Leia
nesta edição:
- PL: contratos
de planos de saúde terão
de ter telefone da ANS e dos Procons
- Suspenso
repasse do Saúde da Família
em 24 estados
- Os primeiros pacientes
- Passo a passo
- Bancos
privados de cordão geraram só 8
transplantes
- Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono
- Ministério lança Campanha de Combate à Dengue
- Ministério da Saúde apresenta mapa da dengue
no país
- Anvisa
discute amanhã maior rigor no
controle de produtos derivados do tabaco
- Samaritano
recebe prêmio Security Leaders
- Produtos
e equipamentos médico-hospitalares
crescem acima da economia
- Confira
estudo de demografia médica
no Brasil
- Mapa mostra
presença de forma resistente de malária
no Brasil
- Abuso de
energéticos leva a problemas
cardiovasculares
- É preciso diferenciar o Alzheimer de outras doenças,
revela revista
Terça-feira,
06.12.11
PORTAL UOL
PL:
contratos de planos de saúde terão
de ter telefone da ANS e dos Procons
Os contratos
de planos de saúde e seguros terão
de ter endereços de correspondência, eletrônicos
e telefones da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
e dos Procons (Órgãos de Defesa do Consumidor).
Conforme
publicado pelo CQCS (Centro de Qualificação
do Corretor de Seguros), a determinação é do
projeto de lei que foi apresentado pelo Deputado Alberto Filho
(PMDB/MA).
De acordo
com o deputado, a medida irá facilitar o contato
e garantir a correta e pronta orientação ao consumidor.
Problemas
com os planos de saúde
Segundo Filho,
são constantes as notícias sobre
abusos praticados pelas empresas de plano saúde e, muitas
vezes, o consumidor não tem como se proteger das alegações
das operadoras, que visam impedir que ele usufrua de um direito
legalmente ou contratualmente assegurado.
"Em muitas circunstâncias, como no caso de necessidade
premente de saúde, não fica claro para o consumidor
qual a melhor estratégia para fazer valer seus direitos.
Nessas ocasiões, é necessário que ele se
remeta aos serviços de defesa do consumidor ou à ANS",
argumentou o deputado.
PORTAL
DA SAÚDE
Suspenso
repasse do Saúde da Família
em 24 estados
Governo identificou
incorreções, como profissionais
com duplicidade de cadastros. Municípios voltam a receber
quando inadequações forem solucionadas
O Ministério da Saúde suspendeu o repasse do mês
de outubro para 233 Equipes de Saúde da Família,
204 Equipes de Saúde Bucal e 1.717 Agentes Comunitários
de Saúde por duplicidade de cadastro no Sistema de Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES). A medida
faz parte da ação de fiscalização
e transparência sobre aplicação dos recursos
da Atenção Básica e é realizada sempre
que o Ministério da Saúde identifica irregularidades
por parte das secretarias municipais de saúde, responsáveis
diretas pela execução dos programas.
A portaria
número 2.774, publicada no Diário Oficial
da União, lista os municípios que deixarão
de receber somente a parcela do incentivo correspondente às
equipes e agentes que apresentaram problemas. Portanto, a medida
não representa a interrupção da Estratégia
Saúde da Família (ESF) e do programa Brasil Sorridente
nessas localidades. A transferência dos recursos é restabelecida
assim que os gestores locais comprovarem ao Ministério
da Saúde que as inadequações foram solucionadas.
OUTRAS
SUSPENSÕES
Outra ação resultou na suspensão de repasses
referentes à estratégia Saúde da Família
(em alguns também do Saúde Bucal) de outros 10
municípios. Foram irregularidades com relação
ao descumprimento das cargas horárias, detectadas por
meio dos de Fiscalização da Controladoria-Geral
da União (CGU), secretarias estaduais de saúde
e Tribunal de Contas da União.
Os relatórios da CGU encontraram irregularidades em Sítio
Novo (RN), onde foram suspensos recursos referentes a duas equipes
de saúde da família; Primavera de Rondônia
(RO), que provocou suspensão de recursos de duas equipes
de saúde da família e uma de saúde bucal;
Três Pontas (MG), que teve suspenso recursos referentes
a três equipes de saúde da família e quatro
de saúde bucal e Tiros (MG), com suspensão de recursos
de uma equipe de saúde da família. Em Sergipe,
a Controladoria apontou irregularidades em duas cidades: Capela,
onde foram suspensos recursos de dez equipes de saúde
da família e Nossa Senhora das Dores, que teve recursos
de oito equipes de saúde da família suspensos.
O relatório do Tribunal de Contas da União apontou
irregularidades em três municípios do Amapá:
Macapá, com suspensão de recursos de dez equipes
de saúde da família e dez de saúde bucal;
Mazagão, três equipes de saúde da família
e três de saúde bucal e Itaubal, uma equipe de saúde
da família e uma de saúde bucal.
Já na cidade de Barbacena (MG), a irregularidade foi
indicada pela secretaria de saúde do estado e o Ministério
suspendeu recurso de 25 equipes de saúde da família.
ATENÇÃO BÁSICA
O Programa
Saúde da Família é a principal
estratégia do Ministério da Saúde para reorientar
o modelo de atenção à saúde da população
a partir da atenção primária. As equipes
multidisciplinares, formadas por um médico, um enfermeiro,
um técnico ou auxiliar de enfermagem e até 12 agentes
comunitários de saúde - atendem as famílias
de determinado território, desenvolvem ações
de promoção da saúde, prevenção
de agravos, diagnóstico e tratamento, recuperação,
reabilitação de doenças.
CORREIO BRAZILIENSE
Os primeiros pacientes
Isabelle Dinoire
Primeiro
transplante facial, realizado em 2005, no Centre Hospitalier
Universitaire de Amiens, na França. Isabelle havia sido
mordida por seu cachorro e ficado com a face dilacerada. Ela
recebeu uma parte triangular do rosto, incluindo a boca e o nariz
da doadora. À esquerda, Isabelle antes do ataque; no meio,
um ano depois do transplante, com maquiagem; e 18 meses após,
sem maquiagem.
Li Guoxing
Perdeu parte
da face após ter sido atacado por um urso,
em 2004, na província de Yunnan, na China. Foi operado
em 13 de abril de 2006 por médicos do Xijing Hospital
e teve a parte direita do rosto reconstruída, com bochechas,
nariz e lábio superior novos. Ele morreu em 2008.
Oscar
Ficou famoso
por ter sido o primeiro transplante total de rosto. O procedimento
foi realizado em março deste ano, no Hospital
Vall d"Hebron, em Barcelona. Oscar, que havia sofrido um
acidente de carro, recebeu 100% de tecidos e órgãos
do doador.
Charla Nash
Recebeu,
em junho, um transplante total de face, no Brigham and Women"s Hospital de Boston. Charla ficou desfigurada
ao ser mordida por um chimpanzé, em 2009. À esquerda,
a jovem antes da agressão; logo depois; e após
a operação.
Pascal Coler
Recebeu o
transplante parcial de rosto em 21 de janeiro de 2007. Sua
imagem foi divulgada apenas um ano
depois, em março
de 2008. O procedimento foi realizado no Hospital Universitário
Henri Mondor, na França. Diferentemente dos outros pacientes,
Coler não foi desfigurado em um acidente: ele possuía
um tumor, que degenerou sua face.
Connie Culp
Em 10 de
dezembro de 2008, foi submetida a um transplante na Cleveland"s Clinic, nos Estados Unidos. Foi o primeiro procedimento
do tipo realizado no país. Quatro anos antes, ela havia
recebido um tiro na face. Oitenta por cento do rosto de Connie
foi transplantado.
