11-10-11

 

Leia nesta edição:

- Ministério diz que academias custam menos que leito de UTI

- Justiça veta reajuste de plano por idade

- Carência Zero

- Saúde paga a conta dos outros

- Rio cria 1º programa estadual de vacinação contra HPV

- Emenda paga equipamentos superfaturados para hospital

- 'Dei o dinheiro de coração', diz ex-deputada

- Inquérito mira emendas feitas desde 2007

- PSDB fala em CPI, mas líderes tentam encerrar caso

- Médicos pedem melhores condições de assistência

- Ouvidorias avançam nas operadoras de saúde

- Pesquisa de satisfação sobre o Portal da ANS

- Secretaria repassa R$40,2 mi para hospitais estaduais

- Atendimento de alto custo é ampliado em 11 estados

- RJ: Doação de sangue, um ato de amor

- Grupo japonês cria cérebros transparentes

- Tetraplégico mexe braço robótico com a mente

- Profissionais e as mudanças na saúde

- A enfermagem não merece ser desqualificada

- Estudo comprova eficácia de novo anticoagulante

- Maioria dos brasileiros está longe dos esportes

- Educação, um direito até dentro do hospital

- Balão no estômago para pessoas com sobrepeso

- Endometriose: Principal causa da infertilidade em mulheres

- SUS: relator propõe dobrar investimento anual por habitante

- Subcomissão sobre reforma do SUS promove seminário nesta tarde

Terça-feira, 11.10.11

O Globo

Ministério diz que academias custam menos que leito de UTI

Governo defende espaços para atividades físicas e esportivas como forma de prevenir doenças

Brasília. O Ministério da Saúde defende a inclusão no piso constitucional da Saúde de despesas com construção e manutenção das academias da saúde e com a reestruturação dos hospitais universitários. Esses hospitais são ligados juridicamente às universidades federais e de responsabilidade do Ministério da Educação. O titular da Secretaria Nacional de Atenção à Saúde, Helvecio Magalhães, afirma que a pasta está "apostando muito" no programa das academias da saúde como forma de prevenir doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

- Partimos de diversas experiências municipais com as chamadas academias da saúde, em Belo Horizonte, Recife, Maringá e muitas outras, e os resultados são muito positivos. É um programa em que estamos apostando muito - disse o secretário, destacando a importância da atividade física e do controle de peso no tratamento de hipertensão e diabetes, por exemplo.

Segundo o secretário, o Ministério da Saúde já recebeu cerca de sete mil projetos de prefeituras para a construção das academias e pretende priorizar regiões de pobreza e municípios com menos recursos.

Magalhães afirma que nas academias haverá a presença de nutricionistas e uma integração com as Unidades Básicas de Saúde dos municípios, que vão selecionar hipertensos para serem atendidos. O secretário disse que o funcionamento de cada academia, depois de concluída, custará R$3 mil por mês ao Ministério da Saúde, valor equivalente ao preço de um leito de UTI.

- Em relação ao que se gasta com um doente crônico, é uma diferença monstruosa. É uma forma de bem usar o dinheiro público - assegura.

Os recursos para esse programa estão sendo repassados pelo sistema fundo a fundo, ou seja, diretamente às prefeituras que encaminham projetos à pasta, os quais, depois de aprovados, são acompanhados por meio de relatórios. No caso das academias da saúde, estão sendo repassados R$150 mil por unidade para a construção desses espaços, e o funcionamento é autorizado mediante vistoria in loco, segundo o secretário.

Perguntado se o uso desse sistema não abriria espaço para fraudes, já que a própria Controladoria Geral da República (CGU) reconhece que os repasses fundo a fundo são mais difíceis de fiscalizar do que repasses por meio de convênio - que exigem prestações de contas detalhadas das despesas -, o secretário reconheceu que o sistema tem problemas:

- Tem problema, sim, mas decorre da grandeza do sistema.

Em relação ao custeio das despesas dos hospitais universitários, Magalhães informa que foi feito um contato com cada uma das unidades que terão que cumprir metas de desempenho e apresentar resultados. O secretário garante que o atendimento a particulares por meio de convênios não será ampliado nesses hospitais, embora o modelo de gestão que o governo usou como exemplo na criação da empresa para administrar os hospitais seja da dupla porta ( SUS e convênios).

- Não deixaremos ter duplas portas. Estamos reduzindo e até extinguindo leitos (privados) nesses hospitais - afirma.

Quanto aos gastos com a máquina administrativa, o Ministério da Saúde argumenta que são necessários para melhor atender o sistema. "Os recursos contemplam a folha de pagamento (salários e benefícios) de seus mais de cem mil servidores ativos, as despesas de custeio e os investimentos administrativos, no ministério, em seus núcleos estaduais e nos institutos e nas entidades vinculadas. Neste ano, o recurso de Apoio Administrativo foi empregado também para custear o reajuste de 10,3% concedido aos servidores federais e para a reorganização do quadro de pessoal do Ministério da Saúde. Desde 2010, a pasta nomeou 1.400 novos servidores em substituição a terceirizados", informa o ministério.

O Estado de São Paulo

Justiça veta reajuste de plano por idade

Por Karina Toledo

A operadora Amil Assistência Médica está proibida de aplicar reajuste em seus planos de saúde por mudança de faixa etária a partir de 60 anos, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Em 2008, a empresa foi condenada em primeira instância em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP) de São Paulo. Ela estaria descumprindo o Estatuto do Idoso, que proíbe os aumentos das mensalidades por mudança de faixa após 60. A Amil recorreu, mas o Tribunal de Justiça confirmou a sentença. A empresa também recorreu aos tribunais superiores, mas esses recursos não suspendem o cumprimento da decisão. Com isso, o MP pediu a execução provisória da sentença. Procurada, a Amil informou que a decisão está sendo cumprida.

O estatuto do idoso entrou em vigor em 2004 e, desde então, está sendo discutido na Justiça se a proibição vale apenas para planos contratados após essa data ou se vale para todos os contratos.

Folha de São Paulo

Carência Zero

Por Mônica Bergamo

A Faculdade de Medicina da USP deve entrar com ação na Justiça nos próximos dias contra o Ministério da Educação. Quer a revogação de medida que obriga a universidade a aumentar em até 20% a nota na prova de residência do aluno que participar de um programa federal de atendimento a comunidades carentes.

Teste

A faculdade acha que, com a medida, o MEC está ferindo a autonomia da universidade. E distorcendo seu processo seletivo. O MEC diz que o programa ainda está sendo testado e que não há resistência a ele em outros Estados do país

O Globo

Saúde paga a conta dos outros

Por Regina Alvarez

No momento em que se discute a criação de mais um imposto para financiar a Saúde Pública, recursos destinados às despesas com o atendimento médico básico, universal e gratuito à população, em especial às parcelas de menor renda, estão sendo aplicados em outros fins. Assim como estados e municípios, que já foram acusados de maquiar os orçamentos da Saúde, o governo federal também contabiliza no Piso Nacional da Saúde despesas que deveriam ser custeadas por outras áreas e que, em alguns casos, são consideradas ilegais.

Um exemplo emblemático e questionado por especialistas são as duas mil academias de saúde que serão construídas com o mesmo dinheiro que vai para os hospitais públicos - onde pessoas ainda morrem nas filas e falta material.

O Ministério da Saúde reservou no orçamento deste ano R$143 milhões para o projeto das academias. E R$160 milhões na proposta de 2012 dentro do programa de Reestruturação da Rede de Serviços de Atenção Básica de Saúde. Até 2014, a meta é construir quatro mil academias.

Com os recursos do Piso, um orçamento que este ano soma R$71,5 bilhões, o governo federal só poderia custear despesas genuinamente de Saúde, conforme estabelecido na Emenda Constitucional 29, que definiu os gastos mínimos da União, estados e municípios com o setor.

Piso inclui despesas médicas de servidor

Outro dado que chama atenção no Orçamento da Saúde é o peso dos gastos administrativos para custear o funcionamento da máquina pública nessa área. Até setembro, já foram gastos R$5,4 bilhões com "apoio administrativo", a maior parte na sede do ministério, em Brasília, e nas sedes dos órgãos que estão sob o comando da pasta nos estados.

Dentro desses gastos com "apoio administrativo", estão embutidos despesas com assistência médica e odontológica aos funcionários da área e a seus dependentes (R$212,8 milhões), auxílio-alimentação (R$230 milhões), auxílio-transporte (R$50,9 milhões) e até assistência pré-escolar (R$5,9,7 milhões).

O médico Gilson Carvalho, especialista em Saúde Pública e consultor do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, considera totalmente irregular a inclusão de despesas médicas com funcionários no piso da Saúde.

- Gastos com serviços próprios de saúde com o funcionário é um gasto, além de imoral, ilegal. Nada tenho contra a saúde dos trabalhadores, mas não posso diminuir dinheiro da saúde da população para pagar um sistema próprio de saúde para os trabalhadores. Além disso, tem resolução do Conselho Nacional de Saúde que proíbe isso - destaca o especialista.

