Leia
nesta edição:
- Três comissões debatem problemas dos planos de
saúde
- Governo
de SP repassa R$13,2 milhões para Santas Casas
- Após socorro a planos de saúde em crise financeira,
ANS não é ressarcida
- Empréstimos são feitos em duas situações
- Valor repassado à agência
pelo Tesouro cresceu quase 700%
- Faltam
critérios na aplicação
dos recursos
- Paciente fica com a conta da briga entre plano e hospital
- Publicitário chegou a receber cobrança
de R$ 11 mil
- Desempregado
recebe conta de R$ 39 mil após AVC e infarto
- Medicina proativa: a reforma da reforma
- Conselho
Jurídico da CNS participa do “V Forum Ético
Legal em Análises Clínicas”
- Problema
sem remédio
- ANS facilita
mudança
de plano antigo para novo
- No HC,
paciente com plano de saúde é VIP
Segunda-feira, 09.05.11
Agência Câmara de Notícias
Três comissões debatem problemas dos planos de
saúde
Em uma parceria
da comissão com a Agência Câmara,
os internautas já podem enviar perguntas aos convidados
para a audiência, pelo e-mail pergunte@camara.gov.br
Por Tiago
Miranda / Edição: Wilson Silveira
O debate
incluirá a necessidade de proteção
dos usuários.Os problemas do setor de planos de saúde
serão debatidos em audiência pública promovida
por três comissões nesta terça-feira (10)
. O debate foi proposto por 11 deputados e deverá tratar
dos seguintes temas: a queda no valor do ressarcimento dos planos
de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS)
pelo atendimento dos seus clientes na rede pública; o
desgaste da relação de trabalho entre os médicos
e os planos de saúde; a atuação da Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na fiscalização
das operadoras; e a necessidade de medidas protetivas aos consumidores
de planos coletivos, administrados por entidades de classe, associações
e outros.
A audiência será realizada pelas comissões
de Defesa do Consumidor; de Seguridade Social e Família;
e de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Em uma parceria das comissões com a Agência Câmara,
os internautas já podem enviar antecipadamente perguntas
aos convidados pelo e-mail pergunte@camara.gov.br. Os questionamentos
serão feitos por intermédio dos deputados que participarão
do debate. A audiência será transmitida ao vivo
pela Agência Câmara.
Fiscalização
O deputado
Nelson Marquezelli (PTB-SP), um dos que propuseram o debate,
lembra
que a Comissão de Defesa do Consumidor
já analisa vários projetos de lei com o objetivo
de melhorar a qualidade dos serviços de saúde complementar.
Ele cita dados da ANS que apontam, somente nos três primeiros
meses deste ano, ações de fiscalização
em 187 planos de saúde em razão de problemas econômicos
ou financeiros e 75 liquidações extrajudiciais
de empresas do setor.
“Esses dados nos remetem à necessidade de avaliação
dos mecanismos de proteção que devem ser adotados
para resguardar os consumidores, sobretudo quando a contratação
de planos de saúde é feita por meio de entidades
de classe”, afirma Marquezelli.
Ele acredita
que a audiência contribuirá para esclarecer
as reclamações e críticas de pacientes e
discutir medidas preventivas. “Quem acaba pagando a conta
duas vezes é o paciente, com mau atendimento e preços
altos”, disse. Segundo ele, é necessário
questionar a margem de lucro das operadoras e ver se os médicos
estão realmente recebendo pouco.
Ressarcimento
O deputado
Dimas Ramalho (PPS-SP) apresentou dois requerimentos de debate
na área de planos de saúde. Ele quer
discutir a queda no valor pago pelos planos ao SUS, a título
de ressarcimento pelo atendimento de clientes na rede pública.
O deputado
cita levantamento publicado em janeiro pela Folha de S.Paulo,
segundo o qual
em 2009 o ressarcimento foi de apenas
R$ 5,62 milhões – “uma queda de 31,7% em relação
ao valor ressarcido em 2007, que já era extremamente baixo”.
Outro requerimento
de Ramalho, também aprovado pela comissão,
propõe um debate sobre a “deterioração” da
relação dos planos de saúde com os médicos.
Esse também é o assunto proposto pelo deputado
Eleuses Paiva (DEM-SP).
CPI
De acordo
com o deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que também propôs a audiência, o setor de planos
de saúde é uma “caixa preta” e precisa
ser investigado. Ele está recolhendo assinaturas para
propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
sobre o tema. “Queremos saber sobre a movimentação
financeira; por que as operadoras vendem planos e não
cumprem os contratos; por que não há investimento”,
questionou Castelo Branco.
O deputado
disse também que, atualmente, os planos contratam
apenas cooperativas de médicos que tiram a autonomia dos
profissionais para negociar diretamente preços de consultas
e reajuste nos contratos.
Sem atendimento
O presidente
da Comissão de Defesa do Consumidor, deputado
Roberto Santiago (PV-SP), lembrou que recentemente uma das grandes
operadoras deixou 143 mil pessoas sem atendimento e que os próprios
médicos reclamam dos valores repassados por essas empresas. "Em
determinados setores da saúde pública, o cidadão é mais
bem atendido do que nos planos”, disse Santiago.
Para o deputado, é preciso cobrar a responsabilidade
das empresas, “que não estão cumprindo o
seu papel social e descumprem o Código de Defesa do Consumidor”.
Segundo a
Associação Médica Brasileira
(AMB), os médicos atendem, em média, oito planos
ou seguros de saúde. A maioria paga entre R$ 25 e R$ 40
por consulta. “Esses valores mudam de região para
região e simbolizam a indiferença dos planos com
os profissionais que respondem pela saúde da população”,
afirmou o deputado Eleuses Paiva.
A assessoria
de imprensa da Federação Nacional
de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade que
congrega 15 grupos de operadoras de planos de saúde, defende
as empresas. Segundo a entidade, o reajuste médio do valor
das consultas médicas praticado por afiliadas variou entre
83,33% e 116,30% de 2002 até 2010. Esses percentuais são
superiores à variação do Índice de
Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) no mesmo período,
que foi de 76,31%.
A ANS alega
que não pode atuar para estabelecer um piso
mínimo para os honorários médicos nas consultas.
Há pareceres do Conselho Administrativo de Defesa Econômica
(Cade), vinculado ao Ministério da Justiça, e da
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Ministério
da Fazenda contra projetos de lei que tratem desse tabelamento.
Convidados
Foram convidados para o debate:
- o presidente
da Associação Médica Brasileira
(AMB), José Luiz do Amaral;
- o presidente
da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), Maurício Ceschin;
- a coordenadora
Institucional da Associação Brasileira
de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci;
- o diretor-executivo
da Federação Nacional de
Saúde Suplementar (Fenasaúde), José Cechin;
e
- o diretor
do Departamento de Proteção e Defesa
Econômica do Ministério da Justiça, Diogo
Thomson de Andrade.
