Leia
nesta edição:
- Ministério discute tradição e Saúde
com lideranças indígenas
- Pesquisadores
podem ter dado o 1º passo para eliminar
o câncer
- Alto nível de açúcar no sangue contribui
para o desenvolvimento de doenças
- Dia mundial do diabetes tem atividades na Capital a partir
desta segunda
- Infecção com estafilococos aumenta mortalidade
em crianças com H1N1
- Emílio Ribas é parceiro de órgão
dos EUA em testes de novas drogas contra hepatite
- Capital
cearense é a quinta pior do País em
saúde
- O SUS que funciona; O SUS que fracassa
- Teresina
receberá a visita de técnicos da Organização
Mundial de Saúde
- Saúde é precária,
mesmo com dinheiro em caixa
- Juiz quer plano para tirar macas de corredores
- Ministro
da Saúde vê 'epidemia' de mortes no
trânsito: aumentao de 8% em um ano
- Ministério da Saúde determina repasse de verbas
para OSID através do Fundo Estadual
- MS vai
receber 34 academias da saúde
- Maioria dos bipolares recebe tratamento errado em SP
- Juiz pede
intervenção das Forças
Armadas na Saude de MT
- Rede de
atenção ao AVC terá reforço
de R$ 437 mi
- Planos
de saúde correspondem a 99% dos atendimentos
de emergência da Defensoria Pública do Rio
- Sespa vai
intensificar plano de ação de combate à dengue
- Paulista
ganha emergência odontológica
24 horas
- Ministro
inaugura primeira UPA 24h do Ceará
- Ministério garante apoio financeiro a 989 municípios
Segunda-feira, 07.11.11
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério discute tradição e Saúde
com lideranças indígenas
Encontro
visa à reorganização do cuidado à saúde
oferecido aos indígenas com respeito às práticas
tradicionais das tribos
Sensibilizar
e capacitar os profissionais que atuam na atenção à saúde
indígena. Esse é o objetivo da “Oficina Nacional
sobre Linhas de Cuidado Integral e Medicinas Tradicionais”,
que nesta segunda-feira (07), em Brasília, e prossegue
até próxima sexta-feira (11). O evento reunirá mais
de 200 pessoas entre lideranças indígenas de todo
o país - como Davi Kopenawa Yanomami -, rezadeiras, parteiras,
chefes da divisão de atenção à saúde
e saneamento básico indígena, chefes das Casas
de Saúde do Índio (Casais) e representantes do
controle social.
Para o secretário Especial de Saúde Indígena,
Antônio Alves, o evento será uma oportunidade de
reunir as práticas do cuidado tradicional, como tratamentos
por meio de plantas medicinais e pajés em integração
com os profissionais que compõe as equipes de saúde. “Nós
precisamos garantir, quando necessário e solicitado, que
o pajé possa acompanhar o paciente indígena no
hospital, integrando as práticas de saúde às
ervas e orações tradicionais desses povos”,
destacou.
De acordo
com a diretora do Departamento de Atenção à Saúde
Indígena, Irânia Marques, o encontro visa à reorganização
do modelo de atenção oferecido na rede de serviços
que compõe o Subsistema de Atenção à Saúde
Indígena, a partir da intersetorialidade entre o físico,
emocional e mental. “Esse encontro será um marco
na atenção à saúde dos índios
brasileiros. Nós vamos organizar o cuidado para que atenda
as especificidades éticas e sociais, em relação
ao corpo e a mente”, afirmou.
Durante o
encontro, os participantes serão estimulados
a reelaborar conhecimentos existentes a partir das experiências
relacionadas ao contexto intercultural, através do trabalho
coletivo, dinâmicas de grupo, produção e
compartilhamento de conhecimento e práticas, levando em
consideração a realidade de vida e de trabalho
desses povos. “Nós temos diversos relatos em que
quando o líder espiritual entra em ação,
paralelo ao tratamento médico, consegue-se minimizar o
sofrimento do paciente indígena”, afirmou.
Fazem parte
da programação pedagógica do
evento os seguintes temas: A política de saúde
indígena; o SUS e os DSEI; As linhas de cuidado integral
em saúde; O trabalhador coletivo no contexto da saúde
indígena; Atenção diferenciada e a saúde
indígena; Organização do processo de trabalho;
A doença como processo sócio-cultural; Itinerários
terapêuticos e a coexistência de sistemas de cura;
Saberes e práticas tradicionais de saúde; Ética,
etnocentrismo e preconceito e Planejamento participativo.
Ainda de
acordo com a diretora, a ideia é que após
esta oficina nacional sejam realizadas outras oficinas regionais
sobre o mesmo tema, “para que haja uma participação
ainda mais ampliada dos profissionais de cada DSEI e do indígena
lá da ponta”, afirmou.
MEDICINA TRADICIONAL
Para os primeiros
habitantes do Brasil, os índios, o
tratamento e a cura de doenças são feitos por meio
da “pajelança”, que é um termo genérico
aplicado às diversas manifestações religiosas
dos mais de 220 povos indígenas brasileiros. O termo refere-se
aos rituais nos quais um pajé ou xamã entra em
contato com entidades (espíritos, animais, forças
da natureza, entre outros), para resolver problemas que acometem
pessoas ou coletividades. Segundo a crença dos indígenas,
esses poderes podem ser usados para curar doenças como
também para provocá-las, razão pela qual é comum
atribuir a origem de doenças aos feitiços.
Oficina Nacional sobre Linhas de Cuidado Integral e Medicinas
Tradicionais
Local: SGAS
902 – Bloco C, Brasília-DF
- Centro de Eventos e Treinamentos (CET/CNTC)
Horário:
9h-18 horas
ESTADO DE MINAS
Pesquisadores
podem ter dado o 1º passo para eliminar o
câncer
Todo mundo,
mesmo o mais saudável dos atletas, possui
células cancerosas no organismo, mas, inteligente, o sistema
imunológico trata de destruí-las, antes que se
dividam em ritmo acelerado e comprometam tecidos e órgãos.
Algumas vezes, porém, as próprias estruturas de
defesa do corpo acabam contribuindo para a formação
do tumor. Saber como isso ocorre é o primeiro passo para
a cura do câncer, e foi exatamente o que conseguiu uma
equipe de pesquisadores canadenses, da Universidade de Dalhousie,
câmpus de Nova Escócia.
Em entrevista
ao Estado de Minas, David Waisman, professor de bioquímica, patologia e biologia molecular, explica que
para que o tumor cresça e se torne maligno primeiramente
ele recruta células especializadas, chamadas macrófagos.
Essas células, normalmente, são “do bem”,
pois cooperam com os linfócitos, destruindo seres estranhos
que atacam o organismo. “Em contato com as cancerosas,
porém, elas não só promovem o crescimento
das ‘irmãs’ malignas como as tornam capazes
de migrar para outros órgãos, ou seja, convertem
essas células em metastáticas. Essa é a
razão de alguns pacientes com tumores e que possuem uma
grande densidade de macrófagos não responderem
bem ao tratamento”, diz.
A questão principal, segundo Waisman, é saber
como os macrófagos aproximam-se dos tumores. “A
jornada deles desde a corrente sanguínea até o
local do tumor requer que eles removam barreiras existentes entre
o sangue e o câncer. Essas barreiras incluem uma substância
que une os órgãos, chamada de cimento da matriz
extracelular. Ele é composto por várias proteínas.
Descobrimos que os macrófagos usam uma proteína
existente em sua própria superfície, a S100A10,
que ativa enzimas chamadas proteases. Uma vez ativadas, as proteases
atuam como tesouras moleculares, ‘mascando’ toda
a matriz extracelular. Se bloquearmos a ação da
S100A10, os macrófagos não conseguirão atingir
o tumor”, explica. Dessa forma, as células não
crescem nem se tornam metastáticas.
“Os mecanismos de ação de várias
drogas atualmente utilizadas contra o câncer focam o processo
de divisão celular. Evitar que uma célula tumoral
se torne duas é o primeiro passo para controlar, e até mesmo
eliminar, a doença”, diz o oncologista Charles Pádua,
diretor do Cetus – Hospital -dia, de Belo Horizonte. “Mecanismos
de resistência tumoral às drogas, sensibilidade
tumoral aos medicamentos, baixo índice de proliferação
celular e a toxicidade induzida pelo tratamento, entretanto,
são exemplos de fatores que limitam o sucesso das terapias
convencionais”, pondera.
O oncologista
Bruno Carvalho Oliveira avalia, porém,
que “a introdução das drogas de alvo molecular
representa uma mudança de paradigma na oncologia clínica
e na hematologia. Atualmente, testemunhamos a incorporação
crescente dessas drogas ao arsenal terapêutico contra tumores
sólidos e neoplasias hematológicas”.
Cautela
Uma nova
abordagem terapêutica, portanto, poderia enfrentar
as dificuldades com as quais os médicos e pacientes lidam
atualmente. David Waisman reconhece que a pesquisa chefiada por
ele é um é um passo importantíssimo rumo
ao que, um dia, seria a cura do câncer, mas ele alerta
que mais estudos serão necessários. “A cura
envolverá muitas outras técnicas, já que
até o termo câncer pode ser considerado incorreto — há mais
de 200 diferentes tipos de tumores malignos, cada um com características únicas.
Até o mesmo câncer pode se comportar de maneiras
diferentes, dependendo do paciente. Por isso, essa é uma
tarefa tão desafiadora”, diz.
Para que
a descoberta da equipe de Waisman torne-se uma realidade clínica, será necessário encontrar anticorpos
que consigam bloquear a ação da proteína
S100A10. “Se conseguirmos desenvolver uma estratégia
efetiva para isso, então o próximo passo será encontrar
parcerias na indústria farmacêutica”, conta
o cientista. O oncologista Charles Pádua é otimista
quanto aos progressos feitos até agora na luta contra
o câncer. “A oncologia caminha a passos largos para
uma nova forma de cuidar dos pacientes: a terapia personalizada”,
diz. “Vejo com otimismo que, em breve, poderemos proporcionar
melhores taxas de respostas, o aumento da sobrevida e a cura
para um maior número de pacientes”, afirma.
CORREIO BRAZILIENSE
Alto
nível de açúcar no sangue contribui
para o desenvolvimento de doenças
Considerado “o tsunami do século 21”, o diabetes é uma
doença que, segundo dados de 2011, divulgados pela Federação
Internacional de Diabetes, afeta cerca de 360 milhões
de pessoas em todo o planeta — e mata uma a cada sete segundos.
Esse status catastrófico se deve ao aumento da incidência
da doença no mundo, já que, em 2009, havia 245
milhões de pacientes com o problema, que tirava a vida
de alguém a cada 10 segundos. Se não controlado,
o diabetes pode trazer complicações ao organismo,
como cegueira, infarto e doenças vasculares. Uma pesquisa
da Academia Americana de Neurologia, publicada recentemente na
revista Neurology, mostra que os altos níveis de açúcar
no sangue podem ter uma consequência ainda mais grave:
o desenvolvimento de doenças como mal de Alzheimer e demência
vascular. “Agora, controlar o diabetes se tornou mais importante
do que nunca”, garante o líder do estudo, Yutaka
Kiyohara, professor de medicina ambiental da Universidade Kyushu
em Fukuoka, no Japão.
Em entrevista
ao Correio, Kiyohara afirma que sua equipe conseguiu demonstrar
claramente
que pessoas com diabetes tipo 2 — tipo
no qual as células não conseguem metabolizar a
glicose, apesar da presença de insulina no organismo — têm
duas vezes mais chance de desenvolver demência do que pessoas
com nível normal de açúcar no sangue. “Além
disso, nossas descobertas revelaram que o risco é ainda
maior quando o aumento de açúcar no sangue se mantinha
duas horas após a ingestão de 75g de glicose, o
que corresponde aos níveis de açúcar sanguíneo
após uma refeição”, descreve.
A pesquisa
começou em 1988, quando os pesquisadores fizeram
testes de glicose com 1.017 voluntários, todos com mais
de 60 anos e sem nenhum tipo de doença degenerativa das
funções cognitivas. Os idosos foram monitorados
durante os 11 anos seguintes e fizeram exames mentais para determinar
se haviam desenvolvido demência durante esse período.
