Leia
nesta edição:
- Governo
autoriza reajuste de 3,5% a 6% no preço dos
medicamentos
- Medicina do futuro
- Celular
adaptado vira instrumento para diagnóstico
- Sírio-Libanês
chega ao DF
- Reforço no combate ao vírus
HIV
- Reconhecimento internacional
- Ministro sinaliza a volta da CPMF
- Reajuste
dos preços de medicamentos e plano de saúde
vão pesar no bolso
- Beneficiários
questionam o atendimento
- Operações de concentração e cooperação
econômica
- Veja o
que deve mudar nos convênios
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 027/2011
- ANS lança consulta para ações
corretivas em operadoras
- Santas
Casas têm prejuízo
operacional de R$ 4 bi ao ano
- Consulta
médica,
o retorno
- A evidência e a esperança na saúde
Quinta-feira, 10.03.11
O
Estado de São
Paulo
Governo
autoriza reajuste de 3,5% a 6% no preço dos medicamentos
Porcentual
varia de acordo com a categoria do remédio
- quanto maior a participação de genéricos
nas vendas do segmento, maior o aumento; medicamentos de alta
concorrência, fitoterápicos e homeopáticos
não estão sujeitos aos valores anunciados
Por Lígia
Formenti
Medicamentos
com preços controlados pelo governo deverão
sofrer um reajuste que varia de 3,54% a 6,01%, dependendo da
categoria a que pertencem, a partir do dia 31. Será o
maior porcentual de aumento desde 2006. Os valores foram calculados
a partir de resolução publicada ontem pela Câmara
de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)
no Diário Oficial, com normas para o aumento.
Os novos
preços terão de ser mantidos até março
de 2012. As regras valem para cerca de 20 mil itens do mercado
farmacêutico, como antibióticos e remédios
de uso contínuo. Medicamentos de alta concorrência
no mercado, fitoterápicos e homeopáticos não
estão sujeitos aos valores determinados pela CMED - seus
preços podem variar de acordo com a determinação
do fabricante.
A resolução publicada ontem não define
os porcentuais do reajuste. Assinada em 28 de fevereiro, ela
apresenta o fator de produtividade, que é levado em consideração
para fazer o cálculo, ao lado do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE). Como o IPCA de fevereiro
foi divulgado no dia 4, é possível saber a variação
dos porcentuais. Os valores oficiais deverão ser publicados
em uma nova resolução.
O cálculo de reajuste de remédios leva em conta
uma série de fatores. O primeiro deles é o IPCA
acumulado entre março de 2010 e fevereiro de 2011. Além
disso, é observada a competitividade de determinado remédio
no mercado, avaliada pelo nível de participação
de genéricos nas vendas do segmento. Quanto maior a participação
de genéricos nas vendas, maior o porcentual de reajuste.
A composição do índice de reajuste observa
também o ganho de produtividade. São fixadas três
faixas de reajuste, que obedecem a esse critério. Neste
ano, o aumento máximo ficará em 6,01%. O menor
aumento será de 3,54%.
Processo.
O reajuste de preços não é imediato.
Para aplicar o aumento, empresas produtoras de medicamentos deverão
apresentar à CMED um relatório informando os porcentuais
que querem aplicar. O valor fixado pela CMED é o teto.
As empresas podem, portanto, fixar preços menores.
Procurada,
a Associação da Indústria Farmacêutica
de Pesquisa não se manifestou sobre os valores de reajuste.
As regras para aumento de remédios foram fixadas em 2003.
Folha
de São
Paulo
Medicina do futuro
Médicos discutem novo modelo de formação,
mais aberto ao trabalho em equipe e à delegação
de tarefas para outros profissionais e menos preso ao ambiente
hospitalar
Por Cláudia
Collucci
DE SÃO
PAULO
Como deve
ser a formação dos profissionais de
saúde nas próximas décadas? Como aproximar
os médicos das demais áreas da saúde? De
que forma as novas tecnologias de informação vão
ajudar pacientes e instituições?
O debate
em torno dessas questões já começou
nas mais renomadas universidades do mundo, como Harvard e Cambridge.
Em artigo
publicado no fim de 2010 na revista "Lancet",
20 pesquisadores afirmam que o atual modelo de formação,
que consome anualmente US$ 100 bilhões em todo o mundo,
não funciona mais.
Em junho,
a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento
da Medicina), entidade que gerencia uma série de unidades
de saúde, como o Hospital São Paulo, promoverá um
seminário internacional sobre o assunto.
As propostas
vão desde mudanças na graduação
-estudantes de medicina cursando disciplinas com alunos de enfermagem,
por exemplo-, até a criação de sistemas
híbridos de saúde, em que o trabalho em equipe
seja mais valorizado.
DIVISÃO
DE TAREFAS
Algumas iniciativas
já delegam atividades, hoje restritas
a médicos, a outros profissionais. O Conselho Internacional
de Oftalmologia, órgão máximo da área,
defendeu em dezembro que médicos treinem técnicos
para operar catarata em países pobres. O modelo já está sendo
testado na África.
Na China,
há 250 milhões de pessoas com catarata.
Para operá-las, seriam necessários 250 mil oftalmologistas-no
mundo, há 150 mil.
"É preciso discutir qual será o profissional
de saúde do século 21. O modelo da medicina do
século 20, hospitalar e fragmentada, talvez não
possa mais ser aplicado", diz o médico Rubens Belfort
Júnior, professor Unifesp e presidente da SPDM.
Hoje, afirma
ele, há muitos conflitos entre os diferentes
profissionais da saúde. "A única forma de
melhorar isso é fazer com que, desde a formação,
haja uma cultura de trabalhar juntos em função
do paciente em comum."
Para Julio
Frenk, professor da Harvard School of Public Health e um dos
autores
do artigo no "Lancet", os problemas
são sistêmicos e se ancoram na formação
acadêmica deficiente e na valorização da
medicina hospitalar em detrimento dos cuidados preventivos.
"Os esforços para corrigir isso não prosperaram,
em parte em razão do "tribalismo" das profissões,
que agem de forma isolada e concorrem umas com as outras."
Cláudio Lottenberg, presidente da Sociedade Israelita
Albert Einstein, explica que, por causa do excesso de informações, é importante
o médico trabalhar com profissionais que tenham competências
específicas.
"Mas é difícil para o médico entender
que ele não é o dono do processo. Não é simples
para ele, até por traços de formação,
saber dividir e admitir que precisa de mais gente para oferecer
o que há de melhor para o paciente."
Oftalmologista,
Lottenberg cita o próprio exemplo: "Parte
do tratamento de uma catarata é comigo, mas tem parte
que é de uma tecnóloga. Ela liga o aparelho, mede
o grau do implante que vai ser colocado etc. "
Para Belfort
Júnior, só haverá uma real
mudança na formação em saúde quando
os gestores (como o Ministério da Saúde) colaborarem,
informando universidades sobre o perfil de profissional de que
a sociedade precisa.
"Continuamos a ter mais de 90% das vagas de residência
em ambiente hospitalar. Falta médico capaz de exercer
medicina fora do hospital. Também falta suporte tecnológico
para ele atuar."
Folha
de São
Paulo
Celular
adaptado vira instrumento para diagnóstico
DE SÃO
PAULO
Novos aplicativos
de celular têm sido testados como forma
de melhorar o acesso de pacientes a médicos especialistas.
Há um
grupo de alunos, inclusive alguns brasileiros, pesquisando
o assunto
no Massachusetts Institute of Technology
(EUA).
Existem vários testes clínicos sendo feitos em
diferentes países para comprovar a real eficácia
dos métodos e permitir, assim, o uso na prática
médica.
Os sistemas
podem detectar perdas auditivas ou problemas de visão e até diagnosticar tumores ou doença
cardíaca.
"Vai chegar ao ponto de o agente de saúde tirar
uma foto do olho do paciente pelo celular, a imagem chegar ao
hospital e o profissional já saber se a pessoa vai precisar
ou não de um laser para corrigir o problema", diz
Rubens Belfort Júnior.
A grande
questão, segundo ele, será saber se os
profissionais de saúde estarão preparados para
lidar com as novas tecnologias. Esse é um outro ponto
discutido pelo artigo publicado em dezembro na revista "Lancet".
Para o oftalmologista
Cláudio Lottenberg, do hospital
Albert Einstein, apesar de promissoras, especialmente em regiões
remotas, as novas tecnologias não devem substituir o entendimento
do paciente como um todo.
"Você vai ter que continuar examinando o paciente.
Pode ser que uma alteração ocular vista na tela
do iPad seja uma hemorragia e não uma degeneração,
por exemplo."
CÂNCER
Um dos mais
impressionantes resultados sobre novas tecnologias de informação foi divulgado no mês passado
em artigo na revista "Science Translational Medicine".
Um sistema,
equipado com um telefone celular, uma agulha fina e um pequeno
aparelho
de ressonância magnética molecular,
foi capaz de detectar tumores à distância.
A nova tecnologia
conseguiu acertar o diagnóstico de
câncer em 96% dos pacientes- número superior ao
da biópsia tradicional, segundo o artigo.
O método-padrão para o diagnóstico do câncer é a
coleta de uma porção do tecido do tumor, o que, às
vezes, envolve intervenções cirúrgicas.
O resultado pode demorar dias.
A análise molecular rápida desenvolvida em Massachusetts
também exige a coleta de amostra celular, mas ela é extraída
com uma agulha mais fina (0,7 milímetros de diâmetro)
que a de uma biópsia tradicional (1,4 milímetros
de diâmetro).
Além disso, não existe tempo de espera. O resultado
sai em menos de uma hora. A equipe usa um smartphone comum e
um aparelho cilíndrico de ressonância magnética
nuclear, que mede cinco centímetros de diâmetro.
Correio Braziliense
Sírio-Libanês
chega ao DF
Renomado
hospital paulista inaugura em junho Centro de Oncologia capaz
de atender
800 pacientes por mês
Por Thaís Paranhos / Antonio Temóteo
Brasília receberá até o fim deste semestre
uma unidade do Hospital Sírio-Libanês (HSL) especializada
no tratamento de câncer. O Centro de Oncologia entrará em
operação na primeira quinzena de junho, com capacidade
para realizar 800 consultas e 600 aplicações de
quimioterapia por mês. Serão investidos R$ 6 milhões
na construção do prédio de 2,4 mil metros
quadrados, na Quadra 613 Sul. O edifício terá três
andares, 12 suítes e seis consultórios. Cinquenta
profissionais e quatro médicos trabalharão na clínica. “Meu
desejo de trabalhar em Brasília casou com a vontade do
hospital em expandir para outras regiões”, disse
o diretor-geral do Centro de Oncologia do HSL, Paulo Hoff.
A ideia de
implantar uma unidade na capital federal surgiu após
estudos e discussões entre membros do hospital. “Detectamos
um número grande de brasilienses que faziam tratamento
no Sírio-Libanês em São Paulo. Sem contar
que a cidade está em franco crescimento”, constatou
Hoff. O atendimento aos pacientes em Brasília poderá ser
feito por meio de convênio médico, mas o diretor-geral
adiantou que as negociações com as operadoras de
saúde ainda estão em curso. Hoff visitará a
capital federal quinzenalmente para coordenar os trabalhos administrativos,
mas não abrirá uma agenda de atendimento na cidade.
Essa atribuição ficará a cargo da equipe
médica montada exclusivamente para trabalhar no Distrito
Federal.
Na avaliação do futuro coordenador médico
do Centro de Oncologia de Brasília, Gustavo dos Santos
Fernandes, a unidade atenderá crianças e adultos
com os mesmos níveis de humanização e qualidade
oferecidos no HSL de São Paulo. Fernandes antecipou à reportagem
do Correio que em até duas semanas a estrutura física
da unidade estará pronta. O médico esclareceu ainda
que, em médio prazo, uma ala de radioterapia também
estará em funcionamento.
“Em um projeto futuro queremos estabelecer o tripé assistência,
pesquisa e ensino. Quando começarmos a ter um número
alto de pacientes, tornam-se viáveis algumas pesquisas,
e os pacientes poderão se beneficiar com tratamentos experimentais.
Esses estudos oferecem um horizonte e os resultados podem se
transformar em novos tratamentos”, explicou. Fernandes
afirmou ainda que a chegada da clínica ao DF vai melhorar
a estrutura de atendimento oferecida na capital federal. “Queremos
nos aliar aos médicos e aos hospitais para que os pacientes
não precisem sair de Brasília”, disse.
Profissionais
Para garantir
a qualidade do atendimento oferecido em São
Paulo, Hoff afirmou ainda que encontrou excelentes profissionais
em Brasília. O diretor-geral do Centro de Oncologia do
HSL revelou que escolheu os dois melhores residentes que orientou
para trabalhar na unidade da capital federal. Fernandes é um
deles. “Esse convite foi um grande presente. Uma oportunidade
de trabalhar em um centro de oncologia de renome nacional e de
altíssima qualidade e nível técnico”,
orgulha-se o médico Alessandro Leal, 32 anos, que já se
mudou para a capital federal. Ele estava morando em São
Paulo, recebeu uma proposta de voltar aos Estados Unidos, onde
trabalhou por um tempo, mas preferiu Brasília.
