08-11-11

 

Leia nesta edição:

- HPV ataca mais mulheres jovens

- Estudo clínico brasileiro usa células-tronco para tratar enfisema pulmonar

- Computador favorece aparecimento de miopia na infância, alertam médicos

- "Bafômetro" pode detectar tuberculose e câncer de pulmão

- Campanha natalina alerta famílias para 9 sintomas típicos de demência

- Curva de crescimento da criança aponta risco de obesidade

- Acidentes com moto matam quatro por dia

- Conselheiros de Saúde do Estado e de Aracaju aprovam intenção de gestores para unificar o Samu

- Servidores da saúde ameaçam parar pelas 30 horas

- Pesquisa aponta quais são os problemas no setor de saúde em Londrina

- Site dá 80% de desconto em consultas médicas

- Governo reúne municípios para tratar combate à dengue

- Hospital paulista testa drogas contra hepatite em parceria com os EUA

- ANS publica norma para avaliação da qualidade dos serviços dos planos de saúde

- CRM interdita hospital e unidade de saúde em cidade da Paraíba

Terça-feira, 08.11.11

O GLOBO ONLINE

HPV ataca mais mulheres jovens

Médicos britânicos estão alarmados com pesquisas que revelam um aumento, nas duas últimas décadas, de 40% dos casos de infecção pelo vírus HPV (Human Papiloma Virus, na sigla em inglês), responsável pelo câncer cervical, em mulheres na faixa dos 20 anos. Este aumento foi também acompanhado por uma redução de cerca de 30% dos casos de câncer cervical em mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 40 anos. Os dados contrariam uma antiga tradição médica de diagnosticar casos deste tipo de câncer em mulheres mais velhas.

Os médicos agora especulam que o motivo para o maior número de infecção pelo vírus é a troca frequente de parceiros sexuais: as mulheres iniciam sua vida sexual mais cedo e têm cada vez mais parceiros. A maioria dos casos de câncer do colo do útero está ligado ao Human Papilloma Virus (HPV), numa infecção sexualmente transmissível. Em mulheres mais velhas, a troca frequente de parceiros é mais rara e a redução expressiva do número de casos é atribuída ao rastreio do colo do útero em exames médicos cada vez mais precisos, que detectam alterações no colo do útero antes que se desenvolvam em câncer.

Em mulheres na faixa dos 20, porém, esta mesma triagem é menos eficaz porque o colo do útero está mudando naturalmente e os sinais de câncer são mais difíceis de detectar.

Segundo o jornal britânico "The Independent", os médicos também debatem a idade que devem recomendar para iniciar a a triagem do útero: entre 20 e 25 anos, para esquadrinhar alterações na anatomia do útero e anormalidades que possam ser significativas e sirvam de alerta sobre a doença.

Os números do levantamento sobre câncer de útero foram divulgados pelo UK Cancer Research, que financiou o estudo para o "British Journal of Cancer". No Reino Unido, a incidência de câncer entre os 20 anos e os 29 anos de idade subiu de 5,5 por cem mil mulheres em 1992-1994 (em torno de 215 casos por ano) para 7,9 por cem mil em 2006-08 (283 casos por ano): um aumento de 43%. Já os últimos números de 2007-08 sugerem que o aumento da incidência continua, com uma taxa de cerca de 9 por cem mil mulheres, na faixa de idade entre 20 e 29 anos.

Fertilização in vitro aumenta riscos

Já na Holanda, uma outra pesquisa revelou que mulheres que passaram estimulação ovariana para a produção de óvulos, que é parte do tratamento de fertilização in vitro, têm risco maior de contrair um tipo de câncer de ovário. Pesquisadores holandeses estudaram mais de 19 mil mulheres em idade fértil, que tinham feito fertilização in vitro. Do total, cerca de 6 mil tinha visitado clínicas de fertilidade, mas sem ter feito o procedimento.

Após 15 anos de acompanhamento, os médicos descobriram que as mulheres que se submeteram à fertilização tinham quatro vezes mais chances de ter a doença do que aquelas que não tinham passado pelo tratamento.

Os resultados, publicados online na revista científica "Human Reproduction", permaneceram os mesmos, apesar de os médicos tentarem fazer análises do números levando em conta a idade, a existência (ou não) de gestações anteriores ao tratamento de fertilização, ou mesmo separando as amostragens em função da causa da infertilidade e de outros fatores. O risco de câncer não aumentou quando foram verificados os casos de mulheres que passaram por vários tratamentos, ou com o número de óvulos recolhidos.

O risco de câncer de ovário de qualquer tipo para mulheres de 55 anos de idade é de cerca de 0,45% na população estudada, mas os autores do estudo holandês estimam, a partir de seus dados, que o risco para as mulheres que passaram por fertilização in vitro aumenta para 0,71%.

- Estes dados não devem ser motivo de preocupação para as mulheres que se submeteram à fertilização in vitro - disse a médica Flora Leeuwen, líder do estudo e chefe de epidemiologia do Instituto Holandês de Câncer, ao jornal "The New York Times" - Estamos falando em um aumento do risco de um tumor raro, que é altamente tratável.

PORTAL G1

Estudo clínico brasileiro usa células-tronco para tratar enfisema pulmonar

O enfisema pulmonar, uma doença que afeta 210 milhões de pessoas no mundo, pode receber, no futuro, um tratamento a base de células-tronco desenvolvido no Brasil. Testes iniciais da técnica feitos por pesquisadores paulistas revelam uma eficiência de 75% em pacientes com o problema.

