Leia
nesta edição:
- Saúde mobiliza 350 profissionais para auxílio
ao RJ
- Consulta disciplinada
- Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação
- Filhos depois da morte
- Menos sangue, por favor
- O hospital do poder
- Saúde
doa material informativo para Defesa Civil do RJ
- Veja 7
tendências sobre privacidade das informações
em saúde
- Identificada
molécula que controla absorção
de gordura no organismo
Sexta-feira, 14.01.11
Saúde
Business Web
Saúde mobiliza 350 profissionais para auxílio
ao RJ
Ministro
Alexandre Padilha anunciou o repasse de R$ 8,7 milhões
para ampliar a assistência hospitalar da região
O Ministério da Saúde, por meio do Departamento
de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro (DGH), reuniu 50
voluntários dos seis hospitais federais da capital fluminense
(Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Lagoa, Ipanema e
dos Servidores) para atuar nas regiões atingidas pelas
enchentes. Ainda, deixou 300 profissionais de saúde (médicos,
enfermeiros e técnicos de enfermagem) de prontidão
para o atendimento hospitalar. O ministro Alexandre Padilha também
anunciou o repasse de R$ 8,7 milhões para custear ampliação
da assistência hospitalar da região e hospitais
de campanha.
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"Todas as equipes dos hospitais federais e equipes que
foram mobilizadas para Alagoas, Pernambuco e Haiti estão à disposição
do Governo do Estado do Rio de Janeiro para serem mobilizadas",
disse o ministro, em comunicado. Padilha e os 50 voluntários
irão ao Hemorio, nesta sexta-feira (14), para doar sangue,
uma das principais necessidades para o atendimento das pessoas
atingidas pelas enchentes.
Medicamentos
Na tarde
desta quinta-feira (13), dois voos que saíram
de Brasília, às 15h, levaram 7 toneladas de medicamentos
para o Rio de Janeiro. São 30 kits de emergência
compostos por antibióticos, antiinflamatórios,
antiparasitários, analgésicos, antitérmicos,
anti-hipertensivos, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras,
cateteres e seringas, entre outros componentes.
Recursos
Segundo o órgão, os recursos para o Rio de Janeiro
serão distribuídos da seguinte forma: Nova Friburgo
(R$ 2,1 milhões); Petrópolis (R$ 4,7 milhões)
e Teresópolis (R$ 1,9 milhão). O ministro autorizou
ainda a liberação de verbas para custear os dois
hospitais de campanha no Estado.
Atendimento
Foram convocados
para trabalhar de sobreaviso (24 horas) 120 médicos de várias especialidades, 60 enfermeiros
e 120 técnicos de enfermagem. O DGH também suspendeu
as férias e licenças de todos os profissionais
de saúde que tenham perfil para o atendimento. As cirurgias
eletivas (sem caráter emergencial) dos hospitais federais
poderão ser suspensas, quando houver casos mais graves
para o atendimento. Os atendimentos de pacientes com trauma serão
concentrados nos Hospitais Federais do Andaraí e de Bonsucesso.
A Rede Hospitalar
Federal tem a capacidade para realizar 24 cirurgias ortopédicas por dia das vítimas e mantém
80 leitos de enfermaria preparados, para o suporte de procedimentos
cirúrgicos. A partir deste sábado, dia 15, entra
em funcionamento a Unidade de Suporte de Emergência (USE)
do Hospital Federal de Bonsucesso, com capacidade para atender
35 pacientes - sendo dez leitos masculinos, dez femininos, oito
pediátricos, cinco de CTI e dois isolamentos (um adulto
e um pediátrico).
Foram deslocadas
ainda sete unidades móveis básicas
e quatro avançadas para a remoção das vítimas
da região afetada, em apoio à Secretaria Estadual
de Saúde e Defesa Civil. O campo de futebol da Fiocruz
dará suporte para as aeronaves que transportam as vítimas
para os hospitais do Andaraí e de Bonsucesso.
Segundo Alexandre
Padilha, o contato com o governo do estadual será permanente para avaliar novas necessidades da região
e apoio do Ministério da Saúde.