A audiência será realizada às 14h30 no plenário
7.
O
Estado de São
Paulo
Governo
de SP repassa R$13,2 milhões para Santas Casas
Os recursos
serão pagos até o próximo mês
e deverão ser usados pelos hospitais para pagar fornecedores,
adquirir materiais ou realizar pequenas reformas
Por Marcela
Gonsalves - Central de Notícias
SÃO PAULO - A Secretaria de Estado da Saúde liberou
nesta sexta-feira, 6, um repasse extra de R$ 13,2 milhões
para auxiliar Santas Casas, hospitais filantrópicos e
Apaes (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais)
de São Paulo. Ao todo, serão 360 entidades serão
beneficiadas.
Os recursos
serão pagos até o próximo mês
e deverão ser usados pelos hospitais para pagar fornecedores,
adquirir materiais ou realizar pequenas reformas. A verba visa
auxiliar no equilíbrio financeiro das instituições
que, em sua maioria, apresentam problemas de caixa em razão
da defasagem da tabela de procedimentos do SUS (Sistema Único
de Saúde), definida pelo Ministério da Saúde. "Muitas
entidades se encontram em dificuldade financeira, porque a tabela
SUS geralmente remunera mal, e por isso este repasse extra é tão
importante", afirmou o secretário de Estado da Saúde
de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
O valor foi
dividido conforme o volume de atendimento das entidades pelo
SUS. A
Grande São Paulo será a região
mais beneficiada, com um repasse no valor de R$ 4,4 milhões.
Esse total será distribuído entre 40 hospitais
filantrópicos. A segunda região que receberá maior
verba é Campinas, com repasse de R$1,07 milhão,
seguida por São José do Rio Preto, com R$1,03 milhão.
A verba para cada hospital varia de R$ 20 a R$ 350 mil, conforme
tabela divulgada pela Secretaria.
O
Estado de São
Paulo
Após socorro a planos de saúde em crise financeira,
ANS não é ressarcida
Entre 2005
e 2009, a Agência Nacional de Saúde
Suplementar emprestou R$ 33 milhões para empresas com
as contas em desequilíbrio, mas apenas 8% delas conseguiram
se recuperar; pacientes sofrem com a perda de garantias de atendimento
Por Ligia Formenti
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) repassou
para operadoras de saúde com problemas financeiros e em
liquidação extrajudicial o equivalente a R$ 33,64
milhões entre 2005 e 2009, mas apenas 8% das empresas
socorridas se recuperaram. Além de pouco resultado prático,
a esmagadora maioria dos empréstimos ainda não
foi quitada.
Até agora, a ANS conseguiu reaver menos de 1% do total
do dinheiro repassado: R$ 304,7 mil. A quantia foi paga por 6
das 170 operadoras que estavam em direção fiscal,
uma espécie de intervenção prevista em lei,
que a ANS declara para operadoras com as contas em desequilíbrio.
Dos recursos passados para 339 empresas em liquidação
extrajudicial, nada foi devolvido.
"Além de dispendioso, o modelo adotado pela ANS é ineficiente",
avalia Andrea Salazar, advogada consultora do Idec. O ideal,
diz, seria a agência adotar medidas preventivas para evitar,
por exemplo, a cobrança de mensalidades insuficientes
para sustentar um atendimento com um mínimo de qualidade. "A
ANS tem de acompanhar a saúde financeira das empresas
antes de elas entrarem em colapso. Tomar medidas preventivas.
Mas, para isso, a empresa muitas vezes se cala. "
O pesquisador
da Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo, Mário Scheffer, concorda. "É preciso
fazer uma avaliação crítica desse sistema.
Trata-se de dinheiro público, usado numa tarefa que, mesmo
prevista em lei, mostra claros sinais de pouca eficácia."
O presidente
da ANS, Maurício Ceschin, afirma que o acompanhamento
das contas das operadoras é rotina. "O sistema está sempre
se aprimorando", defende-se. Ele reconhece a demora das
operadoras no pagamento dos empréstimos e o baixo índice
de recuperação das que entram em direção
técnica e fiscal.
Ceschin argumenta
que números têm de ser analisados
com cuidado. "Cada empresa que sai da crise evita impactos
nos consumidores e no mercado." Como exemplo, cita a Unimed
Paulistana. "Ao recuperarmos uma empresa, evitamos a desassistência
de muitas pessoas."
Drama. Os
números das empresas que naufragam mesmo com
a intervenção da ANS refletem o drama de usuários
que perdem garantias de atendimento. O exemplo mais recente é da
Samcil, plano com 193 mil associados que foi acompanhado pela
agência. Como a maioria das empresas que passaram por direção
fiscal e técnica, a crise não foi revertida e a
carteira teve ser transferida para outra empresa, a Green Line.
Até o desfecho, usuários enfrentaram longas esperas
para consultas e exames, causadas pelo descredenciamento constante
de médicos e clínicas.
"Não adianta injetar dinheiro em uma empresa com
os dias contados. A fiscalização tem de começar
na abertura da operadora", defende a advogada e consultora
do Idec Daniela Trettel.
Ela e Andrea
analisaram regimes especiais feitos pela ANS, partindo de três casos: Unimed, Classes Laboriosas e Interclínicas. "Em
todos, a falta de atenção aos consumidores foi
patente. Eles sofreram restrições tanto no período
de intervenção quanto depois de eles serem transferidos
para outro plano."
A carteira
da Interclínicas, por exemplo, foi transferida
para o Grupo Saúde ABC, que também dava indícios
de irregularidades. Mesmo assim, a ANS aprovou a mudança.
No ano da operação, houve reclamações
de clientes e o grupo foi multado por reajuste abusivo das mensalidades.
O
Estado de São
Paulo
Empréstimos são feitos em duas situações
Por Ligia Formenti
Os empréstimos da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) são feitos às operadoras em duas
situações. A primeira delas é quando empresas
entram em regime de direção técnica ou direção
fiscal. Nesses casos, a ANS nomeia diretores, cujo salário
tem de ser pago pelas operadoras.
Quando as
empresas não têm recursos para fazer
esse pagamento, a agência arca com o pagamento, que passa
a ser considerado um "adiantamento" para as empresas.
O dinheiro, terminado o processo, tem de ser ressarcido. Quando
isso não é feito, a empresa é inscrita na
Dívida Ativa da União.
A ANS também repassa recursos para empresas que estão
em liquidação extrajudicial (negociação
direta da dívida, sem apelo à Justiça).
