Leia
nesta edição:
- Comissão sobre piso salarial de agente de saúde
elege presidente hoje
- Queixas
contra planos de saúde duplicam
- ANS finaliza projeto para desconto em planos
- Planos na berlinda
- Regime
Médico
- Médico que declara laço com indústria
também é antiético
- Direito
ao plano de saúde
- Anvisa faz novo debate sobre veto aos inibidores de apetite
- Setor de
saúde
tem boa perspectiva na Bolsa
- Saúde confirma 15 casos de sarampo no País
- MPs, emenda
29 e piso de policiais estão entre desafios
de Ideli
Terça-feira,
14.06.11
Agência Câmara de Notícias
Comissão sobre piso salarial de agente de saúde
elege presidente hoje
A comissão especial que vai analisar a definição
de um piso salarial nacional para agentes comunitários
de saúde e agentes de combate às endemias se reúne
hoje, às 14h30, para eleger seu presidente. O local ainda
não foi definido.
A comissão analisa o Projeto de Lei 7495/06, que regulamenta
as atividades dos agentes e cria cargos na Fundação
Nacional de Saúde (Funasa). Diversas propostas serão
analisadas em conjunto, como o PL 6111/09, que define o piso
nacional da categoria em R$ 930 mensais para profissionais com
formação em nível médio.
A comissão foi criada na semana passada, em resposta à mobilização
dos agentes de saúde. Representantes da categoria lotaram
oito plenários da Câmara para acompanhar audiência
pública da Comissão de Seguridade Social e Família,
que foi discutiu a remuneração dos agentes.
A Emenda
Constitucional 63, de fevereiro de 2010, estabelece que uma
lei federal definirá o regime jurídico,
o piso salarial nacional, as diretrizes para os planos de carreira
e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias. Segundo
essa emenda, caberá à União prestar assistência
financeira complementar aos estados e aos municípios para
o cumprimento do piso salarial.
Íntegra
da proposta:
PL-7495/2006
PL-6111/2009
Da Redação/PT
Correio Braziliense
Queixas
contra planos de saúde duplicam
De dezembro
de 2010 a abril deste ano, o índice oficial
que mede o número de reclamações passou
de 0,29 ponto para 0,62. Só no primeiro bimestre, foram
28.318 registros. Clientes e médicos aumentam a pressão
para que a ANS aperte a fiscalização
Por Jorge Freitas / Rosana Hessel / Gustavo Henrique Braga
A insatisfação dos consumidores com o mau atendimento
dos planos de saúde não para de crescer. De janeiro
e abril, o índice de reclamações medido
pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS),
mais que dobrou. Entre as empresas com mais de 100 mil clientes,
ele passou de 0,29 ponto em dezembro de 2010 para 0,62 em abril
deste ano. Só no primeiro bimestre, o número de
queixas e de pedidos de orientação saltou de 14.372
em 2009 para 24.166 um ano depois, chegando a 28.318 em 2011.
O problema mais comum é a negativa de cobertura, seguido
de cláusulas contratuais abusivas e aumento injustificado
da mensalidade. Diante do persistente desrespeito aos usuários,
entidades médicas e de defesa do consumidor cobram uma
ação mais rigorosa do órgão regulador
para inibir as práticas irregulares.
O presidente
do Procon do Distrito Federal, Oswaldo Morais, demonstrou surpresa
com
o aumento das reclamações
na ANS. Ele orienta quem se sentir prejudicado a procurar o auxílio
da instituição — os dados serão usados
no mapeamento dos problemas e repassados ao Ministério
da Justiça para eventuais providências. “A
depender da gravidade, o Procon pode aplicar multas que variam
de R$ 212 a R$ 3 milhões à prestadora que desobedecer
o Código de Defesa do Consumidor”, explicou. Na
visão do advogado João Tancredo, o baixo valor
das indenizações aplicadas pelo Judiciário
estimula as operadoras a continuar atendendo mal. Elas preferem
pagar as multas a investir na melhora da qualidade dos serviços.
Armadilhas
A advogada
Patrícia Caldeira considera que a recusa dos
planos em atender consultas e procedimentos previstos em contrato é abusiva. “Em
casos assim, o beneficiário pode procurar a Justiça
para fazer valer os seus direitos”, recomendou. Segundo
Patrícia, os usuários devem prestar atenção
ao contrato, que, em muitos casos, esconde armadilhas. “É preciso
comparar a cobertura oferecida com o rol de procedimentos obrigatórios
determinados pela ANS. Se a empresa se recusar a oferecer o mínimo
estipulado pela agência, o contrato também pode
ser questionado judicialmente.”
A recusa
em prestar o atendimento ocorre exatamente nos procedimentos
com maior
custo para a operadora, como os de implantação
de prótese, apontam dados do Instituto Brasileiro de Defesa
do Consumidor (Idec). As queixas contra planos de saúde
lideram o ranking do Idec há nada menos que 10 anos consecutivos.
A entidade já chegou a mover uma ação civil
contra a ANS, questionando a agência em relação à falta
de transparência para definir os reajustes anuais que,
invariavelmente, ficam acima da inflação oficial.
Cálculos feitos em uma parceria entre o Idec e o Procon
de São Paulo demonstram que, caso a ANS continue a adotar
a metodologia de reajuste atual de planos de saúde, que
resulta sempre em índices acima da inflação,
os clientes não conseguirão pagar a mensalidade
no futuro. Daqui a 30 anos, os preços dos convênios
terão subido 126,67% acima do Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial do custo de vida no
Brasil.
