Leia
nesta edição:
- Plano de
uma geração
sem Aids vira meta da ONU e do governo americano
- Delegação brasileira é destaque na imprensa
internacional durante a 37ª edição do World
Hospital Congress
- Ministério reconhece ações
que promovem aleitamento
- Brasileiros abrem perspectivas para drogas antiobesidade
- Dois em
cada três formandos de medicina não
sabem tratar dor de garganta
- Doença de Huntington pode ter origem fora do cérebro
- Programa
que treina à distância profissionais
de saúde será ampliado em São Paulo
- Ministro
diz que hospitais federais do RJ receberão
R$ 400 milhões
- Saúde debate tecnologia para Cartão
Nacional
- Seminário discutirá direito e saúde na
rede pública
- Plano de
saúde
mais barato para o idoso
- Telessaúde é expandido a todas as regiões
do país
- Secretaria
de Saúde de Cuiabá adota medidas
de prevenção à febre amarela
- Conselho
de enfermagem vai a hospital onde bebê morreu
após erro
- Campinas deve ter epidemia de dengue em 2012
- Novas drogas
contra hepatite C são até seis
vezes mais eficazes
Quinta-feira, 10.11.11
O GLOBO ONLINE
Plano
de uma geração
sem Aids vira meta da ONU e do governo americano
Seria possível ver nascer no planeta Terra uma nova geração
livre da Aids? Pois é exatamente esta a nova meta que
entidades de assistência de saúde e governos de
vários países começam a debater, especialmente
no âmbito das agências da Organização
das Nações Unidas (ONU). A geração "Aids-free" seria
resultado de uma ação global conjunta, que reúne
esforços governamentais com a experiência de entidades
mundiais, como o grupo Médicos sem Fronteiras, capazes
de prestar assistência até mesmo em regiões
de acesso difícil, como no interior da África.
A secretária de Estado Hillary Clinton entrou neste esforço
mundial, traçando, pela primeira vez, a meta ambiciosa
de investir mais dinheiro do orçamento americano em pesquisas
sobre o vírus HIV e trabalhar no sentido de pressionar
governos de países em desenvolvimento a fazer a sua parte.
Nos últimos dois anos, houve muito sucesso em ensaios
clínicos que incluíram programas de circuncisão
para homens, distribuição de coquetéis multidrogas
para mulheres grávidas e de medicamentos para os pacientes
recém-infectados, já nos primeiros sinais de manifestação
do vírus. Estima-se que hoje haja cerca de 34 milhões
de pessoas vivendo com o vírus no mundo. O continente
africano é o que mais sofre com a doença e nele
já se estima que haja cerca de um milhão de homens
circuncidados recentemente em programas contra a propagação
do HIV.
O programa
mundial rumo a uma geração livre da
Aids tem três focos principais: propagar a circuncisão
masculina, deter a transmissão de mãe para filho
(o que as drogas atuais já permitem) e promover a dobradinha "testar-e-tratar".
No caso dos EUA, a mudança de tom e de objetivos foi gigantesca:
o governo George W. Bush, em 2003, havia anunciado um programa
anti-Aids com ênfase na propaganda sobre abstinência
sexual, sobre fidelidade conjugal e sobre o uso de preservativos.
Houve algum investimento pequeno em pesquisa de medicamentos,
mas havia sempre tensão sobre gastar mais em prevenção
ou em tratamento. E Bush sempre preferiu prevenir o contágio
do que pesquisar formas de tratamento.
Segundo o
jornal "The New York Times", o governo Obama,
agora, parece ter outro foco: dar maior ênfase em doenças
que custam menos para combater e salvar mais vidas. Ações
contra o sarampo, contra o tétano, kits para o parto limpo,
formação de parteiras e outras intervenções
relativamente baratas fizeram parte do portfólio de ações
governamentais. Mas o combate à Aids estava longe de ser
prioridade. O discurso de Hillary Clinton é, por isto,
uma novidade bem-vinda para organizações assistenciais,
que estão em campo para tentar deter o avanço da
doença.
O médico Unni Karunakara, presidente internacional dos
Médicos Sem Fronteiras, considerou muito promissor o anúncio
de que o governo americano pretende investir mais, finalmente,
em políticas para salvar vidas e reverter a epidemia.
O governo
indiano anunciou também preços mais
baixos para medicamentos genéricos que fazem parte do
coquetel contra o HIV, de modo a tornar o tratamento mais acessível
em todo o continente africano.
Mais de Mead,
especialista em Aids do Centro para Global Desenvolvimento,
porém, foi mais cauteloso. Estudos em subgrupos como viciados
em drogas ou casais em que apenas um membro está infectado
concluíram que o tratamento imediato reduz drasticamente
as taxas de novas infecções.
- A visão de uma geração sem Aids é ambiciosa,
mas não temos ainda uma forte evidência de que podemos
alcançar este objetivo com os projetos em andamento hoje
- declarou o dr. Mais de Mead.
Hillary Clinton
acenou com a data de 2015 para alcançar
pelo menos a meta de sustar inteiramente a transmissão
entre mães e seus bebês, no nascimento ou através
da amamentação. O aleitamento materno é fonte
de um sétimo das novas infecções por HIV
na África.
A ONU e os
diversos programas governamentais gastam hoje cerca de US$
16 bilhões no combate à AIDS por ano. Se,
em 2015, o número de infectados fosse drasticamente reduzido
- ficando em apenas 15 milhões de pessoas, menos da metade
dos 34 milhões atuais - o custo de tratamentos aumentaria
para US$ 23 bilhões.
