Leia
nesta edição:
- Desafios
da nova década
- Serviços e preços administrados puxam inflação
no semestre, diz IBGE
- Deputados
da Saúde
revoltados com Governo
- Dengue sob novo controle
- Novas diretrizes
para hepatite C ampliam duração
do tratamento
- Número de beneficiários
de planos sobe 2%
- Prorrogada
a consulta pública sobre o padrão
TISS
- A partir
de agosto Convênio médico poderá ser
trocado
- Saúde lidera busca por benefícios
- “SUS:
do Caos ao Ideal”
- Santa Casa
de Ribeirão mantém
veto a atendimento pelo SUS
- CNJ quer
que Judiciário dê mais atenção à saúde
- Desafios
da nova década
- Verbas
da saúde não
levam em conta a natureza do gasto, avalia relator da LDO 2012
- CAS aprova
legitimidade de conselhos de secretários
de saúde para negociar pelo SUS
- Prorrogado
funcionamento da subcomissão sobre saúde
complementar
- Comissão aprova regulamentação de cooperativas
de profissionais da saúde
- Marco Maia
tentará acordo
para votar Emenda 29 em setembro
- Abramge
quer reajustes dos médicos no marco regulatório
da saúde complementar
- Regulamentação farmacêutica nas sub-regiões
das Américas
Quinta-feira, 07.07.11
Jornal
de Brasília
Desafios
da nova década
Os meios
de enfrentar os desafios impostos pela nova década
na área de saúde foram apresentados pelo presidente
da Confederação Nacional de Saúde (CNS),
José Carlos Abrahão, no último dia 30 de
junho, durante o VII Congresso Latino Americano de Administradores
de Saúde, em Porto Rico. Representando o Brasil, ele falou
ainda sobre governança na América Latina para lideranças
do Uruguai, Bolívia, Espanha, Equador, México e
Chile.
Valor
Econômico
Serviços e preços administrados puxam inflação
no semestre, diz IBGE
Por Rafael Rosas
A inflação medida pelo Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro semestre atingiu 3,87%,
o maior patamar para os seis primeiros meses do ano desde os
6,64% entre janeiro e junho de 2003. Os dados apresentados hoje
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
mostram ainda que o índice foi puxado pelos não
alimentícios, que subiram 4,10% no primeiro semestre,
enquanto os alimentos avançaram 3,11%. Dentro dos não
alimentícios, as principais alavancas para a alta foram
os administrados e monitorados e os serviços.
O maior impacto
para a inflação no primeiro semestre
veio do grupo transportes, que subiu 4,34% entre janeiro e junho,
com impacto de 0,81 ponto percentual sobre o IPCA.
Entre os
maiores impactos no primeiro semestre, o IBGE ressaltou que
os preços administrados e os serviços, em conjunto,
contribuíram com 61% do IPCA de 3,87% entre janeiro e
junho. A lista dos 26 preços administrados e monitorados
analisados pelo IBGE - que segue a definição do
Banco Central - aponta para um impacto de 1,07 ponto percentual
nos seis primeiros meses do ano, contra 0,42 ponto percentual
em igual período do ano passado. A influência registrada
equivale a 28% do IPCA.
Entre os
administrados e monitorados com maior impacto, destaque para
o ônibus urbano, com alta de 8,41% no primeiro trimestre
e influência de 0,31 ponto percentual no IPCA; gasolina,
com aumento de 6,15% e impacto de 0,24 ponto percentual; plano
de saúde, com avanço de 3,59% e contribuição
de 0,12 ponto percentual; e produtos farmacêuticos, com
alta de 3,99% e influência de 0,11 ponto percentual.
No caso dos
serviços, os 20 itens acompanhados pelo IBGE
mostraram contribuição de 1,28 ponto percentual,
equivalente a 33% do IPCA semestral. Entre os maiores impactos,
destaque para os colégios, com alta de 7,97% e contribuição
de 0,39 ponto percentual para o IPCA; para os empregados domésticos,
com avanço de 5,48% e influência de 0,19 ponto percentual;
e para o aluguel, com alta de 5,87% e impacto de 0,16 ponto percentual.
"A alta dos serviços é reflexo da alta da
renda, enquanto nos monitorados há repasse da inflação
mais alta em 2010", afirmou a gerente de índices
de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. "Já os
alimentos ajudaram a segurar a inflação no primeiro
semestre", acrescentou.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Deputados
da Saúde
revoltados com Governo
Comissão de Seguridade da Câmara inicia rebelião
contra a decisão do Governo de impedir a regulamentação
da Emenda Constitucional da Saúde
A decisão do Governo de impedir a regulamentação
da Emenda Constitucional 29, a Emenda da Saúde, provocou
reações de revolta na Comissão de Seguridade
Social e Família da Câmara. Os parlamentares condenaram
a atitude do Governo e exigiram a votação da matéria
ainda neste semestre, para que a saúde tenha mais recursos
e as brechas para desvios sejam fechadas. Segundo explicou o
deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente
Parlamentar da Saúde, foi iniciada uma verdadeira rebelião
entre deputados da base aliada.
Na reunião das lideranças partidárias,
na última terça-feira (05), um dos temas em debate
foi a regulamentação da Emenda Constitucional 29,
cuja votação está emperrada na Casa por
conta de apenas um Destaque. Todos os líderes, com exceção
dos representantes do Governo e do PT, defenderam a votação
da matéria, para que o Projeto possa retornar à sua
Casa de origem, o Senado. Mas, para que isso aconteça, é necessário
que o Governo retire a urgência constitucional do Projeto
do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico
e ao Emprego) e libere a pauta, o que foi descartado.
O temor do
Governo é que lá no Senado seja rejeitado
o texto da Câmara e reeditado o Projeto original que altera
a forma de composição do orçamento da saúde,
de variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto),
como é hoje, para 10% das receitas correntes brutas, o
que forçaria a União a gastar mais R$ 29,3 bilhões
no Sistema Único de Saúde (SUS). O PLP 306/2008
fixa percentuais mínimos a serem gastos com saúde:
12% da arrecadação para os estados e 15% para os
municípios. Além disso, deixa claro o que são
ações e serviços de saúde, impedindo
que outras despesas sejam incluídas como gastos no setor.
Só esse dispositivo garantiria mais R$ 3 bilhões
para a saúde.
Para o presidente
da Comissão de Seguridade Social e
Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), não é correto
o Governo impedir a votação na Câmara por
conta do medo de perder no Senado. Ele informou também
que nenhum governador se posicionou contra a EC 29. Ao contrário,
todos os secretários estaduais de saúde têm
se manifestado a favor da matéria. O deputado Marcus Pestana
(PSDB-MG) contestou a alegação do Governo de que
os governadores estariam contra. “Não há motivo
para não votar. Virou novela. O governador do meu Estado,
Antônio Anastasia, apoia a regulamentação
da EC 29”, disse. Pestana ressaltou ainda que os deputados,
para a sociedade, estão pagando, com a não votação
da Lei da Saúde, uma conta que é só do Governo.
Osmar Terra
(PMDB-RS) ressaltou que todos os deputados da Comissão
estão do mesmo lado, que existe convergência sobre
o tema. João Ananias (PCdoB-CE) destacou que a Câmara
não tem qualquer ingerência sobre o Senado. “Aqui
na Câmara depende de nós. Lá no Senado, depende
dos senadores”. O deputado Doutor Jorge Silva (PDT-ES)
afirmou que “não se pode contaminar a regulamentação
da EC 29, a Emenda da vida, com a PEC 300, que trata de piso
salarial na área da segurança pública”.