O dinheiro é usado para pagar custos com peritos e ações
judiciais e administração de bens, como aluguel
de imóveis para guardar patrimônio da empresa. Esses
recursos são administrados pelos liquidantes. Todo o dinheiro
usado tem de ser pago para a ANS quando o processo termina. Isso é feito
de acordo com uma lista de credores no processo de falência.
O
Estado de São
Paulo
Valor
repassado à agência
pelo Tesouro cresceu quase 700%
Levantamento de pesquisadores da USP e da UFRJ mostra que a
ANS depende cada vez mais do governo
Por Ligia Formenti
Depois de
dez anos de criação, a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) continua a manter
estreita dependência do governo para pagar suas contas.
Levantamento do pesquisador Mário Scheffer, da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo, e da professora
Lígia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
mostra que a receita obtida com taxas, multas e serviços
da ANS subiu 31,11% entre 2005 e 2009. Para fechar as contas,
o valor repassado pelo Tesouro teve de aumentar em 677,87% (mais
informações em quadro nesta página).
"Num setor como esse, com tantas infrações
cometidas pelas empresas, era de se esperar um desempenho diferente",
avalia Scheffer. Para ele, os números indicam a existência
de um descompasso entre os objetivos da agência, sua atuação
e a situação dos mercados de planos de saúde. "E
o mais importante: trata-se de dinheiro público."
O presidente
da ANS, Maurício Ceschin, admite a diferença
nos valores. E diz que a solução seria aumentar
o valor da taxa compulsória cobrada das operadoras, equivalente
a R$ 2 por usuário. "Esse valor foi fixado há muito
tempo. Está defasado."
Mas nem os
R$ 2 por usuário chegam aos cofres da ANS.
Em 2009, a agência deveria receber com isso pelo menos
R$ 84, 3 milhões. As contas mostram que R$ 5,5 milhões
se perderam no caminho. Ceschin atribui a diferença à inadimplência,
aos descontos oferecidos a empresas que preenchem determinadas
características e ao fato de que empresas em direção
fiscal e técnica estão dispensadas de recolher
esses valores. Ele não soube dizer quantos usuários
estariam em empresas nessas condições.
Outra fonte
seriam os recursos obtidos com a cobrança
de multas. Mas boa parte desse dinheiro acaba emperrado em recursos
interpostos pelas empresas. "É preciso respeitar
todas as possibilidades de recurso. Com isso, o recebimento das
multas pode demorar." E a agência não sabe
dizer qual o tempo médio entre a aplicação
de uma multa e o pagamento.
O
Estado de São
Paulo
Faltam
critérios na aplicação
dos recursos
Por Ligia Formenti
Além da utilidade questionável, os recursos dos
empréstimos da ANS às operadoras de saúde
são aplicados de forma pouco transparente e de difícil
controle.
O dinheiro é entregue diretamente para diretores técnicos
e fiscais e, no caso de empresas em liquidação
extrajudicial, para liquidantes. Todos os profissionais são
escolhidos pela própria agência, num banco de pessoas
formado por contadores, funcionários que vieram do Banco
Central ou da Superintendência de Seguros Privados.
Nas liquidações extrajudiciais, o valor repassado
varia de empresa para empresa. Não existem critérios
legais para nortear esse valor.
De acordo
com a ANS, o consultor apresenta o valor que foi gasto e o
dinheiro é reembolsado pela agência
pouco tempo depois.
Flexibilidade.
Uma resolução da ANS estabelece
apenas que valores pagos por serviços prestados devem "responder à média
do mercado e guardar proporcionalidade do trabalho". Com
essa flexibilidade, o que se vê são diferenças
expressivas nos valores repassados para os profissionais. De
fixo, apenas os salários dos diretores e liquidantes:
R$ 8,6 mil, mais encargos do INSS de R$ 1,7 mil.
Folha
de São
Paulo
Paciente fica com a conta da briga entre plano e hospital
Jogo
de empurra ocorre na cobrança por materiais usados
em procedimentos
Hospital
repassa boleto a paciente já esperando que ele
recorra à ANS, à Justiça ou ao Procon para
garantir cobertura
Por Talita Bedinelli
De São
Paulo
Um mês após ver o filho ser operado no joelho,
o publicitário Marcelo Mazella recebeu uma fatura do hospital
de R$ 11 mil, referente a materiais usados na cirurgia.
Teve de recorrer
ao Procon para que seu plano de saúde
finalmente concordasse em pagar a despesa não prevista.
Mazella é só uma das vítimas de uma briga
cada vez mais comum entre convênios e hospitais, que, ao
receberem a negativa de pagamento dos planos de saúde
por materiais já usados, têm repassado a conta aos
pacientes.
Por trás da prática, há uma estratégia:
ao cobrar do paciente, o hospital espera que ele recorra à Justiça,
ao Procon ou à ANS (Agência Nacional de Saúde
Suplementar), para obrigar o plano a pagar.
Assim, o
hospital recebe mais rápido do que se fosse
discutir a pendência diretamente com o plano de saúde.
Isso ocorre
até com contas de menor valor, como gases
(R$ 4,74), compressas estéreis (R$ 57,38), faixas especiais
(R$ 80) e bisturi (R$ 158).
Essa estratégia é assumida pelo próprio
Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios
de São Paulo).
"O hospital não pode ficar com o prejuízo.
Ele atendeu bem o doente. Então vai cobrar do paciente,
que pode entrar na Justiça. Então ela manda o convênio
pagar", afirma Dante Montagnana, presidente do sindicato.
Segundo pesquisa
da entidade feita no final do ano passado, a recusa de pagamento
dos convênios, chamada de glosa,
atinge 5,6% do faturamento de hospitais.
O prazo médio para a resposta da operadora aos recursos
apresentados pelos hospitais é de 45 dias. O pagamento,
quando há um acordo, demora mais 49 dias.
Órgãos de defesa do consumidor como Procon e Idec
(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) dizem que a recusa
dos planos em pagar o material é irregular. O entendimento é que,
se um procedimento é autorizado, todo o material e profissionais
necessários também são.
Os hospitais
também não
deveriam envolver o consumidor na briga: ela deveria ser resolvida
com os planos.
Hospitais
costumam fazer o paciente assinar um termo em que ele se responsabiliza
a pagar por materiais não cobertos.
Mas isso é ilegal, de acordo com especialistas.
"É um contrato firmado em momento que o consumidor
está extremamente frágil. Não tem valor
jurídico nenhum", afirma a advogada do Idec Juliana
Ferreira.
Em nota,
a ANS afirmou que os hospitais têm de tratar
diretamente com os planos de saúde sobre o que está e
o que não está coberto.
O
Estado de São
Paulo
Publicitário chegou a receber cobrança
de R$ 11 mil
De
São
Paulo
Muitas das
vítimas dessa briga entre os planos e os hospitais
acabam fazendo o pagamento de uma conta sem saber que não
precisariam pagar por ela.
