12-08-11

 

Leia nesta edição:

- ANS usa estudo "velho" para desobrigar exame

- Médicos de SP vão atender usuários em rodízio

- Nova regra para plano trará prejuízos ao setor, diz Unimed

- Estudo vai traçar demografia médica no Brasil

- Seguridade aprova propaganda de saúde pública em ônibus

- ICMS pode afetar preço de genéricos em SP

- Cientistas criam uma "pele eletrônica"

- A nova revisão do rol de coberturas dos planos

- Dilma promete atendimento em casa a paciente

- Governador anuncia reajuste para os servidores da saúde

- Reajuste baixo é entrave, dizem empresas do setor

- Saúde do plano requer atenção, diz associação

- Dispositivo fino como tatuagem pode monitorar dados médicos

- Planos de saúde fazem pressão por aumentos

- Rio de Janeiro pretende vacinar mais de 1 milhão de crianças contra polio

- Projeto da Fiocruz vai recuperar história da saúde no Brasil

- Vírus que destroi células infectadas pelo HIV é desenvolvido nos EUA

Sexta-feira, 12.08.11

Folha de São Paulo

ANS usa estudo "velho" para desobrigar exame

Com base em pesquisa desatualizada, convênios ficaram isentos de cobrir tratamento

Por Gustavo Alves, colaboração para a folha, no Rio

Um estudo já descartado pela entidade que o realizou levou a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a liberar planos de saúde de cobrir um tratamento pouco invasivo de miomas, tumores benignos no útero que podem levar à retirada do órgão.

O procedimento é a embolização da artéria uterina, que interrompe o fluxo de sangue que irriga o tumor, fazendo-o regredir.

A ANS se baseou em portaria do Ministério da Saúde de 2010, que dizia que o procedimento não era recomendado. O documento citava um estudo de 2000 do Acog (American College of Obstetricians and Gynecologists), que classificou o método como "experimental".

No entanto, em 2008, o Acog publicou outro estudo, com a recomendação de substituir o de 2000, aprovando a embolização. Este estudo, porém, não foi analisado pelo ministério.

A pasta argumentou que o boletim de 2008 é uma "diretriz clínica", não um "estudo clínico", e que os estudos considerados para avaliar um procedimento devem ter a mesma metodologia.

O ministério afirmou ainda que não está afastada a possibilidade de a embolização ser incorporada aos procedimentos cobertos pelo SUS "quando houver estudos mais conclusivos".

Entenda o caso

Exclusão

O novo rol de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde previa a exclusão da cobertura da embolização de artéria uterina

Justificativa

Segundo a ANS, o procedimento foi retirado baseado em portaria do Ministério da Saúde que afirma que seus benefícios não têm evidência científica

Revisão

A portaria cita estudo publicado em 2000. Em estudo posterior, no entanto, o procedimento recebeu nota "A". Assim, ele é considerado de eficácia válida

Jornal Monitor Mercantil

Médicos de SP vão atender usuários em rodízio

Médicos credenciados de 12 operadoras de saúde anunciaram que vão suspender o atendimento eletivo aos usuários dos planos de saúde de São Paulo, a partir do dia 1 de setembro. O atendimento será feito em regime de rodízio de especialidades, com cada uma sendo paralisada por três dias. A informação é da Comissão Estadual de Mobilização Médica para a Saúde Suplementar, formada pela Associação Paulista de Medicina (APM), pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e pelo Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

A paralisação vai atingir usuários das seguintes operadoras: Ameplan, Assefaz, Cetesb, Companhia de Engenharia de Tráfego, Green Line, Intermédica, Mediservice, Notredame, Porto Seguro, Prosaude, Vale e Volkswagen.

Segundo a comissão, a suspensão é justificada pelo fato de as operadoras não terem respondido aos pedidos dos médicos. Outras três operadoras enviaram propostas que estão sendo analisadas e 18 planos já estão em negociação com os médicos. As propostas ainda estão em análise porque não atendem às reivindicações dos profissionais.

Em setembro, as especialidades que entram no rodízio são ginecologia e obstetrícia, otorrinolaringologia, pediatria, ortopedia e traumatologia, pneumologia e tisiologia e cirurgia plástica, nessa ordem. O serviço de emergência não será interrompido.

De acordo com o presidente da APM, Jorge Curi, os médicos não querem prejudicar os usuários e sim ajudar, já que, há algum tempo, vêm reclamando que as operadoras limitam o atendimento ao paciente.

Os médicos reivindicam aumento nos valores dos honorários repassados pelos planos. Para consultas, o valor pedido é R$ 80 (o atual pago pelos planos oscila de R$ 25 a R$ 40). No dia 21 de setembro, as entidades médicas farão uma paralisação em todo o país.

Portal G1

Nova regra para plano trará prejuízos ao setor, diz Unimed

Segundo a ANS, no entanto, mudanças não trarão perdas às operadoras.

Eventual impacto será incorporado no reajuste de 2013, diz agência.

O presidente da Unimed Brasil, Eudes de Freitas Aquino, defende que a nova resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS), que ampliou os procedimentos que devem ter cobertura obrigatória dos planos de saúde, seja acompanhada de compensações às operadoras como autorizações para novos reajustes.

Em entrevista ao G1, o presidente da operadora líder de planos de saúde no país, diz que "não existe almoço de graça" e que a nova regra da ANS eleva os custos e penaliza as empresas.

"Nós não somos contra a incorporação de novos procedimentos. Só que tem que ter a compensação do acréscimo de custos que eles geram", afirma. Aquino lembra que em 2009 já tinha sido publicada uma lista de novos procedimentos obrigatórios. "Isso é muito bom do ponto de vista do cliente e a gente é favorável, só que medicina tem custo e não há um ressarcimento", diz.

A nova lista da ANS foi publicada no dia 2 de agosto e inclui 69 procedimentos que passarão a ter cobertura obrigatória dos planos, a partir do dia 1º de janeiro de 2012.

Segundo o presidente da Unimed Brasil, o impacto nos custos das operadoras será de, no mínimo 2%. "Ainda não temos o valor, mas seguramente será acima de 2%", diz. "O impacto sempre é em prejuízo da medicina privada brasileira como um todo", completa.

A Unimed, que reúne 372 cooperativas em todo país, garante, porém, que irá cumprir rigorosamente a determinação. "Isso não nos priva do direito de discutir o método", diz o executivo.

"Eu chamo isso de imposição. Se fosse regulação, nós seríamos chamados para essa discussão, se faria uma coisa técnica para a gente detectar o impacto desses custos e se faria um acréscimo no repasse das mensalidades, porque não existe almoço de graça", acrescenta.

