Leia
nesta edição:
- Anvisa
mantém emagrecedor polêmico
- Paralisada
fabricação
de droga para Chagas
- Servidor
da Saúde pode ter reajuste salarial de até 40%
- Anvisa restringe uso de emagrecedores
- Uma questão
de peso
- Idoso paga
mais que R$ 752 por convênio
- Brasil
ganha 1,1 milhão de idosos por ano
- Caracterização da doença
preexistente
- Família
quer que governo de MG pague cirurgia
- Em busca
de mais proteção
- ANS faz
repasse ao Fundo Nacional de Saúde
- ANS: Ouvidoria divulga resultado de pesquisa
- RJ: DNA
da dengue 1 revela nova ameaça
- Tosse é sinal
de alerta
- A década da segurança de trânsito
no Brasil
- Deputados
querem intervenção da ONU no combate às
drogas nos países andinos
- Deputados
querem urgência para piso nacional dos agentes
de saúde
Quarta-feira, 05.10.11
O
Estado de São
Paulo
Anvisa
mantém emagrecedor polêmico
Vetada na
União Europeia, sibutramina segue no País
sob regras rígidas; outras 3 drogas, derivadas de anfetaminas,
foram proibidas
Por Lígia Formenti, de Brasília
/ colaborou Fernanda Bassette
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) decidiu ontem manter o registro da sibutramina no Brasil.
Proibido em vários países por estar associado ao
aumento de doenças cardíacas e derrames em pessoas
que já apresentem fatores de risco, o remédio emagrecedor
continuará sendo usado no País, sob um novo esquema
de vigilância.
Na reunião de ontem, diretores da Anvisa decidiram ainda
proibir a venda e produção de emagrecedores derivados
da anfetamina: anfepramona, femproporex e manzindol. Presentes
no mercado brasileiro há mais de 30 anos para redução
do apetite, a agência alega que esses medicamentos não
reúnem estudos suficientes que comprovem sua eficácia
e segurança.
Eles terão de ser retirados do mercado em até 60
dias, contados a partir da publicação da resolução
da Anvisa. O Conselho Federal de Medicina, no entanto, já avisou
que vai ingressar na Justiça contra a proibição.
A decisão sobre derivados da anfetamina, unânime,
já era esperada. A surpresa ficou por conta da sibutramina,
pivô d a discussão em torno de emagrecedores no
País. No fim do processo, por três votos a um, foi
a única droga que permaneceu no mercado.
O debate
teve início em 2010, quando foi divulgado resultados
de um estudo, encomendado pela agência europeia de vigilância,
que avaliou os efeitos da sibutramina em 10 mil pacientes com
risco cardiovascular. Os resultados mostraram um aumento de 16%
no risco de enfarte entre pessoas que tomaram o medicamento.
Desde então, o remédio foi proibido na própria
União Europeia, nos Estados Unidos, Canadá, Austrália,
Uruguai, Argentina, Chile, Colômbia e Paraguai.
Por conta
própria, o laboratório Abbott, fabricante
da droga, parou de produzir o remédio em todo o mundo
(Brasil incluído) em novembro do ano passado. Ontem, a
direção da Abbott reafirmou a decisão de
suspender a fabricação da droga no País.
Para a maior
parte dos diretores da Anvisa, no entanto, não
há como generalizar os resultados do exame. Eles alegam
que a droga é comprovadamente prejudicial para pessoas
que já tenham predisposição para problemas
cardíacos, mas não há como afirmar que ela
também traz riscos para os demais grupos.
Riscos. O
remédio somente poderá ser vendido depois
de o paciente ser informado pelo médico sobre seus riscos
e contraindicações. Um termo de esclarecimento
terá de ser assinado - uma das vias será anexada à receita,
que terá de ser entregue na farmácia.
A indicação da droga permanece a mesma. Não
podem usá-la obesos com problemas cardíacos ou
que tenham algum fator de risco e pessoas com sobrepeso que tenham
níveis de glicemia aumentado. O tipo de receita permanece:
formulário azul, com retenção na farmácia.
A validade,
no entanto, que era de 60 dias, passa agora a ser de um mês. O médico poderá receitar a droga
por até dois anos. Dois meses depois da publicação
da resolução no Diário Oficial, fabricantes
dos medicamentos terão de entregar à Anvisa um
plano para captar informações sobre efeitos adversos
do medicamento. Médicos também terão de
notificá-los.
O diretor
da Anvisa e relator do processo, Dirceu Barbano, afirma que
o órgão tem condições de verificar
o cumprimento das normas. "O produto vai ficar sob monitoramento
durante um ano. Se nesse período houver dúvida
sobre os dados registrados, podemos rever a posição."
Agência aposta na queda das indicações
da droga
A Anvisa
diz que as novas regras reduzirão a indicação
de sibutramina no País. "Nossa preocupação é que
ela seja recomendada apenas para populações livres
de risco", diz Maria Eugênia Cury, chefe do núcleo
de notificação. Ela reconhece que a subnotificação
de efeitos colaterais de remédios existe, mas não é exclusividade
do Brasil. "Os registros melhoraram. Em 2007, foram 9 mil
notificações de efeitos adversos e em 2011, 32
mil", afirma o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. Os
números incluem efeitos adversos de todos os remédios.
O Brasil é um dos maiores consumidores de sibutramina.
Das 5,6 toneladas produzidas em 2009, 3 foram usadas no País.
Entre abril
de 2010 e abril de 2011, a prescrição
da sibutramina caiu 32% - o que, segundo especialistas, está relacionado à determinação
da Anvisa de que o remédio fosse vendido nas farmácias
com retenção de receita.
A mudança foi resultado do estudo Sibutramine Cardiovascular
Outcomes Trial (Scout), feito em 11 países com 10 mil
pacientes com alto risco de problemas cardíacos. O trabalho
levou a agência europeia a retirar o medicamento do mercado.
/ L.F.
'A
decisão foi totalmente política'
O pesquisador
Francisco Paum-gartten é contra a decisão
da Anvisa. Ele é membro da Câmara Técnica
de Medicamentos (Cateme), que fez o relatório pedindo
a proibição dos emagrecedores. Para ele, a agência
cedeu a pressões.
O
que o senhor achou da decisão de manter a sibutramina?
Já era esperada, porque as coisas estavam caminhando
para isso. Mas acho péssima a decisão, foi totalmente
política.
Houve
pressão?
Sem dúvida, especialmente de dois setores muito fortes:
das farmácias de manipulação, que vão
perder faturamento com a saída desses medicamentos, e
dos médicos que os prescrevem para tratamento da obesidade.
Além do CFM, que, em vez de ser o guardião da ética,
exerceu um papel lamentável.
A Anvisa diz que vai aumentar ainda mais o controle.
Isso não muda quase nada o que já existe. A única
novidade é obrigar o paciente a assinar um termo de responsabilidade,
o que é antiético.
Essa
seria uma forma de isentar a agência caso ocorra
algum problema?
Teoricamente
sim, o que é absolutamente inaceitável.
Isso não protege o paciente e sim a Anvisa e o médico.
Agora, se esse termo será aceito nos tribunais, é outra
história. / F.B.
