Leia
nesta edição:
- Presidente
da Fiocruz explicará expansão do órgão
- Debate
sobre a crise mundial é o destaque do Plenário
- Super anticorpos contra a gripe
- As novas
regras para a saúde
- Guerra
de patentes ameaça genéricos
- Custo de
boleto não pode ser repassado
- Bactéria
rara identificada no Estado
- Medicamentos
- Prateleira vazia
- Vírus de doença semelhante à dengue é identificado
pela 1ª vez no Brasil
- Cartilha
do Ministério da Saúde orientará atendimento
a queimados
- A saga
dos remédios
- Médico de Dilma, Kalil é novo
titular de cardiologia
- Comissão rejeita obrigação de clínicas
manterem três planos de saúde
- Perondi,
Saraiva e Eleuses saem em defesa dos médicos
- Deputados
unidos por mais recursos para a saúde
Segunda-feira, 08.08.11
Agência Câmara de Notícias
Presidente
da Fiocruz explicará expansão do órgão
A Comissão de Seguridade Social e Família ouvirá nesta
terça-feira (9) o presidente da Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha. Os parlamentares querem
obter informações sobre a implantação
das diretorias regionais da Fiocruz no Distrito Federal e em
outros estados.
O deputado
Darcisio Perondi (PMDB-RS), que sugeriu o debate, assinalou
que é preciso discutir a atuação
da fundação no processo de desenvolvimento da saúde
pública no Brasil, especialmente na produção
de vacinas e medicamentos e no desenvolvimento de ensino e pesquisa.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário
7.
Agência Câmara de Notícias
Debate
sobre a crise mundial é o destaque do Plenário
Marco
Maia apresenta nesta terça-feira o calendário
de votações para os próximos dois meses.
Por Eduardo
Piovesan / Edição: João Pitella
Junior
A sessão de debates sobre a crise internacional é o
destaque do Plenário nesta semana. A pauta das sessões
ordinárias está trancada por quatro medidas provisórias
e por um projeto de lei em regime de urgência constitucional
com prazo de tramitação vencido — o PL 1209/11,
que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico
e Emprego (Pronatec).
Marcada para
as 15 horas de terça-feira (9), a comissão
geral contará com a presença dos ministros da equipe
econômica, que explicarão as medidas do governo
para conter o impacto, no Brasil, da crise fiscal dos Estados
Unidos e da Europa. Eles também deverão falar sobre
a nova política industrial anunciada no dia 2.
São esperados o ministro da Fazenda, Guido Mantega; da
Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; e do Desenvolvimento,
Fernando Pimentel; além de convidados indicados pelos
partidos.
Agenda do semestre
Também na terça-feira, na reunião do Colégio
de Líderes, o presidente Marco Maia irá propor
um calendário de votações para os próximos
dois meses, incluindo matérias sugeridas pelos partidos.
Entre as
mais polêmicas, estão o segundo turno
da proposta de emenda à Constituição que
define o piso nacional dos policiais e bombeiros (PECs 446/09
e 300/08) e a regulamentação de recursos para a
saúde previstos na Emenda Constitucional 29 (PLP 306/08).
Relatório
conjunto
Com a pauta
trancada por medidas provisórias, essas e
outras propostas somente podem ser votadas em sessões
extraordinárias. Entretanto, atualmente esse tipo de sessão
também tem a pauta trancada pelo PL 1209/11, do Executivo,
que cria o Pronatec.
Os relatores
do projeto nas várias comissões em
que tramita pretendem apresentar um relatório conjunto
e estimam a votação no Plenário para o dia
17 de agosto. O programa prevê oferta de bolsas para estudantes
do ensino técnico de nível médio e expansão
das vagas em escolas públicas, entre outras medidas.
Etanol
Primeira
que tranca a pauta das sessões ordinárias,
a MP 532/11 atribui à Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fiscalização
e a regulamentação do setor produtivo do etanol,
antes considerado um subproduto agrícola.
Ela também reduz o percentual mínimo de álcool
que pode ser adicionado à gasolina (de 20% para 18%),
com o objetivo de diminuir o impacto direto do preço do
etanol no combustível fóssil.
Veja as outras
MPs que trancam as sessões ordinárias:
- 533/11:
autoriza a União a repassar recursos aos municípios
e ao Distrito Federal para manter novas escolas públicas
de educação infantil não contempladas pelo
Fundeb;
- 534/11:
concede incentivos fiscais para a produção
no Brasil dos computadores portáteis conhecidos como tablets;
- 535/11:
institui o Programa de Apoio à Conservação
Ambiental, para transferir recursos federais a famílias
em situação de extrema pobreza que realizarem atividades
de preservação da natureza no meio rural.
Isto é
Super anticorpos contra a gripe
Cientistas
descobrem aliados para combater os principais tipos de vírus responsáveis pela doença
Por Rachel Costa
Reconhecido
por sua grande capacidade de mutação,
o vírus da gripe, o Influenza, sempre desafiou os cientistas
a criar métodos mais eficazes para contê-lo. Sua
supremacia, porém, está agora ameaçada pela
descoberta de anticorpos capazes de agir em partes mais estáveis
do vírus, que não conseguem mudar com tanta agilidade.
Os achados foram anunciados nas últimas semanas por cientistas
dos Estados Unidos e da Suíça. São os anticorpos
FI6 e CR8020 – ambos provenientes de seres humanos, mas
presentes apenas em uma parcela da população. O
FI6 foi divulgado como o primeiro anticorpo capaz de atacar os
16 subtipos do Influenza A – responsável por quase
todas as epidemias. Já o CR8020 em combinação
com outro anticorpo, o CR6261, descoberto em 2009, deve ter ação
semelhante à do FI6.
Nenhum dos
métodos foi testado em humanos, mas as perspectivas
são boas. Em especial para casos graves de infecção
por Influenza A, como a gripe aviária (causada pelo vírus
H5N1) ou a gripe suína (provocada pelo H1N1). “Em
ratos, o FI6 mostrou-se capaz de neutralizar o vírus,
limitar seu crescimento e atacar as células infectadas”,
disse à ISTOÉ Antonio Lanzavecchia, diretor do
Instituto para a Pesquisa em Biomedicina, da Suíça,
e autor do trabalho.
O segredo
dessas novas terapias está no modo como agem
sobre o organismo. Os anticorpos em questão atacam uma
parte estável da hemoglutinina, proteína presente
no exterior da cápsula viral e responsável por
ligar o vírus às células. Esse trecho sobre
o qual agem sofre pouquíssimas mutações
e é comum a vários tipos de Influenza.
