Leia
nesta edição:
- São Paulo é pioneira em procedimento ortopédico
- Coluna
Mônica Bergamo
- Sírio-Libanês quer arrecadar R$ 150 milhões
com doações
- Comissão quer banir anúncio de álcool
- Inca é o 1º hospital público do país
a usar robô em cirurgia
- O autoexame da Dasa
- Infecção generalizada é principal causa
de morte em UTIs no país
- Nova técnica para tratar aneurisma chega ao país
- Saúde
privada investe R$ 85 mi na cidade
- Uma em
cada quatro operadoras atinge a pior faixa de avaliação
- Gestão do SUS pelas organizações sociais é tema
de destaque em conferência
- Prefeitura
do Rio realiza mais de 16 mil testes de aids e sífilis
- Imposto
para custear saúde é rejeitado em conferência
nacional
- Unimed deixa passivo
- Esclerose
múltipla ganha novas opções
de tratamento
- Programa
de transplantes bate Recorde de doações
de órgãos
- Prêmio Sérgio Arouca estimula gestão
participativa
- Novo portal
amplia transparência sobre recursos e ações
da Saúde
- PR:Cinquenta
médicos pedem descredenciamento
da Unimed
- Diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos
- Medicamento
para Chagas será entregue a cinco países
- Governo
cria política de saúde específica
para atender moradores do campo e da floresta
- Em 4 anos,
SP duplica gastos com remédios por determinação
judicial
- Espírito
Santo registra 53 mil casos de dengue no ano
Segunda-feira, 05.12.11
FOLHA DE S. PAULO
São Paulo é pioneira em procedimento ortopédico
A cirurgia
com robô já se expandiu para a ortopedia.
Em maio, foi realizado em São Paulo o primeiro procedimento
robótico ortopédico da América Latina, no
Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
A ideia era
fazer procedimentos minimamente invasivos em cirurgias de grande
porte e aumentar a precisão em
microcirurgias.
"A gente vislumbrava diminuir os tremores e melhorar a
posição ergonômica do cirurgião. O
robô substitui o microscópio que usamos em microcirurgias
e tem uma imagem melhor, em 3D e alta definição",
disse o ortopedista Gustavo Mantovani, que fez a operação.
As cirurgias
começaram a ser feitas na França
para reparação de nervos nas mãos e nas
pernas. No Brasil, foram reparadas lesões do plexo braquial,
conjunto de nervos responsáveis pela sensibilidade e função
motora dos membros superiores.
O paciente
era um motociclista de 34 anos -esse tipo de lesão,
aliás, é comum em São Paulo por causa dos
acidentes de moto. O paciente já teve recuperação
parcial da mão e do ombro, mas ainda é necessário
aguardar um ano para ver os resultados.
Nesse tipo
de procedimento, a ideia é substituir um corte
de cerca de 20 cm por três pequenas incisões. A
cirurgia no Brasil ainda usou o corte maior, mas os nervos foram
reconstruídos pelo robô.
Mantovani,
porém, diz que ainda não há dados
para justificar o uso da cirurgia robótica na ortopedia,
que ainda é feita experimentalmente.
"Só no futuro teremos informações
que poderão justificar o aumento do custo. Ainda não
está demonstrado se há benefícios para o
paciente. Sabemos que esse procedimento traz mais conforto ao
cirurgião, o que pode propiciar melhores resultados."
A diferença de preço entre uma cirurgia robótica
ortopédica e a convencional pode ser de R$ 5.000 a R$
10 mil.
FOLHA DE S. PAULO
Coluna
Mônica
Bergamo
NA VEIA
O Ministério da Saúde anuncia até o fim
do mês a inclusão de trombolíticos, medicamentos
usados na rápida dissolução de trombos sanguíneos,
nos tratamentos do SUS (Sistema
Único de Saúde). O uso do remédio, nas
primeiras horas do infarto, reduz a mortalidade. A expectativa é que
ela caia dos 12% atuais registrados no sistema público
para 5%, média dos melhores serviços particulares.
AULA
Equipes do
Incor (Instituto do Coração) de São
Paulo devem treinar médicos de todo o país na aplicação
do medicamento, já usado no hospital.
TABELA
O governo
vai anunciar, no programa de combate ao crack, nesta semana,
que aumentará o valor da diária paga aos
hospitais nos leitos destinados a pacientes com problema de alcoolismo
e drogas. Como condição, eles terão que
instalar os doentes em enfermarias específicas para esse
tipo de tratamento. Assim, receberão R$ 200 por dia. Ou
quatro vezes o valor que o SUS paga hoje, R$ 50, para leitos
psiquiátricos.
VALOR
ECONÔMICO
Sírio-Libanês quer arrecadar R$ 150 milhões
com doações
Criado em
1921 graças à iniciativa de 27 senhoras
sírio-libanesas que arrecadaram 480 mil contos de réis,
o equivalente a cerca de R$ 84 mil nos dias atuais, segundo o
Valor Data, o Hospital Sírio-Libanês começa
hoje uma nova campanha para doação de recursos.
A meta é arrecadar nos próximos três anos
R$ 150 milhões que irão custear uma parte das despesas
operacionais e da expansão do hospital, que praticamente
dobrará de tamanho até 2013 e demandará um
investimento total de R$ 650 milhões.
"Essa é a quarta vez na história do Sírio-Libanês
que fazemos uma arrecadação junto à sociedade.
Agora é um momento importante e de despesas altas porque
vamos entregar 85 mil m2. É uma área muita parecida
com os atuais 97 mil m2 erguidos em 90 anos de hospital",
disse o médico Paulo Chapchap, superintendente de Estratégia
Corporativa do Sírio-Libanês.
A segunda
arrecadação aconteceu no início
dos anos 60, quando o prédio do hospital foi devolvido
pelo governo à entidade mantenedora do Sírio-Libanês
e demandou grandes reformas e adaptações para abrigar
instalações médicas. Nos primeiros 38 anos
de existência, o prédio do Sírio não
funcionou como hospital e sim como uma escola de cadetes por
conta da 2ª Guerra Mundial. Somente após esse período é que
o prédio foi efetivamente transformado em seu projeto
original.
A última doação ocorreu na década
de 1980 e os recursos foram destinados para a construção
de uma torre de apartamentos, inaugurada em 1992.
Todos os
doadores que colaboram com o hospital são reconhecidos
publicamente, uma vez que ganham placas de homenagem afixadas
nas paredes dos corredores, em lobbies, centros cirúrgicos,
entre outros ambientes do hospital. Nessa fase de modernização,
as tradicionais placas de metal estão sendo trocadas por
placas de vidro.
Cerca de
80% dos doadores são pessoas-físicas
e a maioria é de ex-pacientes e seus respectivos familiares
e não, necessariamente, da colônia sírio-libanesa,
segundo Chapchap. "O benemérito deixa um legado ao
ajudar construir um hospital. Além disso, ao doar ele
não está pensando em contrapartidas como restituições
no Imposto de Renda. Infelizmente aqui no Brasil, o abatimento
no IR é mínimo", disse.
Ele lembra
que nos Estados Unidos os hospitais, como o Memorial Sloam-Kettering
Cancer Center, podem aplicar
os recursos doados
e investir apenas os rendimentos. "A doação
torna-se perpétua", ressaltou o médico.
Neste ano,
a previsão é que a receita do Sírio
seja de pouco mais de R$ 800 milhões. Em 2010 somou R$
760 milhões.
O ESTADO DE S. PAULO
Comissão quer banir anúncio de álcool
Para tentar
combater a disseminação das drogas
lícitas no País, o relatório final da subcomissão
sobre drogas, criada na Comissão de Assuntos Sociais do
Senado, sugere a proibição da propaganda de bebidas
alcoólicas, a restrição da comercialização
do produto, o aumento de impostos e também a integração
entre os diversos níveis de governo.
