10-11-11

 

Leia nesta edição:

- Plano de uma geração sem Aids vira meta da ONU e do governo americano

- Delegação brasileira é destaque na imprensa internacional durante a 37ª edição do World Hospital Congress

- Ministério reconhece ações que promovem aleitamento

- Brasileiros abrem perspectivas para drogas antiobesidade

- Dois em cada três formandos de medicina não sabem tratar dor de garganta

- Doença de Huntington pode ter origem fora do cérebro

- Programa que treina à distância profissionais de saúde será ampliado em São Paulo

- Ministro diz que hospitais federais do RJ receberão R$ 400 milhões

- Saúde debate tecnologia para Cartão Nacional

- Seminário discutirá direito e saúde na rede pública

- Plano de saúde mais barato para o idoso

- Telessaúde é expandido a todas as regiões do país

- Secretaria de Saúde de Cuiabá adota medidas de prevenção à febre amarela

- Conselho de enfermagem vai a hospital onde bebê morreu após erro

- Campinas deve ter epidemia de dengue em 2012

- Novas drogas contra hepatite C são até seis vezes mais eficazes

Quinta-feira, 10.11.11

O GLOBO ONLINE

Plano de uma geração sem Aids vira meta da ONU e do governo americano

Seria possível ver nascer no planeta Terra uma nova geração livre da Aids? Pois é exatamente esta a nova meta que entidades de assistência de saúde e governos de vários países começam a debater, especialmente no âmbito das agências da Organização das Nações Unidas (ONU). A geração "Aids-free" seria resultado de uma ação global conjunta, que reúne esforços governamentais com a experiência de entidades mundiais, como o grupo Médicos sem Fronteiras, capazes de prestar assistência até mesmo em regiões de acesso difícil, como no interior da África.

A secretária de Estado Hillary Clinton entrou neste esforço mundial, traçando, pela primeira vez, a meta ambiciosa de investir mais dinheiro do orçamento americano em pesquisas sobre o vírus HIV e trabalhar no sentido de pressionar governos de países em desenvolvimento a fazer a sua parte.

Nos últimos dois anos, houve muito sucesso em ensaios clínicos que incluíram programas de circuncisão para homens, distribuição de coquetéis multidrogas para mulheres grávidas e de medicamentos para os pacientes recém-infectados, já nos primeiros sinais de manifestação do vírus. Estima-se que hoje haja cerca de 34 milhões de pessoas vivendo com o vírus no mundo. O continente africano é o que mais sofre com a doença e nele já se estima que haja cerca de um milhão de homens circuncidados recentemente em programas contra a propagação do HIV.

O programa mundial rumo a uma geração livre da Aids tem três focos principais: propagar a circuncisão masculina, deter a transmissão de mãe para filho (o que as drogas atuais já permitem) e promover a dobradinha "testar-e-tratar". No caso dos EUA, a mudança de tom e de objetivos foi gigantesca: o governo George W. Bush, em 2003, havia anunciado um programa anti-Aids com ênfase na propaganda sobre abstinência sexual, sobre fidelidade conjugal e sobre o uso de preservativos. Houve algum investimento pequeno em pesquisa de medicamentos, mas havia sempre tensão sobre gastar mais em prevenção ou em tratamento. E Bush sempre preferiu prevenir o contágio do que pesquisar formas de tratamento.

Segundo o jornal "The New York Times", o governo Obama, agora, parece ter outro foco: dar maior ênfase em doenças que custam menos para combater e salvar mais vidas. Ações contra o sarampo, contra o tétano, kits para o parto limpo, formação de parteiras e outras intervenções relativamente baratas fizeram parte do portfólio de ações governamentais. Mas o combate à Aids estava longe de ser prioridade. O discurso de Hillary Clinton é, por isto, uma novidade bem-vinda para organizações assistenciais, que estão em campo para tentar deter o avanço da doença.

O médico Unni Karunakara, presidente internacional dos Médicos Sem Fronteiras, considerou muito promissor o anúncio de que o governo americano pretende investir mais, finalmente, em políticas para salvar vidas e reverter a epidemia.

O governo indiano anunciou também preços mais baixos para medicamentos genéricos que fazem parte do coquetel contra o HIV, de modo a tornar o tratamento mais acessível em todo o continente africano.

Mais de Mead, especialista em Aids do Centro para Global Desenvolvimento, porém, foi mais cauteloso. Estudos em subgrupos como viciados em drogas ou casais em que apenas um membro está infectado concluíram que o tratamento imediato reduz drasticamente as taxas de novas infecções.

- A visão de uma geração sem Aids é ambiciosa, mas não temos ainda uma forte evidência de que podemos alcançar este objetivo com os projetos em andamento hoje - declarou o dr. Mais de Mead.

Hillary Clinton acenou com a data de 2015 para alcançar pelo menos a meta de sustar inteiramente a transmissão entre mães e seus bebês, no nascimento ou através da amamentação. O aleitamento materno é fonte de um sétimo das novas infecções por HIV na África.

A ONU e os diversos programas governamentais gastam hoje cerca de US$ 16 bilhões no combate à AIDS por ano. Se, em 2015, o número de infectados fosse drasticamente reduzido - ficando em apenas 15 milhões de pessoas, menos da metade dos 34 milhões atuais - o custo de tratamentos aumentaria para US$ 23 bilhões.

Dr. Anthony S. Fauci, especialista em AIDS que dirige o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas nos EUA, apontou para os desenvolvimentos recentes que fazem tratamento mais barato e mais eficiente: o custo de manter um africano em tratamento por um ano caiu para US$ 335, e era US$ 1100 há sete anos.

SITE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE

Delegação brasileira é destaque na imprensa internacional durante a 37ª edição do World Hospital Congress

A participação da delegação brasileira é destaque na 37ª edição do World Hospital Congress, que acontece até hoje em Dubai, nos Emirados Árabes. Liderada pelo presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão, a comitiva composta por mais de 30 gestores do setor Saúde no Brasil recebeu atenção especial da mídia internacional ao longo do evento.

Durante os três dias de congresso, o Dr. Abrahão foi uma das autoridades mais solicitadas pela imprensa local para fotos e entrevistas. A cobertura da mídia à participação dos gestores brasileiros comprova que a Saúde nacional vem se tornando referência para outros países.

O World Hospital Congress é um dos eventos do setor mais respeitados em todo o mundo e está reunindo alguma das principais lideranças da Saúde para compartilhar experiências e exemplos de melhor gestão e eficiência na área.

PORTAL DA SAÚDE

Ministério reconhece ações que promovem aleitamento

Rio de Janeiro e Curitiba vencem o III Prêmio Bibi Vogel. Florianópolis e Santos receberão menção honrosa

O Ministério da Saúde entrega, nesta quinta-feira (10), o prêmio Bibi Vogel aos municípios que promoveram durante os anos de 2009 e 2010, ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno desenvolvidas em 2009 e 2010. A premiação será feita durante o encerramento do I Encontro Nacional de Tutores da Rede Amamenta Brasil, realizado em Brasília (DF). Rio de Janeiro e Curitiba foram os grandes vencedores enquanto que as cidades de Santos e Florianópolis receberão diploma de menção honrosa. O resultado do prêmio foi publicado no Diário Oficial da União no dia 31 de outubro.

Dos municípios inscritos para o III Prêmio Bibi Vogel, o Rio de Janeiro ganhou destaque por uma série de iniciativas criativas, como: o programa “Pai não é visita”, que incentiva a presença dos pais nas enfermarias; a implantação de diversos postos de bancos de leite humano do município; o trabalho articulado das Unidades Básicas de Saúde com as creches, promovendo o aleitamento materno e a alimentação complementar saudável, além da possibilidade das servidoras que amamentam conseguirem um ano de licença maternidade. Para as comemorações da Semana Mundial da Amamentação de 2009, o município reuniu mil mães amamentando.

Em Curitiba (PR), as ações que mereceram destaque foram: a criação do PROAMA (Programa de Aleitamento Materno), que mantém uma equipe 24 horas por dia disponível para orientar mães com dificuldades ou dúvidas para amamentar nas unidades de saúde da cidade e o Programa Mama Nenê, resultado de uma parceria entre as secretarias municipais de saúde e educação com o objetivo intensificar o aleitamento materno nas creches. Segundo dados da secretaria, em quatro anos o programa beneficiou mais de 1.300 bebês matriculados em 155 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e em 48 Centros de Educação Infantil (CEIs) conveniados. A intenção terminar o ano com mais de 1.600 crianças atendidas.

PRÊMIO

Criado pelo Ministério da Saúde com a publicação da Portaria 1907, de 13 de setembro de 2004, o Prêmio Bibi Vogel destina-se a reconhecer as ações desenvolvidas para a proteção, promoção e apoio ao aleitamento materno e é também uma forma de reconhecer a importância da amamentação para a prevenção e redução da morbimortalidade infantil. O prêmio leva esse nome em homenagem a Sylvia Dulce Kleiner, atriz conhecida como Bibi Vogel que se dedicou a militância das ações de amamentação no país.

A primeira edição do prêmio ocorreu em 2005, ano em que se destacaram os municípios de Araguaína (TO), Itabuna (BA), Piraí (RJ), Maringá (PR) e Brasília (DF). Todos receberam do Ministério da Saúde uma placa comemorativa com o título. Já na segunda edição, realizada em 2009, a Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno, da Secretaria de Atenção à Saúde, premiou os municípios de Arapiraca (AL), Belém (PA), Manaus (AM) e Vitória (ES). Receberam menção honrosa os municípios de Uberlândia (MG) e Londrina (PR).

FOLHA.COM

Brasileiros abrem perspectivas para drogas antiobesidade

Um casal de cientistas brasileiros conseguiu o que só pode ser descrito como um ato de justiça poética no mundo das células: matar de fome a gordura do organismo.