'Um
terço dos doentes ficará sem opção'
Para o endocrinologista
Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para Estudo da Obesidade,
a decisão da Anvisa não é a ideal e um terço
dos pacientes ficarão sem opção de tratamento.
O
que o senhor achou da decisão da Anvisa?
Tem um lado
bom, de manter a sibutramina, e um ruim, de proibir os outros
três remédios. Eles são necessários
para cerca de um terço dos pacientes que não toleram
bem a sibutramina. A retirada do mercado deixará esses
doentes sem nenhuma opção.
A Anvisa
alega que não há estudos que comprovem
a eficácia desses três medicamentos.
Essas drogas
estão no mercado há 40 anos. Quando
foram aprovadas, o nível de exigência para as pesquisas
clínicas era outro. Mas isso vale para todas as drogas
aprovadas naquela época e não só para essas.
Como
o senhor avalia a exigência de o paciente assinar
um termo de responsabilidade?
Defendo um
controle mais rígido, mas não concordo
com essa medida, pois ela interfere na relação
médico-paciente.
O
senhor acha que a decisão ainda pode mudar?
Sim. O nosso
temor é que a agência tome a decisão
em duas etapas, para diminuir o impacto e a reação
da comunidade científica. / F.B.c
O
Estado de São
Paulo
Paralisada
fabricação
de droga para Chagas
Por Lígia Formenti, de Brasília
O Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco
(Lafepe) está há pelo menos 20 dias sem produzir
benzonidazol, medicamento para pacientes com doença de
Chagas.
Único produtor mundial, o laboratório aguarda
a chegada de matéria-prima para retomar as operações. "Saímos
do sinal amarelo e ingressamos no vermelho. Se houver qualquer
imprevisto, teremos dificuldades em atender a encomendas",
admitiu anteontem o presidente do Lafepe, Luciano Vasquez.
O alerta
da ameaça da falta de remédios foi feito
pela ONG Médicos sem Fronteiras (MSF), que, ao lado da
Organização Pan-Americana da Saúde, está encarregada
de distribuir o remédio. "Diante do quadro que se
aproxima, países como o Paraguai já suspenderam
o diagnóstico de novos pacientes", disse a coordenadora
da Unidade Médica do MSF, Carolina Batista. "Não
podemos identificar novos pacientes se o tratamento não
está disponível. Também não há como
iniciar a terapia e interrompê-la, por falta de remédios."
Desde 2008,
quando a Roche deixou de produzir o remédio,
o Lafepe ficou responsável pelo fornecimento do benzonidazol.
Até agora, a matéria-prima havia sido preparada
pela Roche. No início do ano, com o fim dos estoques,
a empresa Nortec foi contratada para fazer a substância
ativa. "Estamos dentro do prazo. Em maio, quando o contrato
foi firmado, pedimos 150 dias para entrega dos primeiros lotes.
Esse cronograma será respeitado", afirmou o vice-presidente
do Conselho Administrativo da Nortec, Nicolau Lage.
O Ministério da Saúde diz não haver atrasos.
De acordo com ministério, o Lafepe mantém estoque
estratégico de 2.738 caixas.
Folha
de São
Paulo
Servidor
da Saúde pode ter reajuste salarial de até 40%
De São Paulo - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enviou à Assembleia
projeto de lei que concede reajuste de até 40% a servidores
da saúde. O aumento para todos os funcionários
será de 7%, retroativo a julho -a inflação
oficial foi de 6,71%. Alckmin também fixa novo plano de
cargos e salários para a categoria, que pode levar a aumentos
ainda maiores. Médicos e dentistas terão, em média,
20%.
Um médico que cumpre uma jornada semanal de 20 horas
passará a receber até R$ 2.107 (sem gratificações
de chefia e plantões, por exemplo). O piso considerado
ideal pela Federação Nacional dos Médicos é de
R$ 9.188. O impacto na folha de pagamento da pasta deve ser de
R$ 464 milhões. O Sindsaúde (sindicato da categoria)
diz que há pontos pendentes, como os valores do adicional
de insalubridade e do vale-alimentação.
Correio Braziliense
Anvisa restringe uso de emagrecedores
Por Ricardo Meirelles, endocrinologista
Agência reguladora proíbe a venda de inibidores
de apetite à base de anfetamina e estabelece uma série
de regras para o comércio da sibutramina. Médicos
vão à Justiça questionar a decisão
Por Juliana Braga
Após nove meses de debate, a Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) chegou a uma conclusão
sobre a venda de emagrecedores no país: em vez de proibir
geral o comércio, optou por endurecer as restrições.
Os remédios à base dos anfetamínicos mazindol,
femproporex e anfepramona estão proibidos no país.
E o único medicamento que teve o registro mantido, a sibutramina,
longe de ser consenso entre os diretores, será comercializado
com uma série de imposições. O Conselho
Federal de Medicina (CFM), entretanto, já avisou que a
briga ainda não terminou: vai procurar a Justiça
para manter a autonomia de decidir que tratamento será indicado
a cada paciente.
A polêmica em torno da sibutramina deve-se a um estudo
encomendado pela agência de regulação europeia
para avaliar os efeitos da substância em pacientes com
problemas cardíacos. Em 16% dos casos, houve aumento de
doenças cardíacas. A dúvida é se
o resultado poderia ser estendido a todos os obesos. Por lá,
entendeu-se que sim, e a comercialização da substância
foi suspensa. No Brasil, a Anvisa, em reunião aberta com
a diretoria, decidiu monitorar o uso do produto por 12 meses
e depois avaliá-lo novamente.
Quando o
médico decidir prescrever o tratamento com sibutramina,
ele deverá orientar o paciente sobre os riscos e ambos
assinarão um termo de esclarecimento. Somente em posse
desse termo, o paciente poderá comprar o remédio.
O médico também será obrigado a informar à agência
reguladora qualquer reação adversa e os laboratórios
fabricantes terão até 60 dias para apresentar um
plano de minimização de riscos. Quem não
apresentá-lo terá o registro suspenso.
Por meio
de nota, o CFM informou que, durante esta semana, estudará quais
medidas judiciais adotará contra a decisão da Anvisa.
O promotor do Ministério Público do DF Diaulas
Ribeiro tende a continuar apoiando o conselho. “Se os médicos
chegarem à conclusão de que, de fato, não
restou alternativa para os pacientes, mantenho minha posição
de partir para a guerra na Justiça”, avalia.
O vice-presidente
do Conselho Regional de Medicina do DF, Dimitri Homar, acompanhou
parte da reunião realizada ontem pela
agência e disse se preocupar com o aumento do contrabando
que a proibição dos anfetamínicos pode trazer. “O
que vem de fora do país ilegalmente não temos condições
de controlar.”
Para os profissionais
de saúde as medidas de controle
são redundantes. “Devo comemorar que a Anvisa esteja
fazendo o papel dela de regular — e com personalidade,
sem seguir a agência europeia. Mas lamento que tenha gasto
tanto dinheiro e tempo para chegar a uma conclusão já definida
pelos médicos”, critica o representante da Associação
Médica Brasileira, Wanderley Marques Bernardo, ressaltando
que os procedimentos propostos pela Anvisa fazem parte da rotina
de boa parte dos profissionais da categoria.
