08-08-11

 

Leia nesta edição:

- Presidente da Fiocruz explicará expansão do órgão

- Debate sobre a crise mundial é o destaque do Plenário

- Super anticorpos contra a gripe

- As novas regras para a saúde

- Guerra de patentes ameaça genéricos

- Custo de boleto não pode ser repassado

- Bactéria rara identificada no Estado

- Medicamentos

- Prateleira vazia

- Vírus de doença semelhante à dengue é identificado pela 1ª vez no Brasil

- Cartilha do Ministério da Saúde orientará atendimento a queimados

- A saga dos remédios

- Médico de Dilma, Kalil é novo titular de cardiologia

- Comissão rejeita obrigação de clínicas manterem três planos de saúde

- Perondi, Saraiva e Eleuses saem em defesa dos médicos

- Deputados unidos por mais recursos para a saúde

Segunda-feira, 08.08.11

Agência Câmara de Notícias

Presidente da Fiocruz explicará expansão do órgão

A Comissão de Seguridade Social e Família ouvirá nesta terça-feira (9) o presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha. Os parlamentares querem obter informações sobre a implantação das diretorias regionais da Fiocruz no Distrito Federal e em outros estados.

O deputado Darcisio Perondi (PMDB-RS), que sugeriu o debate, assinalou que é preciso discutir a atuação da fundação no processo de desenvolvimento da saúde pública no Brasil, especialmente na produção de vacinas e medicamentos e no desenvolvimento de ensino e pesquisa.

A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 7.

Agência Câmara de Notícias

Debate sobre a crise mundial é o destaque do Plenário

Marco Maia apresenta nesta terça-feira o calendário de votações para os próximos dois meses.

Por Eduardo Piovesan / Edição: João Pitella Junior

A sessão de debates sobre a crise internacional é o destaque do Plenário nesta semana. A pauta das sessões ordinárias está trancada por quatro medidas provisórias e por um projeto de lei em regime de urgência constitucional com prazo de tramitação vencido — o PL 1209/11, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Marcada para as 15 horas de terça-feira (9), a comissão geral contará com a presença dos ministros da equipe econômica, que explicarão as medidas do governo para conter o impacto, no Brasil, da crise fiscal dos Estados Unidos e da Europa. Eles também deverão falar sobre a nova política industrial anunciada no dia 2.

São esperados o ministro da Fazenda, Guido Mantega; da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel; além de convidados indicados pelos partidos.

Agenda do semestre

Também na terça-feira, na reunião do Colégio de Líderes, o presidente Marco Maia irá propor um calendário de votações para os próximos dois meses, incluindo matérias sugeridas pelos partidos.

Entre as mais polêmicas, estão o segundo turno da proposta de emenda à Constituição que define o piso nacional dos policiais e bombeiros (PECs 446/09 e 300/08) e a regulamentação de recursos para a saúde previstos na Emenda Constitucional 29 (PLP 306/08).

Relatório conjunto

Com a pauta trancada por medidas provisórias, essas e outras propostas somente podem ser votadas em sessões extraordinárias. Entretanto, atualmente esse tipo de sessão também tem a pauta trancada pelo PL 1209/11, do Executivo, que cria o Pronatec.

Os relatores do projeto nas várias comissões em que tramita pretendem apresentar um relatório conjunto e estimam a votação no Plenário para o dia 17 de agosto. O programa prevê oferta de bolsas para estudantes do ensino técnico de nível médio e expansão das vagas em escolas públicas, entre outras medidas.

Etanol

Primeira que tranca a pauta das sessões ordinárias, a MP 532/11 atribui à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a fiscalização e a regulamentação do setor produtivo do etanol, antes considerado um subproduto agrícola.

Ela também reduz o percentual mínimo de álcool que pode ser adicionado à gasolina (de 20% para 18%), com o objetivo de diminuir o impacto direto do preço do etanol no combustível fóssil.

Veja as outras MPs que trancam as sessões ordinárias:

- 533/11: autoriza a União a repassar recursos aos municípios e ao Distrito Federal para manter novas escolas públicas de educação infantil não contempladas pelo Fundeb;

- 534/11: concede incentivos fiscais para a produção no Brasil dos computadores portáteis conhecidos como tablets;

- 535/11: institui o Programa de Apoio à Conservação Ambiental, para transferir recursos federais a famílias em situação de extrema pobreza que realizarem atividades de preservação da natureza no meio rural.

Isto é

Super anticorpos contra a gripe

Cientistas descobrem aliados para combater os principais tipos de vírus responsáveis pela doença

Por Rachel Costa

Reconhecido por sua grande capacidade de mutação, o vírus da gripe, o Influenza, sempre desafiou os cientistas a criar métodos mais eficazes para contê-lo. Sua supremacia, porém, está agora ameaçada pela descoberta de anticorpos capazes de agir em partes mais estáveis do vírus, que não conseguem mudar com tanta agilidade. Os achados foram anunciados nas últimas semanas por cientistas dos Estados Unidos e da Suíça. São os anticorpos FI6 e CR8020 – ambos provenientes de seres humanos, mas presentes apenas em uma parcela da população. O FI6 foi divulgado como o primeiro anticorpo capaz de atacar os 16 subtipos do Influenza A – responsável por quase todas as epidemias. Já o CR8020 em combinação com outro anticorpo, o CR6261, descoberto em 2009, deve ter ação semelhante à do FI6.

Nenhum dos métodos foi testado em humanos, mas as perspectivas são boas. Em especial para casos graves de infecção por Influenza A, como a gripe aviária (causada pelo vírus H5N1) ou a gripe suína (provocada pelo H1N1). “Em ratos, o FI6 mostrou-se capaz de neutralizar o vírus, limitar seu crescimento e atacar as células infectadas”, disse à ISTOÉ Antonio Lanzavecchia, diretor do Instituto para a Pesquisa em Biomedicina, da Suíça, e autor do trabalho.

O segredo dessas novas terapias está no modo como agem sobre o organismo. Os anticorpos em questão atacam uma parte estável da hemoglutinina, proteína presente no exterior da cápsula viral e responsável por ligar o vírus às células. Esse trecho sobre o qual agem sofre pouquíssimas mutações e é comum a vários tipos de Influenza.

Espera-se que a terapia seja usada tanto para tratar infectados graves quanto para, em momentos de epidemia, medicar a população. “Mas seria uma imunização temporária, pois simplesmente seria dado um anticorpo pronto para combater o vírus”, explica o médico Ralcyon Teixeira, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. “O corpo não vai aprender a produzir essa proteção.” Para Damian Ekiert, um dos responsáveis pela descoberta do anticorpo CR8020, mais opções de combate à doença dão mais segurança. “As vacinas atuais não são 100% efetivas”, disse à ISTOÉ. “Pode haver falhas, particularmente em pessoas idosas, imunodeprimidos e crianças pequenas.”

Outro pesquisador do tema, o cien­tista Darren Miller, da Universidade de Adelaide, na Austrália, vê uma dificuldade nesse tipo de terapia: obter os anticorpos em grandes quantidades no caso de uma epidemia. “Produzi-los e administrá-los em escala global é complicado”, falou à ISTOÉ. Por isso, um dos planos da equipe de Lanzavecchia é formular uma vacina capaz de fazer o próprio corpo produzir o anticorpo FI6.

Isto é

As novas regras para a saúde

Medidas anunciadas pelo governo beneficiam usuários de planos médicos. Saiba quais foram as principais mudanças e os cuidados que você deve tomar para não correr riscos

Por Adriana Nicacio e Monique Oliveira

O Brasil tem 45,6 milhões de beneficiários de planos privados de saúde, quase a população da Espanha. O número colossal é acompanhado por elevados índices de queixa dos usuários. Só no mês de abril (período mais recente com dados disponíveis), 43,12% das operadoras de médio porte tiveram reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar.

A boa notícia é que o País vem avançando na regulação. Na última semana, a ANS ampliou a cobertura obrigatória em cerca de 60 novos procedimentos, aprovou medidas que facilitam a portabilidade e divulgou um índice máximo de reajuste, fixado em 7,69%. Segundo especialistas, a tendência é o aumento da proteção do usuário. “Mesmo que o tratamento não esteja previsto na cobertura obrigatória, o paciente pode recorrer à Justiça caso se sinta lesado”, diz Melissa Areal Pires, advogada especializada em saúde.

Folha de São Paulo

Guerra de patentes ameaça genéricos

Por Carolina Matos

De acordo com associação de indústrias do setor, laboratórios tentam, com liminares, protelar proteção e ganhos

Com impasses judiciais, segmento deixou de comercializar pelo menos R$ 300 milhões no 1º semestre de 2011

Uma guerra de liminares envolvendo pedidos de prorrogação de patentes de medicamentos e direitos sobre substâncias não patenteadas no Brasil pesou no faturamento do setor no primeiro semestre deste ano.

E na avaliação de Odnir Finotti, presidente da Pró Genéricos, associação das indústrias do segmento, a disputa "ameaça todo o programa de genéricos do país".

Embora as vendas desses medicamentos tenham crescido no mercado doméstico nos primeiros seis meses do ano (veja quadro), a expansão teve ritmo menor que no primeiro semestre de 2010.

A estimativa é que tenham deixado de ser comercializados R$ 300 milhões em genéricos retirados das prateleiras por impasses judiciais.

De acordo com a Pró Genéricos, laboratórios que produzem os chamados medicamentos de referência (não genéricos) aumentaram os investimentos em processos judiciais para ter direitos sobre substâncias que movimentam centenas de milhões de reais em vendas no país.

São produtos mais modernos -com maior eficácia ou menos efeitos colaterais- sem patente no Brasil ou cuja exclusividade (até 20 anos) começou a vencer principalmente a partir de 2009.

Somente em 2011 e 2012, está prevista a expiração de patentes de dez substâncias para tratamento de doenças importantes, como leucemia, pressão alta e Aids.

"Em um dos processos, o laboratório solicita os direitos sobre a formulação de uma substância que não tem patente no país", diz Finotti.

O argumento é que, sem um componente que pertence ao laboratório, a produção é inviável. "É uma argumentação perigosa, que põe em risco o programa de genéricos brasileiro", afirma.

Esse caso envolve a substância Rosuvastatina, para controle de colesterol, e se arrasta desde setembro de 2010.

Descontinuidade

A Pró Genéricos diz que ainda não houve, no Brasil, caso de ganho definitivo de causa para os laboratórios que moveram essas ações.

Mas ressalta que, em meio aos impasses, até que as questões sejam julgadas em última instância, liminares suspendem a comercialização dos genéricos, mesmo que temporariamente, o que prejudica os consumidores.

"São medicamentos de uso controlado, cujo genérico custa até metade do preço. Muitas vezes, o consumidor não consegue manter o tratamento com o remédio de marca", diz Finotti.

Um dos casos em que a venda de genéricos está suspensa no momento é o da substância Escitalopram (o medicamento de referência é o Lexapro), para o tratamento de depressão.

A proibição veio em junho deste ano. Em março, quando o genérico entrou no mercado, a venda da substância saltou de 104 mil caixas para 185 mil. Após a suspensão do genérico, voltou para o nível inicial (105 mil caixas).

A diferença de preço ajuda a explicar esse movimento. A caixa do Lexapro é vendida a R$ 166, enquanto a do genérico custa R$ 84.

Hoje, os genéricos representam 23,7% da venda total de remédios no país, que está em nono lugar no ranking mundial de participação desses medicamentos no mercado. A Dinamarca está em primeiro (83%), seguida da Polônia (70%).

Em unidades, vendas crescem em ritmo menor

As vendas de genéricos no Brasil, em unidades, foram 32,5% maiores no primeiro semestre que no mesmo período de 2010.

A expansão foi menor que a de 34,1% registrada nos primeiros seis meses do ano passado, em relação ao mesmo período de 2009.

Mas, de acordo com a Pró Genéricos, foi o segundo melhor desempenho semestral desde 2003.

Em valor, o segmento movimentou R$ 3,8 bilhões no primeiro semestre de 2011: 39,2% mais que de janeiro a junho de 2010.

No primeiro semestre do ano passado, o aumento havia sido um pouco menor, 38,1%, para R$ 2,8 bilhões.

Durante o ano passado, o setor comercializou 444,3 milhões de unidades, movimentando R$ 6,2 bilhões.

Legislação não evita "pontos de dúvida", afirma Interfarma

A Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que representa 43 laboratórios no Brasil -ou 60% do mercado-, diz que as legislações brasileira e mundial sobre patentes não evitam "pontos de dúvida".

E destaca que, sobre esses pontos, são estabelecidas disputas jurídicas e comerciais.

"Alguns tentam interpretar a lei para chegar antes ao mercado de genéricos, e outros tentam manter a patente que garante os direitos sobre substâncias desenvolvidas após tanto investimento", afirma Antônio Britto, presidente-executivo.

Britto destaca também que, no mundo todo, o mercado farmacêutico passa por uma "convergência".

Nesse processo, empresas que só produziam medicamentos de referência buscam entrar no mercado de genéricos, enquanto companhias só de genéricos procuram também patentear novas substâncias ou aperfeiçoar descobertas.

Já a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitá- ria) concorda com a afirmação da Pró Genéricos de que o programa brasileiro do setor está em risco.

"A situação gera instabilidade para o setor produtivo, pois a indústria de genéricos fica receosa de investir e lançar produtos, que são mais baratos, mas podem acabar retirados do mercado por força de liminares," diz Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa.

Como estratégia para mudar esse cenário, a Anvisa destaca que tem aumentado os registros de genéricos para comercialização -foram 88% maiores no primeiro semestre deste ano que no mesmo período de 2010.

Além disso, de acordo com Barbano, o Ministério da Saúde estuda apresentar ao Judiciário um relatório para alertar sobre "o prejuízo gerado" pelos impasses.

Valor Online

Custo de boleto não pode ser repassado

Por Maíra Magro

A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a julgar na semana passada, com quatro votos contrários às instituições financeiras, um processo envolvendo a cobrança pelo serviço de emissão de boleto bancário. Trata-se de uma ação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra o Dibens, braço de leasing do Itaú Unibanco. O MP questiona a cobrança de R$ 3,99 por boleto emitido para pagamento, pelo consumidor, das prestações de financiamento. Essa regra valeu até 2008, quando uma resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) proibiu a cobrança.

O Ministério Público entrou na Justiça pedindo a devolução, em dobro, dos valores cobrados em contratos feitos até essa data. Os promotores argumentaram que a cobrança seria abusiva, pois o banco estaria passando seus próprios custos ao consumidor.

A defesa do Itaú Unibanco argumentou, em juízo, que a cobrança estaria autorizada até 2008. O fato de a CVM ter precisado publicar uma resolução, alterando a norma anterior, indicaria a permissão de cobrança até então. O banco ressalta que a cobrança só era feita para pagamento em outros bancos.

Mas a relatora do caso, Nancy Andrighi, entendeu que a prática "importa em enriquecimento sem causa e vantagem exagerada das instituições financeiras em detrimento do consumidor" - violando o artigo 51, inciso 4º, do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O entendimento foi seguido em outros três votos, e o julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Villas Bôas Cueva, o único que falta votar.

Mas uma questão não foi analisada pela turma: o pedido da devolução em dobro. O Itaú Unibanco argumentou que essa exigência só poderia ocorrer quando for constatada má-fé - o que, sustenta, não seria o caso. Como a decisão de segunda instância não tratou expressamente disso, o STJ também não chegou a analisá-la.

O diretor jurídico do Itaú Unibanco, José Virgílio Vita, informou que o banco já tem um plano de devolução dos valores cobrados antes de 2008. Ele afirma que, dos cerca de R$ 50 milhões cobrados durante o período em todo o país, cerca de R$ 30 milhões já foram devolvidos. Segundo ele, a devolução é feita automaticamente, ao término do contrato, ou antes, a pedido do consumidor. "O que questionamos é o pedido de devolução em dobro", diz Vita. "O banco não cobrou de má-fé."

Extra Online

Bactéria rara identificada no Estado

(Renato Grandelle - Extra Online)

Micro-organismo causa a febre Q, doença pouco conhecida que, se não tratada no início, pode ser fatal

Uma doença praticamente desconhecida no país, embora existente por aqui há mais de 60 anos, foi identificada pela primeira vez no Rio por análise molecular, num trabalho conduzido pela Fiocruz.

Transmitida pela bactéria CoxkUa burnettii, a febre Q, de tão resistente, é considerada um agente de bioterrorismo classe B, a segunda mais grave. Ainda assim, permanece anónima por aqui, o que não ajuda em nada os pacientes.

Se a doença é identificada em estágio inicial, o tratamento é rápido, barato e se restringe a antibióticos. Numa fase mais avançada, no entanto, suas vítimas dependem de remédios por cerca de dois anos, e, ainda assim, correm risco de vida.

Até a pesquisa da Fiocruz, a febre Q era identificada apenas por teste sorológico — um exame que detecta anticorpos, mas sem dar certeza sobre a presença da Coxiella. Mesmo este método mais primitivo, no entanto, é pouco adotado. Rio, São Paulo e Minas Gerais são os únicos estados com centros de pesquisa sobre a febre Q. Como ela não tem notificação obrigatória, inexistem estatísticas sobre sua ocorrência.

— Adotamos, no Brasil, a tranquilidade dos inocentes: se ninguém suspeita da doença, é como se ela não existisse — lamenta Elba Lemos, chefe do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz, orientadora do trabalho que culminou na análise molecular.

Ainda segundo Elba, a febre Q é uma doença ocupacional — atinge principalmente os profissionais que têm contato direto com produtos dos animais infectados, como o muco vaginal, leite, fezes ou urina. Mas o vento e os carrapatos encarregam-se de levar a bactéria para longe, por até dois quilômetros.

Em mais de 90% dos casos, a febre Q não provoca grandes transtornos no organismo humano. Nada mais grave do que uma febre baixa (de até 38 graus Celsius) e um mal-estar qué se prolonga por cerca de duas semanas. A bactéria pode também ficar latente por anos, como ocorre com a toxoplasmose. E, em caso de baixa do sistema de defesa, Coxiella entra em ação.

—A partir daí, qualquer órgão ou tecido pode ser prejudicado — alerta a pesquisadora. — Entre os sintomas estão pneumonia grave, que se arrasta por mais de um mês; hepatite e até complicações no sistema nervoso.

Proprietário que souber que seus animais estão infectados deve isolá-los para tratamento ou submetê-los à eutanásia, orientados por veterinário.

O Dia Online

Medicamentos - Prateleira vazia

Por Fernanda Alves

Idosos e deficientes sofrem com a falta de remédios e fraldas nas farmácias populares

Criadas para oferecer remédios por R$ 1, as farmácias populares do governo estadual viraram dor de cabeça para deficientes e idosos. Diversos medicamentos estão em falta e as fraldas geriátricas se tornaram artigos de luxo. Enquanto isso, a população gasta até 20 vezes mais nos produtos em drogarias comuns. A ‘Blitz do Dia’ percorreu cinco unidades no Rio e na Baixada e constatou problemas em todas. A única em que havia fraldas tinha só de um tamanho.

A professora Fátima Pinto, 54 anos, acordou cedo e foi à Farmácia Popular de Campo Grande tentar de novo comprar fraldas, o que ela tenta fazer há 20 dias. Deu com a cara na porta: “Mais uma vez vou ter que tirar dinheiro da comida para comprar em uma farmácia normal”. Ela gastou R$ 12 em pacote com 8 fraldas, quando na popular ela leva 48 pelo mesmo valor.

Em São João de Meriti, a situação é pior. Além de fraldas, faltam pelo menos 14 remédios. A aposentada Maria Angélica Sousa, 52 anos, tentou, em vão, comprar paracetamol, o analgésico mais receitado pelos médicos. “Minha mãe, de 92 anos, recebe um salário mínimo. Desse total, às vezes gastamos R$ 200 por mês só com as fraldas”.

Na Pavuna, uma lista avisa os 13 remédios — dos 56 do programa — que estão indisponíveis. A aposentada Benvinda Bastos da Costa, 62 anos, que sofre de hemorragia, não conseguiu comprar fraldas: “Uso oito por dia, o que vem em um pacote. Não tenho condições de comprar todo dia. Remédio eu até tentei comprar aqui, mas como nunca encontro, desisti”.

A farmácia de Bangu foi a única onde havia fraldas, mas só as G. Lá, no entanto, faltavam 10 remédios.

Gasto maior nos hospitais

Coordenador da Câmara Técnica de Geriatria do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Salo Buksman destaca o perigo da escassez de remédios: “É muito grave. São medicações essenciais para manter o equilíbrio da saúde do idoso”. Segundo ele, um idoso que deixe de tomar o Captopril por mais de cinco dias pode morrer. O remédio que regula a pressão estava em falta na Ilha do Governador.

Para o médico, a economia do estado com remédios para a farmácia popular pode resultar em um gasto maior nos hospitais. “Quando o idoso não mantém a regularidade da pressão com remédios pode passar mal e ser internado. E colocar fralda M em quem usa G, por exemplo, pode causar ferimentos e edemas”.

Estado culpa fornecedora

O subsecretário executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Maurício Passos, prometeu, em nota, que até segunda-feira todos os medicamentos estarão disponíveis nas farmácias populares. Segundo ele, há 11 remédios em falta.

O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, afirma que comprará fraldas emergencialmente para abastecer unidades por um mês. Neste período, a venda será limitada a oito pacotes, suficiente para 10 dias.

A gestão das farmácias irá para o Instituto Vital Brazil e existe projeto de parceria com o programa ‘Aqui Tem Farmácia Popular’, do Ministério da Saúdem, em convênio com a rede privada de drogarias. A secretaria alega que o desabastecimento é culpa da fornecedora, Vidafarma, que atrasou entregas. Foi aberto processo para puni-la.

Para usar a farmácia popular do estado, pessoas a partir de 60 anos e deficientes devem se cadastrar na unidade mais perto de casa com identidade, CPF e comprovante de residência.

