12-09-11

 

Leia nesta edição:

- Operadoras que não cumprirem RN 259 terão de arcar com despesas

- Estudo reforça risco de contaminação em jalecos

- Com eleições próximas, prefeitos resistem à recriação da CPMF

- 'CPMF foi um engodo com a verba da Saúde'

- Aposta oportunista

- Biópsia virtual contra o câncer

- Por que o placebo funciona

- Sauípe registra 3 mortes por meningite C

- Anticorpos atacam câncer por dentro, revela novo estudo

- Ataque brasileiro contra a leishmaniose

- Governo tem como driblar fim de mecanismo, diz economista

- “Em 2015, Brasil deve assumir 6ª posição no mercado farmacêutico”

- EUA: Câncer pode ser incluído em lei que cobre doenças do 11/09

- Senadores contra novo imposto

- Pressão no Congresso

- Prioridade desvalorizada

- O Brasil grisalho

- Relatório da OMS aponta queda muito lenta nas taxas de mortalidade neonatal

- Anvisa alerta sobre uso de antidiabético

- Mulheres 'chipadas' preocupam médicos

- O imposto da saúde

- Pesquisadores bloqueiam vírus da dengue com bactéria natural de insetos

- Análise genética de superbactéria fornece novas pistas sobre multirresistência

- Ministério da Saúde leva teste rápido de HIV para aldeias indígenas do MT

- Site aponta farmácia com remédio barato

- Hospitais avaliam proibição paulista do cheque caução

- “Pré-sal não sana necessidades imediatas da saúde”, diz Padilha

- Perondi vai reinaugurar chat da Câmara

- Ministério Público investiga empresas de atendimento domiciliar no Rio

- Cremego adota piso salarial da Fenam para médicos fiscais contratados

Segunda-feira, 12.09.11

Saúde Business Web

Operadoras que não cumprirem RN 259 terão de arcar com despesas

Por Maria Carolina Buriti

Normativa 259 da ANS, que estabelece o prazo máximo de atendimento aos beneficiários, entra em vigor em 18 de setembro. Caso não cumpram, as operadoras terão de arcar com medidas de garantia do serviço que vão do transporte do usuário para outro município ao reembolso dos custos de procedimentos

A Resolução Normativa n° 259 publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em junho deste ano, entra em vigor no próximo dia 18 de setembro. Tal medida estabelece prazos máximos de atendimento aos serviços contratados pelos beneficiários. Caso o serviço não esteja disponibilizado no prazo, o usuário deverá entrar contato com a operadora a fim de solucionar o caso e, num segundo momento, com a ANS para formalizar a queixa. A medida é fomentadora, serve para as operadoras se atentarem e ampliarem a rede credencial, as que não fizerem terão que seguir soluções sugeridas pela autarquia. Resta saber qual é o impacto da medida e se as operadoras estão preparadas ou não.

As alternativas propostas pela agência, de acordo com a normativa, pode ser o transporte do beneficiário a um município vizinho que disponha do serviço, no caso da ausência do atendimento em determinada localidade e até reembolso ao beneficiário pelos custos assumidos, mas antes de qualquer medida, o paciente deverá procurar a operadora.

“Ao buscar o atendimento de determinado procedimento, o usuário deve saber que a operadora tem todas as possibilidades da norma: ela transporta, dá o reembolso integral, existem varias opções para que a operadora cumpra esse prazo”, explica a diretora adjunta de produtos da ANS, Carla Soares.

Atendimento no prazo pode significar, para aquelas empresas ainda não preparadas, aumento de rede credenciada, investimento em infraestrutura, gestão, tecnologia e novos canais de comunicação com o prestador e usuário. E, por outro lado, possíveis punições pela ausência de atendimento podem virar multas e até a transferência de clientes da carteira, ou seja, prejuízos. Mas como se preparar para tal medida?

“Os impactos serão maiores no que tange a operacionalização para aqueles que não estavam adequados nos seus modelos e isso passa pela tecnologia da informação, call center, ambulatórios, e, claro, pelo caixa”, afirma o sócio da Deloitte Consultores e líder da área de Life Sciences & Healthcare no Brasil, Enrico de Vettori.

Apesar de constituir prazos mais rígidos ao mercado, a medida não contará com fiscalização ou punição específicas. “A reclamação incentiva e fomenta, e isso poderá resultar nas punições já previstas pela agência como multa, visita técnica e ações para verificar quais são as falhas da operadora”, explica Carla.

No entanto, não é por ser de caráter fomentador, que as operadoras não cumpridoras da normativa estarão livres de punições como: processo sancionador de negativas de cobertura, que podem gerar visitas técnicas, multas e transferência de carteira, previstas em outras normativas da autarquia.

Preparados

Quem garante que não será impactada com a normativa e afirma estar preparada é a Hapvida, operadora com 1 milhão de vidas atuante no Norte e Nordeste do Brasil. A empresa que trabalha com 6 mil credenciados, mas tem foco na rede própria, que conta com 23 hospitais e 60 unidades de saúde entre centros médicos, clínicas de imagem e consultórios.

“Na verdade, a norma nos deixou em uma situação muito confortável, nossas metas internas eram mais agressivas do que a ANS estipulou e estão ligadas aos indicadores do gestor de cada área. A maioria dessas metas já existia há muito tempo, e atendemos com folga”, explica o superintendente de Tecnologia da Informação, Tarciso Machado. “Consulta para clínica médica e pediatria que são sete dias na ANS, na nossa meta são de cinco dias, há mais de três anos”, exemplifica.

O que a Hapvida fez foi investir em tecnologia e atendimento bem antes da norma ser posta em consulta pública e divulgada. Não houve um investimento específico, abertura de canal de comunicação ou aumento de rede credenciada para atender à norma. Mas a empresa já estava se preparando antes. A operadora conta com um call center próprio com 700 colaboradores, que tem como uma das atribuições fazer pesquisas com os usuários para saber sobre o atendimento na rede credenciada.

Além disso, a rede própria conta com um modelo de terminais de autoatendimento. São 400 equipamentos, um investimento de cerca de R$ 8 milhões só na parte de hardware. Semelhantes aos do sistema bancário, servem para o agendamento de exames e consultas e para o controle do tempo de atendimento nas unidades de saúde, que, segundo Machado, não pode ultrapassar 15 minutos. “A tecnologia é o mais importante na operadora, somos apenas intermediários, temos que ter informação”, explica.

Como a Hapvida, a Unimed Porto Alegre não fez investimentos específicos, mas ações contínuas para melhoraria do atendimento, antes mesmo da publicação da normativa. Atualmente, a cooperativa atende 49 especialidades em 46 municípios gaúchos. Mas, ao contrário da Hapvida, o foco da empresa é a rede credenciada.

Para nós, a resolução é entendida sempre como uma oportunidade para melhorar. Na base de clientes existe aproximadamente 560 mil usuários e isso é significativo. Temos um excelente relacionamento com a rede prestadora”, conta o gerente de Marketing da cooperativa, Gerson Silva.

Uma das ferramentas utilizadas pela Unimed Porto Alegreé a pesquisa de satisfação com clientes, que hoje atinge um índice de 86% de satisfação. A cooperativa tem também um grupo de Gestores de Relação de Prestadores, responsável pelos trâmites com os credenciados.

A Hapvida e a Unimed de Porto Alegre garantem que os atendimentos já estão sendo feitos antes da norma entrar em vigor. “Há operadoras que já vêm se preparando para isso, o mercado sabe quais são aqueles de qualidade, mas existe uma grande gama que só fará por causa da legislação e provavelmente terão que ser fiscalizadas, pois não cumprem”, finaliza Vettori.

O Estado de São Paulo

Estudo reforça risco de contaminação em jalecos

A polêmica envolvendo o uso de jalecos por médicos e funcionários de saúde fora do ambiente hospitalar ganhou novo impulso. Um estudo publicado na edição de setembro do American Journal of Infection Control concluiu que germes perigosos podem se esconder nos uniformes de médicos e enfermeiras.

Pesquisadores do Shaare Zedek Mecical Centerin de Jerusalém fizeram culturas de três manchas de uniformes de 75 enfermeiras e 60 médicos trabalhando num hospital com 550 leitos. Patógenos potenciais (conhecidos também como agentes infecciosos ou germes) foram encontrados em 63% dos uniformes. Também foram encontradas bactérias resistentes a antibióticos em amostras de 14% dos uniformes das enfermeiras e 6% dos uniformes dos médicos. Oito das culturas se desenvolveram como Estafilococos aureus resistentes à meticilina.

Não foram observadas diferenças substanciais entre os uniformes de médicos e os das enfermeiras ou entre as equipes dos departamentos médicos e cirúrgicos. No entanto, a taxa de contaminação com patógenos resistentes a antibióticos foi maior em roupas que eram trocadas a cada dois dias, em relação às trocadas diariamente.

Não lavar as mãos com frequência pode contribuir para a propagação da bactéria, disseram os autores do estudo, acrescentando que ela pode ser transmitida a pacientes por outros meios e não apenas pela roupa. Observaram também que, embora muitos médicos e enfermeiras que contribuíram para o estudo achassem que seus uniformes estavam perfeitamente limpos, nem sempre esse era o caso.

"É importante colocar os resultados do estudo numa perspectiva", disse Russell Olmsted, presidente da Associação de Profissionais de Controle de Infecções e Epidemiologia. "Qualquer roupa que seja usada por humanos ficará contaminada por micro-organismos. A pedra angular da prevenção contra infecções continua sendo a higiene das mãos para evitar o movimento dos micróbios dessas superfícies para os pacientes."

Os autores notaram que lavar a mão mais vezes ajuda no controle das bactérias nos uniformes, assim como a troca de uniformes limpos diariamente e a lavagem adequada da roupa. Os autores mencionaram ainda que jalecos de manga curta também podem oferecer uma proteção extra. / Los Angeles Times

Para lembrar

Lei de SP prevê multa de R$ 174

O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo desde junho, quando a lei foi publicada no Diário Oficial do Estado. A infração está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, ou seja, R$174,50, atualmente. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Valor Econômico

Com eleições próximas, prefeitos resistem à recriação da CPMF

Por Fernando Exman

Amanhã, quando prefeitos liderados pela Confederação Nacional de Municípios desembarcarem mais uma vez em Brasília para apresentar suas demandas ao Executivo e ao Congresso, a regulamentação da Emenda Constitucional 29 voltará à pauta. Os prefeitos, muitos dos quais disputarão as eleições de 2012, cobram a aprovação da proposta. No entanto, diferentemente do que vem ocorrendo com parte dos governadores, por enquanto negam-se a levantar a impopular bandeira da criação de um tributo para financiar a saúde.

A resistência já foi identificada pelo Palácio do Planalto. Mas o governo federal espera, pelo menos, que a demanda dos prefeitos ajude a elevar a pressão sobre os governadores pelo reforço do caixa da saúde. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), agendou para o dia 28 a votação do projeto de lei complementar que regulamenta a chamada Emenda 29.

A tramitação da proposta está travada desde 2008 devido à apresentação pela oposição do destaque que tenta inviabilizar a cobrança da Contribuição Social para a Saúde. A base aliada incluiu a criação da CSS no projeto com o objetivo de minimizar os efeitos do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. A CPMF deveria destinar R$ 40 bilhões ao governo todo ano, mas sua prorrogação foi rejeitada pelo Senado em 2007.

"Eles [prefeitos] estão loucos para que seja aprovada alguma coisa, mas não põem a cara para bater", diz uma fonte do Planalto.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, explica que a oposição dos prefeitos ocorre porque a nova contribuição em discussão seria toda destinada à União, não seria partilhada com os municípios. Como alguns governos estaduais desrespeitam a lei e não investem na saúde o que a lei determina, acrescentou, são os prefeitos que acabam sofrendo na ponta com as cobranças da população por melhorias na saúde. Um cálculo da CNM estimou que, entre 2000 e 2009, as prefeituras gastaram com a saúde R$ 110 bilhões a mais do que a legislação previa.

"Nunca houve fonte adicional para município e para Estado. Eu nunca vi no mundo governador defendendo criação de tributo para a União", destacou o presidente da CNM, para quem os governadores que reforçaram o coro pela criação de um novo imposto para financiar a saúde fazem um gesto político para agradar ao Palácio do Planalto.

Segundo Ziulkoski, a marcha de prefeitos à capital federal desta semana deve contar com aproximadamente 1,5 mil integrantes. "Não estamos defendendo fonte nova [de financiamento para saúde] porque, para nós, não tem fonte nenhuma. Quem está pagando o pato na saúde são as prefeituras."

A postura do presidente da Associação Brasileira de Municípios (ABM), Luiz Alberto Muniz, é semelhante. Para ele, o governo federal deveria primeiro concordar com a descentralização da arrecadação já existente. "Não há necessidade de impostos novos, não estamos buscando aumento de impostos", sublinhou Muniz. "Não vamos servir de massa de manobra."

Pela Constituição, Estados devem investir em saúde 15% da sua arrecadação. O percentual fixado para os municípios foi de 12%, enquanto que para a União o valor definido foi o volume investido no ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB). O governo federal assegura que vem cumprindo sua parte, mas teme que o Senado fixe em 10% das suas receitas o percentual mínimo de despesas com a saúde. Por outro lado, Estados e municípios são acusados de maquiar suas prestações de contas, incluindo nos orçamentos da saúde gastos feitos em outras áreas.

A regulamentação da Emenda 29 tem justamente o objetivo de definir o que pode ser apurado como gasto em saúde. Pelo projeto em análise na Câmara, por exemplo, não poderia ser incluído o pagamento de aposentadorias e pensões, inclusive dos servidores da saúde. Ficariam também fora da conta despesas com merenda escolar, investimentos em saneamento básico, limpeza urbana, preservação do meio ambiente, programas sociais e até obras de infraestrutura para beneficiar a rede de saúde.

O Globo

'CPMF foi um engodo com a verba da Saúde'

Dilma condena tributo, mas defende mais recursos para o setor

Ao comentar a possível volta de um tributo para a Saúde, a presidente Dilma Rousseff definiu a CPMF, criada justamente com este propósito e extinta em 2007, como um "engodo". Embora afirme que, para oferecer saúde de qualidade, será preciso mais dinheiro, ela disse ontem, em entrevista ao "Fantástico", ser contra a contribuição.

- Sabe por que a população é contra a CPMF? Porque a CPMF foi feita para ser uma coisa e virou outra. Acho que a CPMF foi um engodo nesse sentido de usar o dinheiro da Saúde não para a Saúde - disse.

Perguntada se acreditava que o dinheiro do tributo foi desviado, não titubeou:

- Foi. O dinheiro não foi usado onde devia. (...) Para dar Saúde de qualidade, nós vamos precisar de dinheiro, sim. Não tem jeito, tem de tirar de algum lugar. O Brasil precisará aumentar o seu gasto com Saúde. Inexoravelmente.

A presidente recebeu a apresentadora do programa, Patrícia Poeta, no Palácio da Alvorada e no Palácio do Planalto, na última quinta-feira.

Dilma defendeu que o Brasil combaterá a crise econômica mundial com a ajuda do "mercado interno crescente" e não se mostrou preocupada com a queda na produção industrial.

- A indústria deu uma diminuída em relação ao ano passado, que nós crescemos 7,5 (%). Estamos esperando este ano crescer em torno de 4 (%). Até julho, geramos um milhão e 500 mil empregos. Se fosse nos EUA ou na zona do euro, estavam soltando foguete, né? - declarou.

Istoé

Aposta oportunista

Aproveitando as discussões sobre novas fontes de recursos para a Saúde, bancada do jogo no Congresso se articula nos bastidores para aprovar projeto que regulamenta os bingos no País

Por Adriana Nicacio

Nos últimos dias, um grupo de deputados aproveitou as discussões sobre novas fontes de receita destinadas a financiar a Saúde para reacender uma discussão polêmica. Integrantes da chamada Bancada do Bingo, eles passaram a se articular fortemente nos bastidores na tentativa de colocar novamente na ordem do dia do Congresso a regulamentação do jogo no Brasil. Desde 2004, quando os bingos e máquinas caça-níqueis foram proibidos de operar no País, deputados ligados a empresários do setor tentam, em vão, recolocar o projeto em pauta. Agora, o tema ressurge com força. O principal porta-voz é o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Mas, por trás do petista, existe hoje uma bancada composta por mais seis parlamentares. São eles: Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Lincoln Portela (PR-MG), Sandro Mabel (PR-GO), Jovair Arantes (PTB-GO), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e João Campos (PSDB-GO).

Um dos argumentos da bancada é de que os bingos já funcionam de maneira clandestina no País e acabam se tornando terreno fértil para a atuação do crime organizado. E, com a regulamentação, os impostos provenientes dos jogos de azar no País podem render aos cofres públicos de R$ 3 bilhões a R$ 10 bilhões por ano. “Não tenho o menor pudor em defender a legalização”, afirmou Vaccarezza à ISTOÉ. Especialista no assunto, o líder do governo visita Las Vegas sempre que pode. Recentemente, ficou impressionado com a sofisticação do cassino City Center Rosário, em Santa Fé, na Argentina.“Hoje, a atividade no Brasil é marginalizada e abre-se um bingo clandestino em qualquer lugar”, explica. Em sua opinião, cassinos e bingos poderiam funcionar como polos de desenvolvimento. “Um cassino em Manaus seria outro pré-sal”, prevê, defendendo a abertura de 10 a 20 casas em todo o País.

Afinado com Vaccarezza, Lincoln Portela afirma que considera a matéria oportuna. “Hoje os bingos funcionam sem regras e o Tesouro não recebe nada”, explica. Para o deputado Sandro Mabel (PR-GO), o ideal é tratar o tema de forma desapaixonada. “É muito mais simples aprovar a volta dos bingos do que criar a Contribuição Social da Saúde.” Outro membro da bancada do jogo, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) aponta casos bem-sucedidos de controle dos bingos na Argentina, Uruguai e na Itália, além do Canadá, onde a arrecadação é destinada ao meio ambiente. Para o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), “o tema é polêmico, mas é preciso regulamentar”. Antigo defensor da liberação, o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) considera um absurdo o argumento de que a Receita Federal não tem meios de fiscalizar o jogo. “Não seria por causa da eventual incompetência da Receita que não haverá essa regulamentação para o bem da Saúde.” Na quinta-feira 8, o projeto ganhou mais um aliado. Em evento na Loterj, o governador do Rio, Sérgio Cabral, lamentou o fato de o Brasil não ter jogos “legalizados e organizados”.

O tema é polêmico, pois os bingos e as máquinas caça-níqueis normalmente são associados a irregularidades. O episódio mais lembrado e de impacto ocorreu em 2005, quando o ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro Diniz, foi acusado de cobrar propina de empresários do ramo de jogos para arrecadar dinheiro para o PT. O caso motivou a CPI dos Bingos. No fim do ano passado, a Força Sindical fez lobby por um projeto de lei na Câmara, que, se aprovado, reabriria as portas dos salões de bingo. Os recursos seriam destinados ao aumento do salário mínimo. Mas as alterações ao projeto foram rejeitadas por 212 votos a 144. Resta, agora, na Câmara, o texto original, já aprovado em três comissões.

Isto é

Biópsia virtual contra o câncer

Cientistas criam método que identifica células tumorais sem precisar tirar amostras de tecidos

Por Mônica Tarantino

Os instrumentos usados para examinar o sistema digestivo, como os endoscópios, estão sendo reinventados. A associação desses aparelhos a novas tecnologias está permitindo a identificação de células cancerígenas sem precisar extrair amostras do tecido sob suspeita. “Estamos assistindo ao começo das biópsias virtuais”, disse à ISTOÉ Michael Wallace, da Clínica Mayo, (EUA), e um dos criadores do método.

A nova tecnologia é fruto da união do endoscópio a uma sonda laser de fibra óptica de 2,5 milímetros de diâmetro. Enquanto a endoscopia tradicional gera imagens de regiões do esôfago para avaliar sua aparência, por exemplo, a adição dessa sonda ao endoscópio restringe o campo de visão e amplia mil vezes a imagem de uma única célula. “As imagens tornam fácil distinguir a célula cancerosa da sadia”, diz Wallace. Outra vantagem do método é poder ser aplicado depois da operação, com o paciente ainda na mesa, para checar se não restaram células malignas após a retirada do tumor.

Sessenta centros médicos nos EUA e instituições na França e Alemanha oferecem a técnica para examinar lesões pré-cancerosas de esôfago e intestino. O método ainda não está disponível no Brasil. “Os aparelhos para esse exame chegarão em um ano”, diz Lucio Rossini, chefe da ecoendoscopia da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Na semana passada, Wallace deu o primeiro curso de formação sobre o método a médicos brasileiros, realizado na Santa Casa. E aproveitou para aprender a técnica avançada de diagnóstico de pontos de endometriose no intestino criada por Rossini, que permite espiar mais profundamente o órgão de forma menos dolorosa para a paciente.

O que também já chegou aos hospitais de primeira linha do País é um exame para rastrear a existência de micrometástases em áreas próximas ao pulmão – o ultrassom endobrônquico (Ebus). É um exame necessário para avaliar o grau desse tipo de câncer. Nesse caso, um tubo flexível segue pela traqueia levando um microaparelho de ultrassom para espiar os brônquios e uma região de quatro centímetros ao redor deles. A última novidade é a adição de agulhas muito finas a esse procedimento, para aspirar amostras do interior dos tumores e analisar qual terapia aplicar nos pacientes. E, para dar mais um passo, Wallace está testando a combinação dessas agulhas finas com o método que aumenta mil vezes as células para avaliar o interior dos tumores de pâncreas. “É o que chamamos de biópsia por imagem molecular”, diz o pesquisador.

Isto é

Por que o placebo funciona

A ciência revela o que leva pílulas criadas para ser inócuas a funcionar de verdade no tratamento de doenças como asma, dor e ansiedade

Por Rachel Costa

Remédios em princípio sem efeito terapêutico, os placebos estão ganhando um novo status na rotina da medicina. Criados para ser usados em estudos de verificação de eficácia de novas drogas, eles próprios passaram a ser objetos de investigação. O interesse se deve à constatação de que, ao contrário do que se imaginava, as pílulas não são tão inócuas assim. Diversos trabalhos demonstram efeito real no tratamento de doenças como ansiedade, dor e até mal de Parkinson.

A certeza de eficácia em algumas enfermidades é tão forte que levou, por exemplo, a Associação Alemã de Médicos a recomendar os placebos no tratamento de alguns casos de inflamações crônicas, dor e asma (em conjunto ou alternado com as medicações convencionais ou ministrado sozinho). Na verdade, naquele país, metade dos médicos já receita placebos. No Brasil, sabe-se que uma das práticas comuns é receitar, junto com o remédio indicado, vitaminas sem efeito terapêutico. É uma forma de fazer o paciente sentir que seu tratamento está mais potencializado. “Em alguns casos, em especial os de quem já se tratou outras vezes para a mesma doença, o resultado é surpreendente”, explica a dermatologista Fabiana Corio, de São Paulo.

Na opinião dos cientistas, constatações como essas deixam claro que a melhora do paciente depende de muito mais fatores do que a ação do princípio ativo de um remédio. Sua expectativa em relação ao tratamento e o quanto ele deposita de confiança em seu médico, por exemplo, são circunstâncias que interferem na resposta do organismo. “Todo tratamento é parte de um complexo processo de interação”, disse à ISTOÉ Charles Greene, da Universidade de Illinois (EUA).

A eficácia do efeito placebo estaria ancorada em alguns fatores. O primeiro seria o condicionamento. Aprendemos a melhorar após recebermos remédio. Assim, por um mecanismo inconsciente, nos sentimos bem após receber qualquer medicação, ainda que inócua. Outro princípio, consciente, estaria na expectativa que temos em relação ao tratamento. Uma pesquisa realizada em Boston com pessoas com asma ilustra esse mecanismo. Ao tratar 13 pacientes com placebo, não foi notada nenhuma melhora em sua capacidade respiratória (efeito obtido em quem recebe a droga). Ainda assim, os doentes relatavam sentir-se melhor. “O ritual de tratamento pode ser muito poderoso para o paciente”, disse à ­ISTOÉ Michael Wechsler, um dos responsáveis pelo estudo.

As pílulas também atuam na parte fisiológica, principalmente na ativação de circuitos cerebrais relacionados à produção de substâncias capazes de controlar a liberação dos hormônios do estresse. “O reequilíbrio desse sistema, gerado pelo efeito placebo, ajuda os mecanismos de defesa do corpo a trabalhar melhor”, diz Ricardo Morezi, da Universidade Federal de São Paulo.

Compreender o efeito placebo remete a outro ponto crucial na medicina, atualmente posto em segundo plano: a importância do cuidado despendido pelas equipes de saúde. Nos estudos, percebe-se que, quanto maior a relação de confiança entre médico e paciente, mais sólido é o efeito do falso medicamento. No Instituto Karolinska, da Suécia, a fisioterapeuta Anna Enblom estudou 277 pacientes de câncer em radioterapia submetidos à acupuntura (que poderia ser verdadeira ou falsa) ou a nenhum cuidado adicional. Quem recebeu a terapia complementar, fosse ela falsa ou verdadeira, sentiu menos náuseas. “O médico deve dar informação positiva e fazer o paciente acreditar no tratamento”, disse Anna à ISTOÉ.

O uso de medicamentos e terapias inócuas levanta polêmica quando o que se está em questão é a ética médica. “Não duvido que exista o efeito placebo”, avalia o médico Desireé Callegari, primeiro-secretário do Conselho Federal de Medicina. “Mas sua utilização é inadmissível do ponto de vista ético por causa da relação de transparência que deve haver entre médico e paciente.”

Para tentar fugir das polêmicas, os cientistas têm buscado formas de se aproveitar dos benefícios dos placebos sem que haja a necessidade de enganar o paciente. Na Universidade de Harvard (EUA), pacientes de síndrome do intestino irritável apresentaram resposta ao tratamento mesmo sabendo que não estavam tomando o medicamento verdadeiro. Na opinião de Ted Kaptchuk, um dos principais nomes da pesquisa em placebos no mundo, estudos como esse são importantes por dispensar a necessidade de mentir ao paciente. “Temos de descobrir meios éticos para nos beneficiar do efeito placebo”, disse o cientista à ISTOÉ.

Outra possibilidade é o tratamento combinado. Nesse caso, o que se busca é uma redução da droga ministrada, em partes substituída por placebo. Bons resultados foram obtidos com pacientes de psoríase. Pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA) formaram três grupos com pacientes: um recebeu a droga durante todo o tempo; outro recebeu doses intercaladas do fármaco e de placebo; e o terceiro foi tratado todo o tempo com o medicamento, mas em uma versão menos concentrada. Os resultados nos dois primeiros grupos foram praticamente idênticos. “Isso aponta para a possibilidade de se tratar os pacientes com quantidades menores de droga”, disse à ISTOÉ o líder do estudo, Robert Ader.

O Estado de São Paulo

Sauípe registra 3 mortes por meningite C

Por Eliana Lima, especial para o Estado Salvador

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou na tarde de ontem a ocorrência de sete casos de meningite meningocócica do tipo C - o tipo mais grave da doença -, no município de Mata de São João, a 100 quilômetros de Salvador.

Três pessoas morreram: dois homens e uma mulher. A secretaria também informou que todos os registros são de funcionários do Complexo Hoteleiro de Sauípe. Não haveria ocorrências entre hóspedes dos hotéis que integram o referido complexo e outros moradores da região.

A partir do conhecimento do primeiro caso, no dia 4, o Estado e as prefeituras dos municípios de Camaçari, Mata de São João e Entre Rios teriam iniciado a quimioprofilaxia - administração preventiva de antibióticos - para todas as pessoas que tiveram contato direto com os trabalhadores que apresentaram os sintomas da doença, tanto no ambiente de trabalho quanto em suas residências.

Riscos. As mortes ocorreram na quarta-feira, na sexta e anteontem, mesmo período em que se realizou no local o Sauípe Folia, espécie de Carnaval fora de época, que atrai um número bem maior de turistas e baianos para a região.

Os demais infectados estão internados no Hospital Couto Maia, em Salvador, unidade médica de referência para o tratamento de doenças infecciosas.

O governo afirma que não há motivos para alarme, porque não se configura uma situação de surto. Entretanto ele admite que o número de casos - localizados em uma única região - fogem à normalidade.

Cerca de 1.800 pessoas já teriam recebido medicação preventiva, e nenhum novo caso ocorreu nas últimas 24 horas.

Como medida complementar, a administração do Complexo Hoteleiro Sauípe anuncia que está programando para os próximos dias a vacinação de todos os funcionários.

Folha de São Paulo

Anticorpos atacam câncer por dentro, revela novo estudo

Cientistas conseguiram invadir células tumorais para atingir proteína antes não acessada por medicamentos

Técnica testada em camundongo pode funcionar em humanos com mutação conhecida que leva ao câncer

Por Reinaldo José Lopes

É possível contrabandear anticorpos para dentro das células do tumor, atacando o câncer de forma mais específica, revela uma pesquisa.

O estudo, assinado por pesquisadores em Cingapura e nos EUA, mostrou que a estratégia pode ser bem sucedida ao testá-la em camundongos. A abordagem, além de ter aplicação terapêutica, também poderia funcionar como uma vacina anticâncer, ensinando o organismo a se proteger contra a doença antes mesmo que ela apareça.

O estudo, coordenado por Qi Zeng, do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Cingapura, teve destaque na revista "Science Translational Medicine", voltada para estudos com potencial de aplicação. A vantagem dessas moléculas é a sua especificidade.

Num sistema de chave e fechadura, elas são projetadas para grudarem em seu alvo biológico, o chamado antígeno (normalmente uma molécula específica do agente causador da doença).

Ao se conectar a essa molécula, o anticorpo pode detonar o causador da doença ou deixá-lo "marcado para morrer": o anticorpo ajuda a recrutar outros elementos do sistema de defesa do organismo, que acabam destruindo o agente da doença. Portanto, atacar um tumor usando essas armas exigiria apenas identificar um antígeno específico das células cancerosas e produzir anticorpos que se liguem a ele.

Com isso, os efeitos colaterais típicos da quimioterapia poderiam até ser contornados, uma vez que a parte saudável do organismo seria poupada do ataque.

Dogma desafiado

Na prática, a coisa é mais complicada. A começar pelo fato de que muitos dos potenciais antígenos de câncer são proteínas que moram no interior das células tumorais.

Isso era um problema porque os anticorpos são moléculas grandalhonas. Não conseguiriam passar pelas brechas da membrana celular e chegar até esses alvos, que normalmente são proteínas fora de controle por causa de alguma mutação.

Por isso, até hoje, os anticorpos contra câncer só se atracam com antígenos que ficam na parte de fora da células, na membrana celular.

Zeng e companhia, no entanto, trabalharam com base numa pista antes negligenciada. Em doenças autoimunes, aquelas nas quais o organismo se volta contra si mesmo, os anticorpos não só parecem se enfiar membrana celular adentro como afetam seus alvos no interior da célula, levando-a a se suicidar.

Se é possível nessas doenças, pode acontecer em outros contextos mais benignos, raciocinaram os cientistas. Eles injetaram, em camundongos, células tumorais que carregavam dois potenciais antígenos, proteínas do interior da célula que têm um papel na origem do câncer.

Depois, deram a parte dos bichos anticorpos específicos para essas proteínas. Os roedores que receberam os anticorpos conseguiram enfrentar melhor a doença.

Num outro teste, eles primeiro colocaram o antígeno no organismo de camundongos saudáveis, criando uma vacina anticâncer. Em outras vacinas, é assim que funciona: doses do antígeno fazem o organismo produzir seus próprios anticorpos.

De novo, funcionou: ao receberem injeções de células de câncer, os animais se viraram bem contra a doença.

Os cientistas afirmam que essa abordagem daria certo, por exemplo, em pessoas com uma mutação conhecida que leva ao câncer, personalizando o tratamento.

Correio Braziliense

Ataque brasileiro contra a leishmaniose

Pesquisador da Universidade Federal do Piauí descobre que substância encontrada na pele da perereca Phyllomedusa nordestina é capaz de eliminar o protozoário causador da doença. Expectativa é que o achado dê origem a um eficaz tratamento contra o mal

Por Silvia Pacheco

A leishmaniose deixou de ser uma doença de ocorrência apenas em áreas consideradas remotas. Nos últimos 30 anos, a mazela avançou sobre os centros urbanos e hoje se encontra fora de controle no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia de sua gravidade e do seu avanço no país, a enfermidade é um dos maiores problemas de saúde pública do estado do Pará e já chegou ao Sul — região antes considerada de difícil adaptação dos insetos transmissores, por conta das baixas temperaturas. Além da transmissão descontrolada, outro problema, talvez ainda mais grave, aflige a sociedade: a falta de um tratamento adequado e eficaz contra a doença. A saída, porém, pode estar na própria natureza, mais especificamente, nas costas de anfíbios. Uma pesquisa brasileira indica que uma substância enco ntrada na secreção desses animais tem ação potente contra o protozoário que provoca o mal.

A descoberta foi feita por José Roberto Leite, coordenador da equipe do Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia da Universidade Federal do Piauí (Biotec/UFPI), após testar a substância em células infectadas pela leishmania. “Entre dezenas de outras substâncias testadas, encontramos uma que pode dar origem a um fármaco muito mais eficaz que os existentes hoje”, afirma o pesquisador. A molécula se destacou contra a leishmaniose tegumentar, tipo da doença que se manifesta na pele.

A substância à qual Leite se refere é a dermaseptina 01, e foi extraída da secreção produzida pela Phyllomedusa nordestina, perereca de cerca de 5cm de comprimento muito comum no Delta do Parnaíba, no Piauí. Segundo o pesquisador, o líquido extraído do dorso do animal tem alto poder antimicrobiano, sendo capaz de protegê-lo de bactérias e fungos. O ambiente úmido e cheio de matéria orgânica em que os anfíbios estão imersos na quase totalidade de sua vida é ideal para a proliferação de bactérias comensais, que vivem na parte externa do corpo dos animais. Assim, o desenvolvimento de um sistema imunológico eficaz foi essencial para o sucesso evolutivo de espécies da ordem dos anuros — sapos, rãs e pererecas.

Sabendo disso, os cientistas focaram os estudos na identificação das substâncias presentes na secreção e na forma como elas atuam sobre micro-organismos patogênicos. “A ideia é conhecer essas substâncias antimicrobianas, sua estrutura molecular, e tentar mimetizar seus efeitos antibióticos contra bactérias patogênicas ao homem”, descreve Leite. Esse esforço de prospecção se iniciou em 2002, com anfíbios do Cerrado, quando o especialista integrava uma equipe de pesquisadores na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Pouco tóxica

Os anfíbios possuem em sua região dorsal uma série de glândulas granulares, especializadas na produção de veneno. Leite explica que essas estruturas produzem diversas classes de moléculas de interesse, principalmente peptídeos — biomoléculas formadas pela ligação de dois ou mais aminoácidos. No caso da Phyllomedusa nordestina, há mais de 20 substâncias no peptídeo que foram isoladas e estudadas uma a uma.

A identificação da ação da dermaseptina 01 foi feita depois de ser testada nas células infectadas pela leishmaniose. Em 24 horas, a substância conseguiu acabar com o protozoário da doença. “Essas moléculas têm se mostrado muito potentes contra a leishmaniose tegumentar, além de apresentar menos efeitos colaterais contra células humanas, ou seja, baixa toxicidade”, afirma o coordenador da Biotec.

A toxicidade é um dos gargalos no tratamento contra a leishmaniose no mundo. Os dois únicos remédios existentes contra a doença trazem efeitos colaterais extremamente prejudiciais ao homem. Para se ter uma ideia do nível tóxico de tais medicamentos, o índice de mortalidade de pacientes que fizeram uso do tratamento é entre 5% a 20%. “Por isso, a dermaseptina 01 tem nos dado a expectativa de que, a partir dela, possam surgir uma classe de medicamentos eficazes contra a doença”, acredita Leite.

Nanoestruturas

Para que essa substância se torne mais eficaz contra a doença, os pesquisadores criaram nanofilmes com espessuras semelhantes a uma membrana natural que, aplicada sobre a pele, libera aos poucos a dermaseptina 01. “Para atacar a célula, a dermaseptina 01 tem de atravessar a parede celular. Assim como nos nanofilmes artificiais, já podemos analisar como se dá o processo na membrana celular da leishmania”, explica Valtencir Zucolotto, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e coordenador da rede Nanobiomed, que estuda plataformas nanotecnológicas aplicadas à medicina.

No Núcleo de Pesquisa em Biodiversidade e Biotecnologia, no Piauí, os cientistas desenvolveram um tipo de nanofilme feito da goma de cajueiro, na qual a substância pode ser inserida para chegar à célula e combater o protozoário. “Pretendemos utilizar esse material de caráter regional como uma membrana antiparasitária em feridas de pacientes com leishmaniose cutânea, aproveitando, além das propriedades do peptídeo, os efeitos da goma de cajueiro purificada que possui atividade antimicrobiana e antioxidante, já comprovadas por outros trabalhos de nosso grupo”, completa Leite.

O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e doutor em saúde pública pela Universidade de Harvard, Carlos Henrique Costa, mostra-se animado com os resultados da pesquisa e acredita que o estudo dos peptídeos possa originar novos medicamentos, sobretudo contra outras doenças tropicais. “Os anfíbios conseguiram sobreviver às grandes catástrofes, muito por conta dos peptídeos que eles produzem — inimigos naturais dos micro-organismos patogênicos.”

Costa ressalta a importância de pesquisas sobre a leishmaniose por causa da transmissão descontrolada, já que o inseto transmissor da doença se ada pta bem às condições urbanas. “Ele pode se transforma no novo Aedes aegypti (mosquito transmissor da dengue) muito mais rapidamente do que imaginamos”, alerta. “Toda pesquisa em busca de produtos farmacológicos traz esperança, pois não temos como combater a doença, que está se expandindo”, enfatiza o presidente da SBMT.

Tipos

A leishmaniose pode ser do tipo tegumentar e visceral. No primeiro caso, provoca lesões na pele e, em casos mais graves, ataca as mucosas do rosto, como nariz e lábios (leishmaniose mucosa). A manifestação visceral afeta os órgãos internos, causando febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço e imunodeficiência (diminuição da capacidade de defesa do organismo contra outros micróbios).

Essas moléculas têm se mostrado muito potentes contra a leishmaniose tegumentar, além de apresentar menos efeitos colaterais contra células humanas, ou seja, baixa toxicidade”

José Roberto Leite, autor da pesquisa

O Estado de São Paulo

Governo tem como driblar fim de mecanismo, diz economista

Por Daniel Bramatti

José Roberto Afonso diz que verbas podem ser remanejadas; para Felipe Salto, fim da DRU é mais um fator de desequilíbrio

O governo alega que a Desvinculação de Recursos da União (DRU) é fundamental para o equilíbrio das contas públicas e para a administração do Orçamento, mas essa visão é contestada pelo economista José Roberto Afonso, especialista em finanças públicas.

Para Afonso, a eventual extinção do mecanismo terá impacto limitado, pois o governo poderá remanejar verbas para atender áreas que venham a ser prejudicadas pelo novo cenário.

"Gastos hoje cobertos pela DRU poderão ser financiados pelas fontes - impostos e contribuições - que originalmente alimentam a DRU", disse o economista. "Se programas como o Bolsa Família ou ações do SUS (Sistema Único de Saúde) estiverem sendo financiados pela DRU, quando extinta, eles podem ser cobertos diretamente pela Cofins ou pela CSLL", afirmou Afonso, referindo-se à Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

O economista diz que é possível traçar um paralelo entre o eventual fim da DRU e a extinção da CPMF, o chamado imposto sobre o cheque. "Diziam que o mundo ia cair se a CPMF fosse extinta, que a saúde ia falir. Depois, a saúde gastou até mais do que antes do fim da CPMF. Como foi possível? Remanejamento de fontes de recursos orçamentários. É o mesmo caso agora", argumenta.

Já para o economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, o fim da DRU teria impacto negativo. "Seria mais uma pressão a ser equacionada na já desequilibrada equação dos próximos anos", afirmou Salto. Segundo o economista, a medida forçaria o governo a buscar um meio-termo entre o ajuste nas despesas e a busca de novas fontes de receitas.

Histórico. Mecanismos de desvinculação de receitas federais estão em vigor, com diferentes nomes, desde o governo Itamar Franco. Em 1994, foi aprovado o Fundo Social de Emergência (FSE), um dos pilares da reorganização das contas públicas na implementação do Plano Real.

Na época, o governo dizia que era um instrumento de transição, necessário para reorientar recursos de áreas que tinham "sobras" para outras em que havia déficit. O mecanismo deveria durar apenas dois anos.

Em 1996, porém, o então presidente Fernando Henrique Cardoso instituiu o Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Na prática, a medida funcionou como prorrogação da vigência do FSE. Em 1997, o fundo ganhou sobrevida até 1999 e, em 2000, transformou-se na Desvinculação de Receitas da União (DRU).

Todos os mecanismos funcionaram de forma similar: para reduzir o "engessamento" do Orçamento do governo, foi formado um fundo com 20% das receitas de impostos e contribuições isentas de vinculações legais com determinadas despesas.

A principal diferença é que a DRU, diferentemente de seus antecessores, não afetou a transferência de recursos para os Estados e os municípios.

Quando estava na oposição, o PT votou contra o FEF e o FSE, sob a alegação de que esses sistemas retiravam recursos das áreas de saúde e educação - o que, de fato, ocorria.

Em 2009, o Congresso aprovou uma emenda constitucional que definiu a eliminação paulatina, até 2011, da influência da DRU sobre os recursos destinados à Educação.

Saúde Business Web

“Em 2015, Brasil deve assumir 6ª posição no mercado farmacêutico”

O IMS Health, empresa que audita o mercado farmacêutico mundial, divulgou recentemente o estudo IMS Pharma Review, que analisou o cenário global e nacional do setor, e estipulou que, em 2015, a previsão é de um mercado de R$ 110 bilhões e o Brasil deve aparecer na 6ª colocação em relação ao consumo mundial.

Em 2005, o consumo nacional ocupava a 10ª colocação global. Em 2010, com um mercado avaliado em cerca de R$ 62 bilhões, o Brasil subiu três posições e atingiu a 7ª posição geral.

Dois aspectos chamaram atenção no levantamento: o aumento da porcentagem de mercado dos genéricos e similares no país; e o crescimento mais acentuado de países emergentes, entre eles o Brasil, em relação às nações maduras.

Segundo o estudo, enquanto os medicamentos referência cresceram a uma taxa média de 7,19% nos últimos quatro anos, os similares avançaram 18,69% e os genéricos 28,67%. Se analisado apenas o ano de 2011, os números chamam ainda mais atenção. Enquanto os medicamentos referências devem crescer 8,02%, os similares devem avançar 22,04% e os genéricos 38,44%.

Além disso, o estudo constatou que os medicamentos referência sofreram rápida erosão de market share após a entrada dos genéricos e similares. O Lipitor (atorvastatina), por exemplo, que é o medicamento mais vendido do mundo, sete meses após a queda da patente já havia perdido cerca de 30% de mercado para os genéricos. Outro bom exemplo é o Viagra (sildenafila), que dez meses após a queda da patente já tinha perdido cerca de 75% do mercado para os genéricos.

O maior crescimento do mercado farmacêutico dos países emergentes em relação aos mercados maduros é o segundo ponto que chamou atenção no estudo. No Brasil, segundo o levantamento, este processo ocorreu basicamente sustentando pelo forte crescimento do PIB e devido à queda do desemprego e consequente aumento de renda da população. Com isso, se formou uma classe C muito consistente, que é responsável aproximadamente por 42% do consumo de medicamentos do país.

Segundo o diretor de marketing do laboratório Teuto, Ítalo Melo, o crescimento do poder de compra da classe C e a diminuição dos preços dos medicamentos, graças ao advento dos genéricos, são aspectos fundamentais para a saúde da população brasileira

Ele conta que o crescimento do poder de compras ampliou o acesso a medicamentos, e esse avanço vai de encontro ao crescimento das indústrias de medicamentos genéricos, mostrando que esta classe de fármacos tem se mostrado essencial para o bem-estar, qualidade de vida e saúde da maior parcela da população.

A diminuição da taxa de desemprego também se refletiu no aumento da cobertura dos planos de saúde privados, o que resultou, de 2003 até 2010, em um crescimento de cerca de 85% no consumo de drogas de alto custo. Estima-se que de 2003 para 2010 o número de vidas cobertas por planos de saúde tenha saltado de 32 para 46 milhões.

Saúde Business Web

EUA: Câncer pode ser incluído em lei que cobre doenças do 11/09

Membros do Congresso dos Estados Unidos e socorristas que trabalharam após os atentados de 11 de setembro fizeram uma petição para agregar a cobertura de câncer à lei "Zadroga"

Na última quarta-feira, (07), membros do Congresso dos Estados Unidos e socorristas que trabalharam após os atentados de 11 de setembro de 2001 exigiram, em Nova York, que o câncer seja incluído na lista de doenças vinculadas aos ataques e, portanto, passível de compensação estadual.

De acordo com a associação beneficente da polícia de Nova Iorque, em setembro foram eles que realizaram os resgates. Agora é a hora deles serem restagatos.

Entre os signatários da petição, apresentada ao administrador do programa de saúde do 11 de setembro, estão os autores da lei “Zadroga” de compensação por problemas de saúde surgidos a partir dos ataques contra o World Trade Center, votada no Congresso americano em 2010.

Na petição, pede-se para “agregar a cobertura de câncer à lei Zadroga”, após a publicação de um estudo médico que mostra que os bombeiros de Nova York que participaram dos trabalhos de resgate na região das torres-gêmeas, após os ataques, correm maiores riscos de contrair esta doença.

Segundo o congressista Jerrold Nadler, que também é um dos autores da lei de compensação, que inclui recursos de US$ 4 bilhões para utilizar em tratamentos médicos por asma, estresse pós-traumático e ansiedade, entre outros males.

O estudo, publicado na revista médica Lancet, mostra que os bombeiros de Nova York que atuaram nos resgates correm um risco 19% maior de contrair câncer do que seus colegas que não participaram destes trabalhos.

Segundo a FealFood Foundation, grupo de apoio aos socorristas do 11 de setembro, um total de 345 bombeiros e 45 policiais morreram de câncer desde os atentados. Este número já supera o de 343 bombeiros e 23 policiais que perderam a vida no dia dos ataques.

A Lei Zadroga herdou o nome de James Zadroga, oficial do Departamento de Polícia de Nova York que morreu em 2006 por problemas respiratórios, atribuídos à sua exposição a substâncias químicas tóxicas na área das torres-gêmeas, durante os trabalhos de resgate que se seguiram aos atentados.

Domingo, 11.09.11

Correio Braziliense

Senadores contra novo imposto

Por Karla Correia, Paula Filizola e Paulo de Tarso Lyra

Sem tempo hábil para criar, durante a tramitação na Câmara, uma nova fonte de recursos para a Saúde dentro da Emenda 29 - que regulamenta os percentuais mínimos a serem investidos no setor -, o governo escolheu o Senado como o campo de batalha onde se desenrolará a discussão sabre um possível novo imposta. Nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a tributo seria a solução dos sonhos, acalentada pelo Palácio do Planalto para suprir a carência par verbas no setor, que será consideravelmente aumentada com a provável aprovação da regulamentação do texto.

Na dura realidade do plenário, contudo, a tarefa será árdua. Levantamento feito pelo Correio com 59 dos 81 senadores mostra que, nesse momento, 45 parlamentares - maioria absoluta dos integrantes da Casa - são contrários a criação de mais um imposto. Apenas oito senadores defendem a ideia do novo tributo e seis declaram que vão esperar o resultado da votação na Câmara ou a orientação do governo antes de definir par qualquer posição.

"Esta em jogo urna necessidade de financiamento de R$ 60 bilhões ao ano", diz a presidente do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Antonio Carlos Figueiredo Nardi, defensor da criação de urna fonte de recursos especifica para o setor Os números mostram que o maior desafio para o governo será encontrar uma "barriga de aluguel" para sua proposta. As declarações dos senadores deixam transparecer que o principal empecilho para a criação de um tributo, no momento, e a imagem negativa da medida no bolso do eleitorado, a pouco mais de um ano das eleições municipais. "Todo o esforço tem que ser feito para que não aumente a carga tributaria", diz a senador Jorge Viana (PT-AC). Para uma grande parte dos entrevistados, uma saída viável seria a elevação dos tributos incidentes sobre bebidas alcoólicas e cigarros, dois itens cujo consumo em excesso está ligado a problemas de saúde. Por isso. Na visão de alguns parlamentares, nada mais justo que esses setores contribuam para atenuar os males que eles pr6prios provocam.

"Beber não e algo obrigat6ria, e uma opção, tanto quanta fumar. A criação de um imposto não encontra espaço no Senado, neste momento", vaticina o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). A medida, no fim das contas, também elevaria a carga tributaria. Afinal, é um aumento de imposto. Mas encerra um discurso politicamente correto, mais palatável para 0 eleitor e mais fácil de ser defendido nos palanques eleitorais.

Arrecadação

As prepostas, contudo, são variadas.

Além da taxação de bebidas e cigarros, alguns defendem que urna parcela ainda não definida dos recursos da DPVAT segura pago a vitimas de acidentes de transito - seja revertida para 0 setor. Outros parlamentares acham que uma saída seria a tributação de grandes fortunas. Ha inclusive aqueles que defendem urna alternativa polemica e tão impopular quanto à criação de um imposto: a legalização dos bingos no país.

Casa que representa o jogo de interesses das unidades da Federação, o Senado esta diante de sinais contraditórios dos governadores, muitos dos quais também relutam em abraçar a criação de um tributo. A aposta do Planalto e de que eles assumirão o papel de pressionar os congressistas a embutir na regulamentação da Emenda 29 a nova fonte de recursos para a saúde.

O governo federal vende a ideia de que esta em urna situação confortável na discussão, porque teria cumprido a determinação da lei de reajustar anualmente 0 volume de verba destinada a saúde com base na variação nominal do Produto Interno Broto (PIB). Mas já deixou claro para o parlamento que, se não houver a definição da origem dos recursos adicionais para o setor, tende a enterrar a regulamentação da emenda.

De acordo com Nardi, são os governos estaduais que enfrentam os maiores problemas para cumprir a regra que os obriga a destinar 10% de sua arrecadação para 0 setor. "Ao menos 13 estados não investem o suficiente. Ao passo que acima de 90% dos municípios investem o preconizado pela emenda", afirma o presidente do Conasems.

Na pratica, gastos em áreas como saneamento, pagamento de pessoal e ate merenda escolar são usados com frequência para maquiar o volume de recursos destinados por governos estaduais para o setor.

O professor de finanças publicas da Universidade de Brasília (UnB) Jose Matias Pereira afirma que o maior problema do financiamento da saúde e a ma gestão dos recursos destinados para a área. "A ideia de ressuscitar a CPMF na forma de um outro tributo e totalmente descabida", diz o especialista. "A dificuldade de se encontrar quem defenda abertamente a criação de um tributo no Congresso e um reflexo da pressão social. O eleitorado esta deixando claro que não está mais disposto a tolerar nem os problemas de gestão na saúde, nem tampouco novas impostos."

Correio Braziliense

Pressão no Congresso

O Palácio do Planalto espera que os governadores pressionem o Congresso para encontrar uma fonte de financiamento que garanta os recursos para a regulamentação da Emenda 29. Na visão do governo, a situação hoje é diferente de 2007, quando o Senado derrubou a CPMF (leia Memória abaixo). Naquela época, apesar da mobilização de alguns administradores estaduais a favor da manutenção do imposto, o maior impacto pela diminuição na arrecadação era nos cofres federais, já que a contribuição servia, em parte, para assegurar a manutenção da meta de superavit primário.

Agora, o cenário é diferente. Financeiramente falando, a aprovação da regulamentação da Emenda 29 pouco altera o caixa da União. O governo federal já aplica o volume de recursos previstos pela Constituição Federal %u2014 reajuste orçamentário levando em conta o PIB nominal (crescimento da economia mais inflação do ano anterior).

O maior peso incidirá, de fato, sobre o caixa dos governadores. Os estados, pela regulamentação, deverão destinar 10% de sua arrecadação para investimentos exclusivos em Saúde. No caso dos municípios, este percentual é de 15%, também praticamente cumprido. O gargalo está, de fato, nos estados. Por isso, a pressão do Planalto para que eles debatam com o Congresso fontes de financiamento para o setor.

Apesar de Dilma estar preocupada com a questão fiscal, ela também está incomodada com os problemas que se acumulam na Saúde. Durante a campanha presidencial, ela sempre bateu na tecla do subfinanciamento, mas, sobretudo, defendeu que havia uma problema de gestão na área. No início do governo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, firmou uma série de parcerias com o Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), ligado ao empresário Jorge Gerdau Johannpeter.

Nessa parceria, quatro frentes foram estabelecidas como prioritárias: aumentar a execução do PAC Funasa, como é chamado, estimado em R$1 bilhão; estabelecer um novo sistema de logística de compras para a pasta; rever as diretrizes gerenciais e os níveis de governança da agência; e implementar nos hospitais federais o mesmo nível de excelência do Hospital Moinho dos Ventos, do Rio Grande do Sul.

A presidente também está de olho no impacto político dessa questão. A Saúde, ao lado da Segurança Pública, são os setores mais mal avaliados em qualquer pesquisa de opinião pública. De acordo com dados da mais recente pesquisa do CNI/Ibope, a Saúde é a segunda pior avaliação do governo Dilma, perdendo apenas para a alta carga tributária brasileira. (PTL, KC e PF)

Tudo começou em 1993

A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) surgiu em 1993, ainda na forma do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), conhecido como “imposto do cheque”. Em todas as operações debitadas em contas bancárias era cobrada uma alíquota de 0,25%. Em 1996, quando a IPMF perdeu a validade, o governo Fernando Henrique Cardoso instituiu a CPMF com uma alíquota de 0,20%. Com o objetivo de colaborar com as contas da Previdência Social, em 2000, a taxa sofreu reajuste. Aumentou para 0,38% com a cobrança prorrogada até 2002. Desde 1994, o imposto rendeu cerca de R$ 222 bilhões para os cofres federais, sendo 0,20% destinado à Saúde, 0,10% para a Previdência Social e 0,08% para o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza.

Com prorrogações sucessivas até 2007, uma nova proposta para continuar a cobrança do imposto passou na Câmara no segundo semestre daquele ano, mas a tramitação demorou muito porque o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pediu vistas do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), pressionando pela indicação de seu afilhado, Luiz Paulo Conde, para a presidência de Furnas.

O projeto chegou ao Senado com pouco tempo para ser debatido entre os parlamentares. Apesar do esforço do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e parlamentares da base aliada, os senadores derrubaram a proposta na madrugada de 13 de dezembro de 2007.

Para manter a tributação, o governo precisava de 49 votos a favor, mas só obteve 45, naquela que é considerada a maior derrota política de Lula em seus oito anos de governo. Com isso, a CPMF deixou de ser cobrada em 1º de janeiro de 2008. Recentemente, o debate em torno da CPMF voltou à pauta com a votação no Congresso da regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e municípios. (KC, PF e PTL)

Correio Braziliense

Prioridade desvalorizada

Por Marcelo da Fonseca

O aumento dos recursos destinados à Saúde nos últimos 10 anos acompanhou o crescimento econômico do Brasil, passando de R$ 27,2 bilhões desembolsados em 2001, para uma previsão orçamentaria superior a R$ 77 bilhões neste ano. No entanto, o setor que é considerado pela população como principal prioridade para o país — superando educação e segurança pública, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ibope — continua recebendo percentual menor de recursos do governo federal na comparação com a maioria dos países desenvolvidos e até mesmo com os vizinhos na América do Sul, como a Argentina.

Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, apesar do aumento significativo nos investimentos durante a última década, o sistema público brasileiro de saúde está distante dos índices ideais dos gastos no setor. “É inquestionável que a saúde precisa de mais recursos. Principalmente quando comparamos o Brasil com vários países. É uma questão que está presente nos três níveis: municipal, estadual e federal, e precisa de uma atenção ampla para ser modificada”, alerta Wilson Rezende Silva, do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A comparação do total de recursos investidos entre Brasil, Argentina, Estados Unidos e França na saúde pública desde 2001 aponta que os brasileiros que dependem do serviço federal na saúde continuam recebendo menos repasses ao longo dos últimos anos. No início da década, os valores correspondiam a 7,2% do total de gastos diretos do governo federal, contra 13,2% aplicados pelos norte-americanos, 10,1% pelos franceses e 8,9% pelos argentinos. Quase 10 anos depois as quatro nações registraram aumentos no percentual destinado à Saúde, mas o Brasil permanece atrás na comparação com os outros três países: em 2009, o governo destinou 9% das despesas para a Saúde, já a Argentina pulou para 9,5%, a França elevou os investimentos para 11,7% e os EUA chegaram a 16,2%.

Correio Braziliense

O Brasil grisalho

Por Antônio Machado, Brasil S.A

País começa a envelhecer, reduzindo o tempo para as mudanças antes que a população também encolha

A recente atualização das projeções demográficas no mundo a cargo da Organização das Nações Unidas (ONU) reinsere na agenda de temas globais urgentes um debate abafado desde 2008 pela grande crise: o envelhecimento da sociedade, acompanhado da contração absoluta da população de vários países. As consequências serão dramáticas.

O fechamento da chamada "janela demográfica" implica mudanças de longo alcance em termos sociais, culturais, econômicos e mesmo da besta fera da atual crise que varre o mundo, sobretudo os EUA, a Zona do Euro e o Japão: o financiamento das dívidas soberanas nas sociedades em que a população economicamente ativa (definida como de 15 a 64 anos) diminui, enquanto aumenta a taxa de dependência (abaixo de 15 e acima de 64 anos, isto é, crianças e idosos).

A tendência é que caia o Produto Interno Bruto (PIB) potencial e cresçam as despesas com saúde e aposentadoria. Esse fenômeno está acontecendo com o Japão, a Alemanha, a Suíça, países em que a taxa de mortalidade supera a de natalidade, parcialmente compensada com imigrantes, mas com aumento da intolerância e violência, o que na periferia das grandes cidades europeias vem se tornando epidêmica.

Tudo isso é mais ou menos sabido, embora pouco falado, conforme o receio das elites políticas de discutir abertamente questões para as quais desconhece as respostas. O que está passando batido é que o envelhecimento também chegou aos países emergentes, em especial aos do acrônimo Bric, de Brasil, Rússia, China e Índia.

Índia é exceção, segundo o economista Markus Jaeger, do Deutsche Bank, que revisitou o tema a partir dos novos dados da ONU. Só a população indiana deve continuar crescendo até a metade do século. E, até 2020, vai desbancar a China como país mais populoso do mundo. Já a população da Rússia declina desde 1995. O ponto de inflexão da China, diz Jaeger, será por volta de 2025. Do Brasil, em 2040.

Adicione-se à reflexão que a população jovem no Brasil começou a diminuir, em relação aos mais velhos, desde meados dos anos 1990, o que talvez explique o mercado de trabalho apertado mais cedo do que o verificado em ciclos anteriores de crescimento econômico.

Inflação e estagnação

A curto prazo, é um fator a mais de pressão inflacionária, pois, em média, as oportunidades de emprego excedem a procura, elevando o salário. Num prazo maior, a população declinante e a relação de dependência crescente, diz Jaeger, arrastam para baixo a inflação devido à demanda cadente. Estaria aí uma das causas da estagnação de duas décadas do Japão, em geral atribuída apenas ao estouro da bolha de crédito que sufocou bancos e empresas. As conclusões não são lineares. O fenômeno demográfico só não pode ser ignorado, o que não é incomum no mundo emergente, na análise do alemão Jaeger.

Chance única ao país...

A compreensão do problema não é fácil, já que cumulativo, e quase invisível nos primeiros anos em que começa a se manifestar. Quanto mais cedo há a consciência da mudança demográfica, contudo, menos traumáticas serão as consequências para as futuras gerações. E não só para elas, já que a incapacidade de formulação é precificada no presente, e não depois, como se constata pelos impasses na Europa.

A oportunidade que se apresenta, diz Jaeger, é que só no Brasil, na Índia, na Inglaterra e nos EUA a força de trabalho potencial tende a ser, em 2030, maior do que a atual. Mas em paralelo ao aumento da taxa de dependência, que reduz a poupança. Se o investimento não cair, diz, os juros vão subir. Se o investimento diminuir, o crescimento é que perde força. Em qualquer dos casos, o cenário é ruim para a sustentabilidade das dívidas soberanas. Como superar o dilema?

...mas a hora é agora

O economista do Deutsche diz que há evidência de que a inovação e o progresso tecnológico são favorecidos por populações crescentes. Ao Brasil, a hora seria agora. A "maioria grisalha", termo que se torna frequente, reluta em adotar tecnologias novas (o que reduz a demanda) e é menos propensa a inovar (diminuindo a oferta).

Se o país for atrasado, diz Jaeger, isso não importa muito, pois pode comprar ou adaptar tecnologias existentes. Países avançados, ao contrário, dependem como nunca da tal "produtividade total dos fatores". O Brasil está no meio termo: não superou a má qualidade da educação e da infraestrutura e já entrou na espiral dos custos crescentes da previdência e saúde, mas ainda desfruta o bônus da população jovem. A agenda curtoprazista de inflação, juros, gasto público, câmbio é que não serve ao desenvolvimento já moldado pela demografia. É limitada para o que implica mudanças tão profundas.

A juventude do idoso

O Institute for the Future, de Palo Alto, EUA, por exemplo, olha para 40 anos à frente no atacado, e filtra o que encontra por meio de prospecções de 10 anos rotativos — em que um ano que passa dá lugar a outro ano adiante. A pesquisa, sempre inacabada, já capta mudanças na arquitetura urbana nos EUA, na Europa e na Ásia. O tempo de vida ativa está aumentando. Chamar de idosa uma pessoa com 60 anos já não pega bem em certos ambientes. Na linguagem da propaganda, é gafe de mau gosto. O aumento da faixa etária interessada em novas relações sociais e sexuais está mudando o foco do entretenimento. No limite, é o conceito de idoso que vai ser revisto. Não é a idade o elemento diferenciador, mas a maneira com que nos vemos.

Isaude.net

Relatório da OMS aponta queda muito lenta nas taxas de mortalidade neonatal

Dados mostram que menos recém-nascidos morrem em todo o mundo, mas que a África, em particular, está sendo deixada para trás

Menos recém-nascidos estão morrendo em todo o mundo, mas o progresso é muito lento e a África, em particular, está sendo deixada para trás. Os dados são de um novo relatório divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). As estimativas mostram tendências detalhadas ao longo do tempo e prevê o possível progresso.

As mortes de crianças diminuíram de 4,6 milhões em 1990 para 3,3 milhões em 2009, mas essa queda foi mais acentuada após 2000. O maior investimento nos cuidados de saúde para mulheres e crianças na última década contribuiu para um progresso mais rápido para a sobrevivência das mães (2,3% por ano) e crianças menores de cinco anos de idade (2,1% ao ano) do que para os recém-nascidos (1,7% por ano).

De acordo com os novos números, as mortes nas primeiras quatro semanas de vida era de 37% em 1990 e chega hoje a 41% das mortes de crianças antes da idade de cinco anos.

Causas de morte neonatal

Três são os motivos responsáveis pela maioria das mortes neonatais no mundo: parto prematuro (29%), asfixia (23%) e infecções graves, como a septicemia e a pneumonia (25%).

Segundo os pesquisadores, as intervenções existentes podem impedir dois terços ou mais das mortes no início da vida se chegarem aos que precisam. "A sobrevivência dos recém-nascidos está sendo deixada para trás apesar das soluções conhecidas para evitar estas mortes. Mais atenção e ação para com essa parcela da população é fundamental", disse a diretora geral da OMS para a saúde da família, da mulher e das crianças, Flavia Bustreo.

Local de nascimento

Quase 99% das mortes de recém-nascidos ocorrem no mundo em desenvolvimento. O novo estudo descobriu que, em parte por causa das grandes populações, mais da metade destas mortes acontece agora em cinco grandes países - Índia, Nigéria, Paquistão, China e República Democrática do Congo.

Com uma redução de 1% ao ano, a África tem tido um progresso mais lento do que o de qualquer região do mundo. Entre os 15 países com mais de 39 mortes neonatais a cada 1 mil nascidos vivos, 12 foram da Região da OMS Africana (Angola, Burundi, Chade, República Central Africana, República Democrática do Congo, Guiné Equatorial, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Moçambique e Serra Leoa) além do Afeganistão, do Paquistão e da Somália. No ritmo atual de progresso, o continente Africano levaria mais de 150 anos para chegar aos níveis de sobrevivência dos EUA ou do Reino Unido.

Dos dez países com redução da mortalidade dos recém-nascidos nas duas décadas, oito foram países de alta renda (Chipre, República Checa, Estônia, Grécia, Luxemburgo, Oman, San Marino e Singapura), e dois foram países de renda média (Maldivas e Sérvia).

Os resultados mostram, em termos absolutos, que o local onde os bebês nascem influencia dramaticamente as chances de sobrevivência, e que, especialmente na África, muitas mães sofrem o desgosto de perder um bebê. " Milhões de crianças não deveriam estar morrendo enquanto existem intervenções comprovadas e custo-efetivas para evitar as principais causas de falecimento de recém-nascidos", disse o pesquisador Joy Lawn, do programa Save the Children, envolvido no estudo.

O Estado de São Paulo

Anvisa alerta sobre uso de antidiabético

A prescrição da droga Victoza - um remédio indicado para o tratamento de diabete tipo 2 - para pacientes que querem perder peso levou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a emitir esta semana um nota de alerta com o objetivo de desestimular seu uso como emagrecedor.

De acordo com a agência, "o Victoza é um produto "biológico". Ou seja, trata-se de uma molécula de alta complexidade, de uso injetável, contendo a substância liraglutida. O medicamento, fabricado pelo laboratório Novo Nordisk, foi aprovado pela Anvisa em 2010 para uso específico no tratamento de diabetes tipo 2".

A Anvisa adverte que, nos estudos clínicos do registro e nos relatórios apresentados à agência, foram relatados eventos adversos associados ao Victoza, como hipoglicemia, dores de cabeça, náusea e diarreia. Há riscos ainda de pancreatite, desidratação e alteração da função renal e distúrbios da tireoide, como nódulos e casos de urticária. "O uso do produto para qualquer outra finalidade que não seja como antidiabético caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população", diz a nota.

O Estado de São Paulo

Mulheres 'chipadas' preocupam médicos

Por Lígia Formenti

Implantes subcutâneos liberam hormônios que queimam gordura e aumentam a massa muscular, mas efeitos colaterais são comuns

Dieta e rotina diária de exercícios já não bastam. Em busca de um corpo definido e com pouca gordura, muitas mulheres passaram a recorrer a implantes subcutâneos de hormônios.

É nas academias de ginástica que a mania se espalha. Vendo no aparelho ao lado uma mulher com a imagem considerada ideal e com força de fazer inveja, inevitável perguntar a receita e ir atrás do milagre. Mas se a tática para algumas têm o efeito esperado, para outras traz consequências desastrosas.

"Virou uma febre: todas querem ter o corpo das chipadas, como são chamadas as mulheres que colocam os implantes", conta uma publicitária de Brasília de 22 anos que não quis ter seu nome revelado. Há um ano e meio, ela resolveu aderir à técnica. Nos primeiros meses, tudo correu como esperado: mais músculos, menos gordura. Mas bastou ela ter de fazer uma cirurgia para tudo desandar.

Passado um ano, ela estava às voltas como um grave problema de pele, queda de cabelo, vários quilos a mais e o rosto irreconhecível de tão inchado. Nesse meio tempo, duas idas ao médico responsável pela colocação do implante. "Ele pedia para eu ter paciência, mudou a dosagem, mas desisti de esperar. Tudo que ganhei nesse período foram três cicatrizes e muita dor de cabeça."

Sob a pele. Especialista em nutrição esportiva e metabolismo em Brasília, Clayton Neves Camargos diz ter aumentado o número de pessoas que chegam a seu consultório reclamando dos efeitos do hormônio. Principalmente mulheres. "O equilíbrio hormonal se rompe, problemas até então nunca imaginados aparecem. Além disso, não sabemos qual o efeito do uso dessas drogas a longo prazo", observa.

Inicialmente indicada por um grupo de médicos para mulheres que tentavam fugir da tensão pré-menstrual, a técnica consiste em colocar embaixo da pele pequenas cânulas que secretam uma dosagem de hormônios suficiente para provocar a interrupção do ciclo menstrual.

Depois de um tempo, notando que algumas mulheres ganhavam mais facilmente músculos e ficavam bem dispostas, a técnica passou a ser usada para estética. Entre os hormônios usados está a testosterona, conhecido como masculino, mas que também é encontrado, em menor quantidade, nas mulheres.

"O uso da testosterona é importante em casos específicos: mulheres com baixa produção, principalmente no período pós-menopausa", diz o ginecologista Jefferson Drezett. "Com finalidade estética, não recomendo. Os efeitos colaterais são muitos." Entre eles, alteração na voz e no sono e aumento de risco de doenças cardiovasculares.

Três tipos de implantes hormonais estão registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Todos com finalidades precisas, longe da questão estética. O fato de um médico prescrever a droga apenas para ganho de massa muscular não caracteriza uma infração. Mas, segundo a agência, o uso off label (que vai além daquele determinado em bula) é feito por conta e risco do profissional que o prescreve. Se estiver incorreto, ele pode eventualmente caracterizar erro médico.

Críticas

Clayton Camargos, especialista em metabolismo

"O equilíbrio hormonal se rompe, problemas até então nunca imaginados aparecem. Não sabemos qual o efeito do uso dessas drogas a longo prazo."

Jefferson Drezett, ginecologista

"Quando a pessoa para de tomar o remédio, os efeitos se vão."

Sábado, 10.09.11

Correio Braziliense

O imposto da saúde

Por Luiz Carlos Azedo

Apesar das pressões, é praticamente inviável a criação de um imposto para financiar a regulamentação da Emenda 29, que destina recursos da União, estados e municípios à saúde. Há várias propostas de fonte de financiamento na mesa de negociações, mas não há acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

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A recriação do imposto do cheque, a extinta CPMF, não conta com a simpatia da maioria dos parlamentares. O Palácio do Planalto também não vê com bons olhos a legalização do jogo, que tem certo apoio no Congresso. Resta a elevação das alíquotas dos impostos cobrados sobre a venda de cigarros e bebidas, que tem mais sentido, pois são hábitos de consumo com impacto direto nos indicadores de saúde.

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Outra fonte de recursos seria os royalties de petróleo da camada pré-sal, mas essa negociação é um caso à parte e divide opiniões no governo. Mesmo assim, sem a criação de uma nova fonte de receita, a Emenda 29 deve ser aprovada pela Câmara no próximo dia 28. O governo ainda tentará paralisar a regulamentação no Senado, mas não será uma tarefa fácil.

Gastos

Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (foto), do PT-SP, o governo não pretende patrocinar a discussão sobre a criação do imposto. A União já aplica mais recursos na saúde do que o previsto no projeto em discussão. A maioria dos municípios também. Os estados que mascaram os investimentos em saúde incluindo-os na rubrica obras de infraestrutura e outras despesas é que ficarão no aperto.

Isaude.net

Pesquisadores bloqueiam vírus da dengue com bactéria natural de insetos

Estratégia inovadora utiliza a bactéria Wolbachia que, estima-se, estar presente em até 70% dos insetos do planeta

Pesquisa desenvolvida na Universidade de Queensland, em Brisbane, na Austrália, indica a possibilidade de se controlar a transmissão do vírus da dengue. Com participação de 40 cientistas de todo o mundo, projeto envolveu uma estratégia inovadora para o bloqueio do vírus dengue em mosquitos Aedes aegypti, utilizando uma bactéria Wolbachia. Estima-se que até 70% dos insetos do planeta contenham naturalmente a bactéria, apesar de nunca ter sido encontrada em Aedes aegypti.

De acordo com o pesquisador da Fiocruz Minas, Luciano Andrade Moreira, que faz parte da equipe, conseguiu-se inserir, por meio da microinjeção de embriões, uma cêpa dessa bactéria (wMelPop), originária da mosca Drosophila, no Aedes aegypti. A grande surpresa se deu quando os mosquitos que continham a bactéria bloqueavam o vírus da dengue. Entretanto, os mesmos mosquitos produziam menos ovos e os ovos não podiam ficar secos (como naturalmente ocorre) por muito tempo que morriam, o que poderia comprometer a invasão de mosquitos contendo a bactéria na natureza.

Diante disso, o grupo do biólogo que lidera a pesquisa, Scott O' Neill, da Austrália, realizou trabalhos com mosquitos que agora continham um outro " tipo" da mesma bactéria, que não causavam nenhum problema de desempenho biológico aos mosquitos. A pesquisa publicada na Nature revelou que, após uma série de testes em laboratório, foi descoberto que a bactéria Wolbachia da cêpa wMel consegue também bloquear a capacidade dos mosquitos Aedes aegypti de transmitir a dengue.

Os cientistas soltaram então 300 mil mosquitos adultos infectados com a bactéria em duas áreas no nordeste da Austrália ao longo de um período de cerca de dez semanas. Pouco mais de um mês depois, após finalizarem as liberações, quase todos os Aedes aegypti selvagens testados haviam sido infectados com a bactéria, ficando, portanto, incapazes de espalhar a doença. Entretanto, Moreira, alerta que como a dengue não é epidêmica na Austrália, testes estarão sendo realizados no Vietnã e na Tailândia, onde há grande pressão da doença. O programa tem grande chance de controlar a transmissão da doença em vários países e de uma forma praticamente gratuita, pois mosquitos contendo Wolbachia têm mais chance de deixarem descendentes, o que tende a aumentar o número de insetos com a bactéria na natureza.

Isaúde.net

Análise genética de superbactéria fornece novas pistas sobre multirresistência

O genoma do mincrorganismo forneceu informações para neutralizar a resistência adquirida a um antibiótico de última linha

A análise do genoma de uma superbactéria rendeu novas informações cruciais que poderiam ajudar nos esforços para neutralizar a resistência da bactéria a um antibiótico de último recurso. A pesquisa foi liderada por cientistas do University of Texas Health Science Center at Houston (UTHealth).

As superbactérias são bactérias que são resistentes a vários antibióticos e representam um dos problemas de saúde mais desafiadores do século 21. As infecções causadas por estas bactérias podem levar a doenças de mais longa duração, à maior permanência hospitalar e, em alguns casos, à morte. A resistência aos antibióticos está em ascensão e os tratamentos alternativos geralmente não são muito eficientes.

Os pesquisadores se concentraram em uma superbactéria chamada enterococos resistente à vancomicina (VRE), que é uma bactéria intestinal que resistente a vários antibióticos, principalmente à vancomicina, uma droga que tem sido utilizada para o tratamento de infecções potencialmente letais associadas ao ambiente hospitalar.

"É a segunda bactéria mais comum isolada dos pacientes nos hospitais dos Estados Unidos depois da estafilococos. O problema é que a VRE tornou-se tão resistente que não temos antibióticos de confiança para tratá-la mais. A daptomicina é um dos poucos antibióticos restantes com atividade contra a VRE e é normalmente utilizada como uma droga de última instância. Além disso, esta superbactéria em particular é frequentemente vista em pacientes debilitados, como os que estão em unidades de tratamento intensivo, recebendo tratamento de câncer e pacientes que receberam transplantes, entre outros, por isso o surgimento de resistência durante o tratamento é um grande problema", disse o professor de medicina Cesar Arias

A VRE pode desenvolver resistência à daptomicina durante o tratamento. Para descobrir o motivo disso, os pesquisadores compararam os genomas de amostras de bactérias extraídas do sangue de um paciente com infecção da corrente sanguínea por VRE que estava recebendo a daptomicina. A bactéria desenvolveu resistência à daptomicina e o paciente morreu em seguida.

Ao comparar a composição genética da bactéria antes e depois de ela desenvolver resistência à daptomicina, os pesquisadores conseguiram identificar alterações nos genes diretamente ligadas à resistência aos antibióticos. "A nossa pesquisa fornece comprovação direta de que as alterações em dois genes bacterianos são suficientes para o desenvolvimento da resistência à daptomicina na VRE durante a terapia", disse Arias.

Barbara Murray, diretora da Divisão de Doenças Infecciosas da UTHealth, disse: "Estes resultados lançam as bases para a compreensão de como as bactérias podem se tornar resistentes à daptomicina, que abre imensas possibilidades para atacar as funções codificadas por estes genes mutantes. Este seria um passo em direção ao desenvolvimento dos medicamentos que são tão necessários. Isto é, quando entendermos o mecanismo exato de resistência, poderemos começar a desenvolver estratégias que bloqueiam ou atacam o mecanismo de resistência".

Murray, que é professora de Medicina Interna, acrescentou que "Este estudo identificou genes nunca antes relacionados à resistência aos antibióticos nos enterococos. A abordagem genética utilizada no estudo é muito poderosa e foi capaz de identificar os genes exatos e as mutações específicas dentro deles que levavam ao fracasso do tratamento com a daptomicina (CUBICIN ®) e que contribuíam para o desfecho fatal do paciente".

O laboratório de Arias está fazendo pesquisas adicionais necessárias para determinar os mecanismos precisos pelos quais as mudanças genéticas permitem que a bactéria derrote o antibiótico. "Há mutações que aparecem para alterar o invólucro da célula bacteriana, que é o alvo do antibiótico. As modificações trazidas pela mutações genéticas podem alterar o invólucro das células para evitar a que os antibióticos causem a sua morte. Acreditamos que estas mudanças são um mecanismo geral pelo qual as bactérias se protegem", disse Arias.

Herbert DuPont, professor de Ciências Médicas e diretor do Centro para Doenças Infecciosas da University of Texas School of Public Health, disse: "Vinte anos atrás, as bactérias resistentes aos antibióticos causavam infecções hospitalares mais frequentemente nas pessoas com doenças subjacentes ou com idade avançada. Agora, as bactérias resistentes também são muitas vezes vistas na comunidade em pessoas que estavam saudáveis, o que torna o tratamento muito complicado".

Isaude.net

Ministério da Saúde leva teste rápido de HIV para aldeias indígenas do MT

O Ministério da Saúde começou iniciou a realização de testes rápidos para a detecção do vírus HIV entre indígenas do Mato Grosso no último dia 6. Anteriormente, os índios precisavam ser removidos a áreas urbanas para fazer a coleta de sangue e aguardar 15 dias para receberem os resultados dos testes.

A primeira aldeia visitada pelas equipes de saúde, coordenadas pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, foi a de Umutina, a cerca de 200 quilômetros da capital.

Além da realização da coleta e do exame, os profissionais de saúde são capacitados para orientarem os indígenas sobre a importância dos testes. Nos próximos meses, testes rápidos de sífilis e hepatites B e C serão realizados em 10 etnias do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Cuiabá, localizadas em 16 municípios do estado que abrangem uma área de dois milhões e 300 mil hectares de terras, onde vivem cerca de 6,5 mil indígenas.

A nova tecnologia e os procedimentos para os testes rápidos são validados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e podem ser realizados, sem perda de eficácia, até mesmo em condições adversas, como em áreas onde a temperatura ou a umidade são elevadas.

De acordo com o Ministério da Saúde, em caso de diagnóstico positivo para HIV e hepatites virais, os pacientes são removidos para os municípios de referência e assistidos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Já o tratamento para sífilis começa imediatamente após a confirmação do diagnóstico e é realizado na aldeia.

O Estado de São Paulo

Site aponta farmácia com remédio barato

Por Clarissa Thomé / colaborou Carolina Marcelino, do Jornal da Tarde

É possível pesquisar - por Estado, cidade ou bairro - mais de 15 mil preços de medicamentos

Até o fim do ano, os brasileiros terão gastado R$ 55 bilhões em medicamentos - uma média de despesa anual de R$ 337 por pessoa, aponta pesquisa do Ibope que avaliou a estimativa de consumo de remédios. Uma ferramenta, criada por cinco analistas de sistemas, ajuda a diminuir esse gasto. É o site Mais Preço, um buscador de preços de remédios criado especificamente para esse fim. O serviço é gratuito e não faz vendas.

No site é possível pesquisar mais de 15 mil preços de medicamentos e 200 mil ofertas distribuídas entre as principais redes de farmácias no País. Mesmo aquelas que não têm site de vendas aparecem na busca - basta a farmácia informar os preços de seus medicamentos para o Mais Preço (maispreco.com).

"As pessoas não têm o costume de comprar medicamentos pela internet. A ideia é que elas façam a busca no site e comprem o remédio na própria loja, já sabendo que ali elas vão encontrar o menor preço", afirma Marcelo Santos, um dos sócios do Mais Preço.

Além de indicar o valor, o site reproduz a bula dos medicamentos, informa se existe similar ou genérico e se o produto participa do programa Farmácia Popular. É possível fazer a procura selecionando por Estado, cidade e bairro. Numa busca rápida, descobre-se que o preço do antibiótico amoxicilina com clavulinato de potássio varia de R$ 14,34 a R$ 77,77. O anti-inflamatório diclofenaco sódico é encontrado por valores que vão de R$ 6,36 a R$ 22,32.

A professora de inglês Maria da Conceição Abboud descobriu o site quando procurava medicamento mais barato para o seu filho, que tem a síndrome de Tourette, um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado pelo aparecimento de tiques. "É um remédio de uso contínuo, compramos três ou quatro caixas de uma vez, e às vezes temos de decidir qual conta não vamos pagar."

Conceição, que mora no Rio, chegou a achar a risperidona por R$ 12 numa farmácia de São Paulo, mas uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe a compra de medicamentos controlados pela internet. "Não comprei o remédio do meu filho, mas passei a consultar o site cada vez que tenho de ir à farmácia."

Economia. Segundo a Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, o site ajudará o consumidor a achar sempre a melhor opção. Mas a entidade diz que o serviço não vai estimular os concorrentes a igualarem seus preços, já que a localidade dos estabelecimentos influenciará um consumidor que dificilmente comprará um remédio de outro Estado, por exemplo, só porque ele é R$ 2 mais barato.

O Estado comparou preços do Mais Preço com valores das drogarias e o serviço funciona bem. Mas, às vezes, não dá tempo de as empresas atualizarem a tabela com o site. O Tylenol Gotas 200 mg 15 ml, por exemplo, custa R$ 11,96 na Drogaria São Paulo, mas no site está R$ 10,90.

Consumidor. Para o gerente de comunicação do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Carlos de Oliveira, sites como o Mais Preço ajudam o consumidor a exercer seu poder de compra, já que ele pode se recusar a comprar um item caso o ache mais em conta no concorrente. "Ferramentas para auxiliar o consumidor na busca de preços mais baixos são sempre bem-vindas. O País está muito caro, com diferenças de preços enormes para um mesmo produto ou serviço." Correção

A reportagem Em Botucatu, médico bate ponto, mas não cumpre jornada, publicada na edição de ontem à página A14, afirma erroneamente que o chefe da médica Laura de Toledo Curceli é o seu marido, Emílio Curceli, superintendente do Hospital das Clínicas de Botucatu. Laura não faz parte do quadro de funcionários desse hospital.

Sexta-feira, 09.09.11

Saúde Business Web

Hospitais avaliam proibição paulista do cheque caução

Por Lígia Sanchez

Governo paulista sanciona lei que impede a exigência do meio de pagamento como garantia nas internações

Embora a lei paulista tenha sido sancionada em junho, a discussão sobre a exigência do cheque caução é antiga. Em 2003, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vetou o procedimento, por meio da Resolução Normativa 44. A pressão para que os hospitais paulistas deixem de exigir cheque caução ganhou reforço no fim de junho, quando o governador Geraldo Alckmin sancionou lei que proíbe a prática em casos de internação de emergência ou urgência.

A necessidade de nova legislação indica a dificuldade do mercado se adequar à nova forma de atendimento. Para a gestão financeira dos hospitais, deixar de pedir caução pode significar alguns desafios, como o risco do aumento da inadimplência e em último caso, o encarecimento da assistência hospitalar. “Nossa maior preocupação é que com essa divulgação haja um aumento significativo de atendimentos de pessoas mal intencionadas em não pagar pelo serviço prestado”, afirma a diretora administrativa do Hospital e Maternidade Samaritano de Sorocaba, Ethienne Candiotto.

Ela ressalta que confia na honestidade da maioria das pessoas que procuram o serviço médico e sua preocupação se estende para o aumento dos custos como um todo. “Gostaríamos muito de avalizar esta lei, mas infelizmente preocupa-nos o fato de saber que as pessoas que agem com responsabilidade ao utilizar os serviços do hospital serão penalizadas pela inadimplência gerada pelos maus pagadores”, afirma.

O Hospital e Maternidade Samaritano de Sorocaba, no interior paulista, deixou de exigir o cheque caução em 2000. “Esta forma de cobrança foi substituída por outras, como cartões de crédito com parcelamento, e outras próprias de cobrança, buscando uma solução amigável através de um acordo entre o hospital e sua tesouraria”, explica Ethienne.

A diretora afirma que ocorrem casos de inadimplência e que acionar judicialmente os pacientes tem se mostrado difícil. “A tramitação dos processos na justiça é lenta e nem sempre o hospital consegue apreender valores ou bens dos devedores para garantir o pagamento da dívida.”

O Hospital de Base, de São José do Rio Preto (SP), recentemente trocou a prática do cheque caução pelo contrato de atendimento, segundo o diretor executivo, Horácio José Ramalho. O procedimento inclui assinatura do paciente e responsável, estipulando a forma de pagamento, com acompanhamento do departamento financeiro e jurídico.

Ramalho não acredita em prejuízo para a gestão financeira do hospital. “Uma pessoa honesta cumpre com suas obrigações e uma desonesta sempre consegue ludibriar, como sustar o cheque. O Hospital de Base de Rio Preto é totalmente a favor da lei, pois, muitas vezes, o cheque caução gera constrangimento ao cidadão”, declara.

Agência Brasil

“Pré-sal não sana necessidades imediatas da saúde”, diz Padilha

Para o ministro, regulamentação da Emenda 29 exige uma nova fonte de custeio

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alertou, nesta quinta-feira, (08), que o repasse de recursos da exploração do petróleo do pré-sal não resolve a necessidade imediata de uma fonte de financiamento da saúde pública. Segundo ele, a regulamentação da Emenda 29 – que define percentuais mínimos dos orçamentos da União, estados e municípios para a saúde – exige uma nova fonte de custeio.

A Câmara dos Deputados deve votar a emenda constitucional, no próximo dia 28, sem, no entanto, apontar uma base de cálculo para a Contribuição Social para a Saúde. Com isso, a tarefa de definir a fonte de recursos ficará para os senadores. Uma das alternativas levantadas são os royalties do pré-sal. “O impacto é de médio a longo prazo [pré-sal]. Os governadores estão preocupados porque precisam de mais recursos, agora, para a saúde do país”, disse Padilha, depois de encontro com a comunidade científica.

O Fundo Social do pré-sal prevê que o lucro com a exploração do petróleo irá para programas de combate à pobreza, da educação, da cultura, da saúde pública, da Previdência, de ciência e tecnologia, do meio ambiente e de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, descartou, ontem (7), a possibilidade de usar os recursos do pré-sal como fonte para custear o impacto financeiro que será causado pela Emenda 29. “O pré-sal só vai produzir petróleo daqui a sete ou oito anos. Precisamos de recursos já”, disse.

Site do Deputado Darcisio Perondi

Perondi vai reinaugurar chat da Câmara

A regulamentação da Emenda Constitucional 29, que vai possibilitar mais recursos para a saúde, será o tema do primeiro bate-papo, nesta legislatura, promovido pela Câmara na internet. Será no próximo dia 13, terça-feira, e o convidado é o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frente Parlamentar da Saúde. O chat começa às 15 horas e deve durar 60 minutos, podendo ser estendido, dependendo da demanda de perguntas.