Efeitos diversos
Os emagrecedores
analisados pela Anvisa atuam no hipotálamo,
região do cérebro que controla as sensações
de fome e de saciedade. Veja a diferença entre eles.
» Os anfetamínicos mazindol, anfepramona e femproporex,
proibidos ontem pela agência, atuam nos neurônios,
bloqueando a recepção de duas substâncias
que causam a sensação de fome: a dopamina e a noradrenalina.
Quanto maior a quantidade dessas substâncias na região
entre os neurônios, chamada de sinapse, menor a sensação
de fome.
» A sibutramina, além de diminuir o apetite, aumenta
a sensação de saciedade. Assim como os anfetamínicos,
ela bloqueia a absorção da noradrenalina, mas age
também na serotonina, que faz com que a sensação
de saciedade chegue mais rápido quando uma refeição é iniciada.
A Anvisa manteve a comercialização da substância.
Sem
recursos terapêuticos
Nossos remédios têm eficácia variável,
como os medicamentos em geral, podem causar efeitos adversos,
como os medicamentos em geral, e não são indicados
para todos, como os medicamentos em geral. Mas são os
que temos e precisamos deles. Assim, a necessidade de existirem
várias opções é imperiosa para permitir
a individualização e alternativas de tratamento.
E o controle da prescrição é necessário,
como para diversos outros produtos farmacêuticos. Vivemos
em um país com 15% de obesos e 48% de pessoas com sobrepeso,
segundo o Ministério da Saúde. Essas pessoas precisam
de tratamento para evitar as graves consequências da obesidade,
em especial as complicações circulatórias,
como o infarto do miocárdio e o acidente vascular cerebral.
Em todo o mundo, as campanhas para evitar a obesidade têm
sido insuficientes para impedir a evolução do problema,
que assume proporções epidêmicas.
Folha
de São
Paulo
Editorial
Uma
questão
de peso
Por Hélio
Schwartsman
São Paulo - A polêmica dos remédios para
emagrecer opõe médicos sanitaristas, cujo bastião
de resistência é a Anvisa, a clínicos, entrincheirados
na Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
A disputa
entre as especialidades é antiga e revela vieses
profissionais característicos: enquanto o sanitarista
olha para tendências e números agregados, os clínicos
pensam sempre em pacientes individuais.
E, em termos
globais, parece forçoso concluir que anorexígenos
em geral, assim como dietas, não são lá muito
eficientes. Vários estudos mostram que a redução
média de peso é modesta e geralmente de curta duração.
Como as drogas apresentam risco de efeitos adversos, não
haveria muita razão para utilizá-las.
Para os clínicos, porém, é enganoso guiar-se
por médias. Vale lembrar que, na média, a humanidade
tem um testículo e um seio.
Desde que
exista um grupo de pacientes para o qual o remédio
traz mais benefícios do que riscos -o que, numa população
de quase 200 milhões, é praticamente uma fatalidade
estatística-, não há motivo racional para
retirar a droga do arsenal terapêutico à disposição
do médico. "O abuso não tolhe o uso",
já ensinavam os antigos romanos.
Isso bastaria
para dar razão aos clínicos e encerrar
o debate. Ocorre que existem outras maneiras de interpretar o
histórico de decisões da Anvisa nessa área.
Se a agência insiste tanto em limitar e regular a oferta
de anorexígenos, é porque chegou à conclusão
de que os médicos, como categoria, não são
muito confiáveis para prescrever remédios, pois
receitam qualquer coisa para qualquer um, justificando assim
medidas radicais.
É até possível que isso seja verdade, mas,
nesse caso, o que temos é uma das principais autoridades
sanitárias do país afirmando nas entrelinhas que
não podemos confiar nos médicos. Não é lá uma
mensagem muito alentadora.
Agora
São
Paulo
Idoso
paga mais que R$ 752 por convênio
Por Paula Cabrera e Juliano Moreira
Está cada vez mais difícil para o idoso pagar
o convênio. Segundo pesquisa da Pro Teste, feito com cem
operadoras no país, quem tem mais de 65 anos paga a partir
de R$ 752 por um plano completo entre os mais bem avaliados pelo
estudo.
O valor equivale
a quase 21% da grana de um benefício
limitado ao teto (hoje, R$ 3.691,74) e é o principal empecilho
para os aposentados conseguirem pagar um bom plano de saúde.
Para se ter
ideia do peso no orçamento do mês,
a grana gasta por um aposentado para pagar o convênio é quase
a mesma necessária para bancar o plano de saúde
para uma família com marido (55 anos), mulher (46 anos)
e filho (19 anos), que sai, no total, por R$ 894.
Portal G1
Brasil
ganha 1,1 milhão
de idosos por ano
Um número cada vez maior de brasileiros chega aos 60
anos, fronteira para o início do envelhecimento. Daqui
a quatro décadas, a população idosa terá um
acréscimo de 45 milhões de pessoas
Brasil jovem,
país do futuro. Construído ao longo
das últimas décadas, esse retrato do imaginário
brasileiro começa a ser rapidamente desconstruído
pelos números e projeções do envelhecimento
da população, sem que todos os níveis do
poder público e a sociedade se deem conta do tamanho das
mudanças que estão por vir. A cada ano, 1,1 milhão
de brasileiros chegam aos 60 anos, fronteira para o início
do envelhecimento.
Dados da
Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) das Nações Unidas indicam
que, daqui a 40 anos, a população idosa brasileira
vai aumentar em 45 milhões de pessoas, dos quais 15 milhões
terão mais de 80 anos. Atualmente, apenas 2,8 milhões
de brasileiros já passaram da casa dos 80.
“É como se fosse uma Argentina inteira com mais
de 60 anos. Ou um Chile com mais de 80”, resume Paulo Saad,
chefe da Divisão de População da Cepal (Celade/Cepal).
Essa mudança causa impacto nos sistemas de saúde
e previdência e também nas próprias cidades.
Nas grandes metrópoles, nem sequer o tempo de travessia
de ruas nos semáforos é adequado aos pedestres,
muito menos a quem se locomove de forma mais lenta.
O envelhecimento
da população brasileira é um
fenômeno demográfico, mas também de longevidade.
Com a redução da taxa de fecundidade e o nascimento
de menos crianças, aumenta a proporção de
adultos e idosos. Hoje, os idosos são 10,3% da população.
Em 2050, serão 29%. Esse é o efeito demográfico.
A longevidade, por sua vez, pode ser explicada pelos avanços
na medicina e por práticas associadas à qualidade
de vida, como exercícios físicos e alimentação
equilibrada. Segundo dados do Fundo de População
das Nações Unidas, em 1980, a esperança
de vida dos brasileiros ao nascer era de 63,4 anos. Chega hoje
a 74. Em 2050, alcançará quase 80 (79,4).
“Morrer hoje antes de 74 anos é uma morte prematura.
A sociedade já compreende que tem condições
de viver bem até essa idade”, afirma Dália
Romero, pesquisadora do Laboratório de Informações
em Saúde (LIS/ICICT/Fiocruz). “O problema é que
ninguém está acostumado a falar em morte prematura
de idoso”, diz a especialista.
