Leia
nesta edição:
- Novo código de processo civil e o acesso à saúde
- Saúde suplementar: CBHPM é referencial para
remuneração
- MP aumenta
valor da bolsa para médico residente
- Entenda
os novos critérios do Top Hospitalar
- Reprodução assistida agora é um
direito de homossexuais e solteiros
- SUS pagará menos
pelo tratamento de leucemia e linfomas malignos
- Cientistas
descobrem como alguns cânceres se tornam
malignos
Sexta-feira, 07.01.11
Saúde
Business
Novo
código de processo civil e o acesso à saúde
Por Renata Vilhena Silva
Segundo a
advogada Renata Silva, o novo CPC traz esperança
aos doentes e aos advogados da saúde
Apesar de
a Constituição Federal garantir o acesso
universal à saúde, no direito processual repousa
a esperança do cumprimento efetivo do preceito constitucional.
Isso porque hoje, no Brasil, ocorre o fenômeno da judicialização
da saúde, ou seja, o cidadão consegue amparo e
dignidade mediante a propositura de ações judiciais.
No Estado
de São Paulo, os números assustam. Em
recente matéria publicada no jornal O Estado de São
Paulo, o então governador José Serra disse que "há uma
indústria de ações judiciais" e chamou
a operação de "ponta de um barbante de um
nó que precisa ser desatado". Em 2009 a secretaria
afirma ter investido R$ 1,3 bilhão em remédios,
cerca de R$ 400 milhões para cumprir medidas judiciais.
Enquanto
as ações judiciais estavam garantindo
o cumprimento do texto constitucional, a situação
estava sob controle. Pelo menos os que procuravam a Justiça
tinham a dignidade garantida. Todavia, estamos experimentando
um período dramático, pois nem as decisões
judiciais estão merecendo respeito dos governantes. Coincidentemente,
a escassez de medicamentos e vagas em hospitais conveniados ao
Sistema Único de Saúde (SUS) se agravou nesta época
de campanha eleitoral.
Advogar para
doentes e enfrentar situações como
essa gera uma condição de impotência arrebatadora.
Presenciar e acompanhar o agravamento da saúde dessas
pessoas causa revolta e indignação.
O novo Código de Processo Civil (CPC) traz esperança
aos doentes e aos advogados da saúde. Um dos preceitos
no código são celeridade e segurança jurídica.
O projeto pretende introduzir, no sistema processual, mecanismos
com vistas a garantir celeridade e segurança na prestação
jurisdicional, atribuindo efetividade às decisões,
ou seja, pretende garantir que a ordem do juiz realmente surtirá efeito.
Mudanças importantes foram propostas para que as decisões
sejam cumpridas com agilidade. Também há previsão
de corte significativo dos recursos, serão excluídos
do novo código, por exemplo, os Embargos Infringentes
e o Agravo Retido. No entanto, deve-se prestar atenção à necessária
busca por uma Justiça mais rápida e eficiente,
que não poderá violar o exercício das garantias
e dos princípios constitucionais, como a ampla defesa
e o contraditório, igualmente importantes para os operadores
do direito e para os jurisdicionados.
Conforme
a proposta, a unificação dos prazos processuais
- seja para interposição de recursos, seja para
defesas - passará para 15 dias. A Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB) sugeriu a estipulação de prazos
para os juízes, cujo cumprimento seria requisito para
futura promoção destes, o que privilegiaria os
magistrados comprometidos com a adequada prestação
jurisdicional.
Esses são apenas alguns pontos importantes trazidos pelo
anteprojeto do Código de Processo Civil. Já é possível
concluir que a discussão em torno de um novo CPC é,
de fato, um marco importante para o judiciário brasileiro,
porquanto a morosidade judicial constitui um dos principais motivos
para a sensação de impunidade sentida por toda
a população. O novo código vem com a promessa
de otimizar a realização da justiça. Dessa
maneira, esperamos que promova a justiça atemporal e apolítica,
garantindo o efetivo acesso à saúde e o cumprimento
ao princípio da dignidade da pessoa humana.