Dr. Anthony
S. Fauci, especialista em AIDS que dirige o Instituto Nacional
de Alergia
e Doenças Infecciosas nos EUA, apontou
para os desenvolvimentos recentes que fazem tratamento mais barato
e mais eficiente: o custo de manter um africano em tratamento
por um ano caiu para US$ 335, e era US$ 1100 há sete anos.
SITE
DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA SAÚDE
Delegação brasileira é destaque na imprensa
internacional durante a 37ª edição do World
Hospital Congress
A participação da delegação brasileira é destaque
na 37ª edição do World Hospital Congress,
que acontece até hoje em Dubai, nos Emirados Árabes.
Liderada pelo presidente da Confederação Nacional
de Saúde (CNS), Dr. José Carlos Abrahão,
a comitiva composta por mais de 30 gestores do setor Saúde
no Brasil recebeu atenção especial da mídia
internacional ao longo do evento.
Durante os
três dias de congresso, o Dr. Abrahão
foi uma das autoridades mais solicitadas pela imprensa local
para fotos e entrevistas. A cobertura da mídia à participação
dos gestores brasileiros comprova que a Saúde nacional
vem se tornando referência para outros países.
O World Hospital
Congress é um dos eventos do setor mais
respeitados em todo o mundo e está reunindo alguma das
principais lideranças da Saúde para compartilhar
experiências e exemplos de melhor gestão e eficiência
na área.
PORTAL
DA SAÚDE
Ministério reconhece ações
que promovem aleitamento
Rio de Janeiro
e Curitiba vencem o III Prêmio Bibi Vogel.
Florianópolis e Santos receberão menção
honrosa
O Ministério da Saúde entrega, nesta quinta-feira
(10), o prêmio Bibi Vogel aos municípios que promoveram
durante os anos de 2009 e 2010, ações de promoção,
proteção e apoio ao aleitamento materno desenvolvidas
em 2009 e 2010. A premiação será feita durante
o encerramento do I Encontro Nacional de Tutores da Rede Amamenta
Brasil, realizado em Brasília (DF). Rio de Janeiro e Curitiba
foram os grandes vencedores enquanto que as cidades de Santos
e Florianópolis receberão diploma de menção
honrosa. O resultado do prêmio foi publicado no Diário
Oficial da União no dia 31 de outubro.
Dos municípios inscritos para o III Prêmio Bibi
Vogel, o Rio de Janeiro ganhou destaque por uma série
de iniciativas criativas, como: o programa “Pai não é visita”,
que incentiva a presença dos pais nas enfermarias; a implantação
de diversos postos de bancos de leite humano do município;
o trabalho articulado das Unidades Básicas de Saúde
com as creches, promovendo o aleitamento materno e a alimentação
complementar saudável, além da possibilidade das
servidoras que amamentam conseguirem um ano de licença
maternidade. Para as comemorações da Semana Mundial
da Amamentação de 2009, o município reuniu
mil mães amamentando.
Em Curitiba
(PR), as ações que mereceram destaque
foram: a criação do PROAMA (Programa de Aleitamento
Materno), que mantém uma equipe 24 horas por dia disponível
para orientar mães com dificuldades ou dúvidas
para amamentar nas unidades de saúde da cidade e o Programa
Mama Nenê, resultado de uma parceria entre as secretarias
municipais de saúde e educação com o objetivo
intensificar o aleitamento materno nas creches. Segundo dados
da secretaria, em quatro anos o programa beneficiou mais de 1.300
bebês matriculados em 155 Centros Municipais de Educação
Infantil (CMEIs) e em 48 Centros de Educação Infantil
(CEIs) conveniados. A intenção terminar o ano com
mais de 1.600 crianças atendidas.
PRÊMIO
Criado pelo
Ministério da Saúde com a publicação
da Portaria 1907, de 13 de setembro de 2004, o Prêmio Bibi
Vogel destina-se a reconhecer as ações desenvolvidas
para a proteção, promoção e apoio
ao aleitamento materno e é também uma forma de
reconhecer a importância da amamentação para
a prevenção e redução da morbimortalidade
infantil. O prêmio leva esse nome em homenagem a Sylvia
Dulce Kleiner, atriz conhecida como Bibi Vogel que se dedicou
a militância das ações de amamentação
no país.
A primeira
edição do prêmio ocorreu em 2005,
ano em que se destacaram os municípios de Araguaína
(TO), Itabuna (BA), Piraí (RJ), Maringá (PR) e
Brasília (DF). Todos receberam do Ministério da
Saúde uma placa comemorativa com o título. Já na
segunda edição, realizada em 2009, a Área
Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento
Materno, da Secretaria de Atenção à Saúde,
premiou os municípios de Arapiraca (AL), Belém
(PA), Manaus (AM) e Vitória (ES). Receberam menção
honrosa os municípios de Uberlândia (MG) e Londrina
(PR).
FOLHA.COM
Brasileiros abrem perspectivas para drogas antiobesidade
Um casal
de cientistas brasileiros conseguiu o que só pode
ser descrito como um ato de justiça poética no
mundo das células: matar de fome a gordura do organismo.
A molécula desenvolvida por eles consegue atacar, de
forma específica, os vasos sanguíneos que alimentam
o tecido adiposo (de gordura). Sem esse suprimento crucial de
nutrientes, as células de gordura batem as botas.
Wadih Arap
e Renata Pasqualini, que trabalham no Centro do Câncer
MD Anderson, da Universidade do Texas, descrevem os resultados,
parcialmente antecipados pela Folha no ano passado, na revista
especializada "Science Translational Medicine".
O êxito, por enquanto, foi obtido em três espécies
de macacos: resos, cinomolgos e babuínos. Em média,
os bichos perderam 40% de sua gordura corporal no teste.
Em parceria
com uma empresa farmacêutica que licenciou
a produção da molécula, a equipe está projetando
os testes em seres humanos nos Estados Unidos.
PREVISÃO DIFÍCIL
"É difícil prever quando isso vai acontecer.
Dependemos das agências reguladoras, e o processo é naturalmente
demorado, porque uma nova droga contra a obesidade teria uma
demanda imensa e risco de uso impróprio", disse Pasqualini à Folha,
por telefone.
É preciso levar em conta, por exemplo, que a formulação
atual da substância afeta o funcionamento dos rins. São
efeitos colaterais considerados leves, que desaparecem quando
a substância não é mais ministrada, mas mesmo
assim é preciso cuidado.
A ideia de
matar células indesejadas de fome, restringindo
o suprimento de sangue, surgiu originalmente como arma contra
o câncer.
Para o endocrinologista
Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas
da USP, faz todo o sentido que a gordura virasse um alvo também. "A
capacidade de proliferação do tecido adiposo é tamanha
que às vezes ele parece um tumor mesmo", compara
Halpern.
A vantagem é que as injeções do peptídeo
(fragmento de proteína) usado pelos brasileiros, batizado
de adipotídeo, são endereçadas de forma
precisa aos vasos sanguíneos que alimentam as células
de gordura, e só a eles. "Já sabemos que esse
'endereço' também funciona para a gordura humana",
diz Arap.
Por enquanto,
segundo Pasqualini, a equipe deve continuar investindo em injeções subcutâneas, porque elas favorecem
a liberação gradual da substância no organismo
dos pacientes. "É uma abordagem muito interessante,
e o trabalho deles é muito bonito", elogia Halpern. "Mas
vai demorar anos e anos para que isso chegue à aplicação
clínica."
PORTAL R7
Dois
em cada três formandos de medicina não
sabem tratar dor de garganta
Alunos que
estão terminando o sexto e último ano
do curso de medicina no Estado de São Paulo têm
dificuldades para detectar e indicar tratamentos para doenças
simples, como uma infecção de garganta. O diagnóstico é de
um exame aplicado pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina
de São Paulo) em outubro deste ano e que teve os resultados
divulgados nesta quarta-feira (9).
Uma das questões com maior índice de erro testava
a capacidade do aluno de decidir qual medicamento não
era a melhor indicação para um paciente com infecção
de garganta que fosse fazer o tratamento em casa. 66% dos 418
alunos que fizeram a prova responderam a pergunta errado.
Reinaldo
Ayer, conselheiro do Cremesp e responsável pelo
exame, disse ao R7 que a situação descrita na questão é “muito
frequente” e requer “noções básicas
de saúde”.
– Com o diagnóstico e o tratamento corretos, você aliviaria
os hospitais, porque não precisaria internar o paciente.
Outra questão com alto índice de erros foi a que
cobrava que os estudantes soubessem diagnosticar sepse (infecção
generalizada) e meningite em um recém-nascido, algo que,
de acordo com Ayer, exige um “raciocínio mais ou
menos tranquilo”. 62% dos alunos erraram.
O índice de reprovações no exame foi alto.
Apenas 54% dos alunos que fizeram o teste tiveram nota maior
que 6, valor considerado de corte. No ano passado, o índice
de aprovação foi de 57%, o melhor desde que a prova
deixou o estágio experimental, em 2007. Em média,
2.500 médicos se formam por ano no Estado.
Nota baixa todo ano
O índice de aprovações tem se mantido baixo
nos últimos anos: se forem levados em conta os exames
aplicados entre 2005 e 2011, realizados por 3.135 candidatos
ao todo, a reprovação chega a 58,4%.
Nos últimos cinco anos, o índice de aprovação
foi sempre menor que 60%, resultado que, de acordo com o conselho, “mantém
uma tendência consistente e é considerado insatisfatório
e preocupante”.
O teste,
aplicado em outubro deste ano, foi realizado por 25 dos 30
cursos de
medicina do Estado. Duas das escolas ainda não
tem classes se formando e alunos de três faculdades - Centro
Universitário Barão de Mauá, de Ribeirão
Preto, Ufscar (Universidade
Federal de
São Carlos) e FMUSP (Faculdade de Medicina
da USP) - não tiveram qualquer representante.
Esses 418
estudantes representam 16% dos estudantes que cursam o sexto
ano de medicina
em São Paulo.
Deficiências
de ensino
O conselheiro
diz que, em parte, esses resultados ruins são
um reflexo do aumento no número de faculdades de medicina
no Estado de São Paulo – ele considera 30 cursos
um número “incontrolável”.
Nem todas
as instituições conseguem manter um
padrão de ensino, com professores capacitados e estrutura
de laboratórios e hospitais que permitam que os alunos
aprendam. Para ele, o exame revela que “nós temos
estudantes que saem da faculdade com formação inadequada”.
– Hoje nós temos um número incontrolável
de escolas, sem ambientes de ensino e hospitais universitários
adequados, e professores que não têm formação
para serem professores.
No geral,
os alunos de universidades públicas tiveram
resultados melhores que os estudantes das instituições
privadas. 76% dos futuros médicos que estudam em escolas
públicas foram aprovados, enquanto entre as particulares
a taxa foi de 42,5%. Mas é preciso analisar esses dados
com cuidado porque o comparecimento de alunos formados em escolas
públicas foi menor e, de acordo com o conselho, “o
resultado não é homogênio”.
– Há escolas privadas com bom desempenho e públicas
com resultados menos satisfatórios.
O conselho
defende que o exame seja obrigatório para
quem se forma em medicina, assim como acontece com a prova da
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), necessária para formandos
em direito que queiram exercer a advocacia. Mas isso depende
de uma mobilização nacional.
Em nota,
o presidente do Cremesp, Renato Azevedo Junior, diz que o órgão está “convencido de que
uma medida excepcional precisa ser tomada, em respeito à população
que confia a saúde e a vida aos médicos”.
UOL
NOTÍCIAS
Doença de Huntington pode ter origem fora do cérebro
A doença de Huntington é uma patologia neurológica
hereditária rara que causa movimentos corporais anormais,
falta de coordenação motora, além de afetar
várias habilidades mentais e alguns aspectos da personalidade.
Até então, acreditava-se que era um problema cujo único
fator determinante era o cérebro. Contudo, pesquisas recentes
mostram que ela pode surgir primeiro em órgãos
e tecidos periféricos, além de células não-neuronais,
e só depois atingirem o cérebro.
Pesquisa
realizada por cientistas da Universidade de São
Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
reforçou a tese da origem não-cerebral e não-neuronal
da doença. A pesquisa demonstrou que a huntingtina, proteína
que está associada à doença, pode estar
presente em células não nervosas no coração,
o que mostra que ela não é específica dos
neurônios.
Segundo os
pesquisadores, a descoberta leva a novas perspectivas de origem
não-cerebral e não-neuronal da doença,
o que sugere uma nova linha de investigação voltada
para a busca de biomarcadores precoces da patologia, o que pode
antecipar o diagnóstico, propor tratamentos mais eficazes
e aumentar a sobrevida dos pacientes.
A pesquisa
foi apresentada em setembro no Congresso Mundial da Doença de Huntington, realizado na Austrália,
e foi publicado em um suplemento especial da revista Clinical
Genetics, dedicado exclusivamente ao evento.
PORTAL R7
Programa
que treina à distância profissionais de
saúde será ampliado em São Paulo
O governo
federal anunciou que investirá nos próximos
12 meses R$ 4,5 milhões para expansão do projeto
Telessaúde Brasil Redes em São Paulo. O programa
oferece às equipes de Atenção Básica
consultoria à distância, utilizando tecnologias
de informação e comunicação, permitindo
que profissionais de saúde troquem informações
sem sair dos postos de atendimento, por meio de videoconferências
e internet.
A ferramenta
tem por objetivo integrar regiões mais distantes
aos grandes centros de pesquisa e referência, e permite
ações como uma segunda opinião médica,
além de discussão de casos com equipe multiprofissional.
Segundo o
governo, isso evita deslocamentos desnecessários
do paciente, qualifica o diagnóstico e permite a educação
permanente dos profissionais de saúde.
O serviço funciona articulado com as UBS (Unidades Básicas
de Saúde) e auxilia a população atendida
no SUS (Sistema Único de Saúde).
Atualmente,
1.471 serviços de saúde contam com
o programa, que beneficia 947 municípios em 12 Estados:
Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São
Paulo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre.
Quarta-feira, 09.11.11
PORTAL G1
Ministro
diz que hospitais federais do RJ receberão R$
400 milhões
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou nesta
quarta-feira (9) que serão investidos R$ 400 milhões
em reformas, ampliação e equipamentos para seis
hospitais federais do Rio de Janeiro.
Na terça-feira (8), servidores do Hospital federal Cardoso
Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste paralisaram as atividades
na unidade.
“Fizemos um processo de mudanças nas direções,
iniciamos uma auditoria do Ministério da Saúde
junto com a CGU, para avaliar procedimentos que são feitos
nesses hospitais. Hoje saiu publicado a contratação
de mais de 230 médicos e tem R$ 400 milhões sendo
investidos em reforma, ampliação e equipamentos
em seis hospitais federais. Ou seja, as mudanças também
já estão acontecendo nos hospitais federais do
Rio de Janeiro.", disse Padilha.
Denúncias
Os servidores
denunciaram que vários setores importantes
do hospital não estão funcionando, incluindo a
emergência pediátrica. Eles protestaram contra a
falta de funcionários e condições precárias
de trabalho, e pediram a contratação de mais de
500 servidores.
Segundo a
técnica em enfermagem Cristiana Neves, esses
problemas comprometem o atendimento aos pacientes. "Esse
déficit de recursos humanos acarreta filas intermináveis.
Hoje, na cirurgia geral, temos uma fila de espera para a realização
da cirurgia de cerca de duas mil pessoas", afirmou a servidora.
Esta é a segunda vez em menos de um mês
que os profissionais do Cardoso Fontes entram em greve. No
dia 24 de
outubro, eles pararam de trabalhar pelos mesmos motivos.
