09-09-11

 

Leia nesta edição:

- Maiores planos crescem 33% em 1 ano

- Cabral defende legalização dos jogos de azar

- Royalties para saúde podem aumentar

- Mantega tenta manter sigilo, mas Padilha confirma uso de recursos

- Royalties do pré-sal dividem ministros

- Governo limita remédio para tratar câncer

- Exames em hospitais do Rio podem ser terceirizados

- Pesquisas clínicas terão mais recursos

- Doação de droga em teste deve ter novas regras

- Em Botucatu, médico bate ponto, mas não cumpre jornada

- Médicos do HC são suspeitos de não cumprir jornada de trabalho

- Vacina experimental traz esperança para enfrentar malária

- Droga para osteoporose só funciona por 5 anos

- Pequenos e médios laboratórios se unem por competitividade

- Projeto obriga SUS a divulgar lista de remédios de uso contínuo disponíveis

- Pesquisa em saúde ganha impulso

- Comitê será responsável por avaliar terapias celulares

Sexta-feira, 09.09.11

O Estado de São Paulo

Maiores planos crescem 33% em 1 ano

Dez maiores operadoras tiveram expansão acima da média do mercado, de 9,2%; para especialista, concentração é prejudicial ao consumidor

Por Fernanda Bassette

As dez maiores operadoras de planos de saúde cresceram 33% em apenas um ano e já controlam um terço do mercado, que soma 46,6 milhões de pessoas. Os dados fazem parte de relatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e se referem ao período de março de 2010 a março de 2011.

A expansão das maiores operadoras foi bem maior que a média do mercado (aumento de 9,3% no período). Em contrapartida, o número de leitos privados disponíveis no País cresceu apenas 2,2%. Ou seja, em apenas um ano, o número de usuários de planos de saúde cresceu quatro vezes mais que a oferta de leitos.

Diante do crescimento acelerado, a dúvida que fica é se a rede está preparada para absorver toda essa demanda. Dados do Procon mostram que as reclamações só têm crescido: no segundo semestre de 2009 foram registradas 5.440 reclamações. No mesmo período de 2010 foram 7.301 queixas contra planos.

Para o advogado Julius Conforti, especialista em planos de saúde, a concentração nas mãos de poucas operadoras prejudica o consumidor. Um dos exemplos, segundo ele, é que a ANS decidiu adiar por três meses o início da norma que determina o prazo máximo que uma operadora pode demorar para promover o atendimento ou agendar exames e cirurgias para os usuários.

"Isso demonstra que as operadoras ainda não estão preparadas para cumprir a norma. Se não estão preparadas é porque não conseguem atender a demanda de pacientes na mesma velocidade que cresceram", diz.

Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, diz que o cenário é preocupante. "Apesar de o mercado estar concentrado em dez grandes empresas, ainda há negativa de coberturas, falta de leitos, descredenciamento de médicos e serviços."

Segundo Bruno Sobral, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, o adiamento da resolução aconteceu para que as operadoras se adequem às regras: "À medida que o plano engloba mais beneficiários, precisa trazer também mais prestadores. E vamos multar as operadoras que não cumprirem esses prazos".

De acordo com Sobral, a concentração pode ser vantajosa no sentido de aumentar a concorrência entre elas e reduzir o risco de falência, já que os custos são diluídos entre várias pessoas.

Fim da excelência. Carmem Nazaré Paschoal Angelino, de 53 anos, sente o reflexo da concentração. Ela é cliente de um plano que foi adquirido por outro há um ano e, desde então, enfrenta dificuldades para marcar consultas e agendar uma cirurgia. "A excelência do serviço acabou. Médicos foram descredenciados, mudaram os laboratórios. Está o caos”, conta.

Arlindo Almeida, presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), diz que por enquanto não sente problemas de desabastecimento por causa da concentração. "A não ser que existam problemas pontuais", diz. De acordo com ele, os planos têm investido em hospitais e leitos - o que é um processo lento.

Almeida admite, no entanto, que o "oligopólio" de operadoras pode ser ruim. "Isso não é interessante para nenhuma atividade. Os preços tendem a subir e pode haver desabastecimentos regionais, o que não é bom", diz.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informou, em nota, que suas afiliadas buscam frequentemente adequar suas redes de prestadores às necessidades de atendimento dos beneficiários e que não tem conhecimento de insuficiência da capacidade de atendimento.

Folha de São Paulo

Cabral defende legalização dos jogos de azar

Segundo o governador do Rio, a permissão ajudaria a arrecadar recursos para a saúde

Por Rodrigo Rötzsch

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), defendeu ontem a legalização dos jogos de azar como possível fonte de financiamento à saúde, num momento em que o Congresso Nacional discute a emenda 29, que obriga a aplicar no setor percentuais de arrecadação.

A defesa se segue à crítica feita pelo governador, também nesta semana, ao fim da CPMF (imposto do cheque), outra fonte de financiamento à saúde, que ele tachou de "covardia".

Ontem, Cabral participou de um evento em que a Loterj, que explora jogos legais no Rio, doou R$ 3,8 milhões para projetos sociais na área da saúde, e afirmou que a legalização de jogos, como bingos e cassinos, poderia trazer mais recursos ao setor.

"Eu acho que o jogo no Brasil, se aberto e legalizado, poderia ser uma fonte de financiamento importante para tanta coisa. Inclusive pra saúde. Não se fala tanto em financiamento de saúde?", questionou.

E lamentou que no Brasil seja diferente. "Eu lamento que no Brasil a gente não possa modificar isso e ter jogos legalizados, organizados, controlados e com dinheiro bem aplicado", disse.

Cabral afirmou que "só no Iraque, no Afeganistão, no Iêmen e na Coreia do Norte" o jogo não é legalizado.

Hipocrisia

"O Brasil vive algumas hipocrisias muito fortes. Se há demanda, vai existir oferta. Então vamos organizar essa oferta, no Congresso, com uma lei direita", afirmou o governador do Rio.

Ele refutou o argumento de que os jogos impulsionariam a lavagem de dinheiro, afirmando que ela existe em várias outras atividades e sugerindo que o Brasil siga modelos de controle de outros países onde o jogo é legalizado, como os Estados Unidos.

O Estado de São Paulo

Royalties para saúde podem aumentar

Projeto em estudo na Fazenda cogita inclusão de poços ainda não licitados e está previsto para chegar ao Congresso na próxima semana

Por João Domingos e Rosa Costa

O Ministério da Fazenda estuda vincular não só parte dos royalties do pré-sal mas de todos os poços ainda não licitados à saúde. A fórmula seria suficiente para garantir os R$ 30 bilhões extras que serão necessários para o setor com a regulamentação da Emenda 29. De quebra, o acordo impediria a derrubada do veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à partilha dos royalties do pré-sal entre todos os Estados, inclusive os não produtores.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, se comprometeram a apresentar a proposta ao Congresso até o dia 14. A ideia de usar o dinheiro do petróleo na saúde foi revelada pelo Estado anteontem. O governo federal, no entanto, ainda tenta manter o projeto sob sigilo até sua formatação final, dada a complexidade do tema (leia texto ao lado).

A Emenda 29, que estabelece novos compromissos de investimentos em saúde para a União, Estados e municípios, deve ser votada dia 28, na Câmara. Nas negociações, a Fazenda foi informada que o Congresso aceita a vinculação de parte dos royalties globais - não só do pré-sal.

No fim do ano passado, Lula sancionou a lei que define novas regras para a exploração de petróleo do pré-sal. O ex-presidente vetou o artigo que determinava a divisão dos royalties entre todos os Estados e municípios brasileiros.

Esse artigo fora aprovado pelo Congresso. Os Estados não produtores possuem as maiores bancadas e facilmente podem derrubar o veto, restabelecendo a divisão por todos.

A reunião em que Mantega firmou esse compromisso ocorreu no dia 31 de agosto, às 14 horas, em seu gabinete, em Brasília. Estavam presentes Ideli Salvatti; o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves; o relator do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP); o líder do PT, Paulo Teixeira (SP); o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP); o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros; o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR); o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE); e os senadores Walter Pinheiro (PT-BA), Wellington Dias (PT-PI), Francisco Dornelles (PP-RJ) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

Nessa reunião, Mantega fez um apelo para que eles ajudassem numa forma de não derrubar o veto do ex-presidente Lula. E a solução, segundo destacou o senador Walter Pinheiro, é justamente vincular parte dos royalties à saúde.

Senado. Com a sinalização de que essa solução seria trabalhada pelo governo, Walter Pinheiro se comprometeu a adiar a votação do veto. Foi negociar com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e conseguiu o adiamento. A votação passou de 22 de setembro para 5 de outubro. Até lá, eles vão tentar fechar a negociação.

"Só existe uma alternativa de o veto não ser derrubado: é fazer a vinculação dos royalties de todos os poços não licitados para saúde. Significa que, nesse caso, não é necessário esperar os royalties do pré-sal. A vinculação já pode começar a valer a partir de 2012", afirmou Pinheiro, reforçando que a votação do projeto nesses moldes - atendendo a essa nova solução - deve ocorrer o mais rápido possível para evitar que o veto seja derrubado.

O senador disse que todos os setores do Congresso e representantes dos Estados produtores e não produtores estão defendendo o que foi pactuado.

O Estado de São Paulo

Mantega tenta manter sigilo, mas Padilha confirma uso de recursos

Ministro da Fazenda contesta sua própria assessoria, enquanto colega conta com verba a ''médio e longo prazo''

Por Francisco Carlos de Assis

No intuito de tentar manter sob sigilo a proposta de utilizar o dinheiro do petróleo no financiamento da saúde, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem em São Paulo que o governo esteja estudando utilizar os royalties do petróleo a ser extraído na camada pré-sal para financiar a saúde. Seu colega da Saúde, Alexandre Padilha, no entanto, confirmou a proposta.

"Não está se discutindo isso. Aí temos o problema da Emenda 29. É um tema importante a ser discutido. Mas nós não estamos pensando em repassar recursos do pré-sal para a Emenda 29", afirmou Mantega, referindo-se à proposta que fixa os porcentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, pelos Estados e pelos municípios. após reunião no Palácio dos Bandeirantes com o governador Geraldo Alckmin.

Informação da assessoria do próprio Ministério da Fazenda, revelada pelo Estado na quarta-feira, dá conta de que seria "possível, sim, construir uma saída com os royalties do pré-sal para a saúde" e o governo estaria "discutindo e construindo um consenso". O uso dos recursos do pré-sal para financiar a saúde seria uma alternativa à ideia de recriação de um imposto para bancar o custeio do setor, nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007.

Padilha. Também ao contrário de Mantega, Padilha afirmou ontem em Brasília que a utilização dos recursos do royalties para a saúde já foram aprovados na criação do fundo do pré-sal. Ponderou, contudo, que isso está previsto para ocorrer em médio e longo prazo. "Foi aprovado na criação do fundo do pré-sal investimentos em saúde, educação e ciência e tecnologia. Isso já foi aprovado", ressaltou.

De acordo com ele, agora o Congresso vai fazer o debate sobre a questão. Padilha ponderou que em primeiro lugar é preciso definir uma "regra clara" do que é investimento em saúde. "Segundo, nós precisamos sim de mais recursos para a saúde", ressaltou. "Os governadores tem apontado essa preocupação de que nós precisamos agora de mais recursos."

Padilha insistiu que a utilização dos recursos do pré-sal para o setor só terá impacto "a médio e longo prazo". "Os governadores certamente já emitiram sua opinião ao Congresso de que precisam de mais recursos agora para a saúde do nosso país."