Dália acaba de desenvolver, numa parceria com o Ministério
da Saúde, o Sistema de Indicadores de Saúde e Acompanhamento
de Políticas do Idoso. O indicador, que será apresentado
em outubro, dará às prefeituras de todo o país
condições de monitorar políticas e programas
que contemplem a saúde do idoso.
A pesquisadora
argumenta que é preciso melhorar o serviço
de atenção básica à saúde
do idoso, com campanhas específicas para a faixa etária. É possível
viver mais, mas a meta é que esses anos além dos
60 sejam acompanhados de boa qualidade de vida. Em São
Paulo, onde a população tem um perfil mais velho
que o restante do país, uma pesquisa feita em 2008 mostrou
que 5% das mortes de pessoas entre 60 e 74 anos estavam associadas
ao tabagismo. Outras 29% foram provocadas a hipertensão
e doenças associadas.
“Mortes por câncer na laringe e traqueia não
seriam tantas se fossem feitos mais programas de vida saudável
para a terceira idade. O acompanhamento da hipertensão,
com campanhas específicas, poderia evitar mortes por insuficiência
cardíaca”, explica.
A mais conhecida
das campanhas para idosos no Brasil é a
vacinação contra a gripe. Para os especialistas,
o país precisa urgentemente de novas campanhas de controle
de doenças crônicas voltadas a esse público.
País envelhecerá mais
que o resto do mundo
Num futuro
cada vez mais próximo, o Brasil terá de
gastar mais tempo e dinheiro para administrar o envelhecimento
do que o restante do mundo. As projeções do Fundo
de População das Nações Unidas indicam
que o Brasil não só deixará de ser jovem,
mas terá um perfil mais velho que o da maioria dos demais
países. Os números desta inversão surpreendem.
Em 1980, a média de idade no Brasil era de 20,4 anos,
para uma média mundial de 23,9 anos. Neste momento, estamos
dentro da média, de 29,2 anos. Daqui a 39 anos, a população
brasileira terá em média 44,9 anos, seis a mais
do que a do resto do mundo, com média estimada em 37,9
anos.
Na avaliação dos especialistas, o Brasil está envelhecendo
em 30 anos o que a Europa demorou um século. Por isso,
tem de pensar e agir com mais rapidez. Solange Kanso, do Instituto
de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), lembra que em
2040 o país terá 56,7 milhões de idosos.
Em número absoluto, é mais que o dobro da quantia
atual. “Quem vai cuidar dessas pessoas?”, indaga
Solange.
Segundo dados
do Ipea, 15% dos idosos precisam de algum tipo de ajuda nas
atividades
cotidianas, como comer e tomar banho.
Porém, apenas 30% das cidades brasileiras têm instituições
de longa permanência, o nome novo dos antigos asilos. A
maioria delas é privada. Na última década,
surgiram pelo menos 90 instituições desse tipo
por ano no Brasil, mas são privadas. Na avaliação
de Solange, elas ou são muito caras ou muito ruins.
Na prática, a família é a principal responsável
pelo cuidado com seus idosos. Se um idoso é deixado sozinho
em casa, a família pode responder por abandono. O problema – mais
um – é que as famílias também estão
transformadas. Não há e não haverá tantos
filhos para cuidar dos pais como antigamente. As mulheres, as “cuidadoras” por
tradição, estão no mercado de trabalho,
preocupadas em ganhar dinheiro.
“Se não houver políticas públicas
para o cuidado com idosos, o Brasil terá pessoas idosas
cuidando de idosos mais velhos ainda”, diz Taís
de Freitas Santos, representante auxiliar do Fundo de População
das Nações Unidas no Brasil.
Araraquara.com
Caracterização da doença
preexistente
Por Tiago Romano
Nos dias
de hoje, ainda existem muitas dúvidas no tocante à caracterização
da doença preexistente para fins de negativa de cobertura
pelos planos de saúde pela carência.
O fato que
causa essas dúvidas é a ausência
de uma conceituação legal ou técnica do
que venha a ser uma doença preexistente. Apenas temos
como baliza para nortear a matéria o artigo 1° da
Resolução n° 2 do Conselho de Saúde
Complementar que prevê a doença preexistente, como "aquela
que o consumidor ou seu responsável sabia ser portador
ou sofredor à época da contratação
do plano". Ocorre que, embora em princípio seja legítima
a carência estabelecida pelos planos para cobertura nesses
casos, a problemática é a seguinte: como estabelecer
com segurança quando uma doença não-congênita
passa a manifestar-se?
A declaração assinada pelo paciente de que não
possui doença preexistente não tem valor algum,
pois o mesmo não possui conhecimento técnico e
facilmente comprovará que desconhecia a doença
que eventualmente portava. A solução é bem
simples, compete às operadoras de planos de saúde,
pelo simples fato de deterem as condições técnicas
de aferirem o estado clínico do paciente, de constatar
e emitir um parecer técnico, sendo seu ônus provar
efetivamente a doença preexistente. Deve a empresa fornecedora
do produto ou serviço realizar, se for o caso, uma perícia
médica após a entrevista qualificada que precede
a contratação. Todavia, se assim não fizer,
não poderá esquivar-se futuramente em arcar com
o custo do tratamento alegando justamente a doença preexistente.
De referido
procedimento, o consumidor deverá ter total
acesso e oportunidade de contestar resultados e exames que julgar
equivocados se possuir prova técnica diversa da obtida.
Em suma,
a caracterização da doença preexistente é complexa
e exige a sua comprovação por parte da operadora
do plano de saúde com antecedência inequívoca
no momento da contratação; caso contrário,
será ilegal impor ao consumidor o prazo de carência.
O
Estado de São
Paulo
Família
quer que governo de MG pague cirurgia
Por Aline Reskalla, especial para o estado, Belo Horizonte
A família do menino Pedro Arthur, que ficou tetraplégico
por causa de meningite bacteriana, ingressou ontem com mandado
de segurança com pedido de liminar para que o governo
de Minas pague a cirurgia que pode permitir ao garoto de 8 anos
respirar sem ajuda de aparelhos. Desde os 2 anos, quando a doença
foi diagnosticada, Pedro Arthur sobrevive graças a uma
traqueostomia, que o deixa bastante vulnerável a infecções
- há duas semanas, ele teve uma pneumonia.
O Estado
se nega a custear o procedimento de R$ 500 mil, sob o argumento
de que
ele não é previsto pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). A família vive de doações
e não tem condições de pagar pela cirurgia.
O hospital paulista Albert Einstein é o único do
País apto a instalar o marcapasso diafragmático
que permitirá ao menino viver sem aparelhos de respiração.
Se for operado, será o primeiro caso envolvendo criança
na América do Sul.
Na ação, o advogado Frederico Damato pede a prisão
do secretário de Saúde de Minas, Antônio
Jorge de Souza, por "crime de desobediência às
Constituições Federal e Estadual". Damato
argumenta que as duas Cartas Magnas determinam direito amplo
e irrestrito à saúde de qualquer cidadão
brasileiro, principalmente crianças e portadores de deficiência
física.
Ao contrário do que ocorre normalmente, Pedro Arthur
ficou tetraplégico, mas consegue mover mãos e pés,
além de apresentar desenvolvimento psíquico normal.