Silva também ressaltou que o governador Renato Casagrande é favorável à EC
29.
Para Jandira
Feghali (PCdoB-RJ), quando um líder do Governo
diz que não gosta da EC 29, é o mesmo que um juiz
afirmar que não aceita a Lei Maria da Penha. Toninho Pinheiro
(PP-MG) condenou a atitude do Governo que, segundo ele, “precisa
ter amor e respeito à vida. Tenho vergonha de receber
meu salário sem ter conseguido votar a Lei da Saúde”.
Já o deputado Mandeta (DEM-MS) disse que “se o Pronatec
tem urgência constitucional, vamos ter que decretar uma
urgência urgentíssima para a EC 29”, defendeu.
O deputado
Darcísio Perondi lamentou que a presidente
Dilma Rousseff não esteja cumprindo o que afirmou em seu
discurso de posse. “Infelizmente, a saúde continua
não sendo a prioridade do Governo”. Perondi garante
que quase todos os parlamentares querem votar a regulamentação
da EC 29, para aumentar os recursos públicos na saúde
de todos os brasileiros. “De novo a votação
está sendo adiada e a saúde não está sendo
priorizada. É lamentável passar mais um semestre
sem uma resposta para a sociedade”, completou Perondi.
Correio Braziliense
Dengue sob novo controle
Os casos
de morte pela doença caem 44% no primeiro semestre,
mas governo alerta que as ações voltadas para a
enfermidade precisam, além de combater o mosquito, focar
em complicações mais agudas
Por Ana Elisa Santana
Após sofrer uma das maiores epidemias de dengue em 2010 — cerca
de 1 milhão de pessoas foram contaminadas entre janeiro
e dezembro, segundo estimativa do Ministério da Saúde
(MS) —, o número de casos graves confirmados da
doença caiu 45% nos seis primeiros meses deste ano em
comparação ao mesmo período do ano passado.
As mortes causadas pela dengue também diminuíram:
em 2011, foram 310 óbitos, enquanto de janeiro a junho
de 2010 o órgão registrou 554 casos. Uma redução
de 44%.
No entanto,
o cenário da dengue em alguns estados brasileiros é bem
diferente dos animadores números gerais. Apenas cinco
unidades da Federação — Rio de Janeiro, Espírito
Santo, Ceará, Amazonas e São Paulo — concentram
69% dos registros graves da doença. As diferenças,
segundo o secretário de Vigilância em Saúde
do MS, Jarbas Barbosa, se dão porque estados como Rio
de Janeiro e Amazonas não tiveram uma situação
endêmica tão grave quanto o restante do país.
No Ceará, onde houve um aumento de 1.100% de mortes, há um
sistema mais eficiente para a confirmação de óbitos
pela doença, segundo o secretário. “Eles
conseguiram identificar a dengue como causa de morte até mesmo
em alguns municípios muito isolados”, diz Barbosa.
O foco do
combate à dengue neste ano foram os casos graves
e as mortes provocadas pela doença. Segundo Jarbas Barbosa,
a surperposição e a recirculação
dos vírus que causam a dengue fizeram com que não
houvesse um queda muito grande dos registros. O vírus
tipo 1 é o mais comum no país, mas houve aumento
da circulação dos sorotipos 2 e 4. Esse último
voltou a circular após 28 anos sem registro pelos órgãos
de saúde. “A dengue passa por uma modificação
no Brasil. Ela deixa de ser uma doença que produz casos
leves e aumenta a possibilidade de casos graves”. Por esse
motivo, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
os esforços devem ir além do combate ao mosquito
Aedes aegypti, transmissor da doença. “A ideia de
que combate é reduzir o foco e combater o mosquito já é ultrapassada
para a realidade brasileira. O diagnóstico precoce para
viabilizar o tratamento adequado é fundamental para reduzir
os casos graves”, explica o ministro.
Qualificação
Para manter
o bom resultado no combate à dengue durante
o segundo semestre do ano, quando há menos casos registrados
devido à menor incidência de chuvas, a Saúde
planeja fazer treinamentos rápidos com profissionais de
saúde, em horário de serviço, a fim de “renovar
o conhecimento do médico e alertá-lo para a possibilidade
de casos mais graves da doença”, afirma o ministro.
Também serão mantidas as campanhas para a prevenção
convencional. “É fundamental que estados com poucos
casos não baixem a guarda, assim como os que tiveram muitos
casos reforcem as ações”, diz Padilha.
Outra forma
de combate à dengue, a vacina contra a doença
deve começar a ser usada no país em cerca de três
meses, segundo o secretário Jarbas Barbosa. De acordo
com ele, há dois laboratórios brasileiros desenvolvendo
tipos de imunização e um produtor internacional
está testando uma vacina no Espírito Santo.
O
Estado de São
Paulo
Novas
diretrizes para hepatite C ampliam duração
do tratamento
Elogiado
por médicos e ONGs, protocolo foi atualizado
pelo Ministério da Saúde e deve ser divulgado na
próxima semana; outra novidade é que a biópsia
do fígado deixará de ser critério, em alguns
casos, para que o doente tenha acesso à medicação
Por Fernanda Bassette
O Ministério da Saúde vai atualizar o protocolo
de tratamento de pacientes com hepatite C. Entre as novidades
está a permissão ao médico de prolongar
para até 72 semanas a terapia dos doentes que apresentam
resposta lenta à medicação - cerca de 40%
dos pacientes em tratamento.
Pela diretriz
atual, o paciente é tratado até completar
48 semanas e, caso não esteja com a carga viral indetectável
nessa fase, tem de pedir autorização para o Comitê Estadual
de Hepatites Virais para conseguir a continuidade do tratamento.
Os casos são analisados individualmente e precisam ser
justificados.
Segundo Jeová Fragoso, presidente do Grupo Esperança
de Apoio aos Portadores de Hepatite, a nova portaria - que deve
ser divulgada na próxima semana - não faz mais
essa exigência. Fragoso é um dos membros do comitê técnico
que participou da atualização das diretrizes.
"Para nós é um avanço, apesar de ainda
ser uma atualização modesta. Agora a portaria deixa
a critério do médico avaliar se o paciente precisa
ou não continuar o tratamento até completar 72
semanas", afirma.
O hepatologista
Mário Pessoa, vice-presidente da Sociedade
Brasileira de Hepatologia e membro do comitê técnico,
também considera o novo protocolo um progresso. "O
documento amplia o alcance ao tratamento. Até então,
casos especiais eram submetidos ao comitê técnico.
Sou favorável à flexibilização do
subgrupo de resposta lenta."
Segundo o
hepatologista Raymundo Paraná, presidente da
Sociedade Brasileira de Hepatologia e também membro do
grupo que elaborou o documento, ainda não há um
consenso médico sobre o prolongamento do tratamento, mas,
mesmo assim, o comitê entendeu que seria mais seguro para
o doente. "Os resultados do prolongamento são conflitantes.
Não sei responder se (ele) aumenta a chance de cura. Além
disso, a tendência é de que o paciente abandone
um tratamento tão longo", avalia.
Biópsia. Outra novidade da portaria, segundo Paraná, é que,
em alguns casos específicos, a biópsia de fígado
deixará de ser critério para que o doente possa
ter acesso ao tratamento. Ela não será mais exigida
para os pacientes com o tipo 2 e 3 da doença e também
para aqueles com cirrose e sintomas bem estabelecidos. Hoje,
o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) pode
demorar até um ano para conseguir fazer o procedimento.
