09-08-11

 

Leia nesta edição:

- Saúde do Brasil vive processo de americanização, diz Temporão

- CBA lança revista científica sobre Acreditação

- Estudo vai traçar demografia médica no Brasil

- Gastamos mal e gastamos pouco em saúde: e agora?

- Médicos farão paralisação nacional

- Obesidade preocupa países emergentes

- Antibióticos: Cuidado para evitar superbactérias

- Atendimento: Medidas favorecem idosos

- Unimed-Rio investe em hospital verde

- Seguradora deve trocar convênio antigo

- Comissão sobre piso dos agentes de saúde vota requerimentos

- ANS publica nova listagem de coberturas obrigatórias

Terça-feira, 09.08.11

Folha de São Paulo

Saúde do Brasil vive processo de americanização, diz Temporão

Por Denise Menchen

Recém empossado diretor de um instituto internacional que tem como objetivo buscar soluções para a saúde pública dos 12 países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), o ex-ministro José Gomes Temporão vê em curso um processo de "americanização" do setor no Brasil.

Para ele, a falta de uma fonte estável de recursos faz com que as famílias e as empresas assumam cada vez mais um papel que deveria ser do Estado.

Sanitarista de formação, Temporão, 59, avalia que seu maior mérito nos três anos e dez meses como ministro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi colocar a saúde numa "dimensão política". Filiado ao PMDB, ele cogita ir para o PSB e não descarta ser candidato no futuro.

Atualmente, além de comandar o Isags (Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde), que recebeu investimentos federais de cerca de R$ 1 milhão, mantém vínculos com a Fiocruz (onde ingressou há 31 anos) e integra uma equipe internacional de avaliação do sistema de saúde da China, que estuda reformas para o setor.

Folha - Por que criar o Isags?

José Gomes Temporão - A saúde vem se tornando cada vez mais importante em termos globais. Cerca de 30% de toda a cooperação que o governo brasileiro faz com outros países é em questões de saúde. O Brasil desenvolveu a cooperação Sul-Sul, aumentou a participação na OMS, exportou programas inovadores.

O Isags expressa uma vitória importante: colocamos a saúde como tema prioritário na agenda política do continente. Queremos que funcione como catalisador de iniciativas, como potencializador de tecnologias, colocando esse conhecimento à disposição dos ministérios da saúde do continente.

No ano passado, a OMS divulgou que doenças tropicais que afetam o continente, como a dengue, atingem um bilhão de pessoas no mundo, mas são negligenciadas pela indústria farmacêutica. Como enfrentar isso?

O Isags e a Unasul vão fazer um trabalho político para avançar nessa área. Não apenas no caso das doenças ditas negligenciadas, mas também no das doenças que, no momento, são as que mais matam em nossos países: diabetes, hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, câncer...

Vamos entrar forte na gestão de tecnologias de saúde. Um exemplo: há uma necessidade de colocar equipamentos de radioterapia, para tratamento de câncer, no continente. Por que não fazer uma integração entre os países para uma aquisição continental, negociando com os fornecedores e reduzindo custos? Por que não fazer parcerias no campo da inovação, da pesquisa e do desenvolvimento?

A saúde é sempre uma das áreas mais mal avaliadas dos governos. Por que é tão difícil elevar a qualidade do SUS?

São múltiplos os aspectos. Um é a especificidade da saúde, que não pode esperar. Uma pessoa, em situação de sofrimento, precisa ser acolhida, e nem sempre isso é possível na escala em que as pessoas demandam.

O segundo aspecto é financeiro. O sistema de saúde brasileiro sofre de um problema crônico que já dura 15 anos, que é o subfinanciamento, que nos empurra gradualmente para uma espécie de americanização do sistema de saúde e leva à degradação dos serviços.

Por quê?

O Brasil gasta aproximadamente 8% do PIB em saúde. Quando se olha a divisão entre gasto público e privado, o público é apenas 38% do total. Quem está financiando a saúde no Brasil são as famílias, principalmente, e as empresas. O gasto per capita das famílias de classe média que têm planos é pelo menos duas vezes e meia maior do que o do SUS --e o SUS atua da promoção ao transplante.

