09-06-11

 

Leia nesta edição:

- O novo momento dos hospitais filantrópicos

- Após atrasar 6 meses, PPP da saúde sai do papel em São Paulo

- Novo teste confirma Aids em 20 minutos

- Comissão discute piso salarial e plano de carreira de agentes de saúde

- Anvisa e Fiesp debatem soluções para o setor produtivo

- Saúde: equívocos e prioridades

Quinta-feira, 09.06.11

Correio Braziliense

Opinião

O novo momento dos hospitais filantrópicos

Por Sérgio Fernando Rodrigues Zanetta, Diretor de Filantropia do Hospital Sírio-Libanês

Há cinco séculos, os hospitais filantrópicos desempenham papel importante na assistência em saúde no Brasil. Desde a fundação da primeira Santa Casa, em 1530, na cidade paulista de Santos, essas instituições foram fundamentais para o amparo de uma parcela expressiva da população, amenizando o sofrimento de pessoas desprovidas de recursos e de qualquer outro tipo de atendimento.

Mas, à medida que o Estado evoluiu, a atuação desses hospitais também passou por transformações. Como resultado, hoje algumas dessas instituições filantrópicas continuam desempenhando papel essencial, embora diferente, como parceiras estratégicas do Poder Público, para o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

O caráter assistencial, que esteve na origem dos hospitais filantrópicos, supria a inexistência de mecanismos de assistência do Estado, ainda em formação. Com o processo de urbanização e a industrialização da atividade econômica, o início do século 20 é marcado pelo aparecimento dos primeiros sistemas previdenciários privados — as Caixas e, posteriormente, os Institutos de Aposentadorias e Pensões, que incluíram a assistência médica voltada a determinadas classes de trabalhadores organizados.

Quase ao mesmo tempo, surgiram os hospitais que, baseados no princípio de alteridade e solidariedade, prestavam o atendimento mútuo às colônias de imigrantes, especialmente as de origem portuguesa, alemã, japonesa e sírio-libanesa. Essas entidades também expressavam, de alguma forma, um sentimento de gratidão à sociedade brasileira, pela acolhida calorosa na nova terra.

Ocorre, então, o aumento gradual da abrangência do atendimento em saúde oferecido a um contingente crescente de trabalhadores na indústria e de outros cidadãos que podiam contar com as próprias redes mútuas. Esse avanço fez com que a atuação das instituições filantrópicas diminuísse progressivamente, embora ainda fosse essencial no caso dos indigentes, pessoas sem recursos e sem qualquer tipo de cobertura.

No fim da década de 1960, o Estado assume um novo papel dentro do regime previdenciário brasileiro e unifica os institutos das categorias de trabalhadores sob o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). A partir daí, o sistema público se abre gradualmente para o atendimento de parcelas crescentes da população, até culminar, na Constituição Federal de 1988, na criação do SUS.

A universalização da saúde, como direito de todos, trouxe novos desafios para o Poder Público e para os hospitais privados que passaram a integrar a rede do SUS. No caso dos hospitais filantrópicos, foi também o momento de repensar a sua relação com o Estado, principalmente no tocante à forma de devolução para a sociedade, das imunidades fiscais definidas pela Constituição.

Os modelos para essa devolução evoluíram ao longo dos anos, baseados em diferentes porcentagens sobre o faturamento das instituições ou de atendimentos destinados aos pacientes do SUS. A partir de 2008, no entanto, os chamados hospitais filantrópicos de excelência entram em uma nova fase e começam a fazer essa devolução por meio de projetos de desenvolvimento da saúde pública previamente aprovados.

Essa mudança qualitativa na relação Estado-filantropia — uma alternativa à antiga fórmula de 60% de atendimentos pelo SUS — foi consolidada no fim de 2009. A filantropia ganha nova estrutura, mais moderna e condizente com o potencial de contribuição para o sistema público de saúde. O novo marco legal, constituído pela Lei n.º 12.101/2009, colocou sob a responsabilidade do Ministério da Saúde a aprovação e a fiscalização de projetos submetidos pelos hospitais filantrópicos de excelência, como forma de devolução das imunidades e isenções fiscais a que têm direito.