"A biópsia é um dos principais gargalos que
o doente do SUS enfrenta para conseguir iniciar o tratamento.
Ela não dá equidade ao processo. Com essa alteração
na portaria, cerca de 40% dos pacientes serão beneficiados",
diz.
Outro item
abordado no documento será a inclusão
de pacientes com os genótipos 2 e 3 da hepatite C no tratamento
com interferon peguilado - droga mais moderna e com melhores
resultados, que é usada atualmente apenas nos pacientes
com o subtipo 1 do vírus, o mais comum. Hoje, esses pacientes
recebem a droga convencional.
"O interferon peguilado é uma droga mais cara, mas
traz melhores resultados. Essa era uma briga antiga da sociedade
de hepatologia", diz Paraná.
Para Carlos
Varaldo, presidente do Grupo Otimismo, o protocolo traz avanços importantes, mas deveria ser atualizado com
mais frequência. "O documento em vigor é de
2007. Esse novo protocolo foi discutido durante mais de um ano.
O problema é que as evidências científicas
mudam a cada semana, novos tratamentos surgem e não são
oferecidos na rede. O que queremos é que o paciente tenha
acesso às terapias de ponta."
Novas drogas.
Segundo Fragoso, do Grupo Esperança, a
expectativa dos pacientes é que as novas drogas que estão
em fase de aprovação na Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) sejam incluídas
em protocolos futuros. "Estão chegando os inibidores
de protease, que parecem trazer mais resultados."
O Ministério da Saúde foi procurado, mas não
quis detalhar a nova portaria. Segundo a assessoria de imprensa
do Programa DST/Aids e Hepatites Virais, o documento será divulgado
na próxima semana, em evento com o ministro Alexandre
Padilha. Em nota, a assessoria informou que o protocolo detalhará as
situações de prolongamento da terapia, quando indicado.
PARA ENTENDER
Forma
crônica
atinge 85%
A hepatite
C é causada por um vírus que ataca
as células do fígado. Em 15% dos casos, a doença
provoca uma infecção aguda, que acaba sendo curada
pelo organismo. Mas, em 85% dos infectados, evolui para uma forma
crônica, que pode levar a doenças hepáticas
como a cirrose e o câncer.
É transmitida por sangue contaminado, em transfusões
ou compartilhamento de seringas para injeção de
drogas. Em circunstâncias raras ocorre a transmissão
por via sexual e, em cerca de 5% dos casos, também a transmissão
vertical, ou seja, de mãe para filho. Casos de transmissão
por meio do leite materno não são conhecidos. Em
20% a 30% dos casos a via de contaminação não é determinada.
Brasil
Econômico
Número de beneficiários
de planos sobe 2%
De acordo
com a ANS, levando em consideração o
primeiro trimestre do ano, 46,6 milhões de pessoas possuem
planos de assistência médica e 15,3 milhões
têm planos exclusivamente odontológicos.
Segundo a
Agência Nacional de Saúde Suplementar,
o crescimento de 2,01% no número de beneficiários
de planos de assistência médica é o maior
já verificado em um primeiro trimestre.
O aquecimento
do mercado é confirmado ainda pelo número
de registros de operadoras no período. Pela primeira vez
em dez anos, o número de novos registros de operadoras
(16 novas operadoras no trimestre) foi maior que o número
de cancelamentos (seis operadoras canceladas).
Ressalte-se que, no primeiro trimestre de 2010, foram registradas
apenas quatro operadoras, enquanto 41 foram canceladas.
Por sua vez,
os dados de receita e despesa assistencial das operadoras indicam
que
as operadoras médico-hospitalares
tiveram uma receita de R$ 72,7 bilhões, em 2010, 13,2%
a mais que no ano anterior.
A sinistralidade
(razão entre a despesa assistencial
e receita de contraprestações) teve ligeira redução,
passando de 83% para 81,1%.
Quanto às operadoras exclusivamente odontológicas,
a receita de R$ 1,7 bilhão é 23,5% superior a de
2009. A sinistralidade destas operadoras apresentou comportamento
semelhante, passando de 48,5% para 45,9%.
ANS
Prorrogada
a consulta pública sobre o padrão TISS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) prorrogou
até o dia 05 de agosto de 2011 a consulta pública
nº 43, que apresenta propostas de resolução
normativa e instrução normativa sobre a atualização
do Padrão Obrigatório para a Troca de Informações
na Saúde Suplementar (Padrão TISS). As normas colocadas
em consulta representam uma evolução no caminho
da padronização e interoperabilidade dos sistemas
de informações em saúde na Saúde
Suplementar.
A consulta é resultado das propostas identificadas nos
grupos técnicos do Comitê de Padronização
de Informação da Saúde Suplementar (COPISS)
e da oficina de trabalho realizada pela ANS em setembro de 2009.
Para o Gerente-Geral
de Integração Setorial da
ANS, Antonio Endrigo, a ampliação da Terminologia
Unificada da Saúde Suplementar (TUSS) é um dos
principais tópicas da Consulta Pública. Segundo
ele, a TUSS unificará procedimentos médicos e odontológicos
e passará a ser composta de novos termos, dentre estes,
os procedimentos e eventos em saúde, materiais, órteses
e próteses, medicamentos, diárias, taxas e gases
medicinais, entre outros. “A ampliação da
TUSS propiciará melhor gestão das informações
de saúde.” Afirma Endrigo.
Segundo Endrigo,
a padronização das guias de solicitação
de quimioterapia, radioterapia e de órteses e prótese,
e a unificação dos termos médicos e odontológicos
também estão previstos na proposta.
A nova Resolução Normativa revogará a
RN 153, de 28 de maio de 2007.
Consulta
Publica 43 - Atualização do Padrão
de Troca de Informação na Saúde Suplementar
(Padrão TISS)
Início:
07/06/2011
Término:
05/08/2011
Correio de Alagoas
A
partir de agosto Convênio médico poderá ser
trocado
Por Raul Rodrigues
Os 1,6 milhão de clientes de planos de saúde contratados
até 1º de janeiro de 1999 poderão atualizar
seus contratos pelas novas regras da ANS (Agência Nacional
de Saúde Suplementar) a partir do dia 4 de agosto.
Pelas novas
regras, na adaptação, as operadoras
só poderão cobrar até 20,59% da mensalidade
atual para os clientes que optarem pela mudança do contrato.
No caso da adaptação, eles terão direito às
vantagens oferecidas no contrato original, além da garantia
da cobertura mínima exigida dos convênios atuais.
Já para os clientes que optarem pela migração
do contrato, será possível consultar as opções
de convênio disponíveis no mercado. De acordo com
a regulamentação publicada ontem pela ANS, o cliente
poderá verificar quais planos de saúde estão
na mesma faixa de preço.
Agência
Estado
Saúde lidera busca por benefícios
Por Fernando Scheller
Assistência médica de empresas é vista como
fim da dependência do serviço oferecido pelo Governo
A saúde está no centro das preocupações
do trabalhador brasileiro quando o assunto são os benefícios
oferecidos pelas empresas. Uma pesquisa mundial realizada pela
seguradora MetLife mostra que, a exemplo do que ocorre em outros
países emergentes, o trabalhador brasileiro tem como prioridade
garantir que sua família não fique refém
dos precários serviços oferecidos pela administração
pública.
Segundo a
pesquisa, os quatro benefícios mais valorizados
pelos trabalhadores no País são plano de saúde
(citado por 90% dos entrevistados), seguido por seguro de vida
(72%), assistência odontológica (59%) e vale-alimentação
(56%).
De acordo
com Shankar Chaudhuri, executivo de inteligência
de mercado da MetLife, há pontos de convergência
nos perfis de benefícios procurados em nações
emergentes e desenvolvidas. "Com o orçamento dos
governos mais pressionados desde a crise econômica, há a
tendência é de que um fardo maior em relação
aos serviços básicos recaia sobre as empresas também
em nações desenvolvidas", diz o especialista.
Previdência
Ao mesmo
tempo, com o início do processo de envelhecimento
da população em países emergentes, ganha
força a preocupação com uma vida confortável
depois da aposentadoria.
"Na Índia, não há um sistema público
de aposentadoria, e as mudanças na sociedade não
permitem mais que as pessoas confiem no sistema familiar que
vigorou até agora. À medida que a população
fica mais urbana, cresce a consciência de que é preciso
se preparar para a velhice", afirma Chaudhuri.
No Brasil,
embora os benefícois mais citados pelos trabalhadores
ainda se refiram a necessidades imediatas, como tratamento de
saúde e alimentação, o plano de previdência
já aparece citado por 53% dos entrevistados. No entanto,
a maior parte dos trabalhadores ainda não fez nada para
engordar a aposentadoria do sistema oficial, cujo teto hoje é de
R$ 3.689,66 por mês - somente 25% da força de trabalho
já adquiriu um plano de previdência privada, por
exemplo.
A falta de
medidas concretas para garantir o futuro após
a vida economicamente ativa faz com que o brasileiro se mostre
preocupado com a velhice. Entre os entrevistados, 69% disseram
estar apreensivos com a situação financeira após
a aposentadoria, especialmente no que se refere a tratamentos
de saúde.
Segundo o
levantamento, a baixa penetração de
planos de previdência no País pode estar relacionada à dificuldade
nacional em poupar, mesmo na comparação com países
similares. No Brasil, a taxa de poupança está em
cerca de 15% do PIB, contra 54% da China e 31% da Índia.
Saúde
Business Web
“SUS:
do Caos ao Ideal”
Por Sandra Franco
O Brasil
atravessa um momento econômico que tem provocado
uma dinâmica social de forma a se construir uma sociedade
menos desigual. Um dos desejos das classes C e D é o de
adquirir um plano de saúderivaquelhe permita um melhor
atendimento. A população enxerga no SUS um serviço
deficiente, cuja estrutura em mais de 300 municípios não
apresenta um médico sequer. Um sistema que nasceu para
ser universal acaba por significar a exclusão de muitos
a um direito básico: viver com dignidade.
Impressionam,
porém, as contradições existentes
entre essa aparente verdade de que o SUS não funciona.
Demonstram os números: o Brasil gasta 8% de seu PIB com
Saúde. Deste percentual, 3,4% é destinado para
a saúde pública.
Essa foi
a tônica da discussão da 16ª Conferência
Municipal de Saúde de São Paulo, como etapa da
Conferência Estadual de Saúde, realizada nos últimos
dias 28 e 29 de junho. O tema do encontro não poderia
ser mais apropriado: “Todos usam o SUS! SUS na Seguridade
Social – Política Pública, Patrimônio
do Povo Brasileiro.”
Pelas palavras
da assessora do ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, há iniciativas que demonstram a eficiência
na gestão do SUS. Ela usou durante a conferência
paulista, o exemplo da compra centralizada pelo Ministério
da Saúde do medicamento Glivec, para tratamento de câncer.
O objetivo foi reduzir o custo da quimioterapia no SUS e aumentar
o acesso da população brasileira a esse tratamento.
O acordo com o laboratório fornecedor permitiu uma redução
de 50% no valor do medicamento.
Segundo o
Ministro da Saúde, entre os 45 milhões
de usuários da saúde privada há 90% de procedimentos
de alta complexidade são realizados pelo SUS, pela ausência
de cobertura. Medicamentos caríssimos prescritos na saúde
privada são oferecidos pelo SUS, normalmente após
a provocação do Poder Judiciário. Muito
embora, se o medicamento estiver disponibilizado no SUS, desnecessária
tem sido a propositura de uma ação.
Outro índice interessante: do número total de
leitos oferecidos pelo SUS, contabiliza-se que 51% sejam usados
pelo setor privado, contratados sem regulamentação.
Entende-se, destarte, a razão de uma das propostas mais
aclamadas pelos delegados, representantes das 24 regiões
onde se localizam as subprefeituras do município, para
que um modelo de gestão seja “100% SUS, com financiamento
exclusivamente público e operando com uma única
porta de entrada.
De outro
lado, vê-se que onde o SUS não oferece
leitos o suficiente para a demanda local, não possui um
equipamento para um exame ou os equipamentos existentes encontram-se
sem manutenção. Restará ao sistema a locação
desses recursos da rede privada, os quais serão pagos
com recursos da saúde pública. Fácil chegar à conclusão
de que falta uma gestão mais eficiente.
São Paulo tem-se mostrado um modelo de privatização
da gestão de saúde. As Organizações
Sociais de Saúde (OSS), representadas por pessoas jurídicas
de direito privado sem fins lucrativos, foram o alvo de crítica
durante o encontro. Algumas das proposições que
serão levadas para a Conferência Estadual passam
pela exclusividade de gestão pública. A proposta “Não à privatização”,
quando votada em plenária teve maioria dos votos, com
direito à ovação pelos delegados presentes. “Saúde
pública com gestão pública”, quando
votada ratificou esse posicionamento.
Foram apresentados
dados na plenária que justificam certa
preocupação. Há alegações
de que, em certos hospitais sob gestão de uma OSS, são
reservados 25% dos leitos para atendimentos particulares ou para
a clientela usuária de seguros/planos privados. O fato
de a OS ser entidade de direito privado, é a busca pelo
lucro com os procedimentos de saúde que parece ser seu
objetivo principal. A consequência é, para os defensores
de uma gestão exclusivamente pública, um prejuízo à cidadania
em relação aos direitos à assistência à saúde.
Não obstante, exercendo a democracia, os gestores da
Secretaria de Saúde entendem que as OSS possibilitam agilidade
ao atendimento, contrapondo-se ao entendimento majoritário
da plenária. O argumento da celeridade procede se considerado
que uma OS pode contratar trabalhadores livremente pela CLT,
dispensando os morosos concursos públicos,apenas para
se citar um exemplo.
O conceito
dos participantes, usuários, trabalhadores
e gestores (esses em menor número) é o de que a
precarização das relações de trabalho
no setor de saúde começa no fato de uma instituição
pública contratar desde os serviços de hotelaria
até médicos de diferentes empresas privadas, a
depender do modelo de gestão. Esta seria a justificativa
para o não comprometimento com a qualidade do Sistema,
com a humanização no atendimento e a não
inclusão dos seguimentos de maior complexidade: idosos,
moradores de rua, doentes mentais.
Seguindo
essa lógica conceitual do SUS, não surpreende
que as propostas para projetos de educação continuada
envolvam apenas os trabalhadores concursados. Tal direcionamento
dos recursos investidos no aperfeiçoamento profissional
representaria a valorização do trabalhador e a
certeza de que o usuário do sistema seria beneficiado.
O Ministério da Saúde tem acenado, por outras
iniciativas, para a importância de se retomar o Pacto Interfederativo
pela Saúde: Município, Estado. União. Para
que o pacto tenha eficácia será importante a identificação
das necessidades de saúde locais, como serão aplicados
os percentuais de cada esfera, a determinação dos
indicadores de avaliação e das metas de saúde,
entre outros fatores. Com esses dados seria possível formalizar
o Contrato Organizativo da Ação Pública
na Saúde, que está contemplado na Emenda Constitucional
29/2000, a qual aguarda regulamentação por projeto
de lei a ser votado na Câmara (há dez anos!).
Os objetivos
daqueles que estiveram presentes a essa conferência
resumem-se a três temas centrais: as políticas públicas
de saúde na Seguridade Social; a participação
da comunidade e controle social e, como eixo central: a gestão
do SUS.
Para finalizar
vale destacar uma ocorrência interessante.
Um ícone da conferência: o imprescindível
comparecimento a uma consulta com especialista da rede (marcada
há muito tempo) foi a justificativa para a ausência
de uma delegada regional de saúde, cadeirante. A interlocutora,
ao usar seu direito à fala, complementou para a Plenária
: “Vocês sabem como funciona o sistema. Se ela perdesse
a consulta hoje, outra, só daqui a 2 (dois) anos”
EPTV
Santa
Casa de Ribeirão mantém
veto a atendimento pelo SUS
Por Mariana Lucera
Categoria
cobra acordo sobre plantões e espera verba
relativa ao mês de maio
Os médicos da Santa Casa de Ribeirão Preto se
reuniram na manhã desta quarta-feira (6), em nova assembleia
no hospital, e decidiram manter o veto ao atendimento a pacientes
pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A categoria
espera que o restante da dívida da prefeitura com o órgão
seja pago e exige acordo a respeito de pagamentos de plantões.
O diretor
técnico da Santa Casa, Luiz Antônio Araújo
Dias, diz que os médicos querem pagamento em dia, além
de receber por plantões. "Nunca recebemos as horas
trabalhadas em plantões."
O presidente
administrativo da Santa Casa, José Antônio
Bonifácio, disse nesta quarta, em entrevista coletiva,
que a prefeitura continua a dever ao hospital repasses do SUS.
Isso porque maior parte do dinheiro depositado nesta quarta é referente
ao adiantamento do convênio que o governo municipal precisa
repassar em todo o começo de mês, e não o
que seria destinado ao saldo das dívidas. A assessoria
de imprensa da prefeitura não vai se manifestar sobre
o caso.
"Na coletiva da prefeitura foi dito que a insatisfação
dos médicos era com a Santa Casa. Isso não está certo,
porque pagamos os médicos corretamente, desde que nos
seja feito o repasse do SUS", diz Bonifácio.
Ele explica
que o dinheiro depositado nesta quarta para a Santa Casa, no
valor
de R$ 1,2 milhão, faz parte do adiantamento
do faturamento do mês de junho, que deve ser pago no começo
de julho. "Esse valor não tem relação
com os repasses atrasados", afirma.
Ele diz que,
dos R$ 380 mil que a prefeitura deveria da segunda parcela
do pagamento
do mês de abril e que não foi
feito até a última terça-feira (5), foi
pago R$ 269.325.
"Ou seja, de abril, ainda falta pagarem R$ 110.674, além
da segunda parcela de maio, que também está atrasada
e é de R$ 678.079."
Bonifácio quer uma reunião com a prefeita, para
discutir também isenção pela coleta do lixo
hospitalar.
Outro lado
A assessoria
de imprensa da prefeitura diz, em nota, que não
vai se pronunciar enquanto a Santa Casa não oficializar
a situação e comunicar a decisão à administração.
A nota ainda
informa que a prefeitura não vai discutir
o caso por meio da imprensa, porque "estranha" o fato
da Santa Casa não ter procurado resolver a situação
pelos meios administrativos. "Tanto a Santa Casa, quanto
a prefeitura têm órgãos competentes para
resolver essas questões."
A reportagem
questionou, por e-mail, sobre os valores que estariam atrasados,
referentes
ao pagamento de maio, e o valor que faltou
pagar de abril, mesmo após o depósito feito na última
terça, mas não obteve resposta.
Consultor
Jurídico
CNJ
quer que Judiciário dê mais atenção à saúde
O Conselho
Nacional de Justiça aprovou, na terça-feira
(5/7), recomendação a todos os tribunais para que
adotem medidas com vistas a subsidiar melhor os magistrados e
demais operadores de Direito no estudo e julgamento de decisões
relacionadas à saúde.
Desde o ano
passado, por meio do Fórum da Saúde,
o CNJ vem avaliando e monitorando as ações judiciais
na área, sobretudo os setores que mais demandam ações
na Justiça (em sua maior parte, pedidos relacionados ao
Sistema Único de Saúde — SUS). Os dois primeiros
levantamentos das ações judiciais de saúde
constataram a existência de 241 mil processos em tramitação
nos tribunais
A nova recomendação vem para complementar as ações
do Conselho e, ao mesmo tempo, levar os tribunais a separarem
as ações e contribuir com a avaliação
e monitoramento das que tratam de planos e seguradoras. Na prática,
o texto recomenda aos tribunais que celebrem convênios
para oferecimento de apoio técnico aos magistrados, sem ônus
para os tribunais, de médicos e farmacêuticos indicados
pelos comitês executivos estaduais do Fórum da Saúde.
Estes profissionais vão auxiliar os juízes e desembargadores
na formação de um juízo de valor quanto à apreciação
das questões clínicas apresentadas pelas partes,
observando-se as peculiaridades regionais de cada caso.
Os juízes também serão orientados a, por
meio das corregedorias de seus tribunais, oficiar (quando cabível
e possível) à Agência Nacional de Saúde
Suplementar, à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, ao Conselho Federal de Medicina e ao Conselho
Federal de Odontologia sobre os processos. O intuito é fazer
com que tais entidades possam se manifestar sobre a matéria
debatida dentro das suas atribuições e sobre obrigações
regulamentares das operadoras, bem como medicamentos, materiais, órteses,
próteses e tratamentos experimentais.
O CNJ recomendou,
ainda, no mesmo documento, que a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados
(Enfam) e as escolas de magistratura estaduais e federais promovam
seminários para estudo e mobilização na área
de saúde, de forma a propiciar maior discussão
e entrosamento sobre a matéria. E que os conselhos gestores
do Fórum da Saúde incluam, entre os seus integrantes,
um representante de planos de saúde suplementar.
A recomendação entra em vigor assim que for publicada
no diário eletrônico da Justiça — o
que acontece nos próximos dias. A matéria foi relatada
pelo conselheiro Milton Nobre, atual coordenador do Fórum
Nacional do Judiciário para a Saúde, que tem como
membros os conselheiros Marcelo Nobre e Nelson Tomaz Braga. Foi
aprovada, por unanimidade, pelo plenário do CNJ.
Quarta-feira, 06.07.11
Diário
da Manhã
Desafios
da nova década
Os meios
de enfrentar os desafios impostos pela nova década
na área de saúde foram apresentados pelo presidente
da Confederação Nacional de Saúde (CNS),
José Carlos Abrahão, no último dia 30 de
junho, durante o VII Congresso Latino Americano de Administradores
de Saúde, em Porto Rico. Representando o Brasil, ele falou
ainda sobre governança na América Latina para lideranças
do Uruguai, Bolívia, Espanha, Equador, México e
Chile.
Agência
Senado
Verbas
da saúde não
levam em conta a natureza do gasto, avalia relator da LDO 2012
A definição em vigor dos gastos em saúde
não obedece à lógica da classificação
funcional ou programática, mas tão somente a institucional,
sem levar em conta o objeto e a natureza do gasto, mas apenas
o órgão executor da ação.
A observação é feita pelo relator da Lei
de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, deputado
Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG). O relatório e
os destaques apresentados à proposta orçamentária,
cuja leitura foi concluída nesta quarta-feira (6), deverão
ser votados na próxima semana na Comissão Mista
de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização
(CMO).
Conforme
determina a Constituição, "as ações
e serviços públicos de saúde integram uma
rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único
e organizado que será financiado, nos termos do artigo
195, com recursos do orçamento da seguridade social, da
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios,
além de outras fontes".
Com a Emenda
Constitucional nº 29, foi estabelecida a participação
mínima de cada ente federado no financiamento das ações
e serviços públicos de saúde.
A Constituição determinou que lei complementar,
a ser reavaliada pelo menos a cada cinco anos, estabeleceria
os percentuais mínimos de aplicação em saúde
pelos entes federados; os critérios de rateio dos recursos
da União vinculados à saúde destinados aos
estados, ao Distrito Federal e aos municípios, bem como
dos estados destinados a seus respectivos municípios,
objetivando a progressiva redução das disparidades
regionais; as normas de fiscalização, avaliação
e controle das despesas com saúde nas esferas federal,
estadual, distrital e municipal; e as normas de cálculo
do montante a ser aplicado pela União (parágrafo
4º do artigo 198 da Constituição).
Regulamentação
da Emenda 29
Nesse sentido,
encontram-se em tramitação no Congresso
Nacional projetos de lei complementar que buscam dar cumprimento à determinação
constitucional, a exemplo de duas proposições.
O projeto
apresentado pelo deputado Roberto Gouveia (PLP/CD 001/2003),
teve a redação final aprovada pelo Plenário
da Câmara dos Deputados em 31 de outubro de 2007, sendo
remetido ao Senado em 6/ de novembro de 2007, onde recebeu o
número de PLC 89/07- Complementar.
Há ainda o projeto de lei do Senado (PLS) 121/2007, de
autoria do ex-senador Tião Viana. Remetido à Câmara
dos Deputados, recebeu o número PLP 306/2008. O projeto
sofreu emenda na forma de substitutivo de autoria do deputado
Pepe Vargas.
Tal substitutivo
propõe novos recursos para a saúde
pública, criando a Contribuição Social para
a Saúde (CSS), com a alíquota de 0,1% sobre as
movimentações financeiras. O PLS 121/2007 foi aprovado
em junho de 2008 e encontra-se no Plenário da Câmara
aguardando votação do último destaque para
votação em separado (DVS). O referido destaque,
de autoria do DEM, exclui do texto a base de cálculo da
Contribuição Social para a Saúde (CSS).
A Constituição determina que, na ausência
da referida lei complementar, sejam mantidas as regras transitórias
vigentes até 2004, descritas no parágrafo 4º do
artigo 77 do Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias (ADCT) - "...Na ausência da lei
complementar a que se refere o artigo 198, parágrafo 3º,
a partir exercício financeiro de 2005, aplicar-se-á à União,
aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios o disposto
neste artigo...".
Mínimo
constitucional
Dessa forma,
uma vez que ainda não foi aprovada a norma
complementar de que trata o artigo 198, parágrafo 3º da
Constituição, as LDOs têm definido provisoriamente
o que se entende por ações e serviços públicos
de saúde, a fim de nortear a elaboração
e execução do Orçamento, em conformidade
com a Emenda Constitucional nº 29.
A regra em
vigor desde 2001, repetida no parágrafo 1º do
artigo 48 do PLDO 2012, considera tais ações e
serviços como sendo a totalidade da dotação
do Ministério da Saúde, deduzida dos seguintes
itens: encargos previdenciários da União; serviços
da dívida; transferência de renda a famílias;
e despesas financiadas com recursos do Fundo de Combate e Erradicação
da Pobreza
O caput do
artigo 48 do PLDO evidencia que tanto o projeto quanto a respectiva
lei orçamentária deverão contemplar
os recursos necessários ao cumprimento do mínimo
constitucional estabelecido para a realização de
ações e serviços públicos de saúde.
A aplicação de recursos públicos em saúde
pela União leva em conta o valor empenhado no ano anterior
corrigido pela variação nominal do Produto Interno
Bruto (PIB), o que resulta num gasto de cerca de 12,5% de sua
receita corrente líquida, ou 7% da bruta. Conforme o artigo
77 do ADCT, os estados e municípios deverão aplicar,
respectivamente, 12% e 15% de sua receita de impostos na área
de saúde.
Agência
Senado
CAS
aprova legitimidade de conselhos de secretários de
saúde para negociar pelo SUS
Por Iara
Borges e Valéria Castanho
A legitimidade
dos foros de negociação e pactuação
entre gestores, compostos pelas comissões intergestoras
bipartite e tripartite, quanto aos aspectos operacionais do Sistema Único
de Saúde (SUS), poderá ser reconhecida por lei.
Proposta com esse objetivo foi aprovada nesta quarta-feira (6)
pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O Projeto
de Lei da Câmara (PLC 158/10) reconhece o Conselho
Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o
Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems)
como as entidades representativas dos entes estaduais e municipais
do SUS.Reconhece ainda os conselhos de secretarias municipais
de Saúde (Cosens) também como entidades que representam
os entes municipais, desde que vinculados institucionalmente
aos Conasems.
Entre os
objetivos desses dois órgãos, está decidir
sobre os aspectos operacionais, financeiros e administrativos
a gestão compartilhada do SUS, em conformidade com a definição
da política consubstanciada em planos de saúde,
aprovados pelos conselhos de saúde.
Ao justificar
a necessidade do projeto, o autor, deputado Arlindo Chinaglia,
afirma que
o Conass e o Conasems já representam
os gestores estaduais e municipais do SUS, mas "carecem
de precisão legal que lhes atribuam conhecimento na forma
da lei e consequentes formalizações de parcerias,
colaboração institucional e recebimento de recursos
do poder executivo federal para o desempenho de seu papel".
Para ele,
o projeto "proporcionará a legalidade
necessária ao modelo de governança adotado na prática
pelo SUS".
Para o relator,
senador Humberto Costa (PT-PE), é "impensável" que
num país como o Brasil, com um sistema público
de saúde descentralizado, porém único, o
funcionamento do SUS não tenha instâncias de pactuação
para a articulação e a divisão de responsabilidade
entre as diversas esferas de gestão do Sistema.
Ele lembra,
em seu relatório, que tanto o Conass quanto
o Conasems já são reconhecidos como representantes
dos gestores junto ao Conselho Nacional de Saúde, mas
o projeto de Chinaglia amplia, segundo explica, essa representatividade.
Também ressalta que o PLC traz "importante inovação
em relação ao financiamento desses dois órgãos,
ao permitir o aporte de verbas oriundas do Fundo Nacional de
Saúde, para custeio de suas despesas".
Mas, para
Humberto, o projeto deveria fazer a alteração
no bojo da própria lei sobre o SUS (Lei 8.080/90) e não
propor uma nova norma. Assim, apresenta Emenda de redação
com esse objetivo, mantendo intacto seu objetivo.
Agência Câmara de Notícias
Prorrogado
funcionamento da subcomissão sobre saúde
complementar
A Comissão de Seguridade Social e Família prorrogou
por 90 dias o funcionamento da subcomissão especial destinada
a avaliar o sistema de saúde complementar. A prorrogação
foi pedida pelo presidente do grupo, deputado André Zacharow
(PMDB-PR).
A subcomissão foi instalada no dia 28 de abril, por sugestão
do deputado Mandetta (DEM-MS) – que é o relator
do grupo. O prazo inicial de funcionamento dos trabalhos se encerraria
no próximo dia 28.
A subcomissão está revendo a legislação
sobre o sistema de saúde complementar e deverá apresentar
um novo marco regulatório para o setor, por meio da apresentação
de uma nova lei ou pela consolidação da legislação
já existente.
Agência Câmara de Notícias
Comissão aprova regulamentação de cooperativas
de profissionais da saúde
Por Rachel
Librelon / Edição: Natalia Doederlein
A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria
e Comércio aprovou nesta quarta-feira (6) o Projeto de
Lei 318/11, do deputado Bernardo Santana de Vasconcellos (PR-MG).
A proposta estabelece que não há vínculo
empregatício entre o profissional de saúde cooperado
e o estabelecimento contratante (hospitais, clínicas médicas,
odontológicas, de fisioterapia, psicologia, radiologia,
laboratórios de análises clínicas, etc.).
A proposta
altera a Lei 8.212/91, que institui o Plano de Custeio da Seguridade
Social. A lei fixa a contribuição
previdenciária (paga pela empresa) em 15% sobre o valor
bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de
serviços a cargo de cooperados contratados por intermédio
de cooperativas de trabalho. A proposta acaba com o pagamento
dessa contribuição.
Os deputados
concordaram o relator da proposta, deputado Giacobo (PR-PR),
que recomendou
a aprovação da proposta.
Segundo o parlamentar, há inúmeros casos de cooperativas
que estão sendo prejudicadas devido ao receio de empresas
em contratá-las, pois correriam o risco de futuramente
serem acusadas de fraudulentas ou de agenciadoras ilegais de
mão-de-obra.
“Se aplicado e seguido de forma correta, o cooperativismo
só tende a trazer benefícios aos associados das
cooperativas e às empresas contratantes”. O relator
lembra que a prestação de serviços profissionais
através de cooperativas de trabalho, principalmente na área
da saúde, é muito condenada pelo Poder Judiciário
por causa da atuação de cooperativas fraudulentas.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-318/2011
Agência Câmara de Notícias
Marco
Maia tentará acordo
para votar Emenda 29 em setembro
Por Luiz
Cláudio Canuto / Edição: Regina
Céli Assumpção
O presidente
da Câmara, Marco Maia, afirmou nesta quarta-feira
que vai se reunir com governadores e representantes de entidades
ligadas à Saúde para discutir a proposta que regulamenta
a Emenda 29 (Projeto de Lei Complementar 306/08), e garantir
que ela será votada em setembro. "Eu mesmo vou chamar
uma reunião, para o início de agosto, com deputados
e senadores para buscar um acordo, um consenso que viabilize
a votação. Vou assumir a responsabilidade de construir
as negociações necessárias para a votação
dessa matéria."
A regulamentação da Emenda da Saúde também
foi discutida na Comissão de Seguridade Social e Família.
O assunto surgiu após a informação de que
o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR),
e o líder do governo no Congresso, deputado Mendes Ribeiro
Filho (PMDB-RS), estariam receosos de que a emenda do ex-senador
Tião Viana, que destina 10% da receita corrente bruta
da União para a Saúde, seja retomada, caso a proposta
volte ao Senado Federal. Atualmente, não há valor
fixo para esse repasse por parte da União.
O presidente
da Comissão de Seguridade, deputado Saraiva
Felipe (PMDB-MG), que já foi ministro da Saúde,
afirmou que a Câmara precisa assumir o seu papel e não
pode mais adiar a regulamentação da emenda. Além
do mais, o governo tem maioria no Senado. "Eu não
sei como é que o governo vai tocar. A pessoa só pode
ser líder se tiver controle de seus liderados. Se não
tiver, eu não sei como o governo vai fazer com tantas
medidas importantes a serem apreciadas na Câmara e no Senado
se os líderes não liderarem." Segundo Saraiva
Felipe, o governo está abrindo mão de uma agenda
positiva.
CSS
Na opinião da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a
regulamentação tem consenso. Falta apenas a votação
de um destaque que cria a Contribuição Social para
a Saúde (CSS), e ela acredita que há consenso para
que ele seja derrubado. "A Câmara precisa concluir
a votação para dar essa contribuição à sociedade.
Quando se define o que é ação e serviço
de saúde, os desvios são evitados e todos os entes
são obrigados a cumprir os orçamentos, particularmente
os governos dos estados, que não cumprem os 12% para a
Saúde."
Na próxima semana, o presidente da Comissão
de Seguridade Social, Saraiva Felipe, deve conceder entrevista
coletiva
para mobilizar a imprensa e a sociedade em torno do assunto.
Emenda 29
A Emenda
29 fixa os percentuais mínimos a serem gastos
na saúde por estados, municípios e União.
A regulamentação tramita sob a forma do Projeto
de Lei Complementar (PLP) 306/08, do Senado. O texto principal
da proposta foi aprovado pelo Plenário em 2008, mas a
votação não foi concluída. Por falta
de acordo, a proposta está parada no Plenário desde
então.
De acordo
com o texto aprovado, o governo federal destinará à área
de saúde o valor empenhado no ano anterior, acrescido
da variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB).
Se houver revisão posterior para cima no cálculo
do PIB, créditos adicionais deverão ser abertos
para ajustar o total. No caso de revisão para baixo, o
valor mínimo nominal não poderá ser reduzido.
Os estados
deverão aplicar 12% da receita corrente bruta,
e os municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar
12% ou 15%, conforme a receita seja originária de um imposto
de base estadual ou municipal.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Por Idhelene
Macedo / Edição: Regina Céli
Assumpção
Agência Câmara de Notícias
Abramge
quer reajustes dos médicos no marco regulatório
da saúde complementar
Por Idhelene
Macedo / Edição: Regina Céli
Assumpção
A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge)
defendeu a inclusão dos reajustes dos honorários
médicos, das taxas hospitalares e das mensalidades dos
planos de saúde no marco regulatório da saúde
complementar.
Essas e outras
sugestões foram apresentadas, nesta quarta-feira,
durante a reunião da subcomissão especial da Comissão
de Seguridade Social e Família destinada a avaliar o sistema
de saúde complementar.
Para o representante
da Abramge, Dagoberto José Steinmeyer
Lima, os reajustes deveriam ser tratados em lei e não
por meio de atos normativos da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). "É uma dificuldade que ocorre
todo ano que tem de ser enfrentada, tem de haver critérios
definitivos [para os reajustes].” Lima argumenta que, como
se trata de relação entre prestadores, beneficiários
e ANS, essa legislação é de direito civil. “Por
isso, ela tem de constar dos contratos; mas como se tratam de
contratos especiais, é necessário que haja uma
lei maior que possa, através do Congresso Nacional, estabelecer
as regras básicas para esse relacionamento."