Os resultados revelaram que 232 pacientes ficaram com algum tipo
de demência. Dos 150 diabéticos, 27% desenvolveram
mal de Alzheimer ou outro tipo de doença ligada à demência,
percentual que caiu para 25% entre as 308 pessoas com pré-diabetes
e para 20% entre as que não tinham problemas de índice
glicêmico.
Kiyohara
explica que há fatores específicos que
ligam o diabetes tipo 2 ao risco de desenvolver demência. “Estudos
recentes resumiram quatro caminhos que fazem com que a hiperglicemia
induza a demência. São eles a aterosclerose, a glicação
de proteínas, a deficiência do organismo em metabolizar
a amiloide e o estresse oxidativo (ver infografia)”, enumera. “Os
dois primeiros problemas estão relacionados com o desenvolvimento
da demência vascular, enquanto os outros dois contribuem
significativamente para a existência do mal de Alzheimer”,
detalha o professor japonês.
De acordo
com Kiyohara, o estudo ressalta que monitorar os níveis
de açúcar no sangue após as refeições
e reduzi-los, se necessário, pode ser útil para
ajudar a diminuir o risco de demência ao longo da vida. “Mas
ainda precisamos realizar outras pesquisas para elucidar por
que a hiperglicemia e o diabetes tipo 2 interferem no desenvolvimento
de doenças degenerativas das funções cognitivas”,
admite. O pesquisador revela que o próximo passo de sua
análise é encontrar outros fatores de risco para — e
de proteção contra — a demência.
Surpresa
Para o líder do estudo, foi surpreendente notar que os
níveis de açúcar no sangue das pessoas em
jejum não foram associados ao risco de desenvolver tipos
de demência. “Isso sugere que os níveis em
jejum não servem como marcadores de risco para demência
no futuro, embora sejam comumente usados para determinar os índices
de tolerância à glicose e como marcadores para o
controle de açúcar no sangue nos tratamentos de
diabetes em geral.”
A neurologista
Ana Paula Peña Dias, do Complexo Hospitalar
Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, confirma a relevância
desse estudo, mas, assim como o professor de medicina japonês,
alerta para a necessidade de mais pesquisas a fim de poder afirmar,
com precisão, queportadores de diabetes tipo 2 são
duas vezes mais propensos a desenvolver demência do que
quem não tem. “Esse estudo, sendo aprofundado, levanta
uma hipótese que pode ajudar no diagnóstico e no
entendimento das doenças neurodegenerativas das funções
cognitivas — ou seja, que afetam a memória e a capacidade
de reconhecer pessoas e de realizar atividades rotineiras”,
detalha.
O neurologista
do Hospital das Clínicas da Universidade
Federal de Goiás Delson José da Silva, integrante
da Academia Brasileira de Neurologia, revela que o assunto abordado
no estudo, apesar de ser muito controverso, é foco de
discussão na comunidade médica. “Esse artigo
traz dados valiosos, além de ter ser sido publicado na
revista mais prestigiada da área”, acrescenta, destacando
a qualidade da pesquisa. “Ela apresenta um período
de investigações longo, grande número de
voluntários envolvidos, rigor de investigação
e tema relevante. Portanto, tem sim grande base para orientar
novas pesquisas, além de advertir sobre a necessidade
de aumentar a atenção no controle do diabetes entre
os pacientes”, enumera.
Outras causas
“Em meu consultório, tenho me deparado com pacientes
que apresentam associação de doença de Alzheimer
ou demência vascular com diabetes e hipertensão
arterial”, confirma Silva. Ele acrescenta que tabagismo,
doenças metabólicas — como hiperlipidemias
e hipotireoidismo — e doenças infecciosas, como
Aids e sífilis, também podem estar ligadas à incidência
de demência entre idosos.
Ana Paula
Peña Dias afirma que, atualmente, a comunidade
médica já sabe que pacientes com hipertensão
e diabetes correm mais risco de desenvolver demência vascular. “Para
Alzheimer, ainda não temos dados que comprovem uma relação,
ainda que indireta, mas essa pesquisa traz informações
novas, que devem ser mais bem exploradas futuramente”,
estima a neurologista. Kiyohara comentou que análises
recentes indicam que questões vasculares também
podem estar ligadas ao Alzheimer.
MÍDIA
MAX NEWS
Dia mundial do diabetes tem atividades na Capital a partir desta
segunda
A Secretaria
Municipal de Saúde do Mato Grosso do Sul
(Sesau) vai promover diversas atividades durante o mês
de novembro para lembrar o Dia Mundial do Diabetes (14). Este é o
terceiro ano da campanha, desenvolvida pela SBD (Sociedade Brasileira
de Diabetes) para o período 2009-2013, com o tema “Diabetes:
educar para prevenir”.
O primeiro
evento está marcado para a manhã desta
segunda-feira (07), a partir das 7h, na UBS Universitário,
com orientações aos pacientes sobre “Retinopatia
diabética: prevenção e controle”.
Amanhã, na UBS Tiradentes, às 7h30, o tema do encontro
será “Dieta para controle do diabetes”. Na
UBS Tiradentes a reunião vai ser no dia 22 de novembro, às
7h30, enfocando o “cuidado dos pés na diabetes”.
Para o dia 28 está programada a palestra “O que é diabetes?”,
na UBS Cidade Morena, a partir das 13h30.
Além disso, na próxima sexta-feira (11), no período
matutino, será realizada uma ação da Sesau,
em parceria com a ADIFMS (Associação Estadual dos
Diabéticos e Familiares) e o SESC (Serviço Social
do Comércio), no Mercado Municipal Antônio Valente
(Mercadão). Está prevista uma intervenção
educativa para orientar a população sobre a importância
da prevenção e do controle do diabetes, o estímulo à adoção
de uma alimentação saudável, da prática
de atividades físicas e, se for necessário, o uso
regular de medicamentos indicados pelo médico.
Ainda neste
mês, a prefeitura iniciará um novo
fluxo de atendimento para os pacientes do Serviço de Referência
em Diabetes (Seredi), tendo em vista a recente ampliação
e treinamento da equipe, que permitirá uma assistência
individualizada. Os nutricionistas da rede municipal de saúde
também contarão com o curso “Contagem de
carboidratos no tratamento nutricional do diabético”.
A capacitação está marcada para o dia 18
de novembro, às 13h30, no auditório da UPA do bairro
Coronel Antonino.
Dados locais
De acordo
com o levantamento feito pela Sesau, estão
registrados na rede municipal de saúde 20.366 diabéticos.
Desse total, 13.418 pertencem ao grupo de hipertensos e diabéticos,
e 6.948 são apenas diabéticos.
Já o Sistema de Informação de Mortalidade
(SIM) da Secretaria de Estado de Saúde contabilizou, em
2010, 164 mortes por diabetes em Campo Grande. Neste ano, até o
dia 14 de outubro, foram registradas 101 mortes pela doença
na Capital.
Sinais e
sintomas do diabetes – Sede excessiva, urinar
com freqüência, aumento da fome, perda de peso, cansaço
excessivo, falta de concentração e de interesse
em atividades de rotina, vômitos e dores de estômago,
sensação de formigamento ou torpor nas mãos
e pés, visão embaçada, infecções
freqüentes e feridas que custam a cicatrizar.
Cuidados
para controlar e evitar complicações
do diabetes - agendar consultas regulares com o médico,
fazer exame odontológico a cada seis meses, realizar exames
laboratoriais (para verificar principalmente os índices
glicêmicos) a cada três meses, alimentar-se de forma
saudável e praticar alguma atividade física.
Para obter
mais informações sobre o Dia Mundial
do Diabetes é só acessar o site www.diamundialdodiabetes.org.br,
ou ligar no telefone: (67)3314.3045 (Sesau) e falar com Suelen
Castilho, gerente técnica do Programa de Atenção à Saúde
do Hipertenso e do Diabético.
PORTAL G1
Infecção com estafilococos aumenta mortalidade
em crianças com H1N1
As crianças infectadas com o vírus H1N1, que causou
uma pandemia de gripe em 2009, sofrem um risco de mortalidade
multiplicado por oito se já estiverem coinfectadas com
bactérias staphylococcus aureus resistentes à Metilicina
(SARM), segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (7).
Durante a
pandemia, um grande número de crianças
que anteriormente se encontravam em bom estado de saúde
desenvolveram uma pneumonia grave e sofreram deficiências
respiratórias, revelaram os autores da pesquisa, publicada
na última edição do "Journal Pediatrics".
Este trabalho,
o mais extenso já realizado sobre este
tema nos Estados Unidos, mostra que uma coinfecção
com SARM é um fator determinante para aumentar o risco
de mortalidade entre as crianças com gripe.
Há um risco maior de que os staphylococcus aureus se
tornem invasivos no organismo na presença do vírus
H1N1 da gripe ou de outros patogênicos", destacou
a médica Adrianne Randolph, do hospital infantil de Boston,
principal autora do estudo.
"Estas mortes entre crianças coinfectadas são
uma advertência", acrescentou.
Os pesquisadores
detectaram que quase todos os menores coinfectados do estudo
também foram rapidamente tratados com vancomicina,
considerada o antibiótico perfeito contra os SARM.
O fato de
que vários destes menores doentes faleceram,
apesar do tratamento, é particularmente inquietante, diante
do crescimento das taxas de infecção entre as crianças
em comparação com a população geral.
Estes médicos manifestaram a esperança de que
os resultados de seu trabalho incentivem a vacinação
contra a gripe para todos os menores de seis meses a seis anos
e maiores ainda. Não existe uma vacina antigripal para
os menores de seis meses, ressaltaram.
"O vírus H1N1 de 2009 não mudou de forma
notável desde então", afirmou um dos principais
coautores do estudo, o médico Tim Uyeki, dos centros governamentais
de controle e prevenção de doenças (CDC).
"Espera-se que neste ano existam infecções
gripais com o vírus H1N1 em crianças, que devem
estar prevenidas com a vacinação (...), que oferece
uma proteção", afirmou.
Para esta
pesquisa, os médicos seguiram a evolução
de 838 crianças, provavelmente infectadas com H1N1, levadas
para 35 serviços de emergência de hospitais pediátricos
dos Estados Unidos entre abril de 2009 e abril de 2010.
Os médicos que as trataram não puderam saber em
todos os casos se elas foram vacinadas ou não, mas a vacina
não esteve disponível até setembro de 2009.
A idade média das crianças gravemente doentes
com H1N1 era de seis anos. A maior parte sofria com dificuldades
respiratórias e para dois terços delas os médicos
precisaram empregar respiração com aparelhos.
Suas doenças tiveram uma rápida progressão
e 75 delas (9%) faleceram, dois terços das quais nas duas
semanas posteriores à entrada no hospital.
Embora a
maioria das crianças gravemente doentes com
a gripe H1N1 sofresse anteriormente de um ou de vários
problemas de saúde crônicos, que aumentaram o risco,
como asma ou debilidade do sistema imunológico, 251 das
analisadas (30% do total) estavam em perfeito estado de saúde,
indicaram os pesquisadores.
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
DA AIDS
Emílio Ribas é parceiro de órgão
dos EUA em testes de novas drogas contra hepatite
O hospital
estadual Emílio Ribas, unidade da Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo referência
em infectologia, vem testando novas drogas mais potentes para
tratamento e cura da hepatite C. As pesquisas ocorrem em parceria
com o FDA, órgão que regulamenta o setor de alimentos
e medicamentos nos Estados Unidos.
Para a equipe
do Núcleo de Apoio à Pesquisa do
Instituto Emílio Ribas, os estudos em andamento prometem
revolucionar o tratamento da doença. Duas drogas sintéticas
- Telaprevir e Boceprevir - já estão em uso nos
Estados Unidos e na Europa e acabam de ser aprovadas pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitártia)
para comercialização. A expectativa é que
os medicamentos estejam disponíveis para os pacientes
do Sistema Único de Saúde até o segundo
semestre de 2012.