Correio Braziliense

Royalties do pré-sal dividem ministros

O governo ainda não afinou o discurso de onde devem sair os recursos para subsidiar a Emenda 29, que fixa percentuais mínimos de investimento em saúde por parte de União, estados e municípios. A principal divergência — evidenciada nos pronunciamentos dos ministros —, é se parte dos royalties do pré-sal devem ser destinados para essa finalidade. Ontem, os titulares da Saúde, Alexandre Padilha, e da Fazenda, Guido Mantega, demonstraram que o Planalto ainda bate cabeça ao se debruçar sobre o tema.

Padilha disse que parte do Fundo Social do Pré-Sal está destinada à saúde. “Isso já foi aprovado na criação do fundo: recursos para a educação, a saúde e a ciência e tecnologia”, lembrou, destacando a necessidade de encontrar outras fontes de financiamento imediatamente. “O pré-sal tem impacto a médio ou longo prazo. Os governadores têm apontado essa preocupação, de que nós precisamos de mais recursos para a saúde no país agora”, justificou.

Contradizendo o colega, Mantega foi categórico ao afirmar que o governo não estuda a possibilidade de destinar os recursos do pré-sal para a saúde. “Não estamos cogitando isso”, declarou, após encontro com o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), na capital paulista.

O tema é polêmico e divide as opiniões. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, por exemplo, segue o entendimento de Mantega no que diz respeito à destinação de recursos do fundo social e acredita que a reserva não deve financiar a saúde. Entretanto, concorda com Padilha sobre a urgência em se definir uma nova fonte de financiamento para o setor. “O pré-sal vai produzir (dividendos) daqui a sete, oito anos. Portanto, não podemos distribuir recursos que ainda não existem. A saúde precisa de recursos já e o governo está preocupado com isso, procurando outras soluções”, disse Lobão, na quarta-feira, durante as comemorações do Sete de Setembro em Brasília.

Na manhã de ontem, em entrevista coletiva, Padilha quis evitar o ônus de dizer de onde deve sair o dinheiro, e jogou a responsabilidade para o Congresso. “Estou muito confiante de que os deputados e senadores que debatem a Emenda Constitucional 29 vão encontrar um caminho que garanta que a saúde não perca recursos”, discursou. Padilha chegou a ser questionado mais duas vezes de onde os recursos deveriam sair, mas limitou-se a dizer que “isso é um debate que o Congresso Nacional está promovendo”.

Além da origem do dinheiro, Padilha espera que o Congresso resolva outras duas equações: quanto cada ente federado deve aplicar na área e a definição do que seria caracterizado como investimento em saúde. Hoje, a Emenda 29 define que o gasto da União deve ser de 10%, o dos estados, 12%; e o dos municípios, 15%, mas não estipula o que seriam esses investimentos. Por isso, segundo a pasta, são incluídas rubricas de outras áreas para cumprir a meta. Existe, entretanto, uma resolução do Conselho Nacional de Saúde que esclarece a lacuna, mas que não é respeitada, segundo o ministério.

Discussão

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou na terça-feira que convocará uma sessão para discutir os impactos da Emenda 29 nos estados. “Vamos pedir que os governadores nos mostrem qual é o efeito que a proposta provocará nos seus estados, para que isso nos ajude também a propor alternativas que possam viabilizar novos recursos para a área da saúde”, disse.

Participarão da sessão, além de Padilha, governadores, representantes da área financeira do governo federal, prefeitos e dirigentes de entidades da sociedade civil ligadas à área. Segundo Maia, a Emenda 29 está na pauta de votações de 28 de setembro, mesmo que não haja acordo prévio.

Folha de São Paulo

Governo limita remédio para tratar câncer

Acesso a medicação mais cara é reduzido pelo Ministério da Saúde a pacientes com leucemia mieloide crônica

Unicamp recebeu lista do ministério vetando, nominalmente, 14 pacientes de continuar recebendo medicação

Por Cláudia Collucci, de São Paulo

O Ministério da Saúde está limitando o número de pacientes com leucemia mieloide crônica (um tipo de câncer no sangue) que terão direito a drogas mais caras para tratar a doença.

Na semana passada, o hemocentro da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recebeu uma lista do ministério vetando, nominalmente, 14 pacientes de continuar recebendo a medicação.

"É uma 'lista de Schindler' às avessas. Sem esses medicamentos, esses pacientes morrem", diz Carmino de Souza, professor da Unicamp e presidente da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia).

A polêmica vem desde julho, quando passou a vigorar uma nova portaria do ministério que limitou em 15% a taxa de doentes com direito a receber drogas chamadas de segunda linha -única opção para aqueles que não respondem ao tratamento com as de primeira linha.

Os medicamentos de primeira linha são usados por pacientes no período inicial da leucemia. Com o tempo, é comum o organismo ficar resistente à droga.

A solução, então, é recorrer ao tratamento de segunda linha, que chega a custar, mensalmente, R$ 7.000 por paciente. O valor é mais que o dobro do custo do tratamento de primeira linha (mesilato de imatinibe).

O ministério diz que uma auditoria constatou que 10% dos pacientes com esse tipo de leucemia precisam de drogas de segunda linha.

Os hospitais dizem que o índice de pacientes com essas características varia de 20% a 35%. Na Unicamp, por exemplo, é de 27%. No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira) e na Santa Casa de São Paulo, de 19%.

Para Carlos Chiattone, hematologista da Santa Casa de SP, o que o ministério faz é "inaceitável". "Se há distorções, elas têm que ser corrigidas pontualmente."

Segundo Souza, apesar do veto, os serviços estão realocando recursos e mantendo os pacientes sob tratamento. O hemocentro da Unicamp diz que acumula um deficit mensal de R$ 750 mil. O do HC de Porto Alegre estima um rombo de R$ 120 mil.

Entenda a Leucemia Mielóide

O que é

Doença adquirida (não hereditária) envolvendo o DNA na medula óssea. Devido à mudança no DNA, as células doentes passam a ter maior sobrevida que os glóbulos brancos normais

Diagnóstico

Contagem de glóbulos brancos

Mielograma (exame da medula), PCR (reação em cadeia da polimerase), hibridização "in situ" por fluorescência (FISH) para determinar se há anormalidades cromossômicas

Freqüência 1 caso a cada 1 milhão de crianças

1 caso a cada 100 mil indivíduos aos 50 anos

1 caso a cada 10 mil indivíduos acima de 80 anos

Outro lado

Limite é baseado em auditoria, diz ministério

A oncologista Maria Inez Gadelha, coordenadora-geral de Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, afirma que a portaria que limita em 15% a porcentagem de doentes que precisam de drogas de segunda linha foi baseada em uma auditoria nacional que avaliou dados de pacientes com leucemia em vários serviços do país.

Segundo ela, menos de 10% desses doentes precisam de tratamento de segunda linha. Para dar uma margem de segurança, diz Gadelha, o ministério decidiu fixar o percentual em 15%.

A oncologista afirma que os hospitais tiveram quatro meses para se adaptar às novas regras ou informar ao ministério sobre problemas que a portaria acarretaria.

"Só agora, quando os procedimentos começaram a ser glosados, é que essas reclamações têm surgido", diz ela.

Gadelha afirma que o ministério já acionou as secretarias estaduais para checar a situação dos hospitais que alegam ter mais doentes necessitando de medicação de segunda linha.

"A secretaria deve nos encaminhar a situação real. Com isso, poderemos rever [as glosas]. Mas os serviços vão ter que comprovar que o paciente realmente precisa de medicamentos de segunda linha", diz ela.

Segundo Gadelha, o ministério não vetou nominalmente os pacientes da Unicamp.

"O sistema de glosa do ministério deve ter feito isso automaticamente a partir do momento em que o teto [de 15%] estourou", afirma.

O Estado de São Paulo

Exames em hospitais do Rio podem ser terceirizados

Intenção do Ministério da Saúde é reduzir o custo de exames laboratoriais em unidades federais em 40%; proposta é criticada

Clarissa Thomé / RIO

O Ministério da Saúde estuda terceirizar exames laboratoriais dos seis hospitais federais do Rio. A intenção, que encontra resistência entre servidores e especialistas, é reduzir o custo com exames em 40%. A pasta desembolsa R$ 37 milhões ao ano com esse tipo de serviço na rede federal no Rio de Janeiro.

O chefe do Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, no Rio, João Marcelo Ramalho, encomendou estudo para identificar quantos funcionários trabalham nos laboratórios dos hospitais federais e o custo dos exames. Segundo ele, os preços para hemogramas são bons. "Mas, quando fazemos exames mais sofisticados, eles ficam caros, porque os hospitais não compram muitos insumos. Em alguns casos, a diferença é de 500% em relação ao custo do laboratório particular", afirmou.

Para Lígia Bahia, professora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a terceirização dos serviços de laboratórios pode afetar a pesquisa científica nesses hospitais. "Não se faz medicina sem pesquisa. Esses laboratórios foram responsáveis por grandes avanços da medicina no Rio. Com a terceirização, não será a rede pública quem terá a inovação tecnológica, mas sim a iniciativa privada."

Para a especialista, a proposta caminha no "sentido contrário" do que ocorre em outros países, onde os laboratórios passaram a ser próprios para melhorar a colaboração entre as unidades hospitalares. "Não estou dizendo que a ideia não seja boa. Poderia servir para um hospital. Mas, de atacado, parece atender mais a necessidade dos laboratórios contratados do que da rede pública."

Ramalho refuta a crítica de que haveria perda para a pesquisa. "Exames que não sejam automatizados, não tenham ganho de escala e precisem do trabalho especializado, como o de biópsia, continuaremos fazendo. Mas não mais em duas ou três unidades. A ideia é que uma unidade centralize os exames."

Crítica. Entre os funcionários públicos, a ideia também não agradou. Profissionais do Hospital de Ipanema chegaram a fazer protesto, criticando a ideia. "Terceirizar não é solução. É preciso reestruturar o serviço, melhorar a gestão. Esse é o caminho. Entregar para terceiros não resolve os problemas", disse Josemilton Costa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Rio.

Folha de São Paulo

Pesquisas clínicas terão mais recursos

Governo anuncia R$ 1,5 bilhão para financiar estudos em saúde e aumentar produção de remédios nacionais

Parte do dinheiro será usada para enquete nacional sobre como os brasileiros usam e descartam remédios

Por Sofia Fernandes

O Ministério da Saúde anunciou ontem que vai quadruplicar o orçamento federal para pesquisa na área.

Entre os principais focos para o gasto estão a produção de medicamentos nacionais e a vigilância em áreas atingidas por doenças como malária e dengue.

São 16 as áreas prioritárias para o programa, que terá R$ 1,5 bilhão em quatro anos.

Parte do orçamento será dedicada a uma campanha pelo uso racional de medicamentos, além de uma pesquisa em 35 mil domicílios sobre o comportamento do brasileiro em relação a remédios.

O objetivo é saber se as pessoas aderem ao tratamento (se tomam o remédio como o médico recomendou), onde compram o medicamento, como guardam e como as drogas são descartadas. A pesquisa ficará pronta em 2013.

Além de fazer campanha contra o uso exagerado e equivocado de remédios, o governo quer explicar à sociedade os critérios para que um remédio passe a ser oferecido pelo SUS.

O propósito é evitar processos judiciais. A cada ano, cresce o valor gasto com o fornecimento de medicamentos fora da lista do SUS, por decisões da Justiça.

Produção Nacional

De acordo com Vítor Harada, presidente da Abracro (Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica), hoje, 80% dos princípios ativos usados em medicamentos no país são importados. O aumento do investimento federal na pesquisa de novas drogas pode mudar esse quadro.

"Nos EUA, quem mais investe em pesquisas clínicas é o próprio governo, por meio dos Institutos Nacionais de Saúde", diz Harada.

A escolha de temas prioritários também é positiva, segundo Harada. "É melhor fazer menos estudos com mais investimentos e mais rápido do que fazer muita coisa ao mesmo tempo e sem foco."

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou também o lançamento da Plataforma Brasil, uma base de dados eletrônica que vai unificar os registros de pesquisa envolvendo seres humanos.

Até agora, as pesquisas são submetidas ao Conselho Nacional de Ética em cópias impressas. O processo, agora, será informatizado.

Mas, para o representante das empresas envolvidas em testes clínicos, o site não elimina barreiras burocráticas.

"Hoje, os protocolos de pesquisa são aprovados pelo comitê do hospital e depois do Conep. Em vez de eliminar um passo, a plataforma informatiza o mesmo processo que existe hoje. Isso é bom, mas não vai resolver o problema", afirma Harada.

Folha de São Paulo

Doação de droga em teste deve ter novas regras

Está em consulta pública uma nova regulamentação para o fornecimento de remédios ainda em fase de teste, por parte da indústria farmacêutica, para pacientes que participem ou não de pesquisas clínicas.

A regra proposta pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) inclui o chamado uso compassivo de medicamentos, que permite que um paciente peça o fornecimento de um remédio, mesmo que ainda em testes, se ficar comprovado que ele tem uma doença grave sem tratamento eficaz.

A proposta contém normas para a doação dos remédios para os voluntários dos testes clínicos após o término da pesquisa. Quem arca com os custos são os próprios patrocinadores dos estudos.

Segundo Vítor Harada, presidente da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica, a atual exigência de que os laboratórios forneçam os remédios após os testes clínicos dificulta a realização de pesquisas no país.

O Estado de São Paulo

Em Botucatu, médico bate ponto, mas não cumpre jornada

Profissionais são flagrados pela TV Globo saindo para fazer compras e até ginástica no meio do expediente

Por José Maria Tomazela, de Sorocaba

Médicos contratados pelo Hospital das Clínicas de Botucatu, a 225 km de São Paulo, marcam o ponto e voltam para a rua para fazer compras, atender em clínica particular e malhar em academia, deixando lotada a sala de espera da instituição pública. As irregularidades, mostradas ontem pela TV Globo, serão investigadas pelo Ministério Público.

Nas imagens, captadas com uma câmera escondida, o médico ortopedista Reinaldo Volpi marca o ponto no relógio digital às 7 horas e segue para uma academia de ginástica no mesmo bairro. Uma hora depois, ele deixa o local e vai para casa. Volpi retorna ao HC às 15 horas para fechar o ponto no marcador.

No dia em que foi acompanhado pela reportagem, ele não atendeu um paciente sequer.

Segundo a reportagem, Volpi não cumpre a jornada no HC, pela qual recebe entre R$ 7 mil e R$ 8 mil mensais por oito horas de trabalho, porque tem outro emprego. Ele também é contratado para dar atendimento em um ambulatório do Sistema Único de Saúde (SUS), em plantões de quatro horas diárias, também não cumpridos integralmente.

O médico otorrinolaringologista Emanuel Castilho também não cumpre a jornada de oito horas para a qual foi contratado. No dia 4 de agosto, ele marcou o ponto às 5h45 e, quatro horas depois, foi atender em sua clínica particular. No trajeto, passou por uma feira livre para comprar frutas, legumes e verduras. Às 14h55, Castilho voltou para o hospital para fechar o ponto.

A médica Lara de Toledo Curceli, que deveria trabalhar das 18 às 22 horas na central de vagas do hospital, também não foi encontrada no serviço. Ela justificou sua ausência alegando que tem autorização da chefia para trabalhar em casa. O chefe de Lara é o próprio marido, Emílio Curceli, superintendente do Hospital das Clínicas.

Na ocasião, Curceli disse que os casos de não cumprimento de horário eram isolados. "Não é uma prática corrente no hospital e não é uma prática tolerável." Ontem, nenhum dos envolvidos quis falar com o Estado.

Afastamento. A Secretaria da Saúde de São Paulo informou ontem que Volpi e Castilho foram afastados de seus cargos. A medida, afirma a secretaria em nota, foi tomada preventivamente. Além disso, uma sindicância foi aberta para apurar a denúncia de não cumprimento das jornadas.

Segundo a secretaria, Lara trabalha na regulação de vagas não urgentes e é responsável pela autorização, online, de internação de pacientes em um grupo de hospitais da região.

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) passou para a administração do Estado em janeiro. O hospital tem 210 médicos e atende mais de mil pacientes por dia.

Para lembrar

Fraude em Sorocaba

Em 16 de junho, uma operação do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil prendeu 12 pessoas suspeitas de fraudes no Conjunto Hospitalar de Sorocaba, mantido pelo governo do Estado.

Entre os presos estavam médicos que recebiam por plantões que não eram cumpridos, além do diretor e de ex-diretores do hospital. Todos já foram soltos, mas responderão a processos - o inquérito será enviado neste mês à Justiça.

Por causa dessas prisões, a Secretaria da Saúde do Estado decretou intervenção no hospital e mandou fazer um pente-fino nos plantões de hospitais. Os resultados dessa fiscalização ainda não foram divulgados.

Folha de São Paulo

Médicos do HC são suspeitos de não cumprir jornada de trabalho

De São Paulo - O Ministério Público Estadual vai instaurar inquérito civil para apurar acusações de que médicos do Hospital das Clínicas de Botucatu batem ponto sem trabalhar.

A Promotoria se baseia em reportagem da TV Tem que mostrou o ortopedista Reinaldo Volpi na academia de ginástica no horário do expediente e o otorrinolaringologista Emanuel Castilho na feira.

A Secretaria de Estado de Saúde abriu sindicância e afastou os médicos preventivamente. A Folha não conseguiu contato com a defesa deles.

Folha de São Paulo

Vacina experimental traz esperança para enfrentar malária

Imunização, feita com micróbio atenuado da doença, mostrou-se segura em 1o teste

Por Rafael Garcia, de Washington

Uma vacina contra a malária que usa uma estratégia de produção inovadora obteve bons resultados em testes preliminares, anunciaram hoje cientistas americanos.

O novo imunizante, desenvolvido pela empresa de biotecnologia Sanaria em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, é o primeiro a usar células inteiras do parasita Plasmodium falciparum, causador da forma mais severa da doença.

Tratado com radiação para ser enfraquecido, o micróbio é injetado no organismo e faz com que o sistema imune aprenda a reconhecê-lo, sem oferecer risco.

Em estudo na revista "Science", os cientistas mostram como fizeram para isolar os esporozoítos, um dos estágios do plasmódio, e transferi-los para uma solução limpa que pode ser usada como vacina.

Os pesquisadores já testaram a nova vacina com injeções superficiais em humanos, e ela se mostrou segura, ainda que não tenha mostrado eficácia logo de cara. Os cientistas ainda não tinham autorização para usar injeção intravenosa do produto em pessoas, e fizeram um teste em macacos, com sucesso.

"Mostramos que a injeção intravenosa é dez vezes mais potente do que a subcutânea", diz Robert Seder, um dos líderes do trabalho.

"Agora vamos começar um estudo de segurança com humanos, primeiro testando doses baixas da vacina com injeção intravenosa. Depois vamos desafiar os voluntários, expondo-os a mosquitos infectados com malária."

As cobaias do estudo, diz, serão militares recrutados pelo Instituto de Pesquisa Walter Reed, do Exército dos EUA. "Se eles contraírem malária, receberão tratamento imediato", afirma Seder.

A inspiração para a nova vacina veio de testes dos anos 1970, quando cientistas conseguiram imunizar voluntários usando mosquitos submetidos a radiação.

A picada acabava por vacinar as pessoas. Cientistas acreditam que o esporozoíto enfraquecido ensina as células do sistema imune a identificar e matar células infectadas, detendo o plasmódio.

Folha de São Paulo

Droga para osteoporose só funciona por 5 anos

Agência americana propõe que as mulheres parem de tomar o remédio após o período

Por Mariana Pastore, de São Paulo / Com "New York Times"

Mulheres que tomam bisfosfonatos para tratar osteoporose podem interromper o tratamento após cinco anos, segundo um relatório do FDA (agência que regula remédios e alimentos nos EUA) divulgado na quarta-feira.

Os remédios evitam a perda óssea e são os mais usados contra a doença.

Segundo o relatório, estudos mostram que as drogas só têm benefícios comprovados na prevenção de fraturas de osteoporose durante os primeiros três anos.

Depois do quinto ano de uso do remédio, não há mais melhoria na densidade óssea, afirma a agência americana.

Para Rosa Maria Rodrigues Pereira, reumatologista do Hospital das Clínicas, "se a pessoa tem osteoporose leve e não teve fratura, pode mesmo interromper o uso". Mas, segundo a médica, pessoas mais idosas, fumantes ou que sofrem de quedas frequentes podem se beneficiar do tratamento após os cinco anos.

Efeitos Colaterais

Os bisfosfonatos são suspeitos de causar fraturas atípicas no fêmur e câncer de esôfago. Mas segundo o relatório da FDA, os estudos a respeito disso ainda têm resultados conflitantes.

"Os casos de fratura são muito raros. Estima-se que ocorra uma a cada 10 mil pacientes", explica a endocrinologista Marise Castro, chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas da Unifesp.

Ela ainda afirma que o principal efeito colateral é o gastrointestinal. "O paciente tem de tomar o comprimido e permanecer em pé ou sentado, senão ele pode sofrer danos no esôfago."

As drogas sob revisão nos EUA incluem o Fosamax, da Merck, o Bonviva, da Roche, e versões genéricas.

Saúde Business Web

Pequenos e médios laboratórios se unem por competitividade

Por Daya Lima

Modelo de negócio permite sustentabilidade das empresas no mercado dominado por grandes redes

Para concorrer de igual para igual com grandes grupos laboratoriais de análises clínicas do País, algumas empresas do ramo, de pequeno e médio porte, estão se unindo e virando parceiras. No sul do Brasil as alianças entre laboratórios são significativas e o G8 já é composto pelos laboratórios Unidos, Trindade, Santa Luzia, Gênesis, Pró-Vida, Nossa Senhora de Fátima, Ciência e Diagnóstico.

Porém, a iniciativa ainda é incipiente. Segundo o sócio da rede Reação, Rafael Marin, uma das mais bem estruturadas no Brasil (Reação, do Sul, Lab Rede, de Minas, LCA, de São Paulo e LabForte, da Bahia), que fatura, em média, R$ 12 milhões por ano.

De acordo com ele, o negócio surgiu para promover um equilíbrio no mercado. Até então, só grandes como Dasa e Fleury detinham a maior fatia do bolo. “Quando pensamos no modelo de negócio, ainda em 1999 e com apenas três sócios, nosso objetivo era proporcionar benefícios para ambos os lados, ou seja, cliente e empresário”, conta. Entretanto, o negócio cresceu e hoje, já com 230 laboratórios conveniados à rede, viram que podem ir além. “Atendemos com a mesma qualidade e com o menor preço – pelo menos 35% mais barato do que as grandes redes – por conta do nosso poder de barganha. Quanto mais associados temos, mais competitivos nos tornamos”, lembra Marin.

Mas para o consultor especializado em laboratório da consultoria Formato Clínico, Gustavo Campana, o crescimento é limitado por um fator cultural. Para ele, pequenos e médios empresários brasileiros são apegados ao cargo. “Alguns empresários não enxergam em longo prazo e não entendem que, para se tornarem competitivos com este bom modelo de negócio, precisam se reciclar: sair da posição de dono e se tornar um gestor, um associado. Isso, por incrível que pareça, é o limitador de crescimento de empresas com este formato”, enfatiza Campana.

Mesmo assim, há espaço para se desenvolver e se consolidar no mercado dos grandes. “Não tenho dúvida que redes de laboratórios são uma tendência. Tal como em outros setores, o sucesso é certo. Juntas, conseguem movimentar boa parte desse mercado e oferecer um serviço de qualidade para clientes e profissionais do ramo”, afirma.

Benefícios

Fazer parte de uma rede como a Reação, por exemplo, gera outros benefícios que, muitas vezes, sozinhos os laboratórios nunca conseguiriam. Para Marin, as empresas que topam entrar no negócio lucram em diversas áreas. “Contam com a manutenção de tecnologia que oferecemos, também conseguimos selos de qualidade, o que é estendido a todos os laboratórios da rede”.

Campana diz que, além de certificação de qualidade e suporte de tecnologia avançada, os associados também trocam experiências em outras áreas de suma importância para as empresas, como marketing, processos e gestão, o que faz toda a diferença em termos de competitividade no mercado.

Já o consultor estratégico Edson Gil, não aposta no formato, a não ser que seja bem fundamentado e com atuação restrita à determinadas áreas. “Apesar de ser uma excelente ideia, não acredito que associativismo se consolide em todas as frentes do negócio. Talvez em parcerias de compras ou em centrais de exames”.

Mesmo com as possibilidades, o que faz um pequeno laboratório migrar para uma associação não é ainda o networking, e sim o poder de barganha em compras de produtos e ofertas de exames.

O sócio do Reação diz que esse é o chamariz. “Por termos uma boa carteira de conveniados em relação à quantidade, conseguimos negociar como os grandes e, com isso, diluir os custos”, afirma Marin.

Campana acrescenta duas comodidades aos associados. Além de melhores condições com fornecedores, as empresas adquirem boa entrada na negociação nos convênios, que não podem ser esquecidos. Ganhar em escala de produção também enche os olhos dos laboratórios que, pequenos, não conseguem atender a demanda.

“Para mim, é aí que está o benefício, ser grande mesmo sendo pequeno. Poder atender, na sua região, com alta tecnologia e baixo custo é o sonho de todo empresário. Isso deve ser levado em consideração.”

Campana considera importante não abrir mão da regionalidade. “Ultimamente, as pessoas não encontram serviços laboratoriais de qualidade na região onde moram, principalmente, se for longe dos grandes centros urbanos. Por isso, fazer parte de uma rede e poder oferecer todos os exames, mesmo os de menor complexidade, é um diferencial que conta muito, ninguém quer sair da sua cidade para fazer exames.”

Não existem grandes exigências para que pequenos e médios laboratórios se associem às redes como essas, ser idôneo é a única premissa. “Não fazemos nenhum processo de seleção rigoroso, só verificamos se o laboratório é honesto e enquadra-se em nosso modelo. Se os quesitos forem contemplados, pronto, já é um parceiro”, finaliza Marin.

Agência Câmara de Notícias

Projeto obriga SUS a divulgar lista de remédios de uso contínuo disponíveis

Por Noéli Nobre / Edição: Pierre Triboli

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1204/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a publicar na internet a relação dos remédios de uso contínuo disponíveis nos centros de dispensação de medicamentos excepcionais dos estados. A divulgação deverá ser feita nos sites dos governos federais e estaduais.

Romero Rodrigues afirma que a medida facilitará a vida de pacientes que não têm acesso a medicamentos imprescindíveis, apesar de disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

“O projeto pretende garantir a todos os usuários o acesso a informações sobre os medicamentos disponíveis ou em falta e sua previsão de chegada. A medida trará benefícios principalmente aos doentes com dificuldade de deslocamento. Estamos falando, muitas vezes, de transplantados e de portadores de síndromes gravíssimas”, afirma Rodrigues.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

PL-1204/2011

Quinta-feira, 08.09.11

ANVISA

Pesquisa em saúde ganha impulso

O Ministério da Saúde anunciou que vai investir R$ 1,5 bilhão na área de pesquisa em saúde nos próximos quatro anos. O plano de investimentos foi anunciado durante o I Encontro com a Comunidade Científica realizado, nesta quinta-feira (8/9), em Brasília.

De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, este trabalho é parte do esforço para garantir saúde de qualidade a todos os Brasileiros. “No momento em que o Ministério da Saúde tem como meta a ampliação do acesso com qualidade a todos os brasileiros, é fundamental o fortalecimento de iniciativas pela pesquisa, desenvolvimento e inovação em saúde", disse o ministro.

O ministro também anunciou duas medidas que devem dar mais agilidade ao processo de aprovação e acompanhamento das pesquisas clínicas realizadas no país e que servem de base para o lançamento de novos medicamentos no mercado. Trata-se da Plataforma Brasil e do Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebec). A Plataforma é um sistema que reúne a base nacional e unificada de registros de pesquisas envolvendo seres humanos. Com este sistema, a expectativa é que haja maior agilidade e transparência na aprovação dos projetos de pesquisa e testes com novos medicamentos.

Já a Rebec é um sistema para o registro de ensaios clínicos. É o primeiro sistema deste tipo feito em língua portuguesa e coloca o Brasil entre o seleto grupo de países que possuem sistemas semelhantes. Com isso, os pesquisadores nacionais não precisarão mais recorrer a plataformas estrangeiras para registrar seus ensaios.

Para o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, estas iniciativas são resultado do esforço para promoção da saúde pública. “Essas iniciativas reafirmam, mais uma vez, o empenho de fazer com que os sistemas de controle e gestão sejam os mais eficientes possíveis no estímulo à pesquisa em saúde com resultados diretos para a população”, afirma Barbano. No Brasil, o Estado é o maior investidor em pesquisas na área de saúde.