O sr. sempre defendeu a regulamentação da Emenda 29. Nesse ano, com a relação entre Congresso e Executivo estremecida, o tema voltou à tona...

Na campanha, a então candidata Dilma afirmou que era uma questão de que ia tratar pessoalmente. É claro que, quando você vira presidente e a dinâmica das relações do Congresso começa a acontecer, as coisas mudam. Tenho certeza que a presidenta continua preocupada.

O que acha da decisão do governo paulista de destinar até 25% das vagas em hospitais públicos para pacientes de planos?

Sou totalmente contra. Essa medida traz o risco de criar uma dupla porta. Não sou contra as pessoas que têm planos usarem esse serviço. Desde que o SUS seja ressarcido pelo plano. Sem criar uma estrutura para atender um e uma estrutura para atender outro. Temos que construir modelos que reduzam as diferenças, não que as aprofundem.

Qual sua principal conquista e sua principal derrota à frente do ministério?

A maior conquista foi ter recolocado a saúde pública numa dimensão política, numa perspectiva ampla. Com múltiplos temas: a questão da sexualidade, do aborto, da quebra de patente, da gestão, da informação, da educação, da promoção da saúde. A derrota foi não ter conseguido regulamentar a emenda 29.

Por um lado, a tecnologia avança numa velocidade incrível; por outro, a população envelhece também de forma rápida. É possível manter um sistema de saúde universal que dê conta de atender essas demandas?

Essa é a grande preocupação de todo o mundo. Pessoas vivendo mais significa mais doença crônica. E doença crônica, mais tecnologia de diagnóstico, novas drogas. Por outro lado, estamos num processo de transformação cultural. A internet virou o doutor Google. É um processo muito complexo, que cria novas demandas. A questão central hoje é a política de incorporação de tecnologias em saúde.

É impossível imaginar um cenário com tudo para todos, sem critério e sem controle. O correto é oferecer tudo o que for técnica e cientificamente adequado a custos compatíveis para todos.

O sr. viu retrocesso na discussão sobre aborto durante a eleição?

Essa questão só vai ser enfrentada com clareza quando a gente conseguir construir uma consciência na população de que essa não é uma questão da religião, não é uma questão do Estado, é uma questão das mulheres, da sua autonomia. Estou na expectativa da votação pelo Supremo da questão da gravidez de feto anencéfalo, que pode recolocar a questão.

O sr. continua no PMDB?

Sim. Andei conversando com o PSB, mas estou aguardando o quadro político ficar mais desanuviado. É bastante provável que eu vá para o PSB. É um partido que tem mais a ver com minha postura ideológica.

Um partido progressista, com um programa mais à esquerda e novos quadros, como o governador Eduardo Campos [de Pernambuco].

A ideia é disputar cargo eletivo?

Não. Minha agenda hoje é realmente tocar o Isags e continuar minha carreira de sanitarista, trabalhando em saúde pública. Não descarto nenhuma opção mais à frente, mas no momento não.

SB Comunicação

CBA lança revista científica sobre Acreditação

Publicação online trará artigos sobre avaliação da qualidade e segurança em Saúde

Estimular a produção científica a respeito de temas ligados à avaliação da qualidade e segurança em instituições de saúde. Este é o objetivo da revista Acreditação, publicação eletrônica semestral que será lançada em agosto pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), por meio de seu Programa de Pós-Graduação. Com acesso gratuito, a revista pretende favorecer a difusão da metodologia de acreditação da Joint Commission International (representada exclusivamente no Brasil pelo CBA), contribuindo indiretamente para a melhoria da assistência aos pacientes.

A publicação é voltada para profissionais de saúde e gestores de empresas e órgãos públicos, especialmente aqueles que desenvolvem ações voltadas para qualidade em saúde. O periódico tem caráter interdisciplinar e vai publicar trabalhos acadêmicos sobre pesquisas e discussões nos eixos acreditação e processos de avaliação da qualidade, e suas diversas interações.

Com abrangência internacional, cada edição vai contar com nove artigos científicos inéditos, em português, inglês e espanhol. O primeiro número trará papers sobre temas como controle de infecção hospitalar, gerenciamento de risco de incêndio, coleta seletiva de resíduos, identificação do paciente, entre outros. Os autores poderão encaminhar ainda resenhas críticas de livros relacionados ao campo temático da revista, publicados nos últimos dois anos.

Os interessados em submeter seus textos deverão enviá-los, juntamente com resumos, tabelas e imagens, para o e-mail revista.eletronica@cbacred.org.br. Os artigos devem conter no máximo de 6 mil palavras e cinco ilustrações. Já as resenhas devem ser enviadas com até 10 mil caracteres, acompanhadas de uma reprodução de alta definição da capa do livro resenhado. No site da revista estarão disponíveis os papers das edições da revista.

Os originais enviados serão submetidos à avaliação de especialistas que integram o Conselho Editorial Científico, que decidirão sobre a aceitação para publicação, e poderão sugerir aos autores reformulações ou adaptações às normas editoriais. O Conselho Editorial assegura o anonimato para os autores no processo de avaliação, como também assegura aos avaliadores o sigilo de sua participação, permitindo liberdade para julgamentos e avaliações.

A decisão sobre a publicação dos trabalhos recebidos será da Comissão, com base na política editorial da revista, cabendo ao editor científico esclarecer dúvidas e impasses e a decisão final sobre a edição. Durante a análise serão verificados rigor, clareza e precisão quanto à produção científica, à redação, ao conteúdo e à probidade ético-teórica.

A revista Acreditação terá ainda seções de artigos de opinião, entrevistas com pesquisadores e personalidades da área, notas sobre experiências inovadoras na área de acreditação no mundo, além de resumos de teses e monografias, defendidas no Programa de Pós-Graduação do CBA e em outros programas, comentadas pelos editores.

FENAM

Estudo vai traçar demografia médica no Brasil

Visando ampliar o debate sobre a necessidade de formar mais médicos no Brasil a Comissão Nacional Pró-SUS em conjunto com a Comissão de Ensino Médico, ambas formadas por membros da Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina está elaborando um estudo sobre a demografia médica no Brasil.

Saúde Business Web

Gastamos mal e gastamos pouco em saúde: e agora?

Por Stephen Stefani

A revista The Economicts de 30 de julho deu bom espaço par discutir o sistema de saúde brasileiro. Conceitualmente o sistema pode ser muito bom: universal e irrestrito. Evidentemente na prática isso não acontece como todos gostaríamos.

Dois pontos chamam a atenção

Gastamos POUCO: < 3% do PIB em saúde. Nem perto dos 15% que os EUA gastam. Absolutamente não acho que o modelo norteamericano seja bom… a economia deles vem mostrando que vícios históricos acabam criando monstros em algum momento. Mas lembro que 3% do PIB é a metade do que a Argentina gasta….

Gastamos MAL: a quantidade de desperdício é triste… mas mais triste é ler frequentememte na imprensa que foi identificado mais alguma rota de desvio de verbas e mal uso do dinheiro público. Hospitais vazios enquanto emergências estão lotadas. Equipamentos mal dimensionados envelhecem em todos os cantos do pais e alguns aparelhos básicos como mamógrafos não estão disponíveis ou, ainda mais assustador, são o máximo que se consegue: mesmo com diagnósticos graves o paciente ainda deve enfrentar o martírio de conseguir acesso a tratamento.

Bom… não falei nenhuma novidade acima… mas vou tentar apontar algumas estratégias que eu visualizo para tentar melhorar o cenário.

Desjudicializar (me permitam o neologismo) aquelas demandas que SEMPRE tem mesmo resultado. Ora…. se determinada demanda judicial sempre reverte em obrigatoriedade de compra de determinado produto, porque não regulamentar protocolo de acesso, minimizando despesas, desafogando o judiciário e desestressando usuário do sistema?

Formalizar análises de custo-efetividade ou custo-utility consistentes. Usar a bela rede universitária e/ou terceirizar estas tarefas (como fazem vários países citados como benchmarking… a citar Inglaterra e Canadá) e listar prioridades com verdadeiro benefício. Todos concordamos que a idéia de regulamentar as incorporações de tecnologias em saúde é extremamente bem vinda. Aliás…. é o que venho sustentando há muito tempo. Não tem sentido não pautar debate sobre preços x desfechos em uma sociedade que busca equidade de acesso a boa medicina, com orçamento limitado. A recentemente publicada lei 8080 – que tenta regulamentar as incorporações – é um bom começo…. mas é só começo. Não posso deixar de citar que o veto ao dispositivo que regulava o descumprimento de prazo renovou um conceito que nunca dá certo: ter prazo que, se não cumprido, não tem conseqüência nenhuma. Espero que a lei não seja, daqui um tempo, classificada entre aquelas que “não pegou”.

Fomentar acesso ao sistema suplementar. Desonerar operadoras de saúde suplementar que tenham projetos de prevenção e manutenção de saúde consistentes e criativos, prestigiem e respeitem seus parceiros (médicos e serviços credenciados) e tragam modelos de gestão enxutos, permite revitalizar o modelo atual (que anda anímico). Planos de saúde mais baratos permitem desafogar o sistema público, podem viabilizar acesso a um sonho de consumo de uma grande fatia de brasileiros que tem como saúde uma meta de felicidade e aumenta a competitividade no setor.

Por último: definitivamente temos que AUMENTAR os recursos para saúde. Até acho que todos concordam com isso. Alguns defendem aumento de tributos para isso, outros apontam melhoras na gestão como solução. Talvez a solução seja algum ponto entre estas duas formas…. deixo isso para os economistas e gestores. Eu, particularmente, acho que aumentar tributo sem mostrar significativa mudança no processo é um desrespeito ao brasileiro.

Listar medidas práticas de sucesso já é um bom começo. Deixe sua sugestão e contribuição. Quem sabe retuitando, compartilhando e repassando idéias, elas chegam nas pessoas que efetivamente podem mudar o modelo vigente.

Agência Brasil

Médicos farão paralisação nacional

Os médicos vão parar o atendimento de rotina no Sistema Único de Saúde (SUS), no dia 25 de outubro, para pedir melhorias na rede pública. É a primeira vez que a categoria fará uma paralisação nacional no sistema público, segundo o presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes.

No ano passado, os médicos fizeram uma concentração em Brasília em defesa do SUS.

O dia nacional da paralisação no SUS foi acertado, na sexta-feira (5), em reunião da Comissão Pró-SUS, formada por membros da Fenam, do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB), as principais entidades da categoria no país.

Os profissionais reivindicam aumento salarial, plano de carreira, melhores condições de trabalho, assistência de qualidade aos pacientes, financiamento permanente para o SUS e capacitação dos gestores públicos. As demandas serão apresentadas ao Ministério da Saúde e ao Congresso Nacional no dia seguinte à paralisação.

“O atendimento é lastimável, principalmente nas urgências e emergências. Não há mais mortes porque as equipes de saúde se desdobram. Não podemos ficar calados diante disso. É preciso fazer algo mais contundente para sensibilizar os gestores”, disse o presidente da Fenam, Cid Carvalhaes.

Os casos graves e emergências serão atendidos durante a paralisação. “O movimento não é contra a população, mas para alertá-lo sobre o direito de atendimento da qualidade na área da saúde”, destacou Carvalhaes.

Em abril, os médicos conveniados aos planos de saúde suspenderam consultas e cirurgias eletivas por um dia para cobrar reajuste da remuneração paga pelas operadoras. Mais de 80% da categoria aderiram ao movimento em todo o país.

Jornal do Comércio

Obesidade preocupa países emergentes

No Brasil, 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre cinco e nove anos estão acima do peso

Os governos de países emergentes estão sendo cobrados a adotar medidas para combater o avanço da obesidade, que nas últimas três décadas atingiu níveis alarmantes em economias em rápido crescimento. Pelos dados inéditos divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), há indicações de que o rápido crescimento do Produto Interno Bruno (PIB), o sobrepeso e a obesidade dispararam em países como Brasil, China, Índia, África do Sul e México.

Um estudo divulgado neste ano pela Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que, nos últimos dez anos, 39,5 milhões dos brasileiros mais pobres melhoraram de vida e ingressaram na classe C, que hoje agrega 55% da população total, com cerca de 100 milhões de integrantes. O movimento foi acompanhado por um aumento nas taxas de excesso de peso, que passaram de 42,7%, em 2006, para 48,1%, em 2010, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde (MS). No mesmo período, os índices de obesidade saltaram de 11,4% para 15%.

“A forma com que calculamos o desenvolvimento econômico é simplesmente a medida do quanto consumimos. Então, quanto mais você consume, mais rico você é”, resume S. V. Subramanian, professor de Saúde da População e Geografia da Universidade de Harvard.

No próximo mês, líderes mundiais se encontram na primeira cúpula de alto nível da Organização Mundial da Nações Unidas (ONU) sobre doenças não transmissíveis, que incluem a obesidade. Eles serão pressionados a adotar medidas de controle e regulamentação sobre a indústria alimentícia, assim como sistemas para identificar potenciais complicações de saúde em estágio inicial.

A prevalência da obesidade aumentou em países emergentes de forma muito mais rápida que a renda, e mais veloz ainda do que em países desenvolvidos, ao longo das três últimas décadas. Na China, estima-se que 100 milhões de pessoas estejam com sobrepeso. Em 2005, eram 18 milhões.

No Brasil, a obesidade cresce mais rapidamente entre as crianças. No total, 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre cinco e nove anos são obesos no País, quatro vezes mais do que há 20 anos. Um em cada sete adultos mexicanos está acima do peso, proporção que fica atrás apenas dos EUA entre as principais economias do mundo.

Apesar de os especialistas observarem a relação entre o aumento da obesidade e o crescimento da riqueza há outros fatores para o crescimento tão rápido. “Vimos um aumento dramático nos níveis de obesidade em países emergentes, e este índice parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos”, afirma Tim Lobstein, da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.

No caso de países emergentes, Lobstein diz que a mudança de comportamento mais importante é a chamada “transição da nutrição”, de uma dieta com alimentos básicos para uma “dieta modernista”, que consiste em alimentos de nível energético muito maior. “Isso significa menos frutas e verduras, ou menos alimentos básicos como arroz e grãos, e mais gorduras, açúcar e óleo. Esses vêm particularmente sob a forma de fast-food e refrigerantes”, exemplifica.

A demanda por calorias acessíveis e produzidas em massa disparou nesses países, particularmente dentro das classes emergentes, que hoje podem gastar mais de sua renda em comida. Mas Subramanian alerta que a obesidade é um fenômeno que afeta principalmente as classes mais privilegiadas em países de renda baixa e média, e até em economias emergentes.

Quando os líderes mundiais se encontrarem por dois dias na cúpula da ONU sobre doenças não transmissíveis a partir de 19 de setembro, organizações de saúde pressionarão por regulamentações para controlar a quantidade de gordura, açúcar e sal em alimentos processados. “Esperamos que a reunião da ONU aumente a visibilidade de doenças não transmissíveis, ao mostrar que não se trata apenas de um assunto de saúde, mas envolve também a cadeia de produção alimentar”, afirma Deborah Malta, representante do MS. “Precisamos de políticas públicas e regulamentações não apenas para a indústria alimentar, mas também para tabaco, álcool e um número cada vez maior de setores”, conclui Deborah.

Portal G1

Antibióticos: Cuidado para evitar superbactérias

Pediatra Ana Escobar também destacou formas de tratamento de vírus.

Quando ficamos doentes, com vômito e diarreia, é comum o diagnóstico ser “virose”. Doenças causadas por vírus, em geral, têm apenas os sintomas combatidos, não os micro-organismos em si. E é importante não confundir quadros graves, como a dengue, com um ataque viral mais simples. A decisão de levar a criança ou o adulto para o pronto-socorro depende do estado geral.

Já contra as bactérias são usados antibióticos, que desde o ano passado passaram para a categoria de medicamentos controlados no país, com venda permitida apenas mediante receita médica.