De instituições de caridade, como eram há 500 anos, essas instituições se transformaram em parceiros estratégicos, que estão contribuindo para o desenvolvimento do SUS em diferentes níveis: da reforma física e aparelhamento de clínicas e hospitais à qualificação dos profissionais da rede pública de saúde, em áreas como gestão, transplantes, enfermagem e outras.

Trata-se de transferência direta de conhecimento e tecnologia, que chega de modo muito mais efetivo à população e, em razão de seu caráter multiplicador, beneficia parcelas crescentes da sociedade. Sem dúvida alguma, os desafios para a saúde pública no Brasil ainda são imensos, mas o novo modelo de filantropia certamente terá participação cada vez mais importante para consolidar um sistema de atendimento universal e de qualidade.

Folha de São Paulo

Após atrasar 6 meses, PPP da saúde sai do papel em São Paulo

DE SÃO PAULO - Com pelo menos seis meses de atraso, o edital que definirá as empresas que participarão da PPP (Parceria Público-Privada) da saúde deve ser publicado hoje no "Diário Oficial" da cidade.

O atraso deve dificultar o cumprimento de uma das principais promessas do prefeito Gilberto Kassab: a construção de três hospitais em Brasilândia, Parelheiros e Capela do Socorro até o fim de 2012.

Além dos três novos hospitais, a parceria inclui ainda a reforma de três outros.

Pela parceria, empresas privadas constróem e reformam equipamentos de saúde. Em troca, podem explorar por 15 anos serviços não clínicos, como alimentação e limpeza.

Apesar do atraso, a prefeitura acredita que será possível entregar boa parte da nova estrutura até o final de 2012.

Folha de São Paulo

Novo teste confirma Aids em 20 minutos

Exame, que será lançado pela Fiocruz em agosto, acaba com a espera de um mês para confirmar o diagnóstico

Hoje, muitos pacientes não voltam para buscar confirmação do exame; diagnóstico precoce agiliza tratamento

Por Cláudia Collucci

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) lançará em agosto um teste rápido que confirma o diagnóstico do vírus HIV em 20 minutos.

Hoje, a pessoa faz o teste de triagem e, se for soropositiva, precisa esperar a confirmação do diagnóstico por um outro exame, cujo resultado pode demorar até um mês.

Com os novos kits, será possível fazer o diagnóstico e a confirmação ao mesmo tempo. Os atuais testes de triagem também são rápidos ""demoram cerca de dez minutos"", mas podem gerar resultados falsos-positivos.

Isso ocorre porque os antígenos (partículas reconhecidas pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico) usados no teste podem reagir com anticorpos associados a outras doenças.

Por isso, todos os pacientes apontados como soropositivos no teste de triagem têm que fazer o exame confirmatório em laboratórios fora das unidades de saúde.

Mas muitos pacientes não voltam para buscar o resultado e, portanto, não se tratam.

A expectativa é que o novo teste também mude isso. Quase metade (40%) da mortalidade por Aids no Brasil está relacionada à demora para o início do tratamento

"Ao atrelar os dois ensaios, a pessoa já tem a confirmação rápida, recebe orientação e encaminhamento médico. Isso agiliza o tratamento", diz Antônio Ferreira, gerente de Programa de Reativos de Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Para ele, o teste será especialmente útil nas cidades pequenas ou em áreas mais remotas do país porque dispensa infraestrutura laboratorial e é simples de ser aplicado.

Outra vantagem é o preço. Segundo Ferreira, ele terá um quinto do custo dos atuais exames confirmatórios (entre R$ 130 e R$ 150).

O Ministério da Saúde pretende utilizar entre 150 mil a 200 mil testes por ano para atender a demanda do SUS. O novo kit é eficaz já a partir do 25º dia de infecção.

Diagnóstico tardio

Na avaliação de pesquisadores sobre Aids e de organizações que dão apoio aos portadores do vírus, o novo teste será um avanço, desde que esteja disponível em todos os centros de tratamento.

"Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas pessoas não se beneficiam do tratamento disponível no SUS porque hoje chegam doentes aos serviços de saúde", diz o doutor em medicina preventiva Mario Scheffer, presidente do Grupo Pela Vidda-SP.

O pesquisador da USP Alexandre Grangeiro, ex-coordenador do serviço de Aids do Ministério da Saúde, afirma que, segundo estudos, quanto menor o tempo para a entrega dos resultados dos exames, menor é a taxa de abandono do tratamento.

Mas, diz ele, o maior impedimento hoje para a utilização dos testes rápidos de HIV é a resistência dos profissionais de saúde em fazê-los.

"O teste é rápido para o paciente, mas não para o serviço de saúde. No mesmo dia, ele tem que fazer o aconselhamento, realizar o teste, dar suporte ao paciente e encaminhá-lo ao tratamento."

Além disso, não há profissionais acostumados a realizar exames diagnósticos, como os biomédicos.

"Na maior parte dos serviços, há assistentes sociais, psicólogos e enfermeiros, que ficam com receio de fazer um teste. Daí a importância de simplificar a metodologia."

Brasil contém epidemia, mas não reduz mortalidade

A epidemia global de HIV parece estar em um momento de inflexão, com um número de infectados estabilizado em 33 milhões.

A quantidade de mortes provocada pela síndrome no mundo também vem caindo nos últimos anos ""de 2,3 milhões, em 2004, para 1,8 milhão, em 2009.

O Brasil, embora tenha contido a epidemia e seja muito elogiado por isso, não conseguiu reduzir a mortalidade. São mais de 11 mil mortos por ano ""mais de uma pessoa morta por hora.

Com exceção do Estado de São Paulo, as mortes nas outras regiões estão em ritmo crescente, segundo último boletim do Ministério da Saúde, com dados até 2009.

Na avaliação do pesquisador da USP Alexandre Grangeiro, grande parte dessas mortes não são decorrentes do HIV, mas da falta de acesso oportuno aos serviços.

Segundo ele, as regiões brasileiras que apresentam taxas de crescimento da epidemia e de mortes são, também, as que possuem as maiores proporções de diagnóstico tardio e as que têm os piores indicadores de saúde.

Outro desafio no país é fazer com que os modelos de prevenção e intervenção atinjam grupos específicos (como usuários de drogas).

Estudos mostram que pessoas com maior exposição ao risco para Aids, por medo ou por não saber como lidar com um eventual teste positivo, não buscam espontaneamente os serviços de saúde para fazer a triagem. (CC)

Agência Câmara de Notícias

Comissão discute piso salarial e plano de carreira de agentes de saúde

A Comissão de Seguridade Social e Família promove nesta manhã audiência pública para debater questões relacionadas à regulamentação da Emenda Constitucional 63, que trata da criação do piso salarial nacional e as diretrizes do plano de carreira dos profissionais agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

O debate foi proposto pelo deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE).

Foram convidados:

- a coordenadora-geral da Regulação e Negociação do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde, Lídice Araújo;

- a presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Ruth Brilhante;

- o assessor técnico do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems) José Veloso Souto Júnior;

- a assessora jurídica da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Elane Alves de Almeida.

A reunião será realizada às 9h30, no Plenário 7.

ANVISA

Anvisa e Fiesp debatem soluções para o setor produtivo

Um encontro realizado nesta terça-feira (8/6) entre a Anvisa e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reuniu cerca de 32 empresários das mais diversas áreas relacionadas à saúde. Durante o almoço, os empresários apresentaram ao diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, sugestões para aperfeiçoar a relação da Agência com os empresários.

De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estes encontros têm sido realizados de forma sistemática pela entidade para agilizar processos importantes para o setor produtivo.

Para Dirceu Barbano, o diálogo com o setor produtivo traz bons resultados. “É uma oportunidade de identificar problemas e adotar soluções objetivas que permitam o crescimento do setor produtivo na área de saúde e o atendimento das necessidades da nossa população”, enfatizou o diretor-presidente da Anvisa.

Durante o encontro, ficou acertada a realização de uma oficina com os empresários para identificar gargalos na regulamentação do setor.

Site do Deputado Darcísio Perondi

Saúde: equívocos e prioridades

Há um conceito equivocado de que a crise no setor de saúde é consequencia da má gestão. Problemas de gestão existem em todo o setor público, mas o Sistema Único de Saúde (SUS) faz um verdadeiro milagre com poucos recursos. É só procurar um secretário de saúde, um provedor de santa casa ou um diretor de hospital universitário para saber que a crise se agrava por falta de recursos. Saúde nunca é prioridade dos governantes.

O SUS prima pela integralidade e pela universalidade e dele dependem 190 milhões de brasileiros. Mas a União vem deixando a responsabilidade para as prefeituras, que gastam, em média, 19,5% de suas receitas com saúde. Em 1980, a esfera federal respondia por 75% dos gastos com saúde. Hoje, responde com menos de 40%, cerca de 1,75% do PIB. Está aí a raiz do problema. O custo saúde no Brasil aumenta a cada ano e a remuneração do sistema, há décadas, não cobre sequer a inflação.

No Brasil, gasta-se com saúde o equivalente a R$ 1,82 por habitante/dia. É ridículo, se levarmos em conta que, em 2009, R$ 175 bilhões foram usados para pagar os juros da dívida, três vezes mais que o orçamento do Ministério da Saúde naquele ano. Os gastos públicos com saúde, nas três esferas de poder, mal chegam a 3,6% do PIB. Também ridículo para um sistema universal. Na América Latina estamos entre os três países que menos investem em saúde.

Para o Brasil responder à universalidade, precisaria gastar pelo menos 6% do PIB em saúde, algo em torno de R$ 210 bilhões. Falta muito, pois o orçamento do Ministério da Saúde para 2011 é de apenas R$ 68,5 bilhões. Com os R$ 75 bilhões de estados e municípios, faltariam, ainda, R$ 66,5 bilhões. E fontes para financiar a saúde já existem. O problema é a política econômica, com perfil baseado no superávit primário, em metas de inflação e em taxas de juros alta.

Só com o descontingenciamento de receitas da União, a famigerada DRU, criada em 1994 para “flexibilizar” os gastos do Governo, 20% das receitas da seguridade vem sendo surrupiadas. Em 2009, R$ 38,8 bilhões saíram da seguridade por conta da DRU, valor maior que o superávit fiscal, de R$ R$ 32 bilhões.

Em 2000 passou a vigorar a Emenda Constitucional 29. Os gastos em saúde que eram de apenas 2,89% do PIB, deram um pequeno salto, para 3,67%. Foi um avanço, mas os estados, muitos deles ricos, que deveriam gastar 12% de suas receitas com a saúde, continuam desrespeitando a Lei e desviando recursos. No total, os estados já deixaram de cumprir R$ 27 bilhões.

A gestão em saúde melhorou ao longo dos anos, mas é óbvio que o coração do problema reside no financiamento. É preciso concluir a votação, na Câmara dos Deputados, da regulamentação da Emenda Constitucional 29. Resta um Destaque, que visa suprimir a Contribuição Social para a Saúde (CSS) do texto, criada pelo Governo Lula como condição para aumentar os recursos do setor. É importante que essa votação aconteça logo e a matéria volte à sua Casa de origem, o Senado. Lá residem as maiores esperanças da saúde.

O texto modificado na Câmara, além de estabelecer o que são ações e serviços de saúde, acabando com os recorrentes desvios, mantém a precária sistemática orçamentária atual. Os estados devem gastar 12% de suas receitas em saúde, os municípios 15% e a União tudo o que foi investido no ano anterior, mais a variação nominal do PIB. Mesmo com o adicional de 0,1% da CSS, representa um acréscimo estimado em apenas R$ 12 bilhões para a saúde. Já o texto aprovado pelo Senado, defendido pela Frente Parlamentar da Saúde e pelas entidades nacionais, obriga a União a gastar o equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas com saúde, o que representaria um acréscimo de R$ 29,3 bilhões ao orçamento do SUS.

