Leia
nesta edição:
- "Saúde deve mostrar serviço
com verba que tem"
- Hospitais
sustentáveis
- Frente
Parlamentar da Saúde elege diretoria da nova
legislatura
- I ENCM 2011 debate trabalho e ensino
- Remédios terão
aumento de 6% a partir do dia 31
- Saúde
em crise
- Médicos
parados para o bem dos pacientes
- A saúde e os cortes no orçamento da União
- Consulta
Pública sobre Recuperação Assistencial
e Direção Técnica
Sexta-feira, 11.03.11
Valor Online
"Saúde deve mostrar serviço
com verba que tem"
Por Raymundo Costa
Antes de
pedir mais dinheiro para a saúde, o ministro
Alexandre Padilha vai tentar gastar melhor o que tem. Só com
isso - acredita - será possível convencer a sociedade
a permitir novas formas de financiamento e levar a saúde
a padrões de primeiro mundo. Segundo Padilha, o Brasil
tem o programa - Sistema Unificado de Saúde (SUS) - que
mais faz transplantes e hemodiálises do mundo, e, no entanto,
gasta apenas R$ 660 per capita. Isso somados União, Estados
e municípios. Só a União investe R$ 304
per capita. Inglaterra e Canadá gastam seis vezes mais.
Há dois meses no Ministério da Saúde, Padilha
diz que há uma revolução a caminho, que
vai desde um novo modelo de construção de unidades
de saúde, até a mudança da forma de remuneração
dos hospitais. Ele quer regionalizar os atendimentos de saúde.
Cobrar compensação dos planos por seus segurados
atendidos na rede SUS é prioridade dele e da presidente.
Não dá prazo, mas diz que já este mês
concluirá a primeira etapa da implantação
do Cartão SUS. A seguir, a entrevista concedida ao Valor:
Valor: O
problema da saúde é mais de gestão
ou de dinheiro?
Alexandre
Padilha: Eu não tenho dúvidas de que
a gente pode fazer muito mais com o que temos. A prioridade é dupla:
investir melhor o que nós temos e ter mais para investir
cada vez melhor. Agora eu tenho plena consciência de que
no debate com a sociedade, neste momento, a prioridade do ministério é mostrar
claramente que pode fazer mais com o que tem, aumentar os controles,
ter pactos cada vez mais claros com o que tem e definir melhor
suas prioridades, até para a sociedade ter segurança
e a economia brasileira poder colocar mais recursos para a saúde
para que a gente possa atingir os patamares de outros países.
Porque há países em que o investimento no setor é de
dez, 11, 12 vezes mais per capita.
Valor: Com atendimento universal?
Padilha: O dos EUA é o que mais investe, é 11,
12 mais, mas é muito privado. Canadá e Inglaterra,
seis, sete vezes mais. No Brasil, a saúde suplementar é quase
três vezes maior que a saúde pública per
capita. Mas atende a 45 milhões de pessoas. O SUS, teoricamente,
atende 190 milhões, mas, na prática, responde por
150 milhões. O investimento per capita da saúde
suplementar é quase três vezes mais o per capita
da saúde pública.
Valor: O
senhor vai retomar o projeto das fundações
estatais para gerenciar a saúde?
Padilha: A prioridade é o aprimoramento da gestão
do SUS. Acho um grande erro misturar aprimoramento das gestão,
com modelo gerencial administrativo.
Valor: O
que precisa para que os hospitais públicos tenham
o padrão da rede Sarah Kubitschek?
Padilha: Temos alguns hospitais públicos do mesmo padrão.
Alguns hospitais universitários. A rede Sarah Kubitschek é uma
rede que nos orgulha a todos. É uma rede em parte é financiada
com recursos públicos. Tem excelência na gestão.
Valor: É uma fundação. O senhor é contrário
a esse modelo?
Padilha: Só não acho que essa seja a centralidade
do debate do modelo de gestão. São alternativas
gerenciais importantes. Nós precisamos compreender o SUS.
O sistema brasileiro é formado por modelos gerenciais
diversos. Isso é a riqueza do SUS. Eu sou favorável
a qualquer modelo gerencial que cumpra suas diretrizes. No SUS
você tem hospitais só estatais de altíssima
qualidade, e hospitais só estatais que não são
nada públicos, são quase privados. São tão
privados quanto hospitais privados, com trabalhadores poucos
valorizados. No SUS você tem fundações de
altíssima qualidade que seguem as diretrizes do SUS e
você tem fundações de baixíssima qualidade
na execução. Você tem modelos novos de PPPs,
de alta qualidade assim como de baixa qualidade. Precisamos é aprimorar
a gestão do SUS na definição da prioridades
para investimento.
Valor: Quais
são
essas prioridades?
Padilha: Às vezes há recurso,
investimento, equipamento e estrutura, mas o processo de trabalho
na unidade faz com que
o atendimento seja de baixa qualidade.
Valor: Por que?