Segundo o
médico Roberto Focaccia, responsável
pelos estudos no Emílio Ribas, entre nove pacientes que
utilizaram o Telaprevir conjugado ao tratamento convencional,
oito ficaram curados. “A eficácia tem se mostrado
até mesmo na redução do tempo de tratamento,
diminuindo de um ano para uma média de dez meses”,
disse.
Os pesquisadores
também esperam, futuramente, substituir
o Interferon, remédio que gera efeitos colaterais semelhantes à quimioterapia.
A intenção é utilizar drogas com menos efeitos
colaterais.
Domingo, 06.11.11
DIÁRIO
DO NORDESTE
Capital
cearense é a quinta pior do País em saúde
Apesar dos índices atuais, Fortaleza está entre
as dez cidades com maior evolução na área
da saúde da década
Belas praias,
restaurantes, hotéis e bares conhecidos
nacionalmente. Uma das sedes da Copa do Mundo em 2014, cidade
que recebe milhares de turistas independentemente da época
do ano. Fortaleza oferece tudo isso e muito mais. Porém,
no quesito saúde ainda deixa muito a desejar. Pelo menos é o
que mostra a pesquisa feita pela Federação das
Indústrias do Rio de Janeiro em 2009 e divulgada nesta
semana, que aponta a Capital cearense como uma das cinco piores
em desenvolvimento na área da saúde no Brasil,
classificando-se em 22º lugar, ficando a frente apenas de
Rio Branco no Estado do Acre, Manaus, na Amazônia, Porto
Velho, em Rondônia, e Macapá, no Amapá.
Baseado em
estatísticas oficiais dos Ministérios
da Saúde, Educação e Trabalho, o Índice
Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) lista taxas médias
associadas aos potenciais socioeconômicos de todos os municípios
brasileiros. A metodologia estipula as seguintes classificações:
0 a 0,4, baixo estágio de desenvolvimento; de 0,4 a 0,6,
desenvolvimento regular; de 0,6 a 0,8, desenvolvimento moderado;
e de 0,8 a 10, alto.
Na área da saúde, as variáveis utilizadas
são o número de consultas pré-natais, óbitos
por causas mal definidas e óbitos infantis por causas
evitáveis. Nessas perspectivas, Fortaleza apresentou o índice
moderado de 0,7486, ficando abaixo da média nacional,
que é 0,8018, índice considerado alto.
A evolução na última década na saúde
também não foi das melhores. Segundo a mesma pesquisa
realizada no ano 2000, o índice de desenvolvimento de
Fortaleza em saúde era de 0,6735, considerado também
moderado. Já em 2009, o IFDM foi de 0,7486, o que demonstra
uma evolução de apenas 11,2%, em uma década.
Por outro
lado, os resultados classificam a Capital cearense entre as
dez cidades
do País com maior evolução
na área da saúde dos últimos dez anos. Em
2008, o IFDM da saúde em Fortaleza também não
foi tão diferente da versão de 2009, demonstrando
uma evolução apenas de 1,9%, estabilizando o status
de moderado.
Segundo o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Fortaleza
vive o impacto de problemas históricos da concentração
da pobreza. "Enfrentar essa situação envolve
enfrentar a pobreza em Fortaleza e no interior do Estado. Quanto
mais pobre as pessoas, menor o acesso e mais problemas de saúde",
avaliou.
Ceará
Já o IFDM da Saúde no Estado do Ceará ocupa
uma posição mais favorável, ficando em 12º lugar,
com o índice de 0,7824. Entretanto, ainda está abaixo
da média nacional, que é considerada alta, 0,8018.
Dos 184 municípios, a Capital cearense ficou na 146º colocação.
Os municípios com maiores índices são Jaguaretama,
com 0,9432; Nova Russas, com 0,9318; Itaiçaba, com 0,9282;
Alto Santo, com índice de 0,9092; e Porteiras, com 0,9067.
Contudo,
segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde,
as varáveis avaliadas pelo Índice Firjan de Desenvolvimento
Municipal alcançaram melhoras nos últimos sete
anos. Segundo a assessoria de imprensa do órgão,
o número de atendimentos no pré-natal saltou de
32.689 em 2004 para 79.775 em 2010. A quantidade de gestantes
atendidas também saltou de 33.911 em 2004 para 51.344
em 2010.
Para a pediatra
e obstetra Fátima Dias, diretora do Sindicato
dos Médicos do Ceará, o pré-natal é a
estratégia fundamental para prevenir as patologias durante
a gestação, tanto para a mãe, quanto para
o bebê. Além disso, evita a maioria dos óbitos
intrauterinos ou neonatais.
Ela explica
ainda que o Ministério da Saúde determina
pelo menos seis consultas pré-natais para as gestantes
de baixo risco, sendo que, no mínimo, duas delas devem
ser acompanhadas pelo médico. Já nos partos de
alto risco, em alguns casos, a gestante precisa ser consultada
semanalmente.
No entanto,
segundo Fátima Dias, muitas vezes, as recomendações
não são seguidas, tanto por falta de estrutura
hospitalar, quanto por falta de compromisso da gestante. "Uma
das principais causas de óbito materno e neonatal é a
pré- eclâmpsia, geralmente, devido um pré-natal
mal feito", diz. Leia mais em Negócios
Ranking
22ª é a Posição de Fortaleza entre
as capitais na área de saúde. A cidade fica à frente
apenas de Rio Branco (AC), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Macapá (AP)
ESCOLA E DESENVOLVIMENTO
E se na saúde a posição de Fortaleza não é das
melhores, a realidade se repete também na educação.
Segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM)
2009, a Capital está na 17ª colocação
na área.
A pesquisa
avaliou critérios como taxa de matrícula
na educação infantil, abandono, distorção
idade-série, percentual de docentes com ensino superior,
média de horas aula diária e resultado do Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Por outro
lado, ainda segundo a pesquisa, os números
revelam uma evolução significativa na área
de educação na última década. Em
2000, o IFDM de Fortaleza era de 0,5622, índice considerado
regular, já em 2009, o índice cresceu 26,7% chegando
a 0,7120 que é considerado moderado. Os resultados classificam
a Capital entre as nove com maior evolução na área
nos últimos dez anos.
Segundo dados
da Secretaria Municipal de Educação
(SME), as principais dificuldades enfrentadas nas escolas de
Fortaleza são a taxa de distorção idade-série
e o abandono escolar. Para se ter uma ideia, dos 217. 447 estudantes
matriculados neste ano, 37% se encontram em distorção
idade-série, o que corresponde a 80.455 alunos atrasados.
Para o coordenador do Ensino Fundamental e Médio da SME,
Arlindo Araújo, a esta distorção é um
problema antigo e está diretamente ligado ao perfil socioeconômico
das famílias.
"Geralmente, o estudante é prejudicado pelos próprios
pais, que, ao conseguir um emprego, mudam de domicílio
e, diante disso, são obrigados a transferir o estudante
de escola. Porém, essa transferência atrapalha o
desenvolvimento, e ele acaba repetindo de ano", ressalta.
Para reverter
essa situação, de acordo com Arlindo
Araújo, até o próximo ano, mais escolas
da Rede Municipal de Ensino devem ser inseridas no projeto segundo
tempo.
"Atualmente, 172 unidades desenvolvem atividades de reforço
escolar, artes, e esporte no contra turno escolar. Acreditamos
que, ampliando o tempo escolar, reduziremos a distorção
idade-série", afirma.
Já as taxas de abandono são bem menores, mas ainda
incomodam. Segundo dados da SME, atualmente a taxa é de
5,6%, bem menor do que a registrada em 2005, que era de 11,6%.
Entretanto, de acordo com Arlindo Araújo, os índices
de abandono não são justificáveis. "As
taxas de abandono são de responsabilidade da família
e do poder público. Para reverter essa situação, é fundamental
a parceria da família com a escola", destaca o coordenador.
Ainda de
acordo com ele, uma das principais causas do abandono escolar
ainda é a pobreza e a miséria. Porém,
segundo Araújo, as escolas municipais realizam um controle
das presenças dos estudantes comunicando, através
de cartas e visitas domiciliares, as faltas na tentativa de evitar
o abandono.
A
opinião
do especialista
Saúde
pede socorro
José Maria Pontes- presidente do Sindicato dos Médicos
do Ceará
Tomei conhecimento
do ranking das capitais brasileiras avaliadas anualmente pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal
para área de saúde e, para minha tristeza, encontrei
Fortaleza entre as cinco piores capitais do País. Em 2010,
o Sindicato dos Médicos do Ceará, a Comissão
de Saúde da OAB, o Conselho Regional de Medicina, o Conselho
Municipal de Saúde, o Ministério Público
e outras entidades ligadas à área de saúde
fizeram um trabalho em Fortaleza e em várias cidades do
interior do Estado para saber como estava a nossa saúde
pública. Após meses de atuação, este
conjunto de entidades concluiu que o serviço de saúde
prestado à nossa população, com algumas
exceções, vai de mau a pior. Em Fortaleza, temos
levado ao Secretário de Administração e à Secretária
de Saúde a preocupação dos médicos
com o serviço que tem sido oferecido à nossa população,
as péssimas condições de trabalho a que
estamos submetidos e que acabam influindo na qualidade da nossa
saúde pública. Temos dito à administração
municipal como se encontram as nossas unidades de saúde
e qual o grau de insatisfação dos profissionais
com esse sistema. Os problemas vão da falta de segurança
nos locais de trabalho até a falta de médicos nos
hospitais e no Programa Saúde da Família (PSF),
baixos salários, sucateamento da estrutura física
e do material cirúrgico, falta de medicamentos nos postos
de saúde até a falta de papel higiênico nos
hospitais, além de intermináveis filas para a realização
de procedimentos como cirurgias e exames mais complexos. O gasto
per capita em saúde é muito pequeno e a não
preocupação com os recursos humanos tem, lamentavelmente,
tirado dos usuários o direito a um bom atendimento. Queremos
exercer a nossa profissão com dignidade e segurança.
REVISTA ÉPOCA
O SUS que funciona; O SUS que fracassa
O movimento
lançado na internet para defender o tratamento
de Lula num hospital do governo demonstra falta de conhecimento
sobre o sistema público de saúde. Conheça
os dois sistemas brasileiros
Na mesma
manhã em que a notícia do câncer
do ex-presidente Lula foi divulgada, alastrou-se na internet
um movimento em defesa de que ele se trate no Sistema Único
de Saúde (SUS). O combustível das manifestações é uma
mistura de preconceito, falta de conhecimento sobre o serviço
público de saúde e boa memória.
O preconceito
Talvez pelo
fato de Lula ter uma origem humilde, há quem
se incomode ao vê-lo ser atendido no Sírio-Libanês,
uma instituição de elite. Segundo o cardiologista
Roberto Kalil Filho, Lula e a ex-primeira-dama Marisa têm
um plano de saúde da empresa SulAmérica. É difícil
conceber, porém, que um ex-presidente mostre a carteirinha
do convênio quando é admitido, de braços
abertos, num hospital. ÉPOCA fez essa pergunta ao Sírio-Libanês
e recebeu a seguinte resposta: Legalmente, não podemos
informar como o paciente paga nem qual é a fonte pagadora.
Os privilégios garantidos às autoridades podem
ser questionados, mas não é justo que o ataque
seja pessoal. Lula não é o único a desfrutar
as prerrogativas do poder. O Senado garante um excelente plano
de saúde aos 81 senadores, cônjuges e filhos de
até 24 anos que estiverem na universidade. Os ex-senadores
têm o mesmo direito. No total, cerca de 400 pessoas colocam
na conta do Senado suas despesas de saúde.
A
falta de informação
Quem acha
que o SUS é necessariamente ruim não
o conhece. Esse fato foi demonstrado no ano passado por uma pesquisa
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ela
foi realizada nos domicílios de 2.773 brasileiros de todo
o país. O programa Saúde da Família foi
considerado muito bom ou bom por 80% dos entrevistados. A mesma
opinião foi expressada por 69% dos que avaliaram a distribuição
de medicamentos e por 60% dos que foram atendidos por médicos
especialistas. O grau de satisfação foi um pouco
mais baixo nos itens urgência e emergência (48% acharam
que o serviço é bom ou muito bom) e postos de saúde
(44%).