Espera-se
que a terapia seja usada tanto para tratar infectados graves
quanto para,
em momentos de epidemia, medicar a população. “Mas
seria uma imunização temporária, pois simplesmente
seria dado um anticorpo pronto para combater o vírus”,
explica o médico Ralcyon Teixeira, do Instituto de Infectologia
Emílio Ribas, em São Paulo. “O corpo não
vai aprender a produzir essa proteção.” Para
Damian Ekiert, um dos responsáveis pela descoberta do
anticorpo CR8020, mais opções de combate à doença
dão mais segurança. “As vacinas atuais não
são 100% efetivas”, disse à ISTOÉ. “Pode
haver falhas, particularmente em pessoas idosas, imunodeprimidos
e crianças pequenas.”
Outro pesquisador
do tema, o cientista Darren Miller, da
Universidade de Adelaide, na Austrália, vê uma dificuldade
nesse tipo de terapia: obter os anticorpos em grandes quantidades
no caso de uma epidemia. “Produzi-los e administrá-los
em escala global é complicado”, falou à ISTOÉ.
Por isso, um dos planos da equipe de Lanzavecchia é formular
uma vacina capaz de fazer o próprio corpo produzir o anticorpo
FI6.
Isto é
As
novas regras para a saúde
Medidas
anunciadas pelo governo beneficiam usuários de
planos médicos. Saiba quais foram as principais mudanças
e os cuidados que você deve tomar para não correr
riscos
Por Adriana Nicacio e Monique Oliveira
O Brasil
tem 45,6 milhões de beneficiários de
planos privados de saúde, quase a população
da Espanha. O número colossal é acompanhado por
elevados índices de queixa dos usuários. Só no
mês de abril (período mais recente com dados disponíveis),
43,12% das operadoras de médio porte tiveram reclamações
registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar.
A boa notícia é que o País vem avançando
na regulação. Na última semana, a ANS ampliou
a cobertura obrigatória em cerca de 60 novos procedimentos,
aprovou medidas que facilitam a portabilidade e divulgou um índice
máximo de reajuste, fixado em 7,69%. Segundo especialistas,
a tendência é o aumento da proteção
do usuário. “Mesmo que o tratamento não esteja
previsto na cobertura obrigatória, o paciente pode recorrer à Justiça
caso se sinta lesado”, diz Melissa Areal Pires, advogada
especializada em saúde.
Folha
de São
Paulo
Guerra
de patentes ameaça genéricos
Por Carolina Matos
De acordo
com associação de indústrias
do setor, laboratórios tentam, com liminares, protelar
proteção e ganhos
Com impasses
judiciais, segmento deixou de comercializar pelo menos R$ 300
milhões no 1º semestre
de 2011
Uma guerra
de liminares envolvendo pedidos de prorrogação
de patentes de medicamentos e direitos sobre substâncias
não patenteadas no Brasil pesou no faturamento do setor
no primeiro semestre deste ano.
E na avaliação de Odnir Finotti, presidente da
Pró Genéricos, associação das indústrias
do segmento, a disputa "ameaça todo o programa de
genéricos do país".
Embora as
vendas desses medicamentos tenham crescido no mercado doméstico nos primeiros seis meses do ano (veja quadro),
a expansão teve ritmo menor que no primeiro semestre de
2010.
A estimativa é que tenham deixado de ser comercializados
R$ 300 milhões em genéricos retirados das prateleiras
por impasses judiciais.
De acordo
com a Pró Genéricos, laboratórios
que produzem os chamados medicamentos de referência (não
genéricos) aumentaram os investimentos em processos judiciais
para ter direitos sobre substâncias que movimentam centenas
de milhões de reais em vendas no país.
São produtos mais modernos -com maior eficácia
ou menos efeitos colaterais- sem patente no Brasil ou cuja exclusividade
(até 20 anos) começou a vencer principalmente a
partir de 2009.
Somente em
2011 e 2012, está prevista a expiração
de patentes de dez substâncias para tratamento de doenças
importantes, como leucemia, pressão alta e Aids.
"Em um dos processos, o laboratório solicita os
direitos sobre a formulação de uma substância
que não tem patente no país", diz Finotti.
O argumento é que, sem um componente que pertence ao
laboratório, a produção é inviável. "É uma
argumentação perigosa, que põe em risco
o programa de genéricos brasileiro", afirma.
Esse caso
envolve a substância Rosuvastatina, para controle
de colesterol, e se arrasta desde setembro de 2010.
Descontinuidade
A Pró Genéricos diz que ainda não houve,
no Brasil, caso de ganho definitivo de causa para os laboratórios
que moveram essas ações.
Mas ressalta
que, em meio aos impasses, até que as questões
sejam julgadas em última instância, liminares suspendem
a comercialização dos genéricos, mesmo que
temporariamente, o que prejudica os consumidores.
"São medicamentos de uso controlado, cujo genérico
custa até metade do preço. Muitas vezes, o consumidor
não consegue manter o tratamento com o remédio
de marca", diz Finotti.
Um dos casos
em que a venda de genéricos está suspensa
no momento é o da substância Escitalopram (o medicamento
de referência é o Lexapro), para o tratamento de
depressão.
A proibição veio em junho deste ano. Em março,
quando o genérico entrou no mercado, a venda da substância
saltou de 104 mil caixas para 185 mil. Após a suspensão
do genérico, voltou para o nível inicial (105 mil
caixas).
A diferença de preço ajuda a explicar esse movimento.
A caixa do Lexapro é vendida a R$ 166, enquanto a do genérico
custa R$ 84.
Hoje, os
genéricos representam 23,7% da venda total de
remédios no país, que está em nono lugar
no ranking mundial de participação desses medicamentos
no mercado. A Dinamarca está em primeiro (83%), seguida
da Polônia (70%).
Em unidades, vendas crescem em ritmo menor
As vendas
de genéricos no Brasil, em unidades, foram
32,5% maiores no primeiro semestre que no mesmo período
de 2010.
A expansão foi menor que a de 34,1% registrada nos primeiros
seis meses do ano passado, em relação ao mesmo
período de 2009.
Mas, de acordo
com a Pró Genéricos, foi o segundo
melhor desempenho semestral desde 2003.
Em valor,
o segmento movimentou R$ 3,8 bilhões no primeiro
semestre de 2011: 39,2% mais que de janeiro a junho de 2010.
No primeiro
semestre do ano passado, o aumento havia sido um pouco menor,
38,1%,
para R$ 2,8 bilhões.
Durante o
ano passado, o setor comercializou 444,3 milhões
de unidades, movimentando R$ 6,2 bilhões.
Legislação não evita "pontos de dúvida",
afirma Interfarma
A Interfarma
(Associação da Indústria Farmacêutica
de Pesquisa), que representa 43 laboratórios no Brasil
-ou 60% do mercado-, diz que as legislações brasileira
e mundial sobre patentes não evitam "pontos de dúvida".
E destaca
que, sobre esses pontos, são estabelecidas
disputas jurídicas e comerciais.
"Alguns tentam interpretar a lei para chegar antes ao mercado
de genéricos, e outros tentam manter a patente que garante
os direitos sobre substâncias desenvolvidas após
tanto investimento", afirma Antônio Britto, presidente-executivo.
Britto destaca
também que, no mundo todo, o mercado farmacêutico
passa por uma "convergência".
Nesse processo,
empresas que só produziam medicamentos
de referência buscam entrar no mercado de genéricos,
enquanto companhias só de genéricos procuram também
patentear novas substâncias ou aperfeiçoar descobertas.
Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitá- ria) concorda com a afirmação da
Pró Genéricos de que o programa brasileiro do setor
está em risco.
"A situação gera instabilidade para o setor
produtivo, pois a indústria de genéricos fica receosa
de investir e lançar produtos, que são mais baratos,
mas podem acabar retirados do mercado por força de liminares," diz
Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.
Como estratégia para mudar esse cenário, a Anvisa
destaca que tem aumentado os registros de genéricos para
comercialização -foram 88% maiores no primeiro
semestre deste ano que no mesmo período de 2010.
Além disso, de acordo com Barbano, o Ministério
da Saúde estuda apresentar ao Judiciário um relatório
para alertar sobre "o prejuízo gerado" pelos
impasses.
Valor Online
Custo
de boleto não
pode ser repassado
Por Maíra
Magro
A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
começou a julgar na semana passada, com quatro votos contrários às
instituições financeiras, um processo envolvendo
a cobrança pelo serviço de emissão de boleto
bancário. Trata-se de uma ação do Ministério
Público do Estado do Rio de Janeiro contra o Dibens, braço
de leasing do Itaú Unibanco. O MP questiona a cobrança
de R$ 3,99 por boleto emitido para pagamento, pelo consumidor,
das prestações de financiamento. Essa regra valeu
até 2008, quando uma resolução da Comissão
de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a cobrança.
O Ministério Público entrou na Justiça
pedindo a devolução, em dobro, dos valores cobrados
em contratos feitos até essa data. Os promotores argumentaram
que a cobrança seria abusiva, pois o banco estaria passando
seus próprios custos ao consumidor.
A defesa
do Itaú Unibanco argumentou, em juízo,
que a cobrança estaria autorizada até 2008. O fato
de a CVM ter precisado publicar uma resolução,
alterando a norma anterior, indicaria a permissão de cobrança
até então. O banco ressalta que a cobrança
só era feita para pagamento em outros bancos.
Mas a relatora
do caso, Nancy Andrighi, entendeu que a prática "importa
em enriquecimento sem causa e vantagem exagerada das instituições
financeiras em detrimento do consumidor" - violando o artigo
51, inciso 4º, do Código de Defesa do Consumidor
(CDC). O entendimento foi seguido em outros três votos,
e o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro
Villas Bôas Cueva, o único que falta votar.
Mas uma questão não foi analisada pela turma:
o pedido da devolução em dobro. O Itaú Unibanco
argumentou que essa exigência só poderia ocorrer
quando for constatada má-fé - o que, sustenta,
não seria o caso. Como a decisão de segunda instância
não tratou expressamente disso, o STJ também não
chegou a analisá-la.
O diretor
jurídico do Itaú Unibanco, José Virgílio
Vita, informou que o banco já tem um plano de devolução
dos valores cobrados antes de 2008. Ele afirma que, dos cerca
de R$ 50 milhões cobrados durante o período em
todo o país, cerca de R$ 30 milhões já foram
devolvidos. Segundo ele, a devolução é feita
automaticamente, ao término do contrato, ou antes, a pedido
do consumidor. "O que questionamos é o pedido de
devolução em dobro", diz Vita. "O banco
não cobrou de má-fé."
Extra Online
Bactéria
rara identificada no Estado
(Renato Grandelle - Extra Online)
Micro-organismo
causa a febre Q, doença pouco conhecida
que, se não tratada no início, pode ser fatal
Uma doença praticamente desconhecida no país,
embora existente por aqui há mais de 60 anos, foi identificada
pela primeira vez no Rio por análise molecular, num trabalho
conduzido pela Fiocruz.
Transmitida
pela bactéria CoxkUa burnettii, a febre Q,
de tão resistente, é considerada um agente de bioterrorismo
classe B, a segunda mais grave. Ainda assim, permanece anónima
por aqui, o que não ajuda em nada os pacientes.
Se a doença é identificada em estágio inicial,
o tratamento é rápido, barato e se restringe a
antibióticos. Numa fase mais avançada, no entanto,
suas vítimas dependem de remédios por cerca de
dois anos, e, ainda assim, correm risco de vida.
Até a pesquisa da Fiocruz, a febre Q era identificada
apenas por teste sorológico — um exame que detecta
anticorpos, mas sem dar certeza sobre a presença da Coxiella.
Mesmo este método mais primitivo, no entanto, é pouco
adotado. Rio, São Paulo e Minas Gerais são os únicos
estados com centros de pesquisa sobre a febre Q. Como ela não
tem notificação obrigatória, inexistem estatísticas
sobre sua ocorrência.
— Adotamos, no Brasil, a tranquilidade dos inocentes:
se ninguém suspeita da doença, é como se
ela não existisse — lamenta Elba Lemos, chefe do
Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto
Oswaldo Cruz, orientadora do trabalho que culminou na análise
molecular.
Ainda segundo
Elba, a febre Q é uma doença ocupacional — atinge
principalmente os profissionais que têm contato direto
com produtos dos animais infectados, como o muco vaginal, leite,
fezes ou urina. Mas o vento e os carrapatos encarregam-se de
levar a bactéria para longe, por até dois quilômetros.
Em mais de
90% dos casos, a febre Q não provoca grandes
transtornos no organismo humano. Nada mais grave do que uma febre
baixa (de até 38 graus Celsius) e um mal-estar qué se
prolonga por cerca de duas semanas. A bactéria pode também
ficar latente por anos, como ocorre com a toxoplasmose. E, em
caso de baixa do sistema de defesa, Coxiella entra em ação.
—A partir daí, qualquer órgão ou
tecido pode ser prejudicado — alerta a pesquisadora. — Entre
os sintomas estão pneumonia grave, que se arrasta por
mais de um mês; hepatite e até complicações
no sistema nervoso.