Foi o que
quase aconteceu com o publicitário Marcelo
Mazella. Ele foi informado pelo hospital da possibilidade de
não cobertura minutos antes da operação
de seu filho de 13 anos, em setembro do ano passado. O menino
tinha uma lesão no joelho.
O procedimento
havia sido agendado meses antes, e autorizado pelo convênio. No entanto, quando ele chegou ao hospital
Samaritano, no dia da cirurgia, foi informado que a lista de
materiais da operação ainda não havia sido
autorizada pelo plano SulAmérica.
”Do hospital, tentei ligar para o convênio várias
vezes. E ninguém me dava nenhuma resposta. A lista de
material foi enviada com bastante antecedência, meu filho
estava em jejum há horas e viajaria em breve, não
tinha como adiar a operação."
Ele assinou
um termo se comprometendo a pagar pelo que o convênio
não cobriria. Pouco mais de um mês depois, recebeu
em casa uma fatura de mais de R$ 11 mil, referente a materiais
não autorizados pelo plano.
Ele entrou
em contato com a SulAmérica e recorreu ao
Procon-SP, que afirmou que a cobrança era irregular e
marcou uma audiência, com ele e o plano, para resolver
a questão. Horas antes da audiência, o convênio
o procurou e afirmou que pagaria o valor ao hospital.
A advogada
Beatriz Alcântara Oliveira teve dor de cabeça
similar, ao receber do hospital Oswaldo Cruz uma fatura de R$
20.700 por um dos materiais usados em uma operação
de duas hérnias de disco na coluna lombar, que não
foram cobertos pela SulAmérica. Entrou com um pedido de
liminar na Justiça para obrigar o plano a arcar com o
pagamento, o que deu certo. (TB)
OUTRO LADO
O
que consta em contrato é pago,
dizem operadoras
Representante
de 15 planos de saúde alega que convênios
podem solicitar a justificativa dos gastos aos hospitais
De São
Paulo
A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde
Suplementar), que representa 15 dos maiores convênios,
diz que procedimentos cobertos contratualmente são autorizados
pelas operadoras.
"O que pode acontecer é a operadora solicitar a
justificativa [ao hospital] sobre a adoção do procedimento,
o que é absolutamente legal", afirmou em nota oficial.
O hospital
São Camilo, onde se internou Oscar Pereira
Filho, diz que o pagamento do material foi negado pelo plano
por questões contratuais. "É conduta do hospital
informar sobre a negativa do convênio e posterior cobrança
particular." Já a Unimed Paulistana afirma que "houve
divergência de informações administrativas
que na ocasião foram sanadas".
O hospital
Samaritano -onde o filho de Marcelo Mazella foi internado,
e Venâncio, operado- afirmou que "para todo cliente
de plano de saúde é solicitada autorização
de cobertura do procedimento, incluindo materiais e exames. Mediante
a negativa de qualquer item, o paciente é notificado".
A SulAmérica, plano de Mazella, diz que negativas ocorrem
por inconformidade nos pedidos médicos. "No caso,
o material possui registro para tratamento de menisco, diferentemente
do procedimento realizado."
No caso de
Beatriz Oliveira, a SulAmérica diz que a autorização
foi para hérnia de disco e "os materiais solicitados
não condiziam com o tratamento". O Hospital Oswaldo
Cruz, onde Beatriz foi atendida, diz que ela assinou termo em
que constava o material não autorizado.
Já a Marítima Seguros, plano de Venâncio,
diz que não foi procurada pelo Samaritano, nem pelo Santa
Catarina, onde a mulher dele foi internada, para a cobrança
dos materiais utilizados.
O
Estado de São
Paulo
Desempregado
recebe conta de R$ 39 mil após AVC e infarto
De
São
Paulo
O desempregado Oscar dos Anjos Pereira Filho, 65, levou dois
sustos em setembro do ano passado: teve um AVC (acidente vascular
cerebral), foi internado e, cinco dias depois, sofreu um infarto
ainda dentro do hospital.
Sobreviveu
a ambos, mas, dois meses depois dos episódios,
levou terceiro susto: recebeu em casa uma conta do São
Camilo, hospital da zona oeste de São Paulo, dizendo que
deveria pagar R$ 39.204.
"Dessa vez eu quase morri", brinca o desempregado
que, ao procurar o hospital, foi informado de que o valor era
referente a três stents (material que serve para desobstruir
artérias entupidas) usados na sua internação.
O plano dele, Unimed Paulistana, havia se recusado a pagar o
valor ao hospital, diz.
Foram dois
meses de reclamações no Procon até que
o plano se entendesse com o hospital e pagasse a conta.
LIMINAR
A advogada
Beatriz Alcântara Oliveira teve dor de cabeça
similar, ao receber do hospital Oswaldo Cruz uma fatura de R$
20.700 por um dos materiais usados em uma operação
de duas hérnias de disco na coluna lombar, que não
foram cobertos pela SulAmérica.
Beatriz entrou
com um pedido de liminar na Justiça para
obrigar o plano a arcar com o pagamento, o que acabou dando certo.
Já Venâncio (nome fictício),
internado no hospital Samaritano em fevereiro desde ano com
apendicite aguda,
acabou pagando a conta.
Ao sair do
hospital, após a cirurgia, não foi
informado de nenhuma pendência. Mas, algumas semanas depois,
recebeu em casa um boleto de R$ 287,63 do hospital, referente
ao uso de um bisturi, de dois pacotes de compressa cirúrgica
estéril e de três compressas de gaze.
Fez o pagamento,
sem saber que não precisaria.
O mesmo já havia acontecido com a mulher dele, que no
final do ano passado passou por uma cirurgia na mão no
hospital Santa Catarina. Ela também recebeu uma cobrança
de quase R$ 90 por uma faixa, que o convênio não
cobrira. Ambos são associados da Marítima.
Nenhum dos
dois, que tiveram o nome preservado a pedido, foi informado
antes da
utilização do material que poderiam
ter que desembolsar a quantia, o que também é irregular.
Segundo os órgãos de defesa do consumidor, uma
pessoa não pode ser obrigada a pagar por uma despesa pela
qual não havia concordado. (TB)
Correio Braziliense
Opinião
Medicina proativa: a reforma da reforma
Por Wanderley
M. D. Fernandes, cirurgião, docente de
medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde
e membro do Grupo de Estudos da Saúde do Partido Verde
(www.wanderleymd.com.br)
De tempos
em tempos nos chegam notícias de infelizes
e trágicas histórias humanas provocadas por desvios
comportamentais doentios que denunciam, entre outras ineficiências,
um modelo hegemônico de assistência médica
hospitalocêntrico pós-ativo, baseado na espera do
fato ocorrido ou prestes a piorar.