Criada há sete meses, a subcomissão ouviu especialistas,
representantes de entidades que atuam na recuperação
de viciados e pessoas que deixaram o vício. O relatório
final, elaborado pela senadora Ana Amélia (PP-RS), será votado
amanhã. Além de sugerir medidas a serem adotadas
pela União, pelos Estados e municípios, o documento
propõe alterações na legislação.
"Estamos recomendando a proibição da propaganda
de drogas. Qualquer bebida alcoólica acima de 5°GL é considerada
prejudicial à saúde. Imagine uma propaganda para
o consumo de maconha ou de cocaína. Todos achariam um
absurdo. Mas acham natural o estímulo a outras drogas",
disse o presidente da subcomissão, Wellington Dias (PT-PI).
FOLHA.COM
Inca é o 1º hospital público do país
a usar robô em cirurgia
Quase quatro
anos após a chegada dos robôs para
cirurgia minimamente invasiva em hospitais particulares do Brasil,
o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Rio, também
terá a tecnologia. Será o primeiro hospital público
do país (e o primeiro fora de São Paulo) a fazer
cirurgias robóticas.
A Folha apurou
que o robô deve chegar entre janeiro e
fevereiro de 2012 no Inca. O instituto confirma que tem projeto
para implantação do equipamento no primeiro semestre
do ano que vem.
Esse pode
ser o primeiro passo para a popularização
das cirurgias robóticas, que têm crescido consideravelmente
no país, tanto em número de operações
quanto em áreas de atuação.
"Quando o robô for para o SUS [Sistema Único
de Saúde] e treinarem residentes, aí sim teremos
mais cirurgiões especializados. O pessoal mais velho não
tem tempo e paciência, não quer parar tudo e estudar
fora", afirma Carlo Passerotti, coordenador da cirurgia
robótica no Hospital Oswaldo Cruz.
Em 2008,
foram feitas cerca de 160 cirurgias robóticas
no Brasil. Neste ano, o número chegou a 611. O total de
cirurgias em quatro anos está ao redor de 1.700.
Hoje, há apenas quatro robôs no Brasil, todos na
cidade de São Paulo: um no Albert Einstein, dois no Sírio-Libanês
(sendo um para treinamento) e outro no Hospital Oswaldo Cruz.
Criado para
a cardiologia, o robô teve seu uso impulsionado
pela urologia, principalmente em cirurgias de câncer de
próstata, por causa do difícil acesso ao local.
Hoje, isso
se expandiu e o robô é usado também
na ginecologia, em cirurgias do tórax, do aparelho digestivo
e para retirar tumores da cabeça e do pescoço.
A cardiologia
do país também entrou na era do
robô. O Hospital Albert Einstein já realiza cirurgias
cardíacas robóticas e o Oswaldo Cruz deve fazer
o seu primeiro procedimento na área ainda nesta semana,
de correção de comunicação interatrial.
NOVIDADES
O lançamento de robôs de outras marcas também
deve aumentar o número desse tipo de procedimento.
Especialistas
afirmam que modelos do Canadá, Japão
e da Alemanha serão lançados dentro de cinco anos,
o que deve baratear o custo.
Atualmente,
todas as cirurgias robóticas no mundo são
feitas com o sistema da Vinci. Seu preço é uma
das barreiras para um uso mais amplo --o modelo mais novo pode
sair por US$ 2,8 milhões nos EUA.
Para o paciente,
a diferença de preço entre uma
cirurgia aberta ou laparoscópica varia de R$ 4.000 a R$
8.000.
Outras novidades
que vêm por aí são as novas
versões do da Vinci, que incluem console duplo (dois cirurgiões
poderão ver imagens do procedimento ao mesmo tempo), marcadores
para tumor, que aparecem na tela, e até visualização à distância.
CAUTELA
Apesar dos
benefícios da cirurgia robótica, como
melhor visualização da área operada, movimentos
mais precisos e preservação de órgãos
em retiradas de tumor, especialistas pedem cautela.
Nem todos
os procedimentos podem ser feitos com robô e
nem sempre há relação de custo-benefício
para justificar o uso da tecnologia, segundo Sérgio Arap,
cirurgião de cabeça e pescoço e gerente
médico do Centro Cirúrgico do Hospital Sírio-Libanês.
Há vantagem da robótica quando é difícil
chegar ao lugar da cirurgia, como reto, cólon, pâncreas
e fígado, para citar alguns. "Em câncer de
laringe, é possível colocar as pinças do
robô pela boca e remover o tumor sem cortes no pescoço
e na mandíbula."
Na cardiologia,
o cirurgião cardíaco Robinson
Poffo, do Hospital Albert Einstein, afirma que uma vantagem é não
abrir o peito do paciente.
"O que muda é o equipamento, o acesso e o impacto
na evolução do paciente. Para fazer a ponte de
safena, não precisa abrir o osso do tórax e esperar
cicatrizar, o que pode levar até 60 dias."
Arap afirma
ainda que hoje há muito marketing da cirurgia
robótica, principalmente nos EUA.
"Lá há publicidade de cirurgias robóticas
que não trazem vantagem nenhuma, como a retirada da tireoide,
na qual se faz um corte maior do que é feito hoje. Por
isso precisamos de protocolos de pesquisa para comparar as técnicas
sem conflito de interesses da indústria."
Domingo, 04.12.11
REVISTA
ISTO É DINHEIRO
O autoexame da Dasa
A empresa
de medicina diagnóstica paulista se tornou
uma gigante por meio de aquisições. Mas a qualidade
de seus serviços e o valor de suas ações
caíram. Agora, é hora de colocar ordem na casa.
Carlos Eduardo Valim
Desde que
abriu o capital em 2004, a Dasa comprou 17 laboratórios,
nos quais investiu mais de R$ 500 milhões. Como resultado,
tornou-se uma das cinco maiores empresas de medicina diagnóstica
do mundo e a maior da América Latina. Com receita líquida
prestes a superar os R$ 2 bilhões e com 518 unidades espalhadas
pelo Brasil, a Dasa, no entanto, teve diagnosticada uma doença
muito comum em outras empresas brasileiras: a síndrome
da integração mal digerida, que afetou os frigoríficos
JBS e Marfrig e a empresa de bens de consumo Hypermarcas. Os
sintomas são fáceis de ser detectados e começam
com uma percepção de baixa qualidade e pela desvalorização
de suas ações. Só em 2011, os papéis
da companhia já caíram 42%, duas vezes mais do
que a queda do índice Ibovespa. A missão do gaúcho
Marcelo Noll Barboza, executivo que assumiu a presidência
da Dasa em 2008, é colocá-la de volta nos eixos. "Um
desafio inerente ao setor de saúde é que, para
prover qualidade a custos baixos, é preciso ser muito
eficiente", disse Barboza à DINHEIRO.
O tratamento
proposto por Barboza tem duas frentes. Uma interna, voltada
ao ganho de qualidade nos processos e
no atendimento
aos clientes. Outra externa, de realinhamento de todas as marcas
mantidas pela empresa, um trabalho que começou no final
de 2010, com a contratação da consultoria True
Brand & Business. Desde então, foi feita uma ampla
pesquisa para entender como cada uma de suas marcas era percebida
pelos consumidores e pela comunidade médica e o que eles,
de fato, esperavam delas. "O que um cliente do Lavoisier
e outro do Delboni Auriemo desejam do atendimento é completamente
diferente", diz Ricardo Medina, superintendente de marketing.