A molécula desenvolvida por eles consegue atacar, de forma específica, os vasos sanguíneos que alimentam o tecido adiposo (de gordura). Sem esse suprimento crucial de nutrientes, as células de gordura batem as botas.

Wadih Arap e Renata Pasqualini, que trabalham no Centro do Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, descrevem os resultados, parcialmente antecipados pela Folha no ano passado, na revista especializada "Science Translational Medicine".

O êxito, por enquanto, foi obtido em três espécies de macacos: resos, cinomolgos e babuínos. Em média, os bichos perderam 40% de sua gordura corporal no teste.

Em parceria com uma empresa farmacêutica que licenciou a produção da molécula, a equipe está projetando os testes em seres humanos nos Estados Unidos.

PREVISÃO DIFÍCIL

"É difícil prever quando isso vai acontecer. Dependemos das agências reguladoras, e o processo é naturalmente demorado, porque uma nova droga contra a obesidade teria uma demanda imensa e risco de uso impróprio", disse Pasqualini à Folha, por telefone.

É preciso levar em conta, por exemplo, que a formulação atual da substância afeta o funcionamento dos rins. São efeitos colaterais considerados leves, que desaparecem quando a substância não é mais ministrada, mas mesmo assim é preciso cuidado.

A ideia de matar células indesejadas de fome, restringindo o suprimento de sangue, surgiu originalmente como arma contra o câncer.

Para o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas da USP, faz todo o sentido que a gordura virasse um alvo também. "A capacidade de proliferação do tecido adiposo é tamanha que às vezes ele parece um tumor mesmo", compara Halpern.

A vantagem é que as injeções do peptídeo (fragmento de proteína) usado pelos brasileiros, batizado de adipotídeo, são endereçadas de forma precisa aos vasos sanguíneos que alimentam as células de gordura, e só a eles. "Já sabemos que esse 'endereço' também funciona para a gordura humana", diz Arap.

Por enquanto, segundo Pasqualini, a equipe deve continuar investindo em injeções subcutâneas, porque elas favorecem a liberação gradual da substância no organismo dos pacientes. "É uma abordagem muito interessante, e o trabalho deles é muito bonito", elogia Halpern. "Mas vai demorar anos e anos para que isso chegue à aplicação clínica."

PORTAL R7

Dois em cada três formandos de medicina não sabem tratar dor de garganta

Alunos que estão terminando o sexto e último ano do curso de medicina no Estado de São Paulo têm dificuldades para detectar e indicar tratamentos para doenças simples, como uma infecção de garganta. O diagnóstico é de um exame aplicado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) em outubro deste ano e que teve os resultados divulgados nesta quarta-feira (9).

Uma das questões com maior índice de erro testava a capacidade do aluno de decidir qual medicamento não era a melhor indicação para um paciente com infecção de garganta que fosse fazer o tratamento em casa. 66% dos 418 alunos que fizeram a prova responderam a pergunta errado.

Reinaldo Ayer, conselheiro do Cremesp e responsável pelo exame, disse ao R7 que a situação descrita na questão é “muito frequente” e requer “noções básicas de saúde”.

– Com o diagnóstico e o tratamento corretos, você aliviaria os hospitais, porque não precisaria internar o paciente.

Outra questão com alto índice de erros foi a que cobrava que os estudantes soubessem diagnosticar sepse (infecção generalizada) e meningite em um recém-nascido, algo que, de acordo com Ayer, exige um “raciocínio mais ou menos tranquilo”. 62% dos alunos erraram.

O índice de reprovações no exame foi alto. Apenas 54% dos alunos que fizeram o teste tiveram nota maior que 6, valor considerado de corte. No ano passado, o índice de aprovação foi de 57%, o melhor desde que a prova deixou o estágio experimental, em 2007. Em média, 2.500 médicos se formam por ano no Estado.

Nota baixa todo ano

O índice de aprovações tem se mantido baixo nos últimos anos: se forem levados em conta os exames aplicados entre 2005 e 2011, realizados por 3.135 candidatos ao todo, a reprovação chega a 58,4%.

Nos últimos cinco anos, o índice de aprovação foi sempre menor que 60%, resultado que, de acordo com o conselho, “mantém uma tendência consistente e é considerado insatisfatório e preocupante”.

O teste, aplicado em outubro deste ano, foi realizado por 25 dos 30 cursos de medicina do Estado. Duas das escolas ainda não tem classes se formando e alunos de três faculdades - Centro Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão Preto, Ufscar (Universidade

Federal de São Carlos) e FMUSP (Faculdade de Medicina da USP) - não tiveram qualquer representante.

Esses 418 estudantes representam 16% dos estudantes que cursam o sexto ano de medicina em São Paulo.

Deficiências de ensino

O conselheiro diz que, em parte, esses resultados ruins são um reflexo do aumento no número de faculdades de medicina no Estado de São Paulo – ele considera 30 cursos um número “incontrolável”.

Nem todas as instituições conseguem manter um padrão de ensino, com professores capacitados e estrutura de laboratórios e hospitais que permitam que os alunos aprendam. Para ele, o exame revela que “nós temos estudantes que saem da faculdade com formação inadequada”.

– Hoje nós temos um número incontrolável de escolas, sem ambientes de ensino e hospitais universitários adequados, e professores que não têm formação para serem professores.

No geral, os alunos de universidades públicas tiveram resultados melhores que os estudantes das instituições privadas. 76% dos futuros médicos que estudam em escolas públicas foram aprovados, enquanto entre as particulares a taxa foi de 42,5%. Mas é preciso analisar esses dados com cuidado porque o comparecimento de alunos formados em escolas públicas foi menor e, de acordo com o conselho, “o resultado não é homogênio”.

– Há escolas privadas com bom desempenho e públicas com resultados menos satisfatórios.

O conselho defende que o exame seja obrigatório para quem se forma em medicina, assim como acontece com a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), necessária para formandos em direito que queiram exercer a advocacia. Mas isso depende de uma mobilização nacional.

Em nota, o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, diz que o órgão está “convencido de que uma medida excepcional precisa ser tomada, em respeito à população que confia a saúde e a vida aos médicos”.

UOL NOTÍCIAS

Doença de Huntington pode ter origem fora do cérebro

A doença de Huntington é uma patologia neurológica hereditária rara que causa movimentos corporais anormais, falta de coordenação motora, além de afetar várias habilidades mentais e alguns aspectos da personalidade. Até então, acreditava-se que era um problema cujo único fator determinante era o cérebro. Contudo, pesquisas recentes mostram que ela pode surgir primeiro em órgãos e tecidos periféricos, além de células não-neuronais, e só depois atingirem o cérebro.

Pesquisa realizada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) reforçou a tese da origem não-cerebral e não-neuronal da doença. A pesquisa demonstrou que a huntingtina, proteína que está associada à doença, pode estar presente em células não nervosas no coração, o que mostra que ela não é específica dos neurônios.

Segundo os pesquisadores, a descoberta leva a novas perspectivas de origem não-cerebral e não-neuronal da doença, o que sugere uma nova linha de investigação voltada para a busca de biomarcadores precoces da patologia, o que pode antecipar o diagnóstico, propor tratamentos mais eficazes e aumentar a sobrevida dos pacientes.

A pesquisa foi apresentada em setembro no Congresso Mundial da Doença de Huntington, realizado na Austrália, e foi publicado em um suplemento especial da revista Clinical Genetics, dedicado exclusivamente ao evento.

PORTAL R7

Programa que treina à distância profissionais de saúde será ampliado em São Paulo

O governo federal anunciou que investirá nos próximos 12 meses R$ 4,5 milhões para expansão do projeto Telessaúde Brasil Redes em São Paulo. O programa oferece às equipes de Atenção Básica consultoria à distância, utilizando tecnologias de informação e comunicação, permitindo que profissionais de saúde troquem informações sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferências e internet.

A ferramenta tem por objetivo integrar regiões mais distantes aos grandes centros de pesquisa e referência, e permite ações como uma segunda opinião médica, além de discussão de casos com equipe multiprofissional.

Segundo o governo, isso evita deslocamentos desnecessários do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação permanente dos profissionais de saúde.

O serviço funciona articulado com as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e auxilia a população atendida no SUS (Sistema Único de Saúde).

Atualmente, 1.471 serviços de saúde contam com o programa, que beneficia 947 municípios em 12 Estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre.

Quarta-feira, 09.11.11

PORTAL G1

Ministro diz que hospitais federais do RJ receberão R$ 400 milhões

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou nesta quarta-feira (9) que serão investidos R$ 400 milhões em reformas, ampliação e equipamentos para seis hospitais federais do Rio de Janeiro.

Na terça-feira (8), servidores do Hospital federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste paralisaram as atividades na unidade.

“Fizemos um processo de mudanças nas direções, iniciamos uma auditoria do Ministério da Saúde junto com a CGU, para avaliar procedimentos que são feitos nesses hospitais. Hoje saiu publicado a contratação de mais de 230 médicos e tem R$ 400 milhões sendo investidos em reforma, ampliação e equipamentos em seis hospitais federais. Ou seja, as mudanças também já estão acontecendo nos hospitais federais do Rio de Janeiro.", disse Padilha.

Denúncias

Os servidores denunciaram que vários setores importantes do hospital não estão funcionando, incluindo a emergência pediátrica. Eles protestaram contra a falta de funcionários e condições precárias de trabalho, e pediram a contratação de mais de 500 servidores.

Segundo a técnica em enfermagem Cristiana Neves, esses problemas comprometem o atendimento aos pacientes. "Esse déficit de recursos humanos acarreta filas intermináveis. Hoje, na cirurgia geral, temos uma fila de espera para a realização da cirurgia de cerca de duas mil pessoas", afirmou a servidora.

Esta é a segunda vez em menos de um mês que os profissionais do Cardoso Fontes entram em greve. No dia 24 de outubro, eles pararam de trabalhar pelos mesmos motivos.

