Leia
nesta edição:
- Entrevista:
Nove prioridades da ANS até 2012
- Diagnóstico do setor de saúde
suplementar
- Ipea: falta
de médicos é apontada
por 58,1% como maior problema do SUS
- A regionalização da saúde
- ANS: Último balanço
dos planos privados
- Aprovação
de curso de Medicina contraria MEC
- Reajuste
não deve se resumir a questões econômicas
- Camelô vende receita falsa de antibiótico
- Comprar
ou vender prescrição é crime
- O ponto
entre a automedicação desejável
e a aventureira
- O presente
e o futuro na gestão da saúde
- Laboratório não
pode estender prazo de patentes de medicamentos, diz STJ
- Mercado
de medicamentos genéricos cresce 33% em um
ano
Quarta-feira, 09.02.11
Saúde
Business Web
Entrevista:
Nove prioridades da ANS até 2012
Diretor-presidente
da Agência Nacional de Saúde
Suplementar, Mauricio Ceschin, elenca os eixos temáticos
que serão trabalhados em sua gestão
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) elencou
nove temas prioritários para sua atuação
entre 2011 e 2012. Esses temas compõem a primeira Agenda
Regulatória da Agência. Nesta última segunda-feira,
a ANS disponibilizou entrevista com o seu diretor-presidente,
Mauricio Ceschin.
O
que é uma Agenda Regulatória?
Mauricio
Ceschin: É um instrumento de planejamento regulatório
em que uma Agência Reguladora estabelece um cronograma
de atividades prioritárias, com abordagem organizada e
estruturada, a fim de garantir maior transparência e previsibilidade
na sua atuação e, assim, promover o desenvolvimento
saudável e sustentável do setor regulado. É parte
fundamental do esforço do estado brasileiro para melhorar
a qualidade da regulação.
Em setores
de atividade privada com forte viés e interesse
social, como o da saúde suplementar, com interesses contraditórios
e assimetria de informações, a tarefa reguladora é bastante
desafiadora.
A Agenda
Regulatória da ANS reúne um conjunto
de temas ou questões (com suas ações específicas)
que, para a diretoria, são prioritárias, de cunho
estratégico e impactam ou impactarão, em um futuro
próximo, o setor de saúde suplementar. Portanto,
devem ser estudadas, discutidas e regulamentadas pela Agência.
Estimular
a transparência e a previsibilidade das ações
da ANS permite que, não só os agentes do setor,
mas toda a sociedade, conheça e participe das discussões
e propostas e assim a ANS possa se antecipar aos desafios que
inevitavelmente surgirão como ameaça à sustentabilidade
e qualidade dos serviços ofertados aos beneficiários
e consumidores de planos de saúde.
Por
que a ANS decidiu desenvolver uma Agenda Regulatória?
Mauricio
Ceschin: Na minha opinião, a atuação
de um órgão regulador vai além de se preocupar
com os chamados temas ou problemas conjunturais, via de regra
urgentes e importantes, ou ser pautado por eventuais crises.
Devemos não perder o foco das questões estratégicas
que afetam ou afetarão o setor regulado, principalmente
seus consumidores. Discutir alternativas e buscar, constantemente,
soluções e ações estruturantes que
tenham efeito não só imediato, mas em longo prazo
e, sempre que possível, também possam corrigir
distorções e imperfeições do setor
que afetam não só o equilíbrio nas relações
entre seus agentes produtivos, mas, principalmente, possam impedir
ou ameaçar o que foi contratado por parte do consumidor.
A proposta
de organizar temas estratégicos em uma agenda
permite uma atuação pró-ativa da ANS e a
antecipação de sua atuação junto
a possíveis problemas futuros.
Se atentarmos
para a história da ANS, vamos observar
que a atividade regulatória apresenta ciclos evolutivos
razoavelmente bem marcados: primeiro vieram as regras e o esforço
para instituir a agência e a regulação-base;
em um segundo momento a preocupação maior foi a
sustentabilidade econômico-financeira das operadoras, e
agora o foco é na garantia de entrega e na qualidade do
produto/serviço entregue ao consumidor.
Em um setor
complexo como o da Saúde Suplementar, não é possível
se pensar em qualidade sem garantir o acesso aos serviços
prometidos e as informações necessárias
para o exercício do poder de escolha por parte do consumidor;
sem considerar as opções de oferta e grau de concorrência
que estimulem a competição pela melhor oferta e
menor custo; sem estudar alternativas de modelos de financiamento
e reajuste de preços que viabilizem a continuidade do
benefício... E por aí vai.
Outro forte
motivador foi exatamente a existência de temas
que devem ser estudados e discutidos agora, mesmo que só pareçam
ter impacto daqui a 20 ou 30 anos. As mudanças demográficas
no Brasil vêm se acentuando, e o seu impacto no chamado
mutualismo - regime de partição simples - que é a
base de sustentação e financiamento do setor, certamente
acontecerá. Quais são as alternativas possíveis?
