07-02-11

 

Leia nesta edição:

- ANS: Adaptação de contratos

- Fim da gastança com as UTIs

- Vacina previne até 90% das lesões em homens, diz estudo

- Câncer de testículo ataca os mais jovens em 95% dos casos

- Dieta Saudável

- Problema de informação

- Garantia de atendimento aos beneficiários

Segunda-feira, 07.02.2011

Portal CQCS

ANS: Adaptação de contratos

Agência divulga balanço da consulta pública sobre adaptação contratos

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer incentivar os beneficiários que possuem de planos de saúde contratados antes de 2 de janeiro de 1999, quando entrou em vigor a Lei nº 9.656/98, a alterarem seus contratos de forma que passem a ter toda a segurança e as garantias trazidas pela regulamentação do setor.

Com esse objetivo, a ANS fez uma proposta de normativo sobre regras para adaptação (inclusão de coberturas por meio de aditivo contratual) e migração (assinatura de novo contrato) dos chamados planos antigos. A minuta de norma ficou em consulta pública no período de 22 de novembro de 2010 a 5 de janeiro de 2011 e recebeu 846 contribuições de representantes de todos os segmentos da sociedade.

Beneficiários de planos de saúde foram responsáveis por 3% das contribuições enviadas e as operadoras por 75% do total de sugestões enviadas. Os temas que tiveram maior número de contribuições foram: “carência” (126), seguido de “percentual de ajuste” (112) e “migração/adaptação individualizada por beneficiário” (100).

Responsável técnica pela consulta pública nº 35, a gerente Econômico-Financeira e Atuarial dos Produtos da ANS, Rosana Neves, informou que a ANS analisará todas as contribuições e publicará, em breve, a justificativa para inclusão ou recusa de cada sugestão “a fim de dar transparência a todo o processo”, afirmou.

Após a análise das propostas, a Agência ajustará a Resolução Normativa e, em seguida, fará a apresentação do texto final aos atores do setor. A expectativa é que a norma seja publicada em Diário Oficial ainda no primeiro semestre de 2011.

Correio Braziliense

Fim da gastança com as UTIs

GDF pretende criar 102 novos leitos para acabar com a dependência dos contratos com hospitais particulares, cujo valor da diária é 237% superior ao pago pelo serviço terceirizado no Hospital de Santa Maria. Dívida anterior está sendo auditada

Por Ariadne Sakkis

O sistema de gerenciamento dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da rede pública de Saúde, que também utiliza instalações de hospitais particulares, é um claro sinal do desperdício de recursos públicos. Pagamentos superfaturados, gastos desnecessários com medicamentos e exames, que deixaram uma conta de R$ 103 milhões, são algumas das irregularidades que começam a ser combatidas pelo GDF.

A primeira medida adotada dá o tom do tamanho do desperdício. Pelo contrato firmado com a rede particular, o GDF desembolsava cerca de R$ 3 mil por leito de UTI. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), onde a estrutura é terceirizada, o valor pago era de R$ 1.298. O novo governo renegociou o contrato e reduziu a diária para R$ 890 — uma diminuição de 31,4%. Os R$ 3 mil pagos aos hospitais particulares custam 237% a mais aos cofres públicos.

Nesse primeiro momento, a Secretaria de Saúde tenta reduzir o valor dos contratos, que estão sendo auditados. O próximo passo será desvincular-se da rede privada. A meta é abrir mais de 102 leitos até o fim do ano em cinco hospitais (veja quadro), implementar o sistema home care (internação em casa) para pacientes crônicos — o que abrirá mais vagas na rede pública — e renegociar as dívidas com os hospitais particulares.

De acordo com o subsecretário de Atenção à Saúde do DF, Ivan Castelli, o plano de ação tem várias frentes. A primeira é o aumento da capacidade da rede pública. Atualmente, o governo tem 119 leitos privados contratados. “Ainda somos dependentes. Nesse momento, esses leitos contribuem na transição de administração. Sem eles, a população ainda ficaria desassistida”, justifica.

