Leia
nesta edição:
- Ministério
diz que academias custam menos que leito de UTI
- Justiça
veta reajuste de plano por idade
- Carência
Zero
- Saúde
paga a conta dos outros
- Rio cria
1º programa estadual de vacinação
contra HPV
- Emenda paga equipamentos superfaturados para hospital
- 'Dei o
dinheiro de coração', diz ex-deputada
- Inquérito
mira emendas feitas desde 2007
- PSDB fala
em CPI, mas líderes tentam encerrar caso
- Médicos pedem melhores condições de assistência
- Ouvidorias
avançam nas operadoras de saúde
- Pesquisa
de satisfação
sobre o Portal da ANS
- Secretaria repassa R$40,2 mi para hospitais estaduais
- Atendimento
de alto custo é ampliado em 11 estados
- RJ: Doação
de sangue, um ato de amor
- Grupo japonês cria cérebros
transparentes
- Tetraplégico mexe braço robótico
com a mente
- Profissionais
e as mudanças na saúde
- A enfermagem
não
merece ser desqualificada
- Estudo
comprova eficácia de novo anticoagulante
- Maioria
dos brasileiros está longe dos esportes
- Educação, um direito até dentro
do hospital
- Balão no estômago
para pessoas com sobrepeso
- Endometriose: Principal causa da infertilidade em mulheres
- SUS: relator
propõe
dobrar investimento anual por habitante
- Subcomissão sobre reforma do SUS promove seminário
nesta tarde
Terça-feira,
11.10.11
O Globo
Ministério
diz que academias custam menos que leito de UTI
Governo defende
espaços para atividades físicas
e esportivas como forma de prevenir doenças
Brasília. O Ministério da Saúde defende
a inclusão no piso constitucional da Saúde de despesas
com construção e manutenção das academias
da saúde e com a reestruturação dos hospitais
universitários. Esses hospitais são ligados juridicamente às
universidades federais e de responsabilidade do Ministério
da Educação. O titular da Secretaria Nacional de
Atenção à Saúde, Helvecio Magalhães,
afirma que a pasta está "apostando muito" no
programa das academias da saúde como forma de prevenir
doenças crônicas, como problemas cardiovasculares,
hipertensão e diabetes.
- Partimos
de diversas experiências municipais com as
chamadas academias da saúde, em Belo Horizonte, Recife,
Maringá e muitas outras, e os resultados são muito
positivos. É um programa em que estamos apostando muito
- disse o secretário, destacando a importância da
atividade física e do controle de peso no tratamento de
hipertensão e diabetes, por exemplo.
Segundo o
secretário, o Ministério da Saúde
já recebeu cerca de sete mil projetos de prefeituras para
a construção das academias e pretende priorizar
regiões de pobreza e municípios com menos recursos.
Magalhães afirma que nas academias haverá a presença
de nutricionistas e uma integração com as Unidades
Básicas de Saúde dos municípios, que vão
selecionar hipertensos para serem atendidos. O secretário
disse que o funcionamento de cada academia, depois de concluída,
custará R$3 mil por mês ao Ministério da
Saúde, valor equivalente ao preço de um leito de
UTI.
- Em relação ao que se gasta com um doente crônico, é uma
diferença monstruosa. É uma forma de bem usar o
dinheiro público - assegura.
Os recursos
para esse programa estão sendo repassados
pelo sistema fundo a fundo, ou seja, diretamente às prefeituras
que encaminham projetos à pasta, os quais, depois de aprovados,
são acompanhados por meio de relatórios. No caso
das academias da saúde, estão sendo repassados
R$150 mil por unidade para a construção desses
espaços, e o funcionamento é autorizado mediante
vistoria in loco, segundo o secretário.
Perguntado
se o uso desse sistema não abriria espaço
para fraudes, já que a própria Controladoria Geral
da República (CGU) reconhece que os repasses fundo a fundo
são mais difíceis de fiscalizar do que repasses
por meio de convênio - que exigem prestações
de contas detalhadas das despesas -, o secretário reconheceu
que o sistema tem problemas:
- Tem problema, sim, mas decorre da grandeza do sistema.
Em relação ao custeio das despesas dos hospitais
universitários, Magalhães informa que foi feito
um contato com cada uma das unidades que terão que cumprir
metas de desempenho e apresentar resultados. O secretário
garante que o atendimento a particulares por meio de convênios
não será ampliado nesses hospitais, embora o modelo
de gestão que o governo usou como exemplo na criação
da empresa para administrar os hospitais seja da dupla porta
( SUS e convênios).
- Não deixaremos ter duplas portas. Estamos reduzindo
e até extinguindo leitos (privados) nesses hospitais -
afirma.
Quanto aos
gastos com a máquina administrativa, o Ministério
da Saúde argumenta que são necessários para
melhor atender o sistema. "Os recursos contemplam a folha
de pagamento (salários e benefícios) de seus mais
de cem mil servidores ativos, as despesas de custeio e os investimentos
administrativos, no ministério, em seus núcleos
estaduais e nos institutos e nas entidades vinculadas. Neste
ano, o recurso de Apoio Administrativo foi empregado também
para custear o reajuste de 10,3% concedido aos servidores federais
e para a reorganização do quadro de pessoal do
Ministério da Saúde. Desde 2010, a pasta nomeou
1.400 novos servidores em substituição a terceirizados",
informa o ministério.
O
Estado de São
Paulo
Justiça
veta reajuste de plano por idade
Por Karina Toledo
A operadora
Amil Assistência Médica está proibida
de aplicar reajuste em seus planos de saúde por mudança
de faixa etária a partir de 60 anos, sob pena de multa
diária de R$ 50 mil.
Em 2008,
a empresa foi condenada em primeira instância
em uma ação civil pública movida pelo Ministério
Público (MP) de São Paulo. Ela estaria descumprindo
o Estatuto do Idoso, que proíbe os aumentos das mensalidades
por mudança de faixa após 60. A Amil recorreu,
mas o Tribunal de Justiça confirmou a sentença.
A empresa também recorreu aos tribunais superiores, mas
esses recursos não suspendem o cumprimento da decisão.
Com isso, o MP pediu a execução provisória
da sentença. Procurada, a Amil informou que a decisão
está sendo cumprida.
O estatuto
do idoso entrou em vigor em 2004 e, desde então,
está sendo discutido na Justiça se a proibição
vale apenas para planos contratados após essa data ou
se vale para todos os contratos.
Folha
de São
Paulo
Carência
Zero
Por Mônica
Bergamo
A Faculdade
de Medicina da USP deve entrar com ação
na Justiça nos próximos dias contra o Ministério
da Educação. Quer a revogação de
medida que obriga a universidade a aumentar em até 20%
a nota na prova de residência do aluno que participar de
um programa federal de atendimento a comunidades carentes.
Teste
A faculdade
acha que, com a medida, o MEC está ferindo
a autonomia da universidade. E distorcendo seu processo seletivo.
O MEC diz que o programa ainda está sendo testado e que
não há resistência a ele em outros Estados
do país
O Globo
Saúde
paga a conta dos outros
Por Regina Alvarez
No momento
em que se discute a criação de mais
um imposto para financiar a Saúde Pública, recursos
destinados às despesas com o atendimento médico
básico, universal e gratuito à população,
em especial às parcelas de menor renda, estão sendo
aplicados em outros fins. Assim como estados e municípios,
que já foram acusados de maquiar os orçamentos
da Saúde, o governo federal também contabiliza
no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas
por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas
ilegais.
Um exemplo
emblemático e questionado por especialistas
são as duas mil academias de saúde que serão
construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais
públicos - onde pessoas ainda morrem nas filas e falta
material.
O Ministério da Saúde reservou no orçamento
deste ano R$143 milhões para o projeto das academias.
E R$160 milhões na proposta de 2012 dentro do programa
de Reestruturação da Rede de Serviços de
Atenção Básica de Saúde. Até 2014,
a meta é construir quatro mil academias.
Com os recursos
do Piso, um orçamento que este ano soma
R$71,5 bilhões, o governo federal só poderia custear
despesas genuinamente de Saúde, conforme estabelecido
na Emenda Constitucional 29, que definiu os gastos mínimos
da União, estados e municípios com o setor.
Piso
inclui despesas médicas de servidor
Outro dado
que chama atenção no Orçamento
da Saúde é o peso dos gastos administrativos para
custear o funcionamento da máquina pública nessa área.
Até setembro, já foram gastos R$5,4 bilhões
com "apoio administrativo", a maior parte na sede do
ministério, em Brasília, e nas sedes dos órgãos
que estão sob o comando da pasta nos estados.
Dentro desses
gastos com "apoio administrativo", estão
embutidos despesas com assistência médica e odontológica
aos funcionários da área e a seus dependentes (R$212,8
milhões), auxílio-alimentação (R$230
milhões), auxílio-transporte (R$50,9 milhões)
e até assistência pré-escolar (R$5,9,7 milhões).
O médico Gilson Carvalho, especialista em Saúde
Pública e consultor do Conselho Nacional de Secretarias
Municipais de Saúde, considera totalmente irregular a
inclusão de despesas médicas com funcionários
no piso da Saúde.
- Gastos
com serviços próprios de saúde
com o funcionário é um gasto, além de imoral,
ilegal. Nada tenho contra a saúde dos trabalhadores, mas
não posso diminuir dinheiro da saúde da população
para pagar um sistema próprio de saúde para os
trabalhadores. Além disso, tem resolução
do Conselho Nacional de Saúde que proíbe isso -
destaca o especialista.