Saúde
Business
Saúde suplementar: CBHPM é referencial para remuneração
Por CFM
Membros da
Comissão de Saúde Suplementar buscam
validar a Resolução CFM 1.673
Membros da
Comissão de Saúde Suplementar (Comsu)
do Conselho Federal de Medicina (CFM) assinalaram, na última
quarta-feira (05), a importância de recentes decisões
judiciais favoráveis aos médicos ao validarem a
Resolução CFM 1.673, que adota a Classificação
Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM)
como referencial mínimo e ético de remuneração
na Saúde Suplementar.
Um exemplo
recente foi a decisão do juiz federal Antonio
Corrêa, da 9ª Vara da Seção Judiciária
do DF, que julgou improcedente a ação civil pública
do Ministério Público Federal que pedia a nulidade
dessa resolução. No Rio de Janeiro, ainda, o Ministério
Público do Estado arquivou o procedimento instaurado a
partir da representação da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) contra instrução
do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro
(Cremerj) para que médicos credenciados a quatro planos
de saúde cobrassem as consultas diretamente dos pacientes,
fornecendo recibos para o reembolso das operadoras.
A orientação, aprovada em assembléia, foi
uma resposta ao descaso com que as empresas tratam os profissionais
- com remuneração inadequada. Reafirmou-se, assim,
a legitimidade dos conselhos de zelar pelos interesses e valorização
do médico no que diz respeito à remuneração
paga pelas operadoras.
"O ganho das ações judiciais é importante
para se contrapor as acusações de cartel oriundas
do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE),
ANS e operadoras", explica o coordenador da Comsu e 2º vice-presidente
do CFM, Aloísio Tibiriçá.
Os membros
da Comsu avaliaram, também, a implementação
do pagamento de honorários à consulta médica
independente de prazos pré-definidos. Algumas sociedades
de especialidade estiveram presentes à reunião
e participaram dos debates a respeito das estratégias
para o movimento. Foi aprovada, para fevereiro, uma reunião
ampliada com a Comissão Nacional de Consolidação
e Defesa da CBHPM, com convite extensivo às entidades
médicas em geral. Na ocasião, será discutida
uma campanha de mobilização que poderá culminar
com uma paralisação nacional.
Saúde
Business Web
MP
aumenta valor da bolsa para médico residente
Por Saúde
Business Web
Proposta
eleva o valor da bolsa de médico residente dos
atuais R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06
A Câmara analisa a Medida Provisória (521/10),
que amplia o valor da bolsa de médico residente e muda
sua forma de filiação na Previdência Social,
além de garantir licença-maternidade e paternidade
a esse profissional. A MP, que está em vigor desde 31
de dezembro, eleva o valor da bolsa de médico residente
dos atuais R$ 1.916,45 para R$ 2.338,06.
O benefício vale para o profissional em regime especial
de treinamento que preste serviços por até 60 horas
semanais. O reajuste foi concedido depois de uma paralisação
nacional liderada pela Associação Nacional de Médicos
Residentes no ano passado.
A medida
também prorroga o prazo de pagamento da Gratificação
de Representação de Gabinete e da Gratificação
Temporária para os servidores ou empregados requisitados
pela Advocacia-Geral da União. Segundo o governo, os ministérios
da Educação e da Saúde já incorporaram
os valores do reajuste em sua previsão orçamentária
para 2011.
Benefícios
A MP também muda a forma de inscrição desse
profissional na Previdência Social. Eles passam de contribuintes
autônomos para contribuintes individuais. O texto também
garante aos profissionais, conforme o caso, direito a licença-paternidade
de cinco dias e a licença-maternidade de 120 dias, prazo
que poderá ser ampliado em até 60 dias pela instituição
de saúde responsável pela residência médica.
A MP mantém a obrigatoriedade de o tempo de residência
médica ser prorrogado por prazo equivalente à duração
do afastamento do médico residente, seja por motivo de
saúde ou por gozo de licença-maternidade ou paternidade.
