Leia
nesta edição:
- O novo
momento dos hospitais filantrópicos
- Após atrasar 6 meses, PPP da saúde sai do papel
em São Paulo
- Novo teste confirma Aids em 20 minutos
- Comissão discute piso salarial e plano de carreira
de agentes de saúde
- Anvisa
e Fiesp debatem soluções para o setor
produtivo
- Saúde: equívocos
e prioridades
Quinta-feira, 09.06.11
Correio Braziliense
Opinião
O
novo momento dos hospitais filantrópicos
Por Sérgio Fernando Rodrigues Zanetta, Diretor de Filantropia
do Hospital Sírio-Libanês
Há cinco séculos, os hospitais filantrópicos
desempenham papel importante na assistência em saúde
no Brasil. Desde a fundação da primeira Santa Casa,
em 1530, na cidade paulista de Santos, essas instituições
foram fundamentais para o amparo de uma parcela expressiva da
população, amenizando o sofrimento de pessoas desprovidas
de recursos e de qualquer outro tipo de atendimento.
Mas, à medida que o Estado evoluiu, a atuação
desses hospitais também passou por transformações.
Como resultado, hoje algumas dessas instituições
filantrópicas continuam desempenhando papel essencial,
embora diferente, como parceiras estratégicas do Poder
Público, para o desenvolvimento do Sistema Único
de Saúde (SUS).
O caráter assistencial, que esteve na origem dos hospitais
filantrópicos, supria a inexistência de mecanismos
de assistência do Estado, ainda em formação.
Com o processo de urbanização e a industrialização
da atividade econômica, o início do século
20 é marcado pelo aparecimento dos primeiros sistemas
previdenciários privados — as Caixas e, posteriormente,
os Institutos de Aposentadorias e Pensões, que incluíram
a assistência médica voltada a determinadas classes
de trabalhadores organizados.
Quase ao
mesmo tempo, surgiram os hospitais que, baseados no princípio de alteridade e solidariedade, prestavam o atendimento
mútuo às colônias de imigrantes, especialmente
as de origem portuguesa, alemã, japonesa e sírio-libanesa.
Essas entidades também expressavam, de alguma forma, um
sentimento de gratidão à sociedade brasileira,
pela acolhida calorosa na nova terra.
Ocorre, então, o aumento gradual da abrangência
do atendimento em saúde oferecido a um contingente crescente
de trabalhadores na indústria e de outros cidadãos
que podiam contar com as próprias redes mútuas.
Esse avanço fez com que a atuação das instituições
filantrópicas diminuísse progressivamente, embora
ainda fosse essencial no caso dos indigentes, pessoas sem recursos
e sem qualquer tipo de cobertura.
No fim da
década de 1960, o Estado assume um novo papel
dentro do regime previdenciário brasileiro e unifica os
institutos das categorias de trabalhadores sob o Instituto Nacional
de Previdência Social (INPS). A partir daí, o sistema
público se abre gradualmente para o atendimento de parcelas
crescentes da população, até culminar, na
Constituição Federal de 1988, na criação
do SUS.
A universalização da saúde, como direito
de todos, trouxe novos desafios para o Poder Público e
para os hospitais privados que passaram a integrar a rede do
SUS. No caso dos hospitais filantrópicos, foi também
o momento de repensar a sua relação com o Estado,
principalmente no tocante à forma de devolução
para a sociedade, das imunidades fiscais definidas pela Constituição.
Os modelos
para essa devolução evoluíram
ao longo dos anos, baseados em diferentes porcentagens sobre
o faturamento das instituições ou de atendimentos
destinados aos pacientes do SUS. A partir de 2008, no entanto,
os chamados hospitais filantrópicos de excelência
entram em uma nova fase e começam a fazer essa devolução
por meio de projetos de desenvolvimento da saúde pública
previamente aprovados.
Essa mudança qualitativa na relação Estado-filantropia — uma
alternativa à antiga fórmula de 60% de atendimentos
pelo SUS — foi consolidada no fim de 2009. A filantropia
ganha nova estrutura, mais moderna e condizente com o potencial
de contribuição para o sistema público de
saúde. O novo marco legal, constituído pela Lei
n.º 12.101/2009, colocou sob a responsabilidade do Ministério
da Saúde a aprovação e a fiscalização
de projetos submetidos pelos hospitais filantrópicos de
excelência, como forma de devolução das imunidades
e isenções fiscais a que têm direito.
De instituições de caridade, como eram há 500
anos, essas instituições se transformaram em parceiros
estratégicos, que estão contribuindo para o desenvolvimento
do SUS em diferentes níveis: da reforma física
e aparelhamento de clínicas e hospitais à qualificação
dos profissionais da rede pública de saúde, em áreas
como gestão, transplantes, enfermagem e outras.
Trata-se
de transferência direta de conhecimento e tecnologia,
que chega de modo muito mais efetivo à população
e, em razão de seu caráter multiplicador, beneficia
parcelas crescentes da sociedade. Sem dúvida alguma, os
desafios para a saúde pública no Brasil ainda são
imensos, mas o novo modelo de filantropia certamente terá participação
cada vez mais importante para consolidar um sistema de atendimento
universal e de qualidade.
Folha
de São
Paulo
Após atrasar 6 meses, PPP da saúde sai do papel
em São Paulo
DE SÃO PAULO - Com pelo menos seis meses de atraso, o
edital que definirá as empresas que participarão
da PPP (Parceria Público-Privada) da saúde deve
ser publicado hoje no "Diário Oficial" da cidade.
O atraso
deve dificultar o cumprimento de uma das principais promessas
do prefeito Gilberto
Kassab: a construção
de três hospitais em Brasilândia, Parelheiros e Capela
do Socorro até o fim de 2012.
Além dos três novos hospitais, a parceria inclui
ainda a reforma de três outros.
Pela parceria,
empresas privadas constróem e reformam
equipamentos de saúde. Em troca, podem explorar por 15
anos serviços não clínicos, como alimentação
e limpeza.
Apesar do
atraso, a prefeitura acredita que será possível
entregar boa parte da nova estrutura até o final de 2012.
Folha
de São
Paulo
Novo teste confirma Aids em 20 minutos
Exame,
que será lançado pela Fiocruz em agosto,
acaba com a espera de um mês para confirmar o diagnóstico
Hoje,
muitos pacientes não voltam para buscar confirmação
do exame; diagnóstico precoce agiliza tratamento
Por Cláudia
Collucci
A Fiocruz
(Fundação Oswaldo Cruz) lançará em
agosto um teste rápido que confirma o diagnóstico
do vírus HIV em 20 minutos.
Hoje, a pessoa
faz o teste de triagem e, se for soropositiva, precisa esperar
a confirmação do diagnóstico
por um outro exame, cujo resultado pode demorar até um
mês.
Com os novos
kits, será possível fazer o diagnóstico
e a confirmação ao mesmo tempo. Os atuais testes
de triagem também são rápidos ""demoram
cerca de dez minutos"", mas podem gerar resultados
falsos-positivos.
Isso ocorre
porque os antígenos (partículas reconhecidas
pelos anticorpos produzidos pelo sistema imunológico)
usados no teste podem reagir com anticorpos associados a outras
doenças.
Por isso,
todos os pacientes apontados como soropositivos no teste de
triagem
têm que fazer o exame confirmatório
em laboratórios fora das unidades de saúde.
Mas muitos
pacientes não voltam para buscar o resultado
e, portanto, não se tratam.
A expectativa é que o novo teste também mude isso.
Quase metade (40%) da mortalidade por Aids no Brasil está relacionada à demora
para o início do tratamento
"Ao atrelar os dois ensaios, a pessoa já tem a confirmação
rápida, recebe orientação e encaminhamento
médico. Isso agiliza o tratamento", diz Antônio
Ferreira, gerente de Programa de Reativos de Bio-Manguinhos/Fiocruz.
Para ele,
o teste será especialmente útil nas
cidades pequenas ou em áreas mais remotas do país
porque dispensa infraestrutura laboratorial e é simples
de ser aplicado.
Outra vantagem é o preço. Segundo Ferreira, ele
terá um quinto do custo dos atuais exames confirmatórios
(entre R$ 130 e R$ 150).
O Ministério da Saúde pretende utilizar entre
150 mil a 200 mil testes por ano para atender a demanda do SUS.
O novo kit é eficaz já a partir do 25º dia
de infecção.
Diagnóstico
tardio
Na avaliação de pesquisadores sobre Aids e de
organizações que dão apoio aos portadores
do vírus, o novo teste será um avanço, desde
que esteja disponível em todos os centros de tratamento.
"Temos que diminuir o diagnóstico tardio. Muitas
pessoas não se beneficiam do tratamento disponível
no SUS porque hoje chegam doentes aos serviços de saúde",
diz o doutor em medicina preventiva Mario Scheffer, presidente
do Grupo Pela Vidda-SP.
O pesquisador
da USP Alexandre Grangeiro, ex-coordenador do serviço de Aids do Ministério da Saúde,
afirma que, segundo estudos, quanto menor o tempo para a entrega
dos resultados dos exames, menor é a taxa de abandono
do tratamento.
Mas, diz
ele, o maior impedimento hoje para a utilização
dos testes rápidos de HIV é a resistência
dos profissionais de saúde em fazê-los.
"O teste é rápido para o paciente, mas não
para o serviço de saúde. No mesmo dia, ele tem
que fazer o aconselhamento, realizar o teste, dar suporte ao
paciente e encaminhá-lo ao tratamento."
Além disso, não há profissionais acostumados
a realizar exames diagnósticos, como os biomédicos.
"Na maior parte dos serviços, há assistentes
sociais, psicólogos e enfermeiros, que ficam com receio
de fazer um teste. Daí a importância de simplificar
a metodologia."
Brasil
contém epidemia, mas não
reduz mortalidade
A epidemia
global de HIV parece estar em um momento de inflexão,
com um número de infectados estabilizado em 33 milhões.
A quantidade
de mortes provocada pela síndrome no mundo
também vem caindo nos últimos anos ""de
2,3 milhões, em 2004, para 1,8 milhão, em 2009.
O Brasil,
embora tenha contido a epidemia e seja muito elogiado por isso,
não conseguiu reduzir a mortalidade. São
mais de 11 mil mortos por ano ""mais de uma pessoa
morta por hora.
Com exceção do Estado de São Paulo, as
mortes nas outras regiões estão em ritmo crescente,
segundo último boletim do Ministério da Saúde,
com dados até 2009.
Na avaliação do pesquisador da USP Alexandre Grangeiro,
grande parte dessas mortes não são decorrentes
do HIV, mas da falta de acesso oportuno aos serviços.
Segundo ele,
as regiões brasileiras que apresentam taxas
de crescimento da epidemia e de mortes são, também,
as que possuem as maiores proporções de diagnóstico
tardio e as que têm os piores indicadores de saúde.
Outro desafio
no país é fazer com que os modelos
de prevenção e intervenção atinjam
grupos específicos (como usuários de drogas).
Estudos mostram
que pessoas com maior exposição
ao risco para Aids, por medo ou por não saber como lidar
com um eventual teste positivo, não buscam espontaneamente
os serviços de saúde para fazer a triagem. (CC)
Agência Câmara de Notícias
Comissão discute piso salarial e plano de carreira de
agentes de saúde
A Comissão de Seguridade Social e Família promove
nesta manhã audiência pública para debater
questões relacionadas à regulamentação
da Emenda Constitucional 63, que trata da criação
do piso salarial nacional e as diretrizes do plano de carreira
dos profissionais agentes comunitários de saúde
e agentes de combate às endemias.
O debate foi proposto pelo deputado Raimundo Gomes de Matos
(PSDB-CE).
Foram convidados:
- a coordenadora-geral
da Regulação e Negociação
do Trabalho em Saúde do Ministério da Saúde,
Lídice Araújo;
- a presidente
da Confederação Nacional dos Agentes
Comunitários de Saúde, Ruth Brilhante;
- o assessor
técnico do Conselho Nacional dos Secretários
Municipais de Saúde (Conasems) José Veloso Souto
Júnior;
- a assessora
jurídica da Confederação
Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde, Elane
Alves de Almeida.
A reunião será realizada às 9h30, no Plenário
7.
ANVISA
Anvisa
e Fiesp debatem soluções para o setor produtivo
Um encontro
realizado nesta terça-feira (8/6) entre a
Anvisa e a Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (Fiesp) reuniu cerca de 32 empresários
das mais diversas áreas relacionadas à saúde.
Durante o almoço, os empresários apresentaram ao
diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, sugestões
para aperfeiçoar a relação da Agência
com os empresários.
De acordo
com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, estes encontros têm sido realizados de forma sistemática
pela entidade para agilizar processos importantes para o setor
produtivo.
Para Dirceu
Barbano, o diálogo com o setor produtivo
traz bons resultados. “É uma oportunidade de identificar
problemas e adotar soluções objetivas que permitam
o crescimento do setor produtivo na área de saúde
e o atendimento das necessidades da nossa população”,
enfatizou o diretor-presidente da Anvisa.
Durante o
encontro, ficou acertada a realização
de uma oficina com os empresários para identificar gargalos
na regulamentação do setor.
Site
do Deputado Darcísio
Perondi
Saúde: equívocos
e prioridades
Há um conceito equivocado de que a crise no setor de
saúde é consequencia da má gestão.
Problemas de gestão existem em todo o setor público,
mas o Sistema Único de Saúde (SUS) faz um verdadeiro
milagre com poucos recursos. É só procurar um secretário
de saúde, um provedor de santa casa ou um diretor de hospital
universitário para saber que a crise se agrava por falta
de recursos. Saúde nunca é prioridade dos governantes.
O SUS prima
pela integralidade e pela universalidade e dele dependem 190
milhões de brasileiros. Mas a União
vem deixando a responsabilidade para as prefeituras, que gastam,
em média, 19,5% de suas receitas com saúde. Em
1980, a esfera federal respondia por 75% dos gastos com saúde.
Hoje, responde com menos de 40%, cerca de 1,75% do PIB. Está aí a
raiz do problema. O custo saúde no Brasil aumenta a cada
ano e a remuneração do sistema, há décadas,
não cobre sequer a inflação.
No Brasil,
gasta-se com saúde o equivalente a R$ 1,82
por habitante/dia. É ridículo, se levarmos em conta
que, em 2009, R$ 175 bilhões foram usados para pagar os
juros da dívida, três vezes mais que o orçamento
do Ministério da Saúde naquele ano. Os gastos públicos
com saúde, nas três esferas de poder, mal chegam
a 3,6% do PIB. Também ridículo para um sistema
universal. Na América Latina estamos entre os três
países que menos investem em saúde.
Para o Brasil
responder à universalidade, precisaria
gastar pelo menos 6% do PIB em saúde, algo em torno de
R$ 210 bilhões. Falta muito, pois o orçamento do
Ministério da Saúde para 2011 é de apenas
R$ 68,5 bilhões. Com os R$ 75 bilhões de estados
e municípios, faltariam, ainda, R$ 66,5 bilhões.
E fontes para financiar a saúde já existem. O problema é a
política econômica, com perfil baseado no superávit
primário, em metas de inflação e em taxas
de juros alta.
Só com o descontingenciamento de receitas da União,
a famigerada DRU, criada em 1994 para “flexibilizar” os
gastos do Governo, 20% das receitas da seguridade vem sendo surrupiadas.
Em 2009, R$ 38,8 bilhões saíram da seguridade por
conta da DRU, valor maior que o superávit fiscal, de R$
R$ 32 bilhões.
Em 2000 passou
a vigorar a Emenda Constitucional 29. Os gastos em saúde que eram de apenas 2,89% do PIB, deram um pequeno
salto, para 3,67%. Foi um avanço, mas os estados, muitos
deles ricos, que deveriam gastar 12% de suas receitas com a saúde,
continuam desrespeitando a Lei e desviando recursos. No total,
os estados já deixaram de cumprir R$ 27 bilhões.
A gestão em saúde melhorou ao longo dos anos,
mas é óbvio que o coração do problema
reside no financiamento. É preciso concluir a votação,
na Câmara dos Deputados, da regulamentação
da Emenda Constitucional 29. Resta um Destaque, que visa suprimir
a Contribuição Social para a Saúde (CSS)
do texto, criada pelo Governo Lula como condição
para aumentar os recursos do setor. É importante que essa
votação aconteça logo e a matéria
volte à sua Casa de origem, o Senado. Lá residem
as maiores esperanças da saúde.
O texto modificado
na Câmara, além de estabelecer
o que são ações e serviços de saúde,
acabando com os recorrentes desvios, mantém a precária
sistemática orçamentária atual. Os estados
devem gastar 12% de suas receitas em saúde, os municípios
15% e a União tudo o que foi investido no ano anterior,
mais a variação nominal do PIB. Mesmo com o adicional
de 0,1% da CSS, representa um acréscimo estimado em apenas
R$ 12 bilhões para a saúde. Já o texto aprovado
pelo Senado, defendido pela Frente Parlamentar da Saúde
e pelas entidades nacionais, obriga a União a gastar o
equivalente a 10% de suas receitas correntes brutas com saúde,
o que representaria um acréscimo de R$ 29,3 bilhões
ao orçamento do SUS.