Insatisfação
Para chegar
a essa conclusão, consideraram-se os reajustes
autorizados pela ANS para planos de saúde individuais
de 2000 a 2010, período em que eles subiram 31,36% além
do IPCA, e a estimativa da taxa de inflação no
patamar estabelecido pelo sistema de metas do governo (4,5% anuais).
Um consumidor de 30 anos, de classe média, com salário
mensal de R$ 3 mil, que contrata o plano de saúde e paga
mensalidade hoje de R$ 180,74, em 2040 será um idoso de
60 anos. Seu plano custará R$ 6.088,44, mais da metade
da renda corrigida pela inflação.
A insatisfação com os planos não é exclusividade
dos conveniados. Em um movimento espontâneo na rede social
Facebook, mais de 1,5 mil médicos de todo o país
já confirmaram presença em manifestações
em todas as capitais contra os baixos valores que as operadoras
repassam aos profissionais — eles recebem cerca de R$ 35
por consulta. Em Brasília, a categoria promete fazer um
ato público, com passeata na Esplanada dos Ministérios
e apoio de universitários. A concentração
será em frente ao Memorial JK. O protesto ocorrerá de
forma paralela à pauta de reivindicações
das entidades que representam a classe. Oficialmente, a Federação
Nacional dos Médicos (Fenam) ainda fará uma assembleia,
no dia 30, para definir os rumos da categoria após a paralisação
nacional de 7 de abril.
Jornal da Tarde
ANS finaliza projeto para desconto em planos
Por Saulo Luz
Ainda dá tempo de participar e contribuir com a consulta
pública que debate bônus e descontos de até 30%
nas mensalidades do planos de saúde aos beneficiários
que participarem de programas de prevenção de doenças
e de incentivo ao envelhecimento saudável. A Agência
Nacional da Saúde (ANS) decidiu prorrogar por uma semana
o recebimento de sugestões. O tema é recordista
de adendos e propostas entre todas as consultas já realizadas
pela agência. Já são mais de 13 mil sugestões.
A consulta
pública, aberta desde 16 de maio, estava prevista
para terminar hoje, mas foi estendida até a próxima
terça-feira por conta da grande demanda de participação
da sociedade. As contribuições podem ser feitas
por meio do portal eletrônico da ANS na internet. http://www.ans.gov.br.
“Essa semana adicional só vem a acrescentar, dando
mais tempo para as pessoas participarem”, diz Martha Oliveira,
gerente geral de regulação assistencial da ANS.
Durante as
primeiras sete horas, a consulta recebeu cerca de 3 mil contribuições, quase 1.000% superior à média
das consultas públicas anteriores durante o mesmo período.
A participação foi tão grande que, em alguns
momentos, o acesso ao site da ANS foi prejudicado.
A proposta
de resolução normativa prevê dois
tipos de programas diferentes principais: os de envelhecimento
ativo e os de prevenção de doenças. “A
diferença básica é como vai se dar o benefício.
O de envelhecimento ativo tem foco na continuidade permanente
e dará descontos de até 30% na mensalidade. Podem
ser oferecidos para uma faixa etária específica,
mas todos terão o direito de participar. Não podem
ser focados num público específico demais, como
obesos e diabéticos”, explica Martha.
Além disso, o desconto na mensalidade do plano tem de
ser linear para aquele produto oferecido — sem diferenças
entre faixas etárias — e a operadora não
pode, por exemplo, atrelar o benefício a resultados de
saúde, como redução do colesterol, ou à utilização
da rede de assistência.
Já os beneficiários que participarem de programas
voltados para a promoção da saúde e prevenção
dos riscos e doenças não receberão descontos,
mas bônus — como gratuidade no plano dentário
ou no resgate aéreo, por exemplo.
“A operadora vai montar esse programa com foco em um público
específico, como gestantes, mulheres, hipertensos ou diabéticos.
Pode ser pontual e ter duração definida e o prêmio
não vem em forma de desconto”, completa Martha.
A resolução da ANS sobre o tema entrará em
vigor imediatamente na data da publicação e a previsão
do mercado é que saia num prazo de até quatro meses
após o encerramento da consulta.
A proposta
não obriga as operadoras a oferecer desconto
ou premiação, e a adesão dos clientes também é facultativa — tem
de estar prevista em aditivo no contrato, com prazo mínimo
de vigência de um ano e regras claras.
Atualmente,
já existem programas de promoção
da saúde — as operadoras contratam inclusive empresas
focadas na promoção da saúde e no gerenciamento
de doentes crônicos. Mas não há desconto
para quem participa. A agência estimula as operadoras a
criá-los desde 2005 e monitora a qualidade desses programas.
“Mas o desconto ainda não é adotado porque é preciso
uma regulamentação detalhada para que não
prejudique os direitos atuais dos clientes”, diz Martha.
Estado de Minas
Planos na berlinda
Por Jorge Freitas / Rosana Hessel / Gustavo Henrique Braga
Índice de reclamações contra os convênios
médicos medido pela ANS mais que dobra nos primeiros quatro
meses do ano
A insatisfação dos consumidores com o mau atendimento
dos planos de saúde não para de crescer. Só durante
os primeiros quatro meses do ano, o índice de reclamações
medido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar
(ANS), mais que dobrou. O problema mais comum é negativa
de cobertura, seguido de cláusulas contratuais abusivas
e aumento injustificado da mensalidade. Diante dos números
crescentes, entidades médicas e de defesa do consumidor
cobram uma ação mais rigorosa da agência
reguladora.