O diretor-geral
do Centro de Oncologia adiantou que a ideia de trazer a unidade
para Brasília não se resume
na excelência do tratamento oferecido pelo Sírio-Libanês. “Gostaríamos
de aprofundar parcerias, principalmente com a UnB (Universidade
de Brasília). Queremos trabalhar com a instituição”,
aponta. O diretor-geral explicou que, por ser uma entidade filantrópica,
o Hospital Sírio-Libanês faz grandes investimentos
nas áreas de ensino e pesquisa, modelo de trabalho que
ele pretende oferecer na capital federal.
Correio Braziliense
Reforço no combate ao vírus
HIV
Na faixa
etária que vai dos 13 aos 19 anos, o número
de casos de Aids entre mulheres é maior do que entre os
homens, segundo o Boletim Epidemiológico 2010 do Ministério
da Saúde. Em outras faixas etárias, a relação
entre os sexos é inversa. Foi em função
dessa particularidade que adolescentes e jovens mulheres tornaram-se
o foco da campanha de carnaval da pasta contra a Aids este ano.
De janeiro até o feriado, foram distribuídas 83
milhões de camisinhas em todo o país. Ontem, a
campanha deixou de focar na prevenção para alertar
sobre a importância de começar um tratamento na
fase inicial da doença: a ideia é que, a partir
de agora, os foliões que tenham feito sexo desprotegido
realizem o teste de Aids.
Segundo o
diretor adjunto do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
da
Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério,
Eduardo Barbosa, o foco nas jovens mulheres foi o diferencial
da campanha deste ano, tanto na fase preventiva, feita antes
do carnaval, quanto no estímulo à precaução,
que começa agora. "Essas mulheres jovens se apresentam
em maior vulnerabilidade. Elas estão no início
da vida sexual em uma sociedade onde existe machismo e sexismo.
Dentro desse contexto, a menina ainda tem pouco poder de negociação
para portar e usar o preservativo. A mulher brasileira é muito
romântica, confia muito no parceiro", afirmou. A estimativa
do departamento é que existem, no Brasil, 630 mil pessoas
vivendo com o vírus da Aids. Dessas, 225 mil nunca fizeram
o teste do HIV e, por isso, não conhecem sua sorologia.
Barbosa enfatiza
que, atualmente, as pessoas não podem
balizar a realização de um teste pelo contato com
tradicionais grupos de risco, como homossexuais e usuários
de drogas. "Se a pessoa bobeou e deixou de usar o preservativo, é importante
que faça o teste. A Aids deixou de ser de grupos específicos.
Até crianças acima de 13 anos já estão
expostas ao HIV. Não dá para olhar idade, sexo,
ou condição sexual", reforça.
O ministério informa que mulheres com resultado positivo
que iniciam o tratamento o quanto antes têm menos chances
de passar doenças para o bebê, por exemplo. Ainda
segundo a pasta, existem 518 Centros de Testagem e Aconselhamento
(CTA) no país, onde podem ser feitos exames rápidos
para diagnóstico do HIV. Os endereços dos CTAs
podem ser encontrados no site do Ministério da Saúde
www.aids.gov.br, ou pelo telefone 0800-611-997. (LL)
O
Estado de São
Paulo
Reconhecimento internacional
Por Adib D. Jatene
Em minha
segunda gestão como ministro da Saúde,
recebi em audiência duas enfermeiras servidoras do Sistema Único
de Saúde (SUS) que atuavam à época no Ministério
da Saúde - Heloíza Machado e Fátima de Souza
- e me fizeram uma proposta imediatamente acolhida por mim.
Tratava-se
de combinar dois programas ainda incipientes. O primeiro, dos
Agentes Comunitários de Saúde, já ensaiado
no Ceará e no Vale do Ribeira (São Paulo) e que
tinha sido institucionalizado pelo ministro Alceni Guerra, demonstrando
sua eficiência no combate à cólera. E o segundo,
mobilizado pelo ministro Henrique Santillo, que criara o Programa
Saúde da Família (PSF), implantado inicialmente
em 13 municípios de diferentes portes populacionais que
voluntariamente aderiram à proposta, visando a um atendimento
caracterizado pela restauração do vínculo
entre quem prestava e quem recebia atendimento e a responsabilidade
de quem prestava para com quem recebia a atenção à saúde.
A ideia que
me propunham era que se juntassem os dois programas num só, fortalecendo ainda mais o Programa Saúde
da Família, estabelecido definitivamente como uma estratégia
para implantar de maneira efetiva a atenção primária
no País.
Escolhida
a área onde o programa seria implantado, a
população seria dividida em núcleos de 100
a 200 famílias, conforme a concentração
menor ou maior da população. Em cada núcleo
escolhia-se entre os moradores uma pessoa, geralmente mulher,
com participação dos moradores do núcleo.
O agente
ou a agente tinha como primeira tarefa o cadastramento da população do núcleo, suas condições
de habitação e os recursos de saneamento com que
contavam. Outra tarefa seria verificar a existência de
doenças crônicas, como hipertensão, diabetes,
tuberculose, ou qualquer outra condição mórbida.
Buscariam as grávidas, verificando a assistência
pré-natal oferecida, e buscariam a caderneta de vacinação
das crianças, para garantir as vacinas preventivas. Esse
cadastramento seria, então, o primeiro contrato com a
população, iniciando e estabelecendo o vínculo
com a equipe do PSF.
Cada 5 ou
6 agentes, o que significava de 500 a 1.000 famílias,
eram reunidos em uma unidade básica de saúde e
passavam a contar com um médico, uma enfermeira e um ou
dois auxiliares de enfermagem. Esse conjunto ficou classificado
como uma equipe de saúde da família.
A unidade
básica poderia comportar até seis equipes,
conforme a concentração da população.
Nessas unidades atuavam outros profissionais, como odontólogos,
farmacêuticos, psicólogos e fisioterapeutas. Enfim,
formavam-se equipes multidisciplinares para atender diretamente
a população, seja na unidade básica ou nas
residências, sempre com a intermediação dos
agentes comunitários.
Desde o início, ficou claro que o agente não era
funcionário público, mas funcionário da
população - por isso não podia ser selecionado
por concurso público, já que o requisito básico
para ser agente era residir no núcleo onde prestava serviço
aos seus vizinhos. Portanto, pertencia à comunidade onde
trabalhava.
Os demais
membros da equipe não precisavam morar na área
do núcleo, mas tinham de trabalhar em tempo integral.
Diversas formas de contratação foram acordadas,
e a maioria com entidades filantrópicas que se dedicavam
ao setor da saúde.
Várias manifestações, em sua imensa maioria
favoráveis, começaram a aparecer, inclusive, em
revistas científicas que gozavam de grande credibilidade.
O British
Medical Journal (BMJ 1995; 310; 1346-7), em artigo publicado
em 1995,
analisava o programa em trabalho cujo título
era Cuidados primários, finalmente no Brasil?. A interrogação
desobrigava os autores de compromisso com o programa.
Passaram-se
15 anos, e no mesmo British Medical Journal (BMJ 2010; 341:
c4945) aparece
um editorial, apoiado em vários
trabalhos publicados, em que reconhecem não só o
acerto do programa, mas sugerindo até indicá-lo
aos países de alta renda que ainda se debatem na busca
de soluções para o problema.
Citam números, como: redução da mortalidade
infantil, de 48 para 17 em cada 1.000 nascidos vivos; queda,
nos últimos cinco anos, de internações hospitalares
por diabetes e acidente vascular cerebral; queda de 67% no número
de crianças abaixo de 5 anos com baixo peso; 75% das gestantes
recebem mais de seis consultas de pré-natal; e a cobertura
vacinal com vacina tríplice ultrapassa 95%, número
superior ao divulgado pela Organização Mundial
da Saúde (OMS) nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
É claro que esse resultado ressaltado no editorial não
ocorreu em razão apenas da implantação do
PSF, mas ele é relevante no conjunto de propostas do SUS.
Considera o editorial como uma conquista que deve servir de exemplo
a outros países o fato de em 15 anos o programa ter conseguido
recrutar mais de 250 mil agentes e estruturar mais de 30 mil
equipes.
Infelizmente,
por limitações de várias
ordens, inclusive financeira, o programa, embora presente em
93% dos municípios, cobre pouco mais de 85 milhões
de pessoas, o que aconselha sua duplicação nos
próximos anos, especialmente nas periferias das grandes
cidades e áreas metropolitanas, como o município
do Rio de Janeiro, que busca agora passar sua cobertura populacional
do PSF de 3,7%, em 2008, para 70%, em 2012, com as Clínicas
de Saúde da Família.
O artigo
finaliza com uma frase que honra a todos os participantes desse
programa,
quando diz textualmente: "Os formuladores
de políticas em saúde no Reino Unido têm
um histórico em observar os Estados Unidos da América
na busca de exemplos de inovação no provimento
de atenção à saúde, apesar de seus
resultados relativamente fracos e de altos custos. Eles poderiam
aprender muito voltando seus olhares para o Brasil."
* Adib D.
Jatene, MEMBRO DA ACADEMIA NACIONAL DE MEDICINA, FOI MINISTRO
DA SAÚDE
Agência
Estado
Ministro sinaliza a volta da CPMF
Mesmo com
cuidado para não falar na volta da CPMF, o
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sinalizou que ainda
existe a intenção de criar um novo imposto para
o financiamento da área. “Há um clima positivo
no Congresso, na base aliada e na oposição, para
debater avanços nos mecanismos de gestão, regra
estável de financiamentos e recursos crescentes para a
saúde”, disse o ministro, que passou o carnaval
divulgando a campanha do ministério de prevenção à aids.
De acordo
com Padilha, a origem de mais recursos para a saúde
deverá ser discutida entre parlamentares, governos, prefeituras
e a sociedade.Padilha repetiu uma frase que disse ter ouvido
de um professor durante um congresso médico: “Os
recursos têm de vir nem que seja da Lua, de Marte, do pré-sal,
de onde quer que venha. Mas tem que ter recursos crescentes para
a saúde”. O ministro disse ter a expectativa de
que o Congresso vote ainda este ano a emenda constitucional 29,
que fixa limites mínimos de aplicação de
recursos para a saúde por municípios, estados e
a União.
Estado de Minas
Reajuste
dos preços de medicamentos e plano de saúde
vão pesar no bolso
O consumidor
pode preparar o bolso para apertar ainda mais o orçamento familiar. Até o fim deste mês,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) divulga o novo índice de reajuste dos medicamentos.
Pelo cálculos de especialistas, a aumento dos remédios
deve ser de 5% a 6% entre as três faixas e os novos preços
devem estar nas prateleiras das farmácias na segunda quinzena
de abril, quando chega também o reajuste dos planos de
saúde, divulgado pela Agência Nacional de Saúde
Suplementar (ANS). Antecipando o índice dos convênios,
especialistas acreditam que a elevação dos preços
deve repetir a tendência dos anos anteriores, ficando acima
da inflação do país. No ano passado, os
planos encareceram 6,73%, mais de um ponto percentual à frente
do IPCA do período, de 5,26%, medido pelo IBGE. Este ano,
a alta deve ficar entre 6,5% e 8%.
A Anvisa
informa que vai manter as regras de reajuste de remédios
de 2010. Dessa forma, o índice a ser divulgado pela Câmara
de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed)
vai ser válido para cerca de 20 mil apresentações
vendidas no país e o ajuste de preços vai ser estabelecido
para três faixas diferenciadas de medicamentos, que deverão
ter aumento de 5%, 5,5% e 6%. Se não houver alteração
nas regras, os reajustes são válidos para os antibióticos,
anti-inflamatórios, diuréticos e ansiolíticos.
Os medicamentos fitoterápicos e os homeopáticos
não são submetidos ao aumento.
O reajuste
de preços de planos de saúde tem peso
significativo no orçamento, principalmente dos mais velhos
e de usuários que pagam integralmente pelos convênios
individuais e familiares. O IPC-I (inflação do
idoso), medido pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV), aponta que os convênios médicos pesam como
a maior contribuição individual na composição
do índice. Estudo divulgado pelo Instituto de Defesa do
Consumidor (Idec) revelou que as mensalidades dos planos de saúde
subiram 15,3% acima da inflação acumulada nos últimos
11 anos. Os reajustes autorizados entre 2000 e 2010 deixaram
os planos 136,6% mais caros.
Cálculo
Para calcular
o ajuste do preço de medicamentos, a Cmed
considera o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado
(IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) dos últimos 12 meses, encerrado em fevereiro de
2011, e o fator de produtividade da indústria. A fórmula
de cálculo do reajuste de preço de medicamento
no Brasil é definida pela Lei 10.742/2003. O analista
de inflação da Tendências Consultoria, Thiago
Curado, explica que a inflação acumulada dos últimos
12 meses ficou em 6,01%, sendo que a estimativa do fator de produtividade é de
1%. “A variável chave que vai determinar o aumento
de medicamentos é a inflação acumulada.
Em seguida, desconta-se o fator de produtividade da indústria”,
diz Curado.
O grupo de
medicamentos em que os genéricos têm
participação de mercado de mais de 20% deve sofrer
reajuste máximo. Para calcular os índices de aumento
dos remédios foram analisados os seguintes critérios
dos anos anteriores: para o primeiro grupo foi usado o IPCA cheio,
acumulado em 6% de março de 2010 a fevereiro deste ano.
No segundo grupo usou-se o IPCA cheio menos 50% da variação
da produtividade, chegando a 5,5%. No terceiro grupo foi usado
o IPCA cheio menos o fator de produtividade, que resulta em 5%.
Concorrência
“Em função da competitividade com os genéricos,
pode ser que nem todo o reajuste seja repassado para o consumidor”,
observa Curado. O mercado de medicamentos genéricos teve
aumento de 33% em 2010, em comparação com o ano
anterior. Foi o melhor desempenho desde 2002. Segundo dados da
Associação Brasileira das Indústrias de
Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos),
foram comercializadas 444,3 milhões de unidades no ano
passado, frente a 330,9 milhões em 2009.
O crescimento
da receita foi de 37% no período, de R$
4,5 bilhões para R$ 6,2 bilhões. O aumento no volume
de genéricos foi duas vezes maior que a expansão
da indústria farmacêutica brasileira, que aumentou
16,9% no período, atingindo a marca de 2,068 bilhões
de unidades. A participação dos genéricos
chegou a 21,3% do mercado farmacêutico brasileiro.
Saúde
Business Web
Beneficiários
questionam o atendimento
Por Henrique Oti Shinomata
Um fator
que incomoda os beneficiários de planos de saúde
e, nos últimos dias virou notícia em alguns veículos
de comunicação, é o prazo máximo
para consultas básicas, exames e internações.
Reclamações dos beneficiários apontam um
tempo de espera muito alto para conseguir marcar uma simples
consulta de rotina.
Para ajudar
a solucionar o caso, a ANS abriu no mês de
fevereiro uma consulta pública sobre o assunto para receber
sugestões e críticas a fim de estabelecer uma norma
que garanta o bom atendimento. Entre os temas discutidos estão:
cumprimento dos prazos máximos para consultas básicas,
exames e internações, além da obrigação
dos prestadores de serviço de saúde em todos os
municípios que integram a área de abrangência
da operadora contratada.
Outro ponto
que os beneficiários questionam é quando
uma consulta é caracterizada como retorno. Segundo a Resolução
nº1958/2010 do Conselho Federal de Medicina (CFM), cabe
ao médico definir quando um atendimento é considerado
retorno para que não haja uma nova cobrança. A
resolução não aprova a prática de
algumas instituições e operadoras de plano de saúde
em definirem o prazo de 30 dias, pois isso implica na interferência
da autonomia do médico e na relação do profissional
com o paciente.
O assunto é polêmico, pois ao mesmo tempo em que
interfere na autonomia do médico pode ocorrer alguns abusos
de cobranças. Em uma consulta que o médico solicita
um exame para comprovar o seu diagnóstico, o retorno que
completa o atendimento anterior do paciente pode ser cobrado.
Do mesmo
modo que a ANS se manifestou diante do tempo de atendimento
para garantir
os direitos dos beneficiários. É preciso
que ela também crie mecanismos para intervir no retorno
da consulta.
Uma sugestão é que, a partir do momento que o
paciente “elege” o “seu médico”,
este deveria ser remunerado não por consulta, e sim pelo
resultado do tratamento. Ou seja, se o paciente tem complicações
que poderiam ser prevenidas, aderência ao tratamento (na
Inglaterra o médico tem bonificações se
o paciente deixa de fumar), passagens no pronto socorro por desorientação
quanto à doença. Isto tudo, não é improvável,
se a ANS fizer a integração com o atendimento do
SUS, esta evolução na informação
levará a uma melhora na remuneração dos
prestadores de saúde.
Consultor
Jurídico
Operações de concentração e cooperação
econômica
Por Ana Carolina Rovida de Oliveira
A defesa
da concorrência se preocupa com o bom funcionamento
do sistema competitivo dos mercados. Ao se assegurar a livre
concorrência, garante-se não somente preços
mais baixos, mas também produtos de maior qualidade, diversificação
e inovação, aumentando, portanto, o bem-estar do
consumidor e o desenvolvimento econômico.
Neste sentido,
tem-se que a defesa da concorrência não
se presta à proteção do concorrente individual,
mas sim à proteção da coletividade, que
se beneficia pela manutenção da concorrência
nos mercados.
Com relação aos consumidores, a proteção
conferida pelas normas de defesa da concorrência pode ser
direta (por exemplo, o combate a cartéis) ou indireta
(a exemplo do combate a preços predatórios), mas
o consumidor é sempre o beneficiário final de tais
normas.
Será aqui abordado o controle preventivo do Sistema Brasileiro
de Defesa da Concorrência (SBDC), que está previsto
no artigo 54[1] da Lei 8.884, de 11 de junho de 1994, o qual
preceitua que os atos que possam limitar ou prejudicar a livre
concorrência ou resultar no domínio do mercado relevante
de bens e serviços deverão ser submetidos à apreciação
do Cade.
O SBDC é o conjunto de órgãos governamentais
responsável pela promoção de uma economia
competitiva no Brasil, por meio da prevenção e
da repressão de ações que possam limitar
ou prejudicar a livre concorrência, sendo sua atuação
orientada pela Lei 8.884/1994.
A atuação dos órgãos do SBDC na
defesa da concorrência apóia-se em três ações
principais, a saber: (i) Ação preventiva: dá-se
por meio da análise das operações de concentração
(tais como fusões, aquisições e incorporações
de empresas) e cooperação econômica (determinadas
joint ventures, por exemplo) – dadas operações
devem ser notificadas ao SBDC em até 15 dias úteis
da realização da operação, uma vez
preenchidos os requisitos previstos no artigo 54 da Lei 8.884/94;
(ii) Ação repressiva: dá-se por meio da
investigação e punição de condutas
anticompetitivas – são exemplos de práticas
lesivas à concorrência o cartel e as práticas
abusivas de empresas dominantes (acordos de exclusividade, vendas
casadas, preços predatórios, etc.); (iii) Ação
educativa: dá-se por meio da difusão da cultura
da concorrência.
O BDC promove
seminários, palestras, cursos e publicações
de relatórios e matérias em revistas especializadas,
visando difundir a importância da concorrência para
a sociedade. Nesse âmbito, tem sido crescente a interação
entre as autoridades de defesa da concorrência e aquelas
voltadas à defesa do consumidor.
Três são os órgãos que compõem
o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, quais sejam:
a) Secretaria
de Direito Econômico (SDE), do Ministério
da Justiça. A SDE é o órgão responsável
por instruir a análise concorrencial dos atos de concentração
econômica (fusões, aquisições, etc.),
bem como investigar infrações à ordem econômica;
b) Secretaria
de Acompanhamento Econômico (SEAE), do Ministério
da Fazenda. A SEAE é responsável pela emissão
de pareceres econômicos em atos de concentração,
pela investigação de condutas para oferecer representação à SDE,
bem como pela elaboração facultativa de pareceres
em investigações sobre condutas anticoncorrenciais;
c) Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade),
autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça.
O Cade é o órgão responsável pela
decisão final, na esfera administrativa, dos processos
iniciados pela SDE ou SEAE. Assim, após receber os pareceres
da SDE e SEAE, que não são vinculativos, o Cade
tem a tarefa de julgar tanto os processos administrativos que
tratam de condutas anticoncorrenciais quanto às análises
de atos de concentração econômica.
Na sua atuação preventiva, o SBDC entende que
todos os atos restritivos da concorrência (ou seja, aqueles
atos que impliquem prejuízo à livre iniciativa
ou à livre concorrência, ou redundem em domínio
de mercado) devem ser submetidos ao Cade – sejam eles acordos
entre empresas ou concentrações econômicas.
O descumprimento
dos prazos para submissão à apreciação
do Cade de todos os atos que “possam limitar ou de qualquer
forma prejudicar a livre concorrência, ou resultar na dominação
de mercados relevantes de bens ou serviços” (e não
apenas as concentrações relacionadas no parágrafo
3º do artigo 54 da Lei 8.884/94)[2] estão sujeitos
a multa.
Para evitar
os riscos decorrentes de decisões desfavoráveis
proferidas após a realização dos atos de
concentração, é possível fazer uso
do procedimento da consulta, previsto nos artigos 102 e seguintes
da Resolução 45[3] do Cade, de 28 de março
de 2007. A consulta deve versar sobre ato ou contrato que disponha
sobre transação em tese. Do contrário, o
Cade pode converter a consulta em ato de concentração
propriamente dito. Para que o processamento da consulta seja
deferido, é também necessário que o consulente
seja considerado potencial participante direto da transação
objeto da consulta.
A exemplo
do que se verifica na Federal Trade Commission americana, a
SEAE, a SDE
e o Cade já adotam o chamado "rito
sumário" para a análise de determinados atos
de concentração. Esse rito de análise simplificado é utilizado
nos casos que potencialmente não gerem efeitos danosos à concorrência
e, ao mesmo tempo em que diminui sobremaneira o tempo de tramitação
dos casos "simples", possibilita uma maior atenção
aos casos complexos.
O procedimento
sumário é uma realização
que merece destaque. Uma razão é que há melhora
na eficiência em toda a organização do sistema.
Na economia brasileira, 95% das fusões não são
prejudiciais à concorrência ou ao mercado, e a maior
parte destas operações pró-competitivas
pode ser aprovada rapidamente, liberando o SBDC para dedicar
mais recursos e tempo aos trabalhos mais importantes, como perseguir
cartéis. Ao mesmo tempo, a comunidade empresarial é beneficiada
ao ter suas fusões aprovadas mais rapidamente.
[1] Art.
54. Os atos, sob qualquer forma manifestados, que possam limitar
ou de qualquer
forma prejudicar a livre concorrência,
ou resultar na dominação de mercados relevantes
de bens ou serviços, deverão ser submetidos à apreciação
do Cade.
[2] § 3º Incluem-se nos atos de que trata o caput
aqueles que visem a qualquer forma de concentração
econômica, seja através de fusão ou incorporação
de empresas, constituição de sociedade para exercer
o controle de empresas ou qualquer forma de agrupamento societário,
que implique participação de empresa ou grupo de
empresas resultante em vinte por cento de um mercado relevante,
ou em que qualquer dos participantes tenha registrado faturamento
bruto anual no último balanço equivalente a R$
400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais).
[3] Esta
resolução aprovou o Regimento Interno
do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Confederação Nacional de Saúde
Circular
Jurídico
027/2011
EMPRESAS
AGUARDAM QUE MTE CRIE GRUPO DE TRABALHO PARA PROPOR ALTERNATIVAS
AO
PONTO ELETRÔNICO
A Portaria
MTE 373/2011 adiou a vigência do ponto eletrônico
para 1º de setembro e abriu espaço para discutir
melhorias na regulamentação. Também permitiu
a negociação coletiva sobre a forma eletrônica
de registro de ponto.
Em virtude
disso, muitos sindicatos já procuraram empresas
para iniciar discussões e propor alternativas. Entretanto,
o estabelecimento de acordos tem encontrado dificuldades. Por
exemplo, é comum que grandes empresas tenham que estabelecer
negociações diversas em diferentes bases territoriais.
Outra possibilidade é a necessidade de diferentes negociações
dentro de uma mesma empresa em virtude da atuação
de mais de um sindicato.
A situação das pequenas e médias empresas
(mais de 300 mil) também se mostra delicada, pois, para
negociar formas alternativas de controle eletrônico de
ponto, apenas é admissível o acordo coletivo, o
que, em seus casos é inviável.
Portanto,
a tendência agora é aguardar o início
das conversas no grupo de trabalho que será criado pelo
MTE. Espera-se que nesse grupo sejam propostas e aprovadas melhorias
no REP e alternativas factíveis e adequadas para os registros
eletrônicos de ponto.
Fonte: Relações
do Trabalho
Quarta-feira, 09.03.11
Agora
São
Paulo
Veja
o que deve mudar nos convênios
Por Livia Wachowiak Junqueira
Os beneficiários de planos de saúde poderão
ter algumas surpresas ao longo deste ano, já que a ANS
(Agência Nacional de Saúde Suplementar) estuda novas
regras para o setor.