Rafael
Foram 30
horas de cirurgia no hospital espanhol Virgen Del Rocío,
em Sevilha, em 27 de janeiro de 2010. O jovem, cujo sobrenome
jamais foi divulgado, foi o segundo a receber um transplante
parcial no país. Ele sofria de meurofibramatose, mesma
doença de Pascal Coler.
CORREIO BRAZILIENSE
Passo a passo
O candidato
a um transplante facial passa por um extenso processo de avaliação, que pode levar vários meses.
Ele é entrevistado por um psiquiatra e faz uma bateria
de exames de diagnóstico por imagem. Se for considerado
elegível, ele entra para uma lista de doação
de órgãos (não existe lista específica
para rosto). O doador tem de ter mesmo tipo sanguíneo,
idade similar e características físicas que combinem
com o receptor. Por isso, dificilmente se encontra um doador
ideal em menos de um ano.
Durante a
cirurgia, uma equipe remove o tecido do doador, enquanto a
outra, simultaneamente, prepara a face
do paciente. O transplante
pode ser parcial - mais comum, que inclui nariz, vasos sanguíneos,
músculos, ossos, nervos e lábios - ou total. Depois
do procedimento, o receptor é internado na Unidade de
Terapia Intensiva, para observação. Geralmente,
são necessários dois dias antes de o paciente ser
removido para um quarto comum. Nesse ponto, ele já começa
as sessões de fisioterapia, para aprender a manejar o
novo rosto, e de psiquiatria. No primeiro ano, o paciente tem
de se submeter a exames periódicos, e precisa se comprometer
a tomar medicamentos imunossupressores para o resto da vida.
FOLHA DE S. PAULO
Bancos
privados de cordão geraram só 8
transplantes
Há 45 mil unidades de sangue de cordão umbilical
em laboratórios particulares. Rede pública brasileira
tem mais de 9.000 cordões congelados e fez 106 transplantes
nos últimos dez anos
Apesar de
existirem cerca de 45 mil cordões umbilicais
congelados em bancos privados no país, desde 2003 houve
só três casos em que as células foram usadas
para tratar o dono do cordão. Em outros cinco casos, as
células-tronco serviram para o tratamento de parentes.
Os dados
são do último relatório da Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
sobre bancos privados de sangue de cordão umbilical para
uso próprio.
O objetivo
dos pais ao pagar pelo serviço -que custa
em torno de R$ 2.500 pela coleta mais R$ 500 anuais- é ter
a garantia de ter células-tronco disponíveis para
transplante caso o filho tenha doenças como leucemia,
linfoma ou problemas que afetem o sangue, como alguns tipos de
anemia.
Segundo Daniel
Coradi, gerente de tecido, células e órgãos
da Anvisa, a chance de uso do cordão é tão
baixa que não vale o investimento. "O sangue seria
mais bem usado nos bancos públicos."
O Brasil
tem uma rede pública de coleta de sangue de
cordão, a BrasilCord, que hoje tem 9.776 unidades congeladas
e deu origem a 106 transplantes desde 2001.
A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia é contra
a existência dos bancos privados, segundo o presidente
da entidade, Carmino Souza. "Isso é apenas um negócio,
que não tem impacto na saúde pública ou
individual. As pessoas são ludibriadas num momento de
muita alegria para acreditar que isso pode servir num caso de
leucemia ou qualquer outro problema de saúde."
Souza afirma
que algumas clínicas fazem propaganda enganosa
ao citar usos para as células do cordão que ainda
estão longe da realidade na medicina. "Armazenar
o cordão do filho é ser proprietário de
algo sem utilidade."
Ricardo Waddington,
diretor do banco privado CordVida, em São
Paulo, diz que o serviço público e o particular
devem se somar. "A decisão é dos pais. Se
doar, o sangue vai ser mais útil para bilhões de
pessoas, mas ser pai e mãe é prover segurança à sua
família antes de proteger a população brasileira;
há um Ministério da Saúde para isso."
PORTAL G1
Estudo identifica gene associado a maior necessidade de sono
Especialistas europeus dizem ter encontrado um gene associado
a uma maior necessidade de sono.
Um estudo
envolvendo mais de dez mil pessoas de diversos países
europeus concluiu que os que possuem o gene ABCC9 precisam de
cerca de 30 minutos a mais de sono por noite. Segundo o estudo,
publicado na revista científica 'Molecular Psychiatry',
um em cada cinco europeus carrega o gene.
Os pesquisadores
da University of Edinburgh, na Escócia,
e da Ludwig Maximilians University, em Munique, na Alemanha,
dizem que a revelação pode ajudar a explicar comportamentos
associados ao sono. Cada um dos participantes disse quantas horas
dormia por noite e teve uma amostra de seu sangue colhida para
análise de DNA.
A necessidade
de sono pode variar significativamente de uma pessoa para outra.
A ex-primeira-ministra britânica
Margaret Thatcher, por exemplo, era conhecida por precisar
de apenas quatro
horas de sono por noite, enquanto o cientista Albert Einstein
precisava de 11 horas.
Mosca de fruta
O estudo
envolveu pessoas das Ilhas Orkney, Croácia,
Holanda, Itália, Estônia e Alemanha.
Os pesquisadores
queriam saber como era o padrão de sono
dos participantes em dias livres, ou seja, quando não
tinham de trabalhar ou tomar remédio para dormir.
Ao comparar
os dados sobre padrão de sono com os resultados
da análise genética, eles concluíram que
os participantes que possuíam a variante ABCC9 precisavam
de mais tempo de sono do que a média de oito horas.
A equipe
investigou então como esse gene influenciava
o padrão de sono de moscas de fruta - que também
carregam essa variante.
Moscas sem
o gene ABCC9 dormem três horas
a menos do que as que carregam o gene, os pesquisadores constataram.
Energia
O gene ABCC9
atua como sensor de níveis
de energia no corpo humano.
Segundo os
cientistas, o estudo abre um novo caminho em pesquisas sobre
o sono. Eles dizem esperar que investigações
futuras possam estabelecer exatamente como essa variante genética
regula o tempo de sono necessário para cada indivíduo.
O especialista
Jim Wilson, da University of Edinburgh, disse: 'Humanos dormem
aproximadamente um terço de suas
vidas'.
'Com frequência, a tendência a dormir por períodos
mais longos ou mais curtos é um traço de família,
apesar do fato de que a quantidade de sono de que as pessoas
precisam pode ser influenciada pela idade, latitude, estação
do ano e ritmo circadiano (período de aproximadamente
um dia - 24 horas - em que se baseia o ciclo biológico
do corpo humano)', disse ele.
Segunda-feira, 05.12.11
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério lança Campanha de Combate à Dengue
O objetivo é reforçar alerta sobre a importância
da prevenção. Até o final do mês,
foco será na adoção de hábitos diários
para conter a proliferação do mosquito transmissor
O Ministério da Saúde lançou nesta segunda-feira
(5) a Campanha Nacional de Combate à Dengue 2011/2012.
Com o slogan “Sempre é hora de Combater a Dengue”,
o objetivo da campanha é reforçar sensibilização
da população sobre a importância da prevenção
contra o mosquito Aedes aegypti, mantendo hábitos simples
como limpar calhas, caixas d’água e recolher o lixo.
Com formato
educacional e informativo, a campanha será dirigida
aos professores, agentes de saúde, gestores municipais,
educadores, profissionais de saúde, crianças e
a população em geral. As ações de
comunicação do Ministério da Saúde
são desenvolvidas com base em dois cenários: período
não epidêmico e período epidêmico.
