flexível
para as operadoras.
Segundo a
ANS, o prazo adicional concedido permitirá que
a agência aprimore medidas internas para ampliar a comunicação
com os consumidores. Segundo o presidente Mauricio Ceschin, o
objetivo da norma é garantir o acesso em prazos definidos,
e isso está mantido.
Correio Braziliense
Recursos para o SUS
A presidente
Dilma Rousseff defendeu, durante o discurso no Congresso do
PT, mais
recursos para financiar o Sistema Único
de Saúde (SUS). Ela afirmou não ser possível
que o Brasil "com a importância que tem, tenha um
investimento em saúde 40% menor que a Argentina, 27% menor
que o Chile". A presidente não citou, contudo, de
onde viria esse financiamento nem tampouco fez referência à tramitação
da Emenda 29 no Congresso Nacional.
Ela também defendeu as ações na área
econômica, lembrando que mantém a tradição
dos tempos do governo Lula, quando estourou a primeira crise
internacional, em 2008. E saiu do encontro com o apoio do PT
ao seu governo. "Presidente Dilma, o PT participa, apoia
e sustenta as políticas do nosso governo", afirmou
o presidente do PT, Rui Falcão. "Aplaudimos a recente
decisão de baixar as taxas de juros e que cheguem ao final
do governo ainda mais baixas", afirmou.
As resoluções políticas do Congresso do
PT, que serão divulgadas em um documento no final do encontro,
contudo, trarão uma crítica velada ao governo Dilma
por conta do aumento do superavit primário para R$ 127
bilhões, uma vez que o partido mantém uma defesa
contundente do aumento dos investimentos como forma de promover
o crescimento da economia. "Os investimentos precisam aumentar",
afirmou ontem o presidente do PT, Rui Falcão, ao mencionar
ainda o controle dos juros e da inflação, também
apontados no texto.
O texto tem
110 pontos. Em várias passagens do documento
que o PT pretende aprovar amanhã, constam menções
ao governo de Lula. Uma delas é no que tange aos programas
sociais, vistos como legado do ex-presidente que Dilma dá continuidade.
Também falará, ainda que de forma genérica,
do marco regulatório das comunicações, ponto
que o governo Lula levou avante e que a administração
de Dilma Rousseff deixou de lado. Também haverá menções à necessidade
de promover um ritmo mais dinâmico à reforma agrária.
(DR e PTS)
Defesa de imposto maior para o cigarro
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu ontem
em Canoas (RS) o aumento da tributação sobre cigarros
e bebidas alcoólicas como forma de ampliar os recursos
para financiamento da saúde pública. Padilha também
propôs a ampliação da parcela repassada ao
sistema público de saúde do seguro DPVAT, destinado
a financiar a assistência médico-hospitalar de vítimas
de acidentes de trânsito. "Defendo que a tributação
sobre álcool e tabaco, tanto federal quanto estadual,
reverta em recursos para a saúde", declarou o ministro.
Na última quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff defendeu
a criação de um tributo ou aumento nos impostos
atuais como a solução para ampliar a fonte de financiamento
para a saúde e a aprovação da Emenda 29
no Congresso.
O Globo
Ministro
quer imposto sobre álcool, cigarro e carro para
financiar Saúde
Por Alexandre Rodrigues*
Dilma diz
ser "inexorável" destinar
mais recursos para melhorar atendimento
Canoas (RS)
Ao lado da
presidente Dilma Rousseff na entrega de leitos hospitalares
em Canoas,
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu
ontem reorganizar os impostos sobre álcool, tabaco e a
venda de carros e motos como alternativa à criação
de novo tributo para financiar a Saúde.
- Nós
sempre entendemos que precisamos ter regras permanentes - disse
Padilha,
descartando a volta da CPMF.
O ministro
propôs a transferência para a Saúde
dos tributos sobre a venda de álcool e tabaco, além
do aumento do DPVAT, seguro obrigatório pago pelos motoristas
para indenizações a vítimas de trânsito,
pelos gastos que acarretam ao sistema público de saúde.
Em dezembro, as alíquotas sobre os cigarros subirão
20%. Novos aumentos estão previstos até 2015. O
governo espera arrecadar R$4 bilhões anuais com o imposto
maior.
Dilma Rousseff
reforçou que, "inexoravelmente",
os recursos para a Saúde terão que aumentar caso
o Brasil queira melhorar a qualidade do atendimento.
- Podemos
fazer muito ainda com os recursos que temos - disse Dilma,
que foi a Canoas,
na região metropolitana de Porto
Alegre, entregar 110 novos leitos para o hospital da Ulbra, que
testa um novo sistema de gestão público-privada.
Mesmo classificando
o Sistema Único de Saúde (SUS)
como "generoso", Dilma disse que o grande desafio,
após o país tirar "uma Argentina" da
pobreza nos últimos anos, é garantir serviços
públicos de qualidade.
