Leia
nesta edição:
- Marco Maia reafirma compromisso com prefeitos de regulamentar
Emenda 29
- Subcomissão
sobre funcionamento do SUS ouve especialistas
- Agência Câmara promove hoje chat sobre regulamentação
da Emenda 29
- Comissão vota parecer sobre administração
de hospitais universitários
- Audiência discutirá incorporação
de novas tecnologias pelo SUS
- Audiência pública debate qualidade de atendimento
dos planos de saúde
- Movimento
do dia 21 ganha força
- Pequena
empresa ganha espaço na carteira dos planos
- Por mais
critérios para o investimento em saúde
- Emenda
pode retirar R$6 bi da Saúde
- Dilma desiste
de patrocinar novo imposto para a saúde
- Câmara dos Deputados busca mais recursos para financiar
saúde pública
- A discórdia da Saúde
- Sucesso
internacional em Informática em Saúde
- Vacinação terá novo calendário
- Boicote
a remédio dá processo a laboratório
- Festival internacional de humor conscientiza detentos sobre
Aids e DSTs
- Comitê nacional incentiva maior participação
popular em assuntos ligados à saúde
- Combinação de medicamentos trará novo
tratamento para o câncer
- Mais um
imposto, não!
- Subcomissão inicia análise de modelos de saúde
pública de outros países
- Vaccarezza descarta imposto e diz que governo vai liberar
bancada na Emenda 29
- Comissão avaliará centros de Referência
em Saúde do Trabalhador
- USP testa
nova técnica para evitar rejeição
de transplante em diabéticos
- Funcionários de hospitais são menos saudáveis
e gastam mais no plano de saúde
Terça-feira,
13.09.11
Agência Câmara de Notícias
Marco Maia reafirma compromisso com prefeitos de regulamentar
Emenda 29
Por Luiz
Cláudio Canuto / Edição:
Wilson Silveira
O presidente
da Câmara, Marco Maia, reafirmou nesta terça-feira
seu compromisso com os prefeitos de votar a regulamentação
da Emenda 29 no próximo dia 28. Ele disse que a votação
deverá ser simples, pois já há acordo entre
os líderes partidários.
Prefeitos
de todo o País estão em Brasília
para cobrar o cumprimento das promessas feitas durante a 14ª Marcha
a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada
em maio deste ano.
Além da regulamentação da Emenda 29 e a
derrubada do veto à lei que disciplina a distribuição
dos royalties do petróleo, a Mobilização
Municipalista Nacional, promovida pela Confederação
Nacional de Municípios (CNM), tem como objetivo pedir
a derrubada do veto relativo ao Projeto de Lei de Conversão
10/09, sobre compensação de créditos e débitos
previdenciários.
Marco Maia
reafirmou também que no próximo dia
20 haverá uma comissão geral para discutir o assunto.
Entre os convidados do debate estarão o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, representantes da área financeira do
governo federal, prefeitos, governadores e dirigentes de entidades
da sociedade civil ligadas ao setor. Marco Maia explicou que
convocou o evento para conhecer o impacto que a Emenda 29 terá em
cada um dos estados.
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão
sobre funcionamento do SUS ouve especialistas
A subcomissão especial que analisa o financiamento, a
reestruturação, a organização e o
funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) realiza
hoje uma mesa-redonda sobre o financiamento da saúde pública
no Brasil.
O relator
do colegiado, deputado Rogério Carvalho (PT-SE),
está se reunindo com técnicos da área para
apresentar uma versão preliminar do seu parecer, cuja
versão final só deverá ser conhecida em
um seminário previsto para outubro.
Os integrantes
da subcomissão, que é ligada à Comissão
de Seguridade Social e Família, classificaram como inviável
o estabelecimento de um modelo único de gestão
para todos os estados e municípios brasileiros. O consenso é que,
onde houver maior controle social, haverá maior viabilidade
de contratos de terceirização de serviços,
sejam eles prestados pela administração direta
ou pela indireta.
Foram convidados:
- representantes
da Comissão de Orçamento e Financiamento
do Conselho Nacional de Saúde (Cofin/CNS);
- o presidente
da Sociedade Brasileira de Doença Cerebrovascular,
Jamary Oliveira Filho;
- a presidente da Academia Brasileira de Neurologia, Elza Dias
Tosta;
- o coordenador
do Comitê de Atenção a Doença
Cerebrovascular da Secretaria de Saúde do Ceará,
João José Freitas de Carvalho.
A audiência será realizada às 14 horas.
O local ainda não foi definido.
Agência Câmara de Notícias
Agência Câmara promove hoje chat sobre regulamentação
da Emenda 29
Por Murilo
Souza / Edição: Wilson Silveira
Entidades
do setor reclamam que alguns estados contabilizam despesas
com saneamento
e até com o Bolsa Família
como gastos em saúde. Projeto em análise na Câmara
lista ações que podem ou não ser incluídas
na rubrica da saúde, mas especialistas afirmam que a lista é subjetiva.
A Agência Câmara de Notícias realiza hoje, às
15 horas, um bate-papo pela internet com o coordenador da Frente
Parlamentar da Saúde, deputado Darcísio Perondi
(PMDB-RS), para debater a regulamentação da Emenda
Constitucional 29, que fixa percentuais mínimos a serem
aplicados em saúde por estados, municípios, Distrito
Federal e União.
Para participar,
basta entrar no site da agência (www.camara.gov.br/agencia)
no dia e hora marcados e clicar no link para o bate-papo.
A regulamentação da emenda tramita na forma do
Projeto de Lei Complementar (PLP) 306/08, do Senado, cujo texto-base
já foi aprovado na forma de substitutivo pelo Plenário
em 2008, mas a votação ainda não foi concluída.
Os deputados ainda precisam votar um destaque apresentado pelo
DEM, que pretende retirar do texto a parte que prevê a
criação de um novo imposto: a Contribuição
Social da Saúde, que seria cobrada nos moldes da extinta
CPMF, mas com alíquota menor. Líderes partidários
entraram em acordo para finalizar a votação no
próximo dia 28 de setembro.
De acordo
com o texto aprovado, além da obrigação
de destinar à área de saúde o valor empenhado
no Orçamento do ano anterior, acrescido da variação
nominal do Produto Interno Bruto (PIB), como ocorre hoje, o governo
federal passaria a contar com a CSS, que terá caráter
permanente e estará totalmente vinculada a ações
e serviços públicos de saúde. No entanto,
por não serem computados no piso constitucional, os recursos
arrecadados pela CSS, que terá alíquota de 0,1%,
não terão obrigatoriedade de aplicação
e poderão servir apenas para compor o superavit primário.
A regulamentação da Emenda 29 será discutida
em comissão geral da Câmara.
Por outro
lado, o projeto original, do Senado, estabelece que a União aplicará anualmente em ações
e serviços públicos de saúde o equivalente
a no mínimo 10% das receitas correntes brutas. Atualmente,
a União está obrigada apenas a aplicar em saúde,
no mínimo, o mesmo valor destinado no ano anterior mais
a variação do PIB.
Estados
e municípios
Em relação a estados e municípios, o texto
constitucional não foi alterado. Os estados deverão
aplicar no mínimo 12% da receita corrente bruta, e os
municípios, 15%. O Distrito Federal deverá aplicar
12% ou 15%, conforme a origem da receita, que pode ser de um
imposto de base estadual ou municipal.
Para Perondi,
a Câmara deve aprovar o texto sem a criação
do novo imposto. “Entendemos que a regulamentação
da Emenda 29 não implica gasto adicional ao governo e,
por isso, devemos votar contra a criação da CSS”,
afirmou. Ele sustenta que aumentar os recursos destinados à saúde é uma
questão de prioridade. “O governo pode optar por
rever certas escolhas, como investir no trem-bala, em cargos
em comissão, na usina de Belo Monte”, argumentou.
O deputado,
no entanto, comemorou o fato de a presidente Dilma Rousseff
ter começado a sinalizar mais preocupação
com a proposta. “Gostei de saber de declarações
da presidente Dilma reconhecendo que os recursos para a saúde
são insuficientes e que talvez seja necessário
rever as alíquotas de alguns produtos, como fumo e bebidas,
para aumentar os recursos disponíveis para o setor”,
afirmou. Apesar de contrário a criação de
um novo imposto, Perondi é a favor de aumentar a taxação
sobre gastos supérfluos e de utilizar recursos de outros
impostos, como o IOF.
O Executivo
argumenta que a simples criação de
um novo imposto não seria suficiente para garantir mais
investimentos em saúde. Segundo o líder do governo,
deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o governo aceitaria
um novo imposto, mas essa seria apenas uma das possíveis
alternativas para a destinação de mais recursos
ao setor. “A CSS prevista no texto traria entre R$ 10 e
R$ 15 bilhões, mas precisamos de R$ 30 bilhões”,
destacou Vaccarrezza durante entrevista na semana passada.
Ainda de
acordo com o líder, o governo quer analisar
outras sugestões de deputados, tais como a legalização
dos bingos com a conversão da arrecadação
do setor para a saúde, o aumento da alíquota do
seguro obrigatório dos carros mais caros e ainda a cobrança
pela remessa de lucros e dividendos de empresas para fora do
Brasil.
Para Perondi,
o maior medo do governo é que a proposta
seja alterada no Senado, revertendo o texto ao projeto original,
que prevê a aplicação pela União de
10% da receita corrente bruta em gastos e serviços de
saúde, sem a previsão de novos impostos.
Continua:
Volume insuficiente
de recursos para saúde e má aplicação
são alvos de críticas
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Agência Câmara de Notícias
Comissão vota parecer sobre administração
de hospitais universitários
Por Jaciene
Alves / Edição: Marcelo Oliveira
Substitutivo
apresentado pelo relator retira possiblidade de a Empresa Brasileira
de
Serviços Hospitalares ser constituída
como sociedade anônima.
A comissão especial criada para analisar o Projeto de
Lei 1749/11, do Executivo, que cria a Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares (Ebserh), reúne-se hoje para discutir e votar
o parecer do relator, deputado Danilo Forte (PMDB-CE). O parecer
foi lido no último dia 31. A reunião será realizada às
14 horas, no Plenário 16.
Um dos objetivos
da nova empresa é resolver problemas
na contratação de trabalhadores para os hospitais
universitários. Atualmente, os contratos geralmente são
firmados por intermédio das fundações de
apoio das universidades, com bases legais frágeis.
A sugestão do adiamento foi dada pelo deputado Ronaldo
Caiado (DEM- GO), que alegou não ter tido tempo para fazer
uma análise profunda do texto, uma vez que o parecer ficou
pronto algumas horas antes do início da reunião
do dia 31. "Nós, do DEM, discordamos da criação
dessa empresa, que, de certa maneira, pode comprometer a área
de pesquisa, a vida universitária. Será que haverá preocupação
com a pesquisa ou somente com a questão econômica?",
indagou o parlamentar.
Substitutivo
Danilo Forte
apresentou um substitutivo ao projeto original e votou a favor
da criação da empresa. Ele recebeu
críticas de parlamentares e de servidores de hospitais
universitários, que acompanharam, no Plenário da
comissão, a leitura do relatório.
A deputada
Alice Portugal (PCdoB-BA) adiantou ser contrária à proposta,
que ela classificou como “tortuosa e inconstitucional”. “Não é a
privatização explícita dos hospitais universitários,
mas é a possibilidade de contratação pela
Ebeserh de subsidiárias privadas, que levarão à contratação
de mão de obra terceirizada, sem compromisso com a educação”,
argumentou.
O relator
rebateu a opinião da deputada e disse que há falta
de informação. “Em todo relatório
fica claro que a empresa pertence à União. Afastamos
qualquer possibilidade de privatização dos hospitais
universitários. E todo lucro auferido pela empresa deverá ser
destinado às suas atividades finalísticas",
destacou.
Entre as
alterações previstas no substitutivo
está o fim da possibilidade de a Ebserh ser constituída
como sociedade anônima. “Vamos garantir que o controle
total seja da União, e o patrimônio, 100% público”,
afirmou Forte.
Nova empresa
Caso seja
criada, a nova empresa fará a gestão
dos hospitais universitários em todo o País. Terá como
finalidade a prestação de serviços gratuitos
de assistência médico-hospitalar e ambulatorial.
A Ebserh também prestará serviços de apoio
ao ensino, à pesquisa e à formação
de pessoas no campo da saúde pública, no âmbito
das instituições federais de ensino ou instituições
congêneres.
A empresa
será gerida por um conselho administrativo,
que terá representantes dos ministérios da Saúde
e da Educação; da Associação Nacional
dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes); e da Federação dos Sindicatos
de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra).
O governo
já havia enviado ao Congresso medida provisória
com o objetivo de criar a Ebserh (MP 520/10), que foi aprovada
pela Câmara na forma de projeto de lei de conversão
(PLV 14/11). No entanto, a medida não foi apreciada pelo
Senado e perdeu a validade em 1º de junho.
Íntegra
da proposta:
PL-1749/2011
Agência Câmara de Notícias
Audiência discutirá incorporação
de novas tecnologias pelo SUS
A Comissão de Seguridade Social e Família realizará nesta
tarde audiência pública para discutir a eficácia
e a viabilidade de criação de uma agência
específica para regular a incorporação de
novas tecnologias nos sistemas público e complementar
de saúde.
O debate
foi proposto pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), “tendo
em vista a atualidade do tema incorporação tecnológica
no Sistema Único de Saúde (SUS) e na saúde
complementar, seus impactos na estrutura de custos da assistência às
pessoas, sua interface com a judicialização da
saúde e sua correlação com os direitos constitucionais
de cidadania e o confronto com recursos escassos”.
Foram convidados:
- o ministro
da Saúde,
Alexandre Padilha;
- a ministra do Planejamento, Miriam Belchior;
- a procuradora
dos Direitos do Cidadão do Ministério
Público Federal, Gilda Pereira de Carvalho.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário
7.
Agência Câmara de Notícias
Audiência pública debate qualidade de atendimento
dos planos de saúde
A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) discute hoje
a qualidade do atendimento aos usuários de planos de saúde.
O deputado Valadares Filho (PSB-SE), que sugeriu a audiência
pública, lembra que os planos de saúde lideram
o ranking de reclamação do Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec) há mais de dez anos.
“Mesmo com a pressão de clientes e médicos
para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS) aumente a fiscalização, o problema persiste
e as queixas contra os planos de saúde mais que dobraram
nos últimos seis meses”, afirmou Valadares Filho.
O deputado
cita reportagem do jornal Correio Braziliense, publicada em
14 de maio, segundo
a qual o índice oficial que mede
o número de reclamações registradas pela
ANS passou de 0,29 ponto para 0,62, de dezembro de 2010 a abril
deste ano. Só no primeiro bimestre, foram 28.318 registros.
Ainda segundo
o jornal, o problema mais comum é a negativa
de cobertura, seguido de cláusulas contratuais abusivas
e aumento injustificado da mensalidade.
Valores abusivos
O economista
e beneficiário de plano de saúde,
Guilherme Sousa, 27 anos, considera que os valores das faturas
são abusivos. “Os reajustes são muito acima
da inflação: em dois anos, meu plano foi de R$
167 para R$ 199, sem mudança de faixa etária”,
afirma.
A ANS explica,
em seu site, que os reajustes são feitos
na data de aniversário do contrato. Os planos individuais
são reajustados com base na média de reajuste dos
planos de saúde coletivos. Os números mostram que
os aumentos de mensalidade são sempre acima da inflação.
Segundo a agência, a inflação e o aumento
de tarifa não têm relação direta.
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) acusa os planos de não
reajustarem os honorários e de interferirem na autonomia
dos profissionais. O repasse dos planos aos médicos fica
entre R$ 25 e R$ 40, por consulta. Os médicos também
acusam os planos de criar empecilhos para os pedidos de exames
mais caros.
“Nosso principal objetivo é melhorar a nossa relação
com os planos de saúde e buscar um atendimento ético
para nossos pacientes”, afirmou o vice-presidente do Conselho,
Aloísio Tibiriçá. Depois de os médicos
terem feito uma paralisação no dia 7 de abril,
contra os baixos valores pagos por consulta, a entidade promete
organizar um novo protesto para o dia 21 de setembro.
Operadoras
A Federação Nacional de Saúde Suplementar
(Fenasaúde), que congrega 15 grupos de operadoras de planos
de saúde, alega, em nota, que o valor das consultas médicas
praticados por afiliadas variou, de 2002 a 2010, entre 83,33%
e 116,30% - índices superiores à variação
do Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA)
no mesmo período, que foi de 56,68.
A Fenasaúde ainda argumenta que, segundo recente pesquisa
realizada pelo DataFolha/IESS, 80% dos beneficiários avaliam
positivamente os serviços prestados pelas operadoras.
Foram convidados
para o debate de terça:
- o presidente
do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz Dávila;
- o diretor-presidente
da ANS, Maurício Ceschin;
- o representante
da Superintendência de Seguros Privados
(Susep), Paulo dos Santos;
- o presidente
da Organização das Cooperativas
Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas;
- o presidente
da Fenasaúde, Márcio Serôa
Coriolano.
A audiência será realizada às 14h30, no
Plenário 14.
CFM
Movimento
do dia 21 ganha força
Os médicos estão insatisfeitos com o descaso das
operadoras nas negociações sobre reajustes de honorários
e com a interferências das empresas na autonomia dos profissionais
Os médicos darão cartão vermelho contra
os abusos cometidos pelas operadoras, como falta de reajustes
de honorários ou a interferência na autonomia dos
profissionais. O movimento quer chamar a atenção
da sociedade para os excessos praticados pelas empresas que penalizam
os profissionais e, sobretudo, os pacientes. Entre os problemas
relacionados pelas entidades médicas aparecem a negativa
em negociar a revisão dos honorários médicos,
a oferta de percentuais irrisórios ou a manutenção
de medidas que interferem no atendimento dos pacientes.
A paralisação é um desdobramento direto
do ato de 7 de abril, quando houve mobilização
nacional dos médicos contra os problemas observados na
saúde suplementar. A decisão do formato da paralisação
será feita pelas entidades médicas estaduais. Em
alguns Estados, a paralisação será feita
apenas contra alguns planos, cujos nomes serão divulgados
previamente aos médicos e à sociedade. No entanto,
em outros há a intenção de suspender o atendimento
de forma generalizada por conta de especificidades locais.
Em Brasília, representantes de conselhos de medicina,
de sindicatos médicos, e de associações
e sociedades de especialidades definiram os últimos detalhes
para o movimento. “O nosso movimento já é vitorioso,
pois tem conseguido rearticular as entidades médicas de
todo o país em torno do objetivo comum dos médicos.
Dentre eles, a nossa relação com os planos de saúde
e a busca do atendimento ético aos nossos pacientes”,
pontuou o coordenador da Comissão Nacional de Saúde
Suplementar (COMSU) e vice-presidente do Conselho Federal de
Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá.
Na véspera da paralisação (20 de setembro),
os médicos concederão coletiva de imprensa para
expor as reivindicações da categoria. As entidades
também solicitarão uma audiência com o ministro
Alexandre Padilha.
A categoria
exige das operadoras a revisão dos valores
pagos por consultas e outros serviços, tendo como parâmetro
e referencia a Classificação Brasileira Hierarquizada
de Procedimentos Médicos (CBHPM). Também cobram
o fim da interferência antiética das operadoras
na autonomia do profissional. No entanto, a reorganização
da própria assistência suplementar também
está na pauta dos profissionais.
Valor Online
Pequena
empresa ganha espaço na carteira dos planos
Por Marcelo Mota
Planos de
saúde traçam estratégias para
empresas de pequeno porte, que vêm ganhando participação
mais relevante, em especial nos últimos três anos,
nas carteiras de grandes operadoras como Bradesco Saúde,
Unimed Rio, Sul América e Golden Cross.
Com o aumento
de escala, as operadoras puderam dimensionar de maneira mais
precisa o
risco da pequena empresa. Esta clientela
já se beneficia de carências e custos menores do
que planos vendidos a pessoas físicas e começa
a ter produtos desenhados especificamente para seu perfil.
A Bradesco
Saúde lançou recentemente o plano Flex.
Foi moldado para abrigar de 4 a 29 vidas seguradas por contrato,
mas é o primeiro do gênero em que a Bradesco oferece
cobertura em todo o território nacional. O preço,
segundo o presidente da Bradesco Saúde, Marcio Coriolano, é em
média 25% inferior ao que estava sendo cobrado de uma
microempresa que quisesse comprar um plano tradicional, com a
mesma cobertura, no início do ano, por exemplo.
O Flex é resultado da articulação do plano
de saúde regional Perfil à rede nacional da Bradesco. "Há três
anos, todos os nossos produtos tinham cobertura nacional, aí a
gente percebeu que havia espaço para um produto regional
[o plano Perfil]. A gente construiu rede própria, baixou
o custo em 30%, criou centros de excelência, negociou com
hospitais de referência", disse Coriolano. Em pouco
tempo, a carteira cresceu e o Perfil chegou a nove regiões
metropolitanas. Com essa abrangência, foi só articular
essa rede à nacional para criar o Flex. Hoje, as micro
e pequenas empresas representam 21% da carteira da Bradesco.
Para Cristiano
Caruso, sócio de uma franquia da pizzaria
Domino's no Centro do Rio, o plano regional veio a calhar. Era
a chance de oferecer aos funcionários um plano de saúde
a um custo viável e, assim, reter talentos. "O salário
que o negócio de fast food paga não estava sendo
suficiente. A gente entendeu que o diferencial era dar benefícios",
contou ele. Para Caruso, seria difícil competir com a
explosão da construção civil, por exemplo,
que chega a pagar mais de 60% acima do piso no segmento do seu
comércio.
Atualmente,
somadas mais duas lojas, Caruso tem 52 funcionários
no plano de saúde. Os funcionários pagam 20% do
valor da mensalidade do plano e a empresa arca com o resto. Há casos,
relata ele, em que, com alguns beneficiários na família,
um funcionário que ganha cerca de R$ 600 por mês
paga R$ 200 em plano saúde. Com a família coberta,
dificilmente ele troca de emprego, mesmo que para ganhar bem
mais. Para o microempresário, o custo por funcionário
não sobe mais do que 20%.
Bem menos
do que teria que oferecer para cobrir um salário
oferecido por uma construtora. Benefícios como esse não
costumam ser exigidos pelos franqueadores, mas são sugeridos. "Eles
dão o direcionamento, mas quem decide é a gente",
diz Caruso.
É nesse direcionamento que aposta a Unimed Rio. Não
só nas franquias, mas em qualquer elo que ligue os segurados
e permita uma análise em grupo. Da carteira de 850 mil
clientes, a operadora carioca tem 105 mil vidas cobertas nesse
tipo de contrato. Neste ano, com a sua força de vendas
voltada prioritariamente para o mercado de micro e pequenas empresas,
o número vem crescendo a uma razão de 3 mil vidas
por mês, ou 30% de todo a contratação da
operadora, conforme a gerente-executiva da área Corporativa,
Adriana Abrantes. Segundo ela, graças a essa avaliação
de risco em grupo o plano já sai até 40% mais em
conta do que para uma pessoa física.
Na visão da SulAmérica Saúde, se engana
quem pensa que quem entra por essa porta é somente a classe
C. Segundo o diretor de Operações, Marco Antunes,
esses clientes chegam por meio do crescimento do emprego formal,
em grandes companhias. Com preços diferenciados para cada
região do país, a SulAmérica vê muitos
dos clientes que chegam para se somar a esse segmento vindo processos
de terceirização, que transforma profissionais
liberais em empresários de setores em franca expansão,
como petróleo e gás. Com isso, a participação
desse grupo na carteira dobrou em relação a cinco
anos atrás, quando equivalia a 5%.
Na Golden
Cross, o salto foi maior, devido à baixa relevância
do segmento na estratégia da operadora no passado recente.
De menos de 14 mil vidas em 2006, o grupo bateu a marca dos 150
mil em agosto. As pequenas empresas equivalem a 17,5% da carteira. "Sem
dúvida nenhuma, o mercado foi, em função
da própria concorrência, estimulado a crescer. Hoje,
a carteira de pequenas e médias vem se mostrando bem interessante",
afirmou Cláudio Brabo, diretor Comercial e de Marketing
da Golden Cross.
Folha
de São
Paulo
Por
mais critérios para o investimento em saúde
Por Edson Rogatti
Não é aceitável condicionar a regulamentação
da emenda constitucional número 29 à criação
de uma nova fonte de financiamento para a saúde
Com a iminência da votação da regulamentação
da emenda constitucional nº 29, o financiamento para a saúde
voltou à pauta.
Infelizmente,
sempre que o assunto é discutido, pontos
fundamentais são contornados e fatos diversionistas prejudicam
o debate e protelam as decisões realmente importantes.
Na situação atual, dinheiro de qualquer fonte
será uma boa notícia para a saúde. Se o
Congresso e o governo decidirem que a criação de
um novo tributo é viável, o setor e a população
agradecerão e farão bom uso desses recursos, desde
que eles cheguem ao destino.
O que não é aceitável é condicionar
a regulamentação da emenda constitucional à criação
de uma nova fonte de financiamento.
Essa relação trava qualquer avanço, já que
a criação de impostos é tema delicado e "embaralha" a
discussão. Existem argumentos sólidos -além
de um repúdio natural da sociedade- contrários à medida.
Ao amarrar os assuntos, os opositores da EC nº 29 se aproveitam
da legítima objeção ao aumento da carga
tributária para barrar a emenda da saúde, um tema
completamente distinto. A EC nº 29 não exige necessariamente
aumento de gastos. A regra determina um percentual mínimo
de investimentos. Ou seja: do Orçamento já existente,
uma certa porcentagem deve ser aplicada em saúde.
Quem (Estados,
municípios ou União) ainda não
cumpre o estabelecido (e muitos cumprem, o que prova a viabilidade
da medida) deverá buscar fundos em projetos menos prioritários,
enxugar despesas e evitar desperdícios para atingir o
exigido. No fim, é um estímulo para a melhoria
de gestão.
E o mais
importante: a emenda vai estabelecer critérios
para os investimentos. Sem ela, pouco importa a quantidade de
fontes de financiamento, pois atualmente não existe definição
sobre o que são procedimentos de saúde, e o dinheiro
para hospitais e pacientes pode ser utilizado de modo indiscriminado.
Recursos
da antiga CPMF, por exemplo, abasteceram o Bolsa Família.
Por isso, mesmo que o Orçamento da União destine
sua fatia mais generosa para a rubrica da saúde, isso
não significa que aqueles bilhões sejam realmente
investidos em atendimento médico.
Uma pesquisa
do instituto Sensus realizada em setembro de 2009 (quando dava-se
a mesma
discussão em torno da recriação
da CPMF, sob o nome de CSS) identificou que 46,1% dos brasileiros
não se opunham a um imposto para financiar a saúde. É um
número significativo, considerando o tema, e demonstra
que a população está disposta a colaborar.
Mas esse
apoio vai desaparecer se as pessoas forem alertadas de que
não há garantias de que seu dinheiro será destinado
integralmente a procedimentos de saúde.
Portanto,
antes de sugerir mais esse sacrifício para
o contribuinte, o governo e o Congresso devem demonstrar que
estão realmente comprometidos em melhorar a saúde
da população e que terão responsabilidade
na aplicação dos recursos para esse fim. E esse
compromisso será dado com a regulamentação
incondicional da EC nº 29.
O Globo
Emenda
pode retirar R$6 bi da Saúde
Por Cristiane Jungblut
Brasília. O texto da regulamentação da
Emenda 29, que deverá ter sua votação finalizada
na Câmara dia 28, significará uma redução
dos recursos aplicados pelos governos estaduais em Saúde,
se for aprovado no Senado sem alterações. A proposta
reduz a base de cálculo sobre a qual são contabilizados
os 12% que os estados são obrigados a aplicar no setor.
A perda anual seria de cerca de R$6 bilhões.
O texto-base,
aprovado em junho de 2008 na Câmara (sem
a votação dos destaques, que continuam pendentes),
excluiu o dinheiro do Fundeb (fundo destinado ao desenvolvimento
da Educação) da receita líquida dos estados.
Isso reduziu o volume que serve de base para fixar os 12% aplicados
em Saúde.
Curiosamente,
foram os próprios governadores que, em
2008, pediram para retirar da receita líquida os recursos
que eles repassavam aos municípios para formar o Fundeb.
O objetivo era diminuir a base de cálculo dos 12%. Os
governadores argumentavam que já seriam obrigados a aplicar
as novas regras, mais rigorosas, sobre o que é gasto em
Saúde. Não poderiam mais incluir, por exemplo,
despesas com aposentadorias e merenda escolar como gastos com
Saúde.
Mas houve
um erro no dia da votação, e todo o
dinheiro do Fundeb (cerca de R$60 bilhões) foi excluído,
não só a parte destinada aos municípios.
Isso reduziu demais a receita líquida de onde são
retirados os 12% para a Saúde. Esse erro no texto vem
sendo lembrado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha,
pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza
(PT-SP), e pela ministra de Relações Institucionais,
Ideli Salvatti.
- O governo
vem cumprindo o que está na Emenda 29. Já alertei
que a emenda retira R$6 bilhões da Saúde e não
traz novos recursos - tem dito Padilha.
Em vez de dar mais verbas, tira, alerta ministra
Ao GLOBO, Ideli repetiu esse alerta:
- A mera
votação da Emenda 29 não coloca
mais recursos na Saúde. Pelo contrário, o texto
que a Câmara aprovou, se não for modificado pelo
Senado, naquela história do desconto do Fundeb, em vez
de colocar mais dinheiro, tira dinheiro. Dá em torno de
R$6 bilhões a R$7 bilhões.
O relator
da regulamentação da Emenda 29, deputado
Pepe Vargas (PT-RS), admitiu que houve um erro na votação,
quando todo o Fundeb foi excluído da base de cálculo,
mas disse que isso poderá ser facilmente consertado no
Senado. Basta os senadores rejeitarem o seguinte artigo: "Fica
excluída da base de cálculo do percentual a ser
aplicado pelos estados e o Distrito Federal, anualmente, nas
ações e serviços públicos de Saúde,
a distribuição de recursos definidos, no âmbito
dos estados e do Distrito Federal, para compor o Fundo de Valorização
dos Profissionais da Educação - Fundeb".
O
Estado de São
Paulo
Dilma
desiste de patrocinar novo imposto para a saúde
Governo
desiste de novo imposto e adia debate sobre recursos para
saúde
Por Rafael Moraes Moura e Karla Mendes
Sob ameaça de derrota no Congresso e de desgaste entre
a classe média, Planalto abre mão de recriar taxa
nos moldes da antiga CPMF e agora vai tentar empurrar para o
ano que vem a discussão sobre a Emenda 29, que amplia
os gastos no setor
Diante do
cenário de derrota no Congresso e preocupada
em ficar associada a uma medida impopular no segmento no qual
se julga bem avaliada - a classe média -, a presidente
Dilma Rousseff abandonou o patrocínio de um novo imposto
para a saúde e empurrou para 2012 a busca por fontes de
receita para compensar a regulamentação da Emenda
29. A alternativa que tem uma "simpatia maior" dos
parlamentares, segundo o presidente da Câmara, Marco Maia
(PT-RS), é o aumento do financiamento da saúde
com mais dinheiro dos royalties do petróleo.
"O governo federal não tomará nenhuma iniciativa
neste ano para criar imposto voltado para o financiamento da área
de saúde", disse ontem o líder do governo
na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), depois de
participar da reunião de coordenação política
no Palácio do Planalto. "O que o governo está fazendo
bem é destinando recursos para a saúde, o que já cumpre
o que exige a Emenda 29. O governo federal já está arcando
com sua responsabilidade." A votação da Emenda
29, que fixa porcentuais a ser investidos pela União,
pelos Estados e pelos municípios, está marcada
para o dia 28 deste mês na Câmara dos Deputados.