Esses são alguns temas que estão na Agenda do Biênio
2011/2012.
Qual
a importância de uma iniciativa desta para uma agência
reguladora?
Mauricio
Ceschin: Em primeiro lugar, acredito que esta iniciativa vai
ao encontro
do cumprimento da missão da Agência
de promover a defesa do interesse público na assistência à Saúde
Suplementar, regular as operadoras do setor e contribuir para
as ações de saúde no país.
Em segundo
lugar, muito se fala hoje de transparência,
a agenda regulatória é um anúncio público
antecipado do que se pretende fazer, do ponto de vista estratégico.
Não podemos perder de vista que em função
da característica técnica de muitos temas, é necessária
uma atenção constante não apenas na divulgação,
mas na tradução em linguagem clara, dos temas em
discussão. Isso não é simples ou trivial,
mas é essencial.
Em recente
artigo li a citação de um juiz americano,
por ocasião da crise de 1929 no sistema financeiro: "A
luz do sol é o melhor dos desinfetantes". Para qualquer
atividade regulatória a mesma ‘luz do sol" é essencial.
Além do aspecto da transparência, acredito que
a Agenda promove maior clareza na atuação da ANS,
sobretudo para a sociedade e os agentes regulados e maior previsibilidade
dos mecanismos e normas utilizados na atuação regulatória.
Ela também possibilita o acompanhamento dos compromissos
pré-estabelecidos, qualifica a gestão regulatória
da ANS e possibilita a participação da Câmara
de Saúde Suplementar no debate sobre a pauta de decisões
estratégicas e prioritárias da ANS.
O que muda efetivamente para a ANS e para a sociedade?
Mauricio
Ceschin: Planejar o futuro, pensar em cronogramas e ações e metas, discutir e antever recursos e necessidades
para cada projeto. A agenda já vem movimentando parte
do corpo técnico da ANS desde novembro do ano passado.
Estamos ainda tornando concreta a outra necessidade histórica:
integrar as Diretorias. Os responsáveis primário
e secundário de cada ação são sempre
de diretorias diferentes e cada ação da agenda
regulatória é atividade que envolve técnicos
de várias diretorias. Alem disso vamos abrir a participação
nos trabalhos dos planos de ação para todos os
servidores que tiverem conhecimento específico no que
está sendo estudado, mesmo que ele não esteja lotado
na equipe responsável pelo tema.
O impacto
para a sociedade será tanto maior quanto mais
participativos forem seus representantes na Câmara de Saúde
Suplementar. É preciso ter clareza para a forma que a
sociedade participa dessas discussões: através
das diversas instituições que representam a todos
na CSS.
Os consumidores
estão representados, bem como os profissionais
de saúde, os hospitais e clínicas e os trabalhadores
sindicalizados. Enfim, há representação
suficiente. Cabe a cada um cobrar seu representante, pois a agenda é de
todos. É importante lembrar que a própria construção
do tema foi permeada de tempo para que as instituições
representativas dos operadores setoriais fizessem suas sugestões.
Da mesma forma temos a expectativa que a participação
da sociedade irá crescer com o desenrolar dos temas e
seu aprofundamento.
Há que se ressalvar que esta é a nossa primeira
experiência em fazer uma agenda regulatória, portanto,
teremos muito que aprimorar.
Quais
os principais eixos (há destaques especiais)?
Mauricio
Ceschin: São nove eixos temáticos, cada
um deles tendo subtemas que podem ter mais de uma ação.
O importante é passarmos, mesmo que rapidamente, os eixos
temáticos para termos idéia do tamanho e importância
do desafio: Eixo 1: Modelo de Financiamento do Setor; Eixo 2:
Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial; Eixo 3: Modelo de
Pagamento a Prestadores; Eixo 4: Assistência Farmacêutica;
Eixo 5: Incentivo à Concorrência; Eixo 6: Garantia
de Acesso a Informação; Eixo 7: Contratos Antigos;
Eixo 8: Assistência ao Idoso; Eixo 9: Integração
com o SUS.
Como fruto
de longas reflexões e debates é muito
difícil eleger algum como ‘destaque especial",
mas aponto dois destaques que acredito que podem ter um efeito
a curto e médio prazo importante na percepção
do consumidor, o que para mim, é bastante relevante: a)
Dar poder ao consumidor. Isto é, dar informação
para escolher, para cobrar o que está no contrato, para
qualificar a operadora e o hospital que o atenderam e, b) Atacar
de frente o problema na demora do atendimento a um paciente que
necessite de um procedimento, uma internação, ou
o que quer que seja.
Como
cada ítem
tem sido trabalhado?
Mauricio
Ceschin: As equipes finalizaram a construção
dos planos de ação para cada tema. Faremos divulgações
internas e convidaremos os servidores que queiram participar
dos planos de ação que procurem os responsáveis
pelos mesmos.
Acertamos
também que periodicamente será feita
uma apresentação, por parte dos responsáveis
por cada plano de ação, para os servidores que
se interessarem pela evolução dos trabalhos.Concomitantemente,
será feita a divulgação da Agenda Regulatória
no nosso sítio e meios de comunicação.
Portal CQCS / Viver Seguro
Diagnóstico do setor de saúde
suplementar
O mais recente
diagnóstico do setor de saúde suplementar
no País, apresentado em um caderno especial publicado
pelo jornal Valor Econômico na segunda-feira, confirma
o bom momento das operadoras de saúde. Após uma
expansão que elevou a receita do mercado para mais de
R$ 70 bilhões, como resultado de uma taxa de crescimento
acima da apresentada pelo PIB (estimada em 7,5%), as operadoras
projetam também desempenho favorável neste ano,
tendo como premissa a continuidade da demanda por produto pelas
empresas dos mais variados portes, sobretudo as pequenas e médias,
que, como os grandes grupos, acenam com planos de saúde
para reter mão de obra qualificada.
Com isso,
a taxa de expansão dos planos corporativos
dá saltos em relação aos individuais. Os
contratos coletivos hoje representam 75% do total dos planos
de saúde. A estratégia de operar mais com planos
coletivos deve-se ao fato de as operadoras considerarem o nicho
de planos individuais muito engessado, tendo em vista a forte
ação reguladora da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS).
O caderno
mostra ainda que, entre os operadores, as seguradoras apresentam
taxas de
crescimento acima da média de mercado.
A estreia de novos operadores no ramo de saúde, a perspectiva
de fusões e incorporações e o avanço
dos planos odontológicos são outros temas tratado
caderno especial de planos de saúde.
Agência
Estado
Ipea:
falta de médicos é apontada
por 58,1% como maior problema do SUS
Segundo
pesquisa, rapidez no atendimento é citada como
maior motivação para a busca pelos planos de saúde
Por Wladimir D'Andrade
SÃO PAULO - A falta de médicos é o principal
fator que impede uma melhor avaliação da rede pública
de saúde. Esse quesito foi apontado por 58,1% dos entrevistados
como o maior problema do SUS. A conclusão é da
pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social
(SIPS), divulgada nesta quarta-feira, 9, pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).
Em segundo
lugar, ficou a "demora para ser atendido nos
centros de saúde ou nos hospitais da rede pública" (35,4%),
seguido por "demora para conseguir uma consulta com especialista" (33,8%).
Os dados, de acordo com o Ipea, indicam que a população
quer acesso "mais fácil, rápido e oportuno" à rede
pública de saúde.
A pesquisa
revela que a rapidez no atendimento é citada
como a maior motivação para a busca pelos planos
de saúde.
Para três tipos de serviço específicos -
atendimento por especialistas, de urgência e emergência
e centros e/ou postos de saúde - "aumentar o número
de médicos" foi a sugestão mais mencionada,
seguida pela redução do tempo de espera para uma
consulta. "O aumento do número de médicos
pode ser entendido pela população como uma solução
para os problemas que vivencia, quando, na busca de serviços
no SUS, ocorre demora para atendimento ou existe a necessidade
de se chegar muito cedo ao local para conseguir marcar uma consulta
ou utilizar outro tipo de serviço de saúde",
diz o estudo.
No caso dos
serviços prestados por médicos especialistas,
37,3% sugerem aumentar o número de profissionais no SUS
e 34,1% falam em reduzir o tempo de espera entre a marcação
e a consulta. Para serviços de urgência e emergência,
33% propõem aumentar o número de médicos
e 32% mencionam a diminuição no tempo de atendimento.
No caso dos centros e postos de saúde, aumentar número
de especialistas foi citado por 47% e tempo de atendimento, por
15,5%.
Quem tenta
driblar o tempo de espera e recorre aos planos de saúde se depara com o preço da mensalidade, que
foi apontado por 39,8% dos usuários consultados como o
principal problema da rede suplementar.
As entrevistas
foram feitas no período de 3 a 19 de novembro
do ano passado. O questionário foi aplicado a 2.773 residentes
em domicílios particulares em todos os Estados do País.
A amostragem considerou sexo, faixa etária, faixas de
renda e escolaridade de acordo com cada região.
Folha
de São
Paulo
TENDÊNCIAS
/ DEBATES
A
regionalização da saúde
Por Giovanni Guido Cerri
Em um país com dimensões continentais, não é razoável
que o atendimento em hospitais esteja engessado, ligado a um
comando central
Foi sábia a decisão dos sanitaristas, no processo
de implantação do SUS (Sistema Único de
Saúde), ao prever a descentralização de
ações, a hierarquização da assistência
e as pactuações que definem as atribuições
de cada esfera de governo.
Em um país com dimensões continentais, não é razoável
que a execução de políticas públicas
de saúde e o atendimento em hospitais estejam engessados,
ligados a um comando central.
É desejável um funcionamento ramificado, com supervisão
e acompanhamento dos gestores.
A chamada
regionalização da saúde, entretanto, é um
processo complexo e dinâmico, que requer profunda sinergia
entre União, Estados e municípios.
O Estado
de São Paulo tem uma rede bem estruturada de
Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios,
centros de referência e hospitais de nível secundário,
terciário e quaternário. A capacidade instalada é boa
e, em geral, capaz de suprir as necessidades da assistência.
Há, no entanto, problemas a serem enfrentados. Especialmente
no que diz respeito à otimização dos recursos
físicos e humanos já existentes, identificação
das carências e, principalmente, articulação
de sistema efetivo de regionalização.
Julgamos
fundamental estabelecer mecanismos eficazes de referência
e contrarreferência.
Os cidadãos precisam ter o devido acesso à atenção
primária, que soluciona algo em torno de 80% das necessidades;
caso precise de atenção ambulatorial ou hospitalar,
a unidade de origem deve providenciar o encaminhamento, por sistema
informatizado, sem que o cidadão tenha de percorrer os
serviços de saúde com um papel na mão.
A hierarquização é primordial,
visando a racionalidade no atendimento e evitando que casos
simples sejam
atendidos em hospitais com elevada complexidade.
A participação dos municípios é essencial
para que possamos promover a regionalização de
forma eficiente, sempre sob a lógica do usuário
do SUS.
E, para que
haja a desejada mobilização dos gestores, é necessário
intensificar o diálogo: mais do que dizer, queremos ouvir,
um a um.
Começamos pela Baixada Santista, onde criamos uma espécie
de "agência" da saúde, mobilizando as
nove prefeituras da região para traçar um amplo
diagnóstico da saúde pública e propor ações
de aperfeiçoamento e melhoria.
Contaremos,
nessa mobilização, com a participação
e a integração das secretarias de Educação,
Saneamento e Desenvolvimento Social do Estado.
Com a consultoria
do infectologista David Uip, o foco prioritário
do trabalho será o de desenvolver iniciativas nas áreas
de combate à dengue, redução da mortalidade
infantil, ampliação de leitos hospitalares, medidas
para prevenir surtos de viroses, expandir o saneamento básico,
entre outros.
Esperamos
levar esse modelo para outras regiões do Estado,
com a proposta de aproveitar a expertise de cada município
na gestão da saúde e os recursos de saúde
instalados em cada local para, com o apoio dos governos estadual
e federal, aperfeiçoar e otimizar a assistência
pública em saúde aos cidadãos, em conformidade
com os corretos princípios do SUS.
Giovanni
Guido Cerri, médico, professor titular da Faculdade
de Medicina da USP, é secretário da Saúde
do Estado de São Paulo.
Saúde
Business Web
ANS: Último balanço
dos planos privados
Taxa
de cobertura de planos de assistência médica
no país é de 23,4%. Confira último balanço
do setor de saúde suplementar
Em 2011,
o Saúde Business Web irá disponibilizar
para o leitor as publicações da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) referente à utilização
de serviços de saúde por pessoas cobertas e não-cobertas
por planos privados de assistência médica no Brasil.
O último estudo da Agência, de dezembro de 2010,
registra o vínculo de 44,8 milhões de beneficiários
de planos de assistência médica com ou sem odontologia
e 13,9 milhões a planos exclusivamente odontológicos.
A taxa de cobertura de planos de assistência médica
no país é de 23,4%. Das operadoras que possuem
beneficiários, 1.061 são médico-hospitalares
e 384 exclusivamente odontológicas, com 27.910 planos
privados de assistência médica com ou sem odontologia
e 2.652 planos exclusivamente odontológicos com beneficiários.
O levantamento
traz uma análise comparada da utilização
de serviços de saúde e da morbidade referida da
população com e sem plano privado de saúde
no Brasil, a partir do Suplemento Saúde da PNAD 2008.
Para conferir
o último
estudo completo acesse o link
http://www.ans.gov.br/data/files/FF8080822C378C2E012D52D689D44521/Caderno_2010-12-emb_WEB.pdf
O
Estado de São
Paulo
Aprovação
de curso de Medicina contraria MEC
Em
decisão unânime, Conselho Nacional de Educação
libera criação de curso na Universidade de Franca
(SP); decisão desagrada o Cremesp
Por Lígia
Formenti / Lisandra Paraguassu
Contrariando
uma decisão do Ministério da Educação
(MEC), o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou
a criação do curso de Medicina da Universidade
de Franca (Unifran), com 60 vagas anuais. A decisão, tomada
por unanimidade por integrantes do colegiado, nem bem foi anunciada
e já provoca reações irritadas do Conselho
Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
"Não há razão técnica para
essa revisão", disse o vice-presidente do Cremesp,
Renato Azevedo. Médicos sustentam que, apenas na região
de Franca, há cinco escolas de Medicina - um número
bem maior que o necessário para atender a demanda local. "O
próprio ministério, ao justificar a negativa da
abertura, afirma não haver necessidade social." No
Estado de São Paulo atualmente existem 31 cursos de Medicina.
A entidade
deve preparar um manifesto pedindo para que o ministro da Educação, Fernando Haddad, não homologue
a decisão. O maior receio do Cremesp é de que a
decisão do CNE represente uma tendência de flexibilização
para abertura de cursos de Medicina - na contramão do
movimento desencadeado pelo governo em 2008.
Naquele ano,
o MEC tornou mais rígidas as regras para
abertura de graduações na área. Entre as
exigências, está a de que a instituição
tenha um hospital de ensino próprio ou conveniado por
um período mínimo de dez anos. Requisitos de infraestrutura
e de qualificação do corpo docente também
passaram a ser cobrados.
As novas
regras foram uma reação a uma expansão
acelerada da graduação de Medicina durante a década.
De acordo com MEC, entre 1996 e 2006, o número de cursos
aumentou 86%.
Chamado para
liderar um grupo de especialistas formado para regulamentar
e fiscalizar
os novos cursos, o ex-ministro da Saúde
Adib Jatene afirmara: "Nenhum país do mundo conseguiria
criar o corpo docente e a infraestrutura necessária para
atender os mais de 80 novos cursos criados nesse período".
O pedido
de abertura de curso de Medicina pela Universidade de Franca
foi analisado
pelo MEC há dois anos. Depois
da negativa, a instituição recorreu ao CNE. Não é a
primeira vez que o colegiado reforma uma decisão do MEC.
Somente no ano passado, o CNE liberou a criação
de 28 cursos em diversas áreas que haviam sido brecados
pelo ministério. Número bem maior que o de decisões
reforçando a proibição do MEC: 19 cursos.
Na área de Medicina, além do curso de Franca,
o CNE foi favorável à criação de
graduação pelo Centro Universitário Várzea
Grande. Haddad vem adotando a tática de postergar a análise
dos pedidos de homologação. Das decisões
reformadas pelo CNE no ano passado, a maioria ainda não
foi avaliada pelo ministro.
Procurado,
o CNE informou que não se manifestaria. "Agora é só aguardar,
não tem como ser negado", disse a reitora da Unifran,
Rosalinda Pimentel. Segundo ela, a Unifran investiu, em todo
o processo, mais de R$ 3 milhões, construindo o prédio
para abrigar o curso e na contratação do corpo
docente necessário para o início das aulas. / COLABOROU
BRÁS HENRIQUE, DE RIBEIRÃO PRETO
PARA ENTENDER
A briga do
MEC para melhorar a qualidade dos cursos de Medicina começou em 2006, quando o pedido de criação
de novos cursos atingiu o ápice. Desde então, os
processos de autorização de novos cursos passaram
a exigir um parecer do CNE, levando em conta não apenas
a infraestrutura, mas também a "necessidade social".
Outras medidas
foram tomadas em 2008. Além de endurecer
as exigências, como a necessidade de um hospital próprio,
o ministério abriu um processo de supervisão de
17 cursos que tiveram notas 1 e 2 no Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes (Enade).
InfoMoney
Reajuste
não deve se resumir a questões econômicas
Por Gladys
Ferraz Magalhães
O Idec (Instituto
Brasileiro de Defesa do Consumidor) e o Procon-SP se recusaram
a participar do Grupo de Trabalho da ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar), que visa a elaborar uma
nova fórmula de reajuste para os planos de saúde.
De acordo
com as entidades, a Agência já apresentou
uma metodologia de cálculo pré-determinada e adotou
como requisito único para composição do
grupo o conhecimento de matérias específicas, relacionadas à área
econômica, o que para elas é equivocado.
Na análise das duas entidades, a discussão sobre
o reajuste de planos de saúde deve ocorrer com um horizonte
de médio e longo prazos, além de garantirem o equilíbrio
econômico dos consumidores e a visibilidade de diversos
setores da sociedade no debate, como os órgãos
de defesa dos consumidores.