O HRSM será importante na gestão e no incremento do número de leitos. Na unidade, serão abertos, dentro de 15 dias, 28 leitos semi-intensivos, que se somarão aos 66 leitos de UTI já disponíveis. Para lá, irão os pacientes crônicos, ocupantes de vagas em outros hospitais do DF. “Alguns desses pacientes estão nas UTIs há anos”, diz Castelli. Em outros quatro hospitais, serão 74 novo leitos, sendo que 20 formarão a primeira UTI coronária do DF, especializada no atendimento a pacientes com problemas cardíacos.

A UTI do HRSM é terceirizada e conta com 66 vagas. A diária de cada paciente custava, em média, R$ 1.298. Castelli afirma que, após negociar com a empresa que permanece à frente da UTI por força de uma liminar, conseguiu baixar a despesa para R$ 890, uma redução superior a 31%. Os 28 novos postos que serão abertos terão o mesmo custo. Nesse valor estão incluídos parte dos equipamentos, a assistência médica e a parte administrativa de faturamento.”

Entretanto, para dar condições de funcionamento aos 102 leitos novos, será preciso aumentar o quadro de recursos humanos. Eles estão incluídos nos 10,2 mil servidores que serão contratados até 2013, conforme o projeto de lei do Executivo que ainda depende da aprovação da Câmara Legislativa. O impacto anual na folha de pagamento do GDF será de quase R$ 250 milhões.

Dívida
A milionária dívida também está sendo discutida com os hospitais particulares. A gestão de Rafael Barbosa, atual secretário de Saúde, está fazendo um levantamento do real montante devido à iniciativa privada pelo tratamento de pacientes da rede pública em UTIs entre setembro de 2009 e setembro de 2010. A gestão passada e as empresas hospitalares discordavam do valor de referência a ser levado em consideração no momento de calcular a fatura do paciente. “O problema é decorrente da autorização das diversas tabelas que compõem o custo no DF. Essas tabelas foram aprovadas pelo Conselho de Saúde do DF e foram licitadas. A tabela do SUS corresponde a aproximadamente 15% do valor da tabela licitada no DF”, explica Castelli.

O Ministério da Saúde repassa ao DF o valor previsto no regime de internação hospitalar do SUS. O restante é desembolsado pelo governo local. A ex-secretária de Saúde Fabíola Nunes estipulou que o pagamento fosse restrito ao limite do repasse federal, o que foi amplamente contestado pelos hospitais, uma vez que o contrato assinado prevê a utilização da tabela distrital. Um exemplo real do abismo entre os valores: uma fatura de internação calculada segundo a tabela regionalizada chegou ao montante de R$ 113 mil. A conta baseada na tabela SUS corresponde a R$ 3 mil, ou seja, apenas 2,6% do primeiro valor. Em média, o DF gasta R$ 70 milhões por ano com UTIs particulares.

Um problema recorrente e que implica aumento de gastos é a permanência do paciente de alta na UTI. Os dois principais problemas são a ausência de vagas intermediárias no hospital de origem (primeiro atendimento) e a falta de meio de transporte para fazer a transferência. O último levantamento da pasta mostra que, em média, os pacientes permanecem 5,3 dias de alta na UTI ao custo — leia-se, prejuízo — de R$ 3 mil por dia, ou R$ 15.900 por paciente.

Tudo devido à falta de transporte do doente entre a unidade privada e um hospital público onde seja aberta uma vaga de UTI. Por isso, a Secretaria reservou duas ambulâncias de porte 3, a mais completa, exclusivamente ao translado de pacientes, e criará 16 leitos intermediários no Hospital Regional do Paranoá para os chamados “pacientes egressos de internação”, que aguardam um lugar no hospital de origem. Outra medida é suspender o pagamento a hospitais particulares que façam a internação em UTI por determinação da Justiça. Nesse caso, a ideia é seguir o curso judicial.

