09-11-11

 

Leia nesta edição:

- Especialistas alertam sobre nova epidemia de gripe suína no Brasil

- Combinar remédio é mais eficaz para controle da enxaqueca

- Jovens brasileiros se preocupam com a saúde

- Subcomissão da Saúde Complementar discute e vota hoje relatório sobre o tema

- Com campanha de incentivos, Grupo Hospitalar Santa Celina tem recorde de crescimento

- Saúde lança programa de atendimento médico domiciliar pelo SUS

- Justiça mantém norma da Anvisa que proíbe venda de remédio controlado por telefone e internet

- Delegação brasileira acompanha abertura do 37º Congresso Mundial de Hospitais

- Mais de 10 milhões de receitas de antibióticos são desnecessárias

- Saúde e segurança são áreas mais afetadas por drogas em MT, diz CNM

- SP: Secretaria de Saúde pesquisa conduta gay para prevenir aids

- Huse completa aniversário como maior unidade hospitalar do estado

- S.O.S Emergências vai melhorar gestão e qualificar atendimento

- Pacientes terão desconto na conta de luz

- Jornada Médico Jurídica começa amanhã na Capital

Quarta-feira, 09.11.11

PORTAL R7

Especialistas alertam sobre nova epidemia de gripe suína no Brasil

O Brasil não está livre de enfrentar nova epidemia de influenza A (H1N1) - gripe suína como a que atingiu o país em 2009. O alerta é de especialistas que participam da conferência internacional Antivirais para Influenza: Eficácia e Resistência, que ocorre no Rio de Janeiro até quinta-feira (10).

O representante da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), Otávio Oliva, disse que a doença pode voltar a atingir o Brasil e outros países em forma de pandemia.

- O risco de uma pandemia de H1N1 é o mesmo de antes. Pode ser um outro vírus da influenza que seja novo para a população, que o sistema imune das pessoas não reconheça. É um vírus extremamente traiçoeiro e pode nos pegar de surpresa.

A Opas funciona como escritório regional da OMS (Organização Mundial da Saúde) para o continente americano.

Para evitar o que aconteceu há dois anos, quando o governo foi surpreendido pela pandemia da gripe, a pesquisadora Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios do Instituto Oswaldo Cruz, disse que o Brasil precisa aperfeiçoar o seu sistema de alerta.

- O Brasil está com um sistema que precisa ser muito melhorado. Não está sendo homogêneo em termos de coleta de amostras e dados. E isso leva a que não se tenha um conhecimento completo sobre o que está acontecendo no país com o vírus Influenza. Nem todos os Estados estão com um bom sistema de vigilância.

A pesquisadora disse que existe a possibilidade do vírus adquirir resistência aos remédios atualmente disponíveis, o que agravaria a situação.

- O desafio é bem grande, porque para o controle do vírus Influenza nós temos basicamente dois mecanismos. Por meio das vacinas, que normalmente são mudadas a cada ano, e os [remédios] antivirais para os quais os vírus sejam sensíveis.

Segundo ela, vírus acabam adquirindo resistência aos medicamentos depois de um certo tempo.

A primeira classe de remédios utilizada contra a influenza, batizada de Adamantanos, se mostrou ineficaz após cerca de oito anos de uso.

- A resistência depende muito do quanto e de como se usa o antiviral na população. Se usar somente em alguns pacientes, tem possibilidade da resistência demorar mais a aparecer do que se usar em larga escala na população, em geral. Uma das explicações é que alguns países estavam aplicando uma dosagem menor, o que favoreceu a resistência.

AGÊNCIA ESTADO

Combinar remédio é mais eficaz para controle da enxaqueca

Um estudo coordenado pelo neurologista brasileiro Abouch Valenty Krymchantowski comprovou, pela primeira vez, que a combinação de duas drogas é mais eficaz para o controle da enxaqueca do que o uso de um dos medicamentos isolados. O trabalho foi publicado no Official Journal of the European Headache Federation.

Oitenta pacientes foram recrutados no Ambulatório de Cefaleia do Instituto de Neurologia Deolindo Couto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles tinham idades entre 20 e 60 anos e relatavam episódios de enxaqueca havia pelo menos um ano. Trinta e oito deles receberam dois medicamentos - o anticonvulsivante topiramato e o antidepressivo nortriptilina. O outro grupo tomou uma das drogas, já usadas no tratamento convencional de enxaqueca, e um placebo (comprimido sem a substância química).

Entre os pacientes que passaram pelo tratamento com dois medicamentos, 78,3% relataram a redução das crises em mais de 50%, parâmetro de eficácia para esse tipo de tratamento. Já os que tomaram apenas uma das drogas, 37% perceberam a melhora. "O estudo comprova cientificamente, pela primeira vez, que combinar drogas é muito melhor do que usá-las isoladamente, mesmo em doses mais baixas", afirmou Krymchantowski, professor convidado do departamento de neurociência da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os pacientes receberam um dos medicamentos por seis semanas. Depois, nas nove semanas seguintes, passaram a tomar a outra droga ou o placebo (foi necessário esperar três semanas até se atingir a dose ideal).

