Leia
nesta edição:
- Criação de estatal acabará com terceirizados
em hospitais universitários
- Projeto
retira embriaguez habitual dos casos de demissão
- Hormônios que ativam câncer de próstata
são identificados
- Chá verde ajuda na prevenção contra Alzheimer
e câncer
- Atenção: dividir comprimidos pode alterar a
dose do remédio
- Acessório e aplicativo para iPhone medem pressão
e pulsação
- MP cria
Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
- Novo secretário promete rever contratos da saúde
em São Paulo
Quinta-feira, 06.01.11
Correio Braziliense
Criação de estatal acabará com terceirizados
em hospitais universitários
Os 46 hospitais
universitários do país devem contar
com novas definições sobre seu funcionamento até o
fim deste semestre. Em 31 de dezembro de 2010, uma edição
extra do Diário Oficial da União determinou a criação
da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH),
que seria responsável por administrar as unidades hospitalares,
assim como prestar serviços de assistência médico-hospitalar
e laboratorial à comunidade, gratuitamente, no âmbito
do Sistema Único de Saúde (SUS). Seu foco será o
gerenciamento dos hospitais universitários e a contratação
dos profissionais.
Prevista
por meio da Medida Provisória (MP) nº 520,
a nova estatal pegou de surpresa reitores de universidades e
diretores de hospitais, além de criar uma série
de dúvidas. As respostas deverão vir apenas com
a constituição da empresa e a definição
do seu estatuto — medidas que têm prazo de 180 dias
para serem divulgadas, a partir da publicação da
MP. Na semana que vem, reitores irão se reunir em Brasília
para discutir a MP. A partir de março, o tema deve começar
a ser analisado no Senado.
A expectativa é que a estatal afete diretamente a vida
de milhares de pessoas, já que 70% dessas unidades de
saúde são de grande porte e oferecem um perfil
assistencial de alta complexidade. “Os hospitais universitários
são referência na maioria dos locais onde se encontram.
São hospitais de pesquisa, ensino, extensão, e
fazem uma grande quantidade de transplantes de órgãos.
Os hospitais das universidades federais do Maranhão e
de Uberlândia, por exemplo, são responsáveis
por mais de 90% dos procedimentos de alta complexidade de suas
regiões”, afirma Natalino Salgado Filho, reitor
da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e presidente
da Comissão de Hospitais Universitários da Associação
dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes).
Terceirizados
Para Natalino,
a estatal poderá trazer uma solução
para o principal problema que atinge os hospitais universitários:
a contratação de pessoal. Atualmente, 70.373 servidores
atuam nesses centros, mas apenas 59,03% são servidores
federais vinculados ao Ministério da Educação
e contratados pelo Regime Jurídico Único. Outros
cerca de 24 mil são terceirizados, cedidos de outros órgãos,
contratados por meio de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA),
ou pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“Além de regularizar os mais de 20 mil funcionários
precários, os hospitais universitários precisam
de mais 10 mil servidores. Eles são necessários
para reativar 1,5 mil leitos desativados por falta de pessoal”,
diz Natalino. A MP que cria a empresa prevê a contratação
simplificada de profissionais pelo prazo de dois anos. Em seguida,
a renovação do quadro funcional só poderá ser
feita mediante concurso público.
O diretor-geral
do Hospital Universitário de Brasília
(HUB), Gustavo Romero, afirma que a situação irregular
dos 624 contratados de forma precária pelo hospital gera
um prejuízo de R$ 1,5 milhão à saúde
pública do Distrito Federal. “Nós temos que
pagar os contratados com dinheiro enviado pelo SUS, que deveria
ser aplicado na saúde do cidadão. Esse dinheiro
faz falta na ponta, na tecnologia de saúde e no conforto
oferecido ao brasiliense”, afirma.
Atualmente,
o Ministério da Saúde repassa, por
meio do SUS, R$ 94,7 milhões para os hospitais universitários,
mensalmente. E, segundo Natalino Salgado Filho, todas as unidades
hospitalares destinam verba do SUS, voltada à assistência,
para o pagamento de funcionários não concursados.
Cerca de 70% dos recursos dos hospitais universitários
vêm do Ministério da Educação e os
outros 30%, do Ministério da Saúde.
Por dentro da MP
Conheça alguns dos principais pontos da Medida Provisória
nº 520:
» A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
S.A. (EBSERH) deve ter personalidade jurídica de direito
privado e patrimônio próprio, vinculada ao Ministério
da Educação, com prazo de duração
indeterminado.
» A finalidade da empresa é a prestação
de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar
e laboratorial à comunidade, assim como a prestação — às
instituições federais — de serviços
de apoio ao ensino e à pesquisa, à aprendizagem
e à formação de pessoas no campoda saúde
pública.
» Os serviços de assistência médico-hospitalar
e laboratorial serão gratuitos e integrados ao Sistema Único
de Saúde (SUS). Mas a empresa só poderá prestar
serviço mediante contrato com as instituições
federais de ensino.
» Os recursos da empresa virão de receitas decorrentes
da prestação de serviços, da alienação
de bens e direitos, das aplicações financeiras
que realizar, dos direitos patrimoniais, dos acordos e de convênios,
assim como de doações.
» O regime de pessoal da empresa será o da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), condicionada a contratação à prévia
aprovação em concurso público. Mas a empresa
poderá fazer contratos temporários com pessoal
técnico e administrativo, por meio de processo seletivo
simplificado. Eles têm fins de implantação
e devem durar, no máximo, dois anos.
Agência Câmara
Projeto
retira embriaguez habitual dos casos de demissão
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7805/10, do Senado,
que exclui a embriaguez habitual dos casos de rescisão
do contrato de trabalho por justa causa. A proposta altera artigos
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei
5.452/43) e do Regime Jurídico dos Servidores Públicos
(Lei 8.112/90).
Segundo o
autor, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a proposta pretende
reforçar a tese do alcoolismo como doença,
evitando a demissão do trabalhador em situação
de dependência de bebidas alcoólicas.
Além de retirar a expressão "embriaguez habitual",
mantendo apenas os casos de embriaguez em serviço, o texto
do projeto ainda acrescenta parágrafo à CLT para
estabelecer que a rescisão do contrato de trabalho do
dependente crônico só ocorrerá nos casos
em que ele não aceite se submeter a tratamento.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivoRito de tramitação
pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário,
apenas pelas comissões designadas para analisá-lo.
O projeto perderá esse caráter em duas situações:
- se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição
por uma, aprovação por outra); - se, depois de
aprovado ou rejeitado pelas comissões, houver recurso
contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos
dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.,
será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Em 2010, a Câmara aprovou projeto semelhante (PL 206/03),
do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE).
Correio Braziliense
Hormônios que ativam câncer de próstata são
identificados
Por Adelson Canudo
Foram identificados
no Instituto do Câncer da Queen Mary
University de Londres, na Inglaterra, os hormônios que
ativam os tumores causadores do câncer de próstata.
Segundo os
estudiosos, tratam-se de dois hormônios fundamentais
na ativação de uma variação genética
específica, que gera a criação dos tumores.
A pesquisa
foi centralizada nos hormônios androgênicos – testosterona,
androsterona e a androstenediona – e na influência
que ocorre na hora de fundir genes diferentes, que resultam em
uma mutação genética encontrada em muitos
cânceres. Esses genes mutantes se formam por causa da fusão
de DNA procedente de distintas partes da zona genética
das células.
De acordo
com o coordenador do estudo, a exposição
aos androgênicos pode provocar a fusão de genes
que normalmente estão muito afastados e esse estudo demonstra
as causas da fusão de dois genes específicos responsáveis
pelo crescimento dos tumores cancerígenos da próstata. “A
fusão entre os genes TMPRSS2 e ERG, detecta em aproximadamente
50% dos cânceres de próstata, é a fusão
mais comum entre os tumores cancerígenos humanos, acrescenta
o especilista.
Enfatiza
que essa é uma descoberta significativa e um
passo de gigante na futura prevenção da doença,
guiando novos tratamentos. "Se pudermos averiguar como controlar
e tramitar os níveis androgênicos, há uma
sólida possibilidade de que possamos ajudar milhares de
homens, especialmente os que sabemos que estão nos grupos
de risco, por ter história de câncer de próstata
na família”, explicou o pesquisador.
Excluindo
os de pele, este câncer é o mais frequente
entre os homens no mundo desenvolvido, chegando ao ponto de 15%
da população masculina ser diagnosticada com a
doença, e estima-se que a percentagem aumentará substancialmente
nos próximos anos devido ao envelhecimento da população.
A doença, normalmente, é detectada em indivíduos
com mais de 50 anos, dos quais apenas 1 em cada 32 morre. O grande
problema é que uma alta porcentagem de afetados nunca
apresenta sintomas, nem são submetidos ao tratamento.
Diante disto
só podemos mais uma vez ressaltar a importância
da detecção precoce do câncer de próstata.
Veja
Chá verde ajuda na prevenção contra Alzheimer
e câncer
Uma
xícara da bebida por dia já é suficiente
para sentir os benefícios à saúde
Prevenção: ingerir uma xícara de chá verde
por dia ajuda a prevenir demências, como o Alzheimer, e
câncer.
"Quando o chá verde é digerido, as substâncias
químicas resultantes são mais eficazes contra o
Alzheimer do que a planta fresca" Ed Okello, estudioso
O chá verde acaba de engrossar a lista de benefícios
que traz à saúde humana. Pelo menos é o
que diz uma pesquisa publicada no periódico Phytomedicine.
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Newcastle,
na Inglaterra, a bebida de origem chinesa é capaz de proteger
o cérebro contra o Alzheimer e outros tipos de demência,
além de ter um papel fundamental na prevenção
do câncer.
“Nós descobrimos que quando o chá verde é digerido,
as substâncias químicas resultantes são mais
eficazes contra o Alzheimer do que a planta fresca”, explica
Ed Okello, um dos responsáveis pela pesquisa. Entre esses
componentes resultantes da digestão estão ainda
alguns de propriedades anticancerígenas, capazes de reduzir
a velocidade com que as células de um tumor crescem no
organismo.
Estudos anteriores
já haviam mostrado que os polifenóis,
presentes nos chás preto e verde, eram eficazes na proteção
das células cerebrais. “Obviamente, há diversos
fatores que, juntos, influenciam em doenças como o câncer
e a demência - uma boa dieta, exercícios físicos
e um estilo de vida saudável são importantíssimos”,
destaca Okello. Para o médico, uma xícara de chá verde
por dia seria o mínimo necessário para o efeito
eficiente da bebida.
Veja
Atenção: dividir comprimidos pode alterar a dose
do remédio
Muitas
vezes não se tem duas partes iguais, o que pode
ser prejudicial à saúde
Alerta: dividir
comprimidos para fracionar a medicação
pode resultar em intoxicação ou ingestão
de dosagem errada.
"Esses remédios são geralmente divididos
em tamanhos desiguais e uma quantidade substancial se perde durante
a divisão", Charlotte Verrue, pesquisadora.
Dividir comprimidos
ao meio pensando em ingerir apenas metade do remédio pode trazer sérias consequências à saúde
do paciente, pois os riscos de dosagem errada são grandes.
Segundo pesquisa publicada no periódico Journal of Advanced
Nursing da Universidade de Ghent, na Bélgica, há uma
margem muito pequena entre a dosagem terapêutica e a tóxica.
Durante testes
clínicos, os pesquisadores descobriram
que 31% dos comprimidos que foram divididos tinham uma dosagem
diferente da esperada. Isso significa que partir um comprimido
de 150mg em duas partes não é o mesmo que ter em
mãos dois pedaços com 75mg. Até mesmo as
pílulas cortadas por aparelhos específicos apresentam
grande margem de erro - em 13% dos casos, a dosagem era diferente.
“Os comprimidos costumam ser divididos por uma série
de fatores, como para aumentar a flexibilidade da dose, facilitar
a ingestão e economizar na compra da medicação.
No entanto, esses remédios são geralmente divididos
em tamanhos desiguais e uma quantidade substancial se perde durante
a divisão”, alerta Charlotte Verrue, coordenadora
do estudo.
Dose certa
- Para Charlotte, a pesquisa serve de alerta à saúde
pública. A pesquisadora afirma que o melhor caminho para
se evitar a prática é aumentar a variedade de dosagens à venda
nas farmácias. “Há também a possibilidade
de venda de formulações líquidas, que fariam
da divisão de comprimidos algo desnecessário”,
sugere.
Quarta-feira, 05.01.11
O
Estado de São
Paulo
Acessório e aplicativo para iPhone medem pressão
e pulsação
Produto custa US$ 130 e foi apresentado na feira de tecnologia
CES 2011, em Las Vegas
A empresa
Withings apresentou nesta quarta-feira, 5, na feira internacional
de
tecnologia CES 2011, em Las Vegas (EUA), um
acessório e um aplicativo para iPhone capazes de medir
a pressão arterial e a pulsação dos usuários.
Para isso,
uma braçadeira deve ser conectada ao iPhone,
iPad ou iPod Touch. Ao pressionar o botão do aplicativo,
ela começa a inflar e fazer a medição. Em
seguida, é criado um gráfico que analisa os resultados
e os compara com exames anteriores.
O aparelho pode ser adquirido no site da Withings por US$ 130.
Agência Câmara
MP
cria Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares
Nova empresa,
vinculada ao MEC, prestará serviços
gratuitos à comunidade e auxiliará as universidades
federais na formação de profissionais de saúde
pública. Medida busca resolver problemas na contratação
de trabalhadores para hospitais universitários.
Em 2009,
os hospitais universitários realizaram 39,7
milhões de atendimentos no País.A Câmara
analisa a Medida Provisória 520/10, que cria a Empresa
Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), para apoiar
a prestação de serviços médico-hospitalares,
laboratoriais e de ensino e pesquisa nos hospitais universitários
federais. O objetivo da nova empresa pública é resolver
problemas na contratação de trabalhadores para
esses hospitais, hoje em grande parte fornecidos por intermédio
das fundações de apoio das universidades.
De acordo
com a medida, a EBSERH será uma sociedade anônima
de direito privado, vinculada ao Ministério da Educação
(MEC), com patrimônio próprio e capital social 100%
da União. Com sede em Brasília, a empresa poderá manter
escritórios em outros estados, além de subsidiárias
regionais.
Problemas atuais
Atualmente,
a força de trabalho dos hospitais universitários é de
cerca de 70 mil profissionais. Destes, 53,5 mil são servidores
do quadro efetivo e 26,5 mil são recrutados por intermédio
das fundações de apoio das universidades, sob diversos
formatos legais - pelo regime celetista, por contratos de prestação
de serviços e outros vínculos precários,
muitas vezes irregulares.
Para o governo,
o uso das fundações de apoio para
atender às necessidades de contratação de
trabalhadores para os hospitais universitários acarreta
distorções e vulnerabilidade jurídica.
A atuação desses hospitais é voltada para
o apoio aos programas de ensino e pesquisa das universidades,
mas os estabelecimentos também prestam serviços
médico-hospitalares diretamente ao Sistema Único
de Saúde (SUS). Em 2009, o setor foi responsável
por 39,7 milhões de procedimentos.
Pessoal
A EBSERH
contratará pessoal sob o regime da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), mediante prévia
aprovação em concurso público de provas
ou de provas e títulos.
No entanto,
para a imediata instalação da empresa
sem descontinuidade dos trabalhos nos hospitais, a MP prevê a
hipótese de contratação temporária,
em processo seletivo simplificado, com base em análise
curricular. A contratação temporária poderá ocorrer
nos primeiros 180 dias de funcionamento da EBSERH, e esses contratos
poderão ser prorrogados uma única vez, desde que
a soma dos dois períodos não ultrapasse dois anos.
Conforme
o texto, os servidores públicos atualmente dedicados
a atividades nos hospitais universitários poderão
manter seu vínculo empregatício por meio de cessão à nova
empresa. O objetivo é preservar as equipes que já atuam
nas instituições.
Competências
Entre outras
competências, a empresa deverá administrar
unidades hospitalares e prestar serviços gratuitos de
assistência médico-hospitalar e laboratorial à comunidade
no âmbito do SUS. Além disso, terá de prestar, às
universidades federais ou congêneres, serviços de
apoio ao ensino, à pesquisa e à formação
de profissionais no campo da saúde pública.
Para prestar
os serviços, a EBSERH firmará contratos – aprovados
pelos ministros da Educação; e do Planejamento,
Orçamento e Gestão – com as instituições
de ensino. Esses contratos estabelecerão metas de desempenho,
indicadores e prazos de execução a serem observados
pelas partes, além de sistemática de acompanhamento
e avaliação dos resultados.
Receitas
De acordo
com a MP, constituirão recursos da EBSERH as
receitas decorrentes da prestação de serviços;
da alienação de bens e direitos; das aplicações
financeiras que realizar; dos direitos patrimoniais, tais como
aluguéis e dividendos; e dos acordos e convênios
que firmar.
A empresa
será administrada por um conselho de administração,
com funções deliberativas, e por uma diretoria
executiva. Haverá ainda um conselho fiscal.
Tramitação
A MP será analisada pelo Plenário. O texto passa
a trancar a pauta. A pauta do Plenário é trancada
por medidas provisórias e projetos de lei do presidente
da República em regime de urgência que não
tenham sido votados no prazo de 45 dias. Enquanto essas propostas
não forem votadas, não pode haver votações
em sessões ordinárias - apenas em extraordinárias.
da Casa - Câmara ou Senado - onde estiver tramitando a
partir do dia 19 de março.
Agência
Estado
Novo
secretário promete rever contratos da saúde
em São Paulo
Secretário voltou a defender a lei que permite a alguns
hospitais destinar até 25% dos atendimentos a pacientes
de planos de saúde
O novo secretário de Saúde de São Paulo,
Giovanni Guido Cerri, tomou posse nesta terça-feira (4)
e afirmou que pretende rever os contratos firmados entre o Estado
e as Organizações Sociais de Saúde (OSs)
para administração de hospitais públicos. "Sempre é possível
melhorar. Nossa obrigação é rever gastos
em áreas que possam ser reduzidos para investir em outras
que julgamos prioritárias", disse.
O secretário voltou a defender a nova lei que permite
a alguns hospitais de alta complexidade, cuja gestão seja
terceirizada para OSs, destinar até 25% dos atendimentos
a pacientes de planos de saúde. O projeto foi apresentado
em regime de urgência pelo ex-governador Alberto Goldman,
aprovado pela Assembleia em 22 de dezembro e sancionado na última
quarta-feira.
A justificativa,
segundo Cerri, é que 40% da população
do Estado paga algum tipo de seguro de saúde, mas utiliza
com frequência serviços públicos de alta
complexidade. Como na maioria dos casos as operadoras não
fazem o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde
(SUS), o Estado deixaria de arrecadar por ano cerca de R$ 500
milhões. "São recursos que estão sendo
desperdiçados e apenas os planos se beneficiam com isso",
afirmou o secretário.
Cerri disse
ainda que não haverá reserva de leitos
para pacientes de planos privados. "A porta de entrada será a
mesma, os leitos serão os mesmos. A diferença será na
porta da saída, quando serão identificados os pacientes
de planos e será feita a cobrança das operadoras".
Isso permitiria dobrar a receita dos hospitais, continuou, e
melhorar o atendimento a quem não tem plano.
Mas, no entendimento
do Ministério Público do
Estado de São Paulo, a nova lei cria privilégios
a pacientes de convênios em unidades públicas, oficializando
a "dupla porta" e afrontando as Constituições
Federal e do Estado. O órgão prepara ação
contra a medida, que também desagradou entidades médicas.
As informações são do jornal O Estado de
S. Paulo.
JANEIRO
/ 2011
PUCRS
lança especialização em Bioética
Terminalidade
da vida, cuidados paliativos e ortotanásia;
direitos dos pacientes, vulnerabilidade e dignidade humana; pesquisa
com células-tronco, seres humanos e animais; responsabilidade
com o meio-ambiente e com as futuras gerações.
Essas serão algumas das discussões propostas pelo
novo curso de especialização em Bioética,
que está com inscrições abertas. A atividade,
interdisciplinar, é promovida pelo Instituto de Bioética
da PUCRS e é inédita na modalidade especialização
no Estado. Serão apresentadas diferentes visões
sobre o tema, como aspectos antropológicos, filosóficos,
jurídicos, médicos, biológicos, teológicos
e espirituais. "Debates como a ortotanásia ou o uso
de animais em pesquisas necessitam discussões além
da área da Medicina porque envolvem uma decisão
social e moral, pertinente a todo cidadão responsável.
As aulas são destinadas a profissionais de todas as áreas",
explica a diretora do Instituto, Jussara de Azambuja Loch. A
intenção, segundo Jussara, é instigar os
alunos a formar e fundamentar opiniões sobre a Bioética
e incentivar a argumentação e o raciocínio
crítico. "Discutiremos todas as formas de vida -
ambiente e animais", completa. Para a coordenadora, Lívia
Pithan, o curso consolida uma produção acadêmica
sobre Bioética existente na Universidade há muitos
anos, mesmo antes da criação do Instituto, que
existe há três. São conflitos que atingem
toda a humanidade, e por isso não podem ser tratados apenas
por uma perspectiva disciplinar. "Haverá troca de
conhecimento entre docentes de diferentes áreas, não
apenas entre aluno e professor. Esta especialização
promove o encontro de várias disciplinas", explica.
A duração é de um ano. Os encontros têm
início em 15 de abril e ocorrerão às sextas-feiras à noite
e aos sábados pela manhã e tarde, com uma semana
livre ao mês. As inscrições podem ser feitas
pelo site www.pucrs.br/ib, no link "Especialização".
Informações complementares pelos telefones (51)
3320 3679 e (51) 3320-3727.