Leia
nesta edição:
- Bactéria
que afeta Europa pode ser pega por via oral
- Curso sobre
diagnóstico e tratamento da dengue- RJ:
Audiência Pública
- SP: Hospital
das Clínicas, outro lado da moeda
- Votação da Emenda 29 ameaça
governo
- Aids 30 anos
- Conselho
faz alerta contra premiações para médicos
- Projeto obriga SUS a oferecer unidades de atendimento exclusivo
a mulheres
Segunda-feira, 06.06.11
O
Estado de São
Paulo
Bactéria
que afeta Europa pode ser pega por via oral
Organização Mundial da Saúde confirma que
a 'E. coli' pode passar de pessoa para pessoa; cuidado com higiene é reforçado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou
ontem que a bactéria intestinal E. coli êntero-hemorrágica
pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de sedimentos
ou via oral. O surto da bactéria na Europa já deixou
19 mortos.
"Este tipo de transmissão nos preocupa e, por isso,
queremos que se reforcem as mensagens relativas à higiene
pessoal", declarou a epidemiologista da OMS Andrea Ellis.
Ela assinalou que por enquanto todos os casos "estão
relacionados com o norte da Alemanha", de modo que se acredita
que a exposição à bactéria esteja "limitada
a essa área".
A OMS também desmentiu especialistas ao afirmar que essa
cepa da bactéria foi detectada em humanos anteriormente. "A
cepa que foi detectada na Alemanha é muito rara. Já é conhecida
entre humanos, mas é a primeira vez que foi identificada
em um surto", afirmou Fadela Chaib, porta-voz da agência
de saúde das Nações Unidas.
Os comentários da porta-voz da OMS surgem depois que
um grupo de pesquisadores em Hamburgo descobriu, com a ajuda
de especialistas chineses, que a cepa da E.coli é nova,
extremamente agressiva e resistente a antibióticos. A
bactéria tem período de incubação
de três a quatro dias. A maioria dos pacientes se recupera
em dez dias, mas em uma pequena parte deles, principalmente crianças
e idosos, a infecção pode levar à síndrome
hemolítico-urêmica (SUH), que causa insuficiência
renal aguda e é fatal em 3% a 5% dos casos. A SUH é a
causa mais comum de insuficiência renal grave em crianças
e pode causar complicações neurológicas
em até 25% dos pacientes.
Em entrevista,
Andrea mencionou que são aspectos incomuns
desse surto o grande número de casos de SUH e o fato de
os adultos serem os mais afetados. Além disso, ela comentou
que as mulheres estão sendo mais impactadas, por supostamente
consumirem mais vegetais crus em saladas, onde se acredita que
está a origem dessa bactéria.
"O mais provável é que neste caso o modo
de transmissão seja por meio dos alimentos, mas não
sabemos quais deles. Isso também não significa
que não possa ser outra coisa", enfatizou, após
explicar que água e contato com animais ou pessoas infectadas
também são outros modos conhecidos de transmissão.
Sobre o tratamento,
indicou que a OMS desaconselha antidiarreicos e antibióticos.
Escalada.
Desde 1.º de maio, quando o primeiro caso foi
identificado, 1.733 pessoas foram infectadas na Alemanha - desses,
520 sofrem com a SUH. Segundo a OMS, outros dez países
europeus e os Estados Unidos contabilizam 90 casos de infecção
- desses, apenas 2 pacientes não visitaram recentemente
o norte da Alemanha, onde o surto se iniciou.
ANS
Curso
sobre diagnóstico
e tratamento da dengue
Médicos e enfermeiros de planos de saúde participam
no Rio de curso sobre diagóstico e tratamento da dengue
O maior problema
da dengue é o erro de diagnóstico
ou diagnóstico tardio, além da demora na busca
pelo atendimento do paciente. O alerta foi feito pela pediatra
Lúcia Alves da Rocha, doutora em Medicina Tropical, servidora
da Prefeitura de Manaus. A médica enfatizou ainda a importância
de uma ampla campanha educativa sobre a doença junto à população,
como forma de buscar a redução dos casos.
Durante o
curso da quinta-feira com a participação
de 40 médicos e enfermeiros vinculados às operadoras
de planos de saúde ou aos hospitais da rede credenciada,
a médica Lúcia Rocha explicou com projeções
na tela como se dá a transmissão do vírus
e quais as providências necessárias para se evitar
os óbitos. Para o Ministério da Saúde, é fundamental
evitar o agravamento do quadro clínico do paciente que
busca diagnóstico e tratamento na rede particular.
