Leia
nesta edição:
- Especialistas
alertam sobre nova epidemia de gripe suína
no Brasil
- Combinar
remédio é mais
eficaz para controle da enxaqueca
- Jovens
brasileiros se preocupam com a saúde
- Subcomissão da Saúde Complementar discute e
vota hoje relatório sobre o tema
- Com campanha de incentivos, Grupo Hospitalar Santa Celina
tem recorde de crescimento
- Saúde lança programa de atendimento médico
domiciliar pelo SUS
- Justiça mantém norma da Anvisa que proíbe
venda de remédio controlado por telefone e internet
- Delegação brasileira acompanha abertura do 37º Congresso
Mundial de Hospitais
- Mais de
10 milhões de receitas de antibióticos
são desnecessárias
- Saúde e segurança são áreas
mais afetadas por drogas em MT, diz CNM
- SP: Secretaria
de Saúde pesquisa conduta gay para prevenir
aids
- Huse completa
aniversário
como maior unidade hospitalar do estado
- S.O.S Emergências vai melhorar gestão
e qualificar atendimento
- Pacientes
terão
desconto na conta de luz
- Jornada
Médico Jurídica começa amanhã na
Capital
Quarta-feira, 09.11.11
PORTAL R7
Especialistas
alertam sobre nova epidemia de gripe suína
no Brasil
O Brasil
não está livre de enfrentar nova epidemia
de influenza A (H1N1) - gripe suína como a que atingiu
o país em 2009. O alerta é de especialistas que
participam da conferência internacional Antivirais para
Influenza: Eficácia e Resistência, que ocorre no
Rio de Janeiro até quinta-feira (10).
O representante
da Opas (Organização Pan-Americana
da Saúde), Otávio Oliva, disse que a doença
pode voltar a atingir o Brasil e outros países em forma
de pandemia.
- O risco
de uma pandemia de H1N1 é o mesmo de antes.
Pode ser um outro vírus da influenza que seja novo para
a população, que o sistema imune das pessoas não
reconheça. É um vírus extremamente traiçoeiro
e pode nos pegar de surpresa.
A Opas funciona
como escritório regional da OMS (Organização
Mundial da Saúde) para o continente americano.
Para evitar
o que aconteceu há dois anos, quando o governo
foi surpreendido pela pandemia da gripe, a pesquisadora Marilda
Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios
do Instituto Oswaldo Cruz, disse que o Brasil precisa aperfeiçoar
o seu sistema de alerta.
- O Brasil
está com um sistema que precisa ser muito
melhorado. Não está sendo homogêneo em termos
de coleta de amostras e dados. E isso leva a que não se
tenha um conhecimento completo sobre o que está acontecendo
no país com o vírus Influenza. Nem todos os Estados
estão com um bom sistema de vigilância.
A pesquisadora
disse que existe a possibilidade do vírus
adquirir resistência aos remédios atualmente disponíveis,
o que agravaria a situação.
- O desafio é bem grande, porque para o controle do vírus
Influenza nós temos basicamente dois mecanismos. Por meio
das vacinas, que normalmente são mudadas a cada ano, e
os [remédios] antivirais para os quais os vírus
sejam sensíveis.
Segundo ela,
vírus acabam adquirindo resistência
aos medicamentos depois de um certo tempo.
A primeira
classe de remédios utilizada contra a influenza,
batizada de Adamantanos, se mostrou ineficaz após cerca
de oito anos de uso.
- A resistência depende muito do quanto e de como se usa
o antiviral na população. Se usar somente em alguns
pacientes, tem possibilidade da resistência demorar mais
a aparecer do que se usar em larga escala na população,
em geral. Uma das explicações é que alguns
países estavam aplicando uma dosagem menor, o que favoreceu
a resistência.
AGÊNCIA
ESTADO
Combinar
remédio é mais
eficaz para controle da enxaqueca
Um estudo
coordenado pelo neurologista brasileiro Abouch Valenty Krymchantowski
comprovou, pela primeira vez, que a combinação
de duas drogas é mais eficaz para o controle da enxaqueca
do que o uso de um dos medicamentos isolados. O trabalho foi
publicado no Official Journal of the European Headache Federation.
Oitenta pacientes
foram recrutados no Ambulatório de
Cefaleia do Instituto de Neurologia Deolindo Couto, da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles tinham idades entre 20
e 60 anos e relatavam episódios de enxaqueca havia pelo
menos um ano. Trinta e oito deles receberam dois medicamentos
- o anticonvulsivante topiramato e o antidepressivo nortriptilina.
O outro grupo tomou uma das drogas, já usadas no tratamento
convencional de enxaqueca, e um placebo (comprimido sem a substância
química).
Entre os
pacientes que passaram pelo tratamento com dois medicamentos,
78,3% relataram
a redução das crises em mais de
50%, parâmetro de eficácia para esse tipo de tratamento.
Já os que tomaram apenas uma das drogas, 37% perceberam
a melhora. "O estudo comprova cientificamente, pela primeira
vez, que combinar drogas é muito melhor do que usá-las
isoladamente, mesmo em doses mais baixas", afirmou Krymchantowski,
professor convidado do departamento de neurociência da
Universidade Federal Fluminense (UFF). Os pacientes receberam
um dos medicamentos por seis semanas. Depois, nas nove semanas
seguintes, passaram a tomar a outra droga ou o placebo (foi necessário
esperar três semanas até se atingir a dose ideal).
PORTAL UOL
Jovens
brasileiros se preocupam com a saúde
O jovem se
preocupa com sua saúde? Segundo o projeto "Este
jovem brasileiro", desenvolvido pelo Portal Educacional,
sim. Em sua sétima edição o projeto aborda
o tema "Corpo e Mente", e foi realizado através
da aplicação de questionários online respondidos
por quase 8,5 mil alunos da 7ª série do Ensino Médio
de 82 escolas da rede particular de ensino de todo o País.