A regulamentação da EC 29 deve ser concluída pelo plenário no dia 28 de setembro, de acordo com o cronograma divulgado pelo presidente da Câmara, Marco Maia. A matéria, na forma do PLP 306/2008, já foi aprovada em 2008. Ela fixa percentuais mínimos a serem aplicados em saúde por União, Estados e Municípios e define o que são ações e serviços de saúde, evitando o desvio de recursos do setor. Resta apenas a votação de um Destaque, que visa suprimir do texto a CSS, contribuição Social da Saúde, que tem um sistema de cobrança idêntico ao da extinta CPMF. Existe acordo para que o Destaque seja aprovado e a matéria siga para a Casa de origem, o Senado.

Para participar do chat, o internauta deverá acessar o site da Câmara: www.camara.gov.br

Isaude.net

Ministério Público investiga empresas de atendimento domiciliar no Rio

Cerca de 30 empresas deverão ser investigadas. Audiência pública foi realizada para apontar irregularidades trabalhistas no setor

O Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio de Janeiro quer regularizar os serviços públicos prestados por empresas de saúde do setor de atendimento domiciliar, também conhecido como home care. Uma audiência pública foi realizada na última terça-feira (6) com empresas de saúde para tratar do tema. Cerca de 30 empresas deverão ser alvo de investigação do MPT.

Segundo o procurador do Trabalho Cássio Casagrande, a audiência teve como objetivo apontar às empresas as principais irregularidades trabalhistas já detectadas pela fiscalização do trabalho. Ele acrescentou, ainda, que aguardará a relação daquelas que já foram autuadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego para instaurar procedimentos investigatórios.

" O nosso objetivo é priorizar o diálogo. O encontro foi relevante porque tivemos a oportunidade de ouvir, num mesmo momento, as dificuldades encontradas pelas empresas que atuam nesse segmento. A contratação irregular na área da saúde é um problema generalizado e o nosso intuito é dar um tratamento uniforme a todas as empresas que forem investigadas pelo Ministério Público do Trabalho" , disse o procurador Cássio Casagrande, que respondeu indagações feitas público juntamente com a procuradora Carina Rodrigues Bicalho.

Em razão do elevado número de denúncias e reclamações trabalhistas relativas à forma de contratação de pessoal, o Núcleo de Investigação de Fraudes ao Contrato de Trabalho do MPT-RJ criou o projeto " Home Care" , que consiste na atuação conjunta com o Ministério do Trabalho e Emprego para regularizar as relações de trabalho no segmento de serviço de atenção domiciliar.

Entre os objetivos do projeto estão a eliminação da informalidade da contratação dos trabalhadores e da intermediação de mão de obra, e a garantia do registro do contrato na carteira de trabalho.

A audiência foi iniciada pelo procurador-chefe do MPT no Rio de Janeiro, José Antonio Vieira de Freitas Filho, e reuniu representantes de cerca de 40 empresas do setor. Os demais procuradores do Núcleo de Investigação de Fraudes ao Contrato de Trabalho, Marcelo José Fernandes da Silva, Marco Antonio Sevidanes da Matta, Tiago Oliveira de Arruda e Viviann Rodrigues e a procuradora-chefe substituta, Cynthia Maria Simões Lopes, também estiveram presentes.

O presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas do Rio, Josier Vilar, apresentou, por outro lado, proposta visando a construir uma solução negociada para o setor de home care, " incorporando toda a mão de obra em regime celetista, de forma progressiva, com prazo de cinco anos para que esses trabalhadores sejam incorporados ao sistema da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - proposto pelo Ministério Público" .

Para o procurador Cássio Casagrande, o tempo necessário para a regularização do setor dependerá de cada empresa, mas ele não concorda com o prazo solicitado por Vilar. " São cerca de 40 empresas que atuam nesse setor no Rio, e o enquadramento deverá ser negociado caso a caso. Mas vamos tentar que essas empresas firmem um termo de compromisso para, dentro de um prazo razoável, regularizar a contratação dos trabalhadores". Segundo Casagrande, o prazo de cinco anos é excessivo. "Entendemos que ele deve ser muito menor, até porque não vemos justificativa para tanto tempo" , disse ele.

Isaude.net

Cremego adota piso salarial da Fenam para médicos fiscais contratados

A medida é retroativa a maio de 2011 e prevê pagamento escalonado a partir de abril de 2012, chegando a 100% em maio de 2013

A diretoria do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) aprovou a adoção do piso salarial da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) como parâmetro para a remuneração dos médicos fiscais contratados pelo Conselho. A medida é retroativa a maio de 2011 e prevê o pagamento de 70% do piso até abril de 2012; 85% entre maio de 2012 e abril de 2013 e 100% a partir de maio de 2013.

Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o piso atualmente está fixado em R$ 9.188,22. O reajuste salarial dos médicos fiscais do Cremego acompanhará o aumento estipulado pela Fenam. Assim, a partir de maio de 2013, o salário mensal do médico fiscal será igual ao piso fixado pela Federação.

" Com a adoção desse piso, o Cremego põe em prática um direito que reivindica para toda a classe médica" , explica o presidente do Conselho, Salomão Rodrigues Filho. O Cremego defende a implantação do piso salarial da Fenam para a remuneração dos médicos tanto na rede pública quanto nos serviços privados.

Para a adoção do piso salarial dos médicos fiscais, o Cremego considerou o previsto no inciso III do Capítulo I do Código de Ética Médica, que estabelece que " para exercer a medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa" . Atualmente, o quadro de médicos fiscais do Cremego é composto por quatro profissionais.

AGENDA


- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo

Abramge / AssPreviSite

As inscrições para os Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”. Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio site da Abramge.

No Brasil, o Ministério da Saúde registra a cada ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais: a informação não é muito divulgada. O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus – e segundo estudo publicado na revista científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma humano.

Podem participar da premiação, jornalistas profissionais de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de 2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover a informação sobre saúde e estimular a pesquisa científica do setor”, diz o presidente da Abramge, Arlindo de Almeida.

A comissão julgadora dos Prêmios será constituída de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão encaminhados aos jurados escolhidos pela direção da Abramge para análise e indicação dos melhores trabalhos.

Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem: R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos. E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da Abramge.

Veja o regulamento completo dos Prêmios no endereço eletrônico www.abramge.com.br


- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar

Unidas / AssPreviSite

12 de setembro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Oferecer aos participantes uma visão ampla da legislação que rege os planos privados de assistência à saúde, abordando os princípios constitucionais pertinentes ao direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99, as resoluções do CONSU e da ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência reguladora, a aplicação subsidiária do Código de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto, os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos, as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência administrativa e judicial sobre o assunto.

Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase as questões práticas.

Instrutor

Dr. José Luiz Toro da Silva

Público Alvo

Dirigentes, Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área, advogados e estudantes de direito, médicos, auditores, contadores, atuários, peritos e demais interessados em conhecer este ramo de atividade.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br

- Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle de Custos do Hospital" São Paulo-SP

Data do Curso

15/9/2011 a 16/9/2011

Objetivo

Orientar a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle de custos

Público Alvo

Profissionais de Enfermagem

Programa

Cenário Atual

- Resistência a Mudanças

- Gestão de Profissionais

Custos Hospitalares

- Componentes dos Custos

- Classificação dos Custos

- Sistema de Rateio

- Ponto de Equilíbrio

Remuneração

Padronização

- Convênios

- Glosas

Enfermagem e Gerenciamento de Custos

Visão Estratégica do Negócio

Inscrições até 09/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17:00

Instrutor - Sarah Munhoz

Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção São Paulo.

Mais informações


- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia

Local

Centro de Eventos FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul

Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic

CEP: 91140-001 – Porto Alegre - RS

55 (51) 3347-8696

Fax: 55 (51) 3347-8722

Email: kkein@ergs.org.br

Data

16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)

Organização

Sociedade Brasileira de Cardiologia

Avenida Marechal Câmara, 160/Sala 330 - Centro

CEP: 20020-907 - Rio de Janeiro – RJ

55 (21) 3478-2700

www.cardiol.br

Organização Científica

Gerência de Eventos da SBC

55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752

Fax: 55 (21) 3478-2755

E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br

Skype: sbc-eventos01

Central de Inscrições

55 (21) 3478-2700 ramal: 2759

Fax: 55 (21) 3478-2770

E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br

- Curso "Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde" São Paulo-SP

Data do Curso

21/9/2011 a 23/9/2011

Objetivo

Possibilitar aos participantes o desenvolvimento das competências necessárias para as funções ligadas à Logística Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de atuação, considerando os aspectos técnicos e administrativos.

Público Alvo

Profissionais com e/ou sem vivência no setor Hospitalar Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.

Programa

FUNDAMENTOS E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:

- Definição de Logística de Suprimentos no ambiente hospitalar;

- Organização e estruturação da Logística de Suprimentos e a sua posição na estrutura organizacional de um hospital;

ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:

- Conceitos básicos em Farmácia Hospitalar;

- Atribuições do farmacêutico Hospitalar;

- Sistemas de distribuição e rastreabilidade de medicamentos e produtos para saúde;

- Legislações aplicadas à Farmácia Hospitalar;

- Farmácia Clínica, Farmacovigilância, CIM e CCIH.

SISTEMAS DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE NEGOCIAÇÃO:

- Planejamento e definição das estratégias de compras;

- Conceitos de custo total no processo de aquisição (Sourcing);

- Compras eletrônicas - (e-procurement, pregão, leilão reverso);

- Licitação

- Legislação e Princípios;

- Estratégias de negociação;

- Gestão de contratos.

QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/ NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:

- Qualificação e avaliação dos fornecedores;

- Padronização de produtos para saúde como estratégia de redução de custos;

- Conceitos de classificação, codificação e catalogação de produtos para saúde;

ARMAZENAGEM, MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO DOS ESTOQUES

- Técnicas de recebimento e inspeção de qualidade;

- Armazenamento, movimentação e transporte de materiais;

- Valorização dos estoques (método PEPs, FIFO, Custo Médio Ponderado);

GESTÃO DOS ESTOQUES

- Principais conceitos da administração de materiais;

- Conceitos e aplicabilidade

- Estoque Mínimo, Estoque de Segurança, Ponto de Pedido;

Lote Econômico, Curva ABC;

- Normas de inventário e contagem cíclica;

Inscrições até 16/09/11

Local

Sede Administrativa Pró Saúde - Rua Guaicurús nº 563 Lapa

Horário: 8:30 às 17h

Instrutor - Mônica Cristina Granzo

Bacharel em Ciências Contábeis; MBA em Logística Empresarial, Vasta experiência profissional na área de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes a área.

Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki

Graduação em Farmácia & Bioquímica, pós graduação em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica. Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras, membro Presidente da Comissão de Padronização de Produtos da Central de Compras, atuação em educação continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação de fornecedores.

Mais informações


- CBA lança curso de gestão de profissionais de saúde


Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros profissionais da área de saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais de qualidade e segurança no cuidado com o paciente. Esse é um dos objetivos do curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde, promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International (JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.

O curso, oferecido em parceria com a Universidade Lusófona de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção de profissionais, educação continuada, gestão do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar seus profissionais a manterem os padrões de qualidade e excelência no desempenho de suas atividades.

"As organizações de saúde esperam de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes", explica Parreira. "Para isso, essas instituições precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar as competências exigidas, manter a agilidade da ação e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.

Doutor de Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona, Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige do gestor capacidade de liderança, visão estratégica da gestão de RH e atualização a respeito de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais qualificados", enfatiza.

O curso Educação e Qualificação dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores e lideranças intermediárias de instituições de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones (21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.

Assessoria de Imprensa

SB Comunicação, tel. (21)3798-4357

Simone Beja, tel. (21)9367-3722

Igor Waltz, tel. (21)7674-1492


- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão Hospitalar

Temática: Turismo de Saúde

Objetivo

O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar, tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde, abordando temas, reflexões e ações que venham a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico do país, contando com centros de excelência em medicina já inseridos na certificação em “acreditação hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.

Dia e Horário:

Data: 22 de setembro de 2011

Horário: 08:00 às 18:00h

Local: Salão de Convenções do Real Hospital Português

- 1º Congresso Nacional de Hospitais Privados

Promovido pela ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores de decisão no setor de saúde para compartilhar experiências em gestão.

De 28 a 30 de setembro, administradores de hospitais públicos e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,

Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas, Segurança do Paciente, Governança Clínica, Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre outros.

Iniciativa inédita, o evento é dedicado à gestão de estabelecimentos de saúde, troca de experiências e conhecimento do setor e terá a participação dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br


- 14º Conferência Nacional de Saúde

Tema

“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”

A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional. As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.

Mais informações no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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