Numa iniciativa
da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), em parceria com o Ministério da Saúde, o
curso de capacitação tem o objetivo de orientar
os participantes a proceder de forma adequada diante de um caso
de suspeita de dengue. Na próxima quinta-feira, dia 9,
de 9 às 18 horas, será a vez de São Paulo
ter o mesmo curso. Os interessados podem se inscrever através
do endereço eventos@ans.gov.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . O curso será nos
Auditórios da Paulista, que fica na Avenida Paulista,
nº 1.776. Além do Rio e de São Paulo, Belo
Horizonte também sediará um curso, em data a ser
definida. Dependendo da adesão, a ANS poderá programar
outras edições de capacitação.
No primeiro
curso da série, para capacitação
de profissionais da área privada, a médica Lúcia
Rocha ressaltou a importância do diagnóstico clínico
precoce da dengue, explicando que os sintomas básicos
são febre por até sete dias, mialgia e sangramento
ou não.
Na parte
da tarde, os participantes formaram um grupo de trabalho, para
estudar
casos expostos no livro distribuído pelo
Ministério da Saúde, intitulado “Roteiro
para capacitação de profissionais médicos
no diagnóstico e tratamento da dengue”. Em seguida,
confrontaram as conclusões a que chegaram, no estudo de
casos clínicos, com os expostos no livro, discutindo caso
a caso.
A Coordenadora
Geral do Programa Nacional de Controle da Dengue, Cristiana
Ferreira
Jardim de Miranda, explicou aos participantes
que, após a notificação, não pode
haver demora no encaminhamento de material para exame. E um médico
ligado à rede pública defendeu o desenvolvimento
de esforço redobrado, para que os profissionais da rede
particular comecem a notificar com mais freqüência
os casos de dengue.
O Dia Online
RJ:
Audiência Pública
Médicos de hospitais municipais do Rio decidiram, quinta-feira,
realizar audiência pública na Câmara dos Vereadores,
nesta semana. Além disso, resolveram distribuir uma carta à população
para esclarecer os motivos do movimento: melhores salários
e mostrar as condições de trabalho da categoria.
Folha
de São
Paulo
SP:
Hospital das Clínicas,
outro lado da moeda
Por Anna Trotta / Gilson Carvalho
O SUS é patrimônio brasileiro e nossa garantia
de que não ficaremos à disposição
dos interesses econômicos e do lucro; lutemos para mantê-lo
É assustador ouvirmos que o Hospital das Clínicas
do Estado de São Paulo, um dos símbolos da saúde
pública do Brasil, pretende quadruplicar o atendimento
de convênios e pacientes particulares, sob a justificativa
de que isso garantirá a sustentabilidade do atendimento à população
em geral.
Profissionais,
instalações e equipamentos públicos
a serviço do privado, mediante cobrança paralela
dos serviços e exames realizados, num Estado que dispõe
em sua Constituição que a saúde pública
deve ser gratuita.
Sem considerar
que muito dinheiro público terá que
ser gasto para colocar o hospital público em condições
de mercado para atender pessoas que possuem plano de saúde
ou se disponham a pagar pelas consultas e procedimentos.
Óbvio. Afinal, quando concordamos em pagar por um plano
de saúde, ou mesmo por uma consulta particular, nós
estamos dizendo exatamente isso: que não queremos o tratamento
que é dispensado pelo SUS aos cidadãos.
Foi o que
aconteceu, na prática, com a Fundação
Zerbini.
Na década de 90, ao resolver aumentar sua capacidade
para atender clientes particulares e de convênio, levantou
um vultoso empréstimo com o BNDES, construiu o InCor 2,
belíssimo prédio destinado só para esse
tipo de atendimento, não conseguiu pagar as contas e a
dívida foi assumida pelo governo do Estado, obedecendo àquela
velha fórmula de individualização do lucro
e socialização do prejuízo.
Mas esse
lado da moeda a administração pública
insiste em omitir. Nessa relação promíscua,
na qual o público assume caráter suplementar ao
privado, não só haverá a diminuição
da capacidade operacional do atendimento público, mas
também a acomodação natural do setor privado.
