07-04-11

 

Leia nesta edição:

- Reformas podem tirar saúde da emergência

- Rigor na saúde

- Saúde que temos e a Saúde que queremos

- Médicos podem deixar planos de saúde se operadoras não aumentarem pagamentos

- Médicos prometem suspender os atendimentos hoje

- Apagão na saúde

- Convênio tem de garantir atendimento mesmo com greve, decreta ANS

- Operadoras contestam argumento dos médicos

- Classe médica não descarta descredenciamento

- Critérios de reajuste de consultas

- PLENÁRIO

- Financiamento da saúde

- Deputado considera abertura de CPI para investigar ANS

- Gestão de pessoas é desafio para hospitais, diz Anahp

- OMS alerta para o uso incorreto de antibióticos

- "Caminhamos para um mundo sem antibiótico e outros remédios essenciais"

- Males do século 21

- Padilha virá à Câmara esclarecer denúncias sobre o Ministério da Saúde

- Dia Mundial da Saúde: problemas e avanços em cena

- Encontro ANS edição Norte e Centro Oeste

Quinta-feira, 07.04.11

Folha de São Paulo

Tendências / Debates

Reformas podem tirar saúde da emergência

Por Ives Gandra da Silva Martins e José Pastore

Sem saúde, não teremos o espaço que merecemos: por isso, garantir atendimento básico à população é diretriz que o governo deve abraçar

Nesta semana, em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, torna-se oportuna uma reflexão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e as entidades filantrópicas de saúde. Os primeiros três meses de Dilma Rousseff como presidente sinalizam que o desenvolvimento da saúde é estratégico neste governo.

O aumento da distribuição de medicamentos para tratamento de doenças crônicas, o início do plano de expansão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e os avanços nas parcerias público-privadas criaram uma onda de otimismo.

Mas ainda há uma expectativa: como melhorar o acesso da população aos serviços básicos de saúde?

A recém-criada Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas pelo Congresso foi um passo importante. São 264 deputados e 10 senadores que têm como desafio o reajuste dos valores repassados aos hospitais credenciados pelo SUS, cuja tabela está sem reajuste há 17 anos.

Essa defasagem tem provocado a insolvência de hospitais filantrópicos, que respondem por 34% dos leitos do país e atendem cerca de 10 milhões de pacientes/ano.

O dilema é enfrentado por hospitais do porte e da excelência da Beneficência Portuguesa de São Paulo, uma instituição filantrópica que concentra 60% dos atendimentos na rede SUS.

A defasagem na remuneração da tabela acarreta fechamento de hospitais, descredenciamento de procedimentos e redução no número de leitos, que, de acordo com a Federação Brasileira dos Hospitais, caíram 5,1% na rede privada entre 2004 e 2009, enquanto, no mesmo período, entre os conveniados ao SUS houve redução de 9,1%.

A explicação: como os repasses não cobrem nem 50% dos custos da maior parte dos procedimentos, as contas não fecham.

No último século, vivenciamos o maior avanço científico da história, e a população cresceu exponencialmente. Em 1859, quando a Beneficência Portuguesa de São Paulo foi fundada, 30 mil pessoas moravam em São Paulo. Hoje, são cerca de 18 milhões. Outro aspecto a ser considerado é que o avanço científico da medicina proporciona leque maior de opções de tratamentos a serem pagos, gerando maior demanda por investimentos em pesquisa.

Mas os investimentos públicos em saúde diminuem ano a ano. O Brasil investe hoje cerca de 8% do PIB em saúde, índice referente aos gastos totais de governos, famílias e empresas empregadoras do setor.

Contudo, só 3,5% do PIB destina-se à rede pública. A tabela do SUS teve um reajuste de 46% desde 1994, enquanto o IGP-M no mesmo período indica uma inflação de 450%.

É indiscutível que o país ganha corpo no cenário mundial, mas, sem saúde, não teremos o espaço que merecemos.

Por isso, diminuir essa distância numérica para garantir atendimento básico à população é diretriz que este governo deve abraçar.

* Ives Gandra da Silva Martins, 75, advogado, professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra, é presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio.

* José Pastore, sociólogo, professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP, é presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio e membro efetivo da Academia Paulista de Letras. Ambos os autores são conselheiros consultivos do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A Notícia

Rigor na saúde

Às vésperas do Dia Mundial da Saúde, lembrado hoje, a decisão do governo federal de apertar a fiscalização sobre a aplicação das verbas nesta área deve ser vista como um passo importante e vigiada de perto até ser posta em prática. Apenas um pequeno percentual dos repasses feitos pelo Ministério da Saúde para Estados e municípios, estimado em no máximo 2,5% do total das liberações, contaria hoje com uma fiscalização efetiva. Mesmo assim, nos últimos quatro anos, os desvios quantificados em tomadas de contas especiais (TCEs) alcançaram a cifra de R$ 662 milhões. São recursos destinados a socorrer enfermos e a salvar vidas, mas que, na falta de controles rígidos, acabaram tomando outros rumos.

Os problemas se agravaram, em boa parte, porque nem municípios, nem Estados vêm demonstrando empenho em encarar a sério suas atribuições nesta área, mas também porque os recursos disponíveis são desviados e não chegam a quem efetivamente precisa.

É inadmissível que o dinheiro capaz de reduzir o sofrimento de tantos doentes à espera de socorro continue a ser desperdiçado por maus gestores e desviado. Em qualquer área, mas particularmente na de saúde pública, é inconcebível que possa haver margem ao desperdício e ao desvio de verbas. Por isso, a intenção do Ministério da Saúde de reforçar os controles deve preceder qualquer outra, visando à qualidade do serviço prestado para usuários do SUS.

Saúde Busienss Web

Saúde que temos e a Saúde que queremos

Por Sandro Scárdua

Todas as vezes que ouvimos falar sobre a Saúde, principalmente a saúde pública, existe uma tendência quase que universal de que o que será dito a respeito do assunto tem natureza crítica e depreciativa. Não é para menos. Às vésperas de mais um Dia Mundial da Saúde, seria bom refletir com um pouquinho mais de profundidade a respeito de um tema tão relevante, sem cair na cantinela rasa com que a maioria das críticas se apóia.

