05-12-11

 

Leia nesta edição:

- São Paulo é pioneira em procedimento ortopédico

- Coluna Mônica Bergamo

- Sírio-Libanês quer arrecadar R$ 150 milhões com doações

- Comissão quer banir anúncio de álcool

- Inca é o 1º hospital público do país a usar robô em cirurgia

- O autoexame da Dasa

- Infecção generalizada é principal causa de morte em UTIs no país

- Nova técnica para tratar aneurisma chega ao país

- Saúde privada investe R$ 85 mi na cidade

- Uma em cada quatro operadoras atinge a pior faixa de avaliação

- Gestão do SUS pelas organizações sociais é tema de destaque em conferência

- Prefeitura do Rio realiza mais de 16 mil testes de aids e sífilis

- Imposto para custear saúde é rejeitado em conferência nacional

- Unimed deixa passivo

- Esclerose múltipla ganha novas opções de tratamento

- Programa de transplantes bate Recorde de doações de órgãos

- Prêmio Sérgio Arouca estimula gestão participativa

- Novo portal amplia transparência sobre recursos e ações da Saúde

- PR:Cinquenta médicos pedem descredenciamento da Unimed

- Diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos

- Medicamento para Chagas será entregue a cinco países

- Governo cria política de saúde específica para atender moradores do campo e da floresta

- Em 4 anos, SP duplica gastos com remédios por determinação judicial

- Espírito Santo registra 53 mil casos de dengue no ano

Segunda-feira, 05.12.11

FOLHA DE S. PAULO

São Paulo é pioneira em procedimento ortopédico

A cirurgia com robô já se expandiu para a ortopedia. Em maio, foi realizado em São Paulo o primeiro procedimento robótico ortopédico da América Latina, no Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

A ideia era fazer procedimentos minimamente invasivos em cirurgias de grande porte e aumentar a precisão em microcirurgias.

"A gente vislumbrava diminuir os tremores e melhorar a posição ergonômica do cirurgião. O robô substitui o microscópio que usamos em microcirurgias e tem uma imagem melhor, em 3D e alta definição", disse o ortopedista Gustavo Mantovani, que fez a operação.

As cirurgias começaram a ser feitas na França para reparação de nervos nas mãos e nas pernas. No Brasil, foram reparadas lesões do plexo braquial, conjunto de nervos responsáveis pela sensibilidade e função motora dos membros superiores.

O paciente era um motociclista de 34 anos -esse tipo de lesão, aliás, é comum em São Paulo por causa dos acidentes de moto. O paciente já teve recuperação parcial da mão e do ombro, mas ainda é necessário aguardar um ano para ver os resultados.

Nesse tipo de procedimento, a ideia é substituir um corte de cerca de 20 cm por três pequenas incisões. A cirurgia no Brasil ainda usou o corte maior, mas os nervos foram reconstruídos pelo robô.

Mantovani, porém, diz que ainda não há dados para justificar o uso da cirurgia robótica na ortopedia, que ainda é feita experimentalmente.

"Só no futuro teremos informações que poderão justificar o aumento do custo. Ainda não está demonstrado se há benefícios para o paciente. Sabemos que esse procedimento traz mais conforto ao cirurgião, o que pode propiciar melhores resultados."

A diferença de preço entre uma cirurgia robótica ortopédica e a convencional pode ser de R$ 5.000 a R$ 10 mil.

FOLHA DE S. PAULO

Coluna Mônica Bergamo

NA VEIA

O Ministério da Saúde anuncia até o fim do mês a inclusão de trombolíticos, medicamentos usados na rápida dissolução de trombos sanguíneos, nos tratamentos do SUS (Sistema

Único de Saúde). O uso do remédio, nas primeiras horas do infarto, reduz a mortalidade. A expectativa é que ela caia dos 12% atuais registrados no sistema público para 5%, média dos melhores serviços particulares.

AULA

Equipes do Incor (Instituto do Coração) de São Paulo devem treinar médicos de todo o país na aplicação do medicamento, já usado no hospital.

TABELA

O governo vai anunciar, no programa de combate ao crack, nesta semana, que aumentará o valor da diária paga aos hospitais nos leitos destinados a pacientes com problema de alcoolismo e drogas. Como condição, eles terão que instalar os doentes em enfermarias específicas para esse tipo de tratamento. Assim, receberão R$ 200 por dia. Ou quatro vezes o valor que o SUS paga hoje, R$ 50, para leitos psiquiátricos.

VALOR ECONÔMICO

Sírio-Libanês quer arrecadar R$ 150 milhões com doações

Criado em 1921 graças à iniciativa de 27 senhoras sírio-libanesas que arrecadaram 480 mil contos de réis, o equivalente a cerca de R$ 84 mil nos dias atuais, segundo o Valor Data, o Hospital Sírio-Libanês começa hoje uma nova campanha para doação de recursos. A meta é arrecadar nos próximos três anos R$ 150 milhões que irão custear uma parte das despesas operacionais e da expansão do hospital, que praticamente dobrará de tamanho até 2013 e demandará um investimento total de R$ 650 milhões.

"Essa é a quarta vez na história do Sírio-Libanês que fazemos uma arrecadação junto à sociedade. Agora é um momento importante e de despesas altas porque vamos entregar 85 mil m2. É uma área muita parecida com os atuais 97 mil m2 erguidos em 90 anos de hospital", disse o médico Paulo Chapchap, superintendente de Estratégia Corporativa do Sírio-Libanês.

A segunda arrecadação aconteceu no início dos anos 60, quando o prédio do hospital foi devolvido pelo governo à entidade mantenedora do Sírio-Libanês e demandou grandes reformas e adaptações para abrigar instalações médicas. Nos primeiros 38 anos de existência, o prédio do Sírio não funcionou como hospital e sim como uma escola de cadetes por conta da 2ª Guerra Mundial. Somente após esse período é que o prédio foi efetivamente transformado em seu projeto original.

A última doação ocorreu na década de 1980 e os recursos foram destinados para a construção de uma torre de apartamentos, inaugurada em 1992.

Todos os doadores que colaboram com o hospital são reconhecidos publicamente, uma vez que ganham placas de homenagem afixadas nas paredes dos corredores, em lobbies, centros cirúrgicos, entre outros ambientes do hospital. Nessa fase de modernização, as tradicionais placas de metal estão sendo trocadas por placas de vidro.

Cerca de 80% dos doadores são pessoas-físicas e a maioria é de ex-pacientes e seus respectivos familiares e não, necessariamente, da colônia sírio-libanesa, segundo Chapchap. "O benemérito deixa um legado ao ajudar construir um hospital. Além disso, ao doar ele não está pensando em contrapartidas como restituições no Imposto de Renda. Infelizmente aqui no Brasil, o abatimento no IR é mínimo", disse.

Ele lembra que nos Estados Unidos os hospitais, como o Memorial Sloam-Kettering Cancer Center, podem aplicar os recursos doados e investir apenas os rendimentos. "A doação torna-se perpétua", ressaltou o médico.

Neste ano, a previsão é que a receita do Sírio seja de pouco mais de R$ 800 milhões. Em 2010 somou R$ 760 milhões.