Até o fim de dezembro, durante o período não
epidêmico, o foco é o incentivo para adoção
de hábitos diários de prevenção,
como manter garrafas vazias viradas para baixo, trocar a água
das plantas aquáticas regularmente, entre outras ações
capazes de reduzir os criadouros.
Para o período epidêmico, que vai de janeiro a
maio, além de manter as medidas de prevenção
para evitar a proliferação do mosquito transmissor,
o foco da campanha enfatizará também a importância
do reconhecimento dos sinais e sintomas da doença pela
população. A campanha enfatiza a necessidade de
acompanhamento por um profissional de saúde dos casos
suspeitos de dengue e alertar sobre os riscos da auto medicação
pela população.
O ministro
Alexandre Padilha reforçou que as ações
de combate a dengue devem se antecipar e atuar diretamente no
controle dos criadouros do mosquito. “As ações
de controle e combate à dengue devem se antecipar aos
problemas. Isso se resume ao controle do foco do mosquito da
dengue. Esse é o tema principal da campanha deste ano.
Com a campanha, pretendemos alertar a população
sobre a importância de manter hábitos simples de
combate à doença”, explica.
A campanha
nacional começa a ser veiculada ainda neste
ano. Ao todo serão dois filmes de TV e três spots
informativos sobre o seu lançamento nacional. As peças
publicitárias incluem outdoors, folders, cartazes para
transporte público, paradas de ônibus e outros.
“O slogan da campanha é uma maneira de alertar
a população a adotar comportamentos cotidianos,
como limpar os quintais, colocar areia nos vasos de plantas,
fechar o lixo com saco plástico, entre outros. Essas ações
fazem a diferença e devem ser repetidas durante todo o
ano, não somente no verão”, reforça
o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério
da Saúde, Jarbas Barbosa.
Mobilizadores
A campanha
tem um papel fundamental em incentivar a co-responsabilidade
da sociedade no controle da doença. Os profissionais de
saúde serão orientados sobre a importância
de utilizar a classificação de risco para triagem
dos pacientes. A medida tem o objetivo de identificar sinais
e sintomas de gravidade da doença, possibilitando, dessa
maneira, o tratamento precoce e adequado. Já os agentes
de saúde serão informados sobre a importância
das visitas domiciliares para orientar e alertar a população
sobre como eliminar os criadouros do mosquito.
Educadores
e crianças
A criança interfere nos hábitos e atitudes da
casa, chamando a atenção dos responsáveis
para eliminação dos focos do mosquito. O papel
do educador está em trabalhar este tema na sala de aula.
Redes Sociais
Além da campanha, o Ministério da Saúde
também está apresentando o Observatório
da Dengue pelas redes sociais, ferramenta que permitirá o
monitoramento de casos suspeitos de doença em todo o país.
A metodologia está sendo desenvolvida pelo Instituto Nacional
de Ciência e Tecnologia (INWEB), da Universidade Federal
de Minas Gerais. O sistema faz o recolhimento de mensagens publicadas
na rede social Twitter sobre dengue. As mensagens são
filtradas e, aquelas relacionadas às queixas pessoais
de suspeita de dengue, são monitoradas e avaliadas.
“Estamos utilizando mais uma ferramenta para vigilância
da dengue no país. Agora temos o Observatório da
Imprensa que antecede a notificação dos casos de
dengue nos municípios. Por meio da rede social o ministério
poderá verificar a notificação de casos
de dengue feita pelos municípios, comparando os dados
enviados pelas regiões com as mensagens de experiências
pessoas com dengue feitas pelo twitter”, explica o ministro
Alexandre Padilha.
As informações selecionadas serão enviadas à Secretaria
de Vigilância em Saúde. A metodologia permite a
comparação dos números de tweets captados
na semana com o histórico de ocorrência dos períodos
de epidemia e de baixa transmissão em cada município.
Todo esse processo é feito em tempo real. Será gerado
um relatório que irá mapear a suspeita dos casos
de dengue nos municípios com mais de 100 mil habitantes.
Com a nova tecnologia, o Ministério da Saúde terá a
possibilidade de obter oportunamente informações
sobre a ocorrência de possíveis surtos e assim alertar
os estados e municípios.
“O observatório da dengue é uma nova metodologia
que vem complementar o sistema de monitoramento da dengue no
Brasil. Esse método vem sendo utilizado no mundo todo.
Mas esta tecnologia não servirá para substituir
o sistema de vigilância tradicional, mas ele é complementar”,
disse Jarbas Barbosa.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério da Saúde apresenta mapa da dengue no
país
Dos 561 municípios pesquisados, 48 estão em situação
de risco, 236 em alerta e 277 apresentam índice satisfatório.
LIRAa orienta as ações de controle da doença
O resultado
do LIRAa 2011 (Levantamento de Índice Rápido
de Infestação por Aedes aegypti) revela que 48
municípios brasileiros estão em situação
de risco para ocorrência de surto de dengue. O mapa, que
permite identificar onde estão concentrados os focos de
reprodução do mosquito transmissor foi realizado
entre os meses de outubro e novembro deste ano, pelo Ministério
da Saúde, em parceira com as secretarias municipais de
saúde. Nos municípios em situação
de risco, mais de 3,9% dos imóveis pesquisados apresentaram
larvas do mosquito. Ao todo participaram 561 cidades.
Na manhã desta segunda-feira (5), ao apresentar os resultados
do LIRAa 2011, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
explicou que o estudo é uma espécie de fotografia
que permite ao Ministério da Saúde conhecer a situação
da dengue em todo o país. “As cidades que estão
em situação de alerta, não podem baixar
a guarda: ao contrário, devem intensificar suas ações.
Já os municípios em situação de baixo
risco podem migrar para uma grande epidemia”, alertou.
Para ele,
o LIRAa é um instrumento fundamental para orientar
as ações de controle, pois possibilita que os gestores
locais de saúde antecipem as ações de prevenção.
O ministro reforçou que os dados do levantamento não
significam que a situação não possa ser
revertida. “Um determinado município, que apresenta
situação de risco, poderá mudar este cenário
com a intensificação das medidas nas áreas
de maior risco”, destacou Alexandre Padilha.
O Ministério da Saúde acompanhará de perto
a evolução da dengue nos estados e municípios.
O mapa revelou que 4,6 milhões de pessoas vivem em áreas
de risco para epidemia de dengue. “Além do sistema
de vigilância convencional, contamos, a partir de agora,
com o Observatório da Dengue, mais uma ferramenta que
irá nos ajudar no monitoramento da doença por meio
das redes sociais”, ressaltou o ministro.
A nova avaliação aponta, ainda, que 236 cidades
estão em alerta (com índice entre 1% e 3,9%) e
277 possuem índice satisfatório, abaixo de 1%.
Os municípios em situação de risco, incluindo
três capitais - Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT)
- estão localizados em 16 estados brasileiros: quatro
na Região Norte; sete no Nordeste ; três no Sudeste;
um no Centro-Oeste e um na Região Sul. (veja tabela abaixo).
ALERTA
Entre as
capitais em situação de alerta, destacam-se
Salvador, com índice de infestação de 3,5%;
Recife (3,1); Belém (2,2); São Luis (1,6%); e Aracaju
(1,5%). Fortaleza e Natal, que no ano passado estavam em estado
de alerta, passaram para situação considerada satisfatória,
com índices de infestação de 0,9 e 0,8,
respectivamente.
Neste ano,
o LIRAa foi ampliado para 561 municípios,
um acréscimo de 53% com relação a 2010,
quando foi realizado em 427 cidades. O levantamento passará a
ser feito, pelo menos, três vezes ao ano. A medida tem
como objetivo possibilitar que as comunidades conheçam
os lugares mais críticos.
