06-12-11

 

Leia nesta edição:

- PL: contratos de planos de saúde terão de ter telefone da ANS e dos Procons

- Suspenso repasse do Saúde da Família em 24 estados

- Os primeiros pacientes

- Passo a passo

- Bancos privados de cordão geraram só 8 transplantes

- Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono

- Ministério lança Campanha de Combate à Dengue

- Ministério da Saúde apresenta mapa da dengue no país

- Anvisa discute amanhã maior rigor no controle de produtos derivados do tabaco

- Samaritano recebe prêmio Security Leaders

- Produtos e equipamentos médico-hospitalares crescem acima da economia

- Confira estudo de demografia médica no Brasil

- Mapa mostra presença de forma resistente de malária no Brasil

- Abuso de energéticos leva a problemas cardiovasculares

- É preciso diferenciar o Alzheimer de outras doenças, revela revista

Terça-feira, 06.12.11

PORTAL UOL

PL: contratos de planos de saúde terão de ter telefone da ANS e dos Procons

Os contratos de planos de saúde e seguros terão de ter endereços de correspondência, eletrônicos e telefones da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e dos Procons (Órgãos de Defesa do Consumidor).

Conforme publicado pelo CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros), a determinação é do projeto de lei que foi apresentado pelo Deputado Alberto Filho (PMDB/MA).

De acordo com o deputado, a medida irá facilitar o contato e garantir a correta e pronta orientação ao consumidor.

Problemas com os planos de saúde

Segundo Filho, são constantes as notícias sobre abusos praticados pelas empresas de plano saúde e, muitas vezes, o consumidor não tem como se proteger das alegações das operadoras, que visam impedir que ele usufrua de um direito legalmente ou contratualmente assegurado.

"Em muitas circunstâncias, como no caso de necessidade premente de saúde, não fica claro para o consumidor qual a melhor estratégia para fazer valer seus direitos. Nessas ocasiões, é necessário que ele se remeta aos serviços de defesa do consumidor ou à ANS", argumentou o deputado.

PORTAL DA SAÚDE

Suspenso repasse do Saúde da Família em 24 estados

Governo identificou incorreções, como profissionais com duplicidade de cadastros. Municípios voltam a receber quando inadequações forem solucionadas

O Ministério da Saúde suspendeu o repasse do mês de outubro para 233 Equipes de Saúde da Família, 204 Equipes de Saúde Bucal e 1.717 Agentes Comunitários de Saúde por duplicidade de cadastro no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). A medida faz parte da ação de fiscalização e transparência sobre aplicação dos recursos da Atenção Básica e é realizada sempre que o Ministério da Saúde identifica irregularidades por parte das secretarias municipais de saúde, responsáveis diretas pela execução dos programas.

A portaria número 2.774, publicada no Diário Oficial da União, lista os municípios que deixarão de receber somente a parcela do incentivo correspondente às equipes e agentes que apresentaram problemas. Portanto, a medida não representa a interrupção da Estratégia Saúde da Família (ESF) e do programa Brasil Sorridente nessas localidades. A transferência dos recursos é restabelecida assim que os gestores locais comprovarem ao Ministério da Saúde que as inadequações foram solucionadas.

OUTRAS SUSPENSÕES

Outra ação resultou na suspensão de repasses referentes à estratégia Saúde da Família (em alguns também do Saúde Bucal) de outros 10 municípios. Foram irregularidades com relação ao descumprimento das cargas horárias, detectadas por meio dos de Fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), secretarias estaduais de saúde e Tribunal de Contas da União.

Os relatórios da CGU encontraram irregularidades em Sítio Novo (RN), onde foram suspensos recursos referentes a duas equipes de saúde da família; Primavera de Rondônia (RO), que provocou suspensão de recursos de duas equipes de saúde da família e uma de saúde bucal; Três Pontas (MG), que teve suspenso recursos referentes a três equipes de saúde da família e quatro de saúde bucal e Tiros (MG), com suspensão de recursos de uma equipe de saúde da família. Em Sergipe, a Controladoria apontou irregularidades em duas cidades: Capela, onde foram suspensos recursos de dez equipes de saúde da família e Nossa Senhora das Dores, que teve recursos de oito equipes de saúde da família suspensos.

O relatório do Tribunal de Contas da União apontou irregularidades em três municípios do Amapá: Macapá, com suspensão de recursos de dez equipes de saúde da família e dez de saúde bucal; Mazagão, três equipes de saúde da família e três de saúde bucal e Itaubal, uma equipe de saúde da família e uma de saúde bucal.

Já na cidade de Barbacena (MG), a irregularidade foi indicada pela secretaria de saúde do estado e o Ministério suspendeu recurso de 25 equipes de saúde da família.

ATENÇÃO BÁSICA

O Programa Saúde da Família é a principal estratégia do Ministério da Saúde para reorientar o modelo de atenção à saúde da população a partir da atenção primária. As equipes multidisciplinares, formadas por um médico, um enfermeiro, um técnico ou auxiliar de enfermagem e até 12 agentes comunitários de saúde - atendem as famílias de determinado território, desenvolvem ações de promoção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico e tratamento, recuperação, reabilitação de doenças.

CORREIO BRAZILIENSE

Os primeiros pacientes

Isabelle Dinoire

Primeiro transplante facial, realizado em 2005, no Centre Hospitalier Universitaire de Amiens, na França. Isabelle havia sido mordida por seu cachorro e ficado com a face dilacerada. Ela recebeu uma parte triangular do rosto, incluindo a boca e o nariz da doadora. À esquerda, Isabelle antes do ataque; no meio, um ano depois do transplante, com maquiagem; e 18 meses após, sem maquiagem.

Li Guoxing

Perdeu parte da face após ter sido atacado por um urso, em 2004, na província de Yunnan, na China. Foi operado em 13 de abril de 2006 por médicos do Xijing Hospital e teve a parte direita do rosto reconstruída, com bochechas, nariz e lábio superior novos. Ele morreu em 2008.

Oscar

Ficou famoso por ter sido o primeiro transplante total de rosto. O procedimento foi realizado em março deste ano, no Hospital Vall d"Hebron, em Barcelona. Oscar, que havia sofrido um acidente de carro, recebeu 100% de tecidos e órgãos do doador.

Charla Nash

Recebeu, em junho, um transplante total de face, no Brigham and Women"s Hospital de Boston. Charla ficou desfigurada ao ser mordida por um chimpanzé, em 2009. À esquerda, a jovem antes da agressão; logo depois; e após a operação.

Pascal Coler

Recebeu o transplante parcial de rosto em 21 de janeiro de 2007. Sua imagem foi divulgada apenas um ano depois, em março de 2008. O procedimento foi realizado no Hospital Universitário Henri Mondor, na França. Diferentemente dos outros pacientes, Coler não foi desfigurado em um acidente: ele possuía um tumor, que degenerou sua face.