Mais problemas
Ainda sobre
o assunto, as duas entidades avaliam que na proposta de discussão apresentada pela agência não
se vislumbra a capacidade de pagamento dos consumidores para
a busca de uma solução a longo prazo e que garanta
um equilíbrio assistencial, econômico e financeiro,
podendo, dessa forma, resultar em aumento de custos dos planos
de saúde individuais ou familiares aos consumidores.
Folha
de São
Paulo
Camelô vende receita falsa de antibiótico
Prescrição forjada para medicamento, que desde
novembro só pode ser vendido com indicação
médica, custa R$ 30
Reportagem
adquire receita falsa na rua e, a poucos metros do local, compra
antibiótico em uma farmácia
Por James Cimino
DE SÃO
PAULO
Camelôs vendem em São Paulo prescrições
falsas para antibióticos, medicamentos para os quais a
Anvisa exige receita médica desde novembro, com objetivo
de frear o abuso de automedicação.
Quem tenta
fugir de consulta médica para resolver uma
amigdalite, por exemplo, paga em média R$ 30 pela prescrição
ilegal no entorno da praça da República, da praça
da Sé (região central) ou do Largo 13 (zona sul).
A receita
forjada é oferecida discretamente pelos conhecidos "plaqueiros" de
ruas centrais, como Barão de Itapetininga e São
Bento.
A Folha esteve
na sexta-feira passada na região e comprou,
com dados pessoais falsos, uma receita de amoxicilina 500 mg.
Poucos minutos depois, já estava com o remédio
em mãos.
Ao ser abordado,
o "plaqueiro" tira de uma sacola
um bloco de receituário com carimbo de uma médica
cujo registro no Cremesp é verdadeiro, e tem o cuidado
de iniciar a fraude com o jargão médico "uso
interno".
Embora pergunte
nome, dosagem e posologia, o "vendedor" se
confunde ao grafar o nome amoxicilina, o que poderia induzir
o farmacêutico a fornecer outro remédio.
Mesmo com
a receita rasurada, a reportagem comprou o remédio
na drogaria Onofre da mesma rua.
À Folha a Onofre afirmou que "não há indícios
visíveis de que a receita seria falsa". Além
disso, diz que não pediu documento do cliente porque a
Anvisa só tornará isso obrigatório em abril
-a Anvisa, porém, diz que exigir documento já é obrigatório.
TARJA PRETA
Também é fácil de achar receita para medicação
controlada, os famosos tarja preta. O documento foi oferecido,
em branco, por R$ 50 na praça da República, em
meio à circulação de policiais.
A única recomendação foi para não
fazer a compra ali perto porque "eles [farmacêuticos]
estão espertos".
De fato,
uma farmacêutica da praça da República
olhou a receita e cravou: "Mesmo que a gente tivesse Rivotril,
você não ia conseguir comprar com esse xerox..." Na
av. Angélica, no entanto, uma farmácia fez a venda.
Teve o cuidado de pedir identidade. Dessa vez, a reportagem
preencheu a receita com dados verdadeiros.
Nenhum responsável pela farmácia foi localizado
até o fechamento desta edição.
Folha
de São
Paulo
Comprar
ou vender prescrição é crime
Colaborou
Iuri de Castro Tôrres
DE SÃO
PAULO
Tanto quem
compra quanto quem vende receita falsa pode ser indiciado pelo
crime
de falsidade ideológica, cuja pena varia de
um a três anos de prisão e multa. Mas lacunas na
fiscalização podem favorecer esse tipo de crime.
Segundo a
Covisa (Coordenação de Vigilância
em Saúde), ao menos uma vez por ano são feitas
visitas às farmácias para cruzar os dados de vendas
existentes na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) com as receitas que ficam retidas nos estabelecimentos.
Caso sejam
constatadas irregularidades como a venda de medicamento sem
prescrição médica, afirma o órgão,
o estabelecimento pode ser advertido, interditado, multado e
ter os medicamentos apreendidos.
No entanto,
sobre casos de falsificação de receitas,
a vigilância recomenda que sejam encaminhados à polícia.
O órgão não informou o número de
farmácias que são pegas em alguma situação
irregular por ano.
Segundo a
Anvisa, até 24 de abril, as farmácias
do país estão apenas retendo as receitas com prescrição
para antibióticos, mas não estão obrigadas
a cadastrar a venda no SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento
de Produtos Controlados).
Folha
de São
Paulo
ANÁLISE
O
ponto entre a automedicação desejável
e a aventureira
Por Hélio
Schwartsman - articulista da folha
Além de escrever reportagens, existem dois motivos pelos
quais as pessoas recorrem a traficantes de receitas: ou estão
em busca de drogas que o médico não prescreveria
ou não estão dispostas a passar pela consulta.
A primeira
situação inclui gente atrás
de remédios para fins recreativos ou de utilização
controversa, como anfetaminas para perder peso.
Dá para imaginar que, sem as barreiras burocráticas,
contingentes ainda maiores fariam experimentações
duvidosas, mas a exigência de receita não impede
o abuso.
Relatório de 2007 do governo dos EUA indica que o consumo
de drogas lícitas é o que mais cresce entre jovens.
Ele só perde para a maconha.
A situação número dois é a que podemos
chamar de automedicação clássica. Seja por
falta de recursos, tempo ou ambos, o sujeito prefere não
passar por uma consulta. Por recomendação de terceiros
ou por experiências passadas, imagina saber que droga de
que necessita.
Apesar de
estigmatizada pela propaganda oficial, a automedicação é em
algum grau desejável. A OMS a descreve como "necessária" e
com função complementar ao sistema de saúde,
especialmente nos países pobres.
De fato,
a última coisa de que o SUS precisa é agregar às
filas dos serviços médicos todos os portadores
de quadros virais menores e todas as dores de cabeça do
país. A esmagadora maioria das moléstias que acometem
a humanidade passa sozinha.
O desafio é encontrar o ponto ótimo que não
onere o SUS com consultas desnecessárias nem incentive
aventuras muito ousadas na automedicação. Quanto
aos traficantes, enquanto houver restrições à compra
e demanda pelas drogas, eles terão seu negócio
assegurado.
Saúde
Business Web
O
presente e o futuro na gestão da saúde
Por Eduardo Blay
Como perceber
as tendências e inovações
em saúde?
A grande
questão da Gestão Empresarial atual é: “Como
lidar com as mudanças e desafios dos novos tempos?”
Antigamente
a origem das mudanças de mercado era derivada
de um ou dois fatores.
Atualmente,
a maior parte das mudanças e inovações
significativas provém de “n” fatores interligados
numa cadeia de causa-efeito.
Como exemplo:
a mudança no estilo de vida, com uma maior
preocupação com hábitos saudáveis
foi um dos fatores que levou a uma mudança demográfica,
que é o envelhecimento da população. O Estatuto
do idoso, que é uma mudança nas leis e regulamentos
e a mudança tecnológica representada pelos novos
diagnósticos e tratamentos geriátricos, levaram
a mudanças no mercado da saúde: evolução
do home care, clínicas e hospitais de retaguarda e residenciais
especializados; além de ter trazido mudanças para
dentro dos hospitais gerais, como o aumento da idade média
dos pacientes de UTI.
Algumas inovações trazem grandes expectativas,
que acabam não se realizando, como é o caso do
mapeamento genético e do armazenamento do cordão
umbilical, que até o momento trouxeram poucas mudanças
práticas, a não ser para algumas empresas, que
passaram a comercializar estes “produtos”.
A dificuldade
em se enxergar as tendências de mudanças
e inovações ocorre geralmente devido a dois fatores,
que atuam, na maior parte das vezes, em conjunto:
- Dificuldades
de percepção
- Obstáculos
organizacionais
As dificuldades
de percepção são individuais,
embora possam acometer grande parte da população,
e agem como barreiras, filtros ou bloqueios mentais, que impedem,
dificultam ou distorcem a percepção da realidade
de mercado.
Um exemplo
comum é a falta de visão sistêmica
de relações complexas de causa e efeito. Um exemplo
de obstáculo organizacional é a cultura do “sucesso
garantido no passado”, que faz os dirigentes e colaboradores
da organização acreditar que o sucesso no passado é a
garantia de sucesso no futuro, e é também chamada
de “cultura do dinossauro”, por motivos óbvios.
Como disse
Anais Nin: “Não vemos as coisas como
elas são, mas como nós somos.” A percepção
de tendências de mudanças é um exercício
de conhecimento de mercado, criatividade, raciocínio integrativo,
isenção de pré conceitos e humildade. Não é fácil,
mas pode ser muito benéfico para aqueles que conseguem
se antecipar e “surfar” na onda da mudança.
Afinal como
disse o saudoso guru dos gurus da administração,
um homem muito à frente de seu tempo, Peter Drucker: “A
melhor forma de prever o futuro é criá-lo!”.
Terça-feira,
08.02.11
Agência
Brasil
Laboratório não
pode estender prazo de patentes de medicamentos, diz STJ
Remédios em questão são usados para doença
de Parkison e no combate à formação de trombose
RIO - O Instituto
Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) obteve nesta terça-feira, 8, nova vitória contra
um laboratório estrangeiro que queria estender o prazo
de patentes de medicamentos no Brasil. O Superior Tribunal de
Justiça (STJ) decidiu a favor do Inpi em ação
movida pelo laboratório alemão Dr. Karl Thomae
na questão de patentes pipeline (de revalidação)
para os remédios de marca original Sifrol, usado para
doença de Parkinson, e Persantin, para combate à formação
de trombose. Os medicamentos genéricos são Pramipexol
e Dipiridamol.