O ESTADO DE S. PAULO

Comissão quer banir anúncio de álcool

Para tentar combater a disseminação das drogas lícitas no País, o relatório final da subcomissão sobre drogas, criada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, sugere a proibição da propaganda de bebidas alcoólicas, a restrição da comercialização do produto, o aumento de impostos e também a integração entre os diversos níveis de governo.

Criada há sete meses, a subcomissão ouviu especialistas, representantes de entidades que atuam na recuperação de viciados e pessoas que deixaram o vício. O relatório final, elaborado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), será votado amanhã. Além de sugerir medidas a serem adotadas pela União, pelos Estados e municípios, o documento propõe alterações na legislação.

"Estamos recomendando a proibição da propaganda de drogas. Qualquer bebida alcoólica acima de 5°GL é considerada prejudicial à saúde. Imagine uma propaganda para o consumo de maconha ou de cocaína. Todos achariam um absurdo. Mas acham natural o estímulo a outras drogas", disse o presidente da subcomissão, Wellington Dias (PT-PI).

FOLHA.COM

Inca é o 1º hospital público do país a usar robô em cirurgia

Quase quatro anos após a chegada dos robôs para cirurgia minimamente invasiva em hospitais particulares do Brasil, o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio, também terá a tecnologia. Será o primeiro hospital público do país (e o primeiro fora de São Paulo) a fazer cirurgias robóticas.

A Folha apurou que o robô deve chegar entre janeiro e fevereiro de 2012 no Inca. O instituto confirma que tem projeto para implantação do equipamento no primeiro semestre do ano que vem.

Esse pode ser o primeiro passo para a popularização das cirurgias robóticas, que têm crescido consideravelmente no país, tanto em número de operações quanto em áreas de atuação.

"Quando o robô for para o SUS [Sistema Único de Saúde] e treinarem residentes, aí sim teremos mais cirurgiões especializados. O pessoal mais velho não tem tempo e paciência, não quer parar tudo e estudar fora", afirma Carlo Passerotti, coordenador da cirurgia robótica no Hospital Oswaldo Cruz.

Em 2008, foram feitas cerca de 160 cirurgias robóticas no Brasil. Neste ano, o número chegou a 611. O total de cirurgias em quatro anos está ao redor de 1.700.

Hoje, há apenas quatro robôs no Brasil, todos na cidade de São Paulo: um no Albert Einstein, dois no Sírio-Libanês (sendo um para treinamento) e outro no Hospital Oswaldo Cruz.

Criado para a cardiologia, o robô teve seu uso impulsionado pela urologia, principalmente em cirurgias de câncer de próstata, por causa do difícil acesso ao local.

Hoje, isso se expandiu e o robô é usado também na ginecologia, em cirurgias do tórax, do aparelho digestivo e para retirar tumores da cabeça e do pescoço.

A cardiologia do país também entrou na era do robô. O Hospital Albert Einstein já realiza cirurgias cardíacas robóticas e o Oswaldo Cruz deve fazer o seu primeiro procedimento na área ainda nesta semana, de correção de comunicação interatrial.

NOVIDADES

O lançamento de robôs de outras marcas também deve aumentar o número desse tipo de procedimento.

Especialistas afirmam que modelos do Canadá, Japão e da Alemanha serão lançados dentro de cinco anos, o que deve baratear o custo.

Atualmente, todas as cirurgias robóticas no mundo são feitas com o sistema da Vinci. Seu preço é uma das barreiras para um uso mais amplo --o modelo mais novo pode sair por US$ 2,8 milhões nos EUA.

Para o paciente, a diferença de preço entre uma cirurgia aberta ou laparoscópica varia de R$ 4.000 a R$ 8.000.

Outras novidades que vêm por aí são as novas versões do da Vinci, que incluem console duplo (dois cirurgiões poderão ver imagens do procedimento ao mesmo tempo), marcadores para tumor, que aparecem na tela, e até visualização à distância.

CAUTELA

Apesar dos benefícios da cirurgia robótica, como melhor visualização da área operada, movimentos mais precisos e preservação de órgãos em retiradas de tumor, especialistas pedem cautela.

Nem todos os procedimentos podem ser feitos com robô e nem sempre há relação de custo-benefício para justificar o uso da tecnologia, segundo Sérgio Arap, cirurgião de cabeça e pescoço e gerente médico do Centro Cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês.

Há vantagem da robótica quando é difícil chegar ao lugar da cirurgia, como reto, cólon, pâncreas e fígado, para citar alguns. "Em câncer de laringe, é possível colocar as pinças do robô pela boca e remover o tumor sem cortes no pescoço e na mandíbula."

Na cardiologia, o cirurgião cardíaco Robinson Poffo, do Hospital Albert Einstein, afirma que uma vantagem é não abrir o peito do paciente.

"O que muda é o equipamento, o acesso e o impacto na evolução do paciente. Para fazer a ponte de safena, não precisa abrir o osso do tórax e esperar cicatrizar, o que pode levar até 60 dias."

Arap afirma ainda que hoje há muito marketing da cirurgia robótica, principalmente nos EUA.

"Lá há publicidade de cirurgias robóticas que não trazem vantagem nenhuma, como a retirada da tireoide, na qual se faz um corte maior do que é feito hoje. Por isso precisamos de protocolos de pesquisa para comparar as técnicas sem conflito de interesses da indústria."

Domingo, 04.12.11

REVISTA ISTO É DINHEIRO

O autoexame da Dasa

A empresa de medicina diagnóstica paulista se tornou uma gigante por meio de aquisições. Mas a qualidade de seus serviços e o valor de suas ações caíram. Agora, é hora de colocar ordem na casa.

Carlos Eduardo Valim

Desde que abriu o capital em 2004, a Dasa comprou 17 laboratórios, nos quais investiu mais de R$ 500 milhões. Como resultado, tornou-se uma das cinco maiores empresas de medicina diagnóstica do mundo e a maior da América Latina. Com receita líquida prestes a superar os R$ 2 bilhões e com 518 unidades espalhadas pelo Brasil, a Dasa, no entanto, teve diagnosticada uma doença muito comum em outras empresas brasileiras: a síndrome da integração mal digerida, que afetou os frigoríficos JBS e Marfrig e a empresa de bens de consumo Hypermarcas. Os sintomas são fáceis de ser detectados e começam com uma percepção de baixa qualidade e pela desvalorização de suas ações. Só em 2011, os papéis da companhia já caíram 42%, duas vezes mais do que a queda do índice Ibovespa. A missão do gaúcho Marcelo Noll Barboza, executivo que assumiu a presidência da Dasa em 2008, é colocá-la de volta nos eixos. "Um desafio inerente ao setor de saúde é que, para prover qualidade a custos baixos, é preciso ser muito eficiente", disse Barboza à DINHEIRO.

O tratamento proposto por Barboza tem duas frentes. Uma interna, voltada ao ganho de qualidade nos processos e no atendimento aos clientes. Outra externa, de realinhamento de todas as marcas mantidas pela empresa, um trabalho que começou no final de 2010, com a contratação da consultoria True Brand & Business. Desde então, foi feita uma ampla pesquisa para entender como cada uma de suas marcas era percebida pelos consumidores e pela comunidade médica e o que eles, de fato, esperavam delas. "O que um cliente do Lavoisier e outro do Delboni Auriemo desejam do atendimento é completamente diferente", diz Ricardo Medina, superintendente de marketing.

