Leia
nesta edição:
- Meta é implantar política
ampla, moderna e corajosa, diz presidenta sobre plano de combate
ao crack
- Aumenta
número de falências de operadoras de
planos de saúde
- MG investiga
suspeita de oito mortes por intoxicação
medicamentosa
- Estudo
descreve molécula que pode evitar enfartes mais
graves
- "Andropausa" afeta
1 em cada 4 homens acima dos 50 anos, diz levantamento em SP
- Saúde capacita equipes para o Centro de Recuperação
de Afogados, em Matinhos
- Mercado Aberto
- Pesquisa
aponta que plasma sanguíneo melhora regeneração
de ligamentos do joelho
- Melhoria
na saúde
- Conferência ressalta importância do Sistema Único
de Assistência Social para erradicar a extrema pobreza
- País ganha regras para preservar órgãos
- Inibidores
de apetite anfetamínicos já não
podem ser vendidos
- Nova lei
facilitará fiscalização da saúde
pública, diz ministro
- Internação involuntária de usuário
de crack divide especialistas
- Unimed-Rio
inaugura novo pronto atendimento de emergência
- Nova promessa
contra o câncer de mama
- Rede de
assistência aos usuários de crack será reforçada
no MS
- De varizes
a problemas cardíacos: o salto nas cirurgias
vasculares
- Prefeitos de MS reclamam da perda de recurso
- Saúde inaugura novo serviço de internação
em SP
- Ministro anuncia mil novos leitos do SUS na Capital
- Justiça determina retirada dos pacientes do hospital
psiquiátrico de Rio Bonito
- MS repassa
R$ 15 milhões para instalação
de mosquiteiros
- TCU diz
que Cruz Vermelha não tem experiência
para gerir hospital de porte e vê irregularidade no Trauma
- Hospital
Conceição passa a integrar S.O.S Emergências
- Funasa
anuncia investimentos de R$ 2,6 bilhões do PAC
2
Segunda-feira, 12.12.11
AGÊNCIA
BRASIL
Meta é implantar política
ampla, moderna e corajosa, diz presidenta sobre plano de combate
ao crack
Ao comentar
o lançamento de um conjunto de ações
para o enfrentamento ao crack na semana passada, a presidenta
Dilma Rousseff disse hoje (12) que a meta do governo é implantar
uma política ampla, moderna e corajosa de combate às
drogas.
No programa
semanal de rádio Café com a Presidenta,
ela lembrou que R$ 4 bilhões serão investidos até 2014
em uma rede integrada que atue em três frentes: garantir
o cuidado e o tratamento para dependentes químicos; reprimir
o tráfico e o crime organizado; e educar jovens para prevenir
o contato com as drogas.
Segundo Dilma,
o país conta atualmente com 26 unidades
públicas de acolhimento para usuários no Sistema Único
de Saúde (SUS). A expectativa é chegar a 574 unidades
até 2014, por meio de parcerias com instituições
privadas e comunidades terapêuticas.
“Para receber recursos do governo, essas instituições
terão que seguir as novas normas da Anvisa [Agência
Nacional de Vigilância Sanitária] relativas à higiene
do ambiente, ao atendimento e, principalmente, ao respeito aos
direitos humanos e à manutenção do contato
dos pacientes com a família”, explicou.
Outra novidade é a ampliação do atendimento
nos centros de Atenção Psicossocial Álcool
e Drogas (Caps AD) para 24 horas. Isso porque, de acordo com
a presidenta, um paciente que tenta se livrar das drogas pode
ter uma crise de abstinência no meio da noite ou durante
o fim de semana.
“E, às vezes, é o atendimento nas emergências
dos hospitais que salva a vida de um usuário de drogas.
Vamos criar 2.462 novos leitos em enfermarias especializadas
no atendimento aos dependentes de álcool, crack e outras
drogas. Mais 1.142 leitos serão reformados e reequipados”,
concluiu Dilma.
PORTAL G1
Aumenta
número de falências de operadoras de planos
de saúde
Muitos usuários do serviço dessas empresas não
sabem a quem recorrer quando precisam de atendimento médico.
Aumentou
o número de falências de operadoras de
planos de saúde. E isso traz um problema para todos que
usavam o serviço dessas empresas. Muitos não sabem
a quem recorrer quando precisam de atendimento médico.
Mas, a lei garante direitos ao paciente.
A aposentada
Joana Ricioli Morezza precisa fazer uma biópsia
e ficou abalada ao saber que não pode mais contar com
o plano de saúde que paga há 17 anos. "Dá uma
sensação de abandono, porque na hora que precisa
do plano, você não ter e recebe a notícia
de que não existe mais, é complicado, eu choro
muito", disse a aposentada Joana Ricioli Morezza.
O número de reclamações em todo o Brasil
por causa da falência de convênios médicos
cresceu muito nos últimos dez anos. Em 2001, quatro operadoras
de planos de saúde fecharam as portas de acordo com a
Agência Nacional de Saúde, a ANS. Em 2011, só até novembro,
já foram 78 operadoras extintas.
A ANS faz
uma intervenção fiscal no convênio
médico sempre que ele deixa de oferecer garantias de assistência à saúde
do paciente. Quando a situação é irreversível,
a agência extingue o convênio e cassa a autorização
de funcionamento.
Nesses casos,
o consumidor tem direito a portabilidade especial. Que nada
mais é do que a chance de trocar de plano de
saúde sem ter que cumprir um novo período de carência.
O pedido tem que ser feito pela internet. A ANS vai fazer. Para
que ele efetivamente faça a portabilidade, explicou a
diretora do Procon de Campinas (SP) Viviane Carvalho de Moura.
Como nem
sempre as coberturas dos planos são iguais,
não há garantia nenhuma de que a pessoa vai pagar
a mesma mensalidade no novo convênio. Essa é a queixa
do aposentado Mário Benedito Campagnone. "Isso é enorme,
não tenho condições de pagar, R$ 400, R$
450, não tenho condições de pagar isso",
contou.
Ele nunca
atrasou o pagamento, mas foi penalizado pela má administração
do convênio médico que o atendeu por dez anos. "Quando
eu recebi a carta, foi um baque, porque a gente tem que ter o
plano, porque se a gente ficar sem o plano. Sinceramente, eu
fiquei muito abalado com isso, porque eu não penso só em
mim, eu penso no pessoal que está lá dentro, aqueles
senhores, de mais idade, não sei como esse pessoal vai
fazer, completou Mário Benedito Campagnone.
ESTADÃO.COM.BR
MG
investiga suspeita de oito mortes por intoxicação
medicamentosa
Ao menos
oito mortes foram registradas no município de
Teófilo Otoni, em Minas Gerais, com a suspeita de intoxicação
por medicamento produzido por uma farmácia de manipulação
da cidade, ocorridos desde novembro.
A investigação epidemiológica feita por órgãos
da Saúde aponta para uma possível relação
entre os casos e a ingestão do medicamento Secnidazol
500mg, produzido pela farmácia de manipulação
Fórmula Pharma.
Durante a
inspeção, foi constatada, de acordo
com relatórios emitidos pelo próprio estabelecimento,
a manipulação de 180 cápsulas do medicamento
Secnidazol 500mg no dia 14 de novembro. A investigação
avalia também a possibilidade de contaminação
cruzada por outro medicamento manipulado nessa mesma data.
No último sábado, 10, técnicos da Secretaria
Estadual de Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde
de Teófilo Otoni, acompanhados por militares, voltaram à Fórmula
Pharma para coletar mais provas que comprovem as suspeitas de
manipulação incorreta do medicamento.
Ao chegarem
ao local, constataram que, apesar da interdição
cautelar, a farmácia continuava a dispensar medicamentos
manipulados. Por conta disso, o local foi totalmente interditado
da Fórmula Pharma. Um boletim de ocorrência também
foi elaborado contra o responsável pelo estabelecimento.
Em nota a
Secretaria de Saúde solicita à população
de Teófilo Otoni e região que eventualmente tenham
adquirido o medicamento Secnidazol 500 mg, produzido pela farmácia
de manipulação no período de 12 de julho
a 3 de dezembro de 2011, a não fazer uso deste medicamento
e a comparecer a Vigilância Sanitária do Município
com o frasco do medicamento.
Segundo a
Secretaria, outros 11 pacientes, inclusive de municípios
vizinhos a Teófilo Otoni, podem ter usado o mesmo medicamento,
como relata o próprio estabelecimento em documentos encontrados
no local.
As suspeitas
da intoxicação começaram em
novembro último, quando dois casos suspeitos de intoxicação
exógena foram registrados. Os casos foram relatados pelo
Hospital Santa Rosália sobre o paciente M.B.V, que juntamente
com a sua esposa, ingeriram quatro cápsulas do medicamento
Secnidazol 500mg, sob prescrição médica
e manipulado pela farmácia Fórmula Pharma.
O casal relatou
que os sintomas se iniciaram pouco tempo depois de ingerirem
o
medicamento. Após a internação,
o quadro clínico dos dois agravou-se, o que levou à transferência
de ambos para a Unidade de Terapia Intensiva do mesmo hospital.
Os sintomas
de intoxicação medicamentosa são
hipotensão (queda da pressão arterial, braquicardia
(batimento cardíaco acelerado), dor toráxica (dor
no peito), cianose (arroxeamento da pele) e sensação
de desmaio).
ESTADÃO.COM.BR
Estudo
descreve molécula
que pode evitar enfartes mais graves
Um estudo
publicado na revista Science Translational Medicine, com participação de bolsista da Fapesp, descreve
uma molécula que, administrada juntamente com a nitroglicerina,
pode evitar enfartes mais graves decorrentes da tolerância
ao composto.