Folha
de São
Paulo
Consulta disciplinada
Nada mais
antiquado do que a noção de que a medicina
equivale a um sacerdócio. Médicos são profissionais
cuja remuneração deve fazer jus a seu longo período
de formação e especialização -que
pode ultrapassar uma década.
Tal reconhecimento
não impede que o benefício
ao paciente (o valor mais alto) por vezes entre em choque com
práticas do mercado de serviços médicos.
Nesses casos, como o da controversa cobrança pelos prosseguimentos
de consultas (os chamados "retornos"), a intervenção
de uma entidade reguladora se faz necessária para reequilibrar
a tríade de interesses envolvidos -de médicos,
clientes e planos de saúde.
Alguns médicos cobram quando o paciente volta ao consultório
para inteirar-se do resultado de exames. Diante disso, a reação
dos planos de saúde tem sido fixar prazo de 30 dias para
remunerar uma segunda consulta com o mesmo profissional.
O Conselho
Federal de Medicina (CFM) considera que a medida representa
uma interferência na autonomia do médico.
De fato, não há como excluir de antemão
que haja razões legítimas para duas consultas com
o mesmo profissional no período de um mês.
Para dirimir
a querela, o CFM baixou a resolução
nº 1.958, que proíbe instituições de
assistência hospitalar ou ambulatorial, empresas de saúde
suplementar e operadoras de estabelecer prazo de intervalo entre
consultas.
A resolução também disciplina o ato médico
completo da consulta, que deve abranger entrevista, exame físico,
elaboração de hipóteses ou conclusões
diagnósticas, solicitação de exames complementares,
se necessário, e prescrição. Com a explicitação
dos requisitos, qualquer paciente poderá concluir se a
visita correspondeu a uma consulta ou a um "retorno".
Folha
de São
Paulo
Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação
Ingerir só líquidos ou eliminar alimentos do cardápio
pode causar anemia, carência de vitaminas e intoxicar o
fígado
Regimes da
moda, como tomar limão com água morna
ou pimenta, não trazem benefícios, segundo especialistas
Por Juliana Vines
As dietas
de desintoxicação, que prometem livrar
o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não
passam de enganação, dizem especialistas.
Esses regimes,
populares no verão, elegem alimentos e
receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.
São poucos dias de um cardápio radical, com muito
líquido, frutas e combinações duvidosas
-como limão com água morna ou pimenta.
"Dieta de desintoxicação é um dos
maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica
o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente
da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Segundo o
médico, uma das funções do fígado é justamente
transformar substâncias nocivas em neutras.
Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades,
não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini,
endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.
"Não ficamos intoxicados depois de festas em que
comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos
nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool
ou metais pesados, mas é a longo prazo."
Uma dieta
de "detox" radical, que exclua grupos de
alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas
e, pior, intoxicar o fígado.
"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente
tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia.
O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".
MAIS LEVE
A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias
de "detox" só com líquidos, mas sua receita
preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os
dias pela manhã.
"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça.
No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."
Ela acredita
que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo,
sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."
Para a homeopatia,
apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.
"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos,
tudo isso dificulta a eliminação de substâncias
nocivas. A intoxicação impede a saúde plena",
afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação
de homeopatia).
Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração,
essas dietas só têm efeito psicológico.
"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino
funciona melhor e ela tem a sensação de que está se
desintoxicando. Mas não serve para nada."
ÉPOCA
Filhos
depois da morte
Uma nova
regra para a reprodução assistida permite
usar sêmen e óvulos de pessoas falecidas
Por Humberto Maia Junior
O assunto
parece técnico: uma resolução
do Conselho Federal de Medicina (CFM) da semana passada mudou
as regras de uso da reprodução assistida. O novo
texto limita o número de embriões a ser transferidos
ao útero da paciente em casos de fertilização
in vitro e torna mais claros pontos como a proibição
de selecionar o sexo do embrião (leia o quadro abaixo)
. Como ocorre muitas vezes nessa área, decisões
técnicas acabam produzindo alterações dramáticas
na vida das famílias. Solteiros e casais gays ganharam
autorização para ter filhos por inseminação
artificial ou fertilização in vitro. Mas a mudança
de maior impacto simbólico foi a que permitiu usar nos
processos de fertilização óvulos e espermatozoides
de parceiros que já morreram – desde que haja autorização
escrita do doador registrada em cartório.