A identidade dos entrevistados foi mantida em sigilo e a idade
desses variou entre 13 e 17 anos. O questionário abordou
questões relacionadas à saúde, como alimentação,
atividade física, relação com o corpo e
emoções.
Os resultados
mostraram que a maior parte dos entrevistados tem atitudes
bastante positivas
em relação aos
cuidados com a alimentação, com a atividade física,
com a saúde física e a emocional. Dos jovens que
participaram da pesquisa, 65% têm seu Índice de
Massa Corporal (IMC) normal, quase 25% têm o peso abaixo
do ideal para sua altura, 8% têm sobrepeso e 2% revelam
níveis de IMC compatíveis com obesidade.
Quase 15%
dos entrevistados acreditam que sua saúde está regular
ou não está boa, mais de 30% deles acham que estão
com peso acima do normal e 14% acham seu peso abaixo do desejável,
sendo que 2% dizem que estão muito abaixo.
Oitenta e
oito por cento dos jovens declaram se preocupar com a saúde, mas 43% não vão regularmente ao
médico. As garotas, por terem que ir ao ginecologista
uma vez por ano a partir da adolescência, costumam frequentar
o médico mais vezes, já os garotos perdem a referência
profissional quando deixam de ser acompanhados pelos pediatras.
Os resultados
do projeto "Este Jovem Brasileiro" estão
disponíveis no Portal Educacional (www.educacional.com.br).
AGÊNCIA CÂMARA
Subcomissão da Saúde Complementar discute e vota
hoje relatório sobre o tema
A Subcomissão especial destinada a avaliar o Sistema
de Saúde Complementar discute e vota hoje a partir das
14 horas o relatório do deputado Mandetta (DEM-MS) que
propõe a criação de um conselho nacional
para solucionar problemas imediatos em torno dos planos e seguros
privados de saúde. A subcomissão é vinculada à Comissão
de Seguridade Social e Família.
O texto de
Mandetta é acompanhado de um projeto de lei
que cria o Conselho Nacional de Saúde Suplementar, de
caráter deliberativo e com poder para definir diretrizes
e controlar a execução da política no setor.
A proposta
altera as Leis 9656/98 e 9961/00, que regulamentam o setor.
O novo órgão, de acordo com o projeto,
será composto pelo presidente da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) ou representante, pelo secretário
de Direito Econômico do Ministério da Justiça,
e por representantes dos ministérios do Trabalho e da
Previdência Social, por 16 representantes dos consumidores
(8 titulares e 8 suplentes, contemplando todas as regiões
do País), 8 representantes dos trabalhadores em saúde
(4 titulares e 4 suplentes) e 8 representantes das operadoras
(4 titulares e 4 suplentes).
PORTAL FATOR BRASIL
Com campanha de incentivos, Grupo Hospitalar Santa Celina tem
recorde de crescimento
Premiação chega a todas as áreas e funções,
desde motoristas até gerentes.
“Quebre o seu quadrado” é o tema da campanha
de incentivos lançada no segundo semestre deste ano pelo
Grupo Hospitalar Santa Celina. “Nosso objetivo é integrar
todos os departamentos da empresa e mostrar que todos são
responsáveis pela operação, por isso todos
têm a mesma meta a cumprir. Os prêmios serão
divididos entre 100% dos colaboradores”, explica Flavio
Artur e Silva, superintendente comercial do grupo. A estreia
não poderia ser melhor: “Com a campanha, batemos
nosso recorde de crescimento: 10% em um mês”, revela
Artur e Silva.As premiações serão mensais
e estarão atreladas ao resultado financeiro da empresa.
Grupo Hospitalar
Santa Celina-Fundado em 1998, o Grupo Hospitalar Santa Celina
oferece
programas de Atenção e Internação
Domiciliar (Home Care) e de Promoção da Saúde
e Prevenção de Doenças. Pioneira, é a
primeira empresa no Brasil a ter seus programas em saúde
certificados pela Organização Nacional de Acreditação
(ONA). O Grupo está sediado em São Paulo, com filiais
no Rio de Janeiro, interior de SP, Baixada Santista e Vale do
Paraíba. Conta com mais de mil pessoas atuando em sua
operação, direta ou indiretamente, incluindo profissionais
de saúde de diversas especialidades – médicos,
enfermeiros, nutricionista, psicólogos, fisioterapeutas,
entre outros.
Terça-feira,
08.11.11
PORTAL G1
Saúde lança programa de atendimento médico
domiciliar pelo SUS
Pacientes
do Sistema Único de Saúde (SUS) que
não precisarem de internação hospitalar
poderão ser atendidos em casa, com médicos e equipamentos
públicos, em um novo programa do Ministério da
Saúde, anunciado nesta terça-feira (8). O "Melhor
em Casa" foi apresentado no final da manhã em evento
que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.
Segundo o
ministro da Saúde Alexandre Padilha, os pacientes
do programa receberão um leito hospitalar e equipamentos
médicos para serem usados em casa. Quando esses equipamentos
precisarem de energia elétrica, a residência terá isenção
total na tarifa de eletricidade necessária para eles,
segundo o ministro.
"A ideia é ter nacionalmente um grande programa
de atenção domiciliar", disse o ministro.
O projeto é voltado, por exemplo, para pacientes em pós-operatório,
que podem receber os cuidados médicos em casa.
O financiamento
das equipes que vão atender nas casas
será feito integralmente pelo Ministério da Saúde.
Até agora, 110 grupos de atendimento auxiliar já estão
habilitados, segundo Padilha. As equipes estarão cadastradas
no Ministério da Saúde para que sejam monitoradas
as atividades e a carga horária dos profissionais envolvidos.
SOS
Emergências
O governo
também lançou outro programa, o "SOS
Emergências", para a gestão hospitalar no atendimento
a emergências em todo o país.
O investimento
deverá ser de até R$ 3,6 milhões
no projeto. "Nós vamos continuar planejando as ações,
mas nós queremos entrar em campo para apoiar quem quer
fazer mudanças", afirmou Padilha. "Nós
estamos escolhendo as maiores emergências do país,
o espaço mais crítico do atendimento."
O ministro
citou a participação de instituições
filantrópicas de excelência, que devem servir ao
SUS, na capacitação das equipes em todo o país. "Trata-se
do mapeamento das maiores emergências do país",
explica o ministro.
Entre o objetivos
do projeto estão o acolhimento e a
classificação de risco adequada dos pacientes que
chegam aos centros médicos em estado de emergência,
além da gestão de leitos e do fluxo de internações.
Até 2014, todos os maiores pronto-socorros do país
deverão ser inseridos no programa.
Tanto o programa
Melhor em Casa como o SOS Emergências
serão integrados a redes de atenção básica
e de urgências já existentes no Brasil como o Saúde
Toda Hora e Saúde Mais Perto de Você.
O ministro
Padilha relembrou os feitos do programa Farmácia
Popular. Segundo o ministro, o acesso de hipertensos a remédios
contra a doença aumentou em até três vezes
no país. Hoje, 70% dos municípios do programa Brasil
sem Miséria já contam com o programa.
Presidente
Em discurso
durante a cerimônia, a presidente Dilma Rousseff
disse que os programas lançados representam “um
novo padrão de qualidade, da recepção aos
ambulatórios”, da rede pública de atendimento.
“[Os programas] não vão resolver da noite
para o dia todos os problemas do atendimento medico, mas irão
contribuir para dar tratamento mais digno e mais humano aos usuários
da rede pública de saúde”, afirmou.
Segundo a
presidente, o SOS Emergência é “um
desafio e tanto”. Ela disse que o governo não concorda
com o argumento de que investir em pronto-atendimento é como “enxugar
gelo”.
“Vamos intervir de forma gradativa, porém decisiva
onde muito governos evitam assumir responsabilidade direta: o
atendimento público de emergência, os pronto-socorros”,
afirmou.
SUS
Dilma defendeu
o Sistema Único de Saúde (SUS),
que, segundo afirmou, “tem muito, mas muito mesmo o que
avançar” e disse que o Brasil tem condições
de aprimorar o sistema.
De acordo
com a presidente, o Brasil é o único
país é o único no mundo com mais de 100
milhões de habitantes que possui um sistema nos moldes
do SUS, capaz de oferecer 500 milhões de consultas médicas
por ano, segundo números que apresentou.
“Sabemos muito bem da gigantesca tarefa que é fazer
funcionar com qualidade e eficiência o modelo de gestão
bastante significativo como é o SUS. Ele exige - como
um sistema desse tipo mundialmente exige - elevados recursos
humanos, financeiros e tecnológicos. Não por acaso,
entre os países com mais de 100 milhões de habitantes,
o Brasil é o único do mundo que assumiu o desafio
de ter um sistema de saúde universal único, público
e gratuito”, declarou.
Pressão automobilística
Durante coletiva
no início da tarde, Padilha voltou a
destacar o aumento no número de acidentes de trânsito
no país. Para o ministro, este crescimento tem pressionado
o sistema de saúde brasileiro, que atendeu maior número
de pacientes envolvidos em ocorrências nas ruas e estradas
brasileiras em 2010.
As equipes
nos serviços de saúde vão avaliar
se o paciente que chegar em condição de emergência
realmente precisa de internação urgente ou se poderá ser
conduzido para um tratamento especializado em casa. "Setor
de emergência e urgência não pode ser espaço
relegado no hospital", disse o ministro.
O ministro
também comentou o desejo de aumentar o aproveitamento
de leitos hospitalares no país, elevando até 90%
o aproveitamento desses espaços nos serviços de
saúde nacionais.
AGÊNCIA
BRASIL
Justiça mantém norma da Anvisa que proíbe
venda de remédio controlado por telefone e internet
A Justiça Federal de Brasília manteve norma da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
que, desde agosto de 2009, proíbe farmácias e drogarias
de vender remédios controlados por telefone, fax e internet.
A rede de
drogarias Araújo, uma das maiores de Minas
Gerais, entrou com uma ação judicial contra a resolução
sob a alegação de que a medida seria ilegal. A
Advocacia-Geral da União (AGU), que defendeu a Anvisa,
argumentou que a agência reguladora apenas tornou mais
claras as regras para a comercialização de medicamentos
controlados, previstas em uma portaria anterior do Ministério
da Saúde, datada de 1998.
A Justiça entendeu que a Anvisa não extrapolou
suas atribuições. “Ao proibir a venda de
medicamentos sujeitos a controle especial por meio remoto, somente
regulamentou o assunto, delimitando a restrição
do tipo de produto que não pode ter esse tipo de comercialização”,
disse o juiz federal João Luiz de Sousa, em decisão
tomada em setembro e anunciada hoje (8), pela AGU.
Na mesma
resolução, a Anvisa determinou que os
remédios devem ficar atrás do balcão, vedando
que fiquem ao alcance dos consumidores e definindo que sejam
fornecidos apenas pelos funcionários dos estabelecimentos.
SITE DA CNS
Delegação brasileira acompanha abertura do 37º Congresso
Mundial de Hospitais
Além de mais de 30 brasileiros, evento teve a participação
do Khalid Al Sheik, maior autoridade em saúde de Dubai
Composta
por mais de 30 lideranças do setor Saúde
no Brasil, a delegação brasileira participou no
dia 8 de novembro, em Dubai, da cerimônia de abertura da
37ª edição do World Hospital Congress. O evento,
que prossegue até o dia 10 de novembro, contou com a participação
de Khalid Al Sheik, uma das maiores autoridades em saúde
dos Emirados Árabes.
A participação brasileira no Congresso está sendo
conduzida pelo presidente da Confederação Nacional
de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão,
que, entre outras atribuições, fez um dos discursos
de abertura do Congresso. Durante o evento, Dr.Abrahão
passará a presidência da International Hospital
Federation (IHF), instituição com sede na França
e Suíça, para Thomas Dolan, da American College
of Healthcare Executives. O 37º Congresso Mundial de Hospitais
reúne gestores de hospitais e outros estabelecimentos
de saúde de várias partes do mundo.
ESTADÃO.COM.BR
Mais
de 10 milhões de receitas de antibióticos
são desnecessárias
A cada ano,
pediatras fazem mais de 10 milhões de prescrições
de antibióticos desnecessárias nos Estados Unidos.
As receitas são usadas em casos como gripe e asma, contribuindo
para a resistência às drogas, mostra um novo estudo.
Pesquisadores
analisaram uma amostra de quase 65 mil visitas ambulatoriais
de menores
de 18 anos, entre 2006 e 2008. Os achados
estão descritos no periódico Pediatrics.
No total,
os médicos prescreveram um antibiótico
a cada cinco visitas, a maioria para crianças com problemas
respiratórios como pneumonia.
Algumas dessas
infecções realmente eram causadas
por bactérias e precisavam de antibióticos. Mas
quase um quarto de todas as prescrições foram dadas
a crianças com condições respiratórias
que provavelmente não precisavam desse tipo de medicamento,
como bronquites, gripe, asma e alergias.
"Isso equivale a mais de 10 milhões de prescrições
de antibióticos a cada ano que provavelmente não
farão nenhum bem, mas podem causar danos", diz o
líder do estudo, Adam Hersh, da University of Utah.
"Um dos motivos do abuso é que o diagnóstico
frequentemente não está claro. Isso é comum
nas infecções de ouvido. A decisão acaba
sendo de prescrever o antibiótico, só para garantir",
ele diz ele.
Metade de
todos os antibióticos prescritos eram de amplo
espectro, que agem contra uma vasta gama de bactérias,
matando inclusive muitas das benéficas que vivem no nosso
organismo e abrindo caminho para infecções por
bactérias resistentes.
"Antibióticos são ótimos. Às
vezes eles são realmente necessários, a questão é ser
criterioso sobre quando devemos usá-los", diz Betsy
Foxman, epidemiologista da University of Michigan School of Public
Health.
Além disso, dar antibióticos a crianças
quando não é necessário aumenta o risco
de infecções resistentes tanto na criança
quanto na sociedade como um todo, ela enfatiza.
Para Hersh,
uma forma simples de evitar o abuso seria esperar alguns dias
e examinar
a criança novamente antes da prescrição. "Se
o diagnóstico é incerto, considere se seria seguro
esperar um dia ou dois, mantendo um acompanhamento bem próximo
da criança, em vez de começar imediatamente com
o antibiótico."
PORTAL G1
Saúde e segurança são áreas
mais afetadas por drogas em MT, diz CNM
A maior parcela
dos 141 municípios de Mato Grosso enfrenta
problemas com a circulação de drogas. Na prática,
107 cidades convivem com situações diárias
relacionadas ao consumo por usuários ou mesmo o tráfico
de drogas. A constatação é de uma pesquisa
da Confederação Nacional dos Municípios
(CNM). De acordo com a entidade, os serviços de saúde
e segurança são os mais atingidos pelo consumo
dos entorpecentes.
Ao todo,
gestores de 112 cidades foram entrevistados pela confederação
e 107 responderam aos questionamentos. A pesquisa mensurou o
impacto provocado pelo uso do crack e demais drogas nas diferentes
unidades federadas e identificou uma realidade comum em praticamente
todos os municípios.
De acordo
com a CNM, a assistência social é a terceira área
mais afetada pelo consumo das drogas no estado, seguida pela
Educação. Do universo pesquisado, em apenas 16
cidades a CNM identificou a existência de Conselho Municipal
Antidrogas. Outros 37 possuem Centro de Referência de Assistência
Social - CRAS.
Em Mato Grosso,
a proximidade com a região de fronteira
com a Bolívia dificulta o combate ao problema. Segundo
o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, enquanto a média
de consumo de drogas no país está em torno de 90%,
nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por exemplo,
abrangidos pela zona de fronteira, este percentual chega a 95%.
Ao mensurar
a presença de Centros de Referência
Especializado da Assistência Social (CREAS), apenas nove
de 112 cidades disseram possuir unidades. Quanto à presença
de Centros de Assistência Psicossocial (CAPS), são
cinco.
Esta é a segunda vez que a confederação
divulga um levantamento do gênero. No ano passado, a CNM
identificou que em 97% das cidades mato-grossenses não
há programas voltados ao enfrentamento da droga. Nos municípios
onde há programa, em somente um foi aprovado pela Câmara
de Vereadores.
No Estado,
conforme apontou a CNM, as principais ações
desenvolvidas contra o crack são a prevenção
ao uso e consumo de drogas, a mobilização e orientação à população
e o atendimento a familiares e amigos de dependentes. Apenas
um município declarou que recebe apoio financeiro do Governo
Federal e um do governo estadual. Outros quatro declararam que
não recebem apoio nenhum.
PORTAL TERRA
SP:
Secretaria de Saúde pesquisa conduta gay para prevenir
aids
Para aprimorar
as ações de prevenção
da aids, a Secretaria de Estado da Saúde de São
Paulo está realizando, desde o início deste mês,
uma pesquisa na região central da capital paulista. Cerca
de mil pessoas, entre gays, homens que fazem sexo com homens
e travestis, serão ouvidas nos próximos três
meses sobre práticas sexuais e prevenção
do HIV para compor o estudo.
O objetivo
da pesquisa, chamada de projeto SampaCentro e realizada em
parceria com
a Faculdade de Ciências Médicas
da Santa Casa de São Paulo, é conhecer melhor os
hábitos deste público para melhorar a prevenção.
Serão abordados frequentadores de bares, boates, academias,
cinemas e outros espaços na área dos bairros República
e Consolação.
O público abordado foi escolhido com base nos dados epidemiológicos
do programa estadual de DST/aids. Os números apontam que
a prevalência de HIV/aids entre a população
geral é de 0,6%, enquanto em gays e outros HSHs (homens
que fazem sexo com homens) chega a 10,5%.
Além do questionário, o projeto irá promover
testes gratuitos de HIV em postos itinerantes, que poderão
funcionar em uma van ou dentro de estabelecimentos onde os pesquisadores
ficarão. Eles estarão vestidos com colete azul
para serem facilmente identificados. Os locais para instalação
dos postos de testes serão sorteados e o resultado sai
na hora.
"É importante ainda salientar que todas as respostas
fornecidas pelos participantes serão mantidas em sigilo,
bem como suas identidades", afirma a médica Maria
Amélia Veras, uma das coordenadoras do projeto.
SITE
PLENÁRIO
Huse
completa aniversário
como maior unidade hospitalar do estado
Somente em
2010, foram realizados 157.964 atendimentos, incluindo urgência, emergência e internações,
além de consultas no Ambulatório Oncológico
e de Radioterapia
Maior unidade
hospitalar pública do estado, o Hospital
de Urgência de Sergipe (Huse), gerenciado pela Fundação
Hospitalar de Sergipe (FHS), completou 25 anos nesta segunda-feira
, 7, com uma vasta folha de serviços prestados à população
sergipana e aos usuários do Sistema Único de Saúde
(SUS) de estados vizinhos, como a Bahia e Alagoas, que diariamente
para cá são encaminhados ou se deslocam à procura
de serviços de saúde de média e alta complexidade.
Somente em 2010, realizou 157.964 atendimentos, incluindo Urgência
e Emergência e internações, além de
consultas no Ambulatório Oncológico e de Radioterapia.
Ao longo
de sua trajetória, um fator foi primordial para
tornar o hospital a principal porta de entrada no SUS em Sergipe:
o papel desempenhado pelos seus funcionários. “O
Huse têm cumprido uma missão imprescindível
ao SUS: a de salvar vidas. Parabéns a todos os servidores
que fazem da maior unidade hospitalar do estado, profissionais
dedicados, que dão o melhor de si sempre colocando a saúde
da população em primeiro lugar. Pessoas comprometidas
com a vida, e que sabem da importância do trabalho que
exercem”, destacou o secretário de Estado da Saúde,
Antônio Carlos Guimarães.
Assim como
ele, o diretor-geral da FHS, Emanuel Messias, reconhece essa
a inestimável folha de serviços prestada pelo
corpo clínico e demais profissionais que ali trabalham
para fazer do Huse um hospital que busca qualificar e humanizar
o atendimento à população. “Neste
processo de construção da unidade, os servidores
são fundamentais. O Governo de Sergipe acredita neste
papel. Prova disto é que nesta administração,
além da construção de novas unidades, o
Estado promoveu o maior concurso público da área
da Saúde”, reiterou.
Inaugurado
em 7 de novembro de 1986, o Huse começou a
funcionar quase três meses depois, no dia 2 de fevereiro
do ano seguinte. Nessas duas décadas e meia de existência,
o maior hospital público de Sergipe, hoje responsável
por uma média mensal de 15 mil atendimentos somente de
urgência e emergência, passou por várias reformas
e mudanças no campo assistencial.
A principal
delas foi iniciada em 2008 pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Uma das maiores obras estruturais contempladas pela Reforma Sanitária
e Gerencial do SUS implementada a partir de 2007, a construção
do novo pronto socorro adulto, inaugurado em 16 de dezembro de
2010, constitui-se num dos principais pilares dessa reforma.
Somente a obra física o novo PS consumiu cerca de R$ 22
milhões.
A nova urgência e emergência do Huse ocupam uma área
de 3.500 m2, sendo considerada um grande passo na transformação
do conceito de assistência hospitalar em Sergipe. Divida
pelas Áreas Azul, Verde, Amarela e Vermelha, essa nova
unidade incorporou em definitivo o modelo do Acolhimento com
Classificação de Risco preconizado pelo Ministério
da Saúde e que prioriza o atendimento pelo risco e gravidade
do paciente.
A primeira
etapa, que corresponde justamente à metade
do total da obra, inclui, além da nova estrutura do pronto-socorro
com 120 leitos e a área de lazer dos funcionários,
a ampliação do necrotério, da Central de
Material Especializado (CME) e da Agência Transfuncional
(banco de sangue). Para equipar o novo espaço, o Governo
de Sergipe investiu mais R$ 2.706.300,26 em aparelhos de alta
tecnologia e mobiliário. São respiradores, monitores
multiparamétricos, desfibriladores, carros de emergência,
aparelhos de raio-X, além de macas, cadeiras de rodas
e colchões.
O Huse também vai receber uma nova unidade pediátrica.