Aquino critica também a retroatividade da nova cobertura obrigatória. "Você transgride a norma mais elementar do direito que é pular sobre uma regra contratual. Eu fiz um acordo com você, nós assinamos e agora você passa a ter direitos que não estavam previstos", diz.

ANS rebate críticas

Em entrevista ao G1, o diretor-presidente da ANS, Mauricio Ceschin, rebateu as críticas e disse que a nova resolução não trará prejuízos às operadoras. Segundo ele, a agência irá monitorar por um ano os possíveis impactos financeiros da nova relação de procedimentos e eventual custo adicional será levado em conta no cálculo do reajuste anual dos planos de saúde, em maio de 2013.

"Existir a chance até existe, o que a gente não pode é avaliar isso de antemão, sem ter dados concretos. Via de regra, historicamente, o impacto que nos é dito não é comprovado depois pelos dados que a gente recebe do próprio setor", disse. "A partir de janeiro vamos medir qual o impacto real, vamos acompanhar isso durante um ano. Se houver algum impacto, no reajuste do ano seguinte isso será repassado para o consumidor", explicou Ceschin, lembrando que o impacto do rol de 2009 foi calculado em 1,1% e incorporado no ano seguinte no reajuste dos planos.

Ele destaca ainda que o reajuste anual autorizado pela ANS abrange apenas os planos individuais e familiares, que representam cerca de 20% do mercado. "O reajuste dos planos coletivos não sofre nenhum tipo de ação da agência na negociação. A recomposição de custos das operadoras se dá de forma livre e é negociada entre as partes", explica.

Unimed pede reajustes adicionais

As operadoras de saúde alegam que a variação dos custos médicos hospitalares e das despesas de atendimento tem ficado acima dos reajustes autorizados pelo governo. Segundo a Unimed, nos últimos quatro anos, a defasagem foi de 3 pontos percentuais, na média. Os últimos reajustes anuais autorizados foram de, respectivamente, 5,9%, 6,8% e 6,7%. Já a inflação médica calculada pelo setor ficou em 10,2% (2008), 12% (2009) e 6,9% (2010).

O presidente da Unimed afirma que as operadoras caminham "para trabalhar no vermelho". Aquino defende que, independente do reajuste anual, a ANS autorize outros pequenos reajustes semestrais, ao longo de dois anos ou três anos.

"Defendemos o óbvio, que os reajustes sejam discutidos e previamente compatibilizados com a inflação de saúde do período. O que não pode é ter desnível, porque eu vou ficando com déficit acumulado em meu prejuízo, aí depois vem um novo rol de procedimentos e não dou conta", acrescenta.

Dados da ANS mostram que as operadoras médico-hospitalares brasileiras tiveram em 2010 uma receita de R$ 72,7 bilhões, arrecadação 13,2% maior que a do ano anterior. As operadoras argumentam, porém, que as despesas também cresceram, somando R$ 70,2 bilhões no ano passado. Ou seja, o saldo foi de R$ 2,5 bilhões ou 3,43% do total da arrecadação. "Há mais de oito anos que a sobra de exercício não ultrapassa 8%", diz Aquino. "Um indicador satisfatório de vitalidade de um negócio de saúde fica em torno de 10%", complementa.

A ANS entende que não existe defasagem na correção dos preços dos planos de saúde, uma vez que os reajustes levam conta os valores apurados pelo próprio setor e variação de preços dos planos coletivos, cujo reajuste é negociado diretamente entre as partes. "A relação entre custo assistencial e o faturamento do setor (sinistralidade) está praticamente constante nos últimos 10 anos, em torno de 80%", diz Ceschin.

O presidente da agência reguladora destaca ainda que o número de novos clientes de planos de saúde cresceu 8,7% em 2010, atingindo cerca de 47 milhões de pessoas. "A preocupação nossa é com o crescimento acelerado do número de beneficiários e com a capacidade de dar vazão ao atendimento dessa nova demanda. Não vemos problema hoje de restrição de faturamento", afirma Ceschin.

Ele informa, entretanto, que a agência estuda um aperfeiçoamento da metodologia de reajuste, de modo contemplar a a evolução dos custos médicos, a mudança demográfica do país e o crescimento da saúde suplementar.

Racionalização de gastos

Segundo a Unimed, a margem de manobra das operadoras tem ficado cada vez menor e obrigado as cooperativas a buscas estratégias de racionalização de gastos.

"Você tem que espremer a sua taxa administrativa, tem que deter a sua expansão física e acaba tendo dificuldade para pagar um médico de maneira mais adequada como ele bem merece", diz Aquino. lembrando a Unime é um sistema cooperativo em que os médicos são os proprietários e dividem os resultados.

Para reduzir os custos, a Unimed pretende avançar em sua estratégia de verticalização. Hoje, o sistema reúne 114 hospitais e 171 prontos atendimentos próprios. A operadora também planeja aumentar o rigor nas auditorias feitas nos pedidos de exames, no sentido de tentar reduzir o índice de sinistralidade, e vai transformar algumas de suas unidades em prestadoras em vez de operadoras. "A prestadora é uma agente de vendas, de prestação de serviço, mas ela não recebe nenhuma carga tributária, ela não tem obrigação de fazer provisões para ANS", explica o executivo.

E apesar das reclamações, a Unimed projeta para 2011 um crescimento de até 10% no número de clientes. Em 2010, a alta foi de 5%. "Eu trabalho para que seja melhor, mesmo com cenário adverso. Não tem nada que resista a cooperativismo e trabalho", diz o presidente da confederação.

Ele admite, no entanto, que embora cresça a cada ano a demanda pelo sistema privado de saúde, os planos de saúde ainda representam muito mais uma necessidade diante das deficiências do sistema público do que um 'sonho de consumo'.

"Você vê no jornal o padrão péssimo na medicina pública então compra o plano de saúde. Não é que você odeia o plano de saúde, ele é um produto de necessidade e não é de primeira necessidade. É de uma necessidade que você gostaria de jamais ter. Então, você fica sempre dividido e diz 'Eu só tenho 25 anos, nunca tive nenhum um corte no dedo. Vou parar de pagar'. Mas aí você pensa 'E se eu cair e quebrar o braço, e se eu tiver uma apendicite?'. Então você paga. É uma coisa que te aborrece, é um compromisso que você gostaria de não ter, mas ninguém pode garantir que você nunca vá precisar", analisa Aquino.