Carvalho também considera indevido o piso constitucional custear as despesas com as academias de saúde. O programa é muito parecido com o das Praças do PAC, que tem cerca de R$300 milhões reservados no orçamento do Ministério da Cultura de 2012. Ou seja, as academias poderiam ser custeadas pelo dinheiro do PAC.

- É uma ação que entra no grupo dos condicionantes e determinantes de saúde, e não uma ação específica da Saúde. O papel da Saúde seria cobrar das outras áreas que investissem em academias, esportes e lazer para diminuir o risco de doenças - afirma Carvalho.

As academias são espaços para atividades físicas, esporte, cultura e lazer que o Ministério da Saúde pretende construir em parceria com prefeituras até 2012, com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo alega que as academias são uma grande contribuição para a prevenção de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. O desenho das academias prevê construção de playgrounds, quadras poliesportivas e até rampas para skate.

Pela regra do Piso Nacional, o governo deve gastar a cada ano o equivalente ao valor empenhado (contratado) do Orçamento do ano anterior, mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Como não pode contingenciar os recursos do setor, o governo tem usado a caneta para transferir despesas de outras áreas para o Ministério da Saúde.

Esse é o caso das despesas com os hospitais universitários, vinculados ao Ministério da Educação e que já recebem recursos para o atendimento de pacientes do SUS em procedimentos de média e alta complexidade.

Entretanto, em 2010, decreto presidencial assinado pelo então presidente Lula determinou que as despesas desses hospitais passassem a ser divididas, meio a meio, entre os ministérios da Educação e da Saúde, para custear o programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários. Com isso, entre 2010 e 2012 (proposta orçamentária), os recursos destinados a esse programa pelo SUS cresceram 500%, passando de R$99 milhões para R$600 milhões.

O curioso é que o próprio Lula já proibiu essa prática: em setembro de 2005, vetou artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2006 que permitia o financiamento de despesas dos hospitais universitários com recursos do SUS, alegando que isso acarretaria "diminuição dos recursos destinados ao Ministério da Saúde, colocando em risco a continuidade de ações estratégicas de atendimento à população, como o Programa de Saúde da Família".

Lula destacou no veto que a redução de recursos para a Saúde contraria o espírito norteador da emenda 29, "que prevê anualmente aumentos gradativos de recursos para as ações e serviços públicos de saúde".

O médico Gilson Carvalho destaca que o SUS já paga aos hospitais universitários pelos serviços:

- Não discuto se os hospitais universitários precisam ou não de mais recursos. Provavelmente precisam. O que sou contra, e denuncio há vários anos, é que a União tire dinheiro da Saúde para destiná-lo aos hospitais universitários como um plus.

O Estado de São Paulo

Rio cria 1º programa estadual de vacinação contra HPV

Por Clarissa Thomé / Rio

O Rio pode se tornar o primeiro Estado a oferecer a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV), responsável por alguns tipos de câncer, como o de colo do útero e de pênis. Foi publicada em Diário Oficial, ontem, lei que estabelece a criação de um programa estadual de vacinação contra o HPV, mas sem esclarecer qual será o público alvo, o tipo de vacina ou a data para o início da imunização.

"Fizemos uma lei bem ampla para que a secretaria possa se organizar. A ideia é começar com uma campanha de conscientização, porque não adianta comprar a vacina e as pessoas não aparecerem no posto", disse o deputado Bernardo Rossi (PMDB), coautor da lei. A Secretaria da Saúde se limitou a informar que a lei ainda será regulamentada pelo Poder Executivo.

A vacina contra o HPV é oferecida na rede pública em alguns municípios, como Itu (SP), Campos dos Goytacazes (RJ) e São Francisco do Conde (BA), mas é a primeira vez que um Estado anuncia a vacinação em todo o seu território.

Para a infectologista Isabella Ballallai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, seção Rio (SBI-RJ), a falta de definições na lei é preocupante. "Quando Campos anunciou a vacina, ela já havia sido comprada, a estratégia estava definida. É complicado criar expectativa na população. Não se implanta vacina por lei, é preciso traçar uma estratégia, estabelecer o custo-benefício", afirmou.

Ela estranhou o fato de a lei prever um "calendário anual de vacinação". "A vacina de HPV é uma vacina de rotina, que deve ser tomada em três doses num prazo de seis meses. Não é vacina de campanha anual".

O infectologista Mauro Romero, coordenador do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Universidade Federal Fluminense, aprovou o anúncio. "Não é uma medida isolada no mundo. Outros países já oferecem a vacina na rede pública", disse.

Em 2008, parecer do grupo de trabalho do Ministério da Saúde recomendava a não incorporação da vacina em território nacional. Naquele momento, custaria R$ 1,85 bilhão vacinar meninas de 11 e 12 anos, enquanto o orçamento do Programa Nacional de Imunização era de R$ 750 milhões por ano. O grupo recomendou ações como exames preventivos e uso de preservativos.

Folha de São Paulo

Emenda paga equipamentos superfaturados para hospital

Aparelhos para unidade de saúde de Registro (SP) custaram até 500% a mais

Governo, que liberou os recursos atendendo a pedido de deputada, diz que investiga denúncia e enviou caso à polícia

Por Nadia Guerlenda, de Brasília / Daniela Lima, de São Paulo

Uma emenda parlamentar de R$ 2,2 milhões financiou a compra de equipamentos superfaturados em até 500% para um hospital da cidade de Registro, na região do Vale do Ribeira, a mais pobre do Estado de São Paulo.

A indicação dos recursos foi feita pela ex-deputada estadual Patrícia Lima (PR-SP). O governo do Estado liberou R$ 2.180.000 para o Hospital São João no 25 de dezembro de 2010, de acordo com o Diário Oficial.

Patrícia teve apenas três votos em Registro na eleição de 2010. Ela não se reelegeu.

Segundo o deputado Roque Barbiere (PTB), que deflagrou uma crise na Assembleia Legislativa de São Paulo ao denunciar a venda de emendas parlamentares, a indicação de recursos para locais onde os deputados não têm base eleitoral é um dos indícios do comércio ilegal.

A emenda de Patrícia foi destinada à Apamir (Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Registro), entidade de direito privado que controla o hospital e tem benefícios semelhantes aos de uma ONG.

A associação usou o dinheiro para comprar, sem licitação, 17 itens de equipamentos hospitalares da Pharmacentro, uma empresa de fachada que tem sede na cidade de Goiânia.

A Folha teve acesso à nota fiscal da compra dos equipamentos e fez uma pesquisa de preços dos itens adquiridos pelo hospital.

Por exemplo, a entidade pagou R$ 86,4 mil à Pharmacentro por uma mesa cirúrgica ortopédica. A reportagem encontrou o mesmo item por R$ 25 mil (diferença de 345%).

No caso mais explícito, a entidade pagou R$ 198,5 mil por um aparelho de videolaparoscopia completo que pode ser encontrado por R$ 32,9mil -503% a mais.

Procurado pela Folha, o governo estadual disse que investigou o caso a partir de denúncia anônima recebida em maio e constatou o superfaturamento.

A Folha apurou que a Corregedoria do Estado detectou superfaturamento de 125% no valor global dos 17 itens adquiridos pelo hospital.

A apuração foi enviada à Polícia Civil e ao Ministério Público do Estado, para a abertura de investigação e de eventuais ações penais contra os responsáveis.

O governo informou que a Secretaria de Saúde solicitou a devolução do valor total repassado ao hospital. Até lá, a entidade está proibida de receber novos recursos.

O governo demitiu em julho o presidente da Apamir, Waldi Cordeiro, que ocupava cargo comissionado (preenchido por indicação política) na Secretaria do Trabalho.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil de Registro confirmou a abertura de inquérito, mas disse que a ex-deputada e os empresários ainda não foram ouvidos.

Abandono

A Pharmacentro funcionava na periferia da capital de Goiás, numa sala alugada.

Segundo a proprietária do imóvel, que preferiu não ter seu nome divulgado, a sala foi abandonada há cerca de quatro meses.

Desde então, ela tenta, na Justiça, receber o pagamento pela locação. De acordo com a proprietária, a empresa tinha apenas uma funcionária.

A Pharmacentro hoje está registrada em nome de José Antônio de Oliveira e Waldir Hilário Brito.

Os dois são procurados pela Polícia Civil de Registro para prestar esclarecimentos.

Folha de São Paulo

Outro lado

'Dei o dinheiro de coração', diz ex-deputada

De Brasília / De São Paulo

Procurada pela Folha, a ex-deputada Patrícia Lima (PR-SP) confirmou a autoria da emenda, mas disse desconhecer irregularidades na execução do convênio.

"Eu dei de coração, de bom grado, porque era para um hospital", afirmou Patrícia.

Cada deputado tem direito a destinar até R$ 2 milhões em emendas.

Questionada sobre por que enviou toda a verba a que tinha direito em 2010 para a cidade de Registro (SP), onde não teve votos, ela disse não ver irregularidade nisso.