O Brasil precisa corrigir equívocos e rever prioridades. O Tesouro Nacional injetou, nos últimos três anos, R$ 230 bilhões no BNDES para fomentar a economia e o emprego, a um custo de R$ 20 bilhões ao ano, segundo o IPEA. As reservas cambiais internacionais brasileiras nos Estados Unidos estão em US$ 330 bilhões e segundo o Banco Central, custaram R$ 26,6 bilhões em 2010 e vão custar R$ 40 bilhões em 2011.

Ninguém discute essas medidas macroeconômicas, mas elas vêm raspando os cofres do Tesouro Nacional enquanto a saúde continua na UTI. O que se discute é a quantidade e a intensidade dessas medidas. A esperança é que a presidente Dilma Rousseff faça uma revisão de prioridades, definindo um financiamento estável e suficiente para o SUS. Do contrário, a pilha de cadáveres só vai aumentar.

* Darcísio Perondi é deputado federal pelo PMDB do Rio Grande do Sul e presidente da Frente Parlamentar da Saúde

AGENDA


- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- Negociação dos Serviços de Saúde

Unidas / AssPreviSite

16 e 17 de junho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais de negociação no mercado de saúde para atuarem com consciência de seu papel e sua importância enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções básicas da negociação em geral e seus conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo de negociação em seus aspectos subjetivos e formais; Apresentar o mercado de saúde, suas características, seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens e dificuldades na negociação multilateral;

Identificar vantagens e dificuldades na negociação com paralisação dos serviços; Esclarecer a participação da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público, PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços de saúde.

Instrutor

Dr. Natanael Dantas Soares

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- Congresso Internacional de Acreditação

Segs

Excelência na qualidade e segurança clínica: impactos, resultados e caminhos. Esse é o tema central do I Congresso Internacional de Acreditação, que acontecerá de 13 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Entre a programação, duas conferências, um painel e uma mesa redonda merecem especial destaque, seja pela importância do palestrante ou pelo tema a ser apresentado: desafios para superar problemas de qualidade no atendimento e segurança do paciente; a importância da liderança para melhorar esses cuidados; o papel da bioética e do biodireito na questão do paciente como agente de decisão no seu cuidado; e a acreditação para operadoras de planos de saúde e sua interface com o mercado.

Abrindo o evento, o presidente da The Joint Commission (EUA), Mark Chassin, falará sobre Os Desafios para Qualidade e Segurança no Cuidado ao Paciente. Mestre em políticas públicas pela Kennedy School of Government, de Harvard, He also holds a master's degree in public health from the University of California at Los Angeles.e em saúde pública pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Chassin preside o Centro de Transformação em Cuidados de Saúde da Joint Commission, que trabalha com os principais hospitais e sistemas de saúde do país, abordando questões mais críticas de segurança e problemas de qualidade no atendimento como, infecção associada à assistência médica, problemas de comunicação entre equipes e turnos, cirurgia do lado errado e erros de medicação, por exemplo.

Presidente International Society for Quality in Health Care (ISQua) e da Canadian Network for International Surgery, Philip Hassen, abordará O Papel da Liderança na Promoção da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidando ao Paciente. Para o conferencista, a compreensão da importância estratégica de liderança é fundamental para a melhoria da qualidade e da segurança do paciente. Segundo ele, é inaceitável que em muitos países desenvolvidos, uma em cada dez pacientes hospitalizados ainda sofra algum dano motivado pela falta de segurança ou de qualidade no atendimento. Hassen defende que a acreditação pode melhorar as estruturas, processos e resultados e, sobretudo, reduzir os danos e habilitar as organizações a melhorar a qualidade e segurança.

Polêmica à vista

A mesa redonda Bioética, o Paciente como Agente de Decisão de seu Cuidado promete levantar polêmica face à relevância das questões a serem abordadas. Advogados especializados no tema e os presidentes da Associação Médica Brasileira e da Sociedade Brasileira de Bioética debaterão sobre o direito a recusa do tratamento, o direito à segunda opinião e o direito na participação do cuidado.