O SUS não é homogeneamente ruim. Ele é desigual
e injusto. Um hipertenso que mora em São Paulo ou no Amazonas
deveria ter o mesmo acesso aos recursos de saúde. Deveria
conseguir realizar os mesmos exames, receber os mesmos medicamentos,
ser orientado sobre como usá-los e como prevenir outros
problemas de saúde. Como se sabe, isso não ocorre
nem sequer dentro do mesmo município.
Para avançar na discussão, é preciso reconhecer
que o Sistema Único de Saúde não é único.
Há no Brasil dois SUS. O que funciona e o que fracassa.
Se Lula quisesse fazer demagogia, poderia receber no SUS um tratamento
equivalente ao que fará no hospital cinco estrelas. Bastaria
entrar no carro na saída do Sírio-Libanês,
subir em direção à Avenida Paulista e virar à direita
para chegar à Avenida Dr. Arnaldo. Logo no início
avistaria o espigão de 28 andares onde funciona o Instituto
do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).
Por uma razão política, mais do que médica, é improvável
que Lula decida se tratar ali. O instituto criado durante o governo
José Serra é o orgulho dos tucanos. Se esse fosse
um mero detalhe, no Icesp Lula teria acesso, pelo SUS, à mesma
quimioterapia e à mesma radioterapia que fará no
hospital privado. E até ao mesmo médico. O diretor
do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, Paulo Hoff,
também é diretor clínico do Icesp.
Não conheço o Primeiro Mundo, mas acho que Primeiro
Mundo é isto, diz o serralheiro José Pedro Ferreira
Andrade, de 62 anos. Ele teve o mesmo câncer de Lula e
diz que foi muito bem atendido no Icesp. Não sabia que
existia uma coisa dessas no SUS, afirma. No fim do ano passado,
sentiu tosse, rouquidão e um pigarro persistente. Procurou
o Hospital das Clínicas, onde um tumor de 3 centímetros
na laringe foi detectado. Saiu de lá com a carta de encaminhamento
para o Icesp. Cogitaram uma cirurgia, mas os médicos optaram
pela quimioterapia e pela radioterapia para evitar que Andrade
perdesse a voz. O tratamento terminou. Agora é a manutenção.
Alguns efeitos
colaterais da quimioterapia persistem. O paladar praticamente
desapareceu.
A voz é perfeitamente compreensível,
mas Andrade não está muito satisfeito com ela.
Nos anos 1980, cantava em barzinhos. Agora, ela ficou estranha,
grossa demais, diz. Além do tratamento médico,
no Icesp ele é acompanhado por fonoaudióloga, nutricionista
e psicóloga.
O segredo
do Icesp é a gestão. A instituição é uma
Organização Social de Saúde (OSS), um modelo
inspirado na Espanha. O Estado delega a uma entidade privada,
sem fins lucrativos, o gerenciamento de hospitais públicos
e garante recursos mensais para manutenção, exercendo
controle rígido sobre a gestão dos gastos e serviços
prestados. A cada ano, 15 mil pacientes novos são atendidos
lá. Um em cada cinco tem plano de saúde, mas procura
a instituição para receber os bons tratamentos
que os convênios não querem pagar.
Não é verdade que só os pobres usam o SUS.
Cerca de 45 milhões de pessoas têm planos de saúde
no Brasil. Em geral, usam o plano apenas para consultas e internações
de custo baixo ou moderado. Quando precisam de um serviço
caro e de alta complexidade (transplantes ou drogas caríssimas
contra o câncer), muitas delas recorrem ao SUS. Ao fazer
isso, oneram o Estado duplamente, já que normalmente descontam
de seu Imposto de Renda suas despesas regulares com o plano privado.
Trata-se de um direito de qualquer cidadão. Mas com isso
o Poder Público subsidia os planos de saúde, ao
assumir as responsabilidades por tratamentos mais complexos.
Como o orçamento público é limitado, e os
custos da medicina de ponta só crescem, o governo destina
cada vez mais dinheiro para servir a classe média, cujo
atendimento poderia ser pago pelos convênios particulares.
Nos últimos anos, agravou-se um fenômeno conhecido
como judicialização da saúde. Mais cidadãos
entram na Justiça para exigir que o município,
o Estado ou o governo federal forneçam medicamentos que
não estão disponíveis no serviço
público. Amparados pelo Artigo 196 da Constituição,
segundo o qual a saúde é direito de todos e dever
do Estado, quase sempre vencem a disputa.
Em alguns
casos, processar o Estado é a única
forma de ter acesso a medicamentos que realmente salvam vidas
e, pelo benefício que oferecem, têm preços
justificáveis. Se a judicialização não
existisse, talvez os gestores de saúde não se interessassem
em melhorar o sistema, diz Paulo Hoff. O problema é que,
em geral, ela tira do gestor a possibilidade de planejar o que
fazer com sua verba. A judicialização torna o SUS
ainda mais injusto: aqueles com escolaridade mais elevada e acesso
a bons advogados recebem do Estado o que há de mais moderno
e mais caro.
A
boa memória
Em 2006,
Lula disse uma bobagem durante uma visita a um hospital de
Porto Alegre:
A gente não está longe de atingir
a perfeição no tratamento de saúde neste
país. Muitos dos que sugeriram que ele se tratasse no
SUS mencionaram essa frase além de outras, em que o então
presidente fazia claros exageros sobre a qualidade do sistema
brasileiro. Em oito anos de mandato, Lula não conseguiu
transformar a saúde pública num serviço
eficiente, capaz de atender todas as pessoas com justiça
e equidade. Tampouco conseguiram seus antecessores.
Como Lula
veio da pobreza e promoveu vários avanços
sociais em seus mandatos, talvez os brasileiros esperassem que
ele também consertasse a saúde. Ela não
estava perto da perfeição em 2006, não está em
2011 e nada indica que estará tão cedo. Instituições
bem administradas, capazes de atender com dignidade milhares
de pacientes pelo SUS e curá-los do câncer, existem
na maioria dos Estados. Ainda assim, não são suficientes
para atender à demanda.
Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU),
divulgado na semana passada, expõe o problema. Pelo menos
58 mil pacientes de câncer não conseguiram fazer
radioterapia em 2010. Ou seja: 34% dos que precisavam não
conseguiram ser atendidos. Outros 80 mil (53% do total) demoraram
muito para conseguir uma cirurgia. O tempo médio de espera
por uma quimioterapia foi de 76 dias. Apenas 35% dos pacientes
foram atendidos em 30 dias (prazo recomendado pelo Ministério
da Saúde). Na radioterapia, são 113 dias de espera,
em média. Apenas 16% são atendidos no primeiro
mês.
O maior problema
do tratamento do câncer é a falta
de diagnóstico precoce. O cidadão percebe que há algo
errado e procura o posto de saúde do bairro. Como essa
rede básica é falha e desorganizada, ele perde
um tempo precioso até conseguir acesso a um centro especializado
na doença. Quase 60% dos pacientes de câncer de
laringe chegam em estágio muito avançado. Dá até desânimo,
diz Roberto Rivetti Suelotto, diretor técnico do Instituto
do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho, em São Paulo.
De todos os pacientes tratados no hospital beneficente, 93% são
do SUS.
Lula conseguiu
um diagnóstico rápido porque vive
cercado de cuidados, diz Suelotto. Se fosse um operário
reclamando de rouquidão, receberia uma pastilha e um anti-inflamatório
num posto de saúde e voltaria para casa. O câncer
de laringe impõe uma dificuldade adicional. Os sintomas
são sutis. Raramente alguém desconfia de tumor
quando a pessoa reclama de rouquidão persistente, pigarro,
dor de garganta, dificuldade de engolir. Seis meses antes de
se aposentar, o jardineiro Antonio Fogaça, de 58 anos,
começou a sentir uma estranha rouquidão em sua
voz. Com o avanço dos dias, o problema só piorava.
Sua irmã, Nivercina, levou-o ao pronto-socorro mais próximo
de sua casa, no Jardim Ana Estela, em Carapicuíba, na
Grande São Paulo. O primeiro diagnóstico, impreciso,
foi sucedido pela considerável diminuição
da qualidade da voz de Fogaça, que passou a falar cada
vez menos. No retorno ao pronto-socorro, ela foi aconselhada
a levar o irmão para tentar uma vaga no Hospital das Clínicas.
Não conseguiram. Nivercina o levou então ao Instituto
Arnaldo Vieira de Carvalho.
Quando finalmente
conseguiu receber o diagnóstico, Fogaça
não escapou da cirurgia nem das limitações
impostas por ela. O tumor de 5 centímetros foi retirado,
mas ele perdeu a voz. Hoje, só se comunica por gestos
ou usa um caderno surrado e uma caneta para transmitir o que
pensa em frases curtas. Para se alimentar, precisa bater todos
os alimentos no liquidificador. Tem um orifício no pescoço,
que mantém coberto com um curativo. O choque provocado
pela doença foi brutal, mas passou. Eu me conformei, escreveu
ele.
É fundamental que o Brasil ofereça atendimento
precoce a pessoas como ele. Para que todos tenham direito ao
mesmo tipo de assistência, a sociedade precisa assumir
que não é possível oferecer toda e qualquer
tecnologia a todos. Nem as nações mais ricas fazem
isso. Alguém terá de assumir o ônus político
de dizer isso. O Brasil investe cerca de 8% do PIB em saúde,
somados os gastos públicos e privados. É pouco.
A saúde precisa de mais dinheiro. Se a criação
de um novo imposto foi rechaçada, as verbas precisam vir
de outros setores que competem pelos mesmos recursos. Mais dinheiro,
no entanto, não é garantia de aumento da qualidade.
Em um sistema com decisões fragmentadas, que priorizam
o curto prazo, qualquer recurso novo corre o risco de atender
poucas pessoas ou ser desperdiçado, diz o professor Marcos
Bosi Ferraz, do Centro Paulista de Economia da Saúde,
da Universidade Federal de São Paulo. Enquanto o dinheiro
extra não vem, o pouco disponível continuará indo
para o ralo da má gestão.
180 GRAUS.COM
Teresina
receberá a visita de técnicos da Organização
Mundial de Saúde
Nos dias
7 e 8 de novembro, Teresina recebe a visita dos técnicos
da Organização Mundial de Saúde, Meleckidzedeck
Khayesi, e da consultora regional para segurança viária
da Organização Panamericana de Saúde/Washington,
Eugênia Maria Rodrigues. A visita tem como principal objetivo
conhecer a equipe, a dinâmica de trabalho e o progresso
local do projeto "Vida no Trânsito", desenvolvido
pela Prefeitura de Teresina, através da Superintendência
Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).
O projeto
Vida no Trânsito é de iniciativa da Fundação
Bloomberg, OMS, OPAS e Ministério da Saúde. A ação
está sendo implantada em cinco capitais do Brasil: Teresina,
Palmas, Curitiba, Campo Grande e Belo Horizonte. Na segunda-feira
(07/11), às 9h30, as ações do projeto Vida
no Trânsito desenvolvidas em Teresina serão apresentadas
aos técnicos. A solenidade contará com a presença
do prefeito Elmano Férrer e representantes da Strans,
FMS, Detran, Ciptran e Polícia Rodoviária Federal.
"O Vida no Trânsito é uma ação
intersetorial e o seu grande diferencial é o trabalho
de coleta e análise dos dados que tem sido feito. Para
tanto, é fundamental o engajamento das instituições
parceiras. Por isso estão sendo convidados todos da Comissão
Intersetorial de Segurança no Trânsito", diz
Audéa Lima, coordenadora do Vida no Trânsito em
Teresina.
Ainda na
segunda-feira (07/11), os técnicos visitarão
o governador Wilson Martins e o Ministério Público
Estadual para conhecerem a campanha "Em defesa da vida e
pela paz no trânsito". Para finalizar as atividades
da segunda-feira, o grupo participará da Operação
Salva-Vidas.