A nitroglicerina é um composto químico explosivo
obtido a partir da reação de nitração
da glicerina. Além de sua aplicação em explosivos,
o composto é utilizado na medicina há séculos
como vasodilatador no tratamento de dores no peito, conhecidas
como angina. O tratamento também é utilizado nas
salas de emergência de hospitais, quando pacientes chegam
com sinais de enfarte agudo de miocárdio.
Entretanto,
os benefícios da nitroglicerina para o coração
estão limitados pelo desenvolvimento de tolerância
ao composto. Na pesquisa, realizada no Departamento de Química
e Biologia de Sistemas da Escola de Medicina da Universidade
Stanford, nos Estados Unidos, o brasileiro Julio Cesar Batista
Ferreira e o chinês Lihan Sun, doutorandos na instituição,
descobriram que a intolerância à nitroglicerina
não se deve somente à perda do efeito vasodilatador
do medicamento.
Segundo Ferreira,
quando precedido do enfarte do miocárdio,
o uso sustentado de nitroglicerina pode causar efeitos devastadores
ao coração. O estudo foi coordenado pela professora
Daria Mochly-Rosen.
A tolerância à nitroglicerina é resultado
da inativação da aldeído-desidrogenase 2
(ALDH2), uma enzima essencial para a proteção cardíaca
em humanos e animais vítimas de enfarte. O trabalho teve
seus resultados publicados no início do mês na Science
Translational Medicine.
O estudo
verificou que a molécula ALDA-1, também
descoberta pelos pesquisadores de Stanford, é capaz de
manter o funcionamento de ALDH2 e evitar efeitos deletérios
decorrentes da tolerância à nitroglicerina durante
o ataque cardíaco.
Ferreira
fez Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado na Escola
de Educação Física e Esporte da Universidade
de São Paulo (USP), e está atualmente em Stanford.
Em 2012, retornará à USP, após ter sido
aprovado em concurso para lecionar no Departamento de Anatomia
do Instituto de Ciências Biomédicas.
De acordo
com Ferreira, ao ser administrada junto à nitroglicerina,
a ALDA-1 mantém a enzima ALDH2 ativada durante o enfarte
do miocárdio, inibindo os efeitos prejudiciais ao coração
da tolerância à nitroglicerina.
“Em casos de dores no peito e enfarte, médicos
costumam administrar a nitroglicerina em ciclos on/off - de 16
horas com o fármaco e 8 horas sem -, na tentativa de mascarar
o efeito de tolerância. Mas esse período prolongado
leva à inativação da ALDH2, fator que eleva
as chances de um enfarte mais grave”, disse à Agência
FAPESP.
O pesquisador
explica que a ALDH2 é uma enzima mitocondrial
cujas funções são essenciais no sistema
cardiovascular, entre as quais catalisar a conversão da
nitroglicerina ao vasodilatador óxido nítrico e
remover aldeídos tóxicos produzidos durante o enfarte
do miocárdio.
“Com a inibição dessa enzima pelo excesso
de nitroglicerina, esses aldeídos se acumulam no coração
e passam a se ligar a proteínas, lipídios e ao
DNA, resultando na morte celular durante o enfarte do miocárdio.
Com a ALDH2 ativada, é possível remover com mais
facilidade esses aldeídos, minimizando os danos ao coração”,
disse Ferreira.
O estudo
foi feito em ratos. Após a administração
da nitroglicerina por 16 horas, os pesquisadores induziram enfarte
do miocárdio nos animais e observaram que o grupo com
nitroglicerina apresentou disfunção cardíaca
maior do que os demais ao longo de três semanas após
o enfarte.
“Porém, quando administramos a nitroglicerina combinada à ALDA-1,
os efeitos deletérios da tolerância ao medicamento
não se manifestaram”, destacou.
PORTAL UOL
"Andropausa" afeta
1 em cada 4 homens acima dos 50 anos, diz levantamento em SP
Um em cada
quatro homens com mais de 50 anos se queixa de cansaço
e perda da potência sexual, segundo levantamento feito
no Centro de Referência em Saúde do Homem, órgão
da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.
A chamada
Deficiência Androgênica do Envelhecimento
Masculino, popularmente chamada de “andropausa”, é a
queda na produção de testosterona, principal hormônio
masculino, e atinge 25% da população masculina,
a partir dessa idade.
Fadiga, alterações no sono e no humor, redução
de massa muscular e óssea, além de diminuição
da libido (desejo sexual) são os sintomas apresentados
pelo distúrbio – e relatados pelos pacientes. “Para
o corpo da mulher, a menopausa representa a interrupção
total da produção de hormônios. No homem
as taxas são reduzidas a cada ano, mas quando esta queda é mais
acelerada o corpo responde com os sintomas de descompasso”,
explica o médico responsável pelo serviço
de urologia, Cláudio Murta.
Os homens
que apresentam a deficiência podem desenvolver
osteoporose, problemas cardiovasculares e disfunção
erétil. O tratamento baseado em reposição
hormonal oferece qualidade de vida e bem-estar aos pacientes.
Entretanto, o uso indiscriminado de hormônios como a testosterona
traz danos graves à saúde. “É importante
ressaltar que somente um especialista pode indicar esta reposição.
Tomar hormônios de forma errada causa apneia, alterações
na micção e doenças no fígado”,
destaca o coordenador do Centro de Referência em Saúde
do Homem, Joaquim Claro.
A alimentação saudável, aliada à prática
de exercícios físicos, pode ajudar a combater o
distúrbio. Os homens devem restringir refeições
ricas em colesterol e açúcar e optar pelos pratos
ricos em vitaminas, fibras e antioxidantes, como hortaliças,
peixes e frutas oleaginosas (castanhas e nozes, por exemplo).
Domingo, 11.12.11
O
DIÁRIO.COM
Saúde capacita equipes para o Centro de Recuperação
de Afogados, em Matinhos
A Secretaria
de Estado da Saúde do Paraná contratou
especialistas que são referência mundial em salvamento
aquático para um curso de capacitação das
equipes de serviço que irão trabalhar no Centro
de Recuperação de Afogados. O centro funcionará em
uma sala de trauma no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes,
em Matinhos. O local contará com equipamentos de suporte
de vida avançados e equipe especializada para receber
as vítimas de afogamento de todo o Litoral, das 8 horas às
20 horas, durante o verão.
"É uma iniciativa pioneira e inédita do Estado.
Estamos criando um sistema integrado para atender vítimas
de afogamento, com protocolo específico, fluxo e equipe
capacitada em todo o processo, desde o resgate da vítima,
o transporte, até o atendimento especializado no Centro
de Recuperação", diz o secretário da
Saúde, Michele Caputo Neto.
A iniciativa
de criar o Centro de Recuperação
de Afogados tem parceria e apoio do Corpo de Bombeiros, que é responsável
pelo monitoramento e salvamento na orla paranaense. Participam
do treinamento, esta semana, mais de 180 pessoas, sendo 60 bombeiros
guarda-vidas. Também fazem parte do grupo médicos,
enfermeiros e técnicos de enfermagem de Curitiba e do
Litoral, condutores e equipes do Siate, da central regional do
Samu e do Grupamento Aeropolicial – Resgate Aéreo
(Graer).
"Reunimos esses profissionais para que todos tenham conhecimento
completo do sistema que estamos ajudando a criar no Paraná,
assim como existe no Rio de Janeiro, para que o diálogo
entre o atendimento pré-hospitalar e hospitalar melhore
o atendimento ao paciente", explica o coordenador do curso
de emergências aquáticas, médico David Szpilman.
Ex-coronel
do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e diretor da Sociedade
Brasileira
de Salvamento Aquático (Sobrasa),
Szpilman é referência mundial no assunto. Segundo
ele, o afogamento é o principal foco do treinamento, porque é uma
das maiores causas de morte de crianças e jovens no País,
embora represente apenas 30% dos atendimentos na orla.
Szpilman
explica que a sistematização do fluxo
de atendimento ao afogado é fundamental, porque o cérebro
pode aguentar apenas entre 4 e 6 minutos após uma parada
cardíaca. "O fluxo adequado no atendimento, com um
corpo de ação que fala a mesma linguagem, reduz
o tempo de resposta e permite manter a vida por mais tempo, aumentando
a chance de sobrevivência e reduzindo possíveis
sequelas", afirma o especialista.
O conhecimento
dos procedimentos é fundamental para que,
ao fazer um resgate, por exemplo, o guarda-vidas esteja preparado
para avaliar o grau de gravidade e encaminhar a vítima
ao Centro de Recuperação de Afogados, para um cuidado
maior. Ao receber o paciente, a equipe do centro irá estabilizar
sua condição geral e colocá-lo em observação
por duas ou três horas, até a alta hospitalar. Caso
seja necessário, o paciente será transportado ao
centro de referência da região, que é o Hospital
Regional de Paranaguá.
"Com equipe especializada e treinada, vamos oferecer atendimento
mais qualificado para as vítimas, porque o sistema de
atendimento estará melhor organizado, evitando a sobrecarga
nas portas de emergência de todo o Litoral e reduzindo
os custos do sistema", explica Beatriz Monteiro de Oliveira,
diretora de Políticas de Urgência e Emergência
da Secretaria de Estado da Saúde.
Capacitação
O curso de
emergências aquáticas tem 21 horas,
divididas em módulos de aulas técnicas e práticas
de prevenção e atendimento a afogamentos (em rios,
piscinas, praias etc) e também orientações
para casos de queimaduras, mergulho em águas rasas, que
provocam traumas, incidentes com animais como arraias e águas
vivas, lesões diversas e até pessoas alcoolizadas.
Para o tenente-coronel
André Almeida, que é também
médico do Siate e participou do treinamento, a capacitação
das equipes vai melhorar significativamente o atendimento aos
veranistas e aumentar a segurança para as equipes de salvamento
e resgate. "Faltava garantia na retaguarda de que o atendimento à vítima
teria a continuidade adequada. Agora teremos mais certeza, porque
será criada uma rede de atendimento completa", avalia
Almeida, que tem 22 anos de serviços prestados ao Siate.
Apenas na
temporada passada os bombeiros registraram 1.200 resgates de
afogados
em diferentes graus no litoral e 13 mortes. No Brasil,
ocorrem aproximadamente 7 mil mortes por ano por afogamento.
Mais de 70% ocorrem em água doce e a maioria das vítimas é do
sexo masculino. A orientação para toda pessoa que
vai entrar em um corpo d'água é procurar sempre
locais onde há um guarda-vidas.
FOLHA DE S. PAULO
Mercado Aberto
O Hospital
Sírio-Libanês acaba de receber a primeira
parcela de R$ 74,6 milhões do financiamento de R$ 430
milhões do BNDES.
"Refere-se a uma parte das obras do prédio novo",
diz o superintendente Paulo Chapchap. No cronograma da obra de
expansão, a sede do hospital em SP deve ser duplicada
até 2013.
Em 2010,
o desembolso do BNDES para a Saúde, sem indústria
farmacêutica, foi de R$ 593,2 milhões. Até setembro
deste ano, chega a R$ 488 milhões.
AGÊNCIA
BRASIL
Pesquisa
aponta que plasma sanguíneo melhora regeneração
de ligamentos do joelho
Um estudo
desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT)
do Hospital
das Clínicas da Faculdade de Medicina
da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a utilização
de plasma sanguíneo no tratamento de lesões nos
ligamentos do joelho pode melhorar a cicatrização
em até 50% e tornar o tendão mais resistente a
novas lesões.
Para analisar
a nova técnica, um grupo de 27 atletas,
com idades entre 15 e 44 anos, foi acompanhado durante seis meses. “Todos
apresentavam lesões no ligamento cruzado do joelho, cujo
tratamento é feito com o enxerto de parte do tendão
patelar”, disse o ortopedista do IOT Adriano Almeida.
O novo método consiste na retirada de sangue do próprio
paciente, que é enriquecido com plaquetas, por meio de
um processo no laboratório, e injetado no local de onde
foi retirado o material para enxerto. O plasma foi aplicado durante
o procedimento cirúrgico em 12 atletas. Nos demais, foi
utilizado o sistema tradicional. Seis meses após as cirurgias,
todos eles passaram por novos exames. Os pesquisadores constataram
que, nos pacientes em que foi utilizado o plasma, houve uma cicatrização
50% melhor do que a dos demais, o que torna o tendão mais
resistente e menos suscetível a lesões.
Segundo Almeida,
outro ponto positivo do tratamento é o
fato de o processo de recuperação ser menos dolorido. “Os
pacientes que receberam o plasma atingiram 3,8 na escala de dor.
Já o grupo que não recebeu chegou a 5,1”.
De acordo
com o ortopedista, essa etapa da pesquisa já está concluída. “Os
dados coletados são suficientes para aplicarmos o método
em qualquer paciente. Além disso, por ser um tratamento
autólogo, que utiliza material da própria pessoa,
não existem riscos”. Segundo ele, o próximo
passo será “resolver questões burocráticas,
para que seja disponibilizado no Sistema Único de Saúde
(SUS)”.
DIÁRIO
DE PERNAMBUCO
Melhoria
na saúde
Na linha
das prioridades sociais, o governo federal, através
do Ministério da Saúde, lançou dois novos
programas tendo como público alvo 145 milhões de
brasileiros que utilizam o Sistema Único de Saúde:
o "S.O.S. Emergências" e o "Melhor em Casa",
em parceria com os governos estaduais e as prefeituras. Maior
e mais complexa unidade de saúde de Pernambuco e do Nordeste,
o Hospital da Restauração, no Recife, faz parte
da rede de atendimento do "S.O.S. Emergências",
cujo objetivo é a qualificação da gestão
e dos serviços de urgências em 40 grandes unidades
hospitalares do país. O valor anual para as primeiras
11 unidades somará R$ 39,6 milhões. O programa
se integra aos que já funcionam junto à rede "Saúde
Toda Hora", que terá investimentos de R$ 18,8 bilhões
até 2014.
A finalidade
do programa "Melhor em Casa" é ampliar
o atendimento domiciliar, principalmente para os pacientes idosos,
debilitados, portadores de deficiência ou com problema
de mobilidade. O resultado previsível é a diminuição
na superlotação e filas nos hospitais, uma espera
menor nas urgências, emergência e na realização
de exames e internações e atendimento priorizado
de acordo com a gravidade do estado de saúde dos pacientes.
A melhoria na qualidade de gestão dos hospitais será feita
com base na qualificação dos profissionais de saúde
e na ampliação do acesso aos pacientes em situação
de urgência. Cada um dos 11 hospitais credenciados terá,
inicialmente, um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar.
Esse trabalho será acompanhado pelo Comitê Nacional
de Acompanhamento do "S.O.S. Emergências", sob
a coordenação do Ministério da Saúde.
Os hospitais
integrantes do programa irão receber um
investimento anual de R$3,6 milhões para custear a ampliação
e qualificação do atendimento de urgências
e emergências nos pronto-socorros, além de até R$
3 milhões para a aquisição de equipamentos
e reforma de instalações, ampliação
do número de leitos clínicos de longa permanência,
de Unidades de Terapia Intensiva, Unidades Coronarianas e Unidades
de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.
Os Hospitais
de Excelência também vão contribuir
com a capacitação de profissionais e apoio à gestão
hospitalar. No intuito de reforçar os laços com
as instituições de ensino e pesquisa, as universidades
e as sociedades de especialidades serão convidadas para
contribuir com o projeto. O intercâmbio do SUS com os Hospitais
de Excelência terá como foco uma melhor qualidade
de atendimento do Telessaúde, ferramenta de comunicação à distância
que presta consultoria e segunda opinião médica
em casos de maior complexidade, com a participação
de uma equipe multiprofissional.
O "S.O.S. Emergências" e o "Melhor em Casa" operam
em favor do avanço no atendimento e gestão do Sistema Único
de Saúde. Irrecusável é reconhecer que,
num país de dimensões continentais como o Brasil,
com quase 200 milhões de habitantes e grandes carências
sociais, o SUS funciona a contento. E seu grande desafio é atender à demanda
de 145 milhões de brasileiros sem planos de saúde
particular que dependem exclusivamente da rede pública
de saúde, precisando apenas adaptar a tabela que está defasada
há cerca de 8 anos.
AGÊNCIA
BRASIL
Conferência ressalta importância do Sistema Único
de Assistência Social para erradicar a extrema pobreza
Os cerca
de 2 mil assistentes sociais, pesquisadores, representantes
de conselhos
de assistência social, e ativistas de movimentos
sociais defenderam a necessidade de concurso público para
a organização e funcionamento de serviços
assistenciais em todo o país. Eles participaram da 8ª Conferência
Nacional de Assistência Social que terminou ontem (10)
em Brasília.
A medida é considerada fundamental para a implantação
do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Conforme
estratégia do governo, os assistentes dos Centros de Referência
de Assistência Social (Cras) vão identificar a população
que tem direito às transferências de renda e que
ainda não foram inseridas no Cadastro Único (usado
no Bolsa Família).
O Suas foi
instituído este ano por lei com o objetivo
de garantir proteção para a família, maternidade,
infância, adolescência e velhice. O modelo é inspirado
no Sistema Único de Saúde (SUS) e o atendimento
da população é feito por serviços
de abrangência local, regional e estadual. O governo federal,
os estados e municípios são responsáveis
pelo financiamento do sistema.
Entre as
propostas aprovadas na conferência está a
sugestão de que a União também financie
as despesas com recursos humanos nos municípios. Segundo
o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
(MDS), as resoluções do encontro serão enviadas
para deliberação do Conselho Nacional de Assistência
Social, formado por nove representantes do governo (incluindo
um representante dos estados e um dos municípios) e nove
representantes da sociedade civil.
A Agência Brasil tentou ouvir o MDS sobre desembolsos
para financiamento das ações de combate à miséria.
Conforme notícia veiculada hoje pelo jornal Correio Braziliense,
apenas R$ 1 milhão dos cerca de R$ 205 milhões
previstos pelo governo foram aplicados na erradicação
da pobreza. O MDS não quis se manifestar. O governo prepara
um balanço sobre o Programa Brasil sem Miséria
para a próxima sexta-feira.
Sábado,
10.12.11
FOLHA DE S. PAULO
País ganha regras para preservar órgãos
Associação de Medicina Intensiva lança
recomendações sobre como cuidar de doadores para
garantir transplante. Manutenção falha das funções
do corpo do doador é a segunda causa mais importante para
perda de órgãos
Foram lançadas, pela primeira vez no país, diretrizes
para a manutenção adequada de órgãos
de potenciais doadores mortos.
O objetivo
da cartilha é uniformizar os cuidados para
aumentar a qualidade e a quantidade de transplantes de órgãos
e diminuir as perdas da preservação incorreta dos
doadores durante a espera pela retirada dos órgãos.
Segundo dados
de 2010 do Registro Brasileiro de Transplantes, do total de
6.979 potenciais
doadores, 1.279, ou 18,3%, foram "rejeitados" na
fase de manutenção por parada cardiorrespiratória.
Boa parte
dessa perda reflete cuidados inadequados, segundo Ben-Hur Ferraz
Neto,
presidente da ABTO (Associação
Brasileira de Transplante de Órgãos).
Mas o número de órgãos perdidos por falta
de manutenção apropriada é ainda maior,
segundo Ferraz Neto.
"Mesmo entre aqueles que se tornaram doadores, há casos
em que outros órgãos poderiam ter sido usados e
não foram por falta de cuidados."
Paradas cardiorrespiratórias são o segundo fator
que mais impede a realização de transplantes -o
primeiro é a não autorização da família.
Segundo especialistas,
a manutenção é feita
de forma incorreta por falta de estrutura e de treinamento de
profissionais de terapia intensiva.
"Às vezes, não se sabe como manter a pressão
e a temperatura em alguém que já morreu. E é diferente",
afirma Ferraz Neto.
O texto fala
em como prevenir a arritmia cardíaca e quais
são os remédios e as doses indicados para tratar
hipertensão, por exemplo.
As diretrizes
foram elaboradas pela Amib (Associação
Brasileira de Medicina Intensiva) em parceria com a Associação
Brasileira de Transplantes. Segundo Joel Andrade, médico
intensivista e coordenador estadual de transplantes de Santa
Catarina, faltavam dados organizados sobre o assunto no país.
"Fizemos recomendações
com base na literatura mundial, mas adaptadas para a nossa
realidade."
A cartilha
será distribuída para cerca de 80 mil
profissionais que trabalham em unidades de terapia intensiva
do país, segundo Fernando Osni Machado, secretário-geral
da Amib.
"Não é que a gente vá zerar a perda
na manutenção, mas dá para reduzir esses
números pela metade", afirma.
MITOS
Outros fatores
que impedem melhores índices de transplantes
de órgãos são a falta de informações
dos próprios médicos sobre morte encefálica
-mais da metade das mortes cerebrais não é identificada-
e o desconhecimento da população a respeito do
assunto.
"Há quem acredite que morte encefálica é uma
coisa inventada para se fazer transplantes. Mas o Brasil tem
uma das regras mais rígidas e seguras para esse tipo de
diagnóstico no mundo", afirma Joel Andrade.
FOLHA DE S. PAULO
Inibidores
de apetite anfetamínicos já não
podem ser vendidos
Veto
ao grupo de remédios emagrecedores foi decidido
há dois meses pela ANVISA
Desde ontem
estão proibidos no país a fabricação,
o comércio, a prescrição e o uso de inibidores
de apetite do grupo das anfetaminas e seus derivados (femproporex,
mazindol e anfepramona).
Também
entraram em vigor novas regras para venda da sibutramina.
A polêmica decisão foi tomada em outubro pela Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária),
que previu 60 dias para que laboratórios e farmácias
se adaptassem.
A agência entendeu que não há provas de
eficácia do grupo das anfetaminas e que o risco do seu
uso supera o benefício.
A sibutramina
-proibida nos EUA e na Europa- foi mantida com restrições, apesar de apelos de setores da Anvisa
para que a substância fosse banida.
Todos esses
remédios agem no cérebro, nos centros
que controlam apetite e sensação de saciedade.
Dias depois
da decisão, o diretor-presidente da agência,
Dirceu Barbano, classificou a venda dos inibidores no Brasil
como "abusiva, muito alta, só crescente".
A restrição ao uso dos inibidores foi duramente
criticada por entidades médicas. O Conselho Federal de
Medicina entrou na Justiça contra a decisão da
agência.
FISCALIZAÇÃO
Ontem, Barbano
afirmou à Folha que compete às
vigilâncias sanitárias locais a fiscalização
das novas regras.
Ele disse
que a resolução da Anvisa definiu qual é o
procedimento a ser adotado pelas farmácias, que não
podem mais vender os anfetamínicos desde ontem e devem
cumprir novos requisitos na hora de dispensar a sibutramina.
Pela resolução aprovada pela Anvisa, o médico
prescritor, o paciente e o farmacêutico devem assinar um
termo de responsabilidade que informa as contraindicações
da sibutramina, exige a comunicação de efeitos
adversos e indica em que casos o uso do produto deve ser interrompido.
Se o paciente
não perder ao menos 2 kg nas primeiras
quatro semanas de tratamento com a dose máxima permitida,
por exemplo, é recomendada a suspensão do uso.
Entre as
contraindicações listadas na resolução
estão Índice de Massa Corporal menor que 30 kg/m2,
diabetes tipo 2 com outro fator de risco, histórico de
doença arterial coronariana e transtornos alimentares.
O termo informa,
ainda, sobre riscos do uso da sibutramina, destacando que um
estudo
com 10.744 pacientes com sobrepeso ou
obesos apontou um aumento de 16% no risco de infarto, acidente
vascular cerebral (derrame) e parada cardíaca em quem
tomou o remédio.
A pesquisa
foi feita com pessoas que já tinham maior
risco cardíaco.
A comercialização da sibutramina, sob a luz das
novas regras, deverá ser reavaliada em até um ano
pela Vigilância Sanitária.
BAHIA
NOTÍCIAS
Nova
lei facilitará fiscalização da saúde
pública, diz ministro
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, acredita que
a aprovação no Senado do projeto de lei que regulamenta
os gastos obrigatórios da União, Estados e prefeituras
com o sistema de saúde público facilitará a
fiscalização dos recursos. “A regra agora
ficou clara do que é investimento em saúde. Então
trouxe mais um instrumento para fiscalizarmos, acompanharmos
o que é investimento em saúde no país”,
afirmou neste sábado (10), durante visita às obras
de um hospital escola em São Carlos (SP). Segundo texto
aprovado na última quinta-feira (8), não será permitido
mais aos prefeitos e governadores incluir gastos com aposentadoria
e restaurantes populares no percentual para a saúde. Para
Padilha, não será difícil atingir os índices
de investimento porque a maioria dos municípios e estados
já gasta mais do que previsto – 15% e 12% respectivamente.
Na mesma votação, o Senado rejeitou a previsão
de criação de um novo imposto para financiar a área
da saúde. Informações do jornal Folha de
São Paulo.
JORNAL DO BRASIL
Internação involuntária de usuário
de crack divide especialistas
Defendida
pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
para usuários de crack com risco de morte, a internação
involuntária não é novidade, mas ainda divide
especialistas da área de saúde. Prevista em lei
desde 2001, a internação ocorre sem o consentimento
do paciente e a pedido de uma terceira pessoa - um parente, por
exemplo.
Conforme
a legislação, a internação
involuntária precisa ser autorizada por um médico
e informada, dentro de 72 horas, ao Ministério Público
do estado. É diferente da compulsória, que depende
de determinação da Justiça – e foi
adotada pela prefeitura do Rio de Janeiro para menores de idade
viciados em crack. O terceiro tipo de internação é a
voluntária, com desejo do próprio paciente.
Durante o
lançamento nacional do plano contra o crack,
Padilha explicou que as equipes dos consultórios de rua
- integradas por médico, enfermeiro e técnico de
enfermagem – serão responsáveis por avaliar
se o dependente químico precisa ser internado contra a
própria vontade. A proposta do governo é passar
dos atuais 92 consultórios para 308 nos próximos
quatro anos, com foco nas cidades com população
superior a 100 mil habitantes.
O diretor
regional da Associação Brasileira de
Psiquiatria no Centro-Oeste, Salomão Rodrigues, avalia
como correta a manifestação de Padilha a favor
da internação involuntária. Segundo ele, é a
garantia de vida para quem perdeu a razão por causa do
vício. “O paciente dependente de crack e comprometido
precisa que alguém decida por ele. Ele está em
um tratamento temporário. Não está sendo
tirada a liberdade dele, mas garantido o direito à vida”,
disse.
Depois do
período de desintoxicação, que
dura de dez a 15 dias, a maioria dos usuários de drogas
passa a concordar com a internação, conta Rodrigues.
O presidente
do Conselho Federal de Psicologia, Humberto Verona, teme uma
banalização da internação
involuntária pelos médicos. O psicólogo
defende a linha de tratamento que leve o usuário a “entrar
em um processo de cuidado com ele mesmo”, sem privá-lo
da convivência familiar e dos amigos.
“Tenta-se convencer a sociedade que a melhor forma é a
internação. Parece que o usuário de drogas
perde todo o seu direito e a razão”, argumentou. “Se
ele quiser sair, a gente não pode ser autoritário
e dizer não. Não vamos abandonar essa pessoa e
nem prendê-la”.
Apesar de
prevista em lei, o professor de Direito Penal da Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Mauro
Arjona, questiona se a internação involuntária
pode ferir o direito de escolha do cidadão. “Há um
princípio constitucional que diz que ninguém é obrigado
a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei.
Se a pessoa não quer ser internada, ela não pode
ser. É um assunto delicado”, ponderou.
Não há dados exatos sobre o número de viciados
em drogas, como o crack, no país. O Ministério
da Saúde estima que existam 600 mil usuários de
drogas. Em 2011, a rede pública prestou 2,5 milhões
de atendimentos a dependentes de drogas e álcool, dez
vezes mais do que há oito anos.
O plano do
governo federal prevê ainda a criação
de 2.462 leitos de enfermarias nos hospitais públicos
para atender a usuários com crises de abstinência
ou intoxicação grave e o funcionamento 24 horas,
durante os sete dias da semana, dos centros de Atenção
Psicossocial para Álcool e Drogas (CAPSad).
BLOG DO GUILHERME BARROS
Unimed-Rio
inaugura novo pronto atendimento de emergência
Até o final deste mês
a Unimed-Rio inaugura seu segundo Pronto Atendimento (PA),
desta vez no bairro de Copacabana,
um dos mais populosos da zona sul do Rio.
A unidade
oferecerá uma moderna estrutura para atendimentos
de urgências e emergências, nas especialidades de
clínica médica, pediatria e ortopedia.
A equipe
será formada por 250 profissionais, entre médicos,
enfermeiros, técnicos e assistentes.
O PA de Copacabana
será a terceira unidade da rede própria
a entrar em funcionamento e a segunda a ser inaugurada em 2011.
ZERO HORA
Nova
promessa contra o câncer de mama
Medicamento
promete aumentar em 11% a chance de sobrevida O resultado de
uma pesquisa
comandada por especialistas de diferentes
países, entre eles brasileiros, aponta para o que pode
vir a ser um grande avanço no combate a um dos tipos mais
agressivos de câncer de mama.
Uma droga
ainda experimental, batizada de pertuzumabe, aumentou o controle
da doença já em fase disseminada, diminuindo
em 11% as recidivas e elevando o tempo de sobrevida das mulheres
avaliadas. Trata-se de um novo anticorpo que, combinado a outro
já utilizado e à quimioterapia, ataca diretamente
a proteína responsável pelo crescimento do tumor
tipo HER2 positivo.
À medida que a evolução do tumor é bloqueada,
as células cancerosas entram em uma espécie de
morte programada ou seja, deixam de se renovar e acabam morrendo
(processo conhecido como apoptose). O HER2 representa até 25%
dos casos de câncer de mama. O pertuzumabe está no
grupo dos chamados remédios inteligentes, desenvolvidos
por meio de técnicas modernas de bioinformática,
que já existem para o tratamento de certos tipos de câncer
ou de infecções, como pelo vírus Influenza.
O estudo,
intitulado Cleopatra e apresentado na semana passada, durante
um congresso
na cidade de San Antonio, no Texas (Estados
Unidos), contou com a participação de 808 pacientes
em países da América, da Ásia e da Europa.
No Brasil, foram 99 mulheres 22 delas analisadas no Hospital
Conceição, em Porto Alegre. Um outro grupo também
foi avaliado no Hospital de Clínicas e no Grupo Hospitalar
Santa Casa.
Chefe do
Serviço de Mama do Conceição e
vice-presidente nacional da Sociedade Brasileira de Mastologia,
o médico gaúcho José Luiz Pedrini, é um
dos coautores da pesquisa. Ele explica que as mulheres participantes
foram divididas em dois grupos. O primeiro recebeu tratamento
combinado entre quimioterapia (Docetaxel), trastuzumabe (anticorpo
já utilizado) e pertuzumabe. O segundo grupo usou quimioterapia
e trastuzumabe que é o tratamento padrão atualmente
e placebo.
As mulheres
que receberam as doses de pertuzumabe levaram uma média de 18 meses e meio até que seus tumores piorassem
ou que elas morressem. Já as que não receberam
a nova droga, tiveram uma média de pouco mais de 12 meses
até o agravamento da doença ou a morte.
Pela primeira
vez, em vários anos, se tem uma droga que é muito
ativa nesse tipo de tumor de mama. Em termos de doença
grave, é a maior notícia nos últimos cinco
anos comemora Pedrini.
O custo do
novo medicamento, entretanto, não deve ser
baixo. A estimativa é de que o tratamento custe US$ 10
mil por mês. Tampouco há a comprovação
de que ele leve à cura da doença. Conforme Pedrini,
uma nova pesquisa está sendo feita sobre o uso do novo
anticorpo ainda na fase inicial do câncer os primeiros
resultados apontam para desaparecimento do tumor na mama em 45%
dos casos, também quando combinados quimioterapia e os
dois anticorpos. Ao serem usados somente os dois anticorpos,
a doença sofreu remissão completa em 16,8% dos
casos, sinalizando no futuro o possível tratamento somente
com vacina.
Esse é o futuro do tratamento do câncer em geral.
Estamos chegando ao ponto de tornar uma doença que era
mortal em controlável, como aconteceu com a aids prevê Pedrini.
Segundo o
diretor do Instituto do Câncer do Hospital Mãe
de Deus e diretor do Centro de Pesquisa em Oncologia do Hospital
São Lucas da PUCRS, Carlos Barrios que também participou
do estudo, a projeção é que até janeiro
de 2012 a droga será submetida para aprovação
da Anvisa. Pelos cálculos dos especialistas, até 2013,
o medicamento já estará disponível nas farmácias
brasileiras.
JORNAL AGORA
Rede
de assistência aos usuários de crack será reforçada
no MS
Governo federal,
em parceria com os gestores locais, vai ampliar leitos em enfermarias
especializadas em álcool e drogas
e criar novas unidades de acolhimento.
O Ministério da Saúde, juntamente com os gestores
locais, vai reforçara rede de assistência aos usuários
de crack e outras drogas no Mato Grosso do Sul. Será criado
no estado um novo leito e qualificados outros 38 (totalizando
39) em enfermarias especializadas em álcool e drogas,
destinados a internações de curta duração,
além de cinco novas unidades de acolhimento, sendo quatro
destinadas ao atendimento de adultos; e outra para crianças
e adolescentes. O Ministério da Saúde vai investir
R$ 18.5 milhões para a implantação destes
serviços.
Dilma discursa
durante cerimônia de lançamento
do plano de enfrentamento ao crack - Divulgação
A ampliação do número de leitos é uma
das ações do plano Crack, É Possível
Vencer, lançado pela Presidência da República.
O plano envolve ações dos ministérios da
Saúde, Educação e Justiça, que atuarão
articulados com estados e municípios e sociedade civil.
Ao todo, serão investidos R$ 4 bilhões, até 2014,
em ações que vão desde a prevenção
até o enfrentamento ao tráfico de drogas.
“Temos que oferecer um novo projeto de vida ao dependente
químico porque a relação com a droga tem
relação com o lugar onde ele vive, com o espaço
social, a sua condição na família. Isso
exige serviços de saúde diferentes para necessidades
diferentes”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Integram
a rede de atenção a dependentes químicos
os consultórios na rua, as enfermarias especializadas
em álcool e drogas, as unidades de acolhimento adulto/infantil,
os Centros de Atenção Psicossocial Álcool
e Drogas 24 horas (CAPSad) e as instituições da
sociedade civil que fazem atendimento a dependentes químicos,
que serão habilitadas a receberem recursos do SUS se cumprirem
critérios de qualidade do atendimento. A rede está interligada
também aos serviços da atenção básica
e ao atendimento de urgência e emergência.
Plano
As ações do plano de enfrentamento ao crack estão
estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.
Os recursos serão liberados mediante adesão de
estados e municípios. “O enfrentamento ao crack
e outras drogas se dará por meio de um grande esforço
para reorganizarmos a rede, que funcionará integrada,
oferecendo acolhimento e qualidade no atendimento”, afirma
Padilha.
Reforço
O 39 leitos
nas enfermarias especializadas em álcool
e drogas serão usados para atendimentos e internações
de curta duração durante crises de abstinência
e em casos de intoxicações graves. São serviços
que atenderão com equipe multiprofissional crianças,
adolescentes e adultos. Para estimular a criação
destes espaços, o valor da diária de internação
crescerá 250% – de R$ 57 para até R$ 200.
Ao todo, serão investidos R$ 670,6 milhões.
Além disso, dois Centros de Atenção Psicossocial
para Álcool e Drogas (CAPSad) passarão a funcionar
24 horas por dia, 7 dias por semana. Os CAPSad oferecem tratamento
continuado a pessoas – e seus familiares – com problemas
relacionados ao uso abusivo e/ou dependência de álcool,
crack e outras drogas.
O estado
ainda contará com a implantação
de dois novos Consultórios na Rua, que contam com profissionais
que fazem intervenções de saúde para população
em situação de rua (crianças, adolescentes
e adultos) em seu contexto, incluindo locais de uso público
de drogas, as chamadas cracolândias.
O atendimento
em Mato Grosso do Sul também será reforçado
com a criação de cinco unidades de acolhimento,
que terão equipe profissional disponível 24 horas
para cuidados contínuos. Essas unidades cuidarão
em regime residencial por até seis meses, e realizam a
estabilização do paciente e o controle da abstinência.
Para o público adulto, serão criados quatro estabelecimentos
e mais duas unidades para o acolhimento infanto-juvenil, exclusivos
para o público de 10 a 18 anos de idade.
Sexta-feira, 09.12.11
GLOBO ONLINE
De
varizes a problemas cardíacos: o salto nas cirurgias
vasculares
Atualmente,
cerca de 30% das operações vasculares
(incluindo angioplastias) feitas no Miguel Couto e de 30% a 40%
das neurovasculares (aneurismas cerebrais e de aorta) são
por videolaparoscopia. Nos últimos dois anos, este número
vem crescendo. Nestas áreas da medicina, as cirurgias
minimamente invasivas são realizadas com auxílio
de cateter, explica Luis Alexandre Essinger, diretor-geral do
hospital. Basicamente, faz-se uma punção, introduz-se
um cateter, que é levado até o local da lesão,
e usa-se mola, prótese ou stent para eliminá-la.
O processo
começou pelas cirurgias cardíacas,
nas quais, em muitos casos, a ponte de safena vem sendo substituída
pela angioplastia (o desentupimento de canais através
da introdução de um cateter, somente com um balão
na ponta ou com balão e stent, para dilatar o vaso entupido).
E chegou em seguida às demais cirurgias vasculares, como
as de varizes.
No Hospital
Pró-Cardíaco, são feitas cirurgias
sem cortes ou com pequenas incisões nos casos de oclusão
do apêndice atrial (estrutura do coração),
implante percutâneo (que ocorre através da pele)
da válvula aórtica e revascularização
cardíaca para implante de pontes depois de infarto. Segundo
o médico José Oscar Brito, chefe do Serviço
de Cirurgia de Adulto do Instituto Nacional de Cardiologia de
Laranjeiras, dependendo da situação, é possível
operar sem a necessidade de usar máquina de circulação
extracorpórea.
- Já se consegue trocar válvulas e corrigir defeitos
congênitos do coração, como anomalia no átrio
(câmara), de forma pouco invasiva.
Também ocorreram avanços importantes no tratamento
das arritmias, com a aplicação de técnicas
minimamente invasivas como a ablação (a cauterização
do foco da arritmia com cateter).
CORREIO DO ESTADO
Prefeitos de MS reclamam da perda de recurso
Os prefeitos
de Mato Grosso do Sul e de todo o país criticaram
a redação final da Regulamentação
da Emenda Constitucional (PEC) 29, aprovada na noite desta quarta-feira
no Senado Federal, que fez o setor da saúde perder cerca
de R$ 20 bilhões ao excluir do texto a aplicação
de 10% da receita bruta corrente do Governo federal, que representam
R$ 100 bilhões. A PEC define que Estado devem gastar 12%
da receita com saúdee os municípios 15%.
O presidente
da Associação dos Municípios
de Mato Grosso do Sul (Assomasul), Jocelito Krug, afirmou que "nós
ficamos sem recursos para o custeio, nós precisamos de
recursos para custeio. Hoje, as 90% das prefeituras do Estado
gastam mais de 20% de suas receitas com saúde. No município
que eu administro, Chapadão do Sul, aplico entre 29% a
30% na saúde. O texto era a grande oportunidade de se
consertar as desigualdades entre a aplicação de
recursos pelos municípios, estados e União".
Para o presidente
da Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, "a CNM não
vai abandonar a luta e no próximo ano vamos retomar o
tema com o firme propósito de acordar a parte do Plenário
do Senado que não quer reconhecer a grave situação
da saúde pública. Os Municípios não
podem continuar investimento mais de 20% de seus orçamentos
em programas e ações de saúde como tem acontecido
nos últimos anos, antecipa Ziulkoski.
O orçamento da União para 2011 em Ações
de Saúde é de R$ 72,6 bilhões. Pela regulamentação
da Emenda 29 aprovada na noite de quarta-feira, o orçamento
de 2012 deverá alcançar R$ 84,5 bilhões.
No entanto, o orçamento aprovado pela Câmara para
o próximo ano é de RS 83 bilhões, o que
já representa um déficit de R$ 1,5 bilhão.
A aprovação dos 10% da receita da União
representaria um orçamento de R$ 93,3 bilhões.
Só nessa variação de 20011 para 2012, a
Saúde deixará se somar mais R$ 8,8 bilhões
que deveriam ser investidos pela União, de acordo com
levantamento da confederação.
Na prática, em 2012, a União aplicará o
empenhado em 2011 mais a variação do PIB de 2010
para 2011, somando cerca de R$ 84,5 bilhões. A medida
equivale ao que já é feito atualmente pelo governo
federal. Para os Estados e Municípios permanecem os porcentuais
de 12% e 15%, respectivamente.
Nesse ponto,
o Senado chancelou a decisão tomada pela
Câmara. Em setembro, os deputados aprovaram substitutivo
ao projeto original, do Senado, que previa aplicação
de 10% da receita bruta corrente do governo federal — R$
100 bilhões.
Críticas
O governador
André Puccinelli (PMDB) afirmou ontem que
o maior prejudicado com o texto aprovado foram os prefeitos,
uma vez que a União deixará de aplicar cerca de
R$ 20 bilhões. O Governo de Mato Grosso do Sul já aplica
os 12% previstos na regulamentação.
Também o deputado federal Mandetta (DEM/MS) criticou
a decisão do Senado federal. "É pequeno passo
para a saúde. Mas perdeu se a oportunidade no Senado de
garantir mais recursos para a Saúde, da fonte da União
que é a grande omissa nas questões de saúde
do Brasil É quem poderia mais investir e que ira menos
investir com a regulamentação da emenda 29. O Senado
perdeu uma oportunidade de atender os milhares de pessoas que
sofrem pela falta de atendimento em saúde no Brasil".
Para o deputado
federal Giroto (PMDB/MS), o texto aprovado mantém
a maior parte do ônus da saúde com os prefeitos. "Com
mais recursos, os prefeitos, principalmente dos pequenos municípios,
poderiam oferecer um serviço de melhor qualidade já que
o dinheiro para o custeio estaria garantido".
ESTADÃO.COM.BR
Saúde inaugura novo serviço de internação
em SP
Foi inaugurado
hoje um novo serviço de internação
para apoio a hospitais gerais da zona norte da capital paulista.
Com 35 leitos, a unidade será retaguarda para pacientes
de quatro hospitais estaduais na zona norte com casos mais simples,
mas que precisam ficar em observação hospitalar.
A unidade,
que passou por reforma e adequação
do espaço físico, está instalada no espaço
onde até 2007 funcionou a antiga maternidade São
José, serviço particular de saúde e terá capacidade
para até 2,5 mil internações por ano. A
Secretaria investiu R$ 400 mil na aquisição de
equipamentos e mobiliário.
O novo serviço terá papel estratégico para
desafogar os quatro hospitais estaduais localizados na zona norte
da capital: Mandaqui, Taipas, Vila Penteado e Vila Nova Cachoeirinha.
Esses hospitais poderão concentrar o atendimento em pacientes
com casos considerados mais graves e complexos, como politraumatizados,
baleados e vítimas de acidentes vasculares cerebrais,
por exemplo.
Foram contratados
52 profissionais de saúde, aprovados
em concurso público, que irão atuar no novo serviço,
dos quais 30 auxiliares de enfermagem, oito enfermeiros e 14
médicos. A unidade também terá um centro
cirúrgico com três salas.
JORNAL
DO COMÉRCIO
Ministro anuncia mil novos leitos do SUS na Capital
O governador
Tarso Genro assinou nesta sexta-feira (09), termos de compromisso
para qualificação dos serviços
de Saúde Pública com o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, no Palácio Piratini, em Porto Alegre.
Entre eles estão a consolidação das redes
integradas de Saúde, que no Estado ganharam o nome de
Rede Chimarrão. Outro destaque ficou por conta da ordem
de início das obras das Unidades de Pronto Atendimento
24 horas (UPAs) de Lajeado e Santo Ângelo.
Padilha,
em sua quarta passagem pela Capital gaúcha,
anunciou durante solenidade realizada no Salão Negrinho
do Pastoreio, a abertura de mil novos leitos do SUS no município
de Porto Alegre até 2014. A distribuição
das vagas entre os estabelecimentos do município está em
estudo.
O secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, presente
ao encontro, destacou o planejamento que o Governo gaúcho
está construindo com os municípios, desde o início
de 2011, com o objetivo de organizar conjuntamente os serviços
de Saúde em todo o Estado. "Hoje firmamos com todos
os segmentos da Saúde, diversos e importantes compromissos,
entre os quais destacamos os mil leitos que serão colocados à disposição
dos usuários do SUS na Capital, fruto da atuação
em parceria das secretarias Estadual e Municipal o do Ministério
da Saúde", afirmou.
A parceria
entre os três níveis de gestão
também foi destacada pelo prefeito da Capital, José Fortunati. "Os
termos que assinamos hoje qualificam ainda mais a nossa relação
com o Ministério da Saúde e o Governo do Estado
e mostram que a Saúde Pública é prioridade
de nossos governos".
Para o ministro
da Saúde, a assinatura do termo de compromisso
para a consolidação das redes integradas de Saúde é o
início de uma mudança no modelo de atendimento
do SUS. "É preciso superar as iniciativas isoladas,
por meio de redes de atenção à Saúde
que atuem de forma integrada, organizadas a partir das necessidades
dos usuários do SUS", disse.
No foco da
implantação da Rede Chimarrão
no Estado estão a Rede de Urgência e Emergência,
a Rede Cegonha (de atenção à gestante e
aos bebês) e a Rede de Saúde Mental, especialmente
o atendimento aos dependentes de álcool e outras drogas,
como o crack. Segundo o ministro, a reorganização
e qualificação da atenção aos dependentes
inclui a implantação de Unidades de Acolhimento,
com atendimento 24 horas, e enfermarias especializadas.
O governador
Tarso Genro explicou que o Governo do Estado está aproveitando
o final do ano para realizar uma prestação de contas
aos cidadãos, com a realização de atos que
simbolizam as ações do Governo em todas as áreas. "Com
este, são três os eventos significativos dos últimos
dias. Ontem, mais de 300 açudes foram entregues em Bagé e
apresentamos o mapa programático de investimentos no sistema
viário do Estado, que representarão R$ 2,6 bilhões
até 2014", informou. Para o governador, as visitas
frequentes do ministro da Saúde e da presidente Dilma
Rousseff ao Estado indicam que o Rio Grande do Sul estabeleceu
uma nova relação com o Governo Federal.
