Leia
nesta edição:
- Maiores planos crescem 33% em 1 ano
- Cabral
defende legalização
dos jogos de azar
- Royalties
para saúde
podem aumentar
- Mantega tenta manter sigilo, mas Padilha confirma uso de recursos
- Royalties
do pré-sal
dividem ministros
- Governo
limita remédio para tratar câncer
- Exames em hospitais do Rio podem ser terceirizados
- Pesquisas
clínicas terão
mais recursos
- Doação
de droga em teste deve ter novas regras
- Em Botucatu,
médico bate ponto, mas não
cumpre jornada
- Médicos do HC são suspeitos de não
cumprir jornada de trabalho
- Vacina
experimental traz esperança para enfrentar malária
- Droga para
osteoporose só funciona por 5 anos
- Pequenos
e médios laboratórios
se unem por competitividade
- Projeto
obriga SUS a divulgar lista de remédios de
uso contínuo disponíveis
- Pesquisa
em saúde
ganha impulso
- Comitê será responsável
por avaliar terapias celulares
Sexta-feira, 09.09.11
O
Estado de São
Paulo
Maiores planos crescem 33% em 1 ano
Dez maiores
operadoras tiveram expansão acima da média
do mercado, de 9,2%; para especialista, concentração é prejudicial
ao consumidor
Por Fernanda Bassette
As dez maiores
operadoras de planos de saúde cresceram
33% em apenas um ano e já controlam um terço do
mercado, que soma 46,6 milhões de pessoas. Os dados fazem
parte de relatório da Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS) e se referem ao período de março
de 2010 a março de 2011.
A expansão das maiores operadoras foi bem maior que a
média do mercado (aumento de 9,3% no período).
Em contrapartida, o número de leitos privados disponíveis
no País cresceu apenas 2,2%. Ou seja, em apenas um ano,
o número de usuários de planos de saúde
cresceu quatro vezes mais que a oferta de leitos.
Diante do
crescimento acelerado, a dúvida que fica é se
a rede está preparada para absorver toda essa demanda.
Dados do Procon mostram que as reclamações só têm
crescido: no segundo semestre de 2009 foram registradas 5.440
reclamações. No mesmo período de 2010 foram
7.301 queixas contra planos.
Para o advogado
Julius Conforti, especialista em planos de saúde,
a concentração nas mãos de poucas operadoras
prejudica o consumidor. Um dos exemplos, segundo ele, é que
a ANS decidiu adiar por três meses o início da norma
que determina o prazo máximo que uma operadora pode demorar
para promover o atendimento ou agendar exames e cirurgias para
os usuários.
"Isso demonstra que as operadoras ainda não estão
preparadas para cumprir a norma. Se não estão preparadas é porque
não conseguem atender a demanda de pacientes na mesma
velocidade que cresceram", diz.
Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste,
diz que o cenário é preocupante. "Apesar de
o mercado estar concentrado em dez grandes empresas, ainda há negativa
de coberturas, falta de leitos, descredenciamento de médicos
e serviços."
Segundo Bruno
Sobral, diretor de desenvolvimento setorial da ANS, o adiamento
da
resolução aconteceu para que
as operadoras se adequem às regras: "À medida
que o plano engloba mais beneficiários, precisa trazer
também mais prestadores. E vamos multar as operadoras
que não cumprirem esses prazos".
De acordo
com Sobral, a concentração pode ser
vantajosa no sentido de aumentar a concorrência entre elas
e reduzir o risco de falência, já que os custos
são diluídos entre várias pessoas.
Fim da excelência. Carmem Nazaré Paschoal Angelino,
de 53 anos, sente o reflexo da concentração. Ela é cliente
de um plano que foi adquirido por outro há um ano e, desde
então, enfrenta dificuldades para marcar consultas e agendar
uma cirurgia. "A excelência do serviço acabou.
Médicos foram descredenciados, mudaram os laboratórios.
Está o caos”, conta.
Arlindo Almeida,
presidente da Associação Brasileira
de Medicina de Grupo (Abramge), diz que por enquanto não
sente problemas de desabastecimento por causa da concentração. "A
não ser que existam problemas pontuais", diz. De
acordo com ele, os planos têm investido em hospitais e
leitos - o que é um processo lento.
Almeida admite,
no entanto, que o "oligopólio" de
operadoras pode ser ruim. "Isso não é interessante
para nenhuma atividade. Os preços tendem a subir e pode
haver desabastecimentos regionais, o que não é bom",
diz.
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(FenaSaúde) informou, em nota, que suas afiliadas buscam
frequentemente adequar suas redes de prestadores às necessidades
de atendimento dos beneficiários e que não tem
conhecimento de insuficiência da capacidade de atendimento.
Folha
de São
Paulo
Cabral
defende legalização
dos jogos de azar
Segundo o
governador do Rio, a permissão ajudaria a arrecadar
recursos para a saúde
Por Rodrigo
Rötzsch
O governador
do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB),
defendeu ontem a legalização dos jogos de azar
como possível fonte de financiamento à saúde,
num momento em que o Congresso Nacional discute a emenda 29,
que obriga a aplicar no setor percentuais de arrecadação.
A defesa
se segue à crítica feita pelo governador,
também nesta semana, ao fim da CPMF (imposto do cheque),
outra fonte de financiamento à saúde, que ele tachou
de "covardia".
Ontem, Cabral
participou de um evento em que a Loterj, que explora jogos
legais no Rio,
doou R$ 3,8 milhões para projetos
sociais na área da saúde, e afirmou que a legalização
de jogos, como bingos e cassinos, poderia trazer mais recursos
ao setor.
"Eu acho que o jogo no Brasil, se aberto e legalizado,
poderia ser uma fonte de financiamento importante para tanta
coisa. Inclusive pra saúde. Não se fala tanto em
financiamento de saúde?", questionou.
E lamentou
que no Brasil seja diferente. "Eu lamento que
no Brasil a gente não possa modificar isso e ter jogos
legalizados, organizados, controlados e com dinheiro bem aplicado",
disse.
Cabral afirmou
que "só no Iraque, no Afeganistão,
no Iêmen e na Coreia do Norte" o jogo não é legalizado.
Hipocrisia
"O Brasil vive algumas hipocrisias muito fortes. Se há demanda,
vai existir oferta. Então vamos organizar essa oferta,
no Congresso, com uma lei direita", afirmou o governador
do Rio.
Ele refutou
o argumento de que os jogos impulsionariam a lavagem de dinheiro,
afirmando
que ela existe em várias outras
atividades e sugerindo que o Brasil siga modelos de controle
de outros países onde o jogo é legalizado, como
os Estados Unidos.
O
Estado de São
Paulo
Royalties
para saúde
podem aumentar
Projeto em
estudo na Fazenda cogita inclusão de poços
ainda não licitados e está previsto para chegar
ao Congresso na próxima semana
Por João
Domingos e Rosa Costa
O Ministério da Fazenda estuda vincular não só parte
dos royalties do pré-sal mas de todos os poços
ainda não licitados à saúde. A fórmula
seria suficiente para garantir os R$ 30 bilhões extras
que serão necessários para o setor com a regulamentação
da Emenda 29. De quebra, o acordo impediria a derrubada do veto
do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à partilha
dos royalties do pré-sal entre todos os Estados, inclusive
os não produtores.
O ministro
da Fazenda, Guido Mantega, e a ministra de Relações
Institucionais, Ideli Salvatti, se comprometeram a apresentar
a proposta ao Congresso até o dia 14. A ideia de usar
o dinheiro do petróleo na saúde foi revelada pelo
Estado anteontem. O governo federal, no entanto, ainda tenta
manter o projeto sob sigilo até sua formatação
final, dada a complexidade do tema (leia texto ao lado).
A Emenda
29, que estabelece novos compromissos de investimentos em saúde para a União, Estados e municípios,
deve ser votada dia 28, na Câmara. Nas negociações,
a Fazenda foi informada que o Congresso aceita a vinculação
de parte dos royalties globais - não só do pré-sal.
No fim do
ano passado, Lula sancionou a lei que define novas regras para
a exploração de petróleo do
pré-sal. O ex-presidente vetou o artigo que determinava
a divisão dos royalties entre todos os Estados e municípios
brasileiros.
Esse artigo
fora aprovado pelo Congresso. Os Estados não
produtores possuem as maiores bancadas e facilmente podem derrubar
o veto, restabelecendo a divisão por todos.
A reunião em que Mantega firmou esse compromisso ocorreu
no dia 31 de agosto, às 14 horas, em seu gabinete, em
Brasília. Estavam presentes Ideli Salvatti; o líder
do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves; o relator do
Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP); o líder
do PT, Paulo Teixeira (SP); o líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP); o líder do PMDB no Senado,
Renan Calheiros; o líder do governo no Senado, Romero
Jucá (PMDB-RR); o líder do PT no Senado, Humberto
Costa (PE); e os senadores Walter Pinheiro (PT-BA), Wellington
Dias (PT-PI), Francisco Dornelles (PP-RJ) e Lindbergh Farias
(PT-RJ).
Nessa reunião, Mantega fez um apelo para que eles ajudassem
numa forma de não derrubar o veto do ex-presidente Lula.
E a solução, segundo destacou o senador Walter
Pinheiro, é justamente vincular parte dos royalties à saúde.
Senado. Com
a sinalização de que essa solução
seria trabalhada pelo governo, Walter Pinheiro se comprometeu
a adiar a votação do veto. Foi negociar com o presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e conseguiu o adiamento.
A votação passou de 22 de setembro para 5 de outubro.
Até lá, eles vão tentar fechar a negociação.
"Só existe uma alternativa de o veto não
ser derrubado: é fazer a vinculação dos
royalties de todos os poços não licitados para
saúde. Significa que, nesse caso, não é necessário
esperar os royalties do pré-sal. A vinculação
já pode começar a valer a partir de 2012",
afirmou Pinheiro, reforçando que a votação
do projeto nesses moldes - atendendo a essa nova solução
- deve ocorrer o mais rápido possível para evitar
que o veto seja derrubado.
O senador
disse que todos os setores do Congresso e representantes dos
Estados
produtores e não produtores estão defendendo
o que foi pactuado.
O
Estado de São
Paulo
Mantega tenta manter sigilo, mas Padilha confirma uso de recursos
Ministro
da Fazenda contesta sua própria assessoria,
enquanto colega conta com verba a ''médio e longo prazo''
Por Francisco Carlos de Assis
No intuito
de tentar manter sob sigilo a proposta de utilizar o dinheiro
do petróleo no financiamento da saúde,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou ontem em São
Paulo que o governo esteja estudando utilizar os royalties do
petróleo a ser extraído na camada pré-sal
para financiar a saúde. Seu colega da Saúde, Alexandre
Padilha, no entanto, confirmou a proposta.
"Não está se discutindo isso. Aí temos
o problema da Emenda 29. É um tema importante a ser discutido.
Mas nós não estamos pensando em repassar recursos
do pré-sal para a Emenda 29", afirmou Mantega, referindo-se à proposta
que fixa os porcentuais mínimos a serem investidos anualmente
em saúde pela União, pelos Estados e pelos municípios.
após reunião no Palácio dos Bandeirantes
com o governador Geraldo Alckmin.
Informação da assessoria do próprio Ministério
da Fazenda, revelada pelo Estado na quarta-feira, dá conta
de que seria "possível, sim, construir uma saída
com os royalties do pré-sal para a saúde" e
o governo estaria "discutindo e construindo um consenso".
O uso dos recursos do pré-sal para financiar a saúde
seria uma alternativa à ideia de recriação
de um imposto para bancar o custeio do setor, nos moldes da Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF), extinta em 2007.
Padilha.
Também ao contrário de Mantega, Padilha
afirmou ontem em Brasília que a utilização
dos recursos do royalties para a saúde já foram
aprovados na criação do fundo do pré-sal.
Ponderou, contudo, que isso está previsto para ocorrer
em médio e longo prazo. "Foi aprovado na criação
do fundo do pré-sal investimentos em saúde, educação
e ciência e tecnologia. Isso já foi aprovado",
ressaltou.
De acordo
com ele, agora o Congresso vai fazer o debate sobre a questão. Padilha ponderou que em primeiro lugar é preciso
definir uma "regra clara" do que é investimento
em saúde. "Segundo, nós precisamos sim de
mais recursos para a saúde", ressaltou. "Os
governadores tem apontado essa preocupação de que
nós precisamos agora de mais recursos."
Padilha insistiu
que a utilização dos recursos
do pré-sal para o setor só terá impacto "a
médio e longo prazo". "Os governadores certamente
já emitiram sua opinião ao Congresso de que precisam
de mais recursos agora para a saúde do nosso país."
Correio Braziliense
Royalties
do pré-sal
dividem ministros
O governo
ainda não afinou o discurso de onde devem sair
os recursos para subsidiar a Emenda 29, que fixa percentuais
mínimos de investimento em saúde por parte de União,
estados e municípios. A principal divergência — evidenciada
nos pronunciamentos dos ministros —, é se parte
dos royalties do pré-sal devem ser destinados para essa
finalidade. Ontem, os titulares da Saúde, Alexandre Padilha,
e da Fazenda, Guido Mantega, demonstraram que o Planalto ainda
bate cabeça ao se debruçar sobre o tema.
Padilha disse
que parte do Fundo Social do Pré-Sal está destinada à saúde. “Isso
já foi aprovado na criação do fundo: recursos
para a educação, a saúde e a ciência
e tecnologia”, lembrou, destacando a necessidade de encontrar
outras fontes de financiamento imediatamente. “O pré-sal
tem impacto a médio ou longo prazo. Os governadores têm
apontado essa preocupação, de que nós precisamos
de mais recursos para a saúde no país agora”,
justificou.
Contradizendo
o colega, Mantega foi categórico ao afirmar
que o governo não estuda a possibilidade de destinar os
recursos do pré-sal para a saúde. “Não
estamos cogitando isso”, declarou, após encontro
com o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB),
na capital paulista.
O tema é polêmico e divide as opiniões.
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, por exemplo,
segue o entendimento de Mantega no que diz respeito à destinação
de recursos do fundo social e acredita que a reserva não
deve financiar a saúde. Entretanto, concorda com Padilha
sobre a urgência em se definir uma nova fonte de financiamento
para o setor. “O pré-sal vai produzir (dividendos)
daqui a sete, oito anos. Portanto, não podemos distribuir
recursos que ainda não existem. A saúde precisa
de recursos já e o governo está preocupado com
isso, procurando outras soluções”, disse
Lobão, na quarta-feira, durante as comemorações
do Sete de Setembro em Brasília.
Na manhã de ontem, em entrevista coletiva, Padilha quis
evitar o ônus de dizer de onde deve sair o dinheiro, e
jogou a responsabilidade para o Congresso. “Estou muito
confiante de que os deputados e senadores que debatem a Emenda
Constitucional 29 vão encontrar um caminho que garanta
que a saúde não perca recursos”, discursou.
Padilha chegou a ser questionado mais duas vezes de onde os recursos
deveriam sair, mas limitou-se a dizer que “isso é um
debate que o Congresso Nacional está promovendo”.
Além da origem do dinheiro, Padilha espera que o Congresso
resolva outras duas equações: quanto cada ente
federado deve aplicar na área e a definição
do que seria caracterizado como investimento em saúde.
Hoje, a Emenda 29 define que o gasto da União deve ser
de 10%, o dos estados, 12%; e o dos municípios, 15%, mas
não estipula o que seriam esses investimentos. Por isso,
segundo a pasta, são incluídas rubricas de outras áreas
para cumprir a meta. Existe, entretanto, uma resolução
do Conselho Nacional de Saúde que esclarece a lacuna,
mas que não é respeitada, segundo o ministério.
Discussão
O presidente
da Câmara, Marco Maia (PT-RS), anunciou na
terça-feira que convocará uma sessão para
discutir os impactos da Emenda 29 nos estados. “Vamos pedir
que os governadores nos mostrem qual é o efeito que a
proposta provocará nos seus estados, para que isso nos
ajude também a propor alternativas que possam viabilizar
novos recursos para a área da saúde”, disse.
Participarão da sessão, além de Padilha,
governadores, representantes da área financeira do governo
federal, prefeitos e dirigentes de entidades da sociedade civil
ligadas à área. Segundo Maia, a Emenda 29 está na
pauta de votações de 28 de setembro, mesmo que
não haja acordo prévio.
Folha
de São
Paulo
Governo
limita remédio para tratar câncer
Acesso a
medicação mais cara é reduzido
pelo Ministério da Saúde a pacientes com leucemia
mieloide crônica
Unicamp recebeu
lista do ministério vetando, nominalmente,
14 pacientes de continuar recebendo medicação
Por Cláudia Collucci, de São
Paulo
O Ministério da Saúde está limitando o
número de pacientes com leucemia mieloide crônica
(um tipo de câncer no sangue) que terão direito
a drogas mais caras para tratar a doença.
Na semana
passada, o hemocentro da Unicamp (Universidade Estadual de
Campinas)
recebeu uma lista do ministério vetando,
nominalmente, 14 pacientes de continuar recebendo a medicação.
"É uma 'lista de Schindler' às avessas. Sem
esses medicamentos, esses pacientes morrem", diz Carmino
de Souza, professor da Unicamp e presidente da ABHH (Associação
Brasileira de Hematologia e Hemoterapia).
A polêmica vem desde julho, quando passou a vigorar uma
nova portaria do ministério que limitou em 15% a taxa
de doentes com direito a receber drogas chamadas de segunda linha
-única opção para aqueles que não
respondem ao tratamento com as de primeira linha.
Os medicamentos
de primeira linha são usados por pacientes
no período inicial da leucemia. Com o tempo, é comum
o organismo ficar resistente à droga.
A solução, então, é recorrer ao
tratamento de segunda linha, que chega a custar, mensalmente,
R$ 7.000 por paciente. O valor é mais que o dobro do custo
do tratamento de primeira linha (mesilato de imatinibe).
O ministério
diz que uma auditoria constatou que 10% dos pacientes com esse
tipo de leucemia precisam de drogas de
segunda linha.
Os hospitais
dizem que o índice de pacientes com essas
características varia de 20% a 35%. Na Unicamp, por exemplo, é de
27%. No Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São
Paulo Octavio Frias de Oliveira) e na Santa Casa de São
Paulo, de 19%.
Para Carlos
Chiattone, hematologista da Santa Casa de SP, o que o ministério faz é "inaceitável". "Se
há distorções, elas têm que ser corrigidas
pontualmente."
Segundo Souza,
apesar do veto, os serviços estão
realocando recursos e mantendo os pacientes sob tratamento. O
hemocentro da Unicamp diz que acumula um deficit mensal de R$
750 mil. O do HC de Porto Alegre estima um rombo de R$ 120 mil.
Entenda
a Leucemia Mielóide
O
que é
Doença adquirida (não hereditária) envolvendo
o DNA na medula óssea. Devido à mudança
no DNA, as células doentes passam a ter maior sobrevida
que os glóbulos brancos normais
Diagnóstico
Contagem
de glóbulos
brancos
Mielograma
(exame da medula), PCR (reação em cadeia
da polimerase), hibridização "in situ" por
fluorescência (FISH) para determinar se há anormalidades
cromossômicas
Freqüência 1 caso a cada 1 milhão de crianças
1 caso a
cada 100 mil indivíduos aos 50 anos
1 caso a
cada 10 mil indivíduos acima de 80 anos
Outro lado
Limite é baseado em auditoria, diz ministério
A oncologista
Maria Inez Gadelha, coordenadora-geral de Média
e Alta Complexidade do Ministério da Saúde, afirma
que a portaria que limita em 15% a porcentagem de doentes que
precisam de drogas de segunda linha foi baseada em uma auditoria
nacional que avaliou dados de pacientes com leucemia em vários
serviços do país.
Segundo ela,
menos de 10% desses doentes precisam de tratamento de segunda
linha.
Para dar uma margem de segurança, diz
Gadelha, o ministério decidiu fixar o percentual em 15%.
A oncologista
afirma que os hospitais tiveram quatro meses para se adaptar às novas regras ou informar ao ministério
sobre problemas que a portaria acarretaria.
"Só agora, quando os procedimentos começaram
a ser glosados, é que essas reclamações
têm surgido", diz ela.
Gadelha afirma
que o ministério já acionou as
secretarias estaduais para checar a situação dos
hospitais que alegam ter mais doentes necessitando de medicação
de segunda linha.
"A secretaria deve nos encaminhar a situação
real. Com isso, poderemos rever [as glosas]. Mas os serviços
vão ter que comprovar que o paciente realmente precisa
de medicamentos de segunda linha", diz ela.
Segundo Gadelha,
o ministério não vetou nominalmente
os pacientes da Unicamp.
"O sistema de glosa do ministério deve ter feito
isso automaticamente a partir do momento em que o teto [de 15%]
estourou", afirma.
O
Estado de São
Paulo
Exames em hospitais do Rio podem ser terceirizados
Intenção do Ministério da Saúde é reduzir
o custo de exames laboratoriais em unidades federais em 40%;
proposta é criticada
Clarissa
Thomé /
RIO
O Ministério da Saúde estuda terceirizar exames
laboratoriais dos seis hospitais federais do Rio. A intenção,
que encontra resistência entre servidores e especialistas, é reduzir
o custo com exames em 40%. A pasta desembolsa R$ 37 milhões
ao ano com esse tipo de serviço na rede federal no Rio
de Janeiro.
O chefe do
Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério
da Saúde, no Rio, João Marcelo Ramalho, encomendou
estudo para identificar quantos funcionários trabalham
nos laboratórios dos hospitais federais e o custo dos
exames. Segundo ele, os preços para hemogramas são
bons. "Mas, quando fazemos exames mais sofisticados, eles
ficam caros, porque os hospitais não compram muitos insumos.
Em alguns casos, a diferença é de 500% em relação
ao custo do laboratório particular", afirmou.
Para Lígia Bahia, professora do Instituto de Estudos
em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro,
a terceirização dos serviços de laboratórios
pode afetar a pesquisa científica nesses hospitais. "Não
se faz medicina sem pesquisa. Esses laboratórios foram
responsáveis por grandes avanços da medicina no
Rio. Com a terceirização, não será a
rede pública quem terá a inovação
tecnológica, mas sim a iniciativa privada."
Para a especialista,
a proposta caminha no "sentido contrário" do
que ocorre em outros países, onde os laboratórios
passaram a ser próprios para melhorar a colaboração
entre as unidades hospitalares. "Não estou dizendo
que a ideia não seja boa. Poderia servir para um hospital.
Mas, de atacado, parece atender mais a necessidade dos laboratórios
contratados do que da rede pública."