Connie Culp

Em 10 de dezembro de 2008, foi submetida a um transplante na Cleveland"s Clinic, nos Estados Unidos. Foi o primeiro procedimento do tipo realizado no país. Quatro anos antes, ela havia recebido um tiro na face. Oitenta por cento do rosto de Connie foi transplantado.

Rafael

Foram 30 horas de cirurgia no hospital espanhol Virgen Del Rocío, em Sevilha, em 27 de janeiro de 2010. O jovem, cujo sobrenome jamais foi divulgado, foi o segundo a receber um transplante parcial no país. Ele sofria de meurofibramatose, mesma doença de Pascal Coler.

CORREIO BRAZILIENSE

Passo a passo

O candidato a um transplante facial passa por um extenso processo de avaliação, que pode levar vários meses. Ele é entrevistado por um psiquiatra e faz uma bateria de exames de diagnóstico por imagem. Se for considerado elegível, ele entra para uma lista de doação de órgãos (não existe lista específica para rosto). O doador tem de ter mesmo tipo sanguíneo, idade similar e características físicas que combinem com o receptor. Por isso, dificilmente se encontra um doador ideal em menos de um ano.

Durante a cirurgia, uma equipe remove o tecido do doador, enquanto a outra, simultaneamente, prepara a face do paciente. O transplante pode ser parcial - mais comum, que inclui nariz, vasos sanguíneos, músculos, ossos, nervos e lábios - ou total. Depois do procedimento, o receptor é internado na Unidade de Terapia Intensiva, para observação. Geralmente, são necessários dois dias antes de o paciente ser removido para um quarto comum. Nesse ponto, ele já começa as sessões de fisioterapia, para aprender a manejar o novo rosto, e de psiquiatria. No primeiro ano, o paciente tem de se submeter a exames periódicos, e precisa se comprometer a tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.

FOLHA DE S. PAULO

Bancos privados de cordão geraram só 8 transplantes

Há 45 mil unidades de sangue de cordão umbilical em laboratórios particulares. Rede pública brasileira tem mais de 9.000 cordões congelados e fez 106 transplantes nos últimos dez anos

Apesar de existirem cerca de 45 mil cordões umbilicais congelados em bancos privados no país, desde 2003 houve só três casos em que as células foram usadas para tratar o dono do cordão. Em outros cinco casos, as células-tronco serviram para o tratamento de parentes.

Os dados são do último relatório da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre bancos privados de sangue de cordão umbilical para uso próprio.

O objetivo dos pais ao pagar pelo serviço -que custa em torno de R$ 2.500 pela coleta mais R$ 500 anuais- é ter a garantia de ter células-tronco disponíveis para transplante caso o filho tenha doenças como leucemia, linfoma ou problemas que afetem o sangue, como alguns tipos de anemia.

Segundo Daniel Coradi, gerente de tecido, células e órgãos da Anvisa, a chance de uso do cordão é tão baixa que não vale o investimento. "O sangue seria mais bem usado nos bancos públicos."

O Brasil tem uma rede pública de coleta de sangue de cordão, a BrasilCord, que hoje tem 9.776 unidades congeladas e deu origem a 106 transplantes desde 2001.

A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia é contra a existência dos bancos privados, segundo o presidente da entidade, Carmino Souza. "Isso é apenas um negócio, que não tem impacto na saúde pública ou individual. As pessoas são ludibriadas num momento de muita alegria para acreditar que isso pode servir num caso de leucemia ou qualquer outro problema de saúde."

Souza afirma que algumas clínicas fazem propaganda enganosa ao citar usos para as células do cordão que ainda estão longe da realidade na medicina. "Armazenar o cordão do filho é ser proprietário de algo sem utilidade."

Ricardo Waddington, diretor do banco privado CordVida, em São Paulo, diz que o serviço público e o particular devem se somar. "A decisão é dos pais. Se doar, o sangue vai ser mais útil para bilhões de pessoas, mas ser pai e mãe é prover segurança à sua família antes de proteger a população brasileira; há um Ministério da Saúde para isso."

PORTAL G1

Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono

Especialistas europeus dizem ter encontrado um gene associado a uma maior necessidade de sono.

Um estudo envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de cerca de 30 minutos a mais de sono por noite. Segundo o estudo, publicado na revista científica 'Molecular Psychiatry', um em cada cinco europeus carrega o gene.

Os pesquisadores da University of Edinburgh, na Escócia, e da Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha, dizem que a revelação pode ajudar a explicar comportamentos associados ao sono. Cada um dos participantes disse quantas horas dormia por noite e teve uma amostra de seu sangue colhida para análise de DNA.

A necessidade de sono pode variar significativamente de uma pessoa para outra. A ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, por exemplo, era conhecida por precisar de apenas quatro horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein precisava de 11 horas.

Mosca de fruta

O estudo envolveu pessoas das Ilhas Orkney, Croácia, Holanda, Itália, Estônia e Alemanha.

Os pesquisadores queriam saber como era o padrão de sono dos participantes em dias livres, ou seja, quando não tinham de trabalhar ou tomar remédio para dormir.

Ao comparar os dados sobre padrão de sono com os resultados da análise genética, eles concluíram que os participantes que possuíam a variante ABCC9 precisavam de mais tempo de sono do que a média de oito horas.

A equipe investigou então como esse gene influenciava o padrão de sono de moscas de fruta - que também carregam essa variante.

Moscas sem o gene ABCC9 dormem três horas a menos do que as que carregam o gene, os pesquisadores constataram.

Energia

O gene ABCC9 atua como sensor de níveis de energia no corpo humano.

Segundo os cientistas, o estudo abre um novo caminho em pesquisas sobre o sono. Eles dizem esperar que investigações futuras possam estabelecer exatamente como essa variante genética regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo.

O especialista Jim Wilson, da University of Edinburgh, disse: 'Humanos dormem aproximadamente um terço de suas vidas'.

'Com frequência, a tendência a dormir por períodos mais longos ou mais curtos é um traço de família, apesar do fato de que a quantidade de sono de que as pessoas precisam pode ser influenciada pela idade, latitude, estação do ano e ritmo circadiano (período de aproximadamente um dia - 24 horas - em que se baseia o ciclo biológico do corpo humano)', disse ele.

Segunda-feira, 05.12.11

PORTAL DA SAÚDE

Ministério lança Campanha de Combate à Dengue

O objetivo é reforçar alerta sobre a importância da prevenção. Até o final do mês, foco será na adoção de hábitos diários para conter a proliferação do mosquito transmissor

O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira (5) a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012. Com o slogan “Sempre é hora de Combater a Dengue”, o objetivo da campanha é reforçar sensibilização da população sobre a importância da prevenção contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples como limpar calhas, caixas d’água e recolher o lixo.

Com formato educacional e informativo, a campanha será dirigida aos professores, agentes de saúde, gestores municipais, educadores, profissionais de saúde, crianças e a população em geral. As ações de comunicação do Ministério da Saúde são desenvolvidas com base em dois cenários: período não epidêmico e período epidêmico.