- Nós assistimos, durante dois anos, ao (presidente dos
Estados Unidos, Barack) Obama lutar por algo que conhecemos desde
88 - disse Dilma, referindo-se à universalização
do SUS feita pela Constituição. E completou: -
Se quisermos dar padrão, precisaremos racionalizar recursos
e garantir maior cobertura. O Brasil, inexoravelmente, vai ter
que destinar mais recursos à Saúde.
* Especial para O Globo
O
Estado de São
Paulo
Médico da família terá bônus em prova
de residência
Por Fernanda Bassette e Mariana Mandelli
Recém-formados que atuarem em áreas de extrema
pobreza no Programa Saúde da Família receberão
até 20% de bônus e podem fazer especialização
Médicos recém-formados que participarem por dois
anos do Programa Saúde da Família (PSF) em áreas
de extrema pobreza e periferias receberão até 20%
de bônus na prova de residência. A portaria, envolvendo
os Ministérios da Saúde e da Educação,
foi publicada ontem no Diário Oficial da União.
Conforme
o Estado adiantou em julho, os dois ministérios
estão elaborando um plano nacional de educação
médica que, entre outras iniciativas, tem o objetivo de
aumentar o número de médicos nas regiões
carentes.
A portaria
criou o Programa de Valorização dos
Profissionais na Atenção Básica. Ao todo,
2 mil vagas poderão ser preenchidas a partir de fevereiro
de 2012. Os bônus para a residência passam a valer
a partir de novembro do mesmo ano.
Além da pontuação extra, os profissionais
que participarem desse programa terão direito a fazer
um curso de especialização em saúde da família,
sob responsabilidade das universidades públicas participantes
do Sistema Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde
(UNA-SUS).
Os municípios que serão contemplados com o programa
serão definidos até o final do ano. O Conselho
Nacional de Residência Médica divulgará,
por meio de resolução, os índices e critérios
da pontuação. "Consideramos que essa é uma
das maneiras mais efetivas de tornar disponíveis, de forma
rápida, médicos para ampliar a assistência à população",
diz Mozart Sales, do Ministério da Saúde.
Paulo Navarro
de Moraes, presidente da Associação
dos Médicos Residentes do Estado de São Paulo,
diz que a medida é positiva, mas há pontos que
o preocupam. Um deles é a fixação do médico. "E
se o médico que participou do programa por dois anos quiser
continuar trabalhando lá? Ele será absorvido?"
Outra preocupação de Moraes é que o programa
sirva apenas de "trampolim" para quem quiser concorrer
a uma vaga de residência disputada. "Você corre
o risco de superlotar o programa com pessoas sem o perfil e sem
a vontade de estar ali."
Proposta
em discussão
Aumentar
o número de médicos
por habitantes
Hoje, o Brasil
tem 1,8 médico para cada mil habitantes.
A ideia do plano interministerial é chegar, gradualmente,
a pelo menos 2,5 médicos para cada mil pessoas até o
ano de 2030.
Criação
de 2,5 mil vagas em cursos de Medicina
Atualmente,
o País forma 16,5 mil novos médicos
por ano em 183 escolas. A proposta em discussão quer elevar
esse número para 19 mil/ano. A ideia é que essa
expansão de vagas se dê prioritariamente em instituições
públicas de ensino superior. Hoje existem 45 processos
parados no Conselho Nacional de Educação (CNE)
aguardando as decisões dos Ministérios.
Correio Braziliense
Remédio
no alvo certo
Pesquisadores
da Universidade Federal de Ouro Preto usam a nanotecnologia
para desenvolver
esferas que levam fármacos diretamente
ao ponto doente, reduzindo os efeitos colaterais dos tratamentos
de câncer e de outras doenças crônicas
Por Junia Oliveira
Belo Horizonte — Estudos desenvolvidos nos laboratórios
da Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro
Preto (Ufop), em Minas Gerais, surgem como um alento na busca
pela redução do sofrimento de portadores de câncer
e de outras doenças crônicas. As pesquisas usam
a nanotecnologia e estão focadas na construção
de esferas de tamanho nanométrico — 1 bilhão
de vezes menor que o metro.
Elas são responsáveis por levar os fármacos,
compostos químicos usados com fim medicinal, diretamente
aos pontos específicos do organismo onde está a
doença, diminuindo assim os efeitos tóxicos adversos
dos medicamentos. Atingindo alvos certeiros, como um parasita,
um micro-organismo ou uma célula tumoral, e impedindo
que o medicamento se distribua por todo o corpo, é possível
evitar ou diminuir os efeitos colaterais do tratamento.