Os executivos
são cuidadosos ao revelar detalhes das
mudanças que serão empreendidas na Dasa a partir
das conclusões da consultoria, preocupados com a concorrência
do Fleury. Mas deixam claro que havia gastos maiores do que os
necessários em algumas marcas e menores em outras. Um
exemplo fácil de ser entendido: marcas voltadas ao cliente
de alta renda, como o Delboni Auriemo, ofereciam serviços
abaixo do esperado. "O dinheiro é limitado, então
devemos investir apenas o necessário para cada unidade",
afirma Barboza. "E oferecer experiências diferentes
em termos de velocidade de atendimento e entrega de resultados." A
pesquisa mostrou também que para alguns dos laboratórios
a tecnologia é um fator apreciado pelos clientes. Por
isso, televisores de última geração serão
colocados à vista dos clientes. A empresa também
investiu US$ 22 milhões em 70 equipamentos de ressonância
magnética, tomografia e ultrassom. Essas novas máquinas
podem realizar até duas vezes mais exames no mesmo tempo.
Na frente
interna, os processos estão sendo simplificados
para que possam ser entendidos mais facilmente pelos funcionários.
Neste ano, a Dasa treinou 11 mil dos seus 18 mil funcionários,
com o objetivo de melhorar o atendimento ao cliente. Há ainda
um esforço de reter os empregados, já que a taxa
de rotatividade é alta. A Dasa não divulga esse índice,
mas Barboza afirma que houve queda de 10%, desde janeiro. Em
paralelo, ela pretende se aproximar da comunidade médica.
Será uma mudança de postura. A sugestão
surgiu do laboratório carioca MD1, que pertencia ao empresário
Edson de Godoy Bueno, fundador da Amil, e foi adquirido no final
de 2010. "A Dasa não tinha a cultura de fazer marketing",
diz Barboza. Outra sugestão vinda de Bueno foi a colocação
de médicos dentro das unidades de diagnóstico,
para acompanhar os exames de perto. Anteriormente, os dois mil
doutores contratados pela Dasa estavam baseados na central de
laudos.
O próximo passo da Dasa será a criação
de uma marca superpremium para atender clientes de altíssima
renda. Com ela, o laboratório baterá de frente
com o rival Fleury, cuja percepção de qualidade,
entre médicos e clientes, é melhor do que a da
Dasa. A nova marca deverá ser anunciada no próximo
ano. A companhia, no entanto, já testa o modelo em um
laboratório Delboni, de São Paulo. Com tudo isso,
a expectativa do mercado é de que a Dasa comece a produzir
melhores resultados a partir de 2012. O Deutsche Bank e a corretora
Raymond James divulgaram recentemente recomendações
de compra de suas ações. "Nos últimos
anos, a Dasa passou a entregar margens de lucro maiores à custa
de qualidade", afirma o analista Iago Whately, da Fator
Corretora. "Mas ela percebeu que às vezes é melhor
ter uma rentabilidade um pouco menor, mas que se perpetue." Como
diz o ditado popular: é melhor prevenir do que remediar.
O ESTADO DE S. PAULO
Infecção generalizada é principal causa
de morte em UTIs no país
Mais conhecida
como infecção generalizada, a sepse é um
conjunto de manifestações graves produzidas por
uma infecção que pode começar em um único órgão.
O organismo
responde com uma inflamação e as toxinas
liberadas pelo sistema imunológico para tentar combater
o agente infeccioso comprometem o funcionamento de órgãos
vitais.
A forma mais
grave da sepse é o choque séptico,
que pode levar a problemas circulatórios, queda na pressão
arterial, dificuldade de respiração, entre outros.
Por isso, muitos pacientes não resistem e morrem.
No Brasil,
a doença é a principal causa de morte
nas UTIs. Segundo dados do Ilas (Instituto latino-americano de
Sepse), quase 60% dos brasileiros que adquirem sepse acabam morrendo
- índice muito superior à média mundial
de 30%.
O diagnóstico precoce é crucial para a recuperação.
Cada hora de atraso no início do antibiótico reduz
as chances de sobrevivência em 8%. Se a demora ultrapassar
seis horas, o risco de morrer se multiplica por dez.
FOLHA DE S. PAULO
Nova
técnica para tratar aneurisma chega ao país
Operação
pouco invasiva insere 'tubo' que faz a bolha de sangue murchar
Dispositivo
evita que aneurismas gigantes estourem e causem um acidente
vascular hemorrágico
Chegou ao
Brasil uma nova técnica para tratar aneurismas
e evitar que eles estourem, causando uma hemorragia cerebral
que leva à morte em até metade dos casos.
O procedimento,
que leva 20 minutos, é feito por cateterismo
(é pouco invasivo). O médico insere, pela virilha,
um dispositivo parecido com os stents usados para abrir artérias
entupidas. O tubo, uma malha de metal, é colocado na artéria
do cérebro onde está o aneurisma e desvia o fluxo
de sangue. Isso faz a "bolha" murchar.
A primeira
operação com o dispositivo foi feita
no Paraná, em agosto. Ao menos outras quatro já foram
realizadas desde então no país.
ESTOURO
O aneurisma é uma bomba-relógio no cérebro.
Pode passar anos sem causar sintomas e estourar de repente, causando
morte súbita. Até 5% da população
tem um.
O problema é causado por uma fraqueza na parede da artéria,
que forma uma bolha e vai se enchendo de sangue. O aneurisma
gigante (com mais de 25 mm), caso em que o novo dispositivo é mais
indicado, é o que tem o pior prognóstico, segundo
o neurointervencionista Eduardo Wajnberg, do Hospital Pró-Cardíaco,
no Rio.
Segundo o
Wajnberg, a nova técnica é a primeira
que trata a causa do problema, e não só a consequência.
Os tratamentos
usados até agora são a cirurgia
aberta, em que um clipe é colocado para controlar o aneurisma,
e o preenchimento da bolha com micromolas de platina. O último é feito
por cateterismo, mas pode permitir a volta do problema quando
o aneurisma é grande.
O stent é acomodado como um revestimento que reforça
a artéria e vai sendo incorporado a ela, diz Wajnberg.
O neurointervencionista Carlos Abath pondera que ainda não
há confirmação dos resultados a longo prazo.
O principal risco do tratamento vem do fato de o dispositivo
levar seis meses para "fechar" o aneurisma. Nesse meio
tempo, ele pode romper.
UMA BOMBA
A vigilante
Ilisangela Ribeiro, 30, foi a primeira paciente no país
a passar pelo procedimento, no Hospital Santa Cruz, em Curitiba.
Seu primeiro
aneurisma rompeu em 2005, quando ela morava em Portugal. "Senti uma dor tão grande, parecia que
uma bomba tinha explodido. O pescoço ficou rígido.
Meu marido chegou em casa e viu que eu estava tendo um derrame",
conta.
"A dor de cabeça intensa pode ser o primeiro sinal
de sangramento", diz o médico Alexander Corvello,
que operou Ilisangela em Curitiba. De volta ao Brasil, ela continuou
fazendo exames periódicos e descobriu, mais tarde, que
tinha outro aneurisma. Pior, o primeiro estava reabrindo. Em
agosto, fez o novo tratamento. "Sempre tive dor de cabeça.
Depois do stent, não mais."
FOLHA DE S. PAULO
Saúde
privada investe R$ 85 mi na cidade
Projetos
incluem a construção de unidades hospitalares,
a ampliação da infraestrutura e a aquisição
de carteiras. Maior investimento é um hospital próprio
da Unimed, previsto para ser entregue até 2014 no Anel
Viário Sul
Reconhecido
como um dos mais importantes polos médicos
do Estado, Ribeirão Preto vai receber cerca de R$ 85 milhões
em investimentos de empresas de saúde. O valor, calculado
com base em estimativas das empresas, inclui negócios
fechados neste ano e projetos que estão planejados até 2014.
A maior parte
está ligada a operadoras de planos de saúde
que pretendem gastar em construção de unidades,
ampliação de infraestrutura ou em aquisição
de carteiras.
Além de estarem de olho na população que
ainda não tem plano, as operadoras investem para disputar
entre si clientes já atendidos hoje.
