Leia
nesta edição:
- Reformas
podem tirar saúde da emergência
- Rigor na
saúde
- Saúde que temos e a Saúde
que queremos
- Médicos podem deixar planos de saúde se operadoras
não aumentarem pagamentos
- Médicos
prometem suspender os atendimentos hoje
- Apagão na saúde
- Convênio
tem de garantir atendimento mesmo com greve, decreta ANS
- Operadoras
contestam argumento dos médicos
- Classe
médica não
descarta descredenciamento
- Critérios
de reajuste de consultas
- PLENÁRIO
- Financiamento
da saúde
- Deputado considera abertura de CPI para investigar ANS
- Gestão de pessoas é desafio
para hospitais, diz Anahp
- OMS alerta
para o uso incorreto de antibióticos
- "Caminhamos para um mundo sem antibiótico e outros
remédios essenciais"
- Males do
século
21
- Padilha
virá à Câmara esclarecer denúncias
sobre o Ministério da Saúde
- Dia Mundial
da Saúde: problemas e avanços
em cena
- Encontro
ANS edição
Norte e Centro Oeste
Quinta-feira, 07.04.11
Folha
de São
Paulo
Tendências
/ Debates
Reformas
podem tirar saúde da emergência
Por Ives
Gandra da Silva Martins e José Pastore
Sem saúde, não teremos o espaço que merecemos:
por isso, garantir atendimento básico à população é diretriz
que o governo deve abraçar
Nesta semana,
em que se comemora o Dia Mundial da Saúde,
torna-se oportuna uma reflexão sobre o Sistema Único
de Saúde (SUS) e as entidades filantrópicas de
saúde. Os primeiros três meses de Dilma Rousseff
como presidente sinalizam que o desenvolvimento da saúde é estratégico
neste governo.
O aumento
da distribuição de medicamentos para
tratamento de doenças crônicas, o início
do plano de expansão das Unidades de Pronto Atendimento
(UPAs) e os avanços nas parcerias público-privadas
criaram uma onda de otimismo.
Mas ainda
há uma expectativa: como melhorar o acesso
da população aos serviços básicos
de saúde?
A recém-criada Frente Parlamentar de Apoio às
Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas
pelo Congresso foi um passo importante. São 264 deputados
e 10 senadores que têm como desafio o reajuste dos valores
repassados aos hospitais credenciados pelo SUS, cuja tabela está sem
reajuste há 17 anos.
Essa defasagem
tem provocado a insolvência de hospitais
filantrópicos, que respondem por 34% dos leitos do país
e atendem cerca de 10 milhões de pacientes/ano.
O dilema é enfrentado por hospitais do porte e da excelência
da Beneficência Portuguesa de São Paulo, uma instituição
filantrópica que concentra 60% dos atendimentos na rede
SUS.
A defasagem
na remuneração da tabela acarreta
fechamento de hospitais, descredenciamento de procedimentos e
redução no número de leitos, que, de acordo
com a Federação Brasileira dos Hospitais, caíram
5,1% na rede privada entre 2004 e 2009, enquanto, no mesmo período,
entre os conveniados ao SUS houve redução de 9,1%.
A explicação: como os repasses não cobrem
nem 50% dos custos da maior parte dos procedimentos, as contas
não fecham.
No último século, vivenciamos o maior avanço
científico da história, e a população
cresceu exponencialmente. Em 1859, quando a Beneficência
Portuguesa de São Paulo foi fundada, 30 mil pessoas moravam
em São Paulo. Hoje, são cerca de 18 milhões.
Outro aspecto a ser considerado é que o avanço
científico da medicina proporciona leque maior de opções
de tratamentos a serem pagos, gerando maior demanda por investimentos
em pesquisa.
Mas os investimentos
públicos em saúde diminuem
ano a ano. O Brasil investe hoje cerca de 8% do PIB em saúde, índice
referente aos gastos totais de governos, famílias e empresas
empregadoras do setor.
Contudo,
só 3,5% do PIB destina-se à rede pública.
A tabela do SUS teve um reajuste de 46% desde 1994, enquanto
o IGP-M no mesmo período indica uma inflação
de 450%.
É indiscutível que o país ganha corpo no
cenário mundial, mas, sem saúde, não teremos
o espaço que merecemos.
Por isso,
diminuir essa distância numérica para
garantir atendimento básico à população é diretriz
que este governo deve abraçar.
* Ives Gandra
da Silva Martins, 75, advogado, professor emérito
da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior
do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente
do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.
* José Pastore, sociólogo, professor titular da
Faculdade de Economia e Administração da USP, é presidente
do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da
Fecomercio e membro efetivo da Academia Paulista de Letras. Ambos
os autores são conselheiros consultivos do Hospital Beneficência
Portuguesa de São Paulo.
A
Notícia
Rigor
na saúde
Às vésperas do Dia Mundial da Saúde, lembrado
hoje, a decisão do governo federal de apertar a fiscalização
sobre a aplicação das verbas nesta área
deve ser vista como um passo importante e vigiada de perto até ser
posta em prática. Apenas um pequeno percentual dos repasses
feitos pelo Ministério da Saúde para Estados e
municípios, estimado em no máximo 2,5% do total
das liberações, contaria hoje com uma fiscalização
efetiva. Mesmo assim, nos últimos quatro anos, os desvios
quantificados em tomadas de contas especiais (TCEs) alcançaram
a cifra de R$ 662 milhões. São recursos destinados
a socorrer enfermos e a salvar vidas, mas que, na falta de controles
rígidos, acabaram tomando outros rumos.
Os problemas
se agravaram, em boa parte, porque nem municípios,
nem Estados vêm demonstrando empenho em encarar a sério
suas atribuições nesta área, mas também
porque os recursos disponíveis são desviados e
não chegam a quem efetivamente precisa.
É inadmissível que o dinheiro capaz de reduzir
o sofrimento de tantos doentes à espera de socorro continue
a ser desperdiçado por maus gestores e desviado. Em qualquer área,
mas particularmente na de saúde pública, é inconcebível
que possa haver margem ao desperdício e ao desvio de verbas.
Por isso, a intenção do Ministério da Saúde
de reforçar os controles deve preceder qualquer outra,
visando à qualidade do serviço prestado para usuários
do SUS.
Saúde
Busienss Web
Saúde que temos e a Saúde
que queremos
Por Sandro
Scárdua
Todas as
vezes que ouvimos falar sobre a Saúde, principalmente
a saúde pública, existe uma tendência quase
que universal de que o que será dito a respeito do assunto
tem natureza crítica e depreciativa. Não é para
menos. Às vésperas de mais um Dia Mundial da Saúde,
seria bom refletir com um pouquinho mais de profundidade a respeito
de um tema tão relevante, sem cair na cantinela rasa com
que a maioria das críticas se apóia.
É fato que existem muitos motivos para que o nível
de satisfação do usuário seja tão
baixo, independente de o sistema de assistência ser público
ou suplementar. Problemas de financiamento, de falta de políticas
claras de administração de pessoal, de capacitação
e de gestão de unidades de saúde são enunciados
para justificar a falta de eficiência do Sistema Único
de Saúde - SUS. Na outra esfera, com uma inflação “da
saúde” maior que a planejada, acompanhada do aumento
de externalidades, da expectativa de vida da população
e dos custos médicos, a medicina suplementar tenta encontrar
a melhor forma de se manter viva no cenário. Interessante é que
a despeito de tantos problemas, tanto de um lado quanto de outro,
ambos os sistemas coexistem e ainda assim têm a aprovação
de grande parte dos usuários que deles fazem uso.
Mas o propósito desta exposição não é fazer
um comparativo entre ambos, e sim levantar a questão da
saúde como um todo.
Dr. José Carvalheiro, em artigo publicado na Revista
Estudos Avançados em 1999 intitulado “Os desafios
para a saúde – Dossiê Saúde Pública”
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141999000100002)
faz uma interessante reflexão sobre o tema. Sem cair na
tentação de repetir o óbvio, nos apresenta
uma visão polissêmica deste dilema, nos mostrando
que, antes de ser um problema nosso, é principalmente
mundial. Inclusive em países como os Estados Unidos da
América, que dedica 16% de seu produto interno bruto para
financiar a saúde e é detentora de uma população
de aproximadamente 40 milhões de pessoas totalmente à margem
de qualquer tipo de assistência nesse quesito. A soma de
população de vários países da África
Subsaariana não chega a esse número.
No mesmo
artigo, o autor faz uma comparação entre
o jogo de forças em âmbito mundial, quando do estabelecimento
de políticas de saúde para os países em
geral: de um lado os princípios elementares da medicina
social e da equidade/universalidade no planejamento e aplicação
destas políticas pela Organização Mundial
da Saúde – OMS e da Organização Pan-Americana
da Saúde – OPAS; e de outro os princípios
neoliberais de economia da saúde, seletividade na aplicação
de recursos, competitividade e marcos regulatórios administrativos
e econômicos fomentados pelo Banco Mundial. No meio desse
jogo de forças, sistemas completamente heterogêneos,
planejados de forma assincrônica ou simplesmente não
planejados, sub-financiados e não sustentáveis,
que caracterizam as políticas de saúde pública
vigentes na maioria dos países pobres ou em desenvolvimento,
como o nosso. Desse jogo de forças resulta a configuração
de um sistema de saúde em países pobres.
Tão importante quanto dissecarmos os problemas relacionados
aos sistemas de saúde, principalmente os públicos,
e os motivos pelos quais não atingem seus objetivos, está a
necessidade, na maioria das vezes esquecidas pelos governantes
que se encontram na ponta do sistema, de internalizar a simbiose
entre eficácia de medidas especificamente voltadas para
os cuidados em saúde, e o cenário sócio-político
no qual cada sociedade está inserida. Como dizia o Prof.
Sérgio Arouca, por ocasião da realização
da XII Conferência Nacional de Saúde, “O Movimento
da Reforma Sanitária criou uma alternativa, que se abria
para uma análise de esquerda marxista da saúde,
na qual se rediscutia o conceito de saúde/doença
e o processo de trabalho, em vez de se tratar apenas da relação
médico/paciente. Discute-se a determinação
social da doença e se introduz a noção de
estrutura do sistema. Começamos a fazer projetos de saúde
comunitária, como clínica de família e pesquisas
comunitárias, e fizemos treinamento do pessoal que fazia
política em todo Brasil.”(Revista RADIS, pág.
9, número 16, dez/2003).
As bases
do nosso sistema de saúde são robustas
e inteligentes. Seus idealizadores tinham noção
bastante clara do que, dentro dessa perspectiva, seria necessário
para romper a exclusão social na qual a maior parte da
população vivia na época. Dentro de um sistema
hegemônico neoliberal em que vivemos, vale a pena revisitar
esses conceitos que se encontram atualíssimos.
Deficiências versus avanços.
Defasagem versus tecnologias. Coletivo versus individual. Em
que ponto nos encontramos?
Se não há consenso, melhor não generalizar.
Se não há uniformidade, melhor não padronizar.
Se não há satisfação ampla, melhor
não rotular.
O conceito
de saúde ideal é vasto, multi-dimensional,
profundo, complexo e extremamente entrelaçado com outros
aspectos de nossa cultura e condição social. Afirmar
peremptoriamente que é bom ou ruim tem mais a ver com
que se ouve por aí ou por experiências pessoais
(ou de seus familiares, amigos, amigos dos amigos, etc..).
Nesse Dia
Mundial da Saúde convoco a todos, médicos
e todos aqueles que de alguma forma podem contribuir para o bem
estar de alguém, que simplesmente façam a sua parte.
Saúde não tem pai nem mãe. É um conceito
do qual nos apropriamos e fazemos uso. Para o bem ou para o mal.
R7
Médicos podem deixar planos de saúde se operadoras
não aumentarem pagamentos
Profissionais
protestam nesta quinta contra seguradoras de saúde
Por Diego Junqueira
Se os planos
de saúde não reajustarem os honorários
médicos, esses profissionais podem deixar de atender pelas
operadoras. Essa é a opinião de representantes
das principais entidades médicas nacionais, que marcaram
para esta quinta-feira (7) uma paralisação em todo
o país para protestar contra as seguradoras de saúde.
Governo obriga operadoras a remarcar consultas
Contratos
entre planos de saúde e médicos estão
irregulares, diz ANS
De acordo
com Cid Carvalhaes, presidente da Fenam (Federação
Nacional dos Médicos), a possibilidade de descredenciamento
em massa existe e já tem acontecido em alguns lugares.
- Se chegarmos
a uma situação de absoluta intolerância
das operadoras, não nos restará outra alternativa.
Para Hermann
Alexandre von Tiesenhausen, conselheiro federal de medicina,
a mobilização dos médicos podem
recorrer ao descredenciamento com um opção no futuro.
- Num primeiro
momento não pensamos nisso. A paralisação é um
alerta para chamar atenção da população,
mas outras estratégias podem ser adotadas, e pode até ser
essa (o descredenciamento).
Foi o que
ocorreu no final de fevereiro na cidade de Ivaiporã,
no interior do Paraná, onde os 40 médicos do município
pediram individualmente o desligamento dos planos. (http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicos-de-cidade-paranaense-pedem-desligamento-de-planos-de-saude-20110223.html).
Apesar disso,
Caravalhaes e Tiesenhausen concordam que a melhor estratégia para chegar a um acordo com as operadoras ainda é "perseguir
o caminho do diálogo".
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e
a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde
Suplementar, que reúne 15 operadoras) não possuem
nenhuma informação a respeito do descredenciamento
em massa de médicos.
A Fenam,
o CFM e a AMB (Associação Médica
Brasileira) são as entidades que encabeçam a paralisação
dos médicos de planos de saúde. As atividades mais
afetadas serão os atendimentos em consultórios
e clínicas particulares. Já os hospitais que atendem
pelas operadoras devem manter funcionando apenas os serviços
de urgência e emergência. De acordo com a ANS, cirurgias
não emergenciais, consultas, exames e internações
deverão ser remarcados pelas operadoras. Caso contrário,
essas empresas poderão ser multadas.
Uma das principais
criticas dos médicos é o baixo
valor pago pelas operadoras. Em São Paulo, a administradora
de uma clínica especializada em doenças metabólicas
e hormonais - que preferiu não divulgar o nome - afirmou
ao R7 que o valor médio que um plano de saúde paga
por uma consulta é de R$ 42,05. Já "o valor
das consultas particulares gira em torno de R$ 300 no mercado".
O conselheiro
do CFM ressalta, no entanto, que o movimento não é exclusivo
para pedir reajuste dos honorários médicos. Segundo
Tiesenhausen, a paralisação também serve
para alertar contra a interferência dos planos na autonomia
dos médicos.
- Eu não posso ficar restrito a um plano que me diz se
posso ou não pedir um exame.
Repasse aos clientes
De acordo
com o advogado José Luiz Toro da Silva, presidente
do IBDSS (Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar),
o problema das seguradoras de saúde é maior do
que a questão da remuneração dos médicos.
Ele afirma que é preciso repensar o modelo de saúde,
para que os "planos tenham uma visão maior na prevenção".
- A reivindicação dos médicos é justa.
Mas a discussão tem que ser maior que isso. Não
dá para pensar na remuneração sem pensar
no modelo de saúde. [...] Qualquer aumento que seja dado,
em algum momento será repassado aos consumidores.
Carvalhaes
afirma, no entanto, que é possível
reajustar os honorários médicos sem aumentar a
mensalidade dos clientes.
- É só diminuir o lucro abusivo dos empresários.
Nós entendemos que as mensalidades já são
abusivas e permitem lucros exorbitantes.
Para Tiesenhausen,
os reajustes têm sido desproporcionais.
- O reajuste
das mensalidades é maior do que os repasses
aos médicos.
A FenaSaúde informou, por meio de nota, que o reajuste
médio do valor das consultas médicas praticado
por afiliadas da federação entre 2002 e 2010 variou
entre 83,33% e 116,30%.
- Os índices são significativamente superiores à variação
do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado)
no mesmo período, que foi de 56,68%.
De acordo
com a AMB, existem 160 mil médicos atuando
na saúde suplementar. Eles realizam cerca de 223 milhões
de consultas por ano e acompanham 4,8 milhões de internações.
Ainda segundo a AMB, os planos médico-hospitalares tiveram
129% de incremento na movimentação financeira entre
2003 e 2009, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões.
O valor da consulta no mesmo período, diz a AMB, subiu
apenas 44%.
Folha
de São
Paulo
Médicos
prometem suspender os atendimentos hoje
DE SÃO PAULO - Médicos de todo o Brasil prometem
suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde
hoje, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde. Atendimento
de emergência não deverá ser afetado.
Os médicos reivindicam um reajuste no valor pago pelos
convênios médicos. Eles dizem que recebem em média
R$ 39,65 por consulta e R$ 284,18 por uma cesariana.
Segundo as
entidades médicas, entre 2000 e 2010, os valores
tiveram um reajuste de 44%, enquanto as mensalidades dos planos
aumentaram 133%. A Fenasaúde, que reúne 15 principais
seguradoras, diz que o reajuste foi maior.
Os médicos de SP planejam ainda uma passeata, que deve
sair por volta de 10h da av. Brigadeiro Luís Antônio
e seguir até a praça da Sé, no centro.
Correio Braziliense
Apagão na saúde
Para cobrar
das operadoras de planos remunerações
maiores e melhores condições de atendimento, médicos
cruzam hoje os braços em todo o país. Eles reivindicam
menor intervenção das empresas nos procedimentos
e aumento nas consultas de R$ 30 para R$ 60
Por Gustavo Henrique Braga
Os usuários de planos de saúde que procurarem
hoje os hospitais e as clínicas particulares em busca
de atendimento médico vão ficar na mão.
A classe médica e outros profissionais de saúde,
como os dentistas, aderiram à paralisação
nacional organizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e
pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam)
contra as operadoras de planos. No Distrito Federal, o protesto
deve atingir toda a rede privada, de pequenos consultórios
aos grandes hospitais. Além das consultas que estavam
agendadas e foram remarcadas, serão afetados os exames
e até mesmo o atendimento de emergência. Somente
casos graves serão atendidos.
Os médicos reivindicam o aumento da remuneração
oferecida pelos planos para um mínimo de R$ 60 por consulta — a
média atual é de R$ 30 —, além da
adoção de critérios contratuais que definam
um parâmetro e uma periodicidade para reajustes futuros.
Os profissionais reclamam ainda do excesso de burocracia e do
descaso de algumas empresas com os próprios pacientes. “A
força da mobilização é um indicativo
de que todos estão descontentes com os planos”,
afirmou o ortopedista Weldson Pereira.
A expectativa é de grande adesão ao manifesto,
já que todas as principais entidades representativas dos
profissionais aprovaram a iniciativa com apoio, inclusive, de
sindicatos hospitalares e organizações de defesa
do consumidor. Apesar dos transtornos esperados para hoje, usuários
também manifestaram solidariedade à causa defendida
pelos médicos. A aposentada Rosa de Lima Silva, 76 anos,
conta que, apesar de ter um convênio, ela precisa desembolsar
grandes quantias todos os meses para fazer consultas particulares. “A
situação é tão crítica que
os bons médicos se recusam a atender pelo plano. Então,
fico sem alternativa”, desabafou. Já o funcionário
público Ivanei Moreira, 46 anos, conta com a cobertura
de duas operadoras, mas nem assim está satisfeito: “Comecei
um tratamento dermatológico, mas no meio tive de mudar
de especialista porque ele já não atendia pelo
plano”.
Os centros
médicos da capital federal não estão
apoiando oficialmente a paralisação, mas, na prática,
quem procurar atendimento deve se frustrar, pois os médicos
prometem não comparecer ao trabalho. Por meio de sua assessoria,
o Hospital Santa Lúcia informou que a estrutura da instituição
funcionará normalmente para internações
eletivas (aquelas que não chegam ao local via pronto-socorro),
mas que as consultas e exames ambulatoriais foram remarcados.
A direção do Hospital Daher, no qual profissionais
da área de ginecologia e obstetrícia confirmaram
a paralisação geral, preferiu não se pronunciar
sobre a movimentação. Os usuários que se
sentirem prejudicados podem registrar queixa no Procon e na Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por falta de cobertura.
Reclamações
A ginecologista
Sônia Ferri, que atende em um consultório
particular, admitiu que ouviu reclamações ao remarcar
todas as consultas de hoje. “Mas estou negociando com cada
uma das pacientes conforme a necessidade e a gravidade dos casos.
Não vou deixar nenhuma desamparada”, garantiu. A
preocupação dela, todavia, não foi verificada
em todos os centros médicos. Pacientes de outros ginecologistas
relataram ao Correio que seus atendimentos foram adiados em até um
mês.
Ferri contou
que começou a restringir o atendimento via
convênios há cerca de dois anos: “Enfrentava
diariamente restrições dos planos às consultas, às
internações e a uma série de exames. Preferi
selecionar melhor e parar de atender alguns”. Uma obstetra
carioca, que preferiu não se identificar, diz ficar constrangida
com o procedimento de algumas empresas que obrigam o médico
a justificarem mais de um atendimento mensal para o mesmo paciente. “Eu
passo horas preenchendo relatórios para explicar o óbvio,
que uma paciente no fim da gravidez precisa ser consultada toda
semana”, reclamou.
Dentistas
Em solidariedade
aos médicos, o Conselho Federal de Odontologia
(CFO) orientou os dentistas a também pararem as atividades
hoje. “Nossa situação é tão
precária quanto à das especialidades médicas,
por isso apoiamos o movimento”, declarou João Carlos
Tavares, diretor de Convênios e Credenciamentos do Sindicato
dos Odontologistas do Distrito Federal. Em Brasília, toda
a categoria promete fazer um ato em frente ao Centro Clínico,
localizado na 716 Sul.
Insatisfação
Os médicos também mostram indignação
contra a ANS devido à ineficiência da reguladora
em contribuir com avanços nas negociações.
Diogo Mendes, diretor de saúde suplementar do Sindicato
dos Médicos de Brasília, diz que a agência
atua em favor dos convênios e chama atenção
para o fato de que os executivos são ligados aos planos
de saúde. Mauricio Ceschin, diretor-presidente, por exemplo, é ex-comandante
da Qualicorp e Leandro Reis Tavares, outro diretor, foi chefe
de emergência da Amil em Niterói, antes de ingressar
na agência responsável pela fiscalização
das operadoras.
eBand
Convênio
tem de garantir atendimento mesmo com greve, decreta ANS
A ANS (Agência Nacional de Saúde) informou ontem
que as empresas de convênio médico serão
responsabilizadas caso os pacientes não recebam atendimento
hoje, quando deve acontecer uma paralisação nacional
de médicos.
De acordo
com o órgão, que é responsável
pela regulamentação dos planos de saúde
no país, os serviços de urgência e emergência
devem ser garantidos aos beneficiários. A agência
afirma que não existe uma justificativa legal para a suspensão
do atendimento nestes casos.
A ANS também determinou que os convênios remarquem
consultas, exames e internações que não
sejam urgentes, e que os sistemas das operadoras sejam programados
para as necessidades de reagendamento.
A paralisação de hoje, organizada pela AMB (Associação
Médica Brasileira), pelo CFM (Conselho Federal de Medicina)
e pela Fenam (Federação Nacional dos Médicos), é um
protesto contra os baixos honorários e contra a interferência
das seguradoras na autonomia dos médicos. A paralisação
inclui todos os convênios.
Segundo a
AMB, o faturamento das seguradoras aumentou 129% nos últimos
sete anos. No mesmo período, diz a associação,
o valor da consulta repassada aos médicos subiu apenas
44%.
Saúde
Business Web
Operadoras
contestam argumento dos médicos
Veja
resposta da FenaSaúde em relação aos
problemas apontados pelos médicos na relação
com os planos de saúde
Boa parte
das operadoras do Brasil são afiliadas da Federação
Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e, por
meio dela, tem se manifestado em relação aos problemas
apontados pela categoria médica na relação
com os planos de saúde. Nesta próxima quinta-feira
(07), os médicos do Brasil que atendem à saúde
suplementar vão parar suas atividades. Em resposta ao
movimento, veja o parecer da FenaSaúde.
Resposta
da FenaSaúde:
"A FenaSaúde (Federação Nacional de
Saúde Suplementar), entidade que congrega 15 grupos de
operadoras de planos de saúde, informa que o reajuste
médio do valor das consultas médicas praticado
por afiliadas da Federação entre 2002 e 2010 variou
entre 83,33% e 116,30%.
Os índices são significativamente superiores à variação
do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado)
no mesmo período, que foi de 56,68% - colocando as empresas
afiliadas à FenaSaúde entre as que pagam os maiores
valores de consultas e honorários aos médicos que
optaram por integrar suas redes credenciadas e/ou referenciadas.
Estes valores são reajustados anualmente nas datas-bases
acordadas nos contratos em vigor.
A satisfação dos beneficiários de planos
de saúde com os serviços prestados foi atestada
em pesquisa inédita do Datafolha/IESS (Instituto de Estudos
de Saúde Suplementar) concluída em março.
O levantamento revela que 80% dos beneficiários avaliam
positivamente os serviços prestados, e que 95% tiveram
as solicitações para realização de
procedimentos médicos autorizadas nos últimos doze
meses. O levantamento, realizado em oito grandes regiões
metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro,
Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre
e Manaus) mostra também que 70% dos beneficiários
que tiveram as solicitações de autorização
de procedimentos negadas compreenderam as razões da negativa.
Figuram entre essas razões cumprimentos de períodos
de carência previstos em contrato e ausência de cobertura
quando se trata de contrato anterior à Lei 9656.
O alto índice de satisfação apontado pela
pesquisa demonstra que o setor de saúde suplementar atende
os beneficiários com qualidade e eficiência.
A FenaSaúde informa ainda que suas associadas buscam
constantemente aperfeiçoar o relacionamento com os médicos
e que, nesse momento, encontra-se sob negociação
um modelo de remuneração apresentado recentemente
num fórum promovido pela ANS (Agência Nacional de
Saúde Suplementar)".
Saúde
Business Web
Classe
médica não
descarta descredenciamento
Por Verena Souza
Caso não haja consenso entre médicos
e operadoras depois da greve, a categoria pretende radicalizar
o movimento
Depois da
paralisação dos médicos contra
planos de saúde, programada para hoje, as entidades médicas
pretendem negociar um acordo com as operadoras. O reajuste dos
honorários de forma periódica é a principal
reivindicação da categoria.
"Temos que estabelecer uma parceria entre médicos
e operadoras para beneficiar os pacientes", disse o vice-presidente
do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Almeida.
Parecer:
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não
tem por finalidade definir valores referentes ao pagamento das
operadores pelos serviços realizados por prestadores de
serviços de saúde. Na busca pelo entendimento e
equilíbio entre as partes, no entanto, a Agência
tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora
entre as partes para tratar da remuneração de hospitais
e discutir honorários médicos. A ANS também
tem participado de discussões sobre o tema na Procuradoria
Geral do Trabalho (PGT), junto a entidades médicas, Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e secretarias
de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Acompanhamento
Econômico (SEAE).
Quanto ao
movimento que será promovido pela Associação
Médica Brasileira (AMB) hoje, a ANS entende que é papel
das entidades médicas lutar pelos direitos dos profissionais.
A ANS fará atendimento normal aos beneficiários
de planos de saúde pelo Disque-ANS 0800 701 9656, pelo
Fale com a ANS em www.ans.gov.br, ou nos Núcleos da Agência
existentes em 12 cidades do Brasil.
Valor
Econômico
Critérios
de reajuste de consultas
Por Janes Rocha
O protesto
dos médicos contra os planos de saúde,
marcado para esta quinta-feira, será seguido de uma carta
a ser enviada a todas as empresas do setor.
Eles pedem
propostas para a regularização dos
contratos e o estabelecimento de critérios definindo a
periodicidade de reajustes das consultas e outros procedimentos,
informou Florisval Meinão, tesoureiro da Associação
Médica Brasileira (AMB).
Os médicos credenciados por operadoras de planos de saúde
vão recusar o pagamento de consultas e procedimentos com
planos de saúde neste dia 7 de abril para pressionar as
operadoras de planos de saúde por um maior reajuste. O
movimento está sendo coordenado AMB, pelo Conselho Federal
de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos
Médicos (Fenam).
Hoje, as
operadoras reunidas pela Federação Nacional
de Saúde Suplementar (Fenasaúde) divulgaram uma
nota afirmando que o reajuste médio do valor das consultas
médicas praticado pelos grupos afiliados à entidade
variou entre 83,33% e 116,30% no período entre 2002 e
2010.
“Os índices são significativamente superiores à variação
do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado)
no mesmo período, que foi de 56,68% - colocando as empresas
afiliadas à FenaSaúde entre as que pagam os maiores
valores de consultas e honorários aos médicos que
optaram por integrar suas redes credenciadas e/ou referenciadas”.
A Fenasaúde reúne 15 grupos, entre eles as maiores
empresas do setor, garante que “os valores são reajustados
anualmente nas datas-bases acordadas nos contratos em vigor”.
Já os médicos apresentam outros números.
Segundo as entidades que organizam o protesto, de 2000 a 2010
os reajustes autorizados pela ANS totalizaram 132,97% comparado
a um IPCA de 106,33%.
Segundo Meinão, os números da Fenasaúde
não estão incorretos, mas não podem ser
generalizados, bem como os da ANS. Segundo ele, só as
duas maiores empresas ligadas à Fenasaude (que ele preferiu
não citar os nomes) têm dado reajustes frequentes,
mas a grande maioria das empresas ou concedeu ajustes insuficientes
ou não deram qualquer aumento aos médicos. Por
outro lado, as empresas ligadas à Abramge e a Unidas (que
congregam as medicinas de grupo e as de autogestão), “não
têm dado reajustes”, afirmou.
Segundo dados
do Conselho Federal de Medicina, o Brasil tem 347 mil médicos em atividade, registrados, dos quais cerca
de 160 mil atuam na saúde suplementar, atendendo usuários
de planos e de seguros de saúde.
Jornal
da Câmara
PLENÁRIO - Financiamento da saúde
Se o Brasil
quiser melhorar a saúde, deverá reverter
a forma de financiamento público do setor, avaliou Alberto
Mourão (PSDB-SP). "Não é possível
afirmar que fazemos saúde neste País investindo
em torno de R$ 130 bilhões por ano, dos quais R$ 110 bilhões
ficam com os municípios e estados, e o restante é do
governo federal. O Executivo federal ficou com 56% da receita
do setor, enquanto os outros investiram muito mais", reclamou.
Mourão também criticou a mobilização
dos médicos particulares, que anunciam greve para hoje,
tendo, na pauta de reivindicações, o aumento na
tabela dos convênios. Ele comparou os valores das consultas
e tratamentos praticados entre o SUS e o setor privado. Os convênios,
disse, pagam aos médicos particulares R$ 39 por uma consulta,
enquanto o SUS paga R$ 10.
Saúde
Business Web
Deputado considera abertura de CPI para investigar ANS
Por Verena Souza
Nas próximas semanas será aberta audiência
pública no Congresso Nacional para discutir atuação
da Agência, segundo deputado Eleuses Paiva
O trabalho
regulatório da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) foi colocado em xeque na terça-feira
durante coletiva de imprensa concedida pela Associação
Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina
(CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam).
O encontro esclareceu como funcionará a paralisação
nacional dos médicos, hoje, contra os planos de saúde.
Em entrevista à Saúde TV, o deputado federal e
vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Eleuses
Paiva, afirmou existirem denúncias questionando a isenção
da agência, uma vez que parte da diretoria da ANS é composta
por executivos vindos de operadoras.
Segundo ele,
parte da diretoria da Agência teria vindo
de empresas de medicina de grupo e operadoras. "Não
posso falar em termos de lei, mas isso é questionável
moralmente", afirmou.
O deputado
adiantou que será aberta uma audiência
pública no congresso nas próximas semanas com intuito
de pedir explicação à Agência.
Procurada,
a ANS ainda não se pronunciou em relação
ao depoimento do deputado Eleuses Paiva. No entanto, enviou um
parecer referente à paralisação dos médicos
no dia 07 de abril.
Parecer:
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não
tem por finalidade definir valores referentes ao pagamento das
operadores pelos serviços realizados por prestadores de
serviços de saúde. Na busca pelo entendimento e
equilíbio entre as partes, no entanto, a Agência
tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora
entre as partes para tratar da remuneração de hospitais
e discutir honorários médicos. A ANS também
tem participado de discussões sobre o tema na Procuradoria
Geral do Trabalho (PGT), junto a entidades médicas, Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e secretarias
de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Acompanhamento
Econômico (SEAE).
Quanto ao
movimento que será promovido pela Associação
Médica Brasileira (AMB) no dia 7/4, a ANS entende que é papel
das entidades médicas lutar pelos direitos dos profissionais.
A ANS fará atendimento normal aos beneficiários
de planos de saúde pelo Disque-ANS 0800 701 9656, pelo
Fale com a ANS em www.ans.gov.br, ou nos Núcleos da Agência
existentes em 12 cidades do Brasil.
Saúde
Business Web
Gestão de pessoas é desafio
para hospitais, diz Anahp
Por Verena Souza
Relação médico x hospital deve ser reestruturada.
A questão, segundo presidente da instituição,
passa pelo modelo de remuneração
Nos últimos seis anos houve um grande avanço na
profissionalização dos hospitais. A constatação é do
presidente do Conselho Deliberativo da Associação
Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Henrique Salvador. De
acordo com ele, as entidades, impulsionadas pelos processos de
acreditação e pela maior regulamentação
do setor, identificaram a necessidade de melhorar a gestão.
O desafio, agora, está na reorganização
da relação médico x hospital.
A questão, segundo Salvador, passa pelo modelo de remuneração.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e
instituições do setor, inclusive a Anahp, trabalham
para desenvolver programa de monitoramento de qualidade para
os hospitais brasileiros. A ideia é atrelar boas práticas
em saúde a uma remuneração diferenciada.
Os critérios para a avaliação ainda estão
sendo definidos. No entanto, quatro aspectos que vão nortear
os indicadores que já foram traçados. São
eles: infraestrutura, efetividade do cuidado, eficiência
técnica e satisfação do usuário.
Depois da
definição de um novo modelo, a relação
entre o médico e as entidades vai mudar. "Haverá uma
maior gestão maior da atividade do profissional, por meio
de protocolos por exemplo. É importante que os profissionais
que trabalham nos hospitais sejam capacitados para essa nova
fase que os hospitais estão vivendo", explicou.
A mudança reflete nos negócios entre hospitais
e fornecedores também. "As instituições
vão ter que comprar melhor para poder sobreviver no mercado",
disse.
Relação
com operadoras
Na opinião do presidente da Anahp, a relação
entre os hospitais privados e as operadoras tem avançado. "Sentamos
na mesa buscando alternativas que visem um equilíbrio
do setor. Acho que essa profissionalização e movimentos
de acreditação são exemplos de avanços
irreversíveis para a saúde", enfatizou.
Para Salvador,
a paralisação dos médicos
no dia 07 de abril é legítima pelo fato de pleitearam
reajuste dos honorários. "Ao longo do tempo os honorários
médicos tem sido reprimidos. Em algumas especialidades
a situação é ainda pior, como é o
caso dos pediatras".
Ainda de
acordo com o representante da Anahp, a ação
reguladora da ANS sobre os prestadores poderia ser mais incisiva
pelo fato de terem menor poder de negociação do
que os planos de saúde. "Mas a agência ensaia
algumas ações nesse sentido. O programa de qualificação
das operadoras é uma delas".
Folha
de São
Paulo
OMS
alerta para o uso incorreto de antibióticos
Documento
pede ação política
e da sociedade
DE
SÃO
PAULO
Para marcar
o Dia Mundial da Saúde, a OMS (Organização
Mundial da Saúde) divulgou um alerta sobre o risco de
resistência a antibióticos.
Segundo o
documento, o uso inadequado desses remédios
pode prejudicar o tratamento de várias doenças
infecciosas -em 2010, foram detectados 440 mil casos de tuberculose
multirresistente.
Para a OMS,
o problema deve ser combatido com uma ação
conjunta entre sociedade e governo. Entre as sugestões
está o desenvolvimento de planos nacionais que garantam
o acesso aos medicamentos e reforcem a prevenção
e o controle de infecções.
ISaúde
/ EFE
"Caminhamos para um mundo sem antibiótico e outros
remédios essenciais"
O lema do
Dia Mundial da Saúde 2011 incentiva a criação
de um programa global para lutar contra a resistência aos
medicamentostamanho da letra
A menos que
se tenha a consciência da importância
da resistência aos remédios e se implemente um programa
global e multidisciplinar para lutar contra ela, caminhamos em
direção a um mundo sem antibióticos e outros
remédios essenciais, alertou a Organização
Mundial da Saúde (OMS).
"Vamos combater a Resistência aos Remédios.
Se não atuarmos hoje não teremos uma cura amanhã", é o
lema do Dia Mundial da Saúde 2011, realizado nesta quinta-feira.
"A mensagem da OMS é clara. O mundo está à beira
de perder as curas (que são os antibióticos). Na
ausência de ações protetoras urgentes, o
mundo caminha em direção a uma era pós-antibióticos
na qual muitas infecções comuns não terão
cura", assinalou a diretora da OMS, Margaret Chan, a respeito
desta ameaça.
A agência de saúde das Nações Unidas
alerta para um problema que está crescendo e que pode
reduzir e inclusive acabar com a eficácia de muitos remédios,
especialmente os antibióticos, cuja criação
mudou a história médica.
A resistência aos remédios é um fenômeno
biológico que ocorre quando microorganismos se tornam
resistentes aos remédios que foram criados para matá-los.
A cada geração, os microorganismos resistentes
voltam ainda mais dominantes até o remédio perder
o efeito. "O problema nunca vai desaparecer totalmente,
porque é um fenômeno natural, mas é possível
lutar para controlá-lo", explicou em entrevista coletiva
Mario Raviglione, diretor do departamento de tuberculose da OMS.
Existem diversas
causas que provocam a resistência a um
remédio: o uso excessivo, o tratamento insuficiente na
dose indicada e o mal emprego. "O problema também
recai na transmissão. Uma pessoa que desenvolveu resistência
pode transmiti-la facilmente a outra pessoa se não se
aplicarem os padrões básicos de higiene e proteção",
acrescentou Raviglione.
O número de pessoas que morrem anualmente pela resistência
aos remédios ainda não foi oficializado, embora
se calcula que sejam "centenas de milhares ao ano",
segundo Raviglione, contando, por exemplo, só 440 mil
casos de multiresistencia aos tratamentos contra a tuberculose. "O
fenômeno acelerou com o aumento da população
mundial, com a extensão da longevidade que implica o aumento
da ingestão de remédios para lutar contra mais
doenças, com o aumento das viagens e das doenças
imunodepressoras", assinalou Raviglione.
Além disso, não existem dados mundiais sobre o
custo que envolve a resistência aos remédios, mas
calcula-se que só na União Europeia o número
alcança 1,5 bilhões de euros e nos Estados Unidos
US$ 20 bilhões ao ano. Algumas das ações
que podem contornar a situação passam por políticas
transversais implementadas pelos Governos, mas também
ações concretas como um maior e melhor controle
da prescrição dos remédios por parte de
médicos e farmacêuticos, assim como a redução
da automedicação por parte dos pacientes.
Além disso, se requer uma implicação maior
da indústria agrícola e animal, dado que atualmente
existe um uso em massa de antibióticos para tratar plantas
e animais doentes, o que está provocando uma resistência,
que pode, posteriormente, ser transmitida aos humanos.
"Em um momento de diversas doenças no mundo, não
podemos permitir que a perda de remédios essenciais -
curas essenciais para milhões de pessoas - se transforme
na próxima crise global", concluiu Chan.
Conheça o material da campanha internacional lançada
pela OMS
Estado de Minas
Males
do século
21
Por Américo Tângari Júnior
O homem chegou
até aqui caminhando. Em sua origem, era
nômade. Para sobreviver, fazia longas caminhadas diárias,
quando não se deslocava do hábitat, abandonado
por alguma razão que deixara de propiciar as mínimas
condições de vida. Ia para outras regiões – muitas
vezes longínquas, mas menos inóspitas. Milhões
de anos depois, evoluiu muito. Criou tecnologia para quase todos
os desafios impostos a ele. Mas adquiriu hábitos pouco
saudáveis, muitos dos quais estão na origem dos
principais males modernos. Um deles é o sedentarismo,
que, aliado ao consumo abundante de alimentos pouco saudáveis,
está provocando uma verdadeira epidemia de obesidade,
caminho aberto para várias doenças, como cardiopatias,
diabetes, hipertensão arterial, câncer, colesterol
nocivo, problemas respiratórios, renais e digestivos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica
a obesidade como uma epidemia, pois contabilizou mais de 300
milhões de obesos no mundo, um terço nos países
em desenvolvimento. E vai além: para a OMS, a obesidade
está entre os 10 principais problemas atuais de saúde
pública internacional. No Brasil não é diferente.
Segundo o Ministério da Saúde, a parcela da população
cujo Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou
superior a 30, considerada obesa de primeiro grau, passou de
11,4% para 13,9% em apenas três anos, entre 2006 e 2009.
E a tendência é aumentar. Estima-se ainda que 4
milhões de brasileiros tenham atingido o estágio
de obesidade grau três, ou mórbida, quando o IMC
chega a 40. Tudo isso é preocupante. Com bom senso, ponderação
e, sobretudo, sob supervisão médica, o sedentarismo
pode ser tratado. A boa notícia é que a medicina
evoluiu muito e vem, a cada ano, realizando descobertas, revendo
parâmetros ultrapassados – enfim tornando acessíveis
diagnósticos, métodos e protocolos que auxiliam
os indivíduos a buscar uma vida mais saudável e
mais longeva. Informação e moderação
são aspectos cruciais nesse combate aos males do século
21.
Cada indivíduo é único, daí a relevância
de acompanhamento constante a cada intervenção
que mexa com seu organismo. Isto vale tanto para medicações
como para a prática de exercícios físicos.
A prevenção da obesidade é relativamente
simples e consiste em equilibrar a ingestão calórica
com o dispêndio energético. Se um indivíduo
ingerir 3 mil calorias por dia e gastar o mesmo, manterá seu
peso corporal. Se ingerir o mesmo e despender em exercícios
1 mil calorias a mais, emagrecerá. Mas até a recomendável
prática de exercícios físicos precisa ser
orientada e supervisionada por profissionais qualificados para
identificar em cada indivíduo suas peculiaridades, vulnerabilidades
e potenciais.
Uma simples
caminhada pode ter consequências indesejáveis,
perversas ou inócuas, dependendo do caso, se não
for bem avaliada por profissional que leve em conta os limites
e características de cada pessoa que o procura. Acumulamos
conhecimentos que podem tornar a caminhada mais prazerosa e saudável.
Devemos, porém, desenvolver mais uma habilidade que, se
pudesse sintetizar em uma palavra, diria que é equilíbrio.
Afinal, como bípedes, somos inatos nisso. Falta ampliar
este atributo para todos os aspectos de nossa vida cotidiana.
Quarta-feira, 06.04.11
Agência Câmara de Notícias
Padilha
virá à Câmara esclarecer denúncias
sobre o Ministério da Saúde
A Comissão de Fiscalização Financeira e
Controle vai realizar audiência pública com o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, para esclarecer as supostas
fraudes e falta de fiscalização na Saúde,
apontadas pelo ministro-chefe da Controladoria-geral da União
(CGU), Jorge Hage Sobrinho.
A audiência pública está prevista para a
próxima terça-feira (12), em horário e local
a serem definidos.
Na entrevista
ao jornal O Globo, em março deste ano,
Hage afirmou que as fiscalizações in loco nos municípios,
realizadas pela CGU, têm revelado a incidência de
irregularidades graves na Saúde, o que revela “fragilidades
no controle por parte do Ministério da Saúde em
relação aos recursos”.
Combate à aids
Na mesma
reunião, deverá ser discutida a falta
de medicamentos de combate à Aids e de sua distribuição
pelo Ministério da Saúde, o que estaria prejudicando
o tratamento de milhares de pacientes em todo o País.
O debate foi solicitado pelos deputados Delegado Waldir (PSDB-GO)
e Vanderlei Macris (PSDB-SP).
Saúde
Business Web
Dia
Mundial da Saúde: problemas e avanços
em cena
Acompanhe
o compilado do conteúdo especial para o Dia
Mundial da Saúde
Sete de abril é um dia oportuno para colocar em evidência
os problemas enfrentados pela saúde brasileira e também
os avanços presenciados pelo setor.
Seguindo
tal objetivo, o Saúde Business Web, juntamente
com seus colaboradores de conteúdo, reúne informações
macroeconômicas do setor ao longo da semana. A paralisação
nacional dos médicos, também programada para o
dia 07, não poderia ficar de fora.
O mote para
a data, escolhido pela Organização
Mundial da Saúde, é o combate a resistência
antimicrobiana. No final do ano passado, o País enfrentou
um grande surto da bactéria KPC. Para reduzir a resistência
bacteriana no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de antibióticos
sem receita médica e determinou que as mesmas devem ter
prazo de validade e ficarão retidas, além de conter
informações do médico e do paciente, em
casos de medicação controlada.
ANS
Encontro
ANS edição
Norte e Centro Oeste
O Encontro
ANS edição Norte e Centro Oeste está sendo
realizado em Brasília nos dias 5 e 6 de abril de 2011.
O objetivo é fornecer informações técnicas,
estreitar relações entre a Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS), o mercado regulado e seus
atores e comunicar diretrizes de atuação da Agência
no setor de planos de saúde.
A abertura
aconteceu na tarde do primeiro dia e contou com a presença de mais de 200 pessoas, representantes de operadoras
de planos de saúde, prestadores de serviços de
saúde, órgãos de defesa do consumidor, centrais
sindicais, especialistas, técnicos e diretores da ANS.
O diretor
presidente da ANS, Mauricio Ceschin, destacou o crescimento
do setor e
a necessidade de profissionalizar o atendimento do
mercado, em crescimento. Em sua apresentação, ressaltou
os números da saúde suplementar e detalhou as ações
que estão sendo desenvolvidas em cada um dos nove eixos
da agenda regulatória: temas que serão tratados
prioritariamente pela ANS em 2011/12.
Leandro Reis
Tavares, Bruno Sobral, Fatima Andreazzi (Diretora Adjunta de
Gestão),
Mauricio
Ceschin e
Dalton Callado (Diretor Adjunto de Fiscalização)
FOTO - Vinícius Loures
O diretor
de Normas e Habilitações das Operadoras,
Leandro Reis Tavares, ressaltou a importância do Encontro
ANS para o estabelecimento da comunicação no setor
e Bruno Sobral, diretor de Desenvolvimento Setorial, acrescentou
que o evento é fruto da visão de que o bom relacionamento
ajuda na construção de um mercado melhor para todos.
Durante a
abertura do Encontro ANS, foi lançado o livro
Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar, fruto
de parceria entre a ANS e a Associação Médica
Brasileira (AMB). O livro foi apresentado pelo coordenador do
Programa de Diretrizes Clínicas da AMB, Dr.Wanderley Bernardo,
e descreve 80 diretrizes baseadas nas melhores evidências,
voltadas ao adequado cuidado aos pacientes pelos profissionais
de saúde.
AGENDA
- 07 de Abril – Dia Mundial da Saúde
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
- Home Care: Problema ou solução?
04 e 05 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Capacitar os profissionais da Área de Saúde,
através de reflexões e aprimoramento dos aspectos
pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar,
visando atender as demandas do mercado.
Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli
Informações:
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.