O Procon
orienta aos que se sentirem prejudicados a procurar auxílio em postos da entidade nos estados, pois os dados
serão usados para mapear a origem dos problemas e repassados
ao Ministério da Justiça para providências. "Além
disso, a depender da gravidade, o Procon pode aplicar multas
que variam de R$ 212 a R$ 3 milhões à prestadora
que desobedecer ao Código de Defesa do Consumidor",
explicou Oswaldo Morais, presidente do Procon no Distrito Federal.
O baixo valor das indenizações aplicadas pelo Judiciário,
no entender do advogado João Tancredo, estimula as operadoras
a manter o mau atendimento, preferindo pagar as penalidades a
investir no aumento da qualidade dos serviços.
A advogada
Patrícia Caldeira considera que a recusa dos
planos em atender consultas e procedimentos previstos em contrato
são abusivas e exageradas. "Em casos assim, o beneficiário
pode procurar a Justiça para fazer valer os seus direitos",
recomendou. Caldeira afirmou ainda que os consumidores devem
prestar atenção ao contrato, pois em muitos casos
escondem armadilhas. "É preciso comparar a cobertura
oferecida com o rol de procedimentos obrigatórios determinado
pela ANS. Se a empresa se recusar a oferecer o mínimo
estipulado pela agência, o contrato também pode
ser questionado judicialmente", acrescentou a advogada.
As negativas
de cobertura ocorrem exatamente nos procedimentos com maior
custo para a
operadora, como os de implantação
de prótese, apontam dados do Instituto Brasileiro de Defesa
do Consumidor (Idec). As queixas contra planos de saúde
são, inclusive, as primeiras colocadas no ranking do Idec
há 10 anos. A entidade já chegou a mover uma ação
civjil contra a ANS para questionar a reguladora em relação à falta
de transparência para definir os reajustes anuais que,
invariavelmente, ficam acima da inflação oficial.
REAJUSTES
Cálculos feitos em uma parceria entre o Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon de São Paulo
demonstram que, caso a ANS continue a adotar a metodologia de
reajuste atual de planos de saúde, que resulta sempre
em índices acima da inflação, o consumidor,
no futuro, não conseguirá pagar a mensalidade.
Daqui a 30 anos, os planos de saúde terão subido
126,67%, acima da estimativa do Índice de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA). Para chegar a essa conclusão,
consideraram-se os reajustes autorizados pela ANS para planos
de saúde individuais de 2000 a 2010, período em
que estes subiram 31,36% além do IPCA, e a estimativa
da taxa de inflação no patamar estabelecido pelo
sistema de metas do governo, de 4,5% anuais.
Folha
de São
Paulo
Por Mônica
Bergamo
REGIME
MÉDICO
A Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
deve mesmo vetar os inibidores de apetite no Brasil. A medida,
proposta em fevereiro, causou tanta celeuma e resistência
na comunidade médica que o órgão reabriu
discussões sobre o tema. "Não foram apresentados
até agora dados, estudos ou argumentos que mudassem a
opinião da nossa área técnica", diz
Dirceu Barbano, presidente da agência.
NA
DÚVIDA
A Anvisa
realiza hoje painel com especialistas para uma das últimas
discussões sobre o tema. "É possível
que apareçam elementos que respondam às dúvidas
da área técnica. Mas, se permanecerem dúvidas
quanto à segurança dos remédios, como o
Estado poderá autorizá-los?", diz Barbano.
Devem ser vetados emagrecedores como anfepramona, femproporex
e mazindol.
Folha
de São
Paulo
Médico que declara laço com indústria também é antiético
Profissionais
transparentes ainda favorecem laboratórios
que os financiam
Estudos apontam
que divulgação de conflito de
interesse dá 'passe livre' ao médico para conduta
parcial
Por Cláudia
Collucci
O médico que declara seu conflito de interesse com a
indústria farmacêutica é mais ético?
O senso comum diria que sim. Mas pesquisas recentes na área
da psicologia experimental mostram que não é bem
assim.
Ao revelar
todos os laços que possam influenciar seu
julgamento, o profissional se sente livre para continuar adotando
comportamentos ainda mais antiéticos.
A conclusão, de estudos em que são simulados cenários
de conflitos de interesse, coloca em xeque a declaração
feita pelos médicos em congressos e publicações
científicas, em que eles reconhecem todo apoio financeiro
recebido em seu trabalho.
"Não estamos dizendo que a transparência seja
uma coisa ruim. Mas ela não funciona tão bem como
pensávamos", disse à Folha o pesquisador Daylian
Cain, economista do comportamento na Universidade Yale (EUA).
Ele e colegas
realizaram experimentos que simulavam situações
em que o médico (e outros profissionais, como advogados)
tinham de decidir qual era a melhor indicação para
o paciente/cliente.
Os que tinham
conflitos de interesse "como ganhar comissões
pela indicação de um produto" deram mais conselhos
em benefício próprio, não do paciente.
Os pesquisadores
perceberam que, ao revelarem ao paciente o conflito de interesse,
os médicos se sentiram ainda mais à vontade
para agir em causa própria.
"É o chamado licenciamento moral. A divulgação
de um conflito deu às pessoas 'luz verde' para se comportar
sem ética, como se fossem absolvidas por terem sido transparentes",
diz Don Moore, professor de comportamento organizacional da Carnegie
Mellon (Pensilvânia).