PORTAL UOL

Jovens brasileiros se preocupam com a saúde

O jovem se preocupa com sua saúde? Segundo o projeto "Este jovem brasileiro", desenvolvido pelo Portal Educacional, sim. Em sua sétima edição o projeto aborda o tema "Corpo e Mente", e foi realizado através da aplicação de questionários online respondidos por quase 8,5 mil alunos da 7ª série do Ensino Médio de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País. A identidade dos entrevistados foi mantida em sigilo e a idade desses variou entre 13 e 17 anos. O questionário abordou questões relacionadas à saúde, como alimentação, atividade física, relação com o corpo e emoções.

Os resultados mostraram que a maior parte dos entrevistados tem atitudes bastante positivas em relação aos cuidados com a alimentação, com a atividade física, com a saúde física e a emocional. Dos jovens que participaram da pesquisa, 65% têm seu Índice de Massa Corporal (IMC) normal, quase 25% têm o peso abaixo do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% revelam níveis de IMC compatíveis com obesidade.

Quase 15% dos entrevistados acreditam que sua saúde está regular ou não está boa, mais de 30% deles acham que estão com peso acima do normal e 14% acham seu peso abaixo do desejável, sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.

Oitenta e oito por cento dos jovens declaram se preocupar com a saúde, mas 43% não vão regularmente ao médico. As garotas, por terem que ir ao ginecologista uma vez por ano a partir da adolescência, costumam frequentar o médico mais vezes, já os garotos perdem a referência profissional quando deixam de ser acompanhados pelos pediatras.

Os resultados do projeto "Este Jovem Brasileiro" estão disponíveis no Portal Educacional (www.educacional.com.br).

AGÊNCIA CÂMARA

Subcomissão da Saúde Complementar discute e vota hoje relatório sobre o tema

A Subcomissão especial destinada a avaliar o Sistema de Saúde Complementar discute e vota hoje a partir das 14 horas o relatório do deputado Mandetta (DEM-MS) que propõe a criação de um conselho nacional para solucionar problemas imediatos em torno dos planos e seguros privados de saúde. A subcomissão é vinculada à Comissão de Seguridade Social e Família.

O texto de Mandetta é acompanhado de um projeto de lei que cria o Conselho Nacional de Saúde Suplementar, de caráter deliberativo e com poder para definir diretrizes e controlar a execução da política no setor.

A proposta altera as Leis 9656/98 e 9961/00, que regulamentam o setor. O novo órgão, de acordo com o projeto, será composto pelo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou representante, pelo secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, e por representantes dos ministérios do Trabalho e da Previdência Social, por 16 representantes dos consumidores (8 titulares e 8 suplentes, contemplando todas as regiões do País), 8 representantes dos trabalhadores em saúde (4 titulares e 4 suplentes) e 8 representantes das operadoras (4 titulares e 4 suplentes).

PORTAL FATOR BRASIL

Com campanha de incentivos, Grupo Hospitalar Santa Celina tem recorde de crescimento

Premiação chega a todas as áreas e funções, desde motoristas até gerentes.

“Quebre o seu quadrado” é o tema da campanha de incentivos lançada no segundo semestre deste ano pelo Grupo Hospitalar Santa Celina. “Nosso objetivo é integrar todos os departamentos da empresa e mostrar que todos são responsáveis pela operação, por isso todos têm a mesma meta a cumprir. Os prêmios serão divididos entre 100% dos colaboradores”, explica Flavio Artur e Silva, superintendente comercial do grupo. A estreia não poderia ser melhor: “Com a campanha, batemos nosso recorde de crescimento: 10% em um mês”, revela Artur e Silva.As premiações serão mensais e estarão atreladas ao resultado financeiro da empresa.

Grupo Hospitalar Santa Celina-Fundado em 1998, o Grupo Hospitalar Santa Celina oferece programas de Atenção e Internação Domiciliar (Home Care) e de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças. Pioneira, é a primeira empresa no Brasil a ter seus programas em saúde certificados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O Grupo está sediado em São Paulo, com filiais no Rio de Janeiro, interior de SP, Baixada Santista e Vale do Paraíba. Conta com mais de mil pessoas atuando em sua operação, direta ou indiretamente, incluindo profissionais de saúde de diversas especialidades – médicos, enfermeiros, nutricionista, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros.

Terça-feira, 08.11.11

PORTAL G1

Saúde lança programa de atendimento médico domiciliar pelo SUS

Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que não precisarem de internação hospitalar poderão ser atendidos em casa, com médicos e equipamentos públicos, em um novo programa do Ministério da Saúde, anunciado nesta terça-feira (8). O "Melhor em Casa" foi apresentado no final da manhã em evento que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, os pacientes do programa receberão um leito hospitalar e equipamentos médicos para serem usados em casa. Quando esses equipamentos precisarem de energia elétrica, a residência terá isenção total na tarifa de eletricidade necessária para eles, segundo o ministro.

"A ideia é ter nacionalmente um grande programa de atenção domiciliar", disse o ministro.

O projeto é voltado, por exemplo, para pacientes em pós-operatório, que podem receber os cuidados médicos em casa.

O financiamento das equipes que vão atender nas casas será feito integralmente pelo Ministério da Saúde. Até agora, 110 grupos de atendimento auxiliar já estão habilitados, segundo Padilha. As equipes estarão cadastradas no Ministério da Saúde para que sejam monitoradas as atividades e a carga horária dos profissionais envolvidos.

SOS Emergências

O governo também lançou outro programa, o "SOS Emergências", para a gestão hospitalar no atendimento a emergências em todo o país.

O investimento deverá ser de até R$ 3,6 milhões no projeto. "Nós vamos continuar planejando as ações, mas nós queremos entrar em campo para apoiar quem quer fazer mudanças", afirmou Padilha. "Nós estamos escolhendo as maiores emergências do país, o espaço mais crítico do atendimento."

O ministro citou a participação de instituições filantrópicas de excelência, que devem servir ao SUS, na capacitação das equipes em todo o país. "Trata-se do mapeamento das maiores emergências do país", explica o ministro.

Entre o objetivos do projeto estão o acolhimento e a classificação de risco adequada dos pacientes que chegam aos centros médicos em estado de emergência, além da gestão de leitos e do fluxo de internações. Até 2014, todos os maiores pronto-socorros do país deverão ser inseridos no programa.

Tanto o programa Melhor em Casa como o SOS Emergências serão integrados a redes de atenção básica e de urgências já existentes no Brasil como o Saúde Toda Hora e Saúde Mais Perto de Você.

O ministro Padilha relembrou os feitos do programa Farmácia Popular. Segundo o ministro, o acesso de hipertensos a remédios contra a doença aumentou em até três vezes no país. Hoje, 70% dos municípios do programa Brasil sem Miséria já contam com o programa.

Presidente

Em discurso durante a cerimônia, a presidente Dilma Rousseff disse que os programas lançados representam “um novo padrão de qualidade, da recepção aos ambulatórios”, da rede pública de atendimento.

“[Os programas] não vão resolver da noite para o dia todos os problemas do atendimento medico, mas irão contribuir para dar tratamento mais digno e mais humano aos usuários da rede pública de saúde”, afirmou.

Segundo a presidente, o SOS Emergência é “um desafio e tanto”. Ela disse que o governo não concorda com o argumento de que investir em pronto-atendimento é como “enxugar gelo”.

“Vamos intervir de forma gradativa, porém decisiva onde muito governos evitam assumir responsabilidade direta: o atendimento público de emergência, os pronto-socorros”, afirmou.

SUS

Dilma defendeu o Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo afirmou, “tem muito, mas muito mesmo o que avançar” e disse que o Brasil tem condições de aprimorar o sistema.

De acordo com a presidente, o Brasil é o único país é o único no mundo com mais de 100 milhões de habitantes que possui um sistema nos moldes do SUS, capaz de oferecer 500 milhões de consultas médicas por ano, segundo números que apresentou.

“Sabemos muito bem da gigantesca tarefa que é fazer funcionar com qualidade e eficiência o modelo de gestão bastante significativo como é o SUS. Ele exige - como um sistema desse tipo mundialmente exige - elevados recursos humanos, financeiros e tecnológicos. Não por acaso, entre os países com mais de 100 milhões de habitantes, o Brasil é o único do mundo que assumiu o desafio de ter um sistema de saúde universal único, público e gratuito”, declarou.

Pressão automobilística

Durante coletiva no início da tarde, Padilha voltou a destacar o aumento no número de acidentes de trânsito no país. Para o ministro, este crescimento tem pressionado o sistema de saúde brasileiro, que atendeu maior número de pacientes envolvidos em ocorrências nas ruas e estradas brasileiras em 2010.

As equipes nos serviços de saúde vão avaliar se o paciente que chegar em condição de emergência realmente precisa de internação urgente ou se poderá ser conduzido para um tratamento especializado em casa. "Setor de emergência e urgência não pode ser espaço relegado no hospital", disse o ministro.

O ministro também comentou o desejo de aumentar o aproveitamento de leitos hospitalares no país, elevando até 90% o aproveitamento desses espaços nos serviços de saúde nacionais.

AGÊNCIA BRASIL

Justiça mantém norma da Anvisa que proíbe venda de remédio controlado por telefone e internet

A Justiça Federal de Brasília manteve norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, desde agosto de 2009, proíbe farmácias e drogarias de vender remédios controlados por telefone, fax e internet.

A rede de drogarias Araújo, uma das maiores de Minas Gerais, entrou com uma ação judicial contra a resolução sob a alegação de que a medida seria ilegal. A Advocacia-Geral da União (AGU), que defendeu a Anvisa, argumentou que a agência reguladora apenas tornou mais claras as regras para a comercialização de medicamentos controlados, previstas em uma portaria anterior do Ministério da Saúde, datada de 1998.

A Justiça entendeu que a Anvisa não extrapolou suas atribuições. “Ao proibir a venda de medicamentos sujeitos a controle especial por meio remoto, somente regulamentou o assunto, delimitando a restrição do tipo de produto que não pode ter esse tipo de comercialização”, disse o juiz federal João Luiz de Sousa, em decisão tomada em setembro e anunciada hoje (8), pela AGU.

Na mesma resolução, a Anvisa determinou que os remédios devem ficar atrás do balcão, vedando que fiquem ao alcance dos consumidores e definindo que sejam fornecidos apenas pelos funcionários dos estabelecimentos.

SITE DA CNS

Delegação brasileira acompanha abertura do 37º Congresso Mundial de Hospitais

Além de mais de 30 brasileiros, evento teve a participação do Khalid Al Sheik, maior autoridade em saúde de Dubai

Composta por mais de 30 lideranças do setor Saúde no Brasil, a delegação brasileira participou no dia 8 de novembro, em Dubai, da cerimônia de abertura da 37ª edição do World Hospital Congress. O evento, que prossegue até o dia 10 de novembro, contou com a participação de Khalid Al Sheik, uma das maiores autoridades em saúde dos Emirados Árabes.

A participação brasileira no Congresso está sendo conduzida pelo presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão, que, entre outras atribuições, fez um dos discursos de abertura do Congresso. Durante o evento, Dr.Abrahão passará a presidência da International Hospital Federation (IHF), instituição com sede na França e Suíça, para Thomas Dolan, da American College of Healthcare Executives. O 37º Congresso Mundial de Hospitais reúne gestores de hospitais e outros estabelecimentos de saúde de várias partes do mundo.

ESTADÃO.COM.BR

Mais de 10 milhões de receitas de antibióticos são desnecessárias

A cada ano, pediatras fazem mais de 10 milhões de prescrições de antibióticos desnecessárias nos Estados Unidos. As receitas são usadas em casos como gripe e asma, contribuindo para a resistência às drogas, mostra um novo estudo.

Pesquisadores analisaram uma amostra de quase 65 mil visitas ambulatoriais de menores de 18 anos, entre 2006 e 2008. Os achados estão descritos no periódico Pediatrics.

No total, os médicos prescreveram um antibiótico a cada cinco visitas, a maioria para crianças com problemas respiratórios como pneumonia.

Algumas dessas infecções realmente eram causadas por bactérias e precisavam de antibióticos. Mas quase um quarto de todas as prescrições foram dadas a crianças com condições respiratórias que provavelmente não precisavam desse tipo de medicamento, como bronquites, gripe, asma e alergias.

"Isso equivale a mais de 10 milhões de prescrições de antibióticos a cada ano que provavelmente não farão nenhum bem, mas podem causar danos", diz o líder do estudo, Adam Hersh, da University of Utah.

"Um dos motivos do abuso é que o diagnóstico frequentemente não está claro. Isso é comum nas infecções de ouvido. A decisão acaba sendo de prescrever o antibiótico, só para garantir", ele diz ele.

Metade de todos os antibióticos prescritos eram de amplo espectro, que agem contra uma vasta gama de bactérias, matando inclusive muitas das benéficas que vivem no nosso organismo e abrindo caminho para infecções por bactérias resistentes.

"Antibióticos são ótimos. Às vezes eles são realmente necessários, a questão é ser criterioso sobre quando devemos usá-los", diz Betsy Foxman, epidemiologista da University of Michigan School of Public Health.

Além disso, dar antibióticos a crianças quando não é necessário aumenta o risco de infecções resistentes tanto na criança quanto na sociedade como um todo, ela enfatiza.

Para Hersh, uma forma simples de evitar o abuso seria esperar alguns dias e examinar a criança novamente antes da prescrição. "Se o diagnóstico é incerto, considere se seria seguro esperar um dia ou dois, mantendo um acompanhamento bem próximo da criança, em vez de começar imediatamente com o antibiótico."

PORTAL G1

Saúde e segurança são áreas mais afetadas por drogas em MT, diz CNM

A maior parcela dos 141 municípios de Mato Grosso enfrenta problemas com a circulação de drogas. Na prática, 107 cidades convivem com situações diárias relacionadas ao consumo por usuários ou mesmo o tráfico de drogas. A constatação é de uma pesquisa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, os serviços de saúde e segurança são os mais atingidos pelo consumo dos entorpecentes.

Ao todo, gestores de 112 cidades foram entrevistados pela confederação e 107 responderam aos questionamentos. A pesquisa mensurou o impacto provocado pelo uso do crack e demais drogas nas diferentes unidades federadas e identificou uma realidade comum em praticamente todos os municípios.

De acordo com a CNM, a assistência social é a terceira área mais afetada pelo consumo das drogas no estado, seguida pela Educação. Do universo pesquisado, em apenas 16 cidades a CNM identificou a existência de Conselho Municipal Antidrogas. Outros 37 possuem Centro de Referência de Assistência Social - CRAS.

Em Mato Grosso, a proximidade com a região de fronteira com a Bolívia dificulta o combate ao problema. Segundo o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, enquanto a média de consumo de drogas no país está em torno de 90%, nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por exemplo, abrangidos pela zona de fronteira, este percentual chega a 95%.

Ao mensurar a presença de Centros de Referência Especializado da Assistência Social (CREAS), apenas nove de 112 cidades disseram possuir unidades. Quanto à presença de Centros de Assistência Psicossocial (CAPS), são cinco.

Esta é a segunda vez que a confederação divulga um levantamento do gênero. No ano passado, a CNM identificou que em 97% das cidades mato-grossenses não há programas voltados ao enfrentamento da droga. Nos municípios onde há programa, em somente um foi aprovado pela Câmara de Vereadores.

No Estado, conforme apontou a CNM, as principais ações desenvolvidas contra o crack são a prevenção ao uso e consumo de drogas, a mobilização e orientação à população e o atendimento a familiares e amigos de dependentes. Apenas um município declarou que recebe apoio financeiro do Governo Federal e um do governo estadual. Outros quatro declararam que não recebem apoio nenhum.

PORTAL TERRA

SP: Secretaria de Saúde pesquisa conduta gay para prevenir aids

Para aprimorar as ações de prevenção da aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está realizando, desde o início deste mês, uma pesquisa na região central da capital paulista. Cerca de mil pessoas, entre gays, homens que fazem sexo com homens e travestis, serão ouvidas nos próximos três meses sobre práticas sexuais e prevenção do HIV para compor o estudo.

O objetivo da pesquisa, chamada de projeto SampaCentro e realizada em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, é conhecer melhor os hábitos deste público para melhorar a prevenção. Serão abordados frequentadores de bares, boates, academias, cinemas e outros espaços na área dos bairros República e Consolação.

O público abordado foi escolhido com base nos dados epidemiológicos do programa estadual de DST/aids. Os números apontam que a prevalência de HIV/aids entre a população geral é de 0,6%, enquanto em gays e outros HSHs (homens que fazem sexo com homens) chega a 10,5%.

Além do questionário, o projeto irá promover testes gratuitos de HIV em postos itinerantes, que poderão funcionar em uma van ou dentro de estabelecimentos onde os pesquisadores ficarão. Eles estarão vestidos com colete azul para serem facilmente identificados. Os locais para instalação dos postos de testes serão sorteados e o resultado sai na hora.

"É importante ainda salientar que todas as respostas fornecidas pelos participantes serão mantidas em sigilo, bem como suas identidades", afirma a médica Maria Amélia Veras, uma das coordenadoras do projeto.

SITE PLENÁRIO

Huse completa aniversário como maior unidade hospitalar do estado

Somente em 2010, foram realizados 157.964 atendimentos, incluindo urgência, emergência e internações, além de consultas no Ambulatório Oncológico e de Radioterapia

Maior unidade hospitalar pública do estado, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS), completou 25 anos nesta segunda-feira , 7, com uma vasta folha de serviços prestados à população sergipana e aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) de estados vizinhos, como a Bahia e Alagoas, que diariamente para cá são encaminhados ou se deslocam à procura de serviços de saúde de média e alta complexidade. Somente em 2010, realizou 157.964 atendimentos, incluindo Urgência e Emergência e internações, além de consultas no Ambulatório Oncológico e de Radioterapia.

Ao longo de sua trajetória, um fator foi primordial para tornar o hospital a principal porta de entrada no SUS em Sergipe: o papel desempenhado pelos seus funcionários. “O Huse têm cumprido uma missão imprescindível ao SUS: a de salvar vidas. Parabéns a todos os servidores que fazem da maior unidade hospitalar do estado, profissionais dedicados, que dão o melhor de si sempre colocando a saúde da população em primeiro lugar. Pessoas comprometidas com a vida, e que sabem da importância do trabalho que exercem”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Antônio Carlos Guimarães.

Assim como ele, o diretor-geral da FHS, Emanuel Messias, reconhece essa a inestimável folha de serviços prestada pelo corpo clínico e demais profissionais que ali trabalham para fazer do Huse um hospital que busca qualificar e humanizar o atendimento à população. “Neste processo de construção da unidade, os servidores são fundamentais. O Governo de Sergipe acredita neste papel. Prova disto é que nesta administração, além da construção de novas unidades, o Estado promoveu o maior concurso público da área da Saúde”, reiterou.

Inaugurado em 7 de novembro de 1986, o Huse começou a funcionar quase três meses depois, no dia 2 de fevereiro do ano seguinte. Nessas duas décadas e meia de existência, o maior hospital público de Sergipe, hoje responsável por uma média mensal de 15 mil atendimentos somente de urgência e emergência, passou por várias reformas e mudanças no campo assistencial.

A principal delas foi iniciada em 2008 pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Uma das maiores obras estruturais contempladas pela Reforma Sanitária e Gerencial do SUS implementada a partir de 2007, a construção do novo pronto socorro adulto, inaugurado em 16 de dezembro de 2010, constitui-se num dos principais pilares dessa reforma. Somente a obra física o novo PS consumiu cerca de R$ 22 milhões.

A nova urgência e emergência do Huse ocupam uma área de 3.500 m2, sendo considerada um grande passo na transformação do conceito de assistência hospitalar em Sergipe. Divida pelas Áreas Azul, Verde, Amarela e Vermelha, essa nova unidade incorporou em definitivo o modelo do Acolhimento com Classificação de Risco preconizado pelo Ministério da Saúde e que prioriza o atendimento pelo risco e gravidade do paciente.

A primeira etapa, que corresponde justamente à metade do total da obra, inclui, além da nova estrutura do pronto-socorro com 120 leitos e a área de lazer dos funcionários, a ampliação do necrotério, da Central de Material Especializado (CME) e da Agência Transfuncional (banco de sangue). Para equipar o novo espaço, o Governo de Sergipe investiu mais R$ 2.706.300,26 em aparelhos de alta tecnologia e mobiliário. São respiradores, monitores multiparamétricos, desfibriladores, carros de emergência, aparelhos de raio-X, além de macas, cadeiras de rodas e colchões.

O Huse também vai receber uma nova unidade pediátrica. A partir de um investimento de R$ 275 mil, em uma área de 1300 m², o novo setor pediátrico contará com 53 leitos de internamento e dez de UTI. Além disso, a urgência e emergência terão 30 leitos azuis, 15 verdes, 10 amarelos e três vermelhos.

Classificação de risco

O novo pronto-socorro foi concebido já com base em um novo modelo assistencial - o do Acolhimento com Classificação de Risco – preconizado pelo Ministério da Saúde. No setor de emergência estão as alas vermelha e amarela, preparadas para atender, respectivamente, aos casos de alta e média complexidade envolvendo politraumatismos, queimaduras, dentre outros pacientes críticos.

O setor de urgência do PS, que é composto pelas alas verde e azul, está preparado para atender casos mais simples, sendo dotado de uma nova estrutura de acolhimento aos pacientes. A identificação visual das respectivas alas também é orientada pelo revestimento dos pilares e diversos outros elementos da estrutura física nas novas instalações.

Como parte da segunda etapa do novo Huse, governo sergipano trabalha na implantação da nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que vai dispor de 60 leitos. O Huse já dispõe de um novo Centro Cirúrgico, contando com nove salas cirúrgicas (seis delas operacionais) e uma Sala de Recuperação Pós-Anestésico (SRPA), inaugurado em dezembro de 2008.

Recursos humanos

No início, em 1987, a equipe do Huse era composta por cerca de 500 profissionais, entre os quais 112 médicos, 30 enfermeiros, 96 auxiliares de enfermagem e 200 funcionários de apoio. Hoje, o maior hospital público de Sergipe possui em seu quadro funcional aproximadamente de 3,2 mil funcionários, dos quais 1.722 estatutários e 1.512 celetistas contratados por meio de concurso público após a implantação da Fundação Hospitalar de Saúde. Deste total, 543 são médicos (270 do quadro efetivo), distribuídos em diversas especialidades como clínica geral, pediatria, ortopedia, cardiologia, oncologia, cirurgias geral, plástica, torácica e vascular.

O complexo hospitalar possui ainda 1.643 profissionais de enfermagem, sendo 264 enfermeiros, 1.028 auxiliares de enfermagem, 351 técnicos de enfermagem, 45 nutricionistas, 16 psicólogos, quatro cirurgiões-dentista e 26 cirurgiões buco-maxilo-facial, 10 biomédicos, 21 farmacêuticos, 82 fisioterapeutas, três radioterapeutas, 91 técnicos de radiologia, 33 técnicos de laboratório, seis auxiliares laboratoristas, três ajudantes-laboratoristas de Saúde, 12 anestesiologistas, 77 agentes de serviço de saúde, 43 assistentes sociais e cinco fisico-médicos.

Também integram o corpo clínico do Huse, gastroenterologistas, hematologistas, infectologistas e profissionais que atuam nas áreas de pediatria, nefrologia, neurologia, oftalmologia, psiquiatria, urologia, otorrinolaringologia, ultrassonografia, pneumologia, proctologia, terapia intensiva, além de fonoaudiólogos, bioquímicos, instrumentadores cirúrgicos e pessoal da área administrativa.

Com um atendimento médio de 15 mil pacientes por mês somente nos setores de Urgência/Emergência, o Huse compreende atualmente 13 alas de internação e capacidade física instalada de 490 leitos. Além de possuir a maior urgência e emergência do Estado, definida pelas Áreas Azul, Verde, Amarela e Vermelha, o hospital dispõe ainda de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI-Adulto), Semi-Intensiva Adulto, Central de Tratamento Intensivo Pediátrica (CTI-PED), Centro Cirúrgico com nove salas cirúrgicas (seis delas operacionais) e uma Sala de Recuperação Pós-Anestésico (SRPA).

O complexo hospitalar dispõe também da única Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Estado e do Centro de Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL). Ainda a partir deste mês de novembro, o Huse passará a contar com um moderno Hospital Pediátrico, que prestará os serviços de urgência destinados pacientes infantis, atualmente realizados na antiga Maternidade Hildete Falcão Baptista, onde vem funcionamento de forma temporária o pronto-socorro infantil.

Oncologia e UTQ

Referência no tratamento do câncer, o Centro de Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL) integra as diversas especialidades encontradas no Huse. O Centro dispõe de 49 leitos para internamento (21 destinados a pacientes infantis e 28 a adultos) e realiza atendimentos clínicos e ambulatoriais, assim como tratamentos oncológicos à base de quimioterapia e radioterapia. Por mês, o COOL realiza por mês aproximadamente 2,5 mil consultas médicas com oncologistas, administra em torno de 70 quimioterapias e faz 115 sessões de radioterapia por dia.

O hospital também dispõe da única Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) de Sergipe, inaugurada em junho de 2003. Conta com 14 leitos, sendo quatro infantis, quatro para adultos, quatro de UTI e dois de Semi-intensiva, além de ambulatório e fisioterapia em uma área de 300m². O quadro funcional é formado por seis cirurgiões-plásticos, auxiliados por uma equipe de fisioterapeutas, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem.

Reformas anteriores

A primeira grande reforma realizada no Huse foi concluída em 26 de outubro de 1995, com a inauguração da CTI Pediátrica. Com a nova estrutura, o número de leitos no serviço pediátrico cresceu de 25 para 52 e a unidade ganhou seis leitos específicos para crianças em situações de risco.

Na mesma data, foi aberta também a Ala de Internamento do Pavilhão Superior, voltada para pacientes cirúrgicos. Com isso, o número de leitos para internação duplicou, chegando a 176/mês. Meses depois, em 20 de março de 1996, foi inaugurado o Centro de Oncologia.

Em março de 1997, entrou em funcionamento o serviço de Tomografia com um moderno tomógrafo para atender a pacientes internos e do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 8 de setembro do mesmo ano, foi inaugurado o antigo Centro de Trauma, que viria a se tornar em referência para Sergipe e estados vizinhos. Até então, os atendimentos aos casos de trauma eram feitos no pronto-socorro.

O Centro de Trauma, que funcionou até março de 2008, quando todo o antigo pronto-socorro adulto foi desativado para possibilitar a construção da nova urgência e emergência existente atualmente, oferecia á época sala para os primeiros atendimentos com capacidade para seis pacientes graves ao mesmo tempo, além da unidade semi-intensiva com quatro leitos e sala de pequenos procedimentos cirúrgicos. Entre 100 e 120 pacientes eram atendidos em média, todos os dias, no extinto Centro de Trauma.

Em janeiro de 1998, foi criado o repouso do Pronto-Socorro adulto com 20 leitos, onde os pacientes aguardam internamento. Já o repouso infantil sofreu nova ampliação. Em setembro deste mesmo ano, foi inaugurado o atual Bloco Administrativo, que reúne todas as diretorias do Huse e tem um auditório com capacidade para 250 pessoas, duas salas de reuniões, uma biblioteca e o Núcleo de Educação Permanente (NEP).

Em 2004, o Huse passou a dispor de Ambulatório de Retorno e Imagem, passando a disponibilizar serviços e exames como Ressonância Magnética, Oftalmologia e atendimento na especialidade de Urologia. Antes, em junho de 2003, passou a contar com a única Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) existente até hoje em Sergipe.

A reinauguração da UTI Adulta (UTI-A) humanizou o ambiente da unidade. O projeto arquitetônico moderno permitiu a penetração da luz através de janelas, o que antes não era possível. A nova UTI seguiu os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS) e da Associação de Médicos Intensivistas do Brasil (Amib), possibilitando a ampliação do até então existente Centro Cirúrgico, de três para cinco salas.

PORTAL DA SAÚDE

S.O.S Emergências vai melhorar gestão e qualificar atendimento

A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, nesta terça-feira (8), o S.O.S Emergências, ação estratégica para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora e vai alcançar, até 2014, os 40 maiores prontos-socorros brasileiros, abrangendo todos os 26 estados e o Distrito Federal. O governo federal – juntamente com estados, municípios e os gestores hospitalares – vai promover o enfrentamento das principais necessidades desses hospitais, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento.

A ação tem início em 11 hospitais de grande porte, localizados em nove capitais: Instituto Dr. José Frota (Fortaleza-CE), Hospital da Restauração (Recife-PE), Hospital Estadual Roberto Santos (Salvador- BA), Hospital de Urgências (Goiânia- GO), Hospital de Base (Distrito Federal-DF), Hospital João XXIII (Belo Horizonte -MG), Santa Casa e Hospital Santa Marcelina (São Paulo - SP), Hospital Miguel Couto e Hospital Albert Schweitzer (Rio de Janeiro - RJ) e Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre - RS). Esses hospitais são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande número diário de internações e atendimentos ambulatoriais.

“Reconhecemos que a saúde pública deve, pode e precisa melhorar, e estamos atraindo, pra nós, a responsabilidade de liderar o processo em busca de uma saúde pública de qualidade”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante lançamento do Programa. “Estamos criando um novo padrão de qualidade no atendimento das pessoas que procuram nossas emergências, da recepção aos ambulatórios, dos centros cirúrgicos às emergências. Começarmos pelos hospitais que tem mais dificuldades”, disse.

MEDIDAS

Para melhorar o atendimento nos serviços de urgência, serão adotadas medidas como o acolhimento e classificação de risco dos pacientes. Logo ao entrar no hospital, o paciente será acolhido por uma equipe que definirá o seu nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento específico de que necessita. Também será organizada a gestão de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos. Serão tomadas, ainda, medidas para proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente hospitalar.

