11-08-11

 

Leia nesta edição:

- Médicos de planos marcam greve para 21 de setembro

- Médicos vão suspender atendimento a 12 planos em SP

- Boicote de médicos a planos vai prejudicar 3 milhões

- Hospitais filantrópicos discutem solução para crise financeira - - Marco Maia propõe calendário de votações, com análise da Emenda 29 em outubro

- Crescimento dos processos no setor de saúde

- Injeção de BCG estímula o próprio organismo a combater o câncer

- Genéricos completam 12 anos no Brasil

- Orquestra faz concerto para crianças internadas no Hospital das Clínicas

- Dilma diz que tratamento em casa pelo SUS seguirá modelo norte-americano

- O mal de todas as classes

- Perondi sobe a tribuna para pedir mais recursos para a saúde

Quinta-feira, 11.08.11

O Globo

Médicos de planos marcam greve para 21 de setembro

Por Wagner Gomes

Os médicos vão suspender o atendimento a pacientes de planos e seguros de saúde, em todo o país, no dia 21 de setembro, para reivindicar reajustes periódicos nos honorários. Eles recebem, em média, R$32 por consulta e querem que as operadoras paguem pelo menos R$80. O protesto só vai abrir exceção para os casos considerados de urgência ou emergência.

O Brasil tem 110 mil médicos que atendem a 1.044 planos de saúde. Será a segunda manifestação organizada só neste ano. Em 7 abril, Dia Mundial de Saúde, os médicos também pararam em protesto contra os valores de remuneração.

Em São Paulo, onde as negociações com as empresas já começaram, a Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar divulgou ontem um cronograma de paralisações a partir de 1º de setembro. A suspensão será por tempo indeterminado até que as reivindicações sejam atendidas. A estimativa é de que deixarão de ser atendidos nesse período cerca de 3,2 milhões de pacientes, que respondem por 18% dos usuários dos planos de saúde.

O presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Curi, disse que 12 empresas se negariam a negociar. São elas: Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Green Line, Intermédica, Mediservice, Notre Dame, Porto Seguro, Prosaúde, Vale e Volkswagen. Care Plus, Cesp e Marítima enviaram ontem propostas.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), que representa as maiores operadoras de planos de saúde, informou que vem participando dos fóruns de debates sobre remuneração médica, liderados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) não se pronunciou sobre o assunto.

Valor Online

Médicos vão suspender atendimento a 12 planos em SP

Por Beth Koike

Os médicos de São Paulo prometem interromper o atendimento a 12 planos de saúde a partir de 1º de setembro. Os convênios médicos afetados pela paralisação são: Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), GreenLine, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Pró-Saúde, Vale e Volkswagen.

Esses planos de saúde não enviaram propostas efetivas de negociação para reajuste de remuneração dos médicos, segundo a Associação Paulista de Medicina (APM). As entidades que representam a categoria reivindicam pagamento de R$ 80 por consulta. Hoje, a remuneração média varia de R$ 25 a R$ 40. "Estamos recebendo propostas de R$ 60. Se a proposta contemplar uma remuneração progressiva, que chegue aos R$ 80, poderemos aceitar", disse Florisval Meinão, vice-presidente da APM.

Chamam atenção na lista dos convênios ameaçados de ter o atendimento interrompido os planos de autogestão - aqueles ligados a empresas e que costumam oferecer uma remuneração um pouco maior. "Muitas autogestões estavam negociando diretamente com os médicos e não com a APM. Agora, estamos orientando que elas se manifestem à associação", disse Rosana Lima, diretora de integração da Unidas, entidade que reúne os planos de autogestão. "Nos últimos dez anos, as operadoras negociaram diretamente com os médicos, mas elas têm mais poder de barganha e hoje temos essa defasagem na remuneração", disse Meinão, da APM.

A Cetesb informou que enviou ontem à APM uma contraproposta para reajustar o valor atualmente praticado, que é de R$ 42 por consulta médica.

Já a Pasa, associação que administra o convênio médico da Vale, e a Assefaz, plano dos servidores do Ministério da Fazenda, informaram que não receberam notificação da associação médica.

Porto Seguro, Intermédica e NotreDame estão em negociação, mas não encaminharam propostas firmes. A Volkswagen informou que não vai se pronunciar sobre a interrupção no atendimento ao seu plano de saúde. A GreenLine, que comprou a Pró-Saúde (Samcil), não retornou à solicitação da reportagem.

Diário de São Paulo Online

Boicote de médicos a planos vai prejudicar 3 milhões

Por Rodrigo Ferreira

Cresce lista de operadoras que terá o atendimento suspenso a partir de setembro. Paralisação será de três dias por especialidade

Mais de três milhões de clientes de 12 planos de saúde vão ser prejudicados com o boicote dos médicos contra essas operadoras. A lista dos convênios que estão na mira da categoria cresceu. Essa relação pode aumentar ou diminuir até setembro, quando começam as paralisações, se houver negociações.

A paralisação dos médicos é contra a baixa remuneração paga por essas operadoras - entre R$ 25 e R$ 40 por consulta - e a falta de negociação. Segundo a APM (Associação Paulista de Medicina), o justo seria receber R$ 80. "Há uma defasagem gravíssima na remuneração dos honorários médicos", diz o presidente da entidade, Jorge Curi.

Curi salienta que mesmo com a paralisação todos os casos de urgência e emergência vão ser atendidos normalmente. Para não perder viagem, clientes desses planos devem ligar antes para confirmar se a consulta está mantida. Se houver cancelamento, as operadoras devem providenciar um novo agendamento em tempo razoável, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). O consumidor que se sentir prejudicado deve denunciar a operadora à ANS (0800-7019656 ) ou ao Procon (151).

Cronograma/ A paralisação obedecerá a uma espécie de rodízio entre as especialidades médicas. Durante três dias da semana, o atendimento de uma especialidade será suspenso. Em seguida, outros especialistas aderem à greve, alternadamente. A primeira categoria a parar será ginecologia e obstetrícia, entre os dias 1 e 3 de setembro.

Jornal do Comércio / Site do Deputado Darcísio Perondi

Hospitais filantrópicos discutem solução para crise financeira

Com o objetivo de buscar soluções para a crise financeira enfrentada pelos hospitais filantrópicos e pelas santas casas de misericórdia, que totalizam 239 unidades no Rio Grande do Sul e respondem por 70% das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi realizada ontem uma audiência pública do Movimento SOS Hospitais Filantrópicos, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RS), em Porto Alegre. Os 239 hospitais oferecem 18 mil leitos públicos e são responsáveis por 55 mil empregos diretos em 220 municípios gaúchos.

O presidente do Sindicato dos Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos, Julio Matos, disse que as instituições acumulam dívidas superiores a R$ 1 bilhão, com déficit de R$ 310 milhões somente em 2010. “Das 730 mil internações realizadas pelo SUS no ano passado no Estado, 519 mil foram na rede filantrópica”, comenta.

Matos destaca também que sete milhões de gaúchos têm o SUS como seu único sistema de saúde, o que por si só determina ao governo do Estado a busca de soluções que garantam acesso, universalidade e integralidade. “Recebemos da União R$ 565 milhões e gastamos R$ 865 milhões. É impossível fazer saúde com este déficit”, acrescenta.

Durante o encontro, foi aprovado pelas entidades um abaixo-assinado em que as instituições solicitam ao governo do Estado a liberação imediata de R$ 100 milhões, a título de custeio emergencial, a ser distribuído a todos os hospitais. Os recursos seriam proporcionais ao percentual de atendimento do sistema em média e baixa complexidade, como única forma de garantir a continuidade da assistência hospitalar.

O presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Mariovane Weis, explica que são os municípios que arcam hoje com a saúde pública, investindo cerca de 8% a mais do que a exigência constitucional. “Investem uma média de 23%, quando deveriam aplicar 15% da sua receita líquida na saúde”. Segundo Weis, as prefeituras têm feito esforços para manter os hospitais em funcionamento, chegando à exaustão de seus recursos. “Os municípios estão esgotados. Se a União e o Estado aplicarem o percentual de recursos necessários vão fazer a significativa diferença”, destaca.

O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, disse que o acesso à saúde é um direito previsto pela Constituição Federal. Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, a distorção dos filantrópicos tem como causa o subfinanciamento da saúde. “A omissão dos governos estadual e federal, a falta de financiamento na saúde e a falta da Emenda 29 são as principais causas desse colapso nos hospitais”, acrescenta.

Representante do governo do Estado, o secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, anunciou uma reunião na próxima segunda-feira, dia 15, às 14h, no Palácio Piratini. Na ocasião, o governo deverá apresentar uma proposta aos hospitais filantrópicos.

Agência Câmara de Notícias

Marco Maia propõe calendário de votações, com análise da Emenda 29 em outubro

Por Carol Siqueira / Edição: Marcos Rossi

Cronograma inclui dez medidas provisórias e 31 projetos e PECs; sugestão ainda será discutida em reunião de líderes na próxima semana.

O presidente da Câmara, Marco Maia, apresentou aos líderes partidários nesta terça-feira uma sugestão de cronograma que prevê a votação de 41 propostas até outubro, incluindo a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que destina mais recursos para a saúde (Projeto de Lei Complementar 306/08).

O presidente disse que levou em consideração as reivindicações dos parlamentares e produziu um cronograma que tenta refletir a média das expectativas dos parlamentares. Governo e oposição levantaram restrições ao cronograma, que voltará à discussão dos líderes na próxima semana, quando Marco Maia espera fechar um acordo.

“É uma proposta que não traz todos os temas da oposição nem todos os temas do governo, mas tenta atender às questões principais. A expectativa é que seja aceita por todas as lideranças na próxima semana e que nós possamos dar um ritmo de votações à Câmara”, ressaltou.

O cronograma traz, além das medidas provisórias, a votação do projeto que regulamenta o aviso prévio proporcional (PL 3941/89); o Código Brasileiro de Aeronáutica (PL 6716/09); a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo (438/01); e a regulamentação dos crimes cibernéticos (PL 84/99), entre outros temas.

Veja quadro com o cronograma completo proposto por Marco Maia

Emenda 29

O calendário prevê a realização de uma série de reuniões com os governadores para discutir a proposta de regulamentação dos recursos para a saúde e a votação da proposta no dia 19 de outubro. Enquanto o governo ficou satisfeito com a inclusão dos governos estaduais na discussão, o DEM classificou de “inaceitável” a votação do PLP 306/08 apenas em 19 de outubro, como sugeriu o presidente da Câmara.

