Leia
nesta edição:
- Operadoras
que não cumprirem RN 259 terão
de arcar com despesas
- Estudo
reforça risco de contaminação
em jalecos
- Com eleições próximas, prefeitos resistem à recriação
da CPMF
- 'CPMF foi
um engodo com a verba da Saúde'
- Aposta oportunista
- Biópsia virtual contra o câncer
- Por que o placebo funciona
- Sauípe
registra 3 mortes por meningite C
- Anticorpos
atacam câncer por dentro, revela novo estudo
- Ataque brasileiro contra a leishmaniose
- Governo tem como driblar fim de mecanismo, diz economista
- “Em 2015, Brasil deve assumir 6ª posição
no mercado farmacêutico”
- EUA: Câncer pode ser incluído em lei que cobre
doenças do 11/09
- Senadores contra novo imposto
- Pressão
no Congresso
- Prioridade desvalorizada
- O Brasil grisalho
- Relatório
da OMS aponta queda muito lenta nas taxas de mortalidade neonatal
- Anvisa
alerta sobre uso de antidiabético
- Mulheres
'chipadas' preocupam médicos
- O imposto
da saúde
- Pesquisadores
bloqueiam vírus da dengue com bactéria
natural de insetos
- Análise genética de superbactéria fornece
novas pistas sobre multirresistência
- Ministério da Saúde leva teste rápido
de HIV para aldeias indígenas do MT
- Site aponta
farmácia com remédio
barato
- Hospitais
avaliam proibição paulista do cheque
caução
- “Pré-sal não sana necessidades imediatas
da saúde”, diz Padilha
- Perondi
vai reinaugurar chat da Câmara
- Ministério Público
investiga empresas de atendimento domiciliar no Rio
- Cremego
adota piso salarial da Fenam para médicos fiscais
contratados
Segunda-feira, 12.09.11
Saúde
Business Web
Operadoras
que não cumprirem RN 259 terão
de arcar com despesas
Por Maria Carolina Buriti
Normativa
259 da ANS, que estabelece o prazo máximo de
atendimento aos beneficiários, entra em vigor em 18 de
setembro. Caso não cumpram, as operadoras terão
de arcar com medidas de garantia do serviço que vão
do transporte do usuário para outro município ao
reembolso dos custos de procedimentos
A Resolução Normativa n° 259 publicada pela
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em
junho deste ano, entra em vigor no próximo dia 18 de setembro.
Tal medida estabelece prazos máximos de atendimento aos
serviços contratados pelos beneficiários. Caso
o serviço não esteja disponibilizado no prazo,
o usuário deverá entrar contato com a operadora
a fim de solucionar o caso e, num segundo momento, com a ANS
para formalizar a queixa. A medida é fomentadora, serve
para as operadoras se atentarem e ampliarem a rede credencial,
as que não fizerem terão que seguir soluções
sugeridas pela autarquia. Resta saber qual é o impacto
da medida e se as operadoras estão preparadas ou não.
As alternativas
propostas pela agência, de acordo com
a normativa, pode ser o transporte do beneficiário a um
município vizinho que disponha do serviço, no caso
da ausência do atendimento em determinada localidade e
até reembolso ao beneficiário pelos custos assumidos,
mas antes de qualquer medida, o paciente deverá procurar
a operadora.
“Ao buscar o atendimento de determinado procedimento,
o usuário deve saber que a operadora tem todas as possibilidades
da norma: ela transporta, dá o reembolso integral, existem
varias opções para que a operadora cumpra esse
prazo”, explica a diretora adjunta de produtos da ANS,
Carla Soares.
Atendimento
no prazo pode significar, para aquelas empresas ainda não preparadas, aumento de rede credenciada, investimento
em infraestrutura, gestão, tecnologia e novos canais de
comunicação com o prestador e usuário. E,
por outro lado, possíveis punições pela
ausência de atendimento podem virar multas e até a
transferência de clientes da carteira, ou seja, prejuízos.
Mas como se preparar para tal medida?
“Os impactos serão maiores no que tange a operacionalização
para aqueles que não estavam adequados nos seus modelos
e isso passa pela tecnologia da informação, call
center, ambulatórios, e, claro, pelo caixa”, afirma
o sócio da Deloitte Consultores e líder da área
de Life Sciences & Healthcare no Brasil, Enrico de Vettori.
Apesar de
constituir prazos mais rígidos ao mercado,
a medida não contará com fiscalização
ou punição específicas. “A reclamação
incentiva e fomenta, e isso poderá resultar nas punições
já previstas pela agência como multa, visita técnica
e ações para verificar quais são as falhas
da operadora”, explica Carla.
No entanto,
não é por ser de caráter fomentador,
que as operadoras não cumpridoras da normativa estarão
livres de punições como: processo sancionador de
negativas de cobertura, que podem gerar visitas técnicas,
multas e transferência de carteira, previstas em outras
normativas da autarquia.
Preparados
Quem garante
que não será impactada com a normativa
e afirma estar preparada é a Hapvida, operadora com 1
milhão de vidas atuante no Norte e Nordeste do Brasil.
A empresa que trabalha com 6 mil credenciados, mas tem foco na
rede própria, que conta com 23 hospitais e 60 unidades
de saúde entre centros médicos, clínicas
de imagem e consultórios.
“Na verdade, a norma nos deixou em uma situação
muito confortável, nossas metas internas eram mais agressivas
do que a ANS estipulou e estão ligadas aos indicadores
do gestor de cada área. A maioria dessas metas já existia
há muito tempo, e atendemos com folga”, explica
o superintendente de Tecnologia da Informação,
Tarciso Machado. “Consulta para clínica médica
e pediatria que são sete dias na ANS, na nossa meta são
de cinco dias, há mais de três anos”, exemplifica.
O que a Hapvida
fez foi investir em tecnologia e atendimento bem antes da norma
ser posta em consulta pública e divulgada.
Não houve um investimento específico, abertura
de canal de comunicação ou aumento de rede credenciada
para atender à norma. Mas a empresa já estava se
preparando antes. A operadora conta com um call center próprio
com 700 colaboradores, que tem como uma das atribuições
fazer pesquisas com os usuários para saber sobre o atendimento
na rede credenciada.
Além disso, a rede própria conta com um modelo
de terminais de autoatendimento. São 400 equipamentos,
um investimento de cerca de R$ 8 milhões só na
parte de hardware. Semelhantes aos do sistema bancário,
servem para o agendamento de exames e consultas e para o controle
do tempo de atendimento nas unidades de saúde, que, segundo
Machado, não pode ultrapassar 15 minutos. “A tecnologia é o
mais importante na operadora, somos apenas intermediários,
temos que ter informação”, explica.
Como a Hapvida,
a Unimed Porto Alegre não fez investimentos
específicos, mas ações contínuas
para melhoraria do atendimento, antes mesmo da publicação
da normativa. Atualmente, a cooperativa atende 49 especialidades
em 46 municípios gaúchos. Mas, ao contrário
da Hapvida, o foco da empresa é a rede credenciada.
Para nós, a resolução é entendida
sempre como uma oportunidade para melhorar. Na base de clientes
existe aproximadamente 560 mil usuários e isso é significativo.
Temos um excelente relacionamento com a rede prestadora”,
conta o gerente de Marketing da cooperativa, Gerson Silva.
Uma das ferramentas
utilizadas pela Unimed Porto Alegreé a
pesquisa de satisfação com clientes, que hoje atinge
um índice de 86% de satisfação. A cooperativa
tem também um grupo de Gestores de Relação
de Prestadores, responsável pelos trâmites com os
credenciados.
A Hapvida
e a Unimed de Porto Alegre garantem que os atendimentos já estão sendo feitos antes da norma entrar em
vigor. “Há operadoras que já vêm se
preparando para isso, o mercado sabe quais são aqueles
de qualidade, mas existe uma grande gama que só fará por
causa da legislação e provavelmente terão
que ser fiscalizadas, pois não cumprem”, finaliza
Vettori.
O
Estado de São
Paulo
Estudo
reforça risco de contaminação
em jalecos
A polêmica envolvendo o uso de jalecos por médicos
e funcionários de saúde fora do ambiente hospitalar
ganhou novo impulso. Um estudo publicado na edição
de setembro do American Journal of Infection Control concluiu
que germes perigosos podem se esconder nos uniformes de médicos
e enfermeiras.
Pesquisadores
do Shaare Zedek Mecical Centerin de Jerusalém
fizeram culturas de três manchas de uniformes de 75 enfermeiras
e 60 médicos trabalhando num hospital com 550 leitos.
Patógenos potenciais (conhecidos também como agentes
infecciosos ou germes) foram encontrados em 63% dos uniformes.
Também foram encontradas bactérias resistentes
a antibióticos em amostras de 14% dos uniformes das enfermeiras
e 6% dos uniformes dos médicos. Oito das culturas se desenvolveram
como Estafilococos aureus resistentes à meticilina.
Não foram observadas diferenças substanciais entre
os uniformes de médicos e os das enfermeiras ou entre
as equipes dos departamentos médicos e cirúrgicos.
No entanto, a taxa de contaminação com patógenos
resistentes a antibióticos foi maior em roupas que eram
trocadas a cada dois dias, em relação às
trocadas diariamente.
Não lavar as mãos com frequência pode contribuir
para a propagação da bactéria, disseram
os autores do estudo, acrescentando que ela pode ser transmitida
a pacientes por outros meios e não apenas pela roupa.
Observaram também que, embora muitos médicos e
enfermeiras que contribuíram para o estudo achassem que
seus uniformes estavam perfeitamente limpos, nem sempre esse
era o caso.
"É importante colocar os resultados do estudo numa
perspectiva", disse Russell Olmsted, presidente da Associação
de Profissionais de Controle de Infecções e Epidemiologia. "Qualquer
roupa que seja usada por humanos ficará contaminada por
micro-organismos. A pedra angular da prevenção
contra infecções continua sendo a higiene das mãos
para evitar o movimento dos micróbios dessas superfícies
para os pacientes."
Os autores
notaram que lavar a mão mais vezes ajuda no
controle das bactérias nos uniformes, assim como a troca
de uniformes limpos diariamente e a lavagem adequada da roupa.
Os autores mencionaram ainda que jalecos de manga curta também
podem oferecer uma proteção extra. / Los Angeles
Times
Para lembrar
Lei
de SP prevê multa
de R$ 174
O uso de
jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido
no Estado de São Paulo desde junho, quando a lei foi publicada
no Diário Oficial do Estado. A infração
está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades
Fiscais do Estado de São Paulo, ou seja, R$174,50, atualmente.
Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.
Valor
Econômico
Com
eleições próximas, prefeitos resistem à recriação
da CPMF
Por Fernando Exman
Amanhã, quando prefeitos liderados pela Confederação
Nacional de Municípios desembarcarem mais uma vez em Brasília
para apresentar suas demandas ao Executivo e ao Congresso, a
regulamentação da Emenda Constitucional 29 voltará à pauta.
Os prefeitos, muitos dos quais disputarão as eleições
de 2012, cobram a aprovação da proposta. No entanto,
diferentemente do que vem ocorrendo com parte dos governadores,
por enquanto negam-se a levantar a impopular bandeira da criação
de um tributo para financiar a saúde.
A resistência já foi identificada pelo Palácio
do Planalto. Mas o governo federal espera, pelo menos, que a
demanda dos prefeitos ajude a elevar a pressão sobre os
governadores pelo reforço do caixa da saúde. O
presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), agendou
para o dia 28 a votação do projeto de lei complementar
que regulamenta a chamada Emenda 29.
A tramitação da proposta está travada desde
2008 devido à apresentação pela oposição
do destaque que tenta inviabilizar a cobrança da Contribuição
Social para a Saúde. A base aliada incluiu a criação
da CSS no projeto com o objetivo de minimizar os efeitos do fim
da Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira. A CPMF deveria destinar R$ 40 bilhões ao governo
todo ano, mas sua prorrogação foi rejeitada pelo
Senado em 2007.
"Eles [prefeitos] estão loucos para que seja aprovada
alguma coisa, mas não põem a cara para bater",
diz uma fonte do Planalto.
O presidente
da Confederação Nacional de Municípios
(CNM), Paulo Ziulkoski, explica que a oposição
dos prefeitos ocorre porque a nova contribuição
em discussão seria toda destinada à União,
não seria partilhada com os municípios. Como alguns
governos estaduais desrespeitam a lei e não investem na
saúde o que a lei determina, acrescentou, são os
prefeitos que acabam sofrendo na ponta com as cobranças
da população por melhorias na saúde. Um
cálculo da CNM estimou que, entre 2000 e 2009, as prefeituras
gastaram com a saúde R$ 110 bilhões a mais do que
a legislação previa.