Fenam / Saúde Business Web

Estudo vai traçar demografia médica no Brasil

Visando ampliar o debate sobre a necessidade de formar mais médicos no Brasil, a Comissão Nacional Pró-SUS, em conjunto com a Comissão de Ensino Médico, ambas formadas por membros da Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, está elaborando um estudo sobre a demografia médica no Brasil.

Os ministérios da Saúde e da Educação desenvolvem uma estratégia conjunta para aumentar o número de médicos por habitantes no País, alegando a falta de médicos. Atualmente, o Brasil forma 16,5 mil novos médicos por ano em 183 escolas.

Para o coordenador do estudo, Mário Scheffer, o indicativo utilizado pelo governo, que se baseia unicamente pela relação de número de médico por habitante, precisa ser debatido, uma vez que outros fatores são importantes para a discussão. Para ele, o método do governo de comparar o número de médicos por mil habitantes no Brasil (1,9) com outros países não é suficiente, porque são sistemas de saúde diferenciados que imprimem características próprias ao trabalho médico nesses diferentes contextos.

Em outubro, será apresentada a primeira fase das pesquisas. A previsão é de que até o fim deste ano o resultado completo do estudo seja divulgado.

Agência Câmara de Notícias

Seguridade aprova propaganda de saúde pública em ônibus

Por Marcello Larcher / Edição: Daniella Cronemberger

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na última quarta-feira (10) proposta que obriga as empresas de transporte coletivo urbano a divulgar em seus veículos mensagens publicitárias de promoção à saúde e de prevenção a doenças. Pelo texto, as empresas deverão reservar 15% de seu espaço publicitário para essas mensagens.

A proposta aprovada foi o substitutivo do relator, deputado Osmar Terra (PMDB-RS), ao Projeto de Lei 2808/08, do deputado Silas Câmara (PSC-AM). Originalmente, o texto previa apenas propagandas contra o fumo e de prevenção a doenças epidêmicas e sexualmente transmissíveis. O relator estendeu a medida para todas as mensagens de promoção à saúde.

“Campanhas de saúde serão sempre positivas. A disseminação de informações mostra-se instrumento imprescindível para a prevenção de doenças”, disse.

A proposta foi rejeitada pela Comissão de Viação e Transporte em 2008. O colegiado entendeu que a publicidade ajuda a diminuir os custos da operação dos ônibus urbanos, evitando aumentos nas passagens.

Tramitação

O projeto será analisado agora pela comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir ao Plenário.

Íntegra da proposta:

PL-2808/2008

Valor Econômico

ICMS pode afetar preço de genéricos em SP

Por Marta Watanabe

Uma mudança na forma de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por substituição tributária para medicamentos deve entrar em vigor a partir de outubro. Na avaliação de fabricantes de remédios e representantes do segmento varejista de medicamentos, a alteração vai elevar a carga tributária dos genéricos e pode provocar elevação de preços ao consumidor estimada entre 10% e 25%. Em nota, a Secretaria de Fazenda de São Paulo diz que a nova forma de cálculo é "justa e equânime, pois utiliza como base de cálculo preços efetivamente praticados nas farmácias".A substituição tributária é a sistemática pela qual o ICMS devido pelo varejista e distribuidor são pagos antecipadamente pela indústria. Para isso geralmente são aplicadas margens estimadas de valor agregado sobre o preço dos fabricantes.

Atualmente, esse imposto antecipado sobre medicamentos em São Paulo é calculado com base em margens sobre o preço faturado pela indústria, explica Douglas Rogério Campanini, da ASPR Auditoria e Consultoria. A nova regulamentação da Fazenda paulista, porém, estabelece que a partir de outubro esse imposto antecipado será recolhido com base nos preços máximos ao consumidor fixados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

Como os preços praticados pelas farmácias estão abaixo dos preços máximos, a nova portaria permite a aplicação de descontos nos valores da Cmed. Sobre os valores com descontos é que deve ser calculado o ICMS devido na substituição tributária.

Os descontos variam entre tipos de medicamentos. No caso dos genéricos, os descontos vão de 24,53% a 28,7%. Os fabricantes, porém, dizem que, na prática, os descontos para os genéricos são maiores do que os estabelecidos pela Fazenda. Por isso, com a mudança, o ICMS antecipado passará a ser calculado com base em um valor maior do que o praticado.

"Os descontos comerciais dos genéricos variam de 50% a 75%", diz Francisco Alves de Souza Junior, diretor de contabilidade e custos da Germed, do grupo EMS. Segundo Junior, a empresa fabrica genéricos e remédios de referência. Os genéricos representam cerca de 75% das suas vendas.

Segundo cálculos da Germed, o ICMS da substituição tributária em um genérico com desconto comercial de 65% chega atualmente a 12,34% do preço da fábrica. Com a nova forma de cálculo, e levando em consideração os genéricos com desconto de 28,7% estabelecidos pela Fazenda, esse imposto saltará para 32,69% do preço da fábrica.

Para Souza Junior, essa elevação deverá resultar num aumento de 10% a 25% no preço praticado ao consumidor final. Para os medicamentos de referência não deverá haver aumento de carga tributária. "É possível que nesses casos haja redução do ICMS."

Pedro Zidoi, presidente da ABCFarma, que reúne o comércio farmacêutico, diz que o varejo não poderá absorver o aumento de carga tributária sobre genéricos e deverá repassar ao consumidor o aumento de custo. Zidoi lembra que a nova forma de cálculo entraria em vigor a partir de agosto. A Fazenda, porém, adiou a mudança para outubro.

"Nós já pleiteamos alteração na nova regulamentação à Fazenda", diz. "O impacto ao consumidor vai variar conforme o medicamento e o mix entre genéricos e medicamentos de referência da indústria e do comércio", diz Geraldo Monteiro, diretor-executivo da Abradilan, que reúne os distribuidores de medicamentos.

Em nota, a Fazenda paulista diz que a mudança procura espelhar a realidade de preços praticados no varejo. Segundo a secretaria, o prazo para o novo cálculo foi adiado a pedido do segmento farmacêutico, apenas para "adaptação operacional".

A Fazenda nega que a mudança prejudica os genéricos. A margem de valor agregado para os genéricos atualmente, diz o órgão, é de 68% enquanto no mercado a margem, em muitos casos, supera 200%. O aumento de preços, diz a Fazenda, depende do processo de negociação entre a indústria e o varejo. "Eventualmente a indústria poderá comprimir suas margens, de até 200%, para acomodar a nova forma de tributação do ICMS. Em outros casos, tanto a indústria quanto o varejo poderão reduzir suas margens de forma a não alterar o preço ao consumidor."

A arrecadação de ICMS no setor de medicamentos, incluídos remédios genéricos, similares e de referência, será de cerca de R$ 3,3 bilhões em 2011, incluindo fabricantes e atacado.

Correio Braziliense

Cientistas criam uma "pele eletrônica"

O dispositivo, mais fino que um fio de cabelo, inicialmente poderá substituir os eletrodos no monitoramento cardíaco. Cientistas pensam, porém, em estender o uso para outras situações, como a cicatrização de feridas.

A portabilidade já chegou aos mais diversos equipamentos eletrônicos e, agora, promete revolucionar a medicina. Pesquisadores de três países anunciaram a criação de uma “pele eletrônica”, um dispositivo mais fino que um fio de cabelo, capaz de monitorar batimentos cardíacos. O protótipo, descrito na edição de hoje da revista Science, substitui os eletrodos, com uma série de vantagens. Além de ser quase imperceptível, o equipamento é maleável, não provoca irritações e envia dados atualizados sobre o organismo do paciente. A ideia é que, no futuro, a mesma tecnologia seja usada como uma espécie de curativo inteligente, para tratar feridas, hematomas e, até mesmo, lesões mais complexas.

Os cientistas dos Estados Unidos, de Cingapura e da China estudam o sistema há, pelo menos, seis anos. Um dos principais desafios foi fazer com que os componentes da parte eletrônica — frios e rígidos — se adaptassem à epiderme humana — macia e flexível. “Passamos muito tempo estudando a pele, sua aspereza, sua flexibilidade”, conta John Rogers, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, um dos pesquisadores que assina o artigo. Em seguida, a equipe fatiou a parte eletrônica em pedaços bem finos, entre 50 e 100 namômetros de espessura, e depositou o material em uma camada isolante. “Com essa nova geometria, o dispositivo pode ter propriedades mecânicas correspondentes às do corpo”, diz Rogers.

Esse é, inclusive, o maior trunfo do trabalho divulgado hoje. “Eles conseguiram desenvolver uma película que adere à pele sem nenhum tipo de adesivo, de forma quase invisível”, destaca Alcimar Soares, coordenador do grupo de pesquisa em engenharia biomédica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). “O potencial é muito grande, muitas coisas que estudamos hoje têm limitações que seriam resolvidas com um dispositivo como esse”, completa. Uma das aplicações seria em aparelhos para pessoas com graves deficiências motoras. Hoje, os sensores que captam sinais elétricos do organismo dos usuários não são fáceis de serem utilizados e acabam incomodando o paciente.

No protótipo apresentado hoje, a fixação à pele se dá graças a uma propriedade molecular já conhecida dos cientistas, chamada de força de Van der Waals — em homenagem ao seu descobridor. Segundo esse conceito, moléculas de todos os materiais existentes no mundo se atraem eletricamente com moléculas de outras substâncias, mais ou menos como acontece com a força da gravidade na Terra. No caso da película desenvolvida pela equipe de John Rogers, a atração entre as partículas é suficiente para suportar o peso do objeto, que, de tão fino, mais parece uma tatuagem.

O dispositivo foi testado em várias partes do corpo (veja infografia) e conseguiu enviar informações sobre a atividade elétrica do coração durante 24 horas, com a mesma eficiência de um aparelho de eletrocardiograma comum. “Nós montamos a película no pescoço, próximo à garganta, para demonstrar que podemos colocá-la em regiões de difícil adesão”, explica John Rogers. Além disso, esse local oferece uma grande quantidade de dados, devido à vibração provocada pelas cordas vocais. “Como resultado, o material reportado pelo equipamento têm tantas informações que, com um software adequado e com o reconhecimento de padrões, é possível transformá-las em um vocabulário restrito”, garante Rogers.

Como celular

A transmissão dessas informações para o computador ocorre via radiofrequência, por uma bobina interna, que funciona como uma antena. Os experimentos foram realizados em uma curta distância, não detalhada pelos pesquisadores no artigo, mas nada impede que o dispositivo envie dados para outras antenas capazes de retransmitir o sinal e, assim, aumentar a capacidade do invento. “Não há nenhum empecilho tecnológico para isso. Essa técnica já está dominada pela ciência”, lembra o professor Alcimar Soares. “O sistema funciona sem fios, mais ou menos como o bluetooth de um celular, só que com outro protocolo”, completa o especialista.

É também dessa bobina interna que vem a energia para alimentar a pele eletrônica. A antena que recebe os dados do lado de fora reenvia o sinal como potência, capaz de sustentar os circuitos do aparelho. Segundo os pesquisadores, também é possível inserir pequenas baterias no equipamento, embora esse teste não tenha sido feito. Outro desafio que os criadores da película têm para resolver é o que fazer com o suor que ficará retido embaixo do dispositivo. Os experimentos duraram apenas um dia, mas John Rogers afirma que o material pode durar por cerca de uma semana na pele do paciente. Nesse período, as glândulas sudoríparas continuarão funcionando e a secreção pode acabar atrapalhando a captação dos dados pelos sensores.

Inteligente

Mesmo com essas dificuldades, o futuro da pele eletrônica é bastante promissor. Segundo John Rogers, o dispositivo consegue armazenar mais componentes do que os existentes em um eletrodo tradicional. Essa característica abre portas para uma série de possibilidades para a medicina de diagnóstico e reabilitação e, até mesmo, para o entretenimento. “Estudos já mostram que a estimulação elétrica pode acelerar a cicatrização de feridas. Também é impossível induzir o aquecimento local”, aponta o professor da Universidade de Illinois. “Há muitas coisas que podem ser criadas no contexto de um curativo inteligente.”

Rogers imagina, inclusive, um sistema integrado entre corpo e máquina, onde softwares possam se comunicar diretamente com a biologia humana. “Eu penso não só em monitoramento, mas também em um aparelho que esteja estimulando e interagindo com o tecido, de forma a promover a cura para vários problemas da saúde humana.” Antes disso, porém, é provável que o invento da equipe de Rogers caia nas graças da indústria de games. Imagine só como seria um jogo que pudesse ser controlado com movimentos do corpo de forma muito mais natural do que é hoje. Uma ideia de arregalar os olhos de apaixonados pelo Xbox e seu Kinect.

Mundo minúsculo

O nanômetro é uma unidade de medida criada para se referir aos produtos desenvolvidos em escala menor que um centímetro. Atualmente, há uma série de pesquisas que trabalham com essa realizadade pequena, mas com potencial para revolucionar a medicina, a engenharia, os cosméticos, entre outras áreas. Um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro.

“Tecnologia razoável”

Ao ser perguntado sobre o custo da novidade, John Rogers preferiu não falar de valores. O pesquisador afirmou que há técnicas únicas envolvidas no processo, mas que parte do desenvolvimento utiliza partes já conhecidas da cadeia produtiva. “O custo pode ser gerenciado, mas eu não quero colocar nenhuma figura de dólar associada a um dispositivo individual”, disse.

Última Instância

A nova revisão do rol de coberturas dos planos

Por Juliana Ferreira Kozan

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) editou a Resolução Normativa nº 262, publicada no último dia 2 de agosto no Diário Oficial da União, que trouxe o novo rol de procedimentos de cobertura obrigatória, ou seja, listou exames, consultas, cirurgias e tratamentos que, indiscutivelmente, devem ser cobertos pelos planos de saúde.

A lista contempla mais de 60 novos itens, com 41 tipos de cirurgias por vídeo, por ser um procedimento menos invasivo que o tradicional, entre elas a cirurgia bariátrica ou gastroplastia (redução do estômago). Foram incluídos também 13 novos exames, alguns novos tratamentos (como a terapia imunobiológica endovenosa para tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriática, doença de crohn e espondilite anquilosante) e novas tecnologias (PET-SCAN oncológico, agora coberto para pacientes portadores de câncer colo-retal com metástase hepática potencialmente ressecável, e oxigenoterapia hiperbárica, coberto agora para o tratamento do pé diabético) e ampliado o número de consultas para nutricionistas e terapia ocupacional.

Além disso, foi definido que devem ser cobertas as despesas com taxas de paramentação, acomodação e alimentação do acompanhante da gestante durante o pré-parto, parto e pós-parto imediato, bem como que nos procedimentos da cobertura obrigatória que envolvam a colocação, inserção ou fixação de órteses, próteses ou outros materiais, a sua remoção ou retirada também tem cobertura assegurada.

A atualização vale para os contratos novos, ou seja, firmados a partir de 1999 ou adaptados à Lei de Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98) e a obrigatoriedade de atendimento dos novos procedimentos começa a valer em 1º de janeiro de 2012.

Apesar das inclusões positivas, permanecem de fora outros procedimentos fundamentais para o restabelecimento da saúde do paciente, em especial os transplantes, que já são cobertos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) como o de coração, de fígado e de pulmão.

Com relação ao processo de revisão do rol de procedimentos de cobertura obrigatória pela ANS, cabe observar que tal listagem deve ser elaborada e revista com base na evolução da medicina e das demais áreas da saúde nele abarcadas e no melhor tratamento a ser dado ao paciente, razão pela qual critérios relacionados ao custo, demanda e disponibilidade dos procedimentos não são válidos para impedir a inclusão de procedimentos no rol.

Porém, parece que critérios como estes foram utilizados pela Agência nesta última revisão do rol, já que nem todos os procedimentos sugeridos por entidades de especialidades médicas durante as reuniões do grupo técnico formado pela agência foram incluídos.

Há que se observar que a Lei 9.656/98 garante aos consumidores contratantes de planos de saúde a cobertura de todas as patologias listadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Segundo o parágrafo 4º do artigo 10 da Lei 9.656/98, compete à ANS “definir a amplitude das coberturas, inclusive de transplantes e de procedimentos de alta complexidade”.

O parágrafo 4º não pode ser lido e interpretado isoladamente, sem se levar em consideração o disposto no caput do artigo ao qual pertence (artigo 10). Sendo assim, o Idec considera que qualquer regulamentação da ANS que exclua procedimentos necessários ao tratamento das doenças listadas pela OMS é ilegal, não podendo subsistir.

Também é dever da ANS se pautar pelo que dispõe a sua lei de criação (Lei nº 9.961/2000), que coloca como competência da agência a promoção da “defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde”, devendo esta contribuir “para o desenvolvimento das ações de saúde no País” (art. 3º).

Não se mostra possível, portanto, que a ANS, no exercício de seu poder regulamentar, ao estabelecer o rol de coberturas obrigatórias, restrinja direitos assegurados em leis. O rol de procedimentos da ANS deve ter como principal finalidade assegurar o cumprimento do que dispõe o artigo 11 da Lei 9.656/98, evitando abusos por parte das operadoras de planos de saúde. Cabe à ANS, a partir de critérios técnicos e de forma transparente, elencar os procedimentos de alta complexidade e adotar as medidas necessárias, inclusive fiscalizatórias e punitivas, para que outros procedimentos não sejam excluídos sob a alegação de preexistência.

E, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que são nulas as cláusulas contratuais que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, sendo presumida exagerada aquela que restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual.

Assim, as limitações impostas pelo rol elaborado pela ANS que por ventura impedirem que o consumidor tenha acesso ao tratamento adequado para a doença que o acomete e acabarem, na prática, por excluir a cobertura da própria doença pelo plano de saúde podem ser questionadas, com base na Lei de Planos de Saúde e no Código de Defesa do Consumidor.

Folha de São Paulo

Dilma promete atendimento em casa a paciente

De São Gonçalo do Amarante (CE)

O governo federal anunciará em breve, em parceria com os Estados, um programa de atendimento domiciliar para pacientes em recuperação.

A novidade foi divulgada ontem pela presidente Dilma Rousseff, em entrevista a rádios do Ceará.

Segundo ela, a ideia é montar uma estrutura para o acompanhamento desses pacientes em casa. A presidente explicou que o programa tentará aliviar a pressão dos hospitais para desocupar leitos.

Folha de São Paulo

Governador anuncia reajuste para os servidores da saúde

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que vai encaminhar à Assembleia um projeto de reestruturação nas carreiras dos servidores da saúde e das áreas administrativas.

Segundo ele, o projeto beneficia mais de 200 mil servidores, entre ativos e aposentados, e inclui reajustes de 7% a 40%, retroativos a 1º de julho.

O impacto, diz o governo, chega a R$ 530 milhões. Os servidores passarão a ter cargos com denominações mais abrangentes -ajudante de laboratório e fiscal sanitário, por exemplo, passarão a ser chamados de auxiliar de saúde e terão reajuste de 29%.

Já os servidores de áreas administrativas terão prêmio de desempenho individual.

Dilma disse também que o governo irá incentivar a formação de médicos no interior. Segundo ela, há dificuldade na contratação desses profissionais.

Folha de São Paulo

Reajuste baixo é entrave, dizem empresas do setor

De São Paulo

Para a maioria das operadoras de planos de saúde, investir em melhorias de gestão e em hospitais resolve apenas parte dos problemas de negócio.

O mais grave, segundo elas, é equacionar as exigências dos serviços exigidos e os investimentos, sem poder repassar aos conveniados.

Os últimos dois reajustes, de 6,73% em 2010 e 7,69% em 2011, são considerados insuficientes pelas empresas.

"Os custos da infraestrutura e dos procedimentos saúde não são iguais em todo o Brasil. Os reajustes precisam ser regionais", afirma Eudes Freitas, da Unimed do Brasil.

Segundo Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, um comitê técnico formado em dezembro já discute formas alternativas de cobrança. A decisão pode sair até o fim do ano. (CF e FVB)

Folha de São Paulo

Saúde do plano requer atenção, diz associação

Embora a melhoria de gestão do plano de saúde possa parecer pouco relevante, especialistas afirmam que ela está relacionada ao nível de serviço.

"Quanto mais qualificada, melhores serão os serviços porque sobrará dinheiro para investir no atendimento", diz Flávio de Ávila, da Associação dos Usuários de Planos de Saúde do Estado.

Para Ávila, o consumidor deve ficar atento à qualidade dos materiais utilizados nos hospitais próprios, onde a operadora detém o controle de toda a cadeia de suprimentos.

O Estado de São Paulo

Dispositivo fino como tatuagem pode monitorar dados médicos

Nova tecnologia permite obter informações como pressão, temperatura e movimento sem recorrer a fios e eletrodos na pele

Um dia o monitoramento dos sinais vitais de um paciente dependerá apenas de um dispositivo sem fio muito fino e discreto, tão inocente quanto uma tatuagem temporária sobre a epiderme. A tecnologia já mereceu o apelido de "pelo eletrônico".

A eliminação dos inúmeros fios e eletrodos que os aparelhos de monitoramento atuais utilizam aumentará muito o conforto dos pacientes, afirma um time internacional de cientistas que apresenta seus resultados na última edição da revista Science.

"Estamos tentando redefinir a eletrônica, fazer com que se pareça cada vez mais com o corpo humano. Neste caso, com as camadas superficiais da pele", afirma John Rogers, da Universidade de Illinois.

"O objetivo é superar os limites entre dispositivos eletrônicos e tecido biológico." Os pesquisadores instalaram sensores em uma camada eletrônica mais fina que um fio de cabelo, disposta sobre uma base de poliéster semelhante à usada em tatuagens temporárias populares entre crianças. O resultado foi um sensor suficientemente flexível, para acompanhar os movimentos da pele, e de fácil adesão.

Além de monitorar temperatura e pressão em pacientes, os dispositivos podem acompanhar ondas cerebrais, analisar movimentos musculares, emitir calor para ajudar na recuperação de feridas e até servir como dispositivos sensíveis ao toque acoplados em membros artificiais.

"O dispositivo suprirá a demanda por equipamentos que causem menos estresse aos pacientes, permitindo um monitoramento mais confiável", afirma Zhenqiang Ma, professor da Universidade de Wisconsin que não participou da pesquisa. "A pele eletrônica pode ser colocada e retirada com tanta facilidade quanto uma fita adesiva."

Rogers já criou uma empresa, a MC10, para comercializar soluções baseadas na tecnologia, mas se recusa a fazer qualquer previsão de quando os produtos chegarão ao mercado ou qual será seu custo.

O dispositivo possui uma pequena antena que pode ser usada para transmitir os dados. Além disso, contém uma bateria que pode ser recarregada por indução. / APU

O Dia Online

Planos de saúde fazem pressão por aumentos

Por Aurélio Gimenez

Empresas alegam que acréscimo nos procedimentos obrigatórios encarece operação

Autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o novo rol de procedimentos, com cobertura obrigatória dos planos a partir de janeiro de 2012, é alvo de críticas das operadoras. Para atender à determinação, empresas afirmam que seria necessário aplicar novos reajustes aos clientes. Em nota, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) diz que a Resolução Normativa 262 “pode custar a falência de algumas operadoras, principalmente aquelas de pequeno e médio porte”.

Divulgada no início de agosto, a nova lista inclui 69 novos procedimentos, ampliando a cobertura assistencial mínima obrigatória. Entre os itens adicionados, 41 cirurgias por vídeo, como refluxo gastroesfágico (tratamento cirúrgico) e cirurgia bariátrica (redução de estômago). Os consumidores passarão a ter acesso a mais 13 exames, incluindo análise molecular de DNA, consultas adicionais para nutricionistas e indicações para terapia ocupacional. Pacientes com diabetes mellitus em uso de insulina ou no primeiro ano de diagnóstico terão direito a 18 sessões de nutricionista por ano de contrato.

A Abramge cita que os novos procedimentos serão incluídos “sem qualquer pagamento ou retribuição financeira para os planos de saúde”, que só serão calculados em dois anos. A ANS informou que vai monitorar possíveis impactos financeiros com os novos procedimentos e que eventual custo adicional será levado em conta no cálculo dos planos em 2013.

Quinta-feira, 11.08.11

Agência Brasil

Rio de Janeiro pretende vacinar mais de 1 milhão de crianças contra polio

Segunda etapa da Campanha Nacional de Imunização contra a Poliomielite será iniciada no próximo sábado

O estado do Rio de Janeiro espera vacinar 95% da população de crianças até 4 anos completos, o que corresponde a 1,030 milhão de crianças, na segunda etapa da Campanha Nacional de Imunização contra a Poliomielite, que será realizada no próximo sábado (13).

"É uma meta bastante audaciosa, mas a gente espera que, a exemplo da primeira etapa da campanha, consiga atingir [a meta]" , disse nessa quarta-feira (10) o superintendente de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Alexandre Chieppe.

Ele recomendou aos pais que não se esqueçam da caderneta de vacinação dos filhos para que sejam feitas as anotações devidas quando forem levar os pequenos ao posto de saúde no sábado. Mas quem perdeu a caderneta não precisa se preocupar, segundo ele, já que a falta do documento não " deve ser fator impeditivo para poder levar as crianças, porque uma nova carteira vai ser feita" .

De acordo com Chieppe, a vacina contra a poliomielite é segura. " Não há contraindicação, exceto para crianças que apresentam quadro infeccioso agudo. Mas isso deve ser avaliado no posto de saúde" .

Também de acordo com a necessidade e depois de avaliação, no posto de saúde, poderão ser aplicadas nas crianças outras vacinas do calendário de imunização, entre as quais a DPT (vacina tríplice bacteriana contra difteria, tétano e coqueluche) e a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), por exemplo. Chieppe enfatizou que essa avaliação deve ser feita pelos profissionais do serviço de saúde.

O último caso de paralisia infantil do estado foi registrado na capital fluminense, em 1987, em Santa Cruz, zona oeste da cidade. O superintendente de Vigilância Ambiental disse que, atualmente, não há nenhuma evidência de circulação do vírus da pólio, no Rio.

Na primeira etapa da campanha de imunização contra a poliomielite, em junho, o Rio de Janeiro superou a meta estabelecida, com a aplicação de 1,066 milhão de doses.

Isaúde.net

Projeto da Fiocruz vai recuperar história da saúde no Brasil

Trabalho é voltado para profissionais da saúde. Dados coletados durante o projeto serão reunidos e disponibilizados na Internet

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou o primeiro livro da coleção História e Patrimônio da Saúde, que integra o projeto da Rede Brasil do Patrimônio Cultural da Saúde. De acordo com a diretora da Casa de Oswaldo Cruz (COC), Nara Azevedo, o trabalho é voltado para aos profissionais da saúde.

Os dados coletados durante o projeto serão reunidos e disponibilizados na Internet. O conteúdo também vai integrar a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e do Centro Latino-Americano de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).

Cada livro traz o resultado do levantamento realizado nas respectivas regiões a que a obra se refere. O período estudado engloba um histórico de 150 anos e a pesquisa foi realizada por uma equipe multidisciplinar de historiadores, arquitetos e geógrafos, que identificaram acervos documentais arquivísticos, bibliográficos e museológicos. O conteúdo é dirigido a médicos e demais profissionais da saúde, pesquisadores nacionais e internacionais, gestores hospitalares, universidades, institutos de pesquisa, entre outros.

As obras são divididas em duas partes. A primeira é composta de artigos escritos por autores convidados, acompanhados de ilustrações. A segunda parte traz histórias das instituições e ilustrações de hospitais, maternidades e casas de saúde, cujo papel foi preponderante para a arquitetura desses locais.

Lançamento

A primeira capital a receber o livro História e Patrimônio da Saúde será Salvador, cujo lançamento ocorreu na última terça-feira (9). Na sequência virão Belo Horizonte (31/08), Florianópolis (15/09), São Paulo (20/10) e finalmente o Rio de Janeiro, em data ainda a ser definida, completando a coleção prevista para 2011. No próximo ano o projeto terá continuidade, em outras quatro localidades a serem anunciadas posteriormente.

Fruto de uma parceria da Casa de Oswaldo Cruz (COC) com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), a obra foi escrita a partir das perspectivas de especialistas de diversas áreas e traz contribuições aos que gerenciam ou se preocupam em estudar e preservar um patrimônio em contínua transformação, provocada pelos avanços das ciências e tecnologias biomédicas. O livro também atende a todos os interessados em ampliar os conhecimentos sobre a história da Bahia e do Brasil sob um viés diferente, o das suas instituições de saúde.

Isaude.net

Vírus que destroi células infectadas pelo HIV é desenvolvido nos EUA

O vetor lentiviral "marca" as células doentes de modo que os medicamentos anti-HIV possam reconhecer e destrui-las mais tarde

O professor de engenharia química Pin Wang, da University of Southern California (USC), nos Estados Unidos, criou um vírus que persegue células infectadas pelo HIV, o que representa um passo significativo para a cura da Aids.

O vetor lentiviral desenvolvido por ele bloqueia as células infectadas pelo HIV e as assinala com o que é chamado de "terapia de gene suicida", permitindo que os medicamentos as destruam mais tarde. "Se todas as células infectadas pelo HIV forem esgotadas, o problema estará praticamente resolvido. Como a abordagem do vetor lentiviral é muito precisa e os efeitos colaterais são poucos, as células não infectadas pelo HIV são mantidas fora de perigo." disse Wang.

Até agora, o vetor lentiviral só foi testado em placas de cultura e resultou na destruição de cerca de 35% das células de HIV existentes. Por enquanto, não se pode afirmar se este tratamento terá a mesma eficácia em seres humanos. É provável que o procedimento tenha que ser repetido várias vezes.

O próximo passo será testar o procedimento em camundongos. " Este é um importante avanço, mas ainda não é a cura" destacou Wang.

AGENDA

- Encontro ANS - Edição Sul

Já estão abertas as inscrições para o Encontro ANS - Edição Sul

Operadoras de planos de saúde, prestadores, centrais sindicais e órgãos de defesa do consumidor já podem fazer a inscrição para o Encontro ANS – Edição Sul, uma oportunidade para compartilhar informações e visões na construção de um setor cada vez mais qualificado por meio de discussões sobre o tema. O evento acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de agosto, em Porto Alegre (RS).

Entre os temas do evento estão aqueles relacionados à Agenda Regulátória da Agência Nacional de Saúde Suplementar, como o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a resolução que trata do Envelhecimento Ativo, a regulamentação dos artigos 30 e 31 e a Portabilidade.

As inscrições poderão ser feitas acessando a área de Eventos no sitio eletrônico da ANS: www.ans.gov.br, entre os dias 18 de julho e 10 de agosto de 2011

Encontro ANS – Edição Sul

Hotel Embaixador - Rua Jerônimo Coelho, 354, Centro, Porto Alegre/ RS.

16, 17 e 18 de agosto de 2011 ANS


- Encontro Paranaense da Saúde – 2011

Debater a saúde sob os aspectos humanos, econômicos e jurídicos. Esse é o objetivo do Encontro Paranaense da Saúde 2011 que ocorre nos dias 18 e 19 de agosto, na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), em Curitiba. A atividade é voltada a diretores, gestores, administradores, advogados, demais profissionais atuantes nos hospitais e serviços de saúde e acadêmicos das áreas de Saúde, Direito e Administração.

A programação contempla palestras com integrantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Federação Internacional de Hospitais (IHF) e da Confederação Nacional de Saúde (CNS). Serão discutidos temas como assédio moral nas relações de trabalho, diagnóstico econômico da saúde no Paraná e os direitos e deveres dos prestadores de serviço da área. Está previsto ainda o lançamento oficial do Índice de Custos Hospitalares (ICH), indicador pioneiro no País elaborado com apoio Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (ISAE-FGV), e a realização do II Simpósio de Direito Aplicado em Saúde.

