Leia
nesta edição:
- Ações contra planos de saúde serão
monitoradas pelo CNJ
- Hospital particular pode ter que atender pacientes do SUS
em estado grave
- Um terço das mortes por dengue no País
- SP ganha central on-line de vaga em UTI
- Plano antigo pode ser atualizado
- Implante
para abrir artérias só funciona em
metade dos casos
- Defasagem
entre o mundo real e o burocrático
- Idec: Conflito
entre planos e médicos, prejuízo
ao consumidor
- Remuneração de médicos
do SUS
- SUS: Gastos
com ações judiciais
- Planos
serão alvo de audiência pública
no Ceará
- Hospitais particulares: atendimento em estado grave
- Trabalhos
da subcomissão do SUS são
prorrogados por 90 dias
- Ministério da Saúde
quer usar redes sociais para combater a dengue
- Médicos de SP deixarão de atender pacientes
de dez planos de saúde
Sexta-feira, 08.07.11
Agência CNJ de Notícias
Ações contra planos de saúde serão
monitoradas pelo CNJ
O Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde
passará a focar o monitoramento das demandas judiciais
referentes a este setor, também, nas ações
que tenham como partes as operadoras e planos de saúde
suplementar. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou,
nesta terça-feira (05/7), recomendação a
todos os tribunais para que adotem medidas com vistas a subsidiar
melhor os magistrados e demais operadores de direito no estudo
e julgamento de tais demandas.
Desde o ano
passado, por meio do Fórum da Saúde,
o CNJ vem avaliando e monitorando as ações judiciais
na área, sobretudo os setores que mais demandam ações
na Justiça (em sua maior parte, pedidos relacionados ao
Sistema Único de Saúde – SUS). Os dois primeiros
levantamentos das ações judiciais de saúde
constataram a existência de 241 mil processos em tramitação
nos tribunais brasileiros.
Juízo de valor - A nova recomendação vem
para complementar as ações do Conselho e, ao mesmo
tempo, levar os tribunais a separarem as ações
e contribuir com a avaliação e monitoramento das
que tratam de planos e seguradoras. Na prática, o texto
recomenda aos tribunais que celebrem convênios para oferecimento
de apoio técnico aos magistrados, sem ônus para
os tribunais, de médicos e farmacêuticos indicados
pelos comitês executivos estaduais do Fórum da Saúde.
Estes profissionais vão auxiliar os juízes e desembargadores
na formação de um juízo de valor quanto à apreciação
das questões clínicas apresentadas pelas partes,
observando-se as peculiaridades regionais de cada caso.
Os magistrados
também serão orientados a, por
meio das corregedorias de seus tribunais, oficiar (quando cabível
e possível) à Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS), à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), ao Conselho Federal de Medicina (CFM)
e ao Conselho Federal de Odontologia (CFO) sobre os processos.
O intuito é fazer com que tais entidades possam se manifestar
sobre a matéria debatida dentro das suas atribuições
e sobre obrigações regulamentares das operadoras,
bem como medicamentos, materiais, órteses, próteses
e tratamentos experimentais.
Entrosamento
- O CNJ recomendou, ainda, no mesmo documento, que a Escola
Nacional
de Formação e Aperfeiçoamento
de Magistrados (Enfam) e as escolas de magistratura estaduais
e federais promovam seminários para estudo e mobilização
na área de saúde, de forma a propiciar maior discussão
e entrosamento sobre a matéria. E que os conselhos gestores
do Fórum da Saúde incluam, entre os seus integrantes,
um representante de planos de saúde suplementar.
A recomendação entra em vigor assim que for publicada
no diário eletrônico da Justiça - o que acontece
nos próximos dias. A matéria foi relatada pelo
conselheiro Milton Nobre, atual coordenador do Fórum Nacional
do Judiciário para a Saúde, que tem como membros
os conselheiros Marcelo Nobre e Nelson Tomaz Braga. Foi aprovada
por unanimidade pelo plenário do CNJ.
Agência Câmara de Notícias
Hospital particular pode ter que atender pacientes do SUS em
estado grave
A Câmara analisa o Projeto de Lei 565/11, do deputado
Lindomar Garçon (PV-RO), que obriga hospitais da rede
privada a prestar atendimento a pacientes em estado grave quando
não houver vagas na rede pública de saúde.
Pela proposta,
a caracterização da situação
de gravidade do paciente deverá ser atestada por médico
devidamente credenciado pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
A proposta
estabelece também que os hospitais particulares
deverão manter pelo menos 5% de seus leitos disponíveis – inclusive
os destinados ao tratamento intensivo – para a finalidade
descrita na nova norma. Caberá ao Poder Executivo arcar
com as despesas decorrentes dos atendimentos, em conformidade
com as tabelas de valores do SUS.
Lindomar
Garçon ressalta que o projeto diminuirá o
sofrimento dos cidadãos que aguardam atendimento médico
e não causará prejuízo aos hospitais particulares.
“Como o governo não constrói mais unidades
hospitalares, alegando falta de recursos, nada mais oportuno
do que aproveitar a disponibilidade da rede privada, mantendo
seus leitos sempre ocupados, e sem prejuízo algum, pois
o SUS cobriria as despesas normalmente”, argumenta o parlamentar.