É fato que existem muitos motivos para que o nível de satisfação do usuário seja tão baixo, independente de o sistema de assistência ser público ou suplementar. Problemas de financiamento, de falta de políticas claras de administração de pessoal, de capacitação e de gestão de unidades de saúde são enunciados para justificar a falta de eficiência do Sistema Único de Saúde - SUS. Na outra esfera, com uma inflação “da saúde” maior que a planejada, acompanhada do aumento de externalidades, da expectativa de vida da população e dos custos médicos, a medicina suplementar tenta encontrar a melhor forma de se manter viva no cenário. Interessante é que a despeito de tantos problemas, tanto de um lado quanto de outro, ambos os sistemas coexistem e ainda assim têm a aprovação de grande parte dos usuários que deles fazem uso.

Mas o propósito desta exposição não é fazer um comparativo entre ambos, e sim levantar a questão da saúde como um todo.

Dr. José Carvalheiro, em artigo publicado na Revista Estudos Avançados em 1999 intitulado “Os desafios para a saúde – Dossiê Saúde Pública”
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141999000100002) faz uma interessante reflexão sobre o tema. Sem cair na tentação de repetir o óbvio, nos apresenta uma visão polissêmica deste dilema, nos mostrando que, antes de ser um problema nosso, é principalmente mundial. Inclusive em países como os Estados Unidos da América, que dedica 16% de seu produto interno bruto para financiar a saúde e é detentora de uma população de aproximadamente 40 milhões de pessoas totalmente à margem de qualquer tipo de assistência nesse quesito. A soma de população de vários países da África Subsaariana não chega a esse número.

No mesmo artigo, o autor faz uma comparação entre o jogo de forças em âmbito mundial, quando do estabelecimento de políticas de saúde para os países em geral: de um lado os princípios elementares da medicina social e da equidade/universalidade no planejamento e aplicação destas políticas pela Organização Mundial da Saúde – OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS; e de outro os princípios neoliberais de economia da saúde, seletividade na aplicação de recursos, competitividade e marcos regulatórios administrativos e econômicos fomentados pelo Banco Mundial. No meio desse jogo de forças, sistemas completamente heterogêneos, planejados de forma assincrônica ou simplesmente não planejados, sub-financiados e não sustentáveis, que caracterizam as políticas de saúde pública vigentes na maioria dos países pobres ou em desenvolvimento, como o nosso. Desse jogo de forças resulta a configuração de um sistema de saúde em países pobres.

Tão importante quanto dissecarmos os problemas relacionados aos sistemas de saúde, principalmente os públicos, e os motivos pelos quais não atingem seus objetivos, está a necessidade, na maioria das vezes esquecidas pelos governantes que se encontram na ponta do sistema, de internalizar a simbiose entre eficácia de medidas especificamente voltadas para os cuidados em saúde, e o cenário sócio-político no qual cada sociedade está inserida. Como dizia o Prof. Sérgio Arouca, por ocasião da realização da XII Conferência Nacional de Saúde, “O Movimento da Reforma Sanitária criou uma alternativa, que se abria para uma análise de esquerda marxista da saúde, na qual se rediscutia o conceito de saúde/doença e o processo de trabalho, em vez de se tratar apenas da relação médico/paciente. Discute-se a determinação social da doença e se introduz a noção de estrutura do sistema. Começamos a fazer projetos de saúde comunitária, como clínica de família e pesquisas comunitárias, e fizemos treinamento do pessoal que fazia política em todo Brasil.”(Revista RADIS, pág. 9, número 16, dez/2003).

As bases do nosso sistema de saúde são robustas e inteligentes. Seus idealizadores tinham noção bastante clara do que, dentro dessa perspectiva, seria necessário para romper a exclusão social na qual a maior parte da população vivia na época. Dentro de um sistema hegemônico neoliberal em que vivemos, vale a pena revisitar esses conceitos que se encontram atualíssimos.

Deficiências versus avanços. Defasagem versus tecnologias. Coletivo versus individual. Em que ponto nos encontramos?

Se não há consenso, melhor não generalizar. Se não há uniformidade, melhor não padronizar. Se não há satisfação ampla, melhor não rotular.

O conceito de saúde ideal é vasto, multi-dimensional, profundo, complexo e extremamente entrelaçado com outros aspectos de nossa cultura e condição social. Afirmar peremptoriamente que é bom ou ruim tem mais a ver com que se ouve por aí ou por experiências pessoais (ou de seus familiares, amigos, amigos dos amigos, etc..).

Nesse Dia Mundial da Saúde convoco a todos, médicos e todos aqueles que de alguma forma podem contribuir para o bem estar de alguém, que simplesmente façam a sua parte. Saúde não tem pai nem mãe. É um conceito do qual nos apropriamos e fazemos uso. Para o bem ou para o mal.

R7

Médicos podem deixar planos de saúde se operadoras não aumentarem pagamentos

Profissionais protestam nesta quinta contra seguradoras de saúde

Por Diego Junqueira

Se os planos de saúde não reajustarem os honorários médicos, esses profissionais podem deixar de atender pelas operadoras. Essa é a opinião de representantes das principais entidades médicas nacionais, que marcaram para esta quinta-feira (7) uma paralisação em todo o país para protestar contra as seguradoras de saúde.

Governo obriga operadoras a remarcar consultas

Contratos entre planos de saúde e médicos estão irregulares, diz ANS

De acordo com Cid Carvalhaes, presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), a possibilidade de descredenciamento em massa existe e já tem acontecido em alguns lugares.

- Se chegarmos a uma situação de absoluta intolerância das operadoras, não nos restará outra alternativa.

Para Hermann Alexandre von Tiesenhausen, conselheiro federal de medicina, a mobilização dos médicos podem recorrer ao descredenciamento com um opção no futuro.

- Num primeiro momento não pensamos nisso. A paralisação é um alerta para chamar atenção da população, mas outras estratégias podem ser adotadas, e pode até ser essa (o descredenciamento).

Foi o que ocorreu no final de fevereiro na cidade de Ivaiporã, no interior do Paraná, onde os 40 médicos do município pediram individualmente o desligamento dos planos. (http://noticias.r7.com/saude/noticias/medicos-de-cidade-paranaense-pedem-desligamento-de-planos-de-saude-20110223.html).

