10-01-2011

 

Leia nesta edição:

- Planos: Ressarcimento ao SUS

- Planos de saúde: 44,8 milhões de beneficiários

- Contratos vão ganhar novas regras este ano

- CFM divulga nota sobre projeto de validação de diplomas médicos

- Nota sobre o Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos

- Disque ANS temporariamente fora do ar

- Até o segundo semestre, País deve oferecer exame mais preciso para HIV

- Risco de contrair HIV em transfusão no Brasil é 20 vezes maior que nos EUA

- Número de transplantes triplica em uma década em SP

- Venda de órgãos humanos deveria ser legalizada, defendem cirurgiões britânicos

- Cientista cria curativo inspirado no mel

- Usuários dizem que Champix induz ao suicídio e processam Pfizer nos EUA

- Brasil é destino cada vez mais atraente para jovens cientistas, diz "The Economist"

Segunda-feira, 10.01.11

Valor Econômico

Planos: Ressarcimento ao SUS

O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu haver repercussão geral na discussão sobre constitucionalidade da exigência legal de ressarcimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) pelos custos com o atendimento de pacientes beneficiários de planos privados de saúde. O ressarcimento está previsto no artigo 32, da Lei nº 9.656, de 1998. O recurso foi interposto pela operadora de plano de saúde Irmandade do Hospital Nossa Senhora das Dores contra a União. O Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região manteve sentença que declarou legal a cobrança para o ressarcimento do SUS, em decorrência de despesas referentes a atendimentos prestados aos beneficiários de seus planos de saúde pelas entidades públicas ou privadas, conveniadas ou contratadas pelos SUS. A Irmandade alega que o artigo é inconstitucional. Sustenta que a participação das operadoras privadas de plano de saúde é de caráter suplementar, uma vez que o dever primário de assegurar o acesso à saúde é atribuído pela Constituição aos entes políticos que compõem a organização federativa brasileira.

InfoMoney

Planos de saúde: 44,8 milhões de beneficiários

Por Gladys Ferraz Magalhães

Até o nono mês de 2010, os planos de saúde de assistência médica privada contavam com 44,8 milhões de beneficiários, segundo revelam dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que divulgou, na última quinta-feira (23), a edição de dezembro do Caderno de Informação da Saúde Suplementar.

De acordo com o levantamento, do total de segurados, 73,6% ou 33 milhões estavam em planos coletivos, sendo que 25,9 milhões pertenciam a planos coletivos empresariais.

Planos odontológicos

O estudo verificou ainda que 13,9 milhões de pessoas já possuem um plano exclusivamente odontológico.

Neste caso, 82,3% dos beneficiários estavam em planos coletivos, o que corresponde a 11,4 milhões de usuários. Destes, 7,5 milhões têm contrato por meio da empresa, ou seja, estão em planos coletivos empresariais.

No que diz respeito à idade do plano, 19,6% dos segurados de assistência médica estavam em setembro em planos antigos, enquanto que os planos novos respondiam por 80,4% dos usuários. Nos planos exclusivamente odontológicos, os números eram de 3,6% e 96,4%, respectivamente.

Jornal da Tarde

Contratos vão ganhar novas regras este ano

Por Gisele Tamamar

Os contratos dos convênios médicos antigos, aqueles assinados antes de 2 de janeiro de 1999 e que não são protegidos pela lei dos planos de saúde, serão discutidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) este ano. Isso porque a ANS quer adaptar esses planos à realidade da nova legislação e abriu consulta pública, encerrada no dia 5 de janeiro, sobre o processo de adaptação dos contratos para saber a opinião da sociedade sobre o assunto.

Pela nova proposta, o beneficiário do plano antigo poderá migrar para outro ou o contrato poderá ser adaptado. A vantagem da migração é a contratação de um novo plano regulamentado com as garantias das coberturas previstas no rol de procedimentos obrigatórios, por exemplo, sem ter que cumprir carência.

No caso da adaptação, a operadora deve apresentar ao cliente uma proposta demonstrando o reajuste do valor da mensalidade (limitado a 20,59%) relativo à ampliação das coberturas.

Em todos os casos, o cliente não poderá perder benefícios dos planos antigos – a substituição de um hospital credenciado, por exemplo, só poderá ocorrer mediante autorização da agência.

Além disso, os clientes de planos adaptados usufruirão das vantagens de serem regulados pela agência, com acesso ao rol de procedimentos e as suas atualizações, portabilidade para planos da mesma segmentação e limitação do reajuste anual (para os planos individuais) ao porcentual autorizado pela ANS. Hoje, os clientes dos planos antigos ficam expostos a reajustes até superiores a 100%.

Em 2010, o setor de planos de saúde apresentou avanços, como a determinação da ANS de que todos os convênios deverão aceitar como dependente o companheiro de mesmo sexo que mantenha união estável com cliente titular.

Outra decisão positiva foi da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou ilegítima a rescisão de plano de saúde apenas em razão da alta utilização dos serviços, caracterizada pela idade avançada de segurados. Os convênios podem até sofrer reajustes – desde que os aumentos não sejam considerados abusivos.

A ANS também publicou súmula normativa em que proíbe os planos de cancelar o convênio dos dependentes quando o titular da conta morrer.

Em 7 de junho, a cobertura mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer ganhou 73 novos procedimentos – 57 para os convênios médicos e 16 para os convênios odontológicos.

CFM

CFM divulga nota sobre projeto de validação de diplomas médicos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou na sexta-feira (7) nota onde ressalta a importância da implementação do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos obtidos em outros países. No texto, a entidade aponta a pertinência da iniciativa como processo certificador da aptidão ao exercício da Medicina.

“Enfim, estamos seguros do compromisso do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos com o rigor educacional na construção desse processo avaliativo dos que obtiveram diplomas de medicina em outros países. Mantemos nossa defesa à proposta, a qual vemos como porta para o exercício da cidadania, sendo que o CFM estará atento para lutar contra pressões externas – de caráter corporativismo ou político-ideológicos – que intentem comprometer as metas almejadas”, finaliza o documento, o qual pode ser lido na íntegra logo abaixo.

Nota sobre o Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reitera seu apoio ao Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos, instituído pela Portaria Interministerial MEC/MS nº 865/2009. Tal iniciativa, que surgiu com o objetivo de propor e implementar – em caráter experimental – metodologia de avaliação e mecanismos de aperfeiçoamento do processo de revalidação de diplomas de medicina obtidos no exterior, vem ao encontro dos anseios das entidades médicas, as quais contribuíram em sua formulação.

Ressaltamos a pertinência do Projeto ao estabelecer parâmetros claros e equânimes, tomando por base o perfil do médico recém-formado no Brasil, para promover uma avaliação efetiva dos candidatos à revalidação de diplomas.

O esforço empreendido pelos especialistas envolvidos na concepção desse Projeto Piloto culminou na Matriz de Correspondência Curricular, que tem condições de medir o nível esperado de desempenho de graduados da escola médica na utilização de seus conhecimentos e habilidades.

A adesão de 24 universidades públicas ao processo comprova seu rigor acadêmico, considerando que todas as etapas obedecem criteriosamente o exposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9.394/1996) e na Resolução CNE/CES nº 4/2001.

A natureza experimental do Projeto Piloto e seu ineditismo em nosso país como processo certificador da aptidão ao exercício profissional de médicos graduados no exterior valorizam o papel de todas as suas etapas. No entanto, considerando seu caráter experimental, não descartamos a possibilidade de discutir a realização de ajustes ao longo desse processo de forma a assegurar a obtenção da formula adequada aos seus objetivos.

Estamos seguros do compromisso do Projeto Piloto de Revalidação de Diplomas Médicos com o rigor educacional na construção desse processo avaliativo dos que obtiveram diplomas de medicina em outros países. Mantemos nossa defesa à proposta, a qual vemos como porta para o exercício da cidadania, sendo que o CFM estará atento para lutar contra pressões externas – de caráter corporativismo ou político-ideológicos – que intentem comprometer as metas almejadas. Finalmente, reiteramos nossa posição contrária à revalidação automática dos diplomas estrangeiros.

ANS

Disque ANS temporariamente fora do ar

Temporariamente a Central de Atendimento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Disque ANS, está indisponível. No entanto, o atendimento ao consumidor permanece em plena atividade através do Fale Conosco, no site da ANS.

Sexta-feira, 07.01.11

O Estado de São Paulo

Até o segundo semestre, País deve oferecer exame mais preciso para HIV

Pelo menos oito plataformas para testes NAT devem garantir mais segurança a transfusões

Por Lígia Formenti

BRASÍLIA - O coordenador da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, afirmou que até o início do segundo semestre estarão em funcionamento pelo menos oito plataformas para realização de exames NAT, para detecção mais eficaz do HIV, em hemocentros do País.

Esses testes, desenvolvidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reduzem de forma significativa a janela imunológica de HIV e Hepatite C e já estão sendo usados, em caráter experimental, em alguns pontos do Brasil, como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Genovez reconhece que a implantação do projeto está atrasada. "Há exigências legais, burocracia que muitas vezes impede a agilidade necessária", disse. Ele observa, no entanto, que nos últimos anos testes de 4ª geração foram introduzidos no País, o que elevou a uma maior segurança nos diagnósticos.

A pesquisadora da Fundação Pró-Sangue Ester Sabino, responsável pelo levantamento sobre contaminação de HIV nas bolsas de sangue, afirma que a implantação do NAT não é uma operação simples. "O custo é elevado, além disso, é preciso treinar os hemocentros para a nova técnica."

Na opinião de Ester, alguns resultados apontados no estudo mostram que outras estratégias podem ser colocadas em prática, além da melhoria técnica dos exames. O principal, em sua avaliação, é a conscientização dos doadores. O trabalho da pesquisadora mostra uma diferença significativa de risco de HIV em bolsas de doadores de repetição e os que procuram centros para repor estoques, a pedido de pacientes.

"O risco calculado entre doadores da comunidade é de duas a três vezes maior que o dos doadores de repetição", compara. Algo que, para Ester, indica que parte das pessoas ainda recorre aos centros mesmo depois da exposição ao HIV.

O trabalho aponta, ainda, que os riscos entre doadores homens é maior do que entre as mulheres. Ela arrisca uma explicação: "Uma das possibilidades seria a de as mulheres fazerem mais o teste HIV, sobretudo em pré-natal", observou.

O Estado de São Paulo

Risco de contrair HIV em transfusão no Brasil é 20 vezes maior que nos EUA

Ministério da Saúde questiona estudo da Fundação Pró-Sangue de São Paulo feito por estimativa

Por Lígia Formenti

BRASÍLIA - Uma pesquisa feita em três hemocentros brasileiros no período entre 2007 e 2008 indica que o risco de contrair HIV em transfusões de sangue no Brasil é 20 vezes maior que nos Estados Unidos. O trabalho, feito por estimativa, calcula que uma em cada 100 mil bolsas de sangue do País podem estar contaminadas pelo vírus causador da aids. Nos EUA, a relação é de 1 para cada 2 milhões de bolsas.

Embora muito mais elevados do que americanos e de alguns países europeus, os índices brasileiros melhoraram. Uma versão anterior do levantamento indicava que 1 em cada 60 mil bolsas poderiam estar contaminadas pelo HIV. "Precisamos avançar na segurança. Mas não há dúvida de que muito já foi feito", afirma a coordenadora desse trabalho, Ester Sabino, da Fundação Pró-Sangue de São Paulo. De acordo com os números atuais, entre 30 e 60 pessoas por ano podem ser contaminadas por sangue doado.

Na versão anterior da pesquisa, a estimativa era de que entre 50 e 100 indivíduos pudessem se infectar. O coordenador nacional da Política de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, questiona os índices apresentados no estudo. "Eles estão mais para um oráculo. Foram feitos por estatística, não podem ser considerados fato", observou. Para mostrar a segurança do sangue no Brasil, Genovez cita um levantamento feito em 130 mil bolsas de sangue coletadas em hemocentros de Santa Catarina, São Paulo, Rio e Pernambuco: o vírus não foi identificado em nenhuma amostra.

Financiado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, em inglês), o levantamento coordenado por Ester foi feito a partir da análise de bolsas de sangue coletadas nos hemocentros de São Paulo, Minas e Pernambuco. Durante a apresentação dos resultados, em congresso da Associação Americana de Bancos de Sangue, a autora classificou como "alto" o risco residual para HIV em transfusões de sangue no Brasil. A doação no País, no entanto, é precedida de uma série de cuidados: os candidatos passam por entrevistas para detectar situações de risco de contaminação recente com o vírus. Passada essa fase, o sangue é submetido a testes para identificar a presença do HIV.

O problema está no que médicos chamam de janela imunológica, período no qual a presença do vírus não é descoberta pelo exame. O mesmo problema ocorre com hepatite C, cuja janela imunológica é de 50 dias. Os reflexos dos exames "falso negativos" podem ser constatados nas estatísticas. Dados do Ministério da Saúde mostram que 13,3% dos casos da doença confirmados em 2009 foram causados por transfusão de sangue.

Uma das alternativas para melhorar a segurança é a introdução de rotina do uso de um teste batizado de NAT, que identifica traços do vírus no sangue e não de anticorpos, como os exames tradicionais.

Ester calcula que, com o início do teste, o risco de infecção por HIV passaria de 1 em 100 mil para um em cada 250 mil. "O exame, sozinho, não basta. O resultado não vai a zero, nem chega próximo do que é identificado nos Estados Unidos", diz. Para a professora, é importante reduzir uma prática ainda comum de as pessoas buscarem bancos de sangue para fazer testagem de HIV. "Além do NAT, dependemos de mudanças de comportamento de alguns doadores mais expostos ao HIV para que não façam doações", afirmou.

Folha de São Paulo

Número de transplantes triplica em uma década em SP

O número de transplantes no Estado de São Paulo cresceu 18% e bateu recorde em 2010: foram 2.328 cirurgias, 353 a mais do que no ano anterior.

A informação é da coluna Mônica Bergamo publicada na edição desta sexta-feira da Folha.

A maior parte foi de rim --1.439--, seguida por fígado (656), pâncreas (99), coração (77) e pulmão (57). Em uma década, o número de transplantados quase triplicou.

Folha de São Paulo

Venda de órgãos humanos deveria ser legalizada, defendem cirurgiões britânicos

Cirurgiões do Reino Unido estão pedindo ao governo que considerem os méritos de um mercado legalizado de órgãos para transplante. A discussão pública sobre a permissão de venda de órgãos pode permitir uma decisão mais bem informada sobre o assunto de grande importância moral e médica, defendem os médicos.

A informação foi publicada nesta quarta-feira no site do jornal britânico "The Independent".

De acordo com eles, estão em jogo as vidas de milhares de pessoas que podem morrer antes de um doador apropriado ser encontrado. Oito mil pessoas estão na lista de espera para transplante, mais de 500 morrem a cada ano antes de conseguir um órgão e os números estão aumentando em 8% ao ano.

Mas existem sérias preocupações de que a introdução de pagamento para quem doa seus órgãos resulte em pessoas pobres e vulneráveis, submetidas a grande pressão para aliviar seus problemas financeiros com a venda de uma parte do seu corpo.

O professor Nadey Hakim, consultor do Hospital Harefield e um dos principais cirurgiões de transplante do mundo acredita que um mercado devidamente regulamentado deve ser autorizado, para que o mercado negro de órgãos seja, se não destruído, pelo menos reduzido drasticamente.

Ele vê os efeitos do mercado negro em pacientes desesperados por transplante que viajam para o exterior em busca de um órgão.

Esse "turismo de transplantes", disse ele, muitas vezes resulta em operações fracassadas e exige numa nova cirurgia quando o paciente retorna ao Reino Unido. Faria mais sentido permitir a venda de órgãos no Reino Unido sob um regime estritamente regulamentado, disse ele, acrescentando: "Vamos ter um sistema que não permite órgãos com HIV ou qualquer outra coisa”.

O professor John Harris, um especialista em ética da Universidade de Manchester, acredita que o debate e a introdução de um mercado de órgãos já deviam ter sido discutidos. "A moral exige isso", disse ele. "É hora de considerar. Milhares de pessoas morrem a cada ano [internacionalmente] por falta de órgãos. Essa é a medida de urgência do problema”.

"Ser pago não anula o altruísmo --os médicos não são menos cuidadosos porque são pagos. No sistema atual, todo mundo é pago, exceto o doador”.

Harris desenvolveu uma proposta para um mercado ético de órgãos em que os doadores seriam pagos como parte de um sistema regulado. Esse sistema, segundo ele, teria que ser controlado dentro de uma comunidade rigorosamente definida, provavelmente no Reino Unido, mas possivelmente estendida para a União Européia, assim todos os órgãos poderiam ser contabilizados.

Mas ainda há ainda uma forte oposição à liberalização do mercado. Os opositores concordam que deveria haver um debate público sobre as vantagens e desvantagens de um mercado de órgãos. "A Sociedade Britânica de Transplantes se opõe a essa visão, no entanto, está preparada para debater a questão", disse um porta-voz.

Os transplantes de órgãos no Reino Unido em números:

- 2017 é número de doadores no Reino Unido no ano passado, dos quais 1.058 estão vivos e 959 mortos

- 3698 é o número total de órgãos transplantados no ano passado, com a exceção de córneas

- 1482 é o número de rins transplantados no ano passado a partir de doadores falecidos. 1038 vieram de doadores vivos

- 17.700 é o número de pessoas no cadastro de doadores de órgãos

- 7.892 é o número total de pessoas que esperam por um transplante. Entre elas, 6.741 estão esperando por um rim

- 1.000 é número de pessoas na fila do transplante que vão morrer antes de receber o órgão

O Estado de São Paulo

Cientista cria curativo inspirado no mel

Testes indicam que cicatrização acontece mais rapidamente.

Inspirado pela estrutura química do mel, o cientista britânico Paul Davies, dono da empresa Archimed, desenvolveu um novo tipo de curativo que apressa a cicatrização.

Para gente como o paciente Leonard Halsted, que ficou meses com uma ferida aberta na perna após uma operação para retirada de um tumor, a diferença pode ser crucial.

Em poucas semanas com o novo curativo, a ferida começou a fechar.

"A cura foi quase milagrosa, a velocidade com que atuou, como ela diminuiu, inclusive a dor, em questão de dias. Em uma ou duas semanas, estava cicatrizada", disse Halstead.

O curativo usa duas camadas de gel onde iodo e oxigênio interagem

Pensando no mel, Paul Davies combinou iodo e oxigênio em duas camadas de gel que interagem vagarosamente.

Ele afirma que isso proporciona uma dupla ação, já que o iodo mata bactérias e o oxigênio estimula os glóbulos brancos do sangue que também matam bactérias, reforçando as defesas naturais do corpo.

Só a Grã-Bretanha gasta 4% do orçamento de saúde, ou seja, o equivalente a mais de R$ 5 bilhões por ano, no tratamento de feridas que não cicatrizam.

Alguns pacientes chegam a passar anos tratando a mesma ferida, com casos de até 20 anos.

O novo curativo custa mais caro do que o convencional, mas Paul Davies acredita que, se for adotado, o sistema de saúde pública pode economizar muito em longo prazo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Folha de São Paulo / FRANCE PRESSE

Usuários dizem que Champix induz ao suicídio e processam Pfizer nos EUA

A Pfizer enfrenta nos Estados Unidos centenas de ações na justiça de usuários do Champix, que afirmam que o remédio para deixar de fumar provoca depressão e tendência suicida, informaram advogados na quinta-feira (6).

A vareniclina, autorizada em quase 90 países e usada por cerca de sete milhões de americanos, é alvo de ações na justiça desde o início do ano por fumantes que tentam abandonar o vício.

Um juiz federal do estado de Alabama analisa o grande número de ações contra a Pfizer apresentadas por familiares ou antigos usuários do Champix.

O promotor Ernest Cory acusou a Pfizer de negligência por introduzir o Champix no mercado americano em 2006, baseado em queixas de usuários sobre "problemas neuropsicológicos", incluindo "suicídios, tentativas de suicídio, desmaios e crises de depressão".

Segundo Cory, mais de cem usuários do Champix cometeram suicídio e a Pfizer corre o risco de enfrentar cerca de mil ações na justiça, a maior parte ligada a suicídio ou tentativa.

Victoria Davis, porta-voz da Pfizer, rejeitou as acusações e garantiu que o laboratório "age com responsabilidade (...). Champix é um tratamento eficiente para numerosos fumantes que querem parar e vamos defender este medicamento útil".

"Não existem provas científicas de que o Champix tenha provocado os acidentes neurológicos informados" nas ações judiciais.