O texto prevê ainda que, caso haja indisponibilidade de
vaga, o hospital particular procurado ficará responsável
pela imediata localização e reserva de leito em
outra unidade e será corresponsável pelo atendimento
do paciente.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
O texto é idêntico
ao PL 2583/07, do ex-deputado Walter Brito Neto, que foi arquivado
ao final da legislatura
passada.
O Dia Online
Um
terço das mortes por dengue no País
Rio
de Janeiro já contabiliza, no primeiro semestre,
109 óbitos. No Brasil, foram 310 vítimas
O Estado
do Rio concentra quase um terço das mortes por
dengue de todo o Brasil. Relatório divulgado ontem pelo
Ministério da Saúde revelou que foram 310 mortes
pela doença no País desde janeiro. De acordo com
a Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 6 de
julho, o Rio já contabilizava 109 óbitos.
Segundo o
ministério, o índice nacional representa
redução de 44% no número de mortes em relação
a 2010 — que registrou 554 óbitos. No Rio, entretanto,
houve um aumento surpreendente de 230% no número de óbitos
(até o início de julho de 2010, foram 33 mortes
no Estado). O Rio de Janeiro também é o estado
que lidera em núme-ro de casos — graves e clássicos — em
todo o País. Além disso, dos 715.666 casos da doença
registrados no Brasil, 147.346 se concentram no Rio, o equivalente
a 20,6%. Enquanto no Brasil o número de casos teve redução
de 18% em relação a 2010, no Rio houve aumento
de 557%.
"A dengue é uma doença cíclica. No
ano passado, os números foram baixos. Em 2009, também.
Mas esse ano vivemos uma epidemia. Os outros estados tiveram
muitos casos nos dois anos anteriores", justificou o superintendente
de Vigilância Ambiental e Epidemiológica do Estado,
Alexandre Chieppe. Ele admitiu que o número de mortes
no Rio foi alto. O motivo seria a não-valorização
dos sintomas da doença. "Devem ser valorizados sinais
de agravamento, como tontura, dor abdominal e ausência
de febre. Estamos capacitando profissionais", disse.
A Secretaria
Estadual de Saúde informou que não
há mais epidemia em nenhum município. Até a
semana passada, eram dez cidades.
Folha
de São
Paulo
SP ganha central on-line de vaga em UTI
Objetivo
do sistema, usado por hospitais que atendem pelo SUS, é agilizar
transferência de paciente em estado grave
Associação de Medicina Intensiva Brasileira elogia
medida, mas ressalta que é preciso criar mais leitos de
UTI
Por Talita Bedinelli
O governo
de São Paulo inaugurou ontem uma central on-line
24 horas para organizar a oferta de vagas de UTI em hospitais
públicos.
Por meio
da central, hospitais que atendem pelo SUS (Sistema Único
de Saúde) poderão consultar onde há vagas
de unidade de terapia intensiva disponíveis e realizar
transferência dos pacientes, até para outros municípios.
Antes da
central, a busca pelas vagas era feita de forma descentralizada:
cada
uma das 17 regionais de saúde do Estado tinha que
buscar leitos nos hospitais de seus municípios por telefone
ou fax.
Quando não havia vaga na própria regional, era
necessário recorrer à Secretaria da Saúde.
O processo era demorado, segundo a pasta.
Agora, as
vagas serão solicitadas pelas unidades de saúde
diretamente à central, por telefone ou internet.
Os casos
serão classificados por médicos de plantão
segundo a gravidade. Os mais graves devem ter atendimento em
até uma hora. Os de menor risco, em até 12 h.
A preferência, segundo o secretário Giovanni Guido
Cerri, será por vagas mais próximas à casa
do doente. Mas, em alguns casos, o deslocamento poderá ser
feito para cidades mais distantes.
No Estado, existem atualmente 4.700 leitos de UTI pelo SUS,
segundo a secretaria.
Apesar de
ter sido inaugurado apenas ontem, o sistema começou
a ser instalado há um mês. Nesse período,
segundo a secretaria, houve uma queda de 40% na mortalidade de
pacientes que necessitavam de leitos de UTI.
Mais vagas
Para Ederlon
Rezende, presidente da Amib (Associação
de Medicina Intensiva Brasileira), a iniciativa é bem-vinda,
mas ainda é preciso aumentar o número de vagas
do SUS em pelo menos 50% no Estado de São Paulo.
"Um sistema que permita gerenciar melhor os leitos disponíveis é bastante
positivo. Mas o problema de falta de vagas só vai ser
resolvido em definitivo com a abertura de mais leitos do SUS",
diz.
Outro problema é que os leitos estão concentrados
nas grandes cidades. "O paciente que necessita de UTI precisa
de atendimento rápido."
Segundo o
secretário da Saúde, a central poderá ajudar
o Estado a detectar locais mais carentes de vagas em UTI para
que a ampliação de leitos seja mais racional.
Agência
Estado
Plano antigo pode ser atualizado
Por Gisele Tamamar
A partir
do dia 4 de agosto, os clientes de planos de saúde
antigos – contratados antes de 1999 – poderão
adaptar seu contrato ou migrar de plano dentro da mesma operadora
para garantir uma lista mais ampla de procedimentos médicos
sem precisar cumprir o período de carência.