O painel Acreditação para Operadoras de Planos de Saúde, com a participação do presidente da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, do assessor da Superintendência Técnica da Amil, Paulo César de Souza, é outra discussão que deve levantar reflexões sobre o serviço ainda incipiente no mercado brasileiro: a acreditação para operadoras de planos de saúde. A melhoria da qualidade entre operadora, prestadora e contratante de serviço e, clientes serão pontos abordados pelos convidados.

Como participar?

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) e a Joint Commission International (JCI), promotoras do evento, oferecem cinco opções de pacotes para participação no Pré-Congresso e no Congresso Internacional de Acreditação, que acontecem de 12 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Os preços variam de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 e podem incluir a participação apenas no pré-congresso e/ou congresso, hospedagem e o pacote completo.

No Pré-Congresso há três opções de cursos: Introdução a Qualidade e Ferramentas da Qualidade, Metas Internacionais de Segurança do Paciente – Capacitação para Profissionais de Serviços de Saúde e, Introdução a Auditoria Interna, Metodologia Joint Commission.

Na programação do Congresso Internacional de Acreditação, que será realizado em três dias, serão três conferências internacionais, quatro mesas redondas e quatro paineis, com representantes de diversos hospitais, organizações e associações de classe do Brasil e do exterior (a programação completa pode ser acessada em www.cbacred.org.br). Outras informações pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ens...@cbacred.org.br.

- Debate sobre bonificação nos Planos de Saúde

Planin Wordcom / AxisMed / Revista Cobertura

Empresas do setor reúnem-se para discutir proposta de resolução normativa da ANS para a concessão de prêmios ou descontos aos beneficiários que aderirem a programas de prevenção e de promoção da saúde

A AxisMed, pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) no Brasil, promove encontro para discutir a Consulta Pública Nº 42 da Resolução Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que trata de iniciativas para promoção da saúde, do envelhecimento ativo e prevenção de risco e doenças. Representantes da ANS e das entidades de saúde, empresariais, sindicais e das indústrias estarão reunidos com outros especialistas do setor para debater o tema.

“Nosso objetivo é reunir os players do mercado para discutir os impactos da proposta da ANS nos programas de gerenciamento de crônicos e promoção de saúde, além das oportunidades para alavancar estes programas e melhorar a performance do plano de saúde. Provavelmente, não haverá outra oportunidade para discutir a questão antes de encerrar o prazo para responder a consulta pública”, explica Milva Gois, advogada e relação institucional da AxisMed. O evento está agendado para o dia 9 de junho, das 14 horas às 18 horas, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São Paulo.

A ANS propõe a concessão de bonificação aos beneficiários de planos de saúde pela participação em programas de promoção do envelhecimento ativo ao longo do curso da vida e de premiação pela participação em programas de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças.

De acordo com a proposta, as operadoras não são obrigadas a oferecer o desconto, a adesão dos clientes também é facultativa e poderá ocorrer em planos individuais ou coletivos. Caso o plano ofereça a bonificação, deverá oferecê-la para todos os beneficiários vinculados ao produto e ser igual para todas as faixas etárias. A adesão ao programa deve estar prevista em contrato, com prazo mínimo de vigência de um ano e regras claras e pré-estabelecidas. A concessão do desconto é condicionada exclusivamente à adesão e a participação do beneficiário nas atividades previstas.

O website da ANS (www.ans.gov.br) traz a íntegra do texto proposto para a resolução normativa, que permanece em consulta pública até 14 de junho.

Serviço

Debate sobre Bonificação nos Planos de Saúde (Consulta Pública Nº42 da ANS)

Local: Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)

Endereço: Av. Paulista, 1.313 - Cerqueira César

Data: 9 de junho

Horário: Das 14h às 18h

Sala/ auditório: Espaço FIESP - térreo

- Auditoria de medicamentos de alto custo

Unidas / AssPrevISite

Quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

01 de Julho de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias.

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

1) DR.LUCIANO PALADINI

2) ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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