Carvalho
também considera indevido o piso constitucional
custear as despesas com as academias de saúde. O programa é muito
parecido com o das Praças do PAC, que tem cerca de R$300
milhões reservados no orçamento do Ministério
da Cultura de 2012. Ou seja, as academias poderiam ser custeadas
pelo dinheiro do PAC.
- É uma ação que entra no grupo dos condicionantes
e determinantes de saúde, e não uma ação
específica da Saúde. O papel da Saúde seria
cobrar das outras áreas que investissem em academias,
esportes e lazer para diminuir o risco de doenças - afirma
Carvalho.
As academias
são espaços para atividades físicas,
esporte, cultura e lazer que o Ministério da Saúde
pretende construir em parceria com prefeituras até 2012,
com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O
governo alega que as academias são uma grande contribuição
para a prevenção de doenças crônicas
como diabetes e hipertensão. O desenho das academias prevê construção
de playgrounds, quadras poliesportivas e até rampas para
skate.
Pela regra
do Piso Nacional, o governo deve gastar a cada ano o equivalente
ao
valor empenhado (contratado) do Orçamento
do ano anterior, mais a variação nominal do Produto
Interno Bruto (PIB). Como não pode contingenciar os recursos
do setor, o governo tem usado a caneta para transferir despesas
de outras áreas para o Ministério da Saúde.
Esse é o caso das despesas com os hospitais universitários,
vinculados ao Ministério da Educação e que
já recebem recursos para o atendimento de pacientes do
SUS em procedimentos de média e alta complexidade.
Entretanto,
em 2010, decreto presidencial assinado pelo então
presidente Lula determinou que as despesas desses hospitais passassem
a ser divididas, meio a meio, entre os ministérios da
Educação e da Saúde, para custear o programa
de Reestruturação dos Hospitais Universitários.
Com isso, entre 2010 e 2012 (proposta orçamentária),
os recursos destinados a esse programa pelo SUS cresceram 500%,
passando de R$99 milhões para R$600 milhões.
O curioso é que o próprio Lula já proibiu
essa prática: em setembro de 2005, vetou artigo da Lei
de Diretrizes Orçamentárias de 2006 que permitia
o financiamento de despesas dos hospitais universitários
com recursos do SUS, alegando que isso acarretaria "diminuição
dos recursos destinados ao Ministério da Saúde,
colocando em risco a continuidade de ações estratégicas
de atendimento à população, como o Programa
de Saúde da Família".
Lula destacou
no veto que a redução de recursos
para a Saúde contraria o espírito norteador da
emenda 29, "que prevê anualmente aumentos gradativos
de recursos para as ações e serviços públicos
de saúde".
O médico Gilson Carvalho destaca que o SUS já paga
aos hospitais universitários pelos serviços:
- Não discuto se os hospitais universitários precisam
ou não de mais recursos. Provavelmente precisam. O que
sou contra, e denuncio há vários anos, é que
a União tire dinheiro da Saúde para destiná-lo
aos hospitais universitários como um plus.
O
Estado de São
Paulo
Rio
cria 1º programa estadual de vacinação
contra HPV
Por Clarissa
Thomé /
Rio
O Rio pode
se tornar o primeiro Estado a oferecer a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), responsável por
alguns tipos de câncer, como o de colo do útero
e de pênis. Foi publicada em Diário Oficial, ontem,
lei que estabelece a criação de um programa estadual
de vacinação contra o HPV, mas sem esclarecer qual
será o público alvo, o tipo de vacina ou a data
para o início da imunização.
"Fizemos uma lei bem ampla para que a secretaria possa
se organizar. A ideia é começar com uma campanha
de conscientização, porque não adianta comprar
a vacina e as pessoas não aparecerem no posto", disse
o deputado Bernardo Rossi (PMDB), coautor da lei. A Secretaria
da Saúde se limitou a informar que a lei ainda será regulamentada
pelo Poder Executivo.
A vacina
contra o HPV é oferecida na rede pública
em alguns municípios, como Itu (SP), Campos dos Goytacazes
(RJ) e São Francisco do Conde (BA), mas é a primeira
vez que um Estado anuncia a vacinação em todo o
seu território.
Para a infectologista
Isabella Ballallai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, seção
Rio (SBI-RJ), a falta de definições na lei é preocupante. "Quando
Campos anunciou a vacina, ela já havia sido comprada,
a estratégia estava definida. É complicado criar
expectativa na população. Não se implanta
vacina por lei, é preciso traçar uma estratégia,
estabelecer o custo-benefício", afirmou.
Ela estranhou
o fato de a lei prever um "calendário
anual de vacinação". "A vacina de HPV é uma
vacina de rotina, que deve ser tomada em três doses num
prazo de seis meses. Não é vacina de campanha anual".
O infectologista
Mauro Romero, coordenador do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade
Federal Fluminense, aprovou o anúncio. "Não é uma
medida isolada no mundo. Outros países já oferecem
a vacina na rede pública", disse.
Em 2008,
parecer do grupo de trabalho do Ministério da
Saúde recomendava a não incorporação
da vacina em território nacional. Naquele momento, custaria
R$ 1,85 bilhão vacinar meninas de 11 e 12 anos, enquanto
o orçamento do Programa Nacional de Imunização
era de R$ 750 milhões por ano. O grupo recomendou ações
como exames preventivos e uso de preservativos.
Folha
de São
Paulo
Emenda paga equipamentos superfaturados para hospital
Aparelhos
para unidade de saúde de Registro (SP) custaram
até 500% a mais
Governo,
que liberou os recursos atendendo a pedido de deputada, diz
que investiga
denúncia e enviou caso à polícia
Por Nadia
Guerlenda, de Brasília / Daniela Lima, de São
Paulo
Uma emenda
parlamentar de R$ 2,2 milhões financiou a
compra de equipamentos superfaturados em até 500% para
um hospital da cidade de Registro, na região do Vale do
Ribeira, a mais pobre do Estado de São Paulo.
A indicação dos recursos foi feita pela ex-deputada
estadual Patrícia Lima (PR-SP). O governo do Estado liberou
R$ 2.180.000 para o Hospital São João no 25 de
dezembro de 2010, de acordo com o Diário Oficial.
Patrícia teve apenas três votos em Registro na
eleição de 2010. Ela não se reelegeu.
Segundo o
deputado Roque Barbiere (PTB), que deflagrou uma crise na Assembleia
Legislativa de São Paulo ao denunciar a
venda de emendas parlamentares, a indicação de
recursos para locais onde os deputados não têm base
eleitoral é um dos indícios do comércio
ilegal.
A emenda
de Patrícia foi destinada à Apamir (Associação
de Proteção e Assistência à Maternidade
e à Infância de Registro), entidade de direito privado
que controla o hospital e tem benefícios semelhantes aos
de uma ONG.
A associação usou o dinheiro para comprar, sem
licitação, 17 itens de equipamentos hospitalares
da Pharmacentro, uma empresa de fachada que tem sede na cidade
de Goiânia.
A Folha teve
acesso à nota fiscal da compra dos equipamentos
e fez uma pesquisa de preços dos itens adquiridos pelo
hospital.
Por exemplo,
a entidade pagou R$ 86,4 mil à Pharmacentro
por uma mesa cirúrgica ortopédica. A reportagem
encontrou o mesmo item por R$ 25 mil (diferença de 345%).
No caso mais
explícito,
a entidade pagou R$ 198,5 mil por um aparelho de videolaparoscopia
completo que pode ser encontrado
por R$ 32,9mil -503% a mais.
Procurado
pela Folha, o governo estadual disse que investigou o caso
a partir de
denúncia anônima recebida em
maio e constatou o superfaturamento.
A Folha apurou que a Corregedoria do Estado detectou superfaturamento
de 125% no valor global dos 17 itens adquiridos pelo hospital.
A apuração foi enviada à Polícia
Civil e ao Ministério Público do Estado, para a
abertura de investigação e de eventuais ações
penais contra os responsáveis.
O governo
informou que a Secretaria de Saúde solicitou
a devolução do valor total repassado ao hospital.
Até lá, a entidade está proibida de receber
novos recursos.
O governo
demitiu em julho o presidente da Apamir, Waldi Cordeiro, que
ocupava
cargo comissionado (preenchido por indicação
política) na Secretaria do Trabalho.
Procurada
pela reportagem, a Polícia Civil de Registro
confirmou a abertura de inquérito, mas disse que a ex-deputada
e os empresários ainda não foram ouvidos.
Abandono
A Pharmacentro
funcionava na periferia da capital de Goiás,
numa sala alugada.
Segundo a
proprietária do imóvel, que preferiu
não ter seu nome divulgado, a sala foi abandonada há cerca
de quatro meses.
Desde então, ela tenta, na Justiça, receber o
pagamento pela locação. De acordo com a proprietária,
a empresa tinha apenas uma funcionária.
A Pharmacentro
hoje está registrada em nome de José Antônio
de Oliveira e Waldir Hilário Brito.
Os dois são procurados pela Polícia
Civil de Registro para prestar esclarecimentos.
Folha
de São
Paulo
Outro lado
'Dei
o dinheiro de coração', diz ex-deputada
De Brasília / De São
Paulo
Procurada
pela Folha, a ex-deputada Patrícia Lima (PR-SP)
confirmou a autoria da emenda, mas disse desconhecer irregularidades
na execução do convênio.
"Eu dei de coração, de bom grado, porque
era para um hospital", afirmou Patrícia.
Cada deputado
tem direito a destinar até R$ 2 milhões
em emendas.
Questionada
sobre por que enviou toda a verba a que tinha direito em 2010
para
a cidade de Registro (SP), onde não teve
votos, ela disse não ver irregularidade nisso.
"Minha campanha foi na televisão. Não andei
pelas cidades pedindo voto", disse.
O governo
do Estado informou, em nota, que "tão
logo tomou conhecimento da denúncia, em maio de 2011,
instaurou processo".
Ainda em
nota, o governo afirmou que a Secretaria de Saúde
está cobrando a devolução dos R$ 2,1 milhões.
Até que faça a devolução, a Apamir,
entidade que controla o hospital São João, ficará impedida
de receber verbas.
Por telefone,
o presidente da Apamir, Waldi Cordeiro, afirmou que o hospital é privado e, portanto, não se submete à lei
de licitações.
A reportagem
tentou entrar em contato para mais esclarecimentos, mas Cordeiro
não atendeu às ligações.
Os proprietários da empresa Pharmacentro não
foram localizados pela reportagem.
Folha
de São
Paulo
Inquérito
mira emendas feitas desde 2007
Ministério Público decide analisar todas as indicações
feitas por deputados estaduais nos últimos cinco anos
Deputados,
empresas e ONGs estarão no foco da Procuradoria,
que deve ouvir ainda o delator do caso, Roque Barbiere
Por Flávio Ferreira, de São
Paulo
O Ministério Público de São Paulo irá ampliar
o raio de investigação sobre a Assembleia de São
Paulo e vai rastrear todas as emendas patrocinadas pelos deputados
estaduais de 2007 a 2011.
Até agora, o governo do Estado havia tornado público
apenas a liberação de verbas de 2011 para as obras
indicadas pelos parlamentares.
A Folha apurou
que a Promotoria de Justiça do Patrimônio
Público e Social considera já ter elementos suficientes
para requisitar os documentos dos últimos quatro anos,
independentemente do conteúdo do depoimento que o deputado
Roque Barbiere (PTB) deverá prestar nos próximos
dias.
O deputado,
que afirma haver um comércio de emendas no
Legislativo paulista, não revelou os nomes dos envolvidos
no suposto esquema. Em entrevista, declarou ainda que sua colaboração
com o Ministério Público dependerá do "tratamento" que
receberá do órgão.
A Promotoria,
porém, entende que os próximos passos
das apurações se justificam devido a reportagens
da imprensa apontando possíveis irregularidades e às
afirmações de Barbiere confirmando suas acusações.
No foco das
apurações estarão, a princípio,
deputados, empresas e ONGs, segundo a avaliação
da Promotoria.
Para o Ministério Público, a análise das
emendas do último mandato dos deputados (2007-2010) é primordial
para que sejam identificadas as supostas engrenagens do esquema,
e não apenas casos isolados.
O Ministério Público aguarda que Barbiere faça
agendamento de data para ser ouvido. O deputado havia prometido
entrar em contato com o órgão, mas até as
18h30 de ontem não tinha feito isso.
Folha
de São
Paulo
PSDB
fala em CPI, mas líderes tentam encerrar caso
Por Silvio
Navarro, de São Paulo
O líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São
Paulo, Orlando Morando, defendeu que seu bancada apoie a criação
de uma CPI caso o deputado Roque Barbiere (PTB) não aponte
os políticos envolvidos no suposto esquema de venda de
emendas na Casa.
Oficialmente,
o discurso das lideranças dos partidos é que
o depoimento enviado por Barbiere ao Conselho de Ética é insuficiente
para apagar o incêndio criado por sua declarações
de que cada deputado "tem seu preço".
Nos bastidores,
porém, deputados de várias siglas,
como a bancada evangélica e o grupo aliado a Campos Machado,
líder do PTB, tentam enterrar o caso de imediato.
"Acho difícil encerrar o caso. A posição
da bancada é que ele tem que apontar os nomes. Do contrário,
difamou a Assembleia toda", disse ontem o tucano Orlando
Morando: "Na ausência de resposta por parte dele um
caminho pode ser uma CPI".
Com 22 membros,
o PSDB seria decisivo para a instauração
de uma CPI, que precisa de apoio de, no mínimo, 32 dos
94 deputados da Casa. Apesar da resistência em criar a
CPI por medo que ela respingue em secretários de Estado,
há insatisfação no PSDB por Barbiere insistir
que alertou o governo do caso.
Uma das saídas cogitadas pelos líderes seria punir
Barbiere com uma advertência ou suspensão. Mas isso
esbarra no temor das bancadas de que ele resolva citar nomes.
O PT diz
ter obtido 28 assinaturas e vê na CPI um meio
de atingir o secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), pré-candidato à prefeitura
paulistana. "Tentar abafar o caso é uma tragédia,
seria afundar a Assembleia", diz Enio Tatto, do PT.
CFM
Médicos pedem melhores condições de assistência
Médicos do SUS vão protestar contra as más
condições de assistência e a baixa remuneração
Em alguns
estados, já existe indicativo de suspensão
de atendimentos eletivos durante 24 horas; os profissionais querem
chamar a atenção para a crise que paira na rede
pública.
Em 25 de
outubro, médicos de todo o país protestarão
contra as más condições de assistência
e a baixa remuneração dos profissionais oferecidas
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
A mobilização nacional em defesa da rede pública
quer chamar a atenção da sociedade e dos tomadores
de decisão para a crise instalada na assistência
em saúde na rede pública. O clima de insatisfação é grande.
Em alguns estados – como Minas Gerais, Pará e Pernambuco – há,
inclusive, indicativo de suspensão dos atendimentos – por
24 horas - na data do protesto.
“Precisamos deixar bem claro aos cidadãos que mais
uma vez tomamos a defesa do Sistema Único de Saúde.
São necessárias mudanças importantes para
qualificá-lo. É fundamental ter mais verbas para
o setor, remuneração digna para os recursos humanos,
entre os quais os médicos, e condições adequadas
a uma assistência digna para os pacientes. No dia 25, portanto,
faremos uma grande corrente em todo o Brasil não somente
para apontar os problemas da rede pública, mas para contribuir
com propostas de soluções”, afirma o presidente
eleito da Associação Médica Brasileira (AMB),
Florentino Cardoso.
“Com a mobilização queremos chamar a atenção
das autoridades para a necessidade de mais recursos para a saúde,
melhor remuneração para os profissionais e melhor
assistência à população”, corrobora
o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d’Avila.
O presidente
da Federação Nacional dos Médicos
(Fenam), Cid Carvalhaes, diz que o objetivo é chamar a
atenção de todos os cidadãos brasileiros
para alguns fatos que não são mostrados como as
péssimas condições de trabalho, falta de
planejamento na área de recursos humanos e os salários
aviltantes pagos nos serviços de saúde pública.
"É uma situação caótica e complexa,
por isso estamos fazendo essa mobilização de alerta às
autoridades e de informação à população,
para que o Congresso Nacional, a presidente da República,
o ministro da Saúde, os governadores, prefeitos e secretários
estaduais e municipais tenham consciência de que é preciso
melhorar a saúde pública e os médicos são
parceiros relevantes nesse contexto", ressalta o dirigente.
A mobilização está sendo discutida pelas
lideranças médicas nos Estados, que poderão
- a partir do posicionamento da categoria localmente - adotar
a paralisação por 24 horas ou optar por outras
formas de protesto.
De qualquer
modo, a Coordenação Nacional do movimento – que
conta com representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM),
da Associação Médica Brasileira (AMB) e
da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – ressalta
que todo esforço tem sido tomado para não causar
transtornos aos cidadãos.
Apenas os
atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros
procedimentos
agendados) serão suspensos, nos
estados que optarem pela interrupção do atendimento
a planos. O protesto não atingirá os setores de
urgência e emergência dos prontos-socorros, hospitais
e ambulatórios.
O CFM já orientou aos CRMs que alertem aos gestores públicos
de saúde (secretários e diretores técnicos
e clínicos) sobre a mobilização para que
se evitem agendamentos para o dia 25 de outubro e se garanta
uma nova data em caso de suspensão de atividades.
O protesto
dos médicos tem forte valor simbólico
para a área da saúde. Ele acontece no mês
em que o SUS comemora 23 anos e às vésperas da
14ª Conferência Nacional de Saúde, prevista
para acontecer entre 14 e 18 de novembro, em Brasília,
quando milhares de representantes da sociedade discutiram propostas
para o setor.
Um ponto
importante nesse processo e que contribuirá para
o sucesso do protesto dos médicos é o apoio declarado
dos prestadores de serviços hospitalares. A Confederação
das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades
Filantrópicas (CMB) declarou, em assembleia geral, apoio à mobilização
dos médicos. “Peço [...] apoio necessário
ao movimento, considerando as particularidades de sua região,
para que sejam alcançadas repercussão positiva
nas negociações e na qualidade de atendimento no
SUS”, afirmou o presidente da CMB, José Reinaldo
Nogueira de Oliveira Junior, em documento enviado às entidades
médicas.
Fenaseg
Ouvidorias
avançam nas operadoras de saúde
Um levantamento
realizado pela ANS constata que a criação
de ouvidorias está em forte avanço entre as operadoras
de saúde. Das 72 operadoras que participaram da consulta,
51 informaram dispor da estrutura de atendimento ao consumidor,
pouco mais de dois terços. A grande maioria foi constituída
nos últimos seis anos (82%), mas o processo teve forte
avanço nos últimos três anos, quando da criação
de 60% do total existente. O estudo da ANS, publicado no site
da agência na semana passada, servirá para uma nova
aferição de qualidade dos serviços das operadoras,
concedendo uma bonificação para as empresas que
possuírem unidades de ouvidoria. O levantamento mostra
que 44 ouvidorias têm ouvidor designado, ao passo que 43
fixam prazo de resposta para os pedidos apresentados (84%). Contudo,
31 ouvidorias dispõem de protocolo esclusivo. Na média,
as ouvidorias têm até três funcionários,
recebem em sua maioria de 30 a 100 solicitações
por mês. Do grupo de participantes da pesquixa, apenas
duas operadoras informaram receber mais de 500 demandas por mês.
Em relação à solução dos problemas,
43 ouvidorias disseram resolver de 75% a 100% das demandas dos
segurados. A ANS estima que as operadoras com ouvidoria tenham
um universo de mais de 9 milhões de segurados.
ANS
Pesquisa
de satisfação
sobre o Portal da ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer
conhecer a sua opinião sobre o novo portal eletrônico
da Agência, disponível desde março de 2011
para toda a sociedade. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa
que ficará no ar entre os dias 10 e 18 de outubro. O objetivo é avaliar
conteúdo, linguagem, organização, qualidade,
clareza e abrangência das informações disponíveis
nas páginas eletrônicas da ANS.
Para participar
da pesquisa e contribuir para o contínuo
aperfeiçoamento do conteúdo do portal da ANS, por
favor, clique aqui e preencha o formulário. A sua participação é muito
importante.
Saúde
Business Web
Secretaria repassa R$40,2 mi para hospitais estaduais
Entre a destinação dos investimentos estão
os setores de obras, reformas, informática, equipamentos,
mobiliário e veículos, entre outros
A Secretaria
de Estado da Saúde de São Paulo anunciou
ontem a liberação de R$ 40,2 milhões para
a modernização de hospitais estaduais e centros
de saúde da administração direta. Ao todo,
40 unidades serão beneficiadas. As informações
são do site G1
Segundo a
secretaria, o repasse financeiro foi liberado e deve ser aplicado
até o dia 31 de dezembro. Entre a destinação
dos investimentos estão os setores de obras, reformas,
informática, equipamentos, mobiliário e veículos,
entre outros.
A distribuição da verba para as unidades foi definida
a partir de uma avaliação que levou em conta a
referência da instituição para a região
onde está localizada, o número de serviços
ofertados, a demanda reprimida e o valor dos repasses já realizados
neste ano.
iMirante
Atendimento
de alto custo é ampliado em 11 estados
O Ministério da Saúde aumentou em R$ 20,2 milhões
o repasse anual de recursos para financiar atendimentos de médio
e alto custo – exames, consultas e cirurgias – em
11 estados. A medida – publicada na edição
de ontem do Diário Oficial da União - eleva o valor
financeiro do chamado teto de Média e Alta Complexidade
(MAC) e beneficiará a população de 15 municípios
(ver tabela no fim do texto) nos estados de Alagoas, Espírito
Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa
Catariana e São Paulo.
Os valores
serão empregados para custear atendimentos
realizados a partir de setembro de 2011. Os estados do Rio Grande
do Sul, São Paulo e Espírito Santo também
tiveram aumento do teto estadual. Neste bloco de investimento
(MAC), o Ministério da Saúde destina recursos para
o custeio de procedimentos como transplantes, quimioterapia,
terapia renal substitutiva, entre outros. Os recursos também
financiam hospitais de pequeno porte; centros de especialidades
odontológicas; laboratórios de prótese dentária;
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
(SAMU 192); Programa de Incentivo de Assistência à População
Indígena; e ações desenvolvidas pelo Centro
de Referência do Trabalhador.
Povo
RJ:
Doação
de sangue, um ato de amor
Dr. Márcio
Panisset
De 22 a 26
de novembro, comemora-se a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue e mesmo faltando mais de um mês
para a semana, o Núcleo de Hemoterapia de São Gonçalo,
da Secretaria de Saúde de São Gonçalo, já está em
campanha para aumentar o número de voluntários
na cidade.
De acordo
com a Organização Mundial da Saúde
(OMS), para manter estoques regulares, é necessário
que de 3% a 5% da população doe sangue regularmente,
por isso, é necessário a colaboração
de todos.
Aqueles que
quiserem doar, serão avaliados clinicamente
por um médico e passarão por um questionário
prévio com perguntas visando a proteção
do doador e do paciente que, posteriormente, receberá a
transfusão.
Os voluntários precisam seguir algumas condições
básicas para realizar a doação: estar bem
de saúde, evitar alimentação gordurosa nas
quatro horas anteriores à doação e levar
documento de identidade original com foto.
O Núcleo de Hemoterapia funciona de segunda a sexta-feira,
sempre das 7 às 12h. Quem preferir pode agendar a doação
pelo telefone 2199 6105.0 núcleo fica na Praça
Estephânia de Carvalho, s/n°, no bairro Zé Garoto,
e a entrada é pelo estacionamento do polo Sanitário
Washington Luiz Lopes.
Boa semana para todos.
Folha
de São
Paulo
Grupo
japonês cria cérebros
transparentes
Líquido desenvolvido pelos cientistas pode ajudar a revelar
estrutura interna do órgão
Por Ritchie
S. King, do "New York Times"
Um grupo
de neurocientistas japoneses está tentando dar
uma espiadinha dentro da mente -literalmente. Eles criaram um
método que transforma a massa cinzenta do cérebro,
normalmente opaca, numa substância vítrea e transparente.
Os pesquisadores
do Centro Riken de Ciência do Cérebro,
financiado pelo governo japonês, usa um coquetel químico
barato que transforma os cérebro mortos numa espécie
de geleia translúcida.
Mergulhar
o tecido cerebral nessa solução facilita
a visualização de sua estrutura, um passo, que
esperam os cientistas, ajudaria a elucidar a base física
de traços de personalidade, memórias e até mesmo
da consciência.
"Estou muito empolgado com o potencial disso", declarou
Atsushi Miyawaki, membro da equipe de pesquisa que descreveu
o método na revista científica "Nature Neuroscience".
Os ingredientes
da solução são ureia (encontrada
na urina e em fertilizantes), glicerol e detergente. Embora já esteja
patenteada, o conteúdo da mistura, incluindo o "modo
de fazer", foi divulgado de graça pelos japoneses
na publicação especializada.
Por enquanto,
os cientistas ainda estão apenas começando
a montar o que chamam de "conectoma" -um mapa das conexões
cerebrais- no cérebro de camundongos, que é menos
complexo do que o cérebro humano.
Hoje, obter
imagens detalhadas da estrutura interna do tecido cerebral é relativamente custoso e complicado. É preciso "fatiar" o órgão
em muitas fatias muito finas. A nova tecnologia japonesa promete
simplificar bastante esse processo.
O
Estado de São
Paulo
Tetraplégico mexe braço robótico
com a mente
Chip implantado
no cérebro de americano paralisado há sete
anos transmitiu sinais elétricos dos neurônios a
uma prótese de US$ 100 milhões
De Pittsburgh, Estados Unidos
Um homem
tetraplégico mexeu um braço biônico
usando o pensamento. É mais um capítulo na busca
por próteses controladas pelo cérebro, que dariam
mais independência a pessoas com paralisia.
O experimento,
conduzido pelo período de um mês
na Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, permitiu
a Tim Hemmes, paralisado após um acidente de motocicleta,
há sete anos, voltar a tocar a mão de sua namorada.
"Não era o meu braço, mas era o meu cérebro,
os meus pensamentos. Eu estava movendo algo", afirmou o
americano, emocionado após o feito inédito.
Eletrodos
de chips implantados no cérebro de Hemmes captaram
sinais elétricos dos neurônios que controlam os
movimentos e os transmitiram ao braço robótico,
desviando-se da medula espinhal fraturada.
Demorará anos até que essa tecnologia esteja no
mercado, mas várias equipes de cientistas estão
experimentando diferentes métodos de devolver o movimento
a pessoas com paralisia.
Recentemente,
um time da Universidade Duke, na Carolina do Norte, liderada
pelo neurocientista
brasileiro Miguel Nicolelis, não
apenas conseguiu que macacos movessem braços virtuais
com o pensamento, como permitiu que eles sentissem a textura
do que "tocavam".
A prótese que Hemmes movimentou foi desenvolvida pelo
Laboratório de Física Aplicada da Universidade
Johns Hopkins, em Baltimore, para a Agência de Projetos
de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, em inglês),
do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que aplicou US$
100 milhões no projeto.
Pelos próximos dois anos, a Universidade de Pittsburgh
ajudará a Darpa ao treinar alguns voluntários tetraplégicos
para que operem o braço biônico de maneiras cada
vez mais sofisticadas. Um dos próximos passos dessa pesquisa é experimentar
com sensores implantados nas pontas dos dedos robóticos,
para permitir que os voluntários sintam o que tocarem.
/ AP
Saúde
Business Web
Profissionais
e as mudanças na saúde
Mudanças na saúde exigem melhor formação
dos profissionais
Atualmente,
o setor está muito mais complexo e a administração
hospitalar necessita de profissionais que entendam de logística,
governança, sustentabilidade e gestão do conhecimento
Devido ao
aumento dos custos e da complexidade das práticas
médicas, têm ocorrido mudanças rápidas
e profundas na saúde pública dá década
de 70 para cá. Essas são as palavras do coordenador
de ciência, tecnologia e insumos estratégicos de
saúde da Secretária de Saúde do Estado de
São Paulo, Sérgio Müller.
De acordo
com ele, essas mudanças se refletem na organização
e na complexidade das instituições de saúde.
Ele enfatiza que a direção de um hospital hoje
não é feita como antes, apenas pelo diretor e sim
que atualmente possui em sua estrutura conselhos, subdiretorias
e é responsável pela organização
de muitos serviços que devem funcionar de forma harmoniosa.
Passamos a precisar de profissionais na administração
que saibam logística, governança, sustentabilidade
e gestão do conhecimento, afirma.
Além disso, um mesmo profissional deve executar tarefas
tanto administrativas quanto clínicas. Isso leva a exigências
maiores de formação e de atualização
profissional, que Müller considera uma responsabilidade
também do sistema educacional. É preciso também
pensar o financiamento adequado da Saúde no país.
Müller defendeu também a definição
de diretrizes de atuação pelos Conselhos de classe
profissional para que sejam estabelecidos protocolos de atuação
clínica em cada serviço de saúde.
Em sua explanação no 2º Fórum de Enfermagem
Coren-SP/AMB, Müller comparou dados de 1998 a 2010 e como
projeção para o futuro próximo, apontou
a importância da Bioengenharia e de procedimentos não-invasivos,
além do combate às neoplasias, que tiveram aumento
de 57% nestes 12 anos.
Para tanto,
de acordo com ele, o debate científico deve
ser contínuo e permanente.
O Dia Online
A
enfermagem não
merece ser desqualificada
Por Roberto Pereira
Há 20 anos o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos
de Enfermagem (Satem-RJ) denuncia às autoridades os desmandos
nas unidades de saúde e ao Conselho Regional de Enfermagem
do Rio as condições indignas de trabalho dos profissionais
que improvisam quase tudo o que diz respeito a assistir o paciente.
Também denunciamos a carga horária excessiva imposta
pelas chefias a esses profissionais e a obrigatoriedade da ilegal
dobra de plantão: os que se recusam são punidos
e até demitidos por justa causa. Porém, até o
momento, o Conselho não tomou providências.
Vê-se nas Emergências a superlotação
de pacientes em macas e, nos corredores, em cadeiras de rodas;
e materiais de insumo de baixa qualidade pondo em risco o exercício
profissional.
Em nosso
estado, o cenário de degradação
da saúde não nos oferece condições
mínimas de trabalho e não há políticas
de RH suficientes ao atendimento da população.
Aqui, dois auxiliares ou técnicos em enfermagem trabalham
quase sozinhos nas grandes Emergências dos hospitais públicos;
muitas vezes, na sala "vermelha", atendem de 50 a 70
pacientes ou até mais, to¬dos em estado crítico,
com risco de vida.
O Coren-RJ
foi criado por lei federal para defender a sociedade e fiscalizar
o exercício da profissão. A Lei 7.498/86,'que
regulamenta a profissão de enfermagem no Brasil, determina
que os auxiliares e técnicos só podem exercer suas
funções sob supervisão direta do enfermeiro.
Mas na prática não é assim: os auxiliares
e técnicos são obrigados a exercer funções
de enfermeiros, inclusive as que são privativas do enfermeiro.
E agora a
categoria sofre acusações como se todos
fossem profissionais desqualificados. O que é uma injustiça!
Pelo contrário, os auxiliares e técnicos em enfermagem
ajudam a salvar vidas!
Correio Braziliense
Estudo
comprova eficácia
de novo anticoagulante
A rivaroxabana é a primeira droga para esse tipo de tratamento
descoberta em décadas. Com menos efeitos colaterais que
a substância atualmente utilizada, promete ajudar na redução
de acidentes vasculares cerebrais em pacientes com fibrilação
atrial.
Por Rebeca Ramos
O estudo
Rocket AF, realizado por diferentes laboratórios
da indústria farmacêutica e publicado no periódico
especializado The New England Journal of Medicine, comprovou
que o anticoagulante rivaroxabana é tão eficaz
na redução da taxa de acidentes vasculares cerebrais
(AVCs) isquêmicos em pacientes com fibrilação
atrial quanto a warfarina, substância utilizada atualmente.
Caracterizada por ser uma droga de fácil administração,
a nova substância renova a esperança de pacientes
da enfermidade, que dependem dos remédios inibidores de
trombos por toda a vida.
A análise, realizada com 14.264 mil pacientes portadores
de fibrilação atrial não valvular e com
grandes riscos de desenvolver um AVC, administrou uma dose diária
de 20mg da rivaroxabana e buscou entender se a eficácia
da substância era inferior à da warfarina na prevenção
da doença em pacientes com fibrilação atrial.
A primeira análise foi feita com 429 pessoas: 188 que
tomaram a rivaroxabana e 241, a warfarina. Para confirmar os
resultados, a análise foi repetida: desta vez, 269 pacientes
foram tratados com a nova substância e 306, com a antiga.
Conforme
o estudo, os sangramentos clinicamente relevantes ocorreram
em 1.475
pessoas que tomaram a rivaroxabana e em 1.449 tratadas
com a warfarina. A ocorrência de hemorragias intracranianas
foi de 0,5% entre os pacientes tratados com a rivaroxabana, contra
0,7% dos que receberam a warfarina. Nos casos de hemorragia fatal,
os resultados foram semelhantes. Assim, a diferença entre
os efeitos dos dois medicamentos não foi considerada expressiva
pelos pesquisadores — restando, então, a comparação
entre a facilidade de uso de cada droga e os eventuais efeitos
colaterais do tratamento.
O estudo
conclui que, no tratamento da fibrilação
atrial e na prevenção de AVCs e embolias sistêmicas,
não houve diferença significativa entre os grupos
tratados com as duas substâncias. “A rivaroxabana,
porém, é mais fácil de usar e ainda conta
com uma melhora na taxa de sangramento no cérebro e nas
hemorragias fatais”, acredita o chefe da pesquisa, o cardiologista
Manesh Patel.
Defesa
Para entender
a ação dos medicamentos, é importante
saber como são formados os trombos. De acordo com o hematologista
do Centro de Câncer de Brasília (Cettro) Jorge Vaz,
a coagulação é o resultado da ação
de dois sistemas independentes, mas que agem de maneira integrada.
Ele explica que de um lado estão as plaquetas (células
da coagulação) e, do outro, uma rede de proteínas
denominada cascata de coagulação. Essas proteínas
são chamadas de fatores de coagulação e
identificadas com os numerais 1 a 13. “Uma parte bem significativa
desses fatores é produzida no fígado e depende
da ação da vitamina K”, diz. A warfarina é uma
droga anticoagulante que age diretamente no fígado inibindo
a formação desses fatores.
Segundo o
especialista, em várias situações
clínicas é necessário inibir a coagulação,
como nos casos de enfarte cardíaco, tromboembolismo pulmonar
e trombose venosa. “Quando os pacientes estão hospitalizados,
eles são medicados com a substância heparina, droga
injetável que age diretamente sobre os fatores da coagulação
e não no fígado”, descreve. Esse medicamento,
entretanto, só existe na forma injetável, sendo
pouco prático para o paciente utilizá-lo em casa,
sem contar o alto custo do remédio — cerca de R$
2 mil por mês. Já a warfarina, além de eficaz, é administrada
por via oral e muito barata (aproximadamente R$ 10 por mês).
A warfarina,
contudo, é inconveniente, pois não
existe dosagem preestabelecida para todos os pacientes — depende
de análises contínuas para a definição
do tratamento. Vaz conta que isso se deve ao fato de a prescrição
sofrer a influência do metabolismo no fígado; ou
seja, a pessoa inicia o tratamento com uma pequena dosagem e
de tempos em tempos é submetido a um exame chamado tempo
de protrombina (obtido por amostra de sangue), para que sejam
realizados os ajustes. “Um paciente que precisa tomar o
medicamento por toda a vida terá que passar por esse exame
durante todo esse tempo”, diz.
Maurício Scanavacca, cardiologista do Grupo de Arritmias
Cardíacas do Instituto do Coração de São
Paulo (HC-FMUSP), conta que a warfarina tem uma faixa terapêutica
relativamente estreita, o que significa que o benefício
em evitar as embolias fica relativamente próximo do risco
de sangramento. “Assim, é comum um mesmo paciente
tomando dose fixa do medicamento ter variações
no seu nível de coagulação”, afirma.
Por isso é necessária a monitoração
frequente do índice de coagulação, avaliado
de forma prática pela análise do índice
normalizado internacional (INR) do tempo de protrombina (índice
que orienta o médico em relação à efetividade
terapêutica da warfarina e aos níveis que apontam
o risco de hemorragias).
Jorge Vaz
considera que a frequência de exames pode comprometer
a qualidade de vida do paciente. É aí que entra
a rivaroxabana, que tem eficácia semelhante à da
heparina (e um pouco superior à da warfarina), mas com
a vantagem de ser administrada oralmente. A dose, nesse caso, é calculada
de acordo com o peso. “A desvantagem aqui é o valor.