Além disso, o contrato do usuário que optar pela
alteração terá limite de reajuste anual
regulado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS). Só no Estado de São Paulo existem 670.697
usuários de planos individuais antigos e mais 1,3 milhão
de beneficiários de planos coletivos.
De acordo
com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec),
com a adaptação ou migração,
os contratos passam a ser regidos pela Lei de Planos de Saúde.
Sem isso, os convênios anteriores a 1999 são regulados
apenas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), o que
implica na necessidade de recorrer à Justiça contra
eventuais cláusulas abusivas, como as que limitam coberturas
de cirurgias, exames ou não cobrem determinados tipos
de doenças.
A advogada
do Idec Juliana Ferreira lembra que o consumidor não é obrigado a fazer a mudança de plano.
Antes da decisão, é preciso avaliar se a modificação
vale a pena. “Não existe resposta pronta. Cada consumidor
precisa sentar, analisar seu contrato atual e, só então,
decidir se compensa ou não migrar ou adaptar seu plano
de saúde”, diz a especialista.
Custo
Na avaliação da coordenadora institucional da
Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste),
Maria Inês Dolci, é importante destacar o custo
da alteração.
No caso da
adaptação, a operadora deve apresentar
uma proposta após o pedido do usuário em até cinco
dias úteis e o ajuste do valor com a ampliação
da cobertura não deve ultrapassar 20,59%. Já no
caso da migração, o beneficiário pode escolher
a melhor opção entre os planos oferecidos pela
operadora e o preço será aquele já praticado
no mercado. A vantagem é que ele não precisará cumprir
o período de carência.
“O consumidor precisa analisar suas necessidades, quais
as vantagens e os planos oferecidos, e se o valor cobrado está de
acordo com o orçamento da família”, explica
a coordenadora da Proteste.
A leitura
do contrato exige atenção. A norma da
ANS prevê que a proposta deve ser redigida de forma clara
e precisa, em linguagem de fácil compreensão, sendo
obrigatório dar destaque às cláusulas restritivas
de direitos dos beneficiários, as de reajuste anual e
por faixa etária, por exemplo.
Folha
de São
Paulo
Implante
para abrir artérias só funciona em metade
dos casos
Com exceção de situações de emergência,
quando stent quase sempre é útil, há risco
alto de ineficácia ou dano
Médicos dos EUA e do Brasil apontam exagero no uso do
procedimento em pacientes com problemas cardíacos
Por Cláudia
Collucci
Metade dos
stents (implantes para desobstruir artérias)
colocados em procedimentos não urgentes tem benefício
incerto ou inadequado, revela estudo feito nos EUA.
A pesquisa,
publicada no periódico "Jama",
avaliou 500.154 procedimentos para a desobstrução
das artérias realizados em 1.901 hospitais americanos
em 2009 e 2010.
A conclusão foi que, quando se trata de uma emergência
(um infarto, por exemplo), a indicação dos stents
está correta em 98% dos casos.
Quando o
caso não é urgente, porém, apenas
50,4% das indicações estavam corretas. Na outra
metade, 38% tiveram benefício incerto e 11,6% foram inadequadas.
Nos EUA,
os stents farmacológicos, que liberam substâncias
facilitadoras da desobstrução, são usados
em 75% dos casos. No Brasil, estima-se um número bem menor
(60 mil, o equivalente a 30% do total) porque eles só estão
disponíveis na rede privada.
Ainda assim,
a taxa de uso de stents com remédios no
país dobrou nos últimos cinco anos, segundo dados
da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares.
Polêmica
Uma das vantagens
do stent é o fato de ele desobstruir
a artéria imediatamente e de forma bem menos agressiva
que a cirurgia tradicional. Mas o procedimento é indicado
apenas a pacientes com perfis específicos -com uma isquemia
(deficiência na irrigação sanguínea)
de grande porte, por exemplo.
O cardiologista
Paul Chan, um dos autores da pesquisa, defende a necessidade
de
melhorar o treinamento dos médicos para
fazer as indicações do tratamento. Mas outros estudos
mostram que, por trás das indicações desnecessárias,
há um jogo de interesses entre a indústria desses
dispositivos e os cardiologistas.
"Há um evidente exagero nas indicações
lá [EUA] e aqui [Brasil]. Stent farmacológico dá muito
dinheiro e tem muito médico fazendo a cabeça dos
pacientes [para colocá-lo]", afirma Bráulio
Luna Filho, do Cremesp (conselho regional de medicina paulista). "Os
stents não aumentam a sobrevida e não reduzem a
chance de infartos", diz ele.
O cirurgião cardiovascular Mário Issa, do Instituto
Dante Pazzanese de Cardiologia, diz que costuma receber pacientes
que já tiveram indicação de stent por um
outro profissional. "E na maioria das vezes não há a
menor necessidade. É um abuso", afirma.
Segundo o
cardiologista Maurício Wajngarten, do Hospital
Albert Einstein, hoje há uma grande discussão nos
EUA para rever as indicações de stents. "Vivemos
a era do fazer. Quem não faz, sai perdendo. O paciente
fica frustrado e procura outro médico, que vai fazer",
diz.