Padilha: A unidade precisa ter uma agenda aberta para o acesso. Há unidades de saúde que têm equipamento,
estrutura e profissionais, mas funcionam com a agenda fechada,
não acolhem quem chega. Quando acolhe, não faz
análise de risco. Então, quem está em situação
grave tem o mesmo cuidado e prioridade de quem não está,
fica no mesmo lugar, não tem espaço de organização
para cada um deles.
"Mais do que implantar fundações
precisamos que as unidades estejam abertas a acolher quem chega"
Valor: Como
será a mudança na gestão?
Padilha: A prioridade, em gestão, é ter instrumentos
mais sólidos no contrato entre União, Estados e
municípios. Que este contrato seja fruto do que nós
estamos chamando de mapa sanitário regional.
Valor: O
que é esse
mapa?
Padilha: É preciso regionalizar a saúde no país.
Esse mapa vai definir qual o território necessário
para compor uma rede que vai da atenção básica
até uma certa complexidade. Nesse território tem
vários gestores. A gestão pura municipal, outro é um
hospital estadual, outro, um hospital filantrópico credenciados
do SUS. Então você tem vários modelos gerenciais
no espaço regional. A nossa centralidade é a gestão
das redes no espaço territorial, é isso que pode
melhorar a qualidade de saúde do país.
Valor: Como
centralizar a gestão?
Padilha: Fazendo os contratos entre Estados e municípios
a partir da realidade regional com objetivos e metas claras a
serem cumpridas e acompanhadas.
Valor: Fácil
assim?
Padilha: Junto com isso pensamos em criar um indicador nacional de garantia
de
acesso que tenha expressão regional e,
de certa forma, tenha o que o SUS oferta para as necessidades
de saúde daquela região, o que consegue resolver
naquela região. Em que medida o acesso é de qualidade
e do nível de satisfação do usuário.
Precisamos de um indicador de satisfação do usuário.
Isso para compor um grande indicador nacional que pode ter a
expressão regional, a expressão estadual e que
seja um marcador para a melhoria da saúde para aquela
região, para aquele Estado.
Valor: Para que serviria esse indicador?
Padilha: Por exemplo, uma região hoje é nota dois.
Nós queremos que em quatro anos ela chegue a cinco. Por
esse indicador, União, Estados e municípios definirão
a estratégia para que essa região chegue aos cinco.
Valor: A
presidente Dilma diz que antes é preciso saber "para
quê" vai se pedir mais dinheiro para a Saúde.
O senhor sabe?
Padilha: A prioridade são essas duas grandes portas de
entrada do SUS: atenção básica e a porta
da urgência e emergência. A atenção
básica, para ser resolutiva, precisa ter o suporte permanente
da atenção especializada.
Valor: Como assim?
Padilha: O médico que está no centro de saúde
tem que analisar seu diagnóstico com um médico
da atenção especializada fazendo uso da telemedicina.
Isso significa reestruturar fisicamente a unidade básica
de saúde. É preciso renovar o padrão construtivo
das unidades de saúde do país. A vida média
dos nossos hospitais é de 35, 40 anos. São construídos
no padrão de uma medicina que não existe mais.
Por exemplo: a realidade das urgências e emergências.
A grande maioria foi construídas quando as urgências
e emergências eram um espaço pequeno, a centralidade
nos hospitais eram os leitos de internação crônica,
de longa duração. Salvavam-se poucas vidas na urgência
e emergência. Isso mudou nos últimos 15 anos. Então
você tem de mudar todo o padrão construtivo das
urgências e emergências do país, para garantir
equipes estejam lá, quando forem demandadas, mas também
assegurar a relação desta unidade com a atenção
hospitalar de média complexidade.
Valor: Como
seria esse espaço?
Padilha: A ideia é ter urgências e emergências
amplas. Em rede. Na atenção básica tem uma
sala de observação, é o primeiro atendimento.
No meio do caminho tem uma Unidade de Pronto Atendimento e o
transporte seguro, que é o Samu. É preciso ter
uma unidade de urgência e emergência hospitalar em
que a entrada seja ampla, faça classificação
de risco, diga quem é de risco alto, vermelho, quem é de
risco intermediário, amarelo, quem não é de
risco. Haverá também o leito de retaguarda. Um
dos problemas da urgência lotada não é que
as pessoas não estejam sendo atendidas. Falta um leito
de retaguarda para encaminhar essa pessoa.
Valor: Onde se poderia justificar novos recursos?
Padilha: O acesso ao que tem de mais alta complexidade. O Brasil hoje
tem um
déficit importante de cirurgia de ortopedia.
Seja de cirurgia de urgência e emergência de trauma,
que é decorrente de acidente, seja de reabilitação.
Há também uma população cada vez
maior de acesso a medicamentos de alto custo, quimioterápicos,
radioterápicos, que impactam fortemente a realidade de
saúde. Isso é de alto custo. O Brasil é o
país que mais faz transplante público no mundo,
o que tem a maior rede de hemodiálise totalmente pública
no mundo. Gratuita, universal.
