Leia
nesta edição:
- Entrevista: Robert Fogel
– “Viver
mais custa caro”
- Ministério da Saúde aperta fiscalização
- Contratos
entre maiores operadoras e médicos estão
irregulares, diz ANS
- Normas
que buscam melhorar atendimento vão sair até junho
- Briga vai
além
do valor da consulta
- ANS intervém em 13% dos planos médicos
- Consulta
não é um
produto como banana vendida na feira
- Organizar
a saúde pública
- Equívocos na Saúde
- SAÚDE
- Sociedade
de endocrinologia e Anvisa divergem sobre suspensão
de inibidores de apetite
- Polêmica na área de Saúde
- Greve dos
médicos abre discussão sobre acreditação
O Globo
Ministério da Saúde aperta fiscalização
Verba
do SUS só será repassada
a quem divulgar dados sobre atendimentos
Por Roberto Maltchik
BRASÍLIA. Estados e municípios terão que
tornar públicas e atualizar periodicamente todas as informações
sobre o atendimento de saúde, para manter o recebimento
de recursos federais do Sistema Único de Saúde
(SUS). A nova regulamentação extingue o atual sistema
dos relatórios de gestão, cujo conteúdo
não é analisado, segundo detectou grupo de trabalho
do Ministério Público Federal que analisou esses
relatórios nos últimos dois anos.
Essas medidas
integram a reformulação do sistema
de repasses de verbas federais a estados e municípios
que o Ministério da Saúde deve anunciar em breve.
A fragilidade na fiscalização do dinheiro foi revelada
pelo GLOBO semana passada.
O novo sistema
de acompanhamento ainda não tem nome,
mas deve começar a ser debatido com estados e municípios
nos próximos dias. A ideia tem o aval da presidente Dilma
Rousseff, e o governo pode editar um decreto para pôr em
prática as mudanças. Segundo o ministro Alexandre
Padilha, os indicadores de qualidade de acesso, promessa assumida
no discurso de posse, também serão públicos.
- O plano
estadual de Saúde só será aceito
se estiver de acordo com o plano nacional. No contrato que estamos
propondo, você terá que informar o relatório
de gestão, com um sistema público de informação.
(O público) poderá saber o que foi pactuado entre
União, estados e municípios - disse Padilha.
Ao GLOBO,
Padilha disse ainda que a União deverá financiar
parte da estruturação do Sistema Nacional de Auditoria
(SNA) por estados e municípios. O SNA é um dos
dispositivos legais de controle que existem no papel, mas não
entraram completamente em vigor. Outra novidade será a
padronização de instrumentos entre as fiscalizações
do Departamento de Auditoria do SUS (Denasus) e da Controladoria
Geral da União (CGU).
- O ponto
de partida é esse. tenho conhecimento do conjunto
de desafios para aprimorar os mecanismos de controle, tanto do
Ministério quanto do SUS. Meu papel não é ficar
olhando para trás, é aprimorar os mecanismos de
controle - afirmou.
Ainda não há prazo para o ministério estruturar
o uso nacional do Cartão SUS, capaz de rastrear onde cada
paciente está sendo atendido. Mas já foi decidido
que o sistema começará a ser implementado onde
já há algum tipo de uso ou já exista um
sistema de regulação de atendimento, como São
Paulo, Curitiba e Belo Horizonte.
O
Estado de São
Paulo
Contratos
entre maiores operadoras e médicos estão
irregulares, diz ANS
Manifestação. Integrantes do CFM, da AMB e da
Federação Nacional dos Médicos explicam
os motivos da paralisação
Resolução da agência de 2004 indica que
contratos devem conter cláusula com critérios para
reajuste dos honorários dos profissionais, o que é descumprido
pelas 30 maiores empresas do setor, responsáveis por 56%
do mercado de saúde suplementar
Por Karina Toledo
Dados da
Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) revelam que 100% dos contratos assinados entre as 30 maiores
operadoras de plano de saúde do País e os médicos
prestadores de serviço estão irregulares. De acordo
com resolução da ANS de 2004, os contratos deveriam
conter uma cláusula com os critérios para reajuste
dos honorários médicos, o que é descumprido
pelas empresas.