Congelar
o material genético é uma solução
para que pessoas com risco de morte ou de se tornarem inférteis
possam ter filhos no futuro. É o caso da professora paranaense
Kátia Lenerneier, de 38 anos. Seu marido, Roberto Jefferson
Niels, morreu em fevereiro de 2010, antes de ela engravidar.
Para usar o sêmen congelado, ela precisou de autorização
judicial. Hoje, Kátia está grávida de três
meses. “Interrompi o tratamento (gravidez) para cuidar
dele. Deus me tirou algo e agora me deu um presente.”
A autorização por escrito é necessária
para impedir o uso indevido do material genético – e
evitar problemas de partilha de bens. “Quando a Justiça
constata a intenção do falecido, ela se sensibiliza
e dá permissão mesmo sem a autorização
prévia”, diz Adriano Ryba, presidente da Associação
Brasileira dos Advogados de Família. No ano passado, ganhou
notoriedade a história da inglesa Andrea Walker. Ela foi
casada por dez anos com um milionário que se negava a
ter filhos. Dias depois da morte do marido, ela descobriu que
ele fora a uma clínica, congelara seu sêmen e deixara
uma autorização de uso em nome de outra mulher – criando
a chance de sua herança ser repartida com um novo herdeiro.
Época
Menos sangue, por favor
Uma jovem
cardiologista brasileira demonstra que transfusões
podem trazer mais riscos que benefícios. Quem, afinal,
deve recebê-las?
Por Cristiane Segatto
A goiana
Ludhmila Abrahão Hajjar nunca teve dúvidas
sobre sua vocação. Aos 7 anos, pediu um esqueleto
de presente. Aos 8, um kit para simular pequenas cirurgias. “Quando
alguém se machucava, eu corria para ver o sangue”,
diz. Aos 17, já cursava medicina na Universidade de Brasília.
Agora, aos 32, já reconhecida como profissional, está desafiando
uma das práticas mais arraigadas entre os cirurgiões.
E, de novo, o motivo de sua inquietação é o
sangue. Mais precisamente o excesso de transfusões de
sangue. Quando alguém precisa passar por uma cirurgia
demorada (acima de três horas de duração),
quase sempre recebe uma transfusão de sangue. O objetivo é compensar
a perda sanguínea que ocorre durante o procedimento. As
transfusões são muito comuns em cirurgias cardíacas
como ponte de safena, troca de válvula e transplantes.
Se a quantidade de hemoglobina (proteína responsável
pelo transporte de oxigênio para os tecidos) cai a níveis
inferiores a 10 gramas por decilitro de sangue, o cirurgião
pede uma transfusão. Os médicos não se perguntavam
de onde havia saído esse limite. Ludhmila, porém,
decidiu investigar o procedimento em seu doutorado, orientado
por José Otávio Auler Jr., na Universidade de São
Paulo. Descobriu que ele se justifica pela tradição – e
não pelo embasamento científico.
A história é antiga. Em 1934, o americano John
Lundy criou na Clínica Mayo o primeiro banco de sangue
do mundo. Em 1942, ele propôs o limite de 10 g/dL baseado
na observação de seus pacientes. Desde então
a recomendação vem passando de geração
em geração. “Não podemos continuar
fazendo medicina em 2011 baseados num relato de 1942”,
afirma Ludhmila. Para colocar a recomendação à prova,
ela realizou um estudo com 512 pacientes do Instituto do Coração
(InCor), em São Paulo. Eram doentes graves, com perfil
semelhante (tinham diabetes, hipertensão, insuficiência
cardíaca), que foram submetidos a cirurgias cardíacas.
Metade do
grupo recebeu sangue quando o nível de hemoglobina
caiu a 10 g/dL. A outra metade só passou pela transfusão
quando o índice ficou abaixo de 7 g/dL. O que ela comprovou?
Os doentes que receberam menos sangue se recuperaram tão
bem quanto os que receberam mais sangue. Uma segunda comparação
(pacientes graves que receberam sangue versus pacientes que não
receberam sangue, por estar com índices entre 7 g/dL e
10 g/dL) revelou que a transfusão aumenta em 20% a taxa
de mortalidade e de complicações clínicas
a cada bolsa de sangue recebida. Ficou a impressão de
que quanto menos sangue se receber, melhor.