Comportamentos
desviantes ou patológicos, passíveis
de prevenção, tratamento e controle por parte das
autoridades sanitárias, atingem milhões de brasileiros.
Pessoas que sofrem e estão pelas ruas do imenso Brasil
pós-reforma psiquiátrica, que os desaloja de tetos
seguros e terapêuticos, inclusive indivíduos borderlines
incapazes de se mostrarem aos diagnósticos antecipados
até que o horrendo aconteça. Para comprovar a assertiva,
basta uma leitura das volumosas evidências que nomeiam
todos os dias os acidentes no trânsito, as diversas modalidades
cotidianas de violências contra todas as formas de vida
recém-nascida, infantil e adulta, muito mais os cruéis
assassinatos perpetrados por tarados e perversos de toda ordem,
a utilização abusiva de bebidas alcoólicas,
a epidemia avassaladora do uso do crack e outras drogas entre
adolescentes, fatos frequentes do noticiário nas cidades
brasileiras. Inicialmente não deveriam ser objeto de boletins
de ocorrências, nem candidatos ao acirramento de repressões,
vigilâncias ostensivas e controle policial.
A medicina
proativa, positiva, afirmativa, envolvida nas estratégias
do Programa Saúde da Família (PSF), há 16
anos espera ocupar o merecido espaço no competitivo mercado
da saúde pública, ávido por construções,
tecnologias e regulações. O programa implantado
nas unidades básicas de saúde propicia, nas visitas
domiciliares de rotina dos agentes comunitários de saúde
(ACS), que são gente da própria comunidade, uma
reorganização da prática assistencial assentada
em novas bases e critérios, diferentemente do modelo centrado
na doença e no hospital.
É um processo de construção social da saúde,
que reduz substancialmente a demanda espontânea para unidades
hospitalares superlotadas, num espaço estratégico
de substituição da prática impessoal das
produções tecnológicas de saúde por
trabalho vivo, interpessoal, construindo, nas relações
intrafamiliares, possibilidades de inversão da hegemônica
acepção da atenção médico-centrada
para a humanizada, versão cidadão-centrado. A referência
e a contrarreferência utilizadas como normas invioláveis
de acesso aos níveis mais especializados da assistência
médica.
Um Wellington
assassinou 12 adolescentes em uma escola municipal do Rio de
Janeiro.
Milhões de brasileiros perplexos. Durante
meses desfilou sua loucura num ritual macabro e repetitivo sem
que ninguém o observasse, dele se aproximasse, o diagnosticasse
e tratasse, antes de que tudo viesse a ocorrer. Tempo houve,
a maquinação doentia foi demorada e extensiva.
Agentes comunitários de saúde e profissionais do
Programa Saúde da Família, nas suas visitas de
rotina, talvez o tivessem identificado de comportamento desviante,
dele se acercado e possivelmente abortasse a perda de tantas
vidas jovens e inocentes, que protagonizou discursos oportunos
e sentimentalizados de toda a cúpula de autoridades do
estado e do município, enquanto em Realengo há uma
equipe de ACS para aproximadamente 35 mil famílias e cinco
de PSFs para cerca de 700 mil pessoas. Na cidade do Rio de Janeiro,
o Programa Saúde da Família atinge menos de 6%
da população. Abundam UPAs e hospitais federais,
estaduais e municipais, numa organização em que
os bombeiros militares têm predomínio na assistência às
urgências e emergências médicas pós-ativas.
O filósofo grego Diógenes de Sínope (404-323
a.C) perambulava, empunhando uma lanterna acesa em pleno sol
de meio-dia, numa campanha incansável para desbancar valores
sociais da época, que acreditava infringir a cidadania.
Após 2.334 anos, como Díogenes, procura-se quem
defenda um movimento de gestão no sentido das mudanças
no sistema de saúde pública, que abarquem desde
a necessidade de substituição do modelo assistencial
hospitalocêntrico até a melhor alocação,
racionalização e utilização dos escassos
recursos ora vigentes, muito mais nas estratégias do Programa
Saúde da Família. Será a reforma da reforma.
Na Norma
Operacional Básica (NOB) do Sistema Único
de Saúde de nº 001/ 96 estão as primeiras
citações sobre um novo modelo assistencial, destacando
o Programa Saúde da Família como opção
inadiável: reorganização das assistências,
reorientação das demandas e dos mecanismos de gestão,
contemplando a oferta organizada em vez da procura espontanea.
Importantíssima inversão resolutiva, universal,
equânime, integral e inclusiva por busca ativa, até hoje
ofuscada pelo ideário neoliberal, fragmentado, focalizador,
de alto custo, tecnologicizado, exclusivista e de volumosa medicina
pós-ativa.
Quem foi
atendido pelo Programa Saúde da Família
o avaliou “muito bom” e “bom”: 80,7%
entre 2.773 entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) em fevereiro de 2011, com resolutividade superior
a 76% dos casos atendidos. Só resta afirmar, com Geraldo
Vandré (1968), que “quem sabe faz a hora não
espera acontecer”.
Confederação Nacional de Saúde
Conselho
Jurídico da CNS participa do “V Forum Ético
Legal em Análises Clínicas”
O Conselho
Jurídico da CNS foi convidado a fazer uma
palestra no “V Forum Ético Legal em Análises
Clínicas”, que ocorreu no auditório Sebastião
Ferreira Marinho, CEBRIM/CFF, em Brasília-DF, nos dias
05 e 06 de maio de 2011.
O Conselho
foi representado pelo advogado José Eduardo
Dornelas Souza, que é membro titular do Conselho Juridico
da CNS e Assessor Jurídico da FEBASE – Federação
Baiana de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços.
O tema sugerido
foi “ Tributos em Laboratórios
Clínicos”.
Dentre os assuntos abordados, destacou-se:
- representatividade
do Conselho Jurídico nos vários
estados da federação, através da atuação
dos seus membros;
- conceito
de “serviços hospitalares” para
fins de incidência do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
(IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
(CSLL) na sistemática do lucro presumido, pelas bases
estimadas de 8% (IRPJ) e 12% (CSLL), nos termos da Lei nº.
9.249/95, e possibilidade real de levantar valores pagos indevidamente
nos últimos cinco anos; entendimento pacífico do
STJ, através de sua 1ª Seção, Resp
1.116.399.
- estudo
e apresentação de Projeto de Lei que
visa alteração do artigo 7º, §2º da
Lei Complementar nº 116/2003, para dispor sobre a base de
cálculo do Imposto do ISS, de forma que sejam retirados
os insumos desta base de cálculo;
- ilegalidade
na iniciativa de alguns municípios, na
exigência de ISS em postos de coleta de laboratórios,
sendo os exames realizados em outro município; entendimento
do STJ no sentido que o ISS é devido no local da prestação
do serviço. - inconstitucionalidade na exigência
do INSS sobre verbas de caráter indenizatório,
de forma que sua base de cálculo seja reduzida e seja
possível levantar crédito fiscal; entendimento
favorável do STJ e STF.
- possibilidade
de rever confissão de dívida parcelada,
em consonância com recente julgado da 1ª Seção
do Superior Tribunal de Justiça; na oportunidade foi dito
que o posicionamento dos ministros pode ser usado como precedente
pelos contribuintes que aderiram ao REFIS DA CRISE, por exemplo,
de forma a excluir do montante valores indevidos, por erro de
lançamento que pode acontecer quando a base de cálculo
ou alíquota aplicadas forem equivocadas, ou mesmo se o
Supremo Tribunal Federal (STF) julgar indevida a cobrança
do tributo.
Domingo, 08.05.11
Correio Braziliense
Problema
sem remédio
Para evitar
a contaminação da natureza, os medicamentos
não devem ser jogados no lixo doméstico nem no
vaso sanitário. O problema é que o país
carece de uma política adequada para o descarte adequado,
o que deixa a população sem opções.
Por Márcia
Neri
Eles são desenvolvidos para aliviar sintomas e curar
doenças. Depois que cumprem a sua função,
no entanto, os remédios podem se transformar em um transtorno.
Os vidros de xarope, as cartelas de comprimidos e as bisnagas
de pomadas dificilmente são usadas por completo. E aí começa
o dilema: como descartá-los quando já estão
vencidos? Por falta de alternativa ou desconhecimento, o brasileiro — que
ainda não perdeu o hábito de se automedicar e armazena
em casa uma verdadeira farmácia — costuma jogá-los
no lixo ou no vaso sanitário. O problema é que
as substâncias químicas desses compostos não
desaparecem como num passe de mágica e podem ser verdadeiros
vilões da saúde de toda a população.
Se o destino é a lixeira, corre-se o risco de os remédios
serem usados por outras pessoas, inclusive crianças, que
têm acesso ao lixo e tiram dele seu sustento. Além
disso, quando chegam aos lixões, os medicamentos podem
se dispersar no solo e atingir o lençol freático,
causando a contaminação da água de consumo
humano. Se jogadas no vaso sanitário, as drogas não
são ingeridas por terceiros, mas continuam a contaminar
o meio ambiente e colocar em risco a saúde dos animais
e das pessoas.
A farmacêutica industrial do Instituto de Tecnologia em
Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) Elda Falqueto alerta
que o Brasil ainda não conta com um programa de recolhimento
de medicamentos. A medida é adotada apenas em alguns municípios
do Sul e do Sudeste que iniciaram a coleta desses resíduos
por conta própria. “A destinação adequada
para tais produtos é a incineração industrial.
Aterros sanitários próprios para receberem resíduos
químicos perigosos são uma segunda opção”,
detalha Elda, que é mestre em saúde pública
e autora do livro O que você precisa saber sobre medicamento — manual
básico, editado pela Fiocruz.
De acordo
com a especialista, com a parceria do poder público,
esses serviços deveriam ser fornecidos pelas empresas
fabricantes e distribuidoras de medicamentos, o que inclui farmácias
e drogarias. Eles seguiriam a chamada logística reversa,
com os produtos retornando à indústria famacêutica,
que por sua vez deveria estar preparada para o descarte. “São
serviços onerosos e cabe ao governo incentivá-los
de alguma forma. Em países como México e Colômbia,
esse tipo de trabalho já é realizado em programas
pilotos”, conta. Para Elda, a venda fracionada, como ocorre
nos Estados Unidos, também poderia minimizar o problema.
Risco
de intoxicação
Enquanto
uma solução não é proposta
pelas autoridades, a população não sabe
o que fazer e acaba acumulando medicamentos em casa. É o
caso a servidora pública Andrea Magalhães, 38 anos. “Sei
que não devemos descartar no lixo ou no vaso sanitário.
Deixar em casa é arriscado, pois alguém pode tomar
e se intoxicar. No Distrito Federal, não temos alternativas”,
reclama. Coincidência ou não, o número de
registros de intoxicação por medicamentos no DF
aumentou mais de 750% nos últimos sete anos, passando
de 131 ocorrências em 2004 para 1.118 em 2010. Os dados
da Secretaria de Saúde.
Preocupada
com a possibilidade de ingestão por engano
de drogas vencidas, a aposentada Márcia Guimarães
Rodrigues, 68 anos, confessa que, de vez em quando, descarta
remédios inadequadamente. “Tento triturar as cápsulas
para ter certeza de que não serão usadas por outras
pessoas. Quando sobra xarope ou pomadas, o destino é o
vaso sanitário mesmo”, lamenta.
Márcia conta que, em sua casa, moram três integrantes
da “boa idade” que consomem medicamentos para hipertensão,
osteoporose, artrite, diabetes, colesterol alto, problemas na
tireoide e eventuais resfriados e inflamações. “Precisamos
apenas ter uma opção. Lembro de que já tivemos
esse mesmo impasse em relação a pilhas e baterias.
Será que se instalássemos trituradores nas pias
não resolveria esse problema?”, indaga.
A farmacêutica Elda Falqueto afirma que não. Ela
lembra que, uma vez na rede de esgotos, as drogas vão
parar nas estações de tratamento. As diversas etapas
do processo de descontaminação da água não
conseguem eliminar completamente os resíduos químicos,
que acabam prejudicando a fauna, a flora e, consequentemente,
a saúde do homem.
Os antibióticos, por exemplo, em contato com os micro-organismos
encontrados no esgoto, contribuem para o desenvolvimento de bactérias
cada vez mais resistentes à terapêutica disponível.
A concentração de hormônios provenientes
das pílulas anticoncepcionais também têm
grande potencial para afetar adversamente o sistema reprodutivo
nos rios. “Já existem comprovações
científicas de que essas substâncias vêm causando
alterações genéticas nos peixes consumidos
pela população”, comenta. Outros estudos
sugerem danos como o aumento de casos de alergias a remédios
e alteração nos padrões da voz em homens,
distúrbios de comportamento e puberdade precoce.
Pesquisas
feitas em regiões distintas da Europa comprovaram
a presença de resquícios medicamentosos tanto nas águas
como no solo. “Na Alemanha, foram identificados 36 fármacos
diferentes em diversos rios do país. Na Itália,
oito substâncias dessa natureza foram encontradas nas estações
de tratamento de esgoto ao longo dos rios Pó e Lombo”,
acrescenta a especialista da Fiocruz.
Fim adequado
Incineração industrial é um tratamento
térmico com temperaturas muito altas (em torno de 1000ºC)
realizado em incinerador com altura e filtros adequados. As instalações
devem passar por um processo chamado licenciamento ambiental,
feito pelos órgãos ambientais competentes.
Sábado,
07.05.11
Folha
de São
Paulo
ANS
facilita mudança
de plano antigo para novo
Usuário de convênio contratado até 99 pode
mudar para um novo sem carência
Resolução permite ainda adaptação
de plano antigo a um novo, sem carência, com reajuste de
até 20,59%
Por Talita Bedinelli
De São
Paulo
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou
ontem resolução que facilita a mudança de
usuários dos chamados planos de saúde antigos (anteriores
a 1999) para os novos.
A resolução permite que usuários de plano
antigo façam a migração para um plano novo
compatível sem ter que cumprir carência (período
em que o usuário não tem acesso a certas coberturas).
Permite ainda
que adaptem o plano antigo a um novo, também
sem carência, com reajuste de até 20,59%.
Antes, quem
determinava o preço a ser pago pela mudança
era o convênio.
Os planos
novos estão cobertos pelo rol de procedimentos
obrigatórios da ANS, têm um reajuste anual limitado
pela agência e não podem sofrer aumentos em razão
da faixa etária depois que o usuário completa 60
anos -a partir daí, só valem reajustes anuais por
causa da inflação.
Os contratos
antigos, como foram firmados antes de a ANS existir, não se submetem obrigatoriamente as essas regras. Segundo
a ANS, cerca de 16% dos usuários de planos têm contratos
antigos. A nova norma vale ainda para planos odontológicos.
AVALIAÇÃO
Para a advogada
do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) Juliana
Ferreira, o consumidor deve avaliar com calma se é vantajoso
mudar para um plano novo e qual opção fazer: a
migração ou a adaptação.
A migração é vantajosa
para clientes que pagam um valor muito alto em um plano antigo
que tenha poucas
vantagens de cobertura.
Isso porque,
ao migrar, ele passa a pagar o valor do plano novo compatível (que pode ser maior ou menor), ganha as coberturas
previstas no rol da ANS, mas perde coberturas que estejam no
contrato antigo não previstas no rol da ANS, como cirurgias
plásticas, por exemplo.
Já a adaptação é vantajosa para
quem paga um plano antigo a um bom preço, mas não
tem as coberturas previstas pela ANS. Assim, o cliente mantém
as coberturas do plano antigo e ganha as coberturas do plano
novo. É nesse caso que o aumento não pode passar
de 20,59%.
De qualquer
forma, os convênios ficam obrigados a cumprir
a vontade do cliente. Segundo a Fenasaúde, que representa
15 das maiores operadoras de saúde do país, as
empresas cumprirão a nova resolução da ANS.
A entidade
afirmou ainda que algumas operadoras já ofereciam
planos de migração a seus clientes.
Folha
de São
Paulo
No
HC, paciente com plano de saúde é VIP
Enquanto
os clientes com convênios médicos são
rapidamente atendidos, os pacientes do SUS enfrentam filas
Anúncio de que hospital quadruplicará serviços
prestados a convênios preocupa pessoas que não têm
plano de saúde
Por Laura
Capriglione / Lucca Rossi, colaboração
para a Folha
De São
Paulo
Você chega por uma alameda arborizada, entra em um prédio
limpo, bem iluminado, com funcionárias gentis em uniformes
impecáveis.
Sentado em
confortável cadeira anatômica, você olha
para a figueira secular em um jardim interno decorado em estilo
oriental. Com atraso de 25 minutos, o médico, um professor
da prestigiosa Faculdade de Medicina da Universidade de São
Paulo, chama-o para a consulta.
Não, não se trata do hospital Sírio-Libanês,
do Albert Einstein ou congênere. O hospital top de linha
descrito é o símbolo da medicina pública
paulista, o Hospital das Clínicas, na zona oeste de SP.
Esse pedaço do HC, na rua Doutor Ovidio Pires de Campos,
atende a doentes com planos de saúde. Na fachada do prédio,
lê-se: "Central de Convênios". Ali não é lugar
para gratuidades.
Na porta
do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, que fica na mesma
rua da Central
de Convênios, acontece o seguinte
diálogo:
"Eu gostaria de passar por uma consulta. Dor na coluna." A
moça na portaria indaga: "Onde a senhora mora?".
"Pinheiros."
"Tem encaminhamento? Passou pela UBS [posto de saúde]
antes? Não? Então não tem jeito. Sem encaminhamento,
não tem como ser atendido."
"Mas não tem atendimento para plano de saúde?"
"A senhora tem plano? Por que não disse antes? É só subir
ao primeiro andar."
Dez minutos
depois, a paciente sai do prédio com a consulta
marcada para o dia 1º de junho, às 14h30, em um ambulatório
que serve exclusivamente aos convênios.
No setor
destinado ao SUS (térreo do mesmo prédio),
lotado na quinta-feira, a paciente I., desempregada, 60 anos,
portadora de múltiplos tumores ósseos, é uma
entre mais de cem pessoas a esperar sua consulta. I. conta que
já teve de aguardar um ano por uma ressonância magnética.
Resultado do exame nas mãos, esperou mais seis meses pela
consulta.
No setor
de convênios, tudo voa. A paciente pergunta ao
atendente quanto tempo teria de esperar entre uma indicação
de cirurgia e a operação propriamente dita. Resposta: "No
máximo, 15 dias."
Os pacientes
SUS estão apreensivos com o anúncio
feito pelo superintendente do HC, Marcos Fumio Koyama, de que
quadruplicará nos próximos quatro anos o número
de serviços prestados a convênios. Hoje, 3% dos
atendimentos são vendidos aos planos. A previsão é atingir
12%.
Para a enfermeira
aposentada M., 60, com diverticulite (inflamação
na alça do intestino), "os planos de saúde
já dispõem de mordomias demais no HC. Não é justo
pacientes que só contam com o SUS terem de esperar enquanto
doentes com convênios, com todas as opções
que têm, passam na frente".
A Folha testou,
na última terça-feira, os prazos
para marcação de consultas no setor de convênios.
Dor no joelho?
Consulta dali a três dias. Ansiedade? Consulta
com psiquiatra geral seis dias depois. Uma tomografia de tórax?
O Instituto de Radiologia providencia em três dias.
Somos
vítimas da competência,
diz hospital
De
São
Paulo
Em nota oficial,
o Hospital das Clínicas disse ser ""vítima" de
sua própria competência". "Por ser considerado
referência em assistência hospitalar e por ter, em
seu quadro médicos renomados, entre os melhores do país,
o HC recebe um grande volume de pacientes, vindos (...) até de
outros Estados".