Proprietário que souber que seus animais estão
infectados deve isolá-los para tratamento ou submetê-los à eutanásia,
orientados por veterinário.
O Dia Online
Medicamentos - Prateleira vazia
Por Fernanda Alves
Idosos e
deficientes sofrem com a falta de remédios e
fraldas nas farmácias populares
Criadas para
oferecer remédios por R$ 1, as farmácias
populares do governo estadual viraram dor de cabeça para
deficientes e idosos. Diversos medicamentos estão em falta
e as fraldas geriátricas se tornaram artigos de luxo.
Enquanto isso, a população gasta até 20
vezes mais nos produtos em drogarias comuns. A ‘Blitz do
Dia’ percorreu cinco unidades no Rio e na Baixada e constatou
problemas em todas. A única em que havia fraldas tinha
só de um tamanho.
A professora
Fátima Pinto, 54 anos, acordou cedo e foi à Farmácia
Popular de Campo Grande tentar de novo comprar fraldas, o que
ela tenta fazer há 20 dias. Deu com a cara na porta: “Mais
uma vez vou ter que tirar dinheiro da comida para comprar em
uma farmácia normal”. Ela gastou R$ 12 em pacote
com 8 fraldas, quando na popular ela leva 48 pelo mesmo valor.
Em São João de Meriti, a situação é pior.
Além de fraldas, faltam pelo menos 14 remédios.
A aposentada Maria Angélica Sousa, 52 anos, tentou, em
vão, comprar paracetamol, o analgésico mais receitado
pelos médicos. “Minha mãe, de 92 anos, recebe
um salário mínimo. Desse total, às vezes
gastamos R$ 200 por mês só com as fraldas”.
Na Pavuna,
uma lista avisa os 13 remédios — dos
56 do programa — que estão indisponíveis.
A aposentada Benvinda Bastos da Costa, 62 anos, que sofre de
hemorragia, não conseguiu comprar fraldas: “Uso
oito por dia, o que vem em um pacote. Não tenho condições
de comprar todo dia. Remédio eu até tentei comprar
aqui, mas como nunca encontro, desisti”.
A farmácia de Bangu foi a única onde havia fraldas,
mas só as G. Lá, no entanto, faltavam 10 remédios.
Gasto maior nos hospitais
Coordenador
da Câmara Técnica de Geriatria do Conselho
Regional de Medicina (Cremerj), Salo Buksman destaca o perigo
da escassez de remédios: “É muito grave.
São medicações essenciais para manter o
equilíbrio da saúde do idoso”. Segundo ele,
um idoso que deixe de tomar o Captopril por mais de cinco dias
pode morrer. O remédio que regula a pressão estava
em falta na Ilha do Governador.
Para o médico, a economia do estado com remédios
para a farmácia popular pode resultar em um gasto maior
nos hospitais. “Quando o idoso não mantém
a regularidade da pressão com remédios pode passar
mal e ser internado. E colocar fralda M em quem usa G, por exemplo,
pode causar ferimentos e edemas”.
Estado culpa fornecedora
O subsecretário executivo da Secretaria Estadual de Saúde,
Maurício Passos, prometeu, em nota, que até segunda-feira
todos os medicamentos estarão disponíveis nas farmácias
populares. Segundo ele, há 11 remédios em falta.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio
Côrtes, afirma que comprará fraldas emergencialmente
para abastecer unidades por um mês. Neste período,
a venda será limitada a oito pacotes, suficiente para
10 dias.
A gestão das farmácias irá para o Instituto
Vital Brazil e existe projeto de parceria com o programa ‘Aqui
Tem Farmácia Popular’, do Ministério da Saúdem,
em convênio com a rede privada de drogarias. A secretaria
alega que o desabastecimento é culpa da fornecedora, Vidafarma,
que atrasou entregas. Foi aberto processo para puni-la.
Para usar
a farmácia popular do estado, pessoas a partir
de 60 anos e deficientes devem se cadastrar na unidade mais perto
de casa com identidade, CPF e comprovante de residência.
O
Estado de São
Paulo
Vírus de doença semelhante à dengue é identificado
pela 1ª vez no Brasil
Por Alexandre
Gonçalves
No Pantanal,
cavalos tinham anticorpos para o vírus da
febre do Nilo Ocidental, apontam pesquisadores do Instituto Oswaldo
Cruz e da USP; forma mais grave da doença compromete o
sistema nervoso central, mas ainda não há registro
em humanos no País
Pesquisadores
do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) identificaram, pela
primeira vez
no País, o vírus da febre do
Nilo Ocidental. A descoberta ocorreu no Pantanal: cinco cavalos
possuíam anticorpos contra o vírus, prova de que
já sofreram infecções.
Em 1999,
a febre do Nilo Ocidental chegou à América,
causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Houve vários
casos nas imediações do Central Park, em Nova York.
Desde então, vem descendo o continente. Na Colômbia,
na Venezuela e na Argentina também foram diagnosticados
casos em cavalos e aves.
Diversas
espécies de mosquitos são capazes de
transmitir o vírus. Pássaros e répteis -
como crocodilos e aligatores - desenvolvem a doença e
infectam os insetos. Mamíferos - como humanos e equinos
- são hospedeiros finais: podem adoecer, mas não
são capazes de infectar o mosquito e reiniciar o ciclo.
Os pesquisadores
do IOC investigaram amostras de sangue de 168 cavalos e 30
jacarés da região de Nhecolândia,
em Mato Grosso do Sul. Também capturaram 1.204 mosquitos
de 10 espécies diferentes. Análises bioquímicas
procuraram identificar anticorpos contra o vírus nos répteis
e equinos. Só cinco cavalos tiveram resultado positivo.
Nenhum jacaré havia sido infectado. Os mosquitos investigados
também não carregavam o vírus.
O veterinário Alex Pauvolid-Corrêa, principal autor
do estudo, explica que não é possível saber
ainda quais espécies de insetos poderiam servir como vetores
eficazes da doença no País. Os cientistas já iniciaram
um estudo mais abrangente, capturando uma amostra maior de mosquitos. "As
análises dessas novas amostras estão em andamento",
afirma Corrêa, que realiza seu doutorado no IOC e nos Centros
para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês),
nos Estados Unidos.
O artigo
com a descoberta foi publicado na revista científica
Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O virologista Hermann
Schatzmayr, que morreu no ano passado, participou do estudo.
Ele teve papel fundamental na erradicação da varíola
no País.
Em paralelo.
O Laboratório de Virologia Clínica
e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas
da USP também procura indícios de atividade do
vírus da febre do Nilo Ocidental no País.