O Estado de São Paulo

Vírus de doença semelhante à dengue é identificado pela 1ª vez no Brasil

Por Alexandre Gonçalves

No Pantanal, cavalos tinham anticorpos para o vírus da febre do Nilo Ocidental, apontam pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz e da USP; forma mais grave da doença compromete o sistema nervoso central, mas ainda não há registro em humanos no País

Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz) identificaram, pela primeira vez no País, o vírus da febre do Nilo Ocidental. A descoberta ocorreu no Pantanal: cinco cavalos possuíam anticorpos contra o vírus, prova de que já sofreram infecções.

Em 1999, a febre do Nilo Ocidental chegou à América, causando dezenas de mortes nos Estados Unidos. Houve vários casos nas imediações do Central Park, em Nova York. Desde então, vem descendo o continente. Na Colômbia, na Venezuela e na Argentina também foram diagnosticados casos em cavalos e aves.

Diversas espécies de mosquitos são capazes de transmitir o vírus. Pássaros e répteis - como crocodilos e aligatores - desenvolvem a doença e infectam os insetos. Mamíferos - como humanos e equinos - são hospedeiros finais: podem adoecer, mas não são capazes de infectar o mosquito e reiniciar o ciclo.

Os pesquisadores do IOC investigaram amostras de sangue de 168 cavalos e 30 jacarés da região de Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul. Também capturaram 1.204 mosquitos de 10 espécies diferentes. Análises bioquímicas procuraram identificar anticorpos contra o vírus nos répteis e equinos. Só cinco cavalos tiveram resultado positivo. Nenhum jacaré havia sido infectado. Os mosquitos investigados também não carregavam o vírus.

O veterinário Alex Pauvolid-Corrêa, principal autor do estudo, explica que não é possível saber ainda quais espécies de insetos poderiam servir como vetores eficazes da doença no País. Os cientistas já iniciaram um estudo mais abrangente, capturando uma amostra maior de mosquitos. "As análises dessas novas amostras estão em andamento", afirma Corrêa, que realiza seu doutorado no IOC e nos Centros para o Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), nos Estados Unidos.

O artigo com a descoberta foi publicado na revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. O virologista Hermann Schatzmayr, que morreu no ano passado, participou do estudo. Ele teve papel fundamental na erradicação da varíola no País.

Em paralelo. O Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da USP também procura indícios de atividade do vírus da febre do Nilo Ocidental no País.

A pesquisadora Tatiana Lopes Ometto iniciou um doutorado em 2008 cujo tema é o monitoramento do vírus em equinos e aves. E já obteve resultados semelhantes aos do grupo do IOC. "Analisamos 1.156 amostras de sangue - 678 de equinos e 478 de aves - obtidas em Nova Brasilândia (a 190 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso)", recorda Tatiana. "Confirmamos a presença de anticorpos contra o vírus em quatro equinos."

Os animais eram nativos da região - uma zona de transição do Cerrado para o Pantanal. Portanto, não poderiam ser casos importados. O trabalho deve ser publicado até o fim do ano em uma revista científica internacional.

Gravidade. Muitas vezes, em humanos, a infecção é assintomática. Em outros casos, os sintomas são parecidos com os da dengue: febre, dores no corpo e náusea. Algumas pessoas, no entanto, evoluem para formas mais sérias da doença, com comprometimento do sistema nervoso central. Em 1996, uma epidemia na Romênia apresentou um número excepcionalmente grande de quadros graves. Dos 393 pacientes diagnosticados, 352 desenvolveram inflamação do cérebro. Cerca de 10% morreram.

Sábado, 06.08.11

O Estado de São Paulo

Cartilha do Ministério da Saúde orientará atendimento a queimados

Documento preparado pelo Conselho Federal de Medicina traz regras básicas para profissionais dos serviços de emergência e urgência de hospitais e postos e estará disponível na internet; portaria deve criar o Samu Especializado, com pagamento diferenciado

Por Lígia Formenti

O Ministério da Saúde vai adotar uma espécie de cartilha para atendimento de vítimas de queimaduras. O documento, com regras básicas para médicos dos serviços de urgência e emergência, foi preparado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para tentar suprir as dificuldades enfrentadas por profissionais nessa área.

"Muitos médicos não têm familiaridade com o que deve ser feito. A ideia foi fazer um manual simples, destinado tanto para o profissional do posto quanto para aquele no hospital", disse o coordenador da Câmara Técnica do CFM, Antonio Pinheiro.

O documento foi apresentado em julho ao ministério. O secretário de Assistência à Saúde, Helvécio Magalhães, afirmou que, após algumas alterações, o material será incorporado a uma portaria que regula o atendimento à queimadura. "A partir de então, as novas regras deverão ser seguidas", resumiu. O material também servirá de base para treinamento permanente oferecido pela pasta aos profissionais.

Magalhães reconhece que muitos profissionais têm a falsa ideia de que só serviços especializados têm de dominar as técnicas de atendimento a pacientes com queimadura. "As próprias faculdades não dão atenção merecida ao assunto. Daí a necessidade da educação permanente", disse Magalhães.

A ideia é reforçar o conhecimento em várias áreas. Uma portaria deverá ser lançada para criar o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu) Especializado - com pagamento diferenciado pelos atendimentos.

Para se encaixar nessa categoria, serviços terão de capacitar profissionais para atender a ocorrências comuns, mas muitas vezes esquecida pelas universidades, como o socorro a vítimas de picadas de cobras e escorpiões, envenenamento e a própria queimadura.

Utilidade. O responsável pelo serviço de queimadura do Hospital das Clínicas de São Paulo, David Gomez, disse que a cartilha pode ser um instrumento útil para alguns profissionais. "A qualidade do atendimento varia muito no País: há serviços de ótima qualidade e outros onde há grande desconhecimento", disse.