A partir de um investimento de R$ 275 mil, em uma área
de 1300 m², o novo setor pediátrico contará com
53 leitos de internamento e dez de UTI. Além disso, a
urgência e emergência terão 30 leitos azuis,
15 verdes, 10 amarelos e três vermelhos.
Classificação
de risco
O novo pronto-socorro
foi concebido já com base em um
novo modelo assistencial - o do Acolhimento com Classificação
de Risco – preconizado pelo Ministério da Saúde.
No setor de emergência estão as alas vermelha e
amarela, preparadas para atender, respectivamente, aos casos
de alta e média complexidade envolvendo politraumatismos,
queimaduras, dentre outros pacientes críticos.
O setor de
urgência do PS, que é composto pelas
alas verde e azul, está preparado para atender casos mais
simples, sendo dotado de uma nova estrutura de acolhimento aos
pacientes. A identificação visual das respectivas
alas também é orientada pelo revestimento dos pilares
e diversos outros elementos da estrutura física nas novas
instalações.
Como parte
da segunda etapa do novo Huse, governo sergipano trabalha na
implantação da nova Unidade de Terapia
Intensiva (UTI), que vai dispor de 60 leitos. O Huse já dispõe
de um novo Centro Cirúrgico, contando com nove salas cirúrgicas
(seis delas operacionais) e uma Sala de Recuperação
Pós-Anestésico (SRPA), inaugurado em dezembro de
2008.
Recursos humanos
No início, em 1987, a equipe do Huse era composta por
cerca de 500 profissionais, entre os quais 112 médicos,
30 enfermeiros, 96 auxiliares de enfermagem e 200 funcionários
de apoio. Hoje, o maior hospital público de Sergipe possui
em seu quadro funcional aproximadamente de 3,2 mil funcionários,
dos quais 1.722 estatutários e 1.512 celetistas contratados
por meio de concurso público após a implantação
da Fundação Hospitalar de Saúde. Deste total,
543 são médicos (270 do quadro efetivo), distribuídos
em diversas especialidades como clínica geral, pediatria,
ortopedia, cardiologia, oncologia, cirurgias geral, plástica,
torácica e vascular.
O complexo
hospitalar possui ainda 1.643 profissionais de enfermagem,
sendo 264 enfermeiros,
1.028 auxiliares de enfermagem, 351 técnicos
de enfermagem, 45 nutricionistas, 16 psicólogos, quatro
cirurgiões-dentista e 26 cirurgiões buco-maxilo-facial,
10 biomédicos, 21 farmacêuticos, 82 fisioterapeutas,
três radioterapeutas, 91 técnicos de radiologia,
33 técnicos de laboratório, seis auxiliares laboratoristas,
três ajudantes-laboratoristas de Saúde, 12 anestesiologistas,
77 agentes de serviço de saúde, 43 assistentes
sociais e cinco fisico-médicos.
Também integram o corpo clínico do Huse, gastroenterologistas,
hematologistas, infectologistas e profissionais que atuam nas áreas
de pediatria, nefrologia, neurologia, oftalmologia, psiquiatria,
urologia, otorrinolaringologia, ultrassonografia, pneumologia,
proctologia, terapia intensiva, além de fonoaudiólogos,
bioquímicos, instrumentadores cirúrgicos e pessoal
da área administrativa.
Com um atendimento
médio de 15 mil pacientes por mês
somente nos setores de Urgência/Emergência, o Huse
compreende atualmente 13 alas de internação e capacidade
física instalada de 490 leitos. Além de possuir
a maior urgência e emergência do Estado, definida
pelas Áreas Azul, Verde, Amarela e Vermelha, o hospital
dispõe ainda de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI-Adulto),
Semi-Intensiva Adulto, Central de Tratamento Intensivo Pediátrica
(CTI-PED), Centro Cirúrgico com nove salas cirúrgicas
(seis delas operacionais) e uma Sala de Recuperação
Pós-Anestésico (SRPA).
O complexo
hospitalar dispõe também da única
Unidade de Tratamento de Queimaduras (UTQ) do Estado e do Centro
de Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL). Ainda a partir deste mês
de novembro, o Huse passará a contar com um moderno Hospital
Pediátrico, que prestará os serviços de
urgência destinados pacientes infantis, atualmente realizados
na antiga Maternidade Hildete Falcão Baptista, onde vem
funcionamento de forma temporária o pronto-socorro infantil.
Oncologia e UTQ
Referência no tratamento do câncer, o Centro de
Oncologia Dr. Oswaldo Leite (COOL) integra as diversas especialidades
encontradas no Huse. O Centro dispõe de 49 leitos para
internamento (21 destinados a pacientes infantis e 28 a adultos)
e realiza atendimentos clínicos e ambulatoriais, assim
como tratamentos oncológicos à base de quimioterapia
e radioterapia. Por mês, o COOL realiza por mês aproximadamente
2,5 mil consultas médicas com oncologistas, administra
em torno de 70 quimioterapias e faz 115 sessões de radioterapia
por dia.
O hospital
também dispõe da única Unidade
de Tratamento de Queimados (UTQ) de Sergipe, inaugurada em junho
de 2003. Conta com 14 leitos, sendo quatro infantis, quatro para
adultos, quatro de UTI e dois de Semi-intensiva, além
de ambulatório e fisioterapia em uma área de 300m².
O quadro funcional é formado por seis cirurgiões-plásticos,
auxiliados por uma equipe de fisioterapeutas, enfermeiros, auxiliares
e técnicos de enfermagem.
Reformas anteriores
A primeira
grande reforma realizada no Huse foi concluída
em 26 de outubro de 1995, com a inauguração da
CTI Pediátrica. Com a nova estrutura, o número
de leitos no serviço pediátrico cresceu de 25 para
52 e a unidade ganhou seis leitos específicos para crianças
em situações de risco.
Na mesma
data, foi aberta também a Ala de Internamento
do Pavilhão Superior, voltada para pacientes cirúrgicos.
Com isso, o número de leitos para internação
duplicou, chegando a 176/mês. Meses depois, em 20 de março
de 1996, foi inaugurado o Centro de Oncologia.
Em março de 1997, entrou em funcionamento o serviço
de Tomografia com um moderno tomógrafo para atender a
pacientes internos e do Sistema Único de Saúde
(SUS). Em 8 de setembro do mesmo ano, foi inaugurado o antigo
Centro de Trauma, que viria a se tornar em referência para
Sergipe e estados vizinhos. Até então, os atendimentos
aos casos de trauma eram feitos no pronto-socorro.
O Centro
de Trauma, que funcionou até março de
2008, quando todo o antigo pronto-socorro adulto foi desativado
para possibilitar a construção da nova urgência
e emergência existente atualmente, oferecia á época
sala para os primeiros atendimentos com capacidade para seis
pacientes graves ao mesmo tempo, além da unidade semi-intensiva
com quatro leitos e sala de pequenos procedimentos cirúrgicos.
Entre 100 e 120 pacientes eram atendidos em média, todos
os dias, no extinto Centro de Trauma.
Em janeiro
de 1998, foi criado o repouso do Pronto-Socorro adulto com
20 leitos,
onde os pacientes aguardam internamento. Já o
repouso infantil sofreu nova ampliação. Em setembro
deste mesmo ano, foi inaugurado o atual Bloco Administrativo,
que reúne todas as diretorias do Huse e tem um auditório
com capacidade para 250 pessoas, duas salas de reuniões,
uma biblioteca e o Núcleo de Educação Permanente
(NEP).
Em 2004,
o Huse passou a dispor de Ambulatório de Retorno
e Imagem, passando a disponibilizar serviços e exames
como Ressonância Magnética, Oftalmologia e atendimento
na especialidade de Urologia. Antes, em junho de 2003, passou
a contar com a única Unidade de Tratamento de Queimados
(UTQ) existente até hoje em Sergipe.
A reinauguração da UTI Adulta (UTI-A) humanizou
o ambiente da unidade. O projeto arquitetônico moderno
permitiu a penetração da luz através de
janelas, o que antes não era possível. A nova UTI
seguiu os critérios estabelecidos pelo Ministério
da Saúde (MS) e da Associação de Médicos
Intensivistas do Brasil (Amib), possibilitando a ampliação
do até então existente Centro Cirúrgico,
de três para cinco salas.
PORTAL
DA SAÚDE
S.O.S
Emergências vai melhorar gestão
e qualificar atendimento
A presidenta
da República, Dilma Rousseff, e o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, lançaram, nesta terça-feira
(8), o S.O.S Emergências, ação estratégica
para a qualificação da gestão e do atendimento
em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de
Saúde (SUS). A iniciativa integra a Rede Saúde
Toda Hora e vai alcançar, até 2014, os 40 maiores
prontos-socorros brasileiros, abrangendo todos os 26 estados
e o Distrito Federal. O governo federal – juntamente com
estados, municípios e os gestores hospitalares – vai
promover o enfrentamento das principais necessidades desses hospitais,
qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários
em situações de urgência e garantir atendimento ágil,
humanizado e com acolhimento.
A ação tem início em 11 hospitais de grande
porte, localizados em nove capitais: Instituto Dr. José Frota
(Fortaleza-CE), Hospital da Restauração (Recife-PE),
Hospital Estadual Roberto Santos (Salvador- BA), Hospital de
Urgências (Goiânia- GO), Hospital de Base (Distrito
Federal-DF), Hospital João XXIII (Belo Horizonte -MG),
Santa Casa e Hospital Santa Marcelina (São Paulo - SP),
Hospital Miguel Couto e Hospital Albert Schweitzer (Rio de Janeiro
- RJ) e Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre
- RS). Esses hospitais são referências regionais,
possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande
número diário de internações e atendimentos
ambulatoriais.
“Reconhecemos que a saúde pública deve,
pode e precisa melhorar, e estamos atraindo, pra nós,
a responsabilidade de liderar o processo em busca de uma saúde
pública de qualidade”, afirmou a presidenta Dilma
Rousseff, durante lançamento do Programa. “Estamos
criando um novo padrão de qualidade no atendimento das
pessoas que procuram nossas emergências, da recepção
aos ambulatórios, dos centros cirúrgicos às
emergências. Começarmos pelos hospitais que tem
mais dificuldades”, disse.
MEDIDAS
Para melhorar
o atendimento nos serviços de urgência,
serão adotadas medidas como o acolhimento e classificação
de risco dos pacientes. Logo ao entrar no hospital, o paciente
será acolhido por uma equipe que definirá o seu
nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento
específico de que necessita. Também será organizada
a gestão de leitos, fluxo de internação
e a implantação de protocolos clínico-assistenciais
e administrativos. Serão tomadas, ainda, medidas para
proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente
hospitalar.
“Estamos preparados e prontos para entrar na arena e tomar
o touro à unha, para dar melhor atendimento à população
que depende do SUS”, disse ministro da Saúde, Alexandre
Padilha. O S.O.S Emergências deverá funcionar articulado
com os demais serviços de urgência e emergência
que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada
pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores
estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços
englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização,
serviços da Atenção Básica e Melhor
em Casa.
“Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento
pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma
ação inovadora. Mapeamos as principais urgências
do país, pela importância da rede, atendimento,
cobertura da população e o fato de serem decisivos
no momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou
o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
INVESTIMENTOS
Cada um dos
11 hospitais receberá anualmente R$ 3,6 milhões
do Ministério da Saúde para custear a ampliação
e qualificação da assistência da emergência.