A pesquisadora
Tatiana Lopes Ometto iniciou um doutorado em 2008 cujo tema é o monitoramento do vírus em equinos
e aves. E já obteve resultados semelhantes aos do grupo
do IOC. "Analisamos 1.156 amostras de sangue - 678 de equinos
e 478 de aves - obtidas em Nova Brasilândia (a 190 quilômetros
de Cuiabá, em Mato Grosso)", recorda Tatiana. "Confirmamos
a presença de anticorpos contra o vírus em quatro
equinos."
Os animais
eram nativos da região - uma zona de transição
do Cerrado para o Pantanal. Portanto, não poderiam ser
casos importados. O trabalho deve ser publicado até o
fim do ano em uma revista científica internacional.
Gravidade.
Muitas vezes, em humanos, a infecção é assintomática.
Em outros casos, os sintomas são parecidos com os da dengue:
febre, dores no corpo e náusea. Algumas pessoas, no entanto,
evoluem para formas mais sérias da doença, com
comprometimento do sistema nervoso central. Em 1996, uma epidemia
na Romênia apresentou um número excepcionalmente
grande de quadros graves. Dos 393 pacientes diagnosticados, 352
desenvolveram inflamação do cérebro. Cerca
de 10% morreram.
Sábado,
06.08.11
O
Estado de São
Paulo
Cartilha
do Ministério da Saúde orientará atendimento
a queimados
Documento
preparado pelo Conselho Federal de Medicina traz regras básicas para profissionais dos serviços de emergência
e urgência de hospitais e postos e estará disponível
na internet; portaria deve criar o Samu Especializado, com pagamento
diferenciado
Por Lígia
Formenti
O Ministério da Saúde vai adotar uma espécie
de cartilha para atendimento de vítimas de queimaduras.
O documento, com regras básicas para médicos dos
serviços de urgência e emergência, foi preparado
pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para tentar suprir as
dificuldades enfrentadas por profissionais nessa área.
"Muitos médicos não têm familiaridade
com o que deve ser feito. A ideia foi fazer um manual simples,
destinado tanto para o profissional do posto quanto para aquele
no hospital", disse o coordenador da Câmara Técnica
do CFM, Antonio Pinheiro.
O documento
foi apresentado em julho ao ministério. O
secretário de Assistência à Saúde,
Helvécio Magalhães, afirmou que, após algumas
alterações, o material será incorporado
a uma portaria que regula o atendimento à queimadura. "A
partir de então, as novas regras deverão ser seguidas",
resumiu. O material também servirá de base para
treinamento permanente oferecido pela pasta aos profissionais.
Magalhães reconhece que muitos profissionais têm
a falsa ideia de que só serviços especializados
têm de dominar as técnicas de atendimento a pacientes
com queimadura. "As próprias faculdades não
dão atenção merecida ao assunto. Daí a
necessidade da educação permanente", disse
Magalhães.
A ideia é reforçar o conhecimento em várias áreas.
Uma portaria deverá ser lançada para criar o Serviço
de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) Especializado
- com pagamento diferenciado pelos atendimentos.
Para se encaixar
nessa categoria, serviços terão
de capacitar profissionais para atender a ocorrências comuns,
mas muitas vezes esquecida pelas universidades, como o socorro
a vítimas de picadas de cobras e escorpiões, envenenamento
e a própria queimadura.
Utilidade.
O responsável pelo serviço de queimadura
do Hospital das Clínicas de São Paulo, David Gomez,
disse que a cartilha pode ser um instrumento útil para
alguns profissionais. "A qualidade do atendimento varia
muito no País: há serviços de ótima
qualidade e outros onde há grande desconhecimento",
disse.
Em alguns
casos, a falta de domínio da técnica
pode custar a vida do paciente. "A grande queimadura é o
pior trauma que o organismo pode sofrer. Ele perde líquido,
fica exposto a infecções. O ideal é que
ele receba o tratamento adequado e logo seja encaminhado para
um serviço especializado", afirmou Gomez.
Mesmo no
caso de queimaduras mais leves, o atendimento adequado é indispensável. "Ele
evita comprometimentos mais sérios. Uma queimadura na
mão tratada de forma inadequada pode comprometer o movimento
para o resto da vida", disse o coordenador da Unidade de
Queimadura da Santa Casa de Limeira (SP), Flávio Nadruz.
"A cartilha ajuda o médico a rapidamente identificar
a gravidade e mostra os cuidados para cada tipo de ferimento.
Os procedimentos são diferentes, por exemplo, no caso
de acidente com água e com eletricidade", explica.
Também mostra como limpar os ferimentos, que muitas vezes
chegam ao hospital cobertos de pomadas ou até pasta de
dente. "O próprio paciente ou pessoas próximas
tomam esse tipo de atitude, que prejudica o tratamento",
relata Pinheiro.
Além dos profissionais do serviço público,
a cartilha ficará disponível no site do CFM, a
partir da próxima semana. "Ela tem linguagem simples,
os medicamentos indicados para uso são de fácil
acesso. Isso permite que profissionais de todo o País
consigam prestar atendimento adequado, seja para o paciente depois
voltar para casa ou, em casos mais graves, ser encaminhado a
um centro de referência."
Correio Braziliense
A
saga dos remédios
Para que
um medicamento chegue às mãos do consumidor,
o processo leva pelo menos 18 anos, desde os primeiros estudos
nos laboratórios até as fases de teste e aprovação.
O custo pode chegar a quase US$ 300 milhões, dependendo
da droga
Por Carolina Cotta
Boston — A julgar pela oferta nas farmácias, há medicamentos
para quase tudo. Dos mais “inofensivos”, vendidos
sem receita, às pílulas de siglas quase impronunciáveis.
O preço, via de regra, é diretamente proporcional à exclusividade
da fórmula no mercado e, claro, ao tempo que levou para
chegar a ser comercializada. Uma pode até ser mais rápida
que a outra, mas geralmente o paciente pode sentar e esperar:
o tempo médio para um medicamento chegar à sua
mão é de pelo menos 18 anos para as drogas mais
elaboradas e de seis se for um antiviral daqueles que um governo
faria qualquer coisa para obter.
É a saga dos remédios: um longo e caro caminho
que passa pela necessidade, pela descoberta, pelos testes e pela
aprovação.
Dependendo
da molécula que está sendo analisada,
para se transformar numa potente droga capaz de curar uma trombose
ou minimizar os efeitos do diabetes sobre o organismo, por exemplo,
um laboratório pode chegar a investir algo em torno de
US$ 300 milhões (cerca de R$ 460 milhões).
Sempre foi
assim, mas terá que ser diferente no futuro.