Em alguns casos, a falta de domínio da técnica pode custar a vida do paciente. "A grande queimadura é o pior trauma que o organismo pode sofrer. Ele perde líquido, fica exposto a infecções. O ideal é que ele receba o tratamento adequado e logo seja encaminhado para um serviço especializado", afirmou Gomez.

Mesmo no caso de queimaduras mais leves, o atendimento adequado é indispensável. "Ele evita comprometimentos mais sérios. Uma queimadura na mão tratada de forma inadequada pode comprometer o movimento para o resto da vida", disse o coordenador da Unidade de Queimadura da Santa Casa de Limeira (SP), Flávio Nadruz.

"A cartilha ajuda o médico a rapidamente identificar a gravidade e mostra os cuidados para cada tipo de ferimento. Os procedimentos são diferentes, por exemplo, no caso de acidente com água e com eletricidade", explica. Também mostra como limpar os ferimentos, que muitas vezes chegam ao hospital cobertos de pomadas ou até pasta de dente. "O próprio paciente ou pessoas próximas tomam esse tipo de atitude, que prejudica o tratamento", relata Pinheiro.

Além dos profissionais do serviço público, a cartilha ficará disponível no site do CFM, a partir da próxima semana. "Ela tem linguagem simples, os medicamentos indicados para uso são de fácil acesso. Isso permite que profissionais de todo o País consigam prestar atendimento adequado, seja para o paciente depois voltar para casa ou, em casos mais graves, ser encaminhado a um centro de referência."

Correio Braziliense

A saga dos remédios

Para que um medicamento chegue às mãos do consumidor, o processo leva pelo menos 18 anos, desde os primeiros estudos nos laboratórios até as fases de teste e aprovação. O custo pode chegar a quase US$ 300 milhões, dependendo da droga

Por Carolina Cotta

Boston — A julgar pela oferta nas farmácias, há medicamentos para quase tudo. Dos mais “inofensivos”, vendidos sem receita, às pílulas de siglas quase impronunciáveis. O preço, via de regra, é diretamente proporcional à exclusividade da fórmula no mercado e, claro, ao tempo que levou para chegar a ser comercializada. Uma pode até ser mais rápida que a outra, mas geralmente o paciente pode sentar e esperar: o tempo médio para um medicamento chegar à sua mão é de pelo menos 18 anos para as drogas mais elaboradas e de seis se for um antiviral daqueles que um governo faria qualquer coisa para obter.

É a saga dos remédios: um longo e caro caminho que passa pela necessidade, pela descoberta, pelos testes e pela aprovação.

Dependendo da molécula que está sendo analisada, para se transformar numa potente droga capaz de curar uma trombose ou minimizar os efeitos do diabetes sobre o organismo, por exemplo, um laboratório pode chegar a investir algo em torno de US$ 300 milhões (cerca de R$ 460 milhões).

Sempre foi assim, mas terá que ser diferente no futuro. Kenneth Kaitin, diretor do Centro de Estudo e Desenvolvimento de Medicamentos da Tufts University, de Boston, nos Estados Unidos, alerta que o tempo é de desafios: nesse mercado extremamente competitivo, as patentes de alguns produtos de alta renda estão vencendo, o que tira do laboratório desenvolvedor a exclusividade de comercialização da fórmula. Só em 2011, a indústria farmacêutica americana está perdendo US$ 44 bilhões. Exemplo disso é o Lipitol, revolucionário medicamento do laboratório Pfizer para baixar o colesterol. Com o vencimento de sua patente, haverá uma perda representativa de US$ 12 bilhões. Isso tudo sem falar nos obstáculos para a regulamentação e no fato de somente três de cada 10 medicamentos cobrirem os custos de suas pesquisas.

Os prazos das patentes, claro, sempre venceram. A diferença, segundo Kaitin, é que agora as empresas não têm drogas tão fortes para substituir as que estão com a exclusividade acabando. E não é falta de investimento. “O problema é o número de aprovações, que hoje não é suficiente para gerar renda e sustentar o desenvolvimento de novas drogas”, alega. As autorizações diminuíram consideravelmente no ano passado. As gigantes Merck, Pfizer e Lilly tiveram aprovação zero em 2010. “Os laboratórios culpam a agência reguladora americana, mas acho que a indústria não desenvolveu um processo eficientes para desenvolver novos medicamentos”, opina o diretor da Tufts.

O grupo de Kaitin age para apresentar informações estratégicas tanto aos desenvolvedores quanto aos órgãos reguladores, como a norte-americana Food and Drug Administration (FDA), o que no Brasil corresponde à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ideia é fomentar o ambiente de inovação terapêutica e, consequentemente, favorecer a pesquisa básica: a fonte das descobertas

“É preciso aumentar a velocidade de desenvolvimento de novos medicamentos para diminuir custos e riscos”, defende. Parceria é a palavra de ordem nesse cenário. Grandes laboratórios, como Pfizer, Novartis, Genzyme, Sanofi e Janssen, correm para reinventar e agilizar seus processos de pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. A maioria passa por alianças com grandes universidades.

Na longa saga de um medicamento, ainda será preciso esperar muito para ver os resultados.

Três perguntas para

Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da USP, diretor do laboratório de imunologia do Instituto do Coração (Incor) e diretor do Instituto Butantan

O Brasil tem muita pesquisa básica, mas apenas cerca de 300 patentes, contra mais de 45 mil dos Estados Unidos. Por que o processo é tão complicado por aqui?