PORTAL DA SAÚDE

Saúde debate tecnologia para Cartão Nacional

Desafios foram discutidos durante Oficina de Alinhamento Estratégico, que reuniu secretários municipais e coordenadores do Departamento de Informática do SUS

O secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, afirmou hoje que um conjunto de ações está sendo realizado para atingir a meta de universalizar o Cartão Nacional de Saúde. Durante encontro realizado em Brasília, destacou que os municípios têm avançado bastante no desenvolvimento de softwares voltados ao cadastramento de usuários do Sistema Único de Saúde.

"O desafio é aperfeiçoar as soluções existentes. Fazer com que esses sistemas conversem com o sistema do Ministério da Saúde via internet. Estamos na era da interoperabilidade e, trabalhando para garanti-la", disse o secretário. A declaração aconteceu na Oficina de Alinhamento Estratégico de Implementação do Cartão Nacional de Saúde, que reúne secretários de saúde municipais e coordenadores do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) nos estados. O objetivo é discutir rotinas e diretrizes para a construção de uma agenda estratégica de implantação do projeto.

O presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Nardi, concorda que os municípios são o “carro-chefe” na operacionalização desse sistema que tem o desafio de acabar com a fragmentação e garantir a interoperabilidade. “Nossa expectativa é que o Cartão Nacional de Saúde seja um grande instrumento de identificação, regulação e utilidade para o SUS e, principalmente, para o cidadão”.

Mais sobre o Cartão

Instituído pela Portaria MS 940/11, o Cartão Nacional de Saúde vai possibilitar a identificação única dos usuários do SUS e o acompanhamento do conjunto de atendimentos realizados, onde quer que eles aconteçam. O Cartão instituirá um padrão nacional de registro, materializado pelo documento de plástico (PVC), integrando os sistemas tecnológicos aos quais está vinculado.

Esta integração já está sendo desenvolvida pelo DATASUS, com apoio de todas as secretarias do Ministério da Saúde, que estão colaborando com informações sobre os sistemas que utilizam. O Departamento também está realizando uma higienização em toda a base de dados do SUS, corrigindo duplicidades, informações desatualizadas ou qualquer outro tipo de erro.

PORTAL DA SAÚDE

Seminário discutirá direito e saúde na rede pública

Evento mostrará pesquisas e experiências que contribuem para a melhoria e fortalecimento do Sistema Único de Saúde

Acontece em Brasília, entre os dias 22 e 24 de novembro, o primeiro Seminário Nacional sobre Direito e Saúde. O evento, idealizado pelo Ministério da Saúde, Advocacia-Geral da União, Fundação Oswaldo Cruz, Conselho Nacional do Ministério Público Conselho Nacional de Justiça, Universidade de São Paulo e outros órgãos, reunirá pesquisadores, acadêmicos, operadores do direito na área da saúde pública, gestores e participantes do controle social.

Para o Consultor Jurídico do Ministério da Saúde, Jean Uema, o evento será uma grande oportunidade para estabelecer consenso sobre as interpretações jurídicas quanto ao direito à saúde. “Uma das discussões que precisamos aprofundar é o conhecimento sobre o ordenamento jurídico da saúde e a sua interpretação. Além disso, as novas leis que estão surgindo dentro do direito sanitário, como a regulamentação da Lei Orgânica da Saúde, e a judicialização na saúde também devem ser amplamente debatidos”, explica.

No primeiro dia, será discutida “a atuação dos poderes públicos em defesa da saúde”. Essa mesa tem como foco abordar como os três Poderes atuam para atender às necessidades da população na área da saúde, além da contribuição destes na consolidação e melhoria do SUS. Também será discutido neste dia o tema ”controle judicial das políticas públicas”, que tratará de questões gerais sobre competência, legitimidade e limites de atuação do Poder Judiciário.

“A integralidade da assistência à saúde e a Lei 12.401/11” será o primeiro tema do dia 23, quando será discutida a atuação das associações de classe e das organizações não governamentais, em relação à integralidade da assistência à saúde, e os possíveis impactos da lei de incorporação de tecnologias em saúde.

Ainda pela manhã, especialistas avaliarão a “regulação e liberdade de prescrição em saúde”. Além das questões éticas, que vão desde a relação do médico com a indústria farmacêutica à prescrição de medicamentos não pertencentes a um protocolo de pesquisa clínica, os debatedores discutirão a responsabilidade do prescritor pelos eventuais danos causados ao sistema público de saúde e aos pacientes. Na tarde do dia 23, no painel “repartição de competências no SUS: princípio da descentralização”, o debate será o processo de descentralização dos serviços e ações de saúde estabelecidas na Constituição de 1988.

O último dia do evento (24) trará como assuntos as “novas perspectivas do Direito Sanitário” e “quanto queremos gastar com a saúde?”. O primeiro debate deverá discutir as implicações para a filosofia e a teoria do direito da afirmação de direitos sociais. O segundo tema vai abordar o orçamento destinado à saúde pública.