Promovido pela Fehospar (Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Paraná) e Sindipar (Sindicato dos Hospitais do Paraná), com apoio da Ahopar (Associação dos Hospitais do Paraná) e entidades parceiras, o evento também marca as comemorações pelos 20 anos de fundação da Fehospar e o cinquentenário do Sindipar. A programação completa do Encontro Paranaense da Saúde 2011 está disponível no site www.fehospar.com.br. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail encontro2011@fehospar.com.br ou fone (41) 3254-1772. As vagas são limitadas.


- XXI Congresso Nacional das Santas Casas

AssPreviSite

Com a presença confirmada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Setor Filantrópico discute a Saúde e o meio ambiente

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) realiza seu XXI Congresso Nacional entre os dias 16 e 18 de agosto de 2011, em Brasília. Com o tema central “Saúde e meio ambiente: um novo olhar para a sustentabilidade”, o evento pretende discutir como os danos ao meio ambiente podem impactar na Saúde do homem e quais estratégias devem ser utilizadas para controlar e minimizar seus efeitos.

Novas técnicas de Gestão Hospitalar e de humanização na Saúde, por exemplo, têm sido implantadas para melhorar a qualidade do atendimento do paciente, afetado pelas transformações ambientais. Além disso, com tantos desafios enfrentados pelos gestores de saúde, incluindo a formulação de políticas públicas que sejam adequadas à nova realidade, é preciso debater, hoje, o futuro dos hospitais.

Para o presidente da CMB, José Reinaldo Nogueira de Oliveira Junior, o XXI Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos é uma chance para que o Setor trabalhe em conjunto para pensar e propor novas soluções. “Teremos um time de especialistas discutindo a participação do Setor Saúde, especialmente filantrópico, em ações de sustentabilidade. Será uma oportunidade ímpar para nos posicionarmos em favor do meio ambiente e do melhor atendimento de nossos pacientes”.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Miranda; e o secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Jurandir Frutuoso, já confirmaram a presença.

O evento conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e tem o apoio institucional do Ministério da Saúde.

Para mais informações e inscrições: www.cmb.org.br/congresso.


- 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico

A relação médico-paciente sem caráter consumista, a proposta de criação de testamento vital e a responsabilidade solidária do gestor no exercício ilegal da Medicina, são alguns dos temas que serão debatidos em Salvador (BA), nos dias 16 e 17 de agosto, durante o 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. O encontro tem por objetivo estimular uma análise mais vertical das interações entre os médicos e os profissionais do Direito. “Os princípios fundamentais das duas profissões são muito próximos”, afirmou Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

Inscrições

Já está no ar o hotsite do 2º Congresso Brasileiro de Direito Médico. Pelo site é possível fazer inscrição (gratuita), acessar a programação do evento e ler entrevistas de médicos e juristas. Os internautas também terão acesso ao material da 1ª edição do evento, promovido em dezembro de 2010, em Brasília. O endereço da página é http://www.medico.cfm.org.br/direitomedico/.

2º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina

Data: 16 e 17 de agosto de 2011

Local: Hotel Othon Palace - Salvador-BA

Iinscrições: Gratuitas e limitadas pelo link

http://eventos.cfm.org.br/sistema/participante/cadastro/62dba7cb6eecc6b9b2c2da0c9244a4bc (CFM)

- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde

Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- Liderança, Gerenciamento e Tomada de Decisão

Unidas / AssPreviSite

18 e 19 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Preparar profissionais para liderar equipes com base em responsabilidades, autoridades, solução de problemas e negociação.

Metodologia

A metodologia alterna exposição dialogada, exemplificações voltadas para a realidade da administração pública com foco em resultados e, em especial, na realidade da instituição, conceitos e vivências, exercícios em grupos de aprendizagem e debates, de forma a favorecer a troca de experiências e assimilação do conteúdo proposto. Também alterna a realização de módulos em sala de aula com períodos de aplicação junto às equipes naturais.

Instrutor

Professor Peter M. Dostler

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br


- 1º Hospital Management Summit

DCI

Setor hospitalar se reúne para debate sobre gestão

De 22 a 24 de agosto, a cidade de São Paulo receberá executivos de todo o País para o 1º Hospital Management Summit, fórum de práticas, inovação e negócios na gestão de hospitais. O evento é organizado pela International Business Communications (IBC) e contará com vários debates sobre a profissionalização da gestão no setor hospitalar privado do País.

"Os gestores estão buscando cada vez mais otimizar os recursos das instituições de saúde para obter uma administração eficiente, financeiramente sustentável e que atenda a todas as exigências de um mercado cada vez mais competitivo e profissionalizado" explica Yvelise Tonon, gerente do evento. "A grade do evento está baseada nestas premissas e visa apontar caminhos para os gestores atingirem tais objetivos", afirma Yvelise.

Ao longo dos três dias do encontro os executivos poderão conhecer e compartilhar algumas das melhores práticas na gestão hospitalar de todo o País. Investimentos em pessoal, tecnologia, sistemas mais eficientes de gestão, qualidade assistencial, planejamento estratégico e tendências serão alguns dos temas abordados.

O Hospital Management Summit é patrocinado pela Gtt Healthcare, 3Gen, Fiorentini, Senac São Paulo, Siemens, Air Liquide, DalBen Home Care e Grupo Tejofran. Informações no site www.hms-ibc.com.br ou pelo telefone: (11) 3017-6808.


- Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Unidas / AssPreviSite

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

25 e 26 de Agosto de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

Dr Leonardo Pereira Florêncio

Público Alvo

Diretores, Gerentes, Supervisores, Líderes e colaboradores profissionais de todas as áreas da organização.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Tel. (11) 3289-0855 Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog

Abramge / AssPreviSite

Sistema Abramge promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde Suplementar

O diretor-presidente da ANS será sabatinado durante os Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema

A tecnologia ganha espaço cada vez maior em várias áreas. E na saúde suplementar não é diferente. Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio? O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19 de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável".

Para falar sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista do jornal O Estado de S. Paulo.

No primeiro dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua, coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre a nova ferramenta do órgão para a realização do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema. As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus; Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).

Para fechar o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês, fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".

No segundo dia, será abordado o tema "Gestão Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto, líder da Prática de Gestão Estratégica de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios; e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente de Inovações da Healthways International.

O talk show sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras encerra o período da manhã. O assunto será ministrado por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge no Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia da Informação na Gestão da Saúde" e Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics, com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".

Para finalizar os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com a participação de líderes dos vários segmentos do setor.

Confira a programação completa e os descontos oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando no link:

http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português


- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br

- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
© Copyright 2006, FEHERJ