Trata-se de um problema cultural, de base. Nos EUA, ao se descobrir algo, pede-se uma patente. No Brasil, não temos essa cultura, nem estamos preparados para isso. A Lei das Patentes veio só em 1996. Não há estrutura de patentes em todos os institutos de pesquisa. O pesquisador quer publicar logo o seu trabalho e demora para conseguir a patente, em um longo e burocratizado processo. Nossa pesquisa básica cresceu muito, proporcionalmente à de outros países. Há 20 anos, era menos de 0,5%, e hoje estamos chegando a 3%. Não há, entretanto, contrapartida no número de patentes para ganharmos em competição internacional. E não adianta só fazer a patente. O grande problema é licenciar para alguém desenvolver.

O desenvolvimento de novos medicamentos nos países de primeiro mundo é feito em esfera industrial e, no Brasil, em nível universitário. O que é necessário para atuarmos mais?

As empresas brasileiras são de cópia. Copiam genéricos, aquilo que já existe no exterior. Só mais recentemente começaram a investir em inovação. Os produtos vendidos pela indústria brasileira são commodities. Um único produto de patente de uma multinacional vende cinco vezes o que vende toda uma indústria nacional grande. Existe muito valor agregado quando há propriedade intelectual por trás e os outros laboratórios não podem comercializar. Precisamos fazer com que nossa pesquisa se transforme em patentes e facilitar que as indústrias as absorvam.

Qual é o impacto de a grande indústria farmacêutica estar comprando nossos laboratórios de genéricos?

Acho muito perigoso. Nossa chance de desenvolver medicamentos novos era que a indústria de genéricos se capitalizasse e fizesse investimentos em pesquisa. Com isso, vamos matar esse mercado incipiente. Apesar de o fato de fazer genéricos não ser inovação, seria o princípio para um desenvolvimento de ponta.

Caminho tortuoso

* Pesquisa básica

* Descoberta

* Estudos pré-clínicos — apresentação da proposta de estudo clínico ao órgão regulador

* Estudos clínicos

Estudos pré-clínicos

Tudo começa em centros de pesquisa, com a descoberta de uma substância ou molécula. Se seu potencial terapêutico for confirmado em experimentos in vitro, na sequência, ela pode ser testada em animais. Essa fase dá informações iniciais sobre a eficiência e a segurança da substância/molécula em teste. Mais de 90% do que é testado nessa fase é eliminado, por não demonstrar atividade farmacológica/terapêutica suficiente ou por ser muito tóxico aos humanos.

Fase 1

Número de envolvidos: de 20 a 100 voluntários sadios

Período: aproximadamente 1 ano

O primeiro estudo em humanos é feito em pequenos grupos de voluntários sem a doença para a qual está sendo testado. São avaliadas diferentes vias de administração e doses, e feitos testes iniciais de segurança e de interação com outras drogas ou álcool. Nessa fase, já é possível apontar a maior dose tolerável, a menor dose efetiva, a relação dose/efeito, a duração do efeito, os efeitos colaterais e as etapas do medicamento no organismo, da administração à excreção.

Fase 2

Número de envolvidos: centenas de pacientes com a doença

Período: aproximadamente 2 anos

No estudo terapêutico piloto, são feitos os primeiros testes controlados, já em pacientes com a doença ou com condições patológicas. O objetivo é obter mais dados de segurança, a curto e médio prazos, e começar a avaliar eficácia, diferentes dosagens e indicações do novo medicamento, assim como a velocidade com a qual a substância se torna ativa no organismo e a equivalência biológica esperada de duas preparações diferentes do medicamento.

Fase 3

Número de envolvidos: milhares de pacientes com a doença

Período: de 2 a 4 anos

Os estudos terapêuticos ampliados feitos em vários centros internacionais permitem um teste em larga escala e em diferentes populações. O objetivo é determinar o risco/benefício e o valor terapêutico, reunindo mais dados sobre segurança, eficácia e interação com outras drogas. São estabelecidas as indicações, as doses, a via de administração, as contraindicações, os efeitos colaterais e as medidas de precaução, tudo o que vai na bula. Também é demonstrada a vantagem terapêutica em relação a outro medicamento.

Fase 4

Número de envolvidos: milhares de consumidores do novo medicamento

Período: indefinido

Pesquisas realizadas depois da comercialização do medicamento, em busca de detalhes adicionais sobre a segurança e a eficácia. Também conhecida como farmacovigilância, essa fase visa detectar e definir efeitos colaterais previamente desconhecidos ou não completamente qualificados, assim como os fatores de risco relacionados. Também são feitos estudos para suporte ao marketing e comparativos com medicamentos competidores e novas formulações.

Folha de São Paulo

Médico de Dilma, Kalil é novo titular de cardiologia

Por Cláudia Collucci

O cardiologista Roberto Kalil, 51, venceu ontem o concurso para professor titular de cardiologista da Faculdade de Medicina da USP. Havia outros três candidatos.

Médico da presidente Dilma Rousseff, Kalil é cotado para ser o novo diretor do InCor (Instituto do Coração).

O título de professor titular era a principal condição para que ele pudesse ser indicado para o cargo.

A fase que antecedeu o concurso foi uma das mais tumultuadas já vistas no complexo do Hospital das Clínicas. Seus opositores, sob a condição de anonimato, reclamavam que ele não tinha produção acadêmica para disputar o cargo.

Diziam que o concurso era um "jogo de cartas marcadas" e que o critério para sua escolha obedeceria a critérios políticos, e não técnicos.

"Fofocas fazem parte do jogo. Somos todos amigos", disse Kalil ontem, referindo-se aos seus concorrentes.

Ele afirma que, durante o processo seletivo, não houve oposição ao seu nome.

Segundo Kalil, seus opositores se surpreenderam com o seu desempenho durante todas as fases do concurso (que incluíram dar uma aula e discorrer sobre seus conhecimentos do InCor).