BRASIL
Para o professor
da USP Reinaldo Ayer, diretor da Sociedade Brasileira de Bioética, o Brasil está atrasado
nessas discussões. "Aqui, ainda temos de estimular
que a declaração de conflitos de interesse seja
rotina entre os médicos."
Roberto D'Àvila, presidente do CFM (Conselho Federal
de Medicina), concorda: "Ao declarar, dou condição
para quem está lendo uma pesquisa, assistindo a uma aula
ou recebendo tratamento de saber que aquilo está contaminado
por outros interesses".
Para ele,
declarar não acaba com o conflito, mas "torna
a relação [entre os médicos e seus pares
ou pacientes] mais transparente".
O CFM e a
Interfarma (associação das farmacêuticas
multinacionais) estão elaborando um novo código
de conduta ética.
Já o médico gaúcho Guilherme Brauner Barcellos
afirma que a declaração não pressupõe
mudança de cultura nas organizações médicas. "É insuficiente
para proteger os pacientes."
Barcellos
preside a Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar, que
há dois anos faz congressos sem ajuda dos laboratórios. "É possível
fazer, mas precisamos discutir outras formas de financiamento
da educação médica."
Paciente
não vê problema em relações
conflituosas
Estudos mostram
que os pacientes tendem a não se importar
se o médico recebe dinheiro dos laboratórios.
"A pessoa se sente pressionada a ser generosa. Não
quer demonstrar que desconfia do médico, mesmo se a situação
não lhe favoreça", diz Sunita Sah, pesquisadora
da Universidade Duke.
Em uma recente
conferência sobre conflitos de interesse
na escola de direito de Harvard, o psicólogo Mahzarin
Banajim afirmou que o problema central é a certeza que
temos de estar no comando de nossas decisões.
"A psicologia e as ciências cognitivas têm
mostrado que grande parte da nossa tomada de decisão ocorre
inconscientemente."
Francesca
Gino, da escola de economia de Harvard, descobriu em seus estudos
que
as pessoas que usam medicamentos prescritos
por médicos particulares são ainda menos propensas
a reconhecer os conflitos de interesse.
"Embora a maioria de nós reconheça que os
conflitos são, em tese, um problema, não queremos
reconhecê-los em pessoas que conhecemos e que julgamos
como boas e inteligentes", disse.
Estudos na área oncológica confirmam essa hipótese.
Um trabalho
publicado no "New England Journal of Medicine" mostrou
que pacientes com câncer não se importam se seus
médicos recebem dinheiro dos fabricantes de medicamentos,
desde que o tratamento funcione.
Para Eric
Campbell, da escola médica de Harvard, falta
conhecimento aos pacientes sobre os efeitos dessas relações
conflituosas. (CC)
O Dia Online
Direito
ao plano de saúde
Por Maria Helena Crocce Kapp
Rio - Poucos
sabem, mas o Artigo 31 da Lei 9.656/98, que regulamenta os
planos
de assistência médica privada, garante
ao funcionário que se desligou da empresa por ocasião
da aposentadoria e contribuiu com o plano de saúde oferecido
por esta, durante o período trabalhado, o direito a permanecer
como beneficiário deste plano mesmo após o término
do vínculo empregatício.
Infelizmente,
a redação da lei não esclarece
em detalhes todos os aspectos que envolvem tema tão importante
e complexo. Por este motivo, a cada dia, novas ações
judiciais vêm sendo promovidas pelos consumidores contra
as operadoras de saúde para tratar da questão.
De acordo
com a lei, se o ex-funcionário aposentado contribuiu
por 10 anos ou mais com o plano de saúde coletivo da empresa,
terá o direito de permanecer no plano por tempo indeterminado,
nas mesmas condições de cobertura assistencial
de que gozava quando vigorava o contrato de trabalho. Se o período
de contribuição for inferior a 10 anos, o direito
permanece, porém será compatível com o tempo
de contribuição feito, ou seja, à razão
de um ano para cada ano de contribuição.
Em ambos
os casos, a permanência no plano somente será cancelada
por vontade do próprio beneficiário, pelo ingresso
do aposentado em novo emprego ou por término do benefício
aos demais funcionários da empresa.
Para regulamentar
as disposições contidas nos
artigos 30 e 31 da Lei 9.656/98, a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS) promoveu a Consulta Pública
41, na qual os consumidores puderam participar, opinando sobre
o assunto. Com isso, a ANS pretende criar mais uma resolução
normativa regulamentando a situação do plano de
saúde dos demitidos e aposentados.
Sob o ponto
de vista jurídico, as resoluções
normativas não possuem força de lei. Portanto,
não podem criar regimes menos favoráveis aos aposentados
em detrimento das regras protetivas já previstas tanto
na Lei Federal 8.078/90, que protege o consumidor, como na Lei
9.656/98, que regulamenta os planos privados de assistência
médica. Vamos ficar atentos!
Folha
de São
Paulo
Anvisa faz novo debate sobre veto aos inibidores de apetite
Encontro,
em Brasília, vai reunir governo e sociedades
médicas
Por Mariana Versolato
A Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
vai reunir hoje médicos e técnicos do governo para
discutir, em Brasília, a eficácia e a segurança
dos remédios inibidores de apetite.
A agência estuda retirar do mercado drogas com sibutramina
e com derivados de anfetamina, substâncias com efeito anorexígeno
que agem no sistema nervoso central.
Segundo a
vigilância, os remédios têm baixa
eficácia, além de trazerem riscos.
Estarão presentes no debate representantes de entidades
médicas contrárias à proibição
dos remédios, como a Abeso (associação para
estudo da obesidade) e a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia
e Metabologia).
O objetivo
do debate, segundo a agência, é aprofundar
as questões técnicas sobre os medicamentos, com
base em estudos.
No fim do
dia, a área técnica da Anvisa vai encaminhar
o resultado da discussão para que a diretoria da agência
possa tomar uma decisão, ainda sem data prevista.
DEBATE
Alfredo Halpern,
endocrinologista da Sbem e da Abeso, afirma que os remédios são eficazes e que é preciso
fiscalizar e restringir a venda em vez de proibi-la.
"Não há remédio que não possa
fazer mal, mas conhecemos os efeitos colaterais e as contraindicações."
O CFM (Conselho
Federal de Medicina), que estará presente
no painel, também é contrário à retirada
dos remédios do mercado.
"Com acompanhamento médico, essas drogas são
eficazes. Se houver o veto, corremos o risco de ver o surgimento
de um mercado paralelo", diz Desiré Callegari, primeiro-secretário
do CFM.
A reunião, na sede da Anvisa, acontece hoje, às
8h30, e será transmitida pelo site www.anvisa.gov.br.
AE / DCI
Setor
de saúde
tem boa perspectiva na Bolsa
Por Eduardo Puccioni
As companhias
do setor de saúde na Bolsa de Valores,
Mercadorias e Futuros (BM&F Bovespa) têm um ano promissor
graças ao aumento da renda, principalmente das classes
C e D. Com isso, o mercado passa a ficar de olho em empresas
de planos de saúde e laboratórios, entre outras.
Para Ricardo
Almeida, professor de Finanças do Insper,
o momento é bom para o setor de saúde na Bolsa. "Tirando
a Droga Raia, que acabou de sair de um IPO, as demais empresas
estão apresentando bom desempenho", explica o professor.
No ano, o
melhor resultado vem sendo apresentado pelas ações
ordinárias (com direito a voto) da Odontoprev, com valorização
de 8,21%, seguidas pelos papéis ON da Amil, que registram
elevação de 4,51%. No mesmo período o Ibovespa,
principal indicador da Bolsa brasileira, vem-se desvalorizando
10,33%.
A BM&F Bovespa está para receber mais duas ofertas
iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês)
de empresas do setor de saúde. A primeira é a Brazil
Pharma, com uma oferta de ações direcionada para
os investidores institucionais, e a segunda é a Qualicorp
- companhia especializada em planos de saúde coletivos.
"A Brazil Pharma fez recentemente a aquisição
de três grandes farmácias, mas manteve o controle
com os donos. A oferta deve ser para realizar a incorporação
de todas as empresas", explica o professor de Finanças
do Insper.
O grupo de
planos de saúde coletivos Qualicorp divulgou
na semana passada os termos de sua oferta primária e secundária
de ações, que pode movimentar até R$ 1,86
bilhão. A empresa é controlada pela gestora de
fundos de private equityCarlyle e a oferta é coordenada
por Bank of America Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs
e Bradesco BBI, além de BB Investimentos e Barclays Capital.
A oferta
primária da Qualicorp é formada por 27.219.429
ações ordinárias, e a secundária,
por 45.365.714 papéis, num total de 72.585.143 ações.
Os coordenadores estimaram a faixa de preço dos papéis
entre R$ 16,00 e R$ 19,00 e prevêem lotes adicional e suplementar,
num total extra de 25.404.799 de ações. Com isso,
considerando-se o maior preço da faixa estimada e todos
os lotes de ações, a operação pode
movimentar cerca de R$ 1,86 bilhão.
O anúncio da Qualicorp ocorre no mesmo dia em que a rede
de farmácias Brazil Pharma divulgou termos de sua oferta
inicial primária que pode levantar até R$ 520 milhões. "O
valor é baixo; com isso, não temos como saber como
os investidores vão receber as duas novas empresas do
setor. Esta oferta estará disponível para pessoa
física apenas em dezembro de 2012 para, que é quando
o lote de ações, que hoje é de 10 mil, passará a
ser negociada a cada 100 papéis", acrescenta Almeida.
O período de reserva da oferta da Qualicorp começa
em 14 de junho e vai até o próximo dia 24. A fixação
do preço das ações ocorre em 27 de junho
e os negócios com os papéis na BM&F Bovespa
estão marcados para começar no dia 29 de junho
deste ano.
Desde janeiro,
sete companhias promoveram oferta pública
inicial de ações na BM&F Bovespa: Arezzo, Sonae
Sierra Brasil, Autometal, Queiroz Galvão Exploração
e Produção, International Meal Company, Time For
Fun e Magazine Luiza.
Na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é possível
ver 14 ofertas ainda em análise, das quais 11 são
ofertas públicas iniciais, e três, ofertas subsequentes.
Agência
Estado
Saúde confirma 15 casos de sarampo no País
Quem for
viajar para a Europa e Américas e ainda não
tiver tomado a vacina tríplice viral, até os 39
anos, deve fazê-lo até 15 dias antes da viagem
Já foram confirmados 15 casos de sarampo em todo o País,
informou hoje o Ministério da Saúde. Essas ocorrências
se devem a importação do genótipo D4, circulante
na Europa. Foram três casos em São Paulo, quatro
no Rio de Janeiro, cinco no Rio Grande do Sul, um na Bahia, outro
no Mato Grosso do Sul e mais um no Distrito Federal.
Quem for
viajar para a Europa e Américas e ainda não
tiver tomado a vacina tríplice viral, até os 39
anos, deve fazê-lo até 15 dias antes da viagem,
conforme recomendação do Ministério. Todas
as crianças até os 6 anos, 11 meses e 29 dias devem
tomar uma dose extra da vacina contra o sarampo de acordo com
calendário. Serão duas etapas nacionais. Uma a
partir de 18 de julho a 22 de julho em todos os Estados e municípios
para as crianças até cinco anos. Para as crianças
de um ano a menores de sete anos, a vacinação da
primeira etapa será dirigida aos municípios de
Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
A segunda
fase acontecerá entre 13 de agosto e 16 de
setembro. Entram todos os Estados e municípios na vacinação
das crianças até 5 anos. A vacinação
na segunda etapa nacional, para as crianças entre um e
pouco mais de seis anos, será direcionada aos municípios
do Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará,
Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte,
Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Tocantins e o Distrito
Federal.
Segunda-feira, 13.06.11
Folha
de São
Paulo
MPs,
emenda 29 e piso de policiais estão entre desafios
de Ideli
Antes mesmo
de enfrentar no Senado o segundo round do Código
Florestal, a remodelada articulação política
do governo, a cargo da ministra Ideli Salvatti, terá pela
frente três desafios, informa o "Painel" da Folha,
editado por Renata Lo Prete, na edição desta segunda-feira
da Folha (íntegra disponível para assinantes do
jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita
a Folha).
A nova ministra
tem pela frente o projeto que muda o rito das MPs, reduzindo
a
margem de manobra do Executivo, a regulamentação
da emenda 29, que fixa os percentuais mínimos do gasto
público com saúde, e a PEC 300, criadora de piso
salarial para os policiais.
Nessas três matérias, o complicador é o
mesmo visto na votação do código: não
se trata simplesmente de governo x oposição. A
pressão para votar é grande, e parte da base está na
contramão do Planalto.
Ideli toma
posse hoje como ministra da articulação
política do governo, posto que na prática vinha
sendo desempenhada pelo ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil).
Com a substituição de Palocci por Gleisi Hoffmann
em uma Casa Civil menos política e mais gestora, como
quer Dilma, grupos do PT passaram a fazer forte pressão
pela troca do petista Luiz Sérgio.
Embora Dilma
tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura
a que Luiz
Sérgio foi submetido pelo PT, que
conspirava abertamente inclusive para indicar seu sucessor, o
próprio ministro disse que a situação ficou
insustentável e decidiu pedir demissão.
Em sua breve
passagem pela pasta de Relações Institucionais,
Luiz Sérgio não conseguiu fazer a interlocução
do governo com os partidos e com a base aliada no Congresso,
chegando a ser apelidado, ironicamente, de "garçom" --pois
só anotava os pedidos.
A crise política que levou à saída de Palocci,
e agora de Luiz Sérgio, teve início no dia 15 de
maio, após a Folha revelar que o ministro multiplicou
seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.
IDELI
Líder da bancada do PT e depois líder do governo
no Senado durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva,
Ideli Salvatti, 59, nasceu em São Paulo, mas fez carreira
política em Santa Catarina.
Foi a primeira mulher eleita senadora pelo Estado e uma das
fundadoras do PT local. Antes de chegar ao Senado, cumpriu dois
mandatos como deputada estadual (1995 a 1999 e 1999 a 2003).
Em janeiro
deste ano foi nomeada por Dilma para o Ministério
da Pesca e Aquicultura. Licenciada em física pela Universidade
Federal do Paraná, Ideli é casada e tem dois filhos.
AGENDA
- Negociação dos Serviços de
Saúde
Unidas /
AssPreviSite
16 e 17 de
junho de 2011
SEDE UNIDAS
NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César - CEP 01418-100
- São Paulo - SP
Objetivo
Preparar
profissionais de negociação no mercado de saúde
para atuarem com consciência de seu papel e sua importância
enquanto agentes do processo negocial; Apresentar noções
básicas da negociação em geral e seus
conceitos, princípios e elementos; Apresentar o processo
de negociação em seus aspectos subjetivos e formais;
Apresentar o mercado de saúde, suas características,
seus atores e forças que nele atuam; Identificar vantagens
e dificuldades na negociação multilateral;
Identificar
vantagens e dificuldades na negociação com paralisação
dos serviços; Esclarecer a participação
da ANS, do Poder Judiciário, Ministério Público,
PROCON e CADE no processo de negociação dos serviços
de saúde.
Instrutor
Dr. Natanael
Dantas Soares
Público
Alvo
Gestores
de Operadoras de Planos e Seguros de Saúde e profissionais
de todas as áreas, que atuam no Mercado de Saúde.
Informações
Tel. (11)
3289-0855
Fax (11)
3289-0322
com Fernanda
Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- Congresso Internacional de Acreditação
Segs
Excelência na qualidade e segurança clínica:
impactos, resultados e caminhos. Esse é o tema central
do I Congresso Internacional de Acreditação, que
acontecerá de 13 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Entre
a programação, duas conferências, um painel
e uma mesa redonda merecem especial destaque, seja pela importância
do palestrante ou pelo tema a ser apresentado: desafios para
superar problemas de qualidade no atendimento e segurança
do paciente; a importância da liderança para melhorar
esses cuidados; o papel da bioética e do biodireito na
questão do paciente como agente de decisão no seu
cuidado; e a acreditação para operadoras de planos
de saúde e sua interface com o mercado.
Abrindo o
evento, o presidente da The Joint Commission (EUA), Mark Chassin,
falará sobre Os Desafios para Qualidade
e Segurança no Cuidado ao Paciente. Mestre em políticas
públicas pela Kennedy School of Government, de Harvard,
He also holds a master's degree in public health from the University
of California at Los Angeles.e em saúde pública
pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Chassin
preside o Centro de Transformação em Cuidados de
Saúde da Joint Commission, que trabalha com os principais
hospitais e sistemas de saúde do país, abordando
questões mais críticas de segurança e problemas
de qualidade no atendimento como, infecção associada à assistência
médica, problemas de comunicação entre equipes
e turnos, cirurgia do lado errado e erros de medicação,
por exemplo.
Presidente
International Society for Quality in Health Care (ISQua) e
da Canadian Network
for International Surgery, Philip
Hassen, abordará O Papel da Liderança na Promoção
da Acreditação para Melhorar a Qualidade do Cuidando
ao Paciente. Para o conferencista, a compreensão da importância
estratégica de liderança é fundamental para
a melhoria da qualidade e da segurança do paciente. Segundo
ele, é inaceitável que em muitos países
desenvolvidos, uma em cada dez pacientes hospitalizados ainda
sofra algum dano motivado pela falta de segurança ou de
qualidade no atendimento. Hassen defende que a acreditação
pode melhorar as estruturas, processos e resultados e, sobretudo,
reduzir os danos e habilitar as organizações a
melhorar a qualidade e segurança.
Polêmica à vista
A mesa redonda
Bioética, o Paciente como Agente de Decisão
de seu Cuidado promete levantar polêmica face à relevância
das questões a serem abordadas. Advogados especializados
no tema e os presidentes da Associação Médica
Brasileira e da Sociedade Brasileira de Bioética debaterão
sobre o direito a recusa do tratamento, o direito à segunda
opinião e o direito na participação do cuidado.
O painel
Acreditação para Operadoras de Planos
de Saúde, com a participação do presidente
da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, do assessor
da Superintendência Técnica da Amil, Paulo César
de Souza, é outra discussão que deve levantar reflexões
sobre o serviço ainda incipiente no mercado brasileiro:
a acreditação para operadoras de planos de saúde.
A melhoria da qualidade entre operadora, prestadora e contratante
de serviço e, clientes serão pontos abordados pelos
convidados.
Como participar?
O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA)
e a Joint Commission International (JCI), promotoras do evento,
oferecem cinco opções de pacotes para participação
no Pré-Congresso e no Congresso Internacional de Acreditação,
que acontecem de 12 a 15 de junho, no Rio de Janeiro. Os preços
variam de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 e podem incluir a participação
apenas no pré-congresso e/ou congresso, hospedagem e o
pacote completo.
No Pré-Congresso há três opções
de cursos: Introdução a Qualidade e Ferramentas
da Qualidade, Metas Internacionais de Segurança do Paciente – Capacitação
para Profissionais de Serviços de Saúde e, Introdução
a Auditoria Interna, Metodologia Joint Commission.
Na programação do Congresso Internacional de Acreditação,
que será realizado em três dias, serão três
conferências internacionais, quatro mesas redondas e quatro
paineis, com representantes de diversos hospitais, organizações
e associações de classe do Brasil e do exterior
(a programação completa pode ser acessada em www.cbacred.org.br).
Outras informações pelo telefone (21)3299-8202
ou pelo e-mail ens...@cbacred.org.br.
- Auditoria de medicamentos de alto custo
Unidas / AssPrevISite
Quimioterapia,
radioterapia e agentes biológicos
01 de Julho de 2011
SEDE UNIDAS NACIONAL
Alameda Santos,
1.000 - 8° andar - Cerqueira César
- CEP 01418-100 - São Paulo - SP
Objetivo
O aumento
nos custos da sáude está diretamente
relacionado à incorporação de novas tecnologias.
O advento
dos anticorpos monoclonais para o tratamento do câncer
e dos agentes biológicos para as doenças reumáticas,
auto-imunes e dermatológicas trouxe grandes avanços
para o tratamento, mas com um aumento expressivo nos custos.
O bom uso
destes medicamentos traz benefícios inquestionáveis
para os pacientes mas o mal uso, que não é infrequente,
não só prejudica a saúde dos mesmos como
acarreta desperdícios para os financiadores da saúde.
O desafio
da regulação dos agentes quimioterápicos
e biológicos requer do auditor novos conhecimentos.
O objetivo
geral deste curso é capacitar o auditor a
exercer papel regulatório adequado sobre o uso de agentes
quimioterápicos e biológicos, de forma a assegurar ótima
qualidade assistencial aos usuários de seu sistema.
Instrutores
1) DR.LUCIANO PALADINI
2) ENFERMEIRA
ANNA FLÁVIA FORTES
Público
Alvo
Gestores
e auditores de sistemas de saúde no Brasil.
Informações
Tel. (11) 3289-0855
Fax (11) 3289-0322
com Fernanda Delesporte
treinamento@unidas.org.br
- 2º Simpósio de Política e Saúde:
Forum Virtual
Com o objetivo
de agregar aos debates promovidos pelo processo da 14 ª Conferência Nacional de Saúde, o Centro
Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) realizará de
07 a 09 de julho, o II Simpósio de Política e Saúde,
em Brasília, às vésperas do Congresso do
CONASEMS. Acreditamos que este evento será um espaço
de repercussão das teses construídas no II Simpósio.
Entendemos
que os impasses da Saúde no Brasil exigem
a retomada das discussões em torno dos rumos da reforma
sanitária no contexto do modelo de desenvolvimento delineado
nos últimos anos. Nossa ideia é realizar um debate
de cunho eminentemente político e, a partir daí,
construir teses que contribuam para uma agenda do movimento sanitário.
O debate será realizado em duas etapas: a virtual e a
presencial, sendo essa última durante o Simpósio.
A primeira
fase será por meio deste Fórum Virtual,
desenvolvido a partir de teses produzidas por convidados com
reconhecido saber na área e com atuação
vinculada ao Cebes. Os artigos, porém, não têm
a pretensão de esgotar todas as abordagens nos planos
da análise e da proposição de políticas.
Nossa expectativa é que a ampla participação
de nossos militantes e simpatizantes possa favorecer a construção
de teses políticas consistentes e representativas do pensamento
em prol da reforma sanitária.
Indicamos
o tema "Saúde e Desenvolvimento" para
orientar todo o debate específico, organizado sob a questão
seguinte: "Defesa intransigente do interesse público
na saúde". O formato completo é:
Tema central
do debate: Saúde e Desenvolvimento
Eixo: Defesa
intransigente do interesse público na saúde
1. Sub Eixos:
- Desvendar
e enfrentar as relações entre o setor
público e o privado na saúde;
- Direito
a Saúde,
Acesso Universal e de Qualidade;
- Justiça e Direito: Judicialização, ação
e papel do judiciário para a garantia do interesse público;
- Que alternativas
para a gestão pública de sistemas
e serviços de Saúde?
-
16º Congresso Abramge e 7º Congresso
Sinog
Abramge / AssPreviSite
Sistema Abramge
promove Congressos sobre Tecnologia e Sustentabilidade na Saúde
Suplementar
O diretor-presidente
da ANS será sabatinado durante os
Congressos que reunirão os principais parceiros do Sistema
A tecnologia
ganha espaço cada vez maior em várias áreas.
E na saúde suplementar não é diferente.
Novas vacinas, novos remédios e equipamentos sofisticados
auxiliam os profissionais de saúde. No entanto, como aplicar
as tecnologias de ponta sem perder a sustentabilidade do negócio?
O Sistema Abramge, atento ao mercado, realiza nos dias 18 e 19
de agosto, em São Paulo, capital, os 16º Congresso
Abramge e 7º Congresso Sinog. O tema central dos eventos é "Tecnologia
na Saúde Suplementar - Instrumento para o Desenvolvimento
Sustentável".
Para falar
sobre o atual estágio e as perspectivas tecnológicas
do Brasil a Conferência Magna será feita pelo jornalista
Ethevaldo Siqueira, comentarista da Rádio CBN e articulista
do jornal O Estado de S. Paulo.
No primeiro
dia de eventos, José Sant'Anna Bevilaqua,
coordenador de Tecnologia do Censo Demográfico do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falará sobre
a nova ferramenta do órgão para a realização
do Censo 2010. Na parte da tarde o talk show "Qualidade
como Fator de Sustentabilidade" abordará a Visão
das Operadoras, dos Prestadores e da Acreditadora sobre o tema.
As palestras serão ministradas, respectivamente, por Fábio
Leite Gastal, superintendente médico assistencial do Hospital
Mãe de Deus - Sistema de Saúde Mãe de Deus;
Martha Sevedra, diretora do Hospital Barra D'Or Brasil; e Rubens
Covello, presidente do Instituto Qualisa de Gestão (IQG).
Para fechar
o dia, Gonzalo Vecina Neto, ex-presidente da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e atual
superintendente corporativo do Hospital Sírio Libanês,
fala sobre "Tecnologia na Saúde Suplementar - Instrumento
para o Desenvolvimento Sustentável do Sistema".
No segundo
dia, será abordado o tema "Gestão
Assistencial". Em foco, o "Gerenciamento de Doenças" e "Avanço
Tecnológico na Gestão de Saúde". Apresentarão
estes temas, respectivamente, Ana Cláudia Assis Pinto,
líder da Prática de Gestão Estratégica
de Saúde da Marsh Gestão de Benefícios;
e John H. Harris III, CEO de Qualidade de Vida e vice-presidente
de Inovações da Healthways International.
O talk show
sobre Tecnologia para Pequenas e Médias Operadoras
encerra o período da manhã. O assunto será ministrado
por Luiz Antonio De Biase Nogueira, representante da Abramge
no Comitê de Padronização das Informações
em Saúde Suplementar (COPPIS), que falará sobre "Tecnologia
da Informação na Gestão da Saúde" e
Lincoln de Moura Assis Junior, diretor-presidente da Zilics,
com foco no "Acesso para Pequenas e Médias Operadoras".
Para finalizar
os Congressos, Maurício Ceschin, diretor-presidente
da ANS, será sabatinado em uma "Roda Viva" com
a participação de líderes dos vários
segmentos do setor.
Confira a
programação completa e os descontos
oferecidos nas inscrições dos eventos, clicando
no link:
http://www.abramge.com.br/mailling/Redirect.aspx?3132|||333229|||www.abramge.com.br/16congresso.htm