O trabalho
foi publicado em outubro no Journal of the American Medical
Association com
elogios no editorial. “Esse estudo é uma
adição notável às evidências
anteriores”, escreveu Lawrence Tim Goodnough, da Universidade
Stanford. “Elas sugerem que reduzir ou evitar as transfusões
em pacientes cardíacos melhora o resultado do tratamento.”
O excesso
de transfusões acarreta três graves problemas.
O primeiro é o risco de que o sangue esteja infectado
por bactérias ou vírus. Nem todos os bancos fazem
o teste rápido do HIV. Se o doador estiver na janela imunológica
(período que o organismo leva, a partir de uma infecção,
para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames),
o paciente poderá ser infectado. Também poderão
ocorrer disfunções vasculares ou inflamações
no pulmão. O segundo problema está relacionado
aos custos. Uma bolsa de sangue com 350 mililitros custa de R$
300 a R$ 800. A maioria dos pacientes recebe de duas a três.
Se o doente passa mais de sete dias no hospital, costuma receber
pelo menos uma bolsa para compensar o sangue perdido em sucessivas
coletas para exames.
O terceiro
problema é a falta de doadores. Sangue é um
artigo raro, que não deve ser desperdiçado. “Não
pretendo dizer que agora é proibido transfundir”,
diz Ludhmila. “O importante é que o médico
decida dar o sangue a partir da avaliação individual
da condição do paciente, e não baseado num
número mágico.” Uma pessoa com infarto agudo
ou em choque (estado anormal de falta de oxigenação
nos tecidos, que pode ser fatal) pode se beneficiar de sangue
numa fase mais precoce.
No InCor,
o trabalho de Ludhmila já mudou o comportamento
dos médicos. “Nossa conduta agora é evitar
a transfusão”, diz Noedir Stolf, chefe do departamento
de cirurgia cardíaca. Nas últimas décadas,
Stolf realizou mais de 300 transplantes de coração.
Segundo ele, a ideia de evitar as transfusões não é nova. “Nenhum
outro estudo, porém, havia chegado a conclusões
sólidas como esse.”
O estudo
repercutiu rapidamente entre os médicos estrangeiros.
Ludhmila foi convidada a dar uma aula no Congresso da American
Heart Association. Também deu palestras pela webcam para
médicos da Universidade de Washington e Universidade de
Michigan. Seu maior incentivador foi o cardiologista Roberto
Kalil Filho, que cuida da saúde dos mais importantes figurões
da República. “Ele sabe tudo de medicina”,
diz a médica. “Quando eu estava na residência,
foi ele quem me mandou fazer a pesquisa.”
A moça que saiu de Anápolis para perseguir o sonho
de ser médica (a contragosto do pai fazendeiro) não
faz outra coisa da vida. Coordena a UTI cirúrgica do InCor
e a UTI cardiológica do Sírio-Libanês. E
também a UTI do Instituto do Câncer do Estado de
São Paulo. Mora sozinha e não tem namorado: “A
coisa não vai para a frente. Ninguém aguenta o
meu celular”. Ela é de poucas vaidades. Uma vez
a cada quatro meses a mãe vem de Anápolis decidida
a arrastá-la até o cabeleireiro. Consegue, mas
logo o celular toca.
IstoÉ
O hospital do poder
Por que o
Sírio-Libanês é tão requisitado
por políticos e celebridades do Brasil e do Exterior
Por Mônica
Tarantino
Quem cruza
as portas de vidro da entrada do Hospital Sírio-Libanês,
em São Paulo, não pode imaginar que cada passo
dado dentro da instituição é monitorado
por um complexo esquema de segurança. São 500 câmeras
distribuídas por dez mil metros quadrados, 250 controladores
de acesso e 250 sensores de proximidade. Além disso, 100
agentes vigiam o interior e os arredores do hospital, quadro
reforçado por agentes federais quando chega algum figurão.