Para falar sobre o uso correto dos antibióticos, e como evitar que eles facilitem a proliferação de bactérias resistentes – as chamadas superbactérias –, o Bem Estar desta segunda-feira (8) recebeu o infectologista Caio Rosenthal. Ao lado dele, a pediatra Ana Escobar destacou as formas de prevenção e tratamento em cada situação.

Segundo os especialistas, há as chamadas “bactérias do bem”, que ajudam no funcionamento do corpo. Mas, no caso dos vírus, ou eles não fazem nada ou destroem o organismo. E precisam sempre de uma célula para entrar em ação e se reproduzir, pois não têm vida própria.

De acordo com Rosenthal, até chegar à idade adulta, uma pessoa adquire centenas de viroses intestinais e respiratórias, e a maior arma contra elas é o próprio sistema imunológico. Em geral, os vírus completam o ciclo dentro do corpo humano e vão embora, deixando um rastro de imunidade no hospedeiroContra muitos vírus – que são formados por uma capa de proteína e material genético no interior –, há vacinas disponíveis, como é o caso da hepatite B, da meningite, da poliomielite, da gripe, do rotavírus, do vírus do papiloma humano (HPV) e da febre amarela. Outros, como o da Aids e da dengue, ainda não têm imunização. O HIV, por exemplo, apresenta altíssima capacidade de mutação, o que ainda impede a produção de uma vacina eficaz e permanente

Antibióticos

Esses remédios “furam” a parede da célula até atingir o núcleo da bactéria, que reage e produz mais enzimas, capazes de anular a ação do medicamento e atacar o organismo.

Para evitar esse problema, os cientistas inventaram uma espécie de disfarce para que o antibiótico se torne mais forte e atinja o núcleo das bactérias com mais eficiência. Porém, algumas vão se adaptando e resistem, formando uma classe de superbactérias, contra as quais há poucas alternativas.

Por isso, é muito importante tomar o remédio do jeito que o médico orientar, durante um ciclo inteiro, mesmo depois de os sintomas já terem passado.

Segundo o infectologista, a bactéria mais perigosa é a que tem diagnóstico tardio. Em geral, infecções bacterianas têm febre mais alta e mais secreções que as virais. Problemas de pele também podem servir de porta de entrada para os micro-organismos. Para se proteger contra doenças e criar anticorpos, o leite materno e as vacinas são uma excelente recomendação e devem ser tomados sempre.

O Dia Online

Atendimento: Medidas favorecem idosos

Novas regras de atendimento para plano de saúde beneficiarão quem tem mais de 60 anos

Uma série de medidas adotadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) beneficiará usuários de planos de saúde, principalmente idosos com mais de 60 anos. Ampliação das regras de portabilidade, multa de até R$ 50 mil para operadora que tentar impedir aposentado de ingressar em convênios, inclusão de 69 novos procedimentos na lista de cobertura obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2012 e migração dos planos antigos para regras de contratos fechados após janeiro de 1999 têm objetivo de melhorar o atendimento dos convênios médicos.

Entre as medidas está a Resolução Normativa 252, que amplia regras de portabilidade de carências que vai favorecer 13,1 milhões de clientes. Eles passam a ter direito a mudar de plano sem cumprir novas carências.

Outra iniciativa é a Resolução Normativa 254 que adapta migração de contratos antigos assinados antes de janeiro de 1999. Assim, consumidores, na maioria aposentados, poderão trocar de plano dentro da operadora com adequação da faixa etária considerada pelo Estatuto do Idoso. A resolução limita o reajuste anual por variação de custo ao percentual divulgado pela ANS. Beneficiará nove milhões de usuários de planos que hoje não são regulamentados pela agência.

A Súmula 19 determina que operadora que criar dificuldades a maiores de 60 anos entrar em convênios será multada em até R$ 50 mil.

Confira as novidades:

Coibir restrições

Objetivo da Súmula 19 é coibir ações como agendamento de consultas prévias para ingresso no plano em locais de difícil acesso a aposentado e deficiente.