Saúde
Business Web
Defasagem
entre o mundo real e o burocrático
Por Roberto Latini
Na Área Regulatória, confundem-se, com alguma
facilidade, os marcos regulatórios com a burocracia, dado
o volume de leis, documentos e operações envolvidos
no sistema. Ocorre que, por conta do crescimento dessa burocracia
que envolve a área regulatória a criação
e adequação dos marcos regulatórios acabam
por andar defasados da realidade do mundo empresarial. Enquanto
numa corporação as decisões são tomadas
em curto espaço de tempo e isso reflete na criação
de novos produtos, a lentidão dos governos em responder
a essas novas tecnologias e produtos leva a um atraso na introdução
dos mesmos nos mercados e, conseqüentemente, aos pacientes.
Obviamente, não se defende aqui que nenhuma etapa necessária à avaliação
do risco dos produtos seja ignorada, mas que se criem mecanismos
que permitam aos governos acelerar os processos de criação
e adoção de novas legislações, para
que essas novas tecnologias e produtos possam chegar ao mercado
com a velocidade necessária. Exemplos dessa lentidão
não faltam, nem aqui no Brasil tampouco no exterior. O
fato de a tecnologia caminhar muito mais rápido do que
a burocracia dos governos leva a um descompasso que, em dado
momento, reflete em perdas financeiras, de imagem e de incorporação
e acesso aos novos produtos por parte da população.
Rever processo de regularização de empresas, de
registro dos produtos, integrar o trabalho de diferentes órgãos
públicos além de uma maior e mais inteligente utilização
dos meios digitais já seria um bom começo. Por
exemplo: por que não criar um banco central de dados que
concentre todas as informações das empresas, no
que concerne às VISAs e ANVISA, de forma a evitar que
a cada processo, se tenha que colocar os mesmos documentos, de
forma repetida? Bem, sugestões não faltam. Basta
o governo abrir os canais de diálogo com o setor privado
e boas idéias surgirão, beneficiando os dois lados
e permitindo que a população, que deveria ser a
grande beneficiária, possa ter acesso de forma mais rápida
e barata, a tratamentos que ainda hoje esperam pela melhoria
ou pela criação de marcos regulatórios.
Última Instância
Idec:
Conflito entre planos e médicos, prejuízo
ao consumidor
Por Alyne Grazieli
Na última sexta feira, foi noticiada a decisão
dos médicos do estado de São Paulo, de 53 especialidades,
em paralisar o atendimento a dez planos de saúde. O início
da paralisação ainda não foi anunciado,
mas a organização é para que a cada semana,
uma das especialidades fique 3 dias sem atendimento.
Alegam os
médicos que tal paralisação advém
do fato da baixa remuneração que recebem dos planos
de saúde, em média, R$30,00 por consulta, tendo
sido requerido o pagamento de R$80,00 por consulta. Além
disso, também pedem a inserção de cláusula
contratual que estabeleça um reajuste anual dos honorários,
com base no índice anual das mensalidades dos usuários
autorizados pela ANS.
Outro grande
problema é também a interferência
dos planos de saúde no exercício profissional médico,
o que, consequentemente, afeta diretamente a qualidade do serviço
prestado aos consumidores, vítimas dos crescentes descredenciamentos
de profissionais e longas filas de espera para agendamentos de
consultas.
Assim, mais
uma vez, a má relação existente
entre os planos de saúde e os respectivos médicos
credenciados é externada, haja vista a paralisação
já ocorrida em 7 de abril do ano vigente.
O Idec (Instituto
Brasileiro do Consumidor) considera justas as reivindicações dos médicos por melhores
condições de remuneração, entretanto,
tal direito não pode ultrapassar o direito fundamental,
da saúde e, por sua vez, o direito do consumidor de ser
atendido pelo plano de saúde o qual é beneficiário.
A permanência desse estado de desestruturação
só irá acelerar o processo de descredenciamento
de médicos dos planos de saúde, deteriorando o
atendimento ao consumidor e, a médio prazo, atingirá as
próprias operadoras, pois os consumidores tenderão
a deixar de utilizar os planos de saúde, não tendo
mais utilidade em mantê-los.
Devido à evidente impossibilidade de resolução
do impasse entre médicos e operadoras de planos de saúde, é necessário
que os órgãos públicos afeitos à questão
busquem por uma solução hábil, rápida
e que se paute na proteção dos consumidores, atores
fundamentais para o funcionamento de todo o mercado de saúde
suplementar, sem os quais o sistema seria inviabilizado.
Por imposição constitucional que alça o
direito fundamental à defesa dos consumidores pelo Estado
brasileiro, é fundamental a interferência do Ministério
da Saúde, Ministério da Justiça, Secretaria
do Direito Econômico, Departamento de Proteção
e Defesa do Consumidor e ANS, os quais devem trabalhar de forma
conjunta para buscar a solução deste problema estrutural.