Durante o encontro, o ministro Alexandre Padilha também anunciou a Agenda de Pesquisas Estratégicas para o Sistema de Saúde (Pess). A nova agenda reúne 151 linhas prioritárias de pesquisa e inclui temas da vigilância sanitária, como percepção do risco sanitário no consumo de produtos, efeitos da vigilância sanitária na prevenção de riscos em serviços de saúde, intervenções em situações de emergência, desenvolvimento de modelos de avaliação para tecnologias de uso em saúde, entre outros.

Conheça a plataforma: www.saude.gov.br/plataformabrasil

ANVISA

Comitê será responsável por avaliar terapias celulares

A Anvisa realiza, entre os dias 17 e 18 de outubro, seminário técnico para discutir a criação de um órgão interinstitucional para regular as terapias que resultem do cultivo, seleção e manipulação de células. O tema tem despertado interesse da comunidade científica, mas seu desenvolvimento esbarra em entraves, como a falta de regulamentação e de parâmetros éticos.

Segundo o gerente de Tecidos, Células e Órgãos da Anvisa, Daniel Coradi, o Comitê de Assessoramento Técnico em Terapias Celulares (CAT) agregará a opinião da Agência e dos conselhos federais de Medicina e Odontologia. “Precisamos definir um marco regulatório, a partir do qual estará valendo a exploração de produtos derivados de células, inclusive de células-tronco, sejam adultas ou embrionárias”, disse. As decisões do Comitê serão tomadas em consenso.

O CAT vai simplificar o trâmite dos pesquisadores e definirá, também, os parâmetros éticos que devem ser seguidos por quem desenvolve tratamentos, medicamentos e produtos com células humanas. Para a criação do Comitê, a Anvisa segue modelo da União Europeia, onde um órgão semelhante foi montado há quatro anos.

Inscrições

Estão disponíveis 200 vagas para o Seminário. Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita.

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar

Unidas / AssPreviSite

12 de setembro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Oferecer aos participantes uma visão ampla da legislação que rege os planos privados de assistência à saúde, abordando os princípios constitucionais pertinentes ao direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99, as resoluções do CONSU e da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência reguladora, a aplicação subsidiária do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto, os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos, as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência administrativa e judicial sobre o assunto.

Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase as questões práticas.

Instrutor

Dr. José Luiz Toro da Silva

Público Alvo

Dirigentes, Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle de Custos do Hospital" São Paulo-SP

Data do Curso

15/9/2011 a 16/9/2011

Objetivo

Orientar a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle de custos

Público Alvo

Profissionais de Enfermagem

Programa

Cenário Atual

- Resistência a Mudanças

- Gestão de Profissionais

Custos Hospitalares

- Componentes dos Custos

- Classificação dos Custos

- Sistema de Rateio

- Ponto de Equilíbrio

Remuneração

Padronização

- Convênios

- Glosas

Enfermagem e Gerenciamento de Custos

Visão Estratégica do Negócio

Inscrições até 09/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17:00

Instrutor - Sarah Munhoz

Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção São Paulo.

Mais informações


- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Local

Centro de Eventos FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul

Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic

CEP: 91140-001 – Porto Alegre - RS

55 (51) 3347-8696

Fax: 55 (51) 3347-8722

Email: kkein@ergs.org.br

Data

16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)

Organização

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Avenida Marechal Câmara, 160/Sala 330 - Centro

CEP: 20020-907 - Rio de Janeiro – RJ

55 (21) 3478-2700

www.cardiol.br

Organização Científica

Gerência de Eventos da SBC

55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752

Fax: 55 (21) 3478-2755

E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br

Skype: sbc-eventos01

Central de Inscrições

55 (21) 3478-2700 ramal: 2759

Fax: 55 (21) 3478-2770

E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br

- Curso "Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde" São Paulo-SP

Data do Curso

21/9/2011 a 23/9/2011

Objetivo

Possibilitar aos participantes o desenvolvimento das competências necessárias para as funções ligadas à Logística Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de atuação, considerando os aspectos técnicos e administrativos.

Público Alvo

Profissionais com e/ou sem vivência no setor Hospitalar Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.

Programa

FUNDAMENTOS E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:

- Definição de Logística de Suprimentos no ambiente hospitalar;

- Organização e estruturação da Logística de Suprimentos e a sua posição na estrutura organizacional de um hospital;

ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:

- Conceitos básicos em Farmácia Hospitalar;

- Atribuições do farmacêutico Hospitalar;

- Sistemas de distribuição e rastreabilidade de medicamentos e produtos para saúde;

- Legislações aplicadas à Farmácia Hospitalar;

- Farmácia Clínica, Farmacovigilância, CIM e CCIH.

SISTEMAS DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO:

- Planejamento e definição das estratégias de compras;

- Conceitos de custo total no processo de aquisição (Sourcing);

- Compras eletrônicas - (e-procurement, pregão, leilão reverso);

- Licitação

- Legislação e Princípios;

- Estratégias de negociação;

- Gestão de contratos.

QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/ NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:

- Qualificação e avaliação dos fornecedores;

- Padronização de produtos para saúde como estratégia de redução de custos;

- Conceitos de classificação, codificação e catalogação de produtos para saúde;

ARMAZENAGEM, MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

- Técnicas de recebimento e inspeção de qualidade;

- Armazenamento, movimentação e transporte de materiais;

- Valorização dos estoques (método PEPs, FIFO, Custo Médio Ponderado);

GESTÃO DOS ESTOQUES

- Principais conceitos da administração de materiais;

- Conceitos e aplicabilidade

- Estoque Mínimo, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido;

Lote Econômico, Curva ABC;

- Normas de inventário e contagem cíclica;

Inscrições até 16/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17h

Instrutor - Mônica Cristina Granzo

Bacharel em Ciências Contábeis; MBA em Logística Empresarial, Vasta experiência profissional na área de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes a área.

Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki

Graduação em Farmácia & Bioquímica, pós graduação em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica. Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras, membro Presidente da Comissão de Padronização de Produtos da Central de Compras, atuação em educação continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação de fornecedores.

Mais informações


- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde


Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português

- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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