“Estamos preparados e prontos para entrar na arena e tomar o touro à unha, para dar melhor atendimento à população que depende do SUS”, disse ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O S.O.S Emergências deverá funcionar articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

“Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora. Mapeamos as principais urgências do país, pela importância da rede, atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

INVESTIMENTOS

Cada um dos 11 hospitais receberá anualmente R$ 3,6 milhões do Ministério da Saúde para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. O valor para as unidades somará R$ 39,6 milhões, por ano.Também poderão receber individualmente até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação de proposta encaminhada ao Ministério da Saúde.

A unidade poderá, ainda, apresentar projetos para a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação (aquisição de novos equipamentos, por exemplo) para os leitos já existentes. São considerados leitos de retaguardaas enfermarias de leitos clínicos, enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.

FUNCIONAMENTO

Cada um dos 11 hospitais terá um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar instalado, que apoiará e orientará as medidas visando à melhoria da gestão e da qualidade assistencial. Os núcleos atuarão nesses hospitais permanentemente e serão formados pelos coordenadores dos serviços de urgência/emergência, das unidades e central de internação do hospital (incluindo as UTIs) e por um representante do gestor local.

O trabalho dos núcleos será acompanhado pelo Comitê Nacional de Acompanhamento do S.O.S Emergências, formado por representantes dos Hospitais de Excelência, Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) e membros do Ministério da Saúde.

O comitê será coordenado pelo Ministério e tem a função de receber e encaminhar solução às questões apontadas pelos núcleos; monitorar, através de sala de situação, os produtos e resultados alcançados nas unidades; e manter os gestores locais informados do andamento das ações nos hospitais

PARCEIROS

Por meio da estratégia S.O.S Emergências,serão feitas parcerias com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e com os seis Hospitais de Excelência no Brasil – Sírio Libanês, Albert Einstein, Hospital do Coração, Samaritano, Alemão Osvaldo Cruz e Moinhos de Vento - para ampliar a qualidade do atendimento realizado. A principal contribuição será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação a distância que presta teleconsultoria e segunda opinião médica, além discussão de casos com equipe multiprofissional. Todos os 11 hospitais terão pontos do Telessaúde instalados.

Os Hospitais de Excelência também vão contribuir com a capacitação de profissionais e apoio à gestão hospitalar. As universidades e as sociedades de especialidades também serão convidadas para contribuir com o projeto dos hospitais.

PORTAL G1

Pacientes terão desconto na conta de luz

Portaria assinada entre ministros da Saúde e Minas e Energia garante que as famílias terão abatimento de 10% a 65% para o uso de equipamentos médicos elétricos de uso continuado

As famílias que têm uma pessoa com doença ou deficiência terão desconto na tarifa de energia, quando, para tratamento ou benefício da saúde, for necessário o uso de equipamentos médicos elétricos de uso continuado. Portaria assinada entre os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Saúde, Alexandre Padilha, inclui esse público nos beneficiados da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A portaria foi assinada durante a cerimônia de lançamento dos programas Melhor em Casa e SOS Emergência, no Palácio do Planalto, com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. As medidas integram as ações da rede Saúde Toda Hora, que está reestruturando os serviços de urgência e emergência do país.

As famílias devem ser inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possuir renda mensal de até três salários mínimos. A Lei da Tarifa Social foi instituída pelo governo federal em janeiro de 2010, com a meta de beneficiar 22 milhões de famílias. Os descontos variam de 10% a 65%, dependendo do consumo.

Quem consome até 30 kw/h por mês terá desconto de 65% na conta de luz; de 31 kw/h até 100 kw/h, o desconto será de 40%; e acima de 100 kw/h cai para 10%. Índios e quilombolas com consumo de até 50kw/h por mês estarão isentos de pagamento. Aqueles que consomem de 51kw/h até 100 kW/h terão 40% de desconto; e de 101 kw/h a 220 kw/h, 10%. Com essa medida, o governo pretende estender o benefício para quem de fato é consumidor de baixa renda e consome até 220 kw/h por mês.

Para ter acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica, o responsável pela unidade consumidora ou o próprio portador da doença ou com deficiência poderá, a qualquer tempo, requerer o benefício às concessionárias.

CAPITAL NEWS.COM.BR

Jornada Médico Jurídica começa amanhã na Capital

De 09 a 11 de novembro acontece em Campo Grande, a III Jornada Sul-Mato-Grossense de Direito da Saúde.

No primeiro dia, o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, vai falar sobre a responsabilidade civil do médico, e na sequencia o presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos), Cid Carvalhaes, vai ilustrar o tema com enfoque na visão médica.

Outros assuntos importantes também serão abordados, como: o novo código de ética médica, e a liberdade da prescrição de medicamentos, que serão ministrados respectivamente pelo presidente do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina), Juberty Antônio de Souza, e pelo defensor público do Estado de Mato Grosso do Sul, Wilson Maingue Neto.

O evento é realizado pelo SinMed-MS (Sindicato dos Médicos), em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fenam (Federação Nacional dos Médicos), e com a ESA (Escola Superior de Advocacia). (com assessoria)

AGENDA


- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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