Apesar disso, Caravalhaes e Tiesenhausen concordam que a melhor estratégia para chegar a um acordo com as operadoras ainda é "perseguir o caminho do diálogo".

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar, que reúne 15 operadoras) não possuem nenhuma informação a respeito do descredenciamento em massa de médicos.

A Fenam, o CFM e a AMB (Associação Médica Brasileira) são as entidades que encabeçam a paralisação dos médicos de planos de saúde. As atividades mais afetadas serão os atendimentos em consultórios e clínicas particulares. Já os hospitais que atendem pelas operadoras devem manter funcionando apenas os serviços de urgência e emergência. De acordo com a ANS, cirurgias não emergenciais, consultas, exames e internações deverão ser remarcados pelas operadoras. Caso contrário, essas empresas poderão ser multadas.

Uma das principais criticas dos médicos é o baixo valor pago pelas operadoras. Em São Paulo, a administradora de uma clínica especializada em doenças metabólicas e hormonais - que preferiu não divulgar o nome - afirmou ao R7 que o valor médio que um plano de saúde paga por uma consulta é de R$ 42,05. Já "o valor das consultas particulares gira em torno de R$ 300 no mercado".

O conselheiro do CFM ressalta, no entanto, que o movimento não é exclusivo para pedir reajuste dos honorários médicos. Segundo Tiesenhausen, a paralisação também serve para alertar contra a interferência dos planos na autonomia dos médicos.

- Eu não posso ficar restrito a um plano que me diz se posso ou não pedir um exame.

Repasse aos clientes

De acordo com o advogado José Luiz Toro da Silva, presidente do IBDSS (Instituto Brasileiro de Direito da Saúde Suplementar), o problema das seguradoras de saúde é maior do que a questão da remuneração dos médicos. Ele afirma que é preciso repensar o modelo de saúde, para que os "planos tenham uma visão maior na prevenção".

- A reivindicação dos médicos é justa. Mas a discussão tem que ser maior que isso. Não dá para pensar na remuneração sem pensar no modelo de saúde. [...] Qualquer aumento que seja dado, em algum momento será repassado aos consumidores.

Carvalhaes afirma, no entanto, que é possível reajustar os honorários médicos sem aumentar a mensalidade dos clientes.

- É só diminuir o lucro abusivo dos empresários. Nós entendemos que as mensalidades já são abusivas e permitem lucros exorbitantes.

Para Tiesenhausen, os reajustes têm sido desproporcionais.

- O reajuste das mensalidades é maior do que os repasses aos médicos.

A FenaSaúde informou, por meio de nota, que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas da federação entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30%.

- Os índices são significativamente superiores à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) no mesmo período, que foi de 56,68%.

De acordo com a AMB, existem 160 mil médicos atuando na saúde suplementar. Eles realizam cerca de 223 milhões de consultas por ano e acompanham 4,8 milhões de internações. Ainda segundo a AMB, os planos médico-hospitalares tiveram 129% de incremento na movimentação financeira entre 2003 e 2009, passando de R$ 28 bilhões para R$ 65,4 bilhões. O valor da consulta no mesmo período, diz a AMB, subiu apenas 44%.

Folha de São Paulo

Médicos prometem suspender os atendimentos hoje

DE SÃO PAULO - Médicos de todo o Brasil prometem suspender o atendimento a pacientes de planos de saúde hoje, quando se comemora o Dia Mundial da Saúde. Atendimento de emergência não deverá ser afetado.

Os médicos reivindicam um reajuste no valor pago pelos convênios médicos. Eles dizem que recebem em média R$ 39,65 por consulta e R$ 284,18 por uma cesariana.

Segundo as entidades médicas, entre 2000 e 2010, os valores tiveram um reajuste de 44%, enquanto as mensalidades dos planos aumentaram 133%. A Fenasaúde, que reúne 15 principais seguradoras, diz que o reajuste foi maior.

Os médicos de SP planejam ainda uma passeata, que deve sair por volta de 10h da av. Brigadeiro Luís Antônio e seguir até a praça da Sé, no centro.

Correio Braziliense

Apagão na saúde

Para cobrar das operadoras de planos remunerações maiores e melhores condições de atendimento, médicos cruzam hoje os braços em todo o país. Eles reivindicam menor intervenção das empresas nos procedimentos e aumento nas consultas de R$ 30 para R$ 60

Por Gustavo Henrique Braga

Os usuários de planos de saúde que procurarem hoje os hospitais e as clínicas particulares em busca de atendimento médico vão ficar na mão. A classe médica e outros profissionais de saúde, como os dentistas, aderiram à paralisação nacional organizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam) contra as operadoras de planos. No Distrito Federal, o protesto deve atingir toda a rede privada, de pequenos consultórios aos grandes hospitais. Além das consultas que estavam agendadas e foram remarcadas, serão afetados os exames e até mesmo o atendimento de emergência. Somente casos graves serão atendidos.

Os médicos reivindicam o aumento da remuneração oferecida pelos planos para um mínimo de R$ 60 por consulta — a média atual é de R$ 30 —, além da adoção de critérios contratuais que definam um parâmetro e uma periodicidade para reajustes futuros. Os profissionais reclamam ainda do excesso de burocracia e do descaso de algumas empresas com os próprios pacientes. “A força da mobilização é um indicativo de que todos estão descontentes com os planos”, afirmou o ortopedista Weldson Pereira.

A expectativa é de grande adesão ao manifesto, já que todas as principais entidades representativas dos profissionais aprovaram a iniciativa com apoio, inclusive, de sindicatos hospitalares e organizações de defesa do consumidor. Apesar dos transtornos esperados para hoje, usuários também manifestaram solidariedade à causa defendida pelos médicos. A aposentada Rosa de Lima Silva, 76 anos, conta que, apesar de ter um convênio, ela precisa desembolsar grandes quantias todos os meses para fazer consultas particulares. “A situação é tão crítica que os bons médicos se recusam a atender pelo plano. Então, fico sem alternativa”, desabafou. Já o funcionário público Ivanei Moreira, 46 anos, conta com a cobertura de duas operadoras, mas nem assim está satisfeito: “Comecei um tratamento dermatológico, mas no meio tive de mudar de especialista porque ele já não atendia pelo plano”.