Folha de São Paulo

Brasil é destino cada vez mais atraente para jovens cientistas, diz "The Economist"

Em sua edição desta semana, a revista britânica "The Economist afirma que o Brasil vem se tornando um destino cada vez mais atraente para a realização de pesquisas científicas e acadêmicas.

A revista traz dados que mostram o crescimento dessa área no país e cita iniciativas do governo que impulsionaram a pesquisa, que é um dos líderes mundiais em pesquisa, especialmente nas áreas de medicina tropical, bioenergia e biologia botânica.

No entanto, afirma que o maior trunfo do Brasil são as possibilidades oferecidas pelas universidades brasileiras para que os pesquisadors possam avançar.

"Você pode ter seu próprio laboratório aqui e pode até começar uma linha de pesquisa totalmente nova. Aqui, você é um pioneiro", afirma a geneticista botânica da Unicamp, na publicação.

Além disso, a revista destaca o fato de que as bolsas para pesquisadores iniciantes têm um valor equiparável aos padrões mundiais, mas faz uma ressalva: o mesmo não acontece para acadêmicos mais experientes.

INCENTIVO

"No entanto, a Fapesp está tentando (mudar essa cenário). A instituição publicou um anúncio na revista científica 'Nature' sobre um progama de dois anos para se estudar em universidades de São Paulo", afirma a publicação.

"E, apesar de a maioria das respostas ter vindo de cientistas em início de carreira, são os mais experientes que estão sendo chamados para conversar. E a Fapespa espera que durante esses dois anos, eles aprendam o português e --alguns deles -- decidam ficar no país."

Segundo a revista, o Brasil formou 500 mil alunos no ensino superior e 10 mil PhDs em um ano --dez vezes mais do que há 20 anos. O país também aumento sua participação no volume total de estudos científicos publicados no mundo: de 1,7% em 2002 para 2,7% em 2008.

A "The Economist" afirma ainda que fazer parte da iniciativa científica global está ligado também ao orgulho nacional. "Ao investir em ciência em seu próprio território, países tropicais garantem que não são apenas os problemas das nações ricas e temperadas que são resolvidos”.

JANEIRO / 2011

- Curso: Educação Médica Continuada CREMERJ 2010/2011

Parceria CREMERJ e Centro de Treinamento Berkeley

O CREMERJ renovou a parceria com o Centro Berkeley para que Treinamento e Reciclagem com Tecnologia de Simuladores Avançados sejam oferecidos gratuitamente aos médicos como parte do Programa de Educação Médica Continuada 2010 e 2011 do Conselho.

O Centro de Treinamento Berkeley treina e recicla profissionais da área da saúde utilizando simuladores avançados que permitem que o profissional adquira conhecimentos de maneira interativa e segura. O Centro conta com robôs ligados a equipamentos médicos, tornando o ambiente realista.

O curso tem duração de 8 horas em um ou dois dias com presença obrigatória do início ao fim e serão realizadas, desta vez, turmas entre julho/2010 a maio/2011. O CREMERJ disporá de 30 (trinta) vagas gratuitas por turma para os médicos. Os médicos que forem selecionados serão comunicados por telefone.

Esta inscrição é referente à participação na 37ª turma que acontecerá no dia 24/01/2011 (segunda-feira), de 8h às 17h.

Informações: www.cremerj.org.br/skel.php

- Curso: Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Realização: 17 e 18/02/2011

Informações:
unidas.org.br/cursos/evento.php?categoria=t&mo=mostra&indice=37&modulo=apresentacao

- Curso: Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

Realização: 24 e 25/02/2010

Informações:
unidas.org.br/cursos/evento.php?categoria=t&mo=mostra&indice=37&modulo=apresentacao

- Curso: Abramge: Provisões Técnicas

Comparação ANS versus Práticas Internacionais

21 de janeiro de 2011 – das 9h00 às 17h00

Local: Av. Paulista, 171 – 11° andar – São Paulo

As provisões técnicas voltaram à ordem do dia com mais vigor após a crise financeira internacional, que balançou a gigante do setor de seguros, AIG, para não mencionar outras não menos importantes empresas do setor financeiro. É de se esperar que o Brasil venha a se alinhar às práticas internacionais do segmento, como já vem fazendo com o IFRS. A saúde suplementar tem que se antecipar a esse passo.

Para mais informações ligue para: (11) 3289-7511 com Fabiana (Abramge/AssPrevISite)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