O oncologista Paulo Hoff assistiu à aula de Kalil na quarta-feira e aprovou. "Ele deu um show", disse.

Sexta-feira, 05.08.11

Agência Câmara de Notícias

Comissão rejeita obrigação de clínicas manterem três planos de saúde

Por Janary Júnior / Edição: Pierre Triboli

A Comissão de Defesa do Consumidor rejeitou na quarta-feira (3) o Projeto de Lei 559/11, do deputado Lindomar Garçon (PV-RO), que obriga laboratórios, hospitais e clínicas odontológicas a manter pelo menos três planos de saúde credenciados. A rejeição foi pedida pelo relator, deputado Gean Loureiro (PMDB-SC).

Para ele, não é papel do Estado obrigar entidades privadas a manter planos de saúde. Segundo Loureiro, essa interferência pode distorcer o mercado. Na opinião dele, o poder público deve atuar na fiscalização dos hospitais, clínicas e planos de saúde, evitando abusos contra o consumidor.

“Não deve o Estado intervir no mercado definindo a quem os agentes econômicos devem oferecer seus produtos ou serviços, sob pena de causar danos irreparáveis às suas finanças, podendo inclusive causar a falência de empresas do ramo”, disse Loureiro.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-559/2011

Site do Deputado Darcísio Perondi

Perondi, Saraiva e Eleuses saem em defesa dos médicos

Em ofício encaminhado ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, os presidentes da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), e da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), além do vice-presidente da Frente, Eleuses Paiva (DEM-SP), solicitaram a revisão de decisão tomada pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), de condenar o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) com fundamento na Lei de Defesa da Concorrência. Os motivos alegados para a condenação seriam a cobrança de taxas extras para procedimentos e consultas, a punição de médicos que não participassem de movimentos da categoria, e a orquestração de descredenciamento em massa de profissionais junto aos planos de saúde privados.

No ofício, os parlamentares alegam que as penalidades impostas pelos citados procedimentos não foram revistas, o que obrigou as entidades de classe a defenderem seus direitos por intermédio de impetração de mandado de segurança com pedido de liminar, concedido por Juiz Federal da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária de Brasília. Segundo explicaram Saraiva Felipe e Darcísio Perondi, os efeitos da liminar foram revogados pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o que, novamente, exporá a AMB, o CFM e a Fenam às sanções e penalidades que contrariam a livre iniciativa e as competências constitucionais e legais dos órgãos regulamentadores das profissões no Brasil.

Em nota, subscrita pelos 27 conselhos regionais de medicina, o CFM se defende das acusações e declara que usará de todos os instrumentos e recursos possíveis para reverter a decisão do TRF, que “prejudica 347 mil médicos brasileiros e cerca de 45 milhões de usuários dos planos de saúde”.

Site do Deputado Darcísio Perondi

Deputados unidos por mais recursos para a saúde

Os presidentes da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), e da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), estão organizando uma sessão especial da Comissão para o próximo dia 24 de agosto, às 10 horas. O objetivo é o debate exclusivo da regulamentação da Emenda Constitucional 29, a Emenda da Saúde. Além dos parlamentares, também estão sendo convidados a participar da sessão lideranças de diversas entidades nacionais ligadas ao setor de saúde.

A matéria foi definida pelas lideranças partidárias, na última terça-feira, como principal prioridade neste segundo semestre. Além disso, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, estaria decidido a condicionar a votação de outras matérias à regulamentação da EC 29, exatamente como fez na aprovação do Código Florestal.

Saraiva Felipe destaca que a regulamentação da Emenda Constitucional 29 é uma questão suprapartidária. “O processo de votação está maduro e há uma adesão de todos os partidos nesse movimento. Há uma convergência pela aprovação da matéria e estamos sentindo que a sociedade quer se mobilizar, exigindo que esse projeto, em tramitação há 11 anos, seja aprovado na Câmara e as distorções na saúde sejam corrigidas”, afirmou.

Darcísio Perondi lembra que resta apenas a votação de um Destaque para a conclusão da regulamentação da EC 29 na Câmara. “Todos os partidos já chegaram a um consenso de que não há clima para a aprovação de novos impostos. O acordo é para aprovar o Destaque e derrubar a CSS (Contribuição Social da Saúde)”, explicou o parlamentar gaúcho, que negocia com o presidente da Câmara, Marco Maia, a realização de uma Comissão Geral, no plenário da Casa, exclusivo para a discussão da Emenda Constitucional 29.

A regulamentação da EC 29, além de dispor sobre os valores mínimos a serem gastos anualmente em saúde pela União, Estados e Municípios, deixa claro o que são serviços e ações de saúde e fecha todas as brechas para desvios de recursos do setor. Após a votação na Câmara, a matéria deverá ser apreciada novamente pela Casa de origem, o Senado.

AGENDA

- 10 de Agosto – Dia da Enfermeira

- III Fórum Trabalho e Saúde - Saúde e Precarização do Homem Que Trabalha

Local: UEL - Universidade Estadual de Londrina

Data: 10 e 11 de Agosto de 2011

Informações: http://www.estudosdotrabalho.org/IIIFTS.html


- Fundamentos Técnicos e Comercialização em Saúde Suplementar

CQCS

Aprenda os conceitos básicos e técnicos para comercialização dos planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), com informações sobre as principais características dos planos privados de assistência à saúde e regras que orientam a celebração e o cumprimento desses contratos.

Matriculas Abertas - Salvador/BA.

Matrículas até 06/08/2011.

Documentos: Cópia RG e CPF

Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª - Das 18h30 às 21h45.

Investimento: R$ 390,00 (á vista)

Local: Unidade Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl 401. Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal A Tarde.

Contato: 71 3341 2688

Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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