O Brasil
precisa corrigir equívocos e rever prioridades.
O Tesouro Nacional injetou, nos últimos três anos,
R$ 230 bilhões no BNDES para fomentar a economia e o emprego,
a um custo de R$ 20 bilhões ao ano, segundo o IPEA. As
reservas cambiais internacionais brasileiras nos Estados Unidos
estão em US$ 330 bilhões e segundo o Banco Central,
custaram R$ 26,6 bilhões em 2010 e vão custar R$
40 bilhões em 2011.
Ninguém discute essas medidas macroeconômicas,
mas elas vêm raspando os cofres do Tesouro Nacional enquanto
a saúde continua na UTI. O que se discute é a quantidade
e a intensidade dessas medidas. A esperança é que
a presidente Dilma Rousseff faça uma revisão de
prioridades, definindo um financiamento estável e suficiente
para o SUS. Do contrário, a pilha de cadáveres
só vai aumentar.
* Darcísio Perondi é deputado federal pelo PMDB
do Rio Grande do Sul e presidente da Frente Parlamentar da Saúde
AGENDA
- 16º Congresso Abramge e
7º Congresso Sinog
Abramge /
AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão
os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como
aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade
do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza
nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os
16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema
central dos eventos é "Tecnologia na Saúde
Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo
jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio
CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador
de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por
Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial
do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe
de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil;
e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão
(IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial".
Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde".
Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia
Assis Pinto, líder da Prática de Gestão
Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de
Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de
Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways
International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra
o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos oferecidos
nas inscrições dos eventos, clicando no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm
- Negociação dos Serviços de
Saúde
Unidas /
AssPreviSite
16 e 17 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado de saúde
para atuarem com consciência de seu papel e sua importância
enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções
básicas da negociação em geral e seus
conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo
de negociação em seus aspectos subjetivos e formais;
Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação com paralisação
dos serviços; Esclarecer a participação
da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público,
PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços
de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael
Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais
de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Congresso Internacional de Acreditação
Segs
Excelência na qualidade e segurança clínica:
impactos, resultados e caminhos. Esse é o tema central
do I Congresso Internacional de Acreditação, que
acontecerá de 13 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Entre
a programação, duas conferências, um painel
e uma mesa redonda merecem especial destaque, seja pela importância
do palestrante ou pelo tema a ser apresentado: desafios para
superar problemas de qualidade no atendimento e segurança
do paciente; a importância da liderança para melhorar
esses cuidados; o papel da bioética e do biodireito na
questão do paciente como agente de decisão no seu
cuidado; e a acreditação para operadoras de planos
de saúde e sua interface com o mercado.
Abrindo o
evento, o presidente da The Joint Commission (EUA), Mark Chassin,
falará sobre Os Desafios para Qualidade
e Segurança no Cuidado ao Paciente. Mestre em políticas
públicas pela Kennedy School of Government, de Harvard,
He also holds a master's degree in public health from the University
of California at Los Angeles.e em saúde pública
pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Chassin
preside o Centro de Transformação em Cuidados de
Saúde da Joint Commission, que trabalha com os principais
hospitais e sistemas de saúde do país, abordando
questões mais críticas de segurança e problemas
de qualidade no atendimento como, infecção associada à assistência
médica, problemas de comunicação entre equipes
e turnos, cirurgia do lado errado e erros de medicação,
por exemplo.
Presidente
International Society for Quality in Health Care (ISQua) e
da Canadian Network
for International Surgery, Philip
Hassen, abordará O Papel da Liderança na Promoção
da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidando
ao Paciente. Para o conferencista, a compreensão da importância
estratégica de liderança é fundamental para
a melhoria da qualidade e da segurança do paciente. Segundo
ele, é inaceitável que em muitos países
desenvolvidos, uma em cada dez pacientes hospitalizados ainda
sofra algum dano motivado pela falta de segurança ou de
qualidade no atendimento. Hassen defende que a acreditação
pode melhorar as estruturas, processos e resultados e, sobretudo,
reduzir os danos e habilitar as organizações a
melhorar a qualidade e segurança.