O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), disse que não vai desfazer a obstrução declarada na semana passada e criticou o cronograma apresentado pelo presidente. “Só retiraremos a obstrução no momento em que o presidente Marco Maia admitir discutir uma pauta do Congresso. A pauta continua sendo do Poder Executivo. A sugestão dele reflete exclusivamente os interesses do governo federal, traduz muito pouco o que é prioridade para o Congresso Nacional”, criticou.

Já o líder da Minoria, deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), sugeriu uma obstrução “seletiva”, para pressionar pela votação da regulamentação da Emenda 29 em breve. “Por várias vezes ficou combinada a votação da proposta e o presidente não quis pautar”, criticou.

Para o líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), porém, a decisão de consultar os governadores foi acertada, já que são eles que vão arcar com os custos da regulamentação dos recursos para a saúde. “O governo federal já coloca dinheiro a mais do que exigiria a regulamentação. A União está numa situação confortável, o desconforto é para a maioria dos estados”, opinou Vaccarezza.

O deputado José Guimarães (PT-CE) também criticou a postura dos oposicionistas. “Na proposta do presidente há vários projetos que o PSDB colocou, que o PT colocou, que o DEM colocou, que o PDT colocou. A resposta da oposição foi ‘não’ à proposta de diálogo que o presidente Marco Maia fez a todos os líderes”, criticou.

Corrupção

Em resposta às denúncias de corrupção, os líderes do PSDB na Câmara e no Senado disseram que vão cobrar a votação de quatro propostas que dão transparência à administração pública e celeridade à apuração dos crimes de corrupção: a proibição do sigilo para os crimes contra a administração pública (PEC 68/07); a prioridade aos processos por crimes praticados por autoridades (PL 1277/07); a transparência sobre os atos de gestão dos entes públicos (PLP 149/00); e a obrigatoriedade de divulgação, na internet, de informações sobre compras dos órgãos pelo Tribunal de Contas da União (PL 1311/07).

Os líderes do PSDB também anunciaram que vão sugerir um enxugamento dos cargos do Executivo e ministérios à presidente da República, Dilma Rousseff. A proposta, que deverá ser enviada à presidente no final do agosto, é a “contribuição” do partido ao enfrentamento da crise internacional, como explicaram os líderes do PSDB, deputado Duarte Nogueira (SP), e da Minoria. “Hoje temos 40 ministérios e 23.500 cargos comissionados no Executivo. Vamos propor o enxugamento da estrutura e diminuir os gastos porque nós, da oposição, queremos dar a nossa contribuição”, disse Nogueira.

O líder do governo afirmou que toda sugestão será bem-vinda. “Tudo o que for positivo, independentemente de onde venha, nós vamos incorporar e analisar com muito carinho”, declarou Vaccarezza.

Agência Estado

Crescimento dos processos no setor de saúde

Por Célia Froufe

A chegada de um grande volume de processos da área de saúde suplementar aos órgãos de defesa da concorrência deve-se a um movimento de consolidação das empresas do setor, na avaliação do membro do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Ricardo Ruiz. De acordo com ele, as empresas que tinham mais um caráter de "negócio familiar" passaram a se profissionalizar nos últimos 10 anos e a formar conglomerados nos últimos cinco anos, o que começou a chamar a atenção para a formação de um possível viés anticompetitivo.

Com isso, as empresas do setor começaram a esbarrar também nos parâmetros utilizados pelo Conselho para avaliação obrigatória: faturamento anual superior a R$ 400 milhões e, principalmente, market share acima de 20% em alguns mercados. "É um processo histórico, mas o Cade precisa estar atento", salientou o conselheiro.

Ruiz lembrou que, ao contrário de outros segmentos, como o de supermercados, cimento e siderurgia, o tema é novo para o órgão antitruste. Dessa forma, segundo ele, o Conselho não possui parâmetros anteriores para se fiar, como nos demais segmentos citados. Além disso, Ruiz enfatizou que uma grande massa de consumidores passou a usufruir desse segmento, com o aumento do poder de compra da população brasileira.

Mercado de trabalho

Outro ponto que injeta mais interesse pelo setor é uma mudança estrutural do mercado de trabalho, que passou a apresentar benefícios médicos a seu quadro de funcionários como um agregado salarial. "Os planos de saúde tornaram-se moeda de troca das empresas. É uma novidade esse salário indireto", citou Ruiz.

Muitos dos planos, lembrou o conselheiro, têm em sua estrutura serviços vinculados, como laboratórios, hospitais e até farmácias próprias. Assim, continuou, eventos esporádicos do setor que chegavam ao Cade passaram a ser massivos com a criação de grandes grupos.

Isaude.net

Injeção de BCG estímula o próprio organismo a combater o câncer

O germe BCG, usado para inocular a tuberculose, produz substância que torna células cancerosas visíveis ao sistema imunológico

Cientistas descobriram um mecanismo para estimular a capacidade do próprio organismo para combater o câncer utilizando o Baculillus Calmette-Guerin (BCG), germe comumente usado para inocular a tuberculose. Os resultados foram publicados no British Journal of Cancer.

De acordo com os pesquisadores, Wai Liu e Angus Dalgleish, da Universidade de Londres, na Inglaterra, esses novos dados sugerem um mecanismo pelo qual as vacinas poderiam aumentar a atividade anticâncer das terapias disponíveis atualmente. No entanto, eles alertam que este é um estudo inicial e que ainda há muita pesquisa a ser feita antes de os pacientes serem beneficiados.

Baseado em experimentos com células tumorais humanas, os pesquisadores mostraram que uma pequena quantidade de BCG pode instruir os leucócitos para a produção de produtos químicos chamados citoquinas.

"As células cancerosas são conhecidas por se camuflarem como células saudáveis. Isso significa que nossas células do sangue responsáveis ??pela imunidade não são capazes de reconhecer as células cancerosas e por isso a doença é capaz de continuar se espalhando", explica Wai Liu. Esse estudo descobriu que uma pequena quantidade de BCG - similar à quantidade que é administrada para inocular a tuberculose - pode ajudar o sistema imunológico a reconhecer as células cancerosas como "estranhas" e ataca-las da mesma maneira que faria com qualquer outra infecção.

As citocinas produzidas como consequência da vacina BCG desencadeiam uma série de eventos que começa com o " sequestro" do tumor, forçando-o a desligar a camuflagem. Isso o tornará visível para o sistema imunológico, assim os linfócitos conseguem enxergar o alvo a ser atacado.

Os pesquisadores testaram a injeção de BCG em células humanas de pulmão, mama, cólon pâncreas e câncer de pele. A pesquisa mostrou que em três tipos de câncer (pulmão, mama e cólon) esta visibilidade para o sistema imunológico foi aumentada. Dentro dos limites do estudo em laboratório, as células cancerosas mais visíveis se tornaram alvos dos linfócitos, ocasionando a morte de células cancerosas.

"O uso do sistema imunológico é uma maneira relativamente nova de pensar no desenvolvimento de tratamentos de tumores, e cientistas ainda estão em fases iniciais das pesquisas. Se for bem sucedido, este método de tratamento poderia ser usado em combinação com medicamentos contra o câncer. Com isso, o número de medicamentos seria reduzido, os efeitos colaterais diminuiriam e a recuperação seria mais rápida", diz Liu.

Revista Fator

Genéricos completam 12 anos no Brasil

A indústria de medicamentos genéricos chegou ao Brasil em fevereiro de 1999, com sua comercialização implementada efetivamente a partir do ano 2000. Quando os genéricos passaram a ser utilizados no país, eles já existiam há mais de 10 anos na Europa e Estados Unidos. Antes disso, o que se via no Brasil era uma indústria farmacêutica nacional sem maior destaque, que começava a dar seus primeiros passos com produtos licenciados.

Com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e a Lei do genérico, o panorama da indústria nacional mudou radicalmente. A criação de padrões rígidos por meio da instituição de um sistema regulatório no país fez com que a indústria de medicamentos brasileira ganhasse a confiança da classe médica – o que deu fôlego às vendas e iniciou um período de ouro para a indústria local.

De 1999 a 2007, mais de 1,6 mil medicamentos genéricos entraram em circulação no Brasil. Neste mesmo ano de 2007, quando quase todos os produtos livres de proteção intelectual já haviam ganhado sua versão genérica por meio de rígidos testes de bioequivalência, o mercado se viu diante de uma pergunta: E agora, o que faremos? Segundo o especialista de mercado do ICTQ, Sr. Poatã Casonato, “naquele ano um levantamento realizado pelos laboratórios havia revelado que restavam apenas 96 medicamentos passíveis de se tornar genéricos no Brasil”.

O grau de incerteza e pessimismo da indústria de genéricos no Brasil era tamanho que se falava que a “farra dos genéricos” havia chegado ao fim. O que se viu na prática nos anos posteriores foi contra todas as previsões. Em 2009, a indústria de medicamentos genéricos já representava 20% do mercado com expectativa de chegar a 30% de participação ate 2015.

Em 2010 o crescimento foi de 33% e já em 2011, segundo IMS Health, os genéricos apresentaram um crescimento de 11,53% no período compreendido entre abril e maio de 2011, enquanto o avanço geral do mercado farmacêutico, no mesmo período, foi de 12,14%.

Junto ao crescimento sustentável da produção de genéricos no Brasil, está também o desenvolvimento técnico científico dos profissionais que atuam nas indústrias produtoras destes medicamentos. “Basta olhar para a líder de mercado dos medicamentos genéricos no Brasil. Somente da EMS mais de 80 profissionais farmacêuticos, químicos e advogados já se especializaram ou estão se especializando no ICTQ entre 2009 e 2011” relata o Diretor Executivo da Instituição, Sr. Marcus Vinicius Andrade.

Segundo a instituição ICTQ, em média 78% dos 860 alunos em estudo atualmente são provenientes de indústrias produtoras de medicamentos genéricos. A instituição que adota padrões internacionais de ensino, com professores da Europa, Ásia e América do Norte, oferta especializações que fazem jus às reais necessidades de conhecimento do mercado por ser a única do país 100% voltada para o segmento industrial farmacêutico.

O mercado brasileiro e a economia de um modo geral é favorável, os profissionais fazem sua parte – buscam por mais especialização sabendo que o conhecimento é a base para o desenvolvimento de qualquer setor da economia. Diante deste cenário, pode-se afirmar que o futuro da indústria de medicamentos genéricos nos próximos anos é no mínimo promissor.

Folha de São Paulo

Orquestra faz concerto para crianças internadas no Hospital das Clínicas

Por Mariana Partore

Um concerto abriu ontem o projeto "Música nos Hospitais" no Hospital das Clínicas, em São Paulo. A oitava temporada do programa vai percorrer, pela primeira vez, só hospitais infantis. A ideia é quebrar a rotina da internação hospitalar.

Regida pelo maestro e clínico-geral Samir Rahme, a Orquestra Limiar levou seu repertório composto por clássicos e uma releitura da canção infantil "Pintinho Amarelinho" ao auditório do Instituto da Criança.

"Pesquisamos o que as crianças cantam hoje e descobrimos que elas não conhecem mais cantigas infantis", contou o maestro.

Rahme defende que a música proporciona um momento especial dentro do hospital. "O ambiente é muito pesado. A música ajuda a renovar a esperança por saúde."

Para a dona de casa Carla Speranzini, mãe de Ricardo Speranzini, de um ano, "quando tem uma atividade diferente, ele volta menos estressado para o tratamento. Isso me ajuda também".

Um dos mais animados na apresentação, Ricardo se recupera de um transplante de fígado feito há dois meses.

"Nem gostei. Eu adorei!", disse o garoto Mateus dos Santos, 9, que retirou um tumor da coluna e se recupera de uma cirurgia na cabeça.

O projeto continua até dezembro e vai visitar hospitais no interior do Estado, no Rio e em Porto Alegre.

Agência Brasil

Dilma diz que tratamento em casa pelo SUS seguirá modelo norte-americano

Por Luciana Lima

Brasília - A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11) que o governo vai usar a experiência norte-americana dos home cares para financiar estruturas de atendimento a doentes em casa. A finalidade é para amenizar a demanda em hospitais do Sistema Único de Saúde. Além disso, a quantidade de médicos será ampliada.

"O governo vai financiar com seus recursos uma parte muito importante: o tratamento do doente em sua casa, como se fosse no hospital", disse a presidenta. "Em certos casos, a pessoa não precisa ficar uma semana no hospital. Ela pode ficar em casa se tiver alguém para cuidar. Vamos financiar a estrutura de acompanhamento dessas pessoas que estão em fase de recuperação."

As portarias que reorganizam o atendimento de urgência no Sistema Único de Saúde (SUS) e preveem o tratamento domiciliar já foram publicadas pelo Ministério da Saúde. Para este ano, o investimento deve ser de R$ 36,5 milhões. A presidenta, porém, não deu detalhes de quando o sistema estará funcionando.

Dilma destacou ainda que faz parte da política de saúde aumentar o número de vagas nas universidades para a formação de médicos, principalmente nas universidade criadas no processo de interiorização do ensino superior.

"O Brasil formou poucos médicos nos últimos anos", disse a presidenta. “Fizemos uma parceria entre o Ministério da Saúde e da Educação para a ampliação da oferta dos cursos de medicina, principalmente nas universidades que nós interiorizamos", completou.

Correio Braziliense

O mal de todas as classes

Famosos e anônimos, ricos e pobres, brancos e negros, ninguém está imune ao câncer, a doença considerada a moléstia do século. Ainda assim, de acordo com especialistas ouvidos pelo Correio, 70% dos casos podem ser curados.

Por Carlos Tavares

A grande tensão que demarca o território da pesquisa e da busca pela cura dos mais de 100 tipos de câncer é a necessidade de a ciência alcançar, urgentemente, um nível mais amplo de individualização de tratamentos eficientes — uma droga para cada tipo de tumor — a partir do estudo das mutações genéticas que originam a doença. Mas, apesar do caráter individualista dos processos terapêuticos, o câncer e as suas variantes é um mal que atinge todos, não importa a classe social, a raça e o credo. Pode haver uma ou outra neoplasia com suas particularidades de gênero ou de região, mas, infelizmente, ninguém está imune.

A verdade é que o homem é alvo da doença desde o seu surgimento, como afirma o médico indiano Siddhartha Mukherjee, autor do livro O imperador das moléstias. Para ele, os parcos registros antropológicos a respeito têm apenas uma explicação: as pessoas morriam muito cedo antigamente, antes que o tumor se manifestasse. Mesmo assim, o médico encontrou, em papiros egípcios, descrições de uma doença com as mesmas características do câncer, para a qual os cirurgiões da época não encontravam explicações

Hoje, o mal do século assusta, é grave, mas pode ser vencido. Especialistas ouvidos pelo Correio garantem que cerca de 70% das neoplasias podem ser curadas, dependendo do estágio da doença. Por enquanto, a angústia e a ansiedade que movem o desejo de perseguir a cura representam o combustível dos cientistas que sonham com um novo momento de ruptura na descoberta de medicamentos eficazes para vários tipos de tumores, como ocorreu há 20 anos. “A expectativa é de que essa ruptura venha dos tratamentos individuais, do conhecimento sobre as alterações genéticas da célula e do desenvolvimento de drogas que evitem a formação da doença, que curem ou que aumentem a sobrevida do paciente”, reflete o oncologista Paulo Hoff, do Hospital Sírio-Libanês.

Descobertas

Para Oren Smaletz, do Hospital Albert Einstein, a ideia é essa: atacar as alterações genéticas de cada tumor e desenvolver drogas que resolvam o problema. “Houve avanços expressivos na busca de novas terapias, sim, mas precisamos de mais e vamos conseguir. Por exemplo, seis anos atrás, não se falava em terapia-alvo e, nos últimos seis anos, surgiram seis drogas importantes para vários tipos de câncer.” Entre elas, lembra o oncologista, o herceptin (para o câncer de mama) e o temsirolimus (para o carcinoma de célula renal).

Outro especialista que aposta na cura do câncer é o professor Celso Arrais, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Num período de 20 anos, houve avanços bastante expressivos. Estamos na era das terapias personalizadas, da investigação molecular, criam-se drogas com menos efeitos colaterais. Em todas as áreas da ciência oncológica, percebemos progressos”.

O médico, no entanto, reconhece que, embora o arsenal de instrumentos de combate ao câncer evolua a cada ano, a cada mês, essa é uma doença traiçoeira e intimamente ligada à arquitetura das mutações. “Os estudos definem um conhecimento maior da doença e, com isso, podemos nos armar melhor para vencê-la”. Entre as drogas que ele considera fundamentais e que surgiram nos últimos 10 anos estão o imatinib (para leucemias) e o bortezomib (para mielomas múltiplos). “Esses medicamentos ajudam a criar uma geração ou várias gerações de sobreviventes do câncer.”

Quarta-feira, 10.08.11

Site do Deputado Darcísio Perondi

Perondi sobe a tribuna para pedir mais recursos para a saúde

O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) tem usado quase que diariamente a tribuna do plenário para defender a regulamentação da Emenda Constitucional 29, que dispõe sobre os valores mínimos a serem gastos anualmente em saúde pela União, Estados e Municípios e deixa claro o que são ações e serviços de saúde, fechando as brechas para desvios de recursos do setor. A matéria está na Câmara, dependendo da boa vontade do Governo para entrar na pauta. Perondi anunciou uma sessão especial da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara para o próximo dia 24 de agosto, às 10 horas, com o objetivo de debater a EC 29, e da qual participarão lideranças de diversas entidades nacionais ligadas ao setor de saúde. Nos discursos que fez, Perondi elogiou algumas iniciativas do Governo, como o Programa Nacional de Desenvolvimento do Ensino Técnico (Pronatec) e o Brasil Maior, em favor da indústria, mas alertou sobre o “silêncio” do Palácio do Planalto em relação ao financiamento da saúde, que passa por uma “crise verdadeira” apesar do excesso de arrecadação e de existir dinheiro suficiente para resolvê-la.

Perondi lamentou que as montadoras de automóveis multinacionais tenham sido beneficiadas com novas isenções de impostos, apesar da certeza de que isso não vai significar a redução dos preços de seus veículos. Para o parlamentar, é preciso um plano maior para a saúde. “Recursos existem. Será que é mais importante a reserva cambial, as isenções, o enfrentamento da crise na indústria, que não é tão grave como se diz? Grave é a saúde!”, alertou Perondi. O parlamentar garantiu que o seu partido, o PMDB, vai lutar pela regulamentação da Emenda 29, como lutou pelas mudanças no Código Florestal.

O deputado Darcísio Perondi questionou as reservas cambiais internacionais do Brasil, no valor de US$ 340 bilhões, que custam R$ 40 bilhões anualmente para o Tesouro Nacional, aumentando os juros da dívida. Perondi também questionou os R$ 300 bilhões que o BNDES recebeu, recursos obtidos mediante a venda de letras do Tesouro Nacional. Segundo Perondi, o custo para o Tesouro é de 12% ao ano, mas o BNDES empresta esses mesmos recursos a um custo de 6% ao ano. “Isso custa R$ 20 bilhões por ano ao Tesouro no serviço da dívida. E não há recursos para a saúde”, criticou.

Sessão de 8 de agosto – falando pela Liderança do PMDB

Sr. Presidente.

Quero cumprimentar a Presidenta Dilma. Nós temos que votar, sim, o PRONATEC, um programa forte para desenvolver o ensino profissionalizante no País a fim de fazer com que milhões e milhões de jovens que estão fora da escola e não fizeram nem o ensino médio tenham uma profissão, e mesmo quem esteja no ensino médio. Estou estudando o projeto e vou defendê-lo aqui.

Quero também cumprimentá-la pelo Programa Brasil Maior. As críticas são enormes — de empresários, economistas, articulistas —, mas ela deu um passo, foi ousada em fazer uma experiência na desoneração da folha.

Então, quero cumprimentar o Governo do PT, do PMDB e de tantos outros partidos da grande base aliada.

Mas aqui venho preocupado com um assunto em que o Palácio do Planalto está em silêncio, o financiamento do Sistema Único de Saúde.

Temos um Ministro extraordinário, comunicativo, preparado. O Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio, um sanitarista com perfil de administrador, busca espaço, tentando fazer o possível com o dinheiro que tem, mas o tesouro maior é a vida de todos. Essa é uma das três maiores preocupações do brasileiro, não é mais alimentação. O problema da segurança alimentar foi resolvido; o da habitação está encaminhado; o da escola, no primeiro grau, também está encaminhado, mas continua a preocupação com a saúde. O SUS, com suas imensas dificuldades, faz muito com o dinheiro que tem, mas as filas são enormes. O Rio Grande do Sul, um Estado rico, está com problemas enormes.

Haverá uma manifestação de centenas de hospitais amanhã no Rio Grande do Sul. No Nordeste, um sofrimento! No Rio de Janeiro, como o dinheiro que vai para lá, houve uma pequena melhora. As mulheres estão morrendo de câncer de mama, por diagnóstico precoce, quando conseguem fazer o diagnóstico! Então, a crise é verdadeira.

Os profissionais, os médicos estão se descredenciando pela má remuneração. Os hospitais públicos, conveniados ou contratados, recebem uma diária insignificante. Pela diária de UTI, que equivale a 1.200 reais, o Governo paga menos de 500 reais. Não há empresa que sobreviva! Não há empresa que sobreviva! O capital humano — enfermeiros, técnicos de enfermagem — é mal pago. É preciso, sim, haver mais recursos.

O PMDB adotará uma atitude. Sim, o PMDB quer mais recursos para a saúde. Em nome do PMDB, quero dizer aqui que existem mitos.

Primeiro, a CPMF — há 2 anos, eu me empenhei pela aprovação da CPMF naquela madrugada triste e trágica, mas perdemos por três votos — seria exclusivamente para a saúde, mas a arrecadação seria a mais, não substitutiva. Nós perdemos. O Governo está certo ao dizer que a Oposição não votou, mas a área da Fazenda, o Palácio erra quando diz que esse dinheiro faltou.

Veio o IOF. Nos primeiros 5 meses, foram arrecadados 15 bilhões de reais. É possível que a arrecadação chegue, até o fim do ano, a 30 bilhões de reais em IOF, que agora foi estendido para compras financiadas — há IOF sobre o cartão de crédito. Talvez a arrecadação passe de 30 bilhões de reais. Então, o dinheiro existe.

Outra razão: a arrecadação federal. No primeiro semestre, foram arrecadados 50 bilhões de reais a mais do que no ano passado. Existem recursos. Se olharmos o PAC Habitação, veremos que há subsídios extraordinários da ordem de 72 bilhões de reais. Este ano, o subsídio do Tesouro será de 18 bilhões de reais. Mais da metade da população é composta pela classe média, que está tendo acesso a esse empréstimo subsidiado. Há dinheiro. É uma questão de escolha — realmente de escolha!

Poderia citar mais exemplos. O Plano Brasil Maior estabeleceu mais recursos para o BNDES a juro zero. Tirando a inflação, é juro zero. São empréstimos com percentuais de 5%, 6% a grandes grupos empresariais, subsídio que também é do Tesouro.

Portanto, recursos existem. É preciso atitude. Não sei quanto tempo a equipe do Ministério da Saúde vai aguentar, com o orçamento que tem. O Governo cumpriu, sim, a emenda constitucional este ano em relação ao ano passado. E vem cumprindo a lei. Mas precisamos de muito mais recursos. Isso passa pela regulamentação da Emenda Constitucional nº 29. Isso vai fazer com que os Governadores que não cumprem a norma passem a cumpri-la.

Os Governadores também arrecadaram muito, meu caro Deputado Amauri Teixeira. V.Exa. é auditor fiscal e sabe que com a economia “bombando”, como ocorreu nos últimos anos, a arrecadação aumenta. Nos Municípios, nos Estados, na União, a arrecadação aumentou muito mais. É preciso cumprir a lei. Qualquer outro projeto que vier vai postergar isso.

Esta Casa tem que ter independência e autonomia e votara a emenda. Temos que votá-la este mês. Para isto, a Frente Parlamentar da Saúde e outras frentes farão um grande movimento, levantando grandes lideranças, grandes estudiosos da área de saúde. No dia 24, na Comissão de Seguridade, faremos um grande debate.

Os Deputados e cidadãos de todo o Brasil estão sendo convidados.

Na próxima semana, haverá aqui o Congresso Nacional das Santas Casas.

V.Exa. sabia, Deputado Amauri Teixeira, que são as Santas Casas os maiores parceiros do SUS? Se elas fechassem, haveria um caos absoluto. Morreriam pessoas nas ruas. Mais de 50% das internações são feitas pelas Santas Casas. Na área de câncer, mais de 70% dos atendimentos são feitos nos seus ambulatórios.

Elas quase não estão aguentando mais. Na próxima terça-feira, haverá um grande grito das Santas Casas no auditório do Senado. Todos os Deputados e Senadores estão convidados para esse dia.

Sr. Presidente, é triste; Deputado Renan Filho, é angustiante; demais Deputados e Deputadas presentes, não sei o que está acontecendo. No Executivo, só o Ministro Padilha está lutando pela saúde, com o dinheiro que tem.

O Ministro Mantega foi o pai do Plano Brasil Maior. Eu li esse fim de semana sobre a nova isenção de impostos para as montadoras multinacionais. Não sou contra o capital externo. Ele é necessário, sim. É claro que é necessário. Haverá também outras isenções, mas a principal é a das montadoras, que nem vão diminuir o preço do carro. E os Ministérios da Fazenda e do Planejamento ignoram isso, apesar de a Ministra Miriam Belchior ter sido tão atenciosa conosco 60 dias atrás — e se assustou quando os 30 Deputados e os 10 Senadores mostraram a realidade do SUS.

Não sei o que está acontecendo. Planejamento, Fazenda, é preciso um plano maior da saúde. Recursos existem. Será que é mais importante a reserva cambial, as isenções, o enfrentamento da crise na indústria, que não é tão grave como se diz? Não é tão grave como se diz! Grave é a saúde!

O PMDB vai lutar pela regulamentação da Emenda 29, como lutou pela boa votação do bom Código Florestal que enviamos ao Senado. O PMDB vai, sim, lutar pela regulamentação da Emenda 29.

Sr. Presidente, muito obrigado.

Sessão de 9 de agosto – Comissão Geral sobre a crise econômica mundial

Sr. Presidente, Sras. e Srs.

Deputados, a tarde foi interessante. Quero cumprimentar o Deputado Marco Maia por fazer esta Comissão Geral. S.Exa. viu que vieram muitos Deputados. Que S.Exa. faça, rapidamente, a convocação de comissão geral para discutir a situação da saúde no Brasil, para que os Deputados conheçam bem os caminhos para resolver o desfinanciamento do SUS.

S.Exa. prometeu uma resposta para amanhã, e eu tenho certeza de que vai ser positiva. Só que a comissão geral terá que ser feita de outra forma: os Líderes ouvem seus liderados, dando aos Deputados que se preocupam, que estudam, que sofrem em suas bases, mais oportunidades de falar para os Ministros.

Conversei com o Ministro Mantega, não pelo microfone, mas pessoalmente.

S.Exa. ficou de receber um grupo de Deputados para discutir a crise no SUS e a baixa remuneração do setor de saúde. Disse que o Ministro Padilha recebeu 10,5 bilhões de reais este ano. Eu disse a ele que essa quantia era insuficiente e ele se mostrou aberto a sugestões.

Eu gostaria de ter feito à área econômica que aqui estava alguns questionamentos. A crise não vai afetar o Brasil, com certeza, pela generosidade com que o Tesouro Nacional e o Ministério da Fazenda está tratando alguns setores. Os 300 bilhões de reais que o BNDES recebeu do Tesouro foram recursos obtidos mediante a venda de letras do Tesouro a um custo de 12%, e o BNDES empresta esses recursos a um custo de 6% ao ano. Isso custa 20 bilhões por ano ao Tesouro, no serviço da dívida. E não há recursos para a saúde.

Eu gostaria também de ter perguntado à área econômica sobre nossa reserva cambial, aqui citada. Parabéns: 340 bilhões de dólares. Mas o custo dessa reserva cambial não é sobre a arrecadação e a poupança brasileira; é sobre a venda de letras e títulos e sobre o juro altíssimo. Então, essa reserva cambial pesa 40 bilhões de reais, aumentando os juros da dívida — os senhores e as senhoras sabiam disso? Já estamos falando de 60 bilhões de reais, devidos à generosidade do Tesouro Nacional e à política de reserva cambial exagerada. Não precisamos de tanta reserva cambial. Não precisamos de tanto.

Por isso não há recursos para um choque na educação, e nós precisamos entrar numa nova onda de conhecimento neste País, e para um choque na saúde, setor em que a morte está sendo banalizada.

Eu teria ainda dito aos Srs. Ministros que a saúde é um fator importante na economia brasileira. Os senhores sabem que a saúde emprega 12 milhões de pessoas, 5 milhões em empregos diretos e 7 milhões em empregos indiretos? Pois são 12 milhões de pessoas! Os senhores sabiam que a saúde tem quase 10% do PIB brasileiro? Passa de 350 bilhões de reais a riqueza da saúde.

Surpreende-me — e vou discutir o assunto com meu partido — que o Plano Brasil Maior dê isenção às montadoras — para as montadoras! —, sob o argumento de que elas farão inovação. As montadoras recebem quase tudo de fora e são todas multinacionais. Nada contra o capital externo. Nada. O Brasil precisa dele. Mas deram novamente isenção do IPI, e não há recursos para remunerar a UTI de um hospital universitário ou de uma santa casa, que custa 1.200 reais, e o Governo paga 470. Um parto custa mil reais, e o Governo paga 400. Eu ia perguntar sobre isso aos Srs. Ministros. Não existem recursos?

Para encerrar, quero dizer que está havendo a banalização da morte. Morre gente à espera de vaga para UTI, morrem mulheres que não encontram meios de fazer mamografia ou biópsia. E os Secretários, os homens que comandam o SUS dizem: “Não tem dinheiro. Morreu”. Eu pergunto: qual é a crise maior? É a da vida?

Qual é o maior tesouro? É a vida?

O Brasil existe para as pessoas, mas dá-se isenção para as montadoras.

Esta Casa precisa reagir. A vida é mais importante.

Muito obrigado.

AGENDA

- III Fórum Trabalho e Saúde - Saúde e Precarização do Homem Que Trabalha

Local: UEL - Universidade Estadual de Londrina

Data: 10 e 11 de Agosto de 2011

Informações: http://www.estudosdotrabalho.org/IIIFTS.html

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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