Os centros médicos da capital federal não estão apoiando oficialmente a paralisação, mas, na prática, quem procurar atendimento deve se frustrar, pois os médicos prometem não comparecer ao trabalho. Por meio de sua assessoria, o Hospital Santa Lúcia informou que a estrutura da instituição funcionará normalmente para internações eletivas (aquelas que não chegam ao local via pronto-socorro), mas que as consultas e exames ambulatoriais foram remarcados. A direção do Hospital Daher, no qual profissionais da área de ginecologia e obstetrícia confirmaram a paralisação geral, preferiu não se pronunciar sobre a movimentação. Os usuários que se sentirem prejudicados podem registrar queixa no Procon e na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por falta de cobertura.

Reclamações

A ginecologista Sônia Ferri, que atende em um consultório particular, admitiu que ouviu reclamações ao remarcar todas as consultas de hoje. “Mas estou negociando com cada uma das pacientes conforme a necessidade e a gravidade dos casos. Não vou deixar nenhuma desamparada”, garantiu. A preocupação dela, todavia, não foi verificada em todos os centros médicos. Pacientes de outros ginecologistas relataram ao Correio que seus atendimentos foram adiados em até um mês.

Ferri contou que começou a restringir o atendimento via convênios há cerca de dois anos: “Enfrentava diariamente restrições dos planos às consultas, às internações e a uma série de exames. Preferi selecionar melhor e parar de atender alguns”. Uma obstetra carioca, que preferiu não se identificar, diz ficar constrangida com o procedimento de algumas empresas que obrigam o médico a justificarem mais de um atendimento mensal para o mesmo paciente. “Eu passo horas preenchendo relatórios para explicar o óbvio, que uma paciente no fim da gravidez precisa ser consultada toda semana”, reclamou.

Dentistas

Em solidariedade aos médicos, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) orientou os dentistas a também pararem as atividades hoje. “Nossa situação é tão precária quanto à das especialidades médicas, por isso apoiamos o movimento”, declarou João Carlos Tavares, diretor de Convênios e Credenciamentos do Sindicato dos Odontologistas do Distrito Federal. Em Brasília, toda a categoria promete fazer um ato em frente ao Centro Clínico, localizado na 716 Sul.

Insatisfação

Os médicos também mostram indignação contra a ANS devido à ineficiência da reguladora em contribuir com avanços nas negociações. Diogo Mendes, diretor de saúde suplementar do Sindicato dos Médicos de Brasília, diz que a agência atua em favor dos convênios e chama atenção para o fato de que os executivos são ligados aos planos de saúde. Mauricio Ceschin, diretor-presidente, por exemplo, é ex-comandante da Qualicorp e Leandro Reis Tavares, outro diretor, foi chefe de emergência da Amil em Niterói, antes de ingressar na agência responsável pela fiscalização das operadoras.

eBand

Convênio tem de garantir atendimento mesmo com greve, decreta ANS

A ANS (Agência Nacional de Saúde) informou ontem que as empresas de convênio médico serão responsabilizadas caso os pacientes não recebam atendimento hoje, quando deve acontecer uma paralisação nacional de médicos.

De acordo com o órgão, que é responsável pela regulamentação dos planos de saúde no país, os serviços de urgência e emergência devem ser garantidos aos beneficiários. A agência afirma que não existe uma justificativa legal para a suspensão do atendimento nestes casos.

A ANS também determinou que os convênios remarquem consultas, exames e internações que não sejam urgentes, e que os sistemas das operadoras sejam programados para as necessidades de reagendamento.

A paralisação de hoje, organizada pela AMB (Associação Médica Brasileira), pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela Fenam (Federação Nacional dos Médicos), é um protesto contra os baixos honorários e contra a interferência das seguradoras na autonomia dos médicos. A paralisação inclui todos os convênios.

Segundo a AMB, o faturamento das seguradoras aumentou 129% nos últimos sete anos. No mesmo período, diz a associação, o valor da consulta repassada aos médicos subiu apenas 44%.

Saúde Business Web

Operadoras contestam argumento dos médicos

Veja resposta da FenaSaúde em relação aos problemas apontados pelos médicos na relação com os planos de saúde

Boa parte das operadoras do Brasil são afiliadas da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e, por meio dela, tem se manifestado em relação aos problemas apontados pela categoria médica na relação com os planos de saúde. Nesta próxima quinta-feira (07), os médicos do Brasil que atendem à saúde suplementar vão parar suas atividades. Em resposta ao movimento, veja o parecer da FenaSaúde.

Resposta da FenaSaúde:

"A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, informa que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado por afiliadas da Federação entre 2002 e 2010 variou entre 83,33% e 116,30%.

Os índices são significativamente superiores à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) no mesmo período, que foi de 56,68% - colocando as empresas afiliadas à FenaSaúde entre as que pagam os maiores valores de consultas e honorários aos médicos que optaram por integrar suas redes credenciadas e/ou referenciadas. Estes valores são reajustados anualmente nas datas-bases acordadas nos contratos em vigor.

A satisfação dos beneficiários de planos de saúde com os serviços prestados foi atestada em pesquisa inédita do Datafolha/IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) concluída em março. O levantamento revela que 80% dos beneficiários avaliam positivamente os serviços prestados, e que 95% tiveram as solicitações para realização de procedimentos médicos autorizadas nos últimos doze meses. O levantamento, realizado em oito grandes regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Porto Alegre e Manaus) mostra também que 70% dos beneficiários que tiveram as solicitações de autorização de procedimentos negadas compreenderam as razões da negativa. Figuram entre essas razões cumprimentos de períodos de carência previstos em contrato e ausência de cobertura quando se trata de contrato anterior à Lei 9656.

O alto índice de satisfação apontado pela pesquisa demonstra que o setor de saúde suplementar atende os beneficiários com qualidade e eficiência.

A FenaSaúde informa ainda que suas associadas buscam constantemente aperfeiçoar o relacionamento com os médicos e que, nesse momento, encontra-se sob negociação um modelo de remuneração apresentado recentemente num fórum promovido pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)".