Essa disputa
ganha força no Estado, onde boa parte da
população já se encontra no rol de beneficiários
de planos privados, segundo a ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar). São Paulo tem 18,3 milhões
de pessoas com planos de saúde, o que significa 44,5%
da população. É o maior percentual do país,
bem acima de Estados como Roraima e Maranhão, que têm
os menores índices, 5%.
Em Ribeirão, a taxa de cobertura é de 43,3%. "Boa
parte da população [na cidade] tem plano. Por isso,
o que há muito é migração de carteira",
disse Eudes Aquino, presidente da Unimed do Brasil.
A cooperativa
afirma ter na cidade uma carteira que corresponde a 40% dos
possuidores de plano de saúde. Por isso, o maior
projeto previsto pela Unimed Ribeirão nos próximos
anos é a construção de um hospital próprio,
no Anel Viário Sul.
A expectativa é que a primeira fase, de R$ 40 milhões,
seja entregue até 2014.
Além de beneficiar conveniados da cidade, o hospital
atenderá, por meio de intercâmbio, clientes da Unimed
na região. "Isso contribuirá para o sistema
cooperativo no âmbito regional e até mesmo no estadual",
disse Humberto Jorge Isaac, que preside a Unimed Ribeirão
Preto.
PREMIUM
Já o grupo São Francisco, além de investimentos
em infraestrutura, prevê expansão em duas áreas
ligadas a planos: aquisição de novas carteiras
e foco no público A.
No primeiro
caso, R$ 2,5 milhões estão reservados
em 2012 só para a compra de novas carteiras de clientes.
Neste ano,
o grupo já anunciou a aquisição
de uma carteira com 13 mil beneficiários em 11 cidades
de Goiás.
No foco voltado
ao público classe A, o São Francisco
formalizou parceria com a Omint, de São Paulo, para beneficiar
clientes da marca premium Liberté -a ideia é alcançar
30% do mercado de alta renda em três anos.
"Nossos investimentos se dão em duas frentes: na
consolidação da rede de atendimento e no crescimento
do número de clientes, gerando ganhos de escala",
disse Lício Cintra, superintendente do São Francisco
Saúde.
O investimento
da saúde privada virou alternativa até para
hospitais que sempre atenderam quase que integralmente pelo SUS,
como a Beneficência Portuguesa, que reduziu de 85% para
60% os leitos SUS, em razão do deficit gerado pela tabela
desatualizada paga pelo governo.
Quase R$
1 milhão foi aplicado num pronto-atendimento
exclusivo da Unimed. A alta nos leitos de convênio permite,
segundo José Victor Nonino, diretor do hospital, subsidiar
o atendimento SUS.
FOLHA DE S. PAULO
Uma
em cada quatro operadoras atinge a pior faixa de avaliação
Quase um
quarto das operadoras de planos de saúde do
país ficou na pior faixa de avaliação no Índice
de Desempenho da Saúde Suplementar. O levantamento é referente
a 2010 e foi divulgado pela ANS em outubro.
O estudo
divide as operadoras em cinco faixas, com notas que vão de 0 a 1. Os piores planos médicos são
os que recebem notas abaixo de 0,2.
Segundo o
levantamento, 23% das operadoras ficaram na classificação
mais baixa. Apesar disso, houve avanço no grupo das instituições
que estão entre as mais bem avaliadas. Um total de 46
operadoras se classificaram na faixa mais alta, de 0,8 a 1.
Para compor
o índice, foram levados em consideração
desempenhos da atenção à saúde e
econômico-financeiro, estrutura e operação
e satisfação de clientes.
REDE BRASIL ATUAL
Gestão do SUS pelas organizações sociais é tema
de destaque em conferência
Os delegados
da 14ª Conferência Nacional de Saúde
votaram neste sábado (3) 346 propostas distribuídas
em 15 diretrizes. Entre as mais debatidas estão o modelo
de gestão do Sistema Único de Saúde, a relação
entre o setor público e privado e o exercício do
controle social dentro dos Conselhos de Saúde no que diz
respeito à eleição dos presidentes dessas
instâncias deliberativas. De acordo com a relatoria da
Conferência, os grupos conseguiram, mesmo com algumas divergências,
garantir o término dos trabalhos.
Paulo Capel,
da comissão de relatoria, disse que é a
primeira vez em uma conferência de Saúde que mais
de 200 propostas, cerca de 80%, tenham sido aprovadas nos grupos
de trabalho sem terem de ser levadas à plenária
final. “O resultado indica a sintonia entre os grupos,
sendo as mais divergentes analisadas por todos”, afirmou.
Segundo ele,
5% das propostas foram rejeitadas e uma média
de 15% vai passar pelo regime de votação dos 3.212
delegados na plenária final, que será realizada
no final da tarde deste domingo (4).
O repúdio à gestão privada, por meio das
Organizações Sociais (OSs), é o tema mais
comum nas bandeiras, cartazes, camisetas e panfletos das delegações
de vários estados. A técnica em enfermagem Silvia
Viviani Andrade. de Pernambuco, diz que a situação é preocupante
no estado.
Desde 2009,
o Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP),
presidido pelo secretário estadual de
saúde, Antonio Carlos Figueira, administra o Hospital
Metropolitano Norte Miguel Arraes, em Paulista, e as três
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Olinda, Paulista e Igarassu,
que foram inaugurados entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010.
"Em Caruaru, os pacientes esperam mais de 50 dias por uma
cirurgia ortopédica e no fim acabam transferidos para
hospitais privados", afirma Silvia.
O delegado
e indígena João Francisco Neri, do
Amazonas, aponta a necessidade de implementação
das propostas aprovadas. Para ele, é importante também
qualificar os trabalhadores de saúde no sentido de orientá-los
no tratamento destinado a toda heterogeneidade da população
brasileira. “O SUS é para todos, para negros, para
indígenas e outros segmentos. Esperamos que algumas propostas
aprovadas contemplem a capacitação para que os
profissionais saibam lidar com a diversidade”, ressaltou.
Novo e antigo
Na avaliação de Paulo Capel, outro ponto de destaque
foi a votação eletrônica empregada pela maior
parte dos 17 grupos e usada pela primeira vez em uma conferência
nacional de saúde. No entanto, alguns grupos decidiram
usar a forma antiga de votação, utilizando os crachás
para manifestarem seu voto.
A conferência, que será encerrada na noite deste
domingo, é a maior já realizada no setor, com mais
de 4 mil pessoas. Outra característica marcante é a
diversidade do povo brasileiro aqui representado e o respeito às
diferenças. A começar pela abertura, no dia 1º,
em que um travesti foi mestre de cerimônia; Jurema Werneck,
do movimento negro, a coordenadora-geral da conferência;
e a maciça presença de usuários do SUS,
trabalhadores e gestores, de todas as cores, sotaques e vestimentas
típicas. O Brasil inteiro dentro do Centro de Convenções
Ulysses Guimarães.
JORNAL DO BRASIL
Prefeitura
do Rio realiza mais de 16 mil testes de aids e sífilis
A Secretaria
Municipal de Saúde e Defesa Civil realizou
16.216 testes para detecção de HIV e sífilis
em 185 postos de saúde e clínicas da família
da cidade. A ação faz parte da campanha "Fique
Sabendo", em alusão ao Dia Mundial de Luta contra
a Aids, celebrado no dia 1º de dezembro, e é a maior
já feita por um município no país.
O objetivo
da campanha é reforçar a importância
da realização do teste, e nos casos de resultados
positivos, os pacientes serão encaminhados imediatamente
para tratamento da doença e acompanhamento ambulatorial
em uma unidade de saúde da rede. Todos aqueles que passaram
pelo exame recebem aconselhamento antes e depois da testagem.
A campanha,
que teve início ontem, continuará ao
longo da semana e pretende realizar 30 mil exames. Normalmente,
os testes poderiam ser feitos somente nos Centros de Testagem
e Aconselhamento (CTAs) nos polos para públicos específicos.
Os resultados estarão disponíveis para os pacientes
em aproximadamente dez dias na unidade onde fez a coleta.
Cerca de
3.200 funcionários participaram do atendimento
e também distribuíram material educativo, preservativos
e realizaram atividades voltadas para a promoção
da saúde e prevenção das doenças
sexualmente transmissíveis (DSTs) e do HIV.
Para obter
mais informações sobre os endereços
dos postos de saúde, a população pode entrar
em contato com o Disque-Rio, no telefone 1746.
AGÊNCIA
BRASIL
Imposto
para custear saúde é rejeitado em conferência
nacional
A proposta
de criação de um imposto para custear
o sistema de saúde pública foi rejeitada hoje (4)
por mais de 3 mil gestores, usuários e trabalhadores da área,
que participaram nessa semana da 14ª Conferência Nacional
de Saúde. As discussões para o evento ocorreram
desde o início do ano, começando pela etapa municipal,
passando pela estadual, chegando ao evento nacional que terminou
neste domingo, em Brasília.
De acordo
com os organizadores da conferência, a possibilidade
de criação do imposto sequer chegou à discussão
da plenária final, uma vez que foi rejeitada pela maioria
dos grupos de trabalho nos primeiros dias do evento. Desde o
fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação
ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos
de Natureza Financeira (CPMF), em 2007, a ideia de um novo imposto
para financiar a área de saúde vem pautando discussões
políticas do Executivo e do Legislativo.
“O que aconteceu é que a influência da mídia
e a desinformação levaram os delegados [da conferência]
a rejeitarem a proposta de um novo imposto, mesmo que ele só atingisse
movimentação acima de R$ 4 mil. Seria o primeiro
imposto que atingiria proporcionalmente os mais ricos, ao contrário
da maioria dos encargos atuais, mas infelizmente não passou”,
lamentou Pedro Tourinho, do Conselho Nacional de Saúde.
Os delegados
da conferência entenderam, no entanto, que
a necessidade de aumentar o financiamento da saúde é urgente
e se colocaram favoravelmente à aprovação
da Emenda 29, que atualmente tramita no Congresso Nacional. A
emenda determina que a União deve investir, na saúde,
10% da arrecadação de impostos, com percentuais
de 12% para os estados e 15% para os municípios.
De acordo
com a coordenadora-geral da conferência, Jurema
Werneck, a questão do imposto estava dentro do debate
da ampliação do financiamento do Sistema Único
de Saúde (SUS), que precisa de aditivos. “Sim, é preciso
ampliar o dinheiro da saúde, porque está faltando
dinheiro. Muito do que não está funcionando é porque
tiraram o dinheiro de lá e colocaram no mercado, foi desviado
e a gente conhece os escândalos de corrupção.
Não está havendo qualidade na gestão”.
Sábado,
03.12.11
CORREIO BRAZILIENSE
Unimed deixa passivo
Funcionários em greve da Unimed Brasília protestaram
ontem em frente à sede da empresa, na 515 Sul. O grupo
reclama do atraso no pagamento dos salários, que chega
a 15 dias, e da suspensão do tíquete-alimentação,
no valor de R$ 300, em agosto. Além disso, a primeira
parcela do 13º salário não foi depositada
no último dia 30, como manda a legislação.
Após o ato na W3 Sul, os empregados seguiram para o estacionamento
do Hospital Planalto, na 914 Sul, onde o protesto continuou.
Na próxima semana, o grupo espera mobilizar mais funcionários
para aderir à paralisação. "Estamos
no segundo dia de greve e tenho certeza de que a mobilização
vai crescer", disse o diretor do Sindicado dos Trabalhadores
Públicos da Saúde (SindSaúde), Luíz
do Valle. Em nota, a Unimed Brasília disse estar em dia
com o pagamento dos salários de todos os seus funcionários.
Quanto ao tíquete-alimentação, a empresa
informou que ainda "existe um resíduo de dois meses
que espera acertar em breve". Em relação à primeira
parcela do 13º salário, a operadora disse que será pago
até 20 de dezembro.
Batalha
Há quatro meses buscando acordo com a diretoria da empresa,
funcionários da Unimed Brasília se reuniram em
assembleia na última semana e decidiram pela greve. Em
outubro, o Correio publicou com exclusividade o caos financeiro
da operadora. As dívidas com a rede credenciada ultrapassam
R$ 90 milhões. O débito com impostos e com encargos
trabalhistas é estimado em R$ 220 milhões. Cooperados
e empresa travam uma batalha judicial desde que a situação
se agravou.
O prazo para
que a Unimed Brasília transferisse os cerca
de 20 mil clientes para outra operadora, por determinação
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
venceu em 21 de novembro. A empresa perdeu na Justiça
a tentativa de ganhar mais tempo para tentar sair do vermelho.
A ANS informou que, na próxima semana, deve publicar no
Diário Oficial da União os detalhes sobre o leilão
da carteira de clientes da Unimed.
Com o fim
da chamada alienação compulsória,
e os usuários já realocados, ocorrerá a
liquidação extrajudicial. Em seguida, o registro
da empresa será cancelado e, assim, ela deixará de
atuar. Até que o imbróglio seja resolvido, Unimed é obrigada
a manter o atendimento normalmente. Os associados que optarem
por mudar logo de plano de saúde terão de seguir
as regras de portabilidade.
FOLHA DE S. PAULO
Esclerose
múltipla ganha novas opções
de tratamento
Primeira
droga em cápsula foi lançada agora no
país e outras estão em teste. Remédio usado
hoje é injetável; doença causa danos aos
nervos e não tem cura, mas as drogas reduzem os sintomas
Acaba de
ser lançado no país o primeiro de uma
série de novos remédios por via oral para tratar
a esclerose múltipla, doença do sistema nervoso
que atinge cerca de 30 mil brasileiros.
Hoje, o tratamento é feito com injeções,
que podem ser tomadas de forma semanal, a cada 48 horas ou todo
dia, dependendo do caso.
A vantagem
do remédio em cápsulas é óbvia
para o paciente, que se livra das injeções e de
efeitos colaterais da medicação atual, como sintomas
similares aos da gripe.
Os tratamentos
têm por objetivo reduzir a ocorrência
de períodos de crise, em que os sintomas da esclerose
-perda de equilíbrio, mobilidade, sensibilidade, dores,
entre outros - manifestam-se de forma mais forte.
A
DOENÇA
Acredita-se
que a esclerose múltipla aconteça
porque as células de defesa da pessoa começam a
atacar os neurônios, as células do sistema nervoso,
destruindo seu revestimento, a mielina.
Os danos à mielina e ao nervo dificultam a passagem dos
impulsos elétricos e causam os sintomas da esclerose.
Cada pessoa tem um ritmo na progressão da doença,
a qual, em estágio avançado, pode trazer complicações
pela falta de mobilidade, de controle urinário e pela
dificuldade de engolir alimentos.
O interferon,
remédio injetável usado hoje, tem
uma ação anti-inflamatória e protege o cérebro
contra maiores danos nervosos. Isso previne as crises periódicas
sofridas pelos pacientes.
As novas
drogas agem sobre as células de defesa. A que
foi lançada agora no país, chamada de Gilenya (fingolimode)
e produzida pela Novartis, impede que alguns linfócitos
(células do sistema imune) saiam dos linfonodos, onde
eles são produzidos.
SEQUESTRO
Segundo a
neurologista Maria Cristina Giacomo, esses linfócitos
têm uma "memória" das células nervosas
que são alvo dos ataques. Essa lembrança os torna
mais eficientes para reconhecer e atacar as células.
"A droga sequestra os linfócitos pré-marcados
contra o sistema nervoso, eles ficam retidos", diz a neurologista,
que dá apoio médico à Abem (Associação
Brasileira de Esclerose Múltipla) e trabalha no ambulatório
de esclerose múltipla da Faculdade de Medicina do ABC.
Como o remédio é novo, ainda estão sendo
acompanhados os seus efeitos colaterais. Segundo Giacomo, como
parte dos linfócitos é tirada de circulação, é possível
um aumento de infecções oportunistas. "É preciso
monitorar os linfócitos periodicamente."
No entanto,
ela destaca a vantagem da via oral, já que
a necessidade de tomar injeções e os efeitos colaterais
do interferon reduzem a adesão dos pacientes ao tratamento. "É mais
uma opção para pacientes que não se tratavam
por causa da agulha ou não respondem ao medicamento convencional."
O custo do
remédio deve ser de R$ 7.039 por mês.
Giacomo espera que a droga, assim como a atual, fique disponível
no SUS em 2012.
Outra droga
por via oral, o dimetil fumarato, do laboratório
Biogen Idec, já passou por testes de fase 3 (os últimos
antes da liberação do remédio no mercado).
Ele reduz
a ação inflamatória detonada
pelo sistema imune e que ataca as células do sistema nervoso
central, reduzindo os episódios de crise. Ainda há mais
uma substância em teste, também por via oral, que
age nas células de defesa. A teriflunomida, da Sanofi-Aventis,
já passou por estudos de fase 3.
JORNAL DE HOJE
Programa
de transplantes bate Recorde de doações
de órgãos
O Programa
Estadual de Transplantes (PET) ultrapassou o recorde de doações de órgãos no estado do
Rio: 110 até agora, três a mais do que em 2004,
quando foram doados 107 órgãos. A previsão é que
esse número aumente ainda mais até o final do ano,
fechando com 50% mais doações do que 2010. Para
se ter uma ideia desse crescimento, o programa recebeu 80 doações
no ano passado e apenas 67 em 2009.
O intenso
trabalho da equipe do PET é um dos fatores
que explica esse aumento, juntamente com uma série de
medidas criadas pelo Governo Estadual em abril de 2010, quando
o programa foi criado.
"As doações passaram a ser mais bem organizadas
no estado. Hoje, temos o Disque-transplante, que é o 155,
uma sede própria e podemos contar com helicópteros
e viaturas para transportar nossa equipe e os órgãos
doados. Além disso, instituímos uma remuneração
suplementar para os profissionais que realizarem procedimentos
de captação e implante de órgãos
e estamos oferecendo cursos de capacitação para
a equipe do PET. Posso afirmar que temos um grupo extremamente
motivado para fazer o seu melhor", conta o coordenador do
PET, Eduardo Rocha.
No topo da
lista dos órgãos mais doados estão
rins, fígado e córneas, justamente os mais procurados
para transplantes. Entre os menos doados, coração,
pulmões e pâncreas, devido a restrições
técnicas relacionadas aos doadores, como idade, obesidade,
dentre outras.
Para viabilizar
os transplantes, a SES firmou recentemente parcerias com os
hospitais Adventista Silvestre,
São Vicente de
Paulo, Quinta D'Or, Pró-Cardíaco e Hospital de
Clínicas de Niterói. Além disso, a Secretaria
está estudando a viabilidade de construir ou reformar
um hospital público dedicado à realização
dos transplantes. As unidades conveniadas são obrigadas
a cumprir metas qualitativas como, por exemplo, que os resultados
dos transplantes sejam minimamente equivalentes à média
nacional, divulgada trimestralmente pela Associação
Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Atualmente,
29 hospitais e clínicas possuem convênio com a SES
para a realização de transplantes.
PORTAL
DA SAÚDE
Prêmio Sérgio Arouca estimula gestão
participativa
Durante a
14ª CNS, foram homenageados estados e municípios
com melhores projetos de reforço à participação
social
Iniciativas
de estados e municípios para aperfeiçoar
a gestão com envolvimento popular foram reconhecidas,
durante a 14ª Conferência Nacional de Saúde,
com a entrega do Prêmio Sergio Arouca de Gestão
Participativa.
Em sua quarta
edição, o prêmio, que leva
o nome de um dos grandes líderes da Reforma Sanitária
brasileira, promove o reconhecimento e a divulgação
de experiências exitosas de gestão participativa
em saúde nos serviços, organizações
e movimentos sociais.
Com mais
de 120 trabalhos inscritos, a premiação
contemplou três categorias: municípios com menos
de 50 mil habitantes; municípios com mais de 50 mil habitantes;
e estados. Os cinco primeiros classificados em cada categoria
receberam incentivos de R$ 5 mil e os demais foram agraciados
com menção honrosa.
“Um prêmio como este é importante porque
estimula a participação popular e reforça
o controle social, além de promover troca de experiências
entre estados e municípios no aperfeiçoamento da
gestão”, avaliou o ministro da Saúde e presidente
da 14ª Conferência Nacional de Saúde, Alexandre
Padilha.
Durante a
entre do prêmio, Padilha convidou os participantes
a se inscreverem no prêmio Victor Vala, que tem como foco
iniciativas de educação popular.
Vencedor
da categoria de municípios com até 50
mil habitantes, Francisco Rosemiro Guimarães, de Cariré,
no Ceará, conta que o projeto de orçamento participativo
para o Saúde da Família no município foi
essencial para mudar a lógica do financiamento da saúde
no município cearense. “Além de aperfeiçoar
o uso dos recursos, nosso trabalho permitiu que as prioridades
da população nos indicassem como melhorar os indicadores
da saúde”, acrescenta.
Já Adriana Diniz, que representou o projeto “Gestão
participativa na Maternidade Pública de Betim/MG: produzindo
saúde, sujeitos e coletivos”, primeiro colocado
na categoria “mais de 50 mil habitantes”, o prêmio
foi resultado da parceria entre gestores, usuários e trabalhadores. “Uma
das ênfases que demos neste trabalho foi a de valorizar
o trabalhador. A gestão participativa valoriza os profissionais,
os gestores e também os usuários”, afirmou.
Na categoria
estadual, a experiência baiana do MobilizaSUS
foi vencedora. “Nosso trabalho surgiu com o intuito de
formar indivíduos autônomos que conheçam,
entendam, defendam, critiquem e ajudem a melhorar o nosso Sistema Único
de Saúde”, enfatizou Patrícia Dantas, representante
da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia.
O
PRÊMIO
O prêmio Sérgio Arouca é promovido pela
Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa
(SGEP) do Ministério da Saúde, em parceria com
Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass)
e o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde
(Conasems).
Sexta-feira, 02.12.11
REVISTA HOSPITAIS BRASIL
Novo
portal amplia transparência sobre recursos e ações
da Saúde
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, acaba de lançar
o Portal Saúde com Mais Transparência (www.transparencia.saude.gov.br),
que divulgará as transferências de recursos do ministério
a estados e municípios, tanto por repasses diretos quanto
por convênios, as licitações em curso no
ministério e os planos e relatórios de gestão
da União, dos Estados e dos municípios.
A nova ferramenta,
desenvolvida em parceria com a Controladoria-geral da União (CGU), permite ao cidadão acompanhar como é gasto
o dinheiro da saúde pública, reforçando
o controle social sobre os recursos do Sistema Único de
Saúde.
"É fundamental a participação da sociedade,
gestores e conselheiros de saúde no aprimoramento do acesso às
informações públicas e no combate ao desperdício
de recursos. Mais do que um compromisso de gestão, está ferramenta é um
novo canal entre o ministério e os cidadãos",
avalia Padilha.