Na terça-feira (08/11), uma série de atividades
para discutir o trânsito será realizada no auditório
do Sest/Senat. A representante da FMS, Ana Amélia, apresentará a
implantação do sistema de registro de atendimento
pré-hospitalar do SAMU. Em seguida, a comissão
executiva e o grupo de análise de dados do projeto Vida
no Trânsito apresentarão a palestra "O desafio
dos sistemas de registros de acidentes em Teresina. O evento
discutirá ainda a Operação Salva Vidas e
educação no trânsito. Na tarde da terça-feira,
a equipe fará uma visita ao Hospital de Urgência
de Teresina (HUT).
Meleckidzedeck
Khayesi é técnico oficial do Departamento
de Prevenção de Lesões, Violências
e Incapacitações da OMS. O setor é responsável
pela temática da morbimortalidade no trânsito. Participam
ainda da visita a Teresina os membros da Coordenação
Nacional do projeto Vida no Trânsito (membros da comissão
interministerial, presidida pelo Ministério da Saúde,
e representantes a OPAS/OMS no Brasil) e da Global Road Safety
Partenrship (GRSP).
DIÁRIO
DO PARÁ
Saúde é precária,
mesmo com dinheiro em caixa
Uma matemática incompreensível se institui na
Secretaria de Saúde do Município de Belém.
Desde 2008, o balanço fiscal tem saldo positivo, com sobra
de recursos não gastos durante períodos trimestrais.
Enquanto isso, populares enfrentam filas, faltam médicos,
unidades estão depreciadas. E a justificativa para os
problemas denunciados é sempre a mesma: falta dinheiro.
Faz sentido?
Em janeiro
de 2010, o saldo nas contas da secretaria era de R$ 33,65 milhões de reais. Em abril do mesmo ano, R$ 33,81
milhões, seguidos por R$ 39 milhões em julho, R$
24 milhões em setembro e R$ 16,92 ao final de dezembro.
Todas as quantias representam dinheiro em caixa que não
foi revertido em serviços à população.
E nesse ano
tudo indica que não será diferente.
Levando em conta o balanço dos dois primeiros trimestres
apresentados pela Sesma à Câmara Municipal de Belém,
iniciou-se o segundo semestre de 2011 com quase R$ 23 milhões
em recursos disponíveis.
Junto ao
montante financeiro estava o Relatório de Gestão
do último ano. Lá, consta que apenas 37% das metas
estabelecidas pela própria secretaria foram cumpridas.
Uma delas, referente à garantia de tratamento a 100% das
mulheres diagnosticadas com lesões precursoriais do câncer
do colo do útero, em nível laboratorial, obteve
0% de resultado.
Além do dinheiro não investido, outro aspecto
intrigante é o gasto com serviços como lavagem
de roupa hospitalar e fornecimento de refeição,
principalmente porque há duas semanas foi denunciada a
distribuição de “quentinhas” estragadas
no Hospital de Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti,
no bairro do Umarizal.
Segundo o
vereador Marquinho (PT), presidente da Comissão
de Saúde da Câmara Municipal de Belém, “mais
que uma prestação de contas, os dados apresentados
pela Sesma representam uma confissão de culpa, diante
do caos verificado na saúde da cidade, com gente morrendo
na porta dos prontos-socor ros, a oferta de comida estragada
a pacientes e servidores e a falta de medicamentos fundamentais
nas farmácia s populares, enquanto a prefeitura anuncia
sobra em suas contas, o que se configura em ato de total desrespeito à vida
e ao povo de Belém”, frisou.
Comportamento
insatisfatório para usuários de
um sistema ineficiente, precário e desumano, como descreveram
os personagens desta reportagem, que enfrentam constantemente
a falta de alguns dos serviços que registraram sobras
de recursos.
LEITOS
DÉFICIT
Segundo relatório, Belém conta com 2.369 leitos
do SUS, o que corresponde a 1,65 leito a cada mil habitantes. Índice
abaixo do recomendado pela Organização Mundial
de Saúde, que é de 2,5 leitos por mil habitantes.
TRISTE EXEMPLO
0% foi o
resultado atingido na meta da saúde municipal
de garantir tratamento a 100% das mulheres diagnosticadas em
Belém com lesões precursoras do câncer do
colo do útero, em nível laboratorial.
Atendimento desmotiva luta de soropositivos
Paulo Victor
Lima, 19 anos, é portador do vírus
HIV e desde fevereiro faz acompanhamento na Casa Dia, unidade
municipal de suporte à deficiência imunológica.
Lá, todo o trabalho é manual. Não existem
computadores, prontuários são preenchidos à mão
e ocasionalmente se perdem no acúmulo de papéis. “Torna
o trabalho ineficiente”, resume.
Equipe reduzida
de profissionais também é um problema.
A emergência só funciona até 18h, com apenas
dois leitos e nenhum médico exclusivo. “Desde que
comecei o acompanhamento não vejo avanços. Nós
temos expectativas, mas receio de elas não sejam realizadas”,
confessou.
A situação que já não é boa
pode ficar ainda pior com a mudança da Casa Dia para um
prédio recém-construído, no bairro do Barreiro.
Segundo Paulo, os próprios funcionários não
querem a mudança, prevista para 1º de dezembro, porque
além de estar numa área considerada perigosa, o
local irá comportar três serviços, sufocando
ainda mais a assistência.
Por isso,
quando soube que em junho deste ano houve saldo de aproximadamente
R$ 550
mil nas verbas destinadas às Doenças
Sexualmente Transmissíveis e a AIDS, ele foi enfático. “O
dinheiro poderia ser investido em infraestrutura e no atendimento
aos portadores do vírus HIV”, opinou.
Entre
péssimos cuidados e a ausência dos médicos
Sem plano
de saúde, Maria Luisa Santos, seus quatro filhos
e dez netos dependem do sistema público - e ocasionalmente
têm dificuldades em ser atendidos. A família vive
no bairro do Barreiro, mas todas as vezes que deseja atendimento
médico precisa tomar um táxi e ir até a
unidade de saúde do bairro da Marambaia. O posto próximo
de sua casa não tem médicos que façam o
acompanhamento da idosa de 69 anos.
A assistência era tão precária, que uma
vez a receita de um medicamento errado, que não controlou
realmente a pressão arterial de Dona Maria, resultou num
acidente vascular cerebral (AVC), deixando pequenas sequelas
nos movimentos faciais da dona de casa. “Esse era outro
problema, porque, além da falta de médicos, muitas
vezes éramos mal atendidas”, afirma.
Para ela,
a área mais necessitada de recursos é a
unidade básica de atendimento. No relatório de
gestão da Sesma estavam previstas reformas de seis unidades
de saúde da família e a implementação
de sete equipes nestes locais. Porém, nenhuma das ações
foi realizada. “Falta muito médico, enfermeiro,
técnico de enfermagem. Esses espaços deveriam ter
mais profissionais para atender a população”,
opina, ao deixar mais uma vez o local acompanhada da filha.
Pagamentos
em atraso podem paralisar médicos
E enquanto
mais médicos são requisitados, os que
já atuam no sistema municipal criticam a gestão
da prefeitura. A principal queixa é no atraso de pagamentos,
que chegam a acumular vários meses. “Neste ano fizeram
um recadastramento obrigatório e quem não foi à Secretaria
apresentar documentos simplesmente não recebeu. Eu estava
de licença e nem fui comunicada disso”, conta uma
cirurgiã que prefere não se identificar. Após
várias reclamações, ela recebeu uma ordem
de serviço para sacar o valor, numa manobra fora da legislação
trabalhista. Além dos atrasos diretamente com funcionários,
a cirurgiã conta ainda que a cooperativa da qual faz parte,
a Amazoncoop, que agrega mais da metade do efetivo de médicos
municipais, ameaça paralisar as atividades no próximo
dia 21 de novembro caso não sejam quitados os débitos
de três meses da prefeitura. “É uma desorganização
sem limites. Estamos tapando buracos por muito tempo, mas se
não nos pagarem iremos parar”, garante.
SEM RESPOSTAS
A assessoria
de imprensa da Sesma foi contatada para maiores esclarecimentos,
mas até o fechamento dessa edição
não respondeu ao DIÁRIO. (Diário do Pará)
Sábado,
05.11.11
TRIBUNA DO NORTE
Juiz quer plano para tirar macas de corredores
A Secretaria
Estadual de Saúde Pública do Rio
Grande do Norte (Sesap) terá que apresentar, em até 60
dias, um plano de ação para solucionar definitivamente
o problema de acúmulo de macas com pacientes nos corredores
do hospital Walfredo Gurgel. O juiz da 2ª Vara da Fazenda
Pública, Ibanez Monteiro da Silva, foi quem determinou
a elaboração do plano. O titular da Sesap, Domício
Arruda, já estuda quais medidas serão apresentadas à Justiça,
mas ele argumenta que será necessária uma nova
dotação orçamentária.
Em outubro
de 2010, o Ministério Público provocou
a Justiça para que fosse determinada a relocação
dos pacientes que estavam nas macas do Walfredo Gurgel para unidades
de saúde da rede privada. O Governo cumpriu a medida e
transferiu 60 pacientes, mas alegou que o problema estava sendo
provocado devido a falhas no atendimento da rede de saúde
dos municípios do interior, o que gerava a superlotação
do Walfredo Gurgel. A Justiça entendeu que o argumento
era válido e que o Governo havia cumprido sua parte no
primeiro acordo. Porém, o juiz pede que o problema do
acúmulo de macas nos corredores do hospital seja solucionado
definitivamente.
Para Domício Arruda, só a construção
de um hospital poderia suprir a carência de maneira definitiva,
o que ainda não será possível devido às
limitações financeiras. Apesar disso, o secretário
estadual de saúde afirma que o Estado vai cumprir a determinação
judicial e elaborar o plano de ação, que vai consistir
na indicação de 100 leitos no hospital universitário
Onofre Lopes, e também de leitos na rede privada. Porém,
Domício Arruda reafirma que ainda não há recursos
para essas medidas. "Já recebemos o contato de hospital
da rede privada informando que tem o interesse em receber pacientes
do SUS, disponibilizando, inclusive, leitos de UTI. Mas ainda
não temos os recursos. Vamos apresentar o plano e ver
como poderá ser viabilizado", explicou o secretário.
PARAÍBA.COM.BR
Ministro
da Saúde vê 'epidemia' de mortes no trânsito:
aumentao de 8% em um ano
Dados divulgados
nesta sexta-feira pelo Ministério da
Saúde mostram que o número de mortes no trânsito
passou de 37.594, em 2009, para 40.610, em 2010, um aumento de
8%. Os acidentes envolvendo motocicletas foram responsáveis
por 25% do total, com 10.134 registros. Em 2009, as motos já respondiam
por esse percentual de acidentes.
"Os números revelam que o país vive uma verdadeira
epidemia de lesões e mortes no trânsito. Estamos
atrás apenas de Índia, China, Estados Unidos e
Rússia", disse o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, em nota divulgada pelo ministério.
Por região, o Sudeste apresenta os piores indicadores:
14.214 mortes, que representam 35% do total. Em seguida, vêm
o Nordeste, 11.233 (27,5%); o Sul, 7.548 (18,5%); o Centro-Oeste,
4.275 (10,5%); e o Norte, 3.340 (8,8%). Por estados, as rodovias,
avenidas e ruas de São Paulo registraram o maior número
de mortes em 2010: 7.160 ocorrências. Em seguida aparecem:
Minas Gerais (3.674); Paraná (3.410); Rio de Janeiro (2.299);
Rio Grande do Sul (2.276); e Bahia (2.245).
Em quatro
desses estados - São Paulo, Paraná,
Rio Grande do Sul e Bahia - aumentou o número de mortes
na comparação com 2009. No Rio, houve uma pequena
queda, de apenas 38 mortes, em 2010. Em 2009, o estado registrou
2.337 óbitos.
No material
divulgado pelo Ministério da Saúde,
Alexandre Padilha afirmou que houve redução de
até 30% nas regiões que tiveram ações
mais eficazes de fiscalização. Mas quase não
houve registro de reduções de 2009 para 2010 e
mesmo na comparação de outros períodos com
o ano passado. Nas cinco regiões, o número de mortes
aumentou. E, nos 27 estados, apenas três - Rio de Janeiro,
Minas Gerais e Santa Catarina - registraram queda nas mortes
e com índices bem inferiores a 30%.
A estatística de acidentes envolvendo motocicletas é mais
dramática. Em 2002, as mortes com esse tipo de veículo
representavam 11,5% do total. Em 2010, passaram a somar 25%.
Os acidentes subiram de 3.744, há nove anos, para 10.134
ano passado. No caso das motos, o Nordeste, com 3.394 mortos,
supera o Sudeste, que registrou 2.948 óbitos em 2010.
Na sequência, aparecem: Sul (1.692); Centro-Oeste (1.245);
e Norte (855). Os óbitos ocasionados por ocorrências
com motos mais que triplicaram no Sudeste. Em 2002, foram registrados
940 casos. Um crescimento de 214%.
Acidentes com motos continuam aumentando
Mas, por
estado, São Paulo está na frente nessa
contabilidade trágica, com 1.518 mortes resultantes de
acidentes com motos. Em seguida, aparecem: Paraná (759);
Ceará (683); Minas Gerais (615); e Pernambuco (597). Os
acidentes com moto preocupam o ministro, que já faz referência
a números de 2011.
"Os números do primeiro semestre deste ano apontam
que são 72,4 mil internações de vítimas
de acidentes de trânsito. Desse total, 35,7 mil são
vítimas de motos, o que representa quase 50%. A proporção
continua subindo" - afirmou Padilha, na nota.
O balanço do Ministério da Saúde ocorre
após a repercussão de uma decisão de uma
turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que entendeu que o motorista
que for flagrado bêbado ao volante numa simples blitz,
independentemente de ter provocado algum acidente, está cometendo
um crime. Padilha aprovou a decisão do STF.
"Esse é um grande avanço e certamente vai
contribuir para a redução das tristes estatísticas
no trânsito, principalmente em um momento em que o país
vive essa epidemia de lesões e mortes por acidentes. A
decisão do Supremo fortalece a posição do
Ministério da Saúde em apoiar uma fiscalização
mais rigorosa."
Em relação ao crescimento de acidentes com motocicletas,
o ministro defendeu mais rigor na lei, como a apresentação
da carteira de motorista no momento da compra.
TRIBUNA DA BAHIA
Ministério da Saúde determina repasse de verbas
para OSID através do Fundo Estadual
Os recursos
financeiros das Obras Sociais de Irmã Dulce
(OSID) – Hospital Santo Antônio, contratados pela
Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Salvador, serão
repassados pelo Fundo Estadual de Saúde. Essa determinação
foi publicada no Diário Oficial da União desta
sexta-feira (4) através da Portaria nº 741, de 3
de novembro de 2011, da Secretaria de Assistência à Saúde
do Ministério da Saúde. Esta medida tem validade
de seis meses e a passa a valer a partir da data sua publicação,
com efeitos financeiros a partir da competência outubro
de 2011.
A medida
foi tomada por conta de atrasos no pagamento contratual pela
Secretaria
Municipal de Saúde de Salvador à Associação
Obras Sociais Irmã Dulce – Hospital Santo Antônio,
mesmo após uma série de reuniões envolvendo
a SMS, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) o Conselho
Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da
Bahia e a instituição prestadora dos serviços
de saúde.
A portaria
ainda destaca a importância do Hospital Santo
Antônio da OSID na oferta de serviços hospitalares
no Estado da Bahia e na capital em particular, com mais de 1.000
leitos credenciados ao Sistema Único de Saúde -
SUS e a possibilidade de colapso iminente no SUS-Bahia com a
interrupção de seus serviços por falta de
recursos financeiros mínimos contratualizados e repassados
pelo Ministério da Saúde.
Os recursos
descritos na portaria serão destinados exclusivamente
ao custeio e manutenção do Hospital Santo Antonio,
cuja gestão do repasse financeiro ficará sob a
responsabilidade da Sesab, no período definido na publicação.
A Sesab não participou das negociações
para essa decisão. Segundo a assessoria de comunicação,
a secretaria cumprirá as resoluções da portaria
e as determinações emanadas pelo Ministério
da Saúde. Já foram acionados os secretários
de Planejamento e da Fazenda, assim como a Procuradoria Geral
do Estado e o Fundo Estadual de Saúde para tomarem as
mediadas necessárias para cumprir o previsto na portaria
do Ministério.
CORREIO DO ESTADO
MS
vai receber 34 academias da saúde
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios
que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde,
que estimulam a criação de espaços adequados
para a prática de atividades físicas e lazer. Em
todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão
instalados em 1.828 municípios. Para Mato Grosso do Sul,
serão destinadas 34 unidades, em 30 municípios.
O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional
de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção
e Controle de Doenças (Expoepi), que está sendo
realizado em Brasília e conta com a presença da
diretora geral de Vigilância em Saúde, Bernardete
Gomes Lewandoski, da Coordenadoria Epidemiológica da Secretaria
de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.
De acordo
com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são
sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos
no tempo livre.
“As Academias da Saúde são mais do que espaços
públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às
práticas corporais pela maioria da população,
com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das
pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção
desses espaços é uma das estratégias do
governo federal para a promoção da saúde,
prevenção de enfermidades e redução
de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não
Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano
de Ações Estratégicas para Enfretamento
das DCNT. Lançado em agosto, tem como meta a redução
de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças.
O objetivo é alcançar melhorias em indicadores
relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, &ag
rave; alimentação inadequada e obesidade.
Os polos
do Programa Academia da Saúde são espaços
públicos construídos para a prática de atividade
física. As atividades devem estar ligadas aos serviços
de atenção básica. Lançada no último
mês de abril, a estratégia Academia da Saúde
estimula a criação de espaços adequados
para a prática de atividades físicas e lazer, a
exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como
Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória.
JORNAL DA TARDE
Maioria dos bipolares recebe tratamento errado em SP
Três anos se passaram até que o técnico
em eletrônica Alexandre Vilaça, de 36 anos, descobrisse
sua bipolaridade. Antes disso, foi diagnosticado com depressão,
uma falha na identificação da doença que
acomete 66% dos pacientes paulistanos com transtorno de humor
bipolar, distúrbio psiquiátrico caracterizado por
flutuações de humor em que o indivíduo alterna
fases de hiperatividade com períodos depressivos.
Quando erroneamente
diagnosticados, muitos pacientes bipolares são medicados com antidepressivos, o que pode piorar ainda
mais o quadro psiquiátrico. “Nestes casos, os medicamentos
fazem com que o paciente fique agitado e instável, prejudicando
muito o relacionamento interpessoal, familiar e profissional
dessas pessoas”, diz o psiquiatra Diogo Lara, professor
da Faculdade de Biociências da PUC – RS e coordenador
do Ambulatório de Bipolaridade do Hospital São
Lucas. Segundo ele, confusões e erros de diagnóstico
ocorrem especialmente com pacientes bipolares do tipo II, que
não costumam ter os episódios de mania (hiperatividade)
e depressão bem marcados. As fases de prostração
predominam – daí a confusão com os quadros
puramente depressivos.
O panorama
brasileiro do distúrbio bipolar foi apresentado
durante do XXIX Congresso Brasileiro de Psiquiatria, que terminou
ontem. Ele representa um recorte nacional da doença e
faz parte de uma pesquisa mais ampla, feita em 11 países,
com mais de 60 mil pessoas, divulgada neste ano pela publicação
científica Archives of General Psychiatry. No Brasil,
os dados correspondem à Grande São Paulo e apontaram
que a dificuldade em diagnosticar a doença também é grande:
cerca de 57% dos pacientes não são identificados
corretamente e, por isso, não recebem o acompanhamento
de um especialista.
Para mudar
essa situação, os médicos defendem
uma atualização nos critérios de diagnóstico
do distúrbio, que são de 1994. O objetivo é que
a nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais (DSM – 5), editado pela Academia
Americana de Psiquiatria e usado como referência mundial
na área, inclusive no Brasil, traga elementos que permitam
o diagnóstico precoce dos pacientes com transtorno bipolar.
Na maioria das vezes, a doença é confundida com
depressão, como no caso de Vilaça. Cada fase do
humor bipolar pode durar meses e, geralmente, é apenas
no ciclo depressivo que o paciente busca ajuda.
A falta de
medicação específica contra
a bipolaridade é prejudicial porque acentua a morte das
células cerebrais. Além disso, os pacientes ficam
mais sujeitos ao abuso de álcool e outras drogas. “Quanto
mais tardiamente o indivíduo for tratado, mais perdas
neuronais vão ocorrer”, diz Giuliana Cividanes,
mestre em psiquiatria pela Universidade Federal de São
Paulo. Com base em sua experiência clínica, ela
diz que as pessoas demoram de 10 a 15 anos para se conscientizar
sobre a doença e, então, iniciar o tratamento.
A identificação do transtorno é ainda mais
difícil nos mais jovens, na opinião da psiquiatra
Laura Helena Andrade, do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (USP). “É difícil diagnosticar
porque pode ser confundido com características da personalidade
e, principalmente, com a crise de comportamentos da adolescência”,
explica a psiquiatra.
Dados conservadores
Outro estudo
epidemiológico sobre bipolaridade feito
no País em 1992 por pesquisadores da Unifesp, envolveram
três capitais: Brasília, São Paulo e Porto
Alegre. Naquele momento, foi encontrada uma prevalência
de 2,5% do distúrbio na população. Mas Laura
admite que, hoje, esse número pode ser considerado “conservador”.
Pesquisas internacionais recentes apontam, afirma ela, uma taxa
em torno de 6%. O psiquiatra Lara concorda com a percepção
da especialista da USP. “Atualmente, pesquisas já trabalham
com números entre 5% e 6%”, afirma.
Sexta-feira, 04.11.11
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ACESSE NOTÍCIAS
Juiz
pede intervenção das Forças
Armadas na Saude de MT
O descaso
da Saúde Pública de Mato Grosso evidenciado
diante de uma ordem judicial para atender o menino V.E. 2., portador
de hidrocefalia, mas que não foi cumprida por falta de
leitos em hospitais de Cuiabá, motivou o juiz Gabriel
da Silveira Matos, de Juína (7356 Km a noroeste de Cuiabá)
a pedir a intervenção das Forças Armadas
na Saúde. Na sentença, o magistrado determinou
que se oficie o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
Cezar Peluso, que “se o entender, tomar as medidas que
lhe são ofertadas pela lei complementar 97/99, no sentido
de solicitar à Presidência da República o
auxílio das Forças Armadas para atendimento desta
situação emergencial”.
A decisão do juiz que entende que a situação
da saúde em Mato Grosso está longe de ser uma situação
excepcional ou momentânea de dificuldade e que cabe ao
Poder Executivo resolver o problema, ocorreu após ele
negar um recurso ao Ministério Público Estadual
(MPE) para bloquear as contas do Estado para garantir atendimento
de neurocirurgia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o
garotinho. O motivo, foi que mesmo após a criança
ser transferida para Cuiabá e ficar 10 dias sem atendimento
por falta de vagas, sua decisão que obrigava o Estado
a oferecer o atendimento sob pena de multa diária de R$
30 mil não foi cumprida.
Para o juiz,
a gravidade da saúde pública em Mato
Grosso pode ser medida pela quantidade de pedidos judiciais para
internação de pacientes feitos já há mais
de ano. Ele atribui a falha no sistema à escolha das prioridades
dos políticos eleitos pelo povo “Como juiz, órgão
do Estado, fiz o que pude, determinando ao próprio Estado
que internasse a criança. Se este se nega a internar,
justificando falta de leitos, a situação é de
calamidade pública, equivalente à situação
de guerra”, diz na sentença que traz ainda o pedido
de notificação de todos os deputados estaduais,
federais e senadores de Mato Grosso, com cópia da decisão,
para ciência e providências que se entenderem cabíveis,
bem como o MPE e a Procuradoria-Geral do Estado.