Por enquanto, o governo Agnelo já desembolsou R$ 10 milhões referentes a dívidas de 2009. O débito foi quitado porque já havia reconhecimento de dívida e previsão orçamentária. “Não podemos revogar esses contratos porque ainda não temos os leitos para acolher aos pacientes. Na medida em que eu conseguir ampliar a capacidade de internação (da rede pública), vou rescindindo os contratos. Preciso dar segurança aos pacientes. As medidas que tomamos ainda não serão suficientes para liquidar a dependência da rede privada. Estimo que precisaremos de um ano para isso”, alega o subsecretário. O tempo, justifica Castelli, é necessário para treinar o pessoal que atuará nas UTIs e para realizar as licitações para compra de equipamentos.

Home care
A transferência de pacientes crônicos será outro passo na tentativa de aumentar a eficiência do uso das UTIs. “Queremos levar essas pessoas para casa, no sistema home care”, diz o subsecretário. Em breve, ficará pronto um levantamento da assistência social sobre quantos pacientes se enquadrariam no sistema de assistência médica domiciliar para abrir uma licitação. “Vamos tentar construir cômodos apropriados para aqueles sem condições”, explicou.

Entenda o caso

Crise antiga

A crise nos leitos de UTI é antiga. No fim de abril de 2010, os hospitais particulares cobravam uma dívida de quase R$ 60 milhões da Secretaria de Saúde referentes ao atendimento dos pacientes nos 125 leitos contratados pelo governo para dar suporte à demanda. Os empresários ameaçaram romper os contratos, mas não precisaram fazê-lo porque o então governador, Rogério Rosso (PMDB), prometeu sanar as dívidas. No início de dezembro, no entanto, os hospitais particulares voltaram a denunciar a falta de pagamento, que está acumulada em mais de R$ 103 milhões.

Diante da resposta da Secretaria de Saúde, que afirmava estar em dia com pagamentos desse ano e não dispor de previsão orçamentária para a quitar débitos de anos anteriores, os hospitais anunciaram a desativação dos leitos alugados, dando início a uma série de batalhas judiciais. No fim do ano, a equipe de transição e Rogério Rosso se reuniram e foi acertado o compromisso do pagamento de R$ 60 milhões, o que não ocorreu até o fim do ano. Atualmente, a Secretaria faz um levantamento da dívida e promete pagar apenas o que estiver dentro da lei. (AS)


Folha de São Paulo

Vacina previne até 90% das lesões em homens, diz estudo


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS - Uma pesquisa feita em mais de 18 países, incluindo o Brasil, mostrou, pela primeira vez, que a vacina contra o HPV (papilomavírus humano) pode ser eficaz também em homens.

Segundo o estudo, liderado pela Universidade da Califórnia e pelo centro H.Lee Moffitt de combate ao câncer, a vacina pode prevenir até 90% das lesões genitais quando oferecida antes da exposição a quatro tipos do vírus.

Os pesquisadores acompanharam 4.065 homens saudáveis entre 16 e 26 anos, ao longo de quatro anos.

Os resultados foram publicados no periódico "New England Journal of Medicine".

Embora o uso da vacina em mulheres tenha sido aprovado em 2006, nos EUA, seus benefícios em homens ainda não haviam sido demonstrados.

Os pesquisadores esperam que a vacinação de homens possa diminuir as infecções por HPV, que estão entre as doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo inteiro.


Folha de São Paulo

Câncer de testículo ataca os mais jovens em 95% dos casos

Estudo mostra que maioria dos pacientes só inicia tratamento na fase avançada da doença


Por Guilherme Genestreti

DE SÃO PAULO

Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) aponta que 95% dos casos de tumor de testículo atingem homens com até 35 anos.

Os médicos do instituto, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, avaliaram 137 pacientes atendidos no hospital ao longo de dois anos.

O câncer de testículo responde por cerca de 3% dos tumores entre os homens.

Quando detectado no início, ele é tratado com a remoção do testículo afetado. Se a doença já tiver se espalhado, além da cirurgia, é necessário o uso de quimioterápicos. Nesse estágio, as chances de cura caem pela metade.

"É uma doença de jovem, o oposto do câncer de próstata", afirma Marcos Dall'Oglio, coordenador do setor de urologia do Icesp.

Segundo ele, a origem da doença pode estar relacionada ao tempo de desenvolvimento das células malignas em crianças que nasceram com testículos atrofiados ou fora da bolsa.