Ele cursa o segundo ano, faz aulas de inglês e é muito
alegre, de acordo com seu pai, Rodrigo Diniz.
Em julho,
o pai e seus advogados foram recebidos pelo secretário
Antônio Jorge. Diniz afirma que o secretário teria
se comprometido a custear a cirurgia. "No dia seguinte,
ligaram da secretaria dizendo que não poderiam ajudar
porque o procedimento não está no SUS."
O secretário disse que se sensibiliza com o caso e possivelmente
o Estado não vai recorrer de uma decisão favorável à Pedro
Arthur.
"Quando a família trouxe a demanda, eu pessoalmente
fiquei muito tocado a ajudar. Mas análise da área
técnica mostrou que casos como esse precisam de uma decisão
judicial, por faltar ao gestor a possibilidade de fazer algo
que saia dos procedimentos padrões", afirmou.
A presidente
da Comissão de Bioética e Bioprocedimentos
da OAB-MG, Cíntia Moreira Gonçalves, disse que "o
procedimento estar ou não na lista do SUS não significa
que não seja dever do Estado, porque a Constituição é muito
clara". Ela diz, no entanto, que é compreensível
a recusa do governo de Minas porque existem padrões a
serem seguidos. "Por isso uma decisão judicial é importante."
Correio Braziliense
Em
busca de mais proteção
Um dos vencedores
do Nobel de Medicina 2011, norte-americano conta ao Correio
como planeja usar o prêmio para fazer
sua pesquisa sobre a imunidade humana avançar ao ponto
de obter novos tratamentos para doenças inflamatórias,
como o lúpus
Por Rodrigo Craveiro
As aspirações de um Prêmio Nobel de Medicina
vão muitas vezes além do imaginável. O norte-americano
Bruce Beutler, 54 anos, espera desvendar o sistema imunológico, “peça
por peça”. Pouco mais de 24 horas após saber
que havia sido contemplado pela Academia Real das Ciências
da Suécia, ele retornou a ligação do Correio
e falou com exclusividade sobre sua descoberta dos receptores
de lipopolissacarídeos (LPS). Essas moléculas funcionam
como sensores da imunidade inata: ativam o sistema de defesa,
ante a presença de micro-organismos invasores. Em 1998,
Beutler e seus colegas descobriram que ratos resistentes ao lipopolissacarídeo — um
produto bacteriano — apresentavam uma mutação
em um gene quase idêntica ao gene Toll, presente nas moscas-da-fruta
(drosófilas). Esses receptores do tipo Toll (TLR) se colam
aos lipopolissacarídeos e disparam sinais que podem causar
inflamação ou mesmo choque séptico. A inflamação,
por sua vez, é uma tentativa do corpo de expulsar micro-organismos
invasores.
Para chegar
aos receptores LPS dos mamíferos, Beutler
demorou cinco anos e enfrentou uma série de dificuldades.
Ele não esconde o potencial da pesquisa e acredita que
ela pode levar ao tratamento de doenças inflamatórias,
incluindo o lúpus. Como o mais novo Nobel de Medicina — honraria
dividida com o canadense Ralph Steinman (morto na sexta-feira
passada) e com o luxemburguês Jules A. Hoffman —,
Beutler espera avançar seus estudos. O objetivo é chegar
até próximo ao “ponto de saturação” da
genética como forma de descobrir o funcionamento integral
da “máquina” de imunidade humana.
O
senhor imaginava que um dia fosse contemplado com a maior
honraria
da ciência
no mundo?
Da forma
como temos trabalhado pelos últimos 28 anos,
o método que utilizamos foi bem progressivo. Vi várias
teorias sobre a imunidade inata que se mostraram falhas. Eu realmente
não esperava o Nobel de Medicina, pois ganhei outros prêmios
que outras pessoas consideravam previsíveis. Ninguém
pode prever um Prêmio Nobel. Eu me senti muito, muito honrado.
Quando percebeu que sua pesquisa estava no caminho certo?
É uma pergunta interessante. Nesse caso, foi algo que
aconteceu de uma vez, em 1998. Eu trabalhava havia cinco anos
para encontrar, nos mamíferos, os receptores do tipo Toll
(proteínas que desempenham um papel-chave no sistema imunológico)
e os receptores LPS. Foi uma busca difícil, com uma descoberta
falsa após a outra. Em um particular fim de tarde de verão
de 1998, ao vasculhar uma região na qual esses receptores
deveriam estar, nós vimos o gene e rapidamente percebemos
tratar-se daquele que estávamos buscando. Foi um momento
emocionante.
O senhor desvendou a linha de frente da defesa do organismo.
Quais foram os sensores da imunidade inata descobertos por sua
equipe?
Nós os chamamos de receptores do tipo Toll. Eles são
similares aos receptores Toll das drosófilas, as moscas-da-fruta.
Eles são importantes porque, coletivamente, eles detectam
quase todo tipo de micróbios com os quais você pode
entrar em contato. Se você não possui receptores
do tipo Toll, você tem um alto grau de comprometimento
imunológico. Tais pessoas e animais geralmente não
sobrevivem por muito tempo sem antibióticos. Eles são
definitivamente importantes para a sobrevivência.
Como
o senhor percebeu que os mamíferos e as moscas-da-fruta
usam moléculas semelhantes para ativar a imunidade inata?
Essa é a diferença entre o trabalho do doutor
(Jules) Hoffmann e o nosso. Ele trabalhou com as moscas e descobriu
que os insetos mutantes — com mudanças no gene Toll — eram
um problema no manejo de uma infecção por meio
de fungo. Nós, por outro lado, trabalhamos com mamíferos.
Procuramos receptores LPS. Sabíamos que esses receptores
eram importantes para manejar infecções por bactérias
gram-negativas. Quando usamos moléculas similares aos
receptores do tipo Toll, vimos que sistemas paralelos vinham
sendo preservados há muito tempo, durante a evolução.
Qual é o potencial dessa descoberta para o tratamento
de doenças complexas?
Eu creio
que ele seja muito alto. Ainda é muito cedo,
mas esses receptores acionam fortes informações,
capazes de conter infecções. Você tem que
pensar que muitas doenças inflamatórias dependem
dos mesmos caminhos. Então, bloqueá-los pode ser
algo bem útil no tratamento de doenças, como o
lúpus.
Que
transformações
o Nobel de Medicina deve produzir em sua rotina?
Oh, tudo
já está mudando muito! Eu nunca recebi
1,5 mil e-mails num único dia. Tenho o meu telefone tocando
de forma contínua. Eu espero que, de alguma forma, possa
usar o prêmio para aprimorar minha própria pesquisa.
Que essa seja uma oportunidade de contato com os melhores pesquisadores.
E
quais seus planos profissionais? Os próximos passos
de sua pesquisa…
Nós usamos a genética como uma ferramenta para
esmiuçar o sistema imunológico, parte por parte.
Precisamos saber quais genes são necessários para
uma resposta imune mais robusta. Essa é realmente a próxima
meta, continuarmos com a genética até quase o ponto
de saturação. Queremos saber todas as partes da “máquina”.
E, a partir desse ponto, entenderemos como realmente a máquina
funciona.