"Minha campanha foi na televisão. Não andei pelas cidades pedindo voto", disse.

O governo do Estado informou, em nota, que "tão logo tomou conhecimento da denúncia, em maio de 2011, instaurou processo".

Ainda em nota, o governo afirmou que a Secretaria de Saúde está cobrando a devolução dos R$ 2,1 milhões. Até que faça a devolução, a Apamir, entidade que controla o hospital São João, ficará impedida de receber verbas.

Por telefone, o presidente da Apamir, Waldi Cordeiro, afirmou que o hospital é privado e, portanto, não se submete à lei de licitações.

A reportagem tentou entrar em contato para mais esclarecimentos, mas Cordeiro não atendeu às ligações.

Os proprietários da empresa Pharmacentro não foram localizados pela reportagem.

Folha de São Paulo

Inquérito mira emendas feitas desde 2007

Ministério Público decide analisar todas as indicações feitas por deputados estaduais nos últimos cinco anos

Deputados, empresas e ONGs estarão no foco da Procuradoria, que deve ouvir ainda o delator do caso, Roque Barbiere

Por Flávio Ferreira, de São Paulo

O Ministério Público de São Paulo irá ampliar o raio de investigação sobre a Assembleia de São Paulo e vai rastrear todas as emendas patrocinadas pelos deputados estaduais de 2007 a 2011.

Até agora, o governo do Estado havia tornado público apenas a liberação de verbas de 2011 para as obras indicadas pelos parlamentares.

A Folha apurou que a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social considera já ter elementos suficientes para requisitar os documentos dos últimos quatro anos, independentemente do conteúdo do depoimento que o deputado Roque Barbiere (PTB) deverá prestar nos próximos dias.

O deputado, que afirma haver um comércio de emendas no Legislativo paulista, não revelou os nomes dos envolvidos no suposto esquema. Em entrevista, declarou ainda que sua colaboração com o Ministério Público dependerá do "tratamento" que receberá do órgão.

A Promotoria, porém, entende que os próximos passos das apurações se justificam devido a reportagens da imprensa apontando possíveis irregularidades e às afirmações de Barbiere confirmando suas acusações.

No foco das apurações estarão, a princípio, deputados, empresas e ONGs, segundo a avaliação da Promotoria.

Para o Ministério Público, a análise das emendas do último mandato dos deputados (2007-2010) é primordial para que sejam identificadas as supostas engrenagens do esquema, e não apenas casos isolados.

O Ministério Público aguarda que Barbiere faça agendamento de data para ser ouvido. O deputado havia prometido entrar em contato com o órgão, mas até as 18h30 de ontem não tinha feito isso.

Folha de São Paulo

PSDB fala em CPI, mas líderes tentam encerrar caso

Por Silvio Navarro, de São Paulo

O líder do PSDB na Assembleia Legislativa de São Paulo, Orlando Morando, defendeu que seu bancada apoie a criação de uma CPI caso o deputado Roque Barbiere (PTB) não aponte os políticos envolvidos no suposto esquema de venda de emendas na Casa.

Oficialmente, o discurso das lideranças dos partidos é que o depoimento enviado por Barbiere ao Conselho de Ética é insuficiente para apagar o incêndio criado por sua declarações de que cada deputado "tem seu preço".

Nos bastidores, porém, deputados de várias siglas, como a bancada evangélica e o grupo aliado a Campos Machado, líder do PTB, tentam enterrar o caso de imediato.

"Acho difícil encerrar o caso. A posição da bancada é que ele tem que apontar os nomes. Do contrário, difamou a Assembleia toda", disse ontem o tucano Orlando Morando: "Na ausência de resposta por parte dele um caminho pode ser uma CPI".

Com 22 membros, o PSDB seria decisivo para a instauração de uma CPI, que precisa de apoio de, no mínimo, 32 dos 94 deputados da Casa. Apesar da resistência em criar a CPI por medo que ela respingue em secretários de Estado, há insatisfação no PSDB por Barbiere insistir que alertou o governo do caso.

Uma das saídas cogitadas pelos líderes seria punir Barbiere com uma advertência ou suspensão. Mas isso esbarra no temor das bancadas de que ele resolva citar nomes.

O PT diz ter obtido 28 assinaturas e vê na CPI um meio de atingir o secretário Bruno Covas (Meio Ambiente), pré-candidato à prefeitura paulistana. "Tentar abafar o caso é uma tragédia, seria afundar a Assembleia", diz Enio Tatto, do PT.

CFM

Médicos pedem melhores condições de assistência

Médicos do SUS vão protestar contra as más condições de assistência e a baixa remuneração

Em alguns estados, já existe indicativo de suspensão de atendimentos eletivos durante 24 horas; os profissionais querem chamar a atenção para a crise que paira na rede pública.

Em 25 de outubro, médicos de todo o país protestarão contra as más condições de assistência e a baixa remuneração dos profissionais oferecidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A mobilização nacional em defesa da rede pública quer chamar a atenção da sociedade e dos tomadores de decisão para a crise instalada na assistência em saúde na rede pública. O clima de insatisfação é grande. Em alguns estados – como Minas Gerais, Pará e Pernambuco – há, inclusive, indicativo de suspensão dos atendimentos – por 24 horas - na data do protesto.

“Precisamos deixar bem claro aos cidadãos que mais uma vez tomamos a defesa do Sistema Único de Saúde. São necessárias mudanças importantes para qualificá-lo. É fundamental ter mais verbas para o setor, remuneração digna para os recursos humanos, entre os quais os médicos, e condições adequadas a uma assistência digna para os pacientes. No dia 25, portanto, faremos uma grande corrente em todo o Brasil não somente para apontar os problemas da rede pública, mas para contribuir com propostas de soluções”, afirma o presidente eleito da Associação Médica Brasileira (AMB), Florentino Cardoso.

“Com a mobilização queremos chamar a atenção das autoridades para a necessidade de mais recursos para a saúde, melhor remuneração para os profissionais e melhor assistência à população”, corrobora o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d’Avila.

O presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), Cid Carvalhaes, diz que o objetivo é chamar a atenção de todos os cidadãos brasileiros para alguns fatos que não são mostrados como as péssimas condições de trabalho, falta de planejamento na área de recursos humanos e os salários aviltantes pagos nos serviços de saúde pública.

"É uma situação caótica e complexa, por isso estamos fazendo essa mobilização de alerta às autoridades e de informação à população, para que o Congresso Nacional, a presidente da República, o ministro da Saúde, os governadores, prefeitos e secretários estaduais e municipais tenham consciência de que é preciso melhorar a saúde pública e os médicos são parceiros relevantes nesse contexto", ressalta o dirigente.

A mobilização está sendo discutida pelas lideranças médicas nos Estados, que poderão - a partir do posicionamento da categoria localmente - adotar a paralisação por 24 horas ou optar por outras formas de protesto.

De qualquer modo, a Coordenação Nacional do movimento – que conta com representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) – ressalta que todo esforço tem sido tomado para não causar transtornos aos cidadãos.

Apenas os atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos agendados) serão suspensos, nos estados que optarem pela interrupção do atendimento a planos. O protesto não atingirá os setores de urgência e emergência dos prontos-socorros, hospitais e ambulatórios.

O CFM já orientou aos CRMs que alertem aos gestores públicos de saúde (secretários e diretores técnicos e clínicos) sobre a mobilização para que se evitem agendamentos para o dia 25 de outubro e se garanta uma nova data em caso de suspensão de atividades.

O protesto dos médicos tem forte valor simbólico para a área da saúde. Ele acontece no mês em que o SUS comemora 23 anos e às vésperas da 14ª Conferência Nacional de Saúde, prevista para acontecer entre 14 e 18 de novembro, em Brasília, quando milhares de representantes da sociedade discutiram propostas para o setor.

Um ponto importante nesse processo e que contribuirá para o sucesso do protesto dos médicos é o apoio declarado dos prestadores de serviços hospitalares. A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) declarou, em assembleia geral, apoio à mobilização dos médicos. “Peço [...] apoio necessário ao movimento, considerando as particularidades de sua região, para que sejam alcançadas repercussão positiva nas negociações e na qualidade de atendimento no SUS”, afirmou o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, em documento enviado às entidades médicas.

Fenaseg

Ouvidorias avançam nas operadoras de saúde

Um levantamento realizado pela ANS constata que a criação de ouvidorias está em forte avanço entre as operadoras de saúde. Das 72 operadoras que participaram da consulta, 51 informaram dispor da estrutura de atendimento ao consumidor, pouco mais de dois terços. A grande maioria foi constituída nos últimos seis anos (82%), mas o processo teve forte avanço nos últimos três anos, quando da criação de 60% do total existente. O estudo da ANS, publicado no site da agência na semana passada, servirá para uma nova aferição de qualidade dos serviços das operadoras, concedendo uma bonificação para as empresas que possuírem unidades de ouvidoria. O levantamento mostra que 44 ouvidorias têm ouvidor designado, ao passo que 43 fixam prazo de resposta para os pedidos apresentados (84%). Contudo, 31 ouvidorias dispõem de protocolo esclusivo. Na média, as ouvidorias têm até três funcionários, recebem em sua maioria de 30 a 100 solicitações por mês. Do grupo de participantes da pesquixa, apenas duas operadoras informaram receber mais de 500 demandas por mês. Em relação à solução dos problemas, 43 ouvidorias disseram resolver de 75% a 100% das demandas dos segurados. A ANS estima que as operadoras com ouvidoria tenham um universo de mais de 9 milhões de segurados.

ANS

Pesquisa de satisfação sobre o Portal da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) quer conhecer a sua opinião sobre o novo portal eletrônico da Agência, disponível desde março de 2011 para toda a sociedade. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa que ficará no ar entre os dias 10 e 18 de outubro. O objetivo é avaliar conteúdo, linguagem, organização, qualidade, clareza e abrangência das informações disponíveis nas páginas eletrônicas da ANS.

Para participar da pesquisa e contribuir para o contínuo aperfeiçoamento do conteúdo do portal da ANS, por favor, clique aqui e preencha o formulário. A sua participação é muito importante.

Saúde Business Web

Secretaria repassa R$40,2 mi para hospitais estaduais

Entre a destinação dos investimentos estão os setores de obras, reformas, informática, equipamentos, mobiliário e veículos, entre outros

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou ontem a liberação de R$ 40,2 milhões para a modernização de hospitais estaduais e centros de saúde da administração direta. Ao todo, 40 unidades serão beneficiadas. As informações são do site G1

Segundo a secretaria, o repasse financeiro foi liberado e deve ser aplicado até o dia 31 de dezembro. Entre a destinação dos investimentos estão os setores de obras, reformas, informática, equipamentos, mobiliário e veículos, entre outros.

A distribuição da verba para as unidades foi definida a partir de uma avaliação que levou em conta a referência da instituição para a região onde está localizada, o número de serviços ofertados, a demanda reprimida e o valor dos repasses já realizados neste ano.

iMirante

Atendimento de alto custo é ampliado em 11 estados

O Ministério da Saúde aumentou em R$ 20,2 milhões o repasse anual de recursos para financiar atendimentos de médio e alto custo – exames, consultas e cirurgias – em 11 estados. A medida – publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União - eleva o valor financeiro do chamado teto de Média e Alta Complexidade (MAC) e beneficiará a população de 15 municípios (ver tabela no fim do texto) nos estados de Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Santa Catariana e São Paulo.

Os valores serão empregados para custear atendimentos realizados a partir de setembro de 2011. Os estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Espírito Santo também tiveram aumento do teto estadual. Neste bloco de investimento (MAC), o Ministério da Saúde destina recursos para o custeio de procedimentos como transplantes, quimioterapia, terapia renal substitutiva, entre outros. Os recursos também financiam hospitais de pequeno porte; centros de especialidades odontológicas; laboratórios de prótese dentária; Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192); Programa de Incentivo de Assistência à População Indígena; e ações desenvolvidas pelo Centro de Referência do Trabalhador.

Povo

RJ: Doação de sangue, um ato de amor

Dr. Márcio Panisset

De 22 a 26 de novembro, comemora-se a Semana Nacional do Doador Voluntário de Sangue e mesmo faltando mais de um mês para a semana, o Núcleo de Hemoterapia de São Gonçalo, da Secretaria de Saúde de São Gonçalo, já está em campanha para aumentar o número de voluntários na cidade.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para manter estoques regulares, é necessário que de 3% a 5% da população doe sangue regularmente, por isso, é necessário a colaboração de todos.

Aqueles que quiserem doar, serão avaliados clinicamente por um médico e passarão por um questionário prévio com perguntas visando a proteção do doador e do paciente que, posteriormente, receberá a transfusão.

Os voluntários precisam seguir algumas condições básicas para realizar a doação: estar bem de saúde, evitar alimentação gordurosa nas quatro horas anteriores à doação e levar documento de identidade original com foto.

O Núcleo de Hemoterapia funciona de segunda a sexta-feira, sempre das 7 às 12h. Quem preferir pode agendar a doação pelo telefone 2199 6105.0 núcleo fica na Praça Estephânia de Carvalho, s/n°, no bairro Zé Garoto, e a entrada é pelo estacionamento do polo Sanitário Washington Luiz Lopes.

Boa semana para todos.

Folha de São Paulo

Grupo japonês cria cérebros transparentes

Líquido desenvolvido pelos cientistas pode ajudar a revelar estrutura interna do órgão

Por Ritchie S. King, do "New York Times"

Um grupo de neurocientistas japoneses está tentando dar uma espiadinha dentro da mente -literalmente. Eles criaram um método que transforma a massa cinzenta do cérebro, normalmente opaca, numa substância vítrea e transparente.

Os pesquisadores do Centro Riken de Ciência do Cérebro, financiado pelo governo japonês, usa um coquetel químico barato que transforma os cérebro mortos numa espécie de geleia translúcida.

Mergulhar o tecido cerebral nessa solução facilita a visualização de sua estrutura, um passo, que esperam os cientistas, ajudaria a elucidar a base física de traços de personalidade, memórias e até mesmo da consciência.

"Estou muito empolgado com o potencial disso", declarou Atsushi Miyawaki, membro da equipe de pesquisa que descreveu o método na revista científica "Nature Neuroscience".

Os ingredientes da solução são ureia (encontrada na urina e em fertilizantes), glicerol e detergente. Embora já esteja patenteada, o conteúdo da mistura, incluindo o "modo de fazer", foi divulgado de graça pelos japoneses na publicação especializada.

Por enquanto, os cientistas ainda estão apenas começando a montar o que chamam de "conectoma" -um mapa das conexões cerebrais- no cérebro de camundongos, que é menos complexo do que o cérebro humano.

Hoje, obter imagens detalhadas da estrutura interna do tecido cerebral é relativamente custoso e complicado. É preciso "fatiar" o órgão em muitas fatias muito finas. A nova tecnologia japonesa promete simplificar bastante esse processo.

O Estado de São Paulo

Tetraplégico mexe braço robótico com a mente

Chip implantado no cérebro de americano paralisado há sete anos transmitiu sinais elétricos dos neurônios a uma prótese de US$ 100 milhões

De Pittsburgh, Estados Unidos

Um homem tetraplégico mexeu um braço biônico usando o pensamento. É mais um capítulo na busca por próteses controladas pelo cérebro, que dariam mais independência a pessoas com paralisia.

O experimento, conduzido pelo período de um mês na Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, permitiu a Tim Hemmes, paralisado após um acidente de motocicleta, há sete anos, voltar a tocar a mão de sua namorada.

"Não era o meu braço, mas era o meu cérebro, os meus pensamentos. Eu estava movendo algo", afirmou o americano, emocionado após o feito inédito.

Eletrodos de chips implantados no cérebro de Hemmes captaram sinais elétricos dos neurônios que controlam os movimentos e os transmitiram ao braço robótico, desviando-se da medula espinhal fraturada.

Demorará anos até que essa tecnologia esteja no mercado, mas várias equipes de cientistas estão experimentando diferentes métodos de devolver o movimento a pessoas com paralisia.

Recentemente, um time da Universidade Duke, na Carolina do Norte, liderada pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, não apenas conseguiu que macacos movessem braços virtuais com o pensamento, como permitiu que eles sentissem a textura do que "tocavam".

A prótese que Hemmes movimentou foi desenvolvida pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, para a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, em inglês), do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que aplicou US$ 100 milhões no projeto.

Pelos próximos dois anos, a Universidade de Pittsburgh ajudará a Darpa ao treinar alguns voluntários tetraplégicos para que operem o braço biônico de maneiras cada vez mais sofisticadas. Um dos próximos passos dessa pesquisa é experimentar com sensores implantados nas pontas dos dedos robóticos, para permitir que os voluntários sintam o que tocarem. / AP

Saúde Business Web

Profissionais e as mudanças na saúde

Mudanças na saúde exigem melhor formação dos profissionais

Atualmente, o setor está muito mais complexo e a administração hospitalar necessita de profissionais que entendam de logística, governança, sustentabilidade e gestão do conhecimento

Devido ao aumento dos custos e da complexidade das práticas médicas, têm ocorrido mudanças rápidas e profundas na saúde pública dá década de 70 para cá. Essas são as palavras do coordenador de ciência, tecnologia e insumos estratégicos de saúde da Secretária de Saúde do Estado de São Paulo, Sérgio Müller.

De acordo com ele, essas mudanças se refletem na organização e na complexidade das instituições de saúde. Ele enfatiza que a direção de um hospital hoje não é feita como antes, apenas pelo diretor e sim que atualmente possui em sua estrutura conselhos, subdiretorias e é responsável pela organização de muitos serviços que devem funcionar de forma harmoniosa. Passamos a precisar de profissionais na administração que saibam logística, governança, sustentabilidade e gestão do conhecimento, afirma.

Além disso, um mesmo profissional deve executar tarefas tanto administrativas quanto clínicas. Isso leva a exigências maiores de formação e de atualização profissional, que Müller considera uma responsabilidade também do sistema educacional. É preciso também pensar o financiamento adequado da Saúde no país.

Müller defendeu também a definição de diretrizes de atuação pelos Conselhos de classe profissional para que sejam estabelecidos protocolos de atuação clínica em cada serviço de saúde.

Em sua explanação no 2º Fórum de Enfermagem Coren-SP/AMB, Müller comparou dados de 1998 a 2010 e como projeção para o futuro próximo, apontou a importância da Bioengenharia e de procedimentos não-invasivos, além do combate às neoplasias, que tiveram aumento de 57% nestes 12 anos.

Para tanto, de acordo com ele, o debate científico deve ser contínuo e permanente.

O Dia Online

A enfermagem não merece ser desqualificada

Por Roberto Pereira

Há 20 anos o Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Satem-RJ) denuncia às autoridades os desmandos nas unidades de saúde e ao Conselho Regional de Enfermagem do Rio as condições indignas de trabalho dos profissionais que improvisam quase tudo o que diz respeito a assistir o paciente.

Também denunciamos a carga horária excessiva imposta pelas chefias a esses profissionais e a obrigatoriedade da ilegal dobra de plantão: os que se recusam são punidos e até demitidos por justa causa. Porém, até o momento, o Conselho não tomou providências.

Vê-se nas Emergências a superlotação de pacientes em macas e, nos corredores, em cadeiras de rodas; e materiais de insumo de baixa qualidade pondo em risco o exercício profissional.

Em nosso estado, o cenário de degradação da saúde não nos oferece condições mínimas de trabalho e não há políticas de RH suficientes ao atendimento da população. Aqui, dois auxiliares ou técnicos em enfermagem trabalham quase sozinhos nas grandes Emergências dos hospitais públicos; muitas vezes, na sala "vermelha", atendem de 50 a 70 pacientes ou até mais, to¬dos em estado crítico, com risco de vida.

O Coren-RJ foi criado por lei federal para defender a sociedade e fiscalizar o exercício da profissão. A Lei 7.498/86,'que regulamenta a profissão de enfermagem no Brasil, determina que os auxiliares e técnicos só podem exercer suas funções sob supervisão direta do enfermeiro. Mas na prática não é assim: os auxiliares e técnicos são obrigados a exercer funções de enfermeiros, inclusive as que são privativas do enfermeiro.

E agora a categoria sofre acusações como se todos fossem profissionais desqualificados. O que é uma injustiça! Pelo contrário, os auxiliares e técnicos em enfermagem ajudam a salvar vidas!

Correio Braziliense

Estudo comprova eficácia de novo anticoagulante

A rivaroxabana é a primeira droga para esse tipo de tratamento descoberta em décadas. Com menos efeitos colaterais que a substância atualmente utilizada, promete ajudar na redução de acidentes vasculares cerebrais em pacientes com fibrilação atrial.

Por Rebeca Ramos

O estudo Rocket AF, realizado por diferentes laboratórios da indústria farmacêutica e publicado no periódico especializado The New England Journal of Medicine, comprovou que o anticoagulante rivaroxabana é tão eficaz na redução da taxa de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) isquêmicos em pacientes com fibrilação atrial quanto a warfarina, substância utilizada atualmente. Caracterizada por ser uma droga de fácil administração, a nova substância renova a esperança de pacientes da enfermidade, que dependem dos remédios inibidores de trombos por toda a vida.

A análise, realizada com 14.264 mil pacientes portadores de fibrilação atrial não valvular e com grandes riscos de desenvolver um AVC, administrou uma dose diária de 20mg da rivaroxabana e buscou entender se a eficácia da substância era inferior à da warfarina na prevenção da doença em pacientes com fibrilação atrial. A primeira análise foi feita com 429 pessoas: 188 que tomaram a rivaroxabana e 241, a warfarina. Para confirmar os resultados, a análise foi repetida: desta vez, 269 pacientes foram tratados com a nova substância e 306, com a antiga.

Conforme o estudo, os sangramentos clinicamente relevantes ocorreram em 1.475 pessoas que tomaram a rivaroxabana e em 1.449 tratadas com a warfarina. A ocorrência de hemorragias intracranianas foi de 0,5% entre os pacientes tratados com a rivaroxabana, contra 0,7% dos que receberam a warfarina. Nos casos de hemorragia fatal, os resultados foram semelhantes. Assim, a diferença entre os efeitos dos dois medicamentos não foi considerada expressiva pelos pesquisadores — restando, então, a comparação entre a facilidade de uso de cada droga e os eventuais efeitos colaterais do tratamento.

O estudo conclui que, no tratamento da fibrilação atrial e na prevenção de AVCs e embolias sistêmicas, não houve diferença significativa entre os grupos tratados com as duas substâncias. “A rivaroxabana, porém, é mais fácil de usar e ainda conta com uma melhora na taxa de sangramento no cérebro e nas hemorragias fatais”, acredita o chefe da pesquisa, o cardiologista Manesh Patel.

Defesa

Para entender a ação dos medicamentos, é importante saber como são formados os trombos. De acordo com o hematologista do Centro de Câncer de Brasília (Cettro) Jorge Vaz, a coagulação é o resultado da ação de dois sistemas independentes, mas que agem de maneira integrada. Ele explica que de um lado estão as plaquetas (células da coagulação) e, do outro, uma rede de proteínas denominada cascata de coagulação. Essas proteínas são chamadas de fatores de coagulação e identificadas com os numerais 1 a 13. “Uma parte bem significativa desses fatores é produzida no fígado e depende da ação da vitamina K”, diz. A warfarina é uma droga anticoagulante que age diretamente no fígado inibindo a formação desses fatores.

Segundo o especialista, em várias situações clínicas é necessário inibir a coagulação, como nos casos de enfarte cardíaco, tromboembolismo pulmonar e trombose venosa. “Quando os pacientes estão hospitalizados, eles são medicados com a substância heparina, droga injetável que age diretamente sobre os fatores da coagulação e não no fígado”, descreve. Esse medicamento, entretanto, só existe na forma injetável, sendo pouco prático para o paciente utilizá-lo em casa, sem contar o alto custo do remédio — cerca de R$ 2 mil por mês. Já a warfarina, além de eficaz, é administrada por via oral e muito barata (aproximadamente R$ 10 por mês).

A warfarina, contudo, é inconveniente, pois não existe dosagem preestabelecida para todos os pacientes — depende de análises contínuas para a definição do tratamento. Vaz conta que isso se deve ao fato de a prescrição sofrer a influência do metabolismo no fígado; ou seja, a pessoa inicia o tratamento com uma pequena dosagem e de tempos em tempos é submetido a um exame chamado tempo de protrombina (obtido por amostra de sangue), para que sejam realizados os ajustes. “Um paciente que precisa tomar o medicamento por toda a vida terá que passar por esse exame durante todo esse tempo”, diz.

Maurício Scanavacca, cardiologista do Grupo de Arritmias Cardíacas do Instituto do Coração de São Paulo (HC-FMUSP), conta que a warfarina tem uma faixa terapêutica relativamente estreita, o que significa que o benefício em evitar as embolias fica relativamente próximo do risco de sangramento. “Assim, é comum um mesmo paciente tomando dose fixa do medicamento ter variações no seu nível de coagulação”, afirma. Por isso é necessária a monitoração frequente do índice de coagulação, avaliado de forma prática pela análise do índice normalizado internacional (INR) do tempo de protrombina (índice que orienta o médico em relação à efetividade terapêutica da warfarina e aos níveis que apontam o risco de hemorragias).

Jorge Vaz considera que a frequência de exames pode comprometer a qualidade de vida do paciente. É aí que entra a rivaroxabana, que tem eficácia semelhante à da heparina (e um pouco superior à da warfarina), mas com a vantagem de ser administrada oralmente. A dose, nesse caso, é calculada de acordo com o peso. “A desvantagem aqui é o valor. Ainda que não saibamos ao certo quanto vai custar, já especulamos que o preço será alto.”

Alvo específico

A rivaroxabana é uma molécula sintética que, após administração oral, bloqueia especificamente o sítio ativo do fator Xa, responsável pela amplificação da cascata de coagulação. Maurício Scanavacca explica que o fator X é um componente central na sequência de fenômenos responsáveis pela coagulação. Uma vez ativado (fator Xa), promove a conversão da protrombina (fator II) em trombina e essa transforma o fibrinogênio em fibrina, dando origem ao trombo. “Para se ter uma ideia da intensidade de seu efeito, cada molécula de fator Xa catalisa a formação de mil moléculas de trombina”, mensura.

O responsável pelo Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/DECAGE), Roberto Dischinger Miranda, entende que o efeito clínico dos dois medicamentos (a rivaroxabana e a warfarina) é o mesmo, mas o mecanismo pelo qual eles agem é diferente. “A principal diferença é que o anticoagulante mais novo dispensa a necessidade de fazer controle periódico do seu efeito”, salienta.

Ele destaca que qualquer medicamento novo tem como potenciais desvantagens um custo mais elevado e a possibilidade de surgirem efeitos colaterais que não foram vistos nos estudos clínicos (por serem pouco frequentes). Ele reconhece, contudo, que, após várias décadas sem alternativas novas para o tratamento anticoagulante oral em pacientes portadores de fibrilação atrial, o fato de surgirem alternativas eficazes está sendo muito bem-visto pelos médicos. “Acredito que isso irá possibilitar o tratamento de um número maior de pacientes”, conclui.

Diferenças

É muito comum a utilização dos nomes coagulação, trombo e embolia como sinônimos, mas isso está errado. A primeira é um mecanismo para estancar um sangramento. A segunda é quando o sangue coagula em um certo ponto, por exemplo uma veia, e o obstrui. Já a embolia é caracterizada quando o trombo se desprende e “caminha” pelo organismo.

Exposto a riscos

Como ocorre com o uso de qualquer anticoagulante, a diminuição da capacidade de coagulação do sangue aumenta o risco de sangramentos espontâneos ou provocados por traumas. Os sangramentos podem ocorrer em qualquer local e variam em intensidade, desde simples equimoses, hematomas e sangramento nasal até hemorragias internas de grande magnitude e risco.

Folha de São Paulo

Maioria dos brasileiros está longe dos esportes

Mulheres tendem a ser mais avessas à prática esportiva do que homens

Poder aquisitivo maior está relacionado a mais atividade esportiva; moradores da região Sul são os mais ativos

Por Giuliana Miranda, de São Paulo

Embora o país esteja prestes a receber dois dos maiores eventos mundiais do esporte -as Olimpíadas e a Copa do Mundo-, 62,6% dos brasileiros não praticam nenhuma de suas modalidades.

A conclusão é de um estudo feito pela consultoria de marketing esportivo Sport+Markt, que entrevistou mais de 46 mil pessoas em todos os Estados do país.

E, se o brasileiro anda sedentário, a situação da brasileira é ainda mais preocupante. Apenas 27,6% das mulheres fazem regularmente algum tipo de esporte.

"Muitas mulheres ainda dedicam parte do seu dia a outros afazeres, como cuidar da casa e da família, o que acaba se refletindo no resultado final", disse Cesar Gualdani, sócio-diretor da empresa, com base no que a equipe da pesquisa ouviu de justificativa das participantes.

Além do gênero, o nível econômico e a faixa etária também influenciam na prática esportiva. O estudo mostrou que as pessoas mais ativas são as que têm condição financeira mais elevada.

O Sul é a região proporcionalmente com a maior quantidade de pessoas praticando esportes, quase 54% dos homens e 32% das mulheres. Entre os homens, a cidade de São Paulo ocupa a terceira posição na lista das capitais mais esportivas. Com 54,5% deles praticando alguma modalidade, fica atrás apenas de Porto Alegre (61%) e de Florianópolis (54,9%).

As mulheres paulistanas não são tão ativas -com 25,6%, a cidade ocupa a nona posição na lista encabeçada por Florianópolis, que tem Santos na sétima posição.

Apesar das praias, as cariocas ocupam apenas a 15ª colocação no ranking. "Esse resultado é preocupante. A obesidade hoje é uma epidemia no Brasil. Precisamos aproveitar a visibilidade dos grandes eventos esportivos para divulgar a importância de se exercitar", disse Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física.

O Dia Online

Educação, um direito até dentro do hospital

Por Karine Rodrigues

Pacientes que estão no ensino básico devem ter aulas enquanto internados, mas legislação costuma ser ignorada

A professora do ensino básico Karla Bastos está pronta para começar mais um dia de aula. Além das luvas e do jaleco descartáveis, tudo o que ela precisa está dentro de uma cesta abarrotada de material escolar, com a qual circula pelas enfermarias do Instituto Fernandes Figueira, no Rio, referência nacional em pediatria para tratamento de doenças genéticas e crônicas. Tem sido assim desde o início de agosto, quando passou a existir no instituto a chamada classe hospitalar, ou seja, atendimento pedagógico aos pacientes que, embora integrados à rede pública ou particular da educação básica, encontram-se temporária ou permanentemente afastados da escola, por causa de tratamento de saúde — seja no setor de internação, no ambulatório ou em domicílio. Há quem se surpreenda com essa modalidade de ensino, mas ela surgiu em 1935, em Paris, por causa da tuberculose, então uma doença fatal, e se expandiu diante dos inúmeros casos de crianças e adolescentes mutilados na Segunda Guerra Mundial. No Brasil, o início foi em 1950, no Hospital Jesus, no Rio, hoje municipalizado. Desde então, a oferta cresceu, mas a passos muito lentos. Em 2010, diz o Ministério da Educação (MEC), foram registradas 1.279 matrículas distribuídas em 55 turmas de classe hospitalar — número irrisório, considerando que, em 2009, havia no país 6.875 estabelecimentos de saúde com internação, sendo 2.839 públicos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É bom que se diga que a oferta desse atendimento pedagógico não é um favor, mas um dever. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, deixa claro que o poder público precisa criar formas alternativas de acesso à escola para cumprir a obrigatoriedade do ensino básico. Além disso, em 2002, a classe hospitalar tornou-se obrigatória por meio de resolução do Conselho Nacional de Educação, publicada no ano anterior. A continuidade do processo de aprendizagem dentro do hospital, onde o paciente costuma ser submetido a procedimentos invasivos e dolorosos, ajuda na adaptação à nova rotina, facilita um retorno sem prejuízos à escola de origem e minora o isolamento social, avalia a professora Rosane Santos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio. Para ela, a classe hospitalar é uma “ponte com o futuro”:

— Eles perguntam demais: “professora, vai ter aula hoje?”. Há um interesse real. Além disso, acho que a continuidade dos estudos é um sinal para o paciente de que ele vai sair do hospital e voltar para a casa.

A aula é dada no próprio leito ou em sala adaptada

Na tarde da última quinta-feira, havia quatro alunos na sala de aula do Inca, mas uma paciente ficou indisposta e voltou para o leito. A turma, porém, logo voltou a crescer com a chegada de Ana Maria de Oliveira, de 10 anos. Portadora de leucemia, ela andou um pouco sumida por causa dos efeitos da quimioterapia, mas, em seu retorno, logo completou os exercícios dados, assim como Milena Carvalho, de 13 anos, que faz tratamento desde abril de 2010. Na turma da professora Izabel Christina, estavam ainda o elétrico Breno Albuquerque, de 6 anos, e Lucas Cocco, de 7 anos, conhecido no Inca desde 2005. Se no veterano Inca existe uma sala de aula, no Instituto Fernandes Figueira o atendimento ainda é no leito, individualizado, também por conta do estado de saúde dos pacientes. Na última quarta-feira, a professora Kátia passou boa parte da tarde na enfermaria de pediatria. É lá que Luana de Lima, 12 anos, está internada há um mês. Portadora de fibrose cística — doença genética que afeta os aparelhos digestivo e respiratório — ela logo se animou quando viu a professora. Sentou-se na cama e, após consulta à equipe médica, retirou a máscara que auxiliava a sua respiração. No hospital é assim: ainda que o paciente queira ter aula, é preciso a permissão do médico, para não prejudicar o tratamento.

Com a aula liberada, Luana, que está na 6ª série do ensino fundamental, começou a ler um texto. Ela já esteve inúmeras vezes internada, mas o afastamento da escola não parece ter afetado o seu desempenho como aluna. Na semana anterior, por exemplo, ela fez lá mesmo, no hospital, as provas aplicadas em sala de aula.

— Falei com a escola e soube que ela havia tirado ótimas notas — contou Kátia. Depois de Luana, foi a vez de Juan Oliveira, 9 anos, que parecia estar ansioso pelo aula. Portador de uma doença que causa má formação do esôfago, ele está internado há seis meses. Apesar de cursar a 1ª série do ensino fundamental, Kátia logo constatou que seria necessário retroceder ao início do processo de alfabetização, pois ele não estava acompanhando o conteúdo curricular.

O vínculo entre o professor do hospital e a escola onde o aluno está matriculado, aliás, precisa ser estreito, segundo o MEC, que diz também ser competência da pasta de Educação atender à solicitação dos hospitais para o serviço de atendimento pedagógico, contratando e capacitando professores.

No Rio, por exemplo, as classes hospitalares funcionam por meio de um convênio da unidade de saúde com o Instituto Helena Antipoff, responsável pela política de educação especial do município. Segundo a diretora do órgão, Kátia Nunes, 18 professores da rede municipal de ensino estão hoje cedidos para atuar em classes hospitalares. A oferta reduzida não é o único problema. Professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pedagoga Eneida Simões da Fonseca observa ser comum a confusão entre classe hospitalar e recreação:

— Se fica apenas no entretenimento, não é classe hospitalar. Isso não impede que, para mediar um conteúdo, seja usada uma música, um brinquedo. Mas é preciso ter clareza sobre o papel do professor. Não dá para ele entrar no hospital e virar recreador. A função dele é ensinar o conteúdo curricular — alerta ela, que está envolvida com o tema desde 1983, como professora, pesquisadora e autora de um livro sobre classe hospitalar.

Último Segundo

Balão no estômago para pessoas com sobrepeso

Procedimento, até então indicado só para obesos, está liberado também como tratamento prévio à redução de estômago

É consenso entre os médicos: a melhor atitude contra a obesidade é evitá-la. Impedir que a balança marque números alarmantes por meio de uma dieta adequada e exercício físico é o ideal. No entanto, o sedentarismo, a má qualidade alimentar e a vida moderna tornam difícil alcançar esse equilíbrio.

Em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,5 milhões de pessoas estão acima do peso, com índices de massa corporal (IMC) entre 25 e 30. Com a proibição da venda de emagrecedores à base de anfetamina no Brasil, a medicina busca formas de interferir no processo de ganho de peso antes que a obesidade se instale.

Em decisão semelhante à do FDA (órgão regulatório de medicamentos norte-americano), que no início do ano aprovou a cirurgia bariátrica em quem tem IMC de 30, a ANVISA aprovou este ano a utilização do balão intragástrico Orbera, da Allergan, para pacientes com IMC maior ou igual a 27.

"Pacientes nesse índice têm possibilidade 15 vezes maior nas mulheres e 4 vezes maior nos homens de desenvolver diabetes tipo 2", atesta o médico José Affonso Sallet, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). O tratamento pode ser indicado, por exemplo, para uma pessoa de 1,70 com 78 ou 79 quilos. Antes, a utilização desse método só era permitida para IMC acima de 30, ou seja, uma pessoa de 1,70 com pelo menos 88 quilos.

O programa é multidisciplinar, como deve ser todo tratamento contra a obesidade, e alia a colocação do balão intragástrico com acompanhamento nutricional, psicológico, médico e físico. A prótese de silicone é colocada por meio de videolaparoscopia, de forma muito semelhante a um exame endoscópico, e ocupa 30% do volume do estômago. Dessa forma, a sensação de saciedade aparece mais cedo e a pessoa come menos.

Na primeira semana, o paciente deve adotar uma dieta líquida, passando para pastosa nos próximos sete dias até finalmente voltar à alimentação normal, explica a nutricionista Margareth Arruda.

Os pacientes perdem, em média, 45% do seu peso até o final do tratamento, que pode durar no máximo seis meses. O dado é de um estudo conduzido no Brasil por Sallet e publicado na revista "Obesity Surgery" em que foram avaliados 573 pacientes.

Em outra pesquisa, dessa vez com 1243 obesos, Sallet observou bons resultados entre os superobesos, pacientes cujo IMC ultrapassa 40. Entre eles, a perda de peso foi de 25%, menos considerável percentualmente, mas mais significativa em números absolutos. A estratégia foi utilizada pré-cirurgia bariátrica, a fim de que esses pacientes pudessem passar pela redução de estômago sem riscos.

Na primeira semana, o paciente deve adotar uma dieta líquida, passando para pastosa nos próximos sete dias até finalmente voltar à alimentação normal, explica a nutricionista Margareth Arruda.

Os pacientes perdem, em média, 45% do seu peso até o final do tratamento, que pode durar no máximo seis meses. O dado é de um estudo conduzido no Brasil por Sallet e publicado na revista "Obesity Surgery" em que foram avaliados 573 pacientes.

Em outra pesquisa, dessa vez com 1243 obesos, Sallet observou bons resultados entre os superobesos, pacientes cujo IMC ultrapassa 40. Entre eles, a perda de peso foi de 25%, menos considerável percentualmente, mas mais significativa em números absolutos. A estratégia foi utilizada pré-cirurgia bariátrica, a fim de que esses pacientes pudessem passar pela redução de estômago sem riscos.

Contra-indicações e efeitos colaterais

A principal contra-indicação para o uso deste método está no perfil psicológico: beliscadores ou compulsivos devem procurar outro tipo de tratamento. Além disso, pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como úlcera gástrica ou cirrose hepática, ou com doenças autoimunes também não podem utilizá-lo.

Os efeitos colaterais mais comuns são náusea, refluxos, dor e cólica e estão presentes em 60% dos casos. Segundo o médico, no entanto, esses sintomas tendem a desaparecer depois da primeira semana do uso do balão e podem ser controlados por meio de medicamentos. O tratamento custa em média 10 mil reais.

Tem Mais

Endometriose: Principal causa da infertilidade em mulheres

Doença atinge 15% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva.

Cólicas incapacitantes estão entre os principais sintomas.

Ser uma profissional bem sucedida, alcançar a autonomia financeira, estar sempre bela e preparada para as reuniões de negócios e encontros de networking são os objetivos de muitas mulheres que, hoje, buscam nas realizações profissionais e financeiras, sobretudo, a felicidade pessoal. Entretanto, o estresse que permeia esses desejos quase intrínsecos deste perfil feminino pode desvendar um grande mal: a endometriose, doença que acomete mais de seis milhões de brasileiras, até 15% das mulheres em idade reprodutiva.

A endometriose é uma doença que faz crescer o endométrio, tecido que reveste o interior do útero, fora da cavidade uterina. De acordo com o Dr. Maurício Simões Abrão, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês e responsável pelo setor de Endometriose do Hospital das Clínicas da USP, as causas mais comuns da doença são a menstruação retrógrada, quando a mulher menstrua e o sangue reflui pelas trompas, implantando-se na cavidade abdominal, ou ainda o sistema imunológico, que pode ser permissível ao desenvolvimento dos sintomas.

Todavia, as causas mais comuns encontram respostas nos aspectos sociais e ambientais. O elevado nível de estresse e o adiamento da maternidade estão entre os principais fatores. Segundo o Dr. Maurício Abrão, o estresse cotidiano debilita o sistema imunológico, que acaba levando ao surgimento da endometriose. Ao mesmo tempo, as metas profissionais, principalmente, a serem alcançadas por essas mulheres, as distanciam da maternidade, apresentando gestações cada vez mais tardias. A mulher hoje menstrua mais ao longo da vida, diferente daquelas de outrora, que tinham mais filhos e, portanto, passavam mais períodos da vida sem o ciclo menstrual. Segundo o médico, também presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, o período gestacional pode ter efeito protetor sobre a doença, já que a mulher para de menstruar por nove meses. “Durante a gravidez, há o equilíbrio hormonal e a mulher acaba ficando protegida”, salienta.

Em média, o diagnóstico é feito a partir dos 30 anos de idade, percebido por sintomas como cólica severa frequente e às vezes incapacitante, ao ponto de a dor intensa requerer repouso e impedir a mulher de exercer atividades normais; dor durante a relação sexual; e sintomas intestinais e urinários durante a menstruação. No entanto, é a dificuldade em engravidar que apresenta-se como a grande vilã da endometriose, que pode levar à infertilidade, visto que as trompas são atacadas, dificultando a condução do óvulo ao útero.

Embora a enfermidade não apresente cura, já há vários tratamentos avançados que permitem controlá-la. Nos casos mais sérios, a laparoscopia, procedimento cirúrgico, é o mais recomendado. Contudo, são as atitudes cotidianas da mulher que muitas vezes precisam ser revistas. Especialistas já procuram compreender o estilo de vida desse grupo para obter resultados mais efetivos nos tratamentos.

Dedicar mais tempo a si mesma, priorizando sua saúde e bem estar pode ser um poderoso aliado. Além disso, as questões emocionais devem ser tratadas e dosadas de modo a beneficiar um estilo de vida mais qualitativo. A prática de atividades físicas também pode ajudar. E quanto à maternidade, essas mulheres precisam rever seus conceitos e repensar seus planos, caso queiram, realmente, se tornarem mães. Antecipar a gravidez ante a carreira profissional pode não trazer os inconvenientes esperados, pelo contrário, tende apenas a afastar os males acarretados pela doença característica da mulher contemporânea.

Segunda-feira, 10.10.11

Agência Câmara de Notícias

SUS: relator propõe dobrar investimento anual por habitante

Por Oscar Telles / Edição: Maria Clarice Dias

O relator da subcomissão especial sobre reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS), deputado Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou, durante seminário nesta segunda-feira na Câmara, que é preciso dobrar o gasto público com saúde. Atualmente, o investimento por habitantes ao ano é de R$ 800.

De acordo com o parlamentar, esse valor poderá ser aumentado, entre outros itens, a partir da criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS) prevista na proposta que normatiza a Emenda 29 e que está agora em análise no Senado; criação de impostos sobre grandes movimentações financeiras; e tributação de patrimônio sobre jatinhos, helicópteros, iates e lanchas.

Carvalho apresentou relatório sobre o assunto durante o seminário Reforma Sanitária – Caminhos para o SUS da Universalidade e da Integralidade. A ideia principal da proposta é assegurar um acesso universal e integral ao sistema.

Apesar de elogiar o relatório de Carvalho, o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), ressaltou que já existe dinheiro para financiar o setor, pois a arrecadação de impostos no País é “excepcional”.