Dentre as
prioridades estão a criação de
planos exclusivos para os idosos, a implantação
de um tipo de poupança para jovens pagarem as mensalidades
do plano quando envelhecerem, além da adaptação
de convênios antigos (contratados antes de 1999 e que não
seguem as regras da ANS). Ainda não há prazo para
as medidas passarem a valer.
Entre as
propostas que mais têm chance de sair estão
a que envolve a migração ou a adaptação
dos contratos antigos e a que define prazos máximos para
o atendimento.
Saúde
Business Web
ANS
lança consulta para ações
corretivas em operadoras
Medida visa
regulamentar o plano de recuperação
assistencial e a direção técnica de planos
privados de assistência à saúde
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia
na próxima quinta-feira (10) uma consulta pública
que regulamenta o plano de recuperação assistencial
e a direção técnica. Segundo a agência,
esses instrumentos visam promover ações corretivas
em operadoras de planos privados de assistência à saúde
que apresentam práticas que constituam risco à qualidade
ou à continuidade do atendimento à saúde
dos beneficiários.
O plano de
recuperação assistencial estabelece
medidas, projeções e metas a serem cumpridas pelas
operadoars para equacionar seus problemas assistencias.
Já o regime especial de Direção Técnica
consiste em uma intervenção da ANS por meio da
designação de um Diretor Técnico, que atua
junto a operadora para implementação das ações
corretivas necessárias ao restabelecimento do atendimento
aos beneficiários.
Dessa forma,
a minuta de resolução estabelece
as rotinas para o Plano de Recuperação Assistencial
e para o regime especial de Direção Técnica,
além de definir as competências e os deveres do
diretor técnico. "As novas disposições
irão atualizar as disposições da Resolução
Normativa n.º 52, de 14 de novembro de 2003, a fim de operacionalizar
o regime de direção técnica, que passou
a ser de competência regimental da Diretoria de Norma e
Habilitação de Produtos em final de setembro de
2010", afirmou a ANS, em comunicado.
Os interessados
em participar da Consulta Pública nº 39
poderão enviar contribuições no período
de 10 de março a 08 de abril de 2011.
Saúde
Business Web
Santas
Casas têm prejuízo
operacional de R$ 4 bi ao ano
Em 2009,
instituições
empregaram mais de R$ 12 bi no atendimento gratuito e foram
remuneradas com 7,9 bi
As Santas
Casas e Hospitais Beneficentes operam em déficit
no atendimento dos pacientes da rede pública. O repasse é feito
considerando uma tabela de procedimentos do SUS, que estipula
o valor de cada intervenção médica. Entretanto,
de acordo com as instituições, o déficit
atual é de, em média, 40%, ou seja, para cada R$
100,00 empregados no atendimento gratuito as unidades beneficentes
recebem de volta R$ 60,00. Tal situação tem gerado
um prejuízo operacional de R$ 4 bilhões ao ano
para as entidades.
De acordo
com a Federação das Santas Casas e Hospitais
Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), em 2009,
a rede filantrópica teve um custo de pouco mais de R$12
bilhões para o atendimento aos beneficiários do
SUS e recebeu R$ 7,9 bilhões.
"Esse déficit operacional vem sendo em parte coberto
com receitas alternativas que algumas entidades conseguem gerar,
mas aquelas que dependem exclusivamente da receita do SUS estão
praticamente quebradas. Essa defasagem na tabela produziu uma
dívida que os hospitais não conseguem mais suportar.
O reajuste da tabela é ponto fundamental para a reabilitação
da rede beneficente", afirma, em comunicado, o presidente
da Confederação das Misericórdias do Brasil
(CMB) e da Fehosp, José Reinaldo de Oliveira Júnior.
A Santa Casa
de Misericórdia de Palmital, no interior
de São Paulo, por exemplo, que conta com 68 leitos, sendo
44 para a rede pública, atende mensalmente pelo SUS cerca
de 2740 consultas e 130 internações. "Temos
capacidade para atender o dobro do que atendemos atualmente,
mas é inviável por conta do teto financeiro que
nos é estabelecido. Para tudo que for feito acima do teto
não há remuneração, aumentando o
nosso déficit operacional", explicou o presidente
da Santa Casa de Palmital, Edson Rogatti.
Já a Fundação Santa Casa de Misericórdia
de Franca, que conta com 313 leitos e é o único
hospital SUS que atende alta e grande parte da média complexidade
para 22 municípios da região (cerca de 700 mil
habitantes), convive com um endividamento de mais de quase 55
milhões de reais.
O hospital
tem 92% da taxa de ocupação pelo SUS,
superando a capacidade disponibilizada para o sistema que, por
lei, deve ser de no mínimo 60%. Atualmente são
mais de 63 mil atendimentos ambulatoriais, 300 partos e 1.575
internações mensais. "Esses dados colocam
a Santa Casa de Franca como um dos dez hospitais do estado de
São Paulo que mais internam para o SUS", afirmou,
em nota, o presidente da instituição, José Candido
Chimionato.
Segundo o
presidente da CMB, para reverter essa situação,
a prioridade é mobilizar o Congresso para a regulamentação
da Emenda Constitucional 29. Com a indefinição
atual em torno da lei, aponta, metade dos Estados deixam investir
o montante determinado em saúde e mesmo nas regiões
que oficialmente cumprem a regra não há a garantia
de que os recursos sejam realmente empregados no atendimento à população.
Estado de Minas
Consulta
médica,
o retorno
Por André Costa
Ferreira de Belfort Teixeira
O que pode
ou não ter continuidade. As fases da consulta – definidas
pela Resolução 1.958 do Conselho Federal de Medicina
(CFM), de 10 de janeiro, como “anamnese, o exame físico
e a elaboração de hipóteses ou conclusões
diagnósticas, solicitação de exames complementares,
quando necessários, e prescrição terapêutica” – nem
sempre conseguem se encerrar em visita única ao médico.
Nesse caso, o que se tem é a necessidade de continuação
daquele ato médico num momento posterior – o popular “retorno”.
Historicamente, o “retorno” sempre foi cheio de restrições
funcionais. As operadoras de planos de saúde previam – e
ainda preveem – quais os parâmetros em que uma segunda
consulta pode ser considerada retorno e quando essa segunda consulta é considerada
como nova consulta. Essa previsão contratual, nos instrumentos
firmados entre as operadoras de plano de saúde e os prestadores
de serviço médico-hospitalar, tenta determinar
objetivamente quando uma consulta pode ser qualificada como retorno,
e quando, por ser novo ato médico, enseja novo pagamento
de honorários.
Entretanto,
a partir da edição da Resolução
1.958 do CFM significativa mudança ocorre no tratamento
contratual que deve ser dispensado aos retornos. Isso porque
essa resolução devolve ao médico a autonomia
de determinar quais situações se qualificam como
retorno, além de oferecer parâmetros objetivos extracontratuais
para essa qualificação. Agora, notadamente pelo
texto do artigo 5º dessa resolução, o médico é o
responsável exclusivo pela determinação
de qual consulta é considerada retorno. Prevê o
referido artigo 5º que “instituições
de assistência hospitalar ou ambulatorial, empresas que
atuam na saúde suplementar e operadoras de planos de saúde
não podem estabelecer prazos específicos que interfiram
na autonomia do médico e na relação médico/paciente,
nem estabelecer prazo de intervalo entre consultas”.
Mais do que
a punição ética prevista pelo
Conselho Federal de Medicina (CFM), é interessante utilizar
essa resolução como um norte para os instrumentos
nos quais o retorno seja costumeiramente regrado. Ora, a Resolução
1.958 é, acima de tudo, um indicativo da natureza do retorno – qual
seja, uma das possibilidades existentes na relação
médico/paciente, que acabou sendo erroneamente englobada
no universo dos contratos, do qual não deveria ser parte.
Apenas o médico que acompanha um paciente deveria poder
determinar, com precisão, quando aquele paciente retorna
ao seu consultório para continuar o ato médico
iniciado na consulta anterior, ou quando, ainda que o retorno
seja temporalmente próximo à consulta anterior,
consista em novo ato profissional passível de cobrança
de honorários médicos. Antes dessa resolução,
a determinação do conceito de retorno era essencial
em contratos devido à ausência de uma definição
objetiva de retorno. Entretanto, agora não há mais
essa necessidade, uma vez que praticamente todos os requisitos
essenciais à caracterização do retorno estão
presentes na nova resolução do CFM.
Assim, em
face da intenção demonstrada pelo CFM
de dar ao médico a autonomia de decidir quando ocorre
o retorno, dentro dos limites da Resolução 1.958;
considerando os critérios objetivos que a norma fornece,
aliados à discricionariedade do médico quando assim
previsto, e, por fim, a sanção ética advinda
do desrespeito à nova resolução, sugere-se
a atualização dos instrumentos contratuais, principalmente
aqueles firmados com as operadoras de planos de saúde,
de modo a alterar as cláusulas que intentem definir o
período mínimo ou máximo do retorno.
Folha
de São
Paulo
A
evidência e a esperança na saúde
Por Marcos Bosi Ferraz
Por ter recursos
públicos escassos e finitos, é crítico
que exista um arcabouço regulamentar e fiscalizador com
endosso da sociedade
No sistema
de saúde, o uso do conhecimento disponível
ampara-se no que chamamos de evidência, mas, ao cuidar
da vida do ser humano, lidamos com um intangível, a esperança.
No embate entre evidência e esperança, a esperança
normalmente vence.
Para a saúde, precisamos de uma visão de longo
prazo e de políticas de Estado (duradouras, mas revisadas
periodicamente), não de governo. John Maynard Keynes pode
nos auxiliar a refletir sobre esse embate e sobre o papel do
Estado ao lidar com alguns dos dilemas que a sociedade moderna
enfrenta.
O sistema
de saúde está estruturado no modelo
de mutualismo, ou seja, todos pagam pelo direito de uso do mesmo,
mas a sua utilização não é uniforme
em termos de intensidade e momento.
Apresenta
pelo menos cinco participantes com responsabilidades e interesses
distintos:
o usuário (paciente e cidadão
saudável), o prestador de serviços, o gerador e
difusor de conhecimento (via educação e pesquisa),
o fornecedor de insumos e o gestor do recurso.
Em que pese
o objetivo fundamental de atender o cidadão,
os interesses desses participantes nem sempre estão alinhados.
É um sistema dinâmico, pois a cada dia é impactado
pela geração de novos conhecimentos, na percepção
e reconhecimento da necessidade em saúde e na mudança
nas expectativas (interesses) da sociedade e suas partes.
O cidadão paga (por impostos ou prêmios) para ter
direito ao uso do sistema de saúde (público ou
suplementar), mas quem define a compra de produtos ou serviços é o
médico, e quem sofre as consequências das decisões é o
paciente.
A soberania
do consumidor é violada, pois o paciente,
por não ter conhecimentos técnicos mínimos,
elege o médico como agente de compra. No processo, nem
sempre preferências e valores de médicos correspondem
aos de pacientes. O sistema de saúde lida com fenômenos
biológicos, nos quais a incerteza está sempre presente.
A cura ou o alívio do sofrimento não podem ser
garantidos.
A evolução da ciência e a geração
do conhecimento procura reconhecer e minimizar tais incertezas
e a probabilidade de ocorrência de um desfecho desfavorável à saúde.
Esse dinamismo faz com que tenhamos, em saúde, verdades
(evidências) que são transitórias.
A prática da assistência à saúde
fundamenta-se no tripé experiência do médico,
uso da melhor evidência disponível para "produção
de saúde" e respeito às preferências
e valores individuais dos cidadãos (pacientes). O respeito às
individualidades e preferências do paciente é crítico
para o alcance da confiança e do esperado sucesso de qualquer
intervenção.
Nesse contexto,
o sistema de saúde "vende" esperança,
mas o argumento da esperança não pode ser usado
como justificativa para privilegiar interesses de participantes
específicos. Por ser um sistema com recursos públicos
escassos e finitos, em que há o embate lícito e
reconhecido entre a evidência e a esperança, é crítico
que exista um arcabouço regulamentar, regulador, controlador
e fiscalizador que seja endossado pela sociedade.
O Estado
deve assumir o seu papel. Ao mesmo tempo, devido à limitação
de recursos, é necessário priorizar, fazer escolhas
e dizer alguns "nãos" em saúde; dessa
forma, quanto mais claros, explícitos e aceitos pela sociedade
forem os limites impostos pelos recursos e conhecimentos disponíveis,
com mais eficiência, justiça e igualdade estaremos
tratando os brasileiros.
A saúde do cidadão depende do uso da evidência,
mas ampara-se na esperança. O papel do Estado é apoiar-se
na evidência sem desrespeitar a esperança do cidadão.
AGENDA
- Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
- Curso Intensivo de Direito da Saúde
Suplementar
14 de março
de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.