Canadense criou vacina experimental
Um dos três laureados pelo Comitê Nobel de Medicina,
anteontem, morreu apenas três dias antes de seu nome ser
anunciado ao mundo. O canadense Ralph Steinman, descobridor das
células dendríticas e de seu papel na imunidade
adaptativa, tentou utilizar sua pesquisa para ter a chance de
vencer o câncer de pâncreas — ou, como contou
uma de suas filhas, compartilhando uma brincadeira dos últimos
dias de vida do cientista, pelo menos driblar a doença
até a manhã de segunda-feira. Steinman lutou para
desenvolver uma vacina contra o câncer, mas acabou vitimado
pela doença, diagnosticada há quatro anos e meio,
na véspera de receber a honraria.
Para combatê-la, contou com a ajuda de 20 colegas da Universidade
Rockefeller e de cinco laboratórios espalhados pelo mundo:
eles analisaram pedaços removidos do tumor e desenvolveram
uma vacina experimental, baseada em seus estudos. Steinman recebeu
um tratamento padrão, à base de quimioterapia,
além do medicamento em teste, administrado de forma cutânea.
Um comitê da Universidade Rockefeller aprovou o experimento. “Ralph
acreditava fortemente que isso funcionaria”, disse ao jornal
The New York Times o médico Michel Nussenzweig, colega
de Steiman. “É óbvio, não funcionou,
mas possivelmente isso prolongou sua vida.”
Por e-mail,
Judy Adams — assistente de Steinman durante
41 anos — respondeu ao e-mail do Correio e homenageou o
ex-colega. “Quando me aposentei, ele se certificou de que
eu ainda faria parte de seu laboratório, à medida
que continuei a trabalhar em seus gráficos”, lembra.
Ela conta que Steinman recebeu 12 grandes prêmios em medicina
e em pesquisa médica. “Todas as vezes, ele mostrou-se
grato pela honra, ou ainda mais agradecido pelo que o reconhecimento
significava para o avanço de sua pesquisa, em relação
a encorajar seus colegas ou financiar seu trabalho”, acrescenta.
Segundo Judy,
Steinman teria ficado lisonjeado e satisfeito com o Nobel de
Medicina. “Ele era um professor e um colega
humilde e generoso”, disse. A assistente lembra que o amigo
trabalhou de forma incansável nos últimos anos. “Ralph
queria deixar uma base firme, por meio da qual os colegas mais
jovens poderiam ir além nas pesquisas com as células
dendríticas, que eram sua vida”, emendou. O único
cientista a ter um prêmio póstumo confirmado pela
Academia Real das Ciências da Suécia foi representado,
de forma emocionante, pela família. Diante de um telão
com a imagem de Steinman sorrindo, a viúva, Claudia, e
os filhos Lesley, Adam e Alexis falaram sobre o homem que sonhava
em ser um Nobel. (RC)
ANS
ANS
faz repasse ao Fundo Nacional de Saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acaba
de fazer o primeiro repasse direto ao Fundo Nacional de Saúde.
Foram enviados ao Ministério da Saúde na última
sexta-feira R$ 76,1 milhões, arrecadados a título
de Ressarcimento ao SUS, das internações hospitalares
nos últimos dois anos. Isso representa mais de 80% do
que foi partilhado desde 2000, quando a Agência foi criada.
A nova metodologia
de repasse dos recursos diretamente ao Ministério
da Saúde foi possível a partir da publicação
da Lei n° 12.469, de 26 de agosto deste ano, que alterou
o artigo 32 da Lei n° 9.656 de 03 de junho de 1998. O novo
marco legal e a estreita articulação entre a ANS
e o Ministério da Saúde permitiram o repasse de
recursos do ressarcimento de forma mais ágil, segura e
menos onerosa.
Até fevereiro de 2009, a ANS já havia partilhado
cerca de R$ 91,6 milhões, relativos à arrecadação
ocorrida desde o início da cobrança do ressarcimento
ao SUS, no ano de 2000. Com isso, fica evidente que, de 2010
em diante, houve expressivo aumento da arrecadação.
Este incremento
foi possível graças às
mudanças gerenciais promovidas a partir de 2009. Além
da desburocratização dos processos de trabalho,
houve uma reorganização documental, a contratação
de 89 servidores públicos temporários e melhorias
nos sistemas de informação. Também contribuíram
de forma decisiva para a obtenção do resultado
o esforço conjunto da ANS com o Ministério da Saúde
na organização das bases de dados informacionais
de atendimentos do SUS.
ANS
ANS: Ouvidoria divulga resultado de pesquisa
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga
o resultado da pesquisa realizada, entre os dias 16 e 31 de maio
de 2011, junto às Ouvidorias das Operadoras de Planos
de Saúde. O objetivo foi verificar quais empresas possuem
estruturas específicas de ouvidoria e conhecer a realidade
do mercado nesta área.
Segundo Stael
Riani, ouvidora da ANS, “é do interesse
da Ouvidoria que as operadoras possuam mecanismos ágeis
e eficazes, que permitam aperfeiçoar a relação
de consumo e aumentar a satisfação do usuário”.
Stael ressalta
que a ANS está criando uma bonificação
específica no Índice de Desempenho da Saúde
Suplementar (IDSS), do Programa de Qualificação
das Operadoras, na dimensão de satisfação
do beneficiário, para aquelas operadoras que tenham Ouvidorias
em sua estrutura.
Confira o resultado no link:
http://www.ans.gov.br/images/stories/A_ANS/Ouvidoria/relatorio_ouvidoria_2011.pdf (ANS)
Portal G1
RJ:
DNA da dengue 1 revela nova ameaça
Por Renato Grandelle
Descoberta
de linhagens mostra que há risco de vírus
mais agressivo
Dado como
adormecido anos atrás, após a epidemia
de 1986, o vírus tipo 1 continua a preocupar — e
a produzir novas linhagens, de potencial mais agressivo. Esta é a
conclusão de um novo estudo, realizado pela pesquisadora
Flávia Barreto, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Foi este
o sorotipo responsável por mais de 1 milhão
de casos notificados no Rio em 2010, além de outros 159
mil de janeiro a setembro deste ano. Desde 2009, duas novas linhagens
do tipo 1, distintas daquela identificada nos anos 80, entraram
no país: uma de origem latino-americana e outra asiática — continente
de origem dos variantes mais graves. Flávia comparou o
genomados vírus presentes em amostras da epidemia de 1986
e de casos mais recentes.
— A imunidade do indivíduo infectado pela dengue é ligada
ao sorotipo — ressalta. — Uma vez contaminado por
um dos quatro sorotipos, o indivíduo fica imune a ele
para a vida toda, independentemente de sua linhagem. A chegada
de variantes, porém, aumenta o número potencial
de vítimas. Se o tipo 1 do vírus não adormeceu
após 1986, quem nasceu desde então não desenvolveu
qualquer resposta a ele. Está, portanto, sujeito a ser
contaminado por esse sorotipo. O Laboratório de Flavivírus,
responsável pela pesquisa, já fez trabalho semelhante
com o vírus da dengue tipos 2 (responsável pela
epidemia de 2008) e 3 (que produziu o surto de 2002). Os resultados
foram depositados em bancos de dados internacionais, o que contribui
para que estudiosos do mundo inteiro conheçam os tipos
genéticos e, assim, possam agrupá-los com outros,
eventualmente descobertos depois. Enquanto cada epidemia do tipo
1 veio de uma linhagem diferente, a mesma diversidade não
foi observada em outros genotipos.