Até o fim de dezembro, durante o período não epidêmico, o foco é o incentivo para adoção de hábitos diários de prevenção, como manter garrafas vazias viradas para baixo, trocar a água das plantas aquáticas regularmente, entre outras ações capazes de reduzir os criadouros.

Para o período epidêmico, que vai de janeiro a maio, além de manter as medidas de prevenção para evitar a proliferação do mosquito transmissor, o foco da campanha enfatizará também a importância do reconhecimento dos sinais e sintomas da doença pela população. A campanha enfatiza a necessidade de acompanhamento por um profissional de saúde dos casos suspeitos de dengue e alertar sobre os riscos da auto medicação pela população.

O ministro Alexandre Padilha reforçou que as ações de combate a dengue devem se antecipar e atuar diretamente no controle dos criadouros do mosquito. “As ações de controle e combate à dengue devem se antecipar aos problemas. Isso se resume ao controle do foco do mosquito da dengue. Esse é o tema principal da campanha deste ano. Com a campanha, pretendemos alertar a população sobre a importância de manter hábitos simples de combate à doença”, explica.

A campanha nacional começa a ser veiculada ainda neste ano. Ao todo serão dois filmes de TV e três spots informativos sobre o seu lançamento nacional. As peças publicitárias incluem outdoors, folders, cartazes para transporte público, paradas de ônibus e outros.

“O slogan da campanha é uma maneira de alertar a população a adotar comportamentos cotidianos, como limpar os quintais, colocar areia nos vasos de plantas, fechar o lixo com saco plástico, entre outros. Essas ações fazem a diferença e devem ser repetidas durante todo o ano, não somente no verão”, reforça o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Mobilizadores

A campanha tem um papel fundamental em incentivar a co-responsabilidade da sociedade no controle da doença. Os profissionais de saúde serão orientados sobre a importância de utilizar a classificação de risco para triagem dos pacientes. A medida tem o objetivo de identificar sinais e sintomas de gravidade da doença, possibilitando, dessa maneira, o tratamento precoce e adequado. Já os agentes de saúde serão informados sobre a importância das visitas domiciliares para orientar e alertar a população sobre como eliminar os criadouros do mosquito.

Educadores e crianças

A criança interfere nos hábitos e atitudes da casa, chamando a atenção dos responsáveis para eliminação dos focos do mosquito. O papel do educador está em trabalhar este tema na sala de aula.

Redes Sociais

Além da campanha, o Ministério da Saúde também está apresentando o Observatório da Dengue pelas redes sociais, ferramenta que permitirá o monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país. A metodologia está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INWEB), da Universidade Federal de Minas Gerais. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas na rede social Twitter sobre dengue. As mensagens são filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais de suspeita de dengue, são monitoradas e avaliadas.

“Estamos utilizando mais uma ferramenta para vigilância da dengue no país. Agora temos o Observatório da Imprensa que antecede a notificação dos casos de dengue nos municípios. Por meio da rede social o ministério poderá verificar a notificação de casos de dengue feita pelos municípios, comparando os dados enviados pelas regiões com as mensagens de experiências pessoas com dengue feitas pelo twitter”, explica o ministro Alexandre Padilha.

As informações selecionadas serão enviadas à Secretaria de Vigilância em Saúde. A metodologia permite a comparação dos números de tweets captados na semana com o histórico de ocorrência dos períodos de epidemia e de baixa transmissão em cada município. Todo esse processo é feito em tempo real. Será gerado um relatório que irá mapear a suspeita dos casos de dengue nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Com a nova tecnologia, o Ministério da Saúde terá a possibilidade de obter oportunamente informações sobre a ocorrência de possíveis surtos e assim alertar os estados e municípios.

“O observatório da dengue é uma nova metodologia que vem complementar o sistema de monitoramento da dengue no Brasil. Esse método vem sendo utilizado no mundo todo. Mas esta tecnologia não servirá para substituir o sistema de vigilância tradicional, mas ele é complementar”, disse Jarbas Barbosa.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta mapa da dengue no país

Dos 561 municípios pesquisados, 48 estão em situação de risco, 236 em alerta e 277 apresentam índice satisfatório. LIRAa orienta as ações de controle da doença

O resultado do LIRAa 2011 (Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) revela que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para ocorrência de surto de dengue. O mapa, que permite identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor foi realizado entre os meses de outubro e novembro deste ano, pelo Ministério da Saúde, em parceira com as secretarias municipais de saúde. Nos municípios em situação de risco, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentaram larvas do mosquito. Ao todo participaram 561 cidades.

Na manhã desta segunda-feira (5), ao apresentar os resultados do LIRAa 2011, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o estudo é uma espécie de fotografia que permite ao Ministério da Saúde conhecer a situação da dengue em todo o país. “As cidades que estão em situação de alerta, não podem baixar a guarda: ao contrário, devem intensificar suas ações. Já os municípios em situação de baixo risco podem migrar para uma grande epidemia”, alertou.

Para ele, o LIRAa é um instrumento fundamental para orientar as ações de controle, pois possibilita que os gestores locais de saúde antecipem as ações de prevenção. O ministro reforçou que os dados do levantamento não significam que a situação não possa ser revertida. “Um determinado município, que apresenta situação de risco, poderá mudar este cenário com a intensificação das medidas nas áreas de maior risco”, destacou Alexandre Padilha.

O Ministério da Saúde acompanhará de perto a evolução da dengue nos estados e municípios. O mapa revelou que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas de risco para epidemia de dengue. “Além do sistema de vigilância convencional, contamos, a partir de agora, com o Observatório da Dengue, mais uma ferramenta que irá nos ajudar no monitoramento da doença por meio das redes sociais”, ressaltou o ministro.

A nova avaliação aponta, ainda, que 236 cidades estão em alerta (com índice entre 1% e 3,9%) e 277 possuem índice satisfatório, abaixo de 1%.

Os municípios em situação de risco, incluindo três capitais - Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT) - estão localizados em 16 estados brasileiros: quatro na Região Norte; sete no Nordeste ; três no Sudeste; um no Centro-Oeste e um na Região Sul. (veja tabela abaixo).

ALERTA

Entre as capitais em situação de alerta, destacam-se Salvador, com índice de infestação de 3,5%; Recife (3,1); Belém (2,2); São Luis (1,6%); e Aracaju (1,5%). Fortaleza e Natal, que no ano passado estavam em estado de alerta, passaram para situação considerada satisfatória, com índices de infestação de 0,9 e 0,8, respectivamente.

Neste ano, o LIRAa foi ampliado para 561 municípios, um acréscimo de 53% com relação a 2010, quando foi realizado em 427 cidades. O levantamento passará a ser feito, pelo menos, três vezes ao ano. A medida tem como objetivo possibilitar que as comunidades conheçam os lugares mais críticos.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que o LIRAa possibilita aos gestores municipais atuarem de forma mais eficaz para a eliminação dos criadouros de mosquitos nos locais identificados de maior incidência. Essa ação, segundo ele, também pode ser desempenhada, com sucesso, pela própria comunidade.