PORTAL
DA SAÚDE
Rede
de atenção ao AVC terá reforço
de R$ 437 mi
Recurso vai
financiar 1.225 leitos até 2014. Ministério
da Saúde lançou, hoje (4), consulta pública
e receberá sugestões para aprimorar a rede de atendimento
ao paciente.
O Ministério da Saúde vai investir, até 2014,
R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas
de Acidente Vascular Cerebral (AVC). No Brasil, a doença
representa a primeira causa de morte e incapacidade, gerando
grande impacto econômico e social. De acordo com dados
do Ministério, em 2009 foram registrados 68,9 mil óbitos
por AVC. A qualificação da rede para o atendimento
a casos de AVC faz parte da Rede Saúde Toda Hora - lançada
este ano pelo governo federal - para reorganizar o atendimento
de urgência e emergência no Sistema Único
de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde colocou,
hoje (4), em consulta pública, por 30 dias, as novas diretrizes
de atendimento à doença.
“Nosso esforço é o de tratar mais rápido,
isso significa salvar vidas. Vamos ampliar a rede de atenção
básica, de prevenção e de tratamento com
o objetivo de reduzir casos e óbitos”, afirma o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Do total
de recursos, R$ 370 milhões vão financiar
leitos hospitalares. Serão criados 1.225 novos leitos
nos 151 municípios onde se localizam os 231 pronto-socorros,
responsáveis pelo atendimento especializado de urgências
e emergências. A abertura dos novos leitos será definida
entre o governo federal, juntamente com estados e municípios.
Outra parcela
(R$ 67 milhões) será aplicada na
oferta do tratamento trombolítico, que consiste na aplicação
de uma medicação por via endovenosa, que percorre
a circulação até chegar no vaso sanguíneo
cerebral que está obstruído por um coágulo.
Esta medicação desfaz o coágulo, desentupindo
a circulação e normalizando o fluxo sanguíneo
que chega ao cérebro, diminuindo ou até evitando
as sequelas. As ações integram o rol de iniciativas
adotadas pelo Ministério da Saúde para o enfretamento às
Doenças Crônicas Não Transmissíveis.
CONSULTA
PÚBLICA
Para melhorar
os serviços de atendimento na rede pública,
o Ministério da Saúde lançou uma consulta
pública ao documento “Implementando a Linha de Cuidado
do Acidente Vascular Cerebral (AVC) na Rede de Atenção às
Urgências”, que ficará disponível durante
30 dias. Podem acessar e contribuir com sugestões profissionais
de saúde, técnicos, especialistas e a população
em geral.
Acesse aqui
o documento da consulta pública:
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/consulta_publica_AVC.pdf
Um dos objetivos
da consulta pública é consolidar
uma proposta para melhorar o atendimento aos pacientes que procuram
o SUS por intermédio de ações para reformulação
do atendimento, com a adoção de melhores estratégias
de diagnóstico e tratamento e capacitação
de profissionais, entre outras.
Outro objetivo
do Ministério é reduzir o número
de óbitos por AVC no Brasil por intermédio da criação
de redes de assistência integral para o atendimento do
paciente com AVC, incluindo todas as suas demandas de atenção à saúde.
O documento foi elaborado Ministério da Saúde e
especialistas da área em parceria com a Sociedade Brasileira
de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de
Neurologia,
REDE
AVC é uma das mais importantes causas de mortes no mundo.
Popularmente conhecido como derrame, a doença atinge 16
milhões de pessoas no mundo a cada ano. Destes, seis milhões
morrem. Para enfrentar a epidemia silenciosa que ocorre no mundo,
a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda
a adoção de medidas urgentes para a prevenção
e tratamento da doença, com o objetivo de colocar o tema
em destaque na agenda global de saúde.
De acordo
com o documento, a Linha do Cuidado do AVC deve incluir, necessariamente,
a
rede básica de saúde, SAMU,
unidades hospitalares de emergência e leitos de retaguarda,
reabilitação ambulatorial, ambulatório especializado,
programas de atenção domiciliar, entre outros aspectos.
Para o Ministério da Saúde, a doença é uma
urgência médica e, como tal, deve ser priorizada
em todos os níveis de atenção. A Linha de
Cuidado recomenda a criação de unidades específicas
para o atendimento ao AVC nos hospitais - as Unidades de AVC
-, que comprovadamente diminuem a mortalidade e a incapacidade,
além da inclusão do tratamento trombolítico
para os casos de AVC isquêmico agudo, único disponível
e capaz de reduzir ou até evitar as sequelas.
No Brasil,
o governo federal priorizou o combate à doença
ou atenção aos pacientes acometidos pelo AVC, com
foco na prevenção, uma vez que 90% dos casos podem
ser evitados. E, caso ocorra, o paciente pode ser adequadamente
tratado, se chegar rápido ao hospital preparado para dar
o atendimento imediato. Por estes motivos, foi elaborada A Linha
de Cuidado do AVC na Rede Atenção às Urgências,
documento que servirá de orientação para
os estados e municípios organizarem o atendimento às
vítimas da doença.
OUTRAS
AÇÕES
Em agosto
deste ano, o Ministério lançou o Plano
de Ações para Enfrentamento das Doenças
Crônicas Transmissíveis (DCNT), que inclui o combate à hipertensão
e ao diabetes, doenças que são fatores de risco
para o AVC. Entre as políticas essenciais para o cumprimento
das metas do Plano está a ampliação do acesso
ao tratamento dessas doenças. No rol das medidas já adotadas
pela pasta neste sentido está a oferta gratuita de medicamentos
para hipertensão e diabetes nas farmácias populares,
estabelecida desde fevereiro com o Saúde Não Tem
Preço.
O GLOBO ONLINE
Planos
de saúde correspondem a 99% dos atendimentos de
emergência da Defensoria Pública do Rio
Em três anos, as queixas contra planos de saúde
saltaram de 40% para 99% dos casos de atendimento de urgência
no Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria
Pública do Estado do Rio. A maioria das reclamações é sobre
a negativa de atendimento a situações emergenciais,
isto é, de risco imediato de vida para o beneficiário
ou de lesão irreparável. Entidades de defesa do
consumidor e planos de saúde vêm tendo entendimento
diverso sobre o período de carência para casos de
emergência médica.
As operadoras
entendem que, mesmo passadas as 24 horas de carência
para casos de urgência, o consumidor só tem direito
a 12 horas de atendimento ambulatorial, já que o prazo
de carência para internação é de 180
dias. Já a defensoria defende que não há tal
limitação.
- Há até três anos, tínhamos 30%
de atendimento relacionado a retenção de salário
por dívidas, 30% relativos a corte de luz ou água
e o restante era de planos de saúde. Intensificamos nosso
setor de conciliação e os casos de débitos
são resolvidos amigavelmente, assim, dificilmente um consumidor
chega a esta situação limite, porque estamos intervindo
antes. No entanto, atualmente, 99% de nossos atendimentos de
urgência, ou seja, aqueles que paramos tudo e fazemos a
ação na hora, são relacionados a planos
de saúde. Há casos de negativa de prótese,
problemas para autorização de cirurgias e exames
sofisticados. Mas a maioria dos casos relacionam-se a situações
de urgência, resultantes de acidentes pessoais ou de complicação
na gestação - exemplifica o defensor público
Fábio Schwartz, um dos coordenadores do Nudecon.
A situação se tornou de tal forma repetitiva que
o Nudecon convocou uma audiência pública para o
próximo dia 17 - com a participação de representantes
do Judiciário, do Ministério Público, do
Procon, da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), do Departamento de Proteção e Defesa dos
Consumidores (DPDC) e das operadoras - para discutir o comportamento
das empresas e a legalidade da resolução número
13, do Conselho Nacional de Saúde (Consu), da ANS, que
determina os prazos de carência, e daria respaldo para
as negativas dos planos de saúde nos casos de emergência.
- Consideramos
a resolução ilegal, pois estabelece
uma limitação inexistente na lei, restringindo
os direitos do consumidor - afirma Schwartz.
Para
Abramge, vale o que está no contrato
Para Arlindo
Almeida, presidente da Associação
Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), cada caso é um
caso. Mas, afirma que "vale o que está no contrato":
- Se está fora do contrato, não tem cobertura,
todo cidadão tem direito ao Sistema Único de Saúde.
Muitas vezes as pessoas insistem em ser atendidas de qualquer
maneira e recorrem à Justiça. E não há como
não obedecer a uma decisão do judiciário.
O que eu digo é que uma negativa equivocada pode levar
a operadora a receber multas pesadas da ANS, de R$ 100 mil, R$
200 mil até R$ 1 milhão.
Segundo Almeida,
grande parte dos casos acabam na Justiça
são de beneficiários de planos antigos, fora da
nova regulamentação, o que inclui o rol de procedimentos
atualizado:
- Reconhecemos
que é um tema problemático e o
próprio Conselho Nacional de Justiça tem orientado
a criação de câmaras técnicas que
possam auxiliar o juíz na sua decisão, por se tratar
de tema tão específico. No Rio, essa câmara
já foi instituída - avisa o presidente da Abramge.
ANS
estuda fluxo especial para demandas que chegam à Defensoria
Para reduzir
a judicialização das demandas relacionadas
aos planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) regulamentou, no ano passado, um sistema de
Notificação de Investigação Preliminar
(Nipe). O objetivo é dar uma resposta rápida ao
consumidor em casos de negativas de atendimentos considerados
de urgência, ao mesmo tempo que permite à operadora
resolver o problema sem a abertura de um processo de atuação.
Das 15 mil Nipes abertas até julho, cerca de 60% foram
solucionadas. Ou seja, os beneficiários tiveram seu direito
reconhecido pela empresa, explica Dalton Callado, diretor adjunto
de Fiscalização da agência:
- Apenas
10% dos pedidos não procedem. Naqueles em que
o direito do usuário é reconhecido pela ANS, mas
a operadora não o atende, o passo seguinte é a
abertura de processo de autuação. Estamos trabalhando
num indicador que nos permitirá ainda verificar se as
operadoras estão usando de forma indevida o sistema. Isto é,
se negam o direito do consumidor repetitivamente, deixando para
concedê-lo apenas quando o usuário recorre à ANS.
Se identificarmos tal postura, essa operadora poderá receber
sanções - afirma.
No fim de
setembro, ANS e Nudecon firmaram parceria criada um canal direto
de comunicação das queixas que chegam à defensoria
pelo sistema da Nipe. Agora estudam um fluxo especial dentro
do sistema para o Nudecon, de forma a reduzir a judicialização
dos casos.
A audiência pública será realizada no dia
17 de novembro, às 14h, na sede da Defensoria Pública
na Avenida Marechal Câmara 314, no Centro do Rio. Pelo
telefone 129, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às
18h, o cidadão pode se informar sobre o horário
e dias de atendimento presencial na defensoria.
AGÊNCIA
PARÁ
Sespa
vai intensificar plano de ação de combate à dengue
Com a chegada
do período de chuvas, a Secretaria de Estado
de Saúde Pública (Sespa), por meio da coordenação
do Programa Estadual de Controle da Dengue, já está articulando
um conjunto de estratégias para reforçar a prevenção
e o combate à dengue em todo Estado. Além das ações
em andamento dentro do plano emergencial, técnicos da
Sespa vão se reunir segunda-feira (7) com os secretários
e representantes dos 46 municípios considerados prioritários
no combate à doença.
Durante a
reunião, será discutido um plano de
contingência para elaborar medidas a serem tomadas em situações
de risco, além das ações assistenciais,
de controle vetorial e vigilância epidemiológica.
Segundo a coordenadora do Programa Estadual de Controle da Dengue,
Aline Carneiro, as ações de combate à dengue
serão executadas em todos os municípios com o apoio
da Sespa. “O objetivo é aumentar o plano de contingência
de cada município. Vamos visitá-los com um plano
de emergência com ações extras dentro da
realidade de cada um, antes que as chuvas comecem”, destaca.