Ela prevê ainda a criação de um imposto para
a saúde, de 0,01% - a Contribuição Provisória
sobre Movimentação Financeira (CPMF) era de 0,38%
e foi derrubada em dezembro de 2007 pelo Senado. Os partidos
vão retirar do texto a previsão de cálculo
do imposto, o que, na prática, impede a criação.
Segundo Vaccarezza,
o governo liberou o voto de sua bancada de apoio no Congresso. "É preciso tomar uma série
de ações para melhorar a gestão, e nós
estamos tomando. Depois de tudo isso, lá no futuro vamos
discutir com a sociedade se isso é suficiente para dar
atendimento de qualidade", afirmou.
Royalties.
Na mesma direção, o presidente da Câmara
disse que efetivamente "não há clima no País
para aumento de imposto e carga tributária" para
captar recursos direcionados à área da saúde.
Segundo Marco Maia, estão sendo discutidas outras fontes
para esse fim, a exemplo de soluções envolvendo
os royalties do petróleo.
A proposta
para os royalties do petróleo deverá ser
apresentada até amanhã pela área econômica
do governo, conforme promessa feita pelo ministro da Fazenda,
Guido Mantega, aos principais líderes aliados na Câmara
e no Senado, no dia 31 de agosto.
A ideia,
defendida por senadores e deputados, destina parte dos royalties
de poços ainda não licitados para
o financiamento da saúde. Com isso, haveria dinheiro para
o setor já a partir do ano que vem. Isso evita ter de
esperar a produção do pré-sal, o que deverá começar
a ocorrer daqui a cinco ou mais anos.
De acordo
com Marco Maia, no dia 20 será realizada audiência
pública com o ministro da Saúde e especialistas
da área. "O tema que mais mexe com os parlamentares é o
dos royalties do petróleo. A proposta que temos é que
os royalties possam ser distribuídos entre todos os municípios
de forma equânime e o recurso possa ser utilizado para áreas
como saúde, educação, saneamento. Portanto,
pode ser que, por sua relevância, a área da saúde
receba um volume maior de recursos", disse Marco Maia.
Pontos-Chave
A novela
do imposto para a saúde
Contra a vontade
No final
de agosto, o presidente da Câmara, Marco Maia,
propôs antecipar a votação da Emenda 29,
mesmo contra a vontade do governo
"Presente
de grego"
Em seguida,
Dilma, ao falar sobre a discussão da emenda,
disse que aprovar mais despesas sem indicar a fonte é "presente
de grego"
Novo imposto
À exceção do PT, todos os partidos defendem
a aprovação da emenda sem a criação
do novo imposto, batizado de Contribuição Social
da Saúde (CSS)
Agência
Brasil
Câmara dos Deputados busca mais recursos para financiar
saúde pública
Parlamentares
vão receber o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, e outros especialistas para discutir investimentos
no setor
Em busca
de uma solução para a crise financeira
que afeta a saúde pública no Brasil, a Câmara
dos Deputados convocou para o dia 20 uma comissão geral.
Todos os deputados vão receber o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, e outros especialistas da área para
discutir as melhores opções para resolver o problema
do financiamento público do setor.
O debate
deverá prosseguir no dia seguinte, quando o
presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e os líderes
partidários se reunirão com governadores para definir
propostas sobre o assunto que possam virar projetos de lei.
Com a votação do último destaque do projeto
de lei que regulamenta a Emenda 29 na Câmara, marcada para
o dia 28, o Congresso tem discutido alternativas para criar recursos
que possam ser destinados à saúde. A emenda, que
já está valendo, estabelece que a União,
os estados e municípios são obrigados a aplicar
um percentual mínimo anual de suas receitas na área.
Para conseguir
mais dinheiro para custear a saúde, diversas
propostas têm sido discutidas no Congresso Nacional. A
primeira delas foi a criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), que já foi aprovada
mas ficou sem definição de alíquota. O último
destaque, que será votado no fim deste mês, retira
do projeto a base de cálculo para a cobrança da
contribuição. Com isso, já se considera
que o novo imposto será inócuo.
Diante disso,
parlamentares têm defendido cada vez mais
a ideia de aprovar um projeto de regulamentação
da exploração de jogos, como acontece com bingos
e cassinos, para utilizar a arrecadação do governo
no financiamento à saúde. Atualmente, já tramita
na Câmara um projeto que regulamenta os jogos, mas ele
não prevê a destinação dos recursos
para nenhum setor específico. Por isso, precisaria ser
alterado.
Outra ideia é aumentar a cobrança do Seguro de
Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via
Terrestre (Dpvat) para carros de luxo. O valor recolhido a mais
seria destinado à saúde. Na mesma linha, tem tomado
corpo a proposta de sobretaxar a venda de bebidas alcoólicas
e cigarros.
Há ainda a sugestão de utilizar parte dos recursos
do pré-sal para o financiamento da saúde. A criação
do Fundo Social do Brasil, no ano passado, não contemplou
a saúde como área a ser beneficiada com a aplicação
dos recursos. O Fundo Social foi criado para ser o gestor do
dinheiro arrecadado pela União com a exploração
do petróleo da camada pré-sal. Para incluir a saúde
entre os seus destinatários, um novo projeto de lei precisa
ser aprovado.
A criação de um novo tributo a ser cobrado sobre
a remessa de lucros de investidores estrangeiros também
está sendo levantada. A proposta foi defendida pelo líder
do PT no Senado, Humberto Costa (PE). " Aqueles que hoje
estão inundando o Brasil de dólares para ganhar
dinheiro com a alta taxa de juros que nós pagamos seriam
obrigados, no momento em que viessem se apropriar desses lucros
e remetê-los para fora, a pagar um percentual para a área
de saúde" , disse o senador em discurso recente.
Apesar de
serem bastante discutidas, nenhuma dessas propostas foi apresentada
formalmente
no Congresso. Não há projetos
de lei tramitando com a finalidade exclusiva de apontar fontes
de financiamento que garantam os recursos para a saúde.
A Emenda
29, promulgada em 2000, ficou sem regulamentação,
o que está sendo feito agora no projeto de lei que será votado
no fim deste mês. O projeto já aprovado pelo Senado,
e que atualmente tramita com substitutivo do deputado Pepe Vargas
(PT-RS), estabelece que a União deverá repassar
o valor equivalente ao que foi previsto para a saúde no
Orçamento do ano anterior, mais o percentual de crescimento
do Produto Interno Bruto daquele ano. Já os estados, de
acordo com o projeto de regulamentação, deverão
aplicar 12% de suas receitas correntes brutas, e os municípios,
15% das receitas.
O substitutivo
do deputado Pepe Vargas determina ainda o que pode ser incluído na contabilidade da saúde. Isso
porque, vários estados e municípios consideram
que já aplicam recursos superiores aos previstos pelo
projeto. Mas, gastos como merenda escolar, obras de infraestrutura
e de saneamento têm sido debitadas na conta da saúde,
o que, conforme o líder do governo na Câmara, deputado
Cândido Vaccarezza (PT-SP), é uma " maquiagem" .
" Alguns estados maquiam a execução orçamentária,
colocando gastos que não são próprios da
saúde, para atingir o percentual exigido pela Emenda 29.
Com a regulamentação, isso deixará de ser
possível" , disse Vaccarezza.
Segundo ele,
o governo reconhece que é preciso mais recursos
para a saúde, mas questiona também os problemas
de gestão que afetam a área. De acordo com Vaccarezza,
a União e a maior parte dos municípios já aplicam
mais na saúde do que prevê o projeto de regulamentação.
Correio Braziliense
A
discórdia da Saúde
Por Junia Gama e Paulo de Tarso Lyra
O novo líder do governo no Congresso, senador Jose Pimentel
(PT-CE), assumiu oficialmente o cargo ontem com um desafio imediato:
ajudar o Planalto a conquistar apoio no parlamento a fim de definir
uma nova fonte de recursos para a Saúde. Ele defende que
a solução a longo prazo é a utilização
dos royalties do pré-sal. Mas existe a necessidade de
acertar uma alternativa para preencher o hiato de tempo até que
a pré-sal comece a render lucros.
Na esteira
da opinião de muitos colegas, conforme levantamento
publicado pelo Correio no domingo, ele sugere o aumento de impostos
para setores que "mais contribuem para a degradação
da saúde pública", como álcool, cigarros
e acidentes de trânsito, por meio do Dpvat, e nega que
o Planalto esteja tentando criar um tributo específico
para a saúde. "Há 17 estados que não
cumprem as regras da Emenda 29. De que é preciso dinheiro
novo, não tenho dúvida. Mas a presidente tem deixado
claro que não é simpática à volta
da CPMF e quer que a gente ajude na construção
de outra saída", diz.
A legalização dos jogos não é uma
possibilidade que agrade ao novo líder. "Esse tema
já esteve presente diversas vezes no Congresso, há uma
forte divergência dos movimentos das igrejas. A matéria
já foi rejeitada no segundo governo Lula", explica.
O Palácio do Planalto vai precisar do apoio de Pimentel
também para aprovar a prorrogação da Desvinculação
das Receitas da União (DRU). O texto esta paralisado na
Comissão de Constituição e Justiça
da Câmara devido aos pedidos de vista de parlamentares
da oposição e de Eduardo Cunha (PMDB-RO). Para
não perder o prazo – a DRU expira em 31 de dezembro
-, o governo tenta fazer com que o texto seja apreciado em uma
comissão do Senado, manobra que recebe a chancela de Pimentel. "Cada
parlamentar tem a iniciativa constitucional para apresentar o
projeto. O governo apresentou os números, mostrando que é necessária
essa continuidade da DRU", afirma.
Saúde
Business Web
Sucesso
internacional em Informática em Saúde
Por Claudio Giulliano Alves da Costa
Muitos não sabem. Mas o Brasil faz sucesso internacional
no mundo da Informática em Saúde. A nossa presença
no comitê ISO TC 215 (Health Informatics) é presente
e marcante, com a liderança na elaboração
de normas internacionais, especialmente sobre certificação
de software em saúde e arquitetura de registros eletrônicos
de saúde.
E a boa notícia é que esse trabalho têm
sido cada vez mais reconhecimento pelas associações
internacionais, fruto do trabalho de diversos profissionais brasileiros
nos últimos 25 anos. Por exemplo, ano passado o Brasil
sediou o encontro do comitê ISO TC 215 e o Working Group
Meeting do HL7 Internacional, ambas conferências realizadas
no Rio de Janeiro em Maio de 2010.
A mais recente
e excelente notícia é que na semana
passada, durante a assembléia geral da International Medical
Informatics Association (IMIA), realizada em Oslo na Noruega,
o Brasil foi escolhido para sediar o Medinfo 2015, mais renomado
e importante congresso de Informática em Saúde
do mundo, que ficará sob a responsabilidade da SBIS.
Se isso não bastasse para a felicidade geral da nação,
o Dr.Lincoln de Assis Moura Jr. foi eleito presidente da IMIA.
Foi o dia do Brasil em Oslo!
Isso também demonstra que o Brasil está se tornando
uma nação reconhecida não só pelo
futebol e carnaval, mas por sua excelência em várias áreas
do conhecimento e a Informática em Saúde está sem
dúvida com a “bola toda”.
Parabéns a todos os brasileiros que fizeram a Informática
em Saúde crescer e aparecer em nosso País e fora
dele!
Extra Online
Vacinação terá novo calendário
Por Thamyres Dias
Ministério da Saúde estuda alterações
na imunização para reduzir número de injeções
em crianças
O calendário nacional de vacinação para
crianças terá ao menos duas novidades em 2012.
Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo é reduzir
o número de injeções nos pequenos, simplificar
a logística de distribuição das doses e
aumentar a adesão às campanhas.
— Cada vacina vai proteger contra uma quantidade maior
de doenças. Assim, os responsáveis precisam levar
as crianças menos vezes aos postos — explicou a
coordenadora do Programa Nacional de Imunizações
do Ministério da Saúde, Carla Domingues.
Num primeiro
momento, a vacina tetravalente (difteria, tétano,
coqueluche e Haemo-philus influenza B) passará a ser pentavalente,
ou seja, vai proteger contra uma quinta doença: a hepatite
B. O novo composto já passou por testes clínicos
e aguarda a autorização da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (Anvisa) para entrar no
calendário de imunização.
— Pretendemos transformar ainda a tríplice virai
(rubéola, sarampo e caxumba) em tetra virai, com a inclusão
da dose contra a varicela (catapora). Essa vacina já foi
aprovada, mas ainda está em fase de viabilização
no laboratório de Biomanguinhos — afirmou Carla.
Fim da gotinha
A vacina
Sabin — a gotinha contra a poliomielite — também
deve sair do calendário de vacinação em
alguns anos. O Ministério da Saúde já discute
a realização de estudos para substituí-la
pela vacina injetável, que tem menos chances de provocar
reações adversas.
A vacina
contra a pólio passaria a ser aplicada junto
com a nova pentavalente.
Uma sétima
dose ainda entraria no composto: a que protege contra a meningite
C.
— Na vacina oral, o vírus está vivo, mas é muito
fraco. Em casos raríssimos, a criança pode desenvolver
alguma reaçáo. Na dose injetável, o vírus
já está inativo, o que reduz esse risco a quase
zero — explicou Carla Domingues.
A possibilidade
de efeitos adversos com a gotinha é de
uma para cada 2,5 milhões de doses aplicadas. Em 31 anos,
apenas 46 casos desse tipo foram notificados no Brasil. A mudança
segue orientações da Organização
Mundial de Saúde (OMS).
Folha
de São
Paulo
Boicote
a remédio dá processo a laboratório
Por José Ernesto
Credendio
Ministério da Saúde decide punir empresa que não
cumpre norma de conceder até 25% de desconto em medicamentos
Entre os
remédios estão drogas para hipertensão
e câncer; associação diz que desconto é 'anacrônico'
O Ministério da Saúde decidiu processar os laboratórios
que detêm patentes de remédios que as três
esferas de governo -União, Estados e municípios-
não vêm conseguindo comprar com o desconto de até 25%
previsto por normas federais.
Como a Folha
revelou em abril, laboratórios e distribuidoras
boicotam licitações para a compra de remédios
nos casos em que a lei federal obriga a concessão de descontos,
segundo o governo de SP.
Com isso,
o governo é obrigado a adquirir os remédios
nas farmácias, a preço de mercado. O Ministério
Público Federal investiga o caso.
São Paulo, onde o Ministério Público abriu
inquérito, gasta cerca de R$ 300 milhões ao ano
com esses produtos. O governo diz pagar até 20% a mais
pelos remédios.
O inquérito apontou que ao menos 66 laboratórios
e suas cadeias de distribuição deixaram de vender
430 itens no Estado em 2010 -há drogas para câncer,
Parkinson, e hipertensão, entre outras.
Na semana
passada, em comunicado distribuído aos laboratórios,
o CMED (órgão do ministério que regula o
mercado de medicamentos) disse que, a partir de agora, serão
abertos processos administrativos contra farmácias que
tenham vendido acima da tabela e detentores do registro do produto
no Brasil. As multas podem chegar a R$ 3 milhões por infração.
A Controladoria-Geral
e o Tribunal de Contas da União
descobriram situações semelhantes em outros Estados.
Outro lado
A Interfarma,
associação que reúne laboratórios
de remédios, disse ontem que o setor não tem informações
sobre as irregularidades apontadas. Classifica, porém,
o desconto obrigatório como "anacrônico".
Em nota, a entidade diz que "desconhece casos concretos
de descumprimento da medida e não se sente em condições
de fazer comentários sobre situações específicas".
A Interfarma
se diz contrária às normas da CMED.
Agência
Brasil
Festival internacional de humor conscientiza detentos sobre
Aids e DSTs
Evento vai
estimular população carcerária
a produzir charges e obter informações sobre tratamento
e prevenção
O Centro
Cultural do Ministério da Saúde (CCMS)
lança hoje (13) o 1º Festival Internacional de Humor
em Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids
e o Concurso de Cartuns Humor em DST e Aids para detentos da
Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira, do Complexo
de Gericinó em Bangu, na zona oeste do Rio. Os eventos
ocorrerão até o dia 12 de outubro.
A mostra
tem o objetivo de estimular a prevenção
e o tratamento de DST, conscientizar a população
carcerária, parentes e funcionários, garantir a
cidadania e formular políticas públicas. O festival
tem o objetivo de fortalecer parcerias e favorecer a participação
da sociedade no debate sobre essas doenças. O concurso
estimula os detentos a produzir charges e a obter informações
sobre o tratamento e a prevenção.
A coordenadora
do Centro Cultural do Ministério da Saúde,
Jussara Valladares, disse que uma das metas da exposição é reduzir
a contaminação por DST. Segundo ela, a mostra na
Penitenciária Industrial Esmeraldino Bandeira contribui
para a reintegração dos detentos à sociedade.
Essa reintegração é feita também
por meio da fabricação de tijolos ecológicos
e de pães.
" A ideia é divulgar o trabalho. A exposição
tem 150 cartuns oriundos de 300 trabalhos feitos por cartunistas
de diferentes países como Brasil, Croácia e China.
A mostra é apresentada desde 2001 e já percorreu
vários países em diferentes formatos. Nos presídios,
o festival tem o objetivo de abordar o tratamento, a prevenção
e os direitos humanos. O concurso tem temática mais aberta,
com 12 finalistas que serão selecionados e premiados de
acordo com a definição da Secretaria de Administração
Penitenciária do estado" , disse a coordenadora.
Em dois anos,
todas as 25 unidades prisionais de Gericinó devem
receber o projeto do CCMS. A visitação nessas unidades
será restrita aos detentos, parentes e funcionários.
Os presídios vão oferecer ainda uma programação
paralela com cursos, oficinas, palestras e exibição
de vídeos do acervo do Centro Cultural sobre sexualidade
e DST.
Isaude.net
Comitê nacional incentiva maior participação
popular em assuntos ligados à saúde
Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde
visa ampliar a participação popular na defesa do
direito à saúde
O Ministério da Saúde (MS) aprovou, por meio de
portaria, o regimento interno do Comitê Nacional de Educação
Popular em Saúde, que visa ampliar a participação
popular na defesa do direito à saúde. Formado por
representantes do Ministério da Saúde, Funasa,
Anvisa, ANS, Fiocruz e de movimentos sociais, o Comitê funciona
desde 2009.
A função do grupo é elaborar e consolidar
a Política Nacional de Educação Popular
em Saúde, por meio da produção compartilhada
de conhecimentos, a ampliação do protagonismo popular
na defesa do direito à saúde e da participação
popular no SUS.
" Um dos eixos prioritários é manter a articulação
entre a Política Nacional de Gestão Estratégica
e Participativa no Sistema Único de Saúde (ParticipaSUS)
e a Política Nacional de Educação Popular
em Saúde em processo de formulação" ,
explica Osvaldo Bonetti, coordenador do Comitê, em nome
do Ministério da Saúde.
Cabe ao Comitê participar da formulação
da Política Nacional de Educação Popular
em Saúde no SUS, acompanhando a implementação
e a avaliação.
O grupo também colabora com a elaboração
de estratégias de mobilização. Segundo Bonetti,
o comitê está reunindo várias áreas
de governo e representações da sociedade organizada.
O objetivo é identificar experiências bem-sucedidas
de formação para educação popular
em saúde. " Também vamos envolver gestores
e movimentos sociais para formular estratégias e de modo
a intensificar a formação de conselheiros de saúde
e estimular a participação popular nos conselhos
e nas ações de controle social" , adianta.
Outra iniciativa
do MS para apoiar ações de educação
popular em saúde é o prêmio Victor Valla,
que está com as inscrições abertas até 15
de outubro.
Isaude.net
Combinação de medicamentos trará novo tratamento
para o câncer
Pesquisadores
identificaram uma nova combinação
de terapias específicas que podem tratar dois tipos de
tumores agressivos
Pesquisadores
do Brigham and Womens Hospital (BHW), nos Estados Unidos, identificaram
uma nova combinação de terapias
específicas capaz de tratar dois tipos de tumores agressivos
que até agora não possuem tratamentos eficazes.
Os resultados foram publicados na edição desse
mês da revista Cancer Cell.
Enquanto
inúmeras drogas anticâncer estão
sendo desenvolvidas, muitos tumores não respondem às
terapias atualmente disponíveis. Há um grande impulso
para identificar novas combinações de medicamentos
que podem trabalhar juntos para tratar esses cânceres resistentes.
A combinação feita pelos pesquisadores do BWH foi
elaborada para tratar com sucesso dois modelos de cânceres
agressivos: um tumor do sistema nervoso associado à neurofibromatose
tipo 1 e o câncer de pulmão KRAS-mutante, que responde
por cerca de 25% dos tumores pulmonares.
"Sem um tratamento específico, esses dois tipos
de câncer estão sendo tratados com quimioterapia,
apresentando variabilidade nos resultados. Ao identificar um
tratamento mais eficaz, a taxa de sobrevivência para estes
tipos de câncer poderá ter uma significativa melhoria,
e os típicos efeitos colaterais da quimioterapia serão
evitados", disse o principal autor do artigo, Karen Cichowski,
professor de Genética na BWH.
Os pesquisadores
consideraram a combinação de
dois agentes alvo, um inibidor de mTOR rapamicina, que suprimiu
o crescimento do tumor, junto com o inibidor HSP90 IPI-504 da
Infinity Pharmaceuticals, que desencadeou um tipo específico
de estresse em células cancerosas. Juntas estas drogas
promoveram a regressão do tumor desses dois tipos de câncer
em camundongos.
"É como atacar a célula cancerosa em dois
lugares diferentes. O uso de uma droga para paralisar e outra
para aplicar o estresse na célula de câncer desencadeará sua
autodestruição", explica Cichowski.
Estes estudos
têm inspirado os testes de uma combinação
de drogas que estão agora em fases iniciais de ensaios
clínicos e serão usadas no tratamento do câncer
de pulmãoKRAS-mutante. "A identificação
dessa combinação terapêutica promissora prepara
o palco para o desenvolvimento de outras combinações
e pode também provar sua eficácia em outros tipos
de câncer através dos resultados de novas pesquisas",
disse Cichowski.
Segunda-feira, 12.09.11
Istoé Dinheiro
Mais
um imposto, não!
Em dezembro
de 2007, quando o Senado rejeitou a prorrogação
da CPMF, o governo alertava para um rombo de R$ 40 bilhões
no orçamento do ano seguinte, com impactos desastrosos
para a Saúde. Um ano depois, a Receita Federal apresentava
a arrecadação recorde de R$ 675,3 bilhões,
R$ 43 bilhões a mais do que no ano anterior. Ou seja,
a CPMF acabou e a arrecadação continuou subindo,
graças ao crescimento da economia e à elevação
das alíquotas do Imposto sobre Operações
Financeiras e da Contribuição Social sobre o Lucro
Líquido (CSLL). O orçamento da Saúde, por
sua vez, caiu logo após a extinção do imposto
- de R$ 57 bilhões, em 2007, para R$ 52 bilhões
em 2008. Mas voltou a subir nos anos seguintes, até chegar
a R$ 77,1 bilhões neste ano. Agora, quando o Congresso
retoma a discussão sobre a regulamentação
da Emenda 29, que estabelece um piso para União, Estados
e municípios investirem em Saúde, a defesa de um
novo imposto ganha corpo. Desta vez, a CPMF vem travestida com
o nome de Contribuição Social para a Saúde
(CSS), com uma alíquota de 0,10% sobre toda movimentação
financeira. Por maior que seja o consenso de que o País
precisa de mais dinheiro para a Saúde, a notícia é uma
ameaça na veia do setor produtivo. Será que o Brasil,
com carga tributária que equivale a mais de um terço
do PIB, precisa de um novo imposto? Entre os empresários,
a reação foi imediata. "A CPMF é um
imposto de péssima qualidade, regressivo, em cascata e
onera os mais pobres", disse à DINHEIRO o empresário
Horácio Lafer Piva, ex-presidente da Fiesp e conselheiro
do grupo Klabin. "O governo tem de explicar primeiro à sociedade
como é gasto o recurso que arrecada, quanto vai para obras
inexplicáveis e quanto é perdido na burocracia",
reforça Robson Andrade, o presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI). Nos próximos dias,
Andrade reunirá pesos-pesados como Frederico Curado, da
Embraer, Luis Fernando Furlan, da BRFoods, e Piva, da Klabin,
para um levante contra a proposta de recriação
do imposto do cheque. Por ironia, o debate renasce num momento
em que o governo negocia com o setor privado os detalhes das
desonerações tributárias previstas no plano
Brasil Maior, anunciado no início de agosto. Os setores
de tecnologia, calçados, têxteis e móveis
lograram o compromisso de ter a cobrança da contribuição
previdenciária sobre o faturamento em vez da folha de
pagamento. Embora não haja consenso sobre a alíquota
que será cobrada, o Planalto já garantiu que a
desoneração é um caminho sem volta, e que
outros segmentos serão beneficiados, com o intuito de
incentivar investimentos. O setor automotivo, por exemplo, deve
ganhar uma nova redução no IPI, caso cumpra algumas
contrapartidas, como repasse do preço menor ao consumidor,
e aumente o investimento em inovação. O fato é que
a presidente Dilma Rousseff sabe que o desgaste político
de um novo imposto seria imediato e representaria um erro estratégico
assumir essa fatura.
Durante o
4º Congresso do PT, no primeiro fim de semana
de setembro, Dilma defendeu o aumento dos gastos para a Saúde,
mas não explicitou de onde viriam os recursos necessários. "Eu
defendo, e a Saúde no Brasil exige - e não sou
só eu, são os 40 milhões que nós
tiramos da pobreza - recursos e gestão." O ministro
da Saúde, Alexandre Padilha, que tem previsto para 2012
um orçamento de R$ 85,8 bilhões, não quer
liderar a reivindicação por mais verbas, mas acredita
que os parlamentares farão este trabalho. "Vamos
ouvir muito o Congresso e garantir a aprovação
desses recursos", disse Padilha. O Legislativo, por outro
lado, também não quer assumir o ônus político às
vésperas de um ano eleitoral, e optou por devolver a bola
para o Planalto. "Não votamos novos impostos, pois é extremamente
antipático", disse à DINHEIRO o líder
do PR, deputado Lincoln Portela (MG). Nesta semana, os partidos
governistas terão reuniões internas para selar
suas posições. Também está previsto
um encontro com os governadores dos Estados, os grandes defensores
da criação da CSS. "Com um acordo articulado
com os governadores, a possibilidade de aprovação
será maior", diz o deputado Paulo Teixeira (SP),
líder do PT, o único partido que assume a disposição
de liderar as discussões pelo novo imposto. Enquanto os
atores políticos não se comprometem, crescem as
especulações sobre as alternativas para aumentar
os investimentos em Saúde. Na semana passada, cogitou-se
até o uso dos recursos do petróleo da camada pré-sal.
O governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, sugeriu até a
legalização dos jogos de azar para custear a Saúde.
Por sua vez, o economista Amir Khair acredita que a simples redução
da taxa de juros em dois ou três pontos percentuais geraria
uma economia superior a R$ 10 bilhões com o pagamento
dos juros da dívida. O ex-ministro da Saúde, José Serra,
também aproveitou o debate para opinar. Em artigo publicado
no jornal O Estado de São Paulo, Serra disse que a saúde
deve, sim, ter mais recursos, mas provenientes de receitas já existentes.
Agência Câmara de Notícias
Subcomissão inicia análise de modelos de saúde
pública de outros países
Por Mônica Montenegro / Edição:
Marcelo Oliveira
A subcomissão especial que examina o financiamento, a
reestruturação, a organização e o
funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou
estudo para conhecer experiências adotadas por outros países
na área de saúde pública. Integrantes do
grupo, vinculado à Comissão de Seguridade Social
e Família, estiveram na França e na Inglaterra
no início do mês para analisar os modelos de atendimento à população
nessas nações.
O presidente
da subcomissão, deputado João Ananias
(PCdoB-CE) destacou a importância do intercâmbio
de informações e lembrou que o Brasil se espelhou
no sistema de saúde inglês para implementar o SUS,
na década de 1980. "Por conta das mudanças
que vêm ocorrendo ao longo dos anos, era importante que
víssemos como estão hoje os modelos europeus. Assim,
passamos a ter parâmetros de comparação em
um momento de grandes debates no Congresso sobre o financiamento
do setor", afirmou.
Emenda 29
Ananias ressaltou
ainda que a subcomissão acompanha de
perto as negociações em torno da regulamentação
da Emenda 29 (PLP 306/08), que fixa percentuais mínimos
a serem aplicados em saúde pelas diversas esferas de governo.
O texto está previsto para ser votado pelo Plenário
no próximo dia 28 . Na mesma semana, será apresentado
o relatório dos trabalhos da subcomissão, como
detalha o presidente do grupo.
"Apresentaremos não só um relatório
crítico com um diagnóstico de como está o
SUS, mas também proposições que tramitarão
aqui no Parlamento em relação a possíveis
mudanças, principalmente melhorias na qualidade da atenção
prestada aos pacientes no sistema público", declarou.
Antes da
votação da regulamentação
da Emenda 29, integrantes da subcomissão seguirão
para Cuba (de 22 a 24 setembro), em missão oficial liderada
pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo Ananias,
na ocasião devem ser fechados acordos bilaterais.
Íntegra
da proposta:
PLP-306/2008
Agência Câmara de Notícias
Vaccarezza descarta imposto e diz que governo vai liberar bancada
na Emenda 29
Por José Carlos Oliveira / Edição:
Ralph Machado
O governo
descarta a criação imediata de um imposto
para financiar a saúde e vai liberar a base aliada para
a votação da regulamentação da Emenda
29. A afirmação foi feita nesta segunda-feira pelo
líder do governo na Câmara, deputado Cândido
Vaccarezza (PT-SP), depois de participar da reunião da
coordenação política, no Palácio
do Planalto.
A Emenda
29 é uma regra transitória que fixa os
percentuais mínimos de recursos que União, estados
e municípios devem investir em saúde. A sua regulamentação
definitiva depende de uma lei complementar que deve ser votada
na Câmara, no dia 28.
O texto principal
da regulamentação da Emenda
29 (PLP 306/08) foi aprovado em junho de 2008, mas o impasse
em relação às fontes de financiamento da
saúde vem impedindo o fim da votação até hoje.
Segundo Vaccarezza, a coordenação política
não chegou a discutir a criação da Contribuição
Social para a Saúde (CSS), nem outro tributo nos moldes
da extinta Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF, o “imposto
do cheque”).
O líder do governo na Câmara lembrou que a prerrogativa
de instituir um imposto é do governo e que não
há intenção do Executivo em criar tributos
agora. “Não terá nenhuma iniciativa do governo,
neste ano, como está se discutindo. O que o governo já está fazendo – e
bem – é destinar os recursos para a saúde:
será mais do que é exigido na Emenda 29”,
disse. O líder afirmou que, neste ano, a União
vai investir R$ 71,5 bilhões em saúde, valor superior
ao exigido pela Emenda 29.
Segundo Vaccarezza,
quem marcou a votação prevista
para o dia 28 foi a Câmara, e não o governo. “O
governo vai liberar o voto para que cada deputado manifeste-se
de acordo com a sua opção”, continuou. Segundo
ele, o atual foco do Executivo está na melhoria da gestão
da saúde.
Royalties
do petróleo
A polêmica dos royalties na exploração do
petróleo da camada pré-sal não chegou a
ser discutida na reunião da coordenação
política, mas Vaccarezza afirmou que há tendência
de acordo. O veto do ex-presidente Lula à emenda que tratava
da redistribuição dos royalties deve ser votado
pelo Congresso no dia 22.
"Sobre os royalties, está havendo um bom andamento.
A tendência é chegarmos a um acordo entre os parlamentares,
o governo, os municípios e os estados, tanto os confrontantes
quanto os não-confrontantes com o pré-sal. O governo
está trabalhando neste sentido”, disse.
Segundo Vaccarezza,
o foco da reunião da coordenação
política ficou nos resultados do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) e na garantia de rapidez na liberação
dos recursos federais que vão atender os municípios
afetados por enchentes em Santa Catarina.
Agência Câmara de Notícias
Comissão avaliará centros de Referência
em Saúde do Trabalhador
A Comissão de Trabalho, de Administração
e Serviço Público realizará nesta terça-feira
(13) audiência pública para discutir as políticas
públicas adotadas nos centros de Referência em Saúde
do Trabalhador.
O debate
foi proposto pelo deputado Assis Melo (PCdoB-RS). “A
Política Nacional de Saúde do Trabalhador, desenvolvida
pelo Ministério da Saúde, tem como alicerce os
centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests).
As políticas públicas desenvolvidas no Cerest visam
reduzir os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho,
com medidas de promoção, reabilitação
e vigilância na área da saúde do trabalhador”,
afirma.
O deputado
acrescenta que, atualmente, o Ministério da
Saúde coordena o trabalho de mais de 150 Cerests, que
prestam assistência aos trabalhadores que adoecem ou se
acidentam, promovem e recuperam os trabalhadores, além
de investigar as condições de segurança
no ambiente de trabalho.
Ele propôs a realização da audiência
pública por considerar que a promoção e
a proteção da saúde do trabalhador deve
consistir em ação integrada e multidisciplinar
do Poder Público.
Foram convidados:
- o secretário de Atenção à Saúde
do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda;
- o presidente
do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde
e dos Ambientes de Trabalho (Diesat), Gilberto Almazan;
- representante
do Coletivo de Saúde do Trabalhador Bancário
José Barberino;
- a coordenadora
do Centro de Referencia de Saúde do
Trabalhador de Caxias do Sul, Ana Maria Mezzomo Bedin.
A reunião será realizada às 14h30, no Plenário
10.
Agência
Brasil
USP
testa nova técnica para evitar rejeição
de transplante em diabéticos
Nova técnica vai evitar a rejeição e eliminar
a obrigação do paciente ter que tomar remédios
imunossupressores
Uma nova
técnica para evitar a rejeição
e aumentar a segurança nos transplantes de ilhotas de
Langerhans - grupo de células do pâncreas responsável
pela produção de insulina - está sendo estudada
por pesquisadores do Núcleo de Terapia Celular Molecular
(Nucel) da Universidade de São Paulo (USP).
O objetivo
do transplante é fazer com que os portadores
de diabetes tipo 1 não precisem mais tomar injeções
de insulina diariamente. Com a nova técnica, os médicos
conseguem também evitar a rejeição às
células transplantadas e eliminar a obrigação
do paciente ter que tomar remédios imunossupressores (para
reduzir a atividade ou a eficiência do sistema imunológico).
Segundo a
coordenadora do Nucel, a bióloga Mari Sogayar,
a administração dos remédios para evitar
a rejeição é complicada porque, além
de serem medicamentos caros, provocam efeitos colaterais indesejáveis. "Alguns
deles são causadores de diabetes, outros derrubam a imunidade.
Por isso, esse projeto só é usado em casos extremos,
quando o paciente diabético tipo 1 não consegue
controlar a glicemia só com insulina. Aí tem que
fazer alguma coisa, porque esse paciente pode morrer" ,
explicou. No Brasil foram feitos transplantes desse tipo em cinco
pacientes entre 2002 e 2006.
A intenção da nova técnica é " enganar" o
organismo ao encapsular as ilhotas de Langerhans e torná-las
invisíveis ao sistema imunológico, que assim não
consegue atacá-las. O método é rápido
e nada invasivo, já que consiste em introduzir uma cápsula
com as ilhotas por meio de uma agulha e um cateter na região
próxima ao fígado.
" A cápsula é feita de um material extraído
de algas, com uma estrutura que permite que o oxigênio
entre nas células e que a insulina ultrapasse a barreira.
O tecido impede ainda que o sistema imunológico destrua
as ilhotas" , explicou.
Por enquanto
a técnica foi testada apenas em camundongos
tornados diabéticos, que, de acordo com a bióloga,
reverteram a doença depois de receberem as cápsulas.
Os animais permaneceram normais por um período longo,
de 200 dias - mais da metade da vida. " Após 200
dias removemos as cápsulas e o animal voltou a ficar diabético" .
A bióloga explicou que o desejo da equipe agora é partir
para uma fase de testes em animais maiores, como porcos ou cães
e depois, tendo sucesso, pleitear a autorização
junto ao Comitê de Ética para passar para outra
etapa: testes clínicos para avaliar a segurança
e a eficácia do processo em seres humanos.
" Mas para isso vamos precisar de recursos e de apoio de
agentes financiadores para que tenhamos material e pessoal capacitado
para dar andamento ao projeto" . A expectativa da coordenadora
do Nucel é conseguir finalizar o projeto em dois anos.
Isaude.net
Funcionários de hospitais são menos saudáveis
e gastam mais no plano de saúde
Profissionais
das unidades hospitalares são menos saudáveis
e acumulam custos mais altos de saúde do que os trabalhadores
em geral
As despesas
de saúde são 10% maiores para os funcionários
de hospitais do que para a população de funcionários
de forma geral, de acordo com um estudo da Thomson Reuters. A
diferença é maior quando os dependentes dos funcionários
são levados em consideração. O custo dos
cuidados de saúde para os trabalhadores do hospital e
familiares abrangidos pelo seu plano de saúde é 13%
superior à média.
Além de usar mais serviços de saúde, os
funcionários de hospitais e seus dependentes também
são menos saudáveis. Eles tinham uma carga de doenças
8,6% maior do que a força de trabalho dos Estados Unidos
como um todo e tinham mais chances de serem diagnosticados com
doenças como asma, diabetes, insuficiência cardíaca
congestiva, HIV, hipertensão e doenças mentais.
A pesquisa
também constatou que os trabalhadores do hospital
e seus familiares realizaram menos visitas ao consultório
médico, no entanto, eram 22% mais propensos a utilizar
a sala de emergência.
"Idealmente, os trabalhadores de saúde seriam um
modelo de comportamento saudável e do uso adequado dos
recursos médicos. Infelizmente, nossos dados sugerem que
o oposto é verdadeiro hoje. Os hospitais que resolvem
esta questão podem reforçar o desempenho nos negócios
e nos serviços à comunidade", disse Raymond
Fabius.
O estudo
analisou o risco de saúde e a utilização
dos cuidados de saúde de 1,1 milhões de trabalhadores
hospitalares e de seus dependentes e os comparou a 17,8 milhões
de membros de planos de saúde que trabalham em todos os
setores durante o terceiro trimestre de 2010. Constatou-se que
o custo médio anual dos cuidados de saúde para
os funcionários de hospitais e seus dependentes foi de
4.662 dólares, superando a população em
geral em 538 dólares.
Os pesquisadores
do Thomson Reuters calculam que um hospital ou sistema de saúde com 16.000 funcionários possa
salvar cerca de US $ 1,5 milhões por ano em custos médicos
e de farmácia para cada redução de 1% no
risco para a saúde.
O estudo
analisou exclusivamente funcionários com planos
de saúde pagos pelo empregador.
AGENDA
- Prêmios Abramge de Medicina e de Jornalismo
Abramge / AssPreviSite
As inscrições para os Prêmios Abramge de
Medicina e de Jornalismo “Domingos de Lucca Júnior” terminam
em menos de 30 dias. O tema deste ano é ”Papilomavirus
Humano (HPV) – Prevenção e Tratamento”.
Os candidatos devem enviar um original e cinco cópias
impressas de seus trabalhos para a sede da Abramge até o
dia 7 de outubro de 2011. Os profissionais de imprensa e de saúde
podem se inscrever enviando material pelo correio ou no próprio
site da Abramge.
No Brasil,
o Ministério da Saúde registra a cada
ano 137 mil novos casos de HPV. No País a doença é responsável
por 90% dos casos de câncer de colo de útero e mais:
a informação não é muito divulgada.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis
(DST) mais comuns no planeta – uma em cada cinco mulheres é portadora
do vírus – e segundo estudo publicado na revista
científica Lancet, com dados levantados no Brasil, México
e Estados Unidos, 50% dos homens têm o vírus papiloma
humano.
Podem participar
da premiação, jornalistas profissionais
de mídia impressa que publicarem reportagens sobre o tema
escolhido datadas entre 9 de outubro de 2010 e 7 de outubro de
2011. Já os médicos concorrem com trabalhos inéditos
sobre o mesmo assunto. “O objetivo dos Prêmios Abramge é promover
a informação sobre saúde e estimular a pesquisa
científica do setor”, diz o presidente da Abramge,
Arlindo de Almeida.
A comissão julgadora dos Prêmios será constituída
de cinco membros em cada uma das categorias. Os textos serão
encaminhados aos jurados escolhidos pela direção
da Abramge para análise e indicação dos
melhores trabalhos.
Os prêmios para os vencedores em cada categoria compreendem:
R$ 15.000,00 (brutos), além de troféu de autoria
da artista plástica Anita Kaufman e diploma para os médicos.
E a quantia de R$ 10.000,00 (brutos), mais troféu e diploma
para os jornalistas. Os finalistas serão divulgados no
início de novembro e os prêmios entregues aos vencedores
no final do ano em solenidade de encerramento do ano letivo da
Abramge.
Veja o regulamento
completo dos Prêmios no endereço
eletrônico www.abramge.com.br
- Curso Intensivo de Direito da Saúde Suplementar
Unidas / AssPreviSite
12 de setembro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Oferecer
aos participantes uma visão ampla da legislação
que rege os planos privados de assistência à saúde,
abordando os princípios constitucionais pertinentes ao
direito a saúde, as Leis nº 9.656/98 e 9.961/99,
as resoluções do CONSU e da ANS - Agência
Nacional de Saúde Suplementar, o papel da agência
reguladora, a aplicação subsidiária do Código
de Defesa do Consumidor, a jurisprudência sobre o assunto,
os requisitos dos contratos firmados pelas operadoras, a responsabilidade
dos dirigentes, administradores, gerentes e membros de conselhos,
as exigências econômicas e financeiras, o ressarcimento
ao SUS, a forma de defesa das operadoras, a jurisprudência
administrativa e judicial sobre o assunto.
Além do aspecto teórico, será dada muita ênfase
as questões práticas.
Instrutor
Dr. José Luiz
Toro da Silva
Público
Alvo
Dirigentes,
Gerentes e Diretores de Operadores de Planos de Saúde e de empresas prestadoras de serviços nesta área,
advogados e estudantes de direito, médicos, auditores,
contadores, atuários, peritos e demais interessados em
conhecer este ramo de atividade.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
-
Curso "Como a Enfermagem pode Contribuir para o Controle
de Custos do Hospital" São Paulo-SP
Data do Curso
15/9/2011 a 16/9/2011
Objetivo
Orientar
a equipe de enfermagem a dar mais ênfase no controle
de custos
Público
Alvo
Profissionais de Enfermagem
Programa
Cenário
Atual
- Resistência a Mudanças
- Gestão
de Profissionais
Custos Hospitalares
- Componentes dos Custos
- Classificação
dos Custos
- Sistema de Rateio
- Ponto de
Equilíbrio
Remuneração
Padronização
- Convênios
- Glosas
Enfermagem e Gerenciamento de Custos
Visão Estratégica do Negócio
Inscrições até 09/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17:00
Instrutor - Sarah Munhoz
Doutorado
em Ciências pela Universidade Federal de São
Paulo (2006), Mestrado em Saúde do Adulto pela Universidade
Federal de São Paulo (2002) . Atualmente é professora
Adjunta na disciplina de Administração na Faculdade
de Enfermagem da Universidade de Santo Amaro e Presidente da
Associação Brasileira de Enfermagem - Seção
São Paulo.
Mais
informações
- 66º Congresso Brasileiro de Cardiologia
Local
Centro de
Eventos FIERGS – Federação das
Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
Avenida Assis Brasil, 8787 - Bairro Sarandic
CEP: 91140-001 – Porto
Alegre - RS
55 (51) 3347-8696
Fax: 55 (51) 3347-8722
Email: kkein@ergs.org.br
Data
16 a 19 de setembro de 2011 (sexta-feira a segunda-feira)
Organização
Sociedade Brasileira de Cardiologia
Avenida Marechal
Câmara,
160/Sala 330 - Centro
CEP: 20020-907
- Rio de Janeiro – RJ
55 (21) 3478-2700
www.cardiol.br
Organização Científica
Gerência
de Eventos da SBC
55 (21) 3478-2700 ramais: 2746, 2748, 2749, 2750, 2751 e 2752
Fax: 55 (21) 3478-2755
E-mail: sbceventos@cardiol.br ou cerj@cardiol.br
Skype: sbc-eventos01
Central
de Inscrições
55 (21) 3478-2700 ramal: 2759
Fax: 55 (21) 3478-2770
E-mail: sbcinscricoes@cardiol.br
-
Curso "Gestão da Logística de Suprimentos
em Serviços de Saúde" São Paulo-SP
Data do Curso
21/9/2011 a 23/9/2011
Objetivo
Possibilitar
aos participantes o desenvolvimento das competências
necessárias para as funções ligadas à Logística
Hospitalar de Suprimentos e ampliar as suas possibilidades de
atuação, considerando os aspectos técnicos
e administrativos.
Público
Alvo
Profissionais
com e/ou sem vivência no setor Hospitalar
Público/Privado, que estejam interessados em ampliar ou
adquirir conhecimento nos assuntos pertinentes à Gestão
da Logística de Suprimentos em Serviços de Saúde.
Programa
FUNDAMENTOS
E ESTRUTURAÇÃO DA LOGÍSTICA
DE SUPRIMENTOS EM SERVIÇOS DE SAÚDE:
- Definição de Logística
de Suprimentos no ambiente hospitalar;
- Organização e estruturação da
Logística de Suprimentos e a sua posição
na estrutura organizacional de um hospital;
ORGANIZAÇÃO E SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
DOS ESTOQUES EM FARMÁCIA HOSPITALAR:
- Conceitos
básicos em Farmácia
Hospitalar;
- Atribuições do farmacêutico
Hospitalar;
- Sistemas
de distribuição e rastreabilidade de
medicamentos e produtos para saúde;
- Legislações aplicadas à Farmácia
Hospitalar;
- Farmácia Clínica, Farmacovigilância,
CIM e CCIH.
SISTEMAS
DE AQUISIÇÃO E ESTRATÉGIAS DE
NEGOCIAÇÃO:
- Planejamento
e definição das estratégias
de compras;
- Conceitos
de custo total no processo de aquisição
(Sourcing);
- Compras
eletrônicas - (e-procurement, pregão,
leilão reverso);
- Licitação
- Legislação e Princípios;
- Estratégias de negociação;
- Gestão
de contratos.
QUALIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DE FORNECEDOR/
NORMALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA SAÚDE:
- Qualificação e avaliação
dos fornecedores;
- Padronização de produtos para saúde como
estratégia de redução de custos;
- Conceitos
de classificação, codificação
e catalogação de produtos para saúde;
ARMAZENAGEM,
MOVIMENTAÇÃO E VALORIZAÇÃO
DOS ESTOQUES
- Técnicas de recebimento e inspeção
de qualidade;
- Armazenamento,
movimentação
e transporte de materiais;
- Valorização dos estoques (método PEPs,
FIFO, Custo Médio Ponderado);
GESTÃO
DOS ESTOQUES
- Principais
conceitos da administração de materiais;
- Conceitos e aplicabilidade
- Estoque
Mínimo, Estoque de Segurança,
Ponto de Pedido;
Lote Econômico,
Curva ABC;
- Normas
de inventário e contagem cíclica;
Inscrições até 16/09/11
Local
Sede Administrativa
Pró Saúde - Rua Guaicurús
nº 563 Lapa
Horário: 8:30 às
17h
Instrutor
- Mônica
Cristina Granzo
Bacharel
em Ciências Contábeis; MBA em Logística
Empresarial, Vasta experiência profissional na área
de Logística e Suprimentos e atual Gerente de Compras
da Pró-Saúde ABASH. Instrutora de cursos pertinentes
a área.
Instrutor - Giselle Mayumi Ishiki
Graduação em Farmácia & Bioquímica,
pós graduação em Farmácia Hospitalar
e Introdução à Farmácia Clínica.
Atual Farmaceutica da Pró Saúde em setor de Compras,
membro Presidente da Comissão de Padronização
de Produtos da Central de Compras, atuação em educação
continuada, visitas técnicas a fabricantes e distribuidoras
de materiais hospitalares e medicamentos, qualificação
de fornecedores.
Mais
informações
-
CBA lança curso de gestão de profissionais de
saúde
Recrutar e capacitar médicos, enfermeiros,
farmacêuticos e outros profissionais da área de
saúde para trabalhar de acordo com padrões internacionais
de qualidade e segurança no cuidado com o paciente.
Esse é um dos objetivos do curso Educação
e Qualificação dos Profissionais de Saúde,
promovido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação
(CBA) — representante exclusivo no Brasil da maior agência
acreditadora em saúde do mundo, a Joint Commission International
(JCI). As aulas serão ministradas na sede do CBA, no
Rio de Janeiro, nos dias 27 de agosto e 22 de setembro.
O curso,
oferecido em parceria com a Universidade Lusófona
de Portugal, vai abordar temas como recrutamento e retenção
de profissionais, educação continuada, gestão
do conhecimento e pesquisa de clima organizacional. De acordo
com o professor Artur Parreira, as empresas precisam orientar
seus profissionais a manterem os padrões de qualidade
e excelência no desempenho de suas atividades.
"As organizações de saúde esperam
de seus funcionários a capacidade de envolver-se com seus
objetivos, além da melhoria e aprendizado constantes",
explica Parreira. "Para isso, essas instituições
precisam oferecer treinamento permanente para aperfeiçoar
as competências exigidas, manter a agilidade da ação
e evitar a estagnação profissional de seus colaboradores”.
Doutor de
Ciências Biomédicas e subdiretor do Curso
de Gestão Recursos Humanos da Universidade Lusófona,
Parreira vai ensinar durante as aulas como realizar um Plano
de Recursos Humanos bem-sucedido. "O sucesso do plano exige
do gestor capacidade de liderança, visão estratégica
da gestão de RH e atualização a respeito
de temas ligados ao comportamento organizacional. Dessa forma, é possível
manter a equipe sempre motivada e evitar o turnover de profissionais
qualificados", enfatiza.
O curso Educação e Qualificação
dos Profissionais de Saúde é voltado para gestores
e lideranças intermediárias de instituições
de saúde. O valor do investimento é de R$ 600 e
a carga horária é de 24 horas/aula. As inscrições
podem ser realizadas pelos e-mails eventos@cbacred.org.br ou
secretaria.eventos@cbacred.org.br ou através dos telefones
(21)3299-8241, 3299-8202 e 3299-8234.
Assessoria de Imprensa
SB Comunicação,
tel. (21)3798-4357
Simone Beja, tel. (21)9367-3722
Igor Waltz, tel. (21)7674-1492
- I Simpósio Norte- Nordeste de Gestão
Hospitalar
Temática: Turismo de Saúde
Objetivo
O Simpósio Norte-Nordeste de Gestão-Hospitalar,
tem como enfoque desta edição o Turismo de Saúde,
abordando temas, reflexões e ações que venham
a contribuir no aprimoramento da gestão hospitalar para
o incremento do Turismo de Saúde de Pernambuco. A cidade
do Recife é considerada o 2º maior Pólo Médico
do país, contando com centros de excelência em medicina
já inseridos na certificação em “acreditação
hospitalar”. Por isto a necessidade do incremento do investimento
neste nicho de Turismo no Estado de Pernambuco.
Dia
e Horário:
Data: 22 de setembro de 2011
Horário: 08:00 às
18:00h
Local: Salão de Convenções do Real Hospital
Português
-
1º Congresso Nacional de Hospitais Privados
Promovido
pela ANAHP – Associação Nacional
de Hospitais Privados em cooperação com a HOSPITALAR
Feira e Fórum, o evento vai reunir os principais tomadores
de decisão no setor de saúde para compartilhar
experiências em gestão.
De 28 a 30
de setembro, administradores de hospitais públicos
e privados, médicos, lideranças setoriais e profissionais
da área estarão reunidos no Hotel Unique, em São
Paulo. Com o tema central "A Importância dos Hospitais
Privados na Saúde: Hoje e Amanhã", palestrantes
nacionais e internacionais falarão sobre Sustentabilidade,
Gestão do Corpo Clínico, Parcerias Público-Privadas,
Segurança do Paciente, Governança Clínica,
Governança Corporativa, Indicadores de Desempenho, entre
outros.
Iniciativa
inédita, o evento é dedicado à gestão
de estabelecimentos de saúde, troca de experiências
e conhecimento do setor e terá a participação
dos principais hospitais do País. Para conhecer o programa
e inscrever-se, basta acessar www.cnhp.com.br
- 14º Conferência Nacional de Saúde
Tema
“TODOS USAM O SUS? SUS NA SEGURIDADE SOCIAL – POLÍTICA
PÚBLICA, PATRIMÔNIO DO POVO BRASILEIRO”
A 14ª Conferência Nacional de Saúde será realizada
em três etapas Municipal, Estadual/Distrito Federal e Nacional.
As discussões na etapa Estadual/Distrito Federal começaram
dia 16 de julho e vão até 31 de outubro. A etapa
Nacional, que acontecerá em Brasília, entre os
dias 30/11 e 04/12, finalizará os trabalhos.
Mais informações
no site: http://www.conselho.saude.gov.br/14cns/index.html