Os executivos são cuidadosos ao revelar detalhes das mudanças que serão empreendidas na Dasa a partir das conclusões da consultoria, preocupados com a concorrência do Fleury. Mas deixam claro que havia gastos maiores do que os necessários em algumas marcas e menores em outras. Um exemplo fácil de ser entendido: marcas voltadas ao cliente de alta renda, como o Delboni Auriemo, ofereciam serviços abaixo do esperado. "O dinheiro é limitado, então devemos investir apenas o necessário para cada unidade", afirma Barboza. "E oferecer experiências diferentes em termos de velocidade de atendimento e entrega de resultados." A pesquisa mostrou também que para alguns dos laboratórios a tecnologia é um fator apreciado pelos clientes. Por isso, televisores de última geração serão colocados à vista dos clientes. A empresa também investiu US$ 22 milhões em 70 equipamentos de ressonância magnética, tomografia e ultrassom. Essas novas máquinas podem realizar até duas vezes mais exames no mesmo tempo.

Na frente interna, os processos estão sendo simplificados para que possam ser entendidos mais facilmente pelos funcionários. Neste ano, a Dasa treinou 11 mil dos seus 18 mil funcionários, com o objetivo de melhorar o atendimento ao cliente. Há ainda um esforço de reter os empregados, já que a taxa de rotatividade é alta. A Dasa não divulga esse índice, mas Barboza afirma que houve queda de 10%, desde janeiro. Em paralelo, ela pretende se aproximar da comunidade médica. Será uma mudança de postura. A sugestão surgiu do laboratório carioca MD1, que pertencia ao empresário Edson de Godoy Bueno, fundador da Amil, e foi adquirido no final de 2010. "A Dasa não tinha a cultura de fazer marketing", diz Barboza. Outra sugestão vinda de Bueno foi a colocação de médicos dentro das unidades de diagnóstico, para acompanhar os exames de perto. Anteriormente, os dois mil doutores contratados pela Dasa estavam baseados na central de laudos.

O próximo passo da Dasa será a criação de uma marca superpremium para atender clientes de altíssima renda. Com ela, o laboratório baterá de frente com o rival Fleury, cuja percepção de qualidade, entre médicos e clientes, é melhor do que a da Dasa. A nova marca deverá ser anunciada no próximo ano. A companhia, no entanto, já testa o modelo em um laboratório Delboni, de São Paulo. Com tudo isso, a expectativa do mercado é de que a Dasa comece a produzir melhores resultados a partir de 2012. O Deutsche Bank e a corretora Raymond James divulgaram recentemente recomendações de compra de suas ações. "Nos últimos anos, a Dasa passou a entregar margens de lucro maiores à custa de qualidade", afirma o analista Iago Whately, da Fator Corretora. "Mas ela percebeu que às vezes é melhor ter uma rentabilidade um pouco menor, mas que se perpetue." Como diz o ditado popular: é melhor prevenir do que remediar.

O ESTADO DE S. PAULO

Infecção generalizada é principal causa de morte em UTIs no país

Mais conhecida como infecção generalizada, a sepse é um conjunto de manifestações graves produzidas por uma infecção que pode começar em um único órgão.

O organismo responde com uma inflamação e as toxinas liberadas pelo sistema imunológico para tentar combater o agente infeccioso comprometem o funcionamento de órgãos vitais.

A forma mais grave da sepse é o choque séptico, que pode levar a problemas circulatórios, queda na pressão arterial, dificuldade de respiração, entre outros. Por isso, muitos pacientes não resistem e morrem.

No Brasil, a doença é a principal causa de morte nas UTIs. Segundo dados do Ilas (Instituto latino-americano de Sepse), quase 60% dos brasileiros que adquirem sepse acabam morrendo - índice muito superior à média mundial de 30%.

O diagnóstico precoce é crucial para a recuperação. Cada hora de atraso no início do antibiótico reduz as chances de sobrevivência em 8%. Se a demora ultrapassar seis horas, o risco de morrer se multiplica por dez.

FOLHA DE S. PAULO

Nova técnica para tratar aneurisma chega ao país

Operação pouco invasiva insere 'tubo' que faz a bolha de sangue murchar

Dispositivo evita que aneurismas gigantes estourem e causem um acidente vascular hemorrágico

Chegou ao Brasil uma nova técnica para tratar aneurismas e evitar que eles estourem, causando uma hemorragia cerebral que leva à morte em até metade dos casos.

O procedimento, que leva 20 minutos, é feito por cateterismo (é pouco invasivo). O médico insere, pela virilha, um dispositivo parecido com os stents usados para abrir artérias entupidas. O tubo, uma malha de metal, é colocado na artéria do cérebro onde está o aneurisma e desvia o fluxo de sangue. Isso faz a "bolha" murchar.

A primeira operação com o dispositivo foi feita no Paraná, em agosto. Ao menos outras quatro já foram realizadas desde então no país.

ESTOURO

O aneurisma é uma bomba-relógio no cérebro. Pode passar anos sem causar sintomas e estourar de repente, causando morte súbita. Até 5% da população tem um.

O problema é causado por uma fraqueza na parede da artéria, que forma uma bolha e vai se enchendo de sangue. O aneurisma gigante (com mais de 25 mm), caso em que o novo dispositivo é mais indicado, é o que tem o pior prognóstico, segundo o neurointervencionista Eduardo Wajnberg, do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio.

Segundo o Wajnberg, a nova técnica é a primeira que trata a causa do problema, e não só a consequência.

Os tratamentos usados até agora são a cirurgia aberta, em que um clipe é colocado para controlar o aneurisma, e o preenchimento da bolha com micromolas de platina. O último é feito por cateterismo, mas pode permitir a volta do problema quando o aneurisma é grande.

O stent é acomodado como um revestimento que reforça a artéria e vai sendo incorporado a ela, diz Wajnberg. O neurointervencionista Carlos Abath pondera que ainda não há confirmação dos resultados a longo prazo. O principal risco do tratamento vem do fato de o dispositivo levar seis meses para "fechar" o aneurisma. Nesse meio tempo, ele pode romper.

UMA BOMBA

A vigilante Ilisangela Ribeiro, 30, foi a primeira paciente no país a passar pelo procedimento, no Hospital Santa Cruz, em Curitiba.

Seu primeiro aneurisma rompeu em 2005, quando ela morava em Portugal. "Senti uma dor tão grande, parecia que uma bomba tinha explodido. O pescoço ficou rígido. Meu marido chegou em casa e viu que eu estava tendo um derrame", conta.

"A dor de cabeça intensa pode ser o primeiro sinal de sangramento", diz o médico Alexander Corvello, que operou Ilisangela em Curitiba. De volta ao Brasil, ela continuou fazendo exames periódicos e descobriu, mais tarde, que tinha outro aneurisma. Pior, o primeiro estava reabrindo. Em agosto, fez o novo tratamento. "Sempre tive dor de cabeça. Depois do stent, não mais."

FOLHA DE S. PAULO

Saúde privada investe R$ 85 mi na cidade

Projetos incluem a construção de unidades hospitalares, a ampliação da infraestrutura e a aquisição de carteiras. Maior investimento é um hospital próprio da Unimed, previsto para ser entregue até 2014 no Anel Viário Sul

Reconhecido como um dos mais importantes polos médicos do Estado, Ribeirão Preto vai receber cerca de R$ 85 milhões em investimentos de empresas de saúde. O valor, calculado com base em estimativas das empresas, inclui negócios fechados neste ano e projetos que estão planejados até 2014.