Capital estrangeiro
A Abramge
também sugeriu à subcomissão
especial que avalia o setor de saúde complementar a inclusão
no marco regulatório de questões como a participação
de empresas de capital estrangeiro no setor. A associação
também propôs regras sobre a cobertura mínima,
diante das novas tecnologias; normas sobre rescisão de
contratos e aplicação de multas; e regras de intervenção
da ANS nas operadoras.
A subcomissão teve seu prazo prorrogado por mais 90 dias.
Inicialmente, os trabalhos deveriam ser encerrados no próximo
dia 28. Segundo o relator, deputado Mandetta (DEM-MS), com a
prorrogação, o relatório preliminar será discutido
no final de agosto e até lá vários segmentos
serão ouvidos, como representantes dos consumidores e
dos prestadores de serviços.
O deputado
Mandetta diz que a ideia é colocar ordem no
setor da saúde complementar. Ele lembra que mais de 100
projetos tramitam sobre o tema na Câmara; e que desde a
implantação da Lei 9656/98, que regulamenta os
planos e seguros privados de saúde, até hoje medidas
provisórias têm alterado o espírito da lei. “A
ANS baixou uma série de portarias que interferem diretamente
na relação custo-benefício desses planos
e que não foram devidamente acordados com o setor",
acrescentou.
De acordo
com o deputado Mandetta, a regulação
do setor vai contribuir para evitar uma sobrecarga do SUS. Ele
lembrou que, dependendo da especialidade, o paciente hoje tem
mais facilidade de acesso pelo SUS do que por meio de seu plano
de saúde.
A subcomissão está revendo a legislação
e deverá apresentar um novo marco regulatório para
o setor, por meio da apresentação de uma nova lei
ou pela consolidação da legislação
já existente.
ANVISA
Regulamentação farmacêutica nas sub-regiões
das Américas
Apresentar
o funcionamento da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica (Rede Parf) nas sub-regiões das Américas.
Esse foi o objetivo da mesa redonda “Implementação
de lineamentos da Rede Parf nas sub-regiões”, realizada
na tarde desta quarta-feira (6/7), durante o primeiro dia da
VI Conferência da Rede Parf, em Brasília.
As autoridades
sanitárias dos países da Rede Parf
reconhecem a importância de se adotar regulamentações
farmacêuticas atualizadas. Entretanto, a apropriação
dos direcionamentos da Rede faz-se de forma distinta nos diversos
países e regiões, devido às especificidades
locais.
O peruano
Victor Gongo cita algumas destas peculiaridades. “Com
a globalização, nossas diferenças têm
diminuído, mas heterogeneidades ainda existem. Diferenças
sócio-econômicas, epidemiológicas, ou de
desenvolvimento tecnológico são apenas algumas
destas”, explicou. “Aplicar determinada norma em
um país pode ser muito mais sensível do que aplicar
a mesma norma em outra região. Por exemplo, adotar a lei
de bioequivalência pode significar restringir de forma
extrema o acesso a medicamentos em determinado país”,
detalhou Gongo, que representou a Comunidade Andina (Bolívia,
Colômbia, Equador e Peru).
A importância da cooperação entre os países
foi um ponto destacado pelos participantes. “Nossos recursos
são escassos. Por isso, precisamos trabalhar juntos para
otimizar o que temos e reduzir assimetrias”, afirmou Justina
Molzon, do FDA, que representou o Nafta. Segundo ela, os membros
do Nafta (Estados Unidos, México e Canadá) internalizam
a maioria dos direcionamentos da Rede Parf e buscam harmonizar
as questões complexas.
A Alba (Alternativa
Bolivariana para as Américas) foi
um dos últimos grupos a integrar a Rede Parf. A representante
do bloco, Liena Figueras, falou da criação do Centro
de Medicamentos de Alba-TCP (Albamed) cujo objetivo é possibilitar
o acesso a medicamentos essenciais, além de diminuir custos
e ampliar a capacidade de regulação sanitária
dos países integrantes da Alba. Desde a criação
da Albamed, já foram realizadas cinco reuniões.
“Nas reuniões, fazemos um diagnóstico sobre
os níveis de desenvolvimento das normas de cada país
e, a partir desta análise, validamos documentos e processos
de acordo com os critérios definidos pela Rede”,
disse Figueras.
No Mercosul,
segundo o representante do bloco, as diretrizes da Rede Parf
assumem
alto valor estratégico e são
validadas a partir da participação sinérgica
e constante de todos os membros.
A última mesa redonda, em curso na tarde desta quarta-feira
(6/7), aborda o tema “Cooperação internacional”.
Representantes das sub-regiões apresentam a experiência
de seus países no que diz respeito à articulação
e aos mecanismos de compartilhamento de informação
entre as Autoridades Reguladoras Nacionais.
AGENDA
-
VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica
Quando: 6 a 8 de Julho
Onde: Anvisa.
SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília
- DF
Mais informações sobre a Conferência
podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf
-
2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
- XXVII Congresso Conasems
O XXVII Congresso
Conasems tem como objetivo promover a discussão
e troca de experiências entre os participantes, discutir
as políticas de saúde adotadas pelas esferas federal,
estaduais e municipais e o respectivo impacto nos municípios,
além de troca de experiências, promovendo o aperfeiçoamento
da gestão do SUS e os serviços prestados à população
brasileira.
O congresso
acontecerá entre os dias 09 a 12 de julho,
em Brasília, para debater a "Saúde no Centro
da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação
e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS".
A abertura
oficial do evento será dia 09, às 10
horas da manhã, no auditório master do Centro de
Convenções Ulysses Guimarães. A solenidade
de abertura vai contar com a presença do ministro da Saúde
e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Alexandre
Padilha, do representante da Organização Pan-Americana
no Brasil, Diego Victória, do Governador do Estado do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário Estadual
de Saúde do Distrito Federal, Rafael Aguiar, Presidente
do CONASS, Beatriz Figueiredo Dobashi, Presidente da Câmara
Federal e Senado, e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos,
João Carlos Coser. Além da diretoria executiva,
presidentes dos Cosems e o Conselho Honorário do Conasems.
No dia 09
de julho, das 09 às 12 horas, vai acontecer
também a Assembléia Geral Ordinária do Conasems,
com a eleição da Diretoria para biênio 2011/2013
-
Seminário: Implicações
das Normas da ANS
AssPreviSite
15 de julho de 2011
Auditório “Maria
Natividade Galhardo Toro”
Rua Santa
Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São
Paulo - SP
ESCOPO
Entenda as
novas nornas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração
de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS,
nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando
a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde,
com sérias repercussões para os contratos em curso,
mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656,
de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares
e coletivas.
É de suma importância que as operadoras de planos
de saúde, consumidores e prestadores de serviços
conheçam as novas regras e suas implicações,
evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção
de contratos, incidência de multas, direção
técnica, alienação compulsória de
carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.
O presente
seminário examinará, com detalhes,
sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções
Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação
da portabilidade), 254 (adaptação e migração
de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários).
Durante o seminário os participantes poderão debater
os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.
PÚBLICO
ALVO
Dirigentes,
gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
PALESTRANTE
José Luiz
Toro da Silva
INFORMAÇÕES
GERAIS
- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento
de inscrições. Se necessário, poderá haver
substituição por outro participante.
- Informamos
que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação
- não deixe para a última hora)
- Mais informações através
do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.
- Reservamo-nos
o direito de remarcar o curso, caso não
atingirmos o número mínimo de participantes.
IBDSS - INSTITUTO
BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR
Rua Santa
Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São
Paulo – SP
Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
do Conselho Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm