Leia
nesta edição:
- Mesmo sem
definir fonte de receita, Ideli descarta bloqueio a votação
da Emenda 29
- Cabral diz que apoia nova CPMF
- Congresso
não
quer saber de imposto
- Apoio dos governadores
- Planalto conta com governadores para recriar CPMF
- Deputados
vão jogar para senadores o ônus
de aprovar nova CPMF
- Jovens
menos idealistas e mais pragmáticos?
- AVC faz
mais de cem vítimas por dia no Estado
- PR: “Melhor prevenir que remediar” chega
aos planos
- Kit laboratorial
identifica vírus da gripe em amostras
respiratórias
Terça-feira,
06.09.11
Redação
da Rede Brasil Atual
Mesmo
sem definir fonte de receita, Ideli descarta bloqueio a votação
da Emenda 29
Medida garante
mais verbas para a Saúde.
Governadores
apoiam criação de novo imposto para
custear despesas; falta consenso sobre formato do tributo
A votação da regulamentação da Emenda
Constitucional nº 29 – que fixa percentuais mínimos
a serem investidos anualmente em saúde pela União,
por estados e por municípios – não será barrada
pelos parlamentares governistas no Congresso Nacional. Segundo
a ministra da Secretaria das Relações Institucionais,
Ideli Salvatti, mesmo sem definir a fonte dos recursos adicionais, "ninguém
vai ser contra" a medida.
Na semana
passada, parlamentares do PT chegaram a defender a criação de impostos sobre grandes fortunas ou outros
tipos de tributos sobre a renda para custear o adicional necessário.
Outra opção seria recriar a Contribuição
Social para a Saúde (CSS), nos moldes da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), extinta em 2007.
A votação do projeto foi marcada para o dia 28
de setembro. Durante a posse dos dois novos ministros no Superior
Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi
e Marco Aurélio Bellizze, Ideli reafirmou que considera
o debate aberto no Congresso Nacional. Segundo ela, a expectativa
da presidenta Dilma Rousseff é de que se encontre uma
alternativa de financiamento das despesas criadas. "O que
a presidenta tem dito é que uma mera votação
não acrescenta recursos nem será a solução",
emendou.
Segundo o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, há acordo
da maior parte dos governadores para se defender a criação
de uma contribuição destinada à área.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB),
esteve em Brasília e disse que o fim da CPMF "foi
uma covardia e fez muito mal" ao povo brasileiro. Segundo
ele, pelo menos 10 governadores apoiam a criação
de um novo tributo. Padilha chegou a defender, na semana passada,
um imposto sobre cigarro, bebidas e automóveis.
"Os governadores estão vindo e trazendo sugestões",
reconheceu Ideli. "Nós esperamos que o mês
de setembro traga não só a primavera, mas também
a solução para a saúde", poetizou.
Datada de
2000, a Emenda 29 obrigou a União a reajustar
os valores investidos em Saúde 5% a mais do que no ano
anterior, além de condicionar os aumentos dos anos seguintes,
até 2004, conforme a variação nominal do
Produto Interno Bruto (PIB). Os estados ficaram obrigados a aplicar
12% da arrecadação de impostos em saúde
e os municípios, 15%.
Por falta
de regulamentação, a regra que deveria
ser transitória, ainda vigora.
O Globo
Cabral diz que apoia nova CPMF
Cabral ataca fim da CPMF e apoia Planalto na defesa de novo
tributo
Por Gabriela Valente
Brasília. O governo federal ganhou um aliado de peso
na defesa da volta da CPMF: o governador do Rio, Sérgio
Cabral. Ao se reunir ontem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
ele criticou o fim do tributo, decretado em votação
no Senado, em dezembro de 2007, e lamentou a falta de mais recursos
para a Saúde. Embora a bancada de deputados de seu partido,
o PMDB, já tenha declarado ser contra a volta de um imposto
para financiar a Saúde, Cabral prometeu assinar uma carta
de governadores em defesa de uma nova contribuição,
que será entregue à presidente Dilma Rousseff.
- Foi uma
covardia a extinção da CPMF. Fez muito
mal, não ao governo do presidente Lula, mas ao povo brasileiro
- afirmou o governador, informando que foi procurado pelo governador
Cid Gomes (CE), para assinar a carta apoiando a volta do imposto:
- Ele tentou
falar comigo na sexta-feira e não conseguiu.