Outro dado divulgado pelo Icesp é que 60% dos pacientes dão entrada no hospital com o tumor já em metástase. "Homens jovens não têm o costume de ir ao médico, muito menos ao urologista."
Dor, endurecimento ou aumento do volume do testículo podem ser sinais da doença, mas esses sintomas costumam ser confundidos com infecções. "O paciente não tem capacidade de avaliar isso. Se observar sinais, deve procurar um urologista", afirma Dall'Oglio.


Folha de São Paulo

Por Mônica Bergamo

DIETA SAUDÁVEL

O Inca (Instituto Nacional de Câncer) calculou o impacto dos gastos com tratamento dos cânceres de esôfago, cólon e reto que podem ter sido provocados pela obesidade: 3.500 casos poderiam ter sido evitados no ano passado por meio do controle do peso, e o país gastou R$ 5 milhões com os pacientes. O Inca diz que 30% poderiam ser prevenidos com atividade física, alimentação saudável e peso adequado.

DIETA SAUDÁVEL 2

" As pessoas obesas têm níveis mais elevados de hormônios que podem disparar a multiplicação desordenada de células precursoras de câncer", afirma o nutricionista do Inca Fabio Gomes. A previsão do instituto para este ano é que 7.890 homens e 2.740 mulheres tenham câncer de esôfago, e 13,3 mil homens e 14,8 mil mulheres sejam diagnosticados com tumor de cólon e reto.


Correio Braziliense

Problema de informação

Brasil tem pouco menos de 1 milhão de novos casos de sífilis todos os anos. Controle da doença é dificultado pelo desconhecimento da população e até de profissionais de saúde sobre sintomas e comportamento depois da infecção


Por Rebeca Ramos

Cláudio (*), 35 anos, funcionário público, ensino superior completo, sexualmente ativo. Depois de uma irritação indolor na garganta, de manchas semelhantes às de picadas de mosquitos nas mãos e nos pés e da visita a três médicos mal informados, ele descobriu que estava com sífilis. Embora seja uma pessoa esclarecida, o rapaz jamais achou que aqueles sintomas estavam relacionados a uma doença sexualmente transmissível. “Eu me lembrava das grandes feridas nos órgãos sexuais mostradas nas aulas de educação sexual na escola. As ‘pintinhas’ que apareceram na minha pele mais lembravam alergia”, recorda. De acordo com a enfermeira Leidijany Paz, responsável pela vigilância epidemiológica da gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Saúde (SES) do Distrito Federal, essa falta de conhecimento — da população e dos profissionais de saúde — só dificulta o controle da doença entre a população.

Leidijany explica que a sífilis ainda é um grande problema de saúde pública no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), são estimadas cerca de 937 mil infecções novas por ano na população sexualmente ativa. A enfermeira conta que os sintomas variam de acordo com os três estágios da doença (veja infografia). Os primeiros são pequenas feridas nos órgão sexuais ou em locais onde foram infectados pela bactéria Treponema pallidum e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre sete e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. “A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a doença, mesmo assim, se desenvolve”, explica.

Segundo Leidijany, ao alcançar o segundo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés), que também somem, e queda dos cabelos. “A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves, como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte”, salienta.

O funcionário público Cláudio, ainda com as manchinhas no corpo, inclusive na boca, teve a orientação de que a doença não seria transmitida pelo beijo. “Eu viajei e beijei muitas pessoas. Só quando voltei é que soube que daquela forma eu também passava a doença”, conta. Cláudio já conseguiu tratamento e passa bem, mas sempre se pergunta: “Será que eu transmiti a doença para alguém?”.

A resposta é “provavelmente sim”. A enfermeira Leidijany destaca que a transmissão não sexual da sífilis é excepcional. No entanto, na fase secundária — na qual Cláudio estava quando beijou outras pessoas —, as lesões são potencialmente infectantes. “Lembrando que essas lesões podem estar em qualquer parte do copo, principalmente nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e no interior da boca”, ressalta.