“Para remover os focos do mosquito transmissor não é preciso usar tecnologia. É preciso, apenas, a adoção de medidas simples, que qualquer pessoa pode utilizar em suas casas”, observou o secretário, durante a apresentação dos resultados do LIRAa 2011.

CRIADOUROS e REDUÇÃO DE CASOS

O Ministério da Saúde está repassando R$ 90 milhões para a qualificação das ações de prevenção e controle da dengue a 989 municípios brasileiros. Os municípios selecionados deverão assinar um termo de adesão com o compromisso de realizar atividades de vigilância epidemiológica, além de medidas voltadas para a assistência dos pacientes.

Nesta manhã, o ministro chamou a atenção para os criadouros de lavras do mosquito, principalmente no Nordeste e Centro-Oeste. “No Nordeste, mais de 70% dos focos se concentram em reservatórios de água e, no Centro-Oeste mais de 40%”, observou o ministro.

Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma redução de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720 casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste também registraram diminuição nos casos de dengue: A maior redução - de 77% - foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos, em 2010, contra 48.524, em 2011.

Informações detalhadas sobre a incidência de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o percentual de notificações dos casos, por região, podem ser obtidas aqui

CIRCULAÇÃO VIRAL

A Dengue possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV 2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica, em 2011, destacam o predomínio da circulação do sorotipo DENV 1 no país. Foram constatadas, porém, uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV 4. Esse cenário, associado às condições ambientais, que permitem a manutenção do mosquito Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência da transmissão em níveis elevados do vírus no verão de 2012.

ESTADÃO.COM.BR

Anvisa discute amanhã maior rigor no controle de produtos derivados do tabaco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promove na terça-feira, 6, duas audiências públicas para discutir a ampliação do rigor no controle de produtos derivados do tabaco.

Entre as propostas está a proibição de aromatizantes na composição de cigarros, que conferem sabor doce, mentolado ou de especiarias. O texto inclui qualquer produto - fumado, inalado ou mascado - que tenha na sua composição folhas de tabaco. Países como os Estados Unidos e o Canadá já proibiram o comércio de cigarros aromatizados.

Outro item em pauta trata da obrigatoriedade da impressão de imagens de advertências sanitárias nas embalagens de derivados do tabaco e da restrição da propaganda desses produtos em pontos de venda.

As duas audiências públicas estavam agendadas para outubro no Rio de Janeiro, mas foram suspensas por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em favor da ação judicial movida pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco. A entidade alegou que o local escolhido para o debate era pequeno para comportar os interessados e que a data não foi informada com antecedência.

Os encontros foram remarcados para às 9h e às 15h de amanhã no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, com capacidade para 10 mil pessoas. A exigência judicial era que o local tivesse capacidade mínima de mil pessoas. Os avisos da nova data das audiências foram publicados no último dia 18 no Diário Oficial da União.

SAÚDE S/A

Samaritano recebe prêmio Security Leaders

No dia 24 de novembro o Hospital Samaritano de São Paulo recebeu o Prêmio Security Leaders 2011 na Categoria Saúde, realizado pela Conteúdo Editorial e com apoio de mídia da Decision Report e Risk Report. A iniciativa valoriza o trabalho dos profissionais e líderes de Segurança e Risco de todas as empresas com sede no Brasil e premiou os profissionais que se destacaram com importantes projetos corporativos.

O case do Samaritano englobou governança de TI, segurança, certificação digital e sistema de gestão. O Gerente Executivo de TI do Samaritano, Klaiton Simão, destaca que um dos pontos fortes deste case foi a implantação da certificação digital. "Esta ferramenta é fundamental para o uso do prontuário do paciente verdadeiramente eletrônico", explica. "Ela assegura, sob ponto de vista ético e legal, que a informação registrada somente nos meios eletrônicos é verdadeira, original e de autoria de quem a assina digitalmente. Além disso, possui meios que garantem que a informação ali gravada é imutável", complementa o gerente.

Com esta tecnologia, o médico não necessita mais imprimir e assinar cada documento gerado no sistema de gestão hospitalar, o Tasy. Klaiton explica também que o processo de certificação digital é parte de um projeto de investimentos em TI que o Hospital tem feito nos últimos anos. "Hoje, o paciente já pode levar para casa o seu exame de imagem em um CD ou obter os resultados dos exames pela Internet", finaliza Simão.

SAÚDE WEB

Produtos e equipamentos médico-hospitalares crescem acima da economia

Mercado de aparelhos médico-hospitalares e de diagnósticos fechará 2011 com um crescimento estimado de 19% - atingindo um faturamento R$ 13,5 bilhões, segundo Abimed

O mercado de equipamentos e produtos médico-hospitalares e de diagnósticos fechará 2011 com um crescimento estimado de 19% atingindo um faturamento R$ 13,5 bilhões superior à média de crescimento da economia brasileira, que ficará abaixo dos 4.5%. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed).

O setor registrou expansão recorde no número de empregos, 6 mil novos postos de trabalho - duplicando as expectativas para o período. Segundo a instituição, o Brasil é um dos seis maiores mercados mundiais em equipamentos e produtos médico-hospitalares.

A Abimed congrega 128 empresas de tecnologia avançada, que respondem por cerca de 50% do faturamento do mercado médico-hospitalar - um volume em torno de R$ 7,7 bilhões. Segundo a entidade, a expansão do setor foi impulsionada pelo crescimento da economia, geração de novos empregos e aumento do acesso a planos de saúde. A baixa cotação do dólar também estimulou as instituições a atualizar seus equipamentos, com impacto no serviço prestado.

"Os números mostram que ainda existe uma demanda reprimida no mercado de saúde brasileiro. O segmento que mais cresceu foi o comércio atacadista de máquinas e aparelhos, que aumentou 22% em relação ao mesmo período do ano passado", explica Carlos Goulart, presidente executivo da Abimed, com comunicado.

Segundo Goulart, além da geração de empregos ter superado as estimativas, a maioria de postos de trabalho é especializada e sustentável, voltada principalmente para os serviços de manutenção da base instalada no país.

Houve crescimento importante também no número de empregos gerados pelos prestadores de serviço de diagnóstico e terapia que utilizam esses equipamentos e produtos: cerca de 15 mil novos postos de trabalho. Essa indústria hoje emprega mais de 160 mil pessoas.