Valor: Com
dois meses no cargo, já deu para identificar
os principais gargalos da saúde?
Padilha: Um é esse: os mecanismos de contratualização
entre União, Estados e municípios. É um
gargalo importante, fundamental. Ou seja, os instrumentos que
definem os repasses entre União, Estados e municípios,
e que estabelecem metas de compromisso e que induz financeiramente
e premia quem cumpre meta. Outra prioridade é a definição
do que compõe uma rede de atenção à saúde.
Valor: Por
quê?
Padilha: O processo de construção do SUS foi um
processo de descentralização para os municípios.
Se jogou muito peso no processo de descentralização
e menos nas outras diretrizes fundamentais do SUS que são
o acesso e a integralidade, ou seja, dar para a pessoa o cuidado
integral.
Valor: A
saúde suplementar atende mais de 45 milhões
de pessoas, que também se servem da rede pública.
Quando é que os planos de saúde vão começar
a ressarcir o SUS? Isso também não é financiamento
da saúde?
Padilha: Esse ressarcimento é prioridade nossa. Nós
primeiro precisamos aprimorar as informações que
o SUS tem dos atendimentos dos planos de saúde para que
se possam estabelecer metas de ressarcimento. A ideia do Cartão
Nacional de Saúde, conhecido como o cartão SUS,
também é pra isso. Ele é fundamental para
reorganizar o sistema. É nossa prioridade, é prioridade
da presidenta.
Valor: Qual é a parcela dos usuários
dos planos atendida pelo SUS?
Padilha: Há várias estimativas e aproximações.
Algumas unidades hospitalares dizem que chega a 15%, 20%, mas
hoje não se tem esse dado com precisão. O que se
tem hoje é uma estimativa que varia de R$ 500 milhões
a R$ 1 bilhão por ano, mas são estimativas. O que
se sabe muito claramente é que em geral é muito
comum quem tem plano de saúde se utilizar do SUS na urgência
e emergência. É muito comum também para o
uso do medicamento mais caro, quimioterápico, radioterapia
que o plano não cobre, transplantes, cirurgias com alta
tecnologia. Isso é muito comum. O ressarcimento é fundamental
para compensar, e, mais do que isso, para identificar cada vez
mais quais são os pontos de complementariedade. A partir
da definição desses pontos é possível
construir uma agenda comum de organização dos serviços.
Valor: Como
o senhor pretende convencer os planos de saúde,
que resistem a fazer ressarcimento?
Padilha: Há uma disputa, inclusive de questões
legais. São questionamentos não sobre a lei, que
estabelece limites para o mecanismo de ressarcimento. Mas há um
interesse também da saúde suplementar de que essa
complementariedade seja mais clara. Nós estamos conversando.
"Precisamos de um indicador de satisfação
do usuário para compor um índice nacional que sirva às
metas da saúde"
Valor: Já existe um cronograma para a implantação
do cartão?
Padilha: Fechado não. Nós estamos fechando agora
um diagnóstico de quais são os municípios
que já usam hoje. Vários municípios já usam
o número do cartão SUS para a organização
e gestão de seus serviços. Esse diagnóstico
fica pronto agora na metade de março. São cerca
de 700 municípios. Não necessariamente têm
um cartão. Às vezes usam só o número
que está cadastrado. Há quase 100 milhões
de pessoas cadastradas com o registro do número SUS. Tem
130 milhões de pessoas cadastradas e 100 milhões
de cadastros limpos, higienizados de um número do cartão
SUS. São Paulo usa o número do cartão SUS
para toda a rede básica do Estado. Diadema (SP) usa para
tudo: básica, média e alta complexidade e Belo
Horizonte (MG) também.
Valor: Então o cartão sai este ano, depois de
oito anos e dois governos de discussão?
Padilha: Não dou prazo. O Conselho Nacional de Saúde
já discutiu o assunto ano passado.
Valor: O
senhor vai primeiro tentar o acordo com a saúde
suplementar para ter mais recursos ou o aumento do financiamento
via CPMF ou CSS?
Padilha: Eu não vou discutir fonte de financiamento.
Meu esforço é aprimorar a gestão para fazer
mais com o que nós temos para que o crescimento da economia
seja generoso com a saúde no país. Agora uma coisa
não tem relação com a outra. O ressarcimento
não resolve o problema do financiamento do SUS. O ressarcimento é muito
mais que uma compensação pelo uso - ele permite
identificar complementariedades entre o SUS e a saúde
suplementar.
Valor: O senhor vai reajustar a tabela SUS como reclamam os
hospitais?
Padilha: Estou convencido de que nós precisamos apostar
num novo modelo de financiamento dos procedimentos da saúde.