Embora a doença seja séria, o tratamento é simples, baseado no uso de penicilina. A enfermeira recomenda procurar sempre um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. “Para cada um existem doses e períodos adequados de duração do tratamento”, diz. Nos casos de pacientes alérgicos à substância, a médica Maria Liz, infectologista, especialista em sífilis da gerência de DST/Aids e Hepatites Virais da SES/DF, conta que poderão ser administradas, em doses corretas, a eritromicina ou a tetraciclina. “Por isso, é sempre importante procurar um profissional”, reforça.

Na gravidez
A médica lembra que a única forma de prevenção é o uso de preservativo durante as relações sexuais. Ela também recomenda que as pessoas limitem o número de parceiros. “Hoje, a camisinha parece ter uma única função: evitar filhos. Contrair doenças, porém, é muito pior”, comenta. Mesmo que a doença tenha cura, a falta de conhecimento e de prevenção podem causar uma epidemia tardia. Mas, para as especialistas na doença, o mais grave são os bebês nascerem com sífilis e tomarem penicilina logo nos primeiros dias de vida.

De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2006, 1,6% das parturientes brasileiras estavam com a doença ativa no momento do parto. A proporção varia de acordo com a região brasileira, chegando a 1,9% no Nordeste. O último levantamento feito no DF, em 2009, indicou que 0,57% das grávidas atendidas pela rede pública tinham sorologia reagente para sífilis na hora do parto. “Embora no DF a proporção esteja abaixo da média nacional, na população em geral, essa doença ainda representa um problema de saúde pública relevante, uma vez que temos em média 500 casos de sífilis adquirida notificadas por ano, nos últimos oito anos”, alerta Leidijany.

De acordo com a infectologista Maria Liz Cunha, há a possibilidade de o bebê nascer com sífilis se a mãe desenvolver a doença durante a gravidez. Ela explica que, no bebê, a sífilis congênita (transmitida via transplacentária) pode causar cegueira, surdez, retardo mental, alterações nos ossos e abortos espontâneos. “Por isso, todas as grávidas devem realizar o teste de sífilis durante gravidez”, acredita.


* Nomes fictícios a pedido dos entrevistados.

Dicas

De acordo com a infectologista Maria Liz Cunha, se você tiver sífilis, tenha o seguinte comportamento:

» Conte à pessoa com quem você tem tido contato sexual sobre a sua infecção.

» Evite o contato de outras pessoas com suas secreções corporais e feridas. Evite relações sexuais ou outros contatos íntimos até que seja tratado.

» Lave as mãos depois de ir ao banheiro e antes de tocar em comida, louças ou utensílios domésticos.


Sexta-feira, 04.02.11

ANS

Garantia de atendimento aos beneficiários

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou ontem uma consulta pública com o objetivo de receber, de toda a sociedade, sugestões e críticas relativas à proposta de norma sobre garantia de atendimento aos beneficiários de planos de saúde.

Entre os temas abordados na proposta de resolução normativa, estão:

o cumprimento de prazos máximos para atendimento às demandas dos beneficiários, tais como a realização de consultas básicas, exames e internações;

a obrigatoriedade de existência de prestadores de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios e médicos) em todos os municípios que integrem a área de abrangência do plano de saúde contratado;

Nos casos em que, excepcionalmente, não houver prestador de serviço de saúde credenciado em determinado município da área de abrangência do plano contratado, a operadora deverá:

- garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município; ou

- garantir o transporte do beneficiário até o prestador credenciado para o atendimento, assim como seu retorno à localidade de origem; ou

- reembolsar, integralmente, o custo pago pelo beneficiário pelo serviço ou procedimento realizado.

O principal objetivo da norma é estimular as operadoras de planos de saúde a promover o credenciamento de prestadores de serviços nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura. Além disso, o normativo pretende oferecer equilíbrio na relação de consumo estabelecida no ato da compra do plano de saúde, ao garantir que o beneficiário terá acesso a tudo aquilo que ele contratou.

Os interessados em participar da Consulta Pública nº 37 poderão enviar contribuições no prazo de 30 dias, até 04/03/2011.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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