Ainda que não saibamos ao certo quanto vai custar, já especulamos
que o preço será alto.”
Alvo
específico
A rivaroxabana é uma molécula sintética
que, após administração oral, bloqueia especificamente
o sítio ativo do fator Xa, responsável pela amplificação
da cascata de coagulação. Maurício Scanavacca
explica que o fator X é um componente central na sequência
de fenômenos responsáveis pela coagulação.
Uma vez ativado (fator Xa), promove a conversão da protrombina
(fator II) em trombina e essa transforma o fibrinogênio
em fibrina, dando origem ao trombo. “Para se ter uma ideia
da intensidade de seu efeito, cada molécula de fator Xa
catalisa a formação de mil moléculas de
trombina”, mensura.
O responsável pelo Departamento de Cardiogeriatria da
Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/DECAGE), Roberto Dischinger
Miranda, entende que o efeito clínico dos dois medicamentos
(a rivaroxabana e a warfarina) é o mesmo, mas o mecanismo
pelo qual eles agem é diferente. “A principal diferença é que
o anticoagulante mais novo dispensa a necessidade de fazer controle
periódico do seu efeito”, salienta.
Ele destaca
que qualquer medicamento novo tem como potenciais desvantagens
um custo
mais elevado e a possibilidade de surgirem
efeitos colaterais que não foram vistos nos estudos clínicos
(por serem pouco frequentes). Ele reconhece, contudo, que, após
várias décadas sem alternativas novas para o tratamento
anticoagulante oral em pacientes portadores de fibrilação
atrial, o fato de surgirem alternativas eficazes está sendo
muito bem-visto pelos médicos. “Acredito que isso
irá possibilitar o tratamento de um número maior
de pacientes”, conclui.
Diferenças
É muito comum a utilização dos nomes coagulação,
trombo e embolia como sinônimos, mas isso está errado.
A primeira é um mecanismo para estancar um sangramento.
A segunda é quando o sangue coagula em um certo ponto,
por exemplo uma veia, e o obstrui. Já a embolia é caracterizada
quando o trombo se desprende e “caminha” pelo organismo.
Exposto a riscos
Como ocorre
com o uso de qualquer anticoagulante, a diminuição
da capacidade de coagulação do sangue aumenta o
risco de sangramentos espontâneos ou provocados por traumas.
Os sangramentos podem ocorrer em qualquer local e variam em intensidade,
desde simples equimoses, hematomas e sangramento nasal até hemorragias
internas de grande magnitude e risco.
Folha
de São
Paulo
Maioria
dos brasileiros está longe dos esportes
Mulheres
tendem a ser mais avessas à prática esportiva
do que homens
Poder aquisitivo
maior está relacionado a mais atividade
esportiva; moradores da região Sul são os mais
ativos
Por Giuliana
Miranda, de São Paulo
Embora o
país esteja prestes a receber dois dos maiores
eventos mundiais do esporte -as Olimpíadas e a Copa do
Mundo-, 62,6% dos brasileiros não praticam nenhuma de
suas modalidades.
A conclusão é de um estudo feito pela consultoria
de marketing esportivo Sport+Markt, que entrevistou mais de 46
mil pessoas em todos os Estados do país.
E, se o brasileiro
anda sedentário, a situação
da brasileira é ainda mais preocupante. Apenas 27,6% das
mulheres fazem regularmente algum tipo de esporte.
"Muitas mulheres ainda dedicam parte do seu dia a outros
afazeres, como cuidar da casa e da família, o que acaba
se refletindo no resultado final", disse Cesar Gualdani,
sócio-diretor da empresa, com base no que a equipe da
pesquisa ouviu de justificativa das participantes.
Além do gênero, o nível econômico
e a faixa etária também influenciam na prática
esportiva. O estudo mostrou que as pessoas mais ativas são
as que têm condição financeira mais elevada.
O Sul é a região proporcionalmente com a maior
quantidade de pessoas praticando esportes, quase 54% dos homens
e 32% das mulheres. Entre os homens, a cidade de São Paulo
ocupa a terceira posição na lista das capitais
mais esportivas. Com 54,5% deles praticando alguma modalidade,
fica atrás apenas de Porto Alegre (61%) e de Florianópolis
(54,9%).
As mulheres
paulistanas não são tão ativas
-com 25,6%, a cidade ocupa a nona posição na lista
encabeçada por Florianópolis, que tem Santos na
sétima posição.
Apesar das
praias, as cariocas ocupam apenas a 15ª colocação
no ranking. "Esse resultado é preocupante. A obesidade
hoje é uma epidemia no Brasil. Precisamos aproveitar a
visibilidade dos grandes eventos esportivos para divulgar a importância
de se exercitar", disse Jorge Steinhilber, presidente do
Conselho Federal de Educação Física.
O Dia Online
Educação, um direito até dentro
do hospital
Por Karine Rodrigues
Pacientes
que estão no ensino básico devem ter
aulas enquanto internados, mas legislação costuma
ser ignorada
A professora
do ensino básico Karla Bastos está pronta
para começar mais um dia de aula. Além das luvas
e do jaleco descartáveis, tudo o que ela precisa está dentro
de uma cesta abarrotada de material escolar, com a qual circula
pelas enfermarias do Instituto Fernandes Figueira, no Rio, referência
nacional em pediatria para tratamento de doenças genéticas
e crônicas. Tem sido assim desde o início de agosto,
quando passou a existir no instituto a chamada classe hospitalar,
ou seja, atendimento pedagógico aos pacientes que, embora
integrados à rede pública ou particular da educação
básica, encontram-se temporária ou permanentemente
afastados da escola, por causa de tratamento de saúde — seja
no setor de internação, no ambulatório ou
em domicílio. Há quem se surpreenda com essa modalidade
de ensino, mas ela surgiu em 1935, em Paris, por causa da tuberculose,
então uma doença fatal, e se expandiu diante dos
inúmeros casos de crianças e adolescentes mutilados
na Segunda Guerra Mundial. No Brasil, o início foi em
1950, no Hospital Jesus, no Rio, hoje municipalizado. Desde então,
a oferta cresceu, mas a passos muito lentos. Em 2010, diz o Ministério
da Educação (MEC), foram registradas 1.279 matrículas
distribuídas em 55 turmas de classe hospitalar — número
irrisório, considerando que, em 2009, havia no país
6.875 estabelecimentos de saúde com internação,
sendo 2.839 públicos, segundo o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE). É bom que se diga
que a oferta desse atendimento pedagógico não é um
favor, mas um dever. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação,
de 1996, deixa claro que o poder público precisa criar
formas alternativas de acesso à escola para cumprir a
obrigatoriedade do ensino básico. Além disso, em
2002, a classe hospitalar tornou-se obrigatória por meio
de resolução do Conselho Nacional de Educação,
publicada no ano anterior. A continuidade do processo de aprendizagem
dentro do hospital, onde o paciente costuma ser submetido a procedimentos
invasivos e dolorosos, ajuda na adaptação à nova
rotina, facilita um retorno sem prejuízos à escola
de origem e minora o isolamento social, avalia a professora Rosane
Santos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio.
Para ela, a classe hospitalar é uma “ponte com o
futuro”:
— Eles perguntam demais: “professora, vai ter aula
hoje?”. Há um interesse real. Além disso,
acho que a continuidade dos estudos é um sinal para o
paciente de que ele vai sair do hospital e voltar para a casa.
A
aula é dada no próprio
leito ou em sala adaptada
Na tarde
da última quinta-feira, havia quatro alunos
na sala de aula do Inca, mas uma paciente ficou indisposta e
voltou para o leito. A turma, porém, logo voltou a crescer
com a chegada de Ana Maria de Oliveira, de 10 anos. Portadora
de leucemia, ela andou um pouco sumida por causa dos efeitos
da quimioterapia, mas, em seu retorno, logo completou os exercícios
dados, assim como Milena Carvalho, de 13 anos, que faz tratamento
desde abril de 2010. Na turma da professora Izabel Christina,
estavam ainda o elétrico Breno Albuquerque, de 6 anos,
e Lucas Cocco, de 7 anos, conhecido no Inca desde 2005. Se no
veterano Inca existe uma sala de aula, no Instituto Fernandes
Figueira o atendimento ainda é no leito, individualizado,
também por conta do estado de saúde dos pacientes.
Na última quarta-feira, a professora Kátia passou
boa parte da tarde na enfermaria de pediatria. É lá que
Luana de Lima, 12 anos, está internada há um mês.
Portadora de fibrose cística — doença genética
que afeta os aparelhos digestivo e respiratório — ela
logo se animou quando viu a professora. Sentou-se na cama e,
após consulta à equipe médica, retirou a
máscara que auxiliava a sua respiração.
No hospital é assim: ainda que o paciente queira ter aula, é preciso
a permissão do médico, para não prejudicar
o tratamento.
Com a aula
liberada, Luana, que está na 6ª série
do ensino fundamental, começou a ler um texto. Ela já esteve
inúmeras vezes internada, mas o afastamento da escola
não parece ter afetado o seu desempenho como aluna. Na
semana anterior, por exemplo, ela fez lá mesmo, no hospital,
as provas aplicadas em sala de aula.
— Falei com a escola e soube que ela havia tirado ótimas
notas — contou Kátia. Depois de Luana, foi a vez
de Juan Oliveira, 9 anos, que parecia estar ansioso pelo aula.
Portador de uma doença que causa má formação
do esôfago, ele está internado há seis meses.
Apesar de cursar a 1ª série do ensino fundamental,
Kátia logo constatou que seria necessário retroceder
ao início do processo de alfabetização,
pois ele não estava acompanhando o conteúdo curricular.
O vínculo entre o professor do hospital e a escola onde
o aluno está matriculado, aliás, precisa ser estreito,
segundo o MEC, que diz também ser competência da
pasta de Educação atender à solicitação
dos hospitais para o serviço de atendimento pedagógico,
contratando e capacitando professores.
No Rio, por
exemplo, as classes hospitalares funcionam por meio de um convênio da unidade de saúde com o Instituto
Helena Antipoff, responsável pela política de educação
especial do município. Segundo a diretora do órgão,
Kátia Nunes, 18 professores da rede municipal de ensino
estão hoje cedidos para atuar em classes hospitalares.
A oferta reduzida não é o único problema.
Professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj),
a pedagoga Eneida Simões da Fonseca observa ser comum
a confusão entre classe hospitalar e recreação:
— Se fica apenas no entretenimento, não é classe
hospitalar. Isso não impede que, para mediar um conteúdo,
seja usada uma música, um brinquedo. Mas é preciso
ter clareza sobre o papel do professor. Não dá para
ele entrar no hospital e virar recreador. A função
dele é ensinar o conteúdo curricular — alerta
ela, que está envolvida com o tema desde 1983, como professora,
pesquisadora e autora de um livro sobre classe hospitalar.
Último
Segundo
Balão no estômago
para pessoas com sobrepeso
Procedimento,
até então indicado só para
obesos, está liberado também como tratamento prévio à redução
de estômago
É consenso entre os médicos: a melhor atitude
contra a obesidade é evitá-la. Impedir que a balança
marque números alarmantes por meio de uma dieta adequada
e exercício físico é o ideal. No entanto,
o sedentarismo, a má qualidade alimentar e a vida moderna
tornam difícil alcançar esse equilíbrio.
Em todo o
mundo, segundo dados da Organização
Mundial da Saúde (OMS), 1,5 milhões de pessoas
estão acima do peso, com índices de massa corporal
(IMC) entre 25 e 30. Com a proibição da venda de
emagrecedores à base de anfetamina no Brasil, a medicina
busca formas de interferir no processo de ganho de peso antes
que a obesidade se instale.
Em decisão semelhante à do FDA (órgão
regulatório de medicamentos norte-americano), que no início
do ano aprovou a cirurgia bariátrica em quem tem IMC de
30, a ANVISA aprovou este ano a utilização do balão
intragástrico Orbera, da Allergan, para pacientes com
IMC maior ou igual a 27.
"Pacientes nesse índice têm possibilidade
15 vezes maior nas mulheres e 4 vezes maior nos homens de desenvolver
diabetes tipo 2", atesta o médico José Affonso
Sallet, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica
e Metabólica (SBCBM). O tratamento pode ser indicado,
por exemplo, para uma pessoa de 1,70 com 78 ou 79 quilos. Antes,
a utilização desse método só era
permitida para IMC acima de 30, ou seja, uma pessoa de 1,70 com
pelo menos 88 quilos.
O programa é multidisciplinar, como deve ser todo tratamento
contra a obesidade, e alia a colocação do balão
intragástrico com acompanhamento nutricional, psicológico,
médico e físico. A prótese de silicone é colocada
por meio de videolaparoscopia, de forma muito semelhante a um
exame endoscópico, e ocupa 30% do volume do estômago.
Dessa forma, a sensação de saciedade aparece mais
cedo e a pessoa come menos.
Na primeira
semana, o paciente deve adotar uma dieta líquida,
passando para pastosa nos próximos sete dias até finalmente
voltar à alimentação normal, explica a nutricionista
Margareth Arruda.
Os pacientes
perdem, em média, 45% do seu peso até o
final do tratamento, que pode durar no máximo seis meses.
O dado é de um estudo conduzido no Brasil por Sallet e
publicado na revista "Obesity Surgery" em que foram
avaliados 573 pacientes.
Em outra
pesquisa, dessa vez com 1243 obesos, Sallet observou bons resultados
entre os superobesos, pacientes cujo IMC ultrapassa
40. Entre eles, a perda de peso foi de 25%, menos considerável
percentualmente, mas mais significativa em números absolutos.
A estratégia foi utilizada pré-cirurgia bariátrica,
a fim de que esses pacientes pudessem passar pela redução
de estômago sem riscos.
Na primeira
semana, o paciente deve adotar uma dieta líquida,
passando para pastosa nos próximos sete dias até finalmente
voltar à alimentação normal, explica a nutricionista
Margareth Arruda.
Os pacientes
perdem, em média, 45% do seu peso até o
final do tratamento, que pode durar no máximo seis meses.
O dado é de um estudo conduzido no Brasil por Sallet e
publicado na revista "Obesity Surgery" em que foram
avaliados 573 pacientes.
Em outra
pesquisa, dessa vez com 1243 obesos, Sallet observou bons resultados
entre os superobesos, pacientes cujo IMC ultrapassa
40. Entre eles, a perda de peso foi de 25%, menos considerável
percentualmente, mas mais significativa em números absolutos.
A estratégia foi utilizada pré-cirurgia bariátrica,
a fim de que esses pacientes pudessem passar pela redução
de estômago sem riscos.
Contra-indicações
e efeitos colaterais
A principal
contra-indicação para o uso deste
método está no perfil psicológico: beliscadores
ou compulsivos devem procurar outro tipo de tratamento. Além
disso, pacientes com doenças inflamatórias intestinais,
como úlcera gástrica ou cirrose hepática,
ou com doenças autoimunes também não podem
utilizá-lo.
Os efeitos
colaterais mais comuns são náusea,
refluxos, dor e cólica e estão presentes em 60%
dos casos. Segundo o médico, no entanto, esses sintomas
tendem a desaparecer depois da primeira semana do uso do balão
e podem ser controlados por meio de medicamentos. O tratamento
custa em média 10 mil reais.
Tem Mais
Endometriose: Principal causa da infertilidade em mulheres
Doença
atinge 15% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva.
Cólicas incapacitantes estão
entre os principais sintomas.
Ser uma profissional
bem sucedida, alcançar a autonomia
financeira, estar sempre bela e preparada para as reuniões
de negócios e encontros de networking são os objetivos
de muitas mulheres que, hoje, buscam nas realizações
profissionais e financeiras, sobretudo, a felicidade pessoal.
Entretanto, o estresse que permeia esses desejos quase intrínsecos
deste perfil feminino pode desvendar um grande mal: a endometriose,
doença que acomete mais de seis milhões de brasileiras,
até 15% das mulheres em idade reprodutiva.
A endometriose é uma doença que faz crescer o
endométrio, tecido que reveste o interior do útero,
fora da cavidade uterina. De acordo com o Dr. Maurício
Simões Abrão, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês
e responsável pelo setor de Endometriose do Hospital das
Clínicas da USP, as causas mais comuns da doença
são a menstruação retrógrada, quando
a mulher menstrua e o sangue reflui pelas trompas, implantando-se
na cavidade abdominal, ou ainda o sistema imunológico,
que pode ser permissível ao desenvolvimento dos sintomas.
Todavia,
as causas mais comuns encontram respostas nos aspectos sociais
e ambientais.
O elevado nível de estresse e o
adiamento da maternidade estão entre os principais fatores.
Segundo o Dr. Maurício Abrão, o estresse cotidiano
debilita o sistema imunológico, que acaba levando ao surgimento
da endometriose. Ao mesmo tempo, as metas profissionais, principalmente,
a serem alcançadas por essas mulheres, as distanciam da
maternidade, apresentando gestações cada vez mais
tardias. A mulher hoje menstrua mais ao longo da vida, diferente
daquelas de outrora, que tinham mais filhos e, portanto, passavam
mais períodos da vida sem o ciclo menstrual. Segundo o
médico, também presidente da Associação
Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva,
o período gestacional pode ter efeito protetor sobre a
doença, já que a mulher para de menstruar por nove
meses. “Durante a gravidez, há o equilíbrio
hormonal e a mulher acaba ficando protegida”, salienta.
Em média, o diagnóstico é feito a partir
dos 30 anos de idade, percebido por sintomas como cólica
severa frequente e às vezes incapacitante, ao ponto de
a dor intensa requerer repouso e impedir a mulher de exercer
atividades normais; dor durante a relação sexual;
e sintomas intestinais e urinários durante a menstruação.
No entanto, é a dificuldade em engravidar que apresenta-se
como a grande vilã da endometriose, que pode levar à infertilidade,
visto que as trompas são atacadas, dificultando a condução
do óvulo ao útero.
Embora a
enfermidade não apresente cura, já há vários
tratamentos avançados que permitem controlá-la.
Nos casos mais sérios, a laparoscopia, procedimento cirúrgico, é o
mais recomendado. Contudo, são as atitudes cotidianas
da mulher que muitas vezes precisam ser revistas. Especialistas
já procuram compreender o estilo de vida desse grupo para
obter resultados mais efetivos nos tratamentos.
Dedicar mais
tempo a si mesma, priorizando sua saúde
e bem estar pode ser um poderoso aliado. Além disso, as
questões emocionais devem ser tratadas e dosadas de modo
a beneficiar um estilo de vida mais qualitativo. A prática
de atividades físicas também pode ajudar. E quanto à maternidade,
essas mulheres precisam rever seus conceitos e repensar seus
planos, caso queiram, realmente, se tornarem mães. Antecipar
a gravidez ante a carreira profissional pode não trazer
os inconvenientes esperados, pelo contrário, tende apenas
a afastar os males acarretados pela doença característica
da mulher contemporânea.
Segunda-feira, 10.10.11
Agência Câmara de Notícias
SUS:
relator propõe
dobrar investimento anual por habitante
Por Oscar
Telles / Edição: Maria Clarice Dias
O relator
da subcomissão especial sobre reestruturação
do Sistema Único de Saúde (SUS), deputado Rogério
Carvalho (PT-SE), afirmou, durante seminário nesta segunda-feira
na Câmara, que é preciso dobrar o gasto público
com saúde. Atualmente, o investimento por habitantes ao
ano é de R$ 800.
De acordo
com o parlamentar, esse valor poderá ser aumentado,
entre outros itens, a partir da criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS) prevista na proposta que normatiza
a Emenda 29 e que está agora em análise no Senado;
criação de impostos sobre grandes movimentações
financeiras; e tributação de patrimônio sobre
jatinhos, helicópteros, iates e lanchas.
Carvalho
apresentou relatório sobre o assunto durante
o seminário Reforma Sanitária – Caminhos
para o SUS da Universalidade e da Integralidade. A ideia principal
da proposta é assegurar um acesso universal e integral
ao sistema.
Apesar de
elogiar o relatório de Carvalho, o coordenador
da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS), ressaltou que já existe dinheiro para
financiar o setor, pois a arrecadação de impostos
no País é “excepcional”.
A presidente
do Conselho Nacional de Secretários de Saúde
(Conass), Beatriz Dobashi, afirmou durante o seminário
que o maior problema do sistema é a falta de recursos.
Opinião com a qual concorda o representante dos usuários
no Conselho Nacional de Saúde, Fernando Luiz Eliotério.
Segundo ele, também existe problema de gestão no
setor, que também poderá ser resolvido com a destinação
de mais recursos. “Não se pode melhorar a gestão
com poucos recursos”, observou.
A promotora
Isabel Porto, representante do Conselho Nacional do Ministério Público, defendeu um sistema eficaz
de auditoria. Para ela, além da má gestão,
há a corrupção. “O cidadão
precisa ter o seu direito constitucional garantido”, afirmou.
Democratização
O presidente
da subcomissão, deputado João Ananias
(PCdoB-CE), ressaltou que a proposta em análise no colegiado
tem como objetivo democratizar o SUS. “Com essa preocupação,
a subcomissão passou 180 dias ouvindo sugestões
da sociedade”, informou. Além de debates em audiências,
o colegiado abriu uma comunidade virtual no portal e-Democracia
para participação dos usuários do SUS em
fóruns específicos.
Para o presidente
da Comissão de Seguridade Social e
Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), o SUS precisa
ser reestruturado, caso contrário, deixará de existir.
Já o presidente da Associação Brasileira
de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
(Abrasco), Luiz Augusto Facchini, defendeu um SUS que atenda
a todos, e não apenas os pobres. O evento foi promovido
pela Comissão de Seguridade Social e Família e
pela Subcomissão Especial do SUS.
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão sobre reforma do SUS promove seminário
nesta tarde
A subcomissão especial sobre reestruturação
do Sistema Único de Saúde promove nesta tarde o
seminário “Reforma Sanitária – Caminhos
para o SUS da Universalidade e da Integralidade”. O evento
vai reunir entidades envolvidas com o setor público da
saúde, representantes da comunidade acadêmica e
da sociedade civil para discutir e avaliar o funcionamento e
a organização do SUS.
Durante o
seminário, o relator da subcomissão,
deputado Rogério Carvalho (PT-SE), vai apresentar seu
parecer, que contém propostas de reestruturação
do SUS para assegurar um acesso universal e integral. O relator
vai receber sugestões dos convidados.
Criada em
março pela Comissão de Seguridade Social
e Família, a subcomissão já realizou audiências
públicas e visitas para verificar experiências no
setor da saúde. Além disso, abriu uma comunidade
virtual no portal e-Democracia para participação
dos usuários do SUS em fóruns específicos.
Participantes
Entre os
convidados para o seminário estão os
ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Planejamento,
Miriam Belchior.
Também
foram convidados para o evento:
- a presidente
do Conselho Nacional de Secretários de
Saúde (Conass), Beatriz Dobashi;
- o presidente
do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio
Carlos Figueiredo Nardi;
- o representante
dos usuários no Conselho Nacional de
Saúde, Fernando Luiz Eliotério;
- o presidente
da Associação Brasileira de Pós-Graduação
em Saúde Coletiva (Abrasco), Luiz Augusto Facchini;
- a presidente
da Associação Brasileira de Educação
Médica, Jadete Barbosa Lampert;
- a promotora
Isabel Porto, representante do Conselho Nacional do Ministério Público;
- a presidente
da Confederação Nacional de Trabalhadores
em Seguridade Social, Maria Aparecida do Amaral Godoi de Faria;
- o presidente
do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D'Ávila;
- o presidente do Conselho Federal de Odontologia, Ailton Diogo
Morilhas Rodrigues;
- o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos
Neri da Silva;
- a presidente
da Federação Nacional dos Enfermeiros,
Solange Aparecida Caetano;
- o presidente
da Comissão Nacional de Residência
Médica do Ministério da Educação,
Luiz Claudio Costa;
- o representante
de São Paulo sobre Organizações
Sociais, Wladimir Guimarães Taborda.
Entre os
parlamentares que vão acompanhar os debates
estão o presidente da subcomissão do SUS, deputado
João Ananias (PCdoB-CE); o presidente da Comissão
de Seguridade Social e Família, deputado Saraiva Felipe
(PMDB-MG); a vice-presidente da Subcomissão do SUS, deputada
Celia Rocha (PTB-AL); e o coordenador da Frente Parlamentar da
Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).
O seminário será realizado a partir das 14 horas,
no auditório Nereu Ramos.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
-
Seminário
sobre Terapias Celulares
Estão abertas as inscrições para o Seminário
Nacional sobre a Regulação em Terapias Celulares.
O evento promovido pela Anvisa vai discutir um tema que tem despertado
interesse da comunidade científica: as terapias elaboradas
a partir de células humanas viáveis (aquelas que
podem ser utilizadas em tratamentos).
Atualmente,
ainda não há no Brasil um marco regulatório
para estes novos tratamentos que devem começar a chegar
ao mercado nos próximos anos.
Inscrições
O seminário acontecerá nos próximos dias
17 e 18 de outubro, no auditório da Anvisa, em Brasília.
Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar
e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita,
e estão disponíveis 200 vagas.
- Evento sobre auditoria de medicamentos
Unidas / AssPreviSite
Auditoria
de medicamentos de alto custo - quimioterapia, radioterapia
e agentes biológicos
14 de outubro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
DR.OTÁVIO AUGUSTO CÂMARA
CLARK
ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA
FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
12º Congresso Paulista de Saúde Pública
APSP tem
o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso
Paulista de Saúde Pública, que será realizado
de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São
Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde
e Direitos: escolhas para fazer o SUS".
As Comissões Científica e Organizadora estão
preparando um grande evento que possibilite promover debates,
reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes
da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde,
usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos
e coletivos responsáveis pela consolidação
e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje
a maior política garantidora de direitos no país
e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente,
em disputa entre vários setores e atores. O Congresso
possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias
escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir
a saúde como um direito e conquista para a cidadania e
desenvolvimento de nosso país.
Sua participação é fundamental para o enriquecimento
do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos
por você no Congresso!
Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/
- HOSPITAL BUSINESS 2011
27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro
O Hospital
Business reúne congresso científico
e exposição de produtos, serviços e equipamentos;
possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço
de proposição e debates de idéias, onde
profissionais se encontram para pensar a formação
e agregar conhecimento aliado à experiência profissional.
A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único
canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma
força potente para os negócios que possibilita
que os profissionais tenham acesso à lançamentos
de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto
significativo em sua atuação profissional.
Inscrições:
http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp
Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp
-
X Encontro Nacional de Economia da Saúde
O X Encontro
Nacional de Economia da Saúde será realizado
nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador,
na cidade de Porto Alegre/RS.
Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php
-
14º Congresso
Unidas
Unidas / AssPrevISite
Inovações e Desafios da Saúde
Suplementar
Dias 21 e 22 de novembro de 2011
Hotel Maksoud
Plaza São Paulo
Alameda Campinas,
150 - Bela Vista - São Paulo/SP
Promover
o desenvolvimento e a capacitação dos
líderes da saúde suplementar é o objetivo
maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas
atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores,
além de oportunizar a troca de informações,
experiências e conhecimento entre os players do setor.
Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo
período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços
para Planos de Saúde que irá apresentar as mais
recentes inovações e soluções tecnológicas
para a gestão da área da saúde. Para ser
expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão
fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos
e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.
Participem
do 14º Congresso UNIDAS - Inovações
e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de
Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade
do segmento de autogestão dependerá do crescimento
e capacitação profissional daqueles que lutam e
contribuem por um sistema de saúde justo para todos os
brasileiros.
Informações
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html