Ccomo reclamar

Clientes podem reclamar pelo ‘Disque ANS’ no 0800-7019656 ou procurar o núcleo da agência na Rua Teixeira de Freitas 31, 5º andar, Centro. A agência conta com 12 núcleos em todo o País que fazem atendimento de segunda a sexta- feira, exceto feriados, das 8h30 às 16h30.

Novos procedimentos

A partir de 1º de janeiro de 2012 são 41 cirurgias por vídeo, entre elas redução de estômago; 13 novos exames como análise molecular de DNA; terapia imunológica para tratar artrite e reumatoide; ampliação o número de consultas para nutricionistas e indicação para terapia ocupacional; exame diagnóstico de câncer de mama, entre outros.

Lista completa

A lista completa dos novos procedimentos pode ser conferida no site www.ans.gov.br

Saúde Business Web

Unimed-Rio investe em hospital verde

Por Cynthia Dávila

Prédio será inaugurado no primeiro semestre de 2012 e terá cardiologista Luiz Antonio Campos como diretor-médico

Com um investimento de R$190 milhões, a Unimed – Rio está construindo um novo hospital, na Barra da Tijuca, que será inaugurado no primeiro semestre de 2012. Segundo o gerente geral de recursos próprios, Carlos Alberto Chiesa, o empreendimento obedecerá a critérios de sustentabilidade e tem como objetivo ser um hospital verde.

“O Hospital está sendo construído segundo conceitos de Green Building – LEED, com pontuação prevista para nível prata, privilegiando materiais reciclados e de origem certificada, equipamentos de alta eficiência energética e baixo consumo de água vidros especiais que valorizam a luz natural e filtram calor”.

Trabalhar para que o descarte de materiais seja feito de forma assertiva também é um dos objetivos a serem atendidos no hospital. De acordo com Chiesa, estão sendo estudados métodos de impactação e esterilização do lixo hospitalar contaminado, para que, desta forma, seja reduzido o volume de resíduo gerado e o potencial impacto ao meio ambiente.

O cardiologista Luiz Antonio Campos, que será o diretor médico do hospital conta que as novas instalações do hospital serão distribuídas em uma área de 30 mil metros quadrados, que serão distribuídas em 225 leitos, sendo que 75 são voltados para unidades de tratamento intensivo e semi-intensivo. “Estamos com boas expectativas com a construção do prédio, temos uma estimativa de ocupação de 85%”.

Ele ressalta que o bloco de internação terá 150 leitos com padrão superior de hotelaria e serviços. E o bloco de serviços médicos contará com um centro cirúrgico com 11 salas, CTI (adulto e pediátrico) com 60 leitos, UTI neonatal com dez leitos, centro de imagens e um Centro Especializado em Medula Óssea com três leitos.

A Unimed possui cerca de 11% dos seus hospitais acreditado. E, segundo Campos, essa é uma das pretensões que a equipe tem para o novo hospital do Rio de Janeiro.

“Projetamos que entre 1 a 2 anos depois do início das operações do novo hospital ser acreditado pelo JCI – Joint Commission International, principal agente de acreditação internacional.”

Agora São Paulo

Seguradora deve trocar convênio antigo

Por Paula Cabrera

As seguradoras que não vendem mais planos de saúde individuais, mas ainda têm clientes com contratos assinados antes de 1999 têm que garantir a troca de plano.

Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), essas empresas devem garantir que os consumidores adaptem seus contratos se eles quiserem.

Com a adaptação, o cliente pode manter as vantagens de seu contrato original e garantir a cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde. Na adaptação, as operadoras podem reajustar a nova mensalidade do cliente em, no máximo, 20,59%. Ao todo, cerca 385 mil clientes têm um plano assinado antes de 1999 em seguradoras que não vendem mais planos individuais.

Operadoras afirmam que seguem as normas

As operadoras Bradesco e SulAmérica, que não comercializam mais planos individuais ou familiares, afirmam que seguem as determinações da ANS. Assim, os clientes que tiverem planos antigos com uma das empresas podem pedir a adaptação para um contrato novo quando quiser.

A Bradesco Saúde afirma que 5% da sua carteira de clientes, de cerca de 2,7 milhões de pessoas, possuem contratos antigos. O número equivale a cerca de 135 mil clientes.