"Nunca houve fonte adicional para município e para
Estado. Eu nunca vi no mundo governador defendendo criação
de tributo para a União", destacou o presidente da
CNM, para quem os governadores que reforçaram o coro pela
criação de um novo imposto para financiar a saúde
fazem um gesto político para agradar ao Palácio
do Planalto.
Segundo Ziulkoski,
a marcha de prefeitos à capital federal
desta semana deve contar com aproximadamente 1,5 mil integrantes. "Não
estamos defendendo fonte nova [de financiamento para saúde]
porque, para nós, não tem fonte nenhuma. Quem está pagando
o pato na saúde são as prefeituras."
A postura
do presidente da Associação Brasileira
de Municípios (ABM), Luiz Alberto Muniz, é semelhante.
Para ele, o governo federal deveria primeiro concordar com a
descentralização da arrecadação já existente. "Não
há necessidade de impostos novos, não estamos buscando
aumento de impostos", sublinhou Muniz. "Não
vamos servir de massa de manobra."
Pela Constituição, Estados devem investir em saúde
15% da sua arrecadação. O percentual fixado para
os municípios foi de 12%, enquanto que para a União
o valor definido foi o volume investido no ano anterior mais
a variação do Produto Interno Bruto (PIB). O governo
federal assegura que vem cumprindo sua parte, mas teme que o
Senado fixe em 10% das suas receitas o percentual mínimo
de despesas com a saúde. Por outro lado, Estados e municípios
são acusados de maquiar suas prestações
de contas, incluindo nos orçamentos da saúde gastos
feitos em outras áreas.
A regulamentação da Emenda 29 tem justamente o
objetivo de definir o que pode ser apurado como gasto em saúde.
Pelo projeto em análise na Câmara, por exemplo,
não poderia ser incluído o pagamento de aposentadorias
e pensões, inclusive dos servidores da saúde. Ficariam
também fora da conta despesas com merenda escolar, investimentos
em saneamento básico, limpeza urbana, preservação
do meio ambiente, programas sociais e até obras de infraestrutura
para beneficiar a rede de saúde.
O Globo
'CPMF
foi um engodo com a verba da Saúde'
Dilma condena tributo, mas defende mais recursos para o setor
Ao comentar
a possível volta de um tributo para a Saúde,
a presidente Dilma Rousseff definiu a CPMF, criada justamente
com este propósito e extinta em 2007, como um "engodo".
Embora afirme que, para oferecer saúde de qualidade, será preciso
mais dinheiro, ela disse ontem, em entrevista ao "Fantástico",
ser contra a contribuição.
- Sabe por
que a população é contra a CPMF?
Porque a CPMF foi feita para ser uma coisa e virou outra. Acho
que a CPMF foi um engodo nesse sentido de usar o dinheiro da
Saúde não para a Saúde - disse.
Perguntada
se acreditava que o dinheiro do tributo foi desviado, não
titubeou:
- Foi. O
dinheiro não foi usado onde devia. (...) Para
dar Saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro,
sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. O Brasil
precisará aumentar o seu gasto com Saúde. Inexoravelmente.
A presidente
recebeu a apresentadora do programa, Patrícia
Poeta, no Palácio da Alvorada e no Palácio do Planalto,
na última quinta-feira.
Dilma defendeu
que o Brasil combaterá a crise econômica
mundial com a ajuda do "mercado interno crescente" e
não se mostrou preocupada com a queda na produção
industrial.
- A indústria deu uma diminuída em relação
ao ano passado, que nós crescemos 7,5 (%). Estamos esperando
este ano crescer em torno de 4 (%). Até julho, geramos
um milhão e 500 mil empregos. Se fosse nos EUA ou na zona
do euro, estavam soltando foguete, né? - declarou.
Istoé
Aposta oportunista
Aproveitando
as discussões sobre novas fontes de recursos
para a Saúde, bancada do jogo no Congresso se articula
nos bastidores para aprovar projeto que regulamenta os bingos
no País
Por Adriana Nicacio
Nos últimos dias, um grupo de deputados aproveitou as
discussões sobre novas fontes de receita destinadas a
financiar a Saúde para reacender uma discussão
polêmica. Integrantes da chamada Bancada do Bingo, eles
passaram a se articular fortemente nos bastidores na tentativa
de colocar novamente na ordem do dia do Congresso a regulamentação
do jogo no Brasil. Desde 2004, quando os bingos e máquinas
caça-níqueis foram proibidos de operar no País,
deputados ligados a empresários do setor tentam, em vão,
recolocar o projeto em pauta. Agora, o tema ressurge com força.
O principal porta-voz é o líder do governo na Câmara,
Cândido Vaccarezza (PT-SP). Mas, por trás do petista,
existe hoje uma bancada composta por mais seis parlamentares.
São eles: Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Lincoln
Portela (PR-MG), Sandro Mabel (PR-GO), Jovair Arantes (PTB-GO),
Darcísio Perondi (PMDB-RS) e João Campos (PSDB-GO).
Um dos argumentos
da bancada é de que os bingos já funcionam
de maneira clandestina no País e acabam se tornando terreno
fértil para a atuação do crime organizado.
E, com a regulamentação, os impostos provenientes
dos jogos de azar no País podem render aos cofres públicos
de R$ 3 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. “Não
tenho o menor pudor em defender a legalização”,
afirmou Vaccarezza à ISTOÉ. Especialista no assunto,
o líder do governo visita Las Vegas sempre que pode. Recentemente,
ficou impressionado com a sofisticação do cassino
City Center Rosário, em Santa Fé, na Argentina.“Hoje,
a atividade no Brasil é marginalizada e abre-se um bingo
clandestino em qualquer lugar”, explica. Em sua opinião,
cassinos e bingos poderiam funcionar como polos de desenvolvimento. “Um
cassino em Manaus seria outro pré-sal”, prevê,
defendendo a abertura de 10 a 20 casas em todo o País.
Afinado com
Vaccarezza, Lincoln Portela afirma que considera a matéria oportuna. “Hoje os bingos funcionam sem
regras e o Tesouro não recebe nada”, explica. Para
o deputado Sandro Mabel (PR-GO), o ideal é tratar o tema
de forma desapaixonada. “É muito mais simples aprovar
a volta dos bingos do que criar a Contribuição
Social da Saúde.” Outro membro da bancada do jogo,
o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) aponta casos bem-sucedidos
de controle dos bingos na Argentina, Uruguai e na Itália,
além do Canadá, onde a arrecadação é destinada
ao meio ambiente. Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), “o
tema é polêmico, mas é preciso regulamentar”.
Antigo defensor da liberação, o deputado Arnaldo
Faria de Sá (PTB-SP) considera um absurdo o argumento
de que a Receita Federal não tem meios de fiscalizar o
jogo. “Não seria por causa da eventual incompetência
da Receita que não haverá essa regulamentação
para o bem da Saúde.” Na quinta-feira 8, o projeto
ganhou mais um aliado. Em evento na Loterj, o governador do Rio,
Sérgio Cabral, lamentou o fato de o Brasil não
ter jogos “legalizados e organizados”.
O tema é polêmico, pois os bingos e as máquinas
caça-níqueis normalmente são associados
a irregularidades. O episódio mais lembrado e de impacto
ocorreu em 2005, quando o ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro
Diniz, foi acusado de cobrar propina de empresários do
ramo de jogos para arrecadar dinheiro para o PT. O caso motivou
a CPI dos Bingos. No fim do ano passado, a Força Sindical
fez lobby por um projeto de lei na Câmara, que, se aprovado,
reabriria as portas dos salões de bingo. Os recursos seriam
destinados ao aumento do salário mínimo. Mas as
alterações ao projeto foram rejeitadas por 212
votos a 144. Resta, agora, na Câmara, o texto original,
já aprovado em três comissões.
Isto é
Biópsia virtual contra o câncer
Cientistas
criam método que identifica células
tumorais sem precisar tirar amostras de tecidos
Por Mônica
Tarantino
Os instrumentos
usados para examinar o sistema digestivo, como os endoscópios, estão sendo reinventados. A associação
desses aparelhos a novas tecnologias está permitindo a
identificação de células cancerígenas
sem precisar extrair amostras do tecido sob suspeita. “Estamos
assistindo ao começo das biópsias virtuais”,
disse à ISTOÉ Michael Wallace, da Clínica
Mayo, (EUA), e um dos criadores do método.
A nova tecnologia é fruto da união do endoscópio
a uma sonda laser de fibra óptica de 2,5 milímetros
de diâmetro. Enquanto a endoscopia tradicional gera imagens
de regiões do esôfago para avaliar sua aparência,
por exemplo, a adição dessa sonda ao endoscópio
restringe o campo de visão e amplia mil vezes a imagem
de uma única célula. “As imagens tornam fácil
distinguir a célula cancerosa da sadia”, diz Wallace.
Outra vantagem do método é poder ser aplicado depois
da operação, com o paciente ainda na mesa, para
checar se não restaram células malignas após
a retirada do tumor.
Sessenta
centros médicos nos EUA e instituições
na França e Alemanha oferecem a técnica para examinar
lesões pré-cancerosas de esôfago e intestino.
O método ainda não está disponível
no Brasil. “Os aparelhos para esse exame chegarão
em um ano”, diz Lucio Rossini, chefe da ecoendoscopia da
Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Na semana
passada, Wallace deu o primeiro curso de formação
sobre o método a médicos brasileiros, realizado
na Santa Casa. E aproveitou para aprender a técnica avançada
de diagnóstico de pontos de endometriose no intestino
criada por Rossini, que permite espiar mais profundamente o órgão
de forma menos dolorosa para a paciente.
O que também já chegou aos hospitais de primeira
linha do País é um exame para rastrear a existência
de micrometástases em áreas próximas ao
pulmão – o ultrassom endobrônquico (Ebus). É um
exame necessário para avaliar o grau desse tipo de câncer.
Nesse caso, um tubo flexível segue pela traqueia levando
um microaparelho de ultrassom para espiar os brônquios
e uma região de quatro centímetros ao redor deles.
A última novidade é a adição de agulhas
muito finas a esse procedimento, para aspirar amostras do interior
dos tumores e analisar qual terapia aplicar nos pacientes. E,
para dar mais um passo, Wallace está testando a combinação
dessas agulhas finas com o método que aumenta mil vezes
as células para avaliar o interior dos tumores de pâncreas. “É o
que chamamos de biópsia por imagem molecular”, diz
o pesquisador.
Isto é
Por que o placebo funciona
A
ciência revela o que leva pílulas criadas para
ser inócuas a funcionar de verdade no tratamento de doenças
como asma, dor e ansiedade
Por Rachel Costa
Remédios em princípio sem efeito terapêutico,
os placebos estão ganhando um novo status na rotina da
medicina. Criados para ser usados em estudos de verificação
de eficácia de novas drogas, eles próprios passaram
a ser objetos de investigação. O interesse se deve à constatação
de que, ao contrário do que se imaginava, as pílulas
não são tão inócuas assim. Diversos
trabalhos demonstram efeito real no tratamento de doenças
como ansiedade, dor e até mal de Parkinson.
A certeza
de eficácia em algumas enfermidades é tão
forte que levou, por exemplo, a Associação Alemã de
Médicos a recomendar os placebos no tratamento de alguns
casos de inflamações crônicas, dor e asma
(em conjunto ou alternado com as medicações convencionais
ou ministrado sozinho). Na verdade, naquele país, metade
dos médicos já receita placebos. No Brasil, sabe-se
que uma das práticas comuns é receitar, junto com
o remédio indicado, vitaminas sem efeito terapêutico. É uma
forma de fazer o paciente sentir que seu tratamento está mais
potencializado. “Em alguns casos, em especial os de quem
já se tratou outras vezes para a mesma doença,
o resultado é surpreendente”, explica a dermatologista
Fabiana Corio, de São Paulo.
Na opinião dos cientistas, constatações
como essas deixam claro que a melhora do paciente depende de
muito mais fatores do que a ação do princípio
ativo de um remédio. Sua expectativa em relação
ao tratamento e o quanto ele deposita de confiança em
seu médico, por exemplo, são circunstâncias
que interferem na resposta do organismo. “Todo tratamento é parte
de um complexo processo de interação”, disse à ISTOÉ Charles
Greene, da Universidade de Illinois (EUA).