Hoje já deficitário, ele deixará de investir
na ampliação da própria rede, passando a
utilizar-se, de forma bastante conveniente, exatamente dos serviços
especializados e de alta complexidade nos quais não quer
investir, pelo custo elevado.
Se o critério de escolha das seguradoras de saúde
e de clientes particulares a serem atendidos no hospital público
for o do melhor preço, o que muito provavelmente será,
todos nós pagaremos com dinheiro público a garantia
de acesso diferenciado daqueles poucos que puderem pagar mais
caro pelos planos de saúde.
Ainda tem
mais. Para quem não sabe, há mais de
dez anos existem dispositivos legais que permitem a cobrança
dos procedimentos prestados aos consumidores dos planos de saúde
e respectivos dependentes, não só nas instituições
públicas como também nas privadas, conveniadas
ou contratadas que sejam integrantes do SUS.
Portanto,
nada há a justificar a necessidade de maior
destinação de leitos e vagas do atendimento público à elite
brasileira.
O SUS é patrimônio brasileiro e nossa garantia
de que não ficaremos à disposição
dos interesses econômicos e do lucro.
Lutemos;
caso contrário, o prejuízo será de
todos nós.
Valor
Econômico
Votação da Emenda 29 ameaça
governo
Congresso:
Consenso é o mesmo que aprovou o Código
Florestal
Por Caio Junqueira
Os mesmos
componentes políticos que levaram o governo
da presidente Dilma Rousseff à derrota na votação
do Código Florestal ameaçam novamente o Palácio
do Planalto, agora, com o projeto de regulamentação
da Emenda Constitucional 29, de financiamento dos gastos da saúde.
Como o Código, esse não é um tema de divisão óbvia
do Parlamento entre partidos governistas, de um lado, e oposicionistas,
de outro. O PMDB, onde é grande a bancada de médicos
e hospitais, lidera a base aliada para votar a emenda; no DEM
e PSDB os parlamentares concordam que o assunto entre em pauta,
mas um grupo teme que o governo emplaque a cobrança de
mais impostos por intermédio desse projeto. O PT está dividido
e o governo não tem posição clara, embora
veja na Emenda 29 a oportunidade de recriar a CPMF (o imposto
sobre o cheque derrubado pelo Congresso).
Aprovada
em 2000, a emenda foi regulamentada em 2008. Ela estabelece
os critérios mínimos de financiamento da saúde,
por meio dos quais os Estados devem aplicar 12% da arrecadação
no setor e os municípios 15%. Faltou, porém, definir
a vinculação da União.
O texto aprovado
prevê uma vinculação de
acordo com a variação do PIB nominal. O governo
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, apostava
no ressurgimento da CPMF, agora rebatizada de Contribuição
Social para a Saúde (CSS), incluída no projeto
da Câmara. Ocorre que, para concluir a votação,
falta votar uma emenda do DEM que exclui a alíquota de
0,1% da contribuição, a CSS/CPMF, da emenda.
Esta é a questão que provoca o impasse. Da forma
como foi aprovada, a União conseguirá R$ 19 bilhões
via CSS. No entanto, nem a base nem a oposição
desejam aprovar como está, justamente por causa da nova
contribuição. Querem, ao contrário, regulamentar
a emenda de modo que valha apenas a variação do
PIB nominal.
As bancadas
que apoiam a emenda querem votar sem mais protelações.
A um ano das eleições municipais, querem atender
a uma reivindicação dos prefeitos que clamam por
mais recursos para a saúde. Isso porque sem a definição
clara da participação federal, o ônus tem
recaído principalmente sobre os municípios, que
têm de se desdobrar para atender à população.
A saúde está como está porque a regulamentação
da emenda não é aprovada pelos parlamentares. Os
municípios estão gastando até 23% de sua
receita, enquanto a maioria dos Estados não cumpre o percentual
mínimo e a União sequer tem vinculação
definida, diz Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), instituição
que faz lobby no Congresso pela emenda sem preocupar-se com o
novo imposto.
Na semana
passada, na reunião do colégio de líderes
da Câmara, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves
(RN), propôs que o projeto fosse colocado em pauta. Depois,
o do PSDB, Duarte Nogueira (SP), e do DEM, ACM Neto (BA), foram
na mesma linha, como o deputado Dr. Paulo César (PR-RJ),
ligado ao setor da saúde, e a líder do PSB, Ana
Arraes (PE). Na contramão, o líder do PT, Paulo
Teixeira (SP), desconversou, e o do governo, Cândido Vaccarezza
(SP), disse que o tema está sendo tratado pelo governo.