A irregularidade
também vem sendo denunciada pelas entidades
médicas, que organizam para amanhã uma paralisação
nacional no atendimento eletivo a pacientes de planos de saúde
(mais informações nesta página).
Segundo Antonio
Endrigo, gerente-geral de Integração
Setorial da ANS, as 30 operadoras incluídas no programa
de monitoramento da agência representam 56% do mercado
de saúde suplementar. "Criamos esse programa em junho
de 2010 porque não tínhamos conhecimento de quem
estava cumprindo a resolução de 2004", explica
Endrigo, que não revelou o nome da empresas abrangidas.
As operadoras
que correspondem aos outros 44% do mercado ainda não estão sendo monitoradas pela agência. "São
mais de mil empresas. Optamos por deixá-las para um segundo
momento, pois seria difícil monitorar todas", diz
Endrigo.
A agência solicitou às 30 maiores operadoras que
enviassem propostas para adequação dos contratos
e afirma que vai multar quem não atender à solicitação. "Depois
que chegarmos a um consenso sobre a proposta, as empresas terão
um prazo para adequar sua rede credenciada."
Insatisfação. Para representantes dos médicos,
no entanto, a solução da agência não é a
ideal. "Em vez de perder tempo analisando individualmente
mais de 2 milhões de contratos, a ANS deveria simplesmente
determinar que fosse feito um adendo contratual", diz o
diretor da Associação Médica Brasileira
(AMB), Florisval Meinão.
O descumprimento
das regras pelas operadoras e a morosidade da ANS em fiscalizá-las, afirmam as entidades médicas,
resultou na desregulação econômica na saúde
suplementar.
Segundo levantamento
da AMB, entre 2003 e 2009, o valor de uma consulta médica foi reajustado em 44%. Já as operadoras
tiveram 129% de aumento no faturamento no mesmo período,
que passou de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões.
Os honorários médicos, que representavam 40% dos
gastos das operadoras em 2003, hoje correspondem a apenas 18%.
O valor médio pago por uma consulta é, segundo
a AMB, R$ 39. Algumas empresas chegam a pagar R$ 25. Os médicos
reivindicam que o mínimo seja R$ 62.
"Descontados os gastos com aluguel e funcionários,
nos sobram entre R$ 8 e R$10 por consulta. Isso tem levado ao
fechamento de vários consultórios", diz. Cid
Carvalhaes, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado
de São Paulo (Simesp).
Interferência. "Se continuar como está, a
saúde suplementar vai entrar em colapso", diz Aloísio
Tibiriçá, do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Os médicos, continua Tibiriçá, têm
cada vez menos condições de prestar um atendimento ético à população
tanto pela defasagem na remuneração como pela interferência
das operadoras na autonomia dos profissionais.
Tibiriçá relembra que 90% dos médicos revelaram
sofrer interferência das operadoras em sua relação
com os pacientes, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada
no ano passado. Os principais problemas citados foram recusa
de pagamento de consultas e procedimentos realizados, pressão
para reduzir o número de exames e restrições
a doenças pré-existentes.
Para minimizar
o problema, os médicos reivindicam que
os contratos com as operadoras contenham critérios claros
para credenciamento e descredenciamento de profissionais.
Procurada
pela reportagem, a Federação Nacional
de Saúde Suplementar (Fenasaúde), entidade que
congrega 15 grande operadoras de planos de saúde, informou
que o reajuste médio do valor das consultas médicas
praticado por suas afiliadas entre 2002 e 2010 variou entre 83,33%
e 116,30%.
"Os índices são significativamente superiores à variação
do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA)
no mesmo período, que foi de 56,68%", afirma a entidade,
em nota. A Fenasaúde afirmou ainda que os valores são
reajustados anualmente nas datas-bases acordadas nos contratos
em vigor.
Para lembrar
Diretores
são
ligados a empresas
Integrantes
de movimentos sociais tentaram barrar, em 2009, a indicação de Leandro Reis Tavares e Maurício
Ceschin para cargos de diretores da ANS. O objetivo era evitar
que a entidade fosse comandada por uma maioria ligada a operadoras.
Ceschin trabalhou na Medial.
Reis Tavares
foi chefe médico da Amil Resgate Saúde.
Em 2009, também fazia parte da diretoria colegiada Alfredo
Luiz de Almeida, ex-superintendente da Rede de Centros Médicos
da Empresa de Serviços Hospitalares do Grupo Amil. Para
entidades médicas, a presença de pessoas ligadas às
operadoras na ANS explicaria a suposta omissão da agência
na regulação dos contratos com os médicos.
O
Estado de São
Paulo
Normas
que buscam melhorar atendimento vão sair até junho
Por Clarissa
Thomé
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicará até junho
as normas de acreditação das operadoras de saúde
- processo de certificação feito por empresa independente
com base em critérios de qualidade. A intenção é que
as operadoras busquem a certificação como forma
de melhorar o atendimento.
"Esse é um processo voluntário. A agência
vai induzir as empresas, usando mecanismos de regulação",
afirmou o diretor de Normas e Habilitação de Operadoras,
Leandro Reis Tavares. Entre as medidas de incentivo que a agência
estuda está a de usar a acreditação como
um dos critérios para o reajuste anual.
A certificação de qualidade para operadoras começou
a ser discutida na agência há dois anos e foi colocada
em consulta pública no fim de 2010 - o órgão
recebeu mais de mil contribuições, que estão
sendo analisadas.
Segundo Tavares,
a certificação faz parte de um
pacote de iniciativas pela qualidade dos serviços da operadora,
que incluem a divulgação de indicadores de desempenho
de prestadores (hospitais e laboratórios) e da qualificação
dos médicos de consultórios (títulos e formação
acadêmica), definição de tempos máximos
de garantia de acesso a serviços, como consultas.
O Consórcio Brasileiro de Acreditação, única
empresa brasileira que tem acordo com a Joint Comission International,
se antecipou às regras da ANS e criou o primeiro produto
nacional para certificação de planos de saúde.
São 224 critérios de qualidade que devem ser seguidos
- o que inclui a criação de um código de ética,
regras claras e públicas para descredenciar um prestador,
para recusar o procedimento ao cliente.
Para José Valverde, coordenador de Acreditação
para Operadoras de Planos de Saúde da CBA, a certificação
pode ajudar a reduzir a sinistralidade - diferença entre
a receita das operadoras e o quanto as empresas desembolsam para
cobrir as despesas médicas. "Hoje a sinistralidade é muito
alta, em torno de 87%. A acreditação pode fazer
com que os profissionais médicos tenham outro foco em
cima dos protocolos. Hoje, eles veem o protocolo como tentativa
de cercear a atividade médica. Dentro de um projeto que
busca a qualidade, a visão é outra", afirma.
Desafio
Por Flávio Bitter, diretor da saúde
Bradesco
"O processo (de acreditação, iniciado há um
ano) já significou mudanças na empresa, como dar
maior publicidade aos direitos do segurado. Também criamos
um novo sistema de reembolso online: facilidade para o cliente
e menos gasto de papel."
Gazeta do Povo
Briga
vai além
do valor da consulta
Por Priscila Forone
Diante da
paralisação dos médicos, especialistas
sugerem mudanças mais profundas que o reajuste dos procedimentos
Na briga
entre operadoras de saúde e prestadores de serviços,
sejam profissionais de saúde ou hospitais e clínicas,
pouco a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
tem metido a colher. A negociação entre as partes é livre
e com isso o que reina é o poderio das grandes do mercado. É por
isso que a classe médica, agora com o apoio ao menos regional
de outros profissionais da saúde, promete paralisar o
atendimento por planos amanhã, mantendo apenas os serviços
de urgência e emergência. É uma forma de se
unir para buscar um acordo mais abrangente para o aumento do
valor das consultas e demais procedimentos. Mas essa disputa é antiga
e não deve solucionar todos os problemas dos cerca de
45 milhões de brasileiros quase 24% da população
que contam com o sistema para cuidar da saúde.
Mais do que
o reajuste de honorários, o modelo atual
precisa, segundo especialistas, de uma revisão, que passa
pela adoção de um rol de procedimentos único;
pela acreditação das entidades, para a formação
de referenciais de qualidade mais confiáveis; e de uma
nova maneira de capitalizar o setor, apostando em uma poupança
focada no envelhecimento da população.
Uma reforma
desse gabarito, no entanto, não está em
andamento. Grandes propostas já foram levadas ao Congresso,
mas sempre são barradas pelos diferentes lobbies lá existentes
, lamenta o médico Marcial Carlos Ribeiro, diretor do
Hospital São Vicente, em Curitiba, da Fundação
de Estudos das Doenças do Fígado Koutoulas Ribeiro
(Funef) que, há algum tempo, já vem propondo mudanças
nesse sentido.
Na falta
de uma iniciativa maior e no falecimento do bom senso , como
diz o doutor, alterações picadas andam a
passos lentos na Câmara e no Senado, em Brasília,
e nos corredores da ANS, no Rio de Janeiro (saiba mais sobre
essas alterações nesta página). Falta força
de vontade para todos os atores chegarem a uma conclusão
que seja boa para o principal interessado: o consumidor. Enquanto
isso, os duelos continuam , avalia a coordenadora de relações
institucionais da Proteste, Associação Brasileira
de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci.
Pelo Programa
de Monitoramento dos Contratos que a ANS instalalou em junho
de 2010, e que
prevê a análise proativa
de 30 operadoras no prazo de três anos, os contratos das
empresas andam mesmo desrespeitando as resoluções
normativas. Até agora, dez operadoras foram analisadas
e nenhuma está de acordo. Dessas, oito foram notificadas
e encaminharam propostas que estão em análise,
uma já adequou seus contratos e outra não deu retorno
e pode ser multada em R$ 35 mil.
Serviço:
Para quem
tem consulta agendada para amanhã a orientação é entrar
em contato com o médico, dentista ou fisioterapeuta e
reagendar. Se de alguma forma o consumidor se sentir desassistido
deve reclamar à ANS, no fone 0800-701-9656.
Brasil
Econômico
ANS
intervém em 13% dos planos médicos
Das
2,5 mil empresas de saúde do país, cerca de
200 estão sob acompanhamento da agência
Por Michele Loureiro
Além das habituais falhas na saúde pública
do Brasil, a parte privada do setor também têm em
seu diagnóstico sinais de uma infecção.
Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), cerca de 13% das companhias de saúde privada no
país estão sob o regime de direção
fiscal. Das 1,5 mil prestadoras de serviço no segmento,
ao menos 200 enfrentam problemas com administração
e precisaram sofrer intervenção da ANS para que
os consumidores não tivessem o serviço interrompido.
Para consultores
da área, a falta de profissionalização
do segmento é a maior fonte dos problemas.
A maioria
das empresas da área é de porte pequeno
e comandada por médicos, que muitas vezes acabam esquecendo
da saúde financeira das companhias.
Além disso, as novas normas estabelecidas pela ANS no
ano passado, que preveem uma abrangência maior de atendimento,
contribuíram para pressionar a conta das seguradoras.
Com isso,
o mercado aponta para uma tendência de consolidação.
A exemplo
de empresas como a Amil, que adquiriu a Medial por R$ 612 milhões em 2009, as pequenas companhias do setor
terão de realizar o mesmo caminho para não saírem
do negócio. As fusões e aquisições
no segmento são uma alternativa para driblar a falência.
O aumento
nos custos das empresas é assinalado pela evolução
tecnológica da medicina. Em 1960 existiam cerca de 50
tipos de exames clínicos, número que atualmente
ultrapassa os 2 mil.
Mesmo com
os problemas, o número de pessoas com planos
de saúde no país aumentou 43,8% nos últimos
sete anos, alcançando 45,6 milhões de usuários.
A expectativa da ANS é de que haja crescimento de ao menos
5% neste ano.
No mesmo
compasso, caminham as reclamações. Nos
primeiros três meses do ano, 37% das operadoras de saúde
já registram queixas dos consumidores.
Colaborou
Bárbara
Ladeia
Dificuldades
levam as pequenas operadoras do setor a se fundirem com gigantes
como uma alternativa para driblar falência
Folha
de São
Paulo
Consulta
não é um
produto como banana vendida na feira
ANÁLISE
Por Hélio
Schwartsman, articulista da folha
Uma consulta
médica não é um produto como
a banana vendida na feira livre. Ali, a transação
acaba quando o comprador paga e sai com o artigo debaixo do braço.
Se o preço foi barato, ele fez um bom negócio;
se foi caro, a vantagem é do comerciante.
No caso da
saúde, os planos até conseguem impor
seus preços aos médicos, mas isso tem uma série
de implicações não necessariamente vantajosas
para as operadoras -muito menos para os pacientes.
A mais óbvia é que os médicos reduzem a
duração das consultas, com o objetivo de fazer
mais atendimentos por dia e, assim, garantir seu fim de mês.
Sem tempo para colher cuidadosamente a história do doente,
os profissionais procuram precaver-se contra eventuais erros
pedindo uma série de exames que poderiam ser evitados
com uma anamnese bem-feita. Boa parte desses testes custa várias
vezes mais do que o despendido na consulta.
As operadoras
já se deram conta desse efeito e, especialmente
as que atuam no mercado de baixa renda, tentam limitar o número
ou o tipo de exame que o médico pode pedir. Um paciente
atendido nessas condições estaria melhor servido
pelo SUS.
Com o preço da consulta defasado, médicos com
mais experiência e uma certa clientela tendem a deixar
os planos, que acabam perdendo seus melhores profissionais. E
isso não é bom para a eficiência do sistema.
As operadoras, é claro, sabem fazer contas. E conhecem
todos esses perigos de médio e longo prazo. A questão é que
elas atuam com a lógica do aqui e agora, determinada pela
concorrência e pelos resultados presentes.
Gazeta Digital
Organizar
a saúde pública
Por Hélcio Corrêa Gomes, advogado e diretor tesoureiro
da Associação dos Advogados Trabalhista de Mato
Grosso Aatramat e consultor da Comissão Nacional de Direitos
Sociais da OAB Federal.
A saúde pública não fugiu da política
pesada. E dos altos custos operacionais. Inflamou-se e abriu
para administração civil (mercantilizada) por via
de organização social de saúde, que traz
hospital mais bem encerado e fichário arrumado, mas que
diante do excedente de pacientes fecha a porta (desumanamente).
Enfim, deixa o doente sem atendimento e preserva o lucro privado.
Além do que tal retoque iguala à pintura de cal
sobre uma rachadura. E mostra ser algo superior nos desvios dos
recursos públicos. É a organização
pública deficiente sendo substituída por outra
de pior monta. Trata-se de ação de governo em parceria
com o filantrópico de papel para se tirar mais proveito
do caos. Raspagem técnica com aparente legalidade do recurso
do SUS e muito mais prejudicial que a notória corrupção
no derredor.
É fato que hoje um paciente na rede pública tem
custo de tratamento quase dez vezes maior que na rede privada.
Idem, que o privado deságua maior parte dos procedimentos
mais caros no público. E que muitos profissionais fazem
do público captação de clientela. Além
do que na rede hospitalar coletiva os gastos padecem com dispêndios
desnecessários. Sofrem ineficiências planejadas
nos controles dos almoxarifados. Não se compra bem e permite
a autoagressão administrativa (autofágica). E que
quer desorganizar mais para se poder faturar - indevidamente.
A diretriz
geral do atendimento hospitalar irrestrito não
coaduna com administração privada social (mercantilizada)
tal como quer a gerência em Mato Grosso. Está-se
abrindo no país ao controle privado algo no entorno de
4,0% a 8,5% do PIB nacional. É fatia econômica considerável
e de bilhões. Tome por exemplo, o PSMC, que recebe do
SUS e outras receitas mais de oito milhões de reais ao
mês. E presta o serviço deplorável que presta.
Enfim, quem não quer até 25% desta fatura e manter
o custo/benefício no PSMC? A grande questão aqui é a
sistemática transferência avolumada de recursos
para as redes filantrópicas ou privadas sugadoras. Aos
fabricantes de insumos e custos alterados laboratoriais.
O ineficaz
ou insustentável na saúde pública é esse
negar ladino de aproveitar o aproveitável do sistema privado.
Comprar bem e gastar melhor. Atingir metas e finalidades. Além
do fator de não querer impor a regra de que quem deve
ganhar mais é quem mais trabalhar por via de gratificações
extras por produtividades pagas por cofres de fundação
específica. O que deve ser interrompido imediatamente é a
gerência partidária assumindo cargos de direções
e assessoramentos no apadrinhamento político. O privatizar
indireto dos serviços essenciais tal como ocorreu com
o desmonte do Laboratório Municipal de Cuiabá com
custo aumentado de mais de 400% nos preços dos exames.
Afinal, quem tem a perder é justamente os pacientes e
erário. A saúde local precisa de gerência
mais técnica e mais controle. Tornou-se saco sem fundo
e apetitoso demais ao privado/político.
Felizmente,
corre uma ação direta de inconstitucionalidade
no STF, que pleiteia a declarar inconstitucional a contratação
de organização social de saúde (mercantilizada)
para gerir os serviços essenciais de saúde coletiva.
Na semana anterior quase tivemos a solução do imbróglio,
que foi adiado por um pedido de vista, mas o ministro Ayres Britto,
relator da ação de inconstitucionalidade já votou
e disse que tem sim fator inconstitucional na contratação
afeta. E que ela é uma verdadeira aberração
jurídica, vez que o Estado não pode se abdicar
das suas finalidades ou do dever institucional imposto constitucionalmente.
O Globo
Equívocos na Saúde
Por
Paulo Pinheiro, médico, vereador (PPS) e vice-presidente
da Comissão de Saúde da Câmara Municipal
do Rio
Uma matéria publicada no GLOBO, em plena segunda-feira
de carnaval, anunciava a terceirização de profissionais
como ameaça ao funcionamento de nossos hospitais universitários.
Paralelamente, pesquisas recentes do Ipea mostravam que, entre
as principais queixas nas emergências públicas,
estava a longa espera para o atendimento devido à falta
de médicos.
Tais fatores
levam ao mesmo diagnóstico: estamos diante
de uma grave crise na política de recursos humanos da
saúde.
No âmbito municipal, o problema vem atravessando diversos
governos que insistem em buscar uma "solução
mágica" em detrimento do servidor público
que, no passado, foi capaz de administrar bem os hospitais municipais,
tais como Miguel Couto, Souza Aguiar e Salgado Filho. A atual
administração herdou um sistema já contaminado
por ONGs e cooperativas e substituiu por fundações.
Nenhuma dessas
instituições, no entanto, conseguiu
fixar médicos conforme as necessidades da população.
Diante desse quadro, tentei a instalação de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a
situação. Infelizmente, não foi desejo da
maioria dos parlamentares seguir adiante.
Agora, a
bola da vez atende pela alcunha de Organizações
Sociais (OSs). Atualmente, essas instituições são
as responsáveis pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs),
pelo Programa Saúde da Família (PSF) e poderão
assumir, sem licitação, o controle das emergências
dos quatro grandes hospitais municipais. Caso isso se confirme,
o governo estará rasgando a Lei nº 5.026, que proíbe
tal modelo de gestão em unidades de saúde já existentes.
Assim, a
Secretaria de Saúde continua sua questionável
estratégia de terceirização e dá um
péssimo exemplo na condução das políticas
públicas de saúde no Rio. Se existiam problemas
quando a gestão era exercida por funcionários públicos,
pior ainda é assistir ao aumento dos equívocos
quando pagamos (caro) para terceiros controlarem o sistema. Já tivemos
exemplos suficientes de que, quando o governo substitui a sua
função de executor pela de regulador, consegue
ser ainda mais ineficiente.
Não se trata de ideologia, mas de uma análise
do momento que vivemos. As UPAs, com altíssimos investimentos
em propaganda, estão carentes de médicos. Dezenas
de equipes do PSF, que trabalham nas belíssimas clínicas
da família, também carecem de profissionais. Fica
claro que as terceirizações não foram a
solução.
A volta do
concurso público; a cobrança do cumprimento
das mesmas metas oferecidas aos terceirizados; o respeito à legislação
referente às licitações; a valorização
dos concursados com vencimentos compatíveis com os valores
de mercado; e um plano de cargos, carreiras e salários
são as melhores medidas para corrigir os equívocos
da saúde.
Jornal
da Câmara
SAÚDE - Sociedade de endocrinologia e Anvisa divergem
sobre suspensão de inibidores de apetite
Por Karla Alessandra
A suspensão da venda de quatro inibidores de apetite,
proposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), gerou polêmica em debate realizado ontem na Comissão
de Seguridade Social e Família. A agência analisou
mais de 170 estudos relacionados aos medicamentos e concluiu
que não há comprovação de que seu
uso acarrete diminuição a longo prazo do peso corporal.
Além disso, segundo a Anvisa, os riscos que tais drogas
podem acarretar à saúde são maiores que
os benefícios. Somente no ano passado, foram prescritas
quase 4,5 milhões de receitas de sibutramina, anfepramona,
femproporex e mazindol, que são as substâncias mais
usadas nesses tipos de medicamentos.
A Sociedade
Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, porém,
criticou a norma da Anvisa. A entidade argumentou que, à exceção
da sibutramina, os outros medicamentos são usados há 40
anos e que não permaneceriam tanto tempo no mercado se
não fossem eficientes. O representante da sociedade, Ricardo
Meirelles, considerou que a suspensão pode colocar em
risco a vida de milhares de pacientes.
"Não preconizamos o uso de medicamentos para controle
de apetite em todos os pacientes, pois sabemos perfeitamente
que não são esses remédios que vão
resolver o problema de obesidade no mundo. Mas sabemos que alguns
não conseguem espontaneamente aderir a um programa de
modificação de hábitos alimentares",
afirmou. Segundo o médico, esses pacientes, quando têm
um excesso de peso significativo, vão se beneficiar do
uso de um anorexígeno, desde que prescrito com os cuidados
devidos.
Início de processo - A chefe do Núcleo de Gestão
do Sistema Nacional de Notificação e Investigação
em Vigilância Sanitária da Anvisa, Maria Eugênia
Cury, esclareceu que a norma técnica é o início
do processo de estudos para a manutenção de um
determinado medicamento no mercado. O mais importante, afirmou, é que
existe um sinal de alerta de risco sanitário com o uso
dessas drogas, que já foram banidas nos Estados Unidos
e na Europa.
A deputada
Alice Portugal (PCdoB-BA) - autora do requerimento para a audiência juntamente com a deputada Jô Moraes
(PCdoB-MG) - afirmou que é preciso discutir o tema dentro
da Câmara por se tratar de um assunto que interessa a uma
parcela significativa da sociedade.
A obesidade,
argumentou, é hoje um problema de saúde
pública.
Para ela, é preciso analisar se o banimento integral
garante a segurança da sociedade diante do risco que os
medicamentos trazem, ou se é possível, por meio
da opinião dos especialistas, analisar o direito do paciente
obeso e diabético de usar como opção terapêutica
esse tipo de droga.
O Dia Online
Polêmica na área de Saúde
Portaria
limita matrículas de médicos em unidades
de atendimento. Classe diz que é ilegal
Rio - Portaria
publicada ontem no Diário Oficial limita
o número de matrículas profissionais de médicos
tanto em estabelecimentos públicos quanto nos privados,
com o fim de evitar fraudes no Sistema Único de Saúde
(SUS). A classe médica, porém, antecipou que questionará na
Justiça restrições que não estejam
respaldadas pela Constituição.
A Portaria
134 muda as regras do Cadastro Nacional de Estabelecimentos
de Saúde (CNES). Pela medida, o profissional não
poderá ter mais de dois cargos ou empregos públicos,
e os que atuam no Programa Saúde da Família (PSF)
ficam proibidos de manter cadastros em mais de uma equipe. As
inscrições de médicos também serão
bloqueadas, caso estejam matriculados em mais de cinco unidades
privadas, sem justificativa expressa.
"Isso é um equívoco jurídico. O fato
de haver irregularidade no CNES não justifica procedimentos
ilegais.
Todos os
profissionais de saúde podem ter até dois
cargos públicos. E no setor privado, não há limite
para inscrições. Só há impedimento
quando ocorre conflito de horário", justificou Jorge
Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio. Ele
disse que as múltiplas relações de trabalho
na classe se devem à situação "aviltante" de
remuneração dos profissionais da categoria. "Vamos
questionar no Ministério Público Federal".
Presidente
do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Márcia
Rosa de Araújo também defende que a medida é inconstitucional: "A
justificativa para mais de uma matrícula é feita
naturalmente. A questão é incompatibilidade de
horário". Ela observou que o cruzamento de dados
do CNES com o cadastro federal é importante para evitar
fraudes no setor.
Terça-feira,
05.04.2011
SB
Comunicação
GREVE
DOS MÉDICOS ABRE DISCUSSÃO SOBRE ACREDITAÇÃO
Operadoras
podem recorrer à qualificação
internacional para melhorar a qualidade e afinar diálogo
com os médicos
A greve nacional
dos médicos, marcada para o dia sete
de abril, foi gerada por problemas de diálogo entre a
classe e as operadoras de planos de saúde. Federação
Nacional dos Médicos, Conselho Federal de Medicina e Associação
Médica Brasileira, entre outras entidades, pedem melhores
remunerações e reajustes anuais com a renegociação
dos contratos em vigor. Além da questão financeira,
a classe rotineiramente reclama da limitação de
exames, do alto número de glosas (recusa parcial ou total
de uma fatura) e da intervenção das operadoras
prejudicar o atendimento e o tratamento. Uma solução
para estes problemas está disponível no mercado:
a Acreditação Internacional para Planos de Saúde.
Um plano
de saúde acreditado segue padrões internacionais
de qualidade – mais de 220 itens são avaliados – que
trazem benefícios para operadoras, clientes e prestadores
de serviço. “O objetivo, entre outros, é aprimorar
a relação entre operadora e os componentes de sua
rede, que é avaliado no sentido do respeito, suporte,
cumprimento de obrigações mútuas, treinamento
e cobrança de resultados através de indicadores
de resultados assistenciais e técnicos”, aponta
José de Lima Valverde, Coordenador de Acreditação
para Planos de Saúde do Consórcio Brasileiro de
Acreditação (CBA), fundação que lançou
o produto recentemente no mercado, em conjunto com a Joint Commission
International (JCI), instituição norte-americana
que é referência mundial em qualidade de saúde.
De acordo
com Valverde, os critérios e normas de educação
e relacionamento com a rede aumentam a satisfação
dos prestadores do serviço. “Critérios para
glosas e ampla oportunidade de que os provedores recorram, fazem
parte do capítulo gerenciamento da comunicação
e, se cumpridos, permitem clareza num ponto que gera tanta insatisfação
dos profissionais de saúde”, ressalta Valverde,
lembrando ainda que as normas para descredenciamento, contidas
no manual de acreditação CBA/JCI, facilitarão
a relação com associações e conselhos
de medicina.
O representante
do CBA chama atenção de que na área
de prestação de serviço de saúde,
o segmento de operadoras de planos de saúde é muito
peculiar, pois sua dinâmica de funcionamento envolve distintos
atores e interesses conflitantes. “Para começar,
há diversas operadoras, com perfis e configurações
muito diferentes entre si. Temos o modelo de medicina de grupo,
composto por planos de saúde que têm unidades próprias
de atendimento; as seguradoras, que não podem ter unidades
ou serviços próprios e credenciam médicos,
hospitais, clínicas e laboratórios; as cooperativas,
que obedecem a uma regulamentação específica;
as autogestões, que são planos de saúde
não-comerciais, geralmente patrocinados por uma empresa;
e os planos de saúde dos hospitais filantrópicos”,
Valverde esclarece.
A iniciativa
inédita do CBA é recomendada pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). “O
processo de acreditação das operadoras é uma
ferramenta que permite uma avaliação da qualidade
dos serviços disponibilizados por uma operadora de planos
de assistência à saúde. Portanto, a ANS pretende
incentivar a melhoria da qualidade das operadoras, por meio da
implementação de um modelo de acreditação”,
assegura o diretor-adjunto da diretoria de Normas e Habilitação
das Operadoras da ANS, Leandro Fonseca.
AGENDA
- 07 de Abril – Dia Mundial da Saúde
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.