No Pará, os 46 municípios considerados prioritários
foram inclusos mês passado pelo Ministério da Saúde,
no Plano Nacional de Ação Contra a Dengue. Uma
série de ações estratégicas foi apresentada
para o enfrentamento da doença até o início
de 2012. Entre as medidas, está o incentivo financeiro
e o monitoramento da situação epidemiológica
pelas redes sociais, além da ampliação do
Levantamento Rápido de Infestação por Aedes
aegypti (Liraa).
Para Aline
Carneiro, o método Liraa permite resultados
rápidos que possibilitam levantamento para um trabalho
direcionado. “Vamos expandir este método para que
os municípios possam ter a opção de trabalho
específico nas localidades onde estiver o índice
de infestação mais alto”, explica. A Sespa
já treinou técnicos das regionais de saúde
que abrangem vários municípios, entre eles Soure,
Salvaterra, Marabá, Parauapebas e Tucuruí, para
fazer o Liraa. Na próxima semana também serão
treinados profissionais dos municípios de Breves, Conceição
do Araguaia e Redenção.
Segundo dados
do Departamento de Controle de Endemias da Sespa, nos períodos normais de 2011 houve uma redução
de 40% no número de casos de dengue em relação
a 2010. Até o momento, são 25.954 casos notificados
e 12. 528 confirmados. Os principais focos da doença estão
nos municípios de Belém, Santarém, Altamira,
Marabá, Parauapebas e Ananindeua.
SITE PERNAMBUCO.COM
Paulista
ganha emergência odontológica
24 horas
A partir
de hoje, Paulista passa a contar com uma emergência
odontológica 24 horas. O serviço, que será oferecido
na UPA de Paulista, na Região Metropolitana do Recife,
faz parte das ações do Plano Estadual de Saúde
Bucal da Secretaria Estadual de Saúde (SES). O atendimento
será feito de acordo com a classificação
de risco, exclusivamente, para os casos de urgência e emergência.
Por plantão, um cirurgião dentista estará disponível
para atender a população.
Esta manhã, o secretário Estadual de Saúde,
Antônio Carlos Figueira, visita a unidade para conferir
o funcionamento do novo serviço. Por mês, a Fundação
Professor Martiniano Fernandes – Imip Hospitalar, organização
social (OS) que gere a UPA de Paulista, receberá R$ 70
mil para manter os serviços, com previsão de atender
50 pacientes por dia. O valor será somado aos mais de
R$ 858 mil já repassados mensalmente para manter os atendimentos
nas especialidades de ortopedia, clínica médica
e pediatria.
A UPA de
Paulista é a terceira unidade da rede estadual
de saúde a prestar atendimento odontológico de
urgência e emergência. Já foram inaugurados
os serviço nas UPAs do Curado e de Olinda. De acordo com
a SES, até 2012, a meta é abrir mais 10 serviços,
pela Região Metropolitana e o interior do estado.
As urgências estão focadas no tratamento de dores
de dente, problemas periodontais (gengiva), alterações
na mucosa da cavidade oral, dores nas articulações
bucais e problemas decorrentes de acidentes e violência
(traumas leves). Os casos de rotina devem ser tratados em postos
de saúde ou com as Equipes de Saúde da Família.
Dentro do
Plano Estadual de Saúde Bucal, haverá,
ainda, urgências odontológicas na UPA de Engenho
Velho e, em 2012, na UPA Especialidade de Petrolina. A partir
de novembro, até agosto de 2012, será a vez dos
hospitais regionais ganharem cirurgiões dentistas. Os
especialistas ficarão nos hospitais de Palmares, Limoeiro,
Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Ouricuri, Afogados da Ingazeira
e Serra Talhada.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministro
inaugura primeira UPA 24h do Ceará
A Unidade
de Pronto Atendimento localizada no município
de Maranguape terá capacidade de atender até 300
pacientes por dia.
O estado
do Ceará passa a contar com a primeira Unidade
de Pronto Atendimento 24h. A unidade localizada no município
de Maranguape prestará atendimento emergencial de baixa
e média complexidade, 24 horas por dia, atendendo demandas
da população. O ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, participou da inauguração da unidade nesta
sexta-feira (04), além da visita às obras do Hospital
da Mulher de Fortaleza e lançamento da Centro de Especialidades
Odontológicas na cidade de Crateús.
“Estamos inaugurando estruturas importantes, pois farão
parte dos programas estratégicos do Ministério
da Saúde”, disse o ministro. Respectivamente, integram
o Saúde Toda Hora, que está reorganizando a rede
de urgência e emergência no país, a Rede Cegonha,
que tem o objetivo de ampliar o atendimento às gestante
ao bebê (desde o planejamento familiar aos primeiros dois
anos de vida da criança) e o Brasil Sorridente, que integra
as ações do programa Brasil Sem Miséria.
O governo
federal investiu R$ 2 milhões para construção
desta UPA. O município receberá, ainda, R$ 2,1
milhões de custeio anual para manutenção
dos serviços. Essa unidade de porte II, contará com
até 12 leitos e terá capacidade de atender até 300
pacientes por dia. Os profissionais que atuarão na UPA
de Maranguape passarão por um período de capacitação
e a unidade deve começar o atendimento à população
no dia 1° de dezembro. Para este ano, estão previstas
mais três unidades para o estado do Ceará.
As UPAS 24h
estão inseridas na rede Saúde Toda
Hora, que está reorganizando a atenção às
urgências e emergências no Sistema Único de
Saúde (SUS). A estratégia de atendimento está diretamente
relacionada ao trabalho do Serviço Móvel de Urgência
(SAMU) que organiza o fluxo de atendimento e encaminha o paciente
ao serviço de saúde adequado à situação.
Nas unidades, os pacientes são avaliados de acordo com
uma classificação de risco, podendo ser liberados
ou permanecer em observação por até 24 horas
ou se necessário, serão removidos para um hospital
de referência.
O ministro
também anunciou que devem ser investidos R$
5 milhões em leitos de retaguarda. Eles serão implementados
no Hospital Militar de Fortaleza, Hospital Regional do Cariri
(Juazeiro do Norte) e Hospital Waldemar de Alcântara. “Queremos
que, além das emergências salvarem vidas, as pessoas
continuem seu tratamento. No Saúde Toda Hora, em parceira
com os estados e municípios, vamos disponibilizar mais
leitos para que fiquem a disposição dos pronto
socorros”, afirmou Padilha.
SAÚDE
BUCAL
O ministro
Padilha também participou da inauguração
do Centro de Especialidades Odontológicas na cidade de
Crateús. Os CEOs integram o Programa Brasil Sorridente
e ofertam serviços totalmente gratuitos aos usuários
do SUS, como tratamento endodôntico (canal), atendimento
a pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor,
periodontia e diagnóstico (com ênfase ao diagnóstico
de câncer de boca), entre outros.
O CEO de
Crateús é do tipo III e contará com
11 consultórios odontológicos. A unidade receberá R$
15,4 mil de custeio mensal. Os Centros são referências
para as Equipes de Saúde Bucal, que encaminham a estas
unidades os casos que necessitam de tratamento especializado.
A unidade funcionará de forma regionalizada, atendendo
a 11 municípios dessa região. São eles:
Ararendá, Independência, Ipaporanga, Ipueiras, Monsenhor
Tabosa, Nova Russas, Novo Oriente, Poranga, Quiterianópolis
e Tamboril. A unidade cobrirá um total de 302.148 habitantes.
Para o Ceará, estão previstos mais 10 CEOs.
Este CEO
também irá contar com um Laboratório
de Prótese Dentária. Os laboratórios podem
confeccionar mensalmente entre 50 e 150 próteses totais,
parciais ou de um único dente. O valor de custeio deste
serviço é de R$ 180 mil anual.
HOSPITAL DA MULHER
Em sua passagem
pelo Ceará, o ministro também
visitou as obras do Hospital da Mulher de Fortaleza, que deve
ficar pronto em dezembro de 2012. O projeto beneficiará as
1,3 milhão de mulheres de Fortaleza (mais de 800 mil em
idade reprodutiva), sendo que 74% delas (803.974) dependem do
SUS no município.
É a primeira unidade do município voltada totalmente
ao atendimento dessa população, possuindo uma proposta
inovadora para assistência integral desde a adolescência
até a terceira idade. O valor total da obra deverá ultrapassar
R$ 120 milhões. Estão previstos R$ 54 milhões
por parte do Ministério da Saúde. Até o
momento, já foram aplicados R$ 62,1 milhões na
construção de quatro blocos, sendo R$ 52,7 milhões
do município e R$ 9,6 milhões do ministério.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério garante apoio financeiro a 989 municípios
Mais
de 100 milhões de pessoas serão beneficiadas
com as medidas de controle e prevenção da dengue
Os municípios selecionados para receber o incentivo financeiro
de 20% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde
tem até dia 15 de dezembro, para apresentar o plano de
qualificação das ações de prevenção
e controle da dengue. O Ministério da Saúde publicou
a Portaria nº 2.557/2011 que aprova as diretrizes para execução
e financiamento destas ações.
Ao todo,
989 municípios deverão receber os recursos.
Antes, porém, devem aprovar na Comissão Intergestores
Bipartite dos estados o Plano de Contingência e o termo
de compromisso detalhando as ações a serem executadas.
Mais de 100 milhões de pessoas serão beneficiadas
com as medidas de controle e prevenção da dengue.
São diversas metas que os municípios precisam
cumprir como: garantir quantitativo adequado de agentes de controle
de endemias; garantia de cobertura das visitas domiciliares pelos
agentes; a adoção de mecanismos para a melhoria
do trabalho de campo; realização do LIRA (Levantamento
Rápido de Infestação por Aedes Aegypti)
com ampla divulgação nos veículos de comunicação
locais; notificação dos casos graves suspeitos
de dengue, entre outras.
“Hoje contamos com cerca de 90 mil agentes de vigilância
em saúde no país e os municípios devem qualificar
o trabalho desses agentes. Para isso, existem várias formas,
como oferecer alguns incentivos e aumentar a fiscalização”,
ressalta o secretário de Vigilância em Saúde,
Jarbas Barbosa.
Apoio
técnico
As secretarias
municipais e estaduais de Saúde devem
prestar apoio técnico no acompanhamento, monitoramento
e avaliação das ações para prevenção
e controle da dengue. Também devem cumprir as ações
estabelecidas no Plano Municipal de Saúde.
O Ministério da Saúde irá analisar os planos
de contingência e os termos de compromisso, emitindo parecer
técnico e propondo adequações, quando necessário.
O Ministério da Saúde já vem desenvolvendo
uma série de atividades para garantir a adesão
dos municípios, como, por exemplo, o envio de correspondência às
cidades selecionadas; realização de vídeo
conferência com as secretarias estaduais para esclarecer
dúvidas com relação aos planos de contingência;
reuniões com dirigentes estaduais de vigilância
em saúde, entre outras.
Como resultado
desse esforço conjunto todas as secretarias
estaduais de saúde definiram datas estimativas para realização
de suas reuniões da Comissão Intergestores Bipartite
(CIB). Abaixo as datas previstas das reuniões:
| UF |
Data
estimada CIB |
| RO |
17 de novembro |
| AC |
27 de outubro (Rio Branco) e 20 de novembro |
| AM |
16 de novembro |
| RR |
16 de novembro |
| PA |
entre 15 e 20 de novembro |
| AP |
25 de novembro |
| TO |
24 de novembro |
| MA |
22 de novembro |
| PI |
04 de novembro |
| CE |
18 de novembro |
| RN |
19 de novembro |
| PB |
21 de novembro |
| PE |
14 de novembro |
| AL |
14 de novembro |
| SE |
22 de novembro |
| BA |
17 de novembro |
| UF |
Data estimada CIB |
| MG |
17 de novembro |
| ES |
7 de novembro |
| RJ |
10 de novembro |
| SP |
17 de novembro |
| PR |
4 de novembro |
| SC |
17 de novembro |
| RS |
14 de novembro |
| MS |
18 de novembro |
| MT |
10 de novembro e 08 de dezembro |
| GO |
17 de novembro |
| DF |
25 de novembro |
AGENDA
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html