A maior parte está ligada a operadoras de planos de saúde que pretendem gastar em construção de unidades, ampliação de infraestrutura ou em aquisição de carteiras.

Além de estarem de olho na população que ainda não tem plano, as operadoras investem para disputar entre si clientes já atendidos hoje.

Essa disputa ganha força no Estado, onde boa parte da população já se encontra no rol de beneficiários de planos privados, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). São Paulo tem 18,3 milhões de pessoas com planos de saúde, o que significa 44,5% da população. É o maior percentual do país, bem acima de Estados como Roraima e Maranhão, que têm os menores índices, 5%.

Em Ribeirão, a taxa de cobertura é de 43,3%. "Boa parte da população [na cidade] tem plano. Por isso, o que há muito é migração de carteira", disse Eudes Aquino, presidente da Unimed do Brasil.

A cooperativa afirma ter na cidade uma carteira que corresponde a 40% dos possuidores de plano de saúde. Por isso, o maior projeto previsto pela Unimed Ribeirão nos próximos anos é a construção de um hospital próprio, no Anel Viário Sul.

A expectativa é que a primeira fase, de R$ 40 milhões, seja entregue até 2014.

Além de beneficiar conveniados da cidade, o hospital atenderá, por meio de intercâmbio, clientes da Unimed na região. "Isso contribuirá para o sistema cooperativo no âmbito regional e até mesmo no estadual", disse Humberto Jorge Isaac, que preside a Unimed Ribeirão Preto.

PREMIUM

Já o grupo São Francisco, além de investimentos em infraestrutura, prevê expansão em duas áreas ligadas a planos: aquisição de novas carteiras e foco no público A.

No primeiro caso, R$ 2,5 milhões estão reservados em 2012 só para a compra de novas carteiras de clientes.

Neste ano, o grupo já anunciou a aquisição de uma carteira com 13 mil beneficiários em 11 cidades de Goiás.

No foco voltado ao público classe A, o São Francisco formalizou parceria com a Omint, de São Paulo, para beneficiar clientes da marca premium Liberté -a ideia é alcançar 30% do mercado de alta renda em três anos.

"Nossos investimentos se dão em duas frentes: na consolidação da rede de atendimento e no crescimento do número de clientes, gerando ganhos de escala", disse Lício Cintra, superintendente do São Francisco Saúde.

O investimento da saúde privada virou alternativa até para hospitais que sempre atenderam quase que integralmente pelo SUS, como a Beneficência Portuguesa, que reduziu de 85% para 60% os leitos SUS, em razão do deficit gerado pela tabela desatualizada paga pelo governo.

Quase R$ 1 milhão foi aplicado num pronto-atendimento exclusivo da Unimed. A alta nos leitos de convênio permite, segundo José Victor Nonino, diretor do hospital, subsidiar o atendimento SUS.

FOLHA DE S. PAULO

Uma em cada quatro operadoras atinge a pior faixa de avaliação

Quase um quarto das operadoras de planos de saúde do país ficou na pior faixa de avaliação no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar. O levantamento é referente a 2010 e foi divulgado pela ANS em outubro.

O estudo divide as operadoras em cinco faixas, com notas que vão de 0 a 1. Os piores planos médicos são os que recebem notas abaixo de 0,2.

Segundo o levantamento, 23% das operadoras ficaram na classificação mais baixa. Apesar disso, houve avanço no grupo das instituições que estão entre as mais bem avaliadas. Um total de 46 operadoras se classificaram na faixa mais alta, de 0,8 a 1.

Para compor o índice, foram levados em consideração desempenhos da atenção à saúde e econômico-financeiro, estrutura e operação e satisfação de clientes.

REDE BRASIL ATUAL

Gestão do SUS pelas organizações sociais é tema de destaque em conferência

Os delegados da 14ª Conferência Nacional de Saúde votaram neste sábado (3) 346 propostas distribuídas em 15 diretrizes. Entre as mais debatidas estão o modelo de gestão do Sistema Único de Saúde, a relação entre o setor público e privado e o exercício do controle social dentro dos Conselhos de Saúde no que diz respeito à eleição dos presidentes dessas instâncias deliberativas. De acordo com a relatoria da Conferência, os grupos conseguiram, mesmo com algumas divergências, garantir o término dos trabalhos.

Paulo Capel, da comissão de relatoria, disse que é a primeira vez em uma conferência de Saúde que mais de 200 propostas, cerca de 80%, tenham sido aprovadas nos grupos de trabalho sem terem de ser levadas à plenária final. “O resultado indica a sintonia entre os grupos, sendo as mais divergentes analisadas por todos”, afirmou.

Segundo ele, 5% das propostas foram rejeitadas e uma média de 15% vai passar pelo regime de votação dos 3.212 delegados na plenária final, que será realizada no final da tarde deste domingo (4).

O repúdio à gestão privada, por meio das Organizações Sociais (OSs), é o tema mais comum nas bandeiras, cartazes, camisetas e panfletos das delegações de vários estados. A técnica em enfermagem Silvia Viviani Andrade. de Pernambuco, diz que a situação é preocupante no estado.

Desde 2009, o Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), presidido pelo secretário estadual de saúde, Antonio Carlos Figueira, administra o Hospital Metropolitano Norte Miguel Arraes, em Paulista, e as três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Olinda, Paulista e Igarassu, que foram inaugurados entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010.

"Em Caruaru, os pacientes esperam mais de 50 dias por uma cirurgia ortopédica e no fim acabam transferidos para hospitais privados", afirma Silvia.

O delegado e indígena João Francisco Neri, do Amazonas, aponta a necessidade de implementação das propostas aprovadas. Para ele, é importante também qualificar os trabalhadores de saúde no sentido de orientá-los no tratamento destinado a toda heterogeneidade da população brasileira. “O SUS é para todos, para negros, para indígenas e outros segmentos. Esperamos que algumas propostas aprovadas contemplem a capacitação para que os profissionais saibam lidar com a diversidade”, ressaltou.

Novo e antigo

Na avaliação de Paulo Capel, outro ponto de destaque foi a votação eletrônica empregada pela maior parte dos 17 grupos e usada pela primeira vez em uma conferência nacional de saúde. No entanto, alguns grupos decidiram usar a forma antiga de votação, utilizando os crachás para manifestarem seu voto.

A conferência, que será encerrada na noite deste domingo, é a maior já realizada no setor, com mais de 4 mil pessoas. Outra característica marcante é a diversidade do povo brasileiro aqui representado e o respeito às diferenças. A começar pela abertura, no dia 1º, em que um travesti foi mestre de cerimônia; Jurema Werneck, do movimento negro, a coordenadora-geral da conferência; e a maciça presença de usuários do SUS, trabalhadores e gestores, de todas as cores, sotaques e vestimentas típicas. O Brasil inteiro dentro do Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

JORNAL DO BRASIL

Prefeitura do Rio realiza mais de 16 mil testes de aids e sífilis

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil realizou 16.216 testes para detecção de HIV e sífilis em 185 postos de saúde e clínicas da família da cidade. A ação faz parte da campanha "Fique Sabendo", em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1º de dezembro, e é a maior já feita por um município no país.