Para uma
pessoa comum, todo esse aparato pode parecer excessivo. No
entanto, para
políticos importantes como José Alencar,
Geraldo Alckmin, Cláudio Lembo e o ex-ministro Luiz Gushiken,
que há menos de um mês estiveram simultaneamente
internados ali para cuidar da saúde, é garantia
de tranquilidade. Este, porém, é apenas um dos
pontos fortes do hospital, que, pelo grande número de
pacientes ilustres, acabou se tornando o mais comentado do País.
Nos últimos seis meses, também foram atendidos
no Sírio a presidente Dilma, o presidente do Paraguai,
Fernando Lugo, o ex-governador Orestes Quércia e o senador
Romeu Tuma. Como gente famosa tem amigos famosos, o ex-presidente
Lula, por exemplo, vai lá com frequência. Foi visitar
Dilma, dar um abraço em Gushiken e vê Alencar sempre
que pode.
Fundada por
senhoras da comunidade sírio-libanesa há 89
anos, a instituição atualmente disputa a preferência
de quem pode escolher o melhor tratamento em hospitais de primeira
linha, como o também paulistano Albert Einstein. Uma das
suas características que tiveram peso nessa história
de sucesso é a visibilidade dos médicos da casa.
Se em muitos hospitais eles ficam na retaguarda, no Sírio
os especialistas que atendem famosos se sentem à vontade
para ir até a porta principal dar entrevistas. “Os
pacientes vêm para cá atrás dos grandes nomes
da medicina”, diz o sanitarista Gonçalo Vecina,
superintendente-geral desde 2005. A tarimba de Vecina – ele
presidiu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária
e foi cotado para o Ministério da Saúde de Dilma – é especialmente útil
para administrar as exigências desses médicos que
fazem a fama do hospital. Não é raro, por exemplo,
o cardiologista Roberto Kalil Filho irromper na sala dele para
reivindicar um equipamento de última geração
para o seu Centro de Cardiologia. “Exijo e não quero
saber quanto custa. Se não fosse por nós, os médicos,
isso aqui seria uma casa de saúde”, diz Kalil, que
cuida da saúde de Dilma e do ex-presidente Lula, entre
outros poderosos. Ele chegou ao Sírio em 1982 como estagiário
na UTI. Hoje pertence ao Conselho Diretor e se empenha para fazer
do Sírio o melhor em cardiologia.
Atrás da política de portas abertas de Vecina
e seu colega, o cirurgião e superintendente de estratégias
corporativas Paulo Chapchap, há um projeto bem pensado
para alavancar o hospital. Em 2004, a instituição
decidiu substituir a gestão de médicos e senhoras
da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
por executivos contratados. Passou também a valorizar
mais os nomes fortes da casa e a se esforçar para trazer
outros. Em 2006, chegou Paulo Hoff para dirigir o Centro de Oncologia. “Os
médicos ficam onde são bem tratados. Aqui o acesso à direção é fácil,
o corpo técnico é bem treinado e conversamos entre
nós sobre os pacientes”, diz Hoff, que chefiou a área
de pesquisa do hospital americano M. D. Anderson, referência
mundial no tratamento de câncer. Em 2008, veio o cientista
Luiz Fernando Lima Reis, para dar impulso ao Instituto de Ensino
e Pesquisa (IEP), outro pilar da escalada do Sírio. “Você não
está na vanguarda se não produz conhecimento e
apenas compra o que está no mercado”, diz Reis.
Uma das descobertas do IEP é uma nova molécula
para a terapia da obesidade. Serão também estudadas
mais duas substâncias para tratar câncer, identificadas
durante os estudos dos médicos Drauzio Varella e Riad
Younes sobre plantas do Amazonas. Mais uma estrela no firmamento
do Sírio é o neurocientista Miguel Nicolelis, que
montou ali seus caríssimos laboratórios de ponta.
Onde há tantos astros, porém, não faltam
trombadas nos bastidores. No final de 2006, por exemplo, o urologista
Miguel Srougi e o gastroenterologista Raul Cutait se desentenderam
feio sobre o tratamento de José Alencar. Depois da briga,
só no final de 2010 Srougi abdicou das consultas em outro
hospital e voltou a se concentrar no Sírio. Outro caso é a
decisão do renomado oncologista Antônio Carlos Buzaid
de se mudar com sua equipe, ainda no começo deste ano,
para o Hospital São José, da Beneficência
Portuguesa.