Os fármacos são postos em nanoestruturas que vão
direcionar a substância para onde estão as células
doentes. No caso de tratamentos de câncer, um dos resultados é a
redução dramática de toxicidade no corpo. “Os
medicamentos convencionais agem em células afetadas e
normais, daí os efeitos colaterais, como a perda de cabelo.
Com a nanotecnologia, o que se pretende de forma ideal é usar
esse fármaco e levá-lo apenas às células
doentes, usando as nanoestruturas como carreadores”, explica
a coordenadora da pesquisa, a professora de farmacotécnica
da Ufop Vanessa Carla Furtado Mosqueira.
As experiências, que começaram em 2000, são
feitas ainda no combate a doenças cardiovasculares e a
enfermidades parasitárias, como a malária e a doença
de Chagas (muito frequente no país, mas ainda sem tratamento
eficaz). A ideia é que o trabalho tenha utilidade para
todas as doenças cujos medicamentos são muito tóxicos
ao organismo — embora eficientes. As formulações
nanométricas são aplicadas, nos laboratórios,
em cultivos de células ou em animais e, paralelamente,
comparadas aos medicamentos convencionais. Um antitumoral, por
exemplo, é aplicado na sua forma convencional e nanométrica
para depois a eficácia de cada um ser avaliada.
Os testes
com nanotecnologia estão sendo avaliados para
uso humano e animal. Na veterinária, o sistema já mostra
avanços. O grupo de pesquisa patenteou um produto que
aumenta a eficácia dos antibióticos usados no tratamento
da mastite bovina, um problema que afeta bastante a produção
do leite de vaca.
Chances
São muitas as possibilidades nanotecnológicas.
Aperfeiçoar o que já existe ou criar algo faz parte
da rotina dos pesquisadores. É o caso da terapia fotodinâmica
do câncer, que pode ser usada no lugar das cirurgias. Nanopartículas
carregadas de substâncias medicamentosas se acumulam no
tumor e são ativadas com luz colorida, destruindo apenas
as células doentes daquele tecido. O procedimento já é usado
clinicamente.
Há, entretanto, duas diferenças importantes. A
primeira é que a fotodinâmica convencional não
usa nanopartículas. A outra é que os estudos da
Universidade Federal de Ouro Preto usam substâncias que,
diferentemente das existentes no mercado, são mais seletivas
e podem ser ministradas em dose bem menor, não causando
tantos efeitos colaterais — nesse tipo de terapia, podem
ocorrer problemas na pele quando o paciente é exposto
ao sol. “Queremos melhorar a eficácia para que o
paciente sofra menos. Em tumores tópicos, como os da pele
e das mucosas, essa técnica pode ser muito eficaz”,
ressalta a coordenadora da pesquisa. Estão sendo feitos
testes também na área de odontologia, com irradiações
em lesões pré-malignas. A técnica, muito
comum na Europa, está chegando aos poucos ao Brasil e
já é usada em alguns hospitais.
Esperança
mundial
A nanotecnologia é a bola da vez para laboratórios
de todo o mundo e já conquistou várias aplicações,
em diversas áreas. Em termos de fármacos, Vanessa
Mosqueira conta que há cerca de 10 medicamentos no planeta
comercializados na forma de nanoestruturas. No Brasil, por enquanto,
há apenas um, para o tratamento de infecções
fúngicas crônicas (micoses muito graves).
As esferas
nanométricas são produzidas com polímeros
biodegradáveis, que se decompõem no organismo e
não são tóxicos. Segundo a coordenadora,
para se concentrar em alguns órgãos, é necessário
regular o tamanho. Esse é um dos fatores que permitirão às
esferas passar por poros e células de vasos mais facilmente.
O tamanho das partículas influencia os resultados. As
esferas feitas em Ouro Preto podem variar de 50 a 500 nanômetros.
Para se ter uma ideia, uma célula do sangue tem cerca
de 20 micrômetros, o equivalente a 20 mil vezes o nanômetro.
Assim, teoricamente, é possível pôr 200 nanopartículas
de 100 nanômetros dentro de uma célula vermelha
sanguínea.
A pesquisa
da Ufop é financiada pela Fundação
de Amparo e Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
(Fapemig), pela Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Conselho Nacional
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Medicamento high-tech
» O fármaco é guardado dentro de esferas
nanométricas, feitas de polímeros biodegradáveis.
» O nanômetro é uma unidade de comprimento
1 bilhão de vezes menor que o metro.
» A substância é injetada no paciente, por
via parenteral (subcutânea, intravenosa), por exemplo,
e vai se concentrar mais num determinado tecido do corpo, como
fígado, medula óssea ou linfonodos, preferencialmente
na região onde há lesão ou doença,
sem se espalhar por todo o organismo.
» A medida é mais eficaz. Um dos ganhos é a
redução de efeitos adversos de medicamentos para
muitas doenças.
AGENDA
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html