A eficácia do efeito placebo estaria ancorada em alguns
fatores. O primeiro seria o condicionamento. Aprendemos a melhorar
após recebermos remédio. Assim, por um mecanismo
inconsciente, nos sentimos bem após receber qualquer medicação,
ainda que inócua. Outro princípio, consciente,
estaria na expectativa que temos em relação ao
tratamento. Uma pesquisa realizada em Boston com pessoas com
asma ilustra esse mecanismo. Ao tratar 13 pacientes com placebo,
não foi notada nenhuma melhora em sua capacidade respiratória
(efeito obtido em quem recebe a droga). Ainda assim, os doentes
relatavam sentir-se melhor. “O ritual de tratamento pode
ser muito poderoso para o paciente”, disse à ISTOÉ Michael
Wechsler, um dos responsáveis pelo estudo.
As pílulas também atuam na parte fisiológica,
principalmente na ativação de circuitos cerebrais
relacionados à produção de substâncias
capazes de controlar a liberação dos hormônios
do estresse. “O reequilíbrio desse sistema, gerado
pelo efeito placebo, ajuda os mecanismos de defesa do corpo a
trabalhar melhor”, diz Ricardo Morezi, da Universidade
Federal de São Paulo.
Compreender
o efeito placebo remete a outro ponto crucial na medicina,
atualmente
posto em segundo plano: a importância
do cuidado despendido pelas equipes de saúde. Nos estudos,
percebe-se que, quanto maior a relação de confiança
entre médico e paciente, mais sólido é o
efeito do falso medicamento. No Instituto Karolinska, da Suécia,
a fisioterapeuta Anna Enblom estudou 277 pacientes de câncer
em radioterapia submetidos à acupuntura (que poderia ser
verdadeira ou falsa) ou a nenhum cuidado adicional. Quem recebeu
a terapia complementar, fosse ela falsa ou verdadeira, sentiu
menos náuseas. “O médico deve dar informação
positiva e fazer o paciente acreditar no tratamento”, disse
Anna à ISTOÉ.
O uso de
medicamentos e terapias inócuas levanta polêmica
quando o que se está em questão é a ética
médica. “Não duvido que exista o efeito placebo”,
avalia o médico Desireé Callegari, primeiro-secretário
do Conselho Federal de Medicina. “Mas sua utilização é inadmissível
do ponto de vista ético por causa da relação
de transparência que deve haver entre médico e paciente.”
Para tentar
fugir das polêmicas, os cientistas têm
buscado formas de se aproveitar dos benefícios dos placebos
sem que haja a necessidade de enganar o paciente. Na Universidade
de Harvard (EUA), pacientes de síndrome do intestino irritável
apresentaram resposta ao tratamento mesmo sabendo que não
estavam tomando o medicamento verdadeiro. Na opinião de
Ted Kaptchuk, um dos principais nomes da pesquisa em placebos
no mundo, estudos como esse são importantes por dispensar
a necessidade de mentir ao paciente. “Temos de descobrir
meios éticos para nos beneficiar do efeito placebo”,
disse o cientista à ISTOÉ.
Outra possibilidade é o tratamento combinado. Nesse caso,
o que se busca é uma redução da droga ministrada,
em partes substituída por placebo. Bons resultados foram
obtidos com pacientes de psoríase. Pesquisadores da Universidade
de Rochester (EUA) formaram três grupos com pacientes:
um recebeu a droga durante todo o tempo; outro recebeu doses
intercaladas do fármaco e de placebo; e o terceiro foi
tratado todo o tempo com o medicamento, mas em uma versão
menos concentrada. Os resultados nos dois primeiros grupos foram
praticamente idênticos. “Isso aponta para a possibilidade
de se tratar os pacientes com quantidades menores de droga”,
disse à ISTOÉ o líder do estudo, Robert
Ader.
O
Estado de São
Paulo
Sauípe
registra 3 mortes por meningite C
Por Eliana Lima, especial para o Estado Salvador
A Secretaria
da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou
na tarde de ontem a ocorrência de sete casos de meningite
meningocócica do tipo C - o tipo mais grave da doença
-, no município de Mata de São João, a 100
quilômetros de Salvador.
Três pessoas morreram: dois homens e uma mulher. A secretaria
também informou que todos os registros são de funcionários
do Complexo Hoteleiro de Sauípe. Não haveria ocorrências
entre hóspedes dos hotéis que integram o referido
complexo e outros moradores da região.
A partir
do conhecimento do primeiro caso, no dia 4, o Estado e as prefeituras
dos municípios de Camaçari, Mata
de São João e Entre Rios teriam iniciado a quimioprofilaxia
- administração preventiva de antibióticos
- para todas as pessoas que tiveram contato direto com os trabalhadores
que apresentaram os sintomas da doença, tanto no ambiente
de trabalho quanto em suas residências.
Riscos. As
mortes ocorreram na quarta-feira, na sexta e anteontem, mesmo
período em que se realizou no local o Sauípe
Folia, espécie de Carnaval fora de época, que atrai
um número bem maior de turistas e baianos para a região.
Os demais
infectados estão internados no Hospital Couto
Maia, em Salvador, unidade médica de referência
para o tratamento de doenças infecciosas.
O governo
afirma que não há motivos para alarme,
porque não se configura uma situação de
surto. Entretanto ele admite que o número de casos - localizados
em uma única região - fogem à normalidade.
Cerca de
1.800 pessoas já teriam recebido medicação
preventiva, e nenhum novo caso ocorreu nas últimas 24
horas.
Como medida
complementar, a administração do Complexo
Hoteleiro Sauípe anuncia que está programando para
os próximos dias a vacinação de todos os
funcionários.
Folha
de São
Paulo
Anticorpos
atacam câncer por dentro, revela novo estudo
Cientistas
conseguiram invadir células tumorais para
atingir proteína antes não acessada por medicamentos
Técnica testada em camundongo pode funcionar em humanos
com mutação conhecida que leva ao câncer
Por Reinaldo
José Lopes
É possível contrabandear anticorpos para dentro
das células do tumor, atacando o câncer de forma
mais específica, revela uma pesquisa.
O estudo,
assinado por pesquisadores em Cingapura e nos EUA, mostrou
que a estratégia pode ser bem sucedida ao testá-la
em camundongos. A abordagem, além de ter aplicação
terapêutica, também poderia funcionar como uma vacina
anticâncer, ensinando o organismo a se proteger contra
a doença antes mesmo que ela apareça.
O estudo,
coordenado por Qi Zeng, do Instituto de Biologia Molecular
e Celular da
Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa
de Cingapura, teve destaque na revista "Science Translational
Medicine", voltada para estudos com potencial de aplicação.
A vantagem dessas moléculas é a sua especificidade.
Num sistema
de chave e fechadura, elas são projetadas
para grudarem em seu alvo biológico, o chamado antígeno
(normalmente uma molécula específica do agente
causador da doença).
Ao se conectar
a essa molécula, o anticorpo pode detonar
o causador da doença ou deixá-lo "marcado
para morrer": o anticorpo ajuda a recrutar outros elementos
do sistema de defesa do organismo, que acabam destruindo o agente
da doença. Portanto, atacar um tumor usando essas armas
exigiria apenas identificar um antígeno específico
das células cancerosas e produzir anticorpos que se liguem
a ele.
Com isso,
os efeitos colaterais típicos da quimioterapia
poderiam até ser contornados, uma vez que a parte saudável
do organismo seria poupada do ataque.
Dogma desafiado
Na prática, a coisa é mais complicada. A começar
pelo fato de que muitos dos potenciais antígenos de câncer
são proteínas que moram no interior das células
tumorais.
Isso era
um problema porque os anticorpos são moléculas
grandalhonas. Não conseguiriam passar pelas brechas da
membrana celular e chegar até esses alvos, que normalmente
são proteínas fora de controle por causa de alguma
mutação.
Por isso,
até hoje, os anticorpos contra câncer
só se atracam com antígenos que ficam na parte
de fora da células, na membrana celular.
Zeng e companhia,
no entanto, trabalharam com base numa pista antes negligenciada.
Em doenças autoimunes, aquelas nas
quais o organismo se volta contra si mesmo, os anticorpos não
só parecem se enfiar membrana celular adentro como afetam
seus alvos no interior da célula, levando-a a se suicidar.
Se é possível nessas doenças, pode acontecer
em outros contextos mais benignos, raciocinaram os cientistas.
Eles injetaram, em camundongos, células tumorais que carregavam
dois potenciais antígenos, proteínas do interior
da célula que têm um papel na origem do câncer.
Depois, deram
a parte dos bichos anticorpos específicos
para essas proteínas. Os roedores que receberam os anticorpos
conseguiram enfrentar melhor a doença.
Num outro
teste, eles primeiro colocaram o antígeno no
organismo de camundongos saudáveis, criando uma vacina
anticâncer. Em outras vacinas, é assim que funciona:
doses do antígeno fazem o organismo produzir seus próprios
anticorpos.
De novo,
funcionou: ao receberem injeções de células
de câncer, os animais se viraram bem contra a doença.
Os cientistas
afirmam que essa abordagem daria certo, por exemplo, em pessoas
com
uma mutação conhecida que leva ao
câncer, personalizando o tratamento.
Correio Braziliense
Ataque brasileiro contra a leishmaniose
Pesquisador
da Universidade Federal do Piauí descobre
que substância encontrada na pele da perereca Phyllomedusa
nordestina é capaz de eliminar o protozoário causador
da doença. Expectativa é que o achado dê origem
a um eficaz tratamento contra o mal
Por Silvia Pacheco
A leishmaniose
deixou de ser uma doença de ocorrência
apenas em áreas consideradas remotas. Nos últimos
30 anos, a mazela avançou sobre os centros urbanos e hoje
se encontra fora de controle no Brasil e no mundo. Para se ter
uma ideia de sua gravidade e do seu avanço no país,
a enfermidade é um dos maiores problemas de saúde
pública do estado do Pará e já chegou ao
Sul — região antes considerada de difícil
adaptação dos insetos transmissores, por conta
das baixas temperaturas. Além da transmissão descontrolada,
outro problema, talvez ainda mais grave, aflige a sociedade:
a falta de um tratamento adequado e eficaz contra a doença.
A saída, porém, pode estar na própria natureza,
mais especificamente, nas costas de anfíbios. Uma pesquisa
brasileira indica que uma substância enco ntrada na secreção
desses animais tem ação potente contra o protozoário
que provoca o mal.
A descoberta
foi feita por José Roberto Leite, coordenador
da equipe do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia
da Universidade Federal do Piauí (Biotec/UFPI), após
testar a substância em células infectadas pela leishmania. “Entre
dezenas de outras substâncias testadas, encontramos uma
que pode dar origem a um fármaco muito mais eficaz que
os existentes hoje”, afirma o pesquisador. A molécula
se destacou contra a leishmaniose tegumentar, tipo da doença
que se manifesta na pele.
A substância à qual Leite se refere é a
dermaseptina 01, e foi extraída da secreção
produzida pela Phyllomedusa nordestina, perereca de cerca de
5cm de comprimento muito comum no Delta do Parnaíba, no
Piauí. Segundo o pesquisador, o líquido extraído
do dorso do animal tem alto poder antimicrobiano, sendo capaz
de protegê-lo de bactérias e fungos. O ambiente úmido
e cheio de matéria orgânica em que os anfíbios
estão imersos na quase totalidade de sua vida é ideal
para a proliferação de bactérias comensais,
que vivem na parte externa do corpo dos animais. Assim, o desenvolvimento
de um sistema imunológico eficaz foi essencial para o
sucesso evolutivo de espécies da ordem dos anuros — sapos,
rãs e pererecas.
Sabendo disso,
os cientistas focaram os estudos na identificação
das substâncias presentes na secreção e na
forma como elas atuam sobre micro-organismos patogênicos. “A
ideia é conhecer essas substâncias antimicrobianas,
sua estrutura molecular, e tentar mimetizar seus efeitos antibióticos
contra bactérias patogênicas ao homem”, descreve
Leite. Esse esforço de prospecção se iniciou
em 2002, com anfíbios do Cerrado, quando o especialista
integrava uma equipe de pesquisadores na Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Pouco
tóxica
Os anfíbios possuem em sua região dorsal uma série
de glândulas granulares, especializadas na produção
de veneno. Leite explica que essas estruturas produzem diversas
classes de moléculas de interesse, principalmente peptídeos — biomoléculas
formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos.
No caso da Phyllomedusa nordestina, há mais de 20 substâncias
no peptídeo que foram isoladas e estudadas uma a uma.
A identificação da ação da dermaseptina
01 foi feita depois de ser testada nas células infectadas
pela leishmaniose. Em 24 horas, a substância conseguiu
acabar com o protozoário da doença. “Essas
moléculas têm se mostrado muito potentes contra
a leishmaniose tegumentar, além de apresentar menos efeitos
colaterais contra células humanas, ou seja, baixa toxicidade”,
afirma o coordenador da Biotec.
A toxicidade é um dos gargalos no tratamento contra a
leishmaniose no mundo. Os dois únicos remédios
existentes contra a doença trazem efeitos colaterais extremamente
prejudiciais ao homem. Para se ter uma ideia do nível
tóxico de tais medicamentos, o índice de mortalidade
de pacientes que fizeram uso do tratamento é entre 5%
a 20%. “Por isso, a dermaseptina 01 tem nos dado a expectativa
de que, a partir dela, possam surgir uma classe de medicamentos
eficazes contra a doença”, acredita Leite.
Nanoestruturas
Para que
essa substância se torne mais eficaz contra a
doença, os pesquisadores criaram nanofilmes com espessuras
semelhantes a uma membrana natural que, aplicada sobre a pele,
libera aos poucos a dermaseptina 01. “Para atacar a célula,
a dermaseptina 01 tem de atravessar a parede celular. Assim como
nos nanofilmes artificiais, já podemos analisar como se
dá o processo na membrana celular da leishmania”,
explica Valtencir Zucolotto, professor do Instituto de Física
de São Carlos (IFSC/USP) e coordenador da rede Nanobiomed,
que estuda plataformas nanotecnológicas aplicadas à medicina.
No Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia,
no Piauí, os cientistas desenvolveram um tipo de nanofilme
feito da goma de cajueiro, na qual a substância pode ser
inserida para chegar à célula e combater o protozoário. “Pretendemos
utilizar esse material de caráter regional como uma membrana
antiparasitária em feridas de pacientes com leishmaniose
cutânea, aproveitando, além das propriedades do
peptídeo, os efeitos da goma de cajueiro purificada que
possui atividade antimicrobiana e antioxidante, já comprovadas
por outros trabalhos de nosso grupo”, completa Leite.
O presidente
da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e doutor
em saúde pública pela Universidade de
Harvard, Carlos Henrique Costa, mostra-se animado com os resultados
da pesquisa e acredita que o estudo dos peptídeos possa
originar novos medicamentos, sobretudo contra outras doenças
tropicais. “Os anfíbios conseguiram sobreviver às
grandes catástrofes, muito por conta dos peptídeos
que eles produzem — inimigos naturais dos micro-organismos
patogênicos.”
Costa ressalta
a importância de pesquisas sobre a leishmaniose
por causa da transmissão descontrolada, já que
o inseto transmissor da doença se ada pta bem às
condições urbanas. “Ele pode se transforma
no novo Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue) muito
mais rapidamente do que imaginamos”, alerta. “Toda
pesquisa em busca de produtos farmacológicos traz esperança,
pois não temos como combater a doença, que está se
expandindo”, enfatiza o presidente da SBMT.
Tipos
A leishmaniose
pode ser do tipo tegumentar e visceral. No primeiro caso, provoca
lesões na pele e, em casos mais graves,
ataca as mucosas do rosto, como nariz e lábios (leishmaniose
mucosa). A manifestação visceral afeta os órgãos
internos, causando febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado
e do baço e imunodeficiência (diminuição
da capacidade de defesa do organismo contra outros micróbios).
Essas moléculas têm se mostrado muito potentes
contra a leishmaniose tegumentar, além de apresentar menos
efeitos colaterais contra células humanas, ou seja, baixa
toxicidade”
José Roberto
Leite, autor da pesquisa
O
Estado de São
Paulo
Governo tem como driblar fim de mecanismo, diz economista
Por Daniel Bramatti
José Roberto Afonso diz que verbas podem ser remanejadas;
para Felipe Salto, fim da DRU é mais um fator de desequilíbrio
O governo
alega que a Desvinculação de Recursos
da União (DRU) é fundamental para o equilíbrio
das contas públicas e para a administração
do Orçamento, mas essa visão é contestada
pelo economista José Roberto Afonso, especialista em finanças
públicas.
Para Afonso,
a eventual extinção do mecanismo
terá impacto limitado, pois o governo poderá remanejar
verbas para atender áreas que venham a ser prejudicadas
pelo novo cenário.
"Gastos hoje cobertos pela DRU poderão ser financiados
pelas fontes - impostos e contribuições - que originalmente
alimentam a DRU", disse o economista. "Se programas
como o Bolsa Família ou ações do SUS (Sistema Único
de Saúde) estiverem sendo financiados pela DRU, quando
extinta, eles podem ser cobertos diretamente pela Cofins ou pela
CSLL", afirmou Afonso, referindo-se à Contribuição
para o Financiamento da Seguridade Social e à Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido.
O economista
diz que é possível traçar
um paralelo entre o eventual fim da DRU e a extinção
da CPMF, o chamado imposto sobre o cheque. "Diziam que o
mundo ia cair se a CPMF fosse extinta, que a saúde ia
falir. Depois, a saúde gastou até mais do que antes
do fim da CPMF. Como foi possível? Remanejamento de fontes
de recursos orçamentários. É o mesmo caso
agora", argumenta.
Já para o economista Felipe Salto, da consultoria Tendências,
o fim da DRU teria impacto negativo. "Seria mais uma pressão
a ser equacionada na já desequilibrada equação
dos próximos anos", afirmou Salto. Segundo o economista,
a medida forçaria o governo a buscar um meio-termo entre
o ajuste nas despesas e a busca de novas fontes de receitas.
Histórico. Mecanismos de desvinculação
de receitas federais estão em vigor, com diferentes nomes,
desde o governo Itamar Franco. Em 1994, foi aprovado o Fundo
Social de Emergência (FSE), um dos pilares da reorganização
das contas públicas na implementação do
Plano Real.
Na época, o governo dizia que era um instrumento de transição,
necessário para reorientar recursos de áreas que
tinham "sobras" para outras em que havia déficit.
O mecanismo deveria durar apenas dois anos.
Em 1996,
porém, o então presidente Fernando Henrique
Cardoso instituiu o Fundo de Estabilização Fiscal
(FEF). Na prática, a medida funcionou como prorrogação
da vigência do FSE. Em 1997, o fundo ganhou sobrevida até 1999
e, em 2000, transformou-se na Desvinculação de
Receitas da União (DRU).
Todos os
mecanismos funcionaram de forma similar: para reduzir o "engessamento" do Orçamento do governo, foi
formado um fundo com 20% das receitas de impostos e contribuições
isentas de vinculações legais com determinadas
despesas.
A principal
diferença é que a DRU, diferentemente
de seus antecessores, não afetou a transferência
de recursos para os Estados e os municípios.
Quando estava
na oposição, o PT votou contra o
FEF e o FSE, sob a alegação de que esses sistemas
retiravam recursos das áreas de saúde e educação
- o que, de fato, ocorria.
Em 2009,
o Congresso aprovou uma emenda constitucional que definiu a
eliminação paulatina, até 2011, da influência
da DRU sobre os recursos destinados à Educação.
Saúde
Business Web
“Em 2015, Brasil deve assumir 6ª posição
no mercado farmacêutico”
O IMS Health,
empresa que audita o mercado farmacêutico
mundial, divulgou recentemente o estudo IMS Pharma Review, que
analisou o cenário global e nacional do setor, e estipulou
que, em 2015, a previsão é de um mercado de R$
110 bilhões e o Brasil deve aparecer na 6ª colocação
em relação ao consumo mundial.
Em 2005,
o consumo nacional ocupava a 10ª colocação
global. Em 2010, com um mercado avaliado em cerca de R$ 62 bilhões,
o Brasil subiu três posições e atingiu a
7ª posição geral.
Dois aspectos
chamaram atenção no levantamento:
o aumento da porcentagem de mercado dos genéricos e similares
no país; e o crescimento mais acentuado de países
emergentes, entre eles o Brasil, em relação às
nações maduras.
Segundo o
estudo, enquanto os medicamentos referência
cresceram a uma taxa média de 7,19% nos últimos
quatro anos, os similares avançaram 18,69% e os genéricos
28,67%. Se analisado apenas o ano de 2011, os números
chamam ainda mais atenção. Enquanto os medicamentos
referências devem crescer 8,02%, os similares devem avançar
22,04% e os genéricos 38,44%.
Além disso, o estudo constatou que os medicamentos referência
sofreram rápida erosão de market share após
a entrada dos genéricos e similares. O Lipitor (atorvastatina),
por exemplo, que é o medicamento mais vendido do mundo,
sete meses após a queda da patente já havia perdido
cerca de 30% de mercado para os genéricos. Outro bom exemplo é o
Viagra (sildenafila), que dez meses após a queda da patente
já tinha perdido cerca de 75% do mercado para os genéricos.
O maior crescimento
do mercado farmacêutico dos países
emergentes em relação aos mercados maduros é o
segundo ponto que chamou atenção no estudo. No
Brasil, segundo o levantamento, este processo ocorreu basicamente
sustentando pelo forte crescimento do PIB e devido à queda
do desemprego e consequente aumento de renda da população.
Com isso, se formou uma classe C muito consistente, que é responsável
aproximadamente por 42% do consumo de medicamentos do país.
Segundo o
diretor de marketing do laboratório Teuto, Ítalo
Melo, o crescimento do poder de compra da classe C e a diminuição
dos preços dos medicamentos, graças ao advento
dos genéricos, são aspectos fundamentais para a
saúde da população brasileira
Ele conta
que o crescimento do poder de compras ampliou o acesso a medicamentos,
e esse
avanço vai de encontro ao crescimento
das indústrias de medicamentos genéricos, mostrando
que esta classe de fármacos tem se mostrado essencial
para o bem-estar, qualidade de vida e saúde da maior parcela
da população.
A diminuição da taxa de desemprego também
se refletiu no aumento da cobertura dos planos de saúde
privados, o que resultou, de 2003 até 2010, em um crescimento
de cerca de 85% no consumo de drogas de alto custo. Estima-se
que de 2003 para 2010 o número de vidas cobertas por planos
de saúde tenha saltado de 32 para 46 milhões.
Saúde
Business Web
EUA:
Câncer pode ser incluído em lei que cobre
doenças do 11/09
Membros do
Congresso dos Estados Unidos e socorristas que trabalharam
após os atentados de 11 de setembro fizeram uma petição
para agregar a cobertura de câncer à lei "Zadroga"
Na última quarta-feira, (07), membros do Congresso dos
Estados Unidos e socorristas que trabalharam após os atentados
de 11 de setembro de 2001 exigiram, em Nova York, que o câncer
seja incluído na lista de doenças vinculadas aos
ataques e, portanto, passível de compensação
estadual.
De acordo
com a associação beneficente da polícia
de Nova Iorque, em setembro foram eles que realizaram os resgates.
Agora é a hora deles serem restagatos.
Entre os
signatários da petição, apresentada
ao administrador do programa de saúde do 11 de setembro,
estão os autores da lei “Zadroga” de compensação
por problemas de saúde surgidos a partir dos ataques contra
o World Trade Center, votada no Congresso americano em 2010.
Na petição, pede-se para “agregar a cobertura
de câncer à lei Zadroga”, após a publicação
de um estudo médico que mostra que os bombeiros de Nova
York que participaram dos trabalhos de resgate na região
das torres-gêmeas, após os ataques, correm maiores
riscos de contrair esta doença.
Segundo o
congressista Jerrold Nadler, que também é um
dos autores da lei de compensação, que inclui recursos
de US$ 4 bilhões para utilizar em tratamentos médicos
por asma, estresse pós-traumático e ansiedade,
entre outros males.
O estudo,
publicado na revista médica Lancet, mostra
que os bombeiros de Nova York que atuaram nos resgates correm
um risco 19% maior de contrair câncer do que seus colegas
que não participaram destes trabalhos.
Segundo a
FealFood Foundation, grupo de apoio aos socorristas do 11 de
setembro,
um total de 345 bombeiros e 45 policiais morreram
de câncer desde os atentados. Este número já supera
o de 343 bombeiros e 23 policiais que perderam a vida no dia
dos ataques.
A Lei Zadroga
herdou o nome de James Zadroga, oficial do Departamento de
Polícia de Nova York que morreu em 2006 por problemas
respiratórios, atribuídos à sua exposição
a substâncias químicas tóxicas na área
das torres-gêmeas, durante os trabalhos de resgate que
se seguiram aos atentados.
Domingo, 11.09.11
Correio Braziliense
Senadores contra novo imposto
Por Karla Correia, Paula Filizola e Paulo de Tarso Lyra
Sem tempo
hábil para criar, durante a tramitação
na Câmara, uma nova fonte de recursos para a Saúde
dentro da Emenda 29 - que regulamenta os percentuais mínimos
a serem investidos no setor -, o governo escolheu o Senado como
o campo de batalha onde se desenrolará a discussão
sabre um possível novo imposta. Nos moldes da extinta
Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF), a tributo seria a solução dos
sonhos, acalentada pelo Palácio do Planalto para suprir
a carência par verbas no setor, que será consideravelmente
aumentada com a provável aprovação da regulamentação
do texto.
Na dura realidade
do plenário, contudo, a tarefa será árdua.
Levantamento feito pelo Correio com 59 dos 81 senadores mostra
que, nesse momento, 45 parlamentares - maioria absoluta dos integrantes
da Casa - são contrários a criação
de mais um imposto. Apenas oito senadores defendem a ideia do
novo tributo e seis declaram que vão esperar o resultado
da votação na Câmara ou a orientação
do governo antes de definir par qualquer posição.
"Esta em jogo urna necessidade de financiamento de R$ 60
bilhões ao ano", diz a presidente do Conselho Nacional
das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antonio
Carlos Figueiredo Nardi, defensor da criação de
urna fonte de recursos especifica para o setor Os números
mostram que o maior desafio para o governo será encontrar
uma "barriga de aluguel" para sua proposta. As declarações
dos senadores deixam transparecer que o principal empecilho para
a criação de um tributo, no momento, e a imagem
negativa da medida no bolso do eleitorado, a pouco mais de um
ano das eleições municipais. "Todo o esforço
tem que ser feito para que não aumente a carga tributaria",
diz a senador Jorge Viana (PT-AC). Para uma grande parte dos
entrevistados, uma saída viável seria a elevação
dos tributos incidentes sobre bebidas alcoólicas e cigarros,
dois itens cujo consumo em excesso está ligado a problemas
de saúde. Por isso. Na visão de alguns parlamentares,
nada mais justo que esses setores contribuam para atenuar os
males que eles pr6prios provocam.
"Beber não e algo obrigat6ria, e uma opção,
tanto quanta fumar. A criação de um imposto não
encontra espaço no Senado, neste momento", vaticina
o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). A medida, no fim
das contas, também elevaria a carga tributaria. Afinal, é um
aumento de imposto. Mas encerra um discurso politicamente correto,
mais palatável para 0 eleitor e mais fácil de ser
defendido nos palanques eleitorais.
Arrecadação
As prepostas,
contudo, são variadas.
Além da taxação de bebidas e cigarros,
alguns defendem que urna parcela ainda não definida dos
recursos da DPVAT segura pago a vitimas de acidentes de transito
- seja revertida para 0 setor. Outros parlamentares acham que
uma saída seria a tributação de grandes
fortunas. Ha inclusive aqueles que defendem urna alternativa
polemica e tão impopular quanto à criação
de um imposto: a legalização dos bingos no país.
Casa que
representa o jogo de interesses das unidades da Federação,
o Senado esta diante de sinais contraditórios dos governadores,
muitos dos quais também relutam em abraçar a criação
de um tributo. A aposta do Planalto e de que eles assumirão
o papel de pressionar os congressistas a embutir na regulamentação
da Emenda 29 a nova fonte de recursos para a saúde.
O governo
federal vende a ideia de que esta em urna situação
confortável na discussão, porque teria cumprido
a determinação da lei de reajustar anualmente 0
volume de verba destinada a saúde com base na variação
nominal do Produto Interno Broto (PIB). Mas já deixou
claro para o parlamento que, se não houver a definição
da origem dos recursos adicionais para o setor, tende a enterrar
a regulamentação da emenda.
De acordo
com Nardi, são os governos estaduais que enfrentam
os maiores problemas para cumprir a regra que os obriga a destinar
10% de sua arrecadação para 0 setor. "Ao menos
13 estados não investem o suficiente. Ao passo que acima
de 90% dos municípios investem o preconizado pela emenda",
afirma o presidente do Conasems.
Na pratica,
gastos em áreas como saneamento, pagamento
de pessoal e ate merenda escolar são usados com frequência
para maquiar o volume de recursos destinados por governos estaduais
para o setor.
O professor
de finanças publicas da Universidade de Brasília
(UnB) Jose Matias Pereira afirma que o maior problema do financiamento
da saúde e a ma gestão dos recursos destinados
para a área. "A ideia de ressuscitar a CPMF na forma
de um outro tributo e totalmente descabida", diz o especialista. "A
dificuldade de se encontrar quem defenda abertamente a criação
de um tributo no Congresso e um reflexo da pressão social.
O eleitorado esta deixando claro que não está mais
disposto a tolerar nem os problemas de gestão na saúde,
nem tampouco novas impostos."
Correio Braziliense
Pressão
no Congresso
O Palácio do Planalto espera que os governadores pressionem
o Congresso para encontrar uma fonte de financiamento que garanta
os recursos para a regulamentação da Emenda 29.
Na visão do governo, a situação hoje é diferente
de 2007, quando o Senado derrubou a CPMF (leia Memória
abaixo). Naquela época, apesar da mobilização
de alguns administradores estaduais a favor da manutenção
do imposto, o maior impacto pela diminuição na
arrecadação era nos cofres federais, já que
a contribuição servia, em parte, para assegurar
a manutenção da meta de superavit primário.
Agora, o
cenário é diferente. Financeiramente
falando, a aprovação da regulamentação
da Emenda 29 pouco altera o caixa da União. O governo
federal já aplica o volume de recursos previstos pela
Constituição Federal %u2014 reajuste orçamentário
levando em conta o PIB nominal (crescimento da economia mais
inflação do ano anterior).
O maior peso
incidirá, de fato, sobre o caixa dos governadores.
Os estados, pela regulamentação, deverão
destinar 10% de sua arrecadação para investimentos
exclusivos em Saúde. No caso dos municípios, este
percentual é de 15%, também praticamente cumprido.
O gargalo está, de fato, nos estados. Por isso, a pressão
do Planalto para que eles debatam com o Congresso fontes de financiamento
para o setor.
Apesar de
Dilma estar preocupada com a questão fiscal,
ela também está incomodada com os problemas que
se acumulam na Saúde. Durante a campanha presidencial,
ela sempre bateu na tecla do subfinanciamento, mas, sobretudo,
defendeu que havia uma problema de gestão na área.
No início do governo, o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, firmou uma série de parcerias com o Instituto
de Desenvolvimento Gerencial (INDG), ligado ao empresário
Jorge Gerdau Johannpeter.
Nessa parceria,
quatro frentes foram estabelecidas como prioritárias:
aumentar a execução do PAC Funasa, como é chamado,
estimado em R$1 bilhão; estabelecer um novo sistema de
logística de compras para a pasta; rever as diretrizes
gerenciais e os níveis de governança da agência;
e implementar nos hospitais federais o mesmo nível de
excelência do Hospital Moinho dos Ventos, do Rio Grande
do Sul.
A presidente
também está de olho no impacto político
dessa questão. A Saúde, ao lado da Segurança
Pública, são os setores mais mal avaliados em qualquer
pesquisa de opinião pública. De acordo com dados
da mais recente pesquisa do CNI/Ibope, a Saúde é a
segunda pior avaliação do governo Dilma, perdendo
apenas para a alta carga tributária brasileira. (PTL,
KC e PF)
Tudo
começou
em 1993
A Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF) surgiu em 1993, ainda na forma do Imposto Provisório
sobre Movimentação Financeira (IPMF), conhecido
como “imposto do cheque”. Em todas as operações
debitadas em contas bancárias era cobrada uma alíquota
de 0,25%. Em 1996, quando a IPMF perdeu a validade, o governo
Fernando Henrique Cardoso instituiu a CPMF com uma alíquota
de 0,20%. Com o objetivo de colaborar com as contas da Previdência
Social, em 2000, a taxa sofreu reajuste. Aumentou para 0,38%
com a cobrança prorrogada até 2002. Desde 1994,
o imposto rendeu cerca de R$ 222 bilhões para os cofres
federais, sendo 0,20% destinado à Saúde, 0,10%
para a Previdência Social e 0,08% para o Fundo de Combate
e Erradicação da Pobreza.
Com prorrogações sucessivas até 2007, uma
nova proposta para continuar a cobrança do imposto passou
na Câmara no segundo semestre daquele ano, mas a tramitação
demorou muito porque o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu
vistas do projeto na Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara (CCJ), pressionando pela indicação
de seu afilhado, Luiz Paulo Conde, para a presidência de
Furnas.
O projeto
chegou ao Senado com pouco tempo para ser debatido entre os
parlamentares.
Apesar do esforço do então
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e parlamentares da
base aliada, os senadores derrubaram a proposta na madrugada
de 13 de dezembro de 2007.
Para manter
a tributação, o governo precisava
de 49 votos a favor, mas só obteve 45, naquela que é considerada
a maior derrota política de Lula em seus oito anos de
governo. Com isso, a CPMF deixou de ser cobrada em 1º de
janeiro de 2008. Recentemente, o debate em torno da CPMF voltou à pauta
com a votação no Congresso da regulamentação
da Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos a serem
investidos anualmente em saúde pela União, por
estados e municípios. (KC, PF e PTL)
Correio Braziliense
Prioridade desvalorizada
Por Marcelo da Fonseca
O aumento
dos recursos destinados à Saúde nos últimos
10 anos acompanhou o crescimento econômico do Brasil, passando
de R$ 27,2 bilhões desembolsados em 2001, para uma previsão
orçamentaria superior a R$ 77 bilhões neste ano.
No entanto, o setor que é considerado pela população
como principal prioridade para o país — superando
educação e segurança pública, segundo
pesquisa realizada pelo Instituto Ibope — continua recebendo
percentual menor de recursos do governo federal na comparação
com a maioria dos países desenvolvidos e até mesmo
com os vizinhos na América do Sul, como a Argentina.
Os dados
da Organização Mundial da Saúde
(OMS) mostram que, apesar do aumento significativo nos investimentos
durante a última década, o sistema público
brasileiro de saúde está distante dos índices
ideais dos gastos no setor. “É inquestionável
que a saúde precisa de mais recursos. Principalmente quando
comparamos o Brasil com vários países. É uma
questão que está presente nos três níveis:
municipal, estadual e federal, e precisa de uma atenção
ampla para ser modificada”, alerta Wilson Rezende Silva,
do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde
da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A comparação do total de recursos investidos entre
Brasil, Argentina, Estados Unidos e França na saúde
pública desde 2001 aponta que os brasileiros que dependem
do serviço federal na saúde continuam recebendo
menos repasses ao longo dos últimos anos. No início
da década, os valores correspondiam a 7,2% do total de
gastos diretos do governo federal, contra 13,2% aplicados pelos
norte-americanos, 10,1% pelos franceses e 8,9% pelos argentinos.
Quase 10 anos depois as quatro nações registraram
aumentos no percentual destinado à Saúde, mas o
Brasil permanece atrás na comparação com
os outros três países: em 2009, o governo destinou
9% das despesas para a Saúde, já a Argentina pulou
para 9,5%, a França elevou os investimentos para 11,7%
e os EUA chegaram a 16,2%.
Correio Braziliense
O Brasil grisalho
Por Antônio
Machado, Brasil S.A
País começa a envelhecer, reduzindo o tempo para
as mudanças antes que a população também
encolha
A recente
atualização das projeções
demográficas no mundo a cargo da Organização
das Nações Unidas (ONU) reinsere na agenda de temas
globais urgentes um debate abafado desde 2008 pela grande crise:
o envelhecimento da sociedade, acompanhado da contração
absoluta da população de vários países.
As consequências serão dramáticas.
O fechamento
da chamada "janela demográfica" implica
mudanças de longo alcance em termos sociais, culturais,
econômicos e mesmo da besta fera da atual crise que varre
o mundo, sobretudo os EUA, a Zona do Euro e o Japão: o
financiamento das dívidas soberanas nas sociedades em
que a população economicamente ativa (definida
como de 15 a 64 anos) diminui, enquanto aumenta a taxa de dependência
(abaixo de 15 e acima de 64 anos, isto é, crianças
e idosos).
A tendência é que caia o Produto Interno Bruto
(PIB) potencial e cresçam as despesas com saúde
e aposentadoria. Esse fenômeno está acontecendo
com o Japão, a Alemanha, a Suíça, países
em que a taxa de mortalidade supera a de natalidade, parcialmente
compensada com imigrantes, mas com aumento da intolerância
e violência, o que na periferia das grandes cidades europeias
vem se tornando epidêmica.
Tudo isso é mais ou menos sabido, embora pouco falado,
conforme o receio das elites políticas de discutir abertamente
questões para as quais desconhece as respostas. O que
está passando batido é que o envelhecimento também
chegou aos países emergentes, em especial aos do acrônimo
Bric, de Brasil, Rússia, China e Índia.
Índia é exceção, segundo o economista
Markus Jaeger, do Deutsche Bank, que revisitou o tema a partir
dos novos dados da ONU. Só a população indiana
deve continuar crescendo até a metade do século.
E, até 2020, vai desbancar a China como país mais
populoso do mundo. Já a população da Rússia
declina desde 1995. O ponto de inflexão da China, diz
Jaeger, será por volta de 2025. Do Brasil, em 2040.
Adicione-se à reflexão que a população
jovem no Brasil começou a diminuir, em relação
aos mais velhos, desde meados dos anos 1990, o que talvez explique
o mercado de trabalho apertado mais cedo do que o verificado
em ciclos anteriores de crescimento econômico.
Inflação e estagnação
A curto prazo, é um fator a mais de pressão inflacionária,
pois, em média, as oportunidades de emprego excedem a
procura, elevando o salário. Num prazo maior, a população
declinante e a relação de dependência crescente,
diz Jaeger, arrastam para baixo a inflação devido à demanda
cadente. Estaria aí uma das causas da estagnação
de duas décadas do Japão, em geral atribuída
apenas ao estouro da bolha de crédito que sufocou bancos
e empresas. As conclusões não são lineares.
O fenômeno demográfico só não pode
ser ignorado, o que não é incomum no mundo emergente,
na análise do alemão Jaeger.
Chance única ao país...
A compreensão do problema não é fácil,
já que cumulativo, e quase invisível nos primeiros
anos em que começa a se manifestar. Quanto mais cedo há a
consciência da mudança demográfica, contudo,
menos traumáticas serão as consequências
para as futuras gerações. E não só para
elas, já que a incapacidade de formulação é precificada
no presente, e não depois, como se constata pelos impasses
na Europa.
A oportunidade
que se apresenta, diz Jaeger, é que só no
Brasil, na Índia, na Inglaterra e nos EUA a força
de trabalho potencial tende a ser, em 2030, maior do que a atual.
Mas em paralelo ao aumento da taxa de dependência, que
reduz a poupança. Se o investimento não cair, diz,
os juros vão subir. Se o investimento diminuir, o crescimento é que
perde força. Em qualquer dos casos, o cenário é ruim
para a sustentabilidade das dívidas soberanas. Como superar
o dilema?
...mas
a hora é agora
O economista
do Deutsche diz que há evidência de
que a inovação e o progresso tecnológico
são favorecidos por populações crescentes.
Ao Brasil, a hora seria agora. A "maioria grisalha",
termo que se torna frequente, reluta em adotar tecnologias novas
(o que reduz a demanda) e é menos propensa a inovar (diminuindo
a oferta).
Se o país for atrasado, diz Jaeger, isso não importa
muito, pois pode comprar ou adaptar tecnologias existentes. Países
avançados, ao contrário, dependem como nunca da
tal "produtividade total dos fatores". O Brasil está no
meio termo: não superou a má qualidade da educação
e da infraestrutura e já entrou na espiral dos custos
crescentes da previdência e saúde, mas ainda desfruta
o bônus da população jovem. A agenda curtoprazista
de inflação, juros, gasto público, câmbio é que
não serve ao desenvolvimento já moldado pela demografia. É limitada
para o que implica mudanças tão profundas.
A juventude do idoso
O Institute
for the Future, de Palo Alto, EUA, por exemplo, olha para 40
anos à frente no atacado, e filtra o que
encontra por meio de prospecções de 10 anos rotativos — em
que um ano que passa dá lugar a outro ano adiante. A pesquisa,
sempre inacabada, já capta mudanças na arquitetura
urbana nos EUA, na Europa e na Ásia. O tempo de vida ativa
está aumentando. Chamar de idosa uma pessoa com 60 anos
já não pega bem em certos ambientes. Na linguagem
da propaganda, é gafe de mau gosto. O aumento da faixa
etária interessada em novas relações sociais
e sexuais está mudando o foco do entretenimento. No limite, é o
conceito de idoso que vai ser revisto. Não é a
idade o elemento diferenciador, mas a maneira com que nos vemos.
Isaude.net
Relatório
da OMS aponta queda muito lenta nas taxas de mortalidade neonatal
Dados mostram
que menos recém-nascidos morrem em todo
o mundo, mas que a África, em particular, está sendo
deixada para trás
Menos recém-nascidos estão morrendo em todo o
mundo, mas o progresso é muito lento e a África,
em particular, está sendo deixada para trás. Os
dados são de um novo relatório divulgado pela Organização
Mundial de Saúde (OMS). As estimativas mostram tendências
detalhadas ao longo do tempo e prevê o possível
progresso.
As mortes
de crianças diminuíram de 4,6 milhões
em 1990 para 3,3 milhões em 2009, mas essa queda foi mais
acentuada após 2000. O maior investimento nos cuidados
de saúde para mulheres e crianças na última
década contribuiu para um progresso mais rápido
para a sobrevivência das mães (2,3% por ano) e crianças
menores de cinco anos de idade (2,1% ao ano) do que para os recém-nascidos
(1,7% por ano).
De acordo
com os novos números, as mortes nas primeiras
quatro semanas de vida era de 37% em 1990 e chega hoje a 41%
das mortes de crianças antes da idade de cinco anos.
Causas de morte neonatal
Três são os motivos responsáveis pela maioria
das mortes neonatais no mundo: parto prematuro (29%), asfixia
(23%) e infecções graves, como a septicemia e a
pneumonia (25%).
Segundo os
pesquisadores, as intervenções existentes
podem impedir dois terços ou mais das mortes no início
da vida se chegarem aos que precisam. "A sobrevivência
dos recém-nascidos está sendo deixada para trás
apesar das soluções conhecidas para evitar estas
mortes. Mais atenção e ação para
com essa parcela da população é fundamental",
disse a diretora geral da OMS para a saúde da família,
da mulher e das crianças, Flavia Bustreo.
Local de nascimento
Quase 99%
das mortes de recém-nascidos ocorrem no mundo
em desenvolvimento. O novo estudo descobriu que, em parte por
causa das grandes populações, mais da metade destas
mortes acontece agora em cinco grandes países - Índia,
Nigéria, Paquistão, China e República Democrática
do Congo.
Com uma redução de 1% ao ano, a África
tem tido um progresso mais lento do que o de qualquer região
do mundo. Entre os 15 países com mais de 39 mortes neonatais
a cada 1 mil nascidos vivos, 12 foram da Região da OMS
Africana (Angola, Burundi, Chade, República Central Africana,
República Democrática do Congo, Guiné Equatorial,
Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Moçambique
e Serra Leoa) além do Afeganistão, do Paquistão
e da Somália. No ritmo atual de progresso, o continente
Africano levaria mais de 150 anos para chegar aos níveis
de sobrevivência dos EUA ou do Reino Unido.
Dos dez países com redução da mortalidade
dos recém-nascidos nas duas décadas, oito foram
países de alta renda (Chipre, República Checa,
Estônia, Grécia, Luxemburgo, Oman, San Marino e
Singapura), e dois foram países de renda média
(Maldivas e Sérvia).
Os resultados
mostram, em termos absolutos, que o local onde os bebês nascem influencia dramaticamente as chances de
sobrevivência, e que, especialmente na África, muitas
mães sofrem o desgosto de perder um bebê. " Milhões
de crianças não deveriam estar morrendo enquanto
existem intervenções comprovadas e custo-efetivas
para evitar as principais causas de falecimento de recém-nascidos",
disse o pesquisador Joy Lawn, do programa Save the Children,
envolvido no estudo.
O
Estado de São
Paulo
Anvisa
alerta sobre uso de antidiabético
A prescrição da droga Victoza - um remédio
indicado para o tratamento de diabete tipo 2 - para pacientes
que querem perder peso levou a Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) a emitir esta semana um nota de alerta
com o objetivo de desestimular seu uso como emagrecedor.
De acordo
com a agência, "o Victoza é um produto "biológico".
Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade,
de uso injetável, contendo a substância liraglutida.
O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk,
foi aprovado pela Anvisa em 2010 para uso específico no
tratamento de diabetes tipo 2".
A Anvisa
adverte que, nos estudos clínicos do registro
e nos relatórios apresentados à agência,
foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, como
hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia.
Há riscos ainda de pancreatite, desidratação
e alteração da função renal e distúrbios
da tireoide, como nódulos e casos de urticária. "O
uso do produto para qualquer outra finalidade que não
seja como antidiabético caracteriza elevado risco sanitário
para a saúde da população", diz a nota.
O
Estado de São
Paulo
Mulheres
'chipadas' preocupam médicos
Por Lígia
Formenti
Implantes
subcutâneos liberam hormônios que queimam
gordura e aumentam a massa muscular, mas efeitos colaterais são
comuns
Dieta e rotina
diária de exercícios já não
bastam. Em busca de um corpo definido e com pouca gordura, muitas
mulheres passaram a recorrer a implantes subcutâneos de
hormônios.
É nas academias de ginástica que a mania se espalha.
Vendo no aparelho ao lado uma mulher com a imagem considerada
ideal e com força de fazer inveja, inevitável perguntar
a receita e ir atrás do milagre. Mas se a tática
para algumas têm o efeito esperado, para outras traz consequências
desastrosas.
"Virou uma febre: todas querem ter o corpo das chipadas,
como são chamadas as mulheres que colocam os implantes",
conta uma publicitária de Brasília de 22 anos que
não quis ter seu nome revelado. Há um ano e meio,
ela resolveu aderir à técnica. Nos primeiros meses,
tudo correu como esperado: mais músculos, menos gordura.
Mas bastou ela ter de fazer uma cirurgia para tudo desandar.
Passado um
ano, ela estava às voltas como um grave problema
de pele, queda de cabelo, vários quilos a mais e o rosto
irreconhecível de tão inchado. Nesse meio tempo,
duas idas ao médico responsável pela colocação
do implante. "Ele pedia para eu ter paciência, mudou
a dosagem, mas desisti de esperar. Tudo que ganhei nesse período
foram três cicatrizes e muita dor de cabeça."
Sob a pele.
Especialista em nutrição esportiva
e metabolismo em Brasília, Clayton Neves Camargos diz
ter aumentado o número de pessoas que chegam a seu consultório
reclamando dos efeitos do hormônio. Principalmente mulheres. "O
equilíbrio hormonal se rompe, problemas até então
nunca imaginados aparecem. Além disso, não sabemos
qual o efeito do uso dessas drogas a longo prazo", observa.
Inicialmente
indicada por um grupo de médicos para mulheres
que tentavam fugir da tensão pré-menstrual, a técnica
consiste em colocar embaixo da pele pequenas cânulas que
secretam uma dosagem de hormônios suficiente para provocar
a interrupção do ciclo menstrual.
Depois de
um tempo, notando que algumas mulheres ganhavam mais facilmente
músculos e ficavam bem dispostas, a técnica
passou a ser usada para estética. Entre os hormônios
usados está a testosterona, conhecido como masculino,
mas que também é encontrado, em menor quantidade,
nas mulheres.
"O uso da testosterona é importante em casos específicos:
mulheres com baixa produção, principalmente no
período pós-menopausa", diz o ginecologista
Jefferson Drezett. "Com finalidade estética, não
recomendo. Os efeitos colaterais são muitos." Entre
eles, alteração na voz e no sono e aumento de risco
de doenças cardiovasculares.
Três tipos de implantes hormonais estão registrados
na Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa). Todos com finalidades precisas, longe da questão
estética. O fato de um médico prescrever a droga
apenas para ganho de massa muscular não caracteriza uma
infração. Mas, segundo a agência, o uso off
label (que vai além daquele determinado em bula) é feito
por conta e risco do profissional que o prescreve. Se estiver
incorreto, ele pode eventualmente caracterizar erro médico.
Críticas
Clayton Camargos, especialista em metabolismo
"O equilíbrio hormonal se rompe, problemas até então
nunca imaginados aparecem. Não sabemos qual o efeito do
uso dessas drogas a longo prazo."
Jefferson Drezett, ginecologista
"Quando a pessoa para de tomar o remédio, os efeitos
se vão."
Sábado,
10.09.11
Correio Braziliense
O
imposto da saúde
Por Luiz Carlos Azedo
Apesar das
pressões, é praticamente inviável
a criação de um imposto para financiar a regulamentação
da Emenda 29, que destina recursos da União, estados e
municípios à saúde. Há várias
propostas de fonte de financiamento na mesa de negociações,
mas não há acordo com o ministro da Fazenda, Guido
Mantega.
» » »
A recriação do imposto do cheque, a extinta CPMF,
não conta com a simpatia da maioria dos parlamentares.
O Palácio do Planalto também não vê com
bons olhos a legalização do jogo, que tem certo
apoio no Congresso. Resta a elevação das alíquotas
dos impostos cobrados sobre a venda de cigarros e bebidas, que
tem mais sentido, pois são hábitos de consumo com
impacto direto nos indicadores de saúde.
» » »
Outra fonte
de recursos seria os royalties de petróleo
da camada pré-sal, mas essa negociação é um
caso à parte e divide opiniões no governo. Mesmo
assim, sem a criação de uma nova fonte de receita,
a Emenda 29 deve ser aprovada pela Câmara no próximo
dia 28. O governo ainda tentará paralisar a regulamentação
no Senado, mas não será uma tarefa fácil.
Gastos
Segundo o
líder do governo na Câmara, Cândido
Vaccarezza (foto), do PT-SP, o governo não pretende patrocinar
a discussão sobre a criação do imposto.
A União já aplica mais recursos na saúde
do que o previsto no projeto em discussão. A maioria dos
municípios também. Os estados que mascaram os investimentos
em saúde incluindo-os na rubrica obras de infraestrutura
e outras despesas é que ficarão no aperto.
Isaude.net
Pesquisadores
bloqueiam vírus da dengue com bactéria
natural de insetos
Estratégia inovadora utiliza a bactéria Wolbachia
que, estima-se, estar presente em até 70% dos insetos
do planeta
Pesquisa
desenvolvida na Universidade de Queensland, em Brisbane, na
Austrália, indica a possibilidade de se controlar a
transmissão do vírus da dengue. Com participação
de 40 cientistas de todo o mundo, projeto envolveu uma estratégia
inovadora para o bloqueio do vírus dengue em mosquitos
Aedes aegypti, utilizando uma bactéria Wolbachia. Estima-se
que até 70% dos insetos do planeta contenham naturalmente
a bactéria, apesar de nunca ter sido encontrada em Aedes
aegypti.
De acordo
com o pesquisador da Fiocruz Minas, Luciano Andrade Moreira,
que faz parte da
equipe, conseguiu-se inserir, por meio
da microinjeção de embriões, uma cêpa
dessa bactéria (wMelPop), originária da mosca Drosophila,
no Aedes aegypti. A grande surpresa se deu quando os mosquitos
que continham a bactéria bloqueavam o vírus da
dengue. Entretanto, os mesmos mosquitos produziam menos ovos
e os ovos não podiam ficar secos (como naturalmente ocorre)
por muito tempo que morriam, o que poderia comprometer a invasão
de mosquitos contendo a bactéria na natureza.
Diante disso,
o grupo do biólogo que lidera a pesquisa,
Scott O' Neill, da Austrália, realizou trabalhos com mosquitos
que agora continham um outro " tipo" da mesma bactéria,
que não causavam nenhum problema de desempenho biológico
aos mosquitos. A pesquisa publicada na Nature revelou que, após
uma série de testes em laboratório, foi descoberto
que a bactéria Wolbachia da cêpa wMel consegue também
bloquear a capacidade dos mosquitos Aedes aegypti de transmitir
a dengue.
Os cientistas
soltaram então 300 mil mosquitos adultos
infectados com a bactéria em duas áreas no nordeste
da Austrália ao longo de um período de cerca de
dez semanas. Pouco mais de um mês depois, após finalizarem
as liberações, quase todos os Aedes aegypti selvagens
testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando,
portanto, incapazes de espalhar a doença. Entretanto,
Moreira, alerta que como a dengue não é epidêmica
na Austrália, testes estarão sendo realizados no
Vietnã e na Tailândia, onde há grande pressão
da doença. O programa tem grande chance de controlar a
transmissão da doença em vários países
e de uma forma praticamente gratuita, pois mosquitos contendo
Wolbachia têm mais chance de deixarem descendentes, o que
tende a aumentar o número de insetos com a bactéria
na natureza.
Isaúde.net
Análise genética de superbactéria fornece
novas pistas sobre multirresistência
O genoma
do mincrorganismo forneceu informações
para neutralizar a resistência adquirida a um antibiótico
de última linha
A análise do genoma de uma superbactéria rendeu
novas informações cruciais que poderiam ajudar
nos esforços para neutralizar a resistência da bactéria
a um antibiótico de último recurso. A pesquisa
foi liderada por cientistas do University of Texas Health Science
Center at Houston (UTHealth).
As superbactérias são bactérias que são
resistentes a vários antibióticos e representam
um dos problemas de saúde mais desafiadores do século
21. As infecções causadas por estas bactérias
podem levar a doenças de mais longa duração, à maior
permanência hospitalar e, em alguns casos, à morte.
A resistência aos antibióticos está em ascensão
e os tratamentos alternativos geralmente não são
muito eficientes.
Os pesquisadores
se concentraram em uma superbactéria
chamada enterococos resistente à vancomicina (VRE), que é uma
bactéria intestinal que resistente a vários antibióticos,
principalmente à vancomicina, uma droga que tem sido utilizada
para o tratamento de infecções potencialmente letais
associadas ao ambiente hospitalar.
"É a segunda bactéria mais comum isolada
dos pacientes nos hospitais dos Estados Unidos depois da estafilococos.
O problema é que a VRE tornou-se tão resistente
que não temos antibióticos de confiança
para tratá-la mais. A daptomicina é um dos poucos
antibióticos restantes com atividade contra a VRE e é normalmente
utilizada como uma droga de última instância. Além
disso, esta superbactéria em particular é frequentemente
vista em pacientes debilitados, como os que estão em unidades
de tratamento intensivo, recebendo tratamento de câncer
e pacientes que receberam transplantes, entre outros, por isso
o surgimento de resistência durante o tratamento é um
grande problema", disse o professor de medicina Cesar Arias
A VRE pode
desenvolver resistência à daptomicina
durante o tratamento. Para descobrir o motivo disso, os pesquisadores
compararam os genomas de amostras de bactérias extraídas
do sangue de um paciente com infecção da corrente
sanguínea por VRE que estava recebendo a daptomicina.
A bactéria desenvolveu resistência à daptomicina
e o paciente morreu em seguida.
Ao comparar
a composição genética da bactéria
antes e depois de ela desenvolver resistência à daptomicina,
os pesquisadores conseguiram identificar alterações
nos genes diretamente ligadas à resistência aos
antibióticos. "A nossa pesquisa fornece comprovação
direta de que as alterações em dois genes bacterianos
são suficientes para o desenvolvimento da resistência à daptomicina
na VRE durante a terapia", disse Arias.
Barbara Murray,
diretora da Divisão de Doenças
Infecciosas da UTHealth, disse: "Estes resultados lançam
as bases para a compreensão de como as bactérias
podem se tornar resistentes à daptomicina, que abre imensas
possibilidades para atacar as funções codificadas
por estes genes mutantes. Este seria um passo em direção
ao desenvolvimento dos medicamentos que são tão
necessários. Isto é, quando entendermos o mecanismo
exato de resistência, poderemos começar a desenvolver
estratégias que bloqueiam ou atacam o mecanismo de resistência".
Murray, que é professora de Medicina Interna, acrescentou
que "Este estudo identificou genes nunca antes relacionados à resistência
aos antibióticos nos enterococos. A abordagem genética
utilizada no estudo é muito poderosa e foi capaz de identificar
os genes exatos e as mutações específicas
dentro deles que levavam ao fracasso do tratamento com a daptomicina
(CUBICIN ®) e que contribuíam para o desfecho fatal
do paciente".
O laboratório de Arias está fazendo pesquisas
adicionais necessárias para determinar os mecanismos precisos
pelos quais as mudanças genéticas permitem que
a bactéria derrote o antibiótico. "Há mutações
que aparecem para alterar o invólucro da célula
bacteriana, que é o alvo do antibiótico. As modificações
trazidas pela mutações genéticas podem alterar
o invólucro das células para evitar a que os antibióticos
causem a sua morte. Acreditamos que estas mudanças são
um mecanismo geral pelo qual as bactérias se protegem",
disse Arias.
Herbert DuPont,
professor de Ciências Médicas e
diretor do Centro para Doenças Infecciosas da University
of Texas School of Public Health, disse: "Vinte anos atrás,
as bactérias resistentes aos antibióticos causavam
infecções hospitalares mais frequentemente nas
pessoas com doenças subjacentes ou com idade avançada.
Agora, as bactérias resistentes também são
muitas vezes vistas na comunidade em pessoas que estavam saudáveis,
o que torna o tratamento muito complicado".
Isaude.net
Ministério da Saúde leva teste rápido de
HIV para aldeias indígenas do MT
O Ministério da Saúde começou iniciou a
realização de testes rápidos para a detecção
do vírus HIV entre indígenas do Mato Grosso no último
dia 6. Anteriormente, os índios precisavam ser removidos
a áreas urbanas para fazer a coleta de sangue e aguardar
15 dias para receberem os resultados dos testes.
A primeira
aldeia visitada pelas equipes de saúde, coordenadas
pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai)
do Ministério da Saúde, foi a de Umutina, a cerca
de 200 quilômetros da capital.
Além da realização da coleta e do exame,
os profissionais de saúde são capacitados para
orientarem os indígenas sobre a importância dos
testes. Nos próximos meses, testes rápidos de sífilis
e hepatites B e C serão realizados em 10 etnias do Distrito
Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Cuiabá,
localizadas em 16 municípios do estado que abrangem uma área
de dois milhões e 300 mil hectares de terras, onde vivem
cerca de 6,5 mil indígenas.
A nova tecnologia
e os procedimentos para os testes rápidos
são validados pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) e podem ser realizados, sem perda de
eficácia, até mesmo em condições
adversas, como em áreas onde a temperatura ou a umidade
são elevadas.
De acordo
com o Ministério da Saúde, em caso de
diagnóstico positivo para HIV e hepatites virais, os pacientes
são removidos para os municípios de referência
e assistidos em unidades do Sistema Único de Saúde
(SUS). Já o tratamento para sífilis começa
imediatamente após a confirmação do diagnóstico
e é realizado na aldeia.
O
Estado de São
Paulo
Site
aponta farmácia com remédio
barato
Por Clarissa
Thomé /
colaborou Carolina Marcelino, do Jornal da Tarde
É possível pesquisar - por Estado, cidade ou bairro
- mais de 15 mil preços de medicamentos
Até o fim do ano, os brasileiros terão gastado
R$ 55 bilhões em medicamentos - uma média de despesa
anual de R$ 337 por pessoa, aponta pesquisa do Ibope que avaliou
a estimativa de consumo de remédios. Uma ferramenta, criada
por cinco analistas de sistemas, ajuda a diminuir esse gasto. É o
site Mais Preço, um buscador de preços de remédios
criado especificamente para esse fim. O serviço é gratuito
e não faz vendas.
No site é possível pesquisar mais de 15 mil preços
de medicamentos e 200 mil ofertas distribuídas entre as
principais redes de farmácias no País. Mesmo aquelas
que não têm site de vendas aparecem na busca - basta
a farmácia informar os preços de seus medicamentos
para o Mais Preço (maispreco.com).
"As pessoas não têm o costume de comprar medicamentos
pela internet. A ideia é que elas façam a busca
no site e comprem o remédio na própria loja, já sabendo
que ali elas vão encontrar o menor preço",
afirma Marcelo Santos, um dos sócios do Mais Preço.
Além de indicar o valor, o site reproduz a bula dos medicamentos,
informa se existe similar ou genérico e se o produto participa
do programa Farmácia Popular. É possível
fazer a procura selecionando por Estado, cidade e bairro. Numa
busca rápida, descobre-se que o preço do antibiótico
amoxicilina com clavulinato de potássio varia de R$ 14,34
a R$ 77,77. O anti-inflamatório diclofenaco sódico é encontrado
por valores que vão de R$ 6,36 a R$ 22,32.
A professora
de inglês Maria da Conceição
Abboud descobriu o site quando procurava medicamento mais barato
para o seu filho, que tem a síndrome de Tourette, um distúrbio
neuropsiquiátrico caracterizado pelo aparecimento de tiques. "É um
remédio de uso contínuo, compramos três ou
quatro caixas de uma vez, e às vezes temos de decidir
qual conta não vamos pagar."
Conceição, que mora no Rio, chegou a achar a risperidona
por R$ 12 numa farmácia de São Paulo, mas uma resolução
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) proíbe a compra de medicamentos controlados pela
internet. "Não comprei o remédio do meu filho,
mas passei a consultar o site cada vez que tenho de ir à farmácia."
Economia.