SAÚDE WEB

Confira estudo de demografia médica no Brasil

Levantamento aponta desigualdade na distribuição de profissionais em todo o País. Entre as constatações está a de que usuários do SUS têm quatro vezes menos médicos que os do setor privado crédito: CFM

O Brasil é um país marcado pela desigualdade no que se refere ao acesso à assistência médica. Uma conjunção de fatores - como a ausência de políticas públicas efetivas nas áreas de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos - tem contribuído para que a população médica brasileira, apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça mal distribuída pelo território nacional, com vinculação cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde, pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia Médica no Brasil: dados gerais e descrições de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). "Numa Nação onde são anunciados avanços econômicos e o combate à pobreza toma ares de programa de governo, torna-se imperioso que a saúde ocupe a centro da cena. Para tanto, temos reiterado a necessidade de mais recursos e o estabelecimento de políticas públicas justas para com o médico e com todos os profissionais da área", ressalta o presidente do CFM, Roberto Luiz d'Avila, confiante em que o trabalho subsidie a elaboração de politicas públicas nos campos do trabalho e do ensino médicos.

PRINCIPAIS CONCLUSÕES

Brasil conta com quase 400 mil médicos

O estudo mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam a existência de 371.788 médicos em atividade no Brasil.

O número confirma uma tendência de crescimento exponencial da categoria, que perdura 40 anos. Entre 1970, quando havia 58.994 médicos, e o presente momento, o número de médicos saltou 530%. O percentual é mais de cinco vezes maior que o do crescimento da população, que em cinco décadas aumentou 104,8%.

O aumento expressivo do número de médicos no Brasil resulta de uma conjugação de fatores. Entre eles, estão as crescentes necessidades em saúde, as mudanças no perfil de morbidade e mortalidade, as garantias de direitos sociais, a incorporação de tecnologias médicas e o envelhecimento da população. Também não podem ser ignorados fatores como a expansão do sistema de saúde e a oferta de mais postos de trabalho médico, entre outros.

A perspectiva atual é de manutenção dessa curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional reduz sua velocidade, a abertura de escolas médicas e de vagas em cursos já existentes vive um novo boom. A estimativa é de que cerca de 16.800 novos profissionais desembarcarão anualmente no mercado de trabalho a partir de 2011.

Razão médico/habitante aumentou 72,5% entre 1980-2011

Essa diferença provocou um aumento na razão médico x habitante. Em 1980, havia 1,13 médico para cada grupo de 1.000 residentes no país. Essa razão sobe para 1,48, em 1990; para 1,71, no ano 2000; e atinge 1,89, em 2009. Em 2011, o índice chega a 1,95 médico por 1.000 habitantes, ou seja: no período, o aumento foi de 72,5%.

Na comparação das duas populações (a geral e a dos médicos), se constata que nos últimos 30 anos a dos profissionais é sempre superior.

Em 1980, por exemplo, o crescimento deste segmento foi de 6,3%, enquanto o da população geral ficou em 2,2%, ou seja, três vezes superior ao de habitantes. Em 2009, a taxa de crescimento dos médicos alcançou 1,6%, enquanto o da população em geral foi de 1,1%, diferença de 45,4% para o grupo de profissionais.

Mulheres são maioria entre médicos mais jovens

O trabalho desenvolvido pelos conselhos de Medicina permite traçar o perfil da população médica. Um ponto que chama a atenção é a tendência a uma maior presença de mulheres.

O ano de 2009 foi um marco histórico no processo de feminização da Medicina, quando pela primeira entraram no mercado mais mulheres que homens. (Tabela 2) ? Como consequência, e também pela primeira vez, no grupo de médicos com 29 anos ou menos, as mulheres passaram a ser maioria.

Em 2011, dos 48.569 médicos dessa faixa etária, 53,31% são mulheres e 46,69% são homens. Por outro lado, nas faixas mais avançadas, o cenário permanece predominantemente masculino. Do total de 10.799 profissionais com 70 anos ou mais, apenas 18,08% são mulheres.

Este crescimento da participação das mulheres confirma uma tendência consistente, que se observa ao longo das últimas décadas e que se acentuou nos últimos anos.

A feminização da Medicina também segue uma tendência mundial. Levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, 2007) mostra que a proporção de mulheres médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre 1990 e 2005.

Novos profissionais superam os inativos

O estudo revela ainda a formação de uma reserva de profissionais à qual se agregam ano a ano novos médicos. Isso acontece porque as séries históricas da evolução de saídas e entradas de médicos indicam que o número de médicos que deixa a atividade é sempre inferior às dos que ingressam no mercado de trabalho. Essa diferença mantém a tendência natural de crescimento do grupo.

Na Europa, essa reserva tende a diminuir por conta da faixa etária mais elevada população e da tendência de aposentadoria precoce. No Brasil, a situação é oposta. Essa reserva tende a crescer mais rapidamente e a se manter por período mais longo à medida que mais jovens médicos saem das escolas para o mercado.

Abertura de escolas pressiona população médica

Uma das principais razões para o salto no número de médicos é a abertura desenfreada de escolas médicas. O país tinha, em 2009, um total de 185 escolas médicas, com uma oferta de 16.876 vagas.

Dados de 2011 indicam que 45% dos cursos estão no Sudeste. Do total de vagas disponíveis, 58,7% são oferecidas por instituições privadas e 41,3% por escolas públicas.

Distribuição dos médicos reforça desigualdade

Atualmente, o Brasil conta com uma razão de 1,95 médico por grupo de 1.000 habitantes. Contudo, esse índice flutua nas diferentes regiões.

O Sudeste, com 2,61 médicos por 1.000 habitantes, tem concentração 2,6 vezes maior que o Norte (0,98). O resultado do Sul (2,03) fica bem próximo do alcançado pelo Centro Oeste (1,99). Ambos têm quase o dobro da concentração de médicos por habitantes do Nordeste (1,19).

Quando se olha por unidade da federação, no topo do ranking ficam Distrito Federal (4,02 médicos por 1.000 habitantes), o Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). São números próximos ou superiores aos de países da União Europeia. Esses três estados, mais Espírito Santo (2,11) e Minas Gerias (1,97), estão acima da média nacional (1,95).

Na outra ponta, estão estados do Norte (Amapá e Pará) e do Nordeste (Maranhão), com menos de um médico por 1.000 habitantes, índices comparáveis a países africanos. Um olhar mais de perto permite notar distorções e desequilíbrios ainda mais acentuados dentro dos próprios estados, regiões e micro-regiões.

A concentração tende a ser maior nos pólos econômicos, nos grandes centros populacionais e onde se concentram estabelecimentos de ensino, maior quantidade de serviços de saúde e, consequentemente, maior oferta de trabalho. Regiões menos desenvolvidas, mais pobres e interiores de estados com grandes territórios e zonas rurais extensas têm, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair profissionais médicos.

Relatório aponta equívoco na avaliação do segmento médico

O relatório final do levantamento feito pelos conselhos de Medicina evidencia o equívoco de se contar os médicos "por cabeça" e de se calcular a relação entre o número de profissionais em atividade e a população domiciliada.

Em países como o Brasil, de extenso território, com disparidades sócio-econômicas regionais, com grandes diferenças no acesso e na oferta de profissionais, equipamentos e tecnologias, além de sede de intensos conflitos entre o público e o privado na saúde, o cálculo não é eficiente.

Como índice desejável para países em desenvolvimento, popularizou-se equivocadamente um padrão mínimo de 1 profissional médico para cada grupo de 1.000 habitantes. Essa relação "almejada", erroneamente atribuída à Organização Mundial da Saúde (OMS), nunca foi explicada ou justificada, embora continue empregada com frequência.

Da mesma forma, não há justificativa para o parâmetro de 2,5 médicos por 1.000 habitantes, meta divulgada pelos ministérios da Saúde e da Educação, que, supostamente, toma como referência países principalmente da União Europeia que em pouco se assemelham ao Brasil.

Presença de médicos nas capitais é duas vezes maior que a média nacional

É nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais, que se concentram a maioria dos médicos brasileiros. Essa situação reflete a tendência do profissional se fixar e trabalhar na cidade ou região onde fez sua graduação e residência.

A presença predominante dos médicos nas capitais aumenta a desigualdade no acesso ao atendimento médico. Em média, o conjunto desses municípios apresenta uma razão de médicos registrados por 1.000 habitantes de 4,22. Esse índice é mais que duas vezes superior à média nacional (1,95).

A cidade de São Paulo, por exemplo, tem 4,33 médicos registrados por 1.000 habitantes, enquanto o estado tem 2,58. Três capitais de porte médio do Sudeste e do Sul (Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis) chamam a atenção pela elevada proporção de médicos registrados por habitantes, especialmente quando se compara com os números dos seus próprios estados.

Postos de trabalho ocupados ajudam a entender o mapa da distribuição dos médicos no país

O levantamento elaborado pelos conselhos de Medicina adiciona outro parâmetro: o "posto de trabalho médico ocupado", como complemento do critério "médico registrado", já descrito anteriormente. Por este cálculo, a razão de médicos disponíveis para o atendimento da população é quase duas vezes maior que a de médicos por 1.000 habitantes.

O número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos de saúde no Brasil chega a 636.017, enquanto o país tem 371.788 profissionais registrados nos CRMs. Assim, o número de postos ocupados por médico é de 3,33 por 1.000 habitantes.

Este dado permite que o médico deixe de ser contado como um único profissional, como é feito quando se usa o indicador "médico registrado". Um mesmo médico, se atender em dois locais, ou tiver dois diferentes vínculos, será contado como "dois postos de trabalho médico ocupados".

Acrescentar essa possibilidade de análise é relevante quando se considera que o modelo de sistema de saúde brasileiro permite múltiplos vínculos do mesmo médico. O mesmo profissional atua em mais de um serviço e atende diferentes populações, até mesmo em municípios diferentes.

Ressaltadas suas particularidades metodológicas, o critério "posto de trabalho médico ocupado" reforça as desigualdades regionais já demonstradas nas estatísticas de "médicos registrados". As regiões Sudeste e Sul se colocam novamente no extremo oposto das regiões Norte e Nordeste.

Nos estados do Rio e de São Paulo, cada grupo de mil moradores conta com cerca de 4,47 postos de trabalho médico ocupados. O índice é 44% superior à média do país, que tem 3,33 postos de trabalho médico ocupados por 1.000 habitantes.

Quando comparados com o estado do Maranhão, os estados do Rio e São Paulo têm 3,4 vezes mais postos médicos ocupados por grupo de 1.000 habitantes. O Maranhão conta com 1,31 posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes, duas vezes e meia menos que a média nacional.

Nas capitais, o fenômeno da desigualdade se acirra ainda mais. Com relação aos postos de trabalho ocupados, as capitais contam com 5,89 postos por 1.000 habitantes, contra 3,33 no conjunto do país.

Assim como na distribuição de médicos registrados, Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis têm entre 10 e 17 médicos ocupados por 1.000 habitantes, enquanto seus respectivos estados ficam entre 3,34 e 4,15 - ou seja, os que moram nessas três cidades contam com cerca de quatro vezes mais profissionais e serviços médicos que aqueles que vivem no interior do estado.

Usuários do SUS têm quatro vezes menos médicos que os do setor privado

A pesquisa indica que os usuários do Sistema Único de Saúde contam com quatro vezes menos médicos que os usuários do setor privado para atender suas necessidade de assistência.

Quando se considera a dimensão da população que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos planos), constata-se que a clientela da saúde privada conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis que os usuários da rede pública.

No conjunto do país, são 46.634.678 usuários de planos de saúde, segundo dados de 2011 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento indica a existência de 354.536 postos de trabalhos médicos em estabelecimentos privados que, em tese, prestam todos eles serviços às operadoras de planos de saúde.

Isso significa que para cada 1.000 usuários de planos no país, há 7,60 postos de trabalho médico ocupados. Esse índice salta de 3,17 no Amazonas - o pior colocado entre os estados -, para, em unidades como Sergipe, Piauí, Acre, Distrito Federal e Bahia, entre 12 e 15 postos ocupados por 1.000 usuários privados.

Esse índice cai para 1,95 quando se faz a razão entre postos ocupados nos estabelecimentos públicos - que são 281.481 -, e a população que depende exclusivamente do SUS, que soma 144.098.016 pessoas.

O quadro de penúria e desigualdade é ainda maior em estados como Maranhão e Pará, que contam com menos de um posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes/SUS.

Entre as regiões há diferenças significativas na concentração de médicos nos serviços público e privado. Os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo estão num extremo -, com mais de 3 postos ocupados por 1.000 usuários do serviço público - seguidos pelo Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais e Roraima, que contam entre 2 e 3 médicos por 1.000 habitantes SUS.

A Bahia ilustra a distorção de forma dramática. Quando se trata da população usuária do SUS, conta-se apenas 1,25 posto ocupado por 1.000 habitantes - fica à frente apenas do Maranhão e do Pará.

Quando se olha a população usuária de planos de saúde, o número de médicos ocupados por 1.000 habitantes salta para 15,14. Aqueles que têm acesso somente à saúde pública - que representam 89,7% da população daquele estado - contam com 12,11 vezes menos postos de trabalho médico ocupados que seus vizinhos de planos de saúde.

Mesmo em estados onde a taxa de cobertura dos planos de saúde é elevada, como São Paulo, onde 44,5% da população tem plano de saúde, é grande a diferença entre médicos entre os sistemas público e privado. A população paulista usuária de planos de saúde conta com 6,23 postos de trabalho médico ocupados por 1.000 habitantes clientes. Já os usuários do SUS no estado têm menos da metade: 3,04 postos ocupados por 1.000 habitantes.

Razão público-privado acentua a desigualdade nas capitais brasileiras

A desigualdade na distribuição dos postos de trabalho entre os setores público e privado se acirra nas capitais, onde a razão de posto de trabalho médico ocupado em estabelecimentos privados é de 7,81 por 1.000 habitantes usuários de planos, mais que duas vezes o índice encontrado entre médicos e usuários do SUS (4,30 médicos por 1.000 habitantes).

O Espírito Santo é a unidade da federação com maior desigualdade entre capital e o resto do estado. Enquanto no estado o índice de médicos por usuários do SUS é de 2,54 por 1.000, ele chega a 7,67 entre beneficiários de planos. Em Vitória, esses números sobem para 25,52 e 15,72, respectivamente.

Chama a atenção especialmente o número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos públicos por habitante no SUS (25,52 por 1.000 habitantes), o que corresponde a 6,8 vezes mais que a média de todas as capitais.

Cuiabá, Macapá, Teresina, Belém, Porto Velho, Rio Branco, Boa Vista, Palmas, São Luiz, Maceió, Salvador, Campo Grande e Brasília têm menos de 3 postos de trabalho médico ocupados no SUS por 1.000 usuário do serviço público.

Indicador mostra desigualdade na distribuição dos médicos entre os setores público e privado

Para lidar com as diferenças na oferta de médicos entre usuários do SUS e os clientes de planos de saúde, o estudo desenvolveu o Indicador de Desigualdade Público/Privado (IDPP).

Trata-se da razão entre posto de trabalho médico ocupado em estabelecimento privado por 1.000 habitantes, sobre a razão posto de trabalho médico ocupado em estabelecimento público por 1.000 habitantes.

Quando o resultado é menor que 1, significa que há mais postos de trabalho médico ocupados no setor público proporcionalmente a seus usuários que no segmento privado, em relação a seus beneficiários.

Se é igual a 1, indica que a relação é a mesma. Se o indicador é maior que 1, significa que existem mais postos ocupados no setor privado, sempre em relação à população coberta.

O cálculo demonstra que a razão de desigualdade em todos os estados é muito acima de 1 - a média é de 3,90, indicando que em todos há proporcionalmente muito mais médicos à disposição de usuários privados que de usuários exclusivos do SUS.

Entre as capitais, no entanto, três delas têm o indicador abaixo de 1, com mais postos de trabalho médicos a serviço do setor público que profissionais no setor privado - Vitória, Rio de Janeiro São Paulo.

Os estados do Rio de Janeiro e da Bahia ilustram os dois extremos no IDPP. Tomando-se o número de médicos cariocas ocupados nos estabelecimentos privados em relação a 1.000 habitantes beneficiários desses serviços, tem-se a razão de 5,9. No setor público, a relação é de 3,6 postos ocupados por 1.000 usuários/SUS. A razão do primeiro sobre o segundo é de 1,63.

Por sua vez, na Bahia, há 15,1 postos de trabalho ocupados no setor privado por 1.000 beneficiários. No setor público, a relação é de 1,2 posto de trabalho médico ocupado por 1.000 usuários/SUS. A razão do IDPP é de 12,5.

O resultado não mostra se há sobra ou falta de médico nesses estados, mas aponta que os cariocas que utilizam o serviço público contam com um número de médicos bastante próximo daqueles que se valem de planos privados de saúde. Já entre os baianos, há uma enorme diferença entre essas duas populações, com grande desvantagem para os usuários exclusivos do SUS.

O IDPP, portanto, ajuda a visualizar o nível de disparidade entre o Brasil da assistência médica privada e o Brasil do usuário que depende exclusivamente do SUS. No país como um todo, o IDPP é de 3,90, indicando um alto índice de desigualdade tanto entre as regiões quanto entre as capitais.

Setor privado da saúde atrai mais médicos

O levantamento indica que o setor privado oferta cada vez mais posto de trabalho para população médica brasileira.

A conclusão do levantamento realizado pelos conselhos de Medicina levou em consideração os dados de três anos distintos - 2002, 2005 e 2009 -, para os quais há informações disponíveis sobre postos de trabalho médico ocupados (série histórica da pesquisa AMS-IBGE).

Nos anos selecionados, o número de médicos em geral cresceu 14,8% em sete anos: foi de 305.934 médicos, em 2002, para 330.381, em 2005, e 359.254, em 2009.

Mas ao se analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho médico ocupados, observa-se uma evolução diferenciada nos setores público (72.156 postos a mais) e privado (98.350 postos). A diferença a favor do privado é potencialmente maior considerando-se o tamanho das populações cobertas pelos SUS e pelos planos privados.

Além da distribuição injusta de médicos, não são poucas as desigualdades geradas por uma estrutura de financiamento e de oferta de serviços que privilegia o privado no sistema de saúde brasileiro.

Nos países com sistemas de saúde universais consolidados, mais de 65% dos gastos com saúde são públicos, a exemplo de Reino Unido (83,6% de gastos públicos), França (76,7%), Alemanha (75,7%), Espanha (72,1%), Portugal (69,9%) e Canadá (68,7%). No Brasil, o total de gastos públicos atinge apenas 45,7% do total destinado à saúde, situação agravada pelo subfinanciamento crônico e pela não regulamentação da Emenda Constitucional 29.

PORTAL G1

Mapa mostra presença de forma resistente de malária no Brasil

Um mapa da malária no mundo criado por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostra que o Brasil abriga focos de uma dos agentes responsáveis pela doença mais letais: o parasita Plasmodium vivax. O rastreio foi apresentado em um encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Doenças Tropicais e Higiene nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos.

Aqui no Brasil, a principal área de concentração do micro-organismo é na região amazônica, onde existe uma população grande, porém esparsa. Nas redondezas, o estudo destaca focos no Peru, na Colômbia e na Venezuela. Já a América Central concentra a ameaças em quase todo o território da Nicarágua e algumas partes de Honduras e Guatemala.

Apesar de ser menos perigoso que o Plasmodium falciparum, o vivax é mais comum no mundo, podendo atingir um total de até 2,8 bilhões de pessoas. Para piorar, o parasita pode se instalar no fígado do infectado sem se manifestar por meses, o que torna a detecção e cura mais difíceis.

O Projeto Atlas da Malária (MAP, em inglês) mostra ainda que a África anda avançando no controle da doença e apresenta níveis baixos da espécie vivax, especialmente em regiões pobres como o Chifre da África (Somália, Etiópia) e Madagascar.

A incidência do P. vivax ocorre em partes pelas opções escassas de tratamento. Apenas um medicamento - a primaquina - pode livrar o fígado do parasita e promover uma cura no longo prazo em relação à doença. A forma de transmissão da malária se dá pela picada das fêmeas do mosquito Anopheles.

São quatro os tipos de agente causador da malária: além do vivax e do falciparum, existem as espécies ovale e malariae.

O GLOBO ONLINE

Abuso de energéticos leva a problemas cardiovasculares

Bebidas energéticas altamente cafeinadas tornaram-se parte integrante da cultura frenética e workaholic dos jovens hoje e quase três quartos deles dizem que bebem regularmente.