Todas as experiências mostram que se você puder fugir
do modelo de remuneração por procedimento e passar
para um modelo de remuneração por pacote - diagnóstico,
tratamento e qualidade de serviço, sobretudo alta - você tem
resultados e utilização melhor dos recursos. A
grande demanda que os hospitais fazem em relação à tabela
SUS não é só se vai ou não reajustar,
mas discutir qual é o perfil assistencial de cada um desses
hospitais. E você sai comprando procedimento pontual em
cada hospital. Em vez de pagar procedimento, eu prefiro contratar
20, 30 leitos, blocos de leito, contratar as equipes desse hospital.
Valor: Pelo
visto, logo vamos ter um Plano Nacional de Saúde.
Padilha: Ah, isso também!
Valor: Como
está sua relação com os governadores
da oposição?
Padilha: Ótima. Com todos os da oposição.
Um grau de convergência grande tanto com os da base [de
apoio ao governo] quanto com os da oposição. Todos
sentem na pele a escassez da falta de médico onde se precisa,
da distribuição de médicos, da necessidade
de reestruturação física das unidades, de
se pensar novos modelos da contratação e remuneração
de serviços que são ofertados. Hoje há uma
grande convergência em relação aos desafios
da saúde, não só dos governadores quanto
dos secretários dos partidos de oposição.
Com alguns deles eu tenho identidade inclusive profissional anterior.
Em São Paulo, além de ótima relação
profissional com o governador Geraldo Alckmin [PSDB}, do ponto
de vista político, o secretário de Saúde é professor
da USP, instituição à qual eu estava ligado,
então a relação é a melhor possível.
Isso é bom porque acho que podemos construir um grande
consenso entre a base do governo e a oposição sobre
os desafios da saúde no país.
Jornal
de Brasília
Hospitais
sustentáveis
O presidente
da Confederação Nacional de Saúde,
José Carlos Abrahão, estará em Washington,
no próximo dia 17, para participar do seminário
internacional Saúde e Sustentabilidade, promovido pela
consultoria Gesaworld. Na ocasião, Abrahão será o
moderador de painel sobre "Negócios, Saúde
e Desenvolvimento Sustentável".
CFM
Frente
Parlamentar da Saúde elege diretoria da nova legislatura
A Frente
Parlamentar da Saúde agendou para 15 de março, às
16 horas, a sessão para a eleição da sua
nova diretoria. A data foi escolhida em reunião do grupo
realizada em 23 de fevereiro. O atual presidente, o deputado
Darcísio Perondi (PMDB-RS), afirmou que a nova diretoria
terá a missão de buscar um maior engajamento de
deputados e senadores. “A Frente da Saúde tem credibilidade, é articulada
e uma relação muito estreita com as entidades nacionais
ligadas à saúde que, por sua vez, têm voz
ativa e poder de mobilização”, destacou.
Na avaliação dos membros da Frente Parlamentar
da Saúde, os novos deputados, muitos deles ex-secretários
estaduais e municipais de saúde, estão vindo participar
das primeiras reuniões e procurando se engajar. “Estamos
percebendo nesses novos companheiros, muita vontade de trabalhar
e de lutar pela melhoria do financiamento do SUS e dos interesses
do setor de saúde”, completou Perondi.
Após a eleição e posse da nova diretoria,
a Frente Parlamentar da Saúde vai definir agendas de trabalho,
tanto técnica e estratégica quanto política.
Para isso, grupos de parlamentares e representantes das entidades
deverão ser formados para analisar propostas, sugestões
e verificar o teor dos projetos de lei sobre saúde que
estão tramitando na Câmara e no Senado.
Fonte: Assessoria
do deputado Darcísio Perondi
CFM
I ENCM 2011 debate trabalho e ensino
Os conselhos
de medicina de todo o país têm encontro
marcado no próximo mês de março, em Goiânia.
A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional
dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes
dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para
análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio
permitirá traçar amplo quadro da saúde e
elaborar diretivas conjuntas das entidades.
A solenidade
de abertura ocorrerá no dia 16, na sede
do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), às
9h. Entre os temas previstos na programação estão
discussões sobre terceirização na saúde
pública, determinantes sociais da saúde, graduação,
carreira e mercado de trabalho.
Entre os
convidados, além de diretores e conselheiros
do CFM, dos CRMs e entidades médicas associativas e sindicais,
estão previstas as presenças do médico,
ator e escritor Reinaldo de Oliveira; do cardiologista Geniberto
Paiva Campos; do secretário da Gestão do Trabalho
e da Educação em Saúde (Ministério
da Saúde), Milton de Arruda Martins; do professor da Universidade
de Brasília (UnB), Mauricio Gomes Pereira; do ex-deputado
federal (PDTPE), Paulo Rubem Santiago; e da professora da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia, entre outros.
O presidente
do Cremego, Salomão Rodrigues Filho, aguarda
com expectativa a realização do evento e avalia
que o encontro irá “estimular e fomentar a discussão
dos grandes problemas que a categoria está vivendo atualmente,
o que deverá alavancar o movimento médico em nosso
estado”, aposta o conselheiro goiano.
O Tempo Online
Remédios terão
aumento de 6% a partir do dia 31
Os brasileiros
vão pagar mais caro por remédios
importantes como antibióticos e anti-inflamatórios
a partir do dia 31 deste mês. O governo anunciará,
nos próximos dias, um reajuste de pelo menos 6% nesses
produtos, que ainda têm os preços controlados pela
Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos
(Cmed) - ligada à Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa).
Ficarão mais salgadas cerca de 20 mil apresentações
de remédios. Como muitos são de uso contínuo,
ou utilizados no tratamento de doenças graves, o governo
define o quanto podem subir a cada ano. O objetivo é evitar
que a população seja prejudicada por eventuais
aumentos excessivos por parte da indústria farmacêutica.
Entre os produtos cujos reajustes foram autorizados estão
vasodilatadores, como Viagra, e ansiolíticos, como Lexotan.
O IPCA acumulado
de março de 2010 a fevereiro de 2011
foi de 6,01%. Mas, como a Cmed calcula o aumento dos medicamentos
com base na inflação e em alguns critérios
técnicos, o reajuste pode ficar um pouco acima ou abaixo
do índice. São levadas em conta a produtividade
da indústria no último ano e a concorrência
imposta pelos genéricos.
Se o governo
entender que os laboratórios tiveram ganhos
de produtividade, por exemplo, o reajuste máximo autorizado
pode acabar ficando menor. No caso dos genéricos, quanto
maior for a concorrência com o produto de marca, maior é o
reajuste permitido para a indústria. Por isso, se um produto
tiver forte concorrência, ele pode ser autorizado a repassar
o teto do percentual de reajuste. Já aqueles que dominam
o mercado podem ser obrigados a aplicar um percentual menor.
Essa é uma forma de forçar os laboratórios
a repassar para os consumidores o menor aumento possível.
Quem elevar os preços acima do autorizado pode ser multado
em até R$ 3,2 milhões. Segundo técnicos
do governo, é possível que o reajuste máximo
autorizado neste ano fique um pouco acima do IPCA, em função
da menor produtividade da indústria em 2010.
Os medicamentos
serão mais um fator de pressão
sobre a inflação de 2011. Segundo o economista-chefe
do banco ABC Brasil, Luís Otávio Leal, embora esses
produtos não tenham um efeito em cadeia sobre a economia,
eles vão puxar para cima o índice de abril.
De
graça
Demanda.
A procura por remédios gratuitos contra diabetes
e hipertensão registrou um aumento de 50% em fevereiro,
segundo o Ministério da Saúde. Indústria
e farmácias conveniadas precisaram se adaptar.
Zero Hora
Saúde
em crise
Por Mário
Henrique Osanai
Notícias de problemas com a assistência à saúde
ocupam espaço cativo na mídia. Com frequência
e gravidade crescentes. O destaque principal fica com as emergências,
internações e postos de saúde. Mas também
inclui o acesso a medicamentos e tratamentos, planos de saúde
e desempenho de profissionais e estabelecimentos de saúde.
Os relatos de pacientes e familiares expõem carências,
limitações, desassistência e tragédias.
Profissionais da saúde pedem socorro, enquanto dirigentes
e gestores justificam falhas e trocam acusações.
Apesar da
concepção potencialmente exemplar, a
saúde brasileira vive uma crise indiscutível na
execução. A sociedade está submetida a um
sistema sobrecarregado, pouco eficiente e permeado por desigualdades
e contrastes. A rede de atenção é desconexa
e incompleta. E a doença prospera.
Falta respeito à dignidade da população.
E ainda são incipientes as iniciativas de mobilização
para o exercício da cidadania. Há uma cultura que
aceita passivamente as migalhas, mesmo que contribua com parcelas
significativas de seu trabalho, sacrifício e a própria
vida.
Outra constatação lamentável é que áreas
como saúde, educação e segurança
são tradicionalmente órfãs de atenção
pública, particularmente no que se refere à valorização
dos profissionais.
Escassez
de recursos contrasta com desperdício e abuso.
As estruturas se desarticulam por falta de integração
e suporte. Nenhuma ação eficaz será observada
até que haja sintonia de vontade política, capacidade
técnica, gestão inovadora e estratégia competente.
A ferida
está exposta, abandonada e sem cuidados. Além
de exalar a incompetência fétida, serve de palco
para ações demagógicas e discursos hipócritas.
Não é momento para vaidades e autopromoção.
Por mais culpados que se possa apontar e responsabilizar, o número
de vítimas é tão relevante que deve ser
a prioridade. Numa situação como essa, de verdadeira
calamidade, o único caminho é a atitude sensata
de coordenar os esforços com um objetivo comum.
Uma força-tarefa poderia desencadear um novo processo.
Com respeito às atribuições de cada instância
e à responsabilidade dos gestores, ajustar a capacidade
da rede às necessidades da população. E,
simultaneamente, identificar e corrigir, dentro das possibilidades
e competências, as carências, limitações
e equívocos.
Os problemas
já são conhecidos, os recursos também.
Basta de
conflitos! Mão à obra!