A boa reputação do hospital também se deve à atualização
tecnológica. “Estamos no nível dos melhores
do mundo”, garante o superintendente Chapchap. Um exemplo é um
sistema de ambientação, com imagens e música,
para tranquilizar o paciente durante o exame de ressonância
magnética. Mais um avanço será a inauguração,
em breve, do mais moderno aparelho de radioterapia da América
Latina. “Ele tem uma mesa robótica que corrige milimetricamente
a posição do paciente para a radiação
atingir o tumor com a máxima precisão”, explica
João Luiz da Silva, coordenador da radioterapia. “Com
esse equipamento, conseguiremos evitar cirurgias de alguns tumores
de pulmão”, diz o médico. O custo estimado
de um tratamento nessa máquina é R$ 20 mil, segundo
o radiologista. Mas é sabido que pelo menos o falecido
ex-prefeito Celso Pitta, que estava falido, foi tratado no Sírio
sem cobrança de honorários. Alencar, segundo o
hospital, tem as suas despesas cobertas pelo plano de saúde
e família. O próximo passo da instituição é inaugurar
uma extensão em Brasília, para tratar pacientes
de câncer. Mais perto do poder, impossível.
Quinta-feira, 13.01.11
Agência Saúde
Saúde
doa material informativo para Defesa Civil do RJ
São 250 mil cartilhas, cinco mil folhetos e spots de
rádio com informações à população
para o enfrentamento de situações pós-enchentes
Por Renatha Melo
O Ministério da Saúde doou à Secretaria
Estadual de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) do Rio de Janeiro,
para distribuição à população,
255 mil unidades de material informativo sobre “como agir
em caso de enchentes”. São 250 cartilhas e cinco
mil folhetos explicativos com informações para
o enfrentamento de situações como essa que atinge
a região serrana do estado. Parte do material já começou
a ser encaminhado nesta quinta-feira (13), à Sesdec, pelo
Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no
Rio de Janeiro (Nerj).
Além das cartilhas e dos folhetos, o ministério
encaminhou 11 spots de rádio para veiculação
nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e
Petrópolis. Os cinco mil folhetos – em 12 diferentes
modelos – contem informações sobre prevenção
e tratamento relacionados a doenças que podem surgir após
enchentes, como é o caso da leptospirose, do tétano
e das doenças respiratórias. As publicações
também orientam sobre os cuidados adequados que se deve
ter com a água e os alimentos para consumo humano e os
riscos de acidentes com animais peçonhentos em períodos
pós-enchentes.
Nesta quinta-feira
(13), o ministério enviou ao Rio de
Janeiro mais de sete toneladas de medicamentos e insumos para
o auxílio às pessoas atingidas pelas enchentes
em Teresópolis, Petrópolis, Friburgo e demais localidades
no estado. São 30 kits suficientes para atender 45 mil
pessoas por um período de um mês. Eles são
compostos por antibióticos, antiinflamatórios,
antiparasitários, analgésicos, antitérmicos,
anti-hipertensivos, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras,
cateteres e seringas, entre outros.
Também nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde,
por meio do Departamento de Gestão Hospitalar no Rio de
Janeiro (DGH), reuniu 50 voluntários dos seis hospitais
federais da capital fluminense (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso
Fontes, Lagoa, Ipanema e dos Servidores) para atuarem nas regiões
atingidas pelas enchentes. O ministério ainda deixou 300
profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e
técnicos de enfermagem) de prontidão para o atendimento
hospitalar. O ministro Alexandre Padilha também anunciou
o repasse de R$ 8,7 milhões para custear a ampliação
da assistência hospitalar da região e hospitais
de campanha.
Saúde
Business
Veja
7 tendências sobre privacidade das informações
em saúde
Milhões de registros de pacientes no formato digital
possibilitarão crimes como acesso não autorizado
e roubo de identidade médica
Especialistas
das áreas de privacidade, tecnologia, regulamentação,
violação de dados e governança dos Estados
Unidos apontaram sete tendências em relação à segurança
das informações do setor de saúde para 2011.
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De acordo
com os experts, a troca de informações
em saúde está se consolidando e, em breve, os milhões
de registros de pacientes no formato digital possibilitarão
crimes como: acesso não autorizado, violação
das novas leis do setor e grande exposição ao roubo
de identidade médica e financeira.