Dentro de
toda essa problemática, é evidente a
necessidade da intervenção das autoridades públicas,
para adotarem uma conduta onde cada parte dessa relação
cumpra com seu dever, para que os consumidores não sejam
mais punidos, , e que os os médicos também tenham
suas necessidades atendidas.
CFM
Remuneração de médicos
do SUS
Representantes
das entidades médicas nacionais – Aloísio
Tibiriçá (CFM), Florentino de Araújo Cardoso
Filho (AMB) e José Erivalder Guimarães de Oliveira
(Fenam) – participaram, ontem, da primeira reunião
do grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde
(MS) para elaborar um estudo sobre a “Remuneração
dos Profissionais Médicos no âmbito do SUS”.
O foco das
discussões – que envolveram também
representantes de três departamentos do MS, da Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas (CMB) e da Federação Brasileira
de Hospitais (FBH) – foi o trabalho dos médicos
ligados às clínicas e hospitais da rede privada
conveniada ao SUS.
A ideia é priorizar a discussão do pagamento pelo “Código
7”, no qual o médico recebe diretamente do SUS.
Na reunião, a pertinência dessa forma de pagamento
foi consenso entre médicos e representantes dos hospitais.
O trabalho
médico na rede própria e o Cadastro
Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) também
foram itens da pauta. Segundo o MS, o trabalho médico
na rede própria está sendo objeto de discussão
na Mesa Nacional de Negociação do SUS, que teve
sua atividade reforçada pelo ministério.
Com relação ao CNES, foi informado que o sistema
mudará, a médio prazo, permitindo ao médico
a validação dos dados inseridos pelos gestores.
Até entrar em funcionamento o novo sistema, continua valendo
a portaria 134, de 4 de abril de 2011, criada para resolver problemas
de inconsistência das informações registradas
e de falta de critérios de operacionalização.
Para possibilitar mais avanços nesse sentido, o MS propôs
ao CFM uma parceria para validar a entrada do médico no
sistema.
Os representantes
dos médicos salientaram que é a
primeira vez que o ministério debate esses temas de forma
ampla com a participação da categoria. “Esperamos
que possamos chegar a um bom termo, não só quanto às
formas de pagamento, mas principalmente sua valoração,
prioridades das entidades médicas”, salientou o
representante do CFM, Aloísio Tibiriçá.
A entidade também é representada pelo conselheiro
suplente Alceu Pimentel.
Está definido o prazo de 120 dias, prorrogáveis
por igual período, para que o grupo apresente os resultados
dos trabalhos desenvolvidos.
DCI
SUS:
Gastos com ações
judiciais
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem
que os gastos do Sistema Único de Saúde (SUS) com
ações judiciais passaram de R$ 170 mil, em 2003,
para R$ 132 milhões, em 2010.
Ao participar
da abertura de um seminário sobre demandas
judiciais no SUS, Padilha disse que muitas ações
são pedidos por medicamentos sem eficácia comprovada
ou cujos efeitos colaterais ainda estão em estudo. Segundo
o ministro, por isso, muitos desses medicamentos não integram
a lista de produtos da rede pública.
“Do ponto de vista coletivo, a incorporação
tecnológica, quando feita por meio de demanda judicial,
significa necessariamente a desorganização do processo
de planejamento e orçamento da gestão municipal
e estadual”, afirmou.
Um levantamento
parcial feito pelo Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) identificou mais de 240 mil processos judiciais relacionados
ao setor de saúde em tramitação. A maioria
das pessoas busca a Justiça para solicitar remédios
ou acesso a serviços do SUS, como vaga em hospitais públicos.
O CNJ aprovou
nesta semana uma recomendação para
que os tribunais monitorem de forma separada os processos contra
os planos de saúde e o SUS. Com o monitoramento específico,
o conselho espera que os juízes tenham mais informações
para tomar decisões sobre esses casos. A resolução
precisa ser publicada oficialmente para entrar em vigor.
Diário
do Nordeste
Planos
serão alvo de audiência pública
no Ceará
Por Ângela
Cavalcanti
Comissões de Saúde e Defesa do Consumidor reunirão
parte envolvidas para debater impasse nas relações
de serviço
A questão envolvendo hospitais, clínicas e consultórios
médicos e as operadoras de planos de saúde ganha
nova dimensão. Na próxima terça-feira, as
comissões de Saúde e de Defesa do Consumidor da
Assembleia Legislativa do Ceará promovem uma audiência
pública para debater o caso.
Devem participar
do encontro, a Associação dos
Hospitais do Ceará (Ahece), a Associação
dos Médicos do Estado (Simec), órgãos de
defesa do consumidor e representantes das prestadoras de saúde,
segundo informou o presidente da Ahece, Luiz Aramicy Bezerra
Pinto. Ainda de acordo com ele, até ontem, a Associação
ainda não havia sido procurada pela Unimed de Fortaleza
para negociar os contratos pendentes.
Ranking
de reclamações
Limitação de dias para internação
ou do número de sessões de fisioterapia ou da quantidade
de consultas por mês, valores excessivos cobrados para
procedimentos simples, procedimentos médicos sem cobertura.
São exemplos de reclamações recorrentes
que lideram o volume de atendimentos todos os dias na Defensoria
Pública e nos órgãos de defesa do consumidor,
na Capital cearense.