Saúde
Business Web
Médicos
parados para o bem dos pacientes
Por *Antonio Carlos Lopes
Interrupção do atendimento a planos e seguros é uma
ação importante em defesa da qualidade da prestação
de serviço aos cidadãos, diz artigo
O Dia Mundial
da Saúde, 7 de abril, será marcado
de forma muito especial nesse ano de 2011. Médicos de
todo o Brasil, de Norte a Sul, sem exceção, suspenderão
o atendimento eletivo a todos os planos e seguro saúde.
Existe uma
orientação das entidades médicas
nacionais para que, desde já, quaisquer procedimentos
ou consultas pré-agendadas para 7 de abril sejam remarcados
para datas oportunas. Na ocasião, somente serão
assistidas as urgências e emergências.
A interrupção do atendimento a planos e seguros é uma
ação importante em defesa da qualidade da prestação
de serviço aos cidadãos. É uma tentativa
de frear, por exemplo, as interferências que as empresas
fazem sobre os médicos num claro ataque ao livre exercício
da Medicina.
Recente pesquisa
do Instituto Datafolha, encomendada pela Associação
Paulista de Medicina, aponta que 8 em cada 10 médicos
sofrem pressões para reduzir os pedidos de exames, de
internações e outros procedimentos, para antecipar
altas, e por aí afora. Um absurdo, uma desumanidade. Além
de ferir a autonomia profissional, tais interferências
geram riscos à saúde e à vida dos pacientes.
Também é reivindicação do movimento
de 7 de abril a valorização do trabalho médico.
Pouca gente sabe, mas faz cerca de uma década que os médicos
não recebem reajustes adequados na saúde suplementar.
As empresas aumentam abusivamente os valores pagos por seus usuários,
mas mantém uma política de remunerar os profissionais
de maneira aviltante. Os números estão aí:
de dez a onze anos para cá, as mensalidades dos planos
foram reajustadas em cerca de 140%, enquanto os médicos
obtiveram (em alguns casos) 60% de recomposição.
Como forma
de garantir uma renda minimamente digna, muitos colegas passaram
a acumular
dois, três, quatro ou mais empregos.
As jornadas de trabalho chegaram a 60, 70, 80 ou mais horas semanais,
o que é um atentado contra a integridade física
e profissional, além de mais risco aos pacientes.
Devido à gravidade da situação, friso uma
vez mais, o 7 de abril é um dia de luta pela boa saúde,
pela boa Medicina e pelos pacientes. Na pauta de reivindicação,
recomposição das perdas dos últimos anos,
e inclusão nos contratos de cláusulas de reajustes
periódicos, além do fim da interferência
na prática médica, entre outros pontos.
Essa é uma luta sua também. Converse com seu médico
e veja se pode ajudá-lo a protestar em 7 de abril. A saúde
do Brasil agradece.
*Antonio
Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas
refletem unicamente a posição de seu autor, não
caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento
por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta
publicação
Quinta-feira, 10.03.11
CFM
A
saúde e os cortes no orçamento da União
Por Roberto
Luiz d´Avila,
presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM)
Deixou-nos
preocupados o anúncio de arrocho nas contas
públicas feito no início de fevereiro pelo governo
federal. Nossa inquietação não decorre de
contrariedade frente às opções da equipe
econômica para impedir que o fantasma da inflação
volte a pairar sobre a sociedade. Somos a favor da austeridade
e do gasto racional do erário público.
No entanto,
acompanhamos com apreensão os efeitos que
a tesoura dos economistas deixará na área social – na
qual a Saúde se insere, sendo o maior orçamento
da Esplanada dos Ministérios. De imediato, o governo garantiu
que nada muda para os projetos assistenciais, mas experiências
do passado nos levam a ligar o modo de alerta.
De acordo
com o anúncio, o corte deve chegar a R$ 50
bilhões. Destes, cerca de R$ 18 bilhões serão
de emendas parlamentares. Difícil acreditar que o aperto
do cinto não atingirá, mesmo que indiretamente,
projetos da Saúde. E fica no ar outro ponto de interrogação:
se os índices inflacionários não retrocederem,
os investimentos e o custo da Saúde ficarão livres
de futuras medidas de contenção?
Não faremos, aqui, um exercício de futurologia,
mas os sinais emitidos reforçam a tese defendida há tempos
por vários setores da sociedade, especialmente as entidades
médicas: a Saúde não pode ficar à mercê das
estratégias da área econômica e merece ter
garantido o seu financiamento sob qualquer cenário. Somente
assim poderá respirar aliviada e continuar sua missão
de cuidar, tratar e curar.
Nesse contexto,
urge ser aprovada a regulamentação
da Emenda Constitucional 29 – pauta antiga do movimento
médico nacional –, que assegurará o mínimo
necessário para que o brasileiro tenha a saúde
a que tem direito e merece. O novo Congresso Nacional, empossado
também em fevereiro, assume com a responsabilidade de
deixar no passado o subfinanciamento do setor, livrando-o de
sua crônica falta de recursos e das tesouradas federais.
Além disso, com a regulamentação da EC
29 reduziríamos situações que deixam as
políticas em saúde fora do alcance do desenvolvimento
econômico divulgado nos últimos anos. Em países
com sistema público universal como França, Alemanha
e Espanha os governos são responsáveis por – pelo
menos – 70% de todo o gasto sanitário nacional.
No Brasil, esse percentual corresponde a cerca de 45%. Na conta
do investimento per capita, gastamos menos até que a Argentina,
Chile e México. Essas diferenças intoleráveis
precisam ser, definitivamente, superadas. Da mesma forma, esperamos
que o medo e a sensação de insegurança que
rondam os defensores da assistência de qualidade nos períodos
de crise econômica sejam banidos de vez.
Estudo divulgado
pelo Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada (Ipea) mostra a insatisfação com a falta
de médicos e a demora para se conseguir atendimento no
Sistema Único de Saúde (SUS). Mas concordamos ser
impossível resolver os problemas do presente e projetar
novas soluções para o futuro sob a ameaça
de navalha orçamentária. Esta é uma fatura
emitida pela população e pelos médicos,
e esperamos que os governantes e os gestores consigam saldar
mais este desafio.
ANS
Consulta
Pública sobre Recuperação Assistencial
e Direção Técnica
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia
hoje, 10 de março, uma consulta pública que regulamenta
o plano de recuperação assistencial e a direção
técnica. Esses instrumentos visam promover ações
corretivas em operadoras de planos privados de assistência à saúde
que apresentam práticas que constituam risco à qualidade
ou à continuidade do atendimento à saúde
dos beneficiários.
O plano de
recuperação assistencial estabelece
medidas, projeções e metas a serem cumpridas pelas
operadoras para equacionar seus problemas assistenciais.
Já o regime especial de Direção Técnica
consiste em uma intervenção da ANS por meio da
designação de um Diretor Técnico, que atua
junto a operadora para implementação das ações
corretivas necessárias ao restabelecimento do atendimento
aos beneficiários.
Dessa forma,
a minuta de resolução estabelece
as rotinas para o Plano de Recuperação Assistencial
e para o regime especial de Direção Técnica,
além de definir as competências e os deveres do
diretor técnico. As novas disposições irão
atualizar as disposições da Resolução
Normativa n.º 52, de 14 de novembro de 2003, a fim de operacionalizar
o regime de direção técnica, que passou
a ser de competência regimental da Diretoria de Norma e
Habilitação de Produtos em final de setembro de
2010.
Os interessados
em participar da Consulta Pública nº 39
poderão enviar contribuições até 08
de abril de 2011.
Participe
da Consulta Pública nº 39
AGENDA
- I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2011 debate trabalho
e ensino
Os conselhos de medicina
de todo o país têm encontro
marcado no próximo mês de março, em Goiânia.
A capital goiana recebe nos dias 16 , 17 e 18 o I Encontro Nacional
dos Conselhos de Medicina de 2011 (I ENCM 2011). O evento reunirá dirigentes
dos conselhos regionais e do CFM e será oportunidade para
análise dos desafios da medicina. Esse intercâmbio
permitirá traçar amplo quadro da saúde e
elaborar diretivas conjuntas das entidades.
- Qualidade Aplicada às Instituições
de Saúde
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA),
representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora
em saúde do mundo – a Joint Commission International
(JCI), promoverá de 24 a 26 de março, o curso Qualidade
Aplicada às Instituições de Saúde.
Ministrado
pelo Coordenador de Educação do CBA,
Heleno Costa Júnior (especialista em administração
hospitalar e em acreditação, e responsável
pela preparação das instituições
de saúde para o processo de acreditação
da JCI), o curso objetiva disseminar entre os participantes a
cultura pela constante melhoria da qualidade no cuidado aos pacientes.
Para isso, apresentará conceitos, princípios e
ferramentas da qualidade utilizadas no processo de acreditação
para o aprimoramento das ações assistenciais e
gerenciais praticadas nos serviços de saúde.
Voltado para
profissionais de saúde, gestores e lideranças
intermediárias, o curso tem duração de 36
horas e acontece de 24 a 26 de março, das 8h30min às
17h30min na sede do CBA, que fica na Rua São Bento, 13,
4º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Mais informações e inscrições pelo
telefone (21)3299-8202 ou através do e-mail ensino@cbacred.org.br
-
Encontro ANS - edição
Norte e Centro-Oeste
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) promoverá,
nos dias 5 e 6 de abril, o Encontro ANS – edição
Norte e Centro-Oeste. O objetivo do evento é reunir atores
da saúde suplementar para compartilhar informações
e visões na construção de um setor cada
vez mais qualificado.
Na ocasião, estarão presentes diretores e técnicos
da Agência, além de representantes de operadoras
de planos de saúde, órgãos de defesa do
consumidor, entidades médicas, estabelecimentos de saúde
e centrais sindicais.
O evento
será realizado em Brasília, no Centro
de Eventos e Treinamentos da Confederação Nacional
dos Trabalhadores no Comércio, e é fechado para
convidados e instituições inscritas.
As inscrições estão abertas e devem ser
realizadas até 30 de março http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdfço,
exclusivamente pelo sítio eletrônico da ANS, por
representantes de operadoras de planos de saúde com registro
de funcionamento nas Regiões Norte e Centro-Oeste.
Poderão participar até dois
representantes de cada operadora por dia de evento.
Confira a
programação
do evento no link
http://www.ans.gov.br/portal/img/email/20110302EncontroANS.pdf
- Curso Intensivo de Direito da Saúde
Suplementar
14 de março
de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde
Nos dias
31 de março e 01 de abril, das 8h às
18h, o iQG – Health Services Accreditation apresenta o
IV Fórum Internacional de Qualidade em Saúde, no
auditório da FECOMERCIO (Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo),
situado à rua Plínio Barreto, 285, Bela Vista,
São Paulo. O evento, inédito no Brasil, contará com
palestrantes nacionais e internacionais, referências no
mercado de saúde mundial.
Serão apresentadas palestras e mesas de discussões
com a participação de grandes personalidades, como
Philip Hassen, Presidente da ISQua – International Society
for Quality in Health Care; Pedro Delgado, vice-presidente do
IHI – Institute for Healthcare Improvement e Sébastien
Audette, CEO do Accreditation Canada Global.
“Certamente, estamos fazendo o melhor e maior evento da área
de qualidade e segurança do paciente do Brasil. Traremos
os maiores nomes nestes segmentos com o intuito de disseminar
conceitos mundiais de boas práticas em qualidade e segurança,
para que possamos melhorar a cada dia o atendimento nas instituições
de saúde em nosso país”, explica Rubens Covello,
CEO do IQG. (Cristiane Fernandes - Saúde Business Web)
- AssPreviSite
Um debate sobre o contexto dos planos em 2011
Encontro
sobre o cenário 2011 da Saúde
Suplementar
1º de Março - 13:30 às
17:30 h.
Auditório do Instituto Metrus - São
Paulo - SP
Como será 2011 para a Saúde
Suplementar?
Quais os
tons que irão compor este cenário?
Qual a visão da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS sobre
o cenário?
O AssPreviSite
promoverá na tarde do dia 1º de março,
em São Paulo, um encontro de dirigentes, gestores e profissionais
da área de Saúde Suplementar para um debate e avaliação
do cenário 2011, destacando os temas das recentes das
consultas públicas da ANS, seus desdobramentos e impactos
para as operadoras de planos de saúde e demais atores
do sistema. Outro foco da reunião é a amplitude
e implicações da Agenda Regulatória do órgão.
A reunião busca esclarecer alguns dos tópicos destes
dois componentes e de outros aspectos que estão na pauta
do dia a dia do Sistema de Saúde Suplementar de nosso
país.
Destacamos
alguns componentes deste cenário e que serão
objeto do nosso encontro:
Variáveis constantes em consultas públicas:
- Alteração
de contratos antigos;
- Prazos
máximos
de Atendimento;
- Disponibilidade
de prestadores de serviços;
- Transporte
para prestador noutro município;
- Reembolso
integral dos custos dos beneficiários;
- Outros...
Contexto
da Agenda Regulatória da ANS:
- Financiamento do Setor;
- Garantia de Qualidade e Acesso Assistencial;
- Modelo de Pagamento a Prestadores;
- Assistência Farmacêutica;
- Incentivo
a Concorrência;
- Garantia
de Acesso a Informação;
- Contratos Antigos;
- Assistência
ao Idoso;
- Integração
com o SUS.
Outros aspectos
componentes do cenário:
- Composição
da Diretoria da ANS;
- Programa
de Qualificação em Saúde
Suplementar;
- Programa
de Acreditação
das Operadoras;
- Portabilidade de planos;
- Regulamentação
de artigos da Lei 9656/98
- Propostas
de mudanças na Legislação;
- Ressarcimento ao SUS;
- Atuação do Judiciário...
Assim, para
abordar esta temática de extrema importância
para o ano de 2011 e a dinâmica e contextualização
que se pode esperar para a gestão dos planos de saúde,
convidamos dirigentes da ABRAMGE, FENASAÚDE e UNIDAS para
expor o entendimento e a visão destas instituições
sobre este cenário. Também foram convidados destacados
e experientes advogados, especialistas do segmento, para apresentar
suas considerações sob a ótica jurídica.
O Encontro,
que tem o apoio do Instituo METRUS e o patrocínio
do Grupo BEM, será no dia 1º de março, das
13:30 às 17:30 h, no Auditório do METRUS, na Alameda
Santos, 1827 - 1º andar, na região da Avenida Paulista,
em São Paulo. A taxa de adesão é de R$ 200,00
(duzentos reais). Informações e inscrições
podem ser solicitadas através do e-mail assprevisite2@terra.com.br
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.