Kenneth Kaitin, diretor do Centro de Estudo e Desenvolvimento
de Medicamentos da Tufts University, de Boston, nos Estados Unidos,
alerta que o tempo é de desafios: nesse mercado extremamente
competitivo, as patentes de alguns produtos de alta renda estão
vencendo, o que tira do laboratório desenvolvedor a exclusividade
de comercialização da fórmula. Só em
2011, a indústria farmacêutica americana está perdendo
US$ 44 bilhões. Exemplo disso é o Lipitol, revolucionário
medicamento do laboratório Pfizer para baixar o colesterol.
Com o vencimento de sua patente, haverá uma perda representativa
de US$ 12 bilhões. Isso tudo sem falar nos obstáculos
para a regulamentação e no fato de somente três
de cada 10 medicamentos cobrirem os custos de suas pesquisas.
Os prazos
das patentes, claro, sempre venceram. A diferença,
segundo Kaitin, é que agora as empresas não têm
drogas tão fortes para substituir as que estão
com a exclusividade acabando. E não é falta de
investimento. “O problema é o número de aprovações,
que hoje não é suficiente para gerar renda e sustentar
o desenvolvimento de novas drogas”, alega. As autorizações
diminuíram consideravelmente no ano passado. As gigantes
Merck, Pfizer e Lilly tiveram aprovação zero em
2010. “Os laboratórios culpam a agência reguladora
americana, mas acho que a indústria não desenvolveu
um processo eficientes para desenvolver novos medicamentos”,
opina o diretor da Tufts.
O grupo de
Kaitin age para apresentar informações
estratégicas tanto aos desenvolvedores quanto aos órgãos
reguladores, como a norte-americana Food and Drug Administration
(FDA), o que no Brasil corresponde à Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ideia é fomentar
o ambiente de inovação terapêutica e, consequentemente,
favorecer a pesquisa básica: a fonte das descobertas
“É preciso aumentar a velocidade de desenvolvimento
de novos medicamentos para diminuir custos e riscos”, defende.
Parceria é a palavra de ordem nesse cenário. Grandes
laboratórios, como Pfizer, Novartis, Genzyme, Sanofi e
Janssen, correm para reinventar e agilizar seus processos de
pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. A maioria passa
por alianças com grandes universidades.
Na longa
saga de um medicamento, ainda será preciso esperar
muito para ver os resultados.
Três
perguntas para
Jorge Kalil,
professor da Faculdade de Medicina da USP, diretor do laboratório de imunologia do Instituto do Coração
(Incor) e diretor do Instituto Butantan
O
Brasil tem muita pesquisa básica, mas apenas cerca
de 300 patentes, contra mais de 45 mil dos Estados Unidos. Por
que o processo é tão complicado por aqui?
Trata-se
de um problema cultural, de base. Nos EUA, ao se descobrir
algo, pede-se uma
patente. No Brasil, não temos essa cultura,
nem estamos preparados para isso. A Lei das Patentes veio só em
1996. Não há estrutura de patentes em todos os
institutos de pesquisa. O pesquisador quer publicar logo o seu
trabalho e demora para conseguir a patente, em um longo e burocratizado
processo. Nossa pesquisa básica cresceu muito, proporcionalmente à de
outros países. Há 20 anos, era menos de 0,5%, e
hoje estamos chegando a 3%. Não há, entretanto,
contrapartida no número de patentes para ganharmos em
competição internacional. E não adianta
só fazer a patente. O grande problema é licenciar
para alguém desenvolver.
O
desenvolvimento de novos medicamentos nos países de
primeiro mundo é feito em esfera industrial e, no Brasil,
em nível universitário. O que é necessário
para atuarmos mais?
As empresas
brasileiras são de cópia. Copiam genéricos,
aquilo que já existe no exterior. Só mais recentemente
começaram a investir em inovação. Os produtos
vendidos pela indústria brasileira são commodities.
Um único produto de patente de uma multinacional vende
cinco vezes o que vende toda uma indústria nacional grande.
Existe muito valor agregado quando há propriedade intelectual
por trás e os outros laboratórios não podem
comercializar. Precisamos fazer com que nossa pesquisa se transforme
em patentes e facilitar que as indústrias as absorvam.
Qual é o impacto de a grande indústria farmacêutica
estar comprando nossos laboratórios de genéricos?
Acho muito
perigoso. Nossa chance de desenvolver medicamentos novos era
que a indústria de genéricos se capitalizasse
e fizesse investimentos em pesquisa. Com isso, vamos matar esse
mercado incipiente. Apesar de o fato de fazer genéricos
não ser inovação, seria o princípio
para um desenvolvimento de ponta.
Caminho tortuoso
* Pesquisa
básica
* Descoberta
* Estudos
pré-clínicos — apresentação
da proposta de estudo clínico ao órgão regulador
* Estudos
clínicos
Estudos
pré-clínicos
Tudo começa em centros de pesquisa, com a descoberta
de uma substância ou molécula. Se seu potencial
terapêutico for confirmado em experimentos in vitro, na
sequência, ela pode ser testada em animais. Essa fase dá informações
iniciais sobre a eficiência e a segurança da substância/molécula
em teste. Mais de 90% do que é testado nessa fase é eliminado,
por não demonstrar atividade farmacológica/terapêutica
suficiente ou por ser muito tóxico aos humanos.
Fase 1
Número de envolvidos: de 20 a 100 voluntários
sadios
Período:
aproximadamente 1 ano
O primeiro
estudo em humanos é feito em pequenos grupos
de voluntários sem a doença para a qual está sendo
testado. São avaliadas diferentes vias de administração
e doses, e feitos testes iniciais de segurança e de interação
com outras drogas ou álcool. Nessa fase, já é possível
apontar a maior dose tolerável, a menor dose efetiva,
a relação dose/efeito, a duração
do efeito, os efeitos colaterais e as etapas do medicamento no
organismo, da administração à excreção.
Fase 2
Número de envolvidos: centenas de pacientes com a doença
Período:
aproximadamente 2 anos
No estudo
terapêutico piloto, são feitos os primeiros
testes controlados, já em pacientes com a doença
ou com condições patológicas. O objetivo é obter
mais dados de segurança, a curto e médio prazos,
e começar a avaliar eficácia, diferentes dosagens
e indicações do novo medicamento, assim como a
velocidade com a qual a substância se torna ativa no organismo
e a equivalência biológica esperada de duas preparações
diferentes do medicamento.