Segundo a Associação Brasileira do Comércio
Farmacêutico, o site ajudará o consumidor a achar
sempre a melhor opção. Mas a entidade diz que o
serviço não vai estimular os concorrentes a igualarem
seus preços, já que a localidade dos estabelecimentos
influenciará um consumidor que dificilmente comprará um
remédio de outro Estado, por exemplo, só porque
ele é R$ 2 mais barato.
O Estado
comparou preços do Mais Preço com valores
das drogarias e o serviço funciona bem. Mas, às
vezes, não dá tempo de as empresas atualizarem
a tabela com o site. O Tylenol Gotas 200 mg 15 ml, por exemplo,
custa R$ 11,96 na Drogaria São Paulo, mas no site está R$
10,90.
Consumidor.
Para o gerente de comunicação do Instituto
de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos de Oliveira, sites como
o Mais Preço ajudam o consumidor a exercer seu poder de
compra, já que ele pode se recusar a comprar um item caso
o ache mais em conta no concorrente. "Ferramentas para auxiliar
o consumidor na busca de preços mais baixos são
sempre bem-vindas. O País está muito caro, com
diferenças de preços enormes para um mesmo produto
ou serviço." Correção
A reportagem
Em Botucatu, médico bate ponto, mas não
cumpre jornada, publicada na edição de ontem à página
A14, afirma erroneamente que o chefe da médica Laura de
Toledo Curceli é o seu marido, Emílio Curceli,
superintendente do Hospital das Clínicas de Botucatu.
Laura não faz parte do quadro de funcionários desse
hospital.
Sexta-feira, 09.09.11
Saúde
Business Web
Hospitais
avaliam proibição paulista do cheque
caução
Por Lígia
Sanchez
Governo paulista
sanciona lei que impede a exigência do
meio de pagamento como garantia nas internações
Embora a
lei paulista tenha sido sancionada em junho, a discussão
sobre a exigência do cheque caução é antiga.
Em 2003, a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) vetou o procedimento, por meio da Resolução
Normativa 44. A pressão para que os hospitais paulistas
deixem de exigir cheque caução ganhou reforço
no fim de junho, quando o governador Geraldo Alckmin sancionou
lei que proíbe a prática em casos de internação
de emergência ou urgência.
A necessidade
de nova legislação indica a dificuldade
do mercado se adequar à nova forma de atendimento. Para
a gestão financeira dos hospitais, deixar de pedir caução
pode significar alguns desafios, como o risco do aumento da inadimplência
e em último caso, o encarecimento da assistência
hospitalar. “Nossa maior preocupação é que
com essa divulgação haja um aumento significativo
de atendimentos de pessoas mal intencionadas em não pagar
pelo serviço prestado”, afirma a diretora administrativa
do Hospital e Maternidade Samaritano de Sorocaba, Ethienne Candiotto.
Ela ressalta
que confia na honestidade da maioria das pessoas que procuram
o serviço médico e sua preocupação
se estende para o aumento dos custos como um todo. “Gostaríamos
muito de avalizar esta lei, mas infelizmente preocupa-nos o fato
de saber que as pessoas que agem com responsabilidade ao utilizar
os serviços do hospital serão penalizadas pela
inadimplência gerada pelos maus pagadores”, afirma.
O Hospital
e Maternidade Samaritano de Sorocaba, no interior paulista,
deixou de exigir
o cheque caução em 2000. “Esta
forma de cobrança foi substituída por outras, como
cartões de crédito com parcelamento, e outras próprias
de cobrança, buscando uma solução amigável
através de um acordo entre o hospital e sua tesouraria”,
explica Ethienne.
A diretora
afirma que ocorrem casos de inadimplência e
que acionar judicialmente os pacientes tem se mostrado difícil. “A
tramitação dos processos na justiça é lenta
e nem sempre o hospital consegue apreender valores ou bens dos
devedores para garantir o pagamento da dívida.”
O Hospital
de Base, de São José do Rio Preto (SP),
recentemente trocou a prática do cheque caução
pelo contrato de atendimento, segundo o diretor executivo, Horácio
José Ramalho. O procedimento inclui assinatura do paciente
e responsável, estipulando a forma de pagamento, com acompanhamento
do departamento financeiro e jurídico.
Ramalho não acredita em prejuízo para a gestão
financeira do hospital. “Uma pessoa honesta cumpre com
suas obrigações e uma desonesta sempre consegue
ludibriar, como sustar o cheque. O Hospital de Base de Rio Preto é totalmente
a favor da lei, pois, muitas vezes, o cheque caução
gera constrangimento ao cidadão”, declara.
Agência
Brasil
“Pré-sal não sana necessidades imediatas
da saúde”, diz Padilha
Para o ministro,
regulamentação
da Emenda 29 exige uma nova fonte de custeio
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, alertou, nesta
quinta-feira, (08), que o repasse de recursos da exploração
do petróleo do pré-sal não resolve a necessidade
imediata de uma fonte de financiamento da saúde pública.
Segundo ele, a regulamentação da Emenda 29 – que
define percentuais mínimos dos orçamentos da União,
estados e municípios para a saúde – exige
uma nova fonte de custeio.
A Câmara dos Deputados deve votar a emenda constitucional,
no próximo dia 28, sem, no entanto, apontar uma base de
cálculo para a Contribuição Social para
a Saúde. Com isso, a tarefa de definir a fonte de recursos
ficará para os senadores. Uma das alternativas levantadas
são os royalties do pré-sal. “O impacto é de
médio a longo prazo [pré-sal]. Os governadores
estão preocupados porque precisam de mais recursos, agora,
para a saúde do país”, disse Padilha, depois
de encontro com a comunidade científica.
O Fundo Social
do pré-sal prevê que o lucro com
a exploração do petróleo irá para
programas de combate à pobreza, da educação,
da cultura, da saúde pública, da Previdência,
de ciência e tecnologia, do meio ambiente e de mitigação
e adaptação às mudanças climáticas.
O ministro
de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou,
ontem (7), a possibilidade de usar os recursos do pré-sal
como fonte para custear o impacto financeiro que será causado
pela Emenda 29. “O pré-sal só vai produzir
petróleo daqui a sete ou oito anos. Precisamos de recursos
já”, disse.
Site do Deputado Darcisio Perondi
Perondi
vai reinaugurar chat da Câmara
A regulamentação da Emenda Constitucional 29,
que vai possibilitar mais recursos para a saúde, será o
tema do primeiro bate-papo, nesta legislatura, promovido pela
Câmara na internet. Será no próximo dia 13,
terça-feira, e o convidado é o deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.
O chat começa às 15 horas e deve durar 60 minutos,
podendo ser estendido, dependendo da demanda de perguntas.
A regulamentação da EC 29 deve ser concluída
pelo plenário no dia 28 de setembro, de acordo com o cronograma
divulgado pelo presidente da Câmara, Marco Maia. A matéria,
na forma do PLP 306/2008, já foi aprovada em 2008. Ela
fixa percentuais mínimos a serem aplicados em saúde
por União, Estados e Municípios e define o que
são ações e serviços de saúde,
evitando o desvio de recursos do setor. Resta apenas a votação
de um Destaque, que visa suprimir do texto a CSS, contribuição
Social da Saúde, que tem um sistema de cobrança
idêntico ao da extinta CPMF. Existe acordo para que o Destaque
seja aprovado e a matéria siga para a Casa de origem,
o Senado.
Para participar
do chat, o internauta deverá acessar
o site da Câmara: www.camara.gov.br
Isaude.net
Ministério Público
investiga empresas de atendimento domiciliar no Rio
Cerca de
30 empresas deverão ser investigadas. Audiência
pública foi realizada para apontar irregularidades trabalhistas
no setor
O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio
de Janeiro quer regularizar os serviços públicos
prestados por empresas de saúde do setor de atendimento
domiciliar, também conhecido como home care. Uma audiência
pública foi realizada na última terça-feira
(6) com empresas de saúde para tratar do tema. Cerca de
30 empresas deverão ser alvo de investigação
do MPT.
Segundo o
procurador do Trabalho Cássio Casagrande, a
audiência teve como objetivo apontar às empresas
as principais irregularidades trabalhistas já detectadas
pela fiscalização do trabalho. Ele acrescentou,
ainda, que aguardará a relação daquelas
que já foram autuadas pelo Ministério do Trabalho
e Emprego para instaurar procedimentos investigatórios.
" O nosso objetivo é priorizar o diálogo.
O encontro foi relevante porque tivemos a oportunidade de ouvir,
num mesmo momento, as dificuldades encontradas pelas empresas
que atuam nesse segmento. A contratação irregular
na área da saúde é um problema generalizado
e o nosso intuito é dar um tratamento uniforme a todas
as empresas que forem investigadas pelo Ministério Público
do Trabalho" , disse o procurador Cássio Casagrande,
que respondeu indagações feitas público
juntamente com a procuradora Carina Rodrigues Bicalho.
Em razão do elevado número de denúncias
e reclamações trabalhistas relativas à forma
de contratação de pessoal, o Núcleo de Investigação
de Fraudes ao Contrato de Trabalho do MPT-RJ criou o projeto " Home
Care" , que consiste na atuação conjunta com
o Ministério do Trabalho e Emprego para regularizar as
relações de trabalho no segmento de serviço
de atenção domiciliar.
Entre os
objetivos do projeto estão a eliminação
da informalidade da contratação dos trabalhadores
e da intermediação de mão de obra, e a garantia
do registro do contrato na carteira de trabalho.
A audiência foi iniciada pelo procurador-chefe do MPT
no Rio de Janeiro, José Antonio Vieira de Freitas Filho,
e reuniu representantes de cerca de 40 empresas do setor. Os
demais procuradores do Núcleo de Investigação
de Fraudes ao Contrato de Trabalho, Marcelo José Fernandes
da Silva, Marco Antonio Sevidanes da Matta, Tiago Oliveira de
Arruda e Viviann Rodrigues e a procuradora-chefe substituta,
Cynthia Maria Simões Lopes, também estiveram presentes.
O presidente
do Sindicato dos Hospitais e Clínicas do
Rio, Josier Vilar, apresentou, por outro lado, proposta visando
a construir uma solução negociada para o setor
de home care, " incorporando toda a mão de obra em
regime celetista, de forma progressiva, com prazo de cinco anos
para que esses trabalhadores sejam incorporados ao sistema da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - proposto
pelo Ministério Público" .
Para o procurador
Cássio Casagrande, o tempo necessário
para a regularização do setor dependerá de
cada empresa, mas ele não concorda com o prazo solicitado
por Vilar. " São cerca de 40 empresas que atuam nesse
setor no Rio, e o enquadramento deverá ser negociado caso
a caso. Mas vamos tentar que essas empresas firmem um termo de
compromisso para, dentro de um prazo razoável, regularizar
a contratação dos trabalhadores". Segundo
Casagrande, o prazo de cinco anos é excessivo. "Entendemos
que ele deve ser muito menor, até porque não vemos
justificativa para tanto tempo" , disse ele.
Isaude.net
Cremego
adota piso salarial da Fenam para médicos fiscais
contratados
A medida é retroativa a maio de 2011 e prevê pagamento
escalonado a partir de abril de 2012, chegando a 100% em maio
de 2013
A diretoria
do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás
(Cremego) aprovou a adoção do piso salarial da
Federação Nacional dos Médicos (Fenam) como
parâmetro para a remuneração dos médicos
fiscais contratados pelo Conselho. A medida é retroativa
a maio de 2011 e prevê o pagamento de 70% do piso até abril
de 2012; 85% entre maio de 2012 e abril de 2013 e 100% a partir
de maio de 2013.
Calculado
pela Fundação Getúlio Vargas
(FGV), o piso atualmente está fixado em R$ 9.188,22. O
reajuste salarial dos médicos fiscais do Cremego acompanhará o
aumento estipulado pela Fenam. Assim, a partir de maio de 2013,
o salário mensal do médico fiscal será igual
ao piso fixado pela Federação.
" Com a adoção desse piso, o Cremego põe
em prática um direito que reivindica para toda a classe
médica" , explica o presidente do Conselho, Salomão
Rodrigues Filho. O Cremego defende a implantação
do piso salarial da Fenam para a remuneração dos
médicos tanto na rede pública quanto nos serviços
privados.
Para a adoção do piso salarial dos médicos
fiscais, o Cremego considerou o previsto no inciso III do Capítulo
I do Código de Ética Médica, que estabelece
que " para exercer a medicina com honra e dignidade, o médico
necessita ter boas condições de trabalho e ser
remunerado de forma justa" . Atualmente, o quadro de médicos
fiscais do Cremego é composto por quatro profissionais.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html