De acordo
com Mariella Pittari Janeri, coordenadora do Núcleo
de Atendimento do Direito do Consumidor da Defensoria Pública,
a maior parte das reclamações demanda de usuários
de planos não regulamentados - contratados antes da Lei
9656/98 que disciplina a prestação de serviço
de saúde no setor privado - e de planos mais baratos,
cuja cobertura é restrita.
"No primeiro caso, em geral, a Agência Nacional de
Saúde (ANS) não disciplina os planos regulamentados
e o consumidor acaba tendo de recorrer ao Judiciário.
Em relação aos planos de saúde mais baratos, é muito
recorrente a cobertura não ser satisfatória para
o segurado. E ele só percebe isso à medida que
precisa de um tratamento não coberto pelo plano. As operadoras
expandiram o atendimento às classes de menor poder aquisitivo,
mas em contrapartida restringiram o acesso aos serviços",
explica a defensora. Apesar da restrição estar
muitas vezes prevista no contrato, falta informação
por parte das operadoras, que não primam pela transparência
na publicidade de seus produtos. A falta de informação,
segundo ela, gera a maior parte das queixas, a medida que fere
o Código de Defesa do Consumidor (CDC). "O direito
do consumidor entende que o cliente é parte vulnerável
na relação de consumo, pois por não ter
conhecimento, ele se torna susceptível de ser ludibriado".
Segundo a
defensora pública, quando a recusa atinge usuários
dos novos planos de saúde, é possível conseguir
administrativamente, por meio da ANS, que a operadora autorize
o atendimento negado.
Decon orienta
O chefe de
gabinete do Programa Estadual de Proteção
e Defesa do Consumidor (Decon), Luiz Carlos Ferreira Gomes, que
está a frente no órgão de questões
envolvendo planos de saúde, lembra que antes de ingressar
na Justiça, é necessário muitas vezes obter
a negativa expressa. "As empresas nem sempre são
explícitas quando negam um procedimento. E para pleitear
o procedimento médico na Justiça o cliente tem
que ter a negativa oficializada. Essa questão foi objeto
de audiência pública no Decon. Nós abrimos
procedimento administrativo e as operadoras vão ser autuadas
por isso", afirma. Segundo ele, esse tipo de procedimento
já reduziu muito devido a ação conjunta
com a ANS.
Estatísticas
Levantamento
do Núcleo da ANS com sede em Fortaleza indica
que a negativa de cobertura assistencial por parte dos planos
de saúde liderou as reclamações no órgão
em março, com 56,8% dos casos. Problemas com reajustes
estão em segundo lugar (24,8%). A terceira posição
no ranking de queixas está relacionada a contratos e regulamentos
(12,7%). Em março, o cadastro da Agência contabilizava
2.019.294 de beneficiários de planos de saúde privados
no Ceará e 36 operadoras com atuação no
Estado.
Segundo já havia afirmado na última semana, Marcilene
Moreira, assessora jurídica do Núcleo Regional
de Fiscalização da ANS em Fortaleza - que é responsável
pela atuação nos estados do Ceará, Rio Grande
do Norte, Piaui e Maranhão - a agência reguladora
tem o papel de fiscalizar o mercado, mas não possui o
poder impositivo do Judiciário. "Quando verificamos
que houve violação dos direitos do consumidor ou
descumprimento das regras do mercado, apuramos e quando confirmado
aplicamos penalidade a operadora, autuando. Mas o nosso objetivo
principal é conseguir o atendimento do serviço
ao consumidor. Isso interessa mais do que a autuação,
que tem caráter meramente educativo. Só quem obriga
mesmo o operador a prestar o serviço é o Judiciário",
observa.
Saúde
Business Web
Hospitais particulares: atendimento em estado grave
Hospital particular podem ter que atender pacientes do SUS em
estado grave
A Câmara analisa o Projeto de Lei 565/11, do deputado
Lindomar Garçon (PV-RO), que obriga hospitais da rede
privada a prestar atendimento a pacientes em estado grave quando
não houver vagas na rede pública de saúde.
Pela proposta,
a caracterização da situação
de gravidade do paciente deverá ser atestada por médico
devidamente credenciado pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
A proposta
estabelece também que os hospitais particulares
deverão manter pelo menos 5% de seus leitos disponíveis – inclusive
os destinados ao tratamento intensivo – para a finalidade
descrita na nova norma. Caberá ao Poder Executivo arcar
com as despesas decorrentes dos atendimentos, em conformidade
com as tabelas de valores do SUS.
Lindomar
Garçon ressalta que o projeto diminuirá o
sofrimento dos cidadãos que aguardam atendimento médico
e não causará prejuízo aos hospitais particulares.
“Como o governo não constrói mais unidades
hospitalares, alegando falta de recursos, nada mais oportuno
do que aproveitar a disponibilidade da rede privada, mantendo
seus leitos sempre ocupados, e sem prejuízo algum, pois
o SUS cobriria as despesas normalmente”, argumenta o parlamentar.
O texto prevê ainda que, caso haja indisponibilidade de
vaga, o hospital particular procurado ficará responsável
pela imediata localização e reserva de leito em
outra unidade e será corresponsável pelo atendimento
do paciente.
