06-06-11

 

Leia nesta edição:

- Bactéria que afeta Europa pode ser pega por via oral

- Curso sobre diagnóstico e tratamento da dengue- RJ: Audiência Pública

- SP: Hospital das Clínicas, outro lado da moeda

- Votação da Emenda 29 ameaça governo

- Aids 30 anos

- Conselho faz alerta contra premiações para médicos

- Projeto obriga SUS a oferecer unidades de atendimento exclusivo a mulheres

Segunda-feira, 06.06.11

O Estado de São Paulo

Bactéria que afeta Europa pode ser pega por via oral

Organização Mundial da Saúde confirma que a 'E. coli' pode passar de pessoa para pessoa; cuidado com higiene é reforçado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ontem que a bactéria intestinal E. coli êntero-hemorrágica pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de sedimentos ou via oral. O surto da bactéria na Europa já deixou 19 mortos.

"Este tipo de transmissão nos preocupa e, por isso, queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene pessoal", declarou a epidemiologista da OMS Andrea Ellis. Ela assinalou que por enquanto todos os casos "estão relacionados com o norte da Alemanha", de modo que se acredita que a exposição à bactéria esteja "limitada a essa área".

A OMS também desmentiu especialistas ao afirmar que essa cepa da bactéria foi detectada em humanos anteriormente. "A cepa que foi detectada na Alemanha é muito rara. Já é conhecida entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada em um surto", afirmou Fadela Chaib, porta-voz da agência de saúde das Nações Unidas.

Os comentários da porta-voz da OMS surgem depois que um grupo de pesquisadores em Hamburgo descobriu, com a ajuda de especialistas chineses, que a cepa da E.coli é nova, extremamente agressiva e resistente a antibióticos. A bactéria tem período de incubação de três a quatro dias. A maioria dos pacientes se recupera em dez dias, mas em uma pequena parte deles, principalmente crianças e idosos, a infecção pode levar à síndrome hemolítico-urêmica (SUH), que causa insuficiência renal aguda e é fatal em 3% a 5% dos casos. A SUH é a causa mais comum de insuficiência renal grave em crianças e pode causar complicações neurológicas em até 25% dos pacientes.

Em entrevista, Andrea mencionou que são aspectos incomuns desse surto o grande número de casos de SUH e o fato de os adultos serem os mais afetados. Além disso, ela comentou que as mulheres estão sendo mais impactadas, por supostamente consumirem mais vegetais crus em saladas, onde se acredita que está a origem dessa bactéria.

"O mais provável é que neste caso o modo de transmissão seja por meio dos alimentos, mas não sabemos quais deles. Isso também não significa que não possa ser outra coisa", enfatizou, após explicar que água e contato com animais ou pessoas infectadas também são outros modos conhecidos de transmissão.

Sobre o tratamento, indicou que a OMS desaconselha antidiarreicos e antibióticos.

Escalada. Desde 1.º de maio, quando o primeiro caso foi identificado, 1.733 pessoas foram infectadas na Alemanha - desses, 520 sofrem com a SUH. Segundo a OMS, outros dez países europeus e os Estados Unidos contabilizam 90 casos de infecção - desses, apenas 2 pacientes não visitaram recentemente o norte da Alemanha, onde o surto se iniciou.

ANS

Curso sobre diagnóstico e tratamento da dengue

Médicos e enfermeiros de planos de saúde participam no Rio de curso sobre diagóstico e tratamento da dengue

O maior problema da dengue é o erro de diagnóstico ou diagnóstico tardio, além da demora na busca pelo atendimento do paciente. O alerta foi feito pela pediatra Lúcia Alves da Rocha, doutora em Medicina Tropical, servidora da Prefeitura de Manaus. A médica enfatizou ainda a importância de uma ampla campanha educativa sobre a doença junto à população, como forma de buscar a redução dos casos.