Saúde Business Web

Classe médica não descarta descredenciamento

Por Verena Souza

Caso não haja consenso entre médicos e operadoras depois da greve, a categoria pretende radicalizar o movimento

Depois da paralisação dos médicos contra planos de saúde, programada para hoje, as entidades médicas pretendem negociar um acordo com as operadoras. O reajuste dos honorários de forma periódica é a principal reivindicação da categoria.

"Temos que estabelecer uma parceria entre médicos e operadoras para beneficiar os pacientes", disse o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Almeida.

Parecer:

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem por finalidade definir valores referentes ao pagamento das operadores pelos serviços realizados por prestadores de serviços de saúde. Na busca pelo entendimento e equilíbio entre as partes, no entanto, a Agência tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora entre as partes para tratar da remuneração de hospitais e discutir honorários médicos. A ANS também tem participado de discussões sobre o tema na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), junto a entidades médicas, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (SEAE).

Quanto ao movimento que será promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB) hoje, a ANS entende que é papel das entidades médicas lutar pelos direitos dos profissionais.

A ANS fará atendimento normal aos beneficiários de planos de saúde pelo Disque-ANS 0800 701 9656, pelo Fale com a ANS em www.ans.gov.br, ou nos Núcleos da Agência existentes em 12 cidades do Brasil.

Valor Econômico

Critérios de reajuste de consultas

Por Janes Rocha

O protesto dos médicos contra os planos de saúde, marcado para esta quinta-feira, será seguido de uma carta a ser enviada a todas as empresas do setor.

Eles pedem propostas para a regularização dos contratos e o estabelecimento de critérios definindo a periodicidade de reajustes das consultas e outros procedimentos, informou Florisval Meinão, tesoureiro da Associação Médica Brasileira (AMB).

Os médicos credenciados por operadoras de planos de saúde vão recusar o pagamento de consultas e procedimentos com planos de saúde neste dia 7 de abril para pressionar as operadoras de planos de saúde por um maior reajuste. O movimento está sendo coordenado AMB, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Hoje, as operadoras reunidas pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) divulgaram uma nota afirmando que o reajuste médio do valor das consultas médicas praticado pelos grupos afiliados à entidade variou entre 83,33% e 116,30% no período entre 2002 e 2010.

“Os índices são significativamente superiores à variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) no mesmo período, que foi de 56,68% - colocando as empresas afiliadas à FenaSaúde entre as que pagam os maiores valores de consultas e honorários aos médicos que optaram por integrar suas redes credenciadas e/ou referenciadas”.

A Fenasaúde reúne 15 grupos, entre eles as maiores empresas do setor, garante que “os valores são reajustados anualmente nas datas-bases acordadas nos contratos em vigor”.

Já os médicos apresentam outros números. Segundo as entidades que organizam o protesto, de 2000 a 2010 os reajustes autorizados pela ANS totalizaram 132,97% comparado a um IPCA de 106,33%.

Segundo Meinão, os números da Fenasaúde não estão incorretos, mas não podem ser generalizados, bem como os da ANS. Segundo ele, só as duas maiores empresas ligadas à Fenasaude (que ele preferiu não citar os nomes) têm dado reajustes frequentes, mas a grande maioria das empresas ou concedeu ajustes insuficientes ou não deram qualquer aumento aos médicos. Por outro lado, as empresas ligadas à Abramge e a Unidas (que congregam as medicinas de grupo e as de autogestão), “não têm dado reajustes”, afirmou.

Segundo dados do Conselho Federal de Medicina, o Brasil tem 347 mil médicos em atividade, registrados, dos quais cerca de 160 mil atuam na saúde suplementar, atendendo usuários de planos e de seguros de saúde.

Jornal da Câmara

PLENÁRIO - Financiamento da saúde

Se o Brasil quiser melhorar a saúde, deverá reverter a forma de financiamento público do setor, avaliou Alberto Mourão (PSDB-SP). "Não é possível afirmar que fazemos saúde neste País investindo em torno de R$ 130 bilhões por ano, dos quais R$ 110 bilhões ficam com os municípios e estados, e o restante é do governo federal. O Executivo federal ficou com 56% da receita do setor, enquanto os outros investiram muito mais", reclamou. Mourão também criticou a mobilização dos médicos particulares, que anunciam greve para hoje, tendo, na pauta de reivindicações, o aumento na tabela dos convênios. Ele comparou os valores das consultas e tratamentos praticados entre o SUS e o setor privado. Os convênios, disse, pagam aos médicos particulares R$ 39 por uma consulta, enquanto o SUS paga R$ 10.

Saúde Business Web

Deputado considera abertura de CPI para investigar ANS

Por Verena Souza

Nas próximas semanas será aberta audiência pública no Congresso Nacional para discutir atuação da Agência, segundo deputado Eleuses Paiva

O trabalho regulatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi colocado em xeque na terça-feira durante coletiva de imprensa concedida pela Associação Médica Brasileira (AMB), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). O encontro esclareceu como funcionará a paralisação nacional dos médicos, hoje, contra os planos de saúde. Em entrevista à Saúde TV, o deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou existirem denúncias questionando a isenção da agência, uma vez que parte da diretoria da ANS é composta por executivos vindos de operadoras.

Segundo ele, parte da diretoria da Agência teria vindo de empresas de medicina de grupo e operadoras. "Não posso falar em termos de lei, mas isso é questionável moralmente", afirmou.

O deputado adiantou que será aberta uma audiência pública no congresso nas próximas semanas com intuito de pedir explicação à Agência.

Procurada, a ANS ainda não se pronunciou em relação ao depoimento do deputado Eleuses Paiva. No entanto, enviou um parecer referente à paralisação dos médicos no dia 07 de abril.

Parecer:

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não tem por finalidade definir valores referentes ao pagamento das operadores pelos serviços realizados por prestadores de serviços de saúde. Na busca pelo entendimento e equilíbio entre as partes, no entanto, a Agência tem conduzido grupos de trabalho, nos quais atua como facilitadora entre as partes para tratar da remuneração de hospitais e discutir honorários médicos. A ANS também tem participado de discussões sobre o tema na Procuradoria Geral do Trabalho (PGT), junto a entidades médicas, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Acompanhamento Econômico (SEAE).

Quanto ao movimento que será promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB) no dia 7/4, a ANS entende que é papel das entidades médicas lutar pelos direitos dos profissionais.

A ANS fará atendimento normal aos beneficiários de planos de saúde pelo Disque-ANS 0800 701 9656, pelo Fale com a ANS em www.ans.gov.br, ou nos Núcleos da Agência existentes em 12 cidades do Brasil.

Saúde Business Web

Gestão de pessoas é desafio para hospitais, diz Anahp

Por Verena Souza

Relação médico x hospital deve ser reestruturada. A questão, segundo presidente da instituição, passa pelo modelo de remuneração

Nos últimos seis anos houve um grande avanço na profissionalização dos hospitais. A constatação é do presidente do Conselho Deliberativo da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Henrique Salvador. De acordo com ele, as entidades, impulsionadas pelos processos de acreditação e pela maior regulamentação do setor, identificaram a necessidade de melhorar a gestão. O desafio, agora, está na reorganização da relação médico x hospital.

A questão, segundo Salvador, passa pelo modelo de remuneração. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e instituições do setor, inclusive a Anahp, trabalham para desenvolver programa de monitoramento de qualidade para os hospitais brasileiros. A ideia é atrelar boas práticas em saúde a uma remuneração diferenciada.

Os critérios para a avaliação ainda estão sendo definidos. No entanto, quatro aspectos que vão nortear os indicadores que já foram traçados. São eles: infraestrutura, efetividade do cuidado, eficiência técnica e satisfação do usuário.

Depois da definição de um novo modelo, a relação entre o médico e as entidades vai mudar. "Haverá uma maior gestão maior da atividade do profissional, por meio de protocolos por exemplo. É importante que os profissionais que trabalham nos hospitais sejam capacitados para essa nova fase que os hospitais estão vivendo", explicou.

A mudança reflete nos negócios entre hospitais e fornecedores também. "As instituições vão ter que comprar melhor para poder sobreviver no mercado", disse.

Relação com operadoras

Na opinião do presidente da Anahp, a relação entre os hospitais privados e as operadoras tem avançado. "Sentamos na mesa buscando alternativas que visem um equilíbrio do setor. Acho que essa profissionalização e movimentos de acreditação são exemplos de avanços irreversíveis para a saúde", enfatizou.

Para Salvador, a paralisação dos médicos no dia 07 de abril é legítima pelo fato de pleitearam reajuste dos honorários. "Ao longo do tempo os honorários médicos tem sido reprimidos. Em algumas especialidades a situação é ainda pior, como é o caso dos pediatras".

Ainda de acordo com o representante da Anahp, a ação reguladora da ANS sobre os prestadores poderia ser mais incisiva pelo fato de terem menor poder de negociação do que os planos de saúde. "Mas a agência ensaia algumas ações nesse sentido. O programa de qualificação das operadoras é uma delas".

Folha de São Paulo

OMS alerta para o uso incorreto de antibióticos

Documento pede ação política e da sociedade

DE SÃO PAULO

Para marcar o Dia Mundial da Saúde, a OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou um alerta sobre o risco de resistência a antibióticos.

Segundo o documento, o uso inadequado desses remédios pode prejudicar o tratamento de várias doenças infecciosas -em 2010, foram detectados 440 mil casos de tuberculose multirresistente.

Para a OMS, o problema deve ser combatido com uma ação conjunta entre sociedade e governo. Entre as sugestões está o desenvolvimento de planos nacionais que garantam o acesso aos medicamentos e reforcem a prevenção e o controle de infecções.

ISaúde / EFE

"Caminhamos para um mundo sem antibiótico e outros remédios essenciais"

O lema do Dia Mundial da Saúde 2011 incentiva a criação de um programa global para lutar contra a resistência aos medicamentostamanho da letra

A menos que se tenha a consciência da importância da resistência aos remédios e se implemente um programa global e multidisciplinar para lutar contra ela, caminhamos em direção a um mundo sem antibióticos e outros remédios essenciais, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Vamos combater a Resistência aos Remédios. Se não atuarmos hoje não teremos uma cura amanhã", é o lema do Dia Mundial da Saúde 2011, realizado nesta quinta-feira.

"A mensagem da OMS é clara. O mundo está à beira de perder as curas (que são os antibióticos). Na ausência de ações protetoras urgentes, o mundo caminha em direção a uma era pós-antibióticos na qual muitas infecções comuns não terão cura", assinalou a diretora da OMS, Margaret Chan, a respeito desta ameaça.

A agência de saúde das Nações Unidas alerta para um problema que está crescendo e que pode reduzir e inclusive acabar com a eficácia de muitos remédios, especialmente os antibióticos, cuja criação mudou a história médica.

A resistência aos remédios é um fenômeno biológico que ocorre quando microorganismos se tornam resistentes aos remédios que foram criados para matá-los.

A cada geração, os microorganismos resistentes voltam ainda mais dominantes até o remédio perder o efeito. "O problema nunca vai desaparecer totalmente, porque é um fenômeno natural, mas é possível lutar para controlá-lo", explicou em entrevista coletiva Mario Raviglione, diretor do departamento de tuberculose da OMS.

Existem diversas causas que provocam a resistência a um remédio: o uso excessivo, o tratamento insuficiente na dose indicada e o mal emprego. "O problema também recai na transmissão. Uma pessoa que desenvolveu resistência pode transmiti-la facilmente a outra pessoa se não se aplicarem os padrões básicos de higiene e proteção", acrescentou Raviglione.

O número de pessoas que morrem anualmente pela resistência aos remédios ainda não foi oficializado, embora se calcula que sejam "centenas de milhares ao ano", segundo Raviglione, contando, por exemplo, só 440 mil casos de multiresistencia aos tratamentos contra a tuberculose. "O fenômeno acelerou com o aumento da população mundial, com a extensão da longevidade que implica o aumento da ingestão de remédios para lutar contra mais doenças, com o aumento das viagens e das doenças imunodepressoras", assinalou Raviglione.

Além disso, não existem dados mundiais sobre o custo que envolve a resistência aos remédios, mas calcula-se que só na União Europeia o número alcança 1,5 bilhões de euros e nos Estados Unidos US$ 20 bilhões ao ano. Algumas das ações que podem contornar a situação passam por políticas transversais implementadas pelos Governos, mas também ações concretas como um maior e melhor controle da prescrição dos remédios por parte de médicos e farmacêuticos, assim como a redução da automedicação por parte dos pacientes.