O primeiro estudo com humanos foi conduzido por uma equipe de cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e de um laboratório especializado em células-tronco entre 2009 e 2010, com apenas quatro participantes - todos com enfisema pulmonar em estágio avançado.

No teste, os pacientes tiveram seus pulmões regenerados com células-tronco obtidas na medula óssea.

A doença compromete a respiração, trazendo dificuldades até mesmo para a locomoção. Antes do estudo, os quatro participantes precisavam usar cilindros de oxigênio para andar. Após a aplicação das células, três deles puderam se livrar dos equipamentos.

"Foi feito um trabalho de segurança, para ver quão seguro é o método, que só pode utilizar células colhidas da própria pessoa beneficiada", explica Elíseo Sekiya, médico hematologista que participou da pesquisa, em entrevista ao G1.

Os dados do trabalho foram publicados em 2011 na revista científica "International Journal of Chronic Obstructive Pulmonary Disease", publicação voltada para a área de doenças crônicas no pulmão.

'Tapando' buracos

As células-tronco foram injetadas na corrente sanguínea dos participantes e se alojaram na região pulmonar. Lá elas diminuíram os espaços entre as paredes das células que formam o tecido onde o oxigênio é aproveitado pelo corpo. Conhecido como "parênquima", essa parte dos pulmões pode ser comparada com uma esponja. Buracos grandes ali indicam a existência de enfisema e fazem o paciente respirar pior.

"Essas cavidades maiores não trocam oxigênio", explica o especialista.

Modelos animais já haviam sido testados pelos pesquisadores da Unesp para provar o efeito das células-tronco no combate à doença. Eles provocaram enfisema pulmonar em ratos usando uma substância chamada pataína.

As cobaias depois receberam células-tronco, que se concentraram nos pulmões e regeneraram o parênquima dos animais. A medição das cavidades no tecido, que ficaram menores após o tratamento, mostrou o sucesso da técnica.

Da bancada ao leito

O próximo passo dos cientistas é testar a eficiência do tratamento quando são usadas células-tronco retiradas de outra região do corpo, conhecida como "mesênquima". Este segundo trabalho também teria um número limitado de participantes, o que o classificaria como estudo clínico de fase 1. A aprovação de comitês de ética para a nova pesquisa poderá sair em breve, segundo Sekiya.

Com o tempo, aplicações das células-tronco em grupos maiores de pessoas (estudos de fase 2 e 3) poderão dar origem a um tratamento, algo inédito para esta doença.

"O enfisema pulmonar ainda é muito pouco conhecido, não existe forma de tratamento. Uma solução seria o transplante de pulmão, mas isso depende do doador e existe sempre o risco de rejeição, o que obriga o paciente a tomar remédios", diz o especialista.

"Antes, todo esse processo de pesquisa levava entre 10 e 15 anos. Hoje estima-se que a distância entre a pesquisa na bancada do laboratório e o tratamento no leito do hospital seja, em média, de 8 anos."

Fumo

Outra pesquisa já está sendo conduzida por cientistas da Unesp, coordenados pelo pesquisador João Tadeu Ribeiro Paes, novamente em animais para verificar se o tratamento com células-tronco também é eficiente quando o enfisema é gerado não por uma enzima, mas por fumaça de cigarro.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de enfisema pulmonar.

De acordo com Sekiya, só no Brasil existem 100 mil pessoas com dificuldades respiratórias por conta da doença.

"As doenças crônicas do pulmão são graves porque pegam a pessoa na fase produtiva, enquanto elas ainda trabalham."

PORTAL UOL

Computador favorece aparecimento de miopia na infância, alertam médicos

Passar muito tempo em frente ao computador a uma distância inferior a 50 centímetros faz com que a visão fique mais suscetível à aparição de problemas, como a miopia. Este é o alerta da presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, Célia Nakanami.

“É preciso dar um descanso para os olhos quando ficamos muito tempo focando a visão no perto. Para ter nitidez, o olho faz um esforço acomodativo. Por isso, é preciso deixa-lo relaxar, olhando para o infinito, a cada uma hora no computador”, explica. E isso é válido tanto para computadores quanto para livros.

A médica destaca que a miopia induzida na infância não é transitória, porque a criança está desenvolvendo o globo ocular e os danos podem ser permanentes.

Segundo ela, as crianças estão substituindo as brincadeiras ao ar livre pelo computador, o que faz com que o número de problemas na visão durante a infância aumente. Segundo a Sociedade, de 8 a 13 milhões de crianças, entre 5 e 15 anos, têm problemas de visão.

“Antigamente, as pessoas começavam a desenvolver problemas de visão aos 8, 10 anos. Hoje, dados mundiais indicam que estes problemas estão aparecendo mais cedo, aos 5 anos”, conta.

De acordo com a médica, miopias que estabilizavam aos 15, 20 anos, estão progredindo até mais tarde e, os olhos de adultos também sofrem com o esforço acomodativo, mas esta miopia pode ser transitória.

A miopia ocorre quando o olho passa a ter dificuldade de enxergar de longe. Assim, o esforço constante para ver de perto deixa a visão embaçada para longe.

O ideal é olhar para a tela do computador por no máximo 1 hora e depois dar um descanso de 20 minutos, mudando o foco da visão. Segundo a médica, ficar mais de 2 horas no computador já produz um efeito transitório (faz com que você enxergue embaçado se olhar para o horizonte).

Pais devem ficar atentos ao rendimento escolar das crianças, que pode ser um sintoma de um problema de visão. Outros indícios são cansaço maior dos olhos, vermelhidão e dor de cabeça.

PORTAL R7

"Bafômetro" pode detectar tuberculose e câncer de pulmão

Pesquisadores indianos dizem que um aparelho similar aos bafômetros pode detectar de forma imediata a tuberculose e até o câncer de pulmão. Isso seria possível já nos próximos anos.

Apelidado de "nariz eletrônico", o aparelho está sendo desenvolvido por um grupo de pesquisadores indianos, que receberam nesta segunda-feira, em Nova Déli, quase R$ 1,75 milhão (US$ 1 milhão) da Grand Challenges Canada (GCC) e da Fundação Bill e Melissa Gates.

Essa quantia irá subsidiar o desenvolvimento de um protótipo da invenção. O pesquisador indiano Ranjan Nanda diz que “o nariz eletrônico proporcionará um método não invasivo e fácil de ser utilizado”.

– Ele poderá diagnosticar a tuberculose sem necessidade de múltiplas visitas às clínicas. E será um método acessível para os pacientes de países nos quais a tuberculose é endêmica.

O aparelho, que estaria pronto a partir de outubro de 2013 para sua produção em massa, também seria útil para detectar outras doenças pulmonares, como o câncer de pulmão.

– O que é mais importante no nariz eletrônico é que, com uma pequena modificação no sensor, também podemos utilizá-lo para detectar outras doenças pulmonares, como o câncer de pulmão.

O presidente da Grand Challenges Canada, o médico Peter Singer, diz que, se o aparelho for utilizado apenas para a detecção de tuberculose, seu impacto nos países em desenvolvimento será enorme.

– É uma ideia genial de muito baixo custo. A tuberculose é um grande problema, que resulta na morte de 1,7 milhões de pessoas no mundo todo, principalmente em países em desenvolvimento. Depois da Aids, essa é a doença mortal infecciosa mais grave que existe.

A tuberculose foi praticamente erradicada nos países desenvolvidos, porém ainda está presente na África Subsaariana, em regiões da Ásia e na América Latina. O nariz eletrônico faria com que a doença fosse detectada mais rápido, permitindo que o tratamento fosse iniciado mais cedo, fato que poderia salvar 400 mil vidas por ano, segundo os dados da GCC, uma instituição financiada pelo governo canadense.

O aparelho desenvolvido por Nanda e sua equipe está baseado na existência de um grupo determinado de moléculas nas pessoas infectadas com tuberculose, uma doença causada por vários tipos de microbactérias, que podem ser por meio da respiração e da saliva.

Nanda explica que as pessoas infectadas com tuberculose possuem uma série de moléculas especificas.

– Quando uma pessoa sopra no aparelho, as moléculas, os biomarcadores específicos à tuberculose, interagem com o sensor.

A equipe indiana do Centro para Engenharia Genética e Biotecnologia de Nova Deli, dirigido por Nanda e Virander Chauhan, foi o primeiro a identificar essas moléculas características da tuberculose pulmonar, o que permitiu o desenvolvimento do aparelho.

A ideia da equipe de Nanda não é nova. Há poucos meses, a multinacional alemã Siemmens anunciou que desenvolveu um aparelho similar para detectar moléculas de óxido nítrico que alertam sobre ataques de asma.

Mas isso, ao contrário do que se imaginaria, deixou o médico otimista em relação à própria sua pesquisa.

– A técnica foi provada com sucesso em outras doenças pulmonares e temos bastante esperança de que a tuberculose também possa ser identificada com esses marcadores. E se a descoberta provar que funciona com a tuberculose, definitivamente também poderá ser aplicada para identificar o câncer de pulmão.

PORTAL G1

Campanha natalina alerta famílias para 9 sintomas típicos de demência

O governo do Reino Unido está fazendo uma campanha para que britânicos em visita a parentes idosos neste Natal fiquem atentos aos primeiros sintomas de demência em seus familiares.

A campanha é parte de um programa para incentivar o diagnóstico de condições como o Mal de Alzheimer mais cedo.

Segundo dados do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha, seis em cada dez casos de demência na Inglaterra não são diagnosticados.

As autoridades acreditam que o período das festas - quando muitos britânicos visitam seus familiares - oferece uma boa oportunidade para que os primeiros sinais de demência sejam identificados.

Caso haja indícios de algum problema, os parentes são aconselhados a tomar medidas o quanto antes, procurando orientação de um médico.

Embora não exista uma cura para a demência, serviços de apoio e o tratamento certo podem retardar a evolução da condição, permitindo que o paciente viva bem durante mais tempo.

Propaganda de TV

A campanha britânica inclui um anúncio de TV que mostra um homem, aparentemente apresentando sintomas iniciais de demência, e sua filha, que teme estar perdendo o pai.

A ideia é conscientizar a população sobre sintomas comuns e a importância de se procurar o médico.

O Departamento de Saúde divulgou uma lista com nove sinais básicos, como dificuldade de lembrar eventos recentes (embora acontecimentos ocorridos há mais tempo sejam lembrados com facilidade), dificuldade em acompanhar conversas ou programas de TV ou problemas para lembrar nomes de amigos ou objetos comuns.

Outros sintomas incluídos na lista são dificuldade em reproduzir coisas que você ouviu, viu ou leu, tendência a repetir coisas que você já disse ou a perder o raciocínio quando você diz algo, problemas para pensar e raciocinar, sentimentos de ansiedade, depressão ou raiva por conta da perda de memória, sensação de confusão, mesmo quando você está em ambientes familiares e, finalmente, comentários de outras pessoas a respeito de sua perda de memória.

Calcula-se que somente na Inglaterra haja 400 mil pessoas sofrendo de demência, porém sem diagnóstico.

"Conseguir o diagnóstico na hora certa é vital", disse o médico Alistair Burns, responsável pelo tratamento de demência em nível nacional na Grã-Bretanha.

'Saber sobre a condição ajuda o paciente a assumir o controle e permite que ele e sua família procurem o apoio e os serviços necessários'.

ESTADÃO.COM.BR

Curva de crescimento da criança aponta risco de obesidade

As curvas de crescimento que os pediatras usam para avaliar o desenvolvimento do bebê podem predizer o risco de a criança ficar obesa mais tarde, mostra um estudo do Children's Hospital Boston, Harvard Medical School and Harvard Pilgrim Healthcare. A pesquisa foi publicada no Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine.

O estudo avaliou mais de 44 mil bebês e descobriu que aqueles que subiram dois ou mais percentis na relação peso estatura na curva de crescimento em qualquer momento antes dos dois anos de idade, tinham o dobro do risco para obesidade aos cinco anos de idade e aos 10. O percentil peso e comprimento mostra como o peso do bebê se situa em relação a outros da mesma altura.

O estudo também descobriu uma prevalência mais alta de obesiade futura entre bebês que subiram doi oumais percentis antes dos seis meses de idade, o que estavam em um percentil alto já na primeira visita.

A descoberta dá subsídios aos pediatras par que possam reconhecer quando um bebê está em risco de se tornar obeso, o que pode ajudar a prevenir a obesidade nos estágios iniciais.

Especificamente, o estudo sugere a importância de avaliar quantos percentis a criança atravessa durante os primeiros dois anos de vida, especialmente nos primeiros seis meses.

"Não podemos negligenciar esses ganhos precoces e pensar que é apenas gordura do bebê, e and that these children are going to grow out of it," says Taveras, also co-director of the Obesity Prevention Program at Harvard Medical School and Harvard Pilgrim Health Care Institute.

"Esses ganhos na curva de crescimento devem desencadear uma discussão entre pais e médicos sobre o que está contribuindo para o rápido ganho. Crianças são diferentes dos adultos, e nós não as colocaríamos de dieta, mas podemos detectar possíveis fatores de risco precoces que podem ser alvo de aconselhamento

Segunda-feira, 07.11.11

BAND.COM.BR

Acidentes com moto matam quatro por dia

Nos últimos oito anos, as mortes envolvendo motociclistas cresceram 360% no Estado de São Paulo. O número saltou de 327, em 2002, para 1.518, em 2010, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. São mais de quatro vítimas por dia. No período, a frota de motos cresceu 116% na capital.

Em todo o país, as mortes de motociclistas representam 25% do total de óbitos em acidentes. De 2002 a 2010, a quantidade de vítimas quase triplicou: passou de 3.744 mil para 10.143 mil mortes.

O número de pessoas que perdem a vida no asfalto é tão alto que o país vive uma epidemia: ocupa o 5º lugar no ranking da OMS (Organização Mundial da Saúde) de mortes em acidentes. Em 2010, foram 40.610 mil óbitos, sendo 7.160 mil em São Paulo.

Além do drama humano, 1% do PIB é gasto na recuperação dos feridos. Em 2010, foram R$ 187 milhões no tratamento das 45 mil vítimas, 15% a mais do que em 2009.

Para tentar diminuir os números, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pede mais fiscalização. “Defendo medidas que apertem a fiscalização sobre a Lei Seca, a direção alcoolizada, segurança no trânsito e uso de capacete por motociclistas”, disse.

SITE PLENÁRIO

Conselheiros de Saúde do Estado e de Aracaju aprovam intenção de gestores para unificar o Samu

A fusão dos serviços ocorrerá através de um convênio firmado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju, através do qual a SES, através da FHS, vai gerir o serviço e os servidores municipais serão cedidos ao Estado sem que percam o vínculo empregatício e os benefícios conquistados ao longo dos 10 anos da implantação do Samu 192 Aracaju

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) e a Secretaria de Saúde de Aracaju (SMS) reuniram os respectivos conselhos de Saúde na sede do Conselho Regional de Odontologia (CRO), na manhã da última terça-feira, 1o, para apresentar a intenção dos gestores do Estado e da capital em unificar os Serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Samu 192 Aracaju com o Samu 192 Sergipe.

Depois de assistirem a uma apresentação do grupo técnico formado por técnicos da SES, SMS e da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) sobre os motivos e a justificativa que levaram os governos dos dois entes federados a realizarem um estudo para fusão do Samu 192, os conselheiros aprovaram a intenção dos gestores estadual e municipal a prosseguirem nos encaminhamentos que venham resultar na unificação dos dois serviços.

A fusão dos serviços ocorrerá através de um convênio firmado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Aracaju, através do qual a SES, através da FHS, vai gerir o serviço e os servidores municipais serão cedidos ao Estado sem que percam o vínculo empregatício e os benefícios conquistados ao longo dos 10 anos da implantação do Samu 192 Aracaju. Eles também poderão optar por permanecer ou não no serviço, mesmo após a fusão.

Melhoria operacional

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Antonio Carlos Guimarães, as melhorias da unificação dos dois serviços serão sentidas em pouco tempo pela população. “Juntando o Samu 192 Aracaju e o Samu 192 Sergipe, teríamos a possibilidade de aumentar o número de bases descentralizadas na capital de uma para quatro. Com isso, espalharíamos mais ambulâncias e motolâncias para melhorar o tempo resposta no atendimento das ocorrências”, disse Guimarães.

Outro ponto destacado pelo gestor da pasta da Saúde do Governo do Estado sobre os benefícios trazidos pela junção dos serviços diz respeito à melhoria da recepção dos pacientes nas unidades hospitalares. Quando o paciente é socorrido e tem de ser levado para atendimento, quem vai encaminhar a ocorrência é a Central de Regulação, que pode ser considerada como o coração do Samu 192.

Atualmente, nós temos em Sergipe duas Centrais de Regulação, que é a do Samu 192 Aracaju e do Samu 192 Sergipe, e, muitas vezes,chegam duas ambulâncias na porta de um mesmo hospital e nem sempre há a devida priorização do paciente mais grave, porque não existe, em todos os atendimentos, um diálogo entre os dois serviços. Essa será a grande vantagem de unificação do serviço, uma vez que não haverá mais a falta de diálogo que é importante, inclusive, no sentido da preservação de vida”, explicou Guimarães.

Qualificação

Para receber recursos do Ministério da Saúde para funcionamento, o serviço tem que cumprir regras e metas preconizadas pelo órgão federal. Quanto mais próximo do ideal preconizado, mais recursos serão aportados para o Samu 192 em Sergipe. “Com a unificação, nós podemos melhorar em até 80% do recurso repassado pelo Ministério, uma vez que, separados, os serviços já cumprem muitas das regras para qualificação”, disse Antônio Carlos Guimarães.

Usuários

O conselheiro estadual e municipal de Saúde, Ivanildo Gonzaga da Silva, que pertence ao segmento de usuários do SUS na paridade dos dois conselhos, apontou os ganhos que a população terá com a unificação dos dois serviços. “A proposta chegou para acabar com as dificuldades enfrentadas pelos dois serviços, como a manutenção das ambulâncias, uma vez que teríamos mais recursos aportados. Tudo o que é bom para a população, nós damos o nosso apoio”, disse Silva.

Já a líder comunitária Izabel Canjirana, que também faz parte do segmento dos usuários nos dois conselhos, gostou da apresentação do grupo técnico da SES, SMS e FHS feita aos conselheiros. Nós vamos ter um maior número de motolâncias que vão tornar o atendimento mais rápido, além da ampliação de profissionais, ambulâncias e bases descentralizadas em Aracaju. Quem vai ganhar é a população que necessita do serviço, afirmou Canjirana.

Trabalhadores

O Sindicato 192 Sergipe, que também participou das discussões para a fusão do serviço, reconhece os benefícios que serão trazidos com a nova proposta de funcionamento do Samu 192 Sergipe. A gente entende que a fusão das centrais de regulação vai ser boa para o serviço e a população, uma vez que ela vai gerir melhor os leitos e as portas de entradas do serviço. Apesar de estarmos temerosos ainda em relação à nossa situação enquanto servidores, nós percebemos que existe uma vontade enorme dos gestores em discutir essas questões para que seja feita da melhor forma sem gerar novos conflitos, disse Samanta Bicudo, presidenta do Sindicato 192, que representa os servidores do Samu 192 em Sergipe.

PORTAL BEM PARANÁ

Servidores da saúde ameaçam parar pelas 30 horas

A Prefeitura de Curitiba tem até a semana que vem para encaminhar para a Câmara Municipal um projeto de lei que reduz de 40 para 30 horas semanais a jornada de trabalho dos profissionais da saúde. Esse é um acordo firmado entre o poder público e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). Contudo, o projeto beneficia apenas cinco categorias, deixando de fora mais de dez outras profissões. Se essa discrepancia não for refomulada e todos os servidores da saúde atendidos, os funcionários da saúde podem inclusive parar.

Contrários a essa posição considerada discriminatória, o Sismuc foi às ruas no final de semana, mostrar para a população como são tratados os servidores municipais. Um apitaço e uma caminhada foi realizada pelas categorias discriminadas. O protesto contou, também, com os profissionais que terão a carga horária semanal reduzida com o projeto, num ato de solidariedade. Na versão deles, as 30 horas precisam ser para todos.

Segundo o sindicato, as 30 horas é uma reivindicação de toda a saúde, e não de apenas determinadas categorias. Essa carga horária é, inclusive, recomendada pela Organização Internacional do Trabalho e da Organização Mundial da Saúde. A presidenta do Sismuc Marcela Bomfim lamentou durante a caminhada a atitude discriminatória do prefeito Ducci. "Ele, como medico, sabe que toda saúde reivindica e merece 30 horas. Por que então resolveu excluir as outras categorias"?, questiona.