Tramitação
O projeto,
que tramita em caráter conclusivo, será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
de Finanças e Tributação; e de Constituição
e Justiça e de Cidadania.
O texto é idêntico
ao PL 2583/07, do ex-deputado Walter Brito Neto, que foi arquivado
ao final da legislatura
passada.
Quinta-feira, 07.07.11
Agência Câmara de Notícias
Trabalhos
da subcomissão do SUS são
prorrogados por 90 dias
A Comissão de Seguridade Social e Família decidiu
na quarta-feira (6) prorrogar por 90 dias os trabalhos da subcomissão
especial que analisa o financiamento, a reestruturação
da organização e o funcionamento do Sistema Único
de Saúde (SUS).
Criado em
março, o colegiado já realizou diversos
trabalhos, como audiências públicas e viagens nacionais
e internacionais para verificar experiências no setor da
saúde. Além disso, abriu uma comunidade virtual
no portal e-Democracia para participação dos usuários
do SUS em fóruns específicos.
O deputado
Rogério Carvalho (PT-SE), que solicitou a
criação da subcomissão e também a
prorrogação de seus trabalhos, ressaltou que ainda
há atividades a serem feitas. “O produto final da
subcomissão será a organização sistemática
dos projetos na área de saúde em trâmite
nesta comissão”, destacou Carvalho.
Agência
Brasil
Ministério da Saúde
quer usar redes sociais para combater a dengue
Brasília - Para o combate à dengue no verão
de 2012, o Ministério da Saúde estuda uma nova
ferramenta: usar as redes sociais, como o Twitter, para identificar
com antecedência focos da doença.
A idéia vem de uma experiência feita pela Fundação
Google, há três anos, nos Estados Unidos, sobre
casos de gripe. Por meio de um software, a entidade fez um mapeamento
em sites de citações relacionadas à doença.
Isso porque muitas pessoas entram na rede mundial de computadores
para saber sobre sintomas de uma doença ou avisam amigos
que estão doentes, mesmo antes de procurar um médico.
A partir das informações colhidas, foi possível
identificar o início de ondas de casos de gripe com antecedência.
De olho nesses "rumores" que circulam nas redes sociais é que
o governo aposta em conseguir identificar onde os casos de dengue
estão surgindo e armar a contenção . "As
pessoas postam na internet, por exemplo, que estão com
dengue ou usam os sites de busca para saber sobre os sintomas
da doença. Essas informações aparecem mais
rápido do que nos sistemas de saúde", explicou
o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas
Barbosa.
A equipe
do ministério vai conhecer um programa de computador
desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal
de Minas Gerais (UFMG) que faz esse tipo de busca. Se aprovado,
a ideia é começar a usá-lo em janeiro do
próximo ano na campanha contra a dengue.
Segundo o
secretário, a vigilância na internet
não irá substituir o sistema oficial de notificação
da doença. A busca nas redes sociais vem para complementar
o controle da dengue, conforme Barbosa.
A previsão é que o ministério apresente
novas estratégias de combate à doença em
agosto, com foco no verão de 2012.
Jornal Hoje
Médicos de SP deixarão de atender pacientes de
dez planos de saúde
Profissionais
reclamam que convênios pagam muito pouco
pelas consultas.
Reportagem Fabio Turci
A demora
para conseguir consulta é a principal reclamação
de quem tem plano de saúde, de acordo com levantamento
feito no estado de São Paulo. Muita gente também
se queixa que os planos não autorizam exames e internações.
O terceiro problema mais reclamado é a falta de médicos
por especialidades. E o quarto, o atendimento ruim das operadoras
por telefone.
No fim do
mês, a dor de cabeça com o plano de saúde
deve piorar. Médicos de São Paulo decidiram suspender
o atendimento a pacientes de dez planos. Eles dizem que será um
esquema de rodízio: a cada três dias, uma especialidade
diferente não será atendida. Os médicos
reclamam que esses convênios pagam muito pouco pelas consultas.
Segundo o
Procon, se o paciente prejudicado não puder
esperar uma nova data, os planos terão que arrumar uma
solução pra atendê-los. "É a
operadora que tem contratualmente obrigação de
garantir atendimento a esse consumidor, e sobretudo num caso
de urgência", diz Selma do Amaral, diretora de atendimento
do Procon-SP. No fim de setembro, começam a valer os prazos
pra atendimento pelos convênios médicos.
No fim de
setembro começam a valer os prazos para atendimento
pelos convênios médicos. A resolução
da Agência Nacional de Saúde suplementar determina:
os planos devem garantir aos pacientes consulta básica
com, no máximo, uma semana de espera. Para passar por
especialistas, como cardiologistas ou oncologistas, duas semanas.
Procedimentos de alta complexidade, como quimio e radioterapia
não podem demorar mais do que três semanas.
Para o advogado
especialista em saúde, Julius Conforti
a resolução não interfere na agenda de cada
médico, laboratório ou clínica. É preciso
que os planos aumentem a rede de atendimento. "Não
basta você fixar um prazo só, você precisa
na verdade, forçar para que as operadoras de saúde
invistam na ampliação da rede credenciada e consequentemente
remunere melhor os médicos, de forma a trazê-los
para o atendimento dos usuários de planos de saúde".