"O tempo médio de espera depende do tipo de exame
e consulta, e do número de pessoas que necessitam de exames
e consultas, independentemente de ser via SUS ou plano de saúde
suplementar", afirma o texto.
O hospital
não admite que haja diferenças
nos prazos.
Quanto às diferenças de instalações,
a nota as atribui à necessidade de fazer um "controle
melhor pelos centros financeiros". Apesar disso, diz o HC,
o atendimento de todos os pacientes "é igual, sem
diferenciação de procedimentos, equipamentos, corpo
clínico e hotelaria".
"É importante ressaltar que 11% de todos os pacientes
atendidos gratuitamente no Hospital das Clínicas possuem
algum tipo de convênio ou plano de saúde, onerando
o SUS e retirando recursos da assistência pública",
diz.
ANÁLISE
Pronto-socorro se transforma em via rápida para o paciente
Por Hélio
Schwartsman, articulista da folha
Consultas
com especialistas e cirurgias eletivas estão
entre os maiores gargalos do SUS. A espera por uma operação
pode chegar a anos, o que, dependendo do quadro do paciente, é incompatível
com a vida. A capacidade de resistir na fila é que decide
quem vive e quem morre.
O SUS, entretanto, é uma estrutura complexa e cheia de
meandros, com diferentes vias de entrada no sistema. Elas incluem,
além da consulta marcada, a emergência, a "carteirada" (indicação)
e até o interesse científico. Se o caso vale um
artigo médico, é quase certo que o paciente será bem
atendido.
O mais difundido
desses caminhos alternativos é o pronto-socorro.
Pelas vias ordinárias, a espera por uma cirurgia cardíaca
(pontes de safena), por exemplo, pode chegar a 30 meses. Mas,
se o paciente tem a "sorte" de ter um episódio
de angina instável e correr para uma sala de emergência,
será absorvido pelo sistema, com boas chances de conseguir
imediatamente os procedimentos de que necessita.
Até aí, tudo normal. Não há sistema
de saúde no mundo que não priorize as emergências.
O problema, no Brasil, é que a diferença entre
o caminho ordinário e a via rápida é grande
demais, o que dá margem a uma série de distorções.
Para piorar, à medida que serviços básicos
como o Saúde da Família avançam, revelam
novas demandas reprimidas.
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Unidas: Regulação, análise e auditoria
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
e Análise de Contas Médico-Hospitalares
e Controles em Sistemas de Saúde
26 e 27 de maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Promover
o aprimoramento do profissional atuante no sistema de saúde com ênfase na regulação,
análise e auditoria de prestação de serviços,
através da introdução de conhecimento técnico
e metodologias para os processos de controle, focando: Perspectivas
e Tendências do Mercado de Saúde; Regulação
e auditoria no sistema suplementar; Composição
da conta médico-hospitalar: diárias, taxas, materiais
e medicamentos, honorários médicos e tabelas adotadas;
Avaliação de procedimentos de diagnose e terapia
e utilização de tecnologia; Rediscussão
de Modelos Assistenciais vigentes e alternativas à assistência
hospitalar (cuidados domiciliares, atendimento pré-hospitalar,
monitoramentos entre outros).
Instrutor
DRA. MIYUKI GOTO
Público
Alvo
Profissionais
que atuam na área de: Análise de
contas médico-hospitalares; Atendimento e negociação
com os prestadores de serviços; Auditoria externa, visita
hospitalar e fechamento de pré fatura hospitalar; Atendimento
aos usuários do sistema de saúde, autorização
prévia, liberação de guias e senhas; Gestão
e controles de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
- Curso Básico de Medicina Baseada em Evidências
Unidas / AssPreviSite
13 de Maio de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Capacitar
o profissional de saúde a entender o processo
de integração da melhor evidência científica
com experiência clínica e a avaliação
individual do paciente.
Capacitar
o administrador de sistemas de saúde privado
ou público a entender a importância de gerir seu
sistema com base em evidências científicas de alta
qualidade, integrada a ferramentas de tecnologia de informação.
Por evidência entende-se a pesquisa clinicamente relevante,
especialmente pesquisas clínicas centradas em pacientes,
em relação a acurácia e precisão
de testes diagnósticos, ao poder de marcadores prognósticos
e à eficácia e segurança de estudos terapêuticos
e preventivos.
Por experiência clinica entende-se a capacidade de usar
a habilidade clínica e experiência passada para
identificar rapidamente o estado de saúde de cada paciente,
seu diagnóstico, seus riscos individuais e benefícios
de intervenções potenciais.
Por avaliação individual do paciente entende-se
reconhecer a individualidade de cada ser humano, com preferências
e expectativas únicas que ele traz para a consulta médica
e que deve ser integrada numa decisão clínica.
Por tecnologia
de informação entende-se o uso
intensivo de indicadores, ferramentas de informática e
parâmetros objetivos pré-determinados para um melhor
controle de qualidade e gestão.
Objetivos
específicos:
Ao final
do curso o participante deverá estar apto a:
* Reconhecer
a Medicina Baseada em Evidências como uma
maneira válida, útil e viável de melhorar
a sua prática médica com base em resultados de
pesquisas de boa qualidade.
* Elaborar
perguntas específicas e passíveis de
resposta científica para as diversas situações
clínicas.
* Realizar
uma busca eficiente em bases de dados informatizadas para artigos
médicos, utilizando métodos básicos
como as "clinical queries".
* Entender
a organização
e funcionamento das bases de dados informatizadas.
* Distinguir
os principais tipos de estudo, entender sua ligação
com as perguntas clínicas e correlacionar os tipos de
estudos com os níveis de evidências.
* Avaliar
criticamente artigos médicos de tratamento.
* Distinguir
diretrizes clínicas baseadas em evidências
das baseadas em consenso.
* Conhecer
os principais tipos de estudos de avaliação
econômica em saúde.
* Reconhecer
a importância das revisões sistemáticas
para o conhecimento em saúde.
* Conhecer
e utilizar as fontes de informação
com as melhores evidências(Best Evidence, Clinical Evidence,
Evidence-Based Journals, etc).
* Transpor
para sua prática profissional os conhecimentos
de Saúde Baseada em Evidências.
* Reconhecer
as limitações das evidências
no contidiano clínico.
* Reconhecer
a importância da tecnologia de informação
integrada às evidências científicas para
a gestão de sistemas de saúde.
* Delimitar
as áreas de seu sistema de saúde onde
a tecnologia de informação poderá ser integrada
ao sistema de gerenciamento com bases em parâmetros objetivos.
Instrutores
Dr. Otávio
Clark
Dr. Enéas José de
Mattos Faleiros
Público
Alvo
Médicos e auditores de operadoras de planos de saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br