Ramalho refuta
a crítica de que haveria perda para a
pesquisa. "Exames que não sejam automatizados, não
tenham ganho de escala e precisem do trabalho especializado,
como o de biópsia, continuaremos fazendo. Mas não
mais em duas ou três unidades. A ideia é que uma
unidade centralize os exames."
Crítica. Entre os funcionários públicos,
a ideia também não agradou. Profissionais do Hospital
de Ipanema chegaram a fazer protesto, criticando a ideia. "Terceirizar
não é solução. É preciso reestruturar
o serviço, melhorar a gestão. Esse é o caminho.
Entregar para terceiros não resolve os problemas",
disse Josemilton Costa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores
do Serviço Público Federal no Rio.
Folha
de São
Paulo
Pesquisas
clínicas terão
mais recursos
Governo anuncia
R$ 1,5 bilhão para financiar estudos
em saúde e aumentar produção de remédios
nacionais
Parte do
dinheiro será usada para enquete nacional sobre
como os brasileiros usam e descartam remédios
Por Sofia Fernandes
O Ministério da Saúde anunciou ontem que vai quadruplicar
o orçamento federal para pesquisa na área.
Entre os
principais focos para o gasto estão a produção
de medicamentos nacionais e a vigilância em áreas
atingidas por doenças como malária e dengue.
São 16 as áreas prioritárias para o programa,
que terá R$ 1,5 bilhão em quatro anos.
Parte do
orçamento será dedicada a uma campanha
pelo uso racional de medicamentos, além de uma pesquisa
em 35 mil domicílios sobre o comportamento do brasileiro
em relação a remédios.
O objetivo é saber se as pessoas aderem ao tratamento
(se tomam o remédio como o médico recomendou),
onde compram o medicamento, como guardam e como as drogas são
descartadas. A pesquisa ficará pronta em 2013.
Além de fazer campanha contra o uso exagerado e equivocado
de remédios, o governo quer explicar à sociedade
os critérios para que um remédio passe a ser oferecido
pelo SUS.
O propósito é evitar processos judiciais. A cada
ano, cresce o valor gasto com o fornecimento de medicamentos
fora da lista do SUS, por decisões da Justiça.
Produção
Nacional
De acordo
com Vítor Harada, presidente da Abracro (Associação
Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa
Clínica), hoje, 80% dos princípios ativos usados
em medicamentos no país são importados. O aumento
do investimento federal na pesquisa de novas drogas pode mudar
esse quadro.
"Nos EUA, quem mais investe em pesquisas clínicas é o
próprio governo, por meio dos Institutos Nacionais de
Saúde", diz Harada.
A escolha
de temas prioritários também é positiva,
segundo Harada. "É melhor fazer menos estudos com
mais investimentos e mais rápido do que fazer muita coisa
ao mesmo tempo e sem foco."
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou também
o lançamento da Plataforma Brasil, uma base de dados eletrônica
que vai unificar os registros de pesquisa envolvendo seres humanos.
Até agora, as pesquisas são submetidas ao Conselho
Nacional de Ética em cópias impressas. O processo,
agora, será informatizado.
Mas, para
o representante das empresas envolvidas em testes clínicos, o site não elimina barreiras burocráticas.
"Hoje, os protocolos de pesquisa são aprovados pelo
comitê do hospital e depois do Conep. Em vez de eliminar
um passo, a plataforma informatiza o mesmo processo que existe
hoje. Isso é bom, mas não vai resolver o problema",
afirma Harada.
Folha
de São
Paulo
Doação
de droga em teste deve ter novas regras
Está em consulta pública uma nova regulamentação
para o fornecimento de remédios ainda em fase de teste,
por parte da indústria farmacêutica, para pacientes
que participem ou não de pesquisas clínicas.
A regra proposta
pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) inclui o chamado uso compassivo de medicamentos,
que permite que um paciente peça o fornecimento de um
remédio, mesmo que ainda em testes, se ficar comprovado
que ele tem uma doença grave sem tratamento eficaz.
A proposta
contém normas para a doação
dos remédios para os voluntários dos testes clínicos
após o término da pesquisa. Quem arca com os custos
são os próprios patrocinadores dos estudos.
Segundo Vítor Harada, presidente da Associação
Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa
Clínica, a atual exigência de que os laboratórios
forneçam os remédios após os testes clínicos
dificulta a realização de pesquisas no país.
O
Estado de São
Paulo
Em
Botucatu, médico bate ponto, mas não
cumpre jornada
Profissionais
são flagrados pela TV Globo saindo para
fazer compras e até ginástica no meio do expediente
Por José Maria
Tomazela, de Sorocaba
Médicos contratados pelo Hospital das Clínicas
de Botucatu, a 225 km de São Paulo, marcam o ponto e voltam
para a rua para fazer compras, atender em clínica particular
e malhar em academia, deixando lotada a sala de espera da instituição
pública. As irregularidades, mostradas ontem pela TV Globo,
serão investigadas pelo Ministério Público.
Nas imagens,
captadas com uma câmera escondida, o médico
ortopedista Reinaldo Volpi marca o ponto no relógio digital às
7 horas e segue para uma academia de ginástica no mesmo
bairro. Uma hora depois, ele deixa o local e vai para casa. Volpi
retorna ao HC às 15 horas para fechar o ponto no marcador.
No dia em
que foi acompanhado pela reportagem, ele não
atendeu um paciente sequer.
Segundo a
reportagem, Volpi não cumpre a jornada no HC,
pela qual recebe entre R$ 7 mil e R$ 8 mil mensais por oito horas
de trabalho, porque tem outro emprego. Ele também é contratado
para dar atendimento em um ambulatório do Sistema Único
de Saúde (SUS), em plantões de quatro horas diárias,
também não cumpridos integralmente.
O médico otorrinolaringologista Emanuel Castilho também
não cumpre a jornada de oito horas para a qual foi contratado.