O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério
da Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que o LIRAa possibilita
aos gestores municipais atuarem de forma mais eficaz para a eliminação
dos criadouros de mosquitos nos locais identificados de maior
incidência. Essa ação, segundo ele, também
pode ser desempenhada, com sucesso, pela própria comunidade.
“Para remover os focos do mosquito transmissor não é preciso
usar tecnologia. É preciso, apenas, a adoção
de medidas simples, que qualquer pessoa pode utilizar em suas
casas”, observou o secretário, durante a apresentação
dos resultados do LIRAa 2011.
CRIADOUROS
e REDUÇÃO DE CASOS
O Ministério da Saúde está repassando R$
90 milhões para a qualificação das ações
de prevenção e controle da dengue a 989 municípios
brasileiros. Os municípios selecionados deverão
assinar um termo de adesão com o compromisso de realizar
atividades de vigilância epidemiológica, além
de medidas voltadas para a assistência dos pacientes.
Nesta manhã, o ministro chamou a atenção
para os criadouros de lavras do mosquito, principalmente no Nordeste
e Centro-Oeste. “No Nordeste, mais de 70% dos focos se
concentram em reservatórios de água e, no Centro-Oeste
mais de 40%”, observou o ministro.
Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos
suspeitos de dengue em todo o país. Em comparação
com o mesmo período do ano passado, houve uma redução
de 25%. De janeiro a novembro de 2010, foram registrados 985.720
casos suspeitos da doença. As regiões Sul, Sudeste
e Centro-Oeste também registraram diminuição
nos casos de dengue: A maior redução - de 77% -
foi registrada na Região Centro-Oeste. Foram 211.695 casos,
em 2010, contra 48.524, em 2011.
Informações detalhadas sobre a incidência
de criadouros do mosquito Aedes aegypti e o percentual de notificações
dos casos, por região, podem ser obtidas aqui
CIRCULAÇÃO
VIRAL
A Dengue
possui quatro sorotipos de vírus (DENV 1, DENV
2, DENV 3 E DENV 4). As atividades de vigilância virológica,
em 2011, destacam o predomínio da circulação
do sorotipo DENV 1 no país. Foram constatadas, porém,
uma circulação importante dos tipos DENV 2 e DENV
4. Esse cenário, associado às condições
ambientais, que permitem a manutenção do mosquito
Aedes aegypti, alerta para a possibilidade de persistência
da transmissão em níveis elevados do vírus
no verão de 2012.
ESTADÃO.COM.BR
Anvisa
discute amanhã maior rigor no controle
de produtos derivados do tabaco
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) promove na terça-feira, 6, duas audiências
públicas para discutir a ampliação do rigor
no controle de produtos derivados do tabaco.
Entre as
propostas está a proibição de
aromatizantes na composição de cigarros, que conferem
sabor doce, mentolado ou de especiarias. O texto inclui qualquer
produto - fumado, inalado ou mascado - que tenha na sua composição
folhas de tabaco. Países como os Estados Unidos e o Canadá já proibiram
o comércio de cigarros aromatizados.
Outro item
em pauta trata da obrigatoriedade da impressão
de imagens de advertências sanitárias nas embalagens
de derivados do tabaco e da restrição da propaganda
desses produtos em pontos de venda.
As duas audiências públicas estavam agendadas para
outubro no Rio de Janeiro, mas foram suspensas por decisão
do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em favor
da ação judicial movida pelo Sindicato Interestadual
da Indústria do Tabaco. A entidade alegou que o local
escolhido para o debate era pequeno para comportar os interessados
e que a data não foi informada com antecedência.
Os encontros
foram remarcados para às 9h e às
15h de amanhã no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília,
com capacidade para 10 mil pessoas. A exigência judicial
era que o local tivesse capacidade mínima de mil pessoas.
Os avisos da nova data das audiências foram publicados
no último dia 18 no Diário Oficial da União.
SAÚDE
S/A
Samaritano
recebe prêmio Security Leaders
No dia 24
de novembro o Hospital Samaritano de São Paulo
recebeu o Prêmio Security Leaders 2011 na Categoria Saúde,
realizado pela Conteúdo Editorial e com apoio de mídia
da Decision Report e Risk Report. A iniciativa valoriza o trabalho
dos profissionais e líderes de Segurança e Risco
de todas as empresas com sede no Brasil e premiou os profissionais
que se destacaram com importantes projetos corporativos.
O case do
Samaritano englobou governança de TI, segurança,
certificação digital e sistema de gestão.
O Gerente Executivo de TI do Samaritano, Klaiton Simão,
destaca que um dos pontos fortes deste case foi a implantação
da certificação digital. "Esta ferramenta é fundamental
para o uso do prontuário do paciente verdadeiramente eletrônico",
explica. "Ela assegura, sob ponto de vista ético
e legal, que a informação registrada somente nos
meios eletrônicos é verdadeira, original e de autoria
de quem a assina digitalmente. Além disso, possui meios
que garantem que a informação ali gravada é imutável",
complementa o gerente.
Com esta
tecnologia, o médico não necessita mais
imprimir e assinar cada documento gerado no sistema de gestão
hospitalar, o Tasy. Klaiton explica também que o processo
de certificação digital é parte de um projeto
de investimentos em TI que o Hospital tem feito nos últimos
anos. "Hoje, o paciente já pode levar para casa o
seu exame de imagem em um CD ou obter os resultados dos exames
pela Internet", finaliza Simão.
SAÚDE
WEB
Produtos
e equipamentos médico-hospitalares
crescem acima da economia
Mercado de
aparelhos médico-hospitalares e de diagnósticos
fechará 2011 com um crescimento estimado de 19% - atingindo
um faturamento R$ 13,5 bilhões, segundo Abimed
O mercado
de equipamentos e produtos médico-hospitalares
e de diagnósticos fechará 2011 com um crescimento
estimado de 19% atingindo um faturamento R$ 13,5 bilhões
superior à média de crescimento da economia brasileira,
que ficará abaixo dos 4.5%. Os dados são da Associação
Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos,
Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed).
O setor registrou
expansão recorde no número de
empregos, 6 mil novos postos de trabalho - duplicando as expectativas
para o período. Segundo a instituição, o
Brasil é um dos seis maiores mercados mundiais em equipamentos
e produtos médico-hospitalares.
A Abimed
congrega 128 empresas de tecnologia avançada,
que respondem por cerca de 50% do faturamento do mercado médico-hospitalar
- um volume em torno de R$ 7,7 bilhões. Segundo a entidade,
a expansão do setor foi impulsionada pelo crescimento
da economia, geração de novos empregos e aumento
do acesso a planos de saúde. A baixa cotação
do dólar também estimulou as instituições
a atualizar seus equipamentos, com impacto no serviço
prestado.
"Os números mostram que ainda existe uma demanda
reprimida no mercado de saúde brasileiro. O segmento que
mais cresceu foi o comércio atacadista de máquinas
e aparelhos, que aumentou 22% em relação ao mesmo
período do ano passado", explica Carlos Goulart,
presidente executivo da Abimed, com comunicado.
Segundo Goulart,
além da geração de empregos
ter superado as estimativas, a maioria de postos de trabalho é especializada
e sustentável, voltada principalmente para os serviços
de manutenção da base instalada no país.
Houve crescimento
importante também no número
de empregos gerados pelos prestadores de serviço de diagnóstico
e terapia que utilizam esses equipamentos e produtos: cerca de
15 mil novos postos de trabalho. Essa indústria hoje emprega
mais de 160 mil pessoas.
SAÚDE
WEB
Confira
estudo de demografia médica no
Brasil
Levantamento
aponta desigualdade na distribuição
de profissionais em todo o País. Entre as constatações
está a de que usuários do SUS têm quatro
vezes menos médicos que os do setor privado crédito:
CFM
O Brasil é um país marcado pela desigualdade no
que se refere ao acesso à assistência médica.