O valor para as unidades somará R$ 39,6 milhões,
por ano.Também poderão receber individualmente
até R$ 3 milhões para aquisição de
equipamentos e realização de obras e reformas na área
física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação
de proposta encaminhada ao Ministério da Saúde.
A unidade
poderá, ainda, apresentar projetos para a criação
de novos leitos de retaguarda e a qualificação
(aquisição de novos equipamentos, por exemplo)
para os leitos já existentes. São considerados
leitos de retaguardaas enfermarias de leitos clínicos,
enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de
Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de
Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.
FUNCIONAMENTO
Cada um dos
11 hospitais terá um Núcleo de Acesso
e Qualidade Hospitalar instalado, que apoiará e orientará as
medidas visando à melhoria da gestão e da qualidade
assistencial. Os núcleos atuarão nesses hospitais
permanentemente e serão formados pelos coordenadores dos
serviços de urgência/emergência, das unidades
e central de internação do hospital (incluindo
as UTIs) e por um representante do gestor local.
O trabalho
dos núcleos será acompanhado pelo Comitê Nacional
de Acompanhamento do S.O.S Emergências, formado por representantes
dos Hospitais de Excelência, Conselho Nacional dos Secretários
de Saúde (CONASS), Conselho Nacional dos Secretários
Municipais de Saúde (CONASEMS) e membros do Ministério
da Saúde.
O comitê será coordenado pelo Ministério
e tem a função de receber e encaminhar solução às
questões apontadas pelos núcleos; monitorar, através
de sala de situação, os produtos e resultados alcançados
nas unidades; e manter os gestores locais informados do andamento
das ações nos hospitais
PARCEIROS
Por meio
da estratégia S.O.S Emergências,serão
feitas parcerias com o Instituto Nacional de Traumatologia e
Ortopedia (Into) e com os seis Hospitais de Excelência
no Brasil – Sírio Libanês, Albert Einstein,
Hospital do Coração, Samaritano, Alemão
Osvaldo Cruz e Moinhos de Vento - para ampliar a qualidade do
atendimento realizado. A principal contribuição
será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação
a distância que presta teleconsultoria e segunda opinião
médica, além discussão de casos com equipe
multiprofissional. Todos os 11 hospitais terão pontos
do Telessaúde instalados.
Os Hospitais
de Excelência também vão contribuir
com a capacitação de profissionais e apoio à gestão
hospitalar. As universidades e as sociedades de especialidades
também serão convidadas para contribuir com o projeto
dos hospitais.
PORTAL G1
Pacientes
terão
desconto na conta de luz
Portaria
assinada entre ministros da Saúde e Minas e
Energia garante que as famílias terão abatimento
de 10% a 65% para o uso de equipamentos médicos elétricos
de uso continuado
As famílias que têm uma pessoa com doença
ou deficiência terão desconto na tarifa de energia,
quando, para tratamento ou benefício da saúde,
for necessário o uso de equipamentos médicos elétricos
de uso continuado. Portaria assinada entre os ministros de Minas
e Energia, Edison Lobão, e da Saúde, Alexandre
Padilha, inclui esse público nos beneficiados da Tarifa
Social de Energia Elétrica (TSEE). A portaria foi assinada
durante a cerimônia de lançamento dos programas
Melhor em Casa e SOS Emergência, no Palácio do Planalto,
com a presença da presidenta da República, Dilma
Rousseff. As medidas integram as ações da rede
Saúde Toda Hora, que está reestruturando os serviços
de urgência e emergência do país.
As famílias devem ser inscritas no Cadastro Único
para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e
possuir renda mensal de até três salários
mínimos. A Lei da Tarifa Social foi instituída
pelo governo federal em janeiro de 2010, com a meta de beneficiar
22 milhões de famílias. Os descontos variam de
10% a 65%, dependendo do consumo.
Quem consome
até 30 kw/h por mês terá desconto
de 65% na conta de luz; de 31 kw/h até 100 kw/h, o desconto
será de 40%; e acima de 100 kw/h cai para 10%. Índios
e quilombolas com consumo de até 50kw/h por mês
estarão isentos de pagamento. Aqueles que consomem de
51kw/h até 100 kW/h terão 40% de desconto; e de
101 kw/h a 220 kw/h, 10%. Com essa medida, o governo pretende
estender o benefício para quem de fato é consumidor
de baixa renda e consome até 220 kw/h por mês.
Para ter
acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica,
o responsável pela unidade consumidora ou o próprio
portador da doença ou com deficiência poderá,
a qualquer tempo, requerer o benefício às concessionárias.
CAPITAL NEWS.COM.BR
Jornada
Médico Jurídica começa amanhã na
Capital
De 09 a 11
de novembro acontece em Campo Grande, a III Jornada Sul-Mato-Grossense
de Direito da Saúde.
No primeiro
dia, o presidente do Tribunal de Justiça
do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, vai falar
sobre a responsabilidade civil do médico, e na sequencia
o presidente da Fenam (Federação Nacional dos Médicos),
Cid Carvalhaes, vai ilustrar o tema com enfoque na visão
médica.
Outros assuntos
importantes também serão abordados,
como: o novo código de ética médica, e a
liberdade da prescrição de medicamentos, que serão
ministrados respectivamente pelo presidente do CRM-MS (Conselho
Regional de Medicina), Juberty Antônio de Souza, e pelo
defensor público do Estado de Mato Grosso do Sul, Wilson
Maingue Neto.
O evento é realizado pelo SinMed-MS (Sindicato dos Médicos),
em parceria com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Fenam
(Federação Nacional dos Médicos), e com
a ESA (Escola Superior de Advocacia). (com assessoria)
AGENDA
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html