Mas claro que assino. Acho fundamental esse financiamento à Saúde.
Na visão de Cabral, o Brasil assumiu um modelo de atendimento
correto - "universalizado, no qual a população
tem direito à saúde amplo e irrestrito" -
e citou exemplos de hospitais públicos no Rio que eram
referências de bons serviços e que hoje padecem
por falta de dinheiro.
Segundo o
governador do Rio, com os recursos que arrecada hoje o governo
federal
já tem de dar conta da estabilidade
inflacionária e garantir o crescimento. Cabral considera
necessária uma nova fonte exclusiva de receita para a
Saúde.
Outros governadores
já defenderam publicamente a volta
da CPMF, entre eles Cid Gomes, Eduardo Campos (PE), Jaques Wagner
(BA) e Marcelo Déda (SE). A possibilidade de volta da
CPMF já era ventilada em Brasília no ano passado,
antes do fim do governo Lula.
Preocupação dos estados é com
Emenda 29
A mobilização dos governadores em defesa de novas
fontes para o financiamento da saúde foi feita em sintonia
com o Planalto. A preocupação dos governadores é que
pese sobre os estados uma possível regulamentação
da Emenda 29 pelo Congresso, já que a União cumpre
rigorosamente o que a Constituição estabelece sobre
o piso nacional para o setor.
- Dilma mandou
um recado aos governadores: ou eles se envolviam ou ficariam
numa
situação de dificuldade - confirmou
ontem um auxiliar da presidente Dilma.
Ontem, o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse
que foi procurado por vários governadores que defendem
a ideia de um financiamento específico para a Saúde.
E repetiu o discurso da presidente sobre a destinação
de um novo imposto:
- Não podemos permitir o que foi feito, quando quem criou
a CPMF, criou sem vincular os recursos à Saúde.
E isso os governadores também têm dito. Na próxima
semana, vamos continuar debatendo com deputados e senadores,
e acredito que entre a Câmara e o Senado é possível
construir uma solução que traga mais recursos para
a Saúde.
A ministra
de Relações Institucionais, Ideli Salvatti,
também voltou a falar ontem da recriação
do imposto da Saúde. Disse que o governo não vai
barrar a regulamentação da Emenda 29, cuja votação
foi marcada para o próximo dia 28.
- O que a
presidenta tem dito é que a mera votação
da Emenda 29 não acrescentará nem recursos e nem
será uma solução para a Saúde. A
melhora se dará com aporte de recursos - afirmou Ideli.
O Globo
Congresso
não
quer saber de imposto
Por Cristiane Jungblut
Votação da Emenda 29 excluirá contribuição
para Saúde
Brasília. Por acordo entre o presidente da Câmara,
Marco Maia (PT-RS), e os partidos, a regulamentação
da Emenda 29, que fixa percentuais de investimento em Saúde
para União, estados e municípios, deve ser votada
no dia 28. Pela proposta, os estados terão que aumentar
suas despesas com a Saúde e, por isso, governadores defendem
a volta de um novo imposto para custear os gastos do setor. Mas
não há disposição política
na Câmara para recriar a CPMF. A defesa do governador Sergio
Cabral não sensibilizou nem seu partido, o PMDB.
Líder da bancada peemedebista na Câmara, Henrique
Eduardo Alves (RN) disse que o partido não quer novo imposto:
- O PMDB
não quer impostos, não é o momento
de se recriar a CPMF. E não acho que essa seja a via principal
da presidente Dilma Rousseff. O ministro Padilha está analisando
outros caminhos, que não a cobrança de novos impostos.
O texto-base
da regulamentação da Emenda 29 já foi
aprovado pela Câmara, com a previsão de criação
da Contribuição Social para a Saúde (CSS),
que sucederia a CPMF. Mas faltou votar um destaque do DEM, que
retira a base de cálculo da CSS, inviabilizando sua cobrança.
O acordo já firmado na Casa entre todos os partidos é a
aprovação desse destaque, o que inviabilizaria
a volta do imposto.