No dia 4 de agosto, ele marcou o ponto às 5h45 e, quatro
horas depois, foi atender em sua clínica particular. No
trajeto, passou por uma feira livre para comprar frutas, legumes
e verduras. Às 14h55, Castilho voltou para o hospital
para fechar o ponto.
A médica Lara de Toledo Curceli, que deveria trabalhar
das 18 às 22 horas na central de vagas do hospital, também
não foi encontrada no serviço. Ela justificou sua
ausência alegando que tem autorização da
chefia para trabalhar em casa. O chefe de Lara é o próprio
marido, Emílio Curceli, superintendente do Hospital das
Clínicas.
Na ocasião, Curceli disse que os casos de não
cumprimento de horário eram isolados. "Não é uma
prática corrente no hospital e não é uma
prática tolerável." Ontem, nenhum dos envolvidos
quis falar com o Estado.
Afastamento.
A Secretaria da Saúde de São Paulo
informou ontem que Volpi e Castilho foram afastados de seus cargos.
A medida, afirma a secretaria em nota, foi tomada preventivamente.
Além disso, uma sindicância foi aberta para apurar
a denúncia de não cumprimento das jornadas.
Segundo a
secretaria, Lara trabalha na regulação
de vagas não urgentes e é responsável pela
autorização, online, de internação
de pacientes em um grupo de hospitais da região.
O Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade
Estadual Paulista (Unesp) passou para a administração
do Estado em janeiro. O hospital tem 210 médicos e atende
mais de mil pacientes por dia.
Para lembrar
Fraude em Sorocaba
Em 16 de
junho, uma operação do Ministério
Público Estadual e da Polícia Civil prendeu 12
pessoas suspeitas de fraudes no Conjunto Hospitalar de Sorocaba,
mantido pelo governo do Estado.
Entre os
presos estavam médicos que recebiam por plantões
que não eram cumpridos, além do diretor e de ex-diretores
do hospital. Todos já foram soltos, mas responderão
a processos - o inquérito será enviado neste mês à Justiça.
Por causa
dessas prisões, a Secretaria da Saúde
do Estado decretou intervenção no hospital e mandou
fazer um pente-fino nos plantões de hospitais. Os resultados
dessa fiscalização ainda não foram divulgados.
Folha
de São
Paulo
Médicos do HC são suspeitos de não
cumprir jornada de trabalho
De São Paulo - O Ministério Público Estadual
vai instaurar inquérito civil para apurar acusações
de que médicos do Hospital das Clínicas de Botucatu
batem ponto sem trabalhar.
A Promotoria
se baseia em reportagem da TV Tem que mostrou o ortopedista
Reinaldo
Volpi na academia de ginástica no
horário do expediente e o otorrinolaringologista Emanuel
Castilho na feira.
A Secretaria
de Estado de Saúde abriu sindicância
e afastou os médicos preventivamente. A Folha não
conseguiu contato com a defesa deles.
Folha
de São
Paulo
Vacina
experimental traz esperança para enfrentar malária
Imunização, feita com micróbio atenuado
da doença, mostrou-se segura em 1o teste
Por Rafael Garcia, de Washington
Uma vacina
contra a malária que usa uma estratégia
de produção inovadora obteve bons resultados em
testes preliminares, anunciaram hoje cientistas americanos.
O novo imunizante,
desenvolvido pela empresa de biotecnologia Sanaria em parceria
com os Institutos Nacionais de Saúde
dos EUA, é o primeiro a usar células inteiras do
parasita Plasmodium falciparum, causador da forma mais severa
da doença.
Tratado com
radiação para ser enfraquecido, o
micróbio é injetado no organismo e faz com que
o sistema imune aprenda a reconhecê-lo, sem oferecer risco.
Em estudo
na revista "Science", os cientistas mostram
como fizeram para isolar os esporozoítos, um dos estágios
do plasmódio, e transferi-los para uma solução
limpa que pode ser usada como vacina.
Os pesquisadores
já testaram a nova vacina com injeções
superficiais em humanos, e ela se mostrou segura, ainda que não
tenha mostrado eficácia logo de cara. Os cientistas ainda
não tinham autorização para usar injeção
intravenosa do produto em pessoas, e fizeram um teste em macacos,
com sucesso.
"Mostramos que a injeção intravenosa é dez
vezes mais potente do que a subcutânea", diz Robert
Seder, um dos líderes do trabalho.
"Agora vamos começar um estudo de segurança
com humanos, primeiro testando doses baixas da vacina com injeção
intravenosa. Depois vamos desafiar os voluntários, expondo-os
a mosquitos infectados com malária."
As cobaias
do estudo, diz, serão militares recrutados
pelo Instituto de Pesquisa Walter Reed, do Exército dos
EUA. "Se eles contraírem malária, receberão
tratamento imediato", afirma Seder.
A inspiração para a nova vacina veio de testes
dos anos 1970, quando cientistas conseguiram imunizar voluntários
usando mosquitos submetidos a radiação.
A picada
acabava por vacinar as pessoas. Cientistas acreditam que o
esporozoíto enfraquecido ensina as células
do sistema imune a identificar e matar células infectadas,
detendo o plasmódio.
Folha
de São
Paulo
Droga
para osteoporose só funciona por 5 anos
Agência americana propõe que as mulheres parem
de tomar o remédio após o período
Por Mariana
Pastore, de São Paulo / Com "New York
Times"
Mulheres
que tomam bisfosfonatos para tratar osteoporose podem interromper
o tratamento
após cinco anos, segundo um relatório
do FDA (agência que regula remédios e alimentos
nos EUA) divulgado na quarta-feira.
Os remédios evitam a perda óssea e são
os mais usados contra a doença.
Segundo o
relatório, estudos mostram que as drogas só têm
benefícios comprovados na prevenção de fraturas
de osteoporose durante os primeiros três anos.