Uma conjunção de fatores - como a ausência
de políticas públicas efetivas nas áreas
de ensino e trabalho, assim como poucos investimentos - tem contribuído
para que a população médica brasileira,
apesar de apresentar uma curva constante de crescimento, permaneça
mal distribuída pelo território nacional, com vinculação
cada vez maior aos serviços prestados por planos de saúde,
pouco afeita ao trabalho na rede do Sistema Único de Saúde
(SUS).
Estas são algumas das conclusões da pesquisa Demografia
Médica no Brasil: dados gerais e descrições
de desigualdades, desenvolvida em parceria entre Conselho Federal
de Medicina (CFM) e Conselho Regional de Medicina do Estado de
São Paulo (Cremesp). "Numa Nação onde
são anunciados avanços econômicos e o combate à pobreza
toma ares de programa de governo, torna-se imperioso que a saúde
ocupe a centro da cena. Para tanto, temos reiterado a necessidade
de mais recursos e o estabelecimento de políticas públicas
justas para com o médico e com todos os profissionais
da área", ressalta o presidente do CFM, Roberto Luiz
d'Avila, confiante em que o trabalho subsidie a elaboração
de politicas públicas nos campos do trabalho e do ensino
médicos.
PRINCIPAIS
CONCLUSÕES
Brasil
conta com quase 400 mil médicos
O estudo
mostra que, em outubro de 2011, os conselhos de Medicina registravam
a existência de 371.788 médicos
em atividade no Brasil.
O número confirma uma tendência de crescimento
exponencial da categoria, que perdura 40 anos. Entre 1970, quando
havia 58.994 médicos, e o presente momento, o número
de médicos saltou 530%. O percentual é mais de
cinco vezes maior que o do crescimento da população,
que em cinco décadas aumentou 104,8%.
O aumento
expressivo do número de médicos no Brasil
resulta de uma conjugação de fatores. Entre eles,
estão as crescentes necessidades em saúde, as mudanças
no perfil de morbidade e mortalidade, as garantias de direitos
sociais, a incorporação de tecnologias médicas
e o envelhecimento da população. Também
não podem ser ignorados fatores como a expansão
do sistema de saúde e a oferta de mais postos de trabalho
médico, entre outros.
A perspectiva
atual é de manutenção dessa
curva ascendente. Enquanto a taxa de crescimento populacional
reduz sua velocidade, a abertura de escolas médicas e
de vagas em cursos já existentes vive um novo boom. A
estimativa é de que cerca de 16.800 novos profissionais
desembarcarão anualmente no mercado de trabalho a partir
de 2011.
Razão médico/habitante
aumentou 72,5% entre 1980-2011
Essa diferença provocou um aumento na razão médico
x habitante. Em 1980, havia 1,13 médico para cada grupo
de 1.000 residentes no país. Essa razão sobe para
1,48, em 1990; para 1,71, no ano 2000; e atinge 1,89, em 2009.
Em 2011, o índice chega a 1,95 médico por 1.000
habitantes, ou seja: no período, o aumento foi de 72,5%.
Na comparação das duas populações
(a geral e a dos médicos), se constata que nos últimos
30 anos a dos profissionais é sempre superior.
Em 1980,
por exemplo, o crescimento deste segmento foi de 6,3%, enquanto
o da população geral ficou em 2,2%, ou
seja, três vezes superior ao de habitantes. Em 2009, a
taxa de crescimento dos médicos alcançou 1,6%,
enquanto o da população em geral foi de 1,1%, diferença
de 45,4% para o grupo de profissionais.
Mulheres
são maioria entre médicos
mais jovens
O trabalho
desenvolvido pelos conselhos de Medicina permite traçar o perfil da população médica.
Um ponto que chama a atenção é a tendência
a uma maior presença de mulheres.
O ano de
2009 foi um marco histórico no processo de feminização
da Medicina, quando pela primeira entraram no mercado mais mulheres
que homens. (Tabela 2) ? Como consequência, e também
pela primeira vez, no grupo de médicos com 29 anos ou
menos, as mulheres passaram a ser maioria.
Em 2011,
dos 48.569 médicos dessa faixa etária,
53,31% são mulheres e 46,69% são homens. Por outro
lado, nas faixas mais avançadas, o cenário permanece
predominantemente masculino. Do total de 10.799 profissionais
com 70 anos ou mais, apenas 18,08% são mulheres.
Este crescimento
da participação das mulheres
confirma uma tendência consistente, que se observa ao longo
das últimas décadas e que se acentuou nos últimos
anos.
A feminização da Medicina também segue
uma tendência mundial. Levantamento da Organização
para Cooperação e Desenvolvimento Econômico
(OCDE, 2007) mostra que a proporção de mulheres
médicas em 30 países estudados cresceu 30% entre
1990 e 2005.
Novos profissionais superam os inativos
O estudo
revela ainda a formação de uma reserva
de profissionais à qual se agregam ano a ano novos médicos.
Isso acontece porque as séries históricas da evolução
de saídas e entradas de médicos indicam que o número
de médicos que deixa a atividade é sempre inferior às
dos que ingressam no mercado de trabalho. Essa diferença
mantém a tendência natural de crescimento do grupo.
Na Europa,
essa reserva tende a diminuir por conta da faixa etária mais elevada população e da tendência
de aposentadoria precoce. No Brasil, a situação é oposta.
Essa reserva tende a crescer mais rapidamente e a se manter por
período mais longo à medida que mais jovens médicos
saem das escolas para o mercado.
Abertura
de escolas pressiona população médica
Uma das principais
razões para o salto no número
de médicos é a abertura desenfreada de escolas
médicas. O país tinha, em 2009, um total de 185
escolas médicas, com uma oferta de 16.876 vagas.
Dados de
2011 indicam que 45% dos cursos estão no Sudeste.
Do total de vagas disponíveis, 58,7% são oferecidas
por instituições privadas e 41,3% por escolas públicas.
Distribuição dos médicos reforça
desigualdade
Atualmente,
o Brasil conta com uma razão de 1,95 médico
por grupo de 1.000 habitantes. Contudo, esse índice flutua
nas diferentes regiões.
O Sudeste,
com 2,61 médicos por 1.000 habitantes, tem
concentração 2,6 vezes maior que o Norte (0,98).
O resultado do Sul (2,03) fica bem próximo do alcançado
pelo Centro Oeste (1,99). Ambos têm quase o dobro da concentração
de médicos por habitantes do Nordeste (1,19).
Quando se
olha por unidade da federação, no topo
do ranking ficam Distrito Federal (4,02 médicos por 1.000
habitantes), o Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58)
e Rio Grande do Sul (2,31). São números próximos
ou superiores aos de países da União Europeia.
Esses três estados, mais Espírito Santo (2,11) e
Minas Gerias (1,97), estão acima da média nacional
(1,95).
Na outra
ponta, estão estados do Norte (Amapá e
Pará) e do Nordeste (Maranhão), com menos de um
médico por 1.000 habitantes, índices comparáveis
a países africanos. Um olhar mais de perto permite notar
distorções e desequilíbrios ainda mais acentuados
dentro dos próprios estados, regiões e micro-regiões.
A concentração tende a ser maior nos pólos
econômicos, nos grandes centros populacionais e onde se
concentram estabelecimentos de ensino, maior quantidade de serviços
de saúde e, consequentemente, maior oferta de trabalho.
Regiões menos desenvolvidas, mais pobres e interiores
de estados com grandes territórios e zonas rurais extensas
têm, sabidamente, maior dificuldade para fixar e atrair
profissionais médicos.
Relatório aponta equívoco na avaliação
do segmento médico
O relatório final do levantamento feito pelos conselhos
de Medicina evidencia o equívoco de se contar os médicos "por
cabeça" e de se calcular a relação
entre o número de profissionais em atividade e a população
domiciliada.
Em países como o Brasil, de extenso território,
com disparidades sócio-econômicas regionais, com
grandes diferenças no acesso e na oferta de profissionais,
equipamentos e tecnologias, além de sede de intensos conflitos
entre o público e o privado na saúde, o cálculo
não é eficiente.
Como índice desejável para países em desenvolvimento,
popularizou-se equivocadamente um padrão mínimo
de 1 profissional médico para cada grupo de 1.000 habitantes.
Essa relação "almejada", erroneamente
atribuída à Organização Mundial da
Saúde (OMS), nunca foi explicada ou justificada, embora
continue empregada com frequência.
Da mesma
forma, não há justificativa para o parâmetro
de 2,5 médicos por 1.000 habitantes, meta divulgada pelos
ministérios da Saúde e da Educação,
que, supostamente, toma como referência países principalmente
da União Europeia que em pouco se assemelham ao Brasil.
Presença de médicos nas capitais é duas
vezes maior que a média nacional
É nas cidades de maior porte, especialmente nas capitais,
que se concentram a maioria dos médicos brasileiros. Essa
situação reflete a tendência do profissional
se fixar e trabalhar na cidade ou região onde fez sua
graduação e residência.
A presença predominante dos médicos nas capitais
aumenta a desigualdade no acesso ao atendimento médico.
Em média, o conjunto desses municípios apresenta
uma razão de médicos registrados por 1.000 habitantes
de 4,22. Esse índice é mais que duas vezes superior à média
nacional (1,95).
A cidade
de São Paulo, por exemplo, tem 4,33 médicos
registrados por 1.000 habitantes, enquanto o estado tem 2,58.
Três capitais de porte médio do Sudeste e do Sul
(Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis) chamam
a atenção pela elevada proporção
de médicos registrados por habitantes, especialmente quando
se compara com os números dos seus próprios estados.
Postos
de trabalho ocupados ajudam a entender o mapa da distribuição
dos médicos no país
O levantamento
elaborado pelos conselhos de Medicina adiciona outro parâmetro: o "posto de trabalho médico
ocupado", como complemento do critério "médico
registrado", já descrito anteriormente. Por este
cálculo, a razão de médicos disponíveis
para o atendimento da população é quase
duas vezes maior que a de médicos por 1.000 habitantes.
O número de postos ocupados por médicos em estabelecimentos
de saúde no Brasil chega a 636.017, enquanto o país
tem 371.788 profissionais registrados nos CRMs. Assim, o número
de postos ocupados por médico é de 3,33 por 1.000
habitantes.
Este dado
permite que o médico deixe de ser contado como
um único profissional, como é feito quando se usa
o indicador "médico registrado". Um mesmo médico,
se atender em dois locais, ou tiver dois diferentes vínculos,
será contado como "dois postos de trabalho médico
ocupados".
Acrescentar
essa possibilidade de análise é relevante
quando se considera que o modelo de sistema de saúde brasileiro
permite múltiplos vínculos do mesmo médico.
O mesmo profissional atua em mais de um serviço e atende
diferentes populações, até mesmo em municípios
diferentes.
Ressaltadas
suas particularidades metodológicas, o critério "posto
de trabalho médico ocupado" reforça as desigualdades
regionais já demonstradas nas estatísticas de "médicos
registrados". As regiões Sudeste e Sul se colocam
novamente no extremo oposto das regiões Norte e Nordeste.
Nos estados
do Rio e de São Paulo, cada grupo de mil
moradores conta com cerca de 4,47 postos de trabalho médico
ocupados. O índice é 44% superior à média
do país, que tem 3,33 postos de trabalho médico
ocupados por 1.000 habitantes.
Quando comparados
com o estado do Maranhão, os estados
do Rio e São Paulo têm 3,4 vezes mais postos médicos
ocupados por grupo de 1.000 habitantes. O Maranhão conta
com 1,31 posto de trabalho médico ocupado por 1.000 habitantes,
duas vezes e meia menos que a média nacional.
Nas capitais,
o fenômeno da desigualdade se acirra ainda
mais. Com relação aos postos de trabalho ocupados,
as capitais contam com 5,89 postos por 1.000 habitantes, contra
3,33 no conjunto do país.
Assim como
na distribuição de médicos registrados,
Vitória, Belo Horizonte e Florianópolis têm
entre 10 e 17 médicos ocupados por 1.000 habitantes, enquanto
seus respectivos estados ficam entre 3,34 e 4,15 - ou seja, os
que moram nessas três cidades contam com cerca de quatro
vezes mais profissionais e serviços médicos que
aqueles que vivem no interior do estado.
Usuários do SUS têm quatro vezes menos médicos
que os do setor privado
A pesquisa
indica que os usuários do Sistema Único
de Saúde contam com quatro vezes menos médicos
que os usuários do setor privado para atender suas necessidade
de assistência.
Quando se
considera a dimensão da população
que depende exclusivamente do SUS (3,25 vezes maior que a dos
planos), constata-se que a clientela da saúde privada
conta com 3,9 vezes mais postos de trabalho médico disponíveis
que os usuários da rede pública.
No conjunto
do país, são 46.634.678 usuários
de planos de saúde, segundo dados de 2011 da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O levantamento indica
a existência de 354.536 postos de trabalhos médicos
em estabelecimentos privados que, em tese, prestam todos eles
serviços às operadoras de planos de saúde.
Isso significa
que para cada 1.000 usuários de planos
no país, há 7,60 postos de trabalho médico
ocupados. Esse índice salta de 3,17 no Amazonas - o pior
colocado entre os estados -, para, em unidades como Sergipe,
Piauí, Acre, Distrito Federal e Bahia, entre 12 e 15 postos
ocupados por 1.000 usuários privados.
Esse índice cai para 1,95 quando se faz a razão
entre postos ocupados nos estabelecimentos públicos -
que são 281.481 -, e a população que depende
exclusivamente do SUS, que soma 144.098.016 pessoas.
O quadro
de penúria e desigualdade é ainda maior
em estados como Maranhão e Pará, que contam com
menos de um posto de trabalho médico ocupado por 1.000
habitantes/SUS.
Entre as
regiões há diferenças significativas
na concentração de médicos nos serviços
público e privado. Os estados do Rio de Janeiro e de São
Paulo estão num extremo -, com mais de 3 postos ocupados
por 1.000 usuários do serviço público -
seguidos pelo Distrito Federal, Espírito Santo, Minas
Gerais e Roraima, que contam entre 2 e 3 médicos por 1.000
habitantes SUS.
A Bahia ilustra
a distorção de forma dramática.
Quando se trata da população usuária do
SUS, conta-se apenas 1,25 posto ocupado por 1.000 habitantes
- fica à frente apenas do Maranhão e do Pará.
Quando se
olha a população usuária de planos
de saúde, o número de médicos ocupados por
1.000 habitantes salta para 15,14. Aqueles que têm acesso
somente à saúde pública - que representam
89,7% da população daquele estado - contam com
12,11 vezes menos postos de trabalho médico ocupados que
seus vizinhos de planos de saúde.
Mesmo em
estados onde a taxa de cobertura dos planos de saúde é elevada,
como São Paulo, onde 44,5% da população
tem plano de saúde, é grande a diferença
entre médicos entre os sistemas público e privado.