Na verdade,
Dilma e seu partido gostariam de aprovar o novo tributo, apesar
do
custo político do descumprimento de
promessa de campanha, mas não mais vinculação
de verbas orçamentárias da União.
Essa vinculação seria possível, também,
por intermédio da ressurreição de uma medida
aprovada em 2007, pelo Senado, igualmente em momento de pressão
dos prefeitos da Confederação, depois derrubada
na Câmara. Na ocasião, foi aprovado projeto do senador
Tião Viana (PT-AC) que vinculou à saúde
10% da receita corrente líquida, o que daria hoje R$ 32,5
bilhões -71% a mais do que os R$ 19 bilhões da
CSS/CPMF. Com a diferença de que tira do contribuinte
o peso de mais um tributo e joga para a União a responsabilidade
de encontrar uma fonte de recursos ou fazer corte de gastos. É tudo
o que o Palácio não quer, tanto que à época
promoveu a retirada da vinculação na Câmara.
Hoje, os governistas ligados ao assunto quebram a cabeça
em busca de uma solução.
O Senado
aprovou um aumento de despesas mas não disse
a fonte de recursos. Por outro lado não está no
horizonte retornar a criação da CSS, que é o
que traria de fato mais recursos para a saúde. Uma alternativa
séria ao debate não está na mesa hoje, disse
ao Valor o deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto aprovado
na Câmara. No seu partido, porém, há quem
defenda explicitamente a retomada do tributo. Caso do deputado
Amauri Teixeira (PT-BA), ex-subsecretário de Saúde
da Bahia, que em abril apresentou um projeto de lei complementar
que cria uma CSS diferenciada: cobrada das camadas mais ricas
da população e podendo ser abatida do imposto de
renda. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
disfarça a expectativa do governo com a volta da CPMF
e abusa das generalidades, dizendo sempre que primeiro quer melhorar
a gestão para depois discutir com a sociedade a necessidade
de mais recursos.
Há um desejo da Casa em votar a regulamentação,
se possível ainda neste mês, e sem a CSS, disse
o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), que controla
79 deputados na Casa. O líder do bloco do PR, Lincoln
Portela (MG), com 64 deputados, vai na mesma linha. Temos que
resolver isso, mas é complicado neste momento político
colocar algo mais polêmico para ser votado.
Segundo o
presidente da Frente Parlamentar da Saúde,
Darcísio Perondi (PMDB-RS), o maior mérito do texto é especificar
o que são ações e serviços de saúde.
A seu ver, isso já inibe desvios, corrupção,
e principalmente gastos com recursos da saúde para outras
finalidades. Não há garantias, porém, que
uma vez em votação, forças de pressão
consigam seu propósito de instituir o novo imposto.
Domingo, 05.06.11
O Globo
Aids 30 anos
Custos bilionários com tratamento de soropositivos levam
cientistas a buscar a cura para o vírus HIV
RIO - Para
seus médicos, Timothy Ray Brown era um tiro
no escuro. Conhecido como o "paciente de Berlim", o
americano soropositivo foi curado por um tipo único de
transplante de medula óssea. Tornou-se, então,
um ícone do que pode ser a próxima fase da pandemia
da Aids: o seu fim.
O surgimento
da doença completa 30 anos hoje e avanços
científicos consideráveis permitem que ela não
seja mais considerada uma sentença de morte. Testes detectam
precocemente o vírus e novas drogas antirretrovirais podem
controlar sua difusão por décadas. Hoje, 33,3 milhões
de pessoas no mundo estão aprendendo a viver com o micro-organismo
e a comunidade científica global tem seu vigor renovado
nas tentativas para aniquilar o vírus. A disposição
tem duas origens: a ciência e o dinheiro.
O uso de
drogas sofisticadas usadas por soropositivos durante toda a
vida está ficando insustentável. Apenas
nos países em desenvolvimento, serão necessários,
daqui a duas décadas, US$ 35 bilhões por ano para
combater a pandemia. É o triplo do orçamento atual,
segundo a campanha não-governamental Aids2031. Some-se
a isso o custo do tratamento em nações ricas e
o HIV, em 2031, consumirá cerca de US$ 60 bilhões
anuais.
A Sociedade
Internacional de Aids assumirá formalmente
este mês a meta de achar uma cura para sua estratégia
de prevenção, tratamento e assistência ao
HIV.
- É claro que temos que olhar para uma outra forma possível
de gerir a epidemia - admite Sharon Lewin, especialista em HIV
e pesquisadora da Universidade Monash em Melbourne, na Austrália.
Segundo Françoise Barré-Sinoussi, vencedora de
um Prêmio Nobel por seu trabalho na identificação
do HIV, a crise econômica torna ainda mais urgente a busca
por uma cura.
- Precisamos
pensar a longo prazo, e isso inclui uma estratégia
para encontrar a cura - alerta. - Devemos manter a procura até conseguirmos
um resultado.
O paciente
de Berlim é uma prova de que isso é possível.
Residente na capital alemã, o soropositivo Timothy Ray
Brown estava morrendo por causa de uma leucemia. Em 2007, seu
médico, Gero Hüetter, deu uma sugestão radical:
um transplante de medula usando células de um doador com
uma mutação genética rara, conhecida como
CCR5 delta 32. Já se sabia há alguns anos que pessoas
com essa mutação provaram-se mais resistentes à infecção
pelo HIV.
- Quando
começamos o projeto, não sabíamos
exatamente o que aconteceria - admite Huetter, oncologista e
hematologista que, agora, trabalha na Universidade de Heidelberg,
no sul da Alemanha.
Brown poderia
não resistir ao tratamento. Hoje, no entanto,
ele é o único ser humano curado da Aids.
- Ele não tem replicação do vírus
e não está tomando qualquer medicação.
E provavelmente não terá mais problemas com HIV
- assegura Huetter sobre o paciente.
Muitos especialistas
consideram inconcebível que o tratamento
de Brown sirva para todos os soropositivos. O procedimento foi
caro, complexo e arriscado. Para ser aplicado em outros, seria
necessário uma correspondência exata com doadores,
que deveriam ter a tal mutação genética.
- É irrealista pensar que esta abordagem medicamente
pesada, extremamente custosa e quase irreproduzível pode
ser replicada - descarta Sinoussi. - Mas pelo menos ela mostra
que a cura é possível.
O primeiro
registro da Aids foi em 1981, quando cientistas do Centro de
Controle
e Prevenção de Doenças
dos EUA constataram a existência de uma síndrome
até então desconhecida. Um artigo publicado pelo órgão
em junho daquele ano referiu-se a "cinco homens jovens,
todos homossexuais ativos" de Los Angeles como os primeiros
casos documentados.
Folha
de São
Paulo
Conselho
faz alerta contra premiações para médicos
Por
Cláudia
Collucci
Empresas
cobram até R$ 13 mil para dar troféu
de 'melhor especialista&apos'
Profissionais
não podem participar desse tipo de 'homenagem&apos',
segundo resolução do conselho médico
Médicos brasileiros pagam até R$ 13 mil para receber
prêmios de melhores, mais admirados ou mais prestigiados
profissionais do país.
A prática é considerada antiética
pelo Conselho Federal de Medicina.
Sexta-feira,
o Cremesp (conselho regional de medicina paulista) emitiu um
alerta condenando
as premiações. Promete
ainda abrir processos administrativos contra médicos que
aceitem participar desses eventos.
Os médicos não pagam o prêmio em si, mas
são obrigados a comprar ingressos para as cerimônias
- festas de gala, onde são distribuídas estatuetas
douradas.
Uma das festas,
realizada há dois meses no Parque do
Anhembi (SP), homenageou 140 médicos e cobrava R$ 1.900
por cabeça. Muitos dos premiados são de cidades
do interior de São Paulo, Minas, Roraima, Pernambuco,
Alagoas, do Rio e do Paraná.
Um médico paulista, que pediu para não ser identificado,
diz que pagou R$ 13,3 mil por sete convites. "Foi caro,
mas gostei da homenagem."
AÇÕES
Mas nem tudo é festa. Na Justiça, tramitam ações
de médicos que se sentiram enganados pelas empresas que
promovem os prêmios.
O cardiologista
Délcio da Silva Junior, de Mato Grosso
do Sul, é um deles. Em 2003, foi avisado de que ganharia
um troféu. Para isso, teria de comprar quatro convites,
cada um por R$ 280.
Ele se comprometeu
a pagar por dois convites mas, ao ler o contrato, após já tê-lo assinado, viu que seria obrigado
a pagar por quatro. Quis desistir, mas a organização
não aceitou.
Resumo da ópera: ele não foi e não pagou.
Mas descobriu depois que seu nome estava nos cadastros de restrição
ao crédito. Hoje, move ação por danos morais
contra a organização do prêmio.
O cardiologista
Elias Moussallen, de Vitória (ES), conta
que foi premiado há três anos. Ele diz que pagou
por dois convites (o dele e o da mulher), mas não se lembra
do valor. "Só depois de ter me comprometido soube
que o conselho de medicina considera a premiação
antiética. Fui [à cerimônia] a contragosto",
conta o médico.
Ele afirma
que ficou no prejuízo. "Paguei R$ 300
pelas fotos e não me entregaram."
Os prêmios são organizados por empresas de eventos,
como a Thor Associados, que promove o "Prêmio Brasil
de Medicina" desde 1998. O site usa declarações
de médicos renomados, como o cardiologista Adib Jatene
e o ginecologista José Aristodemo Pinotti (morto em 2009),
elogiando o prêmio.
"Nem sei que prêmio é esse", diz Jatene.
Ele conta que já recebeu muitas homenagens de universidades
e instituições médicas, mas que nunca precisou
pagar. "Imagina! Isso é um absurdo."
EMPRESA
A Folha tentou
contato, sem sucesso, com a Thor Associados pelo site (único meio disponível) e por um telefone
cedido por um médico já procurado pela empresa.
O site diz
que a seleção dos premiados de 2011
foi feita "juntando urnas eletrônicas da internet
e eleitores (sic) de importantes jornais e revistas". "Os
vencedores podem comemorar seu padrão de excelência
e a garantia de aumentar o sucesso até aqui alcançado."
"Até meu pai, morto há um ano e meio, já foi
indicado"
O médico baiano Ezio Novais Dias, presidente da Sociedade
Mundial de Mastologia, recebeu o prêmio "The Best
in Medicine of Brazil" há 12 anos. Ele diz que, de
lá para cá, a falta de critério para a premiação
ficou tão gritante que até o seu pai, morto há um
ano e meio, foi indicado para três prêmios.
"Há 12 anos fui escolhido, com 40 colegas de todo
o Brasil, para o prêmio 'The Best in Medicine of Brazil'.
Quando recebi
a indicação, tive o cuidado de ver
os detalhes do evento. Na época, o homenageado não
pagava nada. Apenas havia uma cota para acompanhantes.
Desde então, o número de premiações
se multiplicou e a prática tornou-se comercial, infringindo
os mais básicos conceitos de ética.
Já recebi até convites em outros países.
Essa 'moda' é universal."
Sexta-feira, 03.06.11
Agência Câmara de Notícias
Projeto obriga SUS a oferecer unidades de atendimento exclusivo
a mulheres
Por
Rachel Librelon / Edição: Daniella Cronemberger
A Câmara analisa o Projeto de Lei 730/11, da deputada
Gorete Pereira (PR-CE), que obriga o SUS a criar unidades de
saúde de atendimento exclusivo a mulheres, na proporção
de uma para cada 100 mil habitantes.
A autora
destaca que há defasagem entre a oferta e a
demanda de serviços. “Estudos mostram que, até 2015,
30 brasileiras por dia serão vítimas de câncer
de mama. É absolutamente necessário investir na
democratização da saúde feminina, com garantia
de atendimento especializado em todas as regiões do País”,
argumenta.
Segundo Gorete
Pereira, a proposta poderia ser viabilizada por meio de parceria
entre
municípios (com a doação
de terrenos), dos estados (construção das unidades)
e da União (equipamentos, suporte técnico e financiamento).
“Municípios com mais de 100 mil habitantes ou mesmo
consórcios de municípios com essa população
podem adotar este parâmetro para estabelecer uma rede que
proporcione a cobertura ideal à população
feminina”, afirma.
A proposta
acrescenta um artigo à lei que trata da prevenção
e tratamento dos cânceres do colo uterino e de mama no
SUS (Lei 11.664/08).
Tramitação
A proposta
será analisada em caráter conclusivo
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-730/2011
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e
7º Congresso Sinog
Abramge /
AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão
os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como
aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade
do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza
nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os
16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema
central dos eventos é "Tecnologia na Saúde
Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo
jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio
CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador
de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por
Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial
do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe
de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil;
e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão
(IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial".
Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde".
Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia
Assis Pinto, líder da Prática de Gestão
Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de
Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de
Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways
International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra
o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos oferecidos
nas inscrições dos eventos, clicando no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- Negociação dos Serviços de
Saúde
Unidas /
AssPreviSite
16 e 17 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado de saúde
para atuarem com consciência de seu papel e sua importância
enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções
básicas da negociação em geral e seus
conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo
de negociação em seus aspectos subjetivos e formais;
Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação com paralisação
dos serviços; Esclarecer a participação
da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público,
PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços
de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael
Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais
de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.
Informações
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Fax (11)
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com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Congresso Internacional de Acreditação
Segs
Excelência na qualidade e segurança clínica:
impactos, resultados e caminhos. Esse é o tema central
do I Congresso Internacional de Acreditação, que
acontecerá de 13 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Entre
a programação, duas conferências, um painel
e uma mesa redonda merecem especial destaque, seja pela importância
do palestrante ou pelo tema a ser apresentado: desafios para
superar problemas de qualidade no atendimento e segurança
do paciente; a importância da liderança para melhorar
esses cuidados; o papel da bioética e do biodireito na
questão do paciente como agente de decisão no seu
cuidado; e a acreditação para operadoras de planos
de saúde e sua interface com o mercado.
Abrindo o
evento, o presidente da The Joint Commission (EUA), Mark Chassin,
falará sobre Os Desafios para Qualidade
e Segurança no Cuidado ao Paciente. Mestre em políticas
públicas pela Kennedy School of Government, de Harvard,
He also holds a master's degree in public health from the University
of California at Los Angeles.e em saúde pública
pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Chassin
preside o Centro de Transformação em Cuidados de
Saúde da Joint Commission, que trabalha com os principais
hospitais e sistemas de saúde do país, abordando
questões mais críticas de segurança e problemas
de qualidade no atendimento como, infecção associada à assistência
médica, problemas de comunicação entre equipes
e turnos, cirurgia do lado errado e erros de medicação,
por exemplo.
Presidente
International Society for Quality in Health Care (ISQua) e
da Canadian Network
for International Surgery, Philip
Hassen, abordará O Papel da Liderança na Promoção
da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidando
ao Paciente. Para o conferencista, a compreensão da importância
estratégica de liderança é fundamental para
a melhoria da qualidade e da segurança do paciente. Segundo
ele, é inaceitável que em muitos países
desenvolvidos, uma em cada dez pacientes hospitalizados ainda
sofra algum dano motivado pela falta de segurança ou de
qualidade no atendimento. Hassen defende que a acreditação
pode melhorar as estruturas, processos e resultados e, sobretudo,
reduzir os danos e habilitar as organizações a
melhorar a qualidade e segurança.
Polêmica à vista
A mesa redonda
Bioética, o Paciente como Agente de Decisão
de seu Cuidado promete levantar polêmica face à relevância
das questões a serem abordadas. Advogados especializados
no tema e os presidentes da Associação Médica
Brasileira e da Sociedade Brasileira de Bioética debaterão
sobre o direito a recusa do tratamento, o direito à segunda
opinião e o direito na participação do cuidado.
O painel
Acreditação para Operadoras de Planos
de Saúde, com a participação do presidente
da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, do assessor
da Superintendência Técnica da Amil, Paulo César
de Souza, é outra discussão que deve levantar reflexões
sobre o serviço ainda incipiente no mercado brasileiro:
a acreditação para operadoras de planos de saúde.
A melhoria da qualidade entre operadora, prestadora e contratante
de serviço e, clientes serão pontos abordados pelos
convidados.
Como participar?
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA)
e a Joint Commission International (JCI), promotoras do evento,
oferecem cinco opções de pacotes para participação
no Pré-Congresso e no Congresso Internacional de Acreditação,
que acontecem de 12 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Os preços
variam de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 e podem incluir a participação
apenas no pré-congresso e/ou congresso, hospedagem e o
pacote completo.
No Pré-Congresso há três opções
de cursos: Introdução a Qualidade e Ferramentas
da Qualidade, Metas Internacionais de Segurança do Paciente – Capacitação
para Profissionais de Serviços de Saúde e, Introdução
a Auditoria Interna, Metodologia Joint Commission.