Polêmica à vista
A mesa redonda
Bioética, o Paciente como Agente de Decisão
de seu Cuidado promete levantar polêmica face à relevância
das questões a serem abordadas. Advogados especializados
no tema e os presidentes da Associação Médica
Brasileira e da Sociedade Brasileira de Bioética debaterão
sobre o direito a recusa do tratamento, o direito à segunda
opinião e o direito na participação do cuidado.
O painel
Acreditação para Operadoras de Planos
de Saúde, com a participação do presidente
da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, do assessor
da Superintendência Técnica da Amil, Paulo César
de Souza, é outra discussão que deve levantar reflexões
sobre o serviço ainda incipiente no mercado brasileiro:
a acreditação para operadoras de planos de saúde.
A melhoria da qualidade entre operadora, prestadora e contratante
de serviço e, clientes serão pontos abordados pelos
convidados.
Como participar?
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA)
e a Joint Commission International (JCI), promotoras do evento,
oferecem cinco opções de pacotes para participação
no Pré-Congresso e no Congresso Internacional de Acreditação,
que acontecem de 12 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Os preços
variam de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 e podem incluir a participação
apenas no pré-congresso e/ou congresso, hospedagem e o
pacote completo.
No Pré-Congresso há três opções
de cursos: Introdução a Qualidade e Ferramentas
da Qualidade, Metas Internacionais de Segurança do Paciente – Capacitação
para Profissionais de Serviços de Saúde e, Introdução
a Auditoria Interna, Metodologia Joint Commission.
Na programação do Congresso Internacional de Acreditação,
que será realizado em três dias, serão três
conferências internacionais, quatro mesas redondas e quatro
paineis, com representantes de diversos hospitais, organizações
e associações de classe do Brasil e do exterior
(a programação completa pode ser acessada em www.cbacred.org.br).
Outras informações pelo telefone (21)3299-8202
ou pelo e-mail ens...@cbacred.org.br.
-
Debate sobre bonificação nos Planos de Saúde
Planin Wordcom / AxisMed / Revista Cobertura
Empresas
do setor reúnem-se para discutir proposta de
resolução normativa da ANS para a concessão
de prêmios ou descontos aos beneficiários que aderirem
a programas de prevenção e de promoção
da saúde
A AxisMed,
pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes
Crônicos (GDC) no Brasil, promove encontro para discutir
a Consulta Pública Nº 42 da Resolução
Normativa da Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), que trata de iniciativas para promoção da
saúde, do envelhecimento ativo e prevenção
de risco e doenças. Representantes da ANS e das entidades
de saúde, empresariais, sindicais e das indústrias
estarão reunidos com outros especialistas do setor para
debater o tema.
“Nosso objetivo é reunir os players do mercado
para discutir os impactos da proposta da ANS nos programas de
gerenciamento de crônicos e promoção de saúde,
além das oportunidades para alavancar estes programas
e melhorar a performance do plano de saúde. Provavelmente,
não haverá outra oportunidade para discutir a questão
antes de encerrar o prazo para responder a consulta pública”,
explica Milva Gois, advogada e relação institucional
da AxisMed. O evento está agendado para o dia 9 de junho,
das 14 horas às 18 horas, na Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), em São
Paulo.
A ANS propõe a concessão de bonificação
aos beneficiários de planos de saúde pela participação
em programas de promoção do envelhecimento ativo
ao longo do curso da vida e de premiação pela participação
em programas de promoção da saúde e prevenção
de riscos e doenças.
De acordo
com a proposta, as operadoras não são
obrigadas a oferecer o desconto, a adesão dos clientes
também é facultativa e poderá ocorrer em
planos individuais ou coletivos. Caso o plano ofereça
a bonificação, deverá oferecê-la para
todos os beneficiários vinculados ao produto e ser igual
para todas as faixas etárias. A adesão ao programa
deve estar prevista em contrato, com prazo mínimo de vigência
de um ano e regras claras e pré-estabelecidas. A concessão
do desconto é condicionada exclusivamente à adesão
e a participação do beneficiário nas atividades
previstas.
O website
da ANS (www.ans.gov.br) traz a íntegra do texto
proposto para a resolução normativa, que permanece
em consulta pública até 14 de junho.
Serviço
Debate sobre
Bonificação nos Planos de Saúde
(Consulta Pública Nº42 da ANS)
Local: Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo (FIESP)
Endereço: Av. Paulista, 1.313 - Cerqueira César
Data: 9 de junho
Horário: Das 14h às
18h
Sala/ auditório: Espaço FIESP - térreo
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br