Além disso, se requer uma implicação maior da indústria agrícola e animal, dado que atualmente existe um uso em massa de antibióticos para tratar plantas e animais doentes, o que está provocando uma resistência, que pode, posteriormente, ser transmitida aos humanos.

"Em um momento de diversas doenças no mundo, não podemos permitir que a perda de remédios essenciais - curas essenciais para milhões de pessoas - se transforme na próxima crise global", concluiu Chan.

Conheça o material da campanha internacional lançada pela OMS

Estado de Minas

Males do século 21

Por Américo Tângari Júnior

O homem chegou até aqui caminhando. Em sua origem, era nômade. Para sobreviver, fazia longas caminhadas diárias, quando não se deslocava do hábitat, abandonado por alguma razão que deixara de propiciar as mínimas condições de vida. Ia para outras regiões – muitas vezes longínquas, mas menos inóspitas. Milhões de anos depois, evoluiu muito. Criou tecnologia para quase todos os desafios impostos a ele. Mas adquiriu hábitos pouco saudáveis, muitos dos quais estão na origem dos principais males modernos. Um deles é o sedentarismo, que, aliado ao consumo abundante de alimentos pouco saudáveis, está provocando uma verdadeira epidemia de obesidade, caminho aberto para várias doenças, como cardiopatias, diabetes, hipertensão arterial, câncer, colesterol nocivo, problemas respiratórios, renais e digestivos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica a obesidade como uma epidemia, pois contabilizou mais de 300 milhões de obesos no mundo, um terço nos países em desenvolvimento. E vai além: para a OMS, a obesidade está entre os 10 principais problemas atuais de saúde pública internacional. No Brasil não é diferente. Segundo o Ministério da Saúde, a parcela da população cujo Índice de Massa Corporal (IMC) é igual ou superior a 30, considerada obesa de primeiro grau, passou de 11,4% para 13,9% em apenas três anos, entre 2006 e 2009. E a tendência é aumentar. Estima-se ainda que 4 milhões de brasileiros tenham atingido o estágio de obesidade grau três, ou mórbida, quando o IMC chega a 40. Tudo isso é preocupante. Com bom senso, ponderação e, sobretudo, sob supervisão médica, o sedentarismo pode ser tratado. A boa notícia é que a medicina evoluiu muito e vem, a cada ano, realizando descobertas, revendo parâmetros ultrapassados – enfim tornando acessíveis diagnósticos, métodos e protocolos que auxiliam os indivíduos a buscar uma vida mais saudável e mais longeva. Informação e moderação são aspectos cruciais nesse combate aos males do século 21.

Cada indivíduo é único, daí a relevância de acompanhamento constante a cada intervenção que mexa com seu organismo. Isto vale tanto para medicações como para a prática de exercícios físicos. A prevenção da obesidade é relativamente simples e consiste em equilibrar a ingestão calórica com o dispêndio energético. Se um indivíduo ingerir 3 mil calorias por dia e gastar o mesmo, manterá seu peso corporal. Se ingerir o mesmo e despender em exercícios 1 mil calorias a mais, emagrecerá. Mas até a recomendável prática de exercícios físicos precisa ser orientada e supervisionada por profissionais qualificados para identificar em cada indivíduo suas peculiaridades, vulnerabilidades e potenciais.

Uma simples caminhada pode ter consequências indesejáveis, perversas ou inócuas, dependendo do caso, se não for bem avaliada por profissional que leve em conta os limites e características de cada pessoa que o procura. Acumulamos conhecimentos que podem tornar a caminhada mais prazerosa e saudável. Devemos, porém, desenvolver mais uma habilidade que, se pudesse sintetizar em uma palavra, diria que é equilíbrio. Afinal, como bípedes, somos inatos nisso. Falta ampliar este atributo para todos os aspectos de nossa vida cotidiana.

Quarta-feira, 06.04.11

Agência Câmara de Notícias

Padilha virá à Câmara esclarecer denúncias sobre o Ministério da Saúde

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle vai realizar audiência pública com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para esclarecer as supostas fraudes e falta de fiscalização na Saúde, apontadas pelo ministro-chefe da Controladoria-geral da União (CGU), Jorge Hage Sobrinho.

A audiência pública está prevista para a próxima terça-feira (12), em horário e local a serem definidos.

Na entrevista ao jornal O Globo, em março deste ano, Hage afirmou que as fiscalizações in loco nos municípios, realizadas pela CGU, têm revelado a incidência de irregularidades graves na Saúde, o que revela “fragilidades no controle por parte do Ministério da Saúde em relação aos recursos”.

Combate à aids

Na mesma reunião, deverá ser discutida a falta de medicamentos de combate à Aids e de sua distribuição pelo Ministério da Saúde, o que estaria prejudicando o tratamento de milhares de pacientes em todo o País.

O debate foi solicitado pelos deputados Delegado Waldir (PSDB-GO) e Vanderlei Macris (PSDB-SP).

Saúde Business Web

Dia Mundial da Saúde: problemas e avanços em cena

Acompanhe o compilado do conteúdo especial para o Dia Mundial da Saúde

Sete de abril é um dia oportuno para colocar em evidência os problemas enfrentados pela saúde brasileira e também os avanços presenciados pelo setor.

Seguindo tal objetivo, o Saúde Business Web, juntamente com seus colaboradores de conteúdo, reúne informações macroeconômicas do setor ao longo da semana. A paralisação nacional dos médicos, também programada para o dia 07, não poderia ficar de fora.

O mote para a data, escolhido pela Organização Mundial da Saúde, é o combate a resistência antimicrobiana. No final do ano passado, o País enfrentou um grande surto da bactéria KPC. Para reduzir a resistência bacteriana no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda de antibióticos sem receita médica e determinou que as mesmas devem ter prazo de validade e ficarão retidas, além de conter informações do médico e do paciente, em casos de medicação controlada.