No site, é possível visualizar as transferências
por bloco de financiamento - Atenção Básica,
Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS, Média
e Alta Complexidade, Vigilância em Saúde e Investimento
- desde 2005, mês a mês. Além da consulta
online, é possível fazer download das planilhas.
Todos os
cidadãos poderão também consultar
a quantidade e os valores de convênios firmados com o Ministério
da Saúde, que poderão ser confrontados com os Planos
de Saúde dos estados e municípios, instrumentos
de planejamento das ações de estados e municípios.
Os gestores
locais alimentarão o portal com a situação
das metas físicas de seus planos e com o Relatório
Anual de Gestão, documento que deve ser aprovado pelos
respectivos conselhos de saúde e que comprova a aplicação
de recursos do SUS.
A partir
do primeiro trimestre do ano que vem, o portal trará também
um extrato detalhado sobre a execução financeira
dos recursos, tornando públicos os pagamentos efetuados
a determinado fornecedor ou prestador de serviços. Os
dados serão divulgados mediante acordos já firmados
entre com organizações financeiras como a Caixa
Econômica Federal e o Banco do Brasil.
Além do monitoramento das movimentações
financeiras, o portal traz informações atualizadas
sobre programas do ministério e a infraestrutura de saúde
no país, como a quantidade de equipes do programa Saúde
da Família por município e o número de Unidades
Básicas de Saúde (UBS) e de estabelecimentos do
Farmácia Popular.
SAÚDE
WEB
PR:Cinquenta
médicos pedem descredenciamento
da Unimed
Categoria
estaria insatisfeita com a remuneração
praticada pelo plano de saúde. Desligamento ainda não
se tornou oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias
para analisar a situação
Dos 50 cirurgiões cardiovasculares cooperados da Unimed,
40 deles já entregaram suas cartas de descredenciamento.
Os dados são da Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares
do Paraná (Coopcardio) e mostram a insatisfação
da categoria com a remuneração praticada pelo plano
de saúde.
De acordo
com o site O Diário, o presidente da cooperativa,
Marcelo Freitas informou que os cinco médicos de Londrina,
Arnaldo Akio Okino, Gualter Pinheiro Junior, Kengo Baba, Alexandre
Noboru Murakami e Celso Otaviano Cordeiro já comunicaram
sua decisão. O desligamento ainda não se tornou
oficial, pois a empresa tem o prazo de 30 a 60 dias para analisar
a situação. Além disso, a Coopcardio continua
as negociações, o que ainda pode frear a saída
em massa.
No início desta semana, foi entregue a contraproposta
dos profissionais à Unimed. Freitas diz que o ponto fundamental é que
essa discussão aconteça em todas as unidades da
Unimed. Ele afirma que é necessário criar um mecanismo
que englobe todas elas por conta das necessidades, das reivindicações
dos cirurgiões que são as mesmas em todo o Estado.
Além de defender que todas as praças da empresa
absorvam o possível resultado das negociações,
a luta pela recomposição salarial continua. De
acordo com Freitas, o preço pago pela Unimed é bastante
defasado em relação ao próprio SUS. E afirma
que os profissionais estão pedindo uma recomposição
diferente para cada procedimento.
Por exemplo,
o de ponte de safena, que é o mais realizado,
atualmente uma equipe de quatro ou cinco profissionais ganha
R$ 1.200. O reajuste foi colocado em R$ 10.000 com escalonamento
durante um ano e meio até chegar a R$ 15,000.
Freitas disse
ainda que os baixos preços praticados afetam
inclusive a formação de novos profissionais. Segundo
ele, nos últimos anos, o Ministério da Educação
cortou 75% das bolsas de residência para a área,
devido à baixa procura.
O Ministério Público continua acompanhando a negociação
para garantir que o atendimento à população
não seja paralisado, fato descartado pelo presidente da
Coopcardio.
Para Freitas,
independente de haver acerto ou não, o
interrompimento não será feito. "Nosso rompimento é contra
o sistema de remuneração, defendeu. Sobre o sucesso
de um possível acordo, Freitas é ponderado. Depois
de um ano e meio de silêncio, a coisa tomou rumo, mas dizer
que existe uma convicção de acordo ainda não é possível,
comentou.
Caso o descredenciamento
em massa seja efetivado, é obrigação
do plano de saúde garantir que o paciente seja atendido
e tenha à disposição o procedimento cirúrgico.
Caso o usuário se sinta prejudicado, ele pode ligar para
a Agência Nacional de Saúde pelo 0800 701 9656 ou
denunciar o caso ao Ministério Público.
REVISTA EXAME
Diabetes mata uma pessoa a cada 8 segundos
Segundo estimativa
da International Diabetes Federation (IDF), o mundo possui
mais de 250 milhões de pessoas com a doença
A International
Diabetes Federation (IDF) estima que mais de 250 milhões de pessoas tenham diabetes. Se nenhuma atitude
eficiente de prevenção for feita, a IDF acredita
que o número total de pessoas com a doença alcançará os
380 milhões em 2025. No Brasil, os números são
alarmantes: 500 novos casos são diagnosticados a cada
dia. De acordo com o Ministério da Saúde, no País
cerca de 10 milhões de pessoas convivem com a doença.
Caracterizado
pelos altos níveis de glicose no sangue,
o diabetes é uma doença crônica, que ocorre
quando o pâncreas não produz insulina suficiente.
O Tipo I é uma doença auto-imune que acomete normalmente
pessoas mais jovens. No caso do Diabetes Tipo II, está ligado
ao histórico familiar, estilo de vida - como sobrepeso,
sedentarismo e alimentação inadequada. "Entre
90% a 95% dos casos são do Tipo II, ou seja, poderiam
ter sido evitados através de um estilo de vida mais saudável",
destaca a endocrinologista Alessandra Fonseca, da Amil.
Para Aprender a Viver Bem
O tratamento
consiste na mudança dos hábitos de
vida, como a prática de exercícios físicos
regulares e manutenção de uma alimentação
saudável. Nos casos nos quais o paciente não consegue
resultados apenas com a mudança de estilo de vida, o médico
pode prescrever medicamentos específicos que reduzem as
chances do paciente evoluir para o diabetes tipo 2. "A mudança
dos hábitos e o adequado acompanhamento médico
podem ser as únicas formas de escaparmos da epidemia mundial",
enfatiza a especialista.
É possível controlar a doença e prevenir
as complicações, desde que o portador observe as
recomendações médicas e realize o adequado
monitoramento. "Mas o ideal mesmo é evitar os fatores
de risco já citados", esclarece Alessandra. Se o
indivíduo tem histórico na família ou apresenta
sintomas - aumento da sede, da quantidade de urina, do apetite,
perda de peso, visão embaçada e cansaço
extremo - deve procurar um especialista. "Adiar a consulta
por medo do diagnóstico pode colocar a vida em grande
risco", conclui.
PORTAL
DA SAÚDE
Medicamento
para Chagas será entregue a cinco países
Laboratório público deve concluir fabricação
de 4,6 milhões de comprimidos em 20 dias. País
será o primeiro a fabricar o produto para uso infantil
As máquinas que produzem o Benzonidazol, medicamento
para doença de Chagas, voltam a trabalhar a todo o vapor
na próxima semana. Em 20 dias, será possível
atender a demanda global para 2012. O anúncio foi feito
pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos
Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos
Gadelha, durante o Encontro de Parceiros da realizado no Rio
de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (2).
Além do medicamento para uso adulto, o Brasil vai iniciar
a fabricação da versão pediátrica,
aprovada nesta semana pela Anvisa. O novo produto evitará a
interrupção do tratamento infantil, que era feito
com frações de até um oitavo do comprimido
adulto. Único produtor no mundo, o Brasil distribuiu,
só neste ano, mais de 1 milhão decomprimidos do
Benzonidazol.