Estão de fora do projeto que deve ser encaminhado para os vereadores os farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, fisioterapeutas, profissionais de laboratório e tantas outras categorias que compõe a saúde municipal.

Com narizes de palhaços, apitos e faixas pretas nos braços, os trabalhadores da saúde fizeram o ato um dia após assembleia da categoria deliberar pelo indicativo de greve para 16 de novembro, caso não sejam incluídos na lei das 30 horas. A asembleia aconteceu na noite de sexta-feira passada.

Ate a votação na Câmara Municipal, o movimento grito dos excluídos segue mobilizado com as faixas pretas contra a discriminação, distribuindo folhetos informativos e passando abaixo assinado à população, além de incentivar ligações no 156 da Prefeitura pelas 30 horas para toda saúde.

O DIARIO.COM

Pesquisa aponta quais são os problemas no setor de saúde em Londrina

O Conselho Municipal de Saúde de Londrina recebeu uma pesquisa apontando quais são os principais problemas do setor no município. O relatório feito pela Associação Médica e o Sindicato dos Médicos do Norte do Paraná dividem os pontos críticos em três eixos: prevenção, assistencial e gestão. O documento foi feito a pedido do próprio Conselho e demorou cerca de quatro meses para ser confeccionado.

Segundo informações da rádio CBN, na área da prevenção, o relatório critica a vulnerabilidade do combate à dengue e a falta de uma campanha para evitar acidentes na infância, como queimaduras e atropelamentos. O eixo assistencial trata dos problemas envolvendo os profissionais da saúde, as condições precárias para exercer as funções, como falta de materiais e leitos.

O tópico da gestão ocupa a maior parte da pesquisa, pois coloca as questões de ineficiência administrativa, a falta de metas e incentivos aos profissionais, a terceirização com a escolha de empresas inidôneas e a interferência política.

O presidente da Associação Médica de Londrina, Antônio Caetano de Paula, em entrevista à rádio CBN, acredita que é preciso mudar a mentalidade da gestão em saúde. "O problema maior da saúde, não só daqui de Londrina, mas talvez em nível de país, seja a preocupação com a doença e não com a saúde. Eles se preocupam em colocar médicos nos postos de saúde, colocar hospital, mas não se preocupam com a medicina preventiva", criticou.

O relatório foi montado com base em entrevistas com médicos e outros profissionais da saúde, ex-secretários municipais e os usuários. Ele propõe a criação de um amplo fórum de discussão para que sejam encontradas soluções.

"A primeira coisa é ter vontade de resolver o problema, porque infelizmente a saúde tem sido utilizada como um palanque. E resolver, não às custas das pessoas que vão executar o trabalho. O Estado tem a obrigação de prover a saúde e tem que remunerar as pessoas de acordo, tem que prover medicamentos de qualidade", comentou Paula.

Questionado sobre a pesquisa, o secretário municipal de Saúde, Márcio Nishida, afirmou que os apontamentos não são nenhuma novidade. Apesar disso, ele acredita que traz pontos essenciais, como a importância do Programa Saúde da Família para instaurar um processo preventivo eficaz.

EXAME.COM

Site dá 80% de desconto em consultas médicas

Usuário não precisa pagar mensalidade como em um plano de saúde e contrata as consultas particulares por um preço fixo de 54 reais quando precisa

A maior parte da população brasileira não tem plano de saúde. Entre os mais de 192 milhões de habitantes brasileiros, somente 46 milhões possui algum convênio médico, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A maior parte desses convênios é empresarial – ou seja, bancado ao menos parcialmente pela empresa onde a pessoa trabalha.

Como convênios médicos custam caro, principalmente para pessoas de mais idade, muitos profissionais autônomos geralmente são obrigados a pagar as taxas das consultas particulares ou apelar para o SUS, o problemático sistema de saúde pública brasileiro. Pensando nessa situação, um site viu oportunidade para crescer entre o público que não tem plano de saúde.

O portal DirectSaúde, lançado há uma semana, promete descontos que podem chegar a 80% em consultas particulares. “Os preços praticados pelos médicos cadastrados são os valores sugeridos pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira”, diz o médico Edson Ramuth, consultor de negócios da DirectSaúde.

Os cerca de 500 consultórios cadastrados cobram 54 reais por uma consulta, enquanto os preços poderiam passar dos 300 reais sem a intermediação do portal.

A grande vantagem em relação aos planos de saúde é que, ao invés de pagar uma taxa mensal em troca da cobertura, o usuário só terá de desembolsar os valores das consultas que efetivamente realizar.

O site também não é remunerado pelos pacientes. Quem banca o funcionamento do serviço é o próprio médico, que arca com uma comissão de 10% sobre cada consulta agendada. “O valor médio recebido em consultas via convênio é de 36 reais. Por isso, mesmo com a comissão, o médico ainda recebe mais do que quando trabalha para um convênio”, afirma Ramuth.

Como o pagamento é feito via internet, do lado do paciente ainda há a possibilidade de pagar com cartão de crédito, adiando a data efetiva do desembolso dos recursos.

EXAME.com testou o serviço oferecido pelo DirectSaúde e tentou marcar consultas em consultórios cadastrados. Alguns consultórios disseram não saber do que se tratava – algo que não pode ser considerado inesperado dado o pouco tempo em que o serviço está no ar.

Em outros consultórios, havia horários disponíveis da mesma forma que para atendimentos particulares, só que com o desconto prometido no site.

Para o usuário, uma opção interessante é marcar a consulta antes de efetivar a compra do serviço no site de forma a garantir o atendimento e o desconto nas datas desejadas.

Outra dica é fazer um busca em relação ao histórico profissional dos médicos cadastrados antes de marcar uma consulta, já que com saúde não se brinca.

Também é importante lembrar que o DirectSaúde não substitui integralmente um plano de saúde. O site oferece consultas com profissionais de dezenas de especialidades médicas. Tratamentos prolongados, atendimentos de emergência e internações hospitalares, entretanto, não são oferecidos. Os exames laboratoriais também não estão inclusos ainda, mas a previsão é que entrem na lista do site nos próximos três meses.

SITE PB AGORA

Governo reúne municípios para tratar combate à dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reúne na sexta-feira (11) os 37 municípios paraibanos que foram selecionados pelo Ministério da Saúde como prioritários no combate à dengue em 2012. Esses municípios podem receber um acréscimo de 20% no seu piso de Vigilância em Saúde para a implementação das ações.

Essa verba suplementar só será repassada aos municípios que formularem e apresentarem à SES seu Plano de Contingência no combate à dengue. A reunião da sexta-feira começará às 9h, no Centro de Referência Estadual de Saúde do Trabalhador (Cerest), em João Pessoa.

Para a reunião cada município deverá encaminhar, além do secretário da Saúde, um representante da Vigilância em Saúde e da Atenção à Saúde. Durante o encontro, os participantes receberão orientações sobre a formulação do Plano de Contingência da Dengue e a pactuação de ações estratégicas. O Plano será executado em 2012, de janeiro a setembro.

A gerente executiva de vigilância em saúde da SES, Júlia Vaz, explicou que com o aumento de 20% nos recursos financeiros, a parceria entre o Governo do Estado, o Governo Federal e as Prefeituras Municipais para combate à dengue será fortalecida em 2012. O repasse será feito pelo Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de acordo com o Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde (PFVPS) de cada município.

Por exemplo, se o piso da cidade de Bernardino Batista é R$ 7.435,62, o Ministério da Saúde irá destinar mais R$ 1.487,12 – equivalente a um acréscimo 20% – para fortalecer as ações de combate à dengue que serão desenvolvidas no município.

Das 37 cidades prioritárias selecionadas pelo Ministério da Saúde, 28 têm até 49.999 habitantes: Bernardino Batista, Bom Sucesso, Brejo dos Santos, Carrapateira, Catolé do Rocha, Caturité, Conde, Cuité, Emas, Esperança, Itabaiana, Livramento, Lucena, Maturéia, Montadas, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Piancó, Prata, Quixabá, Riacho dos Cavalos, Santa Cruz, São José da Lagoa Tapada, São José do Sabugi, Sertãozinho, Teixeira e Zabelê. Juntos, esses municípios somam uma população de 283,1 mil habitantes. O total do repasse financeiro chegará a R$ 166.240,76.

Os municípios prioritários que têm de 50 mil a 99.999 habitantes são Bayeux, Cabedelo, Cajazeiras, Guarabira e Sousa, que somam 337,2 mil habitantes. Para eles, o repasse será de R$ 238.858,64 para o combate à doença.

Na faixa de 100 mil a 299.999 habitantes, os municípios prioritários são Patos e Santa Rita, que têm 220,9 mil habitantes e receberão repasse de R$ 197.548,77. Campina Grande, que tem 385,2 mil habitantes, receberá 262.637,17, e João Pessoa, que tem 723,5 mil habitantes, terá R$ 704.735,79 do Ministério da Saúde.

Júlia Vaz destacou a importância da articulação entre o Governo do Estado e o Governo Federal e também dos municípios para a execução de ações mais efetivas e eficientes de combate à proliferação dos vetores. "Estamos nos articulando com as três esferas governamentais para garantir uma ação mais eficiente de proteção à saúde da população”, disse.

Ações

A Secretaria de Estado da Saúde iniciou em setembro o cronograma de ações de mobilização para a construção do Plano de Contingência 2012. O primeiro passo foi uma reunião da Vigilância em Saúde da SES na qual foi feita uma avaliação das ações desencadeadas em 2011 e a definição de propostas para 2012. Depois houve outra reunião com gestores do Município de João Pessoa para pactuação de ações a serem realizadas em parceria no ano que vem.

No dia 6 outubro, o Governo do Estado reuniu os 16 municípios prioritários nas ações de combate e prevenção à dengue para discutir a implantação anual do Liraa, programa que permite fazer um levantamento rápido do Índice de Infestação Predial (IPP) com identificação e determinação dos depósitos predominantes onde se concentra o maior número de larvas do mosquito para que esses locais sejam tratados ou eliminados.

Outra ação que o Governo do Estado está lançando é um projeto que mobiliza crianças na faixa etária de 7 a 10 anos de idade que estejam na escola. Esses menores serão os novos parceiros nas ações de combate e prevenção à dengue. O primeiro município a ser visitado dentro dessa ação foi Alagoinha.

PORTAL G1

Hospital paulista testa drogas contra hepatite em parceria com os EUA

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, está testando novas drogas para o tratamento da hepatite C em parceria com o órgão governamental responsável pelo controle de remédios e alimentos nos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês).

Segundo os médicos do Emílio Ribas, o tratamento atual alcança uma média de 50% de cura nos pacientes, sendo que portadores de hepatite C de genótipo 1 apresentam, no máximo, 40% de chances de se verem livres da doença.

Agora, os especialistas acreditam que duas drogas já em uso nos EUA e na Europa (telaprevir e boceprevir) e que foram aprovadas recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem revolucionar o combate à hepatite C. O medicamento pode chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) já no segundo semestre de 2012.

Em testes, os dois remédios apresentaram taxa de cura de 75% em pacientes não tratados, e de até 88% em pessoas que já haviam sido tratadas com os métodos tradicionais.

No Emílio Ribas, de nove pacientes que receberam telaprevir junto com outras duas drogas já usadas normalmente para combater a hepatite C, oito apresentaram cura total da doença, segundo o infectologista Roberto Focaccia, responsável pelos estudos.

Segundo o médico, até mesmo o tempo de tratamento diminuiu. A equipe do Grupo de Hepatites do hospital estadual também avalia clinicamente uma droga conhecida como alispolivir, que interfere diretamente nas células do fígado e consegue ser eficiente para todos os genótipos do vírus da hepatite C.

Outro teste com um remédio que inibe a enzima polimerase chegou a alcançar 100% de cura em voluntários. As pesquisas têm como objetivo substituir o interferon, droga atualmente usada no combate à doença e com efeitos colaterias parecidos aos de medicamentos quimioterápicos.

O GLOBO ONLINE

ANS publica norma para avaliação da qualidade dos serviços dos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou nesta segunda-feira, no Diário Oficial da Uniã, resolução normativa que institui o Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde. O programa, inédito no Brasil, é inspirado em modelos internacionais. O objetivo é aumentar a qualidade da prestação dos serviços oferecidos pelos planos de saúde e dar rapidez à solução dos problemas.

O programa também vai definir parâmetros de qualidade a serem seguidos pelas operadoras, embora sem caráter de obrigatoriedade. A finalidade é incentivar a mudança do atual modelo técnico-assistencial. Para Leandro Fonseca, diretor adjunto de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, o programa vai diminuir algumas imperfeições de mercado e permitir que as operadoras identifiquem e solucionem problemas com mais segurança e agilidade.

A resolução em vigor ficou em consulta pública por 30 dias e recebeu sugestões da sociedade civil e dos agentes regulados.

PORTAL G1

CRM interdita hospital e unidade de saúde em cidade da Paraíba

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) realizou a interdição ética da sala de cirurgia do Hospital e Maternidade Maria do Carmo Monteiro Borges e a Unidade Básica de Saúde (UBS), ambos localizados no Centro da cidade de Pilar. Com a interdição ética, os médicos ficam impedidos de trabalhar devido às más condições de atendimento. A visita aconteceu na manhã desta segunda-feira (7). De acordo com o diretor de Fiscalização do CRM-PB, Eurípedes Mendonça, os dois locais já haviam passado por vistorias anteriores, mas nenhuma das pendências foi solucionada.

Segundo ele, foram identificados diversos problemas no hospital, sendo os mais graves na sala de cirurgia. O local não teria equipamentos adequados para os procedimentos cirúrgicos, como desfibrilador, além condições inadequadas de esterilização e medicamentos vencidos. “Verificamos também que não há médicos nas terças e quartas-feiras das 7h às 19h, vários problemas de manutenção, acúmulo de vegetação nas dependências do hospital e falta de proteção para evitar o acesso de animais na parte de trás do prédio”, destacou o diretor de Fiscalização CRM-PB.

Eurípedes disse que o hospital havia sido inspecionado em agosto de 2010, mas nenhuma das recomendações teria sido cumprida. A diretoria da unidade hospitalar foi informada que, se nos próximos dias os problemas não forem resolvidos, o CRM-PB, o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-PB) e o Conselho Regional de Farmácia (CRF-PB) irão interditar todas as dependências do hospital.

UBS de Pilar

Durante a fiscalização também foi interditada uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A visita contou com a participação do promotor de Justiça Aldenor de Medeiros Batista, além de representantes do Coren-PB e do CRF-PB.

Segundo Eurípedes Mendonça, a unidade apresenta vários problemas, como a falta de privacidade nas consultas, mau cheiro em função de um curral localizado no terreno ao lado e falta de acessibilidade e banheiros. “Esta USB está em condição difícil. O ventilador utilizado no consultório médico é emprestado por uma vizinha que mora na residência ao lado da unidade. No momento da fiscalização, fomos surpreendidos por cinco maribondos dentro do consultório. Não há condições de atender sem privacidade, com mau cheiro e ainda com a presença de insetos”, destacou o diretor de Fiscalização do CRM-PB.

A Secretaria de Saúde do município informou que já existe um projeto de reforma para a UBS, onde constam as soluções para os problemas citados pelo CRM. Segundo a secretaria, a estrutura do prédio é boa e todas as salas possuem portas, ou seja, há privacidade nas consultas.

Em relação ao Hospital e Maternidade Maria do Carmo Monteiro Borges, o secretário de Saúde Josemar Ferreira da Silva explicou existe um projeto para resolver as pendências no que diz respeito aos equipamentos necessários para procedimentos cirúrgicos. Com relação aos medicamentos vencidos, ele defendeu que seriam apenas três ampolas cuja data de validade era até o dia 30 de outubro.


AGENDA


- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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