A população paulista usuária de planos de
saúde conta com 6,23 postos de trabalho médico
ocupados por 1.000 habitantes clientes. Já os usuários
do SUS no estado têm menos da metade: 3,04 postos ocupados
por 1.000 habitantes.
Razão público-privado
acentua a desigualdade nas capitais brasileiras
A desigualdade
na distribuição dos postos de trabalho
entre os setores público e privado se acirra nas capitais,
onde a razão de posto de trabalho médico ocupado
em estabelecimentos privados é de 7,81 por 1.000 habitantes
usuários de planos, mais que duas vezes o índice
encontrado entre médicos e usuários do SUS (4,30
médicos por 1.000 habitantes).
O Espírito Santo é a unidade da federação
com maior desigualdade entre capital e o resto do estado. Enquanto
no estado o índice de médicos por usuários
do SUS é de 2,54 por 1.000, ele chega a 7,67 entre beneficiários
de planos. Em Vitória, esses números sobem para
25,52 e 15,72, respectivamente.
Chama a atenção especialmente o número
de postos ocupados por médicos em estabelecimentos públicos
por habitante no SUS (25,52 por 1.000 habitantes), o que corresponde
a 6,8 vezes mais que a média de todas as capitais.
Cuiabá, Macapá, Teresina, Belém, Porto
Velho, Rio Branco, Boa Vista, Palmas, São Luiz, Maceió,
Salvador, Campo Grande e Brasília têm menos de 3
postos de trabalho médico ocupados no SUS por 1.000 usuário
do serviço público.
Indicador
mostra desigualdade na distribuição
dos médicos entre os setores público e privado
Para lidar
com as diferenças na oferta de médicos
entre usuários do SUS e os clientes de planos de saúde,
o estudo desenvolveu o Indicador de Desigualdade Público/Privado
(IDPP).
Trata-se
da razão entre posto de trabalho médico
ocupado em estabelecimento privado por 1.000 habitantes, sobre
a razão posto de trabalho médico ocupado em estabelecimento
público por 1.000 habitantes.
Quando o
resultado é menor que 1, significa que há mais
postos de trabalho médico ocupados no setor público
proporcionalmente a seus usuários que no segmento privado,
em relação a seus beneficiários.
Se é igual a 1, indica que a relação é a
mesma. Se o indicador é maior que 1, significa que existem
mais postos ocupados no setor privado, sempre em relação à população
coberta.
O cálculo demonstra que a razão de desigualdade
em todos os estados é muito acima de 1 - a média é de
3,90, indicando que em todos há proporcionalmente muito
mais médicos à disposição de usuários
privados que de usuários exclusivos do SUS.
Entre as
capitais, no entanto, três delas têm o
indicador abaixo de 1, com mais postos de trabalho médicos
a serviço do setor público que profissionais no
setor privado - Vitória, Rio de Janeiro São Paulo.
Os estados
do Rio de Janeiro e da Bahia ilustram os dois extremos no IDPP.
Tomando-se o número de médicos cariocas
ocupados nos estabelecimentos privados em relação
a 1.000 habitantes beneficiários desses serviços,
tem-se a razão de 5,9. No setor público, a relação é de
3,6 postos ocupados por 1.000 usuários/SUS. A razão
do primeiro sobre o segundo é de 1,63.
Por sua vez,
na Bahia, há 15,1 postos de trabalho ocupados
no setor privado por 1.000 beneficiários. No setor público,
a relação é de 1,2 posto de trabalho médico
ocupado por 1.000 usuários/SUS. A razão do IDPP é de
12,5.
O resultado
não mostra se há sobra ou falta de
médico nesses estados, mas aponta que os cariocas que
utilizam o serviço público contam com um número
de médicos bastante próximo daqueles que se valem
de planos privados de saúde. Já entre os baianos,
há uma enorme diferença entre essas duas populações,
com grande desvantagem para os usuários exclusivos do
SUS.
O IDPP, portanto,
ajuda a visualizar o nível de disparidade
entre o Brasil da assistência médica privada e o
Brasil do usuário que depende exclusivamente do SUS. No
país como um todo, o IDPP é de 3,90, indicando
um alto índice de desigualdade tanto entre as regiões
quanto entre as capitais.
Setor
privado da saúde atrai mais médicos
O levantamento
indica que o setor privado oferta cada vez mais posto de trabalho
para população médica
brasileira.
A conclusão do levantamento realizado pelos conselhos
de Medicina levou em consideração os dados de três
anos distintos - 2002, 2005 e 2009 -, para os quais há informações
disponíveis sobre postos de trabalho médico ocupados
(série histórica da pesquisa AMS-IBGE).
Nos anos
selecionados, o número de médicos em
geral cresceu 14,8% em sete anos: foi de 305.934 médicos,
em 2002, para 330.381, em 2005, e 359.254, em 2009.
Mas ao se
analisar, nos mesmos anos, o crescimento dos postos de trabalho
médico ocupados, observa-se uma evolução
diferenciada nos setores público (72.156 postos a mais)
e privado (98.350 postos). A diferença a favor do privado é potencialmente
maior considerando-se o tamanho das populações
cobertas pelos SUS e pelos planos privados.
Além da distribuição injusta de médicos,
não são poucas as desigualdades geradas por uma
estrutura de financiamento e de oferta de serviços que
privilegia o privado no sistema de saúde brasileiro.
Nos países com sistemas de saúde universais consolidados,
mais de 65% dos gastos com saúde são públicos,
a exemplo de Reino Unido (83,6% de gastos públicos), França
(76,7%), Alemanha (75,7%), Espanha (72,1%), Portugal (69,9%)
e Canadá (68,7%). No Brasil, o total de gastos públicos
atinge apenas 45,7% do total destinado à saúde,
situação agravada pelo subfinanciamento crônico
e pela não regulamentação da Emenda Constitucional
29.
PORTAL G1
Mapa
mostra presença de forma resistente de malária
no Brasil
Um mapa da
malária no mundo criado por cientistas da
Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostra que o Brasil abriga
focos de uma dos agentes responsáveis pela doença
mais letais: o parasita Plasmodium vivax. O rastreio foi apresentado
em um encontro anual da Sociedade Norte-Americana de Doenças
Tropicais e Higiene nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos.
Aqui no Brasil,
a principal área de concentração
do micro-organismo é na região amazônica,
onde existe uma população grande, porém
esparsa. Nas redondezas, o estudo destaca focos no Peru, na Colômbia
e na Venezuela. Já a América Central concentra
a ameaças em quase todo o território da Nicarágua
e algumas partes de Honduras e Guatemala.
Apesar de
ser menos perigoso que o Plasmodium falciparum, o vivax é mais comum no mundo, podendo atingir um total
de até 2,8 bilhões de pessoas. Para piorar, o parasita
pode se instalar no fígado do infectado sem se manifestar
por meses, o que torna a detecção e cura mais difíceis.
O Projeto
Atlas da Malária (MAP, em inglês) mostra
ainda que a África anda avançando no controle da
doença e apresenta níveis baixos da espécie
vivax, especialmente em regiões pobres como o Chifre da África
(Somália, Etiópia) e Madagascar.
A incidência do P. vivax ocorre em partes pelas opções
escassas de tratamento. Apenas um medicamento - a primaquina
- pode livrar o fígado do parasita e promover uma cura
no longo prazo em relação à doença.
A forma de transmissão da malária se dá pela
picada das fêmeas do mosquito Anopheles.
São quatro os tipos de agente causador da malária:
além do vivax e do falciparum, existem as espécies
ovale e malariae.
O GLOBO ONLINE
Abuso
de energéticos leva a problemas
cardiovasculares
Bebidas energéticas altamente cafeinadas tornaram-se
parte integrante da cultura frenética e workaholic dos
jovens hoje e quase três quartos deles dizem que bebem
regularmente.