O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(SP), disse, no entanto, que, mesmo que o destaque do DEM seja
aprovado, o governo poderá, no futuro, enviar projeto
criando a base de cálculo da CSS, ou seja, criando o imposto,
de fato.
- O governo
não tem a ilusão de que vai resolver
o problema da Saúde até o dia 28. O texto não
derruba a CSS, pode ter uma outra base de cálculo - polemizou
Vaccarezza.
O líder do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), reforçou
o fato de que o recado do Congresso será no sentido de
ser contra a volta da CPMF. O tucano apresentou cálculos
de que o governo teria recursos para aumentar a verba da Saúde:
só o aumento da alíquota do IOF traria receita
extra de R$31 bilhões em 2011.
- Não precisa criar nenhum imposto para colocar dinheiro
na Saúde. Não há a menor possibilidade de
o Congresso votar a criação de novos impostos -
disse o tucano.
Na verdade,
o governo teme que, passada a votação
da Câmara, o Senado retome o texto que fixa 10% da receita
da União para gastos com Saúde, o que é considerado
inviável pela equipe econômica. Hoje, a média
de gastos da União é de 6% a 7% da receita.
Correio Braziliense
Apoio dos governadores
Por Vera Batista
A disputa
política para encher o caixa de estados, municípios
e União com qualquer tipo de imposto ou taxa ganhou um
novo capítulo ontem. Governadores de 15 estados, dentre
eles Jaques Wagner (Bahia), Agnelo Queiroz (Distrito Federal),
Roseana Sarney (MA), Ricardo Coutinho (PB) e Cid Gomes (CE),
divulgaram nota afirmando que os recursos para o setor são
insuficientes e que é preciso criar novas formas de financiamento.
Mas não assumiram abertamente a criação
de um novo imposto e apostam em um acordo com o governo para
viabilizar uma saída.
Já o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral,
defendeu ao mesmo tempo, em doses homeopáticas — antes
e depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega —,
o retorno da Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF) e o aumento da alíquota
da participação especial em 30%, para empresas
produtoras de petróleo, com o argumento de que a ideia é elevar
a arrecadação em R$ 3,5 bilhões por ano
para estados não produtores, seguindo a orientação
da presidente Dilma de não elevar gastos públicos.
Cabral declarou
que considera fundamental uma nova fonte de recursos para a
saúde, e que já foi procurado por
Cid Gomes, seu colega do Ceará, com esse objetivo. O governador
do Rio disse ainda que vai a assinar, em parceria com outros
governadores, a nota de apoio à cobrança da CPMF,
aquele imposto sobre o cheque, criado em 1994, com alíquota
de 0,25% sobre as movimentações financeiras. O
percentual subiu para 0,38%, baixou para 0,30%, cresceu novamente
para 0,38% e só não existe até hoje porque
o Congresso decidiu extinguí-lo em 2007. "Foi uma
covardia a extinção da CPMF. Fez muito mal, não
só ao governo do presidente Lula, mas ao povo brasileiro",
afirmou Cabral.
Petróleo
O governador
do Rio de Janeiro disse que o Brasil é um
dos poucos países que adotou o modelo universal de acesso à saúde,
com base na Constituição de 1988, mas que alguns
hospitais foram prejudicados pela falta de dinheiro. Cabral,
fez questão de enfatizar que pretende manter com o governo
a discussão sobre um aumento, em 30%, em todas as faixas
da participação especial das produtoras de petróleo,
o que aumentaria a arrecadação em R$ 3,5 bilhões
por ano. "Seria uma boa alternativa. Quem pagará são
as empresas produtoras de petróleo", destacou, ao
observar que essa mesma medida já foi tomada pela Inglaterra
e pelos Estados Unidos.
Valor
Econômico
Planalto conta com governadores para recriar CPMF
Decidida
a resistir a assumir o ônus político de
patrocinar a criação de um novo imposto para financiar
a saúde, a presidente Dilma Rousseff não se esforça
apenas para envolver os governadores nas negociações
sobre a regulamentação da Emenda Constitucional
29. Ela conta com a influência deles para que seja criada
uma fonte de recursos para o setor. A cobrança começa
a dar resultados: governadores capitaneados por Cid Gomes (Ceará)
e Sérgio Cabral (Rio) ensaiam um movimento para pressionar
o Congresso.