CONCURSO DE BOAS PRÁTICAS

Durante o Seminário, também serão apresentados os vencedores do 1º Concurso Nacional de Práticas Exitosas na Área de Saúde, com inscrições abertas até o dia 18. A ideia é incentivar boas práticas na área de redução de litigiosidade e gestão e na melhoria da qualidade de acesso ao SUS.

A abertura do seminário ocorre às 9h do dia 22, com pronunciamento do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.

Serviço:

I Seminário Nacional sobre Direito e Saúde

Data: 22 a 24 de novembro de 2011

Local: FIOCRUZ – L3 Norte, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Gleba A, SC 4

DIÁRIO DE S. PAULO

Plano de saúde mais barato para o idoso

Luciano Cavenagui

Operadoras e ANS estudam fórmula para baixar preços de mensalidades para quem atinge a faixa de 59 anos

As operadoras de plano de saúde estudam com a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) uma fórmula para tentar baixar os preços das mensalidades de quem atinge a faixa de 59 anos. Está sendo discutido um modelo que mistura assistência médica e previdência privada. Existem atualmente 5,5 milhões de usuários acima dessa faixa etária no país.

Os aumentos para quem atinge 59 anos surpreendem os beneficários, já que eles podem chegar a 70% em alguns casos.

A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um fundo de capitalização individual, que ajudaria a custear os gastos com saúde após os 59 anos, quando a necessidade de assistência aumenta e a renda, normalmente, diminui consideravelmente. Os jovens pagariam mais.

“Somente isso não basta. É preciso também, a longo prazo, o governo e a iniciativa privada implantarem programas de prevenção de doenças para minimizar os efeitos durante a fase idosa”, disse Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), entidade que reúne as principais operadoras do país. A ANS informou que o grupo de trabalho deve terminar o estudo no início de 2012.

Número de idosos deve triplicar até 2050

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) colocou a discussão do novo modelo como prioridade. Isso porque o número de idosos, que hoje representam 10% da população e 25% dos gastos com saúde, deve triplicar até 2050.

PORTAL DA SAÚDE

Telessaúde é expandido a todas as regiões do país

Serviço de teleconferência, que hoje atende 12 estados, será ampliado para todo país, levando qualidade e rapidez nos atendimentos realizados no SUS.

O governo federal está ampliando as ações do projeto Telessaúde Brasil Redes para todo o país. O Ministério da Saúde investirá nos próximos 12 meses R$ 70 milhões para a expansão do serviço, que hoje está presente em 12 estados. O Telessaúde é um programa que oferece às equipes de Atenção Básica teleconsultoria à distância, utilizando tecnologias de informação e comunicação.

O programa permite que profissionais de saúde troquem informações sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferências e internet. A ferramenta, que integra regiões mais distantes aos grandes centros de pesquisa e referência, permite ações como uma segunda opinião médica, além discussão de casos com equipe multiprofissional. Isso evita deslocamentos desnecessários do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação permanente dos profissionais de saúde.

“Na prática, a expansão do Telessaúde significa mais agilidade e menos tempo de espera. Às vezes, o paciente faz um eletrocardiograma num posto de saúde, mas não há um médico apto a realizar a leitura do mesmo. Com o programa nas UBS, este profissional terá em tempo real um diagnóstico do paciente para poder proceder rapidamente o encaminhamento adequado”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O serviço funciona articulado com as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e auxilia a população atendida no Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnósticos ágeis e precisos. Atualmente, 1.471 serviços de saúde contam com o programa, que beneficia 947 municípios em 12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo,Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre.

Para se habilitar ao novo financiamento, os gestores locais do SUS - que ainda não tem o Telessaúde ou àqueles que querem ampliá-lo na sua região - devem cadastrar as suas propostas até o dia 15 de novembro, com possibilidade de recebimento da verba ainda esse ano, ou entre o dia 15 e 30 de novembro, com recebimento apenas em 2012. Os projetos devem ser enviados pelo site http://dab.saude.gov.br/.Os valores destinados a cada estado foram definidos pelo Ministério da Saúde por meio da avaliação do número de habitantes na região e pela quantidade de Equipes de Saúde da Família.

EXPANSÃO

O ministro Alexandre Padilha lembra, ainda, que com a expansão do programa um número maior de brasileiros será beneficiado pelas facilidades do programa. “O nosso investimento representa um grande avanço na saúde do país e um significativo aumento na capacidade dos postos de saúde em atender a população”. Atualmente, o país conta com 43 mil Unidades Básica de Saúde. O Telessaúde Brasil Redes passou, em novembro, a integrar o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (UBS), lançado este ano pelo governo federal e que está ampliando e qualificando as UBS em todo o país, além da construção de novas unidades.

VANTAGENS

Nas localidades onde o Telessaúde Brasil já foi implantado, as teleconsultorias e as segundas opiniões formativas (discussão de casos clínicos com outros profissionais) evitaram o encaminhamento dos pacientes para atendimento em outro serviço de saúde em 70% a 80% dos casos. Isso tem um relevante impacto financeiro, além de ampliar o acesso e melhorar a resolubilidade da atenção à saúde prestada à população.

SITE O DOCUMENTO

Secretaria de Saúde de Cuiabá adota medidas de prevenção à febre amarela

Equipes formadas por 40 profissionais das áreas de vigilância e assistência à saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) estão atuando no bairro Jardim Aquarius, desde a primeira notificação de mortandade de macacos na região. Como a febre amarela pode ser uma das causas da morte dos animais, uma base operacional foi montada no local e medidas preventivas foram adotadas para evitar a contaminação humana.

Onze equipes, cada uma com três componentes, estão percorrendo o bairro levantando informações e orientando aos moradores. Até agora foram visitados 162 imóveis, 650 pessoas entrevistadas e 129 foram vacinadas. Pessoas em estado febril estão sendo encaminhadas para avaliação médica e exames. Os agentes vistoriam também os terrenos baldios e áreas de matas adjacentes para identificação de macacos doentes ou mortos.

As equipes, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, procuram também por vetores adultos da doença, que é o mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Os moradores do bairro estão sendo orientados para auxiliar e reforçar o combate aos focos de mosquitos. Também foi emitido um alerta para a rede de assistência de atendimento a eventuais casos em humanos.

Providências

O material coletado dos macacos mortos foi encaminhado para análise no Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará, laboratório de referência para o diagnóstico da doença. Os resultados devem sair entre 20 e 30 dias. Embora todos os cuidados envolvam a prevenção da febre amarela, não está descartada a hipótese de envenenamento como causa da morte dos macacos.

Prevenção

Até agora, não há nenhuma confirmação de que os macacos morreram em decorrência da febre amarela silvestre, muito menos de que a doença venha a acometer seres humanos. A ação da SMS é, contudo, preventiva e obedece a protocolo previsto pelo Ministério da Saúde. Importante é que as pessoas que não se vacinaram ou estão com suas vacinas vencidas procurem a rede municipal para regularizar sua situação vacinal.

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença viral, infecciosa, febril e aguda, de curta duração (no máximo de 12 dias) e gravidade variável. Pode se apresentar desde uma infecção leve até formas graves e fatais, com um período de incubação que varia de três a seis dias. A febre amarela pode ser transmitida de homem a homem por mosquito do gênero Aedes (o mesmo da dengue)

Sintomas

Os sinais e sintomas mais comuns são caracterizados por manifestações de insuficiência de fígado e rins, com quadro febril agudo (até sete dias), acompanhado de icterícia (cor amarelada da pele) e/ou manifestações hemorrágicas, podendo evoluir para óbito em aproximadamente uma semana.

Todos os profissionais e estabelecimentos de saúde são obrigados a notificar imediatamente os casos suspeitos à autoridade sanitária local, por se tratar de doença grave, cujas medidas de controle são urgentes. A melhor forma de prevenir à doença é a vacinação das pessoas sem comprovação vacinal nos últimos dez anos.

PORTAL G1

Conselho de enfermagem vai a hospital onde bebê morreu após erro

Auxiliar de enfermagem injetou 10 ml de leite na veia de bebê de 13 dias. Caso ocorreu no Hospital Municipal Professor Mário Dégni, no Rio Pequeno.

Uma equipe do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo esteve na tarde desta quarta-feira (9) no hospital municipal em que um bebê prematuro morreu vítima de erro médico.

Kauê Abreu dos Santos, de 13 dias, recebia medicação pela veia e alimentação por uma sonda no nariz. Mas no domingo à noite uma auxiliar de enfermagem injetou leite na veia do bebê. A Secretaria Municipal de Saúde demitiu a funcionária e a Polícia Civil investiga o caso.

O bebê, que morreu após receber 10 ml de leite via intravenosa, foi enterrado na manhã desta quarta-feira no Cemitério de Perus, na capital paulista. Segundo amigos que participaram do funeral, os pais tiveram que tomar calmante porque estão em estado de choque.

A criança nasceu prematura e estava internada na UTI neonatal do Hospital Municipal Professor Mário Dégni, no Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo, recebendo soro com medicamentos para evitar infecções.

O bebê recebia medicamentos na veia e se alimentava, por meio de sonda, com o leite tirado da mãe. A sonda estava colocada no nariz do bebê para levar o leite direto para o estômago. Porém, segundo a família, uma auxiliar de enfermagem se confundiu e injetou 10 ml de leite na veia do recém-nascido.

Os pais passavam o dia todo com o bebê no hospital, mas no dia da morte tinham saído justamente quando tudo aconteceu. De acordo com mãe, Jovenita Oliveira de Abreu, de 32 anos, os funcionários demoraram a dizer o que havia acontecido. “Cheguei às 10h30 e fui saber a verdade mais ou menos 15h30. Houve um erro. A causa foi o leite que foi injetado na veia dele, não pela sonda”, disse a mãe.

Na noite de terça-feira (8), os pais estiveram na delegacia no 51º DP, no Rio Pequeno, para registrar o boletim de ocorrência.

“Hoje em dia é um erro atrás do outro na medicina. A gente tem que tomar providência para ver se para com esses erros. Para mim, um erro desses nem um analfabeto fazia”, declarou o pai, Admildo Xavier dos Santos.

Prefeitura

O secretário Municipal de Saúde, Januário Montone, considerou o erro “grosseiro” e “inaceitável”, “Para a família desse bebê, eu só posso pedir desculpas, porque foi um erro absolutamente inaceitável. A gente chama de tragédia, mas é mais do que isso, porque foi uma morte evitável”, disse o secretário.

Segundo Montone, uma investigação está sendo feita para buscar as “causas maiores” desse acidente e para saber se houve uma tentativa de “mascarar” o que aconteceu. Para o diretor do hospital, ela reconheceu que errou.

O secretário afirmou que, infelizmente, a queda na qualidade na é só na rede pública e que a Prefeitura tem feito um programa com o intuito de reduzir o número de erros. Cerca de 6 mil funcionários já foram treinados e outros 6 mil entrarão em treinamento até 2012. O caso também vai ser investigado pelo Conselho Regional de Enfermagem.

DIÁRIO DO PARÁ

Campinas deve ter epidemia de dengue em 2012

A Secretaria Municipal de Saúde apresentou ontem o Plano de Contigência da Dengue e nele prevê um alto risco de epidemia da doença em 2012. A estimativa se dá por vários indícios, que vão desde a presença do sorotipo 4 da dengue até o fato de o inverno ter sido menos rigoroso neste ano. Tanto que o município não conseguiu interromper ou diminuir os casos da doença no inverno.

Neste ano foram 3.010 ocorrências, ante 2.647 no ano passado. Uma pessoa morreu da doença em 2011. “Em todas as semanas tínhamos casos de dengue”, disse o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, André Ribas Freitas. Os meses críticos são março e abril.

Uma epidemia é medida pelo número de casos mensais. Em janeiro, por exemplo, se for registrado mais de 86 casos, há uma epidemia. Em abril, a mesma situação se repete se forem contabilizados 285 doentes, segundo Freitas.

No novo plano, o coordenador explicou que irá focar duas ações de contenção para 2012. A primeira será o aperfeiçoamento das equipes de atendimento hospitalar no sentido de identificar os sintomas nos pacientes.

O segundo será centralizar ações de prevenção em escolas – locais considerados de grande fluxo de pessoas. “Iremos envolver os diretores de escolas públicas e particulares para que tomem ações de controle. Se houver infestação do mosquito da dengue (Aedes aegypti) nesses ambientes, o risco de contaminação é muito alto”.

A Saúde tem 160 pessoas envolvidas no controle da doença em Campinas.

ESTADÃO.COM.BR

Novas drogas contra hepatite C são até seis vezes mais eficazes

Duas novas drogas contra a hepatite C, que estão sendo testadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, apresentaram até seis vezes mais eficácia do que os medicamentos usados no tratamento convencional. A Telaprevir e a Boceprevir, recém-aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a utilização no Brasil, apresentaram índice de cura de aproximadamente 75% em pacientes que nunca fizeram tratamento contra a hepatite C. Com o tratamento tradicional (com Interferon e Ribavirina), a cura chegava, em alguns casos, a 40%.

O resultado positivo às novas drogas foi mais expressivo em pacientes que já haviam feito o tratamento convencional, mas tinham apresentado recaídas. Nesses casos, as novas substâncias alcançaram índice de cura de 88%, ante 15% obtidos com os medicamentos convencionais.

“A eficácia tem se mostrado até mesmo na redução do tempo de tratamento, diminuindo de um ano para a média de nove a 11 meses”, diz o médico Roberto Focaccia, responsável pelos estudos. Segundo ele, dos nove pacientes tratados no Emílio Ribas com o Telaprevir, oito tiveram a cura da doença.

As duas novas drogas ainda não são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que, apenas no segundo semestre de 2012, os dois novos medicamentos passem a ser ofertados na rede pública de saúde. Em unidades particulares, o tratamento custa hoje em torno de R$ 9 mil por mês. Segundo Focaccia, há no Brasil cerca de três milhões de pacientes que serão beneficiados pelas novas drogas quando passarem a ser oferecidas pelo SUS.

Os testes do Emílio Ribas são feitos concomitantemente em outros países, todos sob supervisão da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos norte-americana.

A hepatite C é uma doença grave, que pode evoluir para o câncer de fígado ou levar o paciente a fazer transplante hepático. É transmitida pelo sangue, principalmente por utensílios de uso pessoal, como tesouras, pinças e alicates de unhas. A transmissão sexual não é comum. Os grupos de maior risco são os pacientes receptores de sangue, usuários de drogas endovenosas, pacientes em hemodiálise e trabalhadores da área de saúde. De 1% a 1,5% dos brasileiros são portadores crônicos do vírus causador da doença, o HCV.

AGENDA


- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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