Depois do
quinto ano de uso do remédio, não há mais
melhoria na densidade óssea, afirma a agência americana.
Para Rosa
Maria Rodrigues Pereira, reumatologista do Hospital das Clínicas, "se a pessoa tem osteoporose leve e
não teve fratura, pode mesmo interromper o uso".
Mas, segundo a médica, pessoas mais idosas, fumantes ou
que sofrem de quedas frequentes podem se beneficiar do tratamento
após os cinco anos.
Efeitos Colaterais
Os bisfosfonatos
são suspeitos de causar fraturas atípicas
no fêmur e câncer de esôfago. Mas segundo o
relatório da FDA, os estudos a respeito disso ainda têm
resultados conflitantes.
"Os casos de fratura são muito raros. Estima-se
que ocorra uma a cada 10 mil pacientes", explica a endocrinologista
Marise Castro, chefe do Setor de Doenças Osteometabólicas
da Unifesp.
Ela ainda
afirma que o principal efeito colateral é o
gastrointestinal. "O paciente tem de tomar o comprimido
e permanecer em pé ou sentado, senão ele pode sofrer
danos no esôfago."
As drogas
sob revisão nos EUA incluem o Fosamax, da Merck,
o Bonviva, da Roche, e versões genéricas.
Saúde
Business Web
Pequenos
e médios laboratórios
se unem por competitividade
Por Daya Lima
Modelo de
negócio
permite sustentabilidade das empresas no mercado dominado por
grandes redes
Para concorrer
de igual para igual com grandes grupos laboratoriais de análises clínicas do País, algumas empresas
do ramo, de pequeno e médio porte, estão se unindo
e virando parceiras. No sul do Brasil as alianças entre
laboratórios são significativas e o G8 já é composto
pelos laboratórios Unidos, Trindade, Santa Luzia, Gênesis,
Pró-Vida, Nossa Senhora de Fátima, Ciência
e Diagnóstico.
Porém, a iniciativa ainda é incipiente. Segundo
o sócio da rede Reação, Rafael Marin, uma
das mais bem estruturadas no Brasil (Reação, do
Sul, Lab Rede, de Minas, LCA, de São Paulo e LabForte,
da Bahia), que fatura, em média, R$ 12 milhões
por ano.
De acordo
com ele, o negócio surgiu para promover um
equilíbrio no mercado. Até então, só grandes
como Dasa e Fleury detinham a maior fatia do bolo. “Quando
pensamos no modelo de negócio, ainda em 1999 e com apenas
três sócios, nosso objetivo era proporcionar benefícios
para ambos os lados, ou seja, cliente e empresário”,
conta. Entretanto, o negócio cresceu e hoje, já com
230 laboratórios conveniados à rede, viram que
podem ir além. “Atendemos com a mesma qualidade
e com o menor preço – pelo menos 35% mais barato
do que as grandes redes – por conta do nosso poder de barganha.
Quanto mais associados temos, mais competitivos nos tornamos”,
lembra Marin.
Mas para
o consultor especializado em laboratório da
consultoria Formato Clínico, Gustavo Campana, o crescimento é limitado
por um fator cultural. Para ele, pequenos e médios empresários
brasileiros são apegados ao cargo. “Alguns empresários
não enxergam em longo prazo e não entendem que,
para se tornarem competitivos com este bom modelo de negócio,
precisam se reciclar: sair da posição de dono e
se tornar um gestor, um associado. Isso, por incrível
que pareça, é o limitador de crescimento de empresas
com este formato”, enfatiza Campana.
Mesmo assim,
há espaço para se desenvolver e se
consolidar no mercado dos grandes. “Não tenho dúvida
que redes de laboratórios são uma tendência.
Tal como em outros setores, o sucesso é certo. Juntas,
conseguem movimentar boa parte desse mercado e oferecer um serviço
de qualidade para clientes e profissionais do ramo”, afirma.
Benefícios
Fazer parte
de uma rede como a Reação, por exemplo,
gera outros benefícios que, muitas vezes, sozinhos os
laboratórios nunca conseguiriam. Para Marin, as empresas
que topam entrar no negócio lucram em diversas áreas. “Contam
com a manutenção de tecnologia que oferecemos,
também conseguimos selos de qualidade, o que é estendido
a todos os laboratórios da rede”.
Campana diz
que, além de certificação de
qualidade e suporte de tecnologia avançada, os associados
também trocam experiências em outras áreas
de suma importância para as empresas, como marketing, processos
e gestão, o que faz toda a diferença em termos
de competitividade no mercado.
Já o consultor estratégico Edson Gil, não
aposta no formato, a não ser que seja bem fundamentado
e com atuação restrita à determinadas áreas. “Apesar
de ser uma excelente ideia, não acredito que associativismo
se consolide em todas as frentes do negócio. Talvez em
parcerias de compras ou em centrais de exames”.
Mesmo com
as possibilidades, o que faz um pequeno laboratório
migrar para uma associação não é ainda
o networking, e sim o poder de barganha em compras de produtos
e ofertas de exames.
O sócio do Reação diz que esse é o
chamariz. “Por termos uma boa carteira de conveniados em
relação à quantidade, conseguimos negociar
como os grandes e, com isso, diluir os custos”, afirma
Marin.
Campana acrescenta
duas comodidades aos associados. Além
de melhores condições com fornecedores, as empresas
adquirem boa entrada na negociação nos convênios,
que não podem ser esquecidos. Ganhar em escala de produção
também enche os olhos dos laboratórios que, pequenos,
não conseguem atender a demanda.
“Para mim, é aí que está o benefício,
ser grande mesmo sendo pequeno. Poder atender, na sua região,
com alta tecnologia e baixo custo é o sonho de todo empresário.
Isso deve ser levado em consideração.”
Campana considera
importante não abrir mão da
regionalidade. “Ultimamente, as pessoas não encontram
serviços laboratoriais de qualidade na região onde
moram, principalmente, se for longe dos grandes centros urbanos.
Por isso, fazer parte de uma rede e poder oferecer todos os exames,
mesmo os de menor complexidade, é um diferencial que conta
muito, ninguém quer sair da sua cidade para fazer exames.”
Não existem grandes exigências para que pequenos
e médios laboratórios se associem às redes
como essas, ser idôneo é a única premissa. “Não
fazemos nenhum processo de seleção rigoroso, só verificamos
se o laboratório é honesto e enquadra-se em nosso
modelo. Se os quesitos forem contemplados, pronto, já é um
parceiro”, finaliza Marin.
Agência Câmara de Notícias
Projeto
obriga SUS a divulgar lista de remédios de uso
contínuo disponíveis
Por Noéli Nobre / Edição:
Pierre Triboli
A Câmara analisa o Projeto de Lei 1204/11, do deputado
Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Sistema Único
de Saúde (SUS) a publicar na internet a relação
dos remédios de uso contínuo disponíveis
nos centros de dispensação de medicamentos excepcionais
dos estados. A divulgação deverá ser feita
nos sites dos governos federais e estaduais.
Romero Rodrigues
afirma que a medida facilitará a vida
de pacientes que não têm acesso a medicamentos imprescindíveis,
apesar de disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
“O projeto pretende garantir a todos os usuários
o acesso a informações sobre os medicamentos disponíveis
ou em falta e sua previsão de chegada. A medida trará benefícios
principalmente aos doentes com dificuldade de deslocamento. Estamos
falando, muitas vezes, de transplantados e de portadores de síndromes
gravíssimas”, afirma Rodrigues.
Tramitação
O projeto
tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra
da proposta:
PL-1204/2011
Quinta-feira, 08.09.11
ANVISA
Pesquisa
em saúde
ganha impulso
O Ministério da Saúde anunciou que vai investir
R$ 1,5 bilhão na área de pesquisa em saúde
nos próximos quatro anos. O plano de investimentos foi
anunciado durante o I Encontro com a Comunidade Científica
realizado, nesta quinta-feira (8/9), em Brasília.
De acordo
com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
este trabalho é parte do esforço para garantir
saúde de qualidade a todos os Brasileiros. “No momento
em que o Ministério da Saúde tem como meta a ampliação
do acesso com qualidade a todos os brasileiros, é fundamental
o fortalecimento de iniciativas pela pesquisa, desenvolvimento
e inovação em saúde", disse o ministro.
O ministro
também anunciou duas medidas que devem dar
mais agilidade ao processo de aprovação e acompanhamento
das pesquisas clínicas realizadas no país e que
servem de base para o lançamento de novos medicamentos
no mercado. Trata-se da Plataforma Brasil e do Registro Brasileiro
de Ensaios Clínicos (Rebec). A Plataforma é um
sistema que reúne a base nacional e unificada de registros
de pesquisas envolvendo seres humanos. Com este sistema, a expectativa é que
haja maior agilidade e transparência na aprovação
dos projetos de pesquisa e testes com novos medicamentos.
Já a Rebec é um sistema para o registro de ensaios
clínicos. É o primeiro sistema deste tipo feito
em língua portuguesa e coloca o Brasil entre o seleto
grupo de países que possuem sistemas semelhantes. Com
isso, os pesquisadores nacionais não precisarão
mais recorrer a plataformas estrangeiras para registrar seus
ensaios.
Para o diretor-presidente
da Anvisa, Dirceu Barbano, estas iniciativas são resultado do esforço para promoção
da saúde pública. “Essas iniciativas reafirmam,
mais uma vez, o empenho de fazer com que os sistemas de controle
e gestão sejam os mais eficientes possíveis no
estímulo à pesquisa em saúde com resultados
diretos para a população”, afirma Barbano.
No Brasil, o Estado é o maior investidor em pesquisas
na área de saúde.
Durante o
encontro, o ministro Alexandre Padilha também
anunciou a Agenda de Pesquisas Estratégicas para o Sistema
de Saúde (Pess). A nova agenda reúne 151 linhas
prioritárias de pesquisa e inclui temas da vigilância
sanitária, como percepção do risco sanitário
no consumo de produtos, efeitos da vigilância sanitária
na prevenção de riscos em serviços de saúde,
intervenções em situações de emergência,
desenvolvimento de modelos de avaliação para tecnologias
de uso em saúde, entre outros.
Conheça
a plataforma: www.saude.gov.br/plataformabrasil
ANVISA
Comitê será responsável
por avaliar terapias celulares
A Anvisa
realiza, entre os dias 17 e 18 de outubro, seminário
técnico para discutir a criação de um órgão
interinstitucional para regular as terapias que resultem do cultivo,
seleção e manipulação de células.
O tema tem despertado interesse da comunidade científica,
mas seu desenvolvimento esbarra em entraves, como a falta de
regulamentação e de parâmetros éticos.
Segundo o
gerente de Tecidos, Células e Órgãos
da Anvisa, Daniel Coradi, o Comitê de Assessoramento Técnico
em Terapias Celulares (CAT) agregará a opinião
da Agência e dos conselhos federais de Medicina e Odontologia. “Precisamos
definir um marco regulatório, a partir do qual estará valendo
a exploração de produtos derivados de células,
inclusive de células-tronco, sejam adultas ou embrionárias”,
disse. As decisões do Comitê serão tomadas
em consenso.
O CAT vai
simplificar o trâmite dos pesquisadores e definirá,
também, os parâmetros éticos que devem ser
seguidos por quem desenvolve tratamentos, medicamentos e produtos
com células humanas. Para a criação do Comitê,
a Anvisa segue modelo da União Europeia, onde um órgão
semelhante foi montado há quatro anos.
Inscrições
Estão disponíveis 200 vagas para o Seminário.
Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar
e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html