Decisão dos médicos de SP vai atingir os seguintes
planos de saúde: Gama Saúde, Green Line, Intermédica,
Abet (Telefônica), Caixa Econômica Federal, Cassi
(Banco do Brasil), Companhia de Engenharia de Tráfego
(CET), Embratel, Notredame e Porto Seguro.
AGENDA
-
VI Conferência da Rede Pan-Americana de Regulamentação
Farmacêutica
Quando: 6 a 8 de Julho
Onde: Anvisa.
SIA, trecho 5, área especial 57, Brasília
- DF
Mais informações sobre a Conferência
podem ser obtidas no site www.paho.org/redparf
-
2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
- XXVII Congresso Conasems
O XXVII Congresso
Conasems tem como objetivo promover a discussão
e troca de experiências entre os participantes, discutir
as políticas de saúde adotadas pelas esferas federal,
estaduais e municipais e o respectivo impacto nos municípios,
além de troca de experiências, promovendo o aperfeiçoamento
da gestão do SUS e os serviços prestados à população
brasileira.
O congresso
acontecerá entre os dias 09 a 12 de julho,
em Brasília, para debater a "Saúde no Centro
da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação
e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS".
A abertura
oficial do evento será dia 09, às 10
horas da manhã, no auditório master do Centro de
Convenções Ulysses Guimarães. A solenidade
de abertura vai contar com a presença do ministro da Saúde
e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Alexandre
Padilha, do representante da Organização Pan-Americana
no Brasil, Diego Victória, do Governador do Estado do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz, do Secretário Estadual
de Saúde do Distrito Federal, Rafael Aguiar, Presidente
do CONASS, Beatriz Figueiredo Dobashi, Presidente da Câmara
Federal e Senado, e o presidente da Frente Nacional de Prefeitos,
João Carlos Coser. Além da diretoria executiva,
presidentes dos Cosems e o Conselho Honorário do Conasems.
No dia 09
de julho, das 09 às 12 horas, vai acontecer
também a Assembléia Geral Ordinária do Conasems,
com a eleição da Diretoria para biênio 2011/2013
-
Seminário: Implicações
das Normas da ANS
AssPreviSite
15 de julho de 2011
Auditório “Maria
Natividade Galhardo Toro”
Rua Santa
Luzia nº 48 – 11º andar - Liberdade – São
Paulo - SP
ESCOPO
Entenda as
novas nornas da Agência Nacional de Saúde
Suplementar sobre portabilidade, adaptação e migração
de contratos e garantia de atendimento dos beneficiários.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS,
nos últimos meses, promulgou diversas normas alterando
a regulamentação dos planos privados de assistência à saúde,
com sérias repercussões para os contratos em curso,
mesmo aqueles firmados antes do advento da Lei nº 9.656,
de 1998, e para as contratações futuras, individuais/familiares
e coletivas.
É de suma importância que as operadoras de planos
de saúde, consumidores e prestadores de serviços
conheçam as novas regras e suas implicações,
evitando a perda de direitos, rescisão ou interrupção
de contratos, incidência de multas, direção
técnica, alienação compulsória de
carteiras ou a liquidação extrajudicial de operadoras.
O presente
seminário examinará, com detalhes,
sob o aspecto jurídico e operacional, o disposto nas Resoluções
Normativas – RN ns. 186 (alterada pela RN n. 252 – regulamentação
da portabilidade), 254 (adaptação e migração
de contratos) e 259 (garantia de atendimentos aos beneficiários).
Durante o seminário os participantes poderão debater
os aspectos envolvidos e dirimir eventuais dúvidas.
PÚBLICO
ALVO
Dirigentes,
gerentes e diretores de operadoras de planos de saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
PALESTRANTE
José Luiz
Toro da Silva
INFORMAÇÕES
GERAIS
- O número de vagas é limitado. Não haverá cancelamento
de inscrições. Se necessário, poderá haver
substituição por outro participante.
- Informamos
que temos apenas 30 vagas (por ordem de confirmação
- não deixe para a última hora)
- Mais informações através
do telefone (11) 3101.3095 com Claudia.
- Reservamo-nos
o direito de remarcar o curso, caso não
atingirmos o número mínimo de participantes.
IBDSS - INSTITUTO
BRASILEIRO DE DIREITO DA SAÚDE SUPLEMENTAR
Rua Santa
Luzia, 48 conj 114 – CEP 01513-030 – São
Paulo – SP
Site: http://www.ibdss.org.br Tel: (11) 3101.3095
-
Fórum Nacional das Câmaras Técnicas
de Medicina do Trabalho dos Conselhos Regionais de Medicina
Data: 22 de julho
Local: Sede
do Conselho Federal de Medicina (CFM). Brasília
- DF (Veja Mapa)
Horário: Das 8h às
18h
Informações:
(61) 3445-5957 / 5900
Contato:
eventos@portalmedico.org.brEste endereço de
e-mail está protegido contra spambots. Você deve
habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Realização:
Conselho Federal de Medicina (CFM)
Inscrições:
Gratuitas
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
do Conselho Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm