Leia
nesta edição:
- Anvisa
convocará FDA e agência
europeia para debater emagrecedores
- Associação
de drogas reduz peso, diz estudo
- Antibióticos
- Planos
vão
ter novos procedimentos
- A Eficiência na Utilização
dos Leitos Hospitalares
- ANS passa
pente-fino em 500 planos de saúde
- Termômetros da paralisação dos médicos
- Tratamento
com alta tecnologia e preço de SUS
- Medicina brasileira em alta
- Confederação Nacional de Saúde: Circular
Jurídico 040/2011- Padilha: governo não vai propor
nova CPMF, mas quer regulamentar Emenda 29
- Subcomissão da Saúde deve discutir criação
de lei de responsabilidade sanitária
- Oposição propõe CPMI para investigar
fraudes nos repasses à Saúde
- Alexandre
Padilha: estoques de remédios contra aids
estão normalizados
Quarta-feira, 13.04.11
O
Estado de São
Paulo
Anvisa
convocará FDA e agência
europeia para debater emagrecedores
Órgão quer realizar um painel científico
com especialistas estrangeiros para discutir a retirada de quatro
medicamentos usados no País contra obesidade; para médicos
brasileiros, Anvisa trará pessoas que têm a mesma
posição defendida pela agência
Por Fernanda Bassette
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa) vai realizar um painel científico com especialistas
de fora do Brasil para discutir de maneira definitiva a proposta
de retirar do mercado brasileiro os quatro medicamentos usados
no tratamento da obesidade.
Os compostos
que estão na berlinda são aqueles
que atuam apenas no sistema nervoso central: a sibutramina e
os derivados anfetamínicos femproporex, dietilpropiona
e mazindol. O orlistate, que atua no intestino, permanece no
mercado.
A agência vai financiar a vinda de especialistas de fora
do País para debater o assunto. A ideia é trazer
representantes da FDA (agência americana que regulamenta
fármacos), da Emea (agência europeia), além
do autor principal do estudo Scout - que foi o gatilho para a
proibição da sibutramina na Europa.
Não é a primeira vez que a Anvisa financia a vinda
de especialistas para discutir alguma proibição
- a mesma medida foi tomada em 2009, quando representantes da
Organização Mundial da Saúde (OMS) vieram
falar sobre a proibição do uso de câmaras
de bronzeamento.
"Vamos convidar as entidades médicas envolvidas,
representantes da nossa Câmara Técnica de Medicamentos
(Cateme) e o Ministério da Saúde, além de
representantes de outros países. A Anvisa tem de assegurar
que essas medicações são realmente eficazes
e seguras. Não podem ficar dúvidas", disse
Dirceu Barbano, diretor da agência.
A proposta
foi discutida ontem durante reunião da Diretoria
Colegiada da agência, após a Anvisa apresentar um
novo relatório, elaborado pelo Núcleo de Vigilância
em Efeitos Adversos (Nuvig) depois da audiência pública
que abordou o tema.
O novo documento
mantém a orientação anterior
de banir as medicações do mercado. "O Nuvig
e a Cateme não têm dúvidas. Após analisar
os dados apresentados pelas entidades médicas nós
mantivemos o parecer sugerindo a retirada desses medicamentos
do mercado", afirmou Maria Eugênia Cury, do Nuvig.
Rosana Radominski,
presidente da Associação Brasileira
para Estudo da Obesidade (Abeso), diz que realização
do painel pode ser benéfica, mesmo acreditando que a Anvisa
já tem opinião formada sobre o tema.
"O painel será a nossa última alternativa
para tentar demonstrar os benefícios dos medicamentos.
E é uma forma de a agência esgotar as possibilidades
de debate", diz. "Os nossos argumentos são exatamente
opostos aos deles. A diferença é que eles estão
com a caneta", diz.
Para Amélio Godoi Matos, do Instituto Estadual de Diabetes
e Endocrinologia do Rio de Janeiro, a realização
do painel não deve mudar a decisão da agência. "Eles
vão trazer pessoas para defender a ideia deles. No fundo,
querem é dar suporte a uma decisão já tomada
e alegar que foram democráticos", disse Matos. /
Colaborou Lígia Formeti
Obesidade
avança no País
13% dos adultos
no Brasil são obesos, segundo pesquisa
do Ministério da Saúde feita em 2009. Em 2006,
o índice era de 11,4%.
43% dos adultos
que residem nas 26 capitais e do Distrito Federal estão acima do peso, segundo o Ministério da Saúde
6.368.547
comprimidos de sibutramina e de derivados da anfetamina foram
comercializados
em todo o País em 2010
O
Estado de São
Paulo
Associação
de drogas reduz peso, diz estudo
Por Fernanda Bassette
A associação de dois tipos de medicamentos - um
anorexígeno e outro antiepilético - no tratamento
da obesidade reduziu entre 5% e 10% o peso dos pacientes estudados
em comparação com o grupo placebo.
Os resultados
desse estudo foram publicados na revista The Lancet. O trabalho
foi
conduzido em 93 centros dos EUA e envolveu 2.487
pacientes com índice de massa corporal entre 27 e 42.
Todos tinham pelo menos duas comorbidades (como diabete ou hipertensão).
Os pesquisadores
associaram o uso de fentermina (anorexígeno
não comercializado no Brasil)com o uso off label (fora
da indicação da bula) do topiramato, indicado para
o tratamento de epilepsia e prevenção de enxaqueca.
As doses
testadas no estudo (92 mg do antiepilético e
15 mg do anorexígeno) foram inferiores às usadas
normalmente, caso essas medicações fossem prescritas
individualmente.
Segundo os
pesquisadores, além da perda de peso, as medicações
também reduziram a pressão sanguínea, os
níveis de colesterol e triglicérides, além
dos níveis de hemoglobina glicada - medida usada no controle
do diabete. Os efeitos colaterais foram boca seca, constipação,
insônia e dor de cabeça. Houve alguns casos de irritabilidade
e depressão.
Para Ricardo
Meirelles, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia
e Metabologia
(Sbem), os resultados são
animadores. "Perder entre 5% e 10% do peso corporal já é considerado
sucesso no tratamento da obesidade", afirma. Márcio
Mancini, responsável pelo departamento de obesidade do
HC, diz que o diferencial é que o estudo não exclui
pacientes com fatores de risco. "Eles conseguiram bons resultados
mesmo nesses pacientes", diz. A medicação
foi apresentada para a FDA (agência americana que regulamenta
fármacos), mas ainda não tem aprovação
para uso clínico.
Folha
de São
Paulo
Antibióticos
Farmácias ganham mais tempo para se adaptar às
regras
DE BRASÍLIA - A Anvisa decidiu ontem dar mais tempo para
que as farmácias passem a registrar todas as suas vendas
de antibióticos em um sistema informatizado controlado
pelo órgão.
O prazo inicial
para as farmácias se adaptarem às
regras era 25 de abril. A nova data ainda não foi definida.
Na reunião de ontem, a diretoria da Anvisa também
decidiu promover um painel internacional sobre os inibidores
de apetite. A data e o local não foram divulgados.
Um parecer,
apresentado pela chefe do Núcleo de Gestão
do Sistema Nacional de Notificação e Investigação
em Vigilância Sanitária, Maria Eugênia Cury,
foi feito com base em estudos que indicam que devem ter o registro
cancelado drogas com sibutramina, anfepramona, mazindol e o femproporex,
pois causam elevado risco à saúde.
As discussões sobre a proibição de emagrecedores
começaram no início do ano, quando a Anvisa fez
audiência pública para debater o assunto. Boa parte
da comunidade médica é contra a proibição.
Extra Online
Planos
vão
ter novos procedimentos
Por Andréa
Machado
ANS inicia consulta para oferecer 50 exames e cirurgias aos
pacientes
A partir
de sexta-feira, dia 15, a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) começará a receber
sugestões para incrementar e atualizar a cobertura assistencial
obrigatória para todos os planos de saúde contratados
a partir de 2 de janeiro de 1999. Pacientes, órgãos
de defesa do consumidor, operadoras de saúde e associações
poderão dar opinião sobre os novos procedimentos,
que serão incluídos no rol da agência.
A lista de
inclusões da ANS engloba 50 procedimentos
e eventos. Da proposta, constam 36 tipos de cirurgias por videolaparoscopia — consideradas
menos invasivas, segundo os médicos —, entre elas
redução de estômago, retirada de vesícula
e da adenóide. Além disso, há novas diretri-zes
para consultas com nutricionista e sessões de terapia
ocupacional e psicoterapia.
Em vigor em 2012
Para dar
sugestões, basta acessar o site www.ans.gov.br,
a partir do dia 15, e preencher o formulário referente à consulta
pública n - 40, até 14 de maio. Os novos procedimentos,
no entanto, somente começarão a ser oferecidos
pelos planos de saúde em 1º de janeiro de 2012.
Serviço
/ Saiba Mais
Bloqueio
anestésico
de plexos nervosos
Tratamento
mais avançado para dor crónica. Injeta
anestésico no nervo.
Refluxo gastroesofágico
por videoendoscopia
Procedimento
por videoendoscopia para impedir que o suco gástrico
volte para o esôfago.
Marcação pré-cirúrgica guiada por
ressonância magnética
Para definir
o local exato da intervenção cirúrgica.
Ácido metilmalônico
Diagnóstico para identificar anemia por deficiência
de vitamina B12.
Proteínas
livres
Exame para
medir a proteína no sangue.
Gastroplastia por videolaparoscopia
Procedimento
para reduzir o estômago.
Saúde
Business Web
A
Eficiência na Utilização
dos Leitos Hospitalares
Por Enrico
de Vettori / colaborou Fátima Pinho
Certamente,
nos dias de hoje, a eficiência dos ativos é um
dos principais desafios e pilares de sobrevivência e sucesso
das instituições modernas. E tratando-se de ativo,
não podemos nos esquecer do gerenciamento efetivo dos
leitos hospitalares.
Otimizar
a produção dos leitos, através
de uma maior rotatividade de pacientes e redução
dos custos fixos, é sem dúvida, o cenário
ideal objetivado por quase todas as instituições
hospitalares. Porém, a grande dificuldade é saber
qual a estratégia para alcançar este resultado,
já que as instituições vivenciam um período
de disputa acirrada no mercado de saúde.
Há pouco mais de 5 anos existiam aproximadamente 45 milhões
de segurados em planos de saúde, e hoje este número
praticamente alcança 37 milhões, ou seja, a redução
de segurados impulsiona a competitividade no mercado de saúde,
fazendo com que as instituições hospitalares busquem
por melhorias constantes, como forma de destaque e possível
escolha do paciente.
O número de leitos disponibilizados é um fator
importante de sobrevivência no mercado, já que hospitais
de pequeno porte e com deficiência na gestão de
leitos, não conseguem absorver a demanda de pacientes,
tampouco atender todas as especialidades necessárias para
o tratamento completo do paciente. No Brasil, 70% dos hospitais
possuem de 50 a 100 leitos. Estima-se que a estrutura ideal economicamente
seja em torno de 200 leitos. Desta forma, as portas de entrada
do hospital se tornam rapidamente permeáveis e os recursos
estruturais bem aproveitados, sem esperas importantes por vagas,
desde que bem gerenciados e com demanda de mercado.
Nos últimos anos, muitas instituições ampliaram
sua estrutura para reduzir o tempo de espera por vagas, o que
impactava diretamente na imagem do hospital e fazia com que os
pacientes não retornassem em um próximo momento.
Entretanto, apenas a ampliação dos leitos ofertados,
não garante o sucesso da operação, pois
incrementam ainda mais os custos e não dinamizam o atendimento,
no médio e longo prazo.
A grande
dificuldade encontrada pelos hospitais para gerenciar seus
leitos se dá pela dificuldade da mudança cultural,
sendo necessária para alinhamento dos processos e otimização
dos recursos. É preciso equilibrar os interesses de todas
as áreas envolvidas, como corpo clínico, enfermagem,
hotelaria, manutenção, administração
e o próprio paciente, para que os objetivos estratégicos
sejam alcançados.
A gestão de leitos eficiente traz embasamento para que
o resultado da produção planejado seja alcançado,
por isso é tão importante como a formulação
da estratégia. O primeiro passo para a implantação
de uma gestão eficiente é saber exatamente qual é o
negócio do hospital e como funciona cada setor. Em segundo, é entender
qual o público atual e futuro, alinhado aos objetivos
estratégicos. É muito importante analisar se a
estrutura suporta a demanda e se são necessários
ajustes em tipos de acomodações, ou se há possibilidade
de negociações comerciais. Com isto, a instituição
poderá analisar quais as fragilidades de seus processos,
que geram tempo de espera alongado para internação,
falta de vagas, atrasos nas cirurgias e outros. Sendo assim,
a instituição poderá estruturar ações
para correção destas fragilidades, resultando em
maior ocupação dos leitos e maior rotatividade
dos mesmos.
Não basta somente encontrar as fragilidades dos processos. É necessário
agir e também medir. A gestão do hospital deve
ter o controle da movimentação dos leitos e esta é a
melhor forma para acompanhar os resultados e identificar rapidamente
o foco para as próximas ações. Não
se pode controlar o que não se mede, da mesma forma que é impossível
gerenciar o quê não se controla. Como dito anteriormente,
a gestão de leitos é uma cultura necessária
e tão logo existe a mensuração, tão
logo os resultados melhoram.
Diário
do Grande ABC Online
ANS
passa pente-fino em 500 planos de saúde
Por Paula Cabrera
A saúde privada do País está na UTI. Atualmente
cerca de 500 operadoras de planos de saúde enfrentam direção
fiscal da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar),
pente-fino sob as finanças da empresa para determinar
se o grupo está apto a atender clientes.
A andreense
Samcil, que fechou as portas do Hospital e Maternidade Mauá na semana passada, é uma das que enfrentam
o desafio atualmente, o que deixou em pânico os 61 mil
usuários do convênio no Grande ABC.
Apesar do
cenário desolador, especialista pontua que
a intervenção rápida da ANS não é o
fim da linha, mas um alerta para que a empresa se recupere e
sobreviva ao mercado, como aconteceu com o grupo Unimed Paulistana
no mês passado.
A Unimed
passou cerca de um ano sob intervenção
da entidade por conta de dívidas tributárias, mas
apresentou plano de recuperação e conseguiu crescer
146% em 2010, deixando o fantasma de uma possível falência
para trás.
"A direção fiscal é uma necessidade.
Se a operadora não está com as obrigações
em dia perante a legislação da ANS, ela precisa
entrar nesse regime. Muitas (empresas) conseguem passar por ele
e hoje estão bem. Já as que não conseguem
atender às exigências mínimas acabam mesmo
expurgadas do mercado, o que também é benéfico,
pois permanecem apenas as operadoras preparadas para atender
bem aos clientes", diz José Luiz Toro, presidente
do INDSS (Instituto Brasileiro do Direito da Saúde Suplementar).
Caso a empresa
não consiga demonstrar solidez ou capacidade
de superar o problema no período máximo de um ano,
a ANS determina o fechamento da rede e a venda da carteira de
clientes, como aconteceu no ano passado com o convênio
Di Thiene,atendido pelo Hospital São Caetano. Mesmo fechamento
não significa que clientes ficarão na mão.
"Após a decisão pela liquidação
do plano de saúde, a ANS dá 30 dias para que a
empresa venda a carteira de clientes, período renovável
por mais 15 dias. Caso não haja interessados neste período,
a carteira vai a leilão", explica Toro.
No período de direção fiscal, os consumidores
devem seguir pagando normalmente as faturas do convênio
para que, no caso de fechamento da operadora, seja incluso na
carteira de clientes e tenha sua ficha repassada a outro grupo
sem a necessidade do cumprimento de carências.
O processo
de análise do plano de recuperação
do convênio pode durar até um ano, mas não
isenta a rede do fechamento imediato, em caso de problemas maiores. "O
convênio Interclínicas foi fechado em dois meses",
lembra Toro. Questionado sobre o caso específico da Samcil,
o especialista preferiu não se manifestar.
Queda
de clientes e altas dívidas motivaram intervenção
na Samcil
Entre os
motivos para que seja estabelecida uma intervenção
pela ANS estão o atraso no pagamento de fornecedores,
a evasão de associados e a rotatividade da rede credenciada.
No caso da Samcil, além da perda de grande parte da carteira
de clientes - o grupo reduziu de 710 mil usuários para
264 mil em cerca de dois anos - quesitos técnicos relacionados
ao caixa da empresa também foram críticos.
"As operadoras precisam cumprir provisões técnicas
e de ativos, que significa que o dinheiro que entra tem de ser
provisionado e ser dividido em aplicações financeiras
para garantir que em caso de problemas a operadora seja salva.
Muitas têm dificuldade exatamente nisso e terminam sob
investigação", pontua José Luiz Toro.
A companhia
teve ainda 90% da rede de atendimento descredenciada nos últimos meses, além de problemas no pagamento
de trabalhadores e fornecedores. Apesar de o valor oficial de
dívidas divulgado pela empresa ser de R$ 70 milhões,
funcionários do grupo, que preferem não se identificar,
confirmam que o valor total dos débitos ultrapassa os
R$ 200 milhões.
Questionada
sobre a situação, a ANS disse que
não se pronunciará antes do fim da intervenção,
que teve início em janeiro.
Seguros dia-a-dia
Termômetros da paralisação dos médicos
Levantamento
da Orizon, empresa prestadora de serviço
para operadoras de saúde, apontou que apenas nas 12 primeiras
horas da greve dos médicos, quinta-feira última,
houve queda de 36% no número de atendimentos no País.
Com margem de erro de 1%, estudo também mostra o impacto
nos principais Estados.
No Rio, a
paralisação chegou a 40% e em São
Paulo, a 29%. A melhor marca foi na Bahia, com 73%. O levantamento
também identificou que a paralisação teve
maior penetração entre as seguradoras e na área
da autogestão, com 51% de redução no atendimento
na manhã da greve.
O menor impacto
foi percebido em Unimeds, com 20% de redução.
Pelos cálculos da Associação Médica
Brasileira (AMB), 70% dos médicos de planos de saúde
de todo o país suspenderam o atendimento a pacientes no
dia da paralisação de 24 horas.
Brasil
Econômico
Tratamento
com alta tecnologia e preço de SUS
Por Amanda Vidigal Amorim
Com uma carreta
que viaja o Brasil, o médico Roberto
Kikawa leva medicina avançada a pacientes carentes. No
próximo mês, passará a atender comunidades
ribeirinhas.
Pensando
em tornar a medicina mais humanitária e democrática,
o médico Roberto Kikawa criou o Centro de Integração
de Educação e Saúde (Cies).
A proposta
de Kikawa era levar saúde de qualidade a comunidades
carentes ao mesmo preço cobrado pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). Um exame de colonoscopia, custa no SUS
R$ 112, no Cies o paciente paga R$ 36.
Aparelhos
de diagnóstico de alta tecnologia que eram
vistos apenas em hospitais particulares de referência podem
agora atender à população carente.
Hoje, a Carreta
da Saúde, nome dado ao caminhão
montado por Kikawa com equipamentos médicos e que já percorreu
15 cidades em três estados brasileiros, atendeu em seus
dois anos de atuação 24 mil pessoas.
Além disso, ele afirma que países como Colômbia,
Angola, Itália, Nigéria, Panamá e Venezuela
manifestaram intenção de replicar o modelo. "Estamos
recebendo pedidos de vários países para que a gente
implante o nosso sistema. O nosso projeto é eficiente
e consegue se pagar."
Esse sucesso,
a que se refere Kikawa, começou com um
sofrimento dentro de sua família. Em 1988, Kunimasa Kikawa,
pai de Roberto, foi diagnosticado com câncer. Houve dificuldade
de encontrar atendimento eficiente e que, ao mesmo tempo, pudesse
tratar a doença e o sofrimento de toda família.
Foi quando
Kunimasa pediu ao filho, então estudante do
segundo ano do curso de medicina, que fosse um médico
diferente, que se preocupasse com o sentimento das pessoas.
"Eu terminei o meu curso de medicina com isso na cabeça,
planejando de que maneira eu poderia atender as pessoas de forma
humanitária", afirma Kikawa, que fez sua especialização
na França, onde conheceu a organização não-governamental
Médicos Sem Fronteiras.
"Eu queria atender da mesma maneira, mas com uma estrutura
de alta tecnologia que pudesse chegar facilmente aos lugares",
afirma.
Para conseguir
melhorar o atendimento e agilizar todo o processo, a tecnologia
utilizada
pelo Cies é de ponta. Desde o atendimento
na recepção até o laudo médico, tudo é informatizado
e interligado ao centro de comando do Cies.
Dessa maneira,
segundo Kikawa, é possível conectar
toda a equipe para um diagnóstico mais rápido e
preciso. Para conseguir o recurso necessário para colocar
a empresa em funcionamento, foi necessário criar um plano
de negócio.
"Fui para Washington apresentar o projeto e chamamos atenção
de empresas como Olympus e Philips, e consegui os aparelhos e
também o orçamento para a construção
da carreta."
Hoje, o atendimento é feito, além da Carreta da
Saúde, com uma van que possibilita chegar em locais onde
um caminhão de grande porte não consegue. No próximo
mês Kikawa lançará o Vagão da Saúde.
Um contêiner que irá de balsa a comunidades ribeirinhas.
No ano passado,
o Cies conseguiu ser uma empresa autossustentável. "Hoje
o que a gente ganha com os exames consegue manter o projeto,
mas é preciso investimento para que possamos crescer e
atender cada vez um número maior de pacientes." Kikawa
afirma que nenhum médico de sua equipe é voluntário.
Com 30 médicos contratados, Kikawa espera crescer o número.
Algumas prefeituras já manifestaram interesse em ter o
projeto fixo em suas cidades. É o caso de Taubaté,
interior de São Paulo, que terá uma equipe do Cies.
Outros estados já estão em negociação,
como o Rio de Janeiro e os do Nordeste.
Algumas empresas
já manifestaram interesse no projeto.
A Petrobras, por exemplo, é um cliente em potencial. "Há locais
em que a empresa atua e nos quais não existem postos médicos
ou hospitais. Podemos levar a carreta, fazemos os exames periódicos
e tratamos os pacientes. É barato para a empresa",
afirma Kikawa.
Além disso, o médico lembra que as empresas que
investirem no projeto podem ainda utilizar a renúncia
fiscal.
Saúde
Business Web
Medicina brasileira em alta
Por Priscila Pais
O médico americano Chris Kwolek – chefe da Unidade
Endovascular do Hospital Massachusetts General, em Boston – visitará nos
próximos dias 15 e 16, o Hospital São Lucas, em
Copacabana. O especialista irá conhecer uma nova técnica
utilizada no tratamento de aneurisma da aorta, cujo período
de internação do paciente cai de 20 para três
dias.
O tratamento
convencional do Aneuriama da Aorta Tóraco
Abdominal (AATA) é o cirúrgico. Trata-se de uma
cirurgia de grande porte, que requer a abertura do tórax
e do abdome, com grande exposição e elevado índice
de complicações pós-operatórias.
O novo procedimento, que trata os AATA através do implante
de uma endoprótese ramificada, por via endovascular, sem
a necessidade de abertura do abdome ou do tórax. No São
Lucas, a técnica está sendo realizado pela equipe
do médico Marcelo Ferreira.
Terça-feira,
12.04.11
Confederação Nacional de Saúde
CIRCULAR
JURÍDICO
040/2011
COMPETE
A JUSTIÇA
FEDERAL JULGAR CRIME CONTRA O SUS
Cabe à Justiça Federal processar e julgar ação
por crime cometido contra o Sistema Único de Saúde
(SUS). O entendimento é da Terceira Seção
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao declarar competente
a 2ª Vara de Uberlândia (MG).
O Departamento
de Polícia Federal instaurou inquérito
policial para apurar a ocorrência de crime de estelionato,
supostamente praticado pelos gestores de uma casa de saúde,
em Ituiutaba (MG). O inquérito teve como base o relatório
de auditoria especial realizada pela Secretaria de Saúde
de Minas Gerais, consistentes em fraudes realizadas contra o
SUS, com lesão ao erário público.
Segundo dados
do processo, a entidade deveria receber R$ 21.130,91, porém ela recebeu mais de R$ 43 mil. Com isso, verificou-se
conduta criminosa contra bens, serviços ou interesses
da União, já que o SUS foi diretamente lesado,
atraindo a competência da Justiça Federal para processar
e julgar o suposto delito, ainda que tenha ocorrido o ressarcimento
dos valores pagos indevidamente.
O juiz federal
substituto da 2ª Vara de Uberlândia
determinou a remessa do processo ao juízo de Direito da
comarca de Ituiutaba “em razão da não incidência
das hipóteses previstas no artigo 109, inciso IV, da Constituição
Federal”, que lista os casos de competência dos juízes
federais.
Por sua vez,
a juíza de Direito da Vara Criminal de Ituiutaba
suscitou o conflito de competência por entender que se
tratava de caso previsto no artigo 109, inciso IV, da CF. Para
a juíza, uma vez que as verbas de custeio do SUS são
oriundas do governo federal, legitimam a Justiça Federal
para processar e julgar o feito, sendo o Ministério Público
Federal competente para promover o oferecimento da denúncia.
Em sua decisão, o desembargador convocado Haroldo Rodrigues
destacou que a orientação jurisprudencial no STJ
está consolidada no sentido de que, havendo violação
aos interesses da Autarquia Previdenciária, cuida-se de
crime afeto à Justiça Federal.
Fonte: STJ
Agência Câmara de Notícias
Padilha:
governo não
vai propor nova CPMF, mas quer regulamentar Emenda 29
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, declarou há pouco
que não vai entrar no “Fla x Flu” que se tornou
o debate em torno da reedição da CPMF, imposto
que financiava a saúde e foi derrotado no Congresso em
2007, quando o governo anterior tentou reeditá-lo. “Mas
não vou esconder do País que nós precisamos
de financiamento crescente para o setor. Temos de melhorar a
gestão, mas precisamos de mais recursos também”,
disse.
O ministro
voltou a afirmar que nunca debateu a recriação
do imposto com a presidente Dilma Rousseff, e que o governo não
está elaborando essa proposta. Ele disse, no entanto,
que o governo quer ver regulamentada a Emenda 29, que colocou
na Constituição uma distribuição
das responsabilidades pelo custeio da saúde, mas tem sido
burlada porque não foi regulamentada desde sua edição,
em 2000.
Fiscalização
de recursos
O deputado
Amauri Teixeira (PT-BA) ressaltou que não
se deve fazer disputa política com as declarações
feitas à imprensa pelo ministro-chefe da Controladoria
Geral da União (CGU), Jorge Hage, de que o Ministério
da Saúde tem uma das piores fiscalizações
de gastos no governo. Conforme o parlamentar, não é possível
fiscalizar todas as contas da pasta, que tem o maior orçamento
e o maior número de convênios do Executivo. “As
declarações do ministro Hage foram, com certeza,
no sentido de melhorar a fiscalização, e não
de denúncia”, argumentou.
Padilha destacou
que o ministério tem liderado ações
de combate à corrupção e aos desvios de
recursos da área, e tem contado com a participação
de secretários de estados e municípios nessa missão.
A audiência da Comissão de Fiscalização
Financeira e Controle com o ministro da Saúde já foi
encerrada.
Agência
Senado
Subcomissão da Saúde deve discutir criação
de lei de responsabilidade sanitária
Por Elina Rodrigues Pozzebom
A criação de uma lei de responsabilidade sanitária,
nos moldes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), com definições
específicas sobre as competências de cada ente federado
com financiamento e cumprimento de metas para atendimento à saúde,
e punição para quem não as realiza. Esse é um
dos debates que a Subcomissão Permanente de Promoção,
Acompanhamento e Defesa da Saúde, instalada nesta terça-feira
(12), deve encampar, segundo explicou o senador Humberto Costa
(PT-PE), presidente eleito do colegiado. Eduardo Amorim (PSC-SE)
ficou com a vice-presidência.
Humberto
Costa informou que apresentará, nos próximos
dias, para ser discutida no âmbito da subcomissão,
proposição que altera a lei orgânica da saúde
para definir de forma mais clara o que seriam as responsabilidades
dos estados, dos municípios e da União no que diz
respeito a financiamento e atenção à saúde.
Segundo explicou,
a ideia é que os pactos hoje feitos
na área da saúde com membros dos três níveis
de governo, nos comitês intergestores, que guiam a intervenção
de todos os entes da Federação nessa área,
deixassem de existir em caráter informal e passassem a
ter existência com fundamentação jurídica.
O não cumprimento das tarefas e metas delegadas a estados,
municípios e à União ensejaria até mesmo
punições aos próprios gestores.
- É uma tentativa de ter controles e ao mesmo tempo garantias
de melhoria na gestão para que do pouco que temos de recursos,
tenhamos a certeza de que serão gastos corretamente -
disse o senador.
Subcomissão
A subcomissão permanente, composta por cinco membros
titulares e cinco suplentes, deve debater a qualidade da atenção à saúde
no Brasil, discutindo temas específicos, apresentando
projetos e até mesmo fazendo visitas de fiscalização
in loco a locais problemáticos.
Deverão ser debatidos pelos parlamentares temas como
a regulação da área da saúde suplementar
e da vigilância sanitária; aspectos da área
de recursos humanos, como a distribuição e formação
de novos profissionais de saúde; e até mesmo a
necessidade de incrementar o financiamento à saúde,
temas que, segundo Humberto Costa, poderão ser mais bem
trabalhados na subcomissão antes de fazer parte do debate
na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), à qual está subordinada.
Integram
o colegiado, além do presidente e do vice, os
senadores Wellington Dias (PT-PI), Ana Rita (PT-ES), que estiveram
presentes à reunião de instalação,
e Waldemir Moka (PMDB-MS) e Lucia Vânia (PSDB-GO). Na próxima
reunião, ainda sem data definida, os senadores devem estabelecer
o cronograma de trabalho.
Agência Câmara de Notícias
Oposição propõe CPMI para investigar fraudes
nos repasses à Saúde
Por Leonardo Prado
Alexandre
Padilha (E): governo quer regulamentação
da Emenda 29, mas não pensa em recriar a CPMF.O deputado
Vanderlei Macris (PSDB-SP) afirmou nesta terça-feira que
seu partido está colhendo assinaturas na Câmara
e no Senado para a criação de uma Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigue desvios
de recursos da Saúde em estados e municípios. O
anúncio foi feito em audiência pública com
o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que veio à Comissão
de Fiscalização Financeira e Controle para explicar
declarações do ministro-chefe da Controladoria
Geral da União (CGU), Jorge Hage, de que a pasta tem uma
das piores fiscalizações de gastos no governo.
Padilha justificou
que os recursos são aplicados de forma
descentralizada e que a própria CGU e os secretários
estaduais e municipais de Saúde estão ajudando
o ministério a aperfeiçoar os mecanismos de controle. “O
Sistema Único de Saúde (SUS) é responsabilidade
de todos, não importa o governo que veio no período
anterior. Queremos dar um salto de qualidade”, argumentou.
No último dia 7, lembrou o ministro, foi inaugurado um
portal da transparência que permite à população
acompanhar os repasses feitos pelo ministério e pelos
diversos fundos da Saúde.
O deputado
Delegado Waldir (PSDB-GO) reforçou a preocupação
com o orçamento do setor, de R$ 67 bilhões, que
tem sido o maior foco de desvios de verbas. Já o deputado
Amauri Teixeira (PT-BA) ressaltou que não se deve fazer
disputa política com as declarações de Hage. “A
fala foi certamente no sentido de melhorar a fiscalização,
e não de denúncia”, disse. Para Teixeira, é impossível
fiscalizar todas as contas da pasta, que tem o maior orçamento
e o maior número de convênios do Executivo.
CPMF
Embora tenha
dito que não vai entrar no “Fla x
Flu” que se tornou o debate em torno da reedição
da CPMF - o imposto que financiava a Saúde - Padilha adiantou
que o governo quer ver regulamentada a Emenda 29, que fixa percentuais
mínimos a serem investidos na área por União,
estados e municípios.
O ministro
reiterou que nunca debateu a recriação
da CPMF com a presidente Dilma Rousseff e que o governo não
está elaborando essa proposta. “Mas não vou
esconder do País que nós precisamos de financiamento
crescente para a Saúde. Temos de melhorar a gestão,
porém necessitamos de mais recursos também”,
declarou.
SUS
Com relação à qualidade da saúde
pública, Padilha afirmou que os desafios enfrentados pelo
SUS não são muito diferentes dos existentes em
outras nações. “Nosso principal problema,
que é igual ao dos outros países que têm
um sistema público, é o tempo de espera para o
atendimento”, disse. Ele ressaltou que são realizados
3,5 bilhões de consultas e procedimentos ambulatoriais,
e 11 milhões de internações por ano.
Agência Câmara de Notícias
Alexandre
Padilha: estoques de remédios contra aids estão
normalizados
O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou há pouco
aos deputados da Comissão de Fiscalização
Financeira e Controle que os estoques de medicamentos para o
tratamento de aids estão normalizados, e que o ministério
apenas precisou fazer a substituição de um medicamento
por outro de mesma eficácia. “Estamos conversando
com o Tribunal de Contas da União (TCU) para estender
os contratos de compra contínua de medicamentos e, assim,
poder passar de um ano para o outro sem ter de refazer os documentos,
porque isso pode causar desabastecimento”, disse. Em março,
denúncias divulgadas pela imprensa afirmavam que três
drogas de combate à aids – atazanavir, saquinavir
e didadosina – estariam em falta no País.
Segundo Padilha,
a compra centralizada de medicamentos pelo ministério pode incentivar a produção nacional
e evitar fraudes na transação, que de outra forma
precisaria ser fiscalizada em cada município. O mesmo
procedimento já foi tomado para a aquisição
de plasma, que é utilizado para transfusões e não
pode faltar em hospitais. “Quanto ao atazanafir (usado
por 33 mil pacientes com HIV), houve uma orientação
para que os serviços de saúde fracionassem os estoques
e passassem a distribuir os medicamentos com prazo mais curto,
de forma a prevenir a falta do medicamento, mas não houve
falta”, afirmou.
Conforme
o ministro, todo o procedimento de compra e distribuição
do ministério foi revisto para evitar situações
que geram apreensão nos pacientes que precisam desses
medicamentos.
AGENDA
- ClasSaúde 2011
Evento acontece
na cidade de São Paulo, SP.
"Saúde e os Desafios Econômicos, Humanos e
Ambientais" é o tema central dos seis congressos
que compõem o ClasSaúde 2011, evento oficial da
Hospitalar 2011 que acontece de 24 a 27 de maio, no Expo Center
Norte, em São Paulo.
Promovido
pela Confederação Nacional de Saúde
(CNS), Federação Nacional dos Estabelecimentos
de Serviços de Saúde (Fenaess), Sindicato dos Hospitais,
Clínicas e Laboratórios do Estado de São
Paulo (SINDHOSP) e HOSPITALAR Feira + Fórum, o ClasSaúde
já se consolidou como palco das principais discussões
que norteiam o setor.
Integram
o ClasSaúde 2011 os seguintes eventos: 16º Congresso
Latino-Americano de Serviços de Saúde; o 6º Congresso
Brasileiro de Gestão em Clínicas de Serviços
de Saúde; 5º Congresso Brasileiro de Gestão
em Laboratórios Clínicos (evento realizado em conjunto
com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina
Laboratorial - SBPC/ML); 4º Congresso Brasileiro de Tecnologias
da Informação e Comunicação em Saúde;
2º Congresso Brasileiro de Aspectos Legais para Gestores
e Advogados da Saúde; e 2º Congresso de Gestão
e Políticas em Saúde Mental.
O Congresso
Latino-Americano é o evento internacional
do ClasSaúde e está dividido em três módulos:
Sistema de Saúde Público-Privado, Saúde
Suplementar e Capacitação Profissional. "Esse
ano a questão ambiental entra em discussão.
O site do
ClasSaúde (http://www.classaude.com.br/) estará no
ar no início de março e trará os programas
dos eventos, composição das comissões científicas,
valores das inscrições, pacotes de viagem, notícias
e demais informações sobre os eventos. As inscrições
também estarão abertas no mesmo período,
com desconto para associados da CNS, Fenaess, SINDHOSP e SBPC/ML
(estes últimos apenas para o Congresso de Laboratórios
Clínicos).
Data: De 25 a 28 de maio de 2011
Local: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – São
Paulo, SP
Mais informações:
http://www.classaude.com.br/
- Pós-graduação em Gestão do Ambiente
em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde
Oferecido
pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) em parceria com a Unisuam (RJ), o curso é voltado
para o gerenciamento do ambiente hospitalar e de serviços
de saúde. Com foco no meio ambiente interno e externo,
a pós-graduação busca, através do
desenvolvimento de planejamento local, preservar a proteção
do meio ambiente, o consumo de energia (controle de incidência
dos raios solares, reduzindo o aquecimento no seu interior e
a utilização do sistema de climatização),
a racionalização da utilização da água,
a reciclagem de material e o gerenciamento de resíduos
tóxicos. Todo o conteúdo é direcionado para
a formação de profissionais com uma visão
gerencial no crescimento sustentável das instituições
de saúde, valorizando a gestão alternativa.
Entre o conteúdo programático estão as
disciplinas Gestão pela Qualidade, Direito Sanitário
e a Legislação, Ambiente e Seguranças de Áreas
Fechadas, Estudo do Sistema de Gerenciamento do Ambiente e Segurança,
Indicadores e Custos Hospitalares, entre outras.
A pós-graduação é voltada para profissionais
com formação nas áreas de saúde,
gestão de instituições públicas e
privadas de saúde, administração, arquitetura,
assistência social, biologia, bioquímica, engenharia,
enfermagem, farmácia, hotelaria, medicina e nutrição,
que atuem ou tenham interesse em atuar em serviços de
saúde.
Com 396 horas/aula
e 11 meses de duração, o curso
tem início previsto para 19 de maio. As inscrições
já estão abertas. Informações podem
ser obtidas pelo telefone (21)3299-8202 ou pelo e-mail ensino@cbacred.org.br
ou ainda através do site www.cbacred.org.br.
-
Custos na Saúde e Pagamento
por Pacotes
25 e 26 de abril de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
- Fornecer
elementos para análise da constituição
e do perfil dos custos da assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar e a sua racionalização
mediante formatação de pacotes para o pagamento
dos serviços.
- Fornecer
noções de Economia Básica
e de custos em geral.
- Identificar
os componentes dos custos na assistência à saúde.
-Identificar
fatores que agravam os custos na saúde
-Destacar
mecanismos de regulação na utilização
dos serviços de saúde e o seu reflexo nos custos
assistenciais.
- Avaliar
o sistema de gerenciamento de custos na assistência à saúde
no mercado de saúde suplementar.
- Avaliar
a repercussão da atuação da ANS,
do Poder Judiciário, Ministério Público
e PROCON nos custos de assistência à saúde.
-Identificar vantagens e desvantagens no pagamento por pacotes.
-Analisar
recomendações para formatação,
formalização e operacionalização
de pacotes.
Instrutor
Dr. Natanael Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e
profissionais de todas as áreas, que atuam no Mercado
de Saúde.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Seminário dos Dirigentes e Gestores das Autogestões
A Sustentabilidade
da Autogestão
11 e 12 de abril
Hotel Naoum
Plaza Brasília
SHS - Setor
Hoteleiro Sul, Quadra 05, Bloco H, Brasília
DF
O evento,
com repercussão nacional, é um importante
ambiente de debate da área de assistência à saúde
suplementar, sendo este o propósito maior da UNIDAS nos
eventos que promove como forma de estimular a reflexão
de todos os agentes da área da saúde. Com um público
estimado em 200 participantes o "2º Seminário
dos Dirigentes e Gestores das Autogestões em Saúde
- A Sustentabilidade da Autogestão" terá o
objetivo de promover um debate com os executivos das nossas instituições
filiadas sobre as principais oportunidades e ameaças para
o segmento de autogestão em saúde.
Informações
Para ser patrocinador dos eventos, entre em contato com a UNIDAS.
Informações adicionais e esclarecimentos poderão
ser obtidos diretamente com a UNIDAS Nacional pelo tel. (11)
3289-0855 ou e-mail seminario@unidas.org.br. (Unidas/AssPreviSite)
-
LANÇAMENTO DA 10ª EDIÇÃO PRÊMIO
SINOG DE ODONTOLOGIA
Sinog
premiará dentistas
e estudantes de odontologia
Prêmio Sinog de Odontologia receberá os trabalhos
concorrentes até 15 de abril de 2011
O Sinog -
Sindicato Nacional das Empresas de Odontologia de Grupo, acaba
de lançar a 10ª edição
do Prêmio Sinog de Odontologia destinado a cirurgiões-dentistas
e estudantes de Odontologia. O tema escolhido para os cirugiões-dentistas é "Valorização
da Odontologia: Ações que contribuam para a ampliação
e fidelização da rede credenciada das operadoras
e que aprimorem a qualidade dos serviços prestados aos
beneficiários dos planos odontológicos", e
para os Estudantes de Odontologia, "Novas Tecnologias de
Imagem em Odontologia: Como essas ferramentas de diagnóstico
e controle de qualidade dos serviços odontológicos
podem contribuir para a segurança do cirurgião-dentista
e seu paciente e para o aperfeiçoamento da relação
do credenciado com a operadora de planos odontológicos".
A novidade
nesta edição é que, embora os
ganhadores anteriores das três últimas edições
não possam concorrer ao prêmio, os cirurgiões-dentistas
recém formados, com o registro profissional, e que tenham
participado na categoria de estudantes, nas edições
anteriores, poderão participar em 2011 dentro da respectiva
modalidade.
Na modalidade
cirurgiões-dentistas o prêmio é de
R$ 13 mil reais bruto, além de diploma e troféu.
Já para os estudantes de Odontologia, a premiação é R$
8 mil reais bruto, mais o diploma e o troféu e, caso o
trabalho vencedor tenha contado com a supervisão de um
professor orientador, o docente receberá como homenagem
uma menção honrosa e a participação
na solenidade de premiação, e a Faculdade de Odontologia
cujo trabalho apresentado por seu estudante for o vencedor também
receberá um troféu.
As inscrições para a 10ª edição,
com a entrega dos trabalhos, de ambas as categorias, poderão
ser feitas até o dia 15 de abril de 2011. O regulamento
completo do Prêmio Sinog de Odontologia está disponível
no endereço www.sinog.com.br/premio. A premiação
acontecerá durante o jantar oficial de abertura da feira
Hospitalar no dia 25 de maio de 2011, em São Paulo, em
local a ser divulgado. Mais informações poderão
ser obtidas através do e-mail secretaria@sinog.com.br
ou pelo telefone (11) 3289-7299.
O
Prêmio
Sinog de Odontologia
Idealizado
com o objetivo de valorizar o trabalho da classe odontológica e promover o desenvolvimento de pesquisas,
seja no setor acadêmico ou profissional, o prêmio
Sinog, criado em 2000, é anual e conta com temas diferentes
a cada nova edição.