O texto explicita
ainda que a instituição de saúde
responsável por programas de residência médica
deve fornecer ao médico residente alimentação
e condições adequadas para repouso e higiene pessoal
durante os plantões.
Gratificação
Outro assunto
abordado pela medida provisória é a
ampliação do prazo para que servidores ou funcionários
requisitados pela Advocacia-Geral da União possam receber
a Gratificação de Representação de
Gabinete ou a Gratificação Temporária, até 31
de dezembro de 2011. O prazo anterior terminou em 31 de dezembro
de 2010.
Saúde
Business
Entenda
os novos critérios
do Top Hospitalar
Por Saúde
Business Web
Premiação vai avaliar os concorrentes qualitativamente,
Conheça os impactos
O principal
prêmio do setor médico-hospitalar passou
por uma importante mudança. Mais do que mudar o foco da
premiação, restringindo-se somente a fornecedores,
o Top agora foca também em qualidade. Dentro de sua missão
de desenvolver os setores em que atua, a IT Mídia propõe,
por meio de sua área de Estudos e Análises, avaliar
como os compradores dos hospitais avaliam os fornecedores. O
objetivo: incentivar e promover as melhores práticas comerciais
no setor, mais transparentes. Na primeira fase, serão
avaliados os seguintes critérios:
1) Qualidade
de atendimento (Pré e pós-venda);
2) Cumprimento de prazo de entrega;
3) Política comercial: definição
e cumprimento de regras;
4) Desempenho,
confiabilidade e durabilidade do produto/ serviço;
5) Relação preço/performance do produto/serviço;
6) Treinamento
e apoio técnico aos profissionais de saúde.
Como funciona?
Os executivos
dos hospitais, responsáveis pela escolha
de empresas fornecedoras, avaliará as empresas mencionadas
em cada um dos quesitos, estabelecendo uma ordem de relevância
e concedendo uma nota de 1 a 5 em cada um dos critérios.
A pontuação avaliará menção
e qualificação das empresas. Aquelas que tiverem
melhor desempenho comporão a lista tríplice em
cada um das 27 categorias.
Na segunda
fase, que começa no dia 21 de janeiro, a votação é aberta
e o público poderá escolher entre as finalistas.
a festa de premiação acontece no dia 7 de abril.
Correio Braziliense
Reprodução assistida agora é um
direito de homossexuais e solteiros
Mas pagamento
pelo uso do útero "de aluguel" segue
proibido. Apenas parentes próximos podem carregar o feto
Por Carolina Khodr
As novas
regras para reprodução assistida elaboradas
pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) não fazem restrição
quanto a orientação sexual e nem ao estado civil
e, com isso, autoriza que solteiros e casais homossexuais recorram
ao método. De acordo com o documento publicado ontem no
Diário Oficial da União, a fertilização
com o sêmen ou óvulos de um parceiro que já faleceu
também está regulamentada, mas a utilização
de barriga de aluguel continua proibida.
Relator da
resolução, José Hiran Gallo
defende que qualquer pessoa capaz tem direito a recorrer à inseminação
artificial. “A discriminação não pode
mais existir. Todos têm direito a procriar e ter um filho.” Especialista
em bioética da Universidade de Brasília (UnB),
Débora Diniz concorda com o texto da nova resolução
do CFM. “É uma reparação a uma discriminação
injusta que durou 18 anos”, diz. O antigo documento, que
regulamentava a reprodução assistida, datava de
1992 e permitia que a técnica fosse realizada apenas em
mulheres casadas, ou em união estável, e sendo
necessária a aprovação do cônjuge
ou companheiro.
Com a atualização das regras, dois homem que decidirem
ter um filho podem gerar a criança no ventre de uma parente,
utilizando o óvulo dela ou de uma doadora anônima
e o sêmen de um deles, por exemplo. O pagamento pelo uso
temporário do útero de uma terceira pessoa não é permitido.
Só quem pode disponibilizar o ventre para gestação
são parentes próximas, de até o segundo
grau de parentesco — avó, mãe, sogra, irmã,
cunhada, filha ou neta.
Para a servidora
pública, Lúcia*, 39 anos, a medida
veio regulamentar algo que já acontecia informalmente. “Muitos
casais já tiveram filhos sem esse amparo legal. A medida
trouxe a legislação para perto da realidade”,
comemora. Ela e a arquiteta Vera*, também de 39 anos,
começaram um relacionamento há oito anos e, em
2010, decidiram ter um bebê. Henrique* nasceu há cinco
meses. O útero e o óvulo que geraram o bebê foram
de Vera e o sêmen partiu de um doador anônimo. Agora,
Lúcia também quer passar pela experiência
da gestação ainda este ano.
Diniz acredita
que o próximo desafio será a regulamentação
do registro dos bebês. “Hoje, a legislação
reconhece apenas duas maternidades, quando é utilizado
o óvulo de uma delas e o útero de outra, mas casais
homossexuais ainda não conseguem registrar uma criança”,
lamenta.
Limite
de embriões
Com as novas
regras, o limite de embriões que podem ser
implantados no útero mudou e deve respeitar a faixa etária
da mulher. “A intenção é evitar gestações
indesejadas de trigêmeos ou quadrigêmeos”,
explica Gallo. Mulheres de até 35 anos podem receber até dois
embriões, aquelas que têm entre 36 a 39 anos, três
embriões, e as com idade igual ou acima de 40 anos, quatro
embriões. “As mulheres mais velhas recebem mais
embriões por causa da dificuldade de sucesso pela baixa
hormonal”, esclarece. Agora, também é permitido
o uso de gametas criopreservados — conservados sob condições
de baixíssima temperatura — de pessoas que já morreram,
desde que previamente autorizado.
Quinta-feira, 06.01.11
Agência
Brasil
SUS
pagará menos
pelo tratamento de leucemia e linfomas malignos
Segundo ministério, valores foram alterados pois hospitais
agora têm remédios mais baratos
BRASÍLIA - A partir deste mês, hospitais e entidades
conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) vão
receber menos pelo tratamento de pacientes com câncer no
sangue (leucemia mielóide crônica - LMC) e linfomas
malignos.
Duas portarias
do Ministério da Saúde, que já entraram
em vigor, fixam valores inferiores aos estabelecidos em junho
de 2010. No caso da quimioterapia para o tratamento da LMC em
fase crônica, o valor caiu de R$ 3.175 para R$ 2.489. Segundo
o ministério, a tabela de valores sofreu uma readequação,
pois os hospitais passaram, desde o ano passado, a pagar menos
pelos remédios usados nos tratamentos, resultado de um
acordo fechado entre a pasta e os laboratórios.
Um exemplo
citado é o preço do Glivec, fabricado
pelo Novartis, que caiu pela metade. De janeiro de 2011 a dezembro
de 2012, cada comprimido sairá por R$ 20,60, contra R$
42,50 pagos em 2009. O medicamento é usado para tratar
aproximadamente 7,5 mil pessoas com LMC e um tipo de câncer
gastrointestinal.
O governo
federal garante que os pacientes e as instituições
não sofrerão prejuízo com a mudança.
No entanto, a medida provoca críticas da Associação
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH). Para o presidente
da entidade, Carmino de Souza, os novos valores são insuficientes
para viabilizar um tratamento adequado aos portadores. “Não
dá para pagar a quimioterapia, e doentes vão deixar
de receber remédios. As instituições não
têm condições de arcar com isso”, disse à Agência
Brasil.
A associação solicitou uma audiência ao
novo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para pedir
a revisão das portarias. A ABHH estima em 4,5 mil os novos
casos de LMC por ano no País. A estimativa do Instituto
Nacional de Câncer (Inca) é de aproximadamente 12
mil novos casos de linfomas por ano.
O
Estado de São
Paulo
Cientistas
descobrem como alguns cânceres se tornam malignos
Molécula conhecida como PML limita a reprodução
das células cancerosas e sua presença determina
se o câncer é maligno ou benigno
As células cancerosas se reproduzem dividindo-se em duas,
mas a molécula conhecida como PML limita a quantidade
de vezes que isso pode acontecer, de acordo com pesquisadores
liderados por Gerardo Ferbeyre, da Universidade de Montreal.
A equipe provou que cânceres malignos têm problemas
com essa molécula, o que significa que na sua ausência
eles continuam crescendo e, eventualmente, se espalham para outros órgãos.
A presença das moléculas de PML pode ser facilmente
detectada e pode servir para diagnosticar se um tumor é maligno
ou benigno.
"Nós descobrimos que células de câncer
benigno produzem as moléculas de PML e apresentam grande
quantidade de corpos PML, mantendo-os em um estado dormente.
Já as células de câncer maligno ou não
produzem ou não conseguem organizam os corpos de PML e
portanto se reproduzem descontroladamente", explicou Ferbeyre.
Quando um tumor é benigno, isso significa que ele não
se espalha para outras partes do corpo.
A equipe
de pesquisadores se formou na descoberta anterior de Ferbeyre
de que PML é capaz de forçar células
a entrar em senescência - estado de maturidade na vida
de uma célula em que ela não pode mais se reproduzir,
sendo uma defesa natural contra a formação de tumores.
No entanto, nos últimos dez anos, o mecanismo pelo qual
isso foi atingido continua em sua maior parte desconhecido.
"Nossas descobertas desvendam a inesperada habilidade da
PML de organizar uma rede de proteínas supressoras do
tumor para reprimir a expressão ou a quantidade de outras
proteínas necessárias para a proliferação
celular", explicou a pesquisadora Véronique Bourdeau.
Essas proteínas são moléculas essenciais
no nosso corpo e tem um papel no controle do nascimento, crescimento
e morte das células. O pesquisador Mathieu Vernier enfatizou
que "essa é uma descoberta importante com implicações
para o nosso entendimento sobre como um organismo normal se defende
da ameaça apresentada pelo câncer."
JANEIRO
/ 2011
PUCRS
lança especialização em Bioética
Terminalidade
da vida, cuidados paliativos e ortotanásia;
direitos dos pacientes, vulnerabilidade e dignidade humana; pesquisa
com células-tronco, seres humanos e animais; responsabilidade
com o meio-ambiente e com as futuras gerações.
Essas serão algumas das discussões propostas pelo
novo curso de especialização em Bioética,
que está com inscrições abertas. A atividade,
interdisciplinar, é promovida pelo Instituto de Bioética
da PUCRS e é inédita na modalidade especialização
no Estado. Serão apresentadas diferentes visões
sobre o tema, como aspectos antropológicos, filosóficos,
jurídicos, médicos, biológicos, teológicos
e espirituais. "Debates como a ortotanásia ou o uso
de animais em pesquisas necessitam discussões além
da área da Medicina porque envolvem uma decisão
social e moral, pertinente a todo cidadão responsável.
As aulas são destinadas a profissionais de todas as áreas",
explica a diretora do Instituto, Jussara de Azambuja Loch. A
intenção, segundo Jussara, é instigar os
alunos a formar e fundamentar opiniões sobre a Bioética
e incentivar a argumentação e o raciocínio
crítico. "Discutiremos todas as formas de vida -
ambiente e animais", completa. Para a coordenadora, Lívia
Pithan, o curso consolida uma produção acadêmica
sobre Bioética existente na Universidade há muitos
anos, mesmo antes da criação do Instituto, que
existe há três. São conflitos que atingem
toda a humanidade, e por isso não podem ser tratados apenas
por uma perspectiva disciplinar. "Haverá troca de
conhecimento entre docentes de diferentes áreas, não
apenas entre aluno e professor. Esta especialização
promove o encontro de várias disciplinas", explica.
A duração é de um ano. Os encontros têm
início em 15 de abril e ocorrerão às sextas-feiras à noite
e aos sábados pela manhã e tarde, com uma semana
livre ao mês. As inscrições podem ser feitas
pelo site www.pucrs.br/ib, no link "Especialização".
Informações complementares pelos telefones (51)
3320 3679 e (51) 3320-3727.