Durante o curso da quinta-feira com a participação de 40 médicos e enfermeiros vinculados às operadoras de planos de saúde ou aos hospitais da rede credenciada, a médica Lúcia Rocha explicou com projeções na tela como se dá a transmissão do vírus e quais as providências necessárias para se evitar os óbitos. Para o Ministério da Saúde, é fundamental evitar o agravamento do quadro clínico do paciente que busca diagnóstico e tratamento na rede particular.

Numa iniciativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em parceria com o Ministério da Saúde, o curso de capacitação tem o objetivo de orientar os participantes a proceder de forma adequada diante de um caso de suspeita de dengue. Na próxima quinta-feira, dia 9, de 9 às 18 horas, será a vez de São Paulo ter o mesmo curso. Os interessados podem se inscrever através do endereço eventos@ans.gov.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . O curso será nos Auditórios da Paulista, que fica na Avenida Paulista, nº 1.776. Além do Rio e de São Paulo, Belo Horizonte também sediará um curso, em data a ser definida. Dependendo da adesão, a ANS poderá programar outras edições de capacitação.

No primeiro curso da série, para capacitação de profissionais da área privada, a médica Lúcia Rocha ressaltou a importância do diagnóstico clínico precoce da dengue, explicando que os sintomas básicos são febre por até sete dias, mialgia e sangramento ou não.

Na parte da tarde, os participantes formaram um grupo de trabalho, para estudar casos expostos no livro distribuído pelo Ministério da Saúde, intitulado “Roteiro para capacitação de profissionais médicos no diagnóstico e tratamento da dengue”. Em seguida, confrontaram as conclusões a que chegaram, no estudo de casos clínicos, com os expostos no livro, discutindo caso a caso.

A Coordenadora Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, Cristiana Ferreira Jardim de Miranda, explicou aos participantes que, após a notificação, não pode haver demora no encaminhamento de material para exame. E um médico ligado à rede pública defendeu o desenvolvimento de esforço redobrado, para que os profissionais da rede particular comecem a notificar com mais freqüência os casos de dengue.

O Dia Online

RJ: Audiência Pública

Médicos de hospitais municipais do Rio decidiram, quinta-feira, realizar audiência pública na Câmara dos Vereadores, nesta semana. Além disso, resolveram distribuir uma carta à população para esclarecer os motivos do movimento: melhores salários e mostrar as condições de trabalho da categoria.

Folha de São Paulo

SP: Hospital das Clínicas, outro lado da moeda

Por Anna Trotta / Gilson Carvalho

O SUS é patrimônio brasileiro e nossa garantia de que não ficaremos à disposição dos interesses econômicos e do lucro; lutemos para mantê-lo

É assustador ouvirmos que o Hospital das Clínicas do Estado de São Paulo, um dos símbolos da saúde pública do Brasil, pretende quadruplicar o atendimento de convênios e pacientes particulares, sob a justificativa de que isso garantirá a sustentabilidade do atendimento à população em geral.

Profissionais, instalações e equipamentos públicos a serviço do privado, mediante cobrança paralela dos serviços e exames realizados, num Estado que dispõe em sua Constituição que a saúde pública deve ser gratuita.

Sem considerar que muito dinheiro público terá que ser gasto para colocar o hospital público em condições de mercado para atender pessoas que possuem plano de saúde ou se disponham a pagar pelas consultas e procedimentos.

Óbvio. Afinal, quando concordamos em pagar por um plano de saúde, ou mesmo por uma consulta particular, nós estamos dizendo exatamente isso: que não queremos o tratamento que é dispensado pelo SUS aos cidadãos.

Foi o que aconteceu, na prática, com a Fundação Zerbini.

Na década de 90, ao resolver aumentar sua capacidade para atender clientes particulares e de convênio, levantou um vultoso empréstimo com o BNDES, construiu o InCor 2, belíssimo prédio destinado só para esse tipo de atendimento, não conseguiu pagar as contas e a dívida foi assumida pelo governo do Estado, obedecendo àquela velha fórmula de individualização do lucro e socialização do prejuízo.