Marcas populares como Red Bull têm uma dose de cafeína equivalente a uma xícara de café em cada frasco, enquanto seus concorrentes mais potentes, como Relentless Monster _ comercializados para os fanáticos de esportes radicais _ podem conter até duas vezes esta quantidade em lata de cerca de 160mg.

Na Europa, cerca de 73% dos jovens de 16 a 24 anos agora bebem regularmente, segundo pesquisa feita por analistas de mercado da Mintel, fabricante de energéticos, e a maioria disse gostar do sabor. O mercado de bebidas energéticas e esportivas cresceu cerca de 20% em apenas três anos e é estimado hoje em cerca de US$ 700 milhões por ano. Só no Reino Unido, 209 novas bebidas energéticas foram lançados nos últimos cinco anos.

_ Embora estas bebidas possam ter começado como auxiliares ao exercício físico, elas servem cada vez mais para atender a necessidade de estilo de vida mais holístico, especialmente para os que estão na faixa entre16 anos e 34 anos _ avaliou Jonny Forsyth, analista sênior da Mintel bebidas, em entrevista ao jornal The Independent. Metade da população do Reino Unido agora bebe regularmente energizante, bebidas não-alcoólicas, tanto como estimulantes durante o dia ou quanto como misturadores. Analistas acreditam que a cultura workaholic do Reino Unido está elevando a popularidade dos energéticos.

Dois terços das pessoas de 16 anos a 24 anos, questionados pelos pesquisadores, disseram que as bebidas energéticas melhoram seu desempenho no trabalho ou enquanto estuda.

Por isto, um número crescente de bebidas energéticas mais potentes surgiu no mercado, causando surpresa e em seguida apreensão entre os médicos. Este ano, os médicos da revista americana “Pediatrics” publicaram um artigo alertando que alguns energéticos poderiam causar "convulsões e até acidentes vasculares cerebrais" em jovens que as consumiam em excesso. E pesquisadores da Universidade de Vermont disseram que os viciados em bebidas energéticas podem ser mais suscetíveis à dependência de drogas.

Nos EUA, a Food Standards Agency alerta que as bebidas altamente cafeinadas, também podem conter estimulantes como glucuronolactone, taurina, e ervas, e que por isto crianças deveriam consumi-las “com moderação". A agência também alertou que estas bebidas devem ser evitadas por mulheres grávidas.

O alerta surgiu por conta do impressionante aumento no consumo diário de energizantes no mundo inteiro. Estima-se que hoje quatro bilhões de latas de energizantes são agora consumidas anualmente em todo o mundo.

CORREIO BRAZILIENSE

É preciso diferenciar o Alzheimer de outras doenças, revela revista

Os sintomas são muito parecidos. Começa-se por esquecer as chaves do carro; depois, nomes de parentes e amigos passam a ser trocados; e, por fim, as fotos no porta-retrato já não dizem nada sobre um passado vivido, mas apagado da memória. Por isso, até mesmo os médicos costumam confundir os diferentes tipos de demência, nome genérico que designa o conjunto de doenças, degenerativas ou não, caracterizadas por transtornos cognitivos. A principal delas é o Alzheimer, mas há outras, menos faladas, que afetam a vida do paciente e da família do mesmo jeito.

Em um artigo publicado na edição mais recente da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia alerta para a necessidade de distinguir o Alzheimer de um outro tipo de demência, responsável por 8% dos casos totais da doença entre a população adulta. A chamada demência frontotemporal é um mal degenerativo, caracterizado pela perda da memória e também pelo desenvolvimento de um comportamento antissocial. Podem-se passar mais de 15 anos até o surgimento de outro sintoma, tempo que, bem aproveitado clinicamente, ajudaria o paciente a conviver melhor com os incômodos da doença.

Segundo os autores do estudo, convencionou-se que qualquer alteração progressiva e degenerativa da memória é doença de Alzheimer. Os próprios médicos deixariam de considerar outros distúrbios da demência, o que afeta o tratamento, pois, embora não exista ainda a cura para o problema, diferentes males requerem terapias diversas. “Coloquialmente, usamos a doença de Alzheimer para nos referir a pessoas dementes, mas há muitos pacientes com Alzheimer que ainda não são dementes”, argumenta Marilyn Albert, pesquisadora do Centro de Estudos de Alzheimer do Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos. “De fato, um terço de todos os idosos possuem a patologia em seus cérebros, mas não desenvolvem os sintomas. As pessoas não ficam dementes da noite para o dia; ao contrário, levam muitos anos para chegar lá. Por isso, um diagnóstico diferenciado é importante para tratar o paciente.”

Como entender

No estudo publicado na Neurology, os cientistas realizaram o exame de tomografia por emissão de pósitrons, mais conhecido como PET-CT. Uma pesquisa realizada no início deste ano mostrou que o método de diagnóstico por imagem é o mais acurado para identificar as placas de gordura que se acumulam entre os neurônios do paciente, uma característica da doença.

A equipe da Universidade da Califórnia, liderada por Gil D. Rabinovici, analisou os resultados dos exames de 107 pessoas diagnosticadas com Alzheimer ou demência frontotemporal, em seus primeiros estágios. Graças a um biomarcador que identifica os depósitos gordurosos no cérebro, os cientistas conseguiram apontar quais tinham Alzheimer e quais sofriam do outro tipo de demência. No caso da frontotemporal, não há formação de placas de gordura. “Embora não exista um método definitivo de diagnóstico do Alzheimer e dos outros distúrbios da demência, saber diferenciá-los vai ajudar os médicos a um melhor acompanhamento terapêutico”, acredita Rabinovici. “Ainda que uma medicação específica para cada tipo de demência não esteja disponível, tratar corretamente as doenças em seus primeiros estágios pode ajudar a controlar e retardar sintomas.”

No caso da demência frontotemporal, além do esquecimento, o paciente lida com transtornos de personalidade. “A pessoa começa a sofrer alterações na personalidade e momentos de perda da sanidade. É muito comum que se tornem desinibidas, passem a neglicenciar a higiene pessoal e desenvolvam manias”, explica Rodney A. Short, neurologista, em um artigo escrito para a Clínica Mayo, de Jacksonsville. Nos restaurantes, uma das pacientes do médico costumava ir de mesa em mesa para comer os pratos de desconhecidos, um exemplo de desinibição. Outra era capaz de passar o dia todo enchendo garrafas de água, às vezes 20 ao mesmo tempo, em um caso de mania. “Se o médico pode usar uma medicação que afeta o curso da demência, então deverá fazer isso nos primeiros estágios. Daí a necessidade de um diagnóstico correto”, afirma Gil D. Rabinovici.

AGENDA


- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios e hospitais

Dia 9 de dezembro

Rua Augusto Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba - PR

(41) 3254-1772

www.fehospar.com.br

ana@fehospar.com.br

O Sindipar, Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba mais um curso de recepção médica para clínicas, consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro. As vagas são limitadas. Ha condições especiais para instituições associadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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