As patentes
dos dois medicamentos venciam em 2004 e 2006 e o laboratório queria estender os prazos de vigência
até dezembro de 2010 e julho de 2012, respectivamente.
Ele pretendia aplicar no Brasil a prorrogação concedida
na Alemanha. O Inpi, contudo, defende que seja contado o prazo
de 20 anos de vigência da patente a partir da primeira
data do depósito do pedido, sem extensão.
O procurador-chefe
do Inpi, Mauro Maia, disse, em entrevista à Agência
Brasil, que a decisão reafirma o entendimento fixado pelo
STJ. No ano passado, o órgão definiu que o prazo
de validade da patente que garantia o direito de exclusividade
do laboratório farmacêutico Pfizer para a fabricação
e comercialização do Viagra, usado no tratamento
da disfunção erétil, terminava no dia 20
de junho. A partir daí, o medicamento cairia em domínio
público.
Para Maia,
a medida vai desonerar as políticas de saúde
pública, facilitando o acesso da população
aos medicamentos. "Significa a possibilidade do lançamento
de medicamentos genéricos correspondentes a esses medicamentos.
E, com isso, uma desoneração no custo de saúde
pública, em razão de o Estado ser comprador desses
medicamentos. E uma desoneração também para
o consumidor, na medida em que, havendo uma redução
do preço com o lançamento de genéricos,
nós vamos ter um melhor acesso da população
ao medicamento".
Mauro Maia
ressaltou que a decisão do STJ favorável
ao Inpi enfatiza o correto uso do sistema patentário. "Porque
o que a Procuradoria-Geral federal tem feito é combater
o excesso, o abuso desse direito, o que é traduzido, para
nós, nessas ações que buscam a extensão
da vigência de patentes farmacêuticas".
Maia esclareceu
que não se trata de quebra de patente. "Não
existe, na verdade, a tal figura da quebra de patente. O que
nós estamos querendo fazer valer é o prazo fixado
pelo Inpi quando concedeu a patente pipeline" e não
os prazos que os laboratórios estão buscando, que
são prazos maiores e com extensões que na nossa
leitura, agora confirmada pelo STJ, são prazos indevidos
e ilegais".
Para a patente
cuja vigência se encerrou em dezembro do
ano passado, o procurador-chefe do Inpi explicou que já existe
um ambiente que vai permitir o lançamento do remédio
genérico. A patente do medicamento para combate à trombose,
entretanto, vai vigorar até 2012, mas não terá a
extensão pretendida. "Com isso, o prazo fixado pelo
Inpi vai ser respeitado e tão logo esgote o prazo de vigência
dessa patente, ela vai cair em domínio público
e vai ter condições de ser produzido o medicamento
genérico", disse.
O
Estado de São
Paulo
Mercado
de medicamentos genéricos cresce 33% em um ano
Bom desempenho
se deve, em parte, ao término da patente
do Viagra, para impotência sexual, e do Liptor, para controle
do colesterol; crescimento da economia também contribui
para aumento
Por Karina Toledo
SÃO PAULO - O mercado de medicamentos genéricos
cresceu 33% em 2010, quase o dobro do registrado no setor farmacêutico
como um todo. O bom desempenho se deve, em parte, ao término
da patente de dois medicamentos: Viagra (sildenafil), para impotência
sexual, e Liptor (atorvastatina), para controle do colesterol.
Segundo dados
do IMS Health, instituto que audita o desempenho da indústria farmacêutica no Brasil e no mundo,
os fabricantes de genéricos comercializaram no ano passado
444,3 milhões de unidades - cerca de 21% de todos os medicamentos
vendidos - e movimentaram R$ 6,2 bilhões.
Para o presidente
da Associação Brasileira das
Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos),
Odnir Finotti, o bom desempenho se deve também ao crescimento
da economia e ao aumento da renda da população. "O
Viagra foi nossa grande estrela no ano passado. Mas os medicamentos
para controle de doenças crônicas, como hipertensão,
ainda são os mais vendidos", conta.
A Pró Genéricos mantém projeções
de crescimento otimistas para 2011 - principalmente pela entrada
no mercado de um dos anti-hipertensivos mais vendidos no País,
o valsartana, cujo nome comercial é Diovan. A droga representa
um mercado de mais de R$ 400 milhões anuais.
"Esses medicamentos dinamizam o mercado de genéricos
que, por sua vez, ampliam o consumo da substancia em até seis
vezes, como ocorreu no caso do Viagra e do Liptor", diz
Finotti.
Ele conta
que também estão em fase de registro
na Anvisa biogenéricos para tratamento de doenças
complexas, como artrite reumatoide, psoríase, hepatite
e câncer.