14-01-11

 

Leia nesta edição:

- Saúde mobiliza 350 profissionais para auxílio ao RJ

- Consulta disciplinada

- Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação

- Filhos depois da morte

- Menos sangue, por favor

- O hospital do poder

- Saúde doa material informativo para Defesa Civil do RJ

- Veja 7 tendências sobre privacidade das informações em saúde

- Identificada molécula que controla absorção de gordura no organismo

Sexta-feira, 14.01.11

Saúde Business Web

Saúde mobiliza 350 profissionais para auxílio ao RJ

Ministro Alexandre Padilha anunciou o repasse de R$ 8,7 milhões para ampliar a assistência hospitalar da região

O Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro (DGH), reuniu 50 voluntários dos seis hospitais federais da capital fluminense (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Lagoa, Ipanema e dos Servidores) para atuar nas regiões atingidas pelas enchentes. Ainda, deixou 300 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) de prontidão para o atendimento hospitalar. O ministro Alexandre Padilha também anunciou o repasse de R$ 8,7 milhões para custear ampliação da assistência hospitalar da região e hospitais de campanha.

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"Todas as equipes dos hospitais federais e equipes que foram mobilizadas para Alagoas, Pernambuco e Haiti estão à disposição do Governo do Estado do Rio de Janeiro para serem mobilizadas", disse o ministro, em comunicado. Padilha e os 50 voluntários irão ao Hemorio, nesta sexta-feira (14), para doar sangue, uma das principais necessidades para o atendimento das pessoas atingidas pelas enchentes.

Medicamentos

Na tarde desta quinta-feira (13), dois voos que saíram de Brasília, às 15h, levaram 7 toneladas de medicamentos para o Rio de Janeiro. São 30 kits de emergência compostos por antibióticos, antiinflamatórios, antiparasitários, analgésicos, antitérmicos, anti-hipertensivos, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras, cateteres e seringas, entre outros componentes.

Recursos

Segundo o órgão, os recursos para o Rio de Janeiro serão distribuídos da seguinte forma: Nova Friburgo (R$ 2,1 milhões); Petrópolis (R$ 4,7 milhões) e Teresópolis (R$ 1,9 milhão). O ministro autorizou ainda a liberação de verbas para custear os dois hospitais de campanha no Estado.

Atendimento

Foram convocados para trabalhar de sobreaviso (24 horas) 120 médicos de várias especialidades, 60 enfermeiros e 120 técnicos de enfermagem. O DGH também suspendeu as férias e licenças de todos os profissionais de saúde que tenham perfil para o atendimento. As cirurgias eletivas (sem caráter emergencial) dos hospitais federais poderão ser suspensas, quando houver casos mais graves para o atendimento. Os atendimentos de pacientes com trauma serão concentrados nos Hospitais Federais do Andaraí e de Bonsucesso.

A Rede Hospitalar Federal tem a capacidade para realizar 24 cirurgias ortopédicas por dia das vítimas e mantém 80 leitos de enfermaria preparados, para o suporte de procedimentos cirúrgicos. A partir deste sábado, dia 15, entra em funcionamento a Unidade de Suporte de Emergência (USE) do Hospital Federal de Bonsucesso, com capacidade para atender 35 pacientes - sendo dez leitos masculinos, dez femininos, oito pediátricos, cinco de CTI e dois isolamentos (um adulto e um pediátrico).

Foram deslocadas ainda sete unidades móveis básicas e quatro avançadas para a remoção das vítimas da região afetada, em apoio à Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil. O campo de futebol da Fiocruz dará suporte para as aeronaves que transportam as vítimas para os hospitais do Andaraí e de Bonsucesso.

Segundo Alexandre Padilha, o contato com o governo do estadual será permanente para avaliar novas necessidades da região e apoio do Ministério da Saúde.

Folha de São Paulo

Consulta disciplinada

Nada mais antiquado do que a noção de que a medicina equivale a um sacerdócio. Médicos são profissionais cuja remuneração deve fazer jus a seu longo período de formação e especialização -que pode ultrapassar uma década.

Tal reconhecimento não impede que o benefício ao paciente (o valor mais alto) por vezes entre em choque com práticas do mercado de serviços médicos. Nesses casos, como o da controversa cobrança pelos prosseguimentos de consultas (os chamados "retornos"), a intervenção de uma entidade reguladora se faz necessária para reequilibrar a tríade de interesses envolvidos -de médicos, clientes e planos de saúde.

Alguns médicos cobram quando o paciente volta ao consultório para inteirar-se do resultado de exames. Diante disso, a reação dos planos de saúde tem sido fixar prazo de 30 dias para remunerar uma segunda consulta com o mesmo profissional.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) considera que a medida representa uma interferência na autonomia do médico. De fato, não há como excluir de antemão que haja razões legítimas para duas consultas com o mesmo profissional no período de um mês.

Para dirimir a querela, o CFM baixou a resolução nº 1.958, que proíbe instituições de assistência hospitalar ou ambulatorial, empresas de saúde suplementar e operadoras de estabelecer prazo de intervalo entre consultas.

A resolução também disciplina o ato médico completo da consulta, que deve abranger entrevista, exame físico, elaboração de hipóteses ou conclusões diagnósticas, solicitação de exames complementares, se necessário, e prescrição. Com a explicitação dos requisitos, qualquer paciente poderá concluir se a visita correspondeu a uma consulta ou a um "retorno".

Folha de São Paulo

Médicos alertam para risco das dietas de desintoxicação

Ingerir só líquidos ou eliminar alimentos do cardápio pode causar anemia, carência de vitaminas e intoxicar o fígado

Regimes da moda, como tomar limão com água morna ou pimenta, não trazem benefícios, segundo especialistas

Por Juliana Vines

As dietas de desintoxicação, que prometem livrar o organismo de agrotóxicos e melhorar o metabolismo, não passam de enganação, dizem especialistas.

Esses regimes, populares no verão, elegem alimentos e receitas que seriam capazes de "limpar" o fígado.

São poucos dias de um cardápio radical, com muito líquido, frutas e combinações duvidosas -como limão com água morna ou pimenta.

"Dieta de desintoxicação é um dos maiores mitos que eu conheço. Nenhum cardápio desintoxica o fígado", diz Raymundo Paraná, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Segundo o médico, uma das funções do fígado é justamente transformar substâncias nocivas em neutras.

Além disso, a comida, mesmo que em grandes quantidades, não é tóxica, de acordo com Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de SP.

"Não ficamos intoxicados depois de festas em que comemos muito. Nosso organismo compensa os excessos. Podemos nos intoxicar apenas com drogas, medicamentos, álcool ou metais pesados, mas é a longo prazo."

Uma dieta de "detox" radical, que exclua grupos de alimentos, pode causar anemia, deficiência de vitaminas e, pior, intoxicar o fígado.

"O chá-verde, em excesso, é comprovadamente tóxico", afirma Paraná, da Sociedade de Hepatologia. O chá é um dos ingredientes mais usados no "detox".

MAIS LEVE

A psicóloga Mana Mendonça, 34, já fez dias de "detox" só com líquidos, mas sua receita preferida é a de um suco verde, que ela bebe todos os dias pela manhã.

"Vai couve, pepino, cenoura, maçã e linhaça. No começo, eu achava bem ruim e fedido. Hoje acho gostoso."

Ela acredita que a bebida tira as toxinas do corpo e ajuda a emagrecer. "Eu me sinto leve e, quando não tomo, sinto diferença. Meu intestino não funciona direito."

Para a homeopatia, apesar de o organismo eliminar toxinas, dietas de desintoxicação são necessárias.

"O açúcar refinado, a gordura que ingerimos, tudo isso dificulta a eliminação de substâncias nocivas. A intoxicação impede a saúde plena", afirma Carlos Alberto Fiorot, presidente da AMHB (associação de homeopatia).

Para o nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração, essas dietas só têm efeito psicológico.

"A pessoa toma mais líquidos, come frutas, o intestino funciona melhor e ela tem a sensação de que está se desintoxicando. Mas não serve para nada."

ÉPOCA

Filhos depois da morte

Uma nova regra para a reprodução assistida permite usar sêmen e óvulos de pessoas falecidas

Por Humberto Maia Junior

O assunto parece técnico: uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) da semana passada mudou as regras de uso da reprodução assistida. O novo texto limita o número de embriões a ser transferidos ao útero da paciente em casos de fertilização in vitro e torna mais claros pontos como a proibição de selecionar o sexo do embrião (leia o quadro abaixo) . Como ocorre muitas vezes nessa área, decisões técnicas acabam produzindo alterações dramáticas na vida das famílias. Solteiros e casais gays ganharam autorização para ter filhos por inseminação artificial ou fertilização in vitro. Mas a mudança de maior impacto simbólico foi a que permitiu usar nos processos de fertilização óvulos e espermatozoides de parceiros que já morreram – desde que haja autorização escrita do doador registrada em cartório.

Congelar o material genético é uma solução para que pessoas com risco de morte ou de se tornarem inférteis possam ter filhos no futuro. É o caso da professora paranaense Kátia Lenerneier, de 38 anos. Seu marido, Roberto Jefferson Niels, morreu em fevereiro de 2010, antes de ela engravidar. Para usar o sêmen congelado, ela precisou de autorização judicial. Hoje, Kátia está grávida de três meses. “Interrompi o tratamento (gravidez) para cuidar dele. Deus me tirou algo e agora me deu um presente.”

A autorização por escrito é necessária para impedir o uso indevido do material genético – e evitar problemas de partilha de bens. “Quando a Justiça constata a intenção do falecido, ela se sensibiliza e dá permissão mesmo sem a autorização prévia”, diz Adriano Ryba, presidente da Associação Brasileira dos Advogados de Família. No ano passado, ganhou notoriedade a história da inglesa Andrea Walker. Ela foi casada por dez anos com um milionário que se negava a ter filhos. Dias depois da morte do marido, ela descobriu que ele fora a uma clínica, congelara seu sêmen e deixara uma autorização de uso em nome de outra mulher – criando a chance de sua herança ser repartida com um novo herdeiro.

Época

Menos sangue, por favor

Uma jovem cardiologista brasileira demonstra que transfusões podem trazer mais riscos que benefícios. Quem, afinal, deve recebê-las?

Por Cristiane Segatto

A goiana Ludhmila Abrahão Hajjar nunca teve dúvidas sobre sua vocação. Aos 7 anos, pediu um esqueleto de presente. Aos 8, um kit para simular pequenas cirurgias. “Quando alguém se machucava, eu corria para ver o sangue”, diz. Aos 17, já cursava medicina na Universidade de Brasília. Agora, aos 32, já reconhecida como profissional, está desafiando uma das práticas mais arraigadas entre os cirurgiões. E, de novo, o motivo de sua inquietação é o sangue. Mais precisamente o excesso de transfusões de sangue. Quando alguém precisa passar por uma cirurgia demorada (acima de três horas de duração), quase sempre recebe uma transfusão de sangue. O objetivo é compensar a perda sanguínea que ocorre durante o procedimento. As transfusões são muito comuns em cirurgias cardíacas como ponte de safena, troca de válvula e transplantes. Se a quantidade de hemoglobina (proteína responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos) cai a níveis inferiores a 10 gramas por decilitro de sangue, o cirurgião pede uma transfusão. Os médicos não se perguntavam de onde havia saído esse limite. Ludhmila, porém, decidiu investigar o procedimento em seu doutorado, orientado por José Otávio Auler Jr., na Universidade de São Paulo. Descobriu que ele se justifica pela tradição – e não pelo embasamento científico.

A história é antiga. Em 1934, o americano John Lundy criou na Clínica Mayo o primeiro banco de sangue do mundo. Em 1942, ele propôs o limite de 10 g/dL baseado na observação de seus pacientes. Desde então a recomendação vem passando de geração em geração. “Não podemos continuar fazendo medicina em 2011 baseados num relato de 1942”, afirma Ludhmila. Para colocar a recomendação à prova, ela realizou um estudo com 512 pacientes do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. Eram doentes graves, com perfil semelhante (tinham diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca), que foram submetidos a cirurgias cardíacas.

Metade do grupo recebeu sangue quando o nível de hemoglobina caiu a 10 g/dL. A outra metade só passou pela transfusão quando o índice ficou abaixo de 7 g/dL. O que ela comprovou? Os doentes que receberam menos sangue se recuperaram tão bem quanto os que receberam mais sangue. Uma segunda comparação (pacientes graves que receberam sangue versus pacientes que não receberam sangue, por estar com índices entre 7 g/dL e 10 g/dL) revelou que a transfusão aumenta em 20% a taxa de mortalidade e de complicações clínicas a cada bolsa de sangue recebida. Ficou a impressão de que quanto menos sangue se receber, melhor.