Fase 3
Número de envolvidos: milhares de pacientes com a doença
Período:
de 2 a 4 anos
Os estudos
terapêuticos ampliados feitos em vários
centros internacionais permitem um teste em larga escala e em
diferentes populações. O objetivo é determinar
o risco/benefício e o valor terapêutico, reunindo
mais dados sobre segurança, eficácia e interação
com outras drogas. São estabelecidas as indicações,
as doses, a via de administração, as contraindicações,
os efeitos colaterais e as medidas de precaução,
tudo o que vai na bula. Também é demonstrada a
vantagem terapêutica em relação a outro medicamento.
Fase 4
Número
de envolvidos: milhares de consumidores do novo medicamento
Período:
indefinido
Pesquisas
realizadas depois da comercialização
do medicamento, em busca de detalhes adicionais sobre a segurança
e a eficácia. Também conhecida como farmacovigilância,
essa fase visa detectar e definir efeitos colaterais previamente
desconhecidos ou não completamente qualificados, assim
como os fatores de risco relacionados. Também são
feitos estudos para suporte ao marketing e comparativos com medicamentos
competidores e novas formulações.
Folha
de São
Paulo
Médico de Dilma, Kalil é novo
titular de cardiologia
Por Cláudia
Collucci
O cardiologista
Roberto Kalil, 51, venceu ontem o concurso para professor titular
de
cardiologista da Faculdade de Medicina da
USP. Havia outros três candidatos.
Médico da presidente Dilma Rousseff, Kalil é cotado
para ser o novo diretor do InCor (Instituto do Coração).
O título de professor titular era a principal condição
para que ele pudesse ser indicado para o cargo.
A fase que
antecedeu o concurso foi uma das mais tumultuadas já vistas no complexo do Hospital das Clínicas.
Seus opositores, sob a condição de anonimato, reclamavam
que ele não tinha produção acadêmica
para disputar o cargo.
Diziam que
o concurso era um "jogo de cartas marcadas" e
que o critério para sua escolha obedeceria a critérios
políticos, e não técnicos.
"Fofocas fazem parte do jogo. Somos todos amigos",
disse Kalil ontem, referindo-se aos seus concorrentes.
Ele afirma
que, durante o processo seletivo, não houve
oposição ao seu nome.
Segundo Kalil,
seus opositores se surpreenderam com o seu desempenho durante
todas
as fases do concurso (que incluíram dar
uma aula e discorrer sobre seus conhecimentos do InCor).
O oncologista
Paulo Hoff assistiu à aula de Kalil na
quarta-feira e aprovou. "Ele deu um show", disse.
Sexta-feira, 05.08.11
Agência Câmara de Notícias
Comissão rejeita obrigação de clínicas
manterem três planos de saúde
Por Janary
Júnior / Edição:
Pierre Triboli
A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou na quarta-feira
(3) o Projeto de Lei 559/11, do deputado Lindomar Garçon
(PV-RO), que obriga laboratórios, hospitais e clínicas
odontológicas a manter pelo menos três planos de
saúde credenciados. A rejeição foi pedida
pelo relator, deputado Gean Loureiro (PMDB-SC).
Para ele,
não é papel do Estado obrigar entidades
privadas a manter planos de saúde. Segundo Loureiro, essa
interferência pode distorcer o mercado. Na opinião
dele, o poder público deve atuar na fiscalização
dos hospitais, clínicas e planos de saúde, evitando
abusos contra o consumidor.
“Não deve o Estado intervir no mercado definindo
a quem os agentes econômicos devem oferecer seus produtos
ou serviços, sob pena de causar danos irreparáveis às
suas finanças, podendo inclusive causar a falência
de empresas do ramo”, disse Loureiro.
Tramitação
A proposta
tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-559/2011
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Perondi,
Saraiva e Eleuses saem em defesa dos médicos
Em ofício encaminhado ao ministro da Justiça,
José Eduardo Cardozo, os presidentes da Comissão
de Seguridade Social e Família da Câmara, deputado
Saraiva Felipe (PMDB-MG), e da Frente Parlamentar da Saúde,
deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), além do vice-presidente
da Frente, Eleuses Paiva (DEM-SP), solicitaram a revisão
de decisão tomada pela Secretaria de Direito Econômico
(SDE), de condenar o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação
Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional
dos Médicos (Fenam) com fundamento na Lei de Defesa da
Concorrência. Os motivos alegados para a condenação
seriam a cobrança de taxas extras para procedimentos e
consultas, a punição de médicos que não
participassem de movimentos da categoria, e a orquestração
de descredenciamento em massa de profissionais junto aos planos
de saúde privados.
No ofício, os parlamentares alegam que as penalidades
impostas pelos citados procedimentos não foram revistas,
o que obrigou as entidades de classe a defenderem seus direitos
por intermédio de impetração de mandado
de segurança com pedido de liminar, concedido por Juiz
Federal da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária
de Brasília. Segundo explicaram Saraiva Felipe e Darcísio
Perondi, os efeitos da liminar foram revogados pelo Tribunal
Regional Federal da 1ª Região, o que, novamente,
exporá a AMB, o CFM e a Fenam às sanções
e penalidades que contrariam a livre iniciativa e as competências
constitucionais e legais dos órgãos regulamentadores
das profissões no Brasil.
Em nota,
subscrita pelos 27 conselhos regionais de medicina, o CFM se
defende
das acusações e declara que usará de
todos os instrumentos e recursos possíveis para reverter
a decisão do TRF, que “prejudica 347 mil médicos
brasileiros e cerca de 45 milhões de usuários dos
planos de saúde”.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Deputados
unidos por mais recursos para a saúde
Os presidentes
da Comissão de Seguridade Social e Família
da Câmara, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), e da Frente
Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), estão organizando uma sessão especial
da Comissão para o próximo dia 24 de agosto, às
10 horas. O objetivo é o debate exclusivo da regulamentação
da Emenda Constitucional 29, a Emenda da Saúde. Além
dos parlamentares, também estão sendo convidados
a participar da sessão lideranças de diversas entidades
nacionais ligadas ao setor de saúde.
A matéria foi definida pelas lideranças partidárias,
na última terça-feira, como principal prioridade
neste segundo semestre. Além disso, o líder do
PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, estaria decidido
a condicionar a votação de outras matérias à regulamentação
da EC 29, exatamente como fez na aprovação do Código
Florestal.
Saraiva Felipe
destaca que a regulamentação da
Emenda Constitucional 29 é uma questão suprapartidária. “O
processo de votação está maduro e há uma
adesão de todos os partidos nesse movimento. Há uma
convergência pela aprovação da matéria
e estamos sentindo que a sociedade quer se mobilizar, exigindo
que esse projeto, em tramitação há 11 anos,
seja aprovado na Câmara e as distorções na
saúde sejam corrigidas”, afirmou.