Dilma considera
que não há como defender um aumento
de impostos para financiar a área sem oferecer à população
melhorias no sistema público de saúde. Em entrevistas,
porém, vem alertando que não poderá aumentar
os investimentos no setor com o atual orçamento. Auxiliares
de Dilma comentam ainda que o governo federal já investe
na saúde o que prevê a Emenda 29, mas o mesmo não
ocorre com os governos estaduais.
"Haverá uma articulação pesada da
Câmara com os governadores, é um problema mais dos
governadores do que da União", destacou o vice-líder
do governo na Câmara, deputado José Guimarães
(PT-CE). "A bola está com os governadores."
Como alternativa,
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
sugeriu a elevação da tributação "federal
ou estadual" sobre cigarros e bebidas alcoólicas
e o aumento dos repasses para a saúde do seguro Dpvat,
que indeniza as vítimas de acidentes de trânsito.
As medidas têm relação com a saúde
pública e não prejudicariam a maioria dos contribuintes,
mas o Planalto não crê que os recursos obtidos alcancem
o volume de dinheiro que a área necessita.
Segundo o
líder do governo na Casa, Cândido Vaccarezza,
nenhum aumento de imposto deve ser patrocinado pelo Executivo. "Não
vai ter novo imposto sobre tabaco e álcool", assegurou
o parlamentar.
A votação da chamada Emenda 29, projeto que estabelece
percentuais mínimos para o investimento público
na saúde, foi marcada para o dia 28 pelo presidente da
Câmara, Marco Maia (PT-RS). Após o fim da CPMF,
que deveria destinar à saúde cerca de R$ 40 bilhões
por ano, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva tentou incluir a criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS) na proposta de regulamentação
da Emenda 29. Mas a tramitação do projeto na Câmara
travou justamente na análise do destaque que, ao retirar
a sua base de cálculo, inviabiliza a cobrança da
CSS.
Na administração Dilma, a base aliada ao governo
rachou quanto ao assunto. O PT, por exemplo, defende a criação
de um tributo nos moldes da CPMF ou a instituição
de novas fontes de financiamento para a área. O PMDB e
outros partidos, por outro lado, colocaram-se contra a iniciativa.
Sem ver uma
solução para o impasse e com a aproximação
do dia da votação da proposta, o Palácio
do Planalto reforçou as cobranças para que os governadores
se posicionassem. Como resultado, governadores liderados por
Cid Gomes passaram a defender publicamente nos últimos
dias a instituição de uma nova fonte de financiamento
para a saúde. O governador do Rio foi um dos que aderiram
ao movimento.
"Foi uma covardia e fez muito mal, não ao governo
Lula, mas ao povo brasileiro [a extinção da CPMF]",
disse o pemedebista ao deixar o Ministério da Fazenda
após uma reunião. (FE, com agências de notícias)
Correio Braziliense
Deputados
vão jogar para senadores o ônus
de aprovar nova CPMF
Conta
da saúde
vai sobrar para o Senado
Por Paulo
de Tarso Lyra e Karla Correia / Colaboraram Júnia
Gama, Diego Abreu e Denise Rothenburg
Deputados
pretendem votar a regulamentação da
Emenda 29 sem apontar qual será a fonte de financiamento
A Câmara deve jogar no colo do Senado a responsabilidade
de encontrar uma nova fonte de financiamento para a Saúde.
A votação da Emenda 29 está prevista para
ocorrer somente no próximo dia 28, mas líderes
governistas admitem ser difícil um consenso até lá diante
de tantas propostas que estão em discussão entre
os deputados. Caso a indefinição persista, a Câmara
deve aprovar novos recursos para o setor sem apontar como essa
conta será paga. "Deixa o Senado se virar também
para encontrar uma saída. Por que as notícias ruins
só devem ser dadas pelos deputados?", questionou
o líder do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO).
O Palácio do Planalto já avisou que não
encaminhará ao Congresso nenhuma proposta de criação
de impostos, por considerar que essa ideia é inviável
politicamente. Durante a reunião da coordenação
política de ontem, a presidente Dilma Rousseff voltou
a repetir o que dissera no Encontro Nacional do PT: a saúde
precisa de financiamento, mas essa resposta precisa ser dada
pelo Congresso. "Como vocês podem ver, não
há recursos", disse Dilma, durante a reunião
de ontem no Palácio do Planalto.
A presidente
desistiu de lutar contra a aprovação
da proposta e decidiu, realmente, deixar o ônus da iniciativa
para os parlamentares. Ela argumentou aos ministros e líderes
presentes ao encontro que o Orçamento de 2012 não
tem qualquer folga no fluxo de caixa. E que os R$ 14 bilhões
que viriam de uma previsão de arrecadação
maior da Receita acabaram sendo consumidos pelos programas lançados
pelo governo federal, como o Brasil Maior, que desonera as empresas
de confecção, de calçados e de software,
mais sensíveis à crise financeira internacional.
DEM
Embora aparentemente
tenha "lavado as mãos",
o governo está preocupado com a Emenda 29. Mais precisamente
pelo destaque ao texto apresentado pelo DEM. A emenda propõe
a derrubada da Contribuição Social sobre a Saúde
(CSS) e impede a criação de uma nova fonte de financiamento.
O Democratas sugere que os novos gastos sejam cobertos com a
realocação dos recursos federais já existentes.
O líder do PCdoB na Câmara, Osmar Júnior
(PI), disse que seu partido sempre defendeu a criação
da CSS, mas reconhece que essa proposta será derrotada
em plenário. "Existem muitas outras alternativas
em discussão e não creio que nós conseguiremos
caminhar para alguma fonte específica", confirmou
Osmar. "Criar um imposto novo não é tarefa
fácil", ponderou.
O líder do PDT na Câmara, Giovanni Queiroz (PA),
acredita que a transferência para o Senado do debate sobre
novas formas de financiamento para saúde servirá para
que o governo e o Congresso ganhem tempo. Queiroz estava na reunião
do Conselho Político na qual a presidente Dilma pediu
responsabilidade fiscal aos aliados diante do cenário
internacional adverso. A presidente também aproveitou,
naquele encontro, para anunciar a ampliação em
R$10 bilhões da meta de superavit primário. "Dois
dias depois, o governo baixou os juros em 0,5%, o que significa
uma economia de R$ 7 bilhões", alegou. Para Queiroz,
como dificilmente o Senado conseguirá votar essa matéria
ainda esse ano, há mais tempo para um arrefecimento da
instabilidade externa.
Para o vice-líder do governo na Câmara, José Guimarães
(PT-CE), os deputados têm de buscar uma saída para
o impasse. "Não podemos deixar essa discussão
para o Senado." Ele lembrou que o presidente da Casa, Marco
Maia (PT-RS) deve fazer uma reunião com os governadores
para que se ache um consenso sobre a fonte de financiamento. "Eles
têm de participar dessa construção, pois
a Emenda 29 não afeta o caixa da União, mas dos
estados e municípios", defendeu. Essa é a
mesma opinião da ministra das Relações Institucionais,
Ideli Salvatti. "Esperamos que o mês de setembro traga
não só a primavera, mas também a solução
para a saúde", filosofou.
Em
discussão
Confira as
propostas em debate na Câmara para financiar
a Saúde
» Taxação
de remessa de lucros das empresas multinacionais para o exterior;
» Aumento da alíquota dos impostos que incidem
sobre bebidas, cigarros e automóveis;
» Legalização
dos bingos;
» Criação da Contribuição
Social sobre a Saúde (CSS).
Brasil
Econômico
Jovens
menos idealistas e mais pragmáticos?
Por Fabio Feldmann
Na discussão do ano passado sobre saúde no Brasil
fiquei surpreso com uma revelação dada em um encontro
de médicos, de que uma das especialidades menos desejadas
pelos estudantes de medicina é a pediatria.
Naquela oportunidade
me foi relatado que pediatras da rede pública
em São Paulo costumeiramente registram boletins de ocorrência
preventivos, com a finalidade de evitar eventuais processos judiciais
por negligência médica ou mesmo omissão de
socorro.
Explico:
com o número reduzido de pediatras nos postos
de saúde e hospitais, amplia-se muito o número
de atendimentos por médico, gerando, com certeza, queda
na qualidade do atendimento.
O assunto
foi matéria do Fantástico algumas semanas
atrás e uma das propostas para resolver o problema seria
melhorar a remuneração da especialidade, objetivando
atrair os jovens médicos para a mesma.
Entretanto,
acredito que essa questão é reveladora
de valores: no momento em que jovens escolhem especialidades
mais bem remuneradas, que hoje são aquelas relacionadas à estética,
vemos que existe nessa escolha uma tendência clara na sociedade.
Assim, constata-se
uma quebra de paradigma, uma vez que sempre se associou a medicina
a um compromisso ético com o paciente
e com a saúde, sendo que, trabalhar com crianças
foi, por muitos anos, um ideal perseguido pelos jovens médicos.
Certamente
vivemos em um mundo em que valores associados ao consumo e
ao bem-estar
material são evidentes. É justa
a reivindicação de que os médicos sejam
bem remunerados, independentemente de suas especialidades, e
a tensão entre médicos e planos de saúde
mostra que, há muitos anos, os médicos brasileiros
enfrentam problemas de sobrevivência.
Mas o que
queremos discutir aqui é se a escolha preferencialmente
por especialidades como dermatologia, cirurgia plástica
e endocrinologia não representaria uma inversão
de valores.
Em outras
palavras, a pergunta seria se os jovens de hoje têm
ou não compromissos sociais efetivos com a transformação
da sociedade, como de certa maneira ocorreu nas últimas
gerações.
Se, de um
lado, a escolha dos médicos acima mencionada
representaria o contrário, vale lembrar que muitos estudos
têm revelado que jovens profissionais têm colocado
critérios éticos e de sustentabilidade na escolha
de seus empregos, o que desmentiria a ideia de que os jovens
de hoje são menos comprometidos.
Acredito
que um dos desafios atuais se dá pelo aumento
da expectativa de vida, o que leva a uma situação
absolutamente questionável. Jovens precisam escolher suas
profissões aos 18 anos, quando a sua expectativa de vida
tende a aumentar dramaticamente.
Ou seja,
o jovem precisa escolher uma profissão nos primeiros
20 anos de sua vida, ainda que possa viver até os 90 ou
100 anos. Muitos já falam em uma adolescência prolongada
ou mesmo de uma quarta idade face à longevidade maior
que a humanidade está vivendo.
Entretanto,
este aumento de longevidade ainda não se
refletiu no momento das nossas escolhas profissionais...
Fato é que esse mundo de rápidas transformações
traz mais complexidade às escolhas, de modo que é difícil
julgar sem correr o risco de excessivos reducionismos.
Mas, evidentemente,
a falta de pediatras no Brasil pode sinalizar opções de cunho mais pragmático por parte
dos jovens de hoje, o que é, no mínimo, preocupante
em um mundo que exige tantas e radicais transformações éticas
de valores.
EPTV
AVC
faz mais de cem vítimas por dia no Estado
Pacientes
com idades entre 30 e 49 anos responderam por 14% das internações
em 2010
Levantamento
da Secretaria de Estado da Saúde aponta
que, em média, 106 pessoas são internadas por dia
em hospitais públicos do Estado de São Paulo com
AVC (Acidente Vascular Cerebral) ou AVE (Acidente Vascular Encefálico).
Em 2010 houve 38,9 mil internações por AVC no SUS
(Sistema Único de Saúde) paulista, número
acima das 36,1 mil registradas no ano anterior.
Pacientes
com mais de 70 anos são os mais acometidos
pela doença em todo o Estado, com 15,9 mil internações
em 2010. A segunda faixa etária com mais hospitalizações é a
de 50 a 59 anos, com 7,3 mil registros. Já as pessoas
entre 30 e 49 anos responderam por 5,5 mil internações
em 2010.
As principais
causas para a ocorrência de derrames são
hipertensão arterial sistêmica (conhecida popularmente
como pressão alta), diabetes mellitus (níveis altos
de açúcar no sangue), dislipidemias (coleterol
e triglicerídeos altos), tabagismo, obesidade, sedentarismo
e estresse.
Os principais
fatores de risco, que costumavam aparecer apenas em pessoas
acima de
40 anos, estão se manifestando cada
vez mais cedo, devido ao estilo de vida urbano atual, que favorece
que as pessoas sejam estressadas, sedentárias, consumam
alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam
pressão alta e diabetes.
Gazeta do Povo Online
PR: “Melhor prevenir que remediar” chega
aos planos
Por Alexandre Costa Nascimento
Resoluções da Agência Nacional de Saúde
permitem que operadoras ofereçam descontos ou benefícios
a quem entrar em programas de prevenção
Lista de
conveniados terá de estar on-line
Outra resolução publicada pela ANS obriga as operadoras
de planos a divulgar suas redes assistenciais na internet, permitindo
que o beneficiário localize de forma mais fácil
e ágil todos os prestadores de serviços de saúde
do plano contratado. A proposta de resolução normativa
está em consulta pública no site da agência.
O objetivo
da ANS é criar critérios para a divulgação
da rede de prestadores e garantir a atualização
em tempo real das alterações realizadas, tornando
mais transparente e eficaz a informação sobre as
redes assistenciais dos produtos oferecidos pelas operadoras.
A regra prevê, inclusive, a criação de sistemas
de georreferenciamento, com o uso de mapas interativos para localização
dos endereços.
Em relação aos prestadores de serviços
de saúde, a operadora deverá expor informações
como nome fantasia do estabelecimento (pessoa jurídica)
ou nome do profissional (pessoa física); tipo de estabelecimento;
especialidade(s) ou serviço(s) contratado(s) – de
acordo com o contrato firmado – e endereço. Neste
caso, os parâmetros sugeridos para que a informação
seja oferecida são os seguintes: unidade da federação,
município, bairro, logradouro, número, CEP e telefones.
A Consulta
Pública n.° 45 estará disponível
por 30 dias, em formulário eletrônico exclusivamente
na página da ANS na internet, para que beneficiários,
operadoras e prestadores de serviços de saúde possam
contribuir. A participação de todos os envolvidos
e interessados por este tema é de fundamental importância
para aprimorar o trabalho que tem sido desenvolvido pela ANS,
diz o órgão. (ACN, com agências)
As operadoras
de planos de saúde poderão oferecer
descontos nas mensalidades ou “premiações” aos
usuários que aderirem voluntariamente a programas capazes
de prevenir as doenças em vez de simplesmente tratá-las
quando elas aparecerem. A Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), órgão que regulamenta o setor,
publicou no fim de agosto duas resoluções normativas
que estabelecem as diretrizes para esse tipo de prática.
A proposta é mudar o foco de atuação do
segmento, garantindo vantagens tanto para os consumidores quanto
para as empresas.
A vantagem
para os beneficiários é a possibilidade
de aumentar a expectativa de vida, com menor carga de doença
e uma vida mais saudável. E, para as operadoras de planos
de saúde, o objetivo é aprimorar as práticas
de gestão em saúde para oferecer assistência
de melhor qualidade e, ao mesmo tempo, racionalizar os custos
assistenciais.
“As resoluções tentam quebrar esse paradigma
e fazer com que as operadoras não fiquem apenas discutindo
quem paga a conta e se transformem em agentes de promoção
de saúde. O conceito de saúde é bem mais
amplo do que a simples ausência de doença”,
avalia o mestre em Direito da Saúde José Luiz Toro,
que preside o Instituto Brasileiro do Direito da Saúde
Suplementar (Indss).
Adesão voluntária
Nesta primeira
fase, a adesão das empresas é facultativa.
Por outro lado, a operadora que oferecer programas de promoção à saúde
dentro dos critérios estabelecidos ganhará pontos
nos índices de qualidade do setor, medido pela ANS. “Vamos
ver como o mercado vai reagir. A ANS começa a dar as ferramentas – antes
não havia qualquer possibilidade – e o mercado deve
ver com bons olhos e começar a repensar as posturas. Creio
que, no futuro, isso se tornará obrigatório”,
prevê Toro.
Na proposta
da ANS, o beneficiário que aderir a algum
programa de prevenção poderá ter até 30%
de desconto no valor da mensalidade, sem discriminação
por idade ou doença pré-existente, e não
será permitido vincular o desconto ou a premiação
aos resultados alcançados – basta a participação
para receber o benefício. O porcentual de desconto, decidido
por cada operadora, deverá ser o mesmo para todas as faixas
etárias.
Personalização
O programa é extensivo aos planos de saúde individuais
ou familiares, aos coletivos empresariais ou por adesão.
A formatação dos programas será individualizada
para cada plano, de forma a deixá-lo mais adequado para
seu público, considerando, inclusive, a região
de residência do beneficiário.
Os programas
voltados para um envelhecimento ativo envolvem ações para a prevenção e o acesso
a cuidados primários de saúde, que buscam detectar
e gerenciar precocemente doenças crônicas. Já a
premiação poderá ser oferecida como redução
no porcentual de coparticipação, benefícios
farmacêuticos e outros produtos acessórios aos planos
de saúde.
A ideia de
promover a saúde para evitar tratamentos onerosos
já é aplicada em outros países. No Chile,
por exemplo, algumas operadoras oferecem academia de ginástica
para seus usuários. Já a cobertura do procedimento
do parto é condicionada à realização
dos exames pré-natal e a operação de obesidade
mórbida só é liberada após o paciente
passar por programas de reeducação alimentar e
acompanhamento psicológico.
Segunda-feira, 05.09.11
Isaude.net
Kit
laboratorial identifica vírus da gripe em amostras
respiratórias
Um kit de
diagnóstico laboratorial usado para identificar
infecções humanas com vírus da gripe sazonal
e o novo vírus da gripe A, com potencial pandêmico,
foi autorizado para uso pela Food and Drug Administration dos
Estados Unidos. O kit in-vitro (IVD) foi desenvolvido pelo Centro
de controle e prevenção de doenças (Centers
for Disease Control and Prevention - CDC).
"Como a propagação da pandemia de H1N1 diminuiu
no ano passado, foi realizada uma revisão das contramedidas
médicas tomadas pelo nosso país, o que mostrou
uma clara necessidade de melhores testes de diagnóstico.
Ao ajudar as autoridades de saúde pública a identificarem
rapidamente a gripe sazonal, bem como o vírus da gripe
que pode se tornar uma pandemia, este kit pode ser muito eficaz
na proteção da saúde e no salvamento de
vidas nos Estados Unidos e no mundo todo", disse a secretária
assistente do Departamento de Saúde e Serviços
Humanos dos Estados Unidos, Nicole Lurie.
O kit será distribuído sem nenhum custo aos laboratórios
internacionais de saúde pública para melhorar a
capacidade global de detecção de infecções
respiratórias causadas pelo vírus influenza em
humanos. Ele age em três módulos, que incorporam
e racionalizam as versões de dois kits de diagnóstico
anteriores aprovados pela FDA.
O primeiro
módulo é usado para identificar e distinguir
se a infecção foi provocada pelo vírus influenza
A ou B. O segundo pode ainda classificar os subtipos do vírus
influenza A, como H3N2 ou o H1N1 de 2009. E o último módulo
especificamente detecta o vírus causador da altamente
patogênica gripe aviária A (H5N1), em apoio aos
atuais esforços para evitar uma possível pandemia
provocada por esta linhagem.
O formato
modular torna o kit mais eficiente para uso em laboratórios
de diagnóstico e elimina o desperdício, permitindo
aos usuários a flexibilidade de administrar os componentes
separadamente, de acordo com as necessidades do laboratório. "Isso
trará testes mais eficientes, com menores custos para
os governos federal e estadual e para agências locais de
saúde pública", afirmou Nancy Cox, diretor
da Divisão de Influenza do CDC e diretor do Collaborating
Center for Surveillance, Epidemiology and Control of Influenza
da Organização Mundial de Saúde.
Este é o único kit aprovado pelo FDA para uso
com amostras do trato respiratório inferior. Amostras
respiratórias inferiores são extraídas de
pacientes com doenças respiratórias inferiores,
como um estado grave de pneumonia por exemplo. Já as amostras
respiratórias superiores são facilmente obtidos
em um ambiente ambulatorial ou de internação.
Vários estudos têm mostrado que, entre pacientes
hospitalizados com doenças respiratórias graves,
incluindo pacientes criticamente enfermos que necessitam de ventilação
mecânica em UTI' s, o teste feito com uso de amostras extraídas
do trato respiratório inferior ajudam a detectar infecções
pelo vírus influenza, que podem não ser identificadas
com um teste feito apenas no trato respiratório superior.
AGENDA
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html