A SulAmérica tem cerca de 250 mil clientes nessa situação e diz que "todos os clientes e empresas que são elegíveis para a adaptação ou migração de contrato receberam uma comunicação da companhia com as orientações necessárias para o procedimento". A ItauSeg não se manifestou.

Agência Câmara de Notícias

Comissão sobre piso dos agentes de saúde vota requerimentos

A comissão especial que analisa a definição de um piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias se reúne nesta terça-feira (9) para votar requerimentos. Entre eles, está a sugestão do deputado Geraldo Resende (PMDB-MS) para que seja realizado seminário regional em Campo Grande (MS).

A comissão especial foi criada para avaliar o Projeto de Lei 7495/06, do Senado, que regulamenta as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Diversas outras propostas tramitam em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com formação em nível médio.

A Emenda à Constituição 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma lei federal definirá o regime jurídico, o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira e a regulamentação das atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Segundo essa emenda, caberá à União prestar assistência financeira complementar aos estados e aos municípios para o cumprimento do piso salarial.

A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 11.

Íntegra da proposta:

PL-7495/2006

PL-6111/2009

Site do Deputado Darcísio Perondi

ANS publica nova listagem de coberturas obrigatórias

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, na terça-feira (02/08), a Resolução Normativa 262 que atualiza o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, garantindo e tornando pública a cobertura assistencial mínima obrigatória. O rol constitui a referência básica para cobertura assistencial nos planos privados de assistência à saúde, contratados a partir de 1º de janeiro de 1999 e é revisado a cada dois anos. Nesta atualização será incluída a cobertura para cerca de 60 novos procedimentos, que entrará em vigor a partir do dia 01/01/2012.

O primeiro rol de procedimentos estabelecido pela ANS foi o definido pela Resolução de Conselho de Saúde Suplementar – Consu 10/98, atualizado em 2001 pela Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 67/2001, e novamente revisto nos anos de 2004, 2008 e 2010 pelas Resoluções Normativas 82, 167 e 211, respectivamente.

Esta revisão contou com a participação de um Grupo Técnico composto por representantes da Câmara de Saúde Suplementar, que inclui órgãos de defesa do consumidor, representantes de operadoras e de conselhos profissionais, entre outros. O objetivo do grupo é promover a discussão técnica sobre a revisão do rol.

Consulta Pública nº 40:

A Consulta Pública do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde foi encerrada no dia 21/05/2011 após 36 dias disponível para contribuições de consumidores, operadoras, gestores, prestadores de serviços e sociedade em geral. Foram recebidas 6.522 contribuições, sendo 70% diretamente de consumidores.

Mais detalhes no link, abaixo:

http://www.ans.gov.br/index.php/a-ans/sala-de-noticias-ans/a-ans/715-ans-publica-nova-listagem-de-coberturas-obrigatorias

AGENDA

- 10 de Agosto – Dia da Enfermeira

- III Fórum Trabalho e Saúde - Saúde e Precarização do Homem Que Trabalha

Local: UEL - Universidade Estadual de Londrina

Data: 10 e 11 de Agosto de 2011

Informações: http://www.estudosdotrabalho.org/IIIFTS.html


- Fundamentos Técnicos e Comercialização em Saúde Suplementar

CQCS

Aprenda os conceitos básicos e técnicos para comercialização dos planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde (ANS), com informações sobre as principais características dos planos privados de assistência à saúde e regras que orientam a celebração e o cumprimento desses contratos.

Matriculas Abertas - Salvador/BA.

Matrículas até 06/08/2011.

Documentos: Cópia RG e CPF

Período de aulas: De 8 a 31/8 - 2ª, 3ª e 4ª - Das 18h30 às 21h45.

Investimento: R$ 390,00 (á vista)

Local: Unidade Bahia - Av. Tancredo Neves, 999. Edf Metropolitano Alfa, Sl 401. Caminho das Árvores. Em frente ao Jornal A Tarde.

Contato: 71 3341 2688

Acesse: http://www.funenseg.org.br/cursos.php?idtipo=7&id=6181&idunidade=2

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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