PORTAL
DA SAÚDE
Saúde debate tecnologia para Cartão
Nacional
Desafios
foram discutidos durante Oficina de Alinhamento Estratégico,
que reuniu secretários municipais e coordenadores do Departamento
de Informática do SUS
O secretário de Gestão Estratégica e Participativa
do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, afirmou
hoje que um conjunto de ações está sendo
realizado para atingir a meta de universalizar o Cartão
Nacional de Saúde. Durante encontro realizado em Brasília,
destacou que os municípios têm avançado bastante
no desenvolvimento de softwares voltados ao cadastramento de
usuários do Sistema Único de Saúde.
"O desafio é aperfeiçoar as soluções
existentes. Fazer com que esses sistemas conversem com o sistema
do Ministério da Saúde via internet. Estamos na
era da interoperabilidade e, trabalhando para garanti-la",
disse o secretário. A declaração aconteceu
na Oficina de Alinhamento Estratégico de Implementação
do Cartão Nacional de Saúde, que reúne secretários
de saúde municipais e coordenadores do Departamento de
Informática do SUS (DATASUS) nos estados. O objetivo é discutir
rotinas e diretrizes para a construção de uma agenda
estratégica de implantação do projeto.
O presidente
do Conselho Nacional dos Secretários Municipais
de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Nardi, concorda
que os municípios são o “carro-chefe” na
operacionalização desse sistema que tem o desafio
de acabar com a fragmentação e garantir a interoperabilidade. “Nossa
expectativa é que o Cartão Nacional de Saúde
seja um grande instrumento de identificação, regulação
e utilidade para o SUS e, principalmente, para o cidadão”.
Mais
sobre o Cartão
Instituído pela Portaria MS 940/11, o Cartão Nacional
de Saúde vai possibilitar a identificação única
dos usuários do SUS e o acompanhamento do conjunto de
atendimentos realizados, onde quer que eles aconteçam.
O Cartão instituirá um padrão nacional de
registro, materializado pelo documento de plástico (PVC),
integrando os sistemas tecnológicos aos quais está vinculado.
Esta integração já está sendo desenvolvida
pelo DATASUS, com apoio de todas as secretarias do Ministério
da Saúde, que estão colaborando com informações
sobre os sistemas que utilizam. O Departamento também
está realizando uma higienização em toda
a base de dados do SUS, corrigindo duplicidades, informações
desatualizadas ou qualquer outro tipo de erro.
PORTAL
DA SAÚDE
Seminário discutirá direito e saúde na
rede pública
Evento
mostrará pesquisas e experiências que contribuem
para a melhoria e fortalecimento do Sistema Único de Saúde
Acontece
em Brasília, entre os dias 22 e 24 de novembro,
o primeiro Seminário Nacional sobre Direito e Saúde.
O evento, idealizado pelo Ministério da Saúde,
Advocacia-Geral da União, Fundação Oswaldo
Cruz, Conselho Nacional do Ministério Público Conselho
Nacional de Justiça, Universidade de São Paulo
e outros órgãos, reunirá pesquisadores,
acadêmicos, operadores do direito na área da saúde
pública, gestores e participantes do controle social.
Para o Consultor
Jurídico do Ministério da Saúde,
Jean Uema, o evento será uma grande oportunidade para
estabelecer consenso sobre as interpretações jurídicas
quanto ao direito à saúde. “Uma das discussões
que precisamos aprofundar é o conhecimento sobre o ordenamento
jurídico da saúde e a sua interpretação.
Além disso, as novas leis que estão surgindo dentro
do direito sanitário, como a regulamentação
da Lei Orgânica da Saúde, e a judicialização
na saúde também devem ser amplamente debatidos”,
explica.
No primeiro
dia, será discutida “a atuação
dos poderes públicos em defesa da saúde”.
Essa mesa tem como foco abordar como os três Poderes atuam
para atender às necessidades da população
na área da saúde, além da contribuição
destes na consolidação e melhoria do SUS. Também
será discutido neste dia o tema ”controle judicial
das políticas públicas”, que tratará de
questões gerais sobre competência, legitimidade
e limites de atuação do Poder Judiciário.
“A integralidade da assistência à saúde
e a Lei 12.401/11” será o primeiro tema do dia 23,
quando será discutida a atuação das associações
de classe e das organizações não governamentais,
em relação à integralidade da assistência à saúde,
e os possíveis impactos da lei de incorporação
de tecnologias em saúde.
Ainda pela
manhã, especialistas avaliarão a “regulação
e liberdade de prescrição em saúde”.
Além das questões éticas, que vão
desde a relação do médico com a indústria
farmacêutica à prescrição de medicamentos
não pertencentes a um protocolo de pesquisa clínica,
os debatedores discutirão a responsabilidade do prescritor
pelos eventuais danos causados ao sistema público de saúde
e aos pacientes. Na tarde do dia 23, no painel “repartição
de competências no SUS: princípio da descentralização”,
o debate será o processo de descentralização
dos serviços e ações de saúde estabelecidas
na Constituição de 1988.
O último dia do evento (24) trará como assuntos
as “novas perspectivas do Direito Sanitário” e “quanto
queremos gastar com a saúde?”. O primeiro debate
deverá discutir as implicações para a filosofia
e a teoria do direito da afirmação de direitos
sociais. O segundo tema vai abordar o orçamento destinado à saúde
pública.
CONCURSO
DE BOAS PRÁTICAS
Durante o
Seminário, também serão apresentados
os vencedores do 1º Concurso Nacional de Práticas
Exitosas na Área de Saúde, com inscrições
abertas até o dia 18. A ideia é incentivar boas
práticas na área de redução de litigiosidade
e gestão e na melhoria da qualidade de acesso ao SUS.
A abertura
do seminário ocorre às 9h do dia 22,
com pronunciamento do ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
e do advogado-geral da União, Luís Inácio
Adams.
Serviço:
I Seminário Nacional sobre Direito e Saúde
Data: 22 a 24 de novembro de 2011
Local: FIOCRUZ – L3 Norte, Campus Universitário
Darcy Ribeiro, Gleba A, SC 4
DIÁRIO
DE S. PAULO
Plano
de saúde
mais barato para o idoso
Luciano Cavenagui
Operadoras
e ANS estudam fórmula para baixar preços
de mensalidades para quem atinge a faixa de 59 anos
As operadoras
de plano de saúde estudam com a ANS (Agência
Nacional de Saúde Suplementar) uma fórmula para
tentar baixar os preços das mensalidades de quem atinge
a faixa de 59 anos. Está sendo discutido um modelo que
mistura assistência médica e previdência privada.
Existem atualmente 5,5 milhões de usuários acima
dessa faixa etária no país.
Os aumentos
para quem atinge 59 anos surpreendem os beneficários,
já que eles podem chegar a 70% em alguns casos.
A ideia é acumular parte do valor da mensalidade em um
fundo de capitalização individual, que ajudaria
a custear os gastos com saúde após os 59 anos,
quando a necessidade de assistência aumenta e a renda,
normalmente, diminui consideravelmente. Os jovens pagariam mais.
“Somente isso não basta. É preciso também,
a longo prazo, o governo e a iniciativa privada implantarem programas
de prevenção de doenças para minimizar os
efeitos durante a fase idosa”, disse Marcio Coriolano,
presidente da FenaSaúde (Federação Nacional
de Saúde Suplementar), entidade que reúne as principais
operadoras do país. A ANS informou que o grupo de trabalho
deve terminar o estudo no início de 2012.
Número de idosos deve triplicar até 2050
A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) colocou
a discussão do novo modelo como prioridade. Isso porque
o número de idosos, que hoje representam 10% da população
e 25% dos gastos com saúde, deve triplicar até 2050.
PORTAL
DA SAÚDE
Telessaúde é expandido a todas as regiões
do país
Serviço de teleconferência, que hoje atende 12
estados, será ampliado para todo país, levando
qualidade e rapidez nos atendimentos realizados no SUS.
O governo
federal está ampliando as ações
do projeto Telessaúde Brasil Redes para todo o país.
O Ministério da Saúde investirá nos próximos
12 meses R$ 70 milhões para a expansão do serviço,
que hoje está presente em 12 estados. O Telessaúde é um
programa que oferece às equipes de Atenção
Básica teleconsultoria à distância, utilizando
tecnologias de informação e comunicação.
O programa
permite que profissionais de saúde troquem
informações sem sair dos postos de atendimento,
por meio de videoconferências e internet. A ferramenta,
que integra regiões mais distantes aos grandes centros
de pesquisa e referência, permite ações como
uma segunda opinião médica, além discussão
de casos com equipe multiprofissional. Isso evita deslocamentos
desnecessários do paciente, qualifica o diagnóstico
e permite a educação permanente dos profissionais
de saúde.
“Na prática, a expansão do Telessaúde
significa mais agilidade e menos tempo de espera. Às vezes,
o paciente faz um eletrocardiograma num posto de saúde,
mas não há um médico apto a realizar a leitura
do mesmo. Com o programa nas UBS, este profissional terá em
tempo real um diagnóstico do paciente para poder proceder
rapidamente o encaminhamento adequado”, destaca o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
O serviço funciona articulado com as Unidades Básicas
de Saúde (UBS) e auxilia a população atendida
no Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnósticos ágeis
e precisos. Atualmente, 1.471 serviços de saúde
contam com o programa, que beneficia 947 municípios em
12 estados: Amazonas, Ceará, Goiás, Minas Gerais,
Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
São Paulo,Tocantins, Mato Grosso do Sul e Acre.
Para se habilitar
ao novo financiamento, os gestores locais do SUS - que ainda
não tem o Telessaúde ou àqueles
que querem ampliá-lo na sua região - devem cadastrar
as suas propostas até o dia 15 de novembro, com possibilidade
de recebimento da verba ainda esse ano, ou entre o dia 15 e 30
de novembro, com recebimento apenas em 2012. Os projetos devem
ser enviados pelo site http://dab.saude.gov.br/.Os valores destinados
a cada estado foram definidos pelo Ministério da Saúde
por meio da avaliação do número de habitantes
na região e pela quantidade de Equipes de Saúde
da Família.
EXPANSÃO
O ministro
Alexandre Padilha lembra, ainda, que com a expansão
do programa um número maior de brasileiros será beneficiado
pelas facilidades do programa. “O nosso investimento representa
um grande avanço na saúde do país e um significativo
aumento na capacidade dos postos de saúde em atender a
população”. Atualmente, o país conta
com 43 mil Unidades Básica de Saúde. O Telessaúde
Brasil Redes passou, em novembro, a integrar o Programa de Requalificação
das Unidades Básicas de Saúde (UBS), lançado
este ano pelo governo federal e que está ampliando e qualificando
as UBS em todo o país, além da construção
de novas unidades.
VANTAGENS
Nas localidades
onde o Telessaúde Brasil já foi
implantado, as teleconsultorias e as segundas opiniões
formativas (discussão de casos clínicos com outros
profissionais) evitaram o encaminhamento dos pacientes para atendimento
em outro serviço de saúde em 70% a 80% dos casos.
Isso tem um relevante impacto financeiro, além de ampliar
o acesso e melhorar a resolubilidade da atenção à saúde
prestada à população.
SITE O DOCUMENTO
Secretaria
de Saúde de Cuiabá adota medidas de
prevenção à febre amarela
Equipes formadas
por 40 profissionais das áreas de vigilância
e assistência à saúde da Secretaria Municipal
de Saúde de Cuiabá (SMS) estão atuando no
bairro Jardim Aquarius, desde a primeira notificação
de mortandade de macacos na região. Como a febre amarela
pode ser uma das causas da morte dos animais, uma base operacional
foi montada no local e medidas preventivas foram adotadas para
evitar a contaminação humana.
Onze equipes,
cada uma com três componentes, estão
percorrendo o bairro levantando informações e orientando
aos moradores. Até agora foram visitados 162 imóveis,
650 pessoas entrevistadas e 129 foram vacinadas. Pessoas em estado
febril estão sendo encaminhadas para avaliação
médica e exames. Os agentes vistoriam também os
terrenos baldios e áreas de matas adjacentes para identificação
de macacos doentes ou mortos.
As equipes,
em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde,
procuram também por vetores adultos da doença,
que é o mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Os
moradores do bairro estão sendo orientados para auxiliar
e reforçar o combate aos focos de mosquitos. Também
foi emitido um alerta para a rede de assistência de atendimento
a eventuais casos em humanos.
Providências
O material
coletado dos macacos mortos foi encaminhado para análise no Instituto Evandro Chagas, em Belém do
Pará, laboratório de referência para o diagnóstico
da doença. Os resultados devem sair entre 20 e 30 dias.
Embora todos os cuidados envolvam a prevenção da
febre amarela, não está descartada a hipótese
de envenenamento como causa da morte dos macacos.
Prevenção
Até agora, não há nenhuma confirmação
de que os macacos morreram em decorrência da febre amarela
silvestre, muito menos de que a doença venha a acometer
seres humanos. A ação da SMS é, contudo,
preventiva e obedece a protocolo previsto pelo Ministério
da Saúde. Importante é que as pessoas que não
se vacinaram ou estão com suas vacinas vencidas procurem
a rede municipal para regularizar sua situação
vacinal.
Febre Amarela
A febre amarela é uma doença viral, infecciosa,
febril e aguda, de curta duração (no máximo
de 12 dias) e gravidade variável. Pode se apresentar desde
uma infecção leve até formas graves e fatais,
com um período de incubação que varia de
três a seis dias. A febre amarela pode ser transmitida
de homem a homem por mosquito do gênero Aedes (o mesmo
da dengue)
Sintomas
Os sinais
e sintomas mais comuns são caracterizados por
manifestações de insuficiência de fígado
e rins, com quadro febril agudo (até sete dias), acompanhado
de icterícia (cor amarelada da pele) e/ou manifestações
hemorrágicas, podendo evoluir para óbito em aproximadamente
uma semana.
Todos os
profissionais e estabelecimentos de saúde são
obrigados a notificar imediatamente os casos suspeitos à autoridade
sanitária local, por se tratar de doença grave,
cujas medidas de controle são urgentes. A melhor forma
de prevenir à doença é a vacinação
das pessoas sem comprovação vacinal nos últimos
dez anos.
PORTAL G1
Conselho
de enfermagem vai a hospital onde bebê morreu
após erro
Auxiliar
de enfermagem injetou 10 ml de leite na veia de bebê de
13 dias. Caso ocorreu no Hospital Municipal Professor Mário
Dégni, no Rio Pequeno.
Uma equipe
do Conselho Regional de Enfermagem de São
Paulo esteve na tarde desta quarta-feira (9) no hospital municipal
em que um bebê prematuro morreu vítima de erro médico.
Kauê Abreu dos Santos, de 13 dias, recebia medicação
pela veia e alimentação por uma sonda no nariz.
Mas no domingo à noite uma auxiliar de enfermagem injetou
leite na veia do bebê. A Secretaria Municipal de Saúde
demitiu a funcionária e a Polícia Civil investiga
o caso.
O bebê, que morreu após receber 10 ml de leite
via intravenosa, foi enterrado na manhã desta quarta-feira
no Cemitério de Perus, na capital paulista. Segundo amigos
que participaram do funeral, os pais tiveram que tomar calmante
porque estão em estado de choque.
A criança nasceu prematura e estava internada na UTI
neonatal do Hospital Municipal Professor Mário Dégni,
no Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo, recebendo
soro com medicamentos para evitar infecções.
O bebê recebia medicamentos na veia e se alimentava, por
meio de sonda, com o leite tirado da mãe. A sonda estava
colocada no nariz do bebê para levar o leite direto para
o estômago. Porém, segundo a família, uma
auxiliar de enfermagem se confundiu e injetou 10 ml de leite
na veia do recém-nascido.
Os pais passavam
o dia todo com o bebê no hospital, mas
no dia da morte tinham saído justamente quando tudo aconteceu.
De acordo com mãe, Jovenita Oliveira de Abreu, de 32 anos,
os funcionários demoraram a dizer o que havia acontecido. “Cheguei às
10h30 e fui saber a verdade mais ou menos 15h30. Houve um erro.
A causa foi o leite que foi injetado na veia dele, não
pela sonda”, disse a mãe.
Na noite
de terça-feira (8), os pais estiveram na delegacia
no 51º DP, no Rio Pequeno, para registrar o boletim de ocorrência.
“Hoje em dia é um erro atrás do outro na
medicina. A gente tem que tomar providência para ver se
para com esses erros. Para mim, um erro desses nem um analfabeto
fazia”, declarou o pai, Admildo Xavier dos Santos.
Prefeitura
O secretário Municipal de Saúde, Januário
Montone, considerou o erro “grosseiro” e “inaceitável”, “Para
a família desse bebê, eu só posso pedir desculpas,
porque foi um erro absolutamente inaceitável. A gente
chama de tragédia, mas é mais do que isso, porque
foi uma morte evitável”, disse o secretário.
Segundo Montone,
uma investigação está sendo
feita para buscar as “causas maiores” desse acidente
e para saber se houve uma tentativa de “mascarar” o
que aconteceu. Para o diretor do hospital, ela reconheceu que
errou.
O secretário afirmou que, infelizmente, a queda na qualidade
na é só na rede pública e que a Prefeitura
tem feito um programa com o intuito de reduzir o número
de erros. Cerca de 6 mil funcionários já foram
treinados e outros 6 mil entrarão em treinamento até 2012.
O caso também vai ser investigado pelo Conselho Regional
de Enfermagem.
DIÁRIO
DO PARÁ
Campinas deve ter epidemia de dengue em 2012
A Secretaria
Municipal de Saúde apresentou ontem o Plano
de Contigência da Dengue e nele prevê um alto risco
de epidemia da doença em 2012. A estimativa se dá por
vários indícios, que vão desde a presença
do sorotipo 4 da dengue até o fato de o inverno ter sido
menos rigoroso neste ano. Tanto que o município não
conseguiu interromper ou diminuir os casos da doença no
inverno.
Neste ano
foram 3.010 ocorrências, ante 2.647 no ano passado.
Uma pessoa morreu da doença em 2011. “Em todas as
semanas tínhamos casos de dengue”, disse o coordenador
do Programa Municipal de Controle da Dengue, André Ribas
Freitas. Os meses críticos são março e abril.
Uma epidemia é medida pelo número de casos mensais.
Em janeiro, por exemplo, se for registrado mais de 86 casos,
há uma epidemia. Em abril, a mesma situação
se repete se forem contabilizados 285 doentes, segundo Freitas.
No novo plano,
o coordenador explicou que irá focar duas
ações de contenção para 2012. A primeira
será o aperfeiçoamento das equipes de atendimento
hospitalar no sentido de identificar os sintomas nos pacientes.
O segundo
será centralizar ações de prevenção
em escolas – locais considerados de grande fluxo de pessoas. “Iremos
envolver os diretores de escolas públicas e particulares
para que tomem ações de controle. Se houver infestação
do mosquito da dengue (Aedes aegypti) nesses ambientes, o risco
de contaminação é muito alto”.
A Saúde tem 160 pessoas envolvidas no controle da doença
em Campinas.
ESTADÃO.COM.BR
Novas
drogas contra hepatite C são até seis vezes
mais eficazes
Duas novas
drogas contra a hepatite C, que estão sendo
testadas no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, apresentaram
até seis vezes mais eficácia do que os medicamentos
usados no tratamento convencional. A Telaprevir e a Boceprevir,
recém-aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) para a utilização no
Brasil, apresentaram índice de cura de aproximadamente
75% em pacientes que nunca fizeram tratamento contra a hepatite
C. Com o tratamento tradicional (com Interferon e Ribavirina),
a cura chegava, em alguns casos, a 40%.
O resultado
positivo às novas drogas foi mais expressivo
em pacientes que já haviam feito o tratamento convencional,
mas tinham apresentado recaídas. Nesses casos, as novas
substâncias alcançaram índice de cura de
88%, ante 15% obtidos com os medicamentos convencionais.
“A eficácia tem se mostrado até mesmo na
redução do tempo de tratamento, diminuindo de um
ano para a média de nove a 11 meses”, diz o médico
Roberto Focaccia, responsável pelos estudos. Segundo ele,
dos nove pacientes tratados no Emílio Ribas com o Telaprevir,
oito tiveram a cura da doença.
As duas novas
drogas ainda não são fornecidas
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que,
apenas no segundo semestre de 2012, os dois novos medicamentos
passem a ser ofertados na rede pública de saúde.
Em unidades particulares, o tratamento custa hoje em torno de
R$ 9 mil por mês. Segundo Focaccia, há no Brasil
cerca de três milhões de pacientes que serão
beneficiados pelas novas drogas quando passarem a ser oferecidas
pelo SUS.
Os testes
do Emílio Ribas são feitos concomitantemente
em outros países, todos sob supervisão da FDA (Food
and Drug Administration), a agência reguladora de medicamentos
norte-americana.
A hepatite
C é uma doença grave, que pode evoluir
para o câncer de fígado ou levar o paciente a fazer
transplante hepático. É transmitida pelo sangue,
principalmente por utensílios de uso pessoal, como tesouras,
pinças e alicates de unhas. A transmissão sexual
não é comum. Os grupos de maior risco são
os pacientes receptores de sangue, usuários de drogas
endovenosas, pacientes em hemodiálise e trabalhadores
da área de saúde. De 1% a 1,5% dos brasileiros
são portadores crônicos do vírus causador
da doença, o HCV.
AGENDA
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html