O trabalho foi publicado em outubro no Journal of the American Medical Association com elogios no editorial. “Esse estudo é uma adição notável às evidências anteriores”, escreveu Lawrence Tim Goodnough, da Universidade Stanford. “Elas sugerem que reduzir ou evitar as transfusões em pacientes cardíacos melhora o resultado do tratamento.”

O excesso de transfusões acarreta três graves problemas. O primeiro é o risco de que o sangue esteja infectado por bactérias ou vírus. Nem todos os bancos fazem o teste rápido do HIV. Se o doador estiver na janela imunológica (período que o organismo leva, a partir de uma infecção, para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames), o paciente poderá ser infectado. Também poderão ocorrer disfunções vasculares ou inflamações no pulmão. O segundo problema está relacionado aos custos. Uma bolsa de sangue com 350 mililitros custa de R$ 300 a R$ 800. A maioria dos pacientes recebe de duas a três. Se o doente passa mais de sete dias no hospital, costuma receber pelo menos uma bolsa para compensar o sangue perdido em sucessivas coletas para exames.

O terceiro problema é a falta de doadores. Sangue é um artigo raro, que não deve ser desperdiçado. “Não pretendo dizer que agora é proibido transfundir”, diz Ludhmila. “O importante é que o médico decida dar o sangue a partir da avaliação individual da condição do paciente, e não baseado num número mágico.” Uma pessoa com infarto agudo ou em choque (estado anormal de falta de oxigenação nos tecidos, que pode ser fatal) pode se beneficiar de sangue numa fase mais precoce.

No InCor, o trabalho de Ludhmila já mudou o comportamento dos médicos. “Nossa conduta agora é evitar a transfusão”, diz Noedir Stolf, chefe do departamento de cirurgia cardíaca. Nas últimas décadas, Stolf realizou mais de 300 transplantes de coração. Segundo ele, a ideia de evitar as transfusões não é nova. “Nenhum outro estudo, porém, havia chegado a conclusões sólidas como esse.”

O estudo repercutiu rapidamente entre os médicos estrangeiros. Ludhmila foi convidada a dar uma aula no Congresso da American Heart Association. Também deu palestras pela webcam para médicos da Universidade de Washington e Universidade de Michigan. Seu maior incentivador foi o cardiologista Roberto Kalil Filho, que cuida da saúde dos mais importantes figurões da República. “Ele sabe tudo de medicina”, diz a médica. “Quando eu estava na residência, foi ele quem me mandou fazer a pesquisa.”

A moça que saiu de Anápolis para perseguir o sonho de ser médica (a contragosto do pai fazendeiro) não faz outra coisa da vida. Coordena a UTI cirúrgica do InCor e a UTI cardiológica do Sírio-Libanês. E também a UTI do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Mora sozinha e não tem namorado: “A coisa não vai para a frente. Ninguém aguenta o meu celular”. Ela é de poucas vaidades. Uma vez a cada quatro meses a mãe vem de Anápolis decidida a arrastá-la até o cabeleireiro. Consegue, mas logo o celular toca.

IstoÉ

O hospital do poder

Por que o Sírio-Libanês é tão requisitado por políticos e celebridades do Brasil e do Exterior

Por Mônica Tarantino

Quem cruza as portas de vidro da entrada do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, não pode imaginar que cada passo dado dentro da instituição é monitorado por um complexo esquema de segurança. São 500 câmeras distribuídas por dez mil metros quadrados, 250 controladores de acesso e 250 sensores de proximidade. Além disso, 100 agentes vigiam o interior e os arredores do hospital, quadro reforçado por agentes federais quando chega algum figurão.

Para uma pessoa comum, todo esse aparato pode parecer excessivo. No entanto, para políticos importantes como José Alencar, Geraldo Alckmin, Cláudio Lembo e o ex-ministro Luiz Gushiken, que há menos de um mês estiveram simultaneamente internados ali para cuidar da saúde, é garantia de tranquilidade. Este, porém, é apenas um dos pontos fortes do hospital, que, pelo grande número de pacientes ilustres, acabou se tornando o mais comentado do País. Nos últimos seis meses, também foram atendidos no Sírio a presidente Dilma, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, o ex-governador Orestes Quércia e o senador Romeu Tuma. Como gente famosa tem amigos famosos, o ex-presidente Lula, por exemplo, vai lá com frequência. Foi visitar Dilma, dar um abraço em Gushiken e vê Alencar sempre que pode.