Na programação do Congresso Internacional de Acreditação,
que será realizado em três dias, serão três
conferências internacionais, quatro mesas redondas e quatro
paineis, com representantes de diversos hospitais, organizações
e associações de classe do Brasil e do exterior
(a programação completa pode ser acessada em www.cbacred.org.br).
Outras informações pelo telefone (21)3299-8202
ou pelo e-mail ens...@cbacred.org.br.
-
Debate sobre bonificação nos Planos de Saúde
Planin Wordcom / AxisMed / Revista Cobertura
Empresas
do setor reúnem-se para discutir proposta de
resolução normativa da ANS para a concessão
de prêmios ou descontos aos beneficiários que aderirem
a programas de prevenção e de promoção
da saúde
A AxisMed,
pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes
Crônicos (GDC) no Brasil, promove encontro para discutir
a Consulta Pública Nº 42 da Resolução
Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), que trata de iniciativas para promoção da
saúde, do envelhecimento ativo e prevenção
de risco e doenças. Representantes da ANS e das entidades
de saúde, empresariais, sindicais e das indústrias
estarão reunidos com outros especialistas do setor para
debater o tema.
“Nosso objetivo é reunir os players do mercado
para discutir os impactos da proposta da ANS nos programas de
gerenciamento de crônicos e promoção de saúde,
além das oportunidades para alavancar estes programas
e melhorar a performance do plano de saúde. Provavelmente,
não haverá outra oportunidade para discutir a questão
antes de encerrar o prazo para responder a consulta pública”,
explica Milva Gois, advogada e relação institucional
da AxisMed. O evento está agendado para o dia 9 de junho,
das 14 horas às 18 horas, na Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São
Paulo.
A ANS propõe a concessão de bonificação
aos beneficiários de planos de saúde pela participação
em programas de promoção do envelhecimento ativo
ao longo do curso da vida e de premiação pela participação
em programas de promoção da saúde e prevenção
de riscos e doenças.
De acordo
com a proposta, as operadoras não são
obrigadas a oferecer o desconto, a adesão dos clientes
também é facultativa e poderá ocorrer em
planos individuais ou coletivos. Caso o plano ofereça
a bonificação, deverá oferecê-la para
todos os beneficiários vinculados ao produto e ser igual
para todas as faixas etárias. A adesão ao programa
deve estar prevista em contrato, com prazo mínimo de vigência
de um ano e regras claras e pré-estabelecidas. A concessão
do desconto é condicionada exclusivamente à adesão
e a participação do beneficiário nas atividades
previstas.
O website
da ANS (www.ans.gov.br) traz a íntegra do texto
proposto para a resolução normativa, que permanece
em consulta pública até 14 de junho.
Serviço
Debate sobre
Bonificação nos Planos de Saúde
(Consulta Pública Nº42 da ANS)
Local: Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (FIESP)
Endereço: Av. Paulista, 1.313 - Cerqueira César
Data: 9 de junho
Horário: Das 14h às
18h
Sala/ auditório: Espaço FIESP - térreo
-
Seminário sobre Saúde
AssPreviSite
“A Importância da Autogestão na Assistência à Saúde
do Trabalhador Brasileiro e seus familiares”
Deputados
discutem assistência à saúde dos
trabalhadores
A Câmara dos Deputados, em Brasília, tem uma pauta
especial para o próximo dia 7 de junho: conhecer as vantagens
oferecidas pelo segmento de autogestão em saúde
- benefício oferecido a mais de 5 milhões de pessoas
no País.
O segmento
de autogestão em saúde é administrado
por empresas, entidades e associações que oferecem
o benefício para seus empregados, ex-empregados, aposentados
e seus respectivos familiares e, apesar de não ter fins
lucrativos, enfrenta uma série de dificuldades por ser
tratado como plano de saúde de mercado, que conhecidamente
visam ao lucro.
Para o Seminário sobre Saúde - A Importância
da Autogestão na Assistência à Saúde
do Trabalhador Brasileiro e seus familiares estão convidados
profissionais ligados à área de saúde pública
e suplementar, assim como profissionais das filiadas à UNIDAS – União
Nacional das Instituições de Autogestão
em Saúde.
O evento
tem o objetivo de apresentar aos parlamentares o segmento de
autogestão, que possui a melhor relação
custo-benefício, e sua importância no setor de saúde
suplementar.
O seminário será realizado das 14h às 17h,
no auditório Freitas Nobre – Subsolo do anexo IV
da Câmara dos Deputados, em Brasília.
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br