De acordo
com o fundador do Ponemon Institute, Larry Ponemon, milhões de pacientes estão sob o risco de fraudes
devido à segurança da informação
inadequada.
As
previsões para 2011 são:
Troca de
informações em saúde muitas vezes é refém
de organizações inexperientes e com pouco conhecimento
em relação aos avanços digitais, o que forçará maior
atenção à segurança e privacidade.
Haverá um aumento de multas e medidas de regulamentação
pelo Estado e agências reguladoras.
Violação de dados e os custos associados vão
aumentar impulsionados pela negligência na segurança
das informações.
Os hospitais
vão concentrar esforços na gestão
de riscos dos dados a fim de aumentar a responsabilidade fiduciária.
Um significativo
vazamento de dados é inevitável
e trará a atenção nacional para a questão.
Haverá maior consciência do paciente e preocupação
com a segurança dos seus dados privados de saúde.
A finalização das regras de notificação
de violação de dados elaborada pela Secretaria
de Saúde e Serviços Humanos dos EUA pode retirar
o termo "dano limiar" - disposição que
determina se a notificação é necessária
quando ocorre um incidente. Se removido, isso criará um
risco de excesso de notificação e dessensibilização
de pacientes.
*Com
informações
da Heathcare IT Nwes
Portal
ISaúde
Identificada
molécula que controla absorção
de gordura no organismo
Manipulação da SRC-2 pode ajustar níveis
de energia e gordura armazenada no corpo e atuar no combate a
obesidadetamanho da letra
SRC-2 pode
servir como um potencial alvo para ajustar os níveis
de energia ou de gordura armazenada no corpo e, assim, combater
a epidemia mundial de obesidade
Quando as
células ficam sem energia, um reostato biológico
envolvendo uma molécula chamada SRC-2 repõe a energia
disponível em uma base de todo o corpo, promovendo a absorção
de gordura no intestino.
Pesquisadores
da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, descobriram
que a
ação do reostato começa
com uma enzima denominada AMPK, que detecta quando a energia
se esgota e ativa SRC-2 (receptor esteroide 2), um regulador
mestre para a energia.
O autor do
estudo, Bert O'Malley acredita que a manipulação
do SRC-2 pode servir como um potencial alvo para ajustar os níveis
de energia ou de gordura armazenada no corpo e, assim, combater
a epidemia mundial de obesidade.
Estudos em
camundongos que não possuem SRC-2 mostraram
que eles comem a mesma quantidade de alimentos que os ratos que
têm a molécula, mas eles excretam uma quantidade
maior de material fecal, que incluiu altos níveis de gorduras.
Os níveis de gordura, chamado triglicérides circulantes
em sua corrente sanguínea diminuem quando SRC-2 está ausente.
Segundo os pesquisadores isso indica que a falta de SRC-2 reduz
a capacidade dos animais em absorver a gordura no intestino.
Resultados
adicionais mostraram que os mesmos padrões
foram observados em animais que não tinham SRC-2 apenas
no fígado, indicando que o SRC-2 funciona no fígado
para promover a absorção de gordura.
JANEIRO / 2011
-
Unidas: Pacientes Crônicos e de Alto Custo
Modelos de
Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos
e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados
24 e 25 de fevereiro de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
Apresentar
o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas
fases e resultados com vias de direcionar ações
assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação
de condições de saúde em empresas e seguimento
por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de
casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir
a importância da padronização dos processos
de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais
mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia
para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas
propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para
que os conceitos e as experiências possam ser debatidos
e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão
fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas,
relato de casos, e muita informação para que os
participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se
implantar tais estratégias, com vias a redução
do custo assistencial de seus beneficiários.
Instrutor
DR. LEONARDO
PEREIRA FLORÊNCIO
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos Privados de Saúde, Gestores
Públicos de Saúde, Coordenadores de Programas e
Projetos de Qualidade de Vida, Medicina Preventiva, Promoção
da Saúde. Profissionais auditores, gestores de tecnologia
da informação de organizações de
saúde. Profissionais de saúde que pretendem atuar
em programas de promoção da saúde e qualidade
de vida.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)