Fundada por senhoras da comunidade sírio-libanesa há 89 anos, a instituição atualmente disputa a preferência de quem pode escolher o melhor tratamento em hospitais de primeira linha, como o também paulistano Albert Einstein. Uma das suas características que tiveram peso nessa história de sucesso é a visibilidade dos médicos da casa. Se em muitos hospitais eles ficam na retaguarda, no Sírio os especialistas que atendem famosos se sentem à vontade para ir até a porta principal dar entrevistas. “Os pacientes vêm para cá atrás dos grandes nomes da medicina”, diz o sanitarista Gonçalo Vecina, superintendente-geral desde 2005. A tarimba de Vecina – ele presidiu a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e foi cotado para o Ministério da Saúde de Dilma – é especialmente útil para administrar as exigências desses médicos que fazem a fama do hospital. Não é raro, por exemplo, o cardiologista Roberto Kalil Filho irromper na sala dele para reivindicar um equipamento de última geração para o seu Centro de Cardiologia. “Exijo e não quero saber quanto custa. Se não fosse por nós, os médicos, isso aqui seria uma casa de saúde”, diz Kalil, que cuida da saúde de Dilma e do ex-presidente Lula, entre outros poderosos. Ele chegou ao Sírio em 1982 como estagiário na UTI. Hoje pertence ao Conselho Diretor e se empenha para fazer do Sírio o melhor em cardiologia.

Atrás da política de portas abertas de Vecina e seu colega, o cirurgião e superintendente de estratégias corporativas Paulo Chapchap, há um projeto bem pensado para alavancar o hospital. Em 2004, a instituição decidiu substituir a gestão de médicos e senhoras da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês por executivos contratados. Passou também a valorizar mais os nomes fortes da casa e a se esforçar para trazer outros. Em 2006, chegou Paulo Hoff para dirigir o Centro de Oncologia. “Os médicos ficam onde são bem tratados. Aqui o acesso à direção é fácil, o corpo técnico é bem treinado e conversamos entre nós sobre os pacientes”, diz Hoff, que chefiou a área de pesquisa do hospital americano M. D. Anderson, referência mundial no tratamento de câncer. Em 2008, veio o cientista Luiz Fernando Lima Reis, para dar impulso ao Instituto de Ensino e Pesquisa (IEP), outro pilar da escalada do Sírio. “Você não está na vanguarda se não produz conhecimento e apenas compra o que está no mercado”, diz Reis. Uma das descobertas do IEP é uma nova molécula para a terapia da obesidade. Serão também estudadas mais duas substâncias para tratar câncer, identificadas durante os estudos dos médicos Drauzio Varella e Riad Younes sobre plantas do Amazonas. Mais uma estrela no firmamento do Sírio é o neurocientista Miguel Nicolelis, que montou ali seus caríssimos laboratórios de ponta.

Onde há tantos astros, porém, não faltam trombadas nos bastidores. No final de 2006, por exemplo, o urologista Miguel Srougi e o gastroenterologista Raul Cutait se desentenderam feio sobre o tratamento de José Alencar. Depois da briga, só no final de 2010 Srougi abdicou das consultas em outro hospital e voltou a se concentrar no Sírio. Outro caso é a decisão do renomado oncologista Antônio Carlos Buzaid de se mudar com sua equipe, ainda no começo deste ano, para o Hospital São José, da Beneficência Portuguesa.