O objetivo da campanha é reforçar a importância da realização do teste, e nos casos de resultados positivos, os pacientes serão encaminhados imediatamente para tratamento da doença e acompanhamento ambulatorial em uma unidade de saúde da rede. Todos aqueles que passaram pelo exame recebem aconselhamento antes e depois da testagem.

A campanha, que teve início ontem, continuará ao longo da semana e pretende realizar 30 mil exames. Normalmente, os testes poderiam ser feitos somente nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) nos polos para públicos específicos. Os resultados estarão disponíveis para os pacientes em aproximadamente dez dias na unidade onde fez a coleta.

Cerca de 3.200 funcionários participaram do atendimento e também distribuíram material educativo, preservativos e realizaram atividades voltadas para a promoção da saúde e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e do HIV.

Para obter mais informações sobre os endereços dos postos de saúde, a população pode entrar em contato com o Disque-Rio, no telefone 1746.

AGÊNCIA BRASIL

Imposto para custear saúde é rejeitado em conferência nacional

A proposta de criação de um imposto para custear o sistema de saúde pública foi rejeitada hoje (4) por mais de 3 mil gestores, usuários e trabalhadores da área, que participaram nessa semana da 14ª Conferência Nacional de Saúde. As discussões para o evento ocorreram desde o início do ano, começando pela etapa municipal, passando pela estadual, chegando ao evento nacional que terminou neste domingo, em Brasília.

De acordo com os organizadores da conferência, a possibilidade de criação do imposto sequer chegou à discussão da plenária final, uma vez que foi rejeitada pela maioria dos grupos de trabalho nos primeiros dias do evento. Desde o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF), em 2007, a ideia de um novo imposto para financiar a área de saúde vem pautando discussões políticas do Executivo e do Legislativo.

“O que aconteceu é que a influência da mídia e a desinformação levaram os delegados [da conferência] a rejeitarem a proposta de um novo imposto, mesmo que ele só atingisse movimentação acima de R$ 4 mil. Seria o primeiro imposto que atingiria proporcionalmente os mais ricos, ao contrário da maioria dos encargos atuais, mas infelizmente não passou”, lamentou Pedro Tourinho, do Conselho Nacional de Saúde.

Os delegados da conferência entenderam, no entanto, que a necessidade de aumentar o financiamento da saúde é urgente e se colocaram favoravelmente à aprovação da Emenda 29, que atualmente tramita no Congresso Nacional. A emenda determina que a União deve investir, na saúde, 10% da arrecadação de impostos, com percentuais de 12% para os estados e 15% para os municípios.

De acordo com a coordenadora-geral da conferência, Jurema Werneck, a questão do imposto estava dentro do debate da ampliação do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa de aditivos. “Sim, é preciso ampliar o dinheiro da saúde, porque está faltando dinheiro. Muito do que não está funcionando é porque tiraram o dinheiro de lá e colocaram no mercado, foi desviado e a gente conhece os escândalos de corrupção. Não está havendo qualidade na gestão”.

Sábado, 03.12.11

CORREIO BRAZILIENSE

Unimed deixa passivo

Funcionários em greve da Unimed Brasília protestaram ontem em frente à sede da empresa, na 515 Sul. O grupo reclama do atraso no pagamento dos salários, que chega a 15 dias, e da suspensão do tíquete-alimentação, no valor de R$ 300, em agosto. Além disso, a primeira parcela do 13º salário não foi depositada no último dia 30, como manda a legislação. Após o ato na W3 Sul, os empregados seguiram para o estacionamento do Hospital Planalto, na 914 Sul, onde o protesto continuou.

Na próxima semana, o grupo espera mobilizar mais funcionários para aderir à paralisação. "Estamos no segundo dia de greve e tenho certeza de que a mobilização vai crescer", disse o diretor do Sindicado dos Trabalhadores Públicos da Saúde (SindSaúde), Luíz do Valle. Em nota, a Unimed Brasília disse estar em dia com o pagamento dos salários de todos os seus funcionários. Quanto ao tíquete-alimentação, a empresa informou que ainda "existe um resíduo de dois meses que espera acertar em breve". Em relação à primeira parcela do 13º salário, a operadora disse que será pago até 20 de dezembro.

Batalha

Há quatro meses buscando acordo com a diretoria da empresa, funcionários da Unimed Brasília se reuniram em assembleia na última semana e decidiram pela greve. Em outubro, o Correio publicou com exclusividade o caos financeiro da operadora. As dívidas com a rede credenciada ultrapassam R$ 90 milhões. O débito com impostos e com encargos trabalhistas é estimado em R$ 220 milhões. Cooperados e empresa travam uma batalha judicial desde que a situação se agravou.

O prazo para que a Unimed Brasília transferisse os cerca de 20 mil clientes para outra operadora, por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), venceu em 21 de novembro. A empresa perdeu na Justiça a tentativa de ganhar mais tempo para tentar sair do vermelho. A ANS informou que, na próxima semana, deve publicar no Diário Oficial da União os detalhes sobre o leilão da carteira de clientes da Unimed.

Com o fim da chamada alienação compulsória, e os usuários já realocados, ocorrerá a liquidação extrajudicial. Em seguida, o registro da empresa será cancelado e, assim, ela deixará de atuar. Até que o imbróglio seja resolvido, Unimed é obrigada a manter o atendimento normalmente. Os associados que optarem por mudar logo de plano de saúde terão de seguir as regras de portabilidade.

FOLHA DE S. PAULO

Esclerose múltipla ganha novas opções de tratamento

Primeira droga em cápsula foi lançada agora no país e outras estão em teste. Remédio usado hoje é injetável; doença causa danos aos nervos e não tem cura, mas as drogas reduzem os sintomas

Acaba de ser lançado no país o primeiro de uma série de novos remédios por via oral para tratar a esclerose múltipla, doença do sistema nervoso que atinge cerca de 30 mil brasileiros.

Hoje, o tratamento é feito com injeções, que podem ser tomadas de forma semanal, a cada 48 horas ou todo dia, dependendo do caso.

A vantagem do remédio em cápsulas é óbvia para o paciente, que se livra das injeções e de efeitos colaterais da medicação atual, como sintomas similares aos da gripe.

Os tratamentos têm por objetivo reduzir a ocorrência de períodos de crise, em que os sintomas da esclerose -perda de equilíbrio, mobilidade, sensibilidade, dores, entre outros - manifestam-se de forma mais forte.

A DOENÇA

Acredita-se que a esclerose múltipla aconteça porque as células de defesa da pessoa começam a atacar os neurônios, as células do sistema nervoso, destruindo seu revestimento, a mielina.

Os danos à mielina e ao nervo dificultam a passagem dos impulsos elétricos e causam os sintomas da esclerose. Cada pessoa tem um ritmo na progressão da doença, a qual, em estágio avançado, pode trazer complicações pela falta de mobilidade, de controle urinário e pela dificuldade de engolir alimentos.

O interferon, remédio injetável usado hoje, tem uma ação anti-inflamatória e protege o cérebro contra maiores danos nervosos. Isso previne as crises periódicas sofridas pelos pacientes.

As novas drogas agem sobre as células de defesa. A que foi lançada agora no país, chamada de Gilenya (fingolimode) e produzida pela Novartis, impede que alguns linfócitos (células do sistema imune) saiam dos linfonodos, onde eles são produzidos.

SEQUESTRO

Segundo a neurologista Maria Cristina Giacomo, esses linfócitos têm uma "memória" das células nervosas que são alvo dos ataques. Essa lembrança os torna mais eficientes para reconhecer e atacar as células.

"A droga sequestra os linfócitos pré-marcados contra o sistema nervoso, eles ficam retidos", diz a neurologista, que dá apoio médico à Abem (Associação Brasileira de Esclerose Múltipla) e trabalha no ambulatório de esclerose múltipla da Faculdade de Medicina do ABC.

Como o remédio é novo, ainda estão sendo acompanhados os seus efeitos colaterais. Segundo Giacomo, como parte dos linfócitos é tirada de circulação, é possível um aumento de infecções oportunistas. "É preciso monitorar os linfócitos periodicamente."

No entanto, ela destaca a vantagem da via oral, já que a necessidade de tomar injeções e os efeitos colaterais do interferon reduzem a adesão dos pacientes ao tratamento. "É mais uma opção para pacientes que não se tratavam por causa da agulha ou não respondem ao medicamento convencional."

O custo do remédio deve ser de R$ 7.039 por mês. Giacomo espera que a droga, assim como a atual, fique disponível no SUS em 2012.

Outra droga por via oral, o dimetil fumarato, do laboratório Biogen Idec, já passou por testes de fase 3 (os últimos antes da liberação do remédio no mercado).

Ele reduz a ação inflamatória detonada pelo sistema imune e que ataca as células do sistema nervoso central, reduzindo os episódios de crise. Ainda há mais uma substância em teste, também por via oral, que age nas células de defesa. A teriflunomida, da Sanofi-Aventis, já passou por estudos de fase 3.

JORNAL DE HOJE

Programa de transplantes bate Recorde de doações de órgãos

O Programa Estadual de Transplantes (PET) ultrapassou o recorde de doações de órgãos no estado do Rio: 110 até agora, três a mais do que em 2004, quando foram doados 107 órgãos. A previsão é que esse número aumente ainda mais até o final do ano, fechando com 50% mais doações do que 2010. Para se ter uma ideia desse crescimento, o programa recebeu 80 doações no ano passado e apenas 67 em 2009.

O intenso trabalho da equipe do PET é um dos fatores que explica esse aumento, juntamente com uma série de medidas criadas pelo Governo Estadual em abril de 2010, quando o programa foi criado.

"As doações passaram a ser mais bem organizadas no estado. Hoje, temos o Disque-transplante, que é o 155, uma sede própria e podemos contar com helicópteros e viaturas para transportar nossa equipe e os órgãos doados. Além disso, instituímos uma remuneração suplementar para os profissionais que realizarem procedimentos de captação e implante de órgãos e estamos oferecendo cursos de capacitação para a equipe do PET. Posso afirmar que temos um grupo extremamente motivado para fazer o seu melhor", conta o coordenador do PET, Eduardo Rocha.

No topo da lista dos órgãos mais doados estão rins, fígado e córneas, justamente os mais procurados para transplantes. Entre os menos doados, coração, pulmões e pâncreas, devido a restrições técnicas relacionadas aos doadores, como idade, obesidade, dentre outras.

Para viabilizar os transplantes, a SES firmou recentemente parcerias com os hospitais Adventista Silvestre, São Vicente de Paulo, Quinta D'Or, Pró-Cardíaco e Hospital de Clínicas de Niterói. Além disso, a Secretaria está estudando a viabilidade de construir ou reformar um hospital público dedicado à realização dos transplantes. As unidades conveniadas são obrigadas a cumprir metas qualitativas como, por exemplo, que os resultados dos transplantes sejam minimamente equivalentes à média nacional, divulgada trimestralmente pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Atualmente, 29 hospitais e clínicas possuem convênio com a SES para a realização de transplantes.

PORTAL DA SAÚDE

Prêmio Sérgio Arouca estimula gestão participativa

Durante a 14ª CNS, foram homenageados estados e municípios com melhores projetos de reforço à participação social

Iniciativas de estados e municípios para aperfeiçoar a gestão com envolvimento popular foram reconhecidas, durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde, com a entrega do Prêmio Sergio Arouca de Gestão Participativa.

Em sua quarta edição, o prêmio, que leva o nome de um dos grandes líderes da Reforma Sanitária brasileira, promove o reconhecimento e a divulgação de experiências exitosas de gestão participativa em saúde nos serviços, organizações e movimentos sociais.

Com mais de 120 trabalhos inscritos, a premiação contemplou três categorias: municípios com menos de 50 mil habitantes; municípios com mais de 50 mil habitantes; e estados. Os cinco primeiros classificados em cada categoria receberam incentivos de R$ 5 mil e os demais foram agraciados com menção honrosa.

“Um prêmio como este é importante porque estimula a participação popular e reforça o controle social, além de promover troca de experiências entre estados e municípios no aperfeiçoamento da gestão”, avaliou o ministro da Saúde e presidente da 14ª Conferência Nacional de Saúde, Alexandre Padilha.

Durante a entre do prêmio, Padilha convidou os participantes a se inscreverem no prêmio Victor Vala, que tem como foco iniciativas de educação popular.

Vencedor da categoria de municípios com até 50 mil habitantes, Francisco Rosemiro Guimarães, de Cariré, no Ceará, conta que o projeto de orçamento participativo para o Saúde da Família no município foi essencial para mudar a lógica do financiamento da saúde no município cearense. “Além de aperfeiçoar o uso dos recursos, nosso trabalho permitiu que as prioridades da população nos indicassem como melhorar os indicadores da saúde”, acrescenta.

Já Adriana Diniz, que representou o projeto “Gestão participativa na Maternidade Pública de Betim/MG: produzindo saúde, sujeitos e coletivos”, primeiro colocado na categoria “mais de 50 mil habitantes”, o prêmio foi resultado da parceria entre gestores, usuários e trabalhadores. “Uma das ênfases que demos neste trabalho foi a de valorizar o trabalhador. A gestão participativa valoriza os profissionais, os gestores e também os usuários”, afirmou.

Na categoria estadual, a experiência baiana do MobilizaSUS foi vencedora. “Nosso trabalho surgiu com o intuito de formar indivíduos autônomos que conheçam, entendam, defendam, critiquem e ajudem a melhorar o nosso Sistema Único de Saúde”, enfatizou Patrícia Dantas, representante da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia.

O PRÊMIO

O prêmio Sérgio Arouca é promovido pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, em parceria com Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

Sexta-feira, 02.12.11

REVISTA HOSPITAIS BRASIL

Novo portal amplia transparência sobre recursos e ações da Saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acaba de lançar o Portal Saúde com Mais Transparência (www.transparencia.saude.gov.br), que divulgará as transferências de recursos do ministério a estados e municípios, tanto por repasses diretos quanto por convênios, as licitações em curso no ministério e os planos e relatórios de gestão da União, dos Estados e dos municípios.

A nova ferramenta, desenvolvida em parceria com a Controladoria-geral da União (CGU), permite ao cidadão acompanhar como é gasto o dinheiro da saúde pública, reforçando o controle social sobre os recursos do Sistema Único de Saúde.

"É fundamental a participação da sociedade, gestores e conselheiros de saúde no aprimoramento do acesso às informações públicas e no combate ao desperdício de recursos. Mais do que um compromisso de gestão, está ferramenta é um novo canal entre o ministério e os cidadãos", avalia Padilha.

No site, é possível visualizar as transferências por bloco de financiamento - Atenção Básica, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS, Média e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde e Investimento - desde 2005, mês a mês. Além da consulta online, é possível fazer download das planilhas.

Todos os cidadãos poderão também consultar a quantidade e os valores de convênios firmados com o Ministério da Saúde, que poderão ser confrontados com os Planos de Saúde dos estados e municípios, instrumentos de planejamento das ações de estados e municípios.

Os gestores locais alimentarão o portal com a situação das metas físicas de seus planos e com o Relatório Anual de Gestão, documento que deve ser aprovado pelos respectivos conselhos de saúde e que comprova a aplicação de recursos do SUS.

A partir do primeiro trimestre do ano que vem, o portal trará também um extrato detalhado sobre a execução financeira dos recursos, tornando públicos os pagamentos efetuados a determinado fornecedor ou prestador de serviços. Os dados serão divulgados mediante acordos já firmados entre com organizações financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

Além do monitoramento das movimentações financeiras, o portal traz informações atualizadas sobre programas do ministério e a infraestrutura de saúde no país, como a quantidade de equipes do programa Saúde da Família por município e o número de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de estabelecimentos do Farmácia Popular.

SAÚDE WEB

PR:Cinquenta médicos pedem descredenciamento da Unimed

Categoria estaria insatisfeita com a remuneração praticada pelo plano de saúde. Desligamento ainda não se tornou oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias para analisar a situação

Dos 50 cirurgiões cardiovasculares cooperados da Unimed, 40 deles já entregaram suas cartas de descredenciamento. Os dados são da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Paraná (Coopcardio) e mostram a insatisfação da categoria com a remuneração praticada pelo plano de saúde.

De acordo com o site O Diário, o presidente da cooperativa, Marcelo Freitas informou que os cinco médicos de Londrina, Arnaldo Akio Okino, Gualter Pinheiro Junior, Kengo Baba, Alexandre Noboru Murakami e Celso Otaviano Cordeiro já comunicaram sua decisão. O desligamento ainda não se tornou oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias para analisar a situação. Além disso, a Coopcardio continua as negociações, o que ainda pode frear a saída em massa.

No início desta semana, foi entregue a contraproposta dos profissionais à Unimed. Freitas diz que o ponto fundamental é que essa discussão aconteça em todas as unidades da Unimed. Ele afirma que é necessário criar um mecanismo que englobe todas elas por conta das necessidades, das reivindicações dos cirurgiões que são as mesmas em todo o Estado.

Além de defender que todas as praças da empresa absorvam o possível resultado das negociações, a luta pela recomposição salarial continua. De acordo com Freitas, o preço pago pela Unimed é bastante defasado em relação ao próprio SUS. E afirma que os profissionais estão pedindo uma recomposição diferente para cada procedimento.

Por exemplo, o de ponte de safena, que é o mais realizado, atualmente uma equipe de quatro ou cinco profissionais ganha R$ 1.200. O reajuste foi colocado em R$ 10.000 com escalonamento durante um ano e meio até chegar a R$ 15,000.

Freitas disse ainda que os baixos preços praticados afetam inclusive a formação de novos profissionais. Segundo ele, nos últimos anos, o Ministério da Educação cortou 75% das bolsas de residência para a área, devido à baixa procura.

O Ministério Público continua acompanhando a negociação para garantir que o atendimento à população não seja paralisado, fato descartado pelo presidente da Coopcardio.

Para Freitas, independente de haver acerto ou não, o interrompimento não será feito. "Nosso rompimento é contra o sistema de remuneração, defendeu. Sobre o sucesso de um possível acordo, Freitas é ponderado. Depois de um ano e meio de silêncio, a coisa tomou rumo, mas dizer que existe uma convicção de acordo ainda não é possível, comentou.

Caso o descredenciamento em massa seja efetivado, é obrigação do plano de saúde garantir que o paciente seja atendido e tenha à disposição o procedimento cirúrgico. Caso o usuário se sinta prejudicado, ele pode ligar para a Agência Nacional de Saúde pelo 0800 701 9656 ou denunciar o caso ao Ministério Público.

REVISTA EXAME

Diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos

Segundo estimativa da International Diabetes Federation (IDF), o mundo possui mais de 250 milhões de pessoas com a doença

A International Diabetes Federation (IDF) estima que mais de 250 milhões de pessoas tenham diabetes. Se nenhuma atitude eficiente de prevenção for feita, a IDF acredita que o número total de pessoas com a doença alcançará os 380 milhões em 2025. No Brasil, os números são alarmantes: 500 novos casos são diagnosticados a cada dia. De acordo com o Ministério da Saúde, no País cerca de 10 milhões de pessoas convivem com a doença.

Caracterizado pelos altos níveis de glicose no sangue, o diabetes é uma doença crônica, que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente. O Tipo I é uma doença auto-imune que acomete normalmente pessoas mais jovens. No caso do Diabetes Tipo II, está ligado ao histórico familiar, estilo de vida - como sobrepeso, sedentarismo e alimentação inadequada. "Entre 90% a 95% dos casos são do Tipo II, ou seja, poderiam ter sido evitados através de um estilo de vida mais saudável", destaca a endocrinologista Alessandra Fonseca, da Amil.

Para Aprender a Viver Bem

O tratamento consiste na mudança dos hábitos de vida, como a prática de exercícios físicos regulares e manutenção de uma alimentação saudável. Nos casos nos quais o paciente não consegue resultados apenas com a mudança de estilo de vida, o médico pode prescrever medicamentos específicos que reduzem as chances do paciente evoluir para o diabetes tipo 2. "A mudança dos hábitos e o adequado acompanhamento médico podem ser as únicas formas de escaparmos da epidemia mundial", enfatiza a especialista.

É possível controlar a doença e prevenir as complicações, desde que o portador observe as recomendações médicas e realize o adequado monitoramento. "Mas o ideal mesmo é evitar os fatores de risco já citados", esclarece Alessandra. Se o indivíduo tem histórico na família ou apresenta sintomas - aumento da sede, da quantidade de urina, do apetite, perda de peso, visão embaçada e cansaço extremo - deve procurar um especialista. "Adiar a consulta por medo do diagnóstico pode colocar a vida em grande risco", conclui.

PORTAL DA SAÚDE

Medicamento para Chagas será entregue a cinco países

Laboratório público deve concluir fabricação de 4,6 milhões de comprimidos em 20 dias. País será o primeiro a fabricar o produto para uso infantil

As máquinas que produzem o Benzonidazol, medicamento para doença de Chagas, voltam a trabalhar a todo o vapor na próxima semana. Em 20 dias, será possível atender a demanda global para 2012. O anúncio foi feito pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, durante o Encontro de Parceiros da realizado no Rio de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (2).

Além do medicamento para uso adulto, o Brasil vai iniciar a fabricação da versão pediátrica, aprovada nesta semana pela Anvisa. O novo produto evitará a interrupção do tratamento infantil, que era feito com frações de até um oitavo do comprimido adulto. Único produtor no mundo, o Brasil distribuiu, só neste ano, mais de 1 milhão decomprimidos do Benzonidazol.