A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Beatriz Dobashi, afirmou durante o seminário que o maior problema do sistema é a falta de recursos. Opinião com a qual concorda o representante dos usuários no Conselho Nacional de Saúde, Fernando Luiz Eliotério. Segundo ele, também existe problema de gestão no setor, que também poderá ser resolvido com a destinação de mais recursos. “Não se pode melhorar a gestão com poucos recursos”, observou.

A promotora Isabel Porto, representante do Conselho Nacional do Ministério Público, defendeu um sistema eficaz de auditoria. Para ela, além da má gestão, há a corrupção. “O cidadão precisa ter o seu direito constitucional garantido”, afirmou.

Democratização

O presidente da subcomissão, deputado João Ananias (PCdoB-CE), ressaltou que a proposta em análise no colegiado tem como objetivo democratizar o SUS. “Com essa preocupação, a subcomissão passou 180 dias ouvindo sugestões da sociedade”, informou. Além de debates em audiências, o colegiado abriu uma comunidade virtual no portal e-Democracia para participação dos usuários do SUS em fóruns específicos.

Para o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG), o SUS precisa ser reestruturado, caso contrário, deixará de existir. Já o presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), Luiz Augusto Facchini, defendeu um SUS que atenda a todos, e não apenas os pobres. O evento foi promovido pela Comissão de Seguridade Social e Família e pela Subcomissão Especial do SUS.

Agência Câmara de Notícias

Subcomissão sobre reforma do SUS promove seminário nesta tarde

A subcomissão especial sobre reestruturação do Sistema Único de Saúde promove nesta tarde o seminário “Reforma Sanitária – Caminhos para o SUS da Universalidade e da Integralidade”. O evento vai reunir entidades envolvidas com o setor público da saúde, representantes da comunidade acadêmica e da sociedade civil para discutir e avaliar o funcionamento e a organização do SUS.

Durante o seminário, o relator da subcomissão, deputado Rogério Carvalho (PT-SE), vai apresentar seu parecer, que contém propostas de reestruturação do SUS para assegurar um acesso universal e integral. O relator vai receber sugestões dos convidados.

Criada em março pela Comissão de Seguridade Social e Família, a subcomissão já realizou audiências públicas e visitas para verificar experiências no setor da saúde. Além disso, abriu uma comunidade virtual no portal e-Democracia para participação dos usuários do SUS em fóruns específicos.

Participantes

Entre os convidados para o seminário estão os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Planejamento, Miriam Belchior.

Também foram convidados para o evento:

- a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Beatriz Dobashi;

- o presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antônio Carlos Figueiredo Nardi;

- o representante dos usuários no Conselho Nacional de Saúde, Fernando Luiz Eliotério;

- o presidente da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Abrasco), Luiz Augusto Facchini;

- a presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Jadete Barbosa Lampert;

- a promotora Isabel Porto, representante do Conselho Nacional do Ministério Público;

- a presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Seguridade Social, Maria Aparecida do Amaral Godoi de Faria;

- o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz D'Ávila;

- o presidente do Conselho Federal de Odontologia, Ailton Diogo Morilhas Rodrigues;

- o presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva;

- a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Solange Aparecida Caetano;

- o presidente da Comissão Nacional de Residência Médica do Ministério da Educação, Luiz Claudio Costa;

- o representante de São Paulo sobre Organizações Sociais, Wladimir Guimarães Taborda.

Entre os parlamentares que vão acompanhar os debates estão o presidente da subcomissão do SUS, deputado João Ananias (PCdoB-CE); o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Saraiva Felipe (PMDB-MG); a vice-presidente da Subcomissão do SUS, deputada Celia Rocha (PTB-AL); e o coordenador da Frente Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

O seminário será realizado a partir das 14 horas, no auditório Nereu Ramos.

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Seminário sobre Terapias Celulares

Estão abertas as inscrições para o Seminário Nacional sobre a Regulação em Terapias Celulares. O evento promovido pela Anvisa vai discutir um tema que tem despertado interesse da comunidade científica: as terapias elaboradas a partir de células humanas viáveis (aquelas que podem ser utilizadas em tratamentos).

Atualmente, ainda não há no Brasil um marco regulatório para estes novos tratamentos que devem começar a chegar ao mercado nos próximos anos.

Inscrições

O seminário acontecerá nos próximos dias 17 e 18 de outubro, no auditório da Anvisa, em Brasília. Para efetuar a inscrição, o interessado deve enviar e-mail para o endereço cerimonial@anvisa.gov.br. A inscrição é gratuita, e estão disponíveis 200 vagas.

- Evento sobre auditoria de medicamentos

Unidas / AssPreviSite

Auditoria de medicamentos de alto custo - quimioterapia, radioterapia e agentes biológicos

14 de outubro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

O aumento nos custos da sáude está diretamente relacionado à incorporação de novas tecnologias

O advento dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas, auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.

O bom uso destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente, não só prejudica a saúde dos mesmos como acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.

O desafio da regulação dos agentes quimioterápicos e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.

O objetivo geral deste curso é capacitar o auditor a exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.

Instrutores

DR.OTÁVIO AUGUSTO CÂMARA CLARK

ENFERMEIRA ANNA FLÁVIA FORTES

Público Alvo

Gestores e auditores de sistemas de saúde no Brasil.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 12º Congresso Paulista de Saúde Pública

APSP tem o prazer de convidá-lo a participar do 12º Congresso Paulista de Saúde Pública, que será realizado de 22 a 26 de Outubro de 2011, no município de São Bernardo do Campo. O congresso tem como eixo central "Saúde e Direitos: escolhas para fazer o SUS".

As Comissões Científica e Organizadora estão preparando um grande evento que possibilite promover debates, reflexões e encaminhamentos que envolvam atores representantes da universidade, da gestão, dos trabalhadores da saúde, usuários de nossos serviços, enfim todos os cidadãos e coletivos responsáveis pela consolidação e fortalecimento do SUS. Nosso sistema de saúde é hoje a maior política garantidora de direitos no país e pela sua abrangência e universalidade está, permanentemente, em disputa entre vários setores e atores. O Congresso possibilitará explicitarmos e debatermos estas várias escolhas para atingirmos nosso objetivo, no sentido de garantir a saúde como um direito e conquista para a cidadania e desenvolvimento de nosso país.

Sua participação é fundamental para o enriquecimento do debate e avaliação de nossas escolhas! Esperamos por você no Congresso!

Mais informações: http://www.congressoapsp.com.br/

- HOSPITAL BUSINESS 2011

27 E 28 DE Outubro de 2011 / Copacabana / Rio de Janeiro

O Hospital Business reúne congresso científico e exposição de produtos, serviços e equipamentos; possibilitando o intercâmbio de conhecimento em um espaço de proposição e debates de idéias, onde profissionais se encontram para pensar a formação e agregar conhecimento aliado à experiência profissional. A exposição, em uma era cada vez mais digital, é o único canal onde o comprador, o vendedor e o produto se encontram fisicamente – uma força potente para os negócios que possibilita que os profissionais tenham acesso à lançamentos de novos produtos, novas tecnologias que terão impacto significativo em sua atuação profissional.

Inscrições: http://www.hospitalbusiness.com.br/inscricao2011.asp

Contato: http://www.hospitalbusiness.com.br/contato.asp

- X Encontro Nacional de Economia da Saúde

O X Encontro Nacional de Economia da Saúde será realizado nos dias 26, 27 e 28 de outubro de 2011, no Hotel Embaixador, na cidade de Porto Alegre/RS.

Mais informações: http://www.ppge.ufrgs.br/abres/index.php

- 14º Congresso Unidas

Unidas / AssPrevISite

Inovações e Desafios da Saúde Suplementar

Dias 21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Maksoud Plaza São Paulo

Alameda Campinas, 150 - Bela Vista - São Paulo/SP

Promover o desenvolvimento e a capacitação dos líderes da saúde suplementar é o objetivo maior do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar. O evento apresentará temas atuais que envolvem os desafios presentes no cotidiano dos gestores, além de oportunizar a troca de informações, experiências e conhecimento entre os players do setor.

Além do 14º Congresso UNIDAS, realizaremos no mesmo período e local a 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde que irá apresentar as mais recentes inovações e soluções tecnológicas para a gestão da área da saúde. Para ser expositor ou patrocinador dos eventos, as empresas deverão fazer contato com a UNIDAS pelo telefone (11) 3289-0855, ou pelos e-mails: sandra@unidas.org.br e rose@unidas.org.br.

Participem do 14º Congresso UNIDAS - Inovações e Desafios da Saúde Suplementar e da 11ª Feira de Produtos e Serviços para Planos de Saúde! A sustentabilidade do segmento de autogestão dependerá do crescimento e capacitação profissional daqueles que lutam e contribuem por um sistema de saúde justo para todos os brasileiros.

Informações

Informações adicionais e esclarecimentos poderão ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11) 3289-0855 ou e-mail congresso@unidas.org.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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