A boa reputação do hospital também se deve à atualização tecnológica. “Estamos no nível dos melhores do mundo”, garante o superintendente Chapchap. Um exemplo é um sistema de ambientação, com imagens e música, para tranquilizar o paciente durante o exame de ressonância magnética. Mais um avanço será a inauguração, em breve, do mais moderno aparelho de radioterapia da América Latina. “Ele tem uma mesa robótica que corrige milimetricamente a posição do paciente para a radiação atingir o tumor com a máxima precisão”, explica João Luiz da Silva, coordenador da radioterapia. “Com esse equipamento, conseguiremos evitar cirurgias de alguns tumores de pulmão”, diz o médico. O custo estimado de um tratamento nessa máquina é R$ 20 mil, segundo o radiologista. Mas é sabido que pelo menos o falecido ex-prefeito Celso Pitta, que estava falido, foi tratado no Sírio sem cobrança de honorários. Alencar, segundo o hospital, tem as suas despesas cobertas pelo plano de saúde e família. O próximo passo da instituição é inaugurar uma extensão em Brasília, para tratar pacientes de câncer. Mais perto do poder, impossível.

Quinta-feira, 13.01.11

Agência Saúde

Saúde doa material informativo para Defesa Civil do RJ

São 250 mil cartilhas, cinco mil folhetos e spots de rádio com informações à população para o enfrentamento de situações pós-enchentes

Por Renatha Melo

O Ministério da Saúde doou à Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) do Rio de Janeiro, para distribuição à população, 255 mil unidades de material informativo sobre “como agir em caso de enchentes”. São 250 cartilhas e cinco mil folhetos explicativos com informações para o enfrentamento de situações como essa que atinge a região serrana do estado. Parte do material já começou a ser encaminhado nesta quinta-feira (13), à Sesdec, pelo Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj).

Além das cartilhas e dos folhetos, o ministério encaminhou 11 spots de rádio para veiculação nos municípios de Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. Os cinco mil folhetos – em 12 diferentes modelos – contem informações sobre prevenção e tratamento relacionados a doenças que podem surgir após enchentes, como é o caso da leptospirose, do tétano e das doenças respiratórias. As publicações também orientam sobre os cuidados adequados que se deve ter com a água e os alimentos para consumo humano e os riscos de acidentes com animais peçonhentos em períodos pós-enchentes.

Nesta quinta-feira (13), o ministério enviou ao Rio de Janeiro mais de sete toneladas de medicamentos e insumos para o auxílio às pessoas atingidas pelas enchentes em Teresópolis, Petrópolis, Friburgo e demais localidades no estado. São 30 kits suficientes para atender 45 mil pessoas por um período de um mês. Eles são compostos por antibióticos, antiinflamatórios, antiparasitários, analgésicos, antitérmicos, anti-hipertensivos, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras, cateteres e seringas, entre outros.

Também nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Gestão Hospitalar no Rio de Janeiro (DGH), reuniu 50 voluntários dos seis hospitais federais da capital fluminense (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Lagoa, Ipanema e dos Servidores) para atuarem nas regiões atingidas pelas enchentes. O ministério ainda deixou 300 profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) de prontidão para o atendimento hospitalar. O ministro Alexandre Padilha também anunciou o repasse de R$ 8,7 milhões para custear a ampliação da assistência hospitalar da região e hospitais de campanha.

Saúde Business

Veja 7 tendências sobre privacidade das informações em saúde

Milhões de registros de pacientes no formato digital possibilitarão crimes como acesso não autorizado e roubo de identidade médica

Especialistas das áreas de privacidade, tecnologia, regulamentação, violação de dados e governança dos Estados Unidos apontaram sete tendências em relação à segurança das informações do setor de saúde para 2011.

Quer ficar por dentro sobre tudo o que acontece no setor de saúde? Assine gratuitamente a nossa newsletter diária e receba os destaques em sua caixa de e-mail.

De acordo com os experts, a troca de informações em saúde está se consolidando e, em breve, os milhões de registros de pacientes no formato digital possibilitarão crimes como: acesso não autorizado, violação das novas leis do setor e grande exposição ao roubo de identidade médica e financeira.

De acordo com o fundador do Ponemon Institute, Larry Ponemon, milhões de pacientes estão sob o risco de fraudes devido à segurança da informação inadequada.

As previsões para 2011 são:

Troca de informações em saúde muitas vezes é refém de organizações inexperientes e com pouco conhecimento em relação aos avanços digitais, o que forçará maior atenção à segurança e privacidade.

Haverá um aumento de multas e medidas de regulamentação pelo Estado e agências reguladoras.

Violação de dados e os custos associados vão aumentar impulsionados pela negligência na segurança das informações.

Os hospitais vão concentrar esforços na gestão de riscos dos dados a fim de aumentar a responsabilidade fiduciária.