Nesta quinta-feira
(1), o laboratório privado Nortec
entregou 338 kg da matéria-prima ao laboratório
público Lafepe, que fabricará o medicamento. A
expectativa é de entrega, ainda neste mês, de 4,6
milhões de comprimidos.
Os laboratórios estão cumprindo cronograma definido
pelo governo brasileiro, a Organização Panamericana
de Saúde (Opas) e Iniciativa Medicamentos para Doenças
Negligenciadas (DNDI, na sigla em inglês). O ajuste foi
feito para atender novas demandas da Bolívia, Colômbia,
Venezuela, Argentina, Paraguai e Uruguai.
“Com o insumo pronto, temos a certeza de que não
faltará medicamento à população.
Trata-se de um produto de baixo valor, mas de fabricação
complexa, o que restringe sua oferta no mercado”, detalhou
Gadelha.
AGÊNCIA
BRASIL
Governo
cria política de saúde específica
para atender moradores do campo e da floresta
O Ministério da Saúde criou uma política
específica para atender os povos do campo e da floresta,
que englobam pequenos agricultores, trabalhadores rurais, assentados,
quilombolas, ribeirinhos e moradores de acampamentos.
A política do governo prevê o aumento do número
de centros públicos de saúde para melhorar o atendimento
do trabalhador rural e intensificar a prevenção
dos cânceres do colo do útero e mama que vivem no
campo e nas florestas das regiões Norte e Nordeste. Também
pretende monitorar problemas de saúde causados pela exposição
aos agrotóxicos. A portaria foi assinada hoje (2) pelo
ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Padilha também assinou, ontem, portaria que criou a Política
Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (LGBT) no Sistema Único de Saúde
(SUS). A política dá acesso a técnicas modernas
para a mudança de sexo, redução de problemas
causados pelo uso prolongado de hormônios femininos e masculinos
para travestis e transexuais, prevenção de câncer
de mama e útero entre lésbicas e mulheres bissexuais
e diminuição dos casos de câncer de próstata
entre gays, homens bissexuais, travestis e transexuais, entre
outras ações.
O ESTADO DE S. PAULO
Em
4 anos, SP duplica gastos com remédios por determinação
judicial
Em quatro
anos, a Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo teve quase dobrados os gastos com a compra de medicamentos
e produtos diversos exigidos por determinação judicial.
Em 2007, o Estado gastou R$ 400 milhões para atender a
8 mil ações; em 2010 foram gastos R$ 700 milhões
para 25 mil ações.
Os itens
mais pedidos são para diabete, que não
são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde
(SUS), além de remédios de alto custo - em geral
para tratamento de alguns tipos de câncer, como drogas
para quimioterapia oral, ou de doenças raras.
É o caso da empresária Francisca Bruzzi, de 50
anos, que precisou recorrer à Justiça para conseguir
dar continuidade ao tratamento do marido, Raimundo, de 61. Diagnosticado
com mieloma múltiplo (um tipo de câncer na medula)
em 2008, ele tentou vários tratamentos e passou por transplante
de medula, mas nada deu certo. A única alternativa para
ele é o medicamento Revlimid, que não é vendido
no Brasil e custa cerca de R$ 16,5 mil -preço de uma caixa
com 30 comprimidos.
“Entrei na Justiça em março e o juiz determinou
a entrega do medicamento. O Estado me entregou, em setembro,
um remédio similar, bem mais barato, fabricado na Índia
e sem comprovação científica”, diz
Francisca.
O Estado
forneceu a ela o remédio similar, chamado Lenalid,
que tem o mesmo princípio ativo do de marca (lenalidomida).
Teoricamente, ele oferece os mesmos efeitos ao paciente e custa
R$ 790 - 5% do valor do remédio de marca.
“A médica do meu marido disse que não recomenda
o consumo de um remédio sem comprovação
científica da sua eficácia. Por isso, ele está sem
receber tratamento”, conta Francisca.
Medida comum
O secretário de Saúde, Giovanni Guido Cerri, diz
que a secretaria recorre às drogas genéricas ou
similares quando o juiz não especifica na decisão
o nome do medicamento de marca e sim o princípio ativo
(mais informações nesta página). No caso
da lenalidomida, atualmente existem dez ações em
andamento: em cinco delas, o Estado entrega o remédio
de marca e em cinco, o indiano.
O hematologista
Celso Massumoto, da Associação
Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), diz que os médicos
costumam receitar o remédio de marca, mas que a maior
dificuldade é o preço. “Em geral, os laboratórios
costumam seguir as exigências internacionais. Em tese,
o remédio indiano produz o mesmo efeito e custa muito
menos.”
E não é só a lenalidomida que apresenta
versões similares ou genéricas. Segundo dados da
secretaria, há 118 ações para fornecimento
de anastrazol - droga usada no tratamento de câncer de
mama. Em 95 delas, o Estado fornece a versão genérica
e para as outras 13, entrega a droga de referência (Arimidex).
A mesma coisa
acontece com 131 ações que pedem
o medicamento letrozol - também para câncer de mama.
Em 116 casos, o Estado fornece a droga genérica; nas 15
restantes, entrega a versão de marca (Femara).
A aposentada
Alda Scurzio Mantovani, de 70 anos, trata um câncer
de mama e também foi à Justiça. Por dois
anos, ela comprou o remédio, que custava cerca de R$ 500
por mês. Mas foi à Justiça quando se endividou.
Alda precisava
do Arimidex, mas recebeu a versão genérica
do Estado. “Algumas vezes me peguei pensando: será que
esse remédio tem o mesmo efeito do de marca? Fiquei com
dúvida, porque o câncer é uma doença
muito difícil, mas o meu médico me tranquilizou”,
diz.
Doenças
raras
Pacientes
que sofrem com doenças raras reclamam da demora
para o fornecimento de medicamentos. A Associação
Brasileira de Hemoglobinúria Paroxística Noturna
(ABHPN) afirma que 16 pacientes já receberam liminares
ou sentenças que garantem acesso a um remédio essencial
para o tratamento, mas ainda aguardam o fornecimento do Estado.
A doença afeta 1 a cada 100 mil pessoas e é hereditária.
Causa uma anemia crônica e aumenta as chances de trombose.
Fernanda Tavares, advogada que atende a ABHPN, afirma que alguns
pacientes demoram mais de 60 dias para receber o remédio
- prazo concedido para a secretaria cumprir a decisão.
Em nota, a secretaria critica a “enxurrada de decisões
judiciárias obrigando o governo a comprar medicamentos
não padronizados, alguns sem registro”.
AGÊNCIA
BRASIL
Espírito
Santo registra 53 mil casos de dengue no ano
O número de casos de dengue registrados este ano no Espírito
Santo se aproxima do de 2009, ano de maior incidência da
doença no estado. De janeiro até agora, foram registrados
52.018 casos. Naquele ano, houve 53.078 casos no Espírito
Santo, informou a Secretaria estadual da Saúde. Os dados
foram reunidos entre 2 de janeiro e 26 de novembro deste ano.
Foram confirmados 25 óbitos e três casos continuam
sob investigação.
Os municípios do Espírito Santo com maior incidência
da doença - quantidade de notificações em
relação ao número de habitantes - são
Viana (269,6), Baixo Guandu (177,3), Bom Jesus do Norte (175,7),
Fundão (170,4) e Conceição da Barra (122).
Os casos referentes aos tipos mais graves de dengue (com complicação
hemorrágica) chegaram a 3.310.
Para evitar
o risco de epidemia no verão, a Secretaria
de Saúde estadual investirá R$ 2 milhões
no Plano Estadual de Enfrentamento da Dengue. O dinheiro será destinado à compra
de equipamentos para combate à dengue no estado, como
bombas para expelir inseticidas e fumacê. Além disso,
estão sendo capacitados técnicos e auxiliares de
enfermagem nos municípios para atender aos pacientes com
dengue.
AGENDA
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.