Mas esse lado da moeda a administração pública insiste em omitir. Nessa relação promíscua, na qual o público assume caráter suplementar ao privado, não só haverá a diminuição da capacidade operacional do atendimento público, mas também a acomodação natural do setor privado.

Hoje já deficitário, ele deixará de investir na ampliação da própria rede, passando a utilizar-se, de forma bastante conveniente, exatamente dos serviços especializados e de alta complexidade nos quais não quer investir, pelo custo elevado.

Se o critério de escolha das seguradoras de saúde e de clientes particulares a serem atendidos no hospital público for o do melhor preço, o que muito provavelmente será, todos nós pagaremos com dinheiro público a garantia de acesso diferenciado daqueles poucos que puderem pagar mais caro pelos planos de saúde.

Ainda tem mais. Para quem não sabe, há mais de dez anos existem dispositivos legais que permitem a cobrança dos procedimentos prestados aos consumidores dos planos de saúde e respectivos dependentes, não só nas instituições públicas como também nas privadas, conveniadas ou contratadas que sejam integrantes do SUS.

Portanto, nada há a justificar a necessidade de maior destinação de leitos e vagas do atendimento público à elite brasileira.

O SUS é patrimônio brasileiro e nossa garantia de que não ficaremos à disposição dos interesses econômicos e do lucro.

Lutemos; caso contrário, o prejuízo será de todos nós.

Valor Econômico

Votação da Emenda 29 ameaça governo

Congresso: Consenso é o mesmo que aprovou o Código Florestal

Por Caio Junqueira

Os mesmos componentes políticos que levaram o governo da presidente Dilma Rousseff à derrota na votação do Código Florestal ameaçam novamente o Palácio do Planalto, agora, com o projeto de regulamentação da Emenda Constitucional 29, de financiamento dos gastos da saúde. Como o Código, esse não é um tema de divisão óbvia do Parlamento entre partidos governistas, de um lado, e oposicionistas, de outro. O PMDB, onde é grande a bancada de médicos e hospitais, lidera a base aliada para votar a emenda; no DEM e PSDB os parlamentares concordam que o assunto entre em pauta, mas um grupo teme que o governo emplaque a cobrança de mais impostos por intermédio desse projeto. O PT está dividido e o governo não tem posição clara, embora veja na Emenda 29 a oportunidade de recriar a CPMF (o imposto sobre o cheque derrubado pelo Congresso).

Aprovada em 2000, a emenda foi regulamentada em 2008. Ela estabelece os critérios mínimos de financiamento da saúde, por meio dos quais os Estados devem aplicar 12% da arrecadação no setor e os municípios 15%. Faltou, porém, definir a vinculação da União.

O texto aprovado prevê uma vinculação de acordo com a variação do PIB nominal. O governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, apostava no ressurgimento da CPMF, agora rebatizada de Contribuição Social para a Saúde (CSS), incluída no projeto da Câmara. Ocorre que, para concluir a votação, falta votar uma emenda do DEM que exclui a alíquota de 0,1% da contribuição, a CSS/CPMF, da emenda.

Esta é a questão que provoca o impasse. Da forma como foi aprovada, a União conseguirá R$ 19 bilhões via CSS. No entanto, nem a base nem a oposição desejam aprovar como está, justamente por causa da nova contribuição. Querem, ao contrário, regulamentar a emenda de modo que valha apenas a variação do PIB nominal.

As bancadas que apoiam a emenda querem votar sem mais protelações. A um ano das eleições municipais, querem atender a uma reivindicação dos prefeitos que clamam por mais recursos para a saúde. Isso porque sem a definição clara da participação federal, o ônus tem recaído principalmente sobre os municípios, que têm de se desdobrar para atender à população.

A saúde está como está porque a regulamentação da emenda não é aprovada pelos parlamentares. Os municípios estão gastando até 23% de sua receita, enquanto a maioria dos Estados não cumpre o percentual mínimo e a União sequer tem vinculação definida, diz Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), instituição que faz lobby no Congresso pela emenda sem preocupar-se com o novo imposto.

Na semana passada, na reunião do colégio de líderes da Câmara, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), propôs que o projeto fosse colocado em pauta. Depois, o do PSDB, Duarte Nogueira (SP), e do DEM, ACM Neto (BA), foram na mesma linha, como o deputado Dr. Paulo César (PR-RJ), ligado ao setor da saúde, e a líder do PSB, Ana Arraes (PE). Na contramão, o líder do PT, Paulo Teixeira (SP), desconversou, e o do governo, Cândido Vaccarezza (SP), disse que o tema está sendo tratado pelo governo.

Na verdade, Dilma e seu partido gostariam de aprovar o novo tributo, apesar do custo político do descumprimento de promessa de campanha, mas não mais vinculação de verbas orçamentárias da União.

Essa vinculação seria possível, também, por intermédio da ressurreição de uma medida aprovada em 2007, pelo Senado, igualmente em momento de pressão dos prefeitos da Confederação, depois derrubada na Câmara. Na ocasião, foi aprovado projeto do senador Tião Viana (PT-AC) que vinculou à saúde 10% da receita corrente líquida, o que daria hoje R$ 32,5 bilhões -71% a mais do que os R$ 19 bilhões da CSS/CPMF. Com a diferença de que tira do contribuinte o peso de mais um tributo e joga para a União a responsabilidade de encontrar uma fonte de recursos ou fazer corte de gastos. É tudo o que o Palácio não quer, tanto que à época promoveu a retirada da vinculação na Câmara. Hoje, os governistas ligados ao assunto quebram a cabeça em busca de uma solução.

O Senado aprovou um aumento de despesas mas não disse a fonte de recursos. Por outro lado não está no horizonte retornar a criação da CSS, que é o que traria de fato mais recursos para a saúde. Uma alternativa séria ao debate não está na mesa hoje, disse ao Valor o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto aprovado na Câmara. No seu partido, porém, há quem defenda explicitamente a retomada do tributo. Caso do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), ex-subsecretário de Saúde da Bahia, que em abril apresentou um projeto de lei complementar que cria uma CSS diferenciada: cobrada das camadas mais ricas da população e podendo ser abatida do imposto de renda. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disfarça a expectativa do governo com a volta da CPMF e abusa das generalidades, dizendo sempre que primeiro quer melhorar a gestão para depois discutir com a sociedade a necessidade de mais recursos.

Há um desejo da Casa em votar a regulamentação, se possível ainda neste mês, e sem a CSS, disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que controla 79 deputados na Casa. O líder do bloco do PR, Lincoln Portela (MG), com 64 deputados, vai na mesma linha. Temos que resolver isso, mas é complicado neste momento político colocar algo mais polêmico para ser votado.

Segundo o presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Darcísio Perondi (PMDB-RS), o maior mérito do texto é especificar o que são ações e serviços de saúde. A seu ver, isso já inibe desvios, corrupção, e principalmente gastos com recursos da saúde para outras finalidades. Não há garantias, porém, que uma vez em votação, forças de pressão consigam seu propósito de instituir o novo imposto.

Domingo, 05.06.11

O Globo

Aids 30 anos

Custos bilionários com tratamento de soropositivos levam cientistas a buscar a cura para o vírus HIV

RIO - Para seus médicos, Timothy Ray Brown era um tiro no escuro. Conhecido como o "paciente de Berlim", o americano soropositivo foi curado por um tipo único de transplante de medula óssea. Tornou-se, então, um ícone do que pode ser a próxima fase da pandemia da Aids: o seu fim.

O surgimento da doença completa 30 anos hoje e avanços científicos consideráveis permitem que ela não seja mais considerada uma sentença de morte. Testes detectam precocemente o vírus e novas drogas antirretrovirais podem controlar sua difusão por décadas. Hoje, 33,3 milhões de pessoas no mundo estão aprendendo a viver com o micro-organismo e a comunidade científica global tem seu vigor renovado nas tentativas para aniquilar o vírus. A disposição tem duas origens: a ciência e o dinheiro.

O uso de drogas sofisticadas usadas por soropositivos durante toda a vida está ficando insustentável. Apenas nos países em desenvolvimento, serão necessários, daqui a duas décadas, US$ 35 bilhões por ano para combater a pandemia. É o triplo do orçamento atual, segundo a campanha não-governamental Aids2031. Some-se a isso o custo do tratamento em nações ricas e o HIV, em 2031, consumirá cerca de US$ 60 bilhões anuais.

A Sociedade Internacional de Aids assumirá formalmente este mês a meta de achar uma cura para sua estratégia de prevenção, tratamento e assistência ao HIV.

- É claro que temos que olhar para uma outra forma possível de gerir a epidemia - admite Sharon Lewin, especialista em HIV e pesquisadora da Universidade Monash em Melbourne, na Austrália.

Segundo Françoise Barré-Sinoussi, vencedora de um Prêmio Nobel por seu trabalho na identificação do HIV, a crise econômica torna ainda mais urgente a busca por uma cura.

- Precisamos pensar a longo prazo, e isso inclui uma estratégia para encontrar a cura - alerta. - Devemos manter a procura até conseguirmos um resultado.

O paciente de Berlim é uma prova de que isso é possível. Residente na capital alemã, o soropositivo Timothy Ray Brown estava morrendo por causa de uma leucemia. Em 2007, seu médico, Gero Hüetter, deu uma sugestão radical: um transplante de medula usando células de um doador com uma mutação genética rara, conhecida como CCR5 delta 32. Já se sabia há alguns anos que pessoas com essa mutação provaram-se mais resistentes à infecção pelo HIV.

- Quando começamos o projeto, não sabíamos exatamente o que aconteceria - admite Huetter, oncologista e hematologista que, agora, trabalha na Universidade de Heidelberg, no sul da Alemanha.

Brown poderia não resistir ao tratamento. Hoje, no entanto, ele é o único ser humano curado da Aids.

- Ele não tem replicação do vírus e não está tomando qualquer medicação. E provavelmente não terá mais problemas com HIV - assegura Huetter sobre o paciente.

Muitos especialistas consideram inconcebível que o tratamento de Brown sirva para todos os soropositivos. O procedimento foi caro, complexo e arriscado. Para ser aplicado em outros, seria necessário uma correspondência exata com doadores, que deveriam ter a tal mutação genética.

- É irrealista pensar que esta abordagem medicamente pesada, extremamente custosa e quase irreproduzível pode ser replicada - descarta Sinoussi. - Mas pelo menos ela mostra que a cura é possível.

O primeiro registro da Aids foi em 1981, quando cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA constataram a existência de uma síndrome até então desconhecida. Um artigo publicado pelo órgão em junho daquele ano referiu-se a "cinco homens jovens, todos homossexuais ativos" de Los Angeles como os primeiros casos documentados.

Folha de São Paulo

Conselho faz alerta contra premiações para médicos

Por Cláudia Collucci

Empresas cobram até R$ 13 mil para dar troféu de 'melhor especialista&apos'

Profissionais não podem participar desse tipo de 'homenagem&apos', segundo resolução do conselho médico

Médicos brasileiros pagam até R$ 13 mil para receber prêmios de melhores, mais admirados ou mais prestigiados profissionais do país.

A prática é considerada antiética pelo Conselho Federal de Medicina.

Sexta-feira, o Cremesp (conselho regional de medicina paulista) emitiu um alerta condenando as premiações. Promete ainda abrir processos administrativos contra médicos que aceitem participar desses eventos.

Os médicos não pagam o prêmio em si, mas são obrigados a comprar ingressos para as cerimônias - festas de gala, onde são distribuídas estatuetas douradas.

Uma das festas, realizada há dois meses no Parque do Anhembi (SP), homenageou 140 médicos e cobrava R$ 1.900 por cabeça. Muitos dos premiados são de cidades do interior de São Paulo, Minas, Roraima, Pernambuco, Alagoas, do Rio e do Paraná.

Um médico paulista, que pediu para não ser identificado, diz que pagou R$ 13,3 mil por sete convites. "Foi caro, mas gostei da homenagem."

AÇÕES

Mas nem tudo é festa. Na Justiça, tramitam ações de médicos que se sentiram enganados pelas empresas que promovem os prêmios.

O cardiologista Délcio da Silva Junior, de Mato Grosso do Sul, é um deles. Em 2003, foi avisado de que ganharia um troféu. Para isso, teria de comprar quatro convites, cada um por R$ 280.

Ele se comprometeu a pagar por dois convites mas, ao ler o contrato, após já tê-lo assinado, viu que seria obrigado a pagar por quatro. Quis desistir, mas a organização não aceitou.

Resumo da ópera: ele não foi e não pagou. Mas descobriu depois que seu nome estava nos cadastros de restrição ao crédito. Hoje, move ação por danos morais contra a organização do prêmio.

O cardiologista Elias Moussallen, de Vitória (ES), conta que foi premiado há três anos. Ele diz que pagou por dois convites (o dele e o da mulher), mas não se lembra do valor. "Só depois de ter me comprometido soube que o conselho de medicina considera a premiação antiética. Fui [à cerimônia] a contragosto", conta o médico.

Ele afirma que ficou no prejuízo. "Paguei R$ 300 pelas fotos e não me entregaram."

Os prêmios são organizados por empresas de eventos, como a Thor Associados, que promove o "Prêmio Brasil de Medicina" desde 1998. O site usa declarações de médicos renomados, como o cardiologista Adib Jatene e o ginecologista José Aristodemo Pinotti (morto em 2009), elogiando o prêmio.

"Nem sei que prêmio é esse", diz Jatene. Ele conta que já recebeu muitas homenagens de universidades e instituições médicas, mas que nunca precisou pagar. "Imagina! Isso é um absurdo."

EMPRESA

A Folha tentou contato, sem sucesso, com a Thor Associados pelo site (único meio disponível) e por um telefone cedido por um médico já procurado pela empresa.

O site diz que a seleção dos premiados de 2011 foi feita "juntando urnas eletrônicas da internet e eleitores (sic) de importantes jornais e revistas". "Os vencedores podem comemorar seu padrão de excelência e a garantia de aumentar o sucesso até aqui alcançado."

"Até meu pai, morto há um ano e meio, já foi indicado"

O médico baiano Ezio Novais Dias, presidente da Sociedade Mundial de Mastologia, recebeu o prêmio "The Best in Medicine of Brazil" há 12 anos. Ele diz que, de lá para cá, a falta de critério para a premiação ficou tão gritante que até o seu pai, morto há um ano e meio, foi indicado para três prêmios.

"Há 12 anos fui escolhido, com 40 colegas de todo o Brasil, para o prêmio 'The Best in Medicine of Brazil'.

Quando recebi a indicação, tive o cuidado de ver os detalhes do evento. Na época, o homenageado não pagava nada. Apenas havia uma cota para acompanhantes.

Desde então, o número de premiações se multiplicou e a prática tornou-se comercial, infringindo os mais básicos conceitos de ética.

Já recebi até convites em outros países. Essa 'moda' é universal."

Sexta-feira, 03.06.11

Agência Câmara de Notícias

Projeto obriga SUS a oferecer unidades de atendimento exclusivo a mulheres

Por Rachel Librelon / Edição: Daniella Cronemberger

A Câmara analisa o Projeto de Lei 730/11, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que obriga o SUS a criar unidades de saúde de atendimento exclusivo a mulheres, na proporção de uma para cada 100 mil habitantes.

A autora destaca que há defasagem entre a oferta e a demanda de serviços. “Estudos mostram que, até 2015, 30 brasileiras por dia serão vítimas de câncer de mama. É absolutamente necessário investir na democratização da saúde feminina, com garantia de atendimento especializado em todas as regiões do País”, argumenta.

Segundo Gorete Pereira, a proposta poderia ser viabilizada por meio de parceria entre municípios (com a doação de terrenos), dos estados (construção das unidades) e da União (equipamentos, suporte técnico e financiamento).

“Municípios com mais de 100 mil habitantes ou mesmo consórcios de municípios com essa população podem adotar este parâmetro para estabelecer uma rede que proporcione a cobertura ideal à população feminina”, afirma.

A proposta acrescenta um artigo à lei que trata da prevenção e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama no SUS (Lei 11.664/08).

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-730/2011

AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Congresso Internacional de Acreditação

Segs

Excelência na qualidade e segurança clínica: impactos, resultados e caminhos. Esse é o tema central do I Congresso Internacional de Acreditação, que acontecerá de 13 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Entre a programação, duas conferências, um painel e uma mesa redonda merecem especial destaque, seja pela importância do palestrante ou pelo tema a ser apresentado: desafios para superar problemas de qualidade no atendimento e segurança do paciente; a importância da liderança para melhorar esses cuidados; o papel da bioética e do biodireito na questão do paciente como agente de decisão no seu cuidado; e a acreditação para operadoras de planos de saúde e sua interface com o mercado.

Abrindo o evento, o presidente da The Joint Commission (EUA), Mark Chassin, falará sobre Os Desafios para Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente. Mestre em políticas públicas pela Kennedy School of Government, de Harvard, He also holds a master's degree in public health from the University of California at Los Angeles.e em saúde pública pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Chassin preside o Centro de Transformação em Cuidados de Saúde da Joint Commission, que trabalha com os principais hospitais e sistemas de saúde do país, abordando questões mais críticas de segurança e problemas de qualidade no atendimento como, infecção associada à assistência médica, problemas de comunicação entre equipes e turnos, cirurgia do lado errado e erros de medicação, por exemplo.

Presidente International Society for Quality in Health Care (ISQua) e da Canadian Network for International Surgery, Philip Hassen, abordará O Papel da Liderança na Promoção da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidando ao Paciente. Para o conferencista, a compreensão da importância estratégica de liderança é fundamental para a melhoria da qualidade e da segurança do paciente. Segundo ele, é inaceitável que em muitos países desenvolvidos, uma em cada dez pacientes hospitalizados ainda sofra algum dano motivado pela falta de segurança ou de qualidade no atendimento. Hassen defende que a acreditação pode melhorar as estruturas, processos e resultados e, sobretudo, reduzir os danos e habilitar as organizações a melhorar a qualidade e segurança.

Polêmica à vista

A mesa redonda Bioética, o Paciente como Agente de Decisão de seu Cuidado promete levantar polêmica face à relevância das questões a serem abordadas. Advogados especializados no tema e os presidentes da Associação Médica Brasileira e da Sociedade Brasileira de Bioética debaterão sobre o direito a recusa do tratamento, o direito à segunda opinião e o direito na participação do cuidado.

O painel Acreditação para Operadoras de Planos de Saúde, com a participação do presidente da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, do assessor da Superintendência Técnica da Amil, Paulo César de Souza, é outra discussão que deve levantar reflexões sobre o serviço ainda incipiente no mercado brasileiro: a acreditação para operadoras de planos de saúde. A melhoria da qualidade entre operadora, prestadora e contratante de serviço e, clientes serão pontos abordados pelos convidados.

Como participar?

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e a Joint Commission International (JCI), promotoras do evento, oferecem cinco opções de pacotes para participação no Pré-Congresso e no Congresso Internacional de Acreditação, que acontecem de 12 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Os preços variam de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 e podem incluir a participação apenas no pré-congresso e/ou congresso, hospedagem e o pacote completo.

No Pré-Congresso há três opções de cursos: Introdução a Qualidade e Ferramentas da Qualidade, Metas Internacionais de Segurança do Paciente – Capacitação para Profissionais de Serviços de Saúde e, Introdução a Auditoria Interna, Metodologia Joint Commission.

Na programação do Congresso Internacional de Acreditação, que será realizado em três dias, serão três conferências internacionais, quatro mesas redondas e quatro paineis, com representantes de diversos hospitais, organizações e associações de classe do Brasil e do exterior (a programação completa pode ser acessada em www.cbacred.org.br). Outras informações pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ens...@cbacred.org.br.

- Debate sobre bonificação nos Planos de Saúde

Planin Wordcom / AxisMed / Revista Cobertura

Empresas do setor reúnem-se para discutir proposta de resolução normativa da ANS para a concessão de prêmios ou descontos aos beneficiários que aderirem a programas de prevenção e de promoção da saúde

A AxisMed, pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) no Brasil, promove encontro para discutir a Consulta Pública Nº 42 da Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que trata de iniciativas para promoção da saúde, do envelhecimento ativo e prevenção de risco e doenças. Representantes da ANS e das entidades de saúde, empresariais, sindicais e das indústrias estarão reunidos com outros especialistas do setor para debater o tema.

“Nosso objetivo é reunir os players do mercado para discutir os impactos da proposta da ANS nos programas de gerenciamento de crônicos e promoção de saúde, além das oportunidades para alavancar estes programas e melhorar a performance do plano de saúde. Provavelmente, não haverá outra oportunidade para discutir a questão antes de encerrar o prazo para responder a consulta pública”, explica Milva Gois, advogada e relação institucional da AxisMed. O evento está agendado para o dia 9 de junho, das 14 horas às 18 horas, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo.

A ANS propõe a concessão de bonificação aos beneficiários de planos de saúde pela participação em programas de promoção do envelhecimento ativo ao longo do curso da vida e de premiação pela participação em programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças.

De acordo com a proposta, as operadoras não são obrigadas a oferecer o desconto, a adesão dos clientes também é facultativa e poderá ocorrer em planos individuais ou coletivos. Caso o plano ofereça a bonificação, deverá oferecê-la para todos os beneficiários vinculados ao produto e ser igual para todas as faixas etárias. A adesão ao programa deve estar prevista em contrato, com prazo mínimo de vigência de um ano e regras claras e pré-estabelecidas. A concessão do desconto é condicionada exclusivamente à adesão e a participação do beneficiário nas atividades previstas.

O website da ANS (www.ans.gov.br) traz a íntegra do texto proposto para a resolução normativa, que permanece em consulta pública até 14 de junho.

Serviço

Debate sobre Bonificação nos Planos de Saúde (Consulta Pública Nº42 da ANS)

Local: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

Endereço: Av. Paulista, 1.313 - Cerqueira César

Data: 9 de junho

Horário: Das 14h às 18h

Sala/ auditório: Espaço FIESP - térreo

- Seminário sobre Saúde

AssPreviSite

“A Importância da Autogestão na Assistência à Saúde do Trabalhador Brasileiro e seus familiares”

Deputados discutem assistência à saúde dos trabalhadores

A Câmara dos Deputados, em Brasília, tem uma pauta especial para o próximo dia 7 de junho: conhecer as vantagens oferecidas pelo segmento de autogestão em saúde - benefício oferecido a mais de 5 milhões de pessoas no País.

O segmento de autogestão em saúde é administrado por empresas, entidades e associações que oferecem o benefício para seus empregados, ex-empregados, aposentados e seus respectivos familiares e, apesar de não ter fins lucrativos, enfrenta uma série de dificuldades por ser tratado como plano de saúde de mercado, que conhecidamente visam ao lucro.

Para o Seminário sobre Saúde - A Importância da Autogestão na Assistência à Saúde do Trabalhador Brasileiro e seus familiares estão convidados profissionais ligados à área de saúde pública e suplementar, assim como profissionais das filiadas à UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde.

O evento tem o objetivo de apresentar aos parlamentares o segmento de autogestão, que possui a melhor relação custo-benefício, e sua importância no setor de saúde suplementar.

O seminário será realizado das 14h às 17h, no auditório Freitas Nobre – Subsolo do anexo IV da Câmara dos Deputados, em Brasília.


- Auditoria de medicamentos de alto custo

Unidas / AssPrevISite

Quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

01 de Julho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias.

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

1) DR.LUCIANO PALADINI

2) ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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