Um significativo vazamento de dados é inevitável e trará a atenção nacional para a questão.

Haverá maior consciência do paciente e preocupação com a segurança dos seus dados privados de saúde.

A finalização das regras de notificação de violação de dados elaborada pela Secretaria de Saúde e Serviços Humanos dos EUA pode retirar o termo "dano limiar" - disposição que determina se a notificação é necessária quando ocorre um incidente. Se removido, isso criará um risco de excesso de notificação e dessensibilização de pacientes.

*Com informações da Heathcare IT Nwes

Portal ISaúde

Identificada molécula que controla absorção de gordura no organismo

Manipulação da SRC-2 pode ajustar níveis de energia e gordura armazenada no corpo e atuar no combate a obesidadetamanho da letra

SRC-2 pode servir como um potencial alvo para ajustar os níveis de energia ou de gordura armazenada no corpo e, assim, combater a epidemia mundial de obesidade

Quando as células ficam sem energia, um reostato biológico envolvendo uma molécula chamada SRC-2 repõe a energia disponível em uma base de todo o corpo, promovendo a absorção de gordura no intestino.

Pesquisadores da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, descobriram que a ação do reostato começa com uma enzima denominada AMPK, que detecta quando a energia se esgota e ativa SRC-2 (receptor esteroide 2), um regulador mestre para a energia.

O autor do estudo, Bert O'Malley acredita que a manipulação do SRC-2 pode servir como um potencial alvo para ajustar os níveis de energia ou de gordura armazenada no corpo e, assim, combater a epidemia mundial de obesidade.

Estudos em camundongos que não possuem SRC-2 mostraram que eles comem a mesma quantidade de alimentos que os ratos que têm a molécula, mas eles excretam uma quantidade maior de material fecal, que incluiu altos níveis de gorduras.

Os níveis de gordura, chamado triglicérides circulantes em sua corrente sanguínea diminuem quando SRC-2 está ausente. Segundo os pesquisadores isso indica que a falta de SRC-2 reduz a capacidade dos animais em absorver a gordura no intestino.

Resultados adicionais mostraram que os mesmos padrões foram observados em animais que não tinham SRC-2 apenas no fígado, indicando que o SRC-2 funciona no fígado para promover a absorção de gordura.

JANEIRO / 2011

- Unidas: Pacientes Crônicos e de Alto Custo

Modelos de Serviços para Gestão de Pacientes Crônicos e de Alto Custo - No contexto do modelo de gestão de cuidados

24 e 25 de fevereiro de 2011

SEDE UNIDAS NACIONAL

Alameda Santos, 1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100 - São Paulo - SP

Objetivo

Apresentar o ciclo do modelo de gestão de cuidados, suas fases e resultados com vias de direcionar ações assistenciais e gerenciais. Apresentar os projetos de avaliação de condições de saúde em empresas e seguimento por linhas de cuidado. Apresentar o modelo de gerenciamento de casos para idosos fragilizados e pacientes de alto custo. Discutir a importância da padronização dos processos de avaliação, e estabelecimento de diretrizes assistenciais mínimas. Colocar em pauta a necessidade de tecnologia para alcance da qualidade, escala e abrangência dos programas propostos. O curso foi estruturado em formato de workshop para que os conceitos e as experiências possam ser debatidos e compartilhados entre professor e alunos. Artigos serão fornecidos e debatidos em sala de aula, palestras expositivas, relato de casos, e muita informação para que os participantes possam refletir sobre a real dificuldade em se implantar tais estratégias, com vias a redução do custo assistencial de seus beneficiários.

Instrutor

DR. LEONARDO PEREIRA FLORÊNCIO

Público Alvo

Gestores de Operadoras de Planos Privados de Saúde, Gestores Públicos de Saúde, Coordenadores de Programas e Projetos de Qualidade de Vida, Medicina Preventiva, Promoção da Saúde. Profissionais auditores, gestores de tecnologia da informação de organizações de saúde. Profissionais de saúde que pretendem atuar em programas de promoção da saúde e qualidade de vida.

Informações

Tel. (11) 3289-0855

Fax (11) 3289-0322

com Fernanda Delesporte

treinamento@unidas.org.br (Unidas/AssPreviSite)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 





 
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