Darcísio Perondi lembra que resta apenas a votação
de um Destaque para a conclusão da regulamentação
da EC 29 na Câmara. “Todos os partidos já chegaram
a um consenso de que não há clima para a aprovação
de novos impostos. O acordo é para aprovar o Destaque
e derrubar a CSS (Contribuição Social da Saúde)”,
explicou o parlamentar gaúcho, que negocia com o presidente
da Câmara, Marco Maia, a realização de uma
Comissão Geral, no plenário da Casa, exclusivo
para a discussão da Emenda Constitucional 29.
A regulamentação da EC 29, além de dispor
sobre os valores mínimos a serem gastos anualmente em
saúde pela União, Estados e Municípios,
deixa claro o que são serviços e ações
de saúde e fecha todas as brechas para desvios de recursos
do setor. Após a votação na Câmara,
a matéria deverá ser apreciada novamente pela Casa
de origem, o Senado.
AGENDA
-
10 de Agosto – Dia
da Enfermeira
-
III Fórum Trabalho e Saúde - Saúde e
Precarização do Homem Que Trabalha
Local: UEL
- Universidade Estadual de Londrina
Data: 10
e 11 de Agosto de 2011
Informações: http://www.estudosdotrabalho.org/IIIFTS.html
-
Fundamentos Técnicos e Comercialização
em Saúde Suplementar
CQCS
Aprenda os
conceitos básicos e técnicos para comercialização
dos planos de saúde regulamentados pela Agência
Nacional de Saúde (ANS), com informações
sobre as principais características dos planos privados
de assistência à saúde e regras que orientam
a celebração e o cumprimento desses contratos.
Matriculas Abertas - Salvador/BA.
Matrículas até 06/08/2011.
Documentos:
Cópia
RG e CPF
Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª -
Das 18h30 às 21h45.
Investimento:
R$ 390,00 (á vista)
Local: Unidade
Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl
401.
Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal
A Tarde.
Contato: 71 3341 2688
Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2
-
Encontro ANS - Edição Sul
Já estão abertas as inscrições para
o Encontro ANS - Edição Sul
Operadoras
de planos de saúde, prestadores, centrais
sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem
fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição
Sul, uma oportunidade para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema.
O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em
Porto Alegre (RS).
Entre os
temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda
Regulátória da Agência Nacional de Saúde
Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde,
a resolução que trata do Envelhecimento Ativo,
a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.
As inscrições poderão ser feitas acessando
a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br,
entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011
Encontro
ANS – Edição
Sul
Hotel Embaixador
- Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto
Alegre/ RS.
16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS
- Encontro Paranaense da Saúde – 2011
Debater a
saúde sob os aspectos humanos, econômicos
e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense
da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na
sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba.
A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores,
advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços
de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde,
Direito e Administração.
A programação contempla palestras com integrantes
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e
da Confederação Nacional de Saúde (CNS).
Serão discutidos temas como assédio moral nas relações
de trabalho, diagnóstico econômico da saúde
no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço
da área. Está previsto ainda o lançamento
oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador
pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior
de Administração e Economia da Fundação
Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização
do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.
Promovido
pela Fehospar (Federação dos Hospitais
e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar
(Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar
(Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades
parceiras, o evento também marca as comemorações
pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário
do Sindipar. A programação completa do Encontro
Paranaense da Saúde 2011 está disponível
no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem
ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone
(41) 3254-1772. As vagas são limitadas.
- XXI Congresso Nacional das Santas Casas
AssPreviSite
Com a presença confirmada do ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde
e o meio ambiente
A Confederação das Santas Casas de Misericórdia,
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu
XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011,
em Brasília. Com o tema central “Saúde e
meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”,
o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem
impactar na Saúde do homem e quais estratégias
devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.
Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização
na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para
melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas
transformações ambientais. Além disso, com
tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo
a formulação de políticas públicas
que sejam adequadas à nova realidade, é preciso
debater, hoje, o futuro dos hospitais.
Para o presidente
da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira
Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe
em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos
um time de especialistas discutindo a participação
do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em
ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar
para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor
atendimento de nossos pacientes”.
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário
de Atenção à Saúde, Helvécio
Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional
de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso,
já confirmaram a presença.
O evento
conta com o patrocínio da Caixa Econômica
Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.
Para mais
informações e inscrições:
www.cmb.org.br/congresso.
-
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico
A relação médico-paciente sem caráter
consumista, a proposta de criação de testamento
vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício
ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão
debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante
o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina (CFM).
O encontro
promoverá discussões sobre a prática
médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a
esta prática – por exemplo, aqueles relacionados
ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”.
O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais
vertical das interações entre os médicos
e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais
das duas profissões são muito próximos”,
afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.
Inscrições
Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro
de Direito Médico. Pelo site é possível
fazer inscrição (gratuita), acessar a programação
do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os
internautas também terão acesso ao material da
1ª edição do evento, promovido em dezembro
de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.
2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho
Federal de Medicina
Data: 16 e 17 de agosto de 2011
Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA
Iinscrições:
Gratuitas e limitadas pelo link
http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão
Unidas / AssPreviSite
18 e 19 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades,
autoridades,
solução de problemas e negociação.
Metodologia
A metodologia
alterna exposição dialogada, exemplificações
voltadas para a realidade da administração pública
com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição,
conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem
e debates, de forma a favorecer a troca de experiências
e assimilação do conteúdo proposto. Também
alterna a realização de módulos em sala
de aula com períodos de aplicação junto às
equipes naturais.
Instrutor
Professor Peter M. Dostler
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 1º Hospital Management Summit
DCI
Setor hospitalar
se reúne para debate sobre gestão
De 22 a 24
de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos
de todo o País para o 1º Hospital Management Summit,
fórum de práticas, inovação e negócios
na gestão de hospitais. O evento é organizado pela
International Business Communications (IBC) e contará com
vários debates sobre a profissionalização
da gestão no setor hospitalar privado do País.
"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar
os recursos das instituições de saúde para
obter uma administração eficiente, financeiramente
sustentável e que atenda a todas as exigências de
um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica
Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada
nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem
tais objetivos", afirma Yvelise.
Ao longo
dos três dias do encontro os executivos poderão
conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas
na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos
em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão,
qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências
serão alguns dos temas abordados.
O Hospital
Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare,
3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide,
DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações
no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.
- Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Unidas / AssPreviSite
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
25 e 26 de Agosto de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
Dr Leonardo
Pereira Florêncio
Público
Alvo
Diretores,
Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores
profissionais de todas as áreas da organização.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html