— Concluímos que o vírus do tipo 2 da epidemia
de 2008 e que ainda circula no Brasil é o mesmo presente
no Sudeste Asiático e nas Américas nos últimos
20 anos — explica a pesquisadora. Nos últimos meses,
a grande preocupação tornou-se a dengue tipo 4,
cujo registro foi feito apenas este ano em vários estados,
inclusive o Rio.
Segundo Flávia, este novo tipo pode causar tantos casos
assintomáticos — ou seja, quando o indivíduo
infectado não apresenta sintomas — quanto ocorrências
fatais. Como o Aedes aegypti, mosquito vetor da doença, é encontrado
em todo o país, o risco de uma nova epidemia pode ser
considerável.
— Historicamente, a introdução de um novo
sorotipo em uma população suscetível tende
a causar um grande número de casos, mas isso é imprevisível — pondera
Flávia.
Extra Online
Tosse é sinal
de alerta
Por Thamyres Dias
Variação de temperatura aumenta sintoma, que pode
indicar problema respiratório
Ela parece
estar cada dia mais presente nas ruas, escolas e no trabalho.
Vista muitas
vezes como algo banal, a tosse é o
primeiro sintoma de que algum problema no sistema respiratório,
explica o professor de pneumologia da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro (Uerj) Arnaldo Noronha.
— A gente está tendo uma variação
muito grande de clima: frio, sol, agora chuva. O paciente que
já tem asma, enfisema, DPOC (doença pulmonar obstrutiva
crônica) ou bronquite sente essa mudança e começa
logo a tossir — diz o médico.
Quando o
tempo está seco, a situação
fica ainda mais complicada. Com a baixa umidade no ar, o sistema
de
defesa das mucosas acaba sendo comprometido.
— Mais do que uma alergia propriamente dita, o res-secamento
provoca uma irritação, reduz a defesa contra os
microorganismos — afirmou Noronha.
Para se proteger
Quem já tem algum problema respiratório precisa
se cuidar nessa época para evitar as crises. Uma dica
importante é andar sempre com soro fisiológico
na bolsa ou na mochila. Algumas gotas da substância bastam
para umidificar as vias nasais, ajudando no funcionamento do
sistema de defesa das mucosas. Beber água também é fundamental.
Outra dica é fugir do ar condicionado. Quem trabalha em
ambientes fechados e não consegue evitar o aparelho, deve
ter sempre um casaco à mão para manterá tosse
bem longe. Nada também de frequentar ambientes com fumaça
de cigarro ou outros tipos de poluição.
— Se ainda assim a tosse chegar, fique atento. Embora
muitas vezes seja um problema simples, ela pode sinalizar doenças
mais graves e até surpreendentes — alerta o professor
da Uerj.
Quando o
sintoma persiste por mais de uma semana, é necessário
procurar uma opinião médica.
Correio Braziliense
Opinião
A
década da segurança de trânsito
no Brasil
Por David
Duarte Lima, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade
de Brasília (UnB) e presidente do Instituto
Brasileiro de Segurança no Trânsito
Só agora, quase nove meses depois de assumir o governo,
a presidente da República nomeou o diretor do Departamento
Nacional de Trânsito (Denatran). Indicado pelo senador
Ciro Nogueira e sem experiência compatível para
a responsabilidade que lhe foi delegada, o novo diretor afirmou,
no discurso de posse, estar ali para “representar o povo
do Piauí e o Partido Progressista”. Começou
errado: o Denatran não é a Câmara dos Deputados.
Aliás, em nenhum dos incisos do artigo 19 do Código
de Trânsito Brasileiro, que define as funções
do órgão, está escrito que o Denatran é uma
instância de representação popular. Essa é a
exata imagem da prioridade que o governo confere ao trânsito.
Talvez algum
corajoso (iconoclasta?) devesse perguntar à presidente: “Que
doença todos os dias mata no Brasil cerca de 120 pessoas,
fere 2.500 e deixa 500 com lesões irreversíveis?
Que doença consome da nossa sociedade R$ 30 bilhões
todos os anos?”
Todos os
anos morrem mais de 40 mil brasileiros e 800 mil ficam feridos
no trânsito. No Brasil, uma em cada três
pessoas será ferida no trânsito antes de completar
60 anos (que doença faz tantas vítimas?). Em 2010,
10 mil motociclistas morreram e 500 mil ficaram feridos. É a
principal causa de morte entre crianças. A situação é séria.
E intolerável é o descaso com que é tratada.
A Organização das Nações Unidas
(ONU) declarou o período 2011-2020 como a Década
da Segurança de Trânsito, cujo objetivo é reduzir à metade
as mortes no trânsito. Vários países iniciaram
há muito esse trabalho. Os Estados Unidos reduziram em
25% a mortalidade em cinco anos. Lá, em 2010, houve menos
mortes no trânsito do que em 1949. A Bélgica, outro
exemplo, no ano passado teve o menor número de mortes
no trânsito em 60 anos.
Por aqui,
nestes tristes trópicos, a história é bem
outra. Os esforços são esparsos e isolados. A lei
seca, de autoria do deputado Hugo Leal, enfrenta oposição
e críticas constantes. Assim como obedecer à sinalização,
soprar o bafômetro parece ser opcional. Com algum amparo
da Justiça e invocando direitos constitucionais, motoristas ébrios
ameaçam, às vezes matam, e seguem impunes. Você conhece
algum motorista que está atrás das grades por ter
atropelado um pedestre ou ciclista? Os motociclistas, por seu
lado, morrem aos montes nas ruas sob o olhar displicente do governo.
Sem qualquer
programa consistente de educação
para o trânsito, a sociedade é mantida na ignorância
sobre como se proteger. Para se eximir de responsabilidade, o
governo insiste em colocar nas vítimas toda a culpa pela
tragédia. São sempre os motoristas irresponsáveis,
os motociclistas imprudentes, os pedestres que não respeitam
a sinalização, como se ao governo não coubesse
construir e zelar por ruas seguras, fiscalizar e punir infratores.
A Década para a Segurança no Trânsito é uma
nova oportunidade para combater as tragédias nas nossas
vias. Temos de começar já, com um programa consistente,
robusto e o envolvimento da sociedade. No caso brasileiro, é possível
cumprir o objetivo principal — reduzir à metade
o número de mortos — em apenas cinco anos. Para
isso, é imprescindível que todos assumam suas responsabilidades.
Inclusive, e principalmente, o governo.
Não há alternativa: ou encaramos de frente o problema
e resolvemos a questão da segurança no trânsito,
ou ao final de cada dia, de cada noite, continuará a agonia
da família à espera de um ente querido que pode
não voltar. É hora de dar um basta! E, para começar,
o sistema de trânsito precisa deixar de ser moeda de troca
política.
Terça-feira,
04.10.11
Agência Câmara de Notícias
Deputados
querem intervenção da ONU no combate às
drogas nos países andinos
Por Renata
Tôrres / Edição: Newton Araújo
Integrantes
da Comissão Especial de Combate às
Drogas querem a intervenção da Organização
das Nações Unidas (ONU) no combate às drogas
nos países andinos, com maior estímulo à produção
de grãos nas terras onde hoje são plantadas coca
e maconha. A comissão realizou reunião nesta terça-feira
para a apresentação de relatórios dos seminários
sobre drogas realizados em vários estados.
Os deputados
Valtenir Pereira (PSB-MT) e Wellington Fagundes (PR-MT) sugeriram
que
o Ministério das Relações
Exteriores acione a ONU para que a instituição
pressione e auxilie países como Colômbia, Bolívia
e Peru a produzir arroz, feijão, soja e milho, por exemplo,
em vez de plantar coca e maconha.
Valtenir
Pereira ressalta que a ONU poderia intermediar financiamentos
internacionais
para aquelas pessoas que passariam a ser produtores
rurais, “dando, inclusive, oportunidade para os povos desses
países de poder se manter, de ter a sua renda, o seu ganho,
mas de forma equilibrada, responsável, e não prejudicando
os demais países do mundo".
Dificuldades
da polícia
Na apresentação sobre Minas Gerais, que tem o
maior número de rodovias estaduais e federais do Brasil,
o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) destacou a dificuldade
que a Polícia Rodoviária Federal tem para fiscalizar
as cargas lacradas.
Elas podem
servir de esconderijo para drogas, como explica o parlamentar. " Nós não sabemos o que está dentro
daquela carga ali. E a polícia reclama muito, pois não
podem interferer, porque a lei não permite, se não
tiver um fiscais sanitário e da agricultura. Então
isso é um problema, porque nós temos um agente
que está equipado, está preparado, está com
um carro, e ele não pode fiscalizar certas cargas."
O deputado
Giacobo (PR-PR) destacou a criação
de uma polícia de fronteira no Paraná - uma ação
conjunta do governo do estado com o governo federal, que prevê a
integração das polícias Civil e Militar
com a Polícia Federal. Isso já está ocorrendo
em Foz do Iguaçu, que faz divisa com a Argentina e o Paraguai.
Já a deputada Sandra Rosado (PSB-RN) disse que chamou
a sua atenção, nos seminários realizados
em seu estado, a falta de estrutura para se combater as drogas,
tanto na prevenção, como no tratamento do dependente
químico e na sua reinserção social.
Também a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) reforçou
a necessidade de mais recursos públicos no combate às
drogas, principalmente com a destinação de verbas
para as comunidades terapêuticas que buscam a recuperação
dos dependentes químicos.
Os relatórios apresentados nesta terça-feira serão
encaminhados para análise do deputado Givaldo Carimbão
(PSB-AL), que é o relator da Comissão Especial
de Combate às Drogas.
Agência Câmara de Notícias
Deputados
querem urgência para piso nacional dos agentes
de saúde
Por Maria
Neves / Edição: Marcelo Oliveira
O presidente
da comissão especial destinada a analisar
a criação de piso salarial nacional para agentes
comunitários de saúde e de combate a endemias,
deputado Benjamin Maranhão (PMDB-PB), informou há pouco
que já foram colhidas as assinaturas necessárias
para garantir o regime de urgência à matéria
(PL 7595/06 e apensados).
Nesta tarde,
o colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Domingos
Dutra
(PT-MA), que fixa em R$ 750 mensais a
remuneração das categorias. Esse valor valerá até 1º de
agosto do ano que vem, quando passará para R$ 866,89.
A proposta ainda precisa ser votada pelo Plenário.
Dutra reforçou a sugestão de parlamentares e representantes
dos agentes irem entregar pessoalmente o texto aprovado ao presidente
da Câmara, Marco Maia. No momento, Maia estava em reunião
no Senado. "Mas temos de fazer isso ainda hoje, nem que
seja de madrugada", sustentou o relator.
O presidente
da comissão também ressaltou a necessidade
de pressão. "É fundamental que continue a
mobilização para pressionar o presidente da Câmara
e os líderes partidários pela aprovação",
afirmou.
A reunião da comissão especial já foi encerrada
no Plenário 2.
Tempo real:
15:50 - Comissão aprova piso nacional para agentes comunitários
de saúde
15:28 - Começa reunião para votar parecer sobre
piso salarial de agentes de saúde
12:16 - Comissão sobre agentes de saúde
vota parecer do relator
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- Home Care: Problema ou solução?
Unidas / AssPreviSite
03 e 04 de Outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
os profissionais da Área de Saúde, através
de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais
inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas
do mercado.
Instrutora
Maria Antonieta Turci Rulli
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Evento sobre auditoria de medicamentos
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
de medicamentos de alto custo - quimioterapia, radioterapia
e agentes biológicos
14 de outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
DR.OTÁVIO AUGUSTO CÂMARA
CLARK
ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA
FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Seminário
sobre Terapias Celulares
Estão abertas as inscrições para o Seminário
Nacional sobre a Regulação em Terapias Celulares.
O evento promovido pela Anvisa vai discutir um tema que tem despertado
interesse da comunidade científica: as terapias elaboradas
a partir de células humanas viáveis (aquelas que
podem ser utilizadas em tratamentos).
Atualmente,
ainda não há no Brasil um marco regulatório
para estes novos tratamentos que devem começar a chegar
ao mercado nos próximos anos.
Inscrições
O seminário acontecerá nos próximos dias
17 e 18 de outubro, no auditório da Anvisa, em Brasília.
Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar
e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita,
e estão disponíveis 200 vagas.
- Evento sobre auditoria de medicamentos
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
de medicamentos de alto custo - quimioterapia, radioterapia
e agentes biológicos
14 de outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
DR.OTÁVIO AUGUSTO CÂMARA
CLARK
ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA
FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
12º Congresso Paulista de Saúde Pública
APSP tem
o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso
Paulista de Saúde Pública, que será realizado
de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São
Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde
e Direitos: escolhas para fazer o SUS".
As Comissões Científica e Organizadora estão
preparando um grande evento que possibilite promover debates,
reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes
da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde,
usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos
e coletivos responsáveis pela consolidação
e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje
a maior política garantidora de direitos no país
e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente,
em disputa entre vários setores e atores. O Congresso
possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias
escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir
a saúde como um direito e conquista para a cidadania e
desenvolvimento de nosso país.
Sua participação é fundamental para o enriquecimento
do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos
por você no Congresso!
Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/
- HOSPITAL BUSINESS 2011
27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro
O Hospital
Business reúne congresso científico
e exposição de produtos, serviços e equipamentos;
possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço
de proposição e debates de idéias, onde
profissionais se encontram para pensar a formação
e agregar conhecimento aliado à experiência profissional.
A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único
canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma
força potente para os negócios que possibilita
que os profissionais tenham acesso à lançamentos
de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto
significativo em sua atuação profissional.
Inscrições:
http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp
Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp
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X Encontro Nacional de Economia da Saúde
O X Encontro
Nacional de Economia da Saúde será realizado
nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador,
na cidade de Porto Alegre/RS.
Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php
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14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html