Marcas populares
como Red Bull têm uma dose de cafeína
equivalente a uma xícara de café em cada frasco,
enquanto seus concorrentes mais potentes, como Relentless Monster
_ comercializados para os fanáticos de esportes radicais
_ podem conter até duas vezes esta quantidade em lata
de cerca de 160mg.
Na Europa,
cerca de 73% dos jovens de 16 a 24 anos agora bebem regularmente,
segundo pesquisa feita por analistas
de mercado
da Mintel, fabricante de energéticos, e a maioria disse
gostar do sabor. O mercado de bebidas energéticas e esportivas
cresceu cerca de 20% em apenas três anos e é estimado
hoje em cerca de US$ 700 milhões por ano. Só no
Reino Unido, 209 novas bebidas energéticas foram lançados
nos últimos cinco anos.
_ Embora
estas bebidas possam ter começado como auxiliares
ao exercício físico, elas servem cada vez mais
para atender a necessidade de estilo de vida mais holístico,
especialmente para os que estão na faixa entre16 anos
e 34 anos _ avaliou Jonny Forsyth, analista sênior da Mintel
bebidas, em entrevista ao jornal The Independent. Metade da população
do Reino Unido agora bebe regularmente energizante, bebidas não-alcoólicas,
tanto como estimulantes durante o dia ou quanto como misturadores.
Analistas acreditam que a cultura workaholic do Reino Unido está elevando
a popularidade dos energéticos.
Dois terços das pessoas de 16 anos a 24 anos, questionados
pelos pesquisadores, disseram que as bebidas energéticas
melhoram seu desempenho no trabalho ou enquanto estuda.
Por isto,
um número crescente de bebidas energéticas
mais potentes surgiu no mercado, causando surpresa e em seguida
apreensão entre os médicos. Este ano, os médicos
da revista americana “Pediatrics” publicaram um artigo
alertando que alguns energéticos poderiam causar "convulsões
e até acidentes vasculares cerebrais" em jovens que
as consumiam em excesso. E pesquisadores da Universidade de Vermont
disseram que os viciados em bebidas energéticas podem
ser mais suscetíveis à dependência de drogas.
Nos EUA,
a Food Standards Agency alerta que as bebidas altamente cafeinadas,
também podem conter estimulantes como glucuronolactone,
taurina, e ervas, e que por isto crianças deveriam consumi-las “com
moderação". A agência também
alertou que estas bebidas devem ser evitadas por mulheres grávidas.
O alerta
surgiu por conta do impressionante aumento no consumo diário de energizantes no mundo inteiro. Estima-se que
hoje quatro bilhões de latas de energizantes são
agora consumidas anualmente em todo o mundo.
CORREIO BRAZILIENSE
É preciso diferenciar o Alzheimer de outras doenças,
revela revista
Os sintomas
são muito parecidos. Começa-se por
esquecer as chaves do carro; depois, nomes de parentes e amigos
passam a ser trocados; e, por fim, as fotos no porta-retrato
já não dizem nada sobre um passado vivido, mas
apagado da memória. Por isso, até mesmo os médicos
costumam confundir os diferentes tipos de demência, nome
genérico que designa o conjunto de doenças, degenerativas
ou não, caracterizadas por transtornos cognitivos. A principal
delas é o Alzheimer, mas há outras, menos faladas,
que afetam a vida do paciente e da família do mesmo jeito.
Em um artigo
publicado na edição mais recente
da revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, um
grupo de cientistas da Universidade da Califórnia alerta
para a necessidade de distinguir o Alzheimer de um outro tipo
de demência, responsável por 8% dos casos totais
da doença entre a população adulta. A chamada
demência frontotemporal é um mal degenerativo, caracterizado
pela perda da memória e também pelo desenvolvimento
de um comportamento antissocial. Podem-se passar mais de 15 anos
até o surgimento de outro sintoma, tempo que, bem aproveitado
clinicamente, ajudaria o paciente a conviver melhor com os incômodos
da doença.
Segundo os
autores do estudo, convencionou-se que qualquer alteração
progressiva e degenerativa da memória é doença
de Alzheimer. Os próprios médicos deixariam de
considerar outros distúrbios da demência, o que
afeta o tratamento, pois, embora não exista ainda a cura
para o problema, diferentes males requerem terapias diversas. “Coloquialmente,
usamos a doença de Alzheimer para nos referir a pessoas
dementes, mas há muitos pacientes com Alzheimer que ainda
não são dementes”, argumenta Marilyn Albert,
pesquisadora do Centro de Estudos de Alzheimer do Hospital Johns
Hopkins, nos Estados Unidos. “De fato, um terço
de todos os idosos possuem a patologia em seus cérebros,
mas não desenvolvem os sintomas. As pessoas não
ficam dementes da noite para o dia; ao contrário, levam
muitos anos para chegar lá. Por isso, um diagnóstico
diferenciado é importante para tratar o paciente.”
Como entender
No estudo
publicado na Neurology, os cientistas realizaram o exame de
tomografia por emissão de pósitrons, mais
conhecido como PET-CT. Uma pesquisa realizada no início
deste ano mostrou que o método de diagnóstico por
imagem é o mais acurado para identificar as placas de
gordura que se acumulam entre os neurônios do paciente,
uma característica da doença.
A equipe
da Universidade da Califórnia, liderada por
Gil D. Rabinovici, analisou os resultados dos exames de 107 pessoas
diagnosticadas com Alzheimer ou demência frontotemporal,
em seus primeiros estágios. Graças a um biomarcador
que identifica os depósitos gordurosos no cérebro,
os cientistas conseguiram apontar quais tinham Alzheimer e quais
sofriam do outro tipo de demência. No caso da frontotemporal,
não há formação de placas de gordura. “Embora
não exista um método definitivo de diagnóstico
do Alzheimer e dos outros distúrbios da demência,
saber diferenciá-los vai ajudar os médicos a um
melhor acompanhamento terapêutico”, acredita Rabinovici. “Ainda
que uma medicação específica para cada tipo
de demência não esteja disponível, tratar
corretamente as doenças em seus primeiros estágios
pode ajudar a controlar e retardar sintomas.”
No caso da
demência frontotemporal, além do esquecimento,
o paciente lida com transtornos de personalidade. “A pessoa
começa a sofrer alterações na personalidade
e momentos de perda da sanidade. É muito comum que se
tornem desinibidas, passem a neglicenciar a higiene pessoal e
desenvolvam manias”, explica Rodney A. Short, neurologista,
em um artigo escrito para a Clínica Mayo, de Jacksonsville.
Nos restaurantes, uma das pacientes do médico costumava
ir de mesa em mesa para comer os pratos de desconhecidos, um
exemplo de desinibição. Outra era capaz de passar
o dia todo enchendo garrafas de água, às vezes
20 ao mesmo tempo, em um caso de mania. “Se o médico
pode usar uma medicação que afeta o curso da demência,
então deverá fazer isso nos primeiros estágios.
Daí a necessidade de um diagnóstico correto”,
afirma Gil D. Rabinovici.
AGENDA
- Recepção hospitalar para clínicas, consultórios
e hospitais
Dia 9 de dezembro
Rua Augusto
Stresser, 600, Alto da Glória - Curitiba
- PR
(41) 3254-1772
www.fehospar.com.br
ana@fehospar.com.br
O Sindipar,
Fehospar e Cebramed realizarão em Curitiba
mais um curso de recepção médica para clínicas,
consultórios e hospitais. Será no dia 9 de dezembro.
As vagas são limitadas. Ha condições especiais
para instituições associadas.