Nesta quinta-feira (1), o laboratório privado Nortec entregou 338 kg da matéria-prima ao laboratório público Lafepe, que fabricará o medicamento. A expectativa é de entrega, ainda neste mês, de 4,6 milhões de comprimidos.

Os laboratórios estão cumprindo cronograma definido pelo governo brasileiro, a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e Iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDI, na sigla em inglês). O ajuste foi feito para atender novas demandas da Bolívia, Colômbia, Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai.

“Com o insumo pronto, temos a certeza de que não faltará medicamento à população. Trata-se de um produto de baixo valor, mas de fabricação complexa, o que restringe sua oferta no mercado”, detalhou Gadelha.

AGÊNCIA BRASIL

Governo cria política de saúde específica para atender moradores do campo e da floresta

O Ministério da Saúde criou uma política específica para atender os povos do campo e da floresta, que englobam pequenos agricultores, trabalhadores rurais, assentados, quilombolas, ribeirinhos e moradores de acampamentos.

A política do governo prevê o aumento do número de centros públicos de saúde para melhorar o atendimento do trabalhador rural e intensificar a prevenção dos cânceres do colo do útero e mama que vivem no campo e nas florestas das regiões Norte e Nordeste. Também pretende monitorar problemas de saúde causados pela exposição aos agrotóxicos. A portaria foi assinada hoje (2) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Padilha também assinou, ontem, portaria que criou a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no Sistema Único de Saúde (SUS). A política dá acesso a técnicas modernas para a mudança de sexo, redução de problemas causados pelo uso prolongado de hormônios femininos e masculinos para travestis e transexuais, prevenção de câncer de mama e útero entre lésbicas e mulheres bissexuais e diminuição dos casos de câncer de próstata entre gays, homens bissexuais, travestis e transexuais, entre outras ações.

O ESTADO DE S. PAULO

Em 4 anos, SP duplica gastos com remédios por determinação judicial

Em quatro anos, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo teve quase dobrados os gastos com a compra de medicamentos e produtos diversos exigidos por determinação judicial. Em 2007, o Estado gastou R$ 400 milhões para atender a 8 mil ações; em 2010 foram gastos R$ 700 milhões para 25 mil ações.

Os itens mais pedidos são para diabete, que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de remédios de alto custo - em geral para tratamento de alguns tipos de câncer, como drogas para quimioterapia oral, ou de doenças raras.

É o caso da empresária Francisca Bruzzi, de 50 anos, que precisou recorrer à Justiça para conseguir dar continuidade ao tratamento do marido, Raimundo, de 61. Diagnosticado com mieloma múltiplo (um tipo de câncer na medula) em 2008, ele tentou vários tratamentos e passou por transplante de medula, mas nada deu certo. A única alternativa para ele é o medicamento Revlimid, que não é vendido no Brasil e custa cerca de R$ 16,5 mil -preço de uma caixa com 30 comprimidos.

“Entrei na Justiça em março e o juiz determinou a entrega do medicamento. O Estado me entregou, em setembro, um remédio similar, bem mais barato, fabricado na Índia e sem comprovação científica”, diz Francisca.

O Estado forneceu a ela o remédio similar, chamado Lenalid, que tem o mesmo princípio ativo do de marca (lenalidomida). Teoricamente, ele oferece os mesmos efeitos ao paciente e custa R$ 790 - 5% do valor do remédio de marca.

“A médica do meu marido disse que não recomenda o consumo de um remédio sem comprovação científica da sua eficácia. Por isso, ele está sem receber tratamento”, conta Francisca.

Medida comum

O secretário de Saúde, Giovanni Guido Cerri, diz que a secretaria recorre às drogas genéricas ou similares quando o juiz não especifica na decisão o nome do medicamento de marca e sim o princípio ativo (mais informações nesta página). No caso da lenalidomida, atualmente existem dez ações em andamento: em cinco delas, o Estado entrega o remédio de marca e em cinco, o indiano.

O hematologista Celso Massumoto, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), diz que os médicos costumam receitar o remédio de marca, mas que a maior dificuldade é o preço. “Em geral, os laboratórios costumam seguir as exigências internacionais. Em tese, o remédio indiano produz o mesmo efeito e custa muito menos.”

E não é só a lenalidomida que apresenta versões similares ou genéricas. Segundo dados da secretaria, há 118 ações para fornecimento de anastrazol - droga usada no tratamento de câncer de mama. Em 95 delas, o Estado fornece a versão genérica e para as outras 13, entrega a droga de referência (Arimidex).

A mesma coisa acontece com 131 ações que pedem o medicamento letrozol - também para câncer de mama. Em 116 casos, o Estado fornece a droga genérica; nas 15 restantes, entrega a versão de marca (Femara).

A aposentada Alda Scurzio Mantovani, de 70 anos, trata um câncer de mama e também foi à Justiça. Por dois anos, ela comprou o remédio, que custava cerca de R$ 500 por mês. Mas foi à Justiça quando se endividou.

Alda precisava do Arimidex, mas recebeu a versão genérica do Estado. “Algumas vezes me peguei pensando: será que esse remédio tem o mesmo efeito do de marca? Fiquei com dúvida, porque o câncer é uma doença muito difícil, mas o meu médico me tranquilizou”, diz.

Doenças raras

Pacientes que sofrem com doenças raras reclamam da demora para o fornecimento de medicamentos. A Associação Brasileira de Hemoglobinúria Paroxística Noturna (ABHPN) afirma que 16 pacientes já receberam liminares ou sentenças que garantem acesso a um remédio essencial para o tratamento, mas ainda aguardam o fornecimento do Estado.

A doença afeta 1 a cada 100 mil pessoas e é hereditária. Causa uma anemia crônica e aumenta as chances de trombose. Fernanda Tavares, advogada que atende a ABHPN, afirma que alguns pacientes demoram mais de 60 dias para receber o remédio - prazo concedido para a secretaria cumprir a decisão. Em nota, a secretaria critica a “enxurrada de decisões judiciárias obrigando o governo a comprar medicamentos não padronizados, alguns sem registro”.

AGÊNCIA BRASIL

Espírito Santo registra 53 mil casos de dengue no ano

O número de casos de dengue registrados este ano no Espírito Santo se aproxima do de 2009, ano de maior incidência da doença no estado. De janeiro até agora, foram registrados 52.018 casos. Naquele ano, houve 53.078 casos no Espírito Santo, informou a Secretaria estadual da Saúde. Os dados foram reunidos entre 2 de janeiro e 26 de novembro deste ano. Foram confirmados 25 óbitos e três casos continuam sob investigação.

Os municípios do Espírito Santo com maior incidência da doença - quantidade de notificações em relação ao número de habitantes - são Viana (269,6), Baixo Guandu (177,3), Bom Jesus do Norte (175,7), Fundão (170,4) e Conceição da Barra (122). Os casos referentes aos tipos mais graves de dengue (com complicação hemorrágica) chegaram a 3.310.

Para evitar o risco de epidemia no verão, a Secretaria de Saúde estadual investirá R$ 2 milhões no Plano Estadual de Enfrentamento da Dengue. O dinheiro será destinado à compra de equipamentos para combate à dengue no estado, como bombas para expelir inseticidas e fumacê. Além disso, estão sendo capacitados técnicos e auxiliares de enfermagem nos municípios para atender aos pacientes com dengue.

AGENDA


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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