ANS

Encontro ANS edição Norte e Centro Oeste

O Encontro ANS edição Norte e Centro Oeste está sendo realizado em Brasília nos dias 5 e 6 de abril de 2011. O objetivo é fornecer informações técnicas, estreitar relações entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o mercado regulado e seus atores e comunicar diretrizes de atuação da Agência no setor de planos de saúde.

A abertura aconteceu na tarde do primeiro dia e contou com a presença de mais de 200 pessoas, representantes de operadoras de planos de saúde, prestadores de serviços de saúde, órgãos de defesa do consumidor, centrais sindicais, especialistas, técnicos e diretores da ANS.

O diretor presidente da ANS, Mauricio Ceschin, destacou o crescimento do setor e a necessidade de profissionalizar o atendimento do mercado, em crescimento. Em sua apresentação, ressaltou os números da saúde suplementar e detalhou as ações que estão sendo desenvolvidas em cada um dos nove eixos da agenda regulatória: temas que serão tratados prioritariamente pela ANS em 2011/12.

Leandro Reis Tavares, Bruno Sobral, Fatima Andreazzi (Diretora Adjunta de Gestão), Mauricio

Ceschin e Dalton Callado (Diretor Adjunto de Fiscalização) FOTO - Vinícius Loures

O diretor de Normas e Habilitações das Operadoras, Leandro Reis Tavares, ressaltou a importância do Encontro ANS para o estabelecimento da comunicação no setor e Bruno Sobral, diretor de Desenvolvimento Setorial, acrescentou que o evento é fruto da visão de que o bom relacionamento ajuda na construção de um mercado melhor para todos.

Durante a abertura do Encontro ANS, foi lançado o livro Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar, fruto de parceria entre a ANS e a Associação Médica Brasileira (AMB). O livro foi apresentado pelo coordenador do Programa de Diretrizes Clínicas da AMB, Dr.Wanderley Bernardo, e descreve 80 diretrizes baseadas nas melhores evidências, voltadas ao adequado cuidado aos pacientes pelos profissionais de saúde.

AGENDA


- 07 de Abril – Dia Mundial da Saúde


- ClasSaúde 2011

Evento acontece na cidade de São Paulo, SP.

"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e Ambientais" é o tema central dos seis congressos que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional de Saúde (CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde já se consolidou como palco das principais discussões que norteiam o setor.

Integram o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias da Informação e Comunicação em Saúde; 2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão e Políticas em Saúde Mental.

O Congresso Latino-Americano é o evento internacional do ClasSaúde e está dividido em três módulos: Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse ano a questão ambiental entra em discussão.

O site do ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no ar no início de março e trará os programas dos eventos, composição das comissões científicas, valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias e demais informações sobre os eventos. As inscrições também estarão abertas no mesmo período, com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML (estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios Clínicos).

Data: De 25 a 28 de maio de 2011

Local: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo, SP

Mais informações: http://www.classaude.com.br/


- Custos na Saúde e Pagamento por Pacotes

25 e 26 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

- Fornecer elementos para análise da constituição e do perfil dos custos da assistência à saúde no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização mediante formatação de pacotes para o pagamento dos serviços.

- Fornecer noções de Economia Básica e de custos em geral.

- Identificar os componentes dos custos na assistência à saúde.

-Identificar fatores que agravam os custos na saúde

-Destacar mecanismos de regulação na utilização dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos assistenciais.

- Avaliar o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde no mercado de saúde suplementar.

- Avaliar a repercussão da atuação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público e PROCON nos custos de assistência à saúde.

-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.

-Analisar recomendações para formatação, formalização e operacionalização de pacotes.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões

A Sustentabilidade da Autogestão

11 e 12 de abril

Hotel Naoum Plaza Brasília

SHS - Setor Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília DF

O evento, com repercussão nacional, é um importante ambiente de debate da área de assistência à saúde suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos eventos que promove como forma de estimular a reflexão de todos os agentes da área da saúde. Com um público estimado em 200 participantes o "2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde - A Sustentabilidade da Autogestão" terá o objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para o segmento de autogestão em saúde.

Informações

Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)


- Home Care: Problema ou solução?

04 e 05 de abril de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo - Capacitar os profissionais da Área de Saúde, através de reflexões e aprimoramento dos aspectos pessoais e comportamentais inerentes ao atendimento domiciliar, visando atender as demandas do mercado.

Instrutora: Maria Antonieta Turci Rulli

Informações: Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322 com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Encontro ANS - edição Norte e Centro-Oeste

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá, nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores da saúde suplementar para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado.

Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos da Agência, além de representantes de operadoras de planos de saúde, órgãos de defesa do consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde e centrais sindicais.

O evento será realizado em Brasília, no Centro de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para convidados e instituições inscritas.

As inscrições estão abertas e devem ser realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço, exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por representantes de operadoras de planos de saúde com registro de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Poderão participar até dois representantes de cada operadora por dia de evento.

Confira a programação do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf

- IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde

Nos dias 31 de março e 01 de abril, das 8h às 18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista, São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com palestrantes nacionais e internacionais, referências no mercado de saúde mundial.

Serão apresentadas palestras e mesas de discussões com a participação de grandes personalidades, como Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien Audette, CEO do Accreditation Canada Global.

“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança, para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello, CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)

- LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO SINOG DE ODONTOLOGIA

Sinog premiará dentistas e estudantes de odontologia

Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos concorrentes até 15 de abril de 2011

O Sinog - Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba de lançar a 10ª edição do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação e fidelização da rede credenciada das operadoras e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos beneficiários dos planos odontológicos", e para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico e controle de qualidade dos serviços odontológicos podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação do credenciado com a operadora de planos odontológicos".

A novidade nesta edição é que, embora os ganhadores anteriores das três últimas edições não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas recém formados, com o registro profissional, e que tenham participado na categoria de estudantes, nas edições anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva modalidade.

Na modalidade cirurgiões-dentistas o prêmio é de R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu. Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$ 8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um professor orientador, o docente receberá como homenagem uma menção honrosa e a participação na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também receberá um troféu.

As inscrições para a 10ª edição, com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em local a ser divulgado. Mais informações poderão ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br ou pelo telefone (11) 3289-7299.

O Prêmio Sinog de Odontologia

Idealizado com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas, seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes a cada nova edição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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