A ordem de
início das obras das UPAs de Santo Ângelo
e Lajeado integram os esforços para a diminuição
das filas das emergências hospitalares. As UPAs 24 horas
são estruturas de complexidade intermediária entre
as Unidades Básicas de Saúde e as emergências
hospitalares, onde em conjunto com estas compõe uma rede
organizada de Atenção às Urgências
e Emergências. "Onde já estão em funcionamento,
as UPAs são capazes de resolver 96% dos casos, o que significa
que de cada 100 pessoas que procuram o pronto socorro, apenas
quatro precisam ir a um hospital", afirma o ministro Padilha.
Outro acordo
firmado nesta sexta-feira pela Universidade Federal do Rio
Grande do
Sul (UFRGS), Universidade do Estado do Rio Grande
do Sul (UERGS), o Grupo Hospitalar Conceição (GHC)
e o Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia do RS (IFRS) prevê a constituição
de uma rede colaborativa de desenvolvimento científico
e tecnológico em Saúde Coletiva. A solenidade no
Palácio Piratini foi realizada após uma visita
do ministro ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC),
quando foi anunciada a inclusão do grupo ao programa SOS
Emergências, um conjunto de medidas para qualificar a gestão
e melhorar o atendimento que beneficiará 11 hospitais
em todo o País.
PORTAL R7
Justiça determina retirada dos pacientes do hospital
psiquiátrico de Rio Bonito
A Justiça Federal determinou que a União, o governo
do Estado do Rio e a prefeitura de Rio Bonito, na região
das baixadas litorâneas, assumam a gestão do hospital
psiquiátrico Colônia Rio Bonito. As três partes
terão de elaborar um plano que viabilize a retirada de
todos os pacientes da unidade. A ordem judicial partiu de um
pedido dos Ministérios Públicos Federal e Estadual
do Rio.
A investigação foi iniciada assim que promotores
dos Ministérios Públicos Federal e Estadual tomaram
conhecimento de que o hospital estava abandonado e não
cuidava de maneira adequada dos cerca de 300 pacientes lá internados.
Uma liminar
expedida pela 1ª Vara Federal de Itaboraí determinou
que o município de Rio Bonito reforme as duas enfermarias
da unidade em um prazo máximo de 30 dias. Além
disso, terá de realizar reparos nas máquinas, comprar,
lençóis, cobertores e colchões novos.
A prefeitura
ainda precisará prestar contas dos valores
repassados pelo governo federal para a manutenção
do hospital e fornecer diretamente os insumos necessários
ao funcionamento do hospital e concluir em até 120 dias
a construção de duas residências terapêuticas
para abrigar os pacientes que serão removidos.
Já a União deverá repassar à prefeitura
de Rio Bonito a verba referente a 400 autorizações
para internação hospitalar. A Justiça determinou
também o bloqueio dos bens do hospital e de seus sócios
administradores.
Após o julgamento definitivo do processo, o MPF pede
que o hospital seja descredenciado pelo SUS (Sistema Único
de Saúde) e encerre suas atividades. O hospital também
deverá restituir ao poder público o montante recebido
nos últimos cinco anos de convênio com o SUS e ainda
pagar multa no valor a ser estipulado pela justiça por
danos morais coletivos.
A ação atende à lei que visa acabar com
o modelo de internação em manicômios, substituindo
pelo atendimento em família, com assistência dos
Caps (Centros de Atenção Psicossocial) ou em residências
terapêuticas para quem não tem família.
PORTAL
DA SAÚDE
MS
repassa R$ 15 milhões para instalação
de mosquiteiros
Recursos
serão enviados às 47 cidades em que a
doença é endêmica
O Ministério da Saúde vai repassar mais R$ 15
milhões a 47 municípios endêmicos em malária.
Os recursos serão destinados às ações
de instalação dos mais de 1,1 milhão de
mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração.
Essas cidades foram contempladas pelo Projeto de Expansão
do Acesso às Medidas de Prevenção e Controle
da Malária para Populações Vulneráveis
da Amazônia Brasileira e estão localizadas nos estados
do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia
e Roraima. A Portaria 2.850, que autoriza o repasse desses recursos,
foi publicada nessa semana no Diário Oficial da União.
Além dos R$ 15 milhões, os municípios já receberam,
pelo mesmo projeto, 194 microscópicos para ampliar a rede
de diagnósticos da malária, 39 novas caminhonetes,
250 mil testes rápidos para diagnóstico da doença – outros
250 mil kits de testagem serão importados nos próximos
meses.
Patrocinado
pelo Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária, o Projeto foi lançado no final de 2009
e tem a meta de reduzir os casos de malária em 50% até 2014,
a contar dos dados epidemiológicos de 2007. Os principais
objetivos são apoiar os municípios no controle
da doença; aumentar os pontos para diagnóstico;
distribuir mosquiteiros; ampliar o envolvimento das comunidades
em regiões de risco; e estimular o trabalho conjunto com
os países vizinhos.
A Campanha
de Mobilização contra a Malária,
lançada neste ano, é marcada pelo estímulo
ao uso adequado dos mosquiteiros. A população está sendo
conscientizada sobre a importância do diagnóstico
precoce da doença e da realização do tratamento
completo. A campanha almeja envolver os moradores dos 47 municípios
atendidos pela iniciativa. Diversos materiais foram produzidos
para servir de suporte às ações: calendários,
gibis, DVDs, jornais, folders, outdoors, mensagens de áudio,
site e anúncios para televisão e rádio,
entre outros.
Atualmente,
cerca 243 milhões de casos de malária,
sendo 860 mil fatais, são registrados, por ano, em todo
o planeta. As regiões mais afetadas são África,
América do Sul e Ásia. No Brasil, 49 milhões
de pessoas vivem em áreas de risco. De janeiro a outubro
deste ano, houve redução de 23% nos casos em comparação
ao mesmo período de 2010.
Sobre
a doença
A malária é uma doença infecciosa aguda,
causada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium.
A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea
do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao sugar
o sangue de uma pessoa doente.
Os criadouros
preferenciais do mosquito transmissor da malária
são os igarapés, por suas características: água
limpa, sombreada e parada. Em humanos, se não for tratada,
a malária pode evoluir rapidamente para a forma grave
e levar a óbito. Entre os sintomas, os mais comuns são
dor de cabeça, dor no corpo, fraqueza, febre alta e calafrios.
O período de incubação varia de oito a 17
dias, podendo, entretanto, chegar a vários meses, em condições
especiais.
A malária tem cura e o tratamento é eficaz, simples
e gratuito. Ainda não existe uma vacina disponível
contra a doença. Contudo, algumas medidas de proteção
individual contra picadas de insetos devem ser utilizadas, principalmente
nas áreas de risco. O uso de mosquiteiro impregnado com
inseticida; o uso de telas nas portas e janelas; o uso de repelente
e, ainda, evitar locais de banho em horários de maior
atividade do mosquito - manhã e final da tarde – são
exemplos de medidas que devem ser adotadas para evitar a transmissão.
PARAÍBA.COM.BR
TCU
diz que Cruz Vermelha não tem experiência para
gerir hospital de porte e vê irregularidade no Trauma
Auditoria
realizada pelo Tribunal de Contas da União
confirmou que há irregularidade na terceirização
das atividades do Hospital de Emergência e Trauma Senador
Humberto Lucena (HETSHL). Segundo relatório do TCU, a
Cruz Vermelha Brasileira não detém experiência
técnica comprovada para administrar um hospital do porte
do Trauma.
Esta semana
o procurador-chefe do Trabalho na Paraíba,
Eduardo Varandas Araruna, se reuniu com o ministro Valmir Campelo,
do TCU, para solicitar o resultado oficial da investigação
feita a pedido do MPT. O ministro Campelo, relator do processo,
disse que só vai se pronunciar quando receber o parecer
final do Ministério Público do Tribunal de Contas
da União.
Cerca de
80% dos trabalhadores do hospital são terceirizados,
entre eles médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros.
Varandas esclarece que o contrato entre o Governo da Paraíba
e a Cruz Vermelha é ilegal, pois o poder público
não pode terceirizar atividade-fim, que no caso de um
hospital é a saúde.
Pelo relatório do Tribunal de Contas da União,
a Cruz Vermelha foi contratada sem que houvesse justificativa
para escolha da entidade e do preço do contrato. Além
disso, a entidade teve sua qualificação como organização
social confirmada pelo governo da Paraíba mesmo sem preencher
os requisitos para tal. Para o TCU, o contrato celebrado, na
sua essência, não guarda características
de contrato de gestão, mas de mera interposição
de pessoa jurídica em substituição ao Estado,
faltando-lhe requisitos indispensáveis, a exemplo da definição
das metas a serem atingidas e dos respectivos prazos de execução,
bem como previsão dos critérios de avaliação
de desempenho.
Diz ainda
o relatório que os repasses financeiros do
Estado à contratada vêm sendo feitos desvinculados
de verificação quanto ao cumprimento de metas, “em
afronta direta a dispositivo legal. Além disso, os termos
do contrato permitem à Cruz Vermelha contratar pessoal
para exercer atividade-fim do hospital sem a realização
de concurso público e adquirir bens e serviços
sem licitação”.
O procurador
Eduardo Varandas apresentou ao ministro do TCU as auditorias
realizadas
pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) e Conselho Regional de Medicina da Paraíba
(CRM) a pedido do MPT. Na auditoria realizada pelo MTE foram
encontradas 278 carteiras de trabalho retidas sem assinatura,
sonegação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), não quitação de verbas rescisórias
e atrasos no pagamento.
A investigação do CRM da Paraíba encontrou
condições precárias de trabalho para os
médicos, superlotação e falta de equipamentos,
como o glicosímetro (medidor de glicemia). Segundo o procurador,
após a terceirização aumentaram os gastos
para manutenção do hospital e as condições
de atendimento aos pacientes se tornaram mais precárias.
PORTAL
DA SAÚDE
Hospital
Conceição passa a integrar S.O.S Emergências
Implantação do projeto no hospital, referência
no atendimento pelo SUS no Rio Grande do Sul, ocorreu durante
visita do ministro Alexandre Padilha
Responsável por 25% dos atendimentos de emergência
em Porto Alegre, o Hospital Nossa Senhora da Conceição,
que faz parte do Grupo Hospitalar Conceição (GHC),
passa a integrar, a partir desta sexta-feira (9), o S.O.S Emergências,
ação estratégica do Ministério da
Saúde que tem o objetivo de qualificar e ampliar o atendimento
prestado a pacientes do Sistema Único de Saúde
(SUS).
“Não podemos nos acostumar com a realidade dos
prontos socorros, como se fosse comum haver pessoas no corredor,
internadas em cadeiras. Temos de nos indignarmos com essa situação
e esta indignação deve ser o motor de um processo
de mudança”, declarou Padilha.
O Conceição é uma dos 11 hospitais do País
que receberão apoio do S.O.S Emergências, através
de incentivo anual de R$ 3,6 milhões para custear a ampliação
e a qualificação da assistência da emergência.
Também poderá receber até R$ 3 milhões
para aquisição de equipamentos e realização
de obras e reformas na área física do pronto-socorro,
conforme necessidade e aprovação de proposta.
Para qualificar
a assistência, serão adotadas medidas
como o acolhimento e classificação de risco dos
pacientes. Também será organizada a gestão
de leitos, fluxo de internação e a implantação
de protocolos clínico-assistenciais e administrativos.
Serão tomadas, ainda, medidas para proporcionar a adequação
da estrutura e do ambiente hospitalar. O hospital terá um
Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar instalado, que
atuará para melhorara da gestão e da qualidade
assistencial.
A unidade
poderá, ainda, apresentar projetos para a criação
de novos leitos de retaguarda e a qualificação
para os leitos já existentes, com ações
como aquisição de equipamentos. São considerados
leitos de retaguardas enfermarias de leitos clínicos e
de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva
(UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção
ao Acidente Vascular Cerebral.
APOIO
Na manhã desta sexta-feira, o ministro esteve reunido
com os diretores do GHC, que apresentaram os resultados da campanha
interna da instituição, que, de agosto a dezembro,
conseguiu reduzir em 47% a mortalidade nas primeiras 24 horas
de internação e em 51% após as primeiras
24 horas. “Estamos mostrando que é possível
fazer diferente, com mudanças dentro do hospital. Mudar
a realidade de um hospital exige um grande esforço. É um
processo permanente de reconstrução da instituição”,
afirmou o ministro ao destacar a importância de os gestores
agirem antes e depois do atendimento de emergência. “É fundamental
montar uma rede de cuidados para urgência e emergência”,
defendeu Padilha.
Além da ampliação de leitos e da obra do
hospital, o ministro adiantou que o programa Melhor em Casa também
será instalado em Porto Alegre, com a criação
de uma equipe para cada 100 mil habitantes. “Com este programa
as pessoas que estão esperando leitos nos prontos-socorros
poderão ter um atendimento mais humanizado dentro de casa,
com médicos e enfermeiros indo visitá-los diariamente”,
explicou o ministro.
INTEGRAÇÃO
Em cerimônia no Palácio Piratini, o ministro Alexandre
Padilha assinou, com o prefeito José Fortunati e o governador
Tarso Genro, um programa para a criação de mil
novos leitos em Porto Alegre nos próximos três anos.
O objetivo é estruturar a rede de atenção
integral à saúde na capital gaúcha. “A única
forma de garantir a atenção integral e com qualidade à população é construirmos
redes integradas de serviços. É fundamental que
os serviços de saúde funcionem em rede para que
possam ofertar vários tipos de atendimento e que tenham
como foco principal o cidadão, o usuário, a pessoa”,
destacou Alexandre Padilha.
Um dos exemplos
da ampliação de leitos em Porto
Alegre é a construção do Hospital da Restinga,
uma parceria entre o Ministério da Saúde com o
Hospital Moinhos de Vento. O ministro visitou a obra do hospital,
localizado na zona sul de Porto Alegre e que deve ser concluída
no primeiro semestre de 2013.
INICIATIVA
O S.O.S Emergências funcionará articulado com os
demais serviços de urgência e emergência que
compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo
Ministério da Saúde e executada pelos gestores
estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços
englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização
e serviços da Atenção Básica e Melhor
em Casa.
Ao completar
um mês da ação, o ministro
já visitou oito dos 11 hospitais que integram o S.O.S
Emergências, uma iniciativa do governo federal, em parceria
com estados e municípios e os gestores hospitalares para
promover o enfrentamento das principais necessidades desses hospitais,
qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários
em situações de urgência e garantir atendimento ágil,
humanizado nos hospitais que atendem pelo SUS. O S.O.S Emergências
integra a Rede Saúde Toda Hora e vai alcançar,
até 2014, os 40 maiores prontos-socorros brasileiros,
abrangendo todos os 26 estados e o Distrito Federal.
PORTAL
DA SAÚDE
Funasa
anuncia investimentos de R$ 2,6 bilhões do PAC
2
Recursos
contemplam ações de abastecimento de água
e esgotamento sanitário
Municípios selecionados pela Fundação Nacional
de Saúde (Funasa), autarquia vinculada ao Ministério
da Saúde, receberão R$ 2,659 bilhões em
investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC 2) para obras de saneamento básico. Ao todo, 1.017
municípios tiveram suas propostas aprovadas e realizarão,
com recursos federais, obras para ampliar o abastecimento de água
e esgotamento sanitário nos pequenos municípios
do Brasil.
“A melhoria das condições do saneamento
nos municípios é fundamental para a saúde
pública do país. Por isso, estamos investindo nessas
ações que, acima de tudo, trazem benefícios
diretos a vida da população”, destaca o ministro
da Saúde, Alexandre Padilha.
Serão investidos R$ 614,8 milhões em obras de
abastecimento de água em 196 municípios. Para obras
de esgotamento sanitário, será destinado R$ 1,7
bilhão, contemplando 269 municípios. Outros R$
552 milhões serão usados para custear projetos
de melhoria nas condições sanitárias de
domicílios carentes, com a construção de
banheiros, em 552 cidades.
PROJETOS
Durante a
seleção, a Funasa priorizou as propostas
que terão início de obra imediato, com projetos
finalizados e com capacidade institucional de operar os sistemas.
. Em paralelo, foi aberta seleção de recursos para
montagem de projetos.
A Funasa
destinará R$ 300 milhões para 2.100 municípios
elaborarem projetos de melhorias de saneamento básico.
Os planos serão utilizados para a próxima seleção,
que ocorrerá em 2013.
Os resultados
dos projetos podem ser conferidos no site da Funasa. A seleção dos projetos foi realizada a partir da
deliberação do Grupo Executivo do Programa de Aceleração
do Crescimento (Gepac), instituído pelo Decreto n° 6.025,
de 22 de janeiro de 2007. O prazo para contratação
dos projetos de engenharia selecionados, com o objetivo de celebrar
termo de compromisso, será 29 de fevereiro de 2012.
PAC 2
A segunda
fase do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC 2) estabelecida pelo Governo Federal abrange o período
de 2011 a 2014. A Funasa participa do PAC por meio de ações
de abastecimento de água, esgotamento sanitário
(soluções coletivas e estáticas) e elaboração
de projetos de abastecimento de água e esgotamento sanitário
em municípios com população até 50
mil habitantes. E, ainda, com ações de saneamento
básico e melhorias sanitárias em comunidades rurais,
quilombolas e aldeias indígenas, com destaque para o abastecimento
de água.
AGENDA
- 30º Congresso Internacional de Odontologia de São
Paulo
Data
- 28 a 31 de Janeiro 2012
Local
- Expo Center Norte
Endereço:
Rua José Bernardo Pinto, 333 - São
Paulo-SP
Informações e Adesões
- 0800 12 85
E-mail:
secretaria.decofe@apcdcentral.com.br
Site
- http://www.ciosp.com.br/
-
18° Congresso Mundial de Ergonomia, Congresso da União
Latino-Americana de Ergonomia e 16° Congresso Brasileiro
de Ergonomia
12/02/2012 a 16/02/2012
Local:
Recife - PE
Outras
informações: http://www.iea2012.org/index_pt.htm
-
XIII Congresso da SPMFR - Sociedade Portuguesa de Medicina
Física e de Reabilitação
Data-
08 a 10 de Março
de 2012
Local-
Hotel Cascais Miragem - Cascais - Portugal
Telefone-
+351 915768902
Email-
pmfr@spmfr.org
Site
Oficial- http://www.congressospmfr.org/
-
37° Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo
Data-
12 a 14 de Abril de 2012
Local-
Hotel Windsor - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ
Email-
mailto:retina29012@interevent.com.br
Site
Oficial- http://www.interevent.com.br/
- 13th World Congress on Public Health
21/04/2012 a 29/04/2012
Local:
Addis Abeba - Ethiopia
Outras
informações: http://wfpha.confex.com/wfpha/2012/cfp.cgi
- World Nutrition Rio 2012
27